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Orixás Femininos na Umbanda

O documento apresenta informações sobre diversas orixás da umbanda, descrevendo suas características e atuações. As orixás mencionadas são Oxum, orixá do amor; Oiá, orixá do tempo; Obá, orixá da verdade; Iansã, orixá da tempestade; Egunitá, orixá cósmica; Nanã, orixá da sabedoria; Iemanjá, rainha do mar; e Pombagira, orixá dos mistérios. Informações adicionais sobre Nanã e sua origem na África também são for

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Walter Araujo
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Orixás Femininos na Umbanda

O documento apresenta informações sobre diversas orixás da umbanda, descrevendo suas características e atuações. As orixás mencionadas são Oxum, orixá do amor; Oiá, orixá do tempo; Obá, orixá da verdade; Iansã, orixá da tempestade; Egunitá, orixá cósmica; Nanã, orixá da sabedoria; Iemanjá, rainha do mar; e Pombagira, orixá dos mistérios. Informações adicionais sobre Nanã e sua origem na África também são for

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YABÁ – A FORÇA FEMININA NA UMBANDA

OXUM – A ORIXÁ DO AMOR


Oxum é a yabá do amor agregador, responsável pela concepção da vida. Por isso, muitas
vezes é reconhecida como a orixá dos relacionamentos, dos matrimônios e da sexualidade,
pois é através deles que se obtém a criação da vida.
Como uma Yabá agregadora, tudo que tem ligações, que se agrega, tem influência de Mamãe
Oxum. Os filhos de Oxum são emotivos e carinhosos, valorizando muito a vida amorosa e
sexual. Têm uma espiritualidade muito forte e são muito apegados à família, amigos e lar. São
determinados, adoram luxo, requinte e apesar de valorizar muito a opinião dos outros, não
levam desaforo para casa.
 Clique aqui para saber mais sobre a orixá Oxum.

OIÁ – A ORIXÁ DO TEMPO


Oiá é a yabá de atuação no campo religioso. Ela é a representação da onda divina, da
irradiação cristalina. Atua junto aos seres apáticos e emotivos além de incidir sobre os
descrentes. É a orixá que pune quem usa de práticas religiosas para enganar os outros
explorando fé alheia e quem é fanático. Ela pune pois sabe do valor do divino e torna a
religiosidade algo negativo na vida dessa pessoa.
As filhas de Oiá são pessoas que apreciam muito o estudo da religião, da música, que gostam
de conversas construtivas, da companhia de pessoas maduras, inteligentes, maduras, amorosas
e reservadas. São pessoas discretas e com muita força na personalidade.

OBÁ – A ORIXÁ DA VERDADE


Obá é uma yabá que conhece profundamente a verdade, ela sabe o que é verdade, sabe o que
se eterniza na mente e no tempo. Tem a natureza concentradora e geradora vegetal – que rege
todos os seres, podendo estimular o raciocínio e desenvolvimento. Quem faz mal-uso das suas
faculdades mentais, Obá pune absorvendo suas ondas mentais para evitar malefícios, o que
atrapalha seu raciocínio.
Os filhos de Obá são pessoas que gostam de humildade e simplicidade. Detestam lugares
muito agitados, barulhentos, pessoas fúteis e muito ligadas ao mundo terreno. São ligadas à
importância da vida e das relações.
 Clique aqui para saber mais sobre a orixá Obá.
IANSÃ – A ORIXÁ DA TEMPESTADE
Iansá é uma Yabá da Linha da Lei Maior, ela guia a vida de todos que estão inseguros em
seus caminhos, direcionando-os à evolução. É uma yabá com energia do movimento, dos
ventos, que estimula seus filhos e protegidos. Entretanto, seu lado oposto também pode
estimular a apatia e imobilidade, é preciso ter atenção à sua influência.
Os filhos de Iansã são carismáticos, atraentes e temperamentais. Adoram a sua liberdade e
gostam de brincar com a sedução e distribuir seu charme. Apesar de terem um bom senso de
liderança, são instáveis e temperamentais no trabalho. Têm pensamento à frente do seu tempo.
 Clique aqui para saber mais sobre a orixá Iansã.

EGUNITÁ – A ORIXÁ CÓSMICA


Egunitá é uma Yabá ativa que controla o fogo da Purificação. É ela quem liberta os vícios e
desequilíbrios de todos os seres. Onde existe qualquer desequilíbrio, ela utiliza de seu
magnetismo para utilizar esse fogo purificador. Em seu lado oposto, essa incandescência pode
esgotar ou cegar. Todos nós temos esse fogo cósmico de Egunitá, mas diluído. No momento
em que nos desvirtuamos, Mãe Egunitá acende esse fogo em nós para nos colocar no rumo.
Ela é sincretizada com Santa Sara Kali, a protetora dos ciganos.
Os filhos de Egunitá gostam de estudos, de política, de espetáculos, de conversas reservadas
mas emotivas. Apreciam a companhia de pessoas calmas, passivas, pessoas encantadoras e
que gostem de passear, pois não suportam ficar presos em casa.

NANÃ – A ORIXÁ ANCIÃ


Nanã é a Orixá da Sabedoria, da onda divina da evolução e da dissolução de vícios e excessos.
Nanã é uma yabá que traz maleabilidade aos seres, ajudando a quem está “petrificado”. Ela
coloca as pessoas no caminho da evolução ao livrá-los da negatividade e pessimismo.
Nanã é reconhecida como o orixá que auxilia na reencarnação pois ajuda a diluir sentimentos,
memórias e mágoas da vida. Ela decanta memórias, adormece o estado mental dos seres para
que eles não interfiram em suas próximas encarnações.
É também o orixá da velhice, que adora uma mesa farta, conversas altas e alegres, pessoas
falantes, reuniões familiares, pessoas afetuosas e respeitosas.

IEMANJÁ – A ORIXÁ RAINHA DO MAR


Orixá é a yabá mãe da vida, que dá estimulo e amparo à fertilidade e maternidade. Ela
estimula o amor fraterno e hereditário a todos os seres. É, de uma forma geral, um orixá que
estimula o amor. Ela estimula também a adaptabilidade e a criatividade.
Os filhos de Iemanjá apreciam a vida em família, são vaidosos, dominadores e vingativos.
Dão valor aos amigos, ao respeito e à religiosos. Gostam de pessoas de poder de decisão e
natureza forte.

POMBAGIRA – ORIXÁ?
Já sabemos que muitas pessoas estão pensando: “mas Pombagira é entidade, não é orixá!”.
Tenha calma e leia o texto antes de argumentar. A Pombagira Yabá se classifica como um
mistério e se difere da Pombagira entidade, que trabalha incorporando em médiuns. Segundo
Pai Rubens Saraceni, o nome Pombagira como Orixá está incluído entre os mais de 200 orixás
ocultos. Essa yabá se revelou na Umbanda, na religião brasileira, e não nas origens africanas,
por isso cabe aos Umbandistas fundamentá-la e elevá-la a orixá. “Assim como para a
entidade Exu tomamos emprestado o nome do Orixá Exu, para Pombagira por recomendação
de Pai Benedito de Aruanda, temos a oportunidade de fazermos o contrário, pegar o nome
Pombagira emprestado para identificar a divindade doadora do Mistério, puro e
simplesmente isso” argumentou Pai Alexandre Cumino.
As características dessa Yabá ainda são pouco determinadas e confundidas com a atuação da
entidade, mas ela é uma Yabá da Umbanda sagrada.

Nanã Buruku,[2][3] Nanã, Nanã Buluku, Nanã Buruquê, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Nanã
Borodo, Anamburucu ou Nanamburucu[4] é um vodun e orixá das chuvas, dos mangues,
do pântano, da lama, senhora da morte, e responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e
saída (desencarne). Identificada no jogo do merindilogun pelo odu ejilobon e representado
materialmente no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba nanã.
Afirma-se que Nanã era a rainha de um povo e que tinha poder sobre os mortos. Para roubar
esse poder, Oxalá desposou-a, mas não ligava para ela. Nanã, então, fez um feitiço para ter um
filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho, Omolu nasceu todo
deformado. Horrorizada, Nanã jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade,
quando Nanã engravidou de novo, Orunmilá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela
para correr mundo. Assim, nasceu Oxumaré, que, durante seis meses do ano, vive no céu como
o arco-íris, e nos outros seis é uma cobra que se arrasta no chão.
Em outra lenda, conta-se que, na aldeia chefiada por Nanã, quando alguém cometia um crime,
era amarrado a uma árvore. Nanã, então, chamava os Eguns para assustá-lo. Ambicionando
esse poder, Oxalá foi visitar Nanã e deu-lhe uma poção que fez com que ela se apaixonasse por
ele. Nanã dividiu o reino com ele, mas proibiu a sua entrada no Jardim dos Eguns. Oxalá então
espionou-a e aprendeu o ritual de invocação dos mortos. Depois, disfarçando-se de mulher com
as roupas de Nanã, foi ao jardim e ordenou aos Eguns que obedecessem "ao homem que vivia
com ela" (ele mesmo). Quando Nanã descobriu o golpe, quis reagir mas, como estava
apaixonada, acabou aceitando deixar o poder com o marido. Hoje, no Culto aos Egungun, só os
homens são iniciados para invocar os Eguns.
Uma terceira lenda refere que, certa vez, os orixás se reuniram e começaram a discutir qual
deles seria o mais importante. A maioria apontava Ogum, considerando que ele é o orixá
do ferro, o que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra,
dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual.
Somente Nanã discordou e, para provar que Ogum não era tão importante assim, torceu com as
próprias mãos o pescoço dos animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que
os sacrifícios para Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal.
Na África
Ibiri, o instrumento de Nanã

Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá e a mais vaidosa, em nome da qual desprezou
seu filho primogênito com Oxalá, Omolu, por este ter nascido com várias doenças de pele. Não
admitindo cuidar de uma criança assim, acabou abandonando-o numa praia. Iemanjá o achou
abandonado, quase morrendo e o curou e o criou como se fosse sua mãe, dando-lhe todo o
amor e carinho. Sabendo do que Nanã fez, Oxalá condenou-a a ter mais filhos, os quais
nasceriam anormais (Oxumarê, Ewá e Ossaim), e a expulsou do reino, ordenando-lhe que fosse
viver num pântano escuro e sombrio.
Nanã é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue. É a orixá das
águas paradas. Ela mata de repente, mata uma cabra sem usar faca. É considerada o orixá mais
antigo do mundo. Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. Nanã
desconhece o ferro por se tratar de um orixá da pré-história, anterior à idade do ferro. O termo
"nanan" significa "raiz", aquela que se encontra no centro da terra.
Nanã tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que, em algumas tribos, quando seu nome
era pronunciado, todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre
ao lado do seu filho Omolu. É protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.
É um vodun, segundo alguns pesquisadores, originário de Dassa-Zoumé. É uma velha divindade
das águas. Pierre Verger encontrou um templo Dassa-Zoumé e o sacerdote do seu culto.
A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até
a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos Ashanti.
Entre os fon e mahi, ela é considerada uma divindade hermafrodita, anterior a Mawu e Lissá, aos
quais teria dado origem em associação com a "serpente do Universo" Dan Aido Hwedo. Para
os ewes e minas, ela é, às vezes, vista como um vodun masculino (Nana Densu), esposo da
grande mãe das águas Mami Wata.

No Brasil[
Assentamento de Nanã

Nanã Buruku é cultuada no candomblé jeje como um vodun e, no candomblé queto, como
um orixá da chuva, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada, lama e considerada a
mãe dos orixás Obaluaiyê, Iroko, Osanyin, Oxumarê e Yewá.
Nanã é chamada carinhosamente de "Avó", por ser usualmente imaginada como uma anciã. É
cultuada em todo o Brasil nas religiões afro-brasileiras. Seu emblema é o ibiri, que caracteriza
sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos,
Nanã Buruku poderia ser equiparada à Titã Gaia.

Oxum

Oxum é um orixá feminino cultuado na Umbanda e Candomblé. Conhecida como rainha das
águas doces, dos rios, cachoeiras, da prosperidade, da riqueza, do amor e da beleza. Muitos
fiéis recorrem ao Oxum Umbanda em busca de solucionar problemas financeiros ou do amor.
É chamada de Senhora do Ouro pois, além da prosperidade financeira, é padroeira da
fecundidade e da gestação. Recebe a prece de mulheres que desejam engravidar e querem
proteção durante a gestação.

UM POUCO MAIS SOBRE O OXUM UMBANDA


Oxum é filha de Iemanjá e Oxalá. O seu nome é derivado do rio Osun, que fica em
Iorubalândia, na região da Nigéria. O culto de Oxum é realizado nas cachoeiras e rios, perto
de nascentes de água mineral. A representação do Orixá Oxum veste azul e dourado, um
abebé e um ofá dourados. Oxum representa a sensibilidade e, quando incorpora uma pessoa,
derrama lágrimas. O Orixá Oxum foi esposa de Xangô, assim como Iansã e Obá. Tinha
desavenças com Obá e a convenceu certa vez de cortar a própria orelha.

OS FILHOS DO ORIXÁ OXUM


Os filhos do Orixá Oxum são sentimentais, sensíveis, agem mais com a emoção do que com a
razão. São pessoas muito vaidosas, amam espelhos, joias, se vestem muito bem e tem grande
preocupação quanto à sua apresentação. Simbolizam o charme, a beleza e a sensualidade.
Porém, são reservados e não gostam de chocar a sociedade. São pessoas ambiciosas, que
almejam sua ascensão social.
Os filhos de Oxum são estrategistas, sempre buscam um objetivo. São doces por fora, mas
muito fortes e determinados por dentro. Além de uma boa colocação social, gostam de estar
presentes em festas e eventos, que lhes traga prazeres e prestígio.
Sua vida sexual é intensa, porém são discretos, não gostam de nenhum tipo de escândalo.
Possuem muito amor próprio, portanto, não perdem tempo investindo em relações que não
são correspondidas. Possuem o lado espiritual muito aguçado.

O CULTO AO ORIXÁ OXUM


O principal dia da semana para cultuar o Oxum Umbanda é o sábado. Seu dia de
comemoração anual é 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição. Oxum é
sincretizada na Igreja Católica com Nossa Senhora da Conceição. Mas, também tem
sincretização com outras Nossas Senhoras, como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa
Senhora dos Prazeres. Nossa Senhora da Conceição é a santa da maternidade, por isso o
sincretismo com o Orixá Oxum.
Oxum possui uma festividade anual na cidade de Osogbo, Nigéria. Ela acontece no Templo
de Oxum, que é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005. O Templo fica no
Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, às margens do rio Osun.
As cores do Orixá Oxum são ouro, amarelo, azul claro e rosa. As velas para Oxum devem ser
brancas, rosas ou azuis clara. Suas oferendas são espelhos, bonecas, rosas e palmas amarelas.
Sua saudação é “Ora Yêyê Ô! ”.
O orixá Nanã Buruku (também chamada de Nanã Buruquê) é considerado o mais antigo
dentre todos os orixás. Acredita-se que quando Orunmilá frutificou a Terra, ela já aqui estava.
Seu nome Nanã significa raiz e ela encontra-se no centro da terra. É protetora dos idosos,
desabrigados, doentes e deficientes visuais. E é também um dos yabás (orixás femininos)
mais temidos. Veja orações a Nanã para louvá-la e pedir intercessão.

ORAÇÕES A NANÃ – PARA TODOS OS


MOMENTOS

Veja as mais poderosas orações a Nanã:

ORAÇÃO PARA PEDIR DISCERNIMENTO E UM


CAMINHO PARA A VIDA
“Oh! Mãe dos mananciais. Senhora da renovação da vida.
Mãe de toda criação.
Orixá das águas paradas. Mãe da sabedoria.
Dai-me a calma necessária para aguardar com paciência o momento certo para tomar
minhas decisões.
Que a tua luz neutralize toda as forças negativas à minha volta.
Dai-me a tua serenidade e faz de mim um filho abençoado nos caminhos da paz, do amor e
da prosperidade.
Deus salve Nanã Burukê!
Saluba Nanã!”

ORAÇÃO A NANÃ PARA PEDIR BENÇÃO E


PROTEÇÃO
“À minha mãe Nanã, eu peço a benção e proteção para todos os passos de minha vida.
À minha mãe Nanã, eu peço que abençoe o meu coração, minha cabeça, meu espírito e meu
corpo.
Que aos poderes dados somente à Senhora das Senhoras, sejam caridosos e benevolentes, e
me escondam de meus inimigos ocultos e poderosos.
Minha querida Mãe e Senhora, tenha piedade de meu coração.
Minha querida Mãe e Senhora, faça com que eu seja puro de coração para merecer a sua
proteção e caridade.
Saluba Nanã!”

ORAÇÃO A NANÃ PARA FAZER UMA BOA


PASSAGEM
“Que a sabedoria de Nanã nos dê outra perspectiva de vida, mostrando
que cada nova existência que temos, seja aqui na terra ou em outros
mundos, gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução, e não
uma forma de punição sem fim como julgam os insensatos.
Saluba, Nanã!”

ORAÇÃO A NANÃ PARA ALIMENTAR A FÉ


“Santa Senhora das águas escondidas, aos pés de Jesus Cristo, rogai por nós.
Que ao filtrar as águas de nosso Planeta resgate, terna Senhora, acomoda-as em lençóis
subterrâneos e trazê-as de volta à superfície leve e cristalina, líquido divino, bendito do
Senhor, indispensável a todos os tipos de vida terrestre, demonstrando não só um amor
imensurável por todos os seres, mas imantando-nos com sua sabedoria infinita.
Santa Senhora, dona de pântanos e brejos, início da existência, concede-nos, querida vovó, a
transformação de nossas dores físicas e espirituais; a cura dos males que destroem a
humanidade; a cura do vício que degrada o homem; a cura do desamor que extingui a paz.
Faça brotar em cada um de nós, querida Nanã, a fonte viva da fé em Jesus e, assim, ao
bebermos dessa verdadeira água, possamos libertar-nos, aprender a perdoar e perdoando
sermos perdoados e, na marcha da evolução rumo à transformação, alcançar a verdadeira
vida… a vida eterna!
Que assim seja!”

Ao ler as orações a Nanã, percebe-se a força e a abrangência do poder deste orixá, e também o
sincretismo religioso. Uma yabá temida e adorada, poderosa e justa com todos e que não nega
conforto aqueles que têm boa fé.
UM POUCO MAIS SOBRE NANÃ
Nanã Burukú é o orixá do pântano, dos mangues, é a senhora responsável pela morte, pelos
portais de entrada (na reencarnação) e de saída (no desencarne) de todas as almas. Ela teve
com Oxalá 4 filhos: Oxumaré, Omolu/Obaluaiê, Ossaim e Ewá. Dona de um cajado (ibiri) e
de roupas banhadas de sangue, esse orixá é representado pelas contas lilás, brancas ou roxas.
Seu dia de culto é domingo. Ela é quem cuida da morte, por isso representa os idosos, os
doentes (principalmente de doenças graves, como câncer) e está sempre ao lado de Omulú
nessa missão. Na Igreja Católica tem sincretismo com Santa Ana, mãe de Maria e avó de
Jesus. Por isso muitas vezes é reverenciada como avó.

OS FILHOS DE NANÃ
Os filhos desse orixá são considerados muito apegados ao valores e padrões estabelecidos
pelo homem. Externamente, parecem calmos e pacíficos, mas são muito voláteis, tornando-se
agitado e agressivo rapidamente. Outra característica é a teimosia, são muito teimosos,
apegados, ciumentos e possessivos (especialmente quando são mães).
São pessoas sérias, de respeito, que não apreciam muitas brincadeiras. São majestosos e
imponentes, seguros de seus atos e pensamentos, buscam sempre o caminho correto, da
justiça e da sabedoria.

HISTÓRIA DE IEMANJÁ: A ORIGEM DO MITO


Iemanjá é um orixá proveniente de uma nação chamada Egbá, localizada na Nigéria. Por lá
existe um rio com este mesmo nome e este rio faz parte da mitologia da história da Rainha do
Mar. Alertamos aos nossos leitores que existem diversas versões desta mesma história. Essa é
apenas uma delas e aquela que nós do WeMystic Brasil consideramos como a mais confiável.

IEMANJÁ – A MÃE DE TODOS OS ORIXÁS


Segundo a mitologia Yorubá, Iemanjá foi uma bela mulher, filha do soberano dos mares,
Olokun. Quando criança Iemanjá recebeu de seus pais uma porção mágica que deveria
guardar com cuidado, pois ela a livraria de todos os perigos. Ela cresceu e casou-se com
Oduduá (também chamado de Olofim-Odudua), com quem teve 10 filhos orixás. É por isso
que seu nome também significa “mãe de todos os orixás”.
A MATERNIDADE DE IEMANJÁ
A maternidade deformou o corpo da deusa Iemanjá. Ao amamentar seus 10 filhos, os seios
cresceram muito, e ficaram tão pesados que ela mal conseguia ir visitar os outros reinos. Os
seios de Iemanjá causaram tristeza e vergonha à deusa. Descontente com o seu casamento e
muito carente por viver isolada em Ifé, ela parte de casa em direção ao oeste e conhece o rei
Okerê. Apaixonaram-se imediatamente e casaram-se. Iemanjá fez somente um pedido a
Okerê: que ele jamais a ridicularizasse por causa dos seus seios. Um dia, Okerê chega bêbado
em casa e ela o recrimina. Ofendido, ele grita com ela, e faz graça dos seios da deusa. Iemanjá
foge em disparada com a poção dada por seus pais nas mãos. Okerê, arrependido, corre atrás
da esposa para tentar impedi-la.
Na fuga, Iemanjá tropeça, quebra a poção e seu corpo se transforma em um rio, com o leito
direcionado ao mar. Para tentar impedir a fuga da mulher, Okerê transforma-se em colina,
para barrar o caminho do rio até o mar. Iemanjá então clama pelo seu filho mais poderoso,
Xangô, pedindo ajuda para que ela conseguisse fugir de Okerê. E Xangô parte a colina ao
meio e sua mãe consegue, por fim, chegar ao oceano, tornando-se a Rainha do Mar.

A IMPORTÂNCIA DE IEMANJÁ NO BRASIL


Iemanjá é o orixá mais popular do Brasil, é o único que tem festas públicas e feriados em seu
dia, 2 de fevereiro. Sua festa acontece no Rio Vermelho em Salvador, mas ela também é
saudada durante a virada do ano (31 de dezembro) e em 15 de agosto. É comum ver pessoas
colocarem oferendas a Iemanjá no mar, vestidos de branco colocam presentes em barquinhos
para a Deusa. Ela é a padroeira dos pescadores, por isso antes de ir para o mar, eles costumam
pedir por proteção da deusa no dia de trabalho.
Por ser um país de enorme costa e tradição pesqueira, a adoração da deusa espalhou-se por
todo o país. Ela é também adorada como a deusa da fertilidade e protege seus filhos e todos os
que oram por ela. Ela é reverenciada em diversas religiões e doutrinas como na Umbanda, no
Candomblé, Xambá, Omolokô e Vodu Haitiano. Tem sincretismo religioso com santas da
Igreja católica: Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição ou Nossa
Senhora das Candeias.

 As características marcantes dos filho de Iemanjá


 São amorosos e dão muito valor à família
 São vaidosos
 No amor, são muito instáveis
 São dominadores
 São vingativos
 No trabalho, são pessoas ambiciosas e determinadas
 No corpo físico e na saúde – tendem a ganhar peso
 São fortes e voluntariosos
 Gostam de um pouco de luxo
 São muito apegados aos amigos

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