0% acharam este documento útil (0 voto)
409 visualizações20 páginas

Decreto 312/18 Angolano

Decreto 312/18 Angolano
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
409 visualizações20 páginas

Decreto 312/18 Angolano

Decreto 312/18 Angolano
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
Segunda-feira, 15 de Julho de 2019 ARIO DA REPUBLICA ORGAO OFICIAL DA REPUBLICA DE ANGOLA 1Série— N° 93 Preco deste numero - Kz: 220,00 Toa @ corespondeca, quer ORCA quer relative a snincio © aninatuns do «Disio da Repiblices, deve ser diisida 6 impr | a. see érice ‘Nacional EP, em Luanda, Raa Henrique de Caratho n* 2, Cidade Aka, Caixa Pol 1306, | 91! se vowrimpranincion gorse - End telep: | A2* série ngrensy AB? site NATURA 1 pres de cada Ta pb ica nos Dios (a Republica L* © 2° eeie€ de Ke: 75.00 e pare 13° sae Kz: 95.00, screcido do rexpectivo Ano Ke: 73415940 Kz 43352400 } imposto do sel, dependend a publicasso da Ke 22698000 Ke 18013320 | sie de dep ésito previo efectuarnatesouraria a cna Nacionl “EP SUMARIO Presidente da Repdblica Decreto Presdenclal 212/19 Aprova oFitanto Orginico do Fundo Soberano de Angola. —Revoas ‘9 Decreto Presiden. 89/13 de 19 de Juno, toda lesislago que cantare o dispostono presente Dipl, Deereto Presdenela no 215/19 Aprova a Poltica de lnvestimenta do Fan Ssberano de Angola para gingenio 2019 - 2025, Revoan oDecro Fresidencaln® 10713, de 28 de Junho, que aprova a Politica de Investimento do Fundo Seberano par biéaio 20132014, e toda leaislg30 que conraie © Aipoto no pret Diploma Deereto Presdenela no 214/19: Aprora o Regnlanento de Gesto do Fundo Soberano de Angola Revoaa 0 Decreto Presdencal n° 108713, de 28 de Sunho, qe aprorao Regulamento de Gestto do Fundo Soberao,etoda alesis lagio qu contra o dsposto no presente Diplows, Deceeto Presiden 218/19: Aprova aalteragio don 3 do artigo 9"¢ oaditamentodo tiga 38°.B, 0 Batts Orginico da Administag4o Geral Tribtiria, apr ‘yao pelo Desreto Presidencial n° 524/14, de 15 de Dezembro, alter pelo DecretaPresdencial n° 135/18, de 24 de Maio Decreto Preskenclaln 21619; Estabelece a obrigatoriedade de aposigto de selos fscais de alta seguranga an meticamentos, bebidas, quidos alesis, tabaco «seus sucedineos manufacturados¢ demais produtos, —Revoge toda »legslagio que contrarie 0 dsposto no presente Diploma nomendatente © Decreto Prsidencial n° 185/19, de 6 de Junho. Decreto Presencialn 21719; Inst 0 Cart de Muncie ¢ define os requisitos¢ procedimentos paraa sun emissde. — Revoga o acto individual de certificag30 de _esidencin do cdo por va da cries do Atetca de Residencia, 0 qual ésubstitido pelo Cato de Municipe PRESIDENTE DA REPUBLICA Decreto Presidencial n° 212/19 de 15 de Julho Considerando 2 necessidade de dotar o Fundo Soberano de Angola de um modelo organizacional e de govemagio sélidos, com uma divsto clara e eficaz de fangs erespon- sabilidades, compativel com a natureza da actividad deste tipo de insttuigho financ (© Presidente da Repiiblica decreta, nos termos da ali- nica d) do artigo 120° ¢ dom 2 do artigo 125°, ambos da Constituigao da Republica de Angola, o seguinte: ARIIGO 1" CAprovaci) E aprovado o Estatuto Orgiinico do Fundo Soberano de Angola, anexo ao presente Decreto Presidencial, de que € parte integrante ARTIGO 2° (Revoaacioy E revogado © Decreto Presidencial n° 99/13, de 19 de Junho, ¢ toda a legislago que contrarie o disposto no presente Diploma, ARTIGO 3 (Dividase ominsies) As davidas e omiss6es que resultarem da interpretagao © aplicagao do presente Decreto Presidencial sao resolvidas pelo Presidente da Repiblica, ARTIGO4? (Entrada en vig) presente Diploma entra em vigor na data da sus publicagaio, 4728 DIARIO DA REPUBLICA Apreciado pela Comissio Economica do Conselho de ‘Ministros, em Luanda, aos 26 de Junho de 2019. Publique-se. Luanda, aos 12 de Julho de 2019, © Presidente da Repiiblica, JoXo Manet Gongatves: Lourenco. ESTATUTO ORGANICO. DO FUNDO SOBERANO DE ANGOLA. CAPITULO T Disposicoes Gerais, ARTIGO 1° (Objecto) © presente Estatuto Orginico estabelece a estrutura omgdnien ea forma de fimcionamento do Fimdo Soberano de Angola, abreviadamente designado FSDEA, ARTIGO 2° Natureza) © Fundo Soberano de Angola € uma pessoa colec~ tiva piiblica dotada de personalidade juridica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, especializada em investimentos estrategicos em instrumentos financeiros tra- dicionais e/ou activos alterativos ARTIGO 3° (Sede erepresentagoes) © FSDEA tem a sta sede em Luanda, podendo, nos termos da legislagao em vigor, criar, sempre que as necessi- dades fimcionais 0 justifiquem, delegagées ou outras formas de representagio, em qualquer outa localidade do territsrio nacional eno estrangeiro. ARTIGO 4° CLesistago alicave OFSDEA rege-se pelas disposigdes do presente Estatuto Oraiinico, pela legistagto aplicével aos instiutos pablicos € demais legislagao aplicavel ARTIGO 8° (tributes do FSDEAY 1. Ao FSDEA incumbe a adop 0 de mecanismos susten- Liveis que garantam a preservagio do capital a longo prazo, 11 maximizagio dos retomos € 0 apoio ao desenvolvimento sociocconémico sustentivel de Angola, através da realizagao de investimentos em sectores estratégicos, em Angola ou no estrangeiro, com vista a transferéncin geracional de riqueza, bbemn como a coneretizagao das fungdes de estabilizagao fiscal de acordo cam o disposto na lesislagio aplicével 2. AOFSDEA cabe, em especial, o seauinte: <4) Optimizar a alocagio dos recursos financeiros sob sua gestao, podendo investir em actives de maior ‘ou menor liquidez, nos mercados intemnacionais ou localmente: ) Conceber, implementar, deter, intervit, manter aacompanhar projectos, ©) Constituir, subscrever capital ou tomar participa- ¢8es no capital social de sociedades gestoras de patticipagdes sociais ou sociedades comerciais, com sede em Angola ou no estrangeiro, @ Participar em contratos de consércio ot outras formas de pareerias a desenvolver em Angola ot no exterior, com entidades angolanas ou estran- cra, piblicas ou privadas; ©) Criar on subscrever participagdes em fundos de investimentos privados; Pi Realizar otras aplicagGes financeiras e investi- mentos que pela sua rentabilidade se revelem necessirias ou convenientes para a materiali- zagio dos objectives previstos na Politica de Investimento e no presente Estatuto Orgénico, g) Contratar organizagSes ou entidades, puiblicas ou privadas, angolanas ou estrangeiras, para @ concep, construgio, operagio, mamutencio, seguro elou gestio de quaisquer projectos, no fimbito do seu mandato; ‘n)Vender, alugar,licenciar ou conceber dieitos sobre quaisquer projectos e organizag.es on entidades, as detidas pelo FSDEA, ou qualquer outra forma de transacgao que © Conselho de Administrayio considere adequada 8 prossceugao dos objectives do FSDEA previs- tos no presente Estattto Orzanico ouna Politica de Investimentos. 3. Ficam exchuidos do ambito das atribuigses do FSDEA a concessio de crédito €a prestago de garantias 4. Os investimentos a realizar pelo FSDEA obedecem a ‘uma politica de investimento aprovada pelo Titular do Poder Executive. angolanas ou estran ARTIGO 6° (Superintendénctay © FSDEA esta sujeito a superintendéncia do Titular do Poder Executivo, exercida através do Titular do Departamento Ministerial responsével petas Finangas Publica. ARTIGO 7! (Contesido da superintendencia) A superintendéncia tem o seguinte conteudo: ‘i Definisao das linhas orientacoras no sentido de garan- tir o alinhanento dos objectives da actividade do FSDEA com as politicas macroeconémicas defini das pelo Titular do Poder Executivo, b) Aprovagao da politica de investimento apresentada pelo Consetho de.A dministragaio do FSDEA: ) Aptovacio do Regulamento de Gestao do FSDEA: @) Aprovagio dos planos, anval e phuriamual, de activi- dades, ¢) Aprovacio dos orgamentos annais e pluriamais; I SERIE N° 93 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 4729 Fi Aprovagto do relatério de actividades © de contas, anual; ) Suspensilo, revogagzo ou anulago, nos termnos da lei em vigor, dos actos dos orgs do FSDEA. que estejam em discordancia com a lei ARTIGO 8° (@restagae de informs to) 1, Anualmente, com referéneia a 31 de Dezembro de cada ano, devem ser submetidos ao Ministerio das Finangas, para parecer ¢ subsequente remessa ao Titular do Poder Executivo, 0 Relatério € Contas de Encenamento do Exercicio Financeiro, auditado, instruido com o parecer do Conselho Fiseal. 2. OFSDEA deve remeter, igualmente a0 Ministerio das Finangas, orelatétio e contas anuais, bem come os relatérios lrimestrais de actividades e prestagao de conta. CAPITULOIL Organizasao Interna ARTIGO 9° (Grea0) (0 Fundo Soberano de Angola tem os seguintes éraios: @ Conselho de Administragio, ) Conselho Fiscal; ©) Comité de Investimento. secckor Conse de Adiinistr a0 ARTIGO 10° (@efnigtoe Composicie do Consetho de Adminitrag 0) 1, 0 Consetho de Administragao do FSDEA ¢ o éreao de gestio a quem compete praticar todos 0s actos que se mos- trem necessitios @ administragio do Fundo © @ prossecugo das suas atibuigoes. 2. 0 Conselho de Administragio do FSDEA € com= posto por um minimo de 5 (cinco) eum maximo de 7 (sete) Administradores, dos quais dois nao-exccutivos ¢ os outros executives, sendo um dentre estes o Presidente 3. © Conselho de Administragso ¢ nomeado pelo Presidente da Republica para um mandato de 5 (¢ineo) anos, renovavel uma vez, ARTIGO 11> (Comp tincias do Conse de Administra; 20) 1, © Conselho de Administragao tem as seauintes competéncias, 4) Assegurara representagao legal do FSDEA perante tereeiros no quadro das competéncias reservadas ‘a0 Conselho de Administraga, ) Definir as linhas de actuagao do FSDEA e praticar todos os actos adequados ao cumprimento das suas atribuigses; ©) Definir os objectives, a estratéaia e as politicas de ‘gestio do Fundo; @ Aprovar a estrutura orgénica, as politicas admi- nistrativas, os regulamentos para a condugio intema das actividades, conforme considerado necessério para assesurar o born Sumcionamento do FSDEA; &) Blaborara politica de investimento eo regulamento de gestao do FSDEA ¢ submeté-la a aprovacdo do Titular do Poder Executivo; A Blabotar e aprovar a estratéaia atmal de investi- ‘mento: ) Rever periodicamente a politica de investimento & propor ao Tinular do Poder Executive as respec tivas alteragées; Jy Assegnrar a execugio do orgamento anual apro- vado; #) Aprovar o Relatério ¢ Contas anuais e submeté-los, Jmtamente com o parecer do Conselho Fiscal, 20 Titular do Poser Executivo; J) Deliberar sobre as regras de aquisigno, gestio ¢ alienagao do patriménio, nos termos do presente Estntuto Orsinico € da lesislagao aplicavel; BW Elaboraro plano anual e plurianual de actividades, os relatorios de actividade doFSDEA, bem como © orgamento do FSDEA ¢ demais instrumentos de gestio provisional legalmente estabelecidos ¢ submeté-los a aprovagao do Titular do Poder Executive, D Aprovar os regulamentos previstos no presente Estatito Orginico e os que se revelem necessi- rios ao desempenho das atribuigdes do Conselho eA dministragio; ‘m) Admitir © pessoal necessirio a0 fimcionamento dos éegios ¢ servigos, nos termos do presente Estatuto Orainico e da lesishag io aplicivel; n) Contratar terceiros, para prestagao de quaisquer servigos 20 FSDEA, com vista 20 adequado deseapenho das suas atribuigoes: (0) Praticar os demais actos de gestio, decorrentes da aplicagto do presente Estatito Organico € reau- lamentos de actividade do FSDEA, necessirios para o bom funcionamento dos 6raaos € servigos do FSDEA: ‘p) Tomar todas as decisSes que se considerem estra- tegicas, em fimgao do seu montante,risco ou das suas caracteristicas especiais, @ Prestar toda a informagio sobre os investimentos realizados © qualquer outra informagao sobre as actividades do Fundo que sejam solicitadas pelos organismos pablicos com poderes para 0 feito, 1) Fomnular € aprovar 0 Cédigo de Conduta; 4730 DIARIO DA REPUBLICA 4) Assegurar que as regras e praticas intemacional- mente estabelecidas para o fancionamento dos Fundos Soberanos, seam respeitadas e aplica- das, particularmente os Principios de Santiago, 8 Nomeat representantes do FSDEA, temporérios ou permanentes, em sociedades ou outras inst- tuigdes ou organismos publicos ou privados em que o FSDEA tenha participagao: tu) Exercer quaisquer outros poderes que the sejam atribuidos; ¥) Assinar protocolos © Memoranclos de Entendi- mento Nacionais Infemacionais, no émbito da prossecugao dos objectivos do Fundo 2. OFSDEA érepresentado e vincule-se,na pritica deactos Juridicos, pelo Presidente do Conselho de Administragao ‘pelo menos dois administradores, ou por mandatario especial= mente designado, nos tenmos do presente Estatuto Oraanico. ARTIGO 12° (Divisio de pelouros) 1. Sob propos do Presidente do Consetho de Adiministragio, o Conselho de. Administragao pode distibuir, ‘pelos seus membros executives, a gesto de um ou mais pelou- ros do FSDEA, devendo, nesse caso, fixar expressamente os limites da delegnevio dos poderes de gesto da dea em questo, aque devem constar da acta da reunio em que tal deliberagao scjatomada. 2.0 disposto no niimero anterior niio preiudica 0 dever de todos os membros do Conselho de Administragio acompa- harem a generalidade dos asmntos reativos a actividade do FSDEA, nem 0 poder do Conselho de Administragso de, sob proposta do seu Presidente, avocar os poderes delezados ou revogar os actos pratcados no ambito da delezago de posleres. ARTIGO 13° (Competéncias do Presidente do Conse de Administaga0) (Presidente do Conselhio de Administragio € 0 rato de ‘gestao singular do FSDEA, a quem compete: a) Assegurar as relagoes com o érato de superinten- dencin, ) Presidir as reunises do Consetho de Administra fo, orientar os seus trabalhos © assegurar 0 cumprimento das respectivas deliberagies; «) Exercer 0 poder disciplinar sobre os funeionérios; @ Representar oFSDEA, em juizo e fora dele: 6) Nomeat ¢ exonerar os tilares dos cargos de direc- 80 € chefia do FSDEA; A Exarar as ordens ¢ instrugses intemas que se mos- trem necessérias 20 fiincionamento do Fundo; 2) Exercer as demais funedes que resuitem da lei, do presente Estatuto Orginico on dos seus reeula- ‘mentos intemos, ou que sejam determinadas no Ambito da superintendéncia ou tutela ARTIGO Ms (Forma dos actos) 1, No Ambito das suas competéacias, o Presidente do Conselho de Administragao do FSDEA emite despachos intemos, ordens de servigo e cireulares. 2. O disposto no mimero anterior mio prejudica que sejam adoptadas outras formas de actos em regulamentos intemos ou outros que nao contrariem a legislagao aplicavel. SECGAO TI Consetho Fiscal ARTIGO 15° (Compose ao ¢ mandate) 1, 0 Conselho Fiscal é 0 orgao de controlo ¢ fiscaliza- ‘¢lo interna a0 qual incumbe analisar ¢ emitir parecer sobre ‘actividade e as matérias de indole econémico- financeira e patrimonial do FSDEA, 2. © Conselho Fiscal € composto pot um Presidente © dois vogais, nomeados pelo Ministro das Finangas, devendo ‘um dos membros ser perito contabilista, para um mandato de {és (3) anos nao renovavel. ARTIGO 16° ‘(Competneias) 1, 0 Consetho Fiscal tem as seauintes competéncias: i Fiscalizar a gestao e controlar 0 cumprimento das leis, € dos regulamentos apliciveis a situagao econs- ‘mica, financeira e patrimonial do FSDEA; ) Apreciar © emitir parecer sobre o Relatério € Contas anual doFSDEA; ) Exarninar a contabilidade do FSDEA; Solicitar a0 Presidente do Conselho de Administragao do FSDEA a realizagio de reunites conjuntas dos ois ros, no ambito das suas atrbuigBes, sem- pre que se afigure necessirio; @) Manter informado o Conselho de Administragae do FSDEA sobre os resultados das verificagdes eexae ‘mes a que proceday JF Pronunciar-se sobre qualquer assunto de interesse para o FSDEA que seja submetido sua apreciagao pelo Conselho de Administragio; &) Exercer as demais aibuigdes previstas em lesislagao aplicavel 2. Para 0 cumprimento das suas attibuigdes, 0 Consetho Fiscal tem o diteito a cbtar do Conselho de Administragao as infonnagdes € os esclarecimentos que julaue necessitios. 3. O Consetho Fiscal tem, igualmente, direito no acesso todos os servigos e documentagaa do FSDEA, podendo requi- sitar a presenga dos respectivos responsiveis e solicitar destes ‘os esclarecimentos necassirios ARTIGO 17° @everey (Constinuem deveres gerais dos membros do Conselho Fiscal 4) Exercer a fiscaliza¢o conscienciosa e imparcial, I SERIE N° 93 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 431 ) Manter @ confidencialidade dos factos de que tenham conhecimento em razao das suas fungses ‘oupor causa delas, sem prejuizo da obrigagao de articipar as autoridades os factosiliitos de que tenham conhecimento, ©) Tnformar a0 Orato de Superintendéncia sobre todas as imewularidades © inexactidges verificadas © sobre os esclarecimentos que tenhiam obtido; @ Participar, quando convidado, das reumides do Conselho deAdministragio, sem direito de voto, SBCGAO IL Comité de Investment ARTIGO 18° (Composisao e manda 1. 0 Comité de Investimentos é um ona téenieo e de apoio ao Consetho de Administrarao do FSDEA na tomada das principais decisdes associadas a realizagao de investi- mentos, competindo-the em especial: 4a) Apreciar © emitir parccer sobre a proposta da politica de investimentos e 2 estratésia anual dos investimentos a submeter a0 Conselho de Addministragio do FSDEA e, posteriormente, & aprovagio do Titular do Poder Executive; i) Apreciar e emitir parecer scbre as propostas de alo- cagiio dos activos © 0s respectivos relatérios de execugto e sibmete-los ao Conselho de Adminis- ‘ragao do FSDEA e, posteriormente, a0 Titular do Poder Exeeutivo, ©) Promunciar-se sobre quaisquer asstntos submetidos a sa aprecingto pelo Conselho de Administragao do FSDEA, 2. 0 Comité de Investimentos do FSDEA € composto por 4) © Presidente do Conselho de Administragio do FSDEA, que o preside, b) © Administrador do FSDEA, responsivel pelo pelouro dos Investimentos, .) Um representante do Ministério das Finangas, @) Um representante do Ministério da Economia Planeamento; ¢) Um representante do Banco Nacional de Angola (BNA); LP ‘Tres tecnicos seniores designados pelo FSDEA. 3. Bm fimgao da natureza dos assuntos, podem participar nas reuniges do Comité de Investimentos, como convidados, representantes de outros drados ot instituigdes, convidtados pelo seu Presidente 4. Os membros do Comité de Investimentos no sio remmerados. caPiTULO mI Estrutura Interna e Pessoal ARTIGO 19° (@strutura agains) A estrutura organizacional do Fundo Soberano de Angola € arespectiva distribuigéo de competéncias sio estabel das pelo Conselho de Administragao. ARTIGO 21 (aturera do neato) 1L. O pessoal do FSDEA tem um vinculo de emprego sujeito a0 regime do contrato de trabalho previsto na Lei Geral do Trabalho, 2. Nao € aplicavel ao FSDEA oregime juridico dos fin- ionstios puiblicos. ARTIGO 21° (Regulamento interno) © Consetho de Administragio ¢ os servigos do FSDEA, dispdem de Regulamento proprio, a aprovar pelo Conselhio de Administragao do Fundo Soberano de Angola, © Presidente da Reptblica, JoXo MaNuet. Goncatves, Lounesco. Decreto Presidencial n.* 213/19 de 18 de Jato Considerando que a Politica de Investimento do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) ¢ o instrumento que define az diredtrizes que notteiama gestao c aplicagao estratégica de acti- ‘vos do Fundo, com vista a prossecugto dos seus objectivos; Havendo necessidade de se aprovar a Politica de Investimento do Fundo Soberano de Angola para o quinqué- rio 2019 - 2023, © Presidente da Republica decreta, nos termos da ali- nea d) do artigo 120° ¢ do n® 2 do artigo 125°, ambos da Constituigho da Repiblica de Angola, o seguinte: ARTIGO 1” (CAprovacio) Eaprovada a Politica de Investimento do Fundo Soberano de Angola para o quinquénio 2019 - 2023, anexa ao presente |. de que é parte integrante, ARTIGO 2° Revegacion E revogado o Decreto Presidencial n° 107/13, de 28 de Junho, que aprova a Politica de Investimento do Fundo Soberano para o biénio 2013/2014, ¢ toda a legislagao que contraie © disposto no presente Diploma, ARTIGO3* (Datagdexssequentes) © Fundo Soberano € capitalizado de acordo com as regras definidas na Lei que aprova o Orgamento Geral do Estado para cada exercicio econémico. 4732 DIARIO DA REPUBLICA ARTIGO 4° (@ividas¢ emissoes) As diividas e omiss6es suscitadas na interpretagio e apli- cago do presente Decreto Presidencial so resolvidas pelo Presidente da Republica ARTIGO 5° (Entrada em vigor) O presente Decreto Presidencial entra em vigor na data dda sua publicagao, Apreciado pela Comissiio Econémica do Conselho de ‘Ministros, em Luanda, aos 26 de Junho de 2019. Publique-se. Luanda, aos 12 de Julho de 2019. © Presidente da Repiiblica, Joo Master Goxcatves Lourenco. POLITICA DE INVESTIMENTO. DO FUNDO SOBERANO DE ANGOLA, ARTIGO L* (Objective da Politica de nvestimento) A Politica de Investimento do Fundo Soberano de Angola FSDEA ou Fundo tem como objectivo definir as, linhas gerais de actuagio do Fundo, fixando os percentuais, ‘miéximos a alocar pelas diferentes classes de actives, ARTIGO 2° (endatoy Enquanto érgiio estratésico da acco do Executive Angolano, com vista a constitigo de reservas financeiras, ‘para beneficio das geragses actuais e funuras, a actuagao do FSDEA é limitada aos propésitos para os quais foi crindo, sendo regido pelos seguintes mandatos: «a Poupanga etransteréncia de riqueza para as futuras ‘geragbes (Preservagio do Capital); b) Maximizagao dos resultados, ©) Estabilizagao fiscal elativamente és recetas aloca- das para este im. ARTIGO 3° (Prinepiosorientadares) 1. O FSDEA, enquanto entidade de gestio de actives prublicos, de longo prazo, na execugzo da ata politica de nvestimento, deve operar com total autonomia e indepen- déncia dos Orsios da Administraga0 Directa e Indirecta do Estado 2. Tendo em conta a sua natureza, a sia actuagto deve subordinar-se sempre aos prineipios da rentabilidade © da protecgao do capital alocado, devendo os westimentos que realizar reflectirem observancia dos sequintes objectivos: a) Aumentar da riqueza nacional, stravés de uma aestdo cstratéaica e responsivel dos recursos soberanos, alacando-os em investimentos em Angola eno exterior, cus eriterios de prudéncia na relagio riscoMretomo permitam » maximizae (40 dos retomos € minimizando os riseos, ) Contribuir para a criagdo e manntengao de fontes altemativas deriqueza para o Pais, considerando os inferesses a longo prazo dos cidadiios ang lanos, privilegiando a fimgao de poupanga © transferéneia geracional da riqueza, ©) Consituir um fndo para a estabilizagao fiscal ARTIGO4 (Delerminago dassetividades) As actividades inerentes execueto da Politica de Investimento so determinadas © implementadas pelo Conselho de Administragao do FSDEA, de acordo com 0 cstabelecido nesta Politica e no Decreto Presidencial que 3 aprova, ARTIGO 5 (Alocagao de actives) 1. A alocagao de activos, e consequentemente a consti- tuigdo da carteira de investimentos do FSDEA deve ser a seguinte: a) Um minimo de 20% limitado a um méximo de 50% do capital é investido em activos de renda fixa emitidos por agéncias ou instituigoes supra nacionais de paises principalmente do G7, ou de outras economias, empresas ¢ instituigaes financeiras, com classificagao de grau de inves- timente, emitida por um dos 5 (cinco) principais orgtos de classificagao e notagao de risco; ) Um maximo de 50% do capital ¢ alocado em acti- vvos de renda variavel, incluindo acgbes cotadas cm bolsas de valores cm econemias avangadas, activos dos mercados emergentes, bem como ‘mercados e economias de fronteira; ©) Um maximo de 50% do capital € destinado aos investimentos alternativos. 2. A alocagiio estratégica dos investimentos dentro dos limites estabelecidos no niimero anterior ¢ determinada pelo Consetho de A dministragao, 3. O capital do Fundo, adstrito a componente poupanga deve ser investido tinica e exchusivamente para amaterializa- ‘¢80 do set mandato de longo prazo, conforme estabelecido no artigo 2° da presente Politica de Investimento. 4. 0 FSDEA pode recorter 4 utilizagao de instrumentos financeiros de protec, incluinde derivados, exclusiva- mente para cobertura do riseo dos iavestimentos do Fundo. 5. Os retomos dos investimentos s%0 utilizados princi- palmente para reinvestimento e para cobertura de despesas ‘operacionais, podendo seremutilizados para outras despesas, incluindo, mas nao limitado a projectos de responsabilidad social e de apoio ao desenvolvimento, de acordo como esta belecido nos planos anual ou plurianval de investimentos, I SERIE N° 93 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 4733 6. E-vedada ao FSDEA a concessio directa e indirecta de empréstimos ou prestagio de garantias 7. 0 FSDEA pode, em circunsténcias devidamente jus- tificadas © ponderadas pelo Conselho de Administracio, recorrera mecanismos de alavancagem para a realizagao dos seus investimentos, até ao limite de 5% do capital do Fundo. & Devido ao facto de a fonte principal de financiamento do Fundo ser o Sector Petroifero, os investimentos comela- ionados com o sector nao devem exceder 5% dos activos sob gestio do Fundo. 9, Os recursos destinados &estabilizagao fiscal s6 podem ser investidos em activos liquidos facilmente convertiveis ARTIGO 6° (Composicto da carteira demoed) A principal moeda de operagio de investimento do Fundo ¢ 0 délar dos Estados Unidos da América, podendo, ‘no entanto,investirem outras moedas, devendo a exposigio ser definida na estratéaia de alocagao de actives, tendo sem- pre em consideragio a relagio riscofretomo € o ambiente imacroeconsmico. ARTIGO 7: (Gestan do rtso) 0s procedimentos de gestdo do risco a que o Fundo esté sujcito s4o definidos em regulamento préprio aprovado pelo Consetho de Administracio do Fundo. ARTIGO &* (estos externos 1. 0 Fundo pode contratar ceiros, no Ambito da implementagio da sua estratéaia de investimentos. 2. 0 Consetho de Administraeao deve, sem prejuizo da observancia da Lei n 9/16, de 16 de Junkio, dos Contratos Piblicos, determinar as condigves, eriterios ¢ requisitos para ccontratar os zestores de investimento. 3. A contratagao de gestores deve ser dirigida por eit rios de competencia, quatidade, credibilidade, idoneidade, teputagao © experineia comprovada na area de espec zaco em questo, ot. outros requisitos que sejam definidos pelo Conselho de Administragao, devendo em especial a) Estar habilitado e exercer essa actividade de acordo com a lei do pais em que tenha sido constituido, ¢€ ter mais de 10 (dez) anos de experigncia em pelomenos um pais do G7, b) Estar sujcito & supervisio de um éraao regulador ara a actividade desenvolvida: ©) Nao ter sido, nem estar a ser objecto de invests fo criminal, «Nao ter sido condenado por crime de natureza eco- némica e financeita, nem the ter sido aplicada alguma san¢do por um Sraio de regulacao © superviso do mercado financeiro: restores de actives de ter li. @) Terna carteirascb sua gestio um volume deactivos nao inferior a USD 3 000 000 000,00 (és mil milhdes de délares dos Estados Unidos de Amézica. 4. Nao podem ser alocados mais de 30% dos actives do Fundo, em qualquer altura, a um tnico gestor extemno. 5. Todos os gestores do Fundo téin que estar licenciados, pelo respectivo reaulador para o exercicio da actividade, 6. Os propésitos, actividades e autoridade dos gestores ‘extemos do Fundo limitam-se aqueles estritamente necessé- rios para a materializagao do mandato do Fundo, © Presidente da Republica, Joxo Manuet Goncatves Lounexgo. Decreto Presidencial n.* 214/19 de 18 de Jutho Considerando que © Regulamento de Gestao do Fundo Soberano de Angola em vigor configura-se desajustado 20s bjectivos estratégicos definidos para 0 mesmo, no émbito do proceso da sua reestruturagao e actividade, Havendo a nevessidade de se aprovar um Regulamento ‘alinhado com as boas priticas intemacionais sobre o tipo de actividade, bem como com os objectivos estabelecidos no Programa de Desenvolvimento Nacional 2019 - 2022, apro- vado pelo Executive Angolano, © Presidente da Republica decreta, nos termes da ali- nea d) do artigo 120° e do n° 2 do artigo 125°, ambos da Constituigao da Republica de Angola, o seguinte: ARTIGO 1 (Aprovasio) Eaprovado oRegulamento de Gestdo do Fundo Saberanode Angola, anexo ao presente Diploma, de que € parte intesrante, ARTIGO2* (evoracio) Erevouado oDecreto Presidencialn® 108/13, de 28de hinho, ‘que eprove o Regulamento de Gest2o do Fundo Sobarano,¢ toda, a lesislagio que contraie 0 dispostono presente Diploma ARTIGO3 (avid onksbe) As diividas e omiss6es suscitadas ma interpretago e apli- ‘cago do presente Diploma sto resolvidas pelo Presidente da Repitblica ARTIGO4* (Entrada em awe) © presente Decreto Presidencial entra em vigor na data 4a sua publicagao, Apreciado pela Comisséo Economica do Conselho de Ministros, em Luanda, aos 26 de Junho de 2019. Publique-se, Luanda, aos 12 de Julho de 2019. Presidente da Reptblica, Joxo Manurt. Goncatves: Lovano. 4734 DIARIO DA REPUBLICA REGULAMENTO DE GESTAO DO FUNDO SOBERANO DE ANGOLA. ARTIGO L* (Object presente Regulamento estabelece as rearas ¢principics 1 que se suibordina 2 gestio dos activos do Fundo Soberano de Angola, abreviadamente desismado por «undo» ou por ) extremamente completos, vlidades na) @ Peritir nto apenas um controlo vistal, mas, jgualmente, um controlo ¢ uma seguranga refor- ada por vartimento electronico atraves de wm sccamer ou simples «smariphoney: «@) Sersusceptiveis de ser aplicados a um determinado produto com cola htimida ou autovadesivo, ARTIGO Mi (CEmbalagens) 1. Em cada embalagem destinada a venda ao puilico deve ser aposto um selo fiscal de alta seguranga. 2. Cada embalagem nao pode conter quantidade, peso on mimeo de imidades superior ou inferior ao estabelecido por Decreto Executive do Titular do Departamento responsével plas Finangas Publicas. 3. Os iimportadores de bebidas € liquidos alcodticos, assim como tabaco e seus sucedineos manufacturados com vista a sua distribuigao por arosso, devem, no seu fiacciona- mento ¢ reembalagem em Angola, observar 0 disposto nos smimeros anteriores. 4. Os produtos sujitos a selagem obrigatéria, que sean impertaos ou produzidos no Pais a aranel ou em embalngens de grandes quantidades, devem set reembalados antes de sere ccolocados venda ao piilico, de modo a que cada embalagem, ino exceda as quantidades ou o peso legalmente estabelecidos. 5. © Titular do Departamento Ministerial responsé- vel pelas Finangas Piblieas pode, a titulo excepcional € mediante requerimento dos interessados, autorizar a utiliza ‘0 de embalagens que exeedam as quantidades ou © peso Tegalmente estabelecidos, desde que tais embalagens respei- tem os tamanhos padronizados internacionabmente CAPITULOIV Certificacio dos Fabricantes, Produtores ¢ Distribuidores de Produtos Sujeltos a Selagem Obrigatéria ARTIGO 15° (Sujetgao center préviaobrigntria) 1. Os fabricantes, produtores, distribuidores e importa- dores de bebidas e liquidos aleodlicos, assim como tabaco «¢ sous sucedineos manufacturados, bem como dos produ- tos que venham a eonstar do anexo do presente Diploma, a serem distibuidos e vendidos na Repablica de Angola, tém ‘que ser previamente certficados, a seu pedido, pelas entida- des plblicas competentes referidas no artigo 16° 2. Os selos fiscais de alta seguranga s6 podem ser adqui- tidos pelas entidades previamente certificadas nos termos do artigo 17.° ¢ seauintes. ARTIGO 16° (Entidades campetentes para proceder ‘a certifcagao previa obrizatiria) L. Aos Ministros da Indistia ¢ do Comércio compete proceder a cettficagao obrigatoria de fabricantes, produ- tore, distribuidores e importadores de bebidas © liquidos alcodlicos ¢ de tabaco ¢ seus sucedineos manufacturados sajcitos a selagem obrigatécia I SERIE N° 93 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 a4 2. Realizada a cettficagao previa a que se refere o pre- sente artigo, devem as entidades certificadoras comunicar tal facto’ AGT, para inscri¢io ne correspondente base de dados do PROSEFA. 3. © PROSEFA atribui ao produtor, fabricante ou dis- tribuidor um nome de usuirio € uma senha de acesso a respectiva plataforma electrénica por si operada, 4. A inscrigao na plataforma clectrénica € activada de forma automatica no momento em que o produtor, fabricante ou distribuidor realize a primeira operagiio de producio nacional ¢ de importacao, em qualquer ponto conectado da teferida plataforma, ARTIGO 17° astrugao do pedi de cerieaea prévi origatei) Caso sejam adicionados novos produtos sujeitos a sela- ‘gem obrigatéria, o tespectivo pedido de cerificagao previa obrigatoria deve set formulado a0 Departamento Ministerial que tutela o sector de actividade, nos termos dos procedi« mentos administrativos, ARTIGO 18° (Crltrts da certidcacao prévia obrigetéris) Sem prejuizo do disposto em legistagdio especial, 2 cer- tificagao previa obrigatéria de fabricantes, produtores, distribuidores e importadores dos produtos sujeitos a sela- gem cbrigatéria deve ser realizada com base nas normas 180 (International Organization for Standardization) e nas rregras recomendadas intemacionalmente. cAPITULO Vv Fiscaliza¢io, Procedimentos ¢ Sangaes ARTIGO 19° (Fscatieasao) Sem prejuizo das atribuigdes ¢ competéncias legais de outras entidades publicas, a AGT pode, através dos seus ser vigos de fiscaizagao, realizar em qualquer altura as acgdes de ingpev¢ao efisalizagao que tiver por convenientes, com vista verificago do cumprimento do dispesto no presente Diploma. ARTIGO 20° (Local de selagem dor produter) 1. Os produtos deve ser selndos no Pafs de origem, 2. Aos fabricantes e produtores dos produtos sujeitos a selagem obrigatoria, compete apostar selos fiscais de alta seguranga nos respectivos produtos, de acardo com os requi- sites estabelecidos no presente Diploma. ARTIGO 21° (Produtos nae selados) 1. E proibida a importagao, distribuigio © comercializa- a0 de produtos sujeitos a selagem obrigatéria, nos temas do presente Diploma, que nao tenham sido apostos selos fis- cais de alta seauranga 2. Os proctutos sujeitos a selagem obrigatoria, que no tenham sido apostos selos fiscais de alta seguranea, estao sujeitos a apreensiio e destnuigho ediata, devendo o res- pectivo processo de transgtessao ser instruido € decidido de acordo com as normas previstas no Cédigo Aduanciro ¢ domais legislagio aplicavel, conforme o caso ARTIGO 22° Gancoes) 1. Sem prejuizo da responsabilidade civil, criminal ou disciplinar, bem como da aplicagao das demais disposigoes sancionatérias previstas na legisla¢io aplicivel, constitu transgressao: a) A comercializagao de mercadorias referidas no attigo 1.° do presente Diploma sem a aposigao de selos fiscais de alta seguranga a que se enccn- tram sujeitas; ) A cposigto, ou tentativa de oposigao, por parte de fabricantes, produtores, distribuidores, impotta- ddores, exportadores ou dos seus representantes leaais & aposigao de selos fiscais de alta sesu- rranga aos produtos a ela sujeitos; ©) O incumprimento negligente ou doloso de quais quer outros deveres especifices que o presente Diploma impOe aos fabricantes, produtores, distribuidores e importadores, exportadores on seus representantes leaais. 2. As transgressGes previstas nas aliness a), b) e ¢) do ‘nfimero anterior sao punidas com multa nao inferior a 10% nem superior a 30% dos impostos que recaem sobre 0 pro- duto sujeito a selagem obrigatoria. 3.A tenlativa e a nestigencia sfo puniveis nos termos do ne 2 do presente artigo. 4. 0 pagamento das multas referidas nos niimeros ante- ores nao dispensa a observncia das disposigdes constantes do presente Diploma ¢ da legislacao complementar, cuja vviolagio determinou a sna aplicagio. 5. A medida smncionatéria é conumicada as associagoes ppblicas profissionais © a outras entidades com inserigio cbrigatéria, a que os arguides pertencam, 6. Fica ressalvada a punigHo prevista em qualquer outra leaislagao, que sancione com multa mais grave ou prevela @ aplicago de sangio acess6ria mais grave, qualquer dos iici- tos previstos no presente Diploma, ARTIGO 2 Ganeses acessirias) 1. Em fiangao da gravidade da infraceo da culpa do agente podem ser aplicadas em simultneo com multa as seguintes sangSes acess6rins 4) Interdigo do exercicio de actividade profissional; bj Interdigio de exportagio on venda de produtos ara Angola, 6) Interdigio de distribuicAo de produtos no Pais; 2. As sangoes referidas nas alineas a), b) ¢ ¢) do mimero ‘anterior tém durago maxima de dois anos, contados a partir dda deciso administrativa definitiva condenatéria, 4742 ARTIGO 24° (nstrupto-e decsto dos process sancionatérios) AAGT compete a instrusao ¢ decisio de procestos por transgresstio prevista no presente Diploma ARTIGO 28° (Produto das multas) A afectago do produto das multas aplica-se 0 regime instituido pelo Decreton* 17/96, de 29 de Julho. ARTIGO 26° (@rocedanenton) Ao Titular do Departamento Ministerial responsé- vel pelas Financas Publicas compete definir, por Decteto Executivo, 0 regulamento sobre os procedimentos que se revelem necessirios a introdug30 do processo de selazem, DIARIO DA REPUBLICA nomeadamente daqueles que se devem ser observados na produedo, distribuigto, uso € fisealizagao dos selos de alta, seguranga, bem como o seu design e expecificagdes CAPITULO VI Disposisoes Finais e Transitérins ARTIGO 27° iret sabstatiio) Ao presente Diploma aplica-se subsidiariamente a legislagao trbutria edema lessagaoespeifca em vigor sobrea muria ARTIGO 2 @isposicao transiériay (OsDepartamentos Ministeriais devemnoprazo de 90 dias, ‘a contar da data de entrada em vigor do presente Diploma, criav as condig6es administrativas para instrugao € certifica- ‘go prévia dos produtos sujeitos a selagem obrigatéria. ANEXO1I Mercadorias Sujeitas a Aposisio Obrigatéria de Selos Fiseais de Alta Seguranca Cas Pata estas das Mereadrins 20 “Tbacondy Manuictur ale, desperdilo de abaeo oto — | -Tasons densi at2000 | -Tibeotonl ea parcabnete desaado notsow — | pepsi deubseo 2m (Crvto, ats gars de tas 21021000 | -Cigpritir queen aco 2022000 | -cignsos qu camatuanboco Taco pas fr ea que content scat de aco mle pop: 2081100 | -Tacopar exbinbo de gua (onal) mencomto a ota de sth geripo | doprente cpio Cas Pata estas das Mereadrins m0 ‘inhas deuras esas nid ovis niques cem loa; most de was eis a a pasen 2008, I SERIE ~N<* 9 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 4743 Cotigo Patt Designed Mercere oto Yor opus evo pune: Corvin: mono de sc forego ni sd ipo on nteranpi porno de koa 20428 Ontos 2912990 ans zao13000 | oarormitae denne 2s eres ote ins de was ea remap pans ainda rots toa | -tmteepiete de capide nto mys ranson00 [otros Taosanoo | O86 bein Fenrtaa (or eenp , pend< hiro, os) vet debi arena esha debi Fade x can bebidtio aie epectcnd ah anes Nas pone ‘Alco econo devon, crm er aol, Va, gal ov spaior a Hvala elie eam, demon crn ae pir ter sn. ee Cag Pata Desianaca day Mercer zanes000 | rege ranean — | votes 2005000 | omen (Presidente da Repiiblica, Joxo MaNvrt. Goxcatves LounEsco, Decreto Presidencial n.* 217/19 Havendonecessidade de se instimir 0 Cartao de Muni Considerando que a Lei de 18 de Jao como umn expediente de acualizagio ds dados referents & ° 6/16, de 1 de Junho, sobre “ * residéncia dos cidadaos, a Cominicagio da Fisagao © Alteragio da Resicéncia dos Cidadios, determina a necessidade de os Orgios da © Presidente da Republica decreta, nos termos da ali- Adininistragao Publica criarem mecanismos para a conereti-_R€8 1) do artigo 120° e do n° 3 do artigo 125°, ambos da zagio do resisto da ficago e mobilidade dos cidadaos, Constituigio da Repiblica de Angola, o seguinte 4744 DIARIO DA REPUBLICA CAPITULO Disposicoes Gerais ARTIGO 1° cObjecto, (© presente Diploma institui 0 Cartao de Municipe € define os requisitos e procedimentos para a sua emissao, ARTIGO 2° Cimbitoy 1, © presente Diploma aplica-se a todos os cidadaos angolanos que residam em territério nacional 2. O presente Regime aplica-se, igualmente, aos cida- dios estrangeiros que fixem residéncia am Angola, nos termos da lei 3. Os agentes diplomaticos e consulares ficam excluidos do aumbito de aplicagao do presente Diploma, ARTIGO 3° (Cart de Mumseipe) 1. O Carta de Municipe é um documento auténtico que comporta dados relevantes de identificagao da residéneia dos cidadaos. 2. © Cartio de Municipe constitui titulo bastante para atestar o lugar da residéncia efectiva do cidadio perante a quaisquer entidades no dominio do relacionamento administrative. aRTIGO 4" (Objetivos) A criagio do Cartao de Municipe visa, entre outros, os segnintes objectivos: 4) dentificar o lugar da residéncia efectiva do cida- dao, ) Manter actualizado os dados da residéncia dos cidadaos; ©) Racionalizar 0 custo fisico da emissio de varios cartes, agregando num tinico documento a con- digo de acesso a determinados bens e servigos publicos, oh Recensear os cidadaos residentes duma cireunseri- io tervtorial com vista a melhor definigtio das politicas publicas; €) Controlar a fixagiio € a mobilidade dos eidadios a nivel do territério nacional ARTIGO 5° Principio geraty 1. A obtengao do Cartao de Municipe ¢ obrigatéria para todos os cidadaos residentes em Angola, devendo ser apre- sentado quando algum servigo publico o exija 2. 0 Cartao de Municipe ¢ atribuido aos cidadaos que register a sua residéncia num determinado Municipio, ARTIGO 6° (Puincipio da competineia territorial) © Cartao de Municipe deve ser emitide pelo servigo competente de Municipio da residéncia habitual do cidado. CAPITULO IL Descrigao ¢ Funcionalidades do Cartao de Municipe ARTIGO 7! (Estrutaray A ectrutura do Cartio de Municipe & a constante no Anexo I do presente Diploma. ARTIGO 8 (Conte) 0 Carlo de Municipe contém os seauintes elementos: @) Fotografia, b) Nome Completo: 6) Data de Nascimento; @) Data de Emissto; @) Morada: P Cédigo do Municipio, 8) Codigo da Area de Residencia ‘h) Numero do Cartio de Municipe; #) Outros Elementos Incorporados no Cartio. ARTIGO 9" (Pmcionalldades do Carte de Municipe) 1. © Cartao de Municipe permite a0 respectivo titular atestar 0 lugar da sua residéncia perante as entidades pibli- cas e privadas. 2. Sem prejuizo do disposto no niimero anterior, podem as autoridades administrativas do respective Municipio condicionar o aceseo a determinados bens e servigos puibli- cos a apresentago do Carttio de Municipe, nos termos da lei ARTIGO 10° (raze de valdade) 1. © Cartao de Municipe ¢ valido por um periodo de cinco anos, com renovagio automatica enquanto 0 cidadio fiver a sua morada efectiva no Muni 2. A renovagio automiética referida no nimero anterior ito € aplicavel aos menores. 3. Para os estrangeiros, a validade do Cartao de Municipe € condicionada a validade do documento que atesta a situa- ‘go migratoria regular capITULO Mt Requisitos ¢ Procedimentos, para a Emissio do Cartio de Municipe ARTIGO 11" (Emissi do Carta de Manicpe) L.A amissao do Cartao de Municipe oconre, emregra, no acto de registo de fixagao eon alteragao de residéncia, 2. 0 registo referido no mimero anterior ¢ feito de forma presencial, mediante o preenchimento de um impresso © ‘apresentacao de documentos comprovativos da residéncia, nos termos dos artigos 13° ¢ 14° do presente Diploma. I SERIE N° 93 ~DE 15 DE JULHO DE 2019 745 ARTIGO (Campeténciay Cabe as autoridades administrativas locais, a nivel do Municipio, Comuna e Distrito Urbano, conduzir as operagbes, relativas a emissio, alteragio e cancelamento do Catio de Manicips ARTIGO 137 (Requistos para a aribuieao do Cartae de Minicpe) 1. 0 Cartao de Municipe € devido a todos os cidadaos hacionais ¢ estrangeiros com idade ignal ou superior a seis anos de iad € obtido junto das autoridades adhministrati- vas do lugar da sua residéncia habitual. 2. O acto de emissao do Cartao de Municipe depende da apresentagao da prova de residéncia. 3.A prova de resideneia do menor ¢ atestada a partir do cartio do respectivo progenitor ou quem esteja 8 sen cargo, ARTIGO 14° (Decaragho deresidincia) 1A declaragio de residéncia ¢ feta mediante o preenchi- mento de um fornlrio fomecido pela entidade emissora devendo, para o eftto, sar mexado, altemativamente, oseeminte: 4) Documento da titularidade da residencia; ) Factura ou outro documento comprovativo do agamento de daua ou de luz; ©) Declaragao da Comissae de Moradores ou do Conselhio de Moradores da respectiva area de residéncia 2 Na falta dos elementos referidos nas alineas do mtimero anterior, a declaraglo de residéncia pode, ainda, ser cfectnada mediante prova testemunhal de pessoa idénea que conhega o testemmnhado, resida na mestna area de residen- cia € posstia 0 Cartio de Mumicipe, 3. Em caso de falta dos elementos referidos nos nimeros, anteriores, pode a Adinistragao usar outros mecanismos ‘para aferit ou comprovar a veracidade da declaragao pres tada pelo cidadao. ARTIGO 15° (Segunda vi do Canto de Maniipe) 1A emisstio de novo Cartio de Municipe determina a an- Iago automatica do anterior 2. Bin caso de exiravio, o cidadao deve comicarimedia- tamente 0 facto & Administragio mais proxinia da sua dre de residéncia, apresentando elementos comprovativos da partici paciofeta as autoridades potcinis, devendo aquela emitirnovo arto com a indieagio de que se trata de seaunda via 3. im caso de nnidanga de residéncia deve o cidadao tratar novo Cattdo de Municipe junto da respectiva Administraga0, devendo, para oefeto, devolver aqua 0 crtio anterior ARTIGO 16 (usta de emis) A emissio do Cartio de Municipe esta sujeita ao paga- ‘mento de emoluments, nos tenmos do regime actual da cemissio do Atestado de Residéncia, CAPITULO IV Disposicoes Finais e Transitrias antigo 17* (Atvibuisa0 do Cart de Maneipe) 1. 0 Cartdo de Municipe deve ser aribuido, a partir de Setembro de 2019 e tio logo estejam reunidas as condigbes, pelas Administragoes Mumicipais, Comunns e dos Distritos Urbanos a todos os cidadios maiores residentes na respec- tiva cireunscrigao tetera 2A emissio do Cartio de Municipea todos os cidadios, 1 partir dos seis anos de idade, deve ocorrer a partir do ano de 2021 e, para cidadiosestrangeiros em situagio migratéria regular a partir do ano de 2022 ARTIGO 18° (Medida ransteria) 1A emissio da primeira via do Cartio de Municipe ésra- tuita para os eidalaos nacionais, até 31 de Dezembro de 2021 2. Apés 0 periodo referido no niimero anterior, a eissio passa a ser obtigatéria ¢ sujeita 4 cobranga de emolumen- tos, nos termos do regime actual da emissao do Atestado de Residencia, 3. A emissao de segunda via, em caso de extravio, fiea sujeita ao pagamento de emolumentos, ARTIGO 19° (Obrigatriedaey A amiss do Cartio de Municipe sera obrigatoria, na fase referida no n° 1 do artigo anterior, para os cidadaos ‘que solicitem a emissao do Bilhete de Tdentidade através do Cartao de Eleitor, bem como para aqueles que solicitem os servigos dos orgiios da Administragao Local ARTIGO 21 (Substituicie do Atetade de Residencia) O presente Diploma determina a revogacao do acto indi- vidual de certifieagio de residéncia do cidadao por via da ‘emissao do Atestado de Residencia, o qual ¢substituide pelo ‘Cartao de Municipe. ARTIGO 21° (Divides e misses) As diividas e as omissdes resultantes da interpreta ‘¢20 © aplicago do presente Diploma sao resolvidas pelo Presidente da Republica ARTIGO 2 (Gntrada em vigor) (0 presente Decreto Presidencial entra em vigor a pastir de 1 de Setembro de 2019, Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, 20s 27 de Junho de 2019, Publique-se. Luanda, aos 27 de Junho de 2019, © Presidente da Republica, Joxo Manuet Goncatves Lovamsgo. 4746 DIARIO DA REPUBLICA ANEXOT Estrutura do Cartao de Municipe a que se refere o artigo 7° Elementos do Cartio de Municipe: FRENTE CARTAO DE MUNICIPE PRoviNca DE LUANDA AMivaclno oe ana ‘20000000 00000000 sou Anténio Vigoting stor scars 22-1860, ‘somos Rua Ndunduma n°28 smc amais 08.2099 hunosre 17.98.2006 7099.99 oeanenesoenca NOT-TASQ a VERSO © Presidente da Repiiblica, Joxo Manurr. Goxcatves Lotmesco, OE 197-TBS- 1S0ex INGER -2019

Você também pode gostar