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Introdução à Percussão Educacional

O documento fornece noções básicas sobre a técnica de baquetas para estudantes de música. Ele discute como segurar as baquetas corretamente, a postura adequada e três exercícios fundamentais - o toque simples, o toque duplo e o paradiddle - que podem ser usados para desenvolver o controle rítmico.
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Introdução à Percussão Educacional

O documento fornece noções básicas sobre a técnica de baquetas para estudantes de música. Ele discute como segurar as baquetas corretamente, a postura adequada e três exercícios fundamentais - o toque simples, o toque duplo e o paradiddle - que podem ser usados para desenvolver o controle rítmico.
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Percussão na
Educação Musical

TÓPICO 1

Prof. Me. Mateus Espinha Oliveira


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INTRODUÇÃO

Esta disciplina visa prover o aluno de conhecimentos básicos sobre percussão com o
intuito de usá-los na atividade do ensino musical. Além disso, pretende-se também desenvolver no
aluno o fundamento da rítmica de maneira empírica e consistente. Neste primeiro material, falo
sobre os princípios básicos da técnica de baquetas. Esta será a técnica mais importante a ser
estudada no curso e será utilizada em diversos instrumentos distintos.
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TÉCNICA DE BAQUETAS

Tópico 1 – Introdução à técnica de baquetas

Aqui começarei com uma breve introdução sobre a técnica de baquetas. Primeiramente
falarei sobre como segurar as baquetas e logo em seguida abordarei alguns exercícios técnicos
úteis para o desenvolvimento de um controle mínimo das baquetas. Este conhecimento pode ser
muito útil ao desenvolver atividades rítmicas com os alunos.

O ensino de noções básicas de percussão para o estudante de música pode ser


muito importante para o aluno. Ele o ajudará a se relacionar melhor com a rítmica e
futuramente transportará esta experiência para a prática do seu instrumento.

COMO SEGURAR AS BAQUETAS

A baqueta é segurada principalmente pelo que é chamado de “pinça”. A pinça é o lugar


exato dos dedos onde seguramos as baquetas, ela é formada pelo polegar e dedo indicador,
sendo que o polegar sustenta a baqueta pressionando-a contra a primeira falange do dedo
indicador. A segunda falange do indicador também pode ser usada para formar a pinça, ficando a
cargo do aluno a escolha da posição que mais lhe agrada.

A pinça é o sustentáculo principal da baqueta nas mãos, os outros dedos podem


ajudar, mas é ela que garante a firmeza da baqueta nas mãos.

Observem abaixo uma figura ilustrando a pinça. Esta figura pertence ao livro “Método de
Bateria”, escrito por Gene Krupa, lendário baterista do jazz americano.
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Fig. 1: Posição de segurar as baquetas (KRUPA, 1939, p. 8).

Os outros três dedos da mão irão posteriormente fechar-se levemente em torno da


baqueta. Estes dedos mais acompanham a baqueta, garantindo a firmeza da mesma nas mãos,
do que a seguram realmente. Eles não devem nunca pressionar a baqueta.

É muito importante lembrar que a baqueta deve estar firme nas mãos, porém isto
não quer dizer que se deva segurar a baqueta com tensão, as baquetas devem estar quase
soltas nas mãos. As mãos devem estar sempre relaxadas ao segurar as baquetas. A tensão
é altamente prejudicial ao rendimento técnico do baterista ou percussionista.

Outra coisa importante é que a baqueta deve ser segura no seu primeiro terço, ou seja,
como se dividíssemos a baqueta em três partes iguais e a segurássemos na primeira destas
partes. Para assegurarmos isso podemos medir dois dedos na baqueta sobrando para fora da
mão.
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Este forma de segurar a baqueta na sua primeira terça parte é importante por ser aí o seu
ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio da baqueta é o ponto em que quando se toca se obtém
um rebote. Este é a volta automática da baqueta para a posição de ataque logo após o toque. A
baqueta possui um rebote natural que acontece logo depois de um ataque em um tambor, este
rebote é fundamental na técnica de baquetas, pois ele garante economia de energia, leveza do
toque e boa sonoridade.

Abaixo uma figura da posição ideal de se segurar a baqueta. Novamente a figura faz parte
do já mencionado livro de Gene Krupa. Reparem na porção da baqueta que sobra para fora das
mãos.

Fig. 2: Posição de segurar as baquetas (KRUPA, 1939, p. 8).


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Finalizando, falo agora sobre a posição de toque e a postura no momento de tocar o


instrumento. A coluna deve estar sempre ereta, para evitar problemas lombares. As baquetas
devem ser seguradas de maneira que formem um triângulo junto ao corpo. O dorso das mãos
deve estar sempre virado para cima. Isto é fundamental para deixar livre o movimento dos pulsos.
Pois é com os pulsos que se executam os toques.

É com os pulsos que se executam os toques. Os braços simplesmente conduzem o


pulso e funcionam como alavanca para o toque.

Abaixo está uma figura que ilustra a postura correta de se tocar o instrumento.

Fig. 3: Postura do toque (KRUPA, 1939, p. 71).

É também muito importante que se almeje sempre o centro do instrumento. Cada


instrumento de percussão possui uma grande diversidade de timbres. O instrumento possui um
som quando tocado no centro, outro quando tocado na borda, outro quando tocado no aro e assim
por diante.
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No centro da pele do instrumento obtemos o seu som mais puro, deixando as outras
regiões da pele para serem usadas como recursos timbrísticos ou mesmo para facilitar a
execução de dinâmicas. Ao tocar na borda do instrumento conseguimos com mais
facilidade atingir a dinâmica piano. É mais fácil tocar pianos e pianíssimos na borda que no
centro.

EXERCÍCIOS BASICOS DA TÉCNICA DE BAQUETAS

Ao dar noções de percussão para alunos que não serão percussionistas devemos escolher
alguns exercícios básicos que podem ser usados para que eles consigam desenvolver um mínimo
controle de baquetas, o que os permite executar qualquer tipo de ritmo com mais facilidade e
principalmente com mais precisão.

Sugiro três exercícios básicos e uma combinação de dois deles. Os exercícios sugeridos,
também chamados de rudimentos, são os três mais importantes e mais básicos exercícios da
técnica de baquetas. O primeiro é o toque simples, ou toque alternado, também chamado
informalmente de “1 e 1”. O segundo é o toque duplo, também chamado de “papa-mama”. E o
terceiro é o paradiddle. Este exercício eu recomendo menos, devido à sua dificuldade de
execução, porém é importante que o professor saiba da sua existência devido à importância que
este rudimento tem.

Uma coisa fundamental a ser feita pelo professor é sempre descobrir se o aluno é
destro ou canhoto. Caso ele seja destro, os exercícios deverão ser começados com a mão
direita. Se for canhoto, deve começar os exercícios com a esquerda.

Os exercícios podem ser estudados em um praticável de borracha. Este é o material ideal


para a prática dos rudimentos de baquetas.
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Fig. 4: Praticável de borracha para o estudo de baquetas (KRUPA, 1939, p. 3).

TOQUE SIMPLES OU ALTERNADO

Este rudimento, como diz o nome consiste em tocar quatro toques alternados entre as
mãos direita e esquerda. A ilustração abaixo pertence ao livro “Stick Control”, de George
Lawrence Stone. As letras abaixo ilustradas representam a manulação do exercício. A letra “R”
quer dizer “right”, ou seja, mão direita, e a letra “L” quer dizer “left”, ou seja, mão esquerda.

Fig. 5: Exercício do toque simples (STONE, 1963, p. 5).


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Este rudimento também pode ser executado com um acento na primeira nota, o que
altamente desejável, já que além de introduzir um novo recurso técnico para o aluno, também
ajuda o aluno a perceber aonde está o pulso.

Independentemente de ser destro ou canhoto, o aluno deve estudar este exercício


começando tanto da mão direita quanto da esquerda, já que ao estudar desta forma ele
estará reforçando a mão fraca, o que ajuda a obter uma maior uniformidade dos toques

TOQUE DUPLO

Este rudimento é feito executando-se dois toques com cada mão. Ele é também um
exercício que pode ser executado com bastante rapidez, porém, para alunos que não se tornarão
percussionistas ele deve ser feito meramente como exercício de controle de baquetas.

Fig. 6: Exercício do toque duplo (STONE, 1963, p. 5).

Podemos também fazer uma combinação entre o toque simples e o duplo, o que é também
uma ótima forma de ganhar controle de baquetas.

Fig. 7: Combinações entre toques simples e duplos (STONE, 1963, p. 5).


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PARADIDDLE

Este é o último dos exercícios de baquetas que sugiro. Ele apresenta um pouco mais de
dificuldade de execução, e deve ser passado apenas aos alunos que se mostrarem aptos, àqueles
que apresentam muita dificuldade recomendo esperar até que o aluno tenha condições de
executar o exercício com propriedade.

Ele é a mistura de um toque alternado com um toque simples, e proporciona a inversão da


manulação: se em um momento se está começando com a mão direita, logo após a execução do
paradiddle, já se passa a começar o exercício com a mão esquerda.

Fig. 8: Exercício do paradiddle (STONE, 1963, p. 5).

Estes são os três exercícios básicos da técnica de baquetas. É muito interessante o estudo
destes exercícios, pois a partir deles pode-se alcançar um bom controle de baquetas, o que pode
ser determinante para que o aluno consiga uma boa precisão rítmica.

GLOSSÁRIO

MANULAÇÃO: É a escolha da mão que irá articular o golpe, com ou sem baqueta. Funciona da
mesma forma que a escolha dos dedilhados no piano.

BIBLIOGRAFIA

KRUPA, Gene. Método para bateria. Buenos Aires: Editora Ricordi, 1938.
STONE, GEORGE LAWRENCE. Accents and Rebounds. Boston: George B. & Son, Inc.,
1961.

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