UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA.
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA.
CURSO: BACHARELADO EM QUÍMICA.
PROFESSOR: GUSTAVO LUÍS.
PRÁTICA: HALOGENAÇÃO DA CETONA.
ESTUDO CINÉTICO DA REAÇÃO
DA ACETONA COM O IODO
Sayonara Lima Caribé.
Jequié - Bahia, 6 de Dezembro de 2018.
Introdução
A cinética química, também conhecida como cinética de reação, é uma ciência que
estuda a velocidade das reações químicas de processos químicos e os fatores que as
influenciam. Assim, cinética química corresponde à variação temporal da concentração de um
reagente.
A velocidade média de uma reação pode definir-se como a alteração da concentração
de um reagente num dado intervalo de tempo. No entanto pode também usar-se a alteração de
cor ou outra propriedade física ou química para ajudar a determinar a velocidade.
Os principais fatores que influenciam a taxa de reação incluem: o estado físico dos
reagentes, a concentração dos reagentes, a temperatura em que a reação ocorre, e se ou não
algum catalisador está presente na reação.
Para que a reação química ocorra, é necessária uma energia mínima que as moléculas
devem possuir para reagirem, ao se chocarem. Esta energia denomina–se energia de ativação.
Essa energia necessária para separar as moléculas é chamada de energia de
ativação, e pode ser entendida como um adicional de energia que os reagentes devem ter para
que uma reação tenha início, funcionando como uma espécie de ignição, como a faísca que
devemos produzir na boca de um fogão para que a reação entre o gás e oxigênio do ar inicie. Se
não houver faísca, não há fogo. Se não houver energia suficiente para a ativação, não haverá
reação.
Uma vez ocorrido um choque efetivo, ou seja, os átomos ou grupos de átomos se separam,
temos o que chamamos de complexo ativado, ou seja, partes das moléculas dos reagentes
capazes de se combinarem formando novas moléculas.
O gráfico de entalpia
Observando o gráfico de entalpia de uma reação, conseguimos facilmente identificar a
energia de ativação. Ela aparece como uma saliência que imediatamente antecede a ocorrência
da reação.
Fica claro pelo gráfico que a energia de ativação é maior do que a energia dos reagentes, o que
mostra novamente que não basta apenas haver o choque, ele deve ter energia suficiente para
formar o complexo ativado.
Materiais e métodos
• Materiais – Utilizou-se dos seguintes materiais para o experimento:
- Reagentes: CH3COCH3 (acetona 4 M), I2 (Iodo 9 M) e, HCl (ácido clorídrico 1 M).
- Instrumentos: Béqueres de 100, 250 e 600 mL, 20 tubos de ensaio, pipetas
volumétricas de 5 mL, bastão de vidro, gelo e, termômetro de mercúrio.
- Equipamentos: Cronômetro, aquecedor.
• Métodos – A seguir estão presentes, detalhadamente, os métodos que serão
utilizados ao longo do experimento:
2.1 PROCEDIMENTOS
Ao todo, serão feitos dez ensaios. Cada um deles utilizando dois tubos de ensaio com
os respectivos volumes indicados pela Tabela 01 com acetona 4 M, ácido clorídrico 1 M, iodo
0,005 M e água destilada. Sendo sete deles a temperatura ambiente e outros 3 com variação de
temperatura acima e abaixo de 25 ºC.
Tabela 01 – Volumes de acetona, ácido clorídrico, água destilada e iodo correspondentes
a cada ensaio.
Parte 1 - Ensaios a temperatura ambiente
Em um suporte, colocar os 20 tubos de ensaio virados para cima. De dois em dois, um
sendo A e o outro B. No tubo A adicionar a acetona e o ácido clorídrico (mistura incolor) e, no
tubo B, o iodo (cor amarela). Todos eles os com volumes correspondentes ao da tabela 01.
Em um béquer de 250 mL adicionar um volume de água destilada e sua temperatura
medida (25 °C), sendo necessário que o volume alcance um nível maior que o volume dos tubos
A e B. Mergulhar os tubos A e B no béquer e após cerca de 5 segundos, adicionar o conteúdo
do tubo A no B e neste exato momento, acionar o cronômetro. Enquanto a solução não for
homogeneizada, utiliza-se o auxilio de um bastão de vidro. Após o desaparecimento da cor
amarela tornando-se incolor, a marcação no cronômetro será parada.
Parte 2 – Ensaio com a temperatura 10°C abaixo da ambiente
No béquer que continha a água destilada adicionar o gelo e o termômetro para a
medição da temperatura. Adicionar aos tubos A e B os volumes que continham na tabela.
Quando o termômetro marcar 15 °C, retira-se todo o resto de gelo e coloca-se os tubos com
béquer por um determinado tempo para que os mesmos alcance a temperatura desejada. Os
tubos são misturados e o tempo de reação cronometrado.