0% acharam este documento útil (0 voto)
194 visualizações9 páginas

Análise Granulométrica por Peneiramento

O documento apresenta um relatório sobre um experimento de peneiramento de areia realizado por estudantes de engenharia de materiais. O objetivo foi caracterizar granulometricamente uma amostra de areia utilizando uma técnica de peneiração automática. Foram utilizadas seis peneiras com aberturas entre 2mm e 0,053mm. Os resultados mostraram que 80% dos grãos de areia tinham tamanho inferior a 0,105mm, variando de 2mm a 0,053mm, indicando uma distribuição granulométrica homogênea.

Enviado por

Wander Alex
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
194 visualizações9 páginas

Análise Granulométrica por Peneiramento

O documento apresenta um relatório sobre um experimento de peneiramento de areia realizado por estudantes de engenharia de materiais. O objetivo foi caracterizar granulometricamente uma amostra de areia utilizando uma técnica de peneiração automática. Foram utilizadas seis peneiras com aberturas entre 2mm e 0,053mm. Os resultados mostraram que 80% dos grãos de areia tinham tamanho inferior a 0,105mm, variando de 2mm a 0,053mm, indicando uma distribuição granulométrica homogênea.

Enviado por

Wander Alex
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Serviço Público Federal

Ministério da Educação

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará

Campus Belém

Coordenação do curso de Engenharia de Materiais

ADREA CRISTINA SOARES DA SILVA


ANNE ISABELLY DA COSTA
CRISTIELY MARTINS ARAÚJO OLIVEIRA
IGOR ALVES DE MELO
RENNER CHRISTIAN DA SILVA SANTOS
WANDER ALEX PEREIRA COSTA
WESLEY FERNANDO DA SILVA COSTA

RELATÓRIO PRÁTICO IV
Peneiramento – 19/08/2019

Trabalho Acadêmico apresentado,


como requisito parcial, para
aprovação na Disciplina Tratamento
de Minérios do 5º Período do curso
de Engenharia de materiais
do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Pará

Prof.: Oscar Fernandez

BELÉM
2019
Sumário
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 3
2. OBJETIVO.............................................................................................. 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................... 5
3.1. MATERIAIS..................................................................................... 5
3.2. MÉTODOS ....................................................................................... 5
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................... 6
4.1 RESULTADOS .................................................................................... 7
4.2. DISCURSÕES .................................................................................... 9
5. CONCLUSÕES ...................................................................................... 9
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................... 9

2
1. INTRODUÇÃO
O processo de peneiramento é um dos processos de separação de misturas. Trata-se de
um processo mecânico de separação, onde os diferentes sólidos que compõem a mistura passam
por sistemas de peneiras com diferentes malhas, onde parte destes grânulos fica retido e a outra
parte passa por entre os vãos da malha da peneira.

A necessidade de separação de sólidos granulares é baseada em duas finalidades: 1)


separar o sólido em frações homogêneas (através da granulometria) ou 2) obter frações com
partículas de mesmo tamanho.

Através da movimentação do sólido sobre a malha da peneira, os grânulos menores que


os vãos da malha penetram por entre os mesmos, atravessando a peneira e os grânulos que
possuem tamanhos iguais ou maiores que os vãos da malha ficam retidos. Este processo é
repetido diversas vezes, utilizando peneiras que possuem malhas com diferentes
granulometrias, até obter-se a separação da granulometria do sólido desejada.

Existem cálculos e fórmulas específicas para definir o dimensionamento das peneiras


de uso industrial, baseada no tempo de operação das mesmas. Tanto nos processos industriais
quanto nos processos manuais, pode-se utilizar apenas uma ou diversas peneiras (cada uma com
um mesh ou malha de granulometrias distintas) para efetuar o peneiramento e separação dos
sólidos, isso depende do tamanho de partículas que se deseja, quanto mais fina a partícula,
maior o número de peneiras por onde o sólido irá passar.

Existem equipamentos que realizam ensaios de granulometria de sólidos, conhecidas


como tamisadoras, que fazem a operação de peneiramento em escala laboratorial, possibilitando
analisar a menor e maior partícula do sólido em questão, possibilitando realizar diversos
peneiramentos de uma única vez. As peneiras são padronizadas, e se encaixam umas sobre as
outras, formando um kit chamado coluna de peneiração, que contém uma peneira fechada
chamada de panela na base da coluna, onde as menores partículas ficarão acondicionadas.

O sólido de interesse é pesado em balança analítica e alimentado na peneira superior da


coluna de peneiração, abaixo da primeira peneira, de acordo com a granulometria desejada,
pode-se adicionar quantas forem necessárias, reduzindo gradativamente a granulometria, em
ordem decrescente. A tamisadora realiza a agitação da coluna de peneiração mecanicamente,

3
de 15 a 20 minutos. A Coluna de peneiração pode ser agitada manualmente, caso não se
disponha de uma tamisadora para realizar o ensaio granulométrico.

Figura 1 - Tamisadora laboratorial.

As peneiras são padronizadas de acordo com séries que podem ser:

• B.S – British Standard


• I.M.M – Institute of Mining and Metalurgy (USA)
• Série Tyler - Americana

Os vãos das malhas das peneiras são definidos de acordo com as séries supracitadas, e
são quadradas e identificadas pela unidade mesh/in. Por exemplo: Tamise de 200 mesh/in
(refere-se a uma peneira com malha de 200 mesh, ou seja, 200 aberturas na malha por polegada
linear).

No Brasil, a série mais utilizada para definir as tamises é a série Tyler, constituída de 14
peneiras, com a menor malha de 3 mesh e a maior de 200 mesh.

Industrialmente temos três tipos de equipamentos para o processo de tamisação:


Grelhas, Crivos ou Telas.

4
• Grelhas: São barras metálicas acondicionadas em paralelo, formando espaços entre si.
São utilizadas para peneiramento de sólidos com granulometrias elevadas.
• Crivos: São chapas metálicas planas ou com curvatura que possuem furações em sua
extensão. Também são utilizadas para partículas maiores.
• Telas: São compostas pelo entrelaçamento de fios metálicos, que formam uma malha
que possui os vãos e espaçamentos padronizados e definidos (de acordo com as séries
supracitadas).

2. OBJETIVO
• Utilizar técnica de peneiração automática para análise granulométrica.

3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS
• Areia;
• Peneira #9; #20; #35; #65 #150; #270;
• Balança;
• Tamisadora;

3.2.MÉTODOS
Caracterização granulométrica de uma amostra de areia

• Coleta da amostra;
• Pesar a amostra;
• Peneirar a amostra.

Pesou-se 1 kg de areia, em seguida foi levado a Tamisadora laboratorial para o


peneiramento.

5
Figura 2 – Pesagem da amostra.

O peneiramento foi realizado na Tamisadora por aproximadamente 15 minutos,


utilizando as seguintes aberturas 2mm; 0,84mm; 0,42mm; 0,21mm; 0,105mm; 0,053mm. O
material retido e o passante foram pesados e expressos na tabela.

Figura 3 – Material retido nas peneiras.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A distribuição granulometria demostrada na Figura X mostra que 80 % passante
do material tem tamanho de grão na faixa de 0.105 mm o qual os tamanhos de grão
variam de 2 mm a 0.053 mm. O destaque da análise granulométrica da figura 1 é a
grande quantidade de material passante na peneira 0.053 mm, o que demostra uma
grande fração de material fino. Além desse destaque, a curva tem uma conformação
linear o que determina um material de procedência homogênea.

6
4.1 RESULTADOS

Distribuição granulométrica
Malha Abertura Peso retido peso retido (%) Peso Peso acumulado
(#) (mm) (g) acumulado (%) retido (%)
9 2 79,35 7,99 92,01 7,99
20 0,84 226,2 22,78 69,23 30,77
35 0,42 256,4 25,82 43,40 56,60
65 0,21 241,69 24,34 19,06 80,94
150 0,105 129,11 13,00 6,05 93,95
270 0,053 48,23 4,86 1,20 98,80
-270 0,053 11,88 1,20 0,00 100,00
∑ 992,86 100,00

Tabela 1 – Tabela de distribuição granulométrica da areia.

Analise Granulométrica Diferencial (Normal)

Figura 4 - Analise granulométrica diferencial normal.

7
Analise Granulométrica Diferencial Normal (Logaritmo)

Figura 5 - Analise granulométrica diferencial normal logaritmo.

Análise Granulométrica Acumulada (Normal)

Figura 6 - Análise granulométrica acumulada normal.

8
Análise Granulométrica Acumulada (logaritmo)

Figura 7 - Análise granulométrica acumulada logaritmo.

4.2. DISCURSÕES
A distribuição granulometria demostrada na Figura 7 mostra que 80 % passante do
material tem tamanho de grão na faixa de 0.105 mm o qual os tamanhos de grão variam de 2
mm a 0.053 mm. O destaque da análise granulométrica da tabela 1 é a grande quantidade de
material passante na peneira 0.053 mm, o que demostra uma grande fração de material fino.
Além desse destaque, a curva tem uma conformação linear o que determina um material de
procedência homogênea.

5. CONCLUSÕES
Em virtude dos fatos mencionados somos levados a acreditar que peneiramento é de
suma importância para a classificação do tamanho das partículas cujo procedimento é
empregado para análise e fracionamento do tamanho dos minerais. Uma das tarefas mais
frequentes na mineração é a separação dos materiais. Sendo que uma das operações mecânicas
de separação mais simples, o peneiramento.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
QUEVEDO, R. T. Peneiramento. 2019. Disponível em:
[Link] Acessado em 11 de setembro de 2019 as
11:40h.

Você também pode gostar