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Entendendo a Fluorescência de Raios X

O documento discute Fluorescência de Raios X (FRX), uma técnica analítica usada para determinar a composição elementar de uma amostra. A técnica envolve a emissão de raios X característicos quando os raios X incidentes removem elétrons internos dos átomos da amostra. O documento descreve aplicações típicas da FRX e os princípios físicos por trás da interação dos raios X com a matéria.

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Angel Sousa
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Entendendo a Fluorescência de Raios X

O documento discute Fluorescência de Raios X (FRX), uma técnica analítica usada para determinar a composição elementar de uma amostra. A técnica envolve a emissão de raios X característicos quando os raios X incidentes removem elétrons internos dos átomos da amostra. O documento descreve aplicações típicas da FRX e os princípios físicos por trás da interação dos raios X com a matéria.

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O que é FRX?

Fluorescência de raios X ?
Uma técnica de análise elementar?
Outra sigla para lembrar?
Um novo aparelho científico para se brincar ?
Um equipamento avançado, altamente automatizado, uma
ferramenta analítica que pode ser utilizado por cientistas,
pessoal de laboratório, investigadores de campo, e mesmo os
não especialistas para apoiar suas funções?
Tudo acima?
APLICAÇÕES TÍPICAS DO FRX
XRF é atualmente usado em diferentes disciplinas :

Geologia
Análise de elementos traço
Caracterização de rochas, minérios e solos

Remediação Ambiental
Pb em tinta
Metais pesados ​no solo (EPA método 6200)

Reciclagem
identificação da liga
processamento de resíduos

Diverso
Arte e Arqueologia
Higiene industrial
Forense
O espectro eletromagnético
INTERAÇÕES DOS RAIOS X COM A MATERIA
Quando os raios X encontram a matéria, eles podem:
• Ser absorvidos ou transmitidos através da amostra
(raios X aplicados em medicina – usado para mapear internamente o material que
constitui a amostra e a sua condição) Ex. Fratura

• Ser difratados ou espalhados de um cristal ordenado


(difração de raios X – usado para estudar a estrutura cristalina)

• Causar a geração de raios X de diferentes “cores”


(FLUORESCENCIA DE RAIOS X – USADA PARA DETERMINAR A COMPOSIÇÃO
ELEMENTAR)
ESTRUTURA ATÔMICA

NÚCLEO

ELÉTRONS

Adapted from Thermo Scientific Quant’X EDXRF training manual


Teoria

Quando uma fonte de raios X


atinge um elétron da camada
interna. Se a energia for
suficientemente elevada (acima de
borda de absorção do elemento),
ele é ejetado a partir do átomo.
k
L
M

N
ΔE= E2 –E0 =kβ TEORIA
raios X
raios X
ΔE= E1 –E0 =kα
À medida que o átomo tende a
voltar para a sua condição
estável, os elétrons das
camadas externas são
transferidos para a camada
mais interna e no processo de
E2 E1 desprendimento emite uma
E0 radiação característica de raios-
X, cuja energia é a diferença
entre as duas energias de
ligação dos camadas. ΔE= E1 –
E0 =kα

Os raios x produzidos e
emitidos a partir deste processo
são chamados
"Fluorescência de raios X", ou
XRF.
TEORIA
Várias outras fontes de radiação são capazes de excitar o material
(amostra) para produzir fluorescência de raios X adequada para análise
do material.

Microscopia eletrônica de varredura (MEV) - Os feixes de elétrons


excitam a amostra e produzem os raios x.
 Muitos SEM estão equipados com um detector de EDX para a
realização de análise elementar
Fontes de luz Synchotron - Essas fontes de luz brilhantes são
adequadas para pesquisa e análise XRF muito sofisticado.
Pósitrons e outros feixes de partículas - Todos os feixes de
partículas de alta energia ionizam os materiais que emitem raios-X.
Origens de raios X

•Janela final do tubo de raios X


•Janela Lateral do tubo de raios X
•Outras origens
–Microscopia eletrônica de varredura
–Fonte de luz sincroton
–Positrons e outras fontes de partículas
Tubo de raios X
Tubo de raios X

 A voltagem (tensão) determina que


elementos podem ser excitados;

 Se a potência alta = baixos limites


de detecção

 A Seleção do ânodo determina e


otimiza a fonte de excitação além de
determinar a aplicação específica.

Janela Final do Tubo X-Ray


Tubos de raios X

Janela lateral
Alvo (Ti, Ag,
Tubo de Vidro HV Pb
Rh, etc.)

Feixe de Elétrons
Anodo de cobre
Filamento

Isolamento de Silicone
Radioisotopos
Isotopo Fe-55 Cm-244 Cd-109 Am-241 Co-57

Energia (keV) 5.9 14.3, 22, 88 59.5 122


18.3

Elementos ( Al – V Ti-Br Fe-Mo Ru-Er Ba - U


linhas K)

Elementos ( Br-I I- Pb Yb-Pu None none


linhas L)
DISPOSITIVOS PARA MODIFICAR A INTENSIDADE DOS
ESPECTROS

Modificadores de Fonte

Vários dispositivos são utilizados para modificar a forma ou a


intensidade do espectro :

 Fontes dos Filtros

 Alvos Secundários

 Polarização do alvo

 Colimadores

 Optica da focagem
Origem ou Fontes dos Filtros

Funções dos filtros de execução

Redução de fundo

 fluorescência melhorada

filtro

Detector
Fonte de
raios X
Curva de transmissão do filtro
Curva de transmissão do filtro de Titanium

% Borda de absorção
T Raios X de baixa
R energia são
A absorvidos Raios X de alta energia
N
S são transmitidos
M
I
S
S Raios X acima da borda de
A absorção de energia são
O
absorvidos

ENERGIA A curva acima mostra que parte dos raios X


Ti Cr do espectro da fonte são transmitidos e outra
parte é absorvida.
Método de filtro de fluorescência
método do filtro de fluorescência diminui o fundo e melhora o rendimento da
fluorescência sem a necessidade de enormes quantidades de energia extra.

Filtro da fonte de
Zinco Pico do Alvo

Radiação
contínua

ENERGIA (keV) Região


Do Fe
Método do Filtro de Absorção

Pico do
alvo
Filtro com fonte de
Ti Radiação
contínua

ENERGIA (keV) Fe
Region

O método de absorção de filtro diminui o fundo enquanto mantém a similar


eficiência de excitação.
Método do Alvo Secundário
Pico do
Alvo com Zinco secundário alvo

Radiação
continua

ENERGIA (keV) Região


Do Fe

Alvos secundários produzem mais picos de origem monocromática com


menor fundo do que com filtros de absorção
Método do Alvo Secundário
Ocorre quando a Fluorescencia é melhorada com a
intensidade de fundo mais baixa possível

A fluorescência característica da fonte de linha é utilizada


para excitar a amostra, com a intensidade de fundo o
mais baixo possível.

Isso requer quase 100x o fluxo de métodos de filtro,


porém os resultados são superiores.
.
Alvos secundários
Amostra

C
A
Detector
Tubo de raios X

B
Alvo Secundário

A. Os tubos de raios X excitam os alvos secundários


B. O alvo secundário fluoresce e excita a amostra
C. The detector detecta os raios X da amostra
Método do Alvo secundário
Alvo Secundário com
Zn
Pico do
Alvo

Radiação
contínua

ENERGY (keV) Fe
Region

Alvos secundários produzem pico de origem mais monocromática


com menor fundo do que os filtros
Alvo Secundário X Filtro

Comparação da excitação direta filtrada otimizada com excitação do


alvo secundário para elementos menores em Ni-200
Detectores
• Si(Li)
• PIN Diodo
• Detectores de silício
• Contadores proporcionais
• Detectores de cintilação
Princípios dos Detectores
 Um detector é constituído por um material não condutor ou semi-
condutor entre dois elétrodos carregados
 A Radiação X ioniza o material do detector fazendo com que ele se torne
condutor, momentaneamente.
 Os elétrons liberados são acelerados em direção ao detector do ânodo
para produzir um pulso de saída.
 No semicondutor ionizado é produzido pares elétron-buraco, o número de
pares produzidos é proporcional ao raio-X de energia de fótons.

E
n
e

where : n = number of electron-hole pairs produced


E = X-ray photon energy
e = 3.8ev for Si at LN2 temperatures
Detector de Si(Li)

Window FET

Super-Cooled Cryostat

Dewar
filled with
LN2
Si(Li)
crystal Pre-Amplifier
Resfriamento: N2 líquido
Janela: Berílio ou polímero
Taxas de contagens:3,000 – 50,000 cps
Resolução: 120-170 eV em Mn K-alpha
Detector Típico do Instrumento Si(Li)

Este tem sido, historicamente, o laboratório mais comum de


configuração de EDXRF
Evaliação Espectral
Adicionalmente aos picos dos elementos,
outros picos podem aparecer no espectro.
:
• Picos do espectro K & L
• Picos espalhados de Rayleigh
• Picos espalhados de Compton
• Picos de Escape
• Soma de picos
• Bremstrahlung
Interferências Espectrais
Interferências espectrais são picos
220 eV Resolution
no espectro que se sobrepõem ao
140 eV Resolution pico espectral (região de interesse)
do elemento a ser analisado

Examplos:
Overlapping das linhas K & L
do Mo, Cl & Rh, As & Pb
Overlapping dos elementos
adjacentes- Al & Si, S & Cl, K &
Ca...

Resolução do detector determina


extensão da sobreposição
Adjacent Element
Overlap
Interferências Ambientais

Elementos leves (Na - Cl) emitem


Al Analyzed with Si Target raios-X fracos , facilmente
atenuados por via aérea.
Air Environment solução:
He Environment Purgar o porta amostra com com He
(pois é menos denso do que o ar);
Evacuar o ar da câmara de análise
por meio de uma bomba de vácuo.
Qualquer uma destas soluções
também elimina a interferência do
Ar (sobreposição espectral para Cl).
Argonio (Ar) é um componente do
ar.
Interferência de Matrizes
Absorção/ Efeitos e Melhorias

Absorção: Qualquer elemento pode


absorver ou dispersar a fluorescência do
elemento de interesse.
Melhoramento: raios X característicos de
um elemento excita um outro elemento na
amostra, aumentando o seu sinal

Coeficientes de influência, às vezes chamados de correções alfa são


usados ​para corrigir matematicamente Interferências na Matriz
Absorção -Aperfeiçoamento dos efeitos
Sample
Red = Fe, absorvido
Blue = Ca, Reforçado

Fonte de raios X

raios X capturado
pelo detector.

 Fonte de entrada de raios-X de Fe fluorescente .


 A fluorescência do Fe tem energia suficiente para mostrar a fluorescência
de Ca.
 Se Ca é detectado e Fe não é. Resposta : A fluorescência é proporcional à
concentração de cada elemento.
Comparação de Espectros – Au com
diferentes detectores

Si(Li) Detector Si PIN Diode Detector


10 vs. 14 Karat 10 vs. 14 Karat
Software
• Análise Qualitativa
• Análise Semi-Quantitativa (SLFP, NBS-GSC.)
• Quantitativa Analise (metodos de Multipla
intensidade ,Extraction and Regression)
Verificação Qualitativa dos picos- ID
Programas de identificação automatizada de pico

Element Tags

Este espectro também contrasta a resolução de um detector de díodo PIN


com um contador proporcional para ilustrar a importância da resolução do
detector em relação à análise qualitativa.
Análise Quantitativa
XRF é um método de referência, onde os
padrões são necessários para se obter
resultados quantitativos.

Os padrões são analisados​​, as intensidades


obtidas, e uma curva de calibração é gerada
(intensidades versus concentração).
Concentração

Instrumentos de XRF comparam as


intensidades espectrais das amostras
desconhecidas aos dos padrões conhecidos
Padrões
Padrões (tais como materiais de referência certificados)
são necessários para a análise quantitativa.

As concentrações dos padrões devem ser conhecidas


com um grau de precisão e exatidão muito maior do que
aquele que é requerido para as análises.

Os padrões devem ser da mesma matriz das amostras


a serem analisadas.

As normas devem variar independentemente da


concentração quando as correções de absorção
empíricos são utilizados.
Preparação das Amostras
A Moagem deve ser menor que 400 mesh ou menor ( se possível) pois se
for maior pode minimizar dispersão devido ao tamanho da partícula.

Pressionando ou compactando (hidraulicamente ou manualmente) a


amostra na área da análise, assegura-se uma densidade uniforme e uma
melhor reprodutibilidade;

Padrões de superfície orientam-se no mesmo modo de forma minimizar e


afetar a dispersão .

Superfícies de polimento também minimizar e afeta a dispersão.

Amostras planas são ideais para os resultados quantitativos

As amostras devem ser frescas, quando analisadas. Se as mesmas


evaporam o tempo de analise deve ser curto.

Amostra não deve estratificar durante a análise.

A amostra não deve conter precipitados e / ou sólidos pois a análise


poderia adquirir certas tendências com o tempo.
XRF 1800
Obrigada!

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