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Sistema Nervoso: Estruturas e Funções

O documento descreve o sistema nervoso central e periférico, incluindo sua composição, divisões anatômicas e funcionais. Aborda como os sinais são transmitidos entre neurônios através de sinapses químicas e elétricas, e como diferentes neurotransmissores podem ter efeitos excitatórios ou inibitórios. Também explica como o potencial de ação funciona para transmitir sinais ao longo das fibras nervosas.

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Sistema Nervoso: Estruturas e Funções

O documento descreve o sistema nervoso central e periférico, incluindo sua composição, divisões anatômicas e funcionais. Aborda como os sinais são transmitidos entre neurônios através de sinapses químicas e elétricas, e como diferentes neurotransmissores podem ter efeitos excitatórios ou inibitórios. Também explica como o potencial de ação funciona para transmitir sinais ao longo das fibras nervosas.

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2° Etapa – Unidade 1

Problema 1

 Questões de aprendizagem:
1. Como o meio externo influencia o sistema nervoso.
2. Como o sistema nervoso interage com o sistema endócrino (eixo
hipotalâmico-hipofisário-adrenale).
3. Qual o mecanismo de ação do cortisol no organismo.
4. Caracterizar o Sistema Nervoso Autônomo (S.N.A).
5. Caracterizar a síndrome de bornout.
6. Definir homeostase.
7. Caracterizar transportes celulares (autocrina, neurocrina, paracrina e
endócrina).
8. Caracterizar e definir sono e vigília.

Sistema Nervoso Central


 Composição:
Encéfalo – Cérebro - Telencéfalo
Diencéfalo Tálamo
Hipotálamo
Cerebelo
Tronco encefálico - Mesencéfalo
Ponte
Bulbo

Medula Espinhal

 Divisões:
Sensorial (Aferente): Capta informações nos receptores sensoriais da periferia
(visuais, auditivos, quimiorreceptores, somatossensoriais) transmitida para níveis
mais elevados do SNC até chegar ao córtex cerebral.

Motora (Eferente): Conduz informações do SNC e a leva até a periferia. Resultam


na contração dos músculos esqueléticos, lisos, cardíacos ou na secreção de
glândulas endócrinas ou exócrinas.

 Divisões Anatômicas:
Encéfalo: principal aréa integradora do sistema nervoso – local onde são
armazenadas a memória, elaborados os pensamentos, geradas as emoções e outras
funções, relacionadas ao psíquico e ao controle do corpo, são executadas.

Medula Espinhal: exerce duas funções:


1. Condutor para vias nervosas, que vão ou vem para a o cérebro.
2. Área integradora para a coordenação de atividades neurais subconsciente.
Ex: retirada do corpo pela ação de um estimulo doloroso.

Sistema Nervoso Periférico: Formado por uma rede ramificada de nervos, que
carrega terminações nervosas para todo e qualquer tecido do corpo. Nele há dois
tipos de fibras:
Fibras aferentes: transmite informações sensoriais para a medula espinhal e para o
encéfalo.
Fibras eferentes: transmite sinais gerados no SNC para a periferia.

 Tecido Nervoso:
Contém dois tipos básicos de células:
1. Neurônio
- Corpo celular: nutrição.
- Dendritos: prolongamentos e ramificações, com origem no corpo celular.
Constitui a parte receptora principal dos neurônios.
- Axônios: é a fibra nervosa – Transmite os sinais neurais para a célula seguinte
no cérebro, medula espinhal ou músculos e glândulas nas regiões periféricas do
corpo.
- Terminal axônico: próximos ao termino os axônios ramificam-se. Na
extremidade de cada uma dessas ramificações existe uma terminação nervosa
especializada chamada de botão sináptico.

2. Glia (em conjunto: neuroglia)


Tecido de sustentação, formam fibras que mantem a unidade do tecido ou podem
enrolar bainhas de mielina em torno das fibras mais calibrosas, formando fibras
nervosas mielínicas (capazes de transmitir sinais com até 100m por seg).

 Plano funcional:
Sistema sensorial: Transmite informações sensoriais, de toda superfície e dos
órgãos do corpo para o sistema nervoso, por meio de nervos espinhais e cranianos.
Caminho da informação:
Medula espinhal – Tronco cerebral (bulbo, protuberância e mesencéfalo) – Cérebro
(tálamo e córtex cerebral) ~ transmissão por vias secundárias ~ outras regiões do SN
(ocorre a análise e o processamento da informação sensorial).

Sistema Motor: Controla as atividades do corpo. Transmissão de sinais para os


músculos e para as glândulas.
Caminho da informação:
Cortéx cerebral (movimentos deliberados por pensamento)/ regiões basais do
encéfalo/medula espinhal (respostas automáticas do corpo) ~ nervos motores ~
contração dos músculos esqueléticos (em todo corpo) – contração dos músculos lisos
(nos orgãos internos) – secreção das glândulas endócrinas e exócrinas (em muitas
regiões).

Sistema Integrador: processamento de informação para realizar a ação correta e


apropriada para o corpo. É localizado adjacente aos centros sensoriais e motores da
medula espinhal e ao encéfalo. Responsáveis pelo armazenamento de informações
(memória) e por avaliar a informação sensorial para determinar se é agradável ou
desagradável, dolorosa ou calmante, intensa ou fraca, gerando sinais que são
transmitidos para os centros motores a fim de causar o movimento do corpo.

 Como o meio externo influencia o sistema nervoso:

 Transmissão de sinais neurais de neurônio a neurônio


(Função da Sinapse)

Sinapse: junção entre dois neurônios. É por ela que os sinais são transmitidos de um
neurônio para o outro. Tem ação estimulante e inibitória na transmissão de sinais,
possibilitando selecionar qual conduta seguir.
Membrana celular pré-sináptica + fenda sináptica + membrana celular pós-sináptica.

 Sinapse elétrica: Condução rápida – células ativadas ao mesmo tempo


(contração coordenada).
Transmissão: A corrente flui de uma célula excitável para a próxima por meio
de vias de baixa resistência entre elas (gap junctions).

 Sinapse química: A informação é transmitida por um neurotransmissor


liberado do terminal pré-sináptico que se liga aos receptores dos terminais pós-
sinápticos.
Transmissão: O potencial de ação abre os canais de Ca²+ na célula pré-
sináptica. Um influxo desse íon para o terminal pré-sináptico provoca a
liberação (por exocitose) do neurotransmissor (armazenado em vesículas
sinápticas). O neurotransmissor se difunde através da fenda sináptica e produz
variação no potencial de membrana da célula pós-sináptica.

Relações Sinápticas:
- Sinapses uma-para-uma: Um potencial de ação na célula pré-sináptica causa um
potencial de ação na célula pós-sináptica.
Ex: junção neuromuscular.

- Sinapses uma-para-muitas: Um potencial de ação na célula pré-sináptica causa uma


explosão de potenciais de ação nas células pós-sinápticas, produzindo ampliação de
atividade.
Ex: motoneurônios sobre as células de renshaw da medula espinhal.
- Sinapses muitas-para-uma: Muitas células pré-sinápticas convergem para a célula
pós-sináptica. Essas entradas se somam e a soma delas determina se a célula pós-
sináptica disparará um potencial de ação.
Ex: Sistema nervoso.

Potenciais pós-sinápticos excitatórios: São entradas sinápticas que despolarizam a


célula pós-sináptica, levando o potencial de membrana para muito próximo do limiar
e muito próximo de disparar um potencial de ação.
Neurotransmissores: acetilcolina, norepinefrina, epinefrina, dopamina, glutamato,
seratonina.

Potenciais pós-sinápticos inibitórios: São entradas sinápticas que hiperpolarizam a


célula pós-sináptica, afastando o potencial de membrana do valor limiar e mais
distante de liberar um potencial de ação.
Neurotransmissores: ácido gama-aminobutírico (GABA) e a glicina.

Potencial de ação:

Célula em repouso – polarizadas – Na+ (meio externo) e K+ (meio interno).


Limiar: estimulo minimo para que se transforme em uma resposta.

 Eventos:
Despolarização: abertura dos canais de sódio (Na+) – (começam a entrar cargas
positivas na célula).
Repolarização: fechamentos dos canais de Na+; abertura do canais de potássio
(K+) – (célula joga o K+ para fora, acumulando carga negativa dentro da célula)
~ célula tende a retornar ao seu ponto original ~
Ativação da bomba de Na+/K+: bombeia Na+ para fora da célula a medida que
devolve os K+ para dentro da célula.
Hiperpolarização: O potencial está mais eletronegativo, porque o K+ sai em
excesso durante um espaço de tempo, levando as cargas positivas para fora e deixa
seu par negativo dentro.

 Neurotransmissores:
Acetilcolina Junção neuromuscular
Liberado por todos os neurônios pré-ganglionares e pela
maioria dos pós-ganglionares no sistema nervoso
(ACH)
parassimpático.
Liberado por todos os neurônios pré-ganglionares no
sistema nervoso simpático.
Liberado pelos neurônios pré-sinápticos na medula adrenal
Norepinefrina Neurônios adrenérgicos secretam norepinefrina
Epinefrina Medula adrenal secreta epinefrina
Dopamina Neurônios dopaminérgicos secretam dopamina
(Família das
aminas)
Seratonina Produzida :
Neurônios serotoninérgicos, no cérebro e no aparelho
gastrointestinal.
Serve como percursos para a melatonina na glândula pineal

Histamina Presente em neurônios do hipotálamo, bem como em


tecidos não nervosos, como os mastócitos do trato
gastrointestinal.
Glutamato Mais prevalente de todos os neurotransmissores
excitatórios do cérebro.
Desempenha papel significativo na medula espinhal e no
cerebelo.
Glicina Neurotransmissores inibitório:
Encontrado na medula espinhal e no tronco encefálico.
GABA Encontrado amplamente no SNC.
Oxido nítrico Ação curta – trato gastrointestinal e SNC.

Neuromoduladores: substâncias que atuam na célula pré-sináptica, alterando a


quantidade liberada de neurotransmissor em resposta a estimulação. De modo
alternativo, pode ser secretado junto ao neurotransmissor e alterar a resposta da
célula pós-sináptica ao neurotransmissor.
Neuro-hormônios: semelhantes a outros hormônios, são liberados pelas
células secretoras (neurônios) para o sangue, agindo em local distante.

Sensação Somestésica e
Interpretação dos Sinais Sensoriais pelo encéfalo

Sensações somestésicas: aquelas que tem origem na superfície do corpo ou em


estruturas profundas.
Ex: tato, pressão, calor, frio, dor.

1. Receptores sensoriais: converte estímulos em energia eletroquímica por meio


da transdução sensorial (potencial de ação), gerando potencial receptor que
transmite informações ao SNC.
- Percepção da informação. Sendo, muitos deles, terminações nervosas simples
de fibras periféricas de função sensorial.
2. Os nervos espinhais levam os sinais sensoriais à medula espinhal e após isso,
esses sinais são transmitidos ao cérebro por duas vias principais:
 Sistema dorsal: os sinais trafegam por fibras nervosas de grande
calibre, localizadas nas colunas dorsais da medula espinhal.
 Sistema espinotalâmico: sinais trafegam por fibras com diâmetro
menor situadas na coluna anterolateral da medula espinhal.
3. Essas duas vias terminam no tálamo onde esses sinais são retrotransmitidos
por um conjunto neuronal para a área somestésica do córtex cerebral
(córtex somestésico).

Tálamo: determina os tipos de sensação – modalidade sensorial – que uma


pessoa irá sentir. Seja ela, tato, pressão, frio, calor ou dor.
Córtex somestésico: determina qual ponto do corpo esses sinais tem origem.

 Emoção:
Os estímulos sensoriais que chegam ao córtex cerebral são elaborados no encéfalo
para criar uma representação (percepção) do mundo. Depois, a informação é
integrada por áreas de associação e passada para o sistema límbico por um
interneurônio. Uma retroalimentação do sistema límbico para o córtex cerebral gera
a consciência e a emoção, ao passo que vias descentes para o hipotálamo e para o
tronco encefálico iniciam os comportamentos voluntários e as respostas
inconscientes mediadas pelos sistemas autônomo, Endócrino, imunitário e motor
somático

 Como o sistema nervoso interage com o sistema endócrino?


Eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenale

Os sistemas endócrino e nervoso são responsáveis pela adaptação do organismo a


alterações. Esses sistemas sinalizadores têm diversas características em comum:
 Neurônios e células endócrinas tem capacidade secretória.
 Neurônios e células endócrinas geram potenciais elétricos e podem sofrer
despolarização.
 Determinadas moléculas têm função tanto neurotransmissora quanto hormonal.
 Hormônios e neurotransmissores exigem, em seu mecanismo de ação, a interação
com receptores específicos nas células-alvo.

 A interação entre os dois sistemas assume as seguintes formas:

1. SN: determinados estímulos indutores da secreção de hormônio são


percebidos pelo SN que sinaliza a resposta para uma célula endócrina
apropriada.

2. HIPOTÁLAMO: secreta o CRH que passa pelo sistema porta hipotálamo-


hipofisário.

3. ADENO-HIPÓFISE: o CRH faz com que as células secretem o ACTH que influi
pelo sangue até o córtex da adrenal.

4. ADRENAL: O cortisol promove a gliconeogênese (sobrevivência durante jejum),


efeitos anti-inflamatórios, inibe a resposta imune, efeitos sobre o SNC (receptores
no sistema límbico).

Eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal

Hipotálamo

(CRH) -hormônio liberador da adrenocorticotrofina

Adeno-hipófise

(ACTH)- síntese e liberação do cortisol

Adrenal

(CORTISOL)

Tecido Alvo
 Qual o mecanismo de ação do cortisol no organismo?

CORTISOL
Hormônio catabólico e diabetogênico (fator causador da diabetes)

Secreção: zona fascicular (suprarrenal) contém as enzimas necessárias para


converter colesterol em cortisol.

 Estimulação da gliconeogênese: promove a gliconeogênese e o


armazenamento de glicogênio.
Ação: O cortisol afeta o metabolismo proteico, lipídico e dos carboidratos, afim
de aumentar a síntese de glicose. Etapas:

1. Cortisol aumenta o catabolismo proteico no musculo e diminui a síntese de


proteína (fornecendo aminoácidos ao fígado para a gliconeogênese).

2. Aumenta a lipólise (fornecendo glicerol ao fígado para a gliconeogênese).

3. Diminui a utilização de glicose pelos tecidos e a sensibilidade a insulina no


tecido adiposo.

Sobrevivência durante o jejum

 Efeitos anti-inflamatórios: O cortisol tem três ações que interferem na resposta


inflamatória do organismo ao traumatismo e as substancias irritantes:
Ação:
1. Cortisol induz a síntese de lipocortina, inibidor da enzima fosfolipase A²
(fornece percursores para as prostaglandinas e os leucotrienos – mediadores
da resposta inflamatória).

2. Inibe a produção de interleucina-2 e a proliferação de linfócitos T.

3. Inibe a liberação de histamina e serotonina pelos mastócitos e plaquetas.

 Extinção da resposta imune: O cortisol inibe a produção de interleucina-2 e a


proliferação de linfócitos T que são críticos para a imunidade celular.
Glicocorticoides exógenos (ex.cortisol) podem ser ministrados terapeuticamente
para suprir a resposta imune e impedir a rejeição de orgãos transplantados.

 Manutenção da reatividade vascular às catecolaminas: O cortisol é


necessário para a manutenção da pressão sanguínea normal.
Desse modo se torna necessário para a resposta vasoconstritora das arteríolas às
catecolaminas. Portanto, no hipocortisolismo, ocorre a hipotensão e no
hipercortisolismo, hipertensão.

 Inibição da formação de osso: O cortisol inibe a formação óssea por diminuir


a síntese de colágeno tipo I (principal componente da matriz óssea), diminuir a
produção de osteoblastos e a absorção intestinal de Ca²+.
 Aumento da taxa de filtração glomelular (TFG): O cortisol aumenta o TFG
por causar vasodilatação das arteríolas aferentes, aumentando, o fluxo sanguíneo
renal.
 Efeitos sobre o SNC: Os receptores de glicocorticoides são encontrados no
cérebro (Sistema Límbico).

 Caracterizar o Sistema Nervoso Autônomo (S.N.A)

Sistema nervoso motor eferente

Autônomo Somático

 Sistema motor involuntário.  Sistema motor voluntário.


 Controla a função das vísceras.  Vias consistem em motoneurônios
 Neurônios: pré e pós glanglionar. e em fibras musculares que inervam.
 Corpo celular do pré-ganglionar se situa no SNC. Os  Conexões sinápticas com o músculo esquelético.
axônios fazem sinapse com os corpos celulares dos  O neurotransmissor (Ach) é liberado dos terminais
pós-ganglionares, se dirigem para a periferia e fazem pré-sinápticos e ativa os receptores nicotínicos.
sinapse com os orgãos efetores viscerais.  Um potencial de ação no motoneurônio produz
 Pré-ganglionares liberam ACh. ação na fibra muscular, levando a contração do
 Pós-glanglionares liberam ACh e norepirefrina músculo.

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

 É dividido em controles antagonistas: (As atividades podem ser reguladas alterando as proporções
relativas do controle simpático e parassimpático  exceções da dupla inervação: glândulas sudoríparas e
músculo liso – SIMPÁTICO).
 As vias autonômicas (simpática e parassimpática) consistem em dois neurônios em série:
Pré-ganglionar (origina-se no SNC) faz sinapse com o pós-ganglionar (corpo celular no gânglio e
projeta seu axônio para o tecido alvo).

Gânglio: agrupamento de corpos de neurônio localizados fora do SNC.

SIMPÁTICO: - subdivisão excitatória - Mobiliza o corpo para a atividade.

Localização: origina-se na região torácica e lombar da medula espinhal  Os gânglios são encontrados
em duas cadeias que correm aos lados da coluna vertebral (gânglios adicionais ao longo da aorta
descendente)  Nervos longos (axônios dos neurônios pós-ganglionares) projetam-se dos gânglios para
os tecidos-alvo.
Vias: pré-ganglionar liberam acetilcolina (ACh) nos receptores pós-ganglionares, esses secretam
noradrenalina nos receptores da célula alvo.

 Ativado em situações de estresse com uma resposta conhecida por “luta ou fuga”.
 Aumento da pressão arterial.
 Aumento do fluxo sanguíneo para ativar os músculos.
 Aumento do metabolismo.
 Aumento da concentração de glicose no sangue.
 Aumento da atividade cerebral (estado de alerta).

 Em situações normais modula funções do coração, vasos sanguíneos, trato gastrointestinal,


brônquios e glândulas sudoríparas.

PARASSIMPÁTICO: - subdivisão inibitória - Função restauradora. Conserva a energia.

Localização: em geral são encontrados próximo ou nos órgãos-alvos


(1) originam-se no tronco encefálico e seus axônios deixam o encéfalo em vários nervos cranianos. (2)
originam-se na região sacral (extremidade da medula espinhal) e controlam os órgãos pélvicos.

Vias: pré-ganglionar liberam acetilcolina (ACh) nos receptores pós-ganglionares, esses secretam
acetilcolina nos receptores da célula alvo.

 Diminui a pressão arterial.


 Diminui o fluxo sanguíneo para ativar os músculos.
 Diminuição do metabolismo.
 Diminui a concentração de glicose no sangue.
 Diminui a atividade cerebral.

Vias:
 Caracterizar transportes celulares (autocrina, neurocrina, paracrina e
endócrina).

Moléculas sinalizadoras hormonais secretadas pela glândula endócrina

 Função autócrina: As moléculas sinalizadoras podem atuar novamente sobre células idênticas,
modulando sua própria secreção ou outros processos intracelulares.

 Função parácrina: As moléculas sinalizadoras podem atingir a célula alvo dentro do mesmo
local, atuando sobre elas, simplesmente por se difundirem no liquido intersticial que as separa.

 Função intrácrina: Moléculas que não são secretadas, regulam processos dentro da própria
célula de origem.

 Função neurócrina: Neurônios estendem axônios em feixes que finalizam nas adjacências
capilares. A estimulação libera neurotransmissores na corrente sanguínea.

 Definir homeostase

Homeostase

 A homeostase é a manutenção de um meio interno relativamente estável.


 Os sistemas nervosos, endócrinos e límbicos trabalham na manutenção da
homeostase.
 Walter Canon descreveu propriedades dos sistemas de controle homeostático, com base
em obvervações do corpo saudável e doente:

1. O SN tem papel na preservação das “condições compatíveis com a função


normal” do meio: O SN coordena e integra o volume sanguíneo, a
osmolaridade do sangue, a pressão sanguínea e a temperatura do corpo, entre
outras variáveis reguladas.

2. Alguns sistemas do corpo estão sob controle tônico: “Um agente pode
existir desde que tenha uma atividade moderada que possa ser
modificada para cima e para baixo”.
Ex: Regulação neural do diâmetro de determinados vasos sanguíneos,
no qual um aumento de sinais diminui o diâmetro e uma diminuição de
sinais de entrada aumenta o diâmetro.

3. Alguns sistemas corporais estão sob sistema antagônico: “Quando se


sabe que um fator pode modificar um estado homeostático em uma
direção, é razoável procurar um fator que tenha um efeito oposto”.
Controlado feito pelo SN e hormônios.
Ex: Insulina e glucagon são hormônios antagonistas, enquanto a insulina
diminui a concentração de glicose, o glucagon aumenta.

4. Um sinal químico pode ter efeitos diferentes em tecidos diferentes: “Os


agentes homeostáticos antagonistas em uma região do corpo podem ser
cooperativos em outra”.
Ex: Receptores celulares – adrenalina aumenta e diminui o diâmetro dos
vasos sanguíneos.

 Caracterizar e definir sono e vigília

Sistema neuromodulador: Serotoninérgico (serotonina)


Localização: Núcleos da rafe na linha média do tronco encefálico
Estruturas inervadas: Núcleos superiores se projetam para a maior parte do
encéfalo.
Vigília: fisiologicamente o que distingue o estado de vigília dos vários estágios
de sono é o padrão de atividades elétricas criadas pelos neurônios corticais. A
medição dessa atividade é registrada por um eletroencefalografia.
 Em estado de vigília muitos neurônios são disparados, mas não tem
padrão coordenado. Uma eletroencefalografia em vigília (olhos abertos)
mostra um padrão rápido e irregular sem o predomínio de ondas. Em uma
eletroencefalografia em vigília (olhos fechados), a atividade dos neurônios
sincroniza em ondas.
 A medida que o estado de alerta diminui, a frequência das ondas diminui.
 O estado de vigília-repouso é caracterizado por ondas de baixa amplitude e alta
frequência.
 O estado de sono profundo é caracterizado por ondas de alta amplitude e baixa
frequência.

Sono: Estado facilmente reversível de inatividade caracterizado pela falta de interação com
o meio externo. Estágios mais relevantes:
1° estágio: sono REM (os olhos movem-se atrás das pálpebras fechando-as) – durante essa
fase as pessoas ajustam a posição do corpo sem comando consciente do encéfalo. Período
onde os sonhos ocorrem.
4° estágio: sono não REM ou sono profundo. Período onde ocorre o sonambulismo.

 Caracterizar a síndrome de bornout.

 Definição:
Segundo Maslach, Schaufeli e Leiter a síndrome de bornout apresenta três dimensões:

1. Exaustão emocional, caracterizada por uma falta ou carência de energia,


entusiasmo e um sentimento de esgotamento de recursos.
2. Despersonalização, que se caracteriza por tratar clientes e colegas como objetos.
3. Diminuição da realização pessoal no trabalho, tendência a se auto avaliar de forma
negativa
As pessoas sentem-se infelizes consigo próprias e insatisfeitas com seu
desenvolvimento profissional.

 Consequências:
De acordo com Benevides Pereira esses sintomas podem ser subdivididos em físicos,
psíquicos, comportamentais e defensivos:

 Físico: fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares,


cefaleias, perturbações gastrointestinais, transtornos cardiovasculares,
distúrbios respiratórios, disfunções sexuais.

 Psíquico: falta de atenção, alterações de memória, sentimento de alienação e


solidão, impaciência, sentimento de insuficiência, baixa autoestima, dificuldade
de auto aceitação, astenia, desânimo, depressão, desconfiança.

 Comportamental: irritabilidade, agressividade, incapacidade para relaxar,


dificuldade na aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo
de substâncias ilícitas, comportamento de alto-risco e suicídio.

 Defensivos: tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, perda do


interesse pelo trabalho ou até para o lazer, ironia, cinismo.

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