100% acharam este documento útil (2 votos)
1K visualizações100 páginas

História e Estrutura do Violão

O documento fornece um resumo sobre a origem e estrutura do violão, incluindo suas partes principais, como o corpo, braço e cordas. Também explica conceitos básicos de música como som, nota e afinação.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (2 votos)
1K visualizações100 páginas

História e Estrutura do Violão

O documento fornece um resumo sobre a origem e estrutura do violão, incluindo suas partes principais, como o corpo, braço e cordas. Também explica conceitos básicos de música como som, nota e afinação.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INICIAÇÃO AO ESTUDO

DA MÚSICA APLICADA AO
VIOLÃO
JULIO STIVAL JUNIOR (62) 9 99142768

ALUNO(A)_________________________________

ENDEREÇO_________________________________

__________________________________________

TELEFONE__________________________________

1
A ORIGEM DA GUITARRA ACÚSTICA (VIOLÃO)
Segundo pesquisas sobre a origem da guitarra acústica, existem
duas hipóteses:
A primeira é de que a guitarra acústica seria derivada de um
instrumento chamado “khetara grega” que com o domínio do império
romano passou a se chamar “cítara romana” (ou “fidícula”).
Teria chegado à península ibérica (Espanha e Portugal) por volta do
século I com os romanos.
A segunda hipótese é que a guitarra acústica seria derivada do
antigo “alaúde árabe” que foi levado para a península ibérica através das
invasões muçulmanas (711-718).
No decorrer dos séculos aconteceram grandes variações em todas
as características da guitarra acústica, como o tamanho, formato da caixa
acústica, quantidades de aberturas frontais, comprimento do braço,
quantidade de cordas, extensão e forma de afinação.
Foi o luthier espanhol Antônio de Torres que no século XIX
redesenhou e redefiniu os padrões usados na construção da guitarra
acústica.
Obs. “Luthier” é o profissional que constrói e restaura a guitarra
acústica (violão), e o músico que a executa é chamado de guitarrista (ou
violonista).

A ORIGEM DO NOME GUITARRA


A palavra guitarra é utilizada na maioria dos idiomas com pequenas
variações.
Pesquisas linguísticas levam a crer que a palavra guitarra originou
da junção de duas palavras; “guit” palavra grega que significa ”música”
mais a palavra “tar” que em várias línguas significa “corda” ou “acorde”.

A ORIGEM DO NOME VIOLÃO


Apenas no Brasil e em Cabo verde a guitarra acústica é chamada de
violão.
O nome violão surgiu devido á semelhança da guitarra acústica com
a viola portuguesa (que é um pouco menor), sendo a guitarra acústica
maior, passou a ser chamada popularmente pelos portugueses de “violão”
(que é o aumentativo de viola).
Obs. no Brasil o nome guitarra se refere à guitarra elétrica.

2
AS PARTES DO VIOLÃO

Tarrachas Mão
asas
Capotraste
Traste
Braço
Braço
Escala
Tróculo
Cordas
Mosaico
Boca
Corpo
Corpo
Boca
Laterais

Cavalete Tampo
Tampo

Fundo
Rastilho
MÃO
É uma peça de madeira (geralmente mogno ou cedro) fixada na
extremidade do braço. Nela são parafusadas as tarrachas.

TARRACHAS
São mecanismos compostos por eixos nos quais as cordas são
presas e enroladas, e engrenagens permitem gira-los com os dedos
obtendo assim as tensões corretas para as afinações.

CAPOTRASTE
É uma pequena barra de plástico ou osso fixada entre o início do
braço e a mão, possui seis fendas entalhadas para a passagem e
posicionamento das cordas.

BRAÇO
É uma barra de madeira (geralmente mogno ou cedro) fixada no
corpo, nele é colado á escala a mão e o capotraste.

3
TRÓCULO
É uma pequena peça de madeira (mogno ou cedro) que reforça a
fixação do braço ao corpo proporcionando assim mais rigidez.

ESCALA
É uma ripa de madeira (geralmente ébano) colada sobre o braço,
nela são montados os trastes.

TRASTES
São pequenas barras de alpacas ou liga de níquel montadas na
escala. Definem os pontos exatos em que as cordas devem ser divididas
para se obter cada uma das notas.
Geralmente os violões possuem de 19 a 22 trastes.

MARCAÇÕES
São elementos decorativos feitos em marchetaria sobre a escala
(entre os trastes). Servem como pontos de referência orientando o músico
na execução das notas.
As marcações ficam nas seguintes casas: 3ª, 5ª, 7ª, 9ª, 12ª, 15ª, 17ª,
19ª.
Obs. Casas são os espaços entre os trastes.

CORPO
É uma caixa oca feita de diferentes madeiras com uma abertura
chamada boca.
Composta por tampo, fundo e laterais, é responsável pela
amplificação do som produzido pelas cordas.
As madeiras usadas na fabricação do corpo são o cedro (para o
tampo) e Jacarandá da Bahia ou da Índia (para o fundo e as laterais).

BOCA
É a abertura do corpo responsável pela saída do som.

CAVALETE
É uma pequena barra de madeira (geralmente ébano) colada ao
corpo um pouco abaixo da boca. Possui seis furos onde as cordas são
amarradas. Nele é montado o rastilho.

4
RASTILHO
É uma pequena barra de plástico ou osso montada sobre o cavalete
através de uma fenda.
Tem como função apoiar e regular a altura das cordas em relação à
escala, além de transmitir as vibrações das cordas ao tampo.

MOSAICO
É um elemento decorativo feito em marchetaria que protege a
borda da boca do violão.

CORDAS
São feitas de nylon (para violão clássico) ou de aço (para violão folk).
As cordas finas (que emitem notas agudas) são construídas de um
fio único. As cordas grossas (que emitem notas graves) são construídas de
uma “alma” (fio único) de nylon, seda ou aço, envolto por um espiral de
um fio mais fino feito de aço.

COMO FUNCIONA O VIOLÃO


As cordas são presas nas extremidades do violão, uma ponta no
cavalete a outra na tarracha.
Os furos no cavalete e as fendas no capotraste organizam o
posicionamento entre as cordas.
Através das engrenagens as tarrachas permitem que o músico
aumente ou diminua as tensões das cordas até conseguir as afinações
exatas (quanto mais tensa maior é o número de vibrações;
consequentemente o som será mais agudo, e quanto menos tensa menor
é o número de vibrações; consequentemente mais grave será som).
Ao serem pulsadas as cordas vibram produzindo os sons, essas
vibrações são transmitidas para o corpo através do rastilho.
O corpo então vibra junto com as cordas, como o corpo é oco, ele
se transforma em uma caixa acústica e amplifica os sons produzidos pelas
vibrações das cordas.
O músico pressiona as cordas com os dedos sobre os trastes que são
montados sobre a escala, definindo os pontos exatos onde as cordas serão
divididas obtendo assim as diferentes notas.

AFINAÇÃO PADRÃO DO VIOLÃO


Contando da mais grave para a mais aguda, as cordas são afinadas
em intervalos de quartas justas (com exceção do sol para a si).

5
6ª CORDA MI (E)
5ª CORDA LÁ (A) Cordas graves As cordas do violão são
4ª CORDA RÉ (D) contadas da mais aguda
3ª CORDA SOL (G) para a mais grave.
2ª CORDA SI (B) Cordas agudas
1ª CORDA MI (E)

T 2m 2 3m 3 4 Observe que a corda debaixo é


E F F# G G# A uma quarta justa da de cima.
A Bb B C C# D
D Eb E F F# G
G Ab A Bb B (única exceção)
B C C# D D# E

O SOM MUSICAL
É o efeito audível produzido pelos movimentos dos corpos
vibrantes nos instrumentos musicais (no violão as cordas).
O som musical possui três propriedades físicas:

ALTURA
É a propriedade do som ser grave, médio ou agudo.

INTENSIDADE
É a propriedade do som ser fraco ou forte (o volume do som).

TÍMBRE
É a qualidade do som que nos permite reconhecer sua origem.
É o timbre que nos faz reconhecer o som de cada instrumento.

MÚSICA
É a arte de expressar sentimentos através do som. Divide-se em:

MELODIA
Notas musicais combinadas e emitidas uma de cada vez (o canto ou
um instrumento solo).

RITMO
É o movimento ordenado de sons dentro de um tempo (o batido ou
dedilhado da música).
Obs. “Andamento” é a velocidade em que se toca um ritmo.

6
HARMONIA
Notas musicais combinadas e emitidas juntas (os acordes).
A harmonia é responsável pela formação, posição e aplicação dos
acordes nas músicas.

NOTAS MUSICAIS
São as representações gráficas dos sons musicais.
Existem ao todo 12 notas musicais, 7 naturais e 5 acidentadas:

AS SETE NOTAS NATURAIS (representadas por cifras)


DO RÉ MI FÁ SOL LÁ SI
C D E F G A B Natural é toda nota que
não leva sinal de
(sobe) (desce) alteração ( # ou b ).

CÍFRAS
São símbolos criados para representar as notas e os acordes.
É composta por letras, números e sinais.

ACIDENTES MUSICAIS (sinais de alteração)


São símbolos que colocados ao lado direito da cifra da nota ou do
acorde, eleva ou abaixa o mesmo meio tom.
SUSTENIDO # eleva a nota ou o acorde meio tom.
BEMOL b abaixa a nota ou o acorde meio tom.

MEIO TOM (um semitom)


É a menor diferença de altura (distância) entre duas notas (isso nos
instrumentos temperados).
Corresponde a subir ou descer uma casa na escala do violão.

UM TOM
É a diferença de altura entre duas notas correspondente a subir ou
descer duas casas (dois meio tons) na escala do violão.

AS 12 NOTAS MUSICAIS Entre as notas mi e fá, si e


C# D# F# G# A# dó, não existem acidentes
C ou D ou E F ou G ou A ou B musicais, por este motivo
Db Eb Gb Ab Bb não existem na prática as
notas E#, Fb, B#, Cb.
(sobe) # b (desce)

Acidentada é toda nota que leva sinal de alteração ( # ou b ). 7


ESCALA DO VIOLÃO COM TODAS AS NOTAS
(As cordas são contadas da mais aguda para a mais grave)

Cordas graves (grossas) Cordas agudas (finas) Tarrachas


6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª
E A D G B E
_____________________________________
1
_____________________________________ S
C 2 O
A _____________________________________ B
S 3 E
A *
_____________________________________
S 4 #
______________________________________
5
*
______________________________________
O 6
U ______________________________________
7
*
______________________________________
E 8
S ______________________________________
P 9 b
A *
______________________________________
Ç 10 D
O _____________________________________ E
S 11 S
_____________________________________ C
12 E
* *
______________________________________

Boca do violão

ENARMONIA
São nomes diferentes para uma mesma nota ou um mesmo acorde.
Ex.: C# é o mesmo que Db, F# é o mesmo que Gb, etc.

8
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS DEDOS E SUAS FUNÇÕES
MÃO DIREITA
Tem como função executar os ritmos batendo ou dedilhando as
cordas.
x
0 polegar x x
X indicador
X médio
X anular o

MÃO ESQUERDA
Tem como função digitar as notas na escala do violão.
1 indicador
2 médio
3 anular
4 mínimo

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA ESCALA DO VIOLÃO

Polegar da mão direita


(Baixo) Casas ou espaços Dedos da mão esquerda
E
Cordas graves A
D Em (nome do acorde)
G
Cordas agudas B
E
Dedos da mão direita Boca do violão Tarrachas
(Indicador, médio, anular)

9
ESCALA CROMÁTICA
É a sucessão das 12 notas partindo de uma primeira nota que dará
nome a escala (a tônica).
Existem ao todo 12 escalas cromáticas (uma escala partindo de cada
uma das 12 notas).
São das escalas cromáticas que “retiramos” as notas que formam
todos os acordes.
Sobre cada nota da escala cromática é colocado um intervalo.
Ex.: escala cromática de sol com seus respectivos intervalos
T 2m 2 3m 3 4 b5 5 #5 6 7 7M
G G# A A# B C C# D D# E F F#
Ab Bb Db Eb Gb

INTERVALOS
São símbolos colocados sobre as notas da escala cromática para se
“medir” as distâncias (ou diferenças de altura) entre a tônica (primeira
nota da escala) e as demais notas. Usando a escala do sol como exemplo:
A distância entre a nota “G” e a nota “C” é de 4 (quarta justa),
A distância entre a nota “G” e a nota “E” é de 6 (sexta maior), etc.
Obs. Quando a distância entre a tônica e outra nota ultrapassar uma
oitava então os intervalos usados serão da nona acima. Ex.:
Da nota “G” (tônica) até a nota “A” da primeira oitava, é um
intervalo de 2 (segunda maior), já se for a nota “A” da segunda oitava
então será um intervalo de 9 (nona maior). Veja!
T 2m 2 3m 3 4 b5 5 #5 6 7 7M 8 b9 9...
G G# A A# B C C# D D# E F F# G G# A...
Ab Bb Db Eb Gb Ab

Obs. Oitava é o intervalo (distância) entre duas notas iguais


recomeçando a escala cromática ascendente ou descendentemente. Ex.:
Nota lá uma oitava acima
T 2m 2 3m 3 4 b5 5 #5 6 7 7M 8
A A# B C C# D D# E F F# G G# A
Bb Db Eb Gb Ab
Nota lá uma oitava abaixo
8 7M 7 6 #5 5 b5 4 3 3m 2 2m T
A Ab G Gb F E Eb D Db C B Bb A
G# F# D# C# A#
Quando uma nota ultrapassa a oitava então ela pertence a
“segunda oitava”.

10
QUADRO GERAL DOS INTERVALOS

11
FORMAÇÃO BÁSICA DOS ACORDES
Acorde é uma combinação de três ou quatro diferentes notas
tocadas juntas quando batido ou uma de cada vez quando dedilhado.
A função dos acordes é “acompanhar” a melodia.
Os acordes são formados por tríades, tétrades, tríades com sexta,
acorde suspenso (SUS) e tétrades com notas de tensão acrescentadas.

TRÍADES
São acordes formados por três notas.
Existem quatro tipos de tríades:

TRÍADE MAIOR
É formada pela fundamental (F), terça maior (3) e quinta justa (5).
A tríade maior forma os 12 acordes básicos maiores.

Por ser o ponto de partida a nota que gera o acorde (por isso a mais
importante), a primeira nota do acorde é chamada de fundamental.
A terça é a segunda nota mais importante por definir se o acorde será maior ou
menor. A quinta justa trabalha como complementação do acorde.

Obs.: Baixo é a nota mais grave do acorde.


Tônica é a nota que dá nome a escala.
Fundamental é a nota que dá nome ao acorde.

ACORDES BÁSICOS MAIORES (não pestanados)

D
C

E G

12
Pelo sistema de cifragem os acordes básicos
maiores são representados pelas sete
primeiras letras do alfabeto (semelhante as
notas naturais). Ex.: Dó maior - C , Lá maior-
A, etc. A
Os sinais de alterações (#, b) são colocados
imediatamente ao lado direito da cifra do
acorde. Ex.: F#, Bb, etc.

Obs. Pode se dobrar ou triplicar a fundamental, dobrar, triplicar ou


retirar a quinta justa, o dobramento da terça (maior ou menor) deve ser
evitado, pois “enfraquece” o som do acorde.
Como o violão é um instrumento acústico o dobramento das notas
do acorde tem como função intensificar o som do acorde (aumentar o
volume), já que, tocar apenas três cordas uma para cada nota produz um
volume de som baixo.

TRÍADE MENOR
É formada pela fundamental (F), terça menor (3m) e quinta justa
(5). A tríade menor forma os 12 acordes básicos menores.

OS ACORDES BÁSICOS MENORES (não pestanados)

Dm Em

Os acordes básicos menores vêm


com uma letra “EME” minúscula ao
Am lado direito de sua cifra. Ex.:
Dó menor- Cm, Lá menor- Am, Fá
sustenido menor- F#m, Si bemol
menor- Bbm, etc.

Obs.: Na distribuição das notas do acorde nas cordas do violão,


desde que a fundamental venha no baixo do acorde, as demais notas não
têm a obrigação de vir na ordem crescente dos intervalos (T, 3, 5, 7),
podendo vir T, 5, 3, 7 ou T, 7, 3, 5 ou T, 3, 7, 5 etc.

Ao todo existem 24 acordes básicos, 12 maiores e 12 menores. Desses


24 acordes, apenas estes 8 (5 maiores e 3 menores) são possíveis de serem
digitados sem a presença da pestana. 13
ACORDES BÁSICOS PESTANADOS
Pestana é quando um mesmo dedo da mão esquerda (geralmente o
indicador) digita duas ou mais cordas.
Desenho do Fá: Desenho do Si:

F B

Fm Bm

TRANSPORTE DE ACORDES PESTANADOS


Usando o desenho (forma) de um acorde pestanado,
encontraremos vários outros acordes (do mesmo tipo), basta deslocar a
pestana ascendente ou descendentemente na escala do violão. Ex.:
Observe que de acordo que se desloca o acorde Fá maior
ascendentemente, vamos encontrando os demais acordes do mesmo tipo:

E C A F

Obs. O mesmo processo de transportar acordes pestanados pode


ser usado para acordes em que se digitam quatro cordas (geralmente
usados em ritmos dedilhados). Ex.:

14
A7/9 G7/9 E7/9 D7/9 C7/9

TRÍADE AUMENTADA
É formada pela fundamental (F), terça maior (3) e quinta
aumentada (#5). A tríade aumentada forma os 12 acordes maiores com
quinta aumentada.

Obs. Na apresentação das digitações dos acordes, serão


apresentados apenas três modelos de digitações (os mais usados), com
as fundamentais nas cordas mi, lá, e ré, cabendo ao aluno transporta-las
e encontrar assim os demais acordes do mesmo tipo.

F(#5) B(#5)

F(#5)

TRÍADE DIMINUTA
É formada pela fundamental (F), terça menor (3m), e quinta
diminuta (b5).
Os acordes formados pela tríade diminuta não serão apresentados,
pois a tríade diminuta só tem uso prático Juntamente com a sétima menor
(tétrade meio diminuta).

15
TÉTRADES
São acordes formados por quatro notas. Existem sete tipos de
tétrades:

TÉTRADE MAIOR COM SÉTIMA MAIOR


É formada pela fundamental (F), terça maior (3), quinta justa (5) e
sétima maior (7M).

B7M
F7M

G7M

TÉTRADE MENOR COM SÉTIMA MAIOR


É formada pela fundamental (F), terça menor (3m), quinta justa (5)
e a sétima maior (7M)

Fm7M Bm7M

Em7M

TÉTRADE DOMINANTE
É formada pela fundamental (F), terça maior (3), quinta justa (5) e
sétima menor (7).

16
F7 F7
B7

Alguns acordes só são


possíveis de serem
F7 digitados se retirarmos a
quinta justa.

TÉTRADE MENOR COM SÉTIMA MENOR


É formada com a fundamental (F), terça menor (3m), quinta justa
(5) e sétima menor (7).

Fm7 Bm7

Fm7

TÉTRADE DIMINUTA
É formada pela fundamental (F), terça menor (3m), quinta diminuta
(b5) e sétima diminuta (7dim.).
Possui intervalos de terças menores entre todas as notas.
As notas que formam o acorde diminuto estão simetricamente
separadas pela distância de um tom e meio (terça menor), dividindo a
oitava em quatro partes iguais. Ex.:

17
C# D# F# G# A#
C Db D Eb E F Gb G Ab A Bb B C
T 2m 2 3m T 2m 2 3m
T 2m 2 3m T 2m 2 3m

C° T (C), 3m (Eb), b5 (Gb), 7dim (A)

O fato das notas do acorde diminuto estarem simetricamente


separadas pela mesma distância (3m) faz com que cada nota do acorde
possa ser uma nova fundamental mantendo as mesmas notas e o mesmo
som (portanto acordes equivalentes).
Obs. Sempre que as notas de um acorde divide a oitava em partes
iguais, dizemos que ele é simétrico, ou seja, formado por distâncias
regulares e sua inversão gera outro acorde simétrico equivalente.
Existem apenas três acordes diminutos diferentes (no que se diz
respeito ao som e as notas componentes), os outros nove serão inversões
destes.
B° C° Db°
Ab° D° A° Eb° Bb° E°
F° Gb° G°

O círculo “o” na cifra dos acordes diminutos simboliza o círculo


fechado entre as notas do acorde, razão pela qual cada uma das quatro
notas do acorde pode vir a ser uma nova fundamental de um novo acorde
diminuto (equivalente).
Observe que de quatro em quatro casas o acorde diminuto repete
as mesmas notas e o mesmo som:

C° A° F#° ou Gb° D#° ou Eb°

Outros desenhos de acordes diminutos.

18
G° B°

TÉTRADE MEIO DIMINUTA


(MENOR COM QUINTA DIMINUTA E SÉTIMA MENOR)
É formada pela fundamental (F), terça menor (3m), quinta diminuta
(b5) e sétima menor (7).
Bm7/b5

Gm7/b5

Este acorde é chamado de meio


diminuto (O) por ter apenas uma
Em7/b5 nota diferente do acorde
diminuto. Ex.:

Cm7/b5 C°
F C C F
3m Eb Eb 3m
b5 Gb Gb b5
7 Bb A 7dim

TÉTRADE MAIOR COM QUINTA AUMENTADA E SÉTIMA MAIOR


É formada pela fundamental (F), terça maior (3), quinta aumentada
(#5) e sétima maior (7M).
Bm7M/#5 F7M/#5

19
TRÍADE MAIOR COM SEXTA MAIOR
É o acorde de tríade maior com a sexta maior adicionada.
É formada pela fundamental (F), terça maior (3), quinta justa (5) e
sexta maior (6).

G6 C6

F6

TRÍADE MENOR COM SEXTA MAIOR


É o acorde de tríade menor com uma sexta maior adicionada.
É formada pela fundamental (F), terça menor (3m), quinta justa (5)
e a sexta maior (6).

Gm6 Bm6

Fm6

ACORDE SUSPENSO (SUS)


É o acorde onde a terça é substituída pela quarta justa.
Sus significa suspense (indefinição) que é a sensação que este
acorde nos passa, isso porque por não possuir a terça não tem uma
definição tonal, ou seja, nem maior nem menor.
20
Existem três formas de acordes SUS, uma onde a quarta ocupa o
lugar da terça na tríade, outra onde a quarta ocupa o lugar da terça na
tétrade dominante e a última uma nona maior é adicionada a tétrade
dominante com a quarta ocupando o lugar da terça. Ex.:

Primeira forma
O acorde SUS é formado pela fundamental (F), quarta justa (4) e
quinta justa (5).

B4
F4

F4

Segunda forma
O acorde SUS é formado pela fundamental (F), quarta justa (4),
quinta justa (5) e sétima menor (7)

F4/7 B4/7

Terceira forma
O acorde SUS é formado pela fundamental (F), quarta justa (4),
sétima menor (7) e nona maior (9).

Obs. Este acorde pode ser encontrado como acorde maior com
nona no baixo. Ex.: G4/7/9 é o mesmo que F/G.

21
G4/7/9 B4/7/9

E4/7/9

VISUALISAÇÃO DOS INTERVALOS NA ESCALA DO VIOLÃO


Os intervalos poderão ser identificados através da corda e da casa
onde está a fundamental (o baixo), independentemente da região da
escala (casa).
Ao memorizar os intervalos abaixo desta fundamental, eles nos
servirão de pontos de referência para que possamos encontrar os demais
intervalos.

Fundamental Fundamental Fundamental


na corda mi na corda lá na corda ré

Intervalos e suas direções de grave e agudo na escala do violão


13 b13 12 #11 11 10 #9 9 b9
F 7M 7 6 #5 5 b5 4 3 3m 2 2m F
b #
Vai em direção as vai em direção a
Tarrachas boca do violão

22
ACORDES COM NOTAS DISSONÂNTES (OU DE TENSÃO)
São acordes onde as tríades ou as tétrades vêm acrescidas de nona
(b9, 9 ou #9), décima primeira (11 ou #11) e décima terceira (b13 ou 13).
A maioria destes acordes não possuirão quinta justa, do contrário o
número de notas seria maior que o de dedos para digita-las.

TRÍADE MAIOR COM NONA MAIOR ADICIONADA


Obs. o símbolo “add9” significa “nona maior adicionada”.
F(add9) B(add9)

F(add9)

TRÍADE MENOR COM NONA MAIOR ADICIONADA


Fm(add9) Bm(add9)

Fm(add9)

Existe uma categoria de acorde onde a nona maior ocupa o lugar da


terça na tríade, ficando o acorde com a fundamental (F), nona maior (9) e
quinta justa (5).

23
A nomenclatura desse acorde vem apenas com a cífra
acompanhada do intervalo nona maior. Ex.: C9 Dó com nona maior.
Por não possuir a terça este acorde não tem definição tonal.

ACORDES COM NONA MAIOR

B9 E9

TÉTRADE MAIOR COM SÉTIMA MAIOR E NONA MAIOR

G7M/9 B7M/9

E7M/9

TÉTRADE MAIOR COM SÉTIMA MAIOR E DÉCIMA TERCEIRA


F7M/13 B7M/13

24
TRÍADE MAIOR COM SEXTA MAIOR E NONA MAIOR

G6/9 B6/9

E6/9

TÉTRADE MENOR COM SÉTIMA MENOR E NONA MAIOR

Gm7/9 Cm7/9

Fm7/9

TÉTRADE MENOR COM SÉTIMA MENOR E NONA AUMENTADA


Gm7/#9 Cm7/#9

25
Fm7/#9

TÉTRADE DOMINANTE COM NONA MENOR

B7/b9
G7/b9

E7/b9

TÉTRADE DOMINANTE COM NONA MAIOR

G7/9 B7/9

G7/9

E7/9

26
TÉTRADE DOMINANTE COM NONA AUMENTADA

G7/#9 B7/#9

E7/#9

TÉTRADE DOMINANTE COM QUINTA DIMINUTA

G7/b5 B7/b5

E7/b5

TÉTRADE DOMINANTE COM QUINTA AUMENTADA

F7/#5 B7/#5

27
TÉTRADE DOMINANTE COM DÉCIMA TERCEIRA MAIOR

F7/13 B7/13

TÉTRADE MENOR COM SÉTIMA MENOR E DÉCIMA PRIMEIRA

Gm7/11 Cm7/11

INVERSÃO DE BAIXO
É quando o acorde vem com uma nota diferente da fundamental no
baixo (nota mais grave do acorde).
São três os tipos de inversões:

ACORDES NA PRIMEIRA INVERSÃO


É quando a terça (maior ou menor) vai para o baixo do acorde.

ACORDES NA SEGUNDA INVERSÃO


É quando a quinta justa vai para o baixo do acorde.

ACORDES NA TERCEIRA INVERSÃO


É quando a sétima menor vai para o baixo do acorde.

Como é representada a cifra de um acorde invertido:


São duas cifras separadas por uma barra, a cifra da esquerda
representa o acorde, a cifra da direita representa a nota que está no
baixo. Ex.:

Acorde Ré maior D/F# com a nota Fá # no baixo

Obs. Quando o acorde está com a fundamental no baixo, então ele se


encontra no estado fundamental.
28
ACORDES MAIORES NA PRIMEIRA INVERSÃO (TERÇA MAIOR NO BAIXO)

E/G# A/C#

D/F#

ACORDES MENORES NA PRIMEIRA INVERSÃO (TERÇA MENOR NO BAIXO)


A/C#

Em/G Am/C

Dm/F
ou
F6

ACORDES MAIORES NA SEGUNDA INVERSÃO (QUINTA JUSTA NO BAIXO)

F/C B/F#

29
ACORDES MENORES NA SEGUNDA INVERSÃO (QUINTA JUSTA NO BAIXO)

Fm/C Bm/F#

ACORDES MAIORES NA TERCEIRA INVERSÃO


(SÉTIMA MENOR NO BAIXO)

A/G D/C

F/Eb

ACORDES MENORES NA TERCEIRA INVERSÃO


(SÉTIMA MENOR NO BAIXO)

Am/G Dm/C

Fm/Eb

30
ACORDES DOMINANTES NA PRIMEIRA INVERSÃO
(TERÇA MAIOR NO BAIXO)

E7/G# A7/C#

ACORDES DOMINANTES NA SEGUNDA INVERSÃO


(QUINTA JUSTA NO BAIXO)

F7/C B7/F#

Devido o sistema de cifragem ainda não ser mundialmente


padronizado, podemos encontrar um mesmo acorde com diferentes
nomenclaturas.
Aqui estão as formas de nomenclaturas mais usadas:
7M é o mesmo que 7+
7dim é o mesmo que b7
#5 é o mesmo que 5+
b5 é o mesmo que 5-
SUS é o mesmo que 4
#9 é o mesmo que 9+
b9 é o mesmo que 9-
#11 é o mesmo que 11+
b13 é o mesmo que 13-
o é o mesmo que dim (diminuto)
m7/b5 é o mesmo que o (meio diminuto)
C/E é o mesmo que C 1ªinv.
Cm/Eb é o mesmo que Cm1ªinv.
C/G é o mesmo que C2ªinv.
Cm/G é o mesmo que Cm2ªinv.
C/Bb é o mesmo que C3ª inv.
Cm/Bb é o mesmo que Cm3ªinv.

31
CAMPO HARMÔNICO
Em harmonia musical existem dois tipos de tons; os maiores e os
menores. Ao todo são 24 tons, 12 maiores e 12 menores.
Uma música tocada num tom maior não poderá ser transportada
para um tom menor e vice-versa.
Uma mesma música pode ser tocada nos 12 tons (do mesmo tipo).
Os tons existem para que possamos ajustar a música a nossa
extensão* vocal.
Campo harmônico é a família de acordes que acompanha um
determinado tom.
Os acordes que formam o campo harmônico são chamados de
“diatônicos”.
Os campos harmônicos são formados com as seguintes regras:
a) São sete acordes o primeiro é o tom.
b) Sobre cada acorde é colocado um algarismo romano (o grau) para que
se possa identificar sua situação tonal.
c) Os acordes são separados entre si por um padrão de tom e semitom:

TONS MAIORES
I um tom II um tom III meio tom IV um tom V um tom VI um tom VII
TONS MENORES
I um tom II meio tom III um tom IV um tom V meio tom VI um tom VII
d) Nos tons maiores o I, IV e V graus serão acordes maiores, os demais
graus serão acordes menores.
e) Nos tons menores o I, II e IV graus serão acordes menores, os demais
graus serão acordes maiores.
Obs. O VII grau dos tons maiores e o II grau dos tons menores virão
com uma sétima menor e uma quinta diminuta (7/b5).

*EXTENSÃO
É a gama de notas que um instrumento ou voz humana pode emitir
desde a mais grave até a mais aguda.
O violão possui uma gama de pouco mais de três oitavas e meia que
vai do mi bordão (6ª corda solta) ao si da primeira corda na 19ª casa.

APRESENTAÇÃO DOS CAMPOS HARMONICOS


Devido os tons acidentados (sustenidos e bemóis) serem
desconfortáveis para se tocar e por esse motivo serem pouco usados,
serão apresentados apenas os tons naturais.

32
MAIORES
um tom um tom meio tom um tom um tom um tom
I (Tom) IIm IIIm IV V VIm VIIm7/b5
C Dm Em F G Am Bm7/b5
D Em F#m G A Bm C#m7/b5
E F#m G#m A B C#m D#m7/b5
F Gm Am Bb C Dm Em7/b5
G Am Bm C D Em F#m7/b5
A Bm C#m D E F#m G#m7/b5
B C#m D#m E F# G#m A#m7/b5

MENORES
um tom meio tom um tom um tom meio tom um tom
Im (Tom) IIm7/b5 III IVm V VI VII
Cm Dm7/b5 Eb Fm G Ab Bb
Dm Em7/b5 F Gm A Bb C
Em F#m7/b5 G Am B C D
Fm Gm7/b5 Ab Bbm C Db Eb
Gm Am7/b5 Bb Cm D Eb F
Am Bm7/b5 C Dm E F G
Bm C#m7/b5 D Em F# G A

COMO SÃO FORMADOS OS CAMPOS HARMÔNICOS


As notas que formam os sete acordes do campo harmônico são
retiradas da escala diatônica do tom (daí o nome acordes diatônicos) Ex.:
Escala diatônica maior de ré
I II III IV V VI VII
D E F# G A B C#
Agora vamos formar sete acordes a partir de cada nota da escala:
I IIm IIIm IV V VIm VIIm7/b5
D Em F#m G A Bm C#m7/b5
F-D F -E F-F# F-G F-A F-B F-C#
3-F# 3m-G 3m-A 3-B 3-C# 3m-D 3m-E
5-A 5-B 5-C# 5-D 5-E 5-F# b5-G
7-B
___ ___ ___ ___ ___ ___ ___

33
7M-C# 7-D 7-E 7M-F# 7-G 7-A
6-B (6-C#) (b6-D) 6-E 13-F# (b6-G) (b6-A)
4-G 11-A 11-B (#4-C#) 4-D 11-E 11-F#
9-E 9-F# (b9-G) 9-A 9-B 9-C# (b9-D)

Observe que:
Todas as notas usadas na formação dos acordes foram retiradas da
escala. As demais notas da escala que não foram usadas na formação
básica dos acordes é que serão as opções dissonantes para cada grau.
As notas entre parênteses são as que mesmo fazendo parte da
escala devem ser evitadas como opções dissonantes (porque soam mal), e
nos solos deve-se evitar terminar uma frase melódica nelas.

OPÇÕES DE NOTAS DISSONANTES PARA CADA GRAU DIATÔNICO


São as notas dissonantes (de tensão) que podemos adicionar em
cada acorde diatônico para enriquecer seu som.

TONS MAIORES
I IIm IIIm IV V VIm VIIm7/b5
7M 7 7 7M 7 7 7/11
6 9 7/11 6 13 9
9 7/11 9 #5* 7/11
4 9
4
*A quinta aumentada apesar de não fazer parte da escala soa bem
aplicada no V grau dos tons maiores.

TONS MENORES
Im IIm7/b5 III IVm V VI VII
7 7/11 7M 7 7 7M 7
9 6 9 #5 6 6
7/11 9 7/11 4 9 4
4 7/b9

Observe que a décima primeira (11), a quinta diminuta (b5) e a nona


menor (b9) são aplicadas juntamente com a sétima menor (7). São notas
que não soam bem sem a presença da sétima.
Podem ser usadas até duas notas dissonantes num mesmo acorde,
desde que estas notas sejam opções dissonantes de um mesmo grau. Ex.:

34
Obs. Tonalidade é um sistema de sons baseados nas escalas maiores
e menores onde algumas notas exercem atração sobre as outras
proporcionando assim sensações de tensão e repouso.
Tom é a altura onde se realizará a tonalidade. Ex.: Se o tom da
música é sol significa que as tensões e repousos se realizarão na altura de
sol.

FUNÇÃO TONAL OU HARMÔNICA DOS ACORDES


Quando ouvimos uma música podemos perceber que temos
momentos instáveis, estáveis e menos instáveis, e são essas variações que
motivam a continuidade da música até o repouso final.
A palavra função estabelece a sensação que determinado acorde
nos passa dentro da progressão harmônica (seja numa tonalidade maior
ou menor). São três as funções:

ACORDES DE FUNÇÃO TÔNICA


Nos passa a sensação de estabilidade; repouso, conclusão.
O acorde principal de função tônica é o I grau (o tom) podendo ser
substituído pelo VI ou III graus que também estabelecem repouso, porém
com menor força.
Geralmente o acorde de função tônica inicia e finaliza uma música.

ACORDES DE FUNÇÃO DOMINANTE (preparação)


Nos passa a sensação de instabilidade, tensão e pede a resolução na
tônica.
O acorde principal de função dominante é o V grau podendo ser
substituído pelo VII grau que também estabelece tensão, porém com
menor força.

ACORDES DE FUNÇÃO SUBDOMINANTE (função intermediária)


Nos passa a sensação de meia instabilidade, meia tensão.
O acorde principal de função subdominante é o IV grau podendo
ser substituído com a mesma força (porém com sonoridades diferentes)
pelo II grau.

DOMINANTE
É um acorde que tem como função “preparar” a chegada de outro
acorde.
Todo acorde maior ou menor independentemente de sua situação
tonal, pode ser preparado por um dominante.

35
O dominante é um acorde maior com uma sétima menor e está com
a sua fundamental sete semitons acima da fundamental do acorde que
está sendo preparado (ou o acorde que está sendo preparado está com a
sua fundamental sete semitons abaixo da fundamental do dominante).
Ex.: O dominante que prepara o acorde “D” é o acorde “A7”, note que a
sua nota fundamental está 7 semitons acima da fundamental do “D”

F F (fundamentais)
D D# E F F# G G# A
1 2 3 4 5 6 7 (semitons)

Ou o acorde “D” está com a sua fundamental 7 semitons abaixo da


fundamental do seu dominante “A7”

F F (fundamentais)
A Ab G Gb F E Eb D
1 2 3 4 5 6 7 (semitons)

O mesmo dominante que prepara o acorde maior também prepara


o menor. Ex.: O “A7” é o dominante que prepara “D” ou “Dm”.

Observações:
“Resolução” é o nome que se dá a sensação de repouso que o
acorde que foi preparado pelo dominante nos passa na conclusão da frase
harmônica.
O dominante é o V grau (com uma sétima menor) do acorde que
está sendo preparado “se este acorde fosse o tom”. O V grau com sétima
tem a função de preparar a chegada do I grau (maior ou menor).

OPÇÕES DE NOTAS DISSONANTES PARA O DOMINANTE


São as mesmas opções do V grau, ou seja:
7/13, 7/#5, 7/9, 7/4 Quando o dominante prepara um acorde maior e
7/#5, 7/4, 7/b9 Quando o dominante prepara um acorde menor.

II CADENCIAL
É um acorde que tem como função auxiliar a preparação do
dominante.
O II cadencial que auxilia a preparação de um acorde maior é
simplesmente um acorde menor. Ex.:

36
II CADENCIAL DOMINANTE ACORDE MAIOR
Gm C7 F

O II cadencial que auxilia a preparação de um acorde menor é um


acorde menor com sétima menor e quinta diminuta. Ex.:

II CADENCIAL DOMINANTE ACORDE MENOR


Gm7/b5 C7 Fm

O II cadencial é encontrado um tom acima do acorde que está


sendo preparado. Ex.:

Acorde que está F G II cadencial (Fundamentais)


Sendo preparado F F# G
1 2 (Semitons)

Obs. O II cadencial é o II grau do acorde que está sendo preparado


“se este acorde fosse o tom”.

OPÇÕES DE NOTAS DISSONANTES PARA O II CADENCIAL


São as mesmas opções do II grau, ou seja:
7, 9, 7/11 Quando auxilia a preparação de um acorde maior e
7/11 Quando auxilia a preparação de um acorde menor.

ACORDE COM FUNÇÃO DUPLA (A.F.D.)


É quando um mesmo acorde ocupa duas diferentes funções numa
progressão harmônica. Ex.:
dominante
I IIIm IV AFD do V (G) V I
C Em F Am D7 G C

O acorde “Am” pode ser analisado de duas formas diferentes:


Pode ser o VIm grau da tonalidade de Dó maior e também o II
cadencial do V grau (G).

dominante
I AFD do VIm (Am) VIm IIm V I
C Bm7/b5 E7 Am Dm G C

O acorde “Bm7/b5” pode ser analisado de duas formas diferentes:

37
Pode ser o VIIm7/b5 da tonalidade de Dó maior e também o II
cadencial do VIm (Am).

Sempre que um acorde de função dupla menor ou menor com 7/b5


vier acompanhado de um dominante preparando um determinado grau
ele será analisado como II cadencial e não como um grau diatônico.

SUBSTITUTO DO DOMINANTE (SUBV7)


É o acorde que tem como função substituir o dominante.
É um acorde maior com uma sétima menor e é encontrado meio
tom acima do acorde que está sendo preparado.

O subV7 prepara tanto o acorde maior quanto o menor. Ex.:


I subV7 IV subV7 VIm subV7 I
C Gb7 F Bb7 Am Db7 C

A resolução do acorde subV7 é sempre meio tom abaixo


(descendente), por este motivo usamos apenas bemol em sua cifra.

O subV7 pode vir precedido de II cadencial. Ex.:


II cadencial subV7
I do F do F IV V I
C Gm Gb7 F G C

OPÇÕES DE NOTAS DISSONANTES PARA O SUBV7


Tanto na preparação de um acorde maior ou menor as opções serão
as mesmas: 7, 9, 7/b5, 7/13.

RESOLUÇÃO DECEPTIVA
É quando os acordes preparatórios (dominante ou subV7), não
resolvem nos acordes esperados causando um efeito surpresa ( de
decepção) na harmonia. Ex.:

dominante nesta harmonia o acorde “ E7” deveria


I do VIm (Am) IV resolver sua preparação no acorde “Am”,
C E7 F portanto o acorde “ F” foi a decepção.

38
subV7 nesta harmonia o acorde “Gb7” deveria
I do IV (F) V resolver sua preparação no acorde “F”,
C Gb7 G portanto o acorde “G” foi a decepção.

DOMINANTES ESTENDIDOS (OU CONCECUTIVOS)


É quando se tem uma série de dominantes um resolvendo no outro
até chegar ao acorde final da frase harmônica (que pode ser maior ou
menor).
Ex.: C
E7 A7 D7 G7 ou
Cm

Acima de três dominantes “seguidos” um resolvendo no outro, já é


considerado como dominantes estendidos, quando são apenas dois
dominantes um resolvendo no outro o que se tem é uma resolução
deceptiva.

SUBV7 ESTENDIDOS (OU CONCECUTIVOS)


É quando se tem uma série de subV7 um resolvendo no outro até
chegar ao acorde final da frase harmônica (que pode ser maior ou menor).
Os subV7 estendidos é sempre uma progressão descendente com
suas fundamentais separadas por meio tons. Ex.:

C
F7 E7 Eb7 D7 Db7 ou
Cm

Acima de três subV7 “seguidos” um resolvendo no outro já é


considerado como subV7 estendidos. Quando são apenas dois subV7 um
resolvendo no outro o que se tem é uma resolução deceptiva.

ACORDE DE EMPRÉSTIMO MODAL (A.E.M.)


É quando temos acorde diatônico de outra tonalidade na tonalidade
primitiva.
A palavra modal vem de “modo”; modo maior (tom maior) ou modo
menor (tom menor).
A maioria dos acordes emprestados é da tonalidade homônima
(tonalidades diferentes com a mesma tônica. Ex.: Dó maior e Dó menor,
Lá maior e Lá menor etc.).

39
São usados no máximo dois acordes “seguidos” de empréstimo
modal, acima de dois acordes seguidos o que se tem é uma modulação
(troca de tom) para a outra tonalidade.
Exemplos de acordes de empréstimo modal:

I VIm IIm AEM I nesta progressão harmônica o acorde “Fm”


C Am Dm Fm C foi emprestado da tonalidade de Dó menor
(IVm).

Im AEM bVII Im nesta progressão harmônica o acorde “F” foi


Cm F Bb Cm emprestado da tonalidade de Dó maior (IV).

Os acordes de empréstimo modal podem vir precedidos de seus II


cadenciais, dominantes ou subV7. Ex.:

II cadencial dominante
I VIm IIm do Fm do Fm AEM I
C Am Dm Gm7/b5 C7 Fm C

II cadencial subV7
Im do F do F AEM bVII Im
Cm Gm Gb7 F Bb Cm

DIMINUTO DE PASSAGEM (DP)


Tem como função interligar os acordes através do baixo
(fundamental) ascendente ou descendentemente. Ex.:

diminuto de passagem ascendente diminuto de passagem descendente


I DP IIm IIIm DP IIm
C C#° Dm Em Eb° Dm

Os diminutos de passagem também interligam acordes com baixos


invertidos. Ex.:

IV DP I (na 2ª inv.) I (na 1ªinv.) DP IIm


F F#° C/G C/E Eb° Dm

Obs. Os diminutos de passagem podem resolver deceptivamente.

40
Isso acontece quando a interligação entre os acordes é
interrompida por um acorde não esperado. Ex.:

diminuto o acorde esperado após o A#°


I IV de passagem IIIm é o B (V), portanto o acorde
E A A#° G#m G#m foi a decepção.

DIMINUTO AUXILIAR (D.A.)


É quando o diminuto possui o mesmo baixo (fundamental) do
acorde anterior ou posterior.

Ex.: com o mesmo baixo do acorde anterior


I DA IIm
C C° Dm

Com o mesmo baixo do acorde posterior


V7 DA I
G7 C° C

DIMINUTO DE APROXIMAÇÃO CROMÁTICA


É quando o baixo (fundamental) do diminuto alcança o próximo
acorde por semitom ascendente ou descendente, porém vindo de saltos
de dois ou mais semitons. Ex.:

Diminuto de aproximação Diminuto de aproximação


cromática ascendente cromática descendente

aproximação aproximação
I cromática IIIm I cromática IIm
C D#° Em C Eb° Dm

Obs. A diferença do diminuto de passagem e o de aproximação


cromática é que, o de passagem está interligado por baixos e o de
aproximação cromática vem de saltos de dois ou mais semitons.

ACORDE DE APROXIMAÇÃO CROMÁTICA


É um acorde usado para preceder a chegada de outro acorde.
Sua fundamental é encontrada meio tom acima ou abaixo do
acorde a ser abordado.
O acorde de aproximação cromática deve ter a mesma estrutura

41
do acorde que ele precede. Ex.:
Se for menor com sétima menor, o acorde de aproximação
cromática também deve ser menor com sétima menor:
Gm7 pode ser precedido de F#m7 ou Abm7.
Se for dominante, o acorde de aproximação cromática também
deve ser dominante: A7 pode ser precedido de G#7 ou Bb7.

ACORDE DE FUNÇÃO BLUES


É quando numa progressão harmônica o I ou IV grau “dos tons
maiores” vem com uma sétima menor. Ex.:

dominante
I7 IV7 I7 do C7(I7) IV7 I7
C7 F7 C7 G7 F7 C7

Esses acordes são característicos do gênero musical blues que


influenciou outros gêneros musicais, por este motivo é comum encontra-
los em outros gêneros como rock, country, jaz etc.

MODULAÇÃO
É a troca de tons no decorrer da música.
A modulação acontece quando não é possível analisar acordes
dentro da tonalidade primitiva. São dois os tipos de modulação:

MODULAÇÃO DIRETA
É quando a modulação é feita a partir de qualquer acorde da
segunda tonalidade e que este acorde não faça parte da primeira
tonalidade. Ex.:

(tom de Dó maior) (tom de Si maior)


I IIIm VIm V I IV I
C Em Am F# B E B

MODULAÇÃO POR ACORDE COMUM OU PIVÔ


É quando a modulação é feita usando um acorde possível de ser
analisado em ambas as tonalidades. Ex.:
(tom de Dó maior) (tom de Sol maior)

I IIm V IIm V I
C Dm G Am D G

42
Observe que o acorde “Am” pode ser analisado na tonalidade de Dó
maior como VIm, e analisado como IIm na tonalidade de Sol maior, neste
caso o acorde “Am” é o acorde pivô.

TRANSPORTE DE TOM
Os tons são responsáveis por ajustar a altura da música (grave,
médio ou agudo) a nossa tessitura vocal.
A boa interpretação da música depende da escolha certa do tom.

OS DOZE TONS E AS DIREÇÕES DE GRAVE E AGUDO


C# D# F# G# A#
C ou D ou E F ou G ou A ou B C
Db Eb Gb Ab Bb

SOBE O TOM DESCE O TOM


(Ascendente) (Descendente)

Se o tom da música está baixo então subimos a música para o


próximo tom. Se continuar baixo continuamos a subir até encontrarmos o
tom adequado a nossa voz.
Se o tom da música está alto então descemos a música para o
próximo tom (abaixo). Se continuar alto continuamos a descer até
encontrarmos o tom adequado para a nossa voz.
Encontrado o tom adequado prosseguiremos da seguinte forma:
Conta-se quantos meio tons tem entre o tom original e o tom escolhido
Ex.:

TOM ORIGINAL “D” TOM ESCOLHIDO “A”


D D# E F F# G G# A
1 2 3 4 5 6 7 meio tons

Agora basta contarmos sete meio tons acima de cada acorde usado
no tom original e teremos os acordes do tom escolhido para tocarmos a
música:
TOM ORIGINAL TOM ESCOLHIDO
D7M A7M
A7/13 E7/13
Bm7 F#m7
G/B D/F#
D#° A#°

43
Observações:
Independentemente de estarmos subindo ou descendo o tom da
música, a contagem dos semitons é feita sempre ascendentemente.
É preciso manter a mesma estrutura do acorde quando
transportado. Ex.:
Se no tom original o acorde é menor com sétima no tom escolhido
ele deverá também ser menor com sétima.
Se no tom original o acorde é invertido no tom escolhido ele deverá
ser invertido, etc.
O transporte dos acordes invertidos e feito assim:
Transporta-se primeiro a cifra da esquerda da barra (que é o
acorde) e em seguida a da direita da barra (que é a nota do baixo). Ex.:

G/B
G G# A A# B C C# D B C C# D D# E F F#
1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7
D/F#
meio tons meio tons

BAIXO PEDAL
É quando se toca um mesmo baixo para vários acordes diferentes e
sem a obrigação desse baixo pertencer a todos os acordes. Ex.:
( Harmonia inicial da música “Maria Maria” de Miltom nascimento)

E B/E G/E A/E F/E E Observe que a nota mi (E) não pertence
aos acordes “G” e “F”.

ESCALAS DIATÔNICAS
É um conjunto de sete notas que um tom oferece para criarmos ou
copiarmos melodias (solos).
As escalas são formadas a partir de dois padrões, um de tom e
semitom o outro de intervalos:

PADRÃO DE TOM E SEMITOM DAS ESCALAS DIATÔNICAS


MAIORES
I um tom II um tom III meio tom IV um tom V um tom VI um tom VII
MENORES
I um tom II meio tom III um tom IV um tom V meio tom VI um tom VII

44
PADRÃO DE INTERVALOS DAS ESCALAS DIATÔNICAS
MAIORES T 2 3 4 5 6 7M
MENORES T 2 3m 4 5 b6 7

DESENHO DAS ESCALAS


É a organização das notas da escala em partes do braço do violão
facilitando assim o acesso a elas.
O desenho da escala não tem a obrigação de começar ou terminar
com a nota tônica e sim de abranger o máximo de notas possíveis dentro
do desenho.
Um mesmo desenho de escala é usado para um tom maior e seu
relativo menor (já que um solo não tem nota determinada para começar
ou terminar).

Desenho 1 Desenho 2 Desenho 3


Ex.: F/Dm Ex.: D/Bm Ex.: A/F#m

Tônica da escala maior Tônica da escala menor

Obs. Assim como se transporta um desenho de acorde para outras


casas e encontram-se vários outros acordes do mesmo tipo, porém em
outras tonalidades, os desenhos das escalas também são transportáveis.
Se transportarmos, por exemplo, a escala de F/Dm para a próxima
casa vamos obter então a escala de F#/D#m, se subirmos mais uma casa
vamos obter a escala de G/Em e assim por diante. Como se vê um mesmo
desenho de escala serve para vários tons diferentes com seus respectivos
relativos.

RELATIVIDADE ENTRE ESCALAS


Toda escala maior possui uma escala menor exatamente com as
mesmas notas e vice-versa (escalas relativas).
A escala relativa menor inicia a partir da VI nota (grau) da escala
maior. Ex.:

45
ESCALA DE RÉ MAIOR
I II III IV V VI VII
D E F# G A B C#
B C# D E F# G A
I II III IV V VI VII
ESCALA DE SI MENOR

A escala relativa maior inicia a partir da III nota (grau) da escala


menor. Ex.:

ESCALA DE MI MENOR
I II III IV V VI VII
E F# G A B C D
G A B C D E F#
I II III IV V VI VII
ESCALA DE SOL MAIOR

USANDO A CORDA MI GRAVE COMO REFERÊNCIA OBSERVE QUE:


Quando distribuímos os três desenhos de escala em um mesmo tom
(e seu relativo), cada desenho ocupa uma região diferente no braço do
violão (grave, médio e agudo) abrangendo assim todo o braço e facilitando
a execução do solo. Exemplo no tom de F/Dm:

Desenho 1 Desenho 3 Desenho 2 Desenho 1


(oitavado)

Observe que: A última nota do desenho 1 (dedo 4) será a primeira


nota do desenho 2 (dedo 1).
Da última nota do desenho 2 (dedo 4) para a primeira nota do
desenho 3 (dedo 1) salta-se uma casa.
A última nota do desenho 3 (dedo 4) será a primeira nota do
desenho 1 (dedo 1).

46
Os desenhos das escalas são distribuídos da seguinte forma:
Se um tom tem como primeira opção o desenho 1, o próximo
desenho será o 2, em seguida o desenho 3.
Se um tom tem como primeira opção o desenho 2, o próximo
desenho será o 3, em seguida o desenho 1.
Se um tom tem como primeira opção o desenho 3, o próximo
desenho será o 1, em seguida o desenho 2.

PRIMEIRA OPÇÃO DE DESENHO DE ESCALA PARA CADA TOM MAIOR E


SEU RELATIVO MENOR

TONS QUE INICIAM TONS QUE INICIAM TONS QUE INICIAM


COM O DESENHO 1 COM O DESENHO 2 COM O DESENHO 3
E/C#m C/Am Abm/Fm
F/Dm D/Bm A/F#m
G/Em Eb/Cm Bb/Gm
B/G#m
ESCALA DIMINUTA
É a escala usada para solarmos sobre os acordes diminutos em
qualquer uma de suas funções (de passagem, auxiliar ou aproximação
cromática).
É formada pela alternância de tons e semitons.
Só existe três escalas diminutas B°, C° e Eb°, servindo cada uma para
quatro acordes diminutos diferentes, isso porque devido á simetria da
escala, cada nota um tom e meio acima (terça menor) pode vir a ser uma
nova tônica mantendo as mesmas notas e o mesmo som (escalas
equivalentes). Ex.:
T 2 3m 4 b5 b6 7dim 7M
C D Eb F Gb Ab A B
T 2 3m 4 b5 b6 7dim 7M
Eb F Gb Ab A B C D
T 2 3m 4 b5 b6 7dim 7M
Gb Ab A B C D Eb F
T 2 3m 4 b5 b6 7dim 7M
A B C D Eb F Gb Ab

No exemplo acima vimos que as escalas de C°, Eb°, Gb° e A°


possuem as mesmas notas mudando apenas o ponto de partida (a tônica).

47
FORMAÇÃO DE TOM E SEMITOM DA ESCALA DIMINUTA
Um meio um meio um meio um meio
I tom II tom III tom IV tom V tom VI tom VII tom VIII tom I

FORMAÇÃO DE INTERVALOS DA ESCALA DIMINUTA


T 2 3m 4 b5 b6 7dim. 7M 8

A escala diminuta repete o mesmo desenho com as mesmas notas a


cada quatro casas, não sendo assim necessário o uso de outros desenhos.

DESENHO DA ESCALA DIMINUTA


Gb° A° C° Eb°

Obs. Como um mesmo desenho de escala


diminuta serve para quatro diferentes
acordes, as notas circuladas são as
fundamentais desses acordes.

SOLOS DUETADOS
É quando tocamos duas notas simultaneamente num solo.
A maioria dos solos duetados no violão são dobras em terças (maiores e
menores) e em sextas (maiores e menores).
Para executarmos solos duetados usamos as escalas duetadas.
Serão apresentados três desenhos de escalas duetadas em terças e três
desenhos em sextas.
Obs. Escalas duetadas são as notas da escala diatônica com suas
respectivas terças ou sextas. Essas terças e sextas também são notas da
escala. Exemplo da escala de dó maior com suas respectivas terças:
I II III IV V VI VII
ESCALA DIATÔNICA DE DÓ MAIOR C D E F G A B
SUAS RESPECTIVAS TERÇAS E F G A B C D
(3) (3m) (3m) (3) (3) (3m) (3m)

Exemplo da escala de dó maior com suas respectivas sextas:


I II III IV V VI VII
ESCALA DIATÔNICA DE DÓ MAIOR C D E F G A B
SUAS RESPECTIVAS SEXTAS A B C D E F G
(6) (6) (b6) (6) (6) (b6) (b6)

Observe que todas as terças e sextas são notas da escala.

48
A quarta justa e a quinta justa também são usadas em solos
duetados, porém com pouca frequência.

DESENHOS DAS ESCALAS DIATÔNICAS DUETADAS


É a organização das notas da escala com suas respectivas terças ou
sextas em partes do braço do violão facilitando assim o acesso a elas.
Os desenhos das escala duetadas não tem a obrigação de começar
ou terminar com a nota tônica da escala e sim de abranger o máximo de
notas possíveis dentro do desenho.
Um mesmo desenho de escala duetada é usado para um tom maior
e seu relativo menor (já que um solo não tem nota determinada para
começar ou terminar).
Vamos apresentar três desenhos de escalas duetadas em terças e
três desenhos de escalas duetadas em sextas.

Obs. Assim como se transporta um desenho de uma escala diatônica


para outras casas e encontram-se várias outras escalas do mesmo tipo
porém em outras tonalidades, os desenhos das escalas dobradas também
são transportáveis.
Se transportarmos, por exemplo, a escala duetada de G/Em para a
próxima casa vamos obter então a escala duetada de Ab/Fm, se subirmos
mais uma casa vamos obter a escala duetada de A/F#m e assim por
diante.
Como se vê um mesmo desenho de escala duetada serve para
vários tons diferentes com seus respectivos relativos.

APRESENTAÇÃO DAS ESCALAS DUETADAS


Na escala duetada em terças do tom de G/Em a nota indicada pela
seta (D#) será usada quando o tom for “Em”, ela é a terça maior do acorde
“B” que é o V grau do tom de mi menor. Essa nota pertence á escala
menor harmônica do tom de mi menor.
Na escala duetada em terças do tom de Bb/Gm a nota indicada pela
seta (F#) será usada quando o tom for “Gm”, ela é a terça maior do acorde
“D” que é o V grau do tom de sol menor. Essa nota pertence á escala
menor harmônica do tom de sol menor.
Na escala duetada em terças do tom de F/Dm a nota indicada pela
seta (C#) será usada quando o tom for “Dm”, ela é a terça maior do acorde
“A” que é o V grau do tom de ré menor. Essa nota pertence á escala
menor harmônica do tom de ré menor.

49
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM TERÇAS NOS TONS DE G/Em

50
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM TERÇAS NOS TONS DE Bb/Gm

51
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM TERÇAS NOS TONS DE F/Dm

52
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM SEXTAS NOS TONS DE G/Em

53
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM SEXTAS NOS TONS DE Bb/Gm

54
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM SEXTAS NOS TONS DE F/Dm

55
ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM TERÇAS (UMA OITAVA ACIMA) NOS TONS DE G/Em

ESCALA DIATÔNICA DUETADA EM TERÇAS (UMA OITAVA ACIMA) NOS TONS DE Bb/Gm

56
SOLOS POR CENTRO TONAL
É quando usamos a escala do tom (centro tonal) para solar sobre
seus acordes diatônicos.
Como todos os acordes diatônicos são formados apenas por notas
da escala diatônica do tom, não existe a necessidade de usar outras
escalas. Ex.:

I VIm IIIm IV IIm V I


C Am Em F Dm G C

Aplica-se apenas a escala diatônica de dó maior

Estes acordes podem vir com suas opções de notas dissonantes.


As opções dissonantes são as notas da escala que não entraram
na formação básica dos acordes, e por este motivo não haverá o choque
entre as notas da escala e as notas do acorde. Ex.:

I VIm IIIm IV IIm V I


C7M Am7/11 Em7 F7M Dm7/9 G7/13 C6/9

Nos tons menores precisamos ficar atentos para o V grau onde se


aplica a escala mixolidia b9, b13 (para que não haja o choque entre a nota
sétima menor da escala e a terça maior do acorde). Ex.:

Im IVm VII III VI IIm7/b5 V Im


Cm Fm Bb Eb Ab Dm7/b5 G Cm

Aplica-se a escala diatônica de Dó menor aplica-se a escala


Mixolidia b9, b13 de Sol

Assim como no tom maior os acordes diatônicos do tom menor


podem vir com suas opções de notas dissonantes.
Da mesma forma que no tom menor, estas notas dissonantes são as
notas que não entraram na formação básica dos acordes. Ex.:

Im IVm VII III VI IIm7/b5 V Im


Cm7 Fm7 Bb7/9 Eb7M/9 Ab7M Dm7/b5 G7/b9 Cm9

57
SOLAR SOBRE II CADENCIAL E DOMINANTE
Todo II cadencial e dominante é respectivamente o II e V grau do
acorde que está sendo preparado (de resolução), isso se imaginarmos este
acorde como se fosse o tom.
Partindo deste principio, para solarmos sobre o II cadencial e
dominante usaremos a escala do acorde que está sendo preparado
independentemente qual grau ele seja Ex.:

Tom II II
I cadencial dominante VIm cadencial dominante IV
C Bm7/b5 E7 Am Gm C7 F

Aplica-se a escala Aplica-se a escala


Diatônica de Lá menor Diatônica de Fá maior

aplica-se a escala
Mixolidia b9, b13 de Mi

Tom II II
I cadencial dominante VI cadencial dominante IVm
Cm Bbm Eb7 Ab Gm7/b5 C7 Fm

Aplica-se a escala Aplica-se a escala


Diatônica de Diatônica de Fá menor
Lá bemol maior
Aplica-se a escala
Mixolidia b9, b13 de Dó

Observe que nos dominantes que preparam os acordes menores


foi usada a escala mixolidia b9, b13.

Obs. Acordes invertidos não influenciam nas aplicações das escalas,


afinal os baixos dos acordes são notas que pertencem a escala.

SOLAR SOBRE O ACORDE DIMINUTO


Em qualquer uma de suas funções (de passagem, auxiliar ou
aproximação cromática) usamos sobre o acorde diminuto a escala
diminuta. Ex.:

58
diminuto de diminuto de
Tom passagem aproximação diminuto
I ascendente IIm cromática IIIm V auxiliar I
C C#° Dm F° Em G C° C

Aplica-se a escala Aplica-se escalas


Diatônica de Dó maior Diminutas dos
respectivos acordes
(C#°, F°, C°)

SOLOS SOBRE ACORDES COM NOTAS QUE NÃO PERTENCEM AO TOM


Quando tocamos uma música pode acontecer de alguns acordes
possuírem notas dissonantes que não pertencem á escala do tom.
(Exemplo no tom de dó maior)

I I IV V I
C C(#5) F7M G7/b9 C7M
Notas que formam os acordes
F(C) F(C) F(F) F(G) F(C)
3(E) 3(E) 3(A) 3(B) 3(E)
5(G) #5(G#) 5(C) 7(F) 5(G)
7M(E) b9(Ab) 7M(B)

Observe que nos acordes C(#5) e G7/b9 temos duas notas que não
pertence á escala do tom de dó maior, que são a “#5” (G#) do acorde
C(#5) e a nota “b9” (Ab) do acorde G7/b9.
Se solarmos sobre estes acordes usando a escala do tom de dó
maior, teremos o choque entre estas notas dos acordes com as notas da
escala, daí a necessidade de se adequar a escala a esses acordes.
Para adequar as escalas a esses acordes usamos as escalas menor
melódica e menor harmônica.
Essas escalas “geram” outras escalas quando mudamos o ponto de
partida, ou seja, quando iniciamos a escala por outra nota diferente da
tônica, e a partir do momento em que alteramos esse ponto de partida
alteramos também os padrões de tom e semitom e de intervalos, gerando
assim uma nova escala.

59
ESCALAS GERADAS PELAS NOTAS DA ESCALA MENOR MELÓDICA

I t II s/t III t IV t V t VI t VII s/t I menor melódica


I t II t III t IV s/t V t VI s/t VII t I lídio 7
I s/t II t III s/t IV t V t VI t VII t I alterada

ESCALAS GERADAS PELAS NOTAS DA ESCALA MENOR HARMÔNICA

I t II s/t III t IV t V s/t VI t e s/t VII s/t I menor harmônica


I t II t III s/t IV t e s/t V s/t VI t VII s/t I iônica #5
I s/t II t e s/t III s/t IV t V s/t VI t VII t I mixolídia b9,b13

ESCALA MENOR MELÓDICA

PADRÃO DE TOM E SEMITOM


um meio um um um um meio
tom tom tom tom tom tom tom
I II III IV V VI VII VIII

PADRÃO DE INTERVALOS
T 2 3m 4 5 6 7M 8

Observe que em um único desenho de escala encontram-se mais


duas escalas, mudando apenas o ponto de partida (primeira nota).

Primeira opção de desenho (Exemplo em Gm):

Menor melódica Lidio 7 Alterada

60
Segunda opção de desenho (Exemplo em Cm):

Menor melódica Lidio 7 Alterada

PADRÃO INTERVALAR DAS ESCALAS LÍDIO 7 E ALTERADA


Lidio 7: T, 2, 3, #4, 5, 6, 7
Alterdada: T, 2m, 2aum., 3, b5, b6, 7

Obs. 2m é enarmônico de b9, 2aum. é enarmônico de #9, #4 é


enarmônico de b5, b6 é enarmônico com b13.

ESCALA MENOR HARMÔNICA

PADRÃO DE TOM E SEMITOM


um meio um um meio um tom meio
tom tom tom tom tom e meio tom
I II III IV V VI VII VIII

PADRÃO DE INTERVALOS
T 2 3m 4 5 b6 7M 8

Primeira opção de desenho (Exemplo em Gm):

Mixolidio b9, b13 Iônico #5 Menor harmônica

61
Segunda opção de desenho (Exemplo em Cm):

Menor harmônica Iônico #5 Mixolidio b9, b13

PADRÃO INTERVALAR DAS ESCALAS


Iônico #5: T, 2, 3, 4, #5, 6, 7M
Mixolidio b9, b13: T, 2m, 3, 4, 5, b6, 7

Obs. Daria para gerar mais três escalas com notas da menor
melódica e mais três escalas com notas da menor harmônica,
porém essas escalas são pouco usadas não havendo a necessidade de
estuda-las.

APLICAÇÃO DAS ESCALAS


A aplicação das escalas melódica e harmônica (e suas escalas
derivadas) é individual, ou seja, não importando qual função este acorde
exerce na música (se é diatônico, dominante, II cadencial etc.).

MENOR MELÓDICA
Se aplica sobre os acordes menores com sexta maior e menores
com sétima maior (exemplo em Dó):
Cm6, Cm7M.

LIDIO 7
Se aplica sobre os acordes dominantes com quinta diminuta
(exemplo em Dó): C7/b5.

ALTERADA
Se aplica sobre os acordes dominantes com, nona menor, nona
aumentada, quinta diminuta ou quinta aumentada (exemplo em Dó):
C7/b9, C7/#9, C7/b5, C7/#5.

62
MENOR HARMÔNICA
Se aplica sobre os acordes menores com sétima maior (exemplo em
Dó): Cm7M.

IÔNICO #5
Se aplica sobre ao acordes maiores com quinta aumentada e quinta
aumentada e sétima maior (exemplo em Dó): C(#5), C7M/#5.

MIXOLÍDIA b9, b13


Se aplica sobre acordes dominantes com nona menor ou décima
terceira menor (exemplo em Dó): C7/b9, C7/b13.

EXEMPLOS DE APLICAÇÕES DESSAS ESCALAS (tom de dó)

I VIm IIm A.E.M. I


C7M Am7 Dm7 Fm6 C

Aplica-se a escala aplica-se a escala


Diatônica de Dó maior Menor melódica de Fá

I II cadencial SubV7 IV
do IV do IV
C Gm7 Gb7/b5 F7M

Aplica-se a escala aplica-se a escala


Diatônica de Dó maior Lídio 7 de Sol b
dominante

I IIm do I I
C7M Dm7 G7/#5 C6

Aplica-se a escala aplica-se a escala


Diatônica de Dó maior Alterada de Sol

I Vim IIm IIm V I


C Am7 Dm7M Dm7 G C

Aplica-se a escala de aplica-se a escala


Diatônica de Dó maior Menor harmônica de Ré

63
I I IV V I
C C(#5) F7M G C7M

Aplica-se a escala aplica-se a escala


Iônica #5 de Dó Diatônica de Dó maior

dominante
Im IVm do Im Im
Cm7 Fm7 G7/b13 Cm7

Aplica-se a escala aplica-se a escala


Diatônica de Dó menor Mixolídia b9, b13 de Sol

SOLOS COM CROMATISMOS


Analisando um desenho de uma escala diatônica, observamos que
“entre” ou “ao lado” das notas da escala encontramos varias notas que
não pertencem à escala. Essas notas são chamadas de notas cromáticas.
As notas cromáticas podem ser tocadas num solo desde que não se
finalize a frase melódica nelas, pois soaria desafinado.
Usando um desenho de uma escala diatônica como exemplo, vamos
circular as notas cromáticas:

Escala diatônica
de
D/Bm

Todas essas notas circuladas podem ser usadas num solo desde que
não se finalize a frase melódica nelas.
Quando usamos uma ou mais notas cromáticas num solo temos
então um “solo com cromatismo”.
Obs. O cromatismo também se aplica as escalas duetadas.

MODOS GREGOS
São os nomes que se dão aos sete padrões de tons e semitons
partindo de cada uma das sete notas da escala diatônica maior.
Segundo a história da música, os modos gregos surgiram na Grécia
antiga onde os povos que a habitavam tinha maneiras peculiares de
organizar as notas da escala temperada (cromática).

64
Essas organizações diferiam de região pra região conforme as
tradições culturais e estéticas de cada uma delas e as nomeavam com
nomes de suas regiões, assim se deu a origem desses nomes.

PADRÕES DE TONS E SEMITONS DOS MODODS GREGOS

IÔNICO (escala diatônica maior)


I t II t III s/t IV t V t VI t VII s/t VIII
DÓRICO (escala diatônica maior partindo do II grau)
I t II s/t III t IV t V t VI s/t VII t VIII
FRÍGIO (escala diatônica maior partindo do III grau)
I s/t II t III t IV t V s/t VI t VII t VIII
LÍDIO (escala diatônica maior partindo do IV grau)
I t II t III t IV s/t V t VI t VII s/t VIII
MIXOLIDIO (escala diatônica maior partindo do V grau)
I t II t III s/t IV t V t VI s/ t VII t VIII
EÓLIO (escala diatônica menor)
I t II s/t III t IV t V s/t VI t VII t VIII
LÓCRIO (escala diatônica maior partindo do VII grau)
I s/t II t III t IV s/ t V t VI t VII t VIII

Na música contemporânea os modos gregos são usados apenas


para associar escalas geradas pelas escalas menor melódica e menor
harmônica a escala diatônica. Ex.:
A escala iônica #5 é construída com o padrão de tom e semitom da
escala iônica, porém com a quinta aumentada.
A escala lídio 7 é construída com o padrão de tom e semitom da
escala lídio, porém com a sétima menor etc.
Como se vê, é só uma forma de associação de tons e semitons entre
a escala diatônica e a menor melódica e menor harmônica, com a
finalidade de facilitar a compreensão e memorização das mesmas.

HARMONIZAÇÃO
Ao tocar uma música, não existe a obrigação de usar a harmonia
original (da gravação). A harmonia de uma música pode ser mudada para
mais simples ou mais incrementada dependendo do gosto ou do
conhecimento didático do violonista (desde que não haja choque entre
harmonia e melodia).

65
TABLATURA
É um sistema de transcrever música em instrumentos de cordas.
É um conjunto de cinco linhas equidistantes, paralelas e horizontais.
Tem como função representar graficamente as cordas soltas do violão.
As linhas inferiores representam as cordas graves (E, A e D), e as
linhas superiores representam as cordas agudas (G, B e E) .

E |---------------------------------------------------
B |--------------------------------------------------- CORDAS AGUDAS
G |---------------------------------------------------
D |------------------------------------------
A |------------------------------------------ CORDAS GRAVES
E |------------------------------------------

Os números indicam qual corda deve ser tocada e em qual casa.


O número zero indica que a corda deverá ser tocada solta.
A leitura é feita da esquerda para a direita.
Quando os números são escritos de forma horizontal (separados) as
notas serão tocadas sucessivamente (uma de cada vez); uma melodia. Ex.:

E |--2---0----------------0---4---4---4----
B |-----------4---2---4----------------------
G |---------------------------------------------
D |---------------------------------------------
A |---------------------------------------------
E |---------------------------------------------

E se os números forem escritos de forma vertical (uns sobre os


outros) as notas serão tocadas simultaneamente (juntas); uma harmonia.
Ex.:
E |-----2-----------------------------------
B |-----3------------------------------------ ACORDE
G |-----2------------------------------------ DE RÉ
MAIOR
D |-----0------------------------------------
A |-------------------------------------------
E |-------------------------------------------

Obs. A tablatura não possui indicação do tempo (duração) das notas


a serem tocadas, por isso é preciso conhecer bem a música a ser tocada.
Os símbolos usados representam técnicas aplicadas no solo.

66
Esses símbolos são:

BEND - b
Consiste em suspender a corda digitada esticando-a até que ela
alcance a próxima nota meio ou um tom acima.

E |------------------------------------------------
B |----------------10b12-----------------------
G |------------------------------------------------
D |------------------------------------------------
A |------------------------------------------------
E |------------------------------------------------

REVERSE BEND - r
Consiste em suspender a corda “sem toca-la” esticando-a até que
ela alcance a próxima nota meio ou um tom acima, em seguida toca-se a
corda descendo-a até chegar a nota certa da casa onde ela é digitada.

E |------------------------------------------------
B |----------------12r10 -----------------------
G |------------------------------------------------
D |------------------------------------------------
A |------------------------------------------------
E |------------------------------------------------

Obs. O bend e o reverse bend são muito usados juntos.


Pode ser usado com um único toque na corda subindo e descendo a corda
ou com dois toques, um para o bend o outro para o reverse bend.

E |------------------------------------------------
B |----------------10b12r10-------------------
G |------------------------------------------------
D |------------------------------------------------
A |------------------------------------------------
E |------------------------------------------------

Hammer on - h
Um hammer-on consiste em martelar com um dedo da mão
esquerda uma corda em uma casa fazendo soar a nota sem o auxílio da
mão direita.

67
E |--------3h5-----------------------------------
B |----------------0h2---------------------------
G |------------------------------------------------
D |------------------------------------------------
A |------------------------------------------------
E |------------------------------------------------

Pull Off - p
Consistem em tocar a corda com o dedo da mão esquerda que
estava digitando uma nota, de forma a puxar a corda para baixo
produzindo outra nota.

E |----3p0-----------------------------------------
B |----------5p3-----------------------------------
G |--------------2p0-------------------------------
D |--------------------------------------------------
A |--------------------------------------------------
E |--------------------------------------------------

Hammer-ons e pull-offs costumam ser usados juntos. Ex.:

E |----------------------------------------------------
B |----------------------------------------------------
G |---2h4p2h4p2----------------------------------
D |----------------------------------------------------
A |----------------------------------------------------
E |-----------------------------------------------------

Slides - s ou /
Consiste em deslizar o dedo da mão esquerda ascendente ou
descendente pelo braço de uma casa até outra enquanto a corda soa
gerando uma variação do tom.

E |-------5/8---------------------------------- slide ascendente


B |---------------------------------------------
G |---------------7\3-------------------------- slide descendente
D |----------------------------------------------
A |----------------------------------------------
E |----------------------------------------------

Não necessariamente o início e o fim de um slide precisam ser indicados:


68
E |---------------------------------------------
B |------/7------------------------------------
G |-------------7\-----------------------------
D |---------------------------------------------
A |---------------------------------------------
E |----------------------------------------------

Vibrato - v ou ~
É o efeito de variação de tom conseguido através de pequenas
vibrações para cima e para baixo produzidas pelo dedo que digita a corda.

E |---2---5~-------------------------------------
B |------------------------------------------------
G |------------------------------------------------
D |------------------------------------------------
A |------------------------------------------------
E |-------------------------------------------------

Harmônicos naturais - (H)


Consiste em encostar levemente bem em cima do traste e tocar a
corda e em seguida retirar o dedo, isso produzirá uma nota bem aguda.
Os harmônicos naturais são encontrados no 5º, 7º e 12º traste.

E |--12(H)----------------------------------------
B |-----------5(H)--------------------------------
G |--------------------7(H)------------------------
D |-------------------------------------------------
A |-------------------------------------------------
E |-------------------------------------------------

Palm mutting - X ou PM
Consiste em encostar a palma da mão direita levemente sobre a
corda próximo ao rastilho (sobre o cavalete) emudecendo a corda e
produzindo assim um som percussivo.
E |--5X--------------------------------------------
B |-----------7X-----------------------------------
G |--------------------7X---------------------------
D |--------------------------------------------------
A |-------------------------------------------------
E |---------------------------------------------------

69
Despedida (Roberto Carlos) P IMA IMA
Tom Ritmo Valsa (ou Rancheira)
Intr.

Já está chegando a hora de ir venho aqui me despedir e dizer

Em qualquer lugar por onde eu andar vou lembrar de você

Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir

O meu coração aqui vou deixar não ligue se acaso eu chorar 2


X
Mas agora adeus

Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

70
Amor de primavera (Di Paulo e Paulino) P IMA
Tom Ritmo Marcha country
Intr.

O amor de primavera não termina no verão


No outono ele floresce no inverno é só paixão
Eu pensei que fosse fácil esquecer aquele amor
Mais quando veio á saudade foi demais a minha dor
Quando veio a saudade foi demais a minha dor
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh ah ah
Oh oh oh oh oh oh ah ah ah ah intr.

Coração que sai vencido quase sempre tem razão


E a razão que sempre vence nunca teve coração
O amor é como um dia é a luz na escuridão
Traz de volta a alegria onde existe solidão
Traz de volta a alegria onde existe solidão
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh ah ah
Oh oh oh oh oh oh ah ah ah ah

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

71
Tocando em frente (Almir Satter) P IMA P IMA P
Tom Ritmo Guarânia
Intr.

Ando devagar porque já tive pressa


E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco sei ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs


R
O sabor das massas e das maçãs E|--------------------------------------
e B|--------------------------------------
É preciso amor pra poder pulsar f G|--------------------------------------
r D|--------------------------------------
É preciso paz pra poder sorrir A|--------------------------------------
ã
E|---------------------------------------
É preciso a chuva para florir o

Penso que cumprir a vida seja simplesmente


Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou estrada eu sou
Refrão
Todo mundo ama um dia todo mundo chora
Um dia a gente chega e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz
Refrão
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz e ser feliz

72
Esperando na Janela (Gilberto Gil) P I P I I
Tom Ritmo Xote Country
Intr.

Ainda me lembro do seu caminhar


Seu jeito de olhar eu me lembro bem
Fico querendo sentir o seu cheiro
E é daquele jeito que ela tem

O tempo todo eu fico feito tonto


Sempre procurando mais ela não vem
2 E esse aperto no fundo do peito
X
Desses que o sujeito não pode aguentar
E esse aperto aumenta meu desejo
E eu não vejo a hora de poder lhe falar

Por isso eu vou na casa dela ai ai falar do meu amor pra ela vai
2X
Tá me esperando na janela ai ai não sei se vou me segurar
Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

73
Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos)
Tom Ritmo Canção Toada P I I P
Intr.

Eu tenho tanto pra lhe falar


Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você

Nem mesmo o céu nem as estrelas


Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar 2X

Como é grande o meu amor por você


Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você

Final Mas como é grande o meu amor por você

74
Nova York (Chrystian e Ralph) P I I I I
Tom Ritmo Pop Rock
Intr.

Essa é a história de um novo herói


Cabelos compridos a rolar no vento
Pela estrada no seu caminhão
Gravado no peito a sombra de um dragão
Tinha um sonho ir pra Nova York levar a namorada 2X

Fazer seu caminhão voar nas nuvens


Mas enquanto isso na estrada
Saudade vai vai vai saudade vem vem vem te buscar
Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|---------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

75
Eu te amo (Roberto Carlos) P IMA IMA
Tom Ritmo Bolero
Intr.

Foi tanto que eu te amei e não sabia


Que pouco a pouco eu te perdia
Eu te amo

E aquele louco amor inesquecível


Tirar do coração é impossível
Eu te amo

Te amei demais enlouqueci


Brigas banais te perdi
2X
O tempo já passou e eu não consigo
Calar meu coração e às vezes digo eu te amo

Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

76
Deus e eu no sertão (Victor e Léo) P I I I
Tom Ritmo Fox
Intr.

Nunca vi ninguém viver tão feliz


Como eu no sertão
Perto de uma mata e de um ribeirão
Deus e eu no sertão
Casa simplesinha rede pra dormir
De noite um show no céu deito pra assistir
Deus e eu no sertão

Das horas não sei mais vejo o clarão


Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando a terra é a inspiração
Deus e eu no sertão
Não há solidão tem festa lá na vila
Depois da missa vou ver minha menina
De volta pra casa queimar lenha no fogão
E junto ao som da mata vou eu e um violão
Deus e eu no sertão Deus e eu no sertão

77
Batendo na porta do céu (Zé Ramalho) P I I P
Tom Ritmo Pop Lento
Intr.

Mãe tire o distintivo de mim


Que eu não posso mais usá-lo
Está escuro demais pra ver
Me sinto até batendo na porta do céu

Bate bate bate na porta do céu


Bate bate bate na porta do céu
Bate bate bate na porta do céu
Bate bate bate na porta do céu Intr.

Mãe guarde esses revólveres prá mim


Com eles nunca mais vou atirar
A grande nuvem escura Já me envolveu
Me sinto até batendo na porta do céu

Bate bate bate na porta do céu


Bate bate bate na porta do céu
Bate bate bate na porta do céu
Bate bate bate na porta do céu Intr.

78
O sol (Jota Quest) P I I I P I
Tom Ritmo Pop
Intr.

Ei dor eu não te escuto mais


Você não me leva a nada

Ei medo eu não te escuto mais 2X


Você não me leva a nada

E se quiser saber pra onde eu vou 2X


Pra onde tenha sol é pra lá que eu vou

Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

79
Saudade (Chrystian & Ralf) P I I P I I P
Tom Ritmo Pop
Intr.

Você sempre fez os meus sonhos


Sempre soube do meu segredo isso já faz muito tempo
Eu nem me lembro quanto tempo faz

O meu coração não sabe contar os dias


E a minha cabeça já está tão vazia
Mas a primeira vez ainda me lembro bem

Talvez eu seja no seu passado mais uma página


Que foi do seu diário arrancada
2X
Sonho choro e sinto que resta alguma esperança
Saudade quero arrancar essa página da minha vida
Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

80
Goiás é mais (Bruno e Marrone) P IMA P P IMA
Tom Ritmo Vanera
Intr.

Deus me deu a chance de andar pelo mundo


De voar bem alto mergulhar bem fundo
Já domei leão já brinquei na neve china e Japão eu disse até breve

Esse é meu país sem comparação já tem o formato do coração


Todo canto é lindo pra mim tanto faz
Quando eu quero mais eu vou pra goiás

Rasguei o amazonas para o litoral


Me benzi nas ondas de areia e sal
Abracei cantando de São Paulo ao sul
Já chorei em Minas na Montanha Azul (Refrão)

Ouro de Rondônia flor do Cariri peixe de Vitória boi do Piauí


Namorar no rio viver carnaval
A mulher de bronze lá do Pantanal (Refrão)

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

81
Anunciação (Alceu Valença) P I P P I
Tom Ritmo Baião
Intr.

Na bruma leve das paixões que vêm de dentro


Tu vens chegando prá brincar no meu quintal 2X
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens tu vens eu já escuto os teus sinais 2X

A voz do anjo sussurrou no meu ouvido


Eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais 2X

Tu vens tu vens eu já escuto os teus sinais 2X

Intr.

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

82
Whisky a go go (Roupa Nova) P I I I
Tom Ritmo Yê yê yê
Intr. abafa

Foi numa festa gelo e cuba livre

E na vitrola whisky a go go

À meia luz o som do Johnny Rivers

Aquele tempo que você sonhou

Senti na pele a sua energia

Quando peguei de leve a sua mão

A noite inteira passa num segundo

O tempo voa mais do que a canção 2X

Quase no fim da festa

Num beijo então você se rendeu

Na minha fantasia o mundo era você e eu

Eu perguntava do you wanna dance

E te abraçava do you wanna dance 2X

Lembrar você um sonho a mais não faz mal

Final

Lembrar você um sonho a mais não faz mal

Lembrar você um sonho a mais não faz mal

83
a
Te ver (Skank) I I b
a
Tom Ritmo Reggae
f
Intr.
a

Te ver e não te querer é improvável é impossível


Te ter e ter que esquecer é insuportável é dor incrível

É como mergulhar no rio e não se molhar


É como não morrer de frio no gelo polar
É ter estômago vazio não almoçar
É ver o céu se abrir no estio e não se animar Refrão

É como esperar o prato e não salivar


Sentir apertar o sapato e não descalçar
É ver alguém feliz de fato sem alguém pra amar
É como procurar no mato estrela do mar Refrão

É como não sentir calor em Cuiabá


Ou como do Arpoador não ver o mar
É como não morrer de raiva com a política
Ignorar que a tarde vai vadia e mítica

É como ver televisão e não dormir


Ver um bichano pelo chão e não sorrir
É como não provar o néctar de um lindo amor
Depois que o coração detecta a mais fina flor Refrão

84
Sinônimos (Zé Ramalho) P P I P I
Tom Ritmo Pop
Intr.

Quanto o tempo o coração leva pra saber


Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa descansar
O sentido da vida encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões e quando perde a razão


Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo de contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar Intr.

Quem revelará o mistério que tenha fé


E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões e quando perde a razão


Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo de contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

85
E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

86
Aline (João Mineiro e Marciano) P I I I I P
Tom Ritmo Balada
Intr.

Ontem retornei na areia branca e ardente então te esperei

Ouvi os teus risos que eram vindos que uma onda

Trouxe ao meus pés

E eu chamei chamei Aline estou aqui

E eu chorei chorei um mar só por ti

Risquei na areia teu lindo rosto sempre sorrindo talvez de mim

A onda mansa tudo apagou a mesma esperança de te encontrar

E eu chamei chamei Aline estou aqui

E eu chorei chorei um mar só por ti Intr.

Sei que ouvi o sino ao longe que anunciava o amanhecer

E eu chamei chamei Aline estou aqui


2X
E eu chorei chorei um mar só por ti

Intr. Final

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

87
Admirável gado novo (Zé Ramalho) P I I I P
Tom Ritmo Pop
Intr. abafa

Vocês que fazem parte dessa massa


Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Ê ô ô vida de gado povo marcado ê povo feliz Intr.

Lá fora faz um tempo confortável


A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou

Ê ô ô vida de gado povo marcado ê povo feliz Intr.

O povo foge da ignorância


Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar

Ê ô ô vida de gado povo marcado ê povo feliz Intr.

88
Pela luz dos olhos teus (Tom Jobim e Miucha) P IMA IMA
Tom Ritmo Valsa Intr.

Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus


Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor juro por Deus que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus na luz dos olhos teus
2X
Sem mais la ra ra ra
Pela luz dos olhos teus eu acho meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar Intr.

Final Que a luz dos olhos meus precisa se casar 2X

89
Quando te vi (Beto Guedes) P IMA IMA
Tom Ritmo Bolero
Intr.

Nem o sol nem o mar nem o brilho das estrelas


Tudo isso não tem valor sem ter você

Sem você nem o som da mais linda melodia


Nem os versos dessa canção irão valer

Nem o perfume de todas as rosas


É igual á doce presença do seu amor

O amor estava aqui mais eu nunca saberia


Do que um dia se revelou quando te vi Solo

Nem o perfume de todas as rosas


É igual á doce presença do seu amor

O amor estava aqui mais eu nunca saberia


Do que um dia se revelou quando te vi

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

90
Garota de Ipanema (Tom Jobim) P IMA IMA P IMA
Tom Ritmo Bossa nova juntos
Intr.

Olha que coisa mais linda mais cheia de graça

É ela menina que vem e que passa

Num doce balanço a caminho do mar

Moça do corpo dourado do sol de Ipanema

O seu balançado é mais que um poema

É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah porque estou tão sozinho

Ah porque tudo é tão triste

Ah a beleza que existe

A beleza que não é só minha

Que também passa sozinha 2X

Ah se ela soubesse que quando ela passa

O mundo inteirinho se enche de graça

E fica mais lindo por causa do amor

Intr. Só para obis

Final por causa do amor

91
Garotos (Leoni) P I M A I M A abafa batendo
Tom Ritmo Pop juntos juntos os dedos sobre as
Intr. cordas já os encaixando
para tocar novamente

Seus olhos e seus olhares milhares de tentações

Meninas são tão mulheres seus truques e confusões

Se espalham pelos pelos boca e cabelo

Peitos e poses e apelos

Me agarram pelas pernas certas mulheres

Como você me levam sempre onde querem

Garotos não resistem aos seus mistérios

Garotos nunca dizem não Refrão

Garotos como eu sempre tão espertos

Pertos de uma mulher são só garotos (final )

Seus dentes e seus sorrisos mastigam meu corpo e juízo

Devoram os meus sentidos eu já não me importo comigo

Então são mãos e braços beijos e abraços

Pele barriga e seus laços

São armadilhas e eu não sei o que faço

Aqui de palhaço seguindo os seus passos

(Refrão)

92
Fico assim sem você (Adriana Calcanhoto)
Tom Ritmo Dedilhado P IMA P IMA P IMA
Intr. juntos juntos juntos

Avião sem asa fogueira sem brasa sou eu assim sem você
Futebol sem bola Piu-Piu sem Frajola sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho Buchecha sem Claudinho


Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço namoro sem amasso sou eu assim sem você

Tô louco pra te ver chegar tô louco pra te ter nas mãos


Deitar no teu abraço retomar o pedaço que falta no meu coração

Eu não existo longe de você e a solidão é o meu pior castigo


Eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mal comigo
Por quê por quê

Neném sem chupeta Romeu sem Julieta sou eu assim sem você
Carro sem estrada queijo sem goiabada sou eu assim sem você

93
É por você que canto (Leandro e Leonardo) P I M A
Tom Ritmo Dedilhado
Intr.

Quanto mais o tempo passa mais eu gosto de você

Este seu jeito de me abraçar este seu jeito de olhar pra mim

Foi que fez com que eu gostasse logo de você

Tanto assim é por você que canto

Quanto mais você me abraça mais eu quero ter você

Cada beijo que você me dá faz meu corpo todo estremecer

Sem você eu sei que não teria nenhuma razão pra viver

É por você que canto

2X
Pode tudo transformar pode tudo se perder

Pode o mundo virar contra mim aconteça seja lá o que for

Cada dia que passar eu quero ainda muito mais seu amor

É por você que canto

Final é por você que canto

94
Jeito de mato (Paula Fernandes) P I M A M I
Tom Ritmo Balada Dedilhada
Intr.

De onde é que vêm esses olhos tão tristes

Vem da campina onde o sol se deita

Do regalo de terra que o teu dorso ajeita

E dorme serena no sereno sonha

De onde é que salta essa voz tão risonha

Da chuva que teima mas o céu rejeita

Do mato do medo da perda tristonha

Mas que o sol resgata arde e deleita

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda

É teu destino é tua senda onde nascem tuas canções

As tempestades do tempo que marcam tua história

Fogo que queima na memória e acende os corações

Sim dos teus pés na terra nascem flores

A tua voz macia aplaca as dores e espalha cores vivas pelo ar

Ah ah ah sim dos teus olhos saem cachoeiras

Sete lagoas mel e brincadeiras espumas ondas águas do teu mar

Ah ah ah ah ah ah ah ah 2x

95
Sozinho (Caetano Veloso) P I M A I
Tom Ritmo Canção Dedilhada juntos
Intr.

Às vezes no silêncio da noite

Eu fico imaginando nós dois

Eu fico ali sonhando acordado

Juntando o antes o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto

Por que você não cola em mim

Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono

É que um carinho às vezes cai bem

Eu tenho os meus desejos e planos secretos

Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some

E se eu me interessar por alguém

E se ela de repente me ganha

Quando a gente gosta é claro que a gente cuida

Fala que me ama só que é da boca pra fora 2X

Ou você me engana ou não está madura

Onde está você agora

96
Maluco beleza (Raul seixas) PIMIAMIM
Tom Ritmo Dedilhado
Intr.

Enquanto você se esforça pra ser

Um sujeito normal e fazer tudo igual

Eu do meu lado aprendendo a ser louco

Maluco total na loucura real

Controlando a minha maluquez

Misturada com minha lucidez

Vou ficar ficar com certeza maluco beleza

Eu vou ficar ficar com certeza maluco beleza

E esse caminho que eu mesmo escolhi

É tão fácil seguir por não ter onde ir

Controlando a minha maluquez

Misturada com minha lucidez

Vou ficar ficar com certeza maluco beleza


Bis
Eu vou ficar ficar com certeza maluco beleza

97
A desconhecida (Fernando Mendes) P I M A P I M A P
Tom Ritmo Dedilhado juntos juntos
Intr. Solo

Numa tarde tão linda de sol ela me apareceu

Com um sorriso tão triste o olhar tão profundo já sofreu

Suas mãos tão pequenas e frias sua voz tropeçava também

Me falava da infância de lágrimas nunca teve ninguém

Nunca teve amor não sentiu o calor de alguém

Nem sequer ouviu a palavra carinho seu ninho não resistiu

Sinceramente eu chorei de tristeza ao ouvir

Tanta coisa que a vida oferece e a gente padece sem querer

Depois de tudo que ouvi não consigo esquecer

Ela me disse adeus e se foi nem seu nome eu sei diz

De onde ela veio pra onde ela vai

De onde ela veio pra onde ela vai não sei dizer 2X

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

E|----------------------------------------------------------------------------------------
B|----------------------------------------------------------------------------------------
G|----------------------------------------------------------------------------------------
D|----------------------------------------------------------------------------------------
A|----------------------------------------------------------------------------------------
E|----------------------------------------------------------------------------------------

98
Aquarela (Toquinho) Tom Ritmo Dedilhado P I M A M I A M
Intr.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo


E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando contornando a imensa curva norte e sul


Vou com ela viajando Havaí Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela brando navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo sereno e lindo
Se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida


Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma américa a outra eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar


Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida
A rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela
Que um dia enfim descolorira
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá

99
Mulheres (Martinho da vila) IMA P IMA
Tom Ritmo Samba
Intr.

Já tive mulheres de todas as cores

De várias idades de muitos amores

Com umas até certo tempo fiquei

Prá outras apenas um pouco me dei

Já tive mulheres do tipo atrevida

Do tipo acanhada do tipo vivida

Casada carente solteira feliz

Já tive donzela e até meretriz

Mulheres cabeça e desequilibradas


2X
Mulheres confusas de guerra e de paz

Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz

Procurei em todas as mulheres a felicidade

Mas eu não encontrei e fiquei na saudade

Foi começando bem mas tudo teve um fim 2X


no
Você é o sol da minha vida a minha vontade final

Você não é mentira você é verdade

É tudo o que um dia eu sonhei pra mim

100

Você também pode gostar