Geometria Analítica I: Curso EAD UEPG
Geometria Analítica I: Curso EAD UEPG
Matemática
Licenciatura em
GEOMETRIA ANALÍTICA I
Jorge Luis Valgas
Margarete Aparecida dos Santos
CDD : 516.3
Estudo do ponto
■■ SEÇÃO 1- Informações prévias
13
14
■■ SEÇÃO 2- Segmento de reta 15
■■ SEÇÃO 3- Segmento orientado 16
■■ SEÇÃO 4- Eixo 17
■■ SEÇÃO 5- Coordenadas na reta ou sistema de coordenadas abscissas 17
■■ SEÇÃO 6- Medida algébrica de um segmento 18
■■ SEÇÃO 7- Ponto médio de um segmento 19
■■ SEÇÃO 8- Divisão de um segmento numa razão dada 20
Coordenadas no Plano
■■ SEÇÃO 1- Coordenadas retangulares
25
26
■■ SEÇÃO 2- Distância entre dois pontos no sistema cartesiano ortogonal 28
■■ SEÇÃO 3- Ponto Médio de um segmento no plano cartesiano 30
■■ SEÇÃO 4- Condição de alinhamento de três pontos 30
■■ SEÇÃO 5- Área do triângulo 32
Estudo da reta
■■ SEÇÃO 1- Coeficiente angular
37
38
■■ SEÇÃO 2- Equação geral da reta 41
■■ SEÇÃO 2.1- casos particulares da equação geral da reta 42
■■ SEÇÃO 3- Equação reduzida 43
■■ SEÇÃO 4- Equação segmentária 44
■■ SEÇÃO 5- Equação paramétrica 45
■■ SEÇÃO 6- Equação da reta que passa por um ponto 46
■■ SEÇÃO 7- Posições relativas de duas retas 48
■■ SEÇÃO 7.1- Retas paralelas 48
■■ SEÇÃO 7.2- Retas concorrentes 48
■■ SEÇÃO 7.3- Retas verticais 49
■■ SEÇÃO 7.4- Retas perpendiculares 50
■■ SEÇÃO 8- Ângulo entre duas retas 51
■■ SEÇÃO 9- Distância entre ponto e reta 52
Estudo da Circunferência
■■ SEÇÃO 1- Equações da circunferência
59
60
■■ SEÇÃO 2- Posições relativas de ponto e circunferência 65
■■ SEÇÃO 3- Posições relativas entre circunferências 67
Objetivo Geral
■■ Desenvolver, no educando, competências e habilidades de modo a dotá-
lo de ferramentas essenciais para identificar, analisar e propor soluções de
problemas do cotidiano.
Ementa
■■ Coordenadas Retangulares: o plano cartesiano. Distância entre dois pontos.
Divisão de um segmento numa razão dada. Estudo da reta: tipos de equações,
inclinação e coeficiente angular, retas paralelas e perpendiculares. Distância
entre ponto e reta. Ângulo entre duas retas. Circunferência. Seções cônicas:
Elipse, Parábola, e Hipérbole. Coordenadas cartesianas tridimensionais.
UNIDADE I
Estudo do ponto
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar um segmento orientado e determinar o seu comprimento.
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Informações prévias
■■ SEÇÃO 4 - Eixo
seção 1
Informações prévias
14
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 2
Segmento de reta
15
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
seção 3
Segmento orientado
____ ____
AB = − BA
16
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 4
eixo
seção 5
Coordenadas na reta ou sistema de coordenadas
abscissas
17
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
seção 6
Medida algébrica entre dois pontos
P1 P2 = – 2 – 6 = – 8, e P2 P1 = 6 – (– 2) = 8,
18
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 7
Ponto médio de um segmento
____ ____
Neste caso AM = MB : x M − x A = x B − x M ,
Donde 2 x M = x A + x B ,
E finalmente,
x A + xB
xM =
2
O segmento AB tem origem x A = – 2 e extremidade x B = 6. Calcular a
abscissa do seu ponto médio.
x A + xB (−2) + (6) 4
xM = = = =2
2 2 2
19
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
seção 8
Divisão de um segmento numa razão dada
AP x − xA
r = ⇔ r = P ⇔
PB xB − xP
Então:
x A + rxB
xP =
1+ r
20
unidade 1
Geometria Analítica I
2) Dados os pontos A(–2) e B(6), determine a abscissa do ponto P que divide o
3
segmento orientado AB na razão r = − .
4
3
−2 + − .6 −2 − 18 −26
x A + rxB 4 = 4 = 4 = −26
xP = ⇔ xP =
1+ r 3 3 1
1+ − 1−
4 4 4
21
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
Seção 6
Resolva com atenção as atividades propostas, pois a sua resolução tem por
finalidade promover a fixação do assunto que você estudou.
a) Achar a distância entre os pontos: A(5) e B(8).
b) Qual é a distância entre os pontos P(–6) e Q(–14)?
c) Calcule o valor de x para que a distância entre os pontos M(–18) e N(x + 5) seja
igual a 20.
Seção 7
Que tal resolver alguns exercícios sobre ponto médio de um segmento?
a) Qual é a abscissa do ponto médio de um segmento cuja origem localiza-se no
ponto 7 e a extremidade no ponto – 15?
b) O ponto médio de um segmento tem abscissa – 1. Sabendo-se que a sua extremidade
tem abscissa 12, determine a sua origem.
c) A origem de um segmento é O(a + 3) e a sua extremidade é P(a – 3). Calcule o
valor de a para que a abscissa do seu ponto médio seja 10.
d) O ponto médio de um segmento tem abscissa M(p – 1) e o segmento tem
extremidades A(12) e B(16). Determine o valor de p.
Seção 8
a) Determine a abscissa do ponto P que divide o segmento orientado de extremidades
2
A(12) e B(20) na razão .
3
4 AC
b) Calcule a razão (ABC), sendo dados A(2), B(1) e C . Obs: (ABC) =
3
CB
c) Determine as coordenadas do ponto P(x) que divide o segmento AB na razão – 2, sendo
A(2) e B(4).
22
unidade 1
Geometria Analítica I
23
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
24
unidade 1
UNIDADE II
Geometria Analítica I
Coordenadas no plano
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Representar pontos no sistema cartesiano ortogonal.
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Coordenadas retangulares
25
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil
seção 1
Coordenadas retangulares
26
unidade 2
Geometria Analítica I
Figura 2.1 – Plano cartesiano ortogonal
27
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil
Coordenadas oblíquas
Observe agora que os eixos X’X e Y’Y podem, eventualmente, formar entre si
um ângulo diferente de 90º. São os eixos oblíquos.
Caso o ângulo ϕ entre os eixos X’X e Y’Y esteja compreendido entre 0º < ϕ < 180º
e ϕ ≠ 90º, então terá um sistema de eixos não–ortogonais.
Para determinar as coordenadas de um ponto P, você pode traçar retas paralelas
aos eixos coordenados passando pela abscissa e pela ordenada de P.
seção 2
Distância entre dois pontos no sistema
cartesiano ortogonal
Agora você vai estudar novamente a distância entre dois pontos, porém no
sistema cartesiano ortogonal. Observe com atenção.
____
Considere o segmento AB não paralelo aos eixos coordenados. Sejam
A(xA, yB) e B(xB, yB) as coordenadas dos extremos do segmento.
28
unidade 2
Geometria Analítica I
Figura 2.3 – Distância entre dois pontos
Então:
d AB = ( xB − x A ) 2 + ( yB − y A ) 2
Você pode calcular a distância entre os pontos A(– 4, 5) e B(2, –3) dessa forma:
29
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil
seção 3
Ponto Médio de um segmento no plano
cartesiano
B
B
x + xB y A + yB
xm = A e ym =
2 2
seção 4
Condição de alinhamento de três pontos
30
unidade 2
Geometria Analítica I
cateto oposto
tg = cateto oposto
tg = hipotenusa
cateto adjacente
____ ____
BE CD yB − y A yC − y A
tg = ____
= ____
= =
xB − x A xC − x A
EA DA
⇒ (xC − x A )( yB − y A ) − (xB − x A )( yC − y A ) = 0
⇒ x A yB + xB yC + xC y A − xC yB − x A yC − xB y A = 0
A regra de Sarrus:
xA yA 1 o determinante de
D = xB yB 1 = 0 uma matriz de 3ª
ordem é igual à
xC yC 1
soma dos produtos
dos elementos das
diagonais principais
Portanto, dados três pontos A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC), pode-se dizer que os
subtraída da soma
pontos estão alinhados se e somente se dos produtos
dos elementos
das diagonais
xA yA 1 secundárias.
xB yB 1 = 0
xC yC 1
0 2 1
−3 1 1 = 0 ⇔ 0.1.1 + (– 3)5.1 + 2.1.4 – 4.1.1 – 0.5.1 – (–3)2.1 = 0
4 5 1
31
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil
seção 5
Área do triângulo
Você viu na seção anterior que, para verificar se três pontos estão alinhados ou
são colineares, basta resolver o determinante:
xA yA 1
xB yB 1 = 0
.
xC yC 1
Quando o valor encontrado for diferente de zero, você sabe que os pontos não
estão alinhados, mas o que isso representa?
Para responder, observe a figura 2.6 na qual os pontos tomados dois a dois
estão alinhados, formando, dessa forma, os lados de um triângulo. Portanto, quando
o cálculo do determinante é diferente de zero, o módulo do valor encontrado dividido
por dois é a área (S) do triângulo ABC. Então,
xA yA 1
1
S ABC = xB yB 1
2
xC yC 1
No exemplo da seção 4, você observou que os pontos dados, A(0, 2), B(– 3, 1)
e C (4,5) , não estão alinhados, uma vez que o valor do determinante encontrado
foi – 5. Isto significa que os pontos formam, no plano cartesiano, um triângulo
e, portanto, a sua área pode ser calculada usando o determinante encontrado.
32
unidade 2
Geometria Analítica I
0 2 1
1 1
S ABC = −3 1 1 = |0.1.1 + (– 3)5.1 + 2.1.4 - 4.1.1 – 0.5.1 – (–3)2.1| =
2 2
4 5 1
1 1 1 1
= |–15 + 8 – 4 + 6| = |14 – 19| = | – 5| = .5 = 2,5 u.a. (unidades de área).
2 2 2 2
33
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil
Seção 1
a) Determine o valor de k para que o ponto P(k, k – 4) pertença ao 3º quadrante do
sistema cartesiano ortogonal.
b) Calcule o valor de p e q para que o ponto A(p + 2, q – 4) esteja na origem do
sistema cartesiano ortogonal.
3 1
c) Represente, no gráfico cartesiano, os pontos: A(–1, –3), B(2, 6) , C(1, –4), D − ,
2 2
d) Indique a localização, no sistema cartesiano ortogonal dos pontos: P( 0, 2 ),
Q (−5, − 1) , W(0, 0).
Seção 2 e 3
O conhecimento da determinação da distância entre dois pontos encontra
diversas aplicações na matemática. Por essa razão é importante a resolução das
atividades sobre esse assunto.
a) Verifique se é escaleno o triângulo cujos vértices são os pontos A(0, 0), B(3, 1) e
C(1, – 1).
b) É correto afirmar que o polígono de vértices A(2, 0), B(2, 1) C(– 2, 1), D(–2, 0) é
um quadrado?
c) Determinar as coordenadas do ponto P, situado no eixo X, equidistante dos pontos
A(6,11) e B (4, –3).
Lembre-se de que o d) A distância do ponto A(p, 1) ao ponto B(0, 2) é igual a 3. Determine o valor de p.
triângulo escaleno
possui os três lados
com comprimentos Seção 4 e 5
diferentes. Basta Agora você deve exercitar o que aprendeu, resolvendo as atividades
então calcular as
propostas com muita atenção.
distâncias entre os
seus vértices, as a) Calcule o valor de a para que os pontos M( 2, 1), N( 3, –4) e P( a, –1) sejam
quais representam colineares.
as medidas dos seus
b) Verifique se os pontos A(–1, 3), B(2, 4) e C(–4, 2) estão ou não alinhados.
lados, e compará-las
entre si. c)Determine o valor de x para que os pontos M(–1, 1), N(0, –4) e P(x, –3)
formem um triângulo.
d) O ponto P(6, 7) é equidistante dos pontos A (2, 6) e B (10, 8). Verifique,
pela condição de alinhamento de três pontos, se o ponto P é ponto médio do
segmento AB.
e) Os pontos A(3, 6), B(1, 2) e C(5, 1) formam um triângulo. Calcule sua área.
f) Determine o valor de k para que o triângulo ABC tenha área 4, sabendo que
A(– 6, a), B(1, 5) e C(2, 3).
34
unidade 2
Geometria Analítica I
35
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil
36
unidade 2
UNIDADE III
Estudo da reta
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos e as diversas formas da equação de uma reta, bem
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Coeficiente angular
A medida do ângulo a que a reta faz com o eixo horizontal X’X é a inclinação
da reta.
seção 1
Coeficiente angular
m = tga
38
unidade 3
Geometria Analítica I
Figura 3.2 0 < a < 90 ⇒ tga > 0 ⇒ m > 0
39
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
Nem sempre o ângulo entre a reta e o eixo X’X é conhecido; então, você vai
aprender como determinar o coeficiente angular de uma reta quando se conhece dois
de seus pontos.
Considere uma reta r passando pelos pontos A( x A , y A ) e B( xB , yB ).
8 − 14 6 3
(80, 8); então tem m = =− =− .
80 − 60 20 10
40
unidade 3
Geometria Analítica I
seção 2
Equação geral da reta
Para obter a equação geral de uma reta (r), você parte da condição de
alinhamento de três pontos.
Considere que dois desses pontos sejam conhecidos e que o terceiro ponto
represente genericamente qualquer ponto da reta.
A( x A , y A ) e B( xB , yB ) e Q( x, y )
x y 1
xA y A 1 = 0 , onde
xB yB 1
xy A + x A yB + xB y − xB y A − xyB − x A y = 0
( y A − y B ) x + ( xB − x A ) y + ( x A y B − xB y A ) = 0 (I )
yA − yB = a
fazendo xB − xA = b
x y − x y = c
A B B A
x y 1
− 2 − 1 1 = 0 ⇔ – x – 4 – 3y – 3 – 2x + 2y = 0 ⇔ – 3x – y – 7 = 0
−3 2 1
41
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
seção 2.1
Casos particulares da equação geral da reta
Observe que pelo fato de a reta ocupar diferentes posições no plano cartesiano,
a sua equação geral toma formas diferentes:
1) Se a = 0 e c ≠ 0, a equação fica by + c = 0
A reta é paralela ao eixo X.
2) Se b = 0 e c ≠ 0, a equação fica ax + c = 0
A reta é paralela ao eixo Y.
3) Se c = 0, a equação fica ax + by = 0
A reta passa pela origem O.
42
unidade 3
Geometria Analítica I
seção 3
Equação reduzida da reta
a c a c
ax + by + c = 0 → by = – ax – c → y = − x − , fazendo − = m e − = n ,
b b b b
a expressão fica
y = mx + n
ou
a c
y= − x−
b b
a
m= – é o coeficiente angular da reta.
b
c
n=– é o coeficiente linear da reta. Corresponde ao ponto onde a reta
b
intercepta o eixo vertical (Y ).
Como a forma
reduzida da reta
é y = mx + n,
para transformar
a equação dada
1) Dada a equação da reta 2x + 3y – 6 = 0, transformá-la na sua forma reduzida. basta isolar y no 1º
membro.
2
Solução: 3y = – 2x + 6 e finalmente y = – x+2
3
43
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
2) Escreva a equação reduzida da reta que tem uma inclinação de 30º e intercepta o
eixo vertical no ponto 4.
3
Solução: Se a = 30º, então o coeficiente angular é m = tg a ⇔ m = tg30º e m = .
3
Por outro lado, o ponto onde a reta intercepta o eixo vertical é o coeficiente linear,
3
logo n = 4 . E a equação da reta é: y = x + 4.
3
3) Dada a equação geral da reta r: 2x + 3y –1 = 0, identifique os seus coeficiente
angular e linear.
2 1
Solução: Escrevendo a equação da reta na sua forma reduzida, vem y = − x + , e
3 3
2 1
obtém-se diretamente o coeficiente angular m = − , e o coeficiente linear n =
3 3
seção 4
Equação segmentária
A reta agora será representada em função dos segmentos que determina sobre os
eixos coordenados. Verifique a seguir.
Para obter a equação segmentaria de uma reta, você deve considerar uma reta r de
modo que intercepte:
a) o eixo das abscissas no ponto P( p, 0) e
b) o eixo das ordenadas no ponto Q( 0, q)
44
unidade 3
Geometria Analítica I
Em seguida, utilizando a condição de alinhamento de três pontos, vem:
x y 1
x y
p 0 1 = 0 → pq − xq − py = 0 → xq + py = pq → + =1,com p ≠ 0 e q ≠ 0
p q
0 q 1
x y
+ =1
p q
seção 5
Equação paramétrica
45
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
x = x1 + t.v1
y = y1 + t.v2
Com t ∈ , v1 ≠ 0 e v2 ≠ 0
x = −1 + 4t
y = 2 − t
x +1 x +1
t= e t = 2 − y , comparando: = 2 − y , donde se tem: x + 4y – 7 = 0.
4 4
seção 6
Equação da reta que passa por um ponto
46
unidade 3
Geometria Analítica I
Equação da reta que passa por um ponto
y – yA = m (x – xA)
Observação: se o ponto pelo qual passa a reta for o ponto P (0, n), onde n é o
coeficiente linear da reta, você, ao substituí-lo na equação y – yA= m (x – xA), obterá
a equação reduzida da reta.
P(0, n)
1) Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (5, –2) com um coeficiente angular
igual a –2.
Solução: a equação da reta é y – yA = m (x – xA) sendo (5, –2 ) = ( x A , y A ) e m = –2.
Logo, substituindo y + 2 = –2 (x – 5) ⇔ y + 2 + 2x – 10 = 0 ⇔ 2x + y – 8 = 0.
47
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
seção 7
Posições relativas de duas retas
Duas retas podem ocupar posições bem específicas no plano cartesiano, como
você verá a seguir.
Considere as retas r1 : y = m1 x + n1 e r2 : y = m2 x + n2 , com respectivas
inclinações, representadas por a1 e a 2 .
Então, as retas poderão ser:
seção 7.1
Retas paralelas
Neste caso, a1 ≡ a 2 ⇒
→ tga1 = tga 2 , então m1 = m2
Logo, quando duas retas são paralelas, seus coeficientes angulares são iguais.
Retas paralelas
m1 = m2
seção 7.2
Retas concorrentes
48
unidade 3
Geometria Analítica I
Retas concorrentes
m1 ≠ m2
seção 7.3
Retas verticais
49
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
seção 7.4
Retas perpendiculares
sen (a 2 + 90º )
tga1 = , desenvolvendo e simplificando]
cos (a 2 + 90º )
1
tg a1 = −
tg a 2
1
m1 = −
m2
m1m2 = −1
Portanto, quando duas retas são perpendiculares, o produto dos seus coeficientes
angulares é igual a – 1.
Retas perpendiculares
m1m2 = – 1
1) Qual é a equação geral da reta r, que passa pelo ponto Q(–3, 5) e é paralela
à reta t: 3x + 4y + 4 = 0.
Solução: A equação que procura será obtida mediante a equação da reta que passa
por um ponto y – yA = m (x – xA) (1)
onde ( x A , xB ) = (–3, 5).
50
unidade 3
Geometria Analítica I
Por outro lado, se a reta r que procura é paralela à reta t, então os seus coeficientes
a 3
angulares são iguais, logo mr = mt = − =− .
b 4
Portanto, substituindo na equação (1), tem-se
3
y − 5 = − ( x + 3)
4
4 y − 20 = −3 x − 9
3 x + 4 y − 20 + 9 = 0
r : 3 x + 4 y − 11 = 0
seção 8
Ângulo entre duas retas
51
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
tg a 2 − tg a1
tg φ = ,
1 + tga 2 tga1
m2 − m1
tg φ =
1 + m2 m1
m2 − m1 2 − (−3) 2+3 5
tg φ = = = = = −1 = 1, então tg φ = 1
1 + m2 m1 1 + 2(−3) 1 − 6 −5
Antes de tudo
é necessário
lembrar que, para
determinar a
distância entre um
ponto P e uma reta seção 9
s, é necessário Distância entre ponto e reta
traçar uma reta
perpendicular
à reta s e que
a distância é Você sabe que no plano cartesiano existem infinitos pontos e infinitas
a medida do
comprimento
retas. Então veja como se faz para calcular a distância entre uma reta e um ponto
do segmento fora dela.
compreendido
entre o ponto P e a
reta s.
52
unidade 3
Geometria Analítica I
Figura 3.17 – Ponto e reta
axP + c
axQ + byQ + c = 0, yQ = − , substituindo yQ em (iv),
b
axP c
yP + +
b b byP + axP + c
d= = .
m2 + 1 b 1 + m2
a
Como m = − , então:
b
53
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
ax p + by p + c
d (P , s ) =
a 2 + b2
12 13
racionalizando fica: d ( P , s ) = .
13
Como você viu, o estudo da reta é muito interessante, pois a sua equação pode
ser representada de várias formas diferentes. É possível transformá-la de uma forma
para outra, calcular a sua inclinação, seu coeficiente angular e linear, bem como
calcular a distância entre um ponto e uma reta, o ângulo entre duas retas, etc.
Lembre-se de que o estudo da geometria analítica, no futuro, será desenvolvido
no espaço tridimensional e será necessário que você tenha um bom embasamento da
geometria analítica no plano. Por isso estude com dedicação e não deixe dúvidas
para trás.
54
unidade 3
Geometria Analítica I
Seção 1
Problemas de aplicação prática são importantes. Resolva-os com atenção.
a) Uma reta faz um ângulo de 135º com o eixo horizontal. Calcule o coeficiente
angular dessa reta.
b) Em um laboratório de análises clínicas constatou-se que o crescimento y de uma
cultura biológica passou de 8 cm2 para 12 cm2, quando o tempo x passou de 2 para 3
horas. Determine a taxa média de crescimento dessa cultura.
c) Se o coeficiente angular de uma reta r é igual a 3 , qual o ângulo que r faz com
o eixo X?
d) Calcule o coeficiente angular de uma reta que passa pelos pontos P(0, 2) e Q( 4, – 6).
Seção 2
A equação geral de uma reta é uma das principais representações da reta.
Então, resolva os exercícios abaixo e dê a resposta na forma geral da reta.
1
a) Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos (–2, 4) e , 1 .
2
b) Os pontos A(0, –1) e B(2, 0) definem uma reta r. Qual é a sua equação geral?
Seção 3
A reta pode ser representada na sua forma reduzida, a partir da sua equação
geral. Então:
x y
a) Passe para a forma reduzida a equação da reta r : + −1 = 0 .
3 2
−x −1
b) Identifique na equação y = os coeficientes angular e linear da reta.
3
c) Considere a equação da reta r: y = m x + 2. Sabendo que a reta faz um ângulo de
π
rad com o eixo horizontal. Calcule o valor de m e complete a equação da reta.
4
4
d) Considere a reta r: y = 2 x − . Represente-a na forma geral.
3
Seção 4
a) Considere a reta de equação x + 2y – 6 = 0 e procure representá-la na forma
segmentária, utilizando as coordenadas de interseção da reta com os eixos orientados,
ou seja, os pontos P( p, 0) e Q( 0, q).
b) Escreva a equação segmentária da reta que passa pelos pontos P(3, 0) e Q(0, – 2).
55
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
x 4
c) Considere a reta de equação y = − . Represente-a na forma segmentária.
2 5
x y
d) Seja a equação segmentária da reta + = 1 . Represente-a na sua forma geral.
2 3
4
Seção 5
A forma paramétrica da reta é importante para o estudo de outras disciplinas
do curso, por isso resolva as atividades abaixo com atenção.
x = t
a) Represente, na forma geral, a equação da reta r: t + 10 .
y = 2
x = 2 − p
b) Seja a reta s: , determine as coordenadas dos pontos de intersecção
y = 3+ 2p
dessa reta com os eixos coordenados.
x = −4 + 2t
c) Dada a reta t: , represente o ponto da reta que tem abscissa –2.
y = 1 − 4t
Seção 6
Resolva e observe como são interessantes as aplicações quando se trata de
utilizar a inclinação que uma reta faz com o eixo dos X.
a) Represente a equação da reta, na sua forma geral, sabendo que passa pelo ponto
4
P (– 1, – 2 ) e tem um coeficiente angular m = − .
3
π
b) Uma reta faz um ângulo de rad com o eixo X. Sabendo que passa pelo ponto
3
P (2,−5) , determine a sua equação reduzida.
c) A reta r tem o mesmo coeficiente angular que a reta s: 2x – 4y + 1 = 0. Uma vez
que a reta r passa pelo ponto A(0, –1), represente a sua equação geral.
d) Uma reta t faz um ângulo de 45º com o eixo horizontal. Qual é a sua equação, uma
vez que passa pela origem?
Seção 7
Você viu que duas retas podem ser paralelas ou concorrentes e que, por serem
concorrentes, podem ser perpendiculares. Então resolva as seguintes atividades
sobre esses assuntos.
a) Represente a equação da reta paralela à 2x – 3y –1 = 0 que passa pelo ponto A(–2, –1).
b) Qual é a equação reduzida da reta que passa pelo ponto M(–2, 4) e é paralela à reta
que passa pelos pontos A(1, 2) e B(2, 4)?
56
unidade 3
Geometria Analítica I
c) É possível afirmar que as retas r: 3x + y – 5 = 0 e s: 6x + 2y – 5 = 0 são
paralelas?
d) As retas r: 3x + 5y – 1 = 0 e s: 5x + 3y –12 = 0 são perpendiculares?
e) Calcule o valor de k para que as retas s: 3x + ky – 1 = 0 e t: 2x + 3y + 4 = 0 sejam
perpendiculares.
f) Considere o problema anterior e determine k para que as retas sejam
concorrentes.
Seção 8
Agora calcule o ângulo entre duas retas nos problemas seguintes:
a) Calcule o ângulo, em radianos, entre as retas s: 2x + y – 5 = 0 e t: 3x – y + 5 = 0.
b) Considere as retas x – y + 2 = 0 e 3x + 2y – 1 = 0 e determine a tangente do ângulo
ϕ entre elas.
c) Seja a reta r: 2x – 6 = 0 e a reta t: 4y – 16 = 0, calcule, em graus, o ângulo entre
elas.
x = 3t x = t + 1
d) Considerando a reta s: e a reta t: , determine:
y = 2t + 10 y = 2t + 4
1) as suas equações na forma geral.
2) o ângulo entre s e t.
−x +1 4x + 6
e) Determine o ângulo entre as retas r: y = e u: y = .
2 2
Seção 9
a) Calcule a distância entre o ponto A(–1, 2) e a reta r: 2x – 4y + 2 = 0.
b) Determine a distância da reta u: 4x + 3y – 5 = 0 à origem do sistema cartesiano.
c) Sabendo que a reta s: 3x – 4y +11 = 0 está distante 6 unidades de comprimento do
ponto M (k, 2), calcule o valor de k.
d) Um triângulo tem a origem como vértice A e os demais vértices são os pontos
_____
B(4, –1) e C(–1,4). Determine a distância do vértice A até o lado BC .
57
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil
58
unidade 4
UNIDADE IV
Geometria Analítica I
Estudo da circunferência
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos, o gráfico e equações da circunferência.
e representá-las graficamente.
las graficamente.
graficamente.
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Equações da circunferência
59
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
seção 1
Equações da circunferência
Você já deve ter visto uma figura como a que se segue e talvez até já saiba
seu nome:
60
unidade 4
Geometria Analítica I
Agora, veja uma figura com o centro C, o raio r e um ponto genérico P
indicados:
Pegue um barbante, fio ou algo assim e fixe uma das pontas. Amarre a outra
ponta em um lápis ou caneta e comece a riscar mantendo o fio esticado. Se fizer tudo
certo, ao final terá o desenho de uma circunferência.
61
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
Dados:
X: eixo das abscissas;
Y: eixo das ordenadas;
O: origem do sistema de coordenadas;
α e β: coordenadas do centro C;
x e y: coordenadas do ponto P;
r: raio.
Como C e P são pontos do plano cartesiano, eles possuem suas coordenadas:
C = (α, β) e P = (x, y).
Neste momento é bom que você fixe que a e b são constantes, pois o centro é
fixo, x e y são variáveis e o ponto P representa todos os pontos que circulam ao redor
do centro com a mesma distância r desse centro.
Se C é um ponto fixo e P possui sempre a mesma distância de C, então é só
aplicar a fórmula já estudada da distância entre dois pontos. No caso a distância d
entre C e P.
d(C , P ) = (x − a )2 + ( y − b )2
Observe que, no gráfico, a distância entre C e P é o raio, então d(C, P) pode ser
substituída por r.
r= (x − a )2 + ( y − b )2
Elevando ao quadrado ambos os membros da expressão anterior, tem-se
± r2 = (x – α)2 + (y – β)2
Porém r é uma distância e, dessa forma, o sinal negativo será desconsiderado,
ficando a equação escrita como:
62
unidade 4
Geometria Analítica I
Se for apresentada a seguinte equação reduzida 16 = (x – 2)2 + (y – 3)2, o que
significam os números ali contidos?
Os números 2 e 3 são as coordenadas do centro, C = (2, 3) e 4 é o raio, r = 4.
Fácil essa, não?
Complicando um pouco, se a equação fosse 16 = (x – 2)2 + (y + 3)2?
Isso mesmo, as coordenadas do centro mudariam para C = (2, –3).
E quais seriam as coordenadas do centro da equação 16 = x2 + y2?
Seriam C = (0, 0)!
x2 + y2 + Ax + By + C = 0 (2)
Dessa equação geral é preciso observar bem todos os seus elementos para não
confundi-la com uma equação qualquer com termos ao quadrado e verificar sempre
as relações: A = – 2α, B = – 2β e C = α2 + β2 – r2.
63
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
64
unidade 4
Geometria Analítica I
Até agora foram realizados estudos sobre ponto, reta e circunferência, sendo
que todos possuem uma representação gráfica. Como seria, portanto, se você colocasse
todos juntos num mesmo gráfico, sem critério algum? Claro, uma bagunça!
Dessa forma, na próxima seção a representação gráfica dessas figuras
geométricas será organizada, fazendo-se um estudo das posições relativas que
possam ter entre si, especialmente o ponto em relação à circunferência, a reta em
relação à circunferência e uma circunferência em relação à outra circunferência.
seção 2
Posições relativas de ponto e circunferência
( xI – a ) + ( y I – b ) < r 2 e ( xI – a ) + ( y I – b ) – r 2 < 0 .
2 2 2 2
65
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
Já, se a distância do ponto ao centro for maior que o raio d(C, E) > r, então
ele estará externo à circunferência e: (xE – a )2 + ( yE – b )2 > r 2 , sendo
(xE – a )2 + ( yE – b )2 – r2 > 0 .
Então, o que você pode concluir disso tudo? Que, quando calcula o valor
da expressão (xP – α)2 + (yP – β)2 = r2, sendo P(xP , yP), tem: um valor negativo
quando P estiver interno, um valor positivo quando P estiver externo e um valor nulo
quando P pertencer a λ.
66
unidade 4
Geometria Analítica I
seção 3
Posições relativas entre circunferências
Agora siga a outro passo: posições relativas entre circunferências.
Bem, aqui o número de posições é maior do que 3, mesmo porque se podem
variar os raios das circunferências, não sendo, necessariamente, todos do mesmo
tamanho.
Analisando as circunferências a seguir, você pode perceber que, novamente, o
que se tem para efetuar as diferenças entre as posições são distâncias.
As distâncias que serão utilizadas são: distância entre centros de circunferências
d(C1 ,C2 ) e os raios r1 e r2.
Quando as circunferências são secantes entre si, significa que possuem dois
pontos de interseção (P e Q) comuns pelos quais pode se traçar uma reta também
dita secante.
Como é perfeitamente claro, a soma dos raios das circunferências ultrapassa a
distância entre os centros, sendo assim: r1 + r2 > d(C1 ,C2 ) ou, r1 − r2 < d(C1 ,C2 ) .
Você deverá assumir os valores em módulo, pois são muitas as variações
de medidas que os raios podem sofrer e que ainda permitam às circunferências
continuarem secantes entre si.
67
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
68
unidade 4
Geometria Analítica I
Para finalizar esta parte, veja a seguir a última posição relativa observada:
circunferências externas. Nessa situação é bem visível a relação das distâncias,
pois, com certeza, a soma dos raios é menor que a distância entre os centros:
r1 + r2 < d(C1 ,C2 ) .
Vale a pena salientar que, quando a distância entre os centros for nula, isso
significa que as circunferências são concêntricas.
69
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
seção 4
Posições relativas entre reta e circunferência
axP + byP + c
d ( ponto ,reta ) =
a 2 + b2
aa + bb + c
d (C ,reta ) =
a 2 + b2
70
unidade 4
Geometria Analítica I
Na figura 4.13 é facilmente observável que a distância entre o centro e a reta t é a
mesma; portanto: d(C, t) = r. O que se tem então é uma reta tangente à circunferência.
Observe a figura 4.14, em que a distância entre o centro e a reta apresenta uma
medida superior à medida do raio; por isso a reta é externa à circunferência e d(C, l) > r.
71
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
Seção 1
a) Desenhe no plano cartesiano a circunferência de equação (x – 3)2 + (y + 5)2 = 4.
b) Qual é a equação reduzida da circunferência x2 + y2 – 6x + 10y + 30 = 0?
c) Escreva a equação reduzida da circunferência de centro C(0, – 3) e raio r = 3.
d) Determine quais devem ser os valores de a, b e c para que as equações dadas
sejam de circunferências:
i) ax2 + y2 + bxy + 2x + 2y + c = 0;
ii) 2x2 + ay2 + bxy + c = 0.
e) Determine a, b e c, sabendo que a equação 4x2 + ay2 + 20x + by + c = 0 representa
5
uma circunferência de centro no eixo das abscissas e raio igual a .
2
Seção 2
a) Dados os pontos A(2, 3), B(4, 4) e C(1, –1), verifique a posição de cada um em
relação à circunferência x2 + y2 – 2x – 4y – 4 = 0.
72
unidade 4
Geometria Analítica I
b) Qual deve ser a condição do número c para que a equação 2x2 + 2y2 – 16x + 12y + c = 0
represente uma circunferência com o ponto P(–1, 2) exterior a essa circunferência?
c) Verifique que o ponto P(2, y) é exterior à circunferência 2x2 + 2y2 – 10y + 5 = 0.
Seção 3
a) Qual é a posição relativa entre x2 + y2 + 2x – 2y = 0 e x2 + y2 – 4x + 2y = 0? Faça
as suas representações no plano cartesiano.
b) Calcular os pontos de interseção entre a circunferência x2 + y2 + 4x + 4y – 1 = 0 e
a circunferência x2 + y2 – 4x – 6y + 10 = 0.
c) Determinar a posição relativa entre x2 + y2 – 2x – 2y = 0 e x2 + y2 – 8x – 8y + 24 = 0.
d) Obter a equação da circunferência de centro C(0, 2), tangente exteriormente à
circunferência (x – 3)2 + (y + 2)2 = 16.
Seção 4
a) Dada a equação da circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0, qual é a relação que possui
com a reta x – y = 0?
b) Sabendo que a reta x – 2y – 6 = 0 é tangente à circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0,
determine o ponto T de tangência.
c) Qual é a posição relativa entre a circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0 e a reta de
equação 4x – 7y – 28 = 0?
d) Obter as retas tangentes à circunferência de equação (x + 2)2 + y2 = 25 que são
paralelas à reta 5x – 12y = 0.
73
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
74
unidade 4
UNIDADE V
Geometria Analítica I
Estudo das cônicas
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos, equações e gráficos da elipse.
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Elipse
■■ SEÇÃO 2 - Parábola
■■ SEÇÃO 3 - Hipérbole
75
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil
Já foi dito que, para iniciar o estudo das cônicas, seria interessante saber de
onde elas surgiram. Então, vamos lá!
A elipse é uma cônica gerada a partir do corte do cone por um plano oblíquo
com uma angulação qualquer, porém não estando paralelo à geratriz, sendo o corte
representado.
76
unidade 5
Geometria Analítica I
Outra cônica bem mais conhecida é a parábola, que é gerada por um corte
realizado por um plano oblíquo paralelo à geratriz.
Como você já sabe de onde surgiram as cônicas, agora elas serão definidas
matematicamente e geometricamente nas seções a seguir.
77
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
seção 1
elipse
Então, tem-se a elipse γ, sendo que os pontos fixos citados na definição são
chamados de focos (F1, F2) da elipse. O ponto P varia de posição sobre γ; portanto
ele representa o conjunto dos pontos pertencentes a γ.
Alguns elementos foram apresentados até aqui, porém a elipse possui outras
características.
Dados:
F1 F2 = 2c: distância focal e F1(α + c, β), F2(α – c, β) focos;
A1 A2 = 2a: distância entre os vértices, A1(α + a, β) e A2(α – a, β) vértices do
eixo maior;
B1 B2 = 2b: distância entre os vértices, B1(α, β + b) e B2(α, β – b) vértices do
eixo menor. A distância entre os vértices no eixo maior é igual à soma das distâncias
dos focos ao ponto P, ou seja: A1 A2 = F1 P + F2 P , segundo a definição de elipse.
Outra relação importante entre as distâncias a, b e c pode ser determinada se a
elipse for representada da seguinte forma:
78
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.6 – Elipse OX
Preste muita atenção na demonstração a seguir. Ela está resolvida passo a passo.
Desenvolvendo a relação A1 A2 = F1 P + F2 P através da fórmula da distância
entre dois pontos, tem-se d( A1 , A2 ) = d(F1 , P ) + d(F2 , P ) e sabendo que d ( A1 , A2 ) = 2a ,
d ( F1 , P ) = ( x − (a + c)) 2 + ( y − b) 2 , d ( F2 , P ) = ( x − (a − c)) 2 + ( y − b) 2 :
(x − (a + c )) (x − (a − c ))
2 2
2a = + ( y − b) 2 + + ( y − b) 2
2a − (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 = (( x − a) + c )2 + ( y − b )2 , elevando ao quadrado
(( x − a) − c )2 + ( y − b )2 + ((x − a ) − c ) + ( y − b )2 = ((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2 2
4a 2 − 4a
4 a 2 − 4c ( x − a ) = 4 a (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 dividindo por 4,
79
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
1=
(x − a )2 + ( y − b )2
a2 b2 (3)
Dados:
F1 F2 = 2c: distância focal e F1(α, β + c) e F2(α, β – c) focos;
A1 A2 = 2a: distância entre os vértices com A1(α, β + a) e A2(α, β – a) vértices
do eixo maior;
B1 B2 = 2b: distância entre os vértices com B1(α + b, β) e B2(α – b, β) vértices
do eixo menor.
80
unidade 5
Geometria Analítica I
Como pela definição da elipse d( A1 , A2 ) = d(F1 , P ) + d(F2 , P ) e
2a − (x − a )2 + (( y − b) − c )2 = (x − a )2 + (( y − b) + c )2 , elevando ao quadrado,
4a 2 − 4a (x − a )2 + (( y − b) − c )2 + (x − a )2 + (( y − b) − c )2 = (x − a )2 + (( y − b) + c )2
Elevando ao quadrado os demais termos
1=
(x − a )2 + ( y − b )2
(4)
b2 a2
Bem, talvez a esta altura a sua dúvida seja reconhecer quando numa equação
da elipse qualquer o eixo principal será paralelo ao eixo das abscissas ou das
ordenadas!
Observe que na relação a2 = b2 + c2, que é válida para os dois casos, tem-se que
a sempre será a medida da hipotenusa, então a2 > b2 e a2 > c2. Como as medidas que
fazem parte da equação da elipse são a2 e b2 no denominador de (x – α)2 ou (y – β)2,
basta fazer uma comparação entre os valores que se encontram nos denominadores.
81
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
7
Calculando agora o valor de sua excentricidade: e = ≅ 0,661438 .
4
Supondo agora que a equação fosse 1 =
(x − 2 )2 ( y − 1)2 , então o valor de
+
9 25
4
c é c = 4 , e o valor da excentricidade é e =
= 0,8 , ou seja, essa excentricidade
5
está mais próxima de 1 em relação à anterior. Quer ver o que isso significa
graficamente?
Elipse de equação 1 =
(x − 2 )2 ( y − 1)2
+
9 16
82
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.8 e 0,661438
(x − 2 )2 ( y − 1)2
Elipse de equação 1 = +
9 25
e ≅ 0, 661438
83
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
seção 2
Parábola
Dados:
d: reta diretriz;
P: ponto qualquer do plano;
F: foco;
V: vértice;
D1 P = PF ;
DV = VF .
84
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.11 – Parábola OX côncava
Dados:
p
P(x, y), V(α, β), F a + , b ;
2
p p
D1 a − , y , D a − , b ;
2 2
p
d=α– .
2
p2 p2
(x − a )2 + p (x − a ) + = (x − a ) − p (x − a ) +
2
+ (y – β)2
4 4
2 p (x − a ) = (y – β)2 ou
85
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
b2 b2 −b 2 + 8a 2 pc 1
c= + a , isolando α, a = − 2 + c e a = , sabendo que p = ,
2
8a p 8a p 2
8a p 2a
1
−b 2 + 8a 2 c 2
então a = 2a e a = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a
2a
b 2 − 4ac b
V(α, β), ele pode ser escrito de outra forma ficando V = − , − . O termo
4a 2a
b2 – 4ac é conhecido como Δ, então o vértice finalmente será:
∆ b
V = − ,−
4a 2a
86
unidade 5
Geometria Analítica I
A ordenada p pode assumir valores negativos ou positivos. Quando o valor
de p é positivo, tem-se a figura 5.11, porém se p for negativo, o foco se desloca para a
esquerda no eixo imaginário, e a parábola muda sua concavidade gerando um gráfico
como o que segue:
Dados:
p
P(x, y), V (α, β), F = a − , b ;
2
p p
D1 = a + , y , D = a + , y + b .
2 2
p
d=α+
2
2 2
p 2 p 2
x − a + + ( y − y ) = x − a − + ( y − b) , elevando ambos os
2 2
2 2
p p
termos ao quadrado, (x − a ) − = (x − a ) + + (y – β)2, desenvolvendo os
2 2
p2 p2
binômios, (x − a ) − p (x − a ) + = (x − a ) + p (x − a ) + + (y − b)
2 2 2
4 4
–2p(x – α) = (y – β) 2
ou
(y – β)2 = –2p(x – α) (6)
87
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
2
y b b 2 − 2 pa
x na expressão, x = − + y − , obtém-se uma equação do tipo
2p p 2p
1 1 b b2
x = ay 2 + by + c , onde a = − ou p = − e b= e c=− +a.
2p 2a p 2p
1 b b b
De p=− substituindo em b = tem-se, b = − e − = b.
2a p 1 2a
2
2a
b b2
2 −
b b 2a 2
Substituindo − = b em c = − +a, c=− + a e c = − 4a + a ,
2a 2p 2p 2p
b2 b2 b 2 + 8a 2 pc
ainda c = − + a , isolando α, a = + c e a = , sabendo que
8a 2 p 8a 2 p 8a 2 p
1
b 2 − 8a 2 c 2 2
p=−
1
, então a = 2a e a = b − 4ac , a = − b − 4ac , ou sabendo
2a 8a 2 −4a 4a
−
2a
que o vértice da parábola é V(α, β), ele pode ser escrito de outra forma, ficando
b 2 − 4ac b
V = − , − . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ. Então o vértice
4a 2a
finalmente será
∆ b
V = − ,−
4a 2a
88
unidade 5
Geometria Analítica I
Dados:
p
P(x, y), V(α, β), F = a, b + ;
2
p p
D1 = x , b − , D = a , b − ;
2 2
p
d=β– .
2
Dados:
p
P(x, y), V(α, β), F = a, b − ;
2
p p
D1 = x , b + , D = a , b + ;
2 2
p
d=β+ .
2
2 2
2 2
p p
extraindo a raiz quadrada, ( y − b ) + = (x – α)2 + ( y − b ) − , desenvolvendo
2 2
p2 p2
o binômio, ( y − b ) + p ( y − b ) + = (x – α)2 + ( y − b ) − p ( y − b ) +
2 2
4 4
2p(y – β) = (x – α)2
ou
(x – α) = 2p(y – β)
2
(7)
89
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
4 4
–2p(y – β) = (x – α) 2
ou
(x – α)2 = –2p(y – β) (8)
2
x a a 2 + 2 pb 1
y= − x+ , a equação é do tipo y = ax2 + bx + c, onde a =
2p p 2p 2p
1 a a2
ou p = e b=− e c= +b.
2a p 2p
1 a a b
De p = substituindo em b = − tem, b = − e − = a . Substituindo
2a p 1 2a
2a
90
unidade 5
Geometria Analítica I
2
b b2
b a2 −
2a 2
− =a em c= + b , tem-se c= +b e c = 4a + b , ainda
2a 2p 2p 2p
b2 b2 −b 2 + 8a 2 pc 1
c= 2
+ b , isolando β, b = − 2
+ c e b = 2
, sabendo que p = ,
8a p 8a p 8a p 2a
1
−b 2 + 8a 2 c 2
então b = 2a e b = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a
2a
b b 2 − 4ac
V(α, β), então V = − , − . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ.
2 a 4 a
b ∆
V = − ,−
2a 4a
2
x a a 2 − 2 pb
⇒ isolando y ⇒ y = − + x− , fica uma equação do tipo
2p p 2p
1 1 a a2
y = ax2 + bx + c, onde a = − ou p = − e b= e c=− +b .
2p 2a p 2p
1 a a b
De p = − substituindo em b = tem-se b = − e − = a . Substituindo
2a p 1 2a
2a
2
b b2
− 2
b a 2
2a a a22
− = a em c = − + b , tem-se c = − c = − ++ bb e c c==−−4a + b , ainda
2a 2p 2 p2 p 22pp
b2 b2 b 2 + 8a 2 pc 1
c=− + b , isolando β, b = + c e b = 2
, sabendo que p = − ,
2
8a p 2
8a p 8a p 2 a
1
b 2 − 8a 2 c 2
então b = 2a e b = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a
−
2a
91
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
b b 2 − 4ac
V(α, β), então V = − , − . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ. Então
2 a 4 a
b ∆
V = − ,−
2a 4a
2a 4a
Δ = b2 – 4ac.
92
unidade 5
Geometria Analítica I
seção 3
Hipérbole
Dados:
Pontos do plano: P(x, y);
Focos: F1(α+c, β) e F2(α – c, β);
Vértices: A1(α+ a, β) e A2(α – a, β);
Retas: assíntotas;
Ramos: hipérbole;
Eixo real: A1 A2 ;
Eixo imaginário: B1 B2 com B1(α, β + b) e B2(α, β – b).
93
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
b−b −b b b − (b − b ) b
mr = = − e ms = =
a+a−a a a − (a − a ) a
b y − (b − b ) b (x − (a − a )) b b b
s: = ⇔ = y − (b − b ) ⇔ − a + a + x = y − (b − b )
a x − (a − a ) a a a a
b b b b
s: y= − a +b+b−b+ x ⇔ y = + x − a +b
a a a a
b
Fazendo − a + b = ns , então, a equação da assíntota s é
a
b
s: y = x + ns
a
94
unidade 5
Geometria Analítica I
Outro elemento da hipérbole é o triângulo retângulo, indicado a seguir, que
estabelece uma relação entre as medidas a, b e c. Observe no gráfico essa relação:
Como foi dito na definição, a diferença das distâncias de PF1 e PF2 é igual a
2a, ou seja, | PF1 – PF2 | = 2a, considerando apenas o valor positivo do módulo.
PF2 = ( x − (a − c)) 2 + ( y − b) 2 :
Pelo jeito é outra equação trabalhosa de se determinar, mas vá em frente.
(x − (a + c )) + ( y − b )2 – (x − (a − c )) + ( y − b )2 = 2a, fazendo
2 2
(( x − a) − c )2 + ( y − b )2 = 2a + (( x − a) + c )2 + ( y − b )2 , elevando ao quadrado,
((x − a ) + c ) + ( y − b )2 + ((x – α) + c ) + (y – β) ,
2
((x – α) – c)2 + (y – β)2 = 4a2 + 4a 2 2
95
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
((x − a ) + c ) + ( y − b )2 + (x – α)
2
(x – α)2 – 2(x – α)c + c2 = 4a2 + 4a 2
+ 2(x – α)c + c2
((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– 4(x – α)c = 4a2 + 4a ,dividindo toda a expressão por 4,
((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– (x – α)c = a2 + a
((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– (x – a )c – a 2 = a elevando ao quadrado,
c2(x – α)2 + 2a2c(x – α) + a4 = a2 ((x – α) +c)2 + (y – β)2)
c2(x – α)2 + 2a2c(x – α) + a4 = a2(x – α)2 + 2 a2c(x – α) + a2c2 + a2(y – β)2
1=
( x − a ) (y − b)
2
−
2
(7)
a2 b2
Dados:
Pontos do plano: P(x, y);
96
unidade 5
Geometria Analítica I
Focos: F1(α, β+c) e F2(α, β – c);
Vértices: A1(α, β+ a) e A2(α, β – a);
Retas: assíntotas;
Ramos: hipérbole;
Eixo real: A1 A2 ;
Eixo imaginário: B1 B2 com B1(α + b, β) e B2(α – b, β).
(x − a )2 + (y − (b + c )) (x − a )2 + (y − (b − c ))
2 2
– = 2a
(y − (b + c )) = (( y − b ) − c )
2 2
Perceba que fica mais fácil fazer e
(y − (b − c )) = (( y − b ) + c ) .
2 2
(x − a )2 ( y − b )2
1= − + (8)
b2 a2
97
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
Como o termo (y – β)2 das duas equações é o termo acompanhado pelo sinal
negativo, então a2 está sob (x – α)2, sendo 9 para a primeira equação e 9 para a
segunda.
5
1ª equação: a2 + b2 = c2, 9 + 16 = c2 = 25, c = 5. Então e = ≅ 1,66667 .
3
34
2ª equação: a2 + b2 = c2, 9 + 25 = c2 = 34, c ≅ 34 . Então e = ≅ 1,94365 .
3
Fazendo agora a representação gráfica das hipérboles:
(x − 2 )2 ( y − 1)2
Equação 1 = −
9 16
5
Figura 5.20 – Exemplo e = ≅ 1, 66667
3
(x − 2 )2 ( y − 1)2
Equação 1 = −
9 25
98
unidade 5
Geometria Analítica I
Percebeu a diferença entre os gráficos?
Quanto maior o valor da excentricidade, mais abertos são os ramos.
c
Como a elipse, a hipérbole também tem sua excentricidade e = , mas
a
aqui os papéis se invertem, pois c > a por ser c a hipotenusa do triângulo
c
retângulo e a um dos catetos. Sendo então c > a, o resultado da fração e =
a
sempre será maior que um e >1.
99
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
Quando o maior número estiver sob (x – α)2, a elipse tem o eixo maior paralelo
ao eixo das ordenadas, e quando o maior número estiver sob (y – β)2, a elipse tem o eixo
maior paralelo ao eixo das abscissas.
Se a excentricidade está próxima de zero indica uma elipse mais arredondada e
uma excentricidade próxima de 1 indica uma elipse mais alongada.
Foram vistos dois tipos de equações da parábola. Uma em que o foco está
sobre um eixo imaginário paralelo ao eixo das abscissas (y – β)2 = 2p(x – α) ou
p
(y – β)2 = –2p(x – α), onde, para a primeira equação, se tem o foco F a + , b
2
p p
e reta diretriz igual a d = a − . Na segunda equação o foco é F a − , b e a reta
2 2
p
diretriz é igual a d = a + .
2
Sobre a equação (x – α)2 = 2p(y – β) ou (x – α)2 = – 2p(y – β), o foco para
p p
a primeira equação é F a, b + e sua reta diretriz é d = b − . Na segunda
2 2
p p
equação o foco é F a, b − e sua reta diretriz é igual a d = b + .
2 2
Em todos os casos a concavidade da parábola é voltada para o foco.
Para se determinar se a hipérbole está em uma posição ou outra, basta observar
o sinal da equação, pois observar os valores de a e b não é suficiente, desde que é
permitido que assumam vários valores, ou seja, podem ser iguais entre si ou um
deles pode ser maior que o outro.
A elipse e a hipérbole possuem equações muito parecidas, somente diferindo
em relação ao sinal, pois a hipérbole possui um sinal negativo acompanhando (y – β)2,
quando possui o eixo real paralelo ao eixo das abscissas; e um sinal negativo
acompanhando (x – α)2, quando possui o eixo real paralelo ao eixo das ordenadas.
Observe as equações:
(x − a )2 ( y − b )2
Elipse com eixo maior paralelo a OX : 1 = + .
a2 b2
(x − a )2 ( y − b )2
Hipérbole com eixo real paralelo a OX : 1 = − .
a2 b2
(x − a )2 ( y − b )2
Elipse com eixo maior paralelo a OY : 1 = + .
b2 a2
(x − a )2 ( y − b )2
Hipérbole com eixo real paralelo a OY : 1 = − + .
b2 a2
100
unidade 5
Geometria Analítica I
Para finalizar esta unidade, o que acha de reunir em uma tabela todas as
equações vistas até aqui?
Os desenhos ao lado das equações são, em forma de esquema, as posições que
as curvas assumem segundo suas equações.
Seção 1
a) Determine a equação da elipse de centro C(–1, 2), distância 2a = 8 e 2b = 3, com
eixo maior paralelo ao eixo das abscissas. Faça a representação gráfica no plano
cartesiano.
(x − 1)2 ( y − 5)2
b) Dada a equação da elipse 1 = + , determine qual é sua posição no
49 74
plano cartesiano e calcule sua excentricidade e.
c) Sabendo que a equação de elipse é x2 + 2y2 – 4x + 4y + 2 = 0, determine suas
coordenadas do centro, seus vértices, seus focos, sua excentricidade e seu gráfico.
d) Determine as equações das elipses:
1) F1(– 3, 0), F2(3, 0) e o eixo maior 2a = 10.
2) F1(2, – 2), F2(2, 2) e o eixo menor 2b = 5.
Seção 2
a) Determinar o parâmetro p, as coordenadas do vértice e as coordenadas do foco das
parábolas y2 – 12x = 24 e 4y = – x2 + 8x – 20. Represente-as graficamente.
1 1 7
b) Escrever a equação da parábola y = − x 2 − x + na forma reduzida.
4 2 4
101
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
x2
c) Obter as coordenadas do foco e a equação da reta diretriz da parábola y = − + x.
4
d) Obter a equação da parábola de vértice V(0, – 4) que intercepta o eixo das abscissas
nos pontos de abscissas – 3 e 3.
e) Determinar a equação da parábola cujo vértice é V(3, 1) e o foco F(3, – 1).
Seção 3
a) Determine a equação reduzida da hipérbole 9x2 – 4y2 = 36, seus vértices, focos e
excentricidade.
4
b) Dados os seguintes elementos: F1(3, –1), F2(3, 7) e excentricidade , escreva a
3
equação da hipérbole e a represente graficamente.
(x + 3)2 ( y − 2 )2
c) Dada a equação − = 1 , identifique os focos, os vértices e o
13 18
centro.
102
unidade 5
Geometria Analítica I
103
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil
104
unidade 5
Geometria Analítica I
UNIDADE VI
Sistema de coordenadas
no espaço tridimensional
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Visualizar a localização de um ponto ou mais num espaço tridimensional.
ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - A geometria no espaço a três dimensões
105
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil
seção 1
A geometria no espaço a três dimensões
106
unidade 6
Geometria Analítica I
A cada ponto do espaço poderá ser associada uma tripla de números reais.
Dessa forma, um ponto P fica representado por suas coordenadas (x, y, z).
Sendo: x, a abscissa, no eixo X,
y, a ordenada, no eixo Y,
z, a cota, no eixo Z,
o ponto O =(0, 0, 0) é a origem do sistema.
107
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil
seção 2
Distância entre dois pontos
Sejam os pontos do espaço representados por Q1 = (x1, y1, z1) e Q2 = (x2, y2, z2).
A distância entre os pontos Q1 e Q2 pode ser obtida pela aplicação do teorema
de Pitágoras no triângulo retângulo em destaque na figura 6.3.
109
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil
110
unidade 6
Geometria Analítica I
PALAVRAS FINAIS
111
PALAVRAS FINAIS
Geometria Analítica I
REFERÊNCIAS
LEITHOLD, Louis. O cálculo com geometria analítica. 3. ed. São Paulo, Harbra,
1994. Volumes 1 e 2.
113
REFERÊNCIAS
Geometria Analítica I
NOTAS SOBRE OS AUTORES
115
AUTOR
Universidade Aberta do Brasil
116
Respostas
Geometria Analítica I
UNIDADE 1
Seção 6
a) 3 u.c. b) 8 u.c. c) x = – 43 ou x = – 3
Seção 7
a) – 4 b) – 14 c) 10 d) 15
Seção 8
76
a) b) 2 c) 6
5
UNIDADE 2
Seção 1
a) k < 0 b) p = –2 e q = 4 d) Eixo YÝ, 3º. Q., Origem do sistema.
Seção 2 e 3
a) Sim b) Não, pois é um retângulo c) P (33, 0) d) ±2 2
Seção 4 e 5
12 1
a) a = b) Sim c) x ≠ – d) Sim e) 9 u.a. f) 27 ou 11
5 5
UNIDADE 3
Seção 1
π
a) m = – 1 b) 4 cm2/hora c) a = rad d) m = – 2
3
117
unidade
respostas5
Universidade Aberta do Brasil
Seção 2
5
a) 3x + y–4=0 b) x – 2y – 2 = 0
2
Seção 3
2 1
a) y = – x + 2 b) m = n = − c) m = 1 e y = x + 2 d) 6x – 3y – 4 = 0
3 3
Seção 4
x y
x y x y + =1
a) + = 1 b) − = 1 c) 8 − 8 d) 3x + 8y – 6 = 0
6 3 3 2 5 10
Seção 5
7
a) x – 2y + 10 = 0 b) (0, 7 ) e , 0 c) (–2, – 3)
2
Seção 6
a) 4x + 3y + 10 = 0 (
b) y = 3.x − 2 3 + 5 ) c) x – 2y – 2 = 0 d) y = x
Seção 7
a) 2x – 3y + 1 = 0 b) y = 2x + 8 c) Sim
9
d) Não, são apenas retas concorrentes e) k = –2 f) k ≠
2
Seção 8
π
a) rad b) ϕ = arctg5 c) 90º
4
4
d) 1) s: 2x –3y +30 = 0 , t: 2x – y + 2; 2) ϕ = arctg
7
π
e) rad
2
Seção 9
16 3 2
a) b) 1 c)k = 9 ou k = – 11 d)
5 2
118
Respostas
Geometria Analítica I
Unidade 4
Seção 1
a)
b) (x – 3)2 + (y + 5)2 = 4 c) x2 + (y + 3)2 = 3
d) i) a = 1, b = 0 e c < – 2; ii) a = 2, b = 0 e c < 0 e) a = 4, b = 0 e c = 20
Seção 2
a) internos, externo e sobre b) c > – 50
Seção 3
Seção 4
a) a reta secante b) (2, – 2) c) externa
d) 5x – 12y + 75 = 0 e 5x – 12y – 55 = 0
Unidade 5
Seção 1
a) 1 =
(x + 1)2 ( y − 2 )2
+
16 9
4 ,
5
b) Eixo maior paralelo ao eixo das ordenadas, e =
74
c) C(2, –1); A1(4, – 1) e A2(0, – 1); B1(2, –1+ 2 ) e B2(2, –1– 2 ); F1(2 + 2 , – 1)
2
e F2(2 – 2 , – 1); e = ;
2
119
unidade
respostas5
Universidade Aberta do Brasil
d) 1) 1 =
x2 y 2
+ 2) 1 =
(x − 2 ) y 2
2
+
25 16 25 41
4 4
Seção 2
a) p = 6; V(– 2, 0); F(1, 0) e p = 2; V(4, – 1); F(4, – 2)
4 2
b) (x + 1)2 = – 4(y – 2) c) F(2, 0); d = 2 d) y = x −4
9
1 3 1
e) y = − x 2 + x −
8 4 8
Seção 3
x2 y2
a) − = 1 ; A1(2, 0) e A2(–2, 0); F1( 13 , 0) e F2(– 13 , 0); 13 ≅ 1,803 .
4 9 2
(x − 3)2 ( y − 3)2
b) − + =1
7 9
120
Respostas
Unidade 6
38
a) d AB = 14 b) 12( 2 + 1) c) d) 1 ± 2 19
4