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Geometria Analítica I: Curso EAD UEPG

1. O documento apresenta um curso de Geometria Analítica I com seções sobre estudo de pontos, coordenadas no plano, estudo da reta, cônicas e sistemas de coordenadas. 2. Inclui palavras introdutórias dos professores, objetivos, ementa e detalhes sobre os tópicos a serem abordados em cada seção. 3. Fornece informações sobre a instituição de ensino e o sistema de educação a distância adotado.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Geometria Analítica I: Curso EAD UEPG

1. O documento apresenta um curso de Geometria Analítica I com seções sobre estudo de pontos, coordenadas no plano, estudo da reta, cônicas e sistemas de coordenadas. 2. Inclui palavras introdutórias dos professores, objetivos, ementa e detalhes sobre os tópicos a serem abordados em cada seção. 3. Fornece informações sobre a instituição de ensino e o sistema de educação a distância adotado.
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Matemática
Licenciatura em

GEOMETRIA ANALÍTICA I
Jorge Luis Valgas
Margarete Aparecida dos Santos

pONTA gROSSA - PARANÁ


2009
CRÉDITOS

João Carlos Gomes


Reitor

Carlos Luciano Sant’ana Vargas


Vice-Reitor

Pró-Reitoria de Assuntos Administrativos Colaboradores em EAD


Ariangelo Hauer Dias - Pró-Reitor Dênia Falcão de Bittencourt
Jucimara Roesler
Pró-Reitoria de Graduação
Graciete Tozetto Góes - Pró-Reitor Colaboradores de Informática
Carlos Alberto Volpi
Divisão de Educação a Distância e de Programas Especiais Carmen Silvia Simão Carneiro
Maria Etelvina Madalozzo Ramos - Chefe Adilson de Oliveira Pimenta Júnior
Juscelino Izidoro de Oliveira Júnior
Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância Osvaldo Reis Júnior
Leide Mara Schmidt - Coordenadora Geral Kin Henrique Kurek
Cleide Aparecida Faria Rodrigues - Coordenadora Pedagógica Thiago Luiz Dimbarre
Thiago Nobuaki Sugahara
Sistema Universidade Aberta do Brasil
Hermínia Regina Bugeste Marinho - Coordenadora Geral Colaboradores de Publicação
Cleide Aparecida Faria Rodrigues - Coordenadora Adjunta Luiz Renato Bittencourt - Revisão
José Trobia - Coordenador de Curso Edson Gil Santos Júnior - Diagramação
Mary Ângela Teixeira Brandalise - Coordenadora de Tutoria Paulo Sérgio Schelesky - Ilustração

Colaborador Financeiro Colaboradores Operacionais


Luiz Antonio Martins Wosiak Edson Luis Marchinski
Joanice Kuster de Azevedo
Colaboradora de Planejamento João Márcio Duran Inglêz
Silviane Buss Tupich Kelly Regina Camargo
Mariná Holzmann Ribas
Projeto Gráfico
Anselmo Rodrigues de Andrade Júnior

Todos os direitos reservados ao Ministério da Educação


Sistema Universidade Aberta do Brasil
Ficha catalográfica elaborada pelo Setor de Processos Técnicos BICEN/UEPG.

V169g Valgas, Jorge Luis


Geometria Analítica 1./ Jorge Luis Valgas e Margarete
Aparecida dos Santos. Ponta Grossa : UEPG/NUTEAD, 2009.
119. il.

Licenciatura em Matemática - Educação a Distância.

1. Estudo do ponto. 2. Coordenadas no ponto. 3. Estudo


da reta. 4. Estudo da cônicas. 5. Sistema de coordenadas. I.
Santos, Margarete Aparecida dos. II. T.

CDD : 516.3

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA


Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância - NUTEAD
Av. Gal. Carlos Cavalcanti, 4748 - CEP 84030-900 - Ponta Grossa - PR
Tel.: (42) 3220-3163
www.nutead.uepg.br
2009
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL
Prezado estudante

Inicialmente queremos dar-lhe as boas-vindas à nossa instituição e ao curso que


escolheu.
Agora, você é um acadêmico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG),
uma renomada instituição de ensino superior que tem mais de cinqüenta anos de história
no Estado do Paraná, e participa de um amplo sistema de formação superior criado pelo
Ministério da Educação (MEC) em 2005, denominado Universidade Aberta do Brasil
(UAB).

O Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) não propõe a criação de uma


nova instituição de ensino superior, mas sim, a articulação das instituições
públicas já existentes, possibilitando levar ensino superior público de qualidade
aos municípios brasileiros que não possuem cursos de formação superior ou
cujos cursos ofertados não são suficientes para atender a todos os cidadãos.

Sensível à necessidade de democratizar, com qualidade, os cursos superiores em


nosso país, a Universidade Estadual de Ponta Grossa participou do Edital de Seleção UAB
nº 01/2006-SEED/MEC/2006/2007 e foi contemplada para desenvolver seis cursos de
graduação e quatro cursos de pós-graduação na modalidade a distância.
Isso se tornou possível graças à parceria estabelecida entre o MEC, a CAPES e
as universidades brasileiras, bem como porque a UEPG, ao longo de sua trajetória, vem
acumulando uma rica tradição de ensino, pesquisa e extensão e se destacando também
na educação a distância.
A UEPG é credenciada pelo MEC, conforme Portaria nº 652, de 16 de março
de 2004, para ministrar cursos superiores (de graduação, seqüenciais, extensão e pós-
graduação lato sensu) na modalidade a distância.
Os nossos programas e cursos de EaD, apresentam elevado padrão de qualidade e
têm contribuído, efetivamente, para a democratização do saber universitário, destacando-
se o trabalho que desenvolvemos na formação inicial e continuada de professores. Este
curso não será diferente dos demais, pois a qualidade é um compromisso da Instituição
em todas as suas iniciativas.
Os cursos que ofertamos, no Sistema UAB, utilizam metodologias, materiais e
mídias próprios da educação a distância que, além de facilitarem o aprendizado, permitirão
constante interação entre alunos, tutores, professores e coordenação.
Este curso foi elaborado pensando na formação de um professor competente, no
seu saber, no seu saber fazer e no seu fazer saber. Também foram contemplados aspectos
éticos e políticos essenciais à formação dos profissionais da educação.
Esperamos que você aproveite todos os recursos que oferecemos para facilitar o
seu processo de aprendizagem e que tenha muito sucesso na trajetória que ora inicia.
Mas, lembre-se: você não está sozinho nessa jornada, pois fará parte de uma
ampla rede colaborativa e poderá interagir conosco sempre que desejar, acessando
nossa Plataforma Virtual de Aprendizagem (MOODLE) ou utilizando as demais mídias
disponíveis para nossos alunos e professores.
Nossa equipe terá o maior prazer em atendê-lo, pois a sua aprendizagem é o nosso
principal objetivo.

EQUIPE DA UAB/UEPG
SUMÁRIO
■■ PALAVRAS DOs PROFESSORes 9
■■ OBJETIVOS E ementa 11

Estudo do ponto
■■ SEÇÃO 1- Informações prévias
13
14
■■ SEÇÃO 2- Segmento de reta 15
■■ SEÇÃO 3- Segmento orientado  16
■■ SEÇÃO 4- Eixo  17
■■ SEÇÃO 5- Coordenadas na reta ou sistema de coordenadas abscissas 17
■■ SEÇÃO 6- Medida algébrica de um segmento  18
■■ SEÇÃO 7- Ponto médio de um segmento  19
■■ SEÇÃO 8- Divisão de um segmento numa razão dada  20

Coordenadas no Plano 
■■ SEÇÃO 1- Coordenadas retangulares
25
26
■■ SEÇÃO 2- Distância entre dois pontos no sistema cartesiano ortogonal 28
■■ SEÇÃO 3- Ponto Médio de um segmento no plano cartesiano  30
■■ SEÇÃO 4- Condição de alinhamento de três pontos 30
■■ SEÇÃO 5- Área do triângulo 32

Estudo da reta
■■ SEÇÃO 1- Coeficiente angular 
37
38
■■ SEÇÃO 2- Equação geral da reta  41
■■ SEÇÃO 2.1- casos particulares da equação geral da reta 42
■■ SEÇÃO 3- Equação reduzida  43
■■ SEÇÃO 4- Equação segmentária 44
■■ SEÇÃO 5- Equação paramétrica 45
■■ SEÇÃO 6- Equação da reta que passa por um ponto  46
■■ SEÇÃO 7- Posições relativas de duas retas 48
■■ SEÇÃO 7.1- Retas paralelas 48
■■ SEÇÃO 7.2- Retas concorrentes 48
■■ SEÇÃO 7.3- Retas verticais 49
■■ SEÇÃO 7.4- Retas perpendiculares 50
■■ SEÇÃO 8- Ângulo entre duas retas  51
■■ SEÇÃO 9- Distância entre ponto e reta 52

Estudo da Circunferência
■■ SEÇÃO 1- Equações da circunferência
59
60
■■ SEÇÃO 2- Posições relativas de ponto e circunferência  65
■■ SEÇÃO 3- Posições relativas entre circunferências  67

■■ SEÇÃO 4- Posições relativas entre reta e circunferência  70

Estudo das Cônicas


■■ SEÇÃO 1- Elipse
75
78
■■ SEÇÃO 2- Parábola 83
■■ SEÇÃO 3- Hipérbole  92

S istema de Coordenadas no Espaço


Tridimensional  103
■■ SEÇÃO 1- A geometria no espaço a três dimensões 104
■■ SEÇÃO 2- Distância entre dois pontos 106

■■ PALAVRAS FINAIS 109


■■ REFERÊNCIAS  111
■■ NOTAS SOBRE OS AUTORES 113
■■ RESPOSTAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS 114
Figuras & tabelas
Figura 1.1 – Segmento de reta
Figura 1.2 – Comprimento de segmento
Figura 1.3 – Segmento orientado
Figura 1.4 – Sentido de um segmento
Figura 1.5 – Reta orientada
Figura 1.6 – Eixo
Figura 1.7 – Medida de um segmento orientado
Figura 1.8 – Ponto médio
Figura 1.9 – Segmento dividido por um ponto P
Figura 2.1 – Plano cartesiano ortogonal
Figura 2.2 – Coordenadas oblíquas
Figura 2.3 – Distância entre dois pontos
Figura 2.4 – Ponto médio de um segmento
Figura 2.5 – Pontos alinhados
Figura 2.6 – Pontos desalinhados
Figura 3.1 – Reta e sua inclinação
Figura 3.2: 0 < a < 90 ⇒ tga > 0 ⇒ m > 0
Figura 3.3: 90 < a < 180 ⇒ tga < 0 ⇒ m < 0
Figura 3.4: a = 90 ⇒ tga não é definida
Figura 3.5: a = 0 ou 180 ⇒ tga = 0 ⇒ m = 0
Figura 3.6 – Reta que passa por dois pontos
Figura 3.7 – Caso1
Figura 3.8 – Caso 2
Figura 3.9 – Caso 3
Figura 3.10 – Interceptando os eixos
Figura 3.11 – Ponto pertencente ao eixo das ordenadas
Figura 3.12 – Retas paralelas
Figura 3.13 – Retas concorrentes
Figura 3.14 – Retas verticais
Figura 3.15 – Retas perpendiculares
Figura 3.16 – Ângulo entre retas
Figura 3.17 – Ponto e reta
Figura 4.1 – Circunferência
Figura 4.2 – Centro e raio
Figura 4.3 – Circunferência λ
Figura 4.4 – Ponto interno
Figura 4.5 – Ponto externo
Figura 4.6 – Ponto em Λ
Figura 4.7 – Secantes entre si
Figura 4.8 – Tangentes externamente
Figura 4.9 – Tangentes internamente
Figura 4.10 – Interna a outra
Figura 4.11 – Externas
Figura 4.12 – Secante
Figura 4.13 – Tangente
Figura 4.14 – Externa
Figura 5.1 – Cone
Figura 5.2 – Elipse
Figura 5.3 – Parábola
Figura 5.4 – Hipérbole
Figura 5.5 – Elementos elipse
Figura 5.6 – Elipse OX
Figura 5.7 – Elipse OY
Figura 5.8: ee ≅ 0, 661438
Figura 5.9: e = 0,8
Figura 5.10 – Elementos parábola
Figura 5.11 – Parábola OX côncava
Figura 5.12 – Parábola OX convexa
Figura 5.13 – Parábola OY côncava
Figura 5.14 – Parábola OY convexa
Figura 5.15 – Exemplo
Figura 5.16 – Hipérbole OX
Figura 5.17 – Assíntotas
Figura 5.18 – Equação
Figura 5.19 – Hipérbole OY
5
Figura 5.20 – Exemplo ee = ≅ 1,66667
3
34
Figura 5.21 – Exemplo e = ≅ 1,94365
3
Figura 6.1 – Triedro
Figura 6.2 – Octantes
Figura 6.3 – Distância entre dois pontos
Tabela 5.1 – Resumo
PALAVRAS DOs PROFESSOREs
Prezado(a) aluno(a).
Seja bem vindo ao estudo da Geometria Analítica, que ficou conhecida com
esse nome devido a um filósofo matemático francês de nome René Descartes (1596 –
1650)!
Cansado de cálculos geométricos realizados apenas com régua e compasso,
Descartes desenvolveu um método de generalização para estudá-los, o que lhe
permitiu escrever uma obra de grande importância para a matemática - denominada de
“La géométrie” - na qual apresentou a sua proposta de estudo da geometria de forma
analítica.
Considerando a importância de métodos de generalização devido a sua
praticidade, neste livro será apresentado a você um desenvolvimento de importantes
assuntos da geometria, como: a geometria plana, o sistema cartesiano ortogonal
e representações algébricas. Também forneceremos elementos que relacionam
a geometria plana com o sistema cartesiano ortogonal, bem como com as suas
representações algébricas.
Os conteúdos apresentados nesta disciplina têm por finalidade fornecer subsídios
importantes para o bom aprendizado da Geometria Analítica II (G.A.II), que será
cursada no próximo semestre, e também das demais disciplinas que serão estudadas
durante o curso.
O estudo da Geometria Analítica também abre espaço para aplicações práticas em
outras áreas, como, por exemplo, a estatística, a economia, a matemática financeira.
Para podermos desenvolver satisfatoriamente o estudo da geometria analítica faz-
se necessário um conjunto de informações prévias, que permitirão a você compreender
com maior facilidade os assuntos que serão tratados na sequência. Assim, a proposta
de trabalho prevê o estudo de elementos geométricos começando com o ponto, depois
a reta e a circunferência e, por último, as cônicas sob o referencial cartesiano.
Lembre-se de que você é o sujeito da sua aprendizagem, por isso não deixe de
estudar com atenção, realizar todas as atividades propostas, tanto no livro como na
Plataforma Moodle. Caso tenha dúvidas, consulte esse material e, se necessário, o
professor tutor.
Dedicação ao estudo e prosseguimento com os conteúdos apresentados são
atitudes necessárias e fundamentais para o bom andamento dos nossos encontros.
Bons estudos e seja perseverante, pois vale a pena!
OBJETIVOS E ementa

Objetivo Geral
■■ Desenvolver, no educando, competências e habilidades de modo a dotá-
lo de ferramentas essenciais para identificar, analisar e propor soluções de
problemas do cotidiano.

Ementa
■■ Coordenadas Retangulares: o plano cartesiano. Distância entre dois pontos.
Divisão de um segmento numa razão dada. Estudo da reta: tipos de equações,
inclinação e coeficiente angular, retas paralelas e perpendiculares. Distância
entre ponto e reta. Ângulo entre duas retas. Circunferência. Seções cônicas:
Elipse, Parábola, e Hipérbole. Coordenadas cartesianas tridimensionais.
UNIDADE I
Estudo do ponto

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar um segmento orientado e determinar o seu comprimento.

■■ Determinar as coordenadas do ponto médio de um segmento retilíneo.

■■ Calcular a razão segundo a qual um ponto divide um segmento dado.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Informações prévias

■■ SEÇÃO 2 - Segmento de reta

■■ SEÇÃO 3 - Segmento orientado

■■ SEÇÃO 4 - Eixo

■■ SEÇÃO 5 - Coordenadas na reta ou sistema de coordenadas abscissas

■■ SEÇÃO 6 - Medida algébrica de um segmento

■■ SEÇÃO 7 - Ponto médio de um segmento

■■ SEÇÃO 8 - Divisão de um segmento numa razão dada


Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Ao estudar esta unidade você estará dando o primeiro passo para
compreender porque a Geometria Analítica é um dos assuntos mais importantes
da Matemática.
Como você já sabe, o estudo da geometria implica a construção de figuras
gráficas, as quais nem sempre permitem uma compreensão plena do que está
sendo estudado, e as operações da álgebra são muitas vezes obscuras e difíceis
de imaginar; por outro lado, a geometria analítica permite tratar a geometria com
os recursos da álgebra. Daí o grande mérito de René Descartes ao desenvolver a
geometria cartesiana, a qual se fundamenta na utilização de processos algébricos
para estudar a geometria.
Entretanto, sâo necessários alguns conceitos iniciais, que serão definidos
na sequência, os quais são chamados de entes primitivos.

seção 1
Informações prévias

Antes de iniciar o estudo da geometria analítica, é importante que você


conheça os entes primitivos cujas definições são aceitas como verdadeiras.
O conceito fundamental da geometria é o de ponto. Todas as demais
figuras, como retas, círculos, planos, triângulos, etc, são conjuntos de pontos.
O ponto: o ponto não tem nenhuma dimensão. Elementos gráficos ou
físicos são utilizados para representá-lo. Como por exemplo: A marca que
um lápis deixa numa folha de papel ou de um giz na lousa. Uma estrela no
firmamento. Uma bola de golfe quando observada ao longe.
A reta: a reta é um conjunto de pontos perfeitamente alinhados. Tem
apenas uma dimensão, o comprimento. A reta pode ser exemplificada por um
fio de prumo esticado.
O plano: é um conjunto de retas. O tampo de uma mesa nos sugere a idéia
de um plano.
Agora que você já conhece os entes primitivos da geometria, será mais
fácil entender os conceitos que virão a seguir.

14
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 2
Segmento de reta

Você vai começar com a definição de segmento retilíneo ou segmento de reta,


o qual é definido como uma porção de uma linha reta e é delimitado por dois de seus
pontos. Assim, dados dois pontos A e B , pode-se representar o segmento de reta de
____ ____
extremidades A e B por AB (ou BA ).
A e B são chamados de extremidades do segmento retilíneo.

Figura 1.1 – Segmento de reta

Entretanto, em muitas ocasiões haverá a necessidade de se determinar o


____ ____
comprimento de um segmento AB , então se adota um segmento unitário OU , que
será utilizado como unidade de medida. Em seguida, num processo de comparação, é
____ ____
verificado quantas vezes o segmento unitário OU cabe dentro do segmento AB que
está sendo medido. O número real encontrado representará a medida do segmento e
___
será representado por: med AB .
Veja agora o seguinte exemplo:

Figura 1.2 – Comprimento de segmento

Você deve observar que, quando as extremidades do segmento de reta


____ ___
coincidem, o segmento AB é chamado de segmento nulo, portanto: med AB = 0.

15
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

seção 3
Segmento orientado

O conceito geométrico de segmento, bem como a determinação do seu


comprimento você agora já conhece; todavia, para a geometria analítica é necessário
que se considere um sentido ou orientação de tal segmento.
Considere um segmento AB . Quando sobre este segmento é fixado um sentido
de percurso, por exemplo, de A para B, você constituirá um novo objeto matemático

denominado de segmento retilíneo orientado, representado por AB .
A é a origem e B é a extremidade do segmento orientado.

Figura 1.3 – Segmento orientado

Entretanto, o mesmo segmento pode ser orientado de B para A; dessa forma B



passa a ser a origem e A a extremidade, sendo o segmento então designado por BA .
Você já estudou anteriormente como se determina o comprimento de um
segmento. Agora verá como deve fazer para diferenciar dois segmentos de mesmo
comprimento, porém com orientações contrárias.
 
Os comprimentos dos segmentos AB e BA são iguais, porém, sob o ponto de
vista da geometria analítica, deve ser feita uma distinção entre eles por conta das suas
orientações. Para tanto, os sinais de (+) e de (–) são adotados. E se, por convenção,
 
o sentido de AB for positivo, então o sinal de BA será negativo.

____ ____
AB = − BA

Figura 1.4 – Sentido de um segmento

É importante você saber que, na notação do segmento orientado,


sempre a primeira letra indica a origem, e a segunda, a extremidade.

16
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 4
eixo

Quando você estuda a reta pode considerar dois sentidos de deslocamento: um


positivo e o outro, contrário, negativo.
Chama-se de reta orientada, ou eixo, uma reta sobre a qual foi feita a escolha
de um sentido de deslocamento como positivo.

Figura 1.5 – Reta orientada

seção 5
Coordenadas na reta ou sistema de coordenadas
abscissas

Como você verá a seguir, a representação de um ou mais pontos na reta


orientada pode ser entendida como um sistema de coordenadas; no entanto, por
estarem na mesma linha reta, é chamada de sistema de coordenadas abscissas ou
simplesmente coordenadas na reta.
Seja um eixo e e uma origem O . Dado um ponto P qualquer desse eixo, a
___
abscissa desse ponto é um número real indicado por x p tal que x p = OP

Figura 1.6 – Eixo

Para indicar a abscissa de P, escreve-se: P( x p ).

17
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

seção 6
Medida algébrica entre dois pontos

Medir uma grandeza com um instrumento de medida, por exemplo, o


comprimento da sala de aula com um metro, você já sabe. Veja agora como representar
analíticamente essa diferença num sistema de coordenadas na reta.
Considere dois pontos sobre uma reta orientada, os quais definem o segmento

orientado AB .
A medida algébrica de um segmento orientado é a diferença entre a abscissa
correspondente a sua extremidade e a abscissa da sua origem.

O segmento orientado AB , cuja origem tem abscissa x A e extremidade x B ,
pode então ser representado pela diferença:
.
Figura 1.7 – Medida de um segmento orientado
  
AB = OB − OA
Por outro lado,

AB = xB − x A
Então, se você quiser determinar a distância entre os pontos A e B , basta

determinar o módulo da medida algébrica do segmento orientado AB .

d AB =| AB |= xB − x A

Determinar a distância entre os pontos P1(6) e P2(–2)


Considere os segmentos orientados:

 
P1 P2 = – 2 – 6 = – 8, e P2 P1 = 6 – (– 2) = 8,

Logo, para qualquer dos segmentos retilíneos orientados, a distância é


dada por
d = |– 8 | = | 8 | = 8

18
unidade 1
Geometria Analítica I
seção 7
Ponto médio de um segmento

Entre os pontos extremos de um segmento existem infinitos pontos e


um deles estará exatamente na metade do segmento. O que acha de calcular
a sua abscissa?
Considere o segmento de extremidades x A e x B , e você pode determinar
a abscissa do seu ponto médio M, representada por x M .

Figura 1.8 – Ponto médio

____ ____
Neste caso AM = MB : x M − x A = x B − x M ,

Donde 2 x M = x A + x B ,
E finalmente,

x A + xB
xM =
2


O segmento AB tem origem x A = – 2 e extremidade x B = 6. Calcular a
abscissa do seu ponto médio.
x A + xB (−2) + (6) 4
xM = = = =2
2 2 2

19
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

seção 8
Divisão de um segmento numa razão dada

Na reta numerada um ponto pode ocupar infinitas posições em relação aos


extremos de um segmento e dividi-lo numa determinada razão. Veja como obtê-la.
Se A( x A ) e B( x B ) são os extremos dados de um segmento retilíneo orientado

AB , então a abscissa de um ponto P( x P ) que divide o segmento na razão dada

AP
r =  é:
PB

Figura 1.9 – Segmento dividido por um ponto P


AP x − xA
r =  ⇔ r = P ⇔
PB xB − xP

r (xB − xP ) = xP − x A ⇔ rxB − rxP = xP − x A ⇔ (1 + r ) xP = x A + rxB

Então:

x A + rxB
xP =
1+ r

Agora é o momento de fazer algumas aplicações para melhorar a compreensão


deste assunto.
1) Dados os pontos M(–8) e N(10), determine a razão de seção em que um ponto
P(20) divide:

a) o segmento orientado MN

MP xP − xM 20 − (−8) 14
r =  = = =−
PN xN − xP 10 − 20 5

b) o segmento orientado NM

NP x − xN 20 − 10 5
r =  = P = =−
PM xM − xP −8 − 20 14

20
unidade 1
Geometria Analítica I
2) Dados os pontos A(–2) e B(6), determine a abscissa do ponto P que divide o
 3
segmento orientado AB na razão r = − .
4
 3
−2 +  −  .6 −2 − 18 −26
x A + rxB  4 = 4 = 4 = −26
xP = ⇔ xP =
1+ r  3 3 1
1+  −  1−
 4 4 4

Nesta unidade você aprendeu sobre os entes primitivos da geometria. Estudou


o ponto e a sua representação na reta orientada, bem como as várias relações entre
dois e três pontos, além de estudar os exemplos dados. Com esses conhecimentos
você, agora, pode resolver as atividades propostas a seguir.

21
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

Seção 6
Resolva com atenção as atividades propostas, pois a sua resolução tem por
finalidade promover a fixação do assunto que você estudou.
a) Achar a distância entre os pontos: A(5) e B(8).
b) Qual é a distância entre os pontos P(–6) e Q(–14)?
c) Calcule o valor de x para que a distância entre os pontos M(–18) e N(x + 5) seja
igual a 20.

Seção 7
Que tal resolver alguns exercícios sobre ponto médio de um segmento?
a) Qual é a abscissa do ponto médio de um segmento cuja origem localiza-se no
ponto 7 e a extremidade no ponto – 15?
b) O ponto médio de um segmento tem abscissa – 1. Sabendo-se que a sua extremidade
tem abscissa 12, determine a sua origem.
c) A origem de um segmento é O(a + 3) e a sua extremidade é P(a – 3). Calcule o
valor de a para que a abscissa do seu ponto médio seja 10.
d) O ponto médio de um segmento tem abscissa M(p – 1) e o segmento tem
extremidades A(12) e B(16). Determine o valor de p.

Seção 8
a) Determine a abscissa do ponto P que divide o segmento orientado de extremidades
2
A(12) e B(20) na razão .
3
4 AC
b) Calcule a razão (ABC), sendo dados A(2), B(1) e C   . Obs: (ABC) =
3
  CB
c) Determine as coordenadas do ponto P(x) que divide o segmento AB na razão – 2, sendo

A(2) e B(4).

22
unidade 1
Geometria Analítica I

23
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

24
unidade 1
UNIDADE II
Geometria Analítica I
Coordenadas no plano

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Representar pontos no sistema cartesiano ortogonal.

■■ Identificar pontos no sistema de coordenadas ortogonal.

■■ Efetuar cálculos da distância entre dois pontos no plano cartesiano.

■■ Verificar a condição de alinhamento de três pontos e, estando desalinhados,

calcular a área do triângulo por eles formado.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Coordenadas retangulares

■■ SEÇÃO 2 - Distância entre dois pontos no sistema cartesiano ortogonal

■■ SEÇÃO 3 - Ponto médio de um segmento no plano cartesiano

■■ SEÇÃO 4 - Condição de alinhamento de três pontos

■■ SEÇÃO 5 - Área do triângulo

25
unidade 1
Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Nesta segunda unidade você vai ampliar seus conhecimentos de geometria
analítica plana começando com o estudo do ponto, mas, desta vez, o ponto terá
como referência dois eixos cartesianos ortogonais entre si (Eixos X’X e Y’Y).
Com o objetivo de informá-lo(a) ainda mais, será feita uma referência
sobre um sistema de eixos não ortogonais
Você vai, mais uma vez, calcular a distância entre dois pontos, porém
considerando as projeções do segmento por eles determinado sobre os eixos
ortogonais.
Irá calcular as coordenadas do ponto médio de um segmento qualquer, no
sistema cartesiano ortogonal, e também a área de um triângulo, conhecendo-se
as coordenadas dos seus vértices.
Com certeza você gostará dos assuntos que serão tratados nesta unidade.

seção 1
Coordenadas retangulares

Considere as retas perpendiculares X’X e Y’Y, que se interceptam num


ponto O.
Esses dois eixos dividem o plano cartesiano em quatro regiões planas
chamadas de quadrantes.
Um ponto do plano cartesiano fica determinado por um conjunto de dois
números reais, chamado de par ordenado, representado genericamente por (x, y). A
abscissa (x) de um ponto qualquer é a sua distância à reta Y’Y; ordenada (y) é a
distância do ponto à reta X’X.
Observe o gráfico a seguir e veja que a localização de um ponto em cada
quadrante é possível, porque cada coordenada está dotada de um sinal (de + ou
de –) conforme a convenção adotada para os semi-eixos coordenados.

26
unidade 2
Geometria Analítica I
Figura 2.1 – Plano cartesiano ortogonal

Portanto um ponto no:


a) 1o quadrante tem abscissa e ordenada, ambas positivas: P (+x, + y).
b) 2o quadrante tem abscissa negativa e ordenada positiva: P (– x, + y).
c) 3o quadrante a abscissa e a ordenada são ambas negativas: P (– x, – y).
d) 4o quadrante a abscissa é positiva e a ordenada é negativa: P (+ x, – y).
A seguir você encontrará alguns exemplos de exercícios sobre pontos no
plano cartesiano. Seria interessante fazer a representação gráfica para uma melhor
visualização.

Sobre localização de pontos no sistema cartesiano:


o
1) O ponto P(–1, 2) é um ponto do 2 quadrante?
Sim, porque a sua abscissa é negativa (x < 0) e a sua ordenada é positiva (y > 0).
2) O ponto O(0, 0) representa a origem do sistema cartesiano ortogonal?
Sim, porque ambas as coordenadas são nulas.
3) O ponto A(0, 4) é um ponto do eixo vertical Y?
Sim, porque a sua abscissa é nula (x = 0), enquanto a sua ordenada é diferente de zero
(y ≠ 0).
4) Determine o valor de k para que o ponto A (k – 2; 2k + 6) pertença ao 2o quadrante do
sistema cartesiano ortogonal.
o
Lembre-se das coordenadas de um ponto no 2 quadrante.
o
Para o ponto A pertencer ao 2 Q é necessário que:
a) a abscissa seja x < 0, logo: k – 2 < 0 ⇔ k < 2;
b) a ordenada seja y > 0, logo: 2k + 6 > 0 ⇔ k > – 3.
A solução é a intersecção entre as duas desigualdades: – 3 < k < 2.

27
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil

Coordenadas oblíquas
Observe agora que os eixos X’X e Y’Y podem, eventualmente, formar entre si
um ângulo diferente de 90º. São os eixos oblíquos.
Caso o ângulo ϕ entre os eixos X’X e Y’Y esteja compreendido entre 0º < ϕ < 180º
e ϕ ≠ 90º, então terá um sistema de eixos não–ortogonais.
Para determinar as coordenadas de um ponto P, você pode traçar retas paralelas
aos eixos coordenados passando pela abscissa e pela ordenada de P.

Figura 2.2 – Coordenadas oblíquas

Vale para o sistema de coordenadas oblíquas os mesmos sinais do sistema


ortogonal de eixos cartesianos.

seção 2
Distância entre dois pontos no sistema
cartesiano ortogonal

Agora você vai estudar novamente a distância entre dois pontos, porém no
sistema cartesiano ortogonal. Observe com atenção.
____
Considere o segmento AB não paralelo aos eixos coordenados. Sejam
A(xA, yB) e B(xB, yB) as coordenadas dos extremos do segmento.

28
unidade 2
Geometria Analítica I
Figura 2.3 – Distância entre dois pontos

O triângulo ABC é retângulo, sendo a distância (dAB) entre os pontos A e B a


sua hipotenusa.
Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo ABC, tem-se
(dAB)2 = (dBC)2 + (dAC)2
(dAB)2 = |xB – xA|2 + |yB – yA|2 = (xB – xA)2 + (yB – yA)2

Então:

d AB = ( xB − x A ) 2 + ( yB − y A ) 2

Você pode calcular a distância entre os pontos A(– 4, 5) e B(2, –3) dessa forma:

dAB = (xB − x A ) 2 + ( yB − y A ) 2 = (2 + 4) 2 + (−3 − 5) 2 = 36 + 64 = 10

29
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil

seção 3
Ponto Médio de um segmento no plano
cartesiano

B
B

Figura 2.4 – Ponto médio de um segmento

Para obter as expressões que permitem determinar as coordenadas do ponto


médio de um segmento no plano cartesiano, você deve lembrar do que estudou na
seção 7 da unidade 1, observando que, ao invés de um eixo apenas, você agora
dispõe de dois eixos (o horizontal e o vertical), mas o procedimento é o mesmo.
Então, as coordenadas do ponto M (xm , ym) serão dadas por

 x + xB   y A + yB 
xm =  A  e ym = 
 2   2 

seção 4
Condição de alinhamento de três pontos

Sejam os pontos A(xA , yA), B(xB, yB) e


C(xC , yC) situados numa mesma reta
não–paralela ao eixo Y e distintos dois
a dois.
Considerando o triângulo retângulo
AEB, temos: Figura 2.5 – Pontos alinhados

30
unidade 2
Geometria Analítica I
cateto oposto
tg = cateto oposto
tg = hipotenusa
cateto adjacente
____ ____
BE CD yB − y A yC − y A
tg = ____
= ____
= =
xB − x A xC − x A
EA DA
⇒ (xC − x A )( yB − y A ) − (xB − x A )( yC − y A ) = 0

⇒ x A yB + xB yC + xC y A − xC yB − x A yC − xB y A = 0

Analisando a igualdade anterior, você constata que o 1º membro é o


desenvolvimento de um determinante formado com as coordenadas dos pontos
dados, pela regra de Sarrus, ou seja,

A regra de Sarrus:
xA yA 1 o determinante de
D = xB yB 1 = 0 uma matriz de 3ª
ordem é igual à
xC yC 1
soma dos produtos
dos elementos das
diagonais principais
Portanto, dados três pontos A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC), pode-se dizer que os
subtraída da soma
pontos estão alinhados se e somente se dos produtos
dos elementos
das diagonais
xA yA 1 secundárias.

xB yB 1 = 0
xC yC 1

Verifique se os pontos A(0, 2), B(– 3, 1) e C(4, 5) estão alinhados.

0 2 1
−3 1 1 = 0 ⇔ 0.1.1 + (– 3)5.1 + 2.1.4 – 4.1.1 – 0.5.1 – (–3)2.1 = 0
4 5 1

⇔ –15 + 8 – 4 + 6 = 0 ⇔ 14 – 19 = 0 ⇔ –5 ≠ 0; logo, os pontos não estão alinhados.

31
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil

seção 5
Área do triângulo

Você viu na seção anterior que, para verificar se três pontos estão alinhados ou
são colineares, basta resolver o determinante:

xA yA 1
xB yB 1 = 0
.
xC yC 1

Quando o valor encontrado for diferente de zero, você sabe que os pontos não
estão alinhados, mas o que isso representa?

Figura 2.6 – Pontos desalinhados

Para responder, observe a figura 2.6 na qual os pontos tomados dois a dois
estão alinhados, formando, dessa forma, os lados de um triângulo. Portanto, quando
o cálculo do determinante é diferente de zero, o módulo do valor encontrado dividido
por dois é a área (S) do triângulo ABC. Então,

xA yA 1
1
S ABC = xB yB 1
2
xC yC 1

No exemplo da seção 4, você observou que os pontos dados, A(0, 2), B(– 3, 1)
e C (4,5) , não estão alinhados, uma vez que o valor do determinante encontrado
foi – 5. Isto significa que os pontos formam, no plano cartesiano, um triângulo
e, portanto, a sua área pode ser calculada usando o determinante encontrado.

32
unidade 2
Geometria Analítica I
0 2 1
1 1
S ABC = −3 1 1 = |0.1.1 + (– 3)5.1 + 2.1.4 - 4.1.1 – 0.5.1 – (–3)2.1| =
2 2
4 5 1
1 1 1 1
= |–15 + 8 – 4 + 6| = |14 – 19| = | – 5| = .5 = 2,5 u.a. (unidades de área).
2 2 2 2

Observe que o resultado do determinante deve ser tomado em módulo.

Primeiramente você entrou em contato com o plano cartesiano e os tipos


de coordenadas - retangulares e oblíquas. Com base nisso percebeu como plotar
pontos no plano retangular e calcular a distância entre cada par de pontos.
A partir de dois pontos é possível determinar um terceiro ponto que está
exatamente entre esses dois pontos, constituindo, dessa forma, o ponto médio.
O ponto médio é um ponto que está alinhado com os dois extremos do
segmento por eles determinado, entretanto você viu também a condição de
alinhamento de três pontos quaisquer no plano cartesiano. Aprendeu que quando
três pontos não estão alinhados, é possível determinar a área de um triângulo
que tem como vértices esses pontos.
Procure desenvolver as atividades propostas a seguir, para fixar melhor os
conteúdos estudados. Vamos lá?

33
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil

Seção 1
a) Determine o valor de k para que o ponto P(k, k – 4) pertença ao 3º quadrante do
sistema cartesiano ortogonal.
b) Calcule o valor de p e q para que o ponto A(p + 2, q – 4) esteja na origem do
sistema cartesiano ortogonal.
 3 1
c) Represente, no gráfico cartesiano, os pontos: A(–1, –3), B(2, 6) , C(1, –4), D  − , 
 2 2
d) Indique a localização, no sistema cartesiano ortogonal dos pontos: P( 0, 2 ),
Q (−5, − 1) , W(0, 0).

Seção 2 e 3
O conhecimento da determinação da distância entre dois pontos encontra
diversas aplicações na matemática. Por essa razão é importante a resolução das
atividades sobre esse assunto.
a) Verifique se é escaleno o triângulo cujos vértices são os pontos A(0, 0), B(3, 1) e
C(1, – 1).
b) É correto afirmar que o polígono de vértices A(2, 0), B(2, 1) C(– 2, 1), D(–2, 0) é
um quadrado?
c) Determinar as coordenadas do ponto P, situado no eixo X, equidistante dos pontos
A(6,11) e B (4, –3).

Lembre-se de que o d) A distância do ponto A(p, 1) ao ponto B(0, 2) é igual a 3. Determine o valor de p.
triângulo escaleno
possui os três lados
com comprimentos Seção 4 e 5
diferentes. Basta Agora você deve exercitar o que aprendeu, resolvendo as atividades
então calcular as
propostas com muita atenção.
distâncias entre os
seus vértices, as a) Calcule o valor de a para que os pontos M( 2, 1), N( 3, –4) e P( a, –1) sejam
quais representam colineares.
as medidas dos seus
b) Verifique se os pontos A(–1, 3), B(2, 4) e C(–4, 2) estão ou não alinhados.
lados, e compará-las
entre si. c)Determine o valor de x para que os pontos M(–1, 1), N(0, –4) e P(x, –3)
formem um triângulo.
d) O ponto P(6, 7) é equidistante dos pontos A (2, 6) e B (10, 8). Verifique,
pela condição de alinhamento de três pontos, se o ponto P é ponto médio do
segmento AB.
e) Os pontos A(3, 6), B(1, 2) e C(5, 1) formam um triângulo. Calcule sua área.
f) Determine o valor de k para que o triângulo ABC tenha área 4, sabendo que
A(– 6, a), B(1, 5) e C(2, 3).

34
unidade 2
Geometria Analítica I

35
unidade 2
Universidade Aberta do Brasil

36
unidade 2
UNIDADE III
Estudo da reta
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos e as diversas formas da equação de uma reta, bem

como representá-la graficamente.

■■ Diferenciar as várias posições relativas de duas retas no plano cartesiano.

■■ Determinar o ângulo entre duas retas.

■■ Calcular a distância entre um ponto e uma reta.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Coeficiente angular

■■ SEÇÃO 2 - Equação geral da reta

■■ SEÇÃO 2.1 - Casos particulares da equação geral da reta

■■ SEÇÃO 3 - Equação reduzida

■■ SEÇÃO 4 - Equação segmentaria

■■ SEÇÃO 5 - Equação paramétrica

■■ SEÇÃO 6 - Equação da reta que passa por um ponto

■■ SEÇÃO 7 - Posições relativas de duas retas

■■ SEÇÃO 7.1 - Retas paralelas

■■ SEÇÃO 7.2 - Retas concorrentes

■■ SEÇÃO 7.3 - Retas verticais

■■ SEÇÃO 7.4 - Retas perpendiculares

■■ SEÇÃO 8 - Ângulo entre duas retas

■■ SEÇÃO 9 - Distância entre ponto e reta


Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Até o momento você estudou o ponto, sua representação e efetuou diversos
cálculos relacionando pontos no plano cartesiano.
A partir de agora vai trabalhar com infinitos pontos ordenados de forma a
constituírem retas.
As retas, quando estão inclinadas em relação ao eixo horizontal X, formam
com este eixo um ângulo denominado de inclinação a .

Figura 3.1 – Reta e sua inclinação

A medida do ângulo a que a reta faz com o eixo horizontal X’X é a inclinação
da reta.

seção 1
Coeficiente angular

Chama-se coeficiente angular m de uma reta r o número real que representa a


tangente trigonométrica da sua inclinação.

m = tga

Casos especiais: como a reta pode ocupar diferentes posições no plano


cartesiano, a inclinação a pode variar entre 0o e 180o e como conseqüência varia
também o seu respectivo coeficiente angular. Observe a seguir:

38
unidade 3
Geometria Analítica I
Figura 3.2 0 < a < 90 ⇒ tga > 0 ⇒ m > 0

Figura 3.3 90 < a < 180 ⇒ tga < 0 ⇒ m < 0

Figura 3.4 a = 90 ⇒ tg a não é definida

Figura 3.5 a = 0º ou 180° ⇒ tg a = 0 ⇒ m = 0

39
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

Nem sempre o ângulo entre a reta e o eixo X’X é conhecido; então, você vai
aprender como determinar o coeficiente angular de uma reta quando se conhece dois
de seus pontos.
Considere uma reta r passando pelos pontos A( x A , y A ) e B( xB , yB ).

No triângulo Figura 3.6 – Reta que passa por dois pontos


retângulo a
tangente de um
ângulo agudo é o
quociente entre o
cateto oposto e o O triângulo ABC é retângulo, portanto:
cateto adjacente a ____
esse ângulo. CB yB − y A
m = tga = ____
= , com xA ≠ xB
xB − x A
AC

Em uma fábrica constatou-se que quando a quantidade de um determinado


produto (x) aumentava de 60 unidades para 80 unidades, o custo de produção (y)
diminuía de R$ 14,00 para R$ 8,00. Determine a variação média de custo representada
pela declividade da reta que passa por esses pontos.
Neste caso, você pode formar os seguintes pares ordenados: (60, 14) e

8 − 14 6 3
(80, 8); então tem m = =− =− .
80 − 60 20 10

Você agora vai conhecer as diversas formas de se representar uma reta.

40
unidade 3
Geometria Analítica I
seção 2
Equação geral da reta

Para obter a equação geral de uma reta (r), você parte da condição de
alinhamento de três pontos.
Considere que dois desses pontos sejam conhecidos e que o terceiro ponto
represente genericamente qualquer ponto da reta.
A( x A , y A ) e B( xB , yB ) e Q( x, y )
x y 1
xA y A 1 = 0 , onde
xB yB 1

xy A + x A yB + xB y − xB y A − xyB − x A y = 0
( y A − y B ) x + ( xB − x A ) y + ( x A y B − xB y A ) = 0 (I )
 yA − yB = a

fazendo  xB − xA = b
x y − x y = c
 A B B A

e substituindo em (I) vem,


Equação geral
ax + by + c = 0

1) Os coeficientes da reta –3x + 2y – 4 = 0 são: a = – 3, b = 2 e c = – 4.


2) Qual é a equação da reta que passa pelos pontos A(–2, –1) e B(–3, 2) ?
Solução: Representando os pontos dados como A( x A , y A ) e B( x B , y B ) e substituindo
no determinante, temos

x y 1
− 2 − 1 1 = 0 ⇔ – x – 4 – 3y – 3 – 2x + 2y = 0 ⇔ – 3x – y – 7 = 0
−3 2 1

41
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

seção 2.1
Casos particulares da equação geral da reta

Observe que pelo fato de a reta ocupar diferentes posições no plano cartesiano,
a sua equação geral toma formas diferentes:
1) Se a = 0 e c ≠ 0, a equação fica by + c = 0
A reta é paralela ao eixo X.

Figura 3.7 – Caso1

2) Se b = 0 e c ≠ 0, a equação fica ax + c = 0
A reta é paralela ao eixo Y.

Figura 3.8 – Caso 2

3) Se c = 0, a equação fica ax + by = 0
A reta passa pela origem O.

Figura 3.9 – Caso 3

42
unidade 3
Geometria Analítica I
seção 3
Equação reduzida da reta

Veja agora a equação da reta em função dos seus parâmetros, o coeficente


angular e o coeficiente linear.
A partir da equação geral da reta, você pode efetuar as seguintes operações:

a c a c
ax + by + c = 0 → by = – ax – c → y = − x − , fazendo − = m e − = n ,
b b b b
a expressão fica

Equação reduzida da reta

y = mx + n
ou
a c
y= − x−
b b

a
m= – é o coeficiente angular da reta.
b
c
n=– é o coeficiente linear da reta. Corresponde ao ponto onde a reta
b
intercepta o eixo vertical (Y ).

Como a forma
reduzida da reta
é y = mx + n,
para transformar
a equação dada
1) Dada a equação da reta 2x + 3y – 6 = 0, transformá-la na sua forma reduzida. basta isolar y no 1º
membro.
2
Solução: 3y = – 2x + 6 e finalmente y = – x+2
3

43
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

2) Escreva a equação reduzida da reta que tem uma inclinação de 30º e intercepta o
eixo vertical no ponto 4.
3
Solução: Se a = 30º, então o coeficiente angular é m = tg a ⇔ m = tg30º e m = .
3
Por outro lado, o ponto onde a reta intercepta o eixo vertical é o coeficiente linear,
3
logo n = 4 . E a equação da reta é: y = x + 4.
3
3) Dada a equação geral da reta r: 2x + 3y –1 = 0, identifique os seus coeficiente
angular e linear.
2 1
Solução: Escrevendo a equação da reta na sua forma reduzida, vem y = − x + , e
3 3
2 1
obtém-se diretamente o coeficiente angular m = − , e o coeficiente linear n =
3 3

seção 4
Equação segmentária

A reta agora será representada em função dos segmentos que determina sobre os
eixos coordenados. Verifique a seguir.
Para obter a equação segmentaria de uma reta, você deve considerar uma reta r de
modo que intercepte:
a) o eixo das abscissas no ponto P( p, 0) e
b) o eixo das ordenadas no ponto Q( 0, q)

Figura 3.10 – Interceptando os eixos

44
unidade 3
Geometria Analítica I
Em seguida, utilizando a condição de alinhamento de três pontos, vem:

x y 1
x y
p 0 1 = 0 → pq − xq − py = 0 → xq + py = pq → + =1,com p ≠ 0 e q ≠ 0
p q
0 q 1

Equação segmentária da reta

x y
+ =1
p q

1) Considere a reta de equação 2x + 4y – 3 = 0 e a represente na sua forma


segmentária.
Solução: Uma das maneiras de resolver esse exercício é
2x + 4y – 3 = 0 ⇒ 2x + 4y = 3 dividindo a equação por 3
2x 4 y 3
+ = ⇒ simplificando e invertendo os coeficientes de x e y, tem − se :
3 3 3
x y
+ = 1, a equação da reta.
3 3
2 4

seção 5
Equação paramétrica

Todas as formas de representação das equações da reta até agora apresentadas


relacionam y com x, entretanto, você pode representar a equação da reta r por meio
de uma terceira variável t, chamada parâmetro, ou seja: y = f (t) e x = g (t).

Seja ponto P ( x1 , y1 ) , então,

45
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

Equação paramétrica da reta

 x = x1 + t.v1

 y = y1 + t.v2

Com t ∈ , v1 ≠ 0 e v2 ≠ 0

1) Representar a equação geral da reta definida pelas suas equações paramétricas:

 x = −1 + 4t

y = 2 − t

Solução: quando a equação da reta estiver na sua forma paramétrica, para se


obter a equação da reta numa outra forma basta eliminar a variável t mediante um
processo de comparação.

x +1 x +1
t= e t = 2 − y , comparando: = 2 − y , donde se tem: x + 4y – 7 = 0.
4 4

seção 6
Equação da reta que passa por um ponto

A reta também pode ser representada conhecendo um ponto nela contido e a


sua inclinação ou o seu coeficente angular.
Para tal você deve considerar um ponto A( x A , y A ) e, partindo da expressão do
coeficiente angular de uma reta, escrever:
y − yA
m= ⇒ y − y A = m( x − x A ) ⇒ equação da reta.
x − xA

46
unidade 3
Geometria Analítica I
Equação da reta que passa por um ponto

y – yA = m (x – xA)

Observação: se o ponto pelo qual passa a reta for o ponto P (0, n), onde n é o
coeficiente linear da reta, você, ao substituí-lo na equação y – yA= m (x – xA), obterá
a equação reduzida da reta.

P(0, n)

Figura 3.11 – Ponto pertencente ao eixo das ordenadas

Substituindo P na equação da reta y – yA= m (x – xA):


y − n = m( x − 0) ⇒ y − n = mx ⇒ y = mx + n ⇒ Equação reduzida, onde m é o
coeficiente angular e n é o coeficiente linear da reta.

1) Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (5, –2) com um coeficiente angular
igual a –2.
Solução: a equação da reta é y – yA = m (x – xA) sendo (5, –2 ) = ( x A , y A ) e m = –2.
Logo, substituindo y + 2 = –2 (x – 5) ⇔ y + 2 + 2x – 10 = 0 ⇔ 2x + y – 8 = 0.

47
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

seção 7
Posições relativas de duas retas

Duas retas podem ocupar posições bem específicas no plano cartesiano, como
você verá a seguir.
Considere as retas r1 : y = m1 x + n1 e r2 : y = m2 x + n2 , com respectivas
inclinações, representadas por a1 e a 2 .
Então, as retas poderão ser:

seção 7.1
Retas paralelas

Neste caso, a1 ≡ a 2 ⇒
→ tga1 = tga 2 , então m1 = m2
Logo, quando duas retas são paralelas, seus coeficientes angulares são iguais.

Retas paralelas
m1 = m2

Figura 3.12 – Retas paralelas

seção 7.2
Retas concorrentes

a1 ≠ a 2 → tga1 ≠ tga 2 , então m1 ≠ m2


Neste caso, as retas simplesmente concorrem em um ponto.

48
unidade 3
Geometria Analítica I
Retas concorrentes
m1 ≠ m2

Figura 3.13 – Retas concorrentes

seção 7.3
Retas verticais

Quando a1 ≡ a 2 = 90 , as retas r1 e r2 são paralelas ao eixo vertical Y.

Figura 3.14 – Retas verticais

49
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

seção 7.4
Retas perpendiculares

Figura 3.15 – Retas perpendiculares

De a1 = a 2 + 90º , então tga1 = tg(a 2 + 90º )

sen (a 2 + 90º )
tga1 = , desenvolvendo e simplificando]
cos (a 2 + 90º )

1
tg a1 = −
tg a 2
1
m1 = −
m2
m1m2 = −1

Portanto, quando duas retas são perpendiculares, o produto dos seus coeficientes
angulares é igual a – 1.

Retas perpendiculares
m1m2 = – 1

1) Qual é a equação geral da reta r, que passa pelo ponto Q(–3, 5) e é paralela
à reta t: 3x + 4y + 4 = 0.
Solução: A equação que procura será obtida mediante a equação da reta que passa
por um ponto y – yA = m (x – xA) (1)
onde ( x A , xB ) = (–3, 5).

50
unidade 3
Geometria Analítica I
Por outro lado, se a reta r que procura é paralela à reta t, então os seus coeficientes
a 3
angulares são iguais, logo mr = mt = − =− .
b 4
Portanto, substituindo na equação (1), tem-se

3
y − 5 = − ( x + 3)
4
4 y − 20 = −3 x − 9
3 x + 4 y − 20 + 9 = 0
r : 3 x + 4 y − 11 = 0

seção 8
Ângulo entre duas retas

Como já foi referido anteriormente, no plano cartesiano existem infinitas retas


e, por conseguinte, elas ocupam as posições mais variadas, formando entre si os mais
diversos ângulos.
O que você acha de estudar uma forma de calcular a medida de ângulo formado
por duas retas?
Para tanto, considere a reta r1 e a reta r2, as quais se interceptam no ponto C
formando respectivamente os ângulos a1 e a 2 com o eixo horizontal X. Chame de
φ o ângulo entre as retas que está procurando.

Figura 3.16 – Ângulo entre retas

Considere o triângulo ABC: você pode escrever que a 2 = φ + a1 ⇒ φ = a 2 − a1;


se aplicar tangente a ambos os membros da igualdade ela não se altera, então
tg φ = tg (a 2 − a1 ) . Utilizando agora a fórmula da tangente de uma diferença entre
dois arcos, vista na trigonometria, vem:

51
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

tg a 2 − tg a1
tg φ = ,
1 + tga 2 tga1

como tgα2 = m2 e tgα1 = m1 coeficientes angulares das retas r1 e r2 tem a


expressão procurada:

m2 − m1
tg φ =
1 + m2 m1

Quer ver uma aplicação da fórmula? Então acompanhe o seguinte exemplo.

Calcular o ângulo entre as retas r1: 3x + y – 2 = 0 e r2: 2x – y + 1 = 0.


Solução: inicialmente você calcula os coeficientes angulares de cada reta,
transformando as equações de cada uma na sua forma reduzida, ou seja:
a) determinação de m1. b) determinação de m2
y = –3x + 2 y = 2x +1
m1 = –3 m2 = 2
Agora, substituindo na equação da tangente.

m2 − m1 2 − (−3) 2+3 5
tg φ = = = = = −1 = 1, então tg φ = 1
1 + m2 m1 1 + 2(−3) 1 − 6 −5

Portanto, o valor da medida do ângulo é φ = arctg1 ⇒ φ = 45

Antes de tudo
é necessário
lembrar que, para
determinar a
distância entre um
ponto P e uma reta seção 9
s, é necessário Distância entre ponto e reta
traçar uma reta
perpendicular
à reta s e que
a distância é Você sabe que no plano cartesiano existem infinitos pontos e infinitas
a medida do
comprimento
retas. Então veja como se faz para calcular a distância entre uma reta e um ponto
do segmento fora dela.
compreendido
entre o ponto P e a
reta s.

52
unidade 3
Geometria Analítica I
Figura 3.17 – Ponto e reta

Na figura 3.17, o triângulo PQP’ é retângulo. Assim:


d d d
cos a = = = (i )
d PQ d PQ yP − yQ
1
Mas, pelas relações trigonométricas cos 2 a = , extraindo a raiz da
sec 2 a
1
expressão, cos a = 2
(ii ) , como sec 2 a = 1 + tg 2 a , então você pode substituir
sec a
1
essa relação em (ii), de onde obtém a relação: cos a = 2
, uma vez que tgα = m,
tg a + 1
1
então cos a = 2
(iii ) .
m +1
1 d
Comparando as equações (i) e (iii), tem = , fazendo ainda,
m 2
+ 1 yP − yQ
yP − yQ
d= (iv)
m2 + 1
Agora, substituindo Q na reta s: ax + by + c = 0 e isolando y0 vem

axP + c
axQ + byQ + c = 0, yQ = − , substituindo yQ em (iv),
b

axP c
yP + +
b b byP + axP + c
d= = .
m2 + 1 b 1 + m2

a
Como m = − , então:
b

byP + axP + c axP + byP + c axP + byP + c


d= = = , portanto a
2
a 1 b2 + a 2 a 2 + b2
cosba =1 + 2 b b
b a +1
tg b2 b

53
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

determinação da distância é obtida mediante a utilização da fórmula:

ax p + by p + c
d (P , s ) =
a 2 + b2

Calcular a distância entre a reta s: 2x + 3y – 4 = 0 e o ponto P(– 1, – 2).


Solução: antes de utilizar a fórmula, identifique os seus elementos: a = 2,
b = 3, c = – 4; xp = – 1 e yp = – 2
Agora, substituindo na fórmula, vem:

2(−1) + 3(−2) − 4 −2 − 6 − 4 −12 12


d (P , s ) = = = = ,
2
2 +3 2 4+9 13 13

12 13
racionalizando fica: d ( P , s ) = .
13

Como você viu, o estudo da reta é muito interessante, pois a sua equação pode
ser representada de várias formas diferentes. É possível transformá-la de uma forma
para outra, calcular a sua inclinação, seu coeficiente angular e linear, bem como
calcular a distância entre um ponto e uma reta, o ângulo entre duas retas, etc.
Lembre-se de que o estudo da geometria analítica, no futuro, será desenvolvido
no espaço tridimensional e será necessário que você tenha um bom embasamento da
geometria analítica no plano. Por isso estude com dedicação e não deixe dúvidas
para trás.

54
unidade 3
Geometria Analítica I
Seção 1
Problemas de aplicação prática são importantes. Resolva-os com atenção.
a) Uma reta faz um ângulo de 135º com o eixo horizontal. Calcule o coeficiente
angular dessa reta.
b) Em um laboratório de análises clínicas constatou-se que o crescimento y de uma
cultura biológica passou de 8 cm2 para 12 cm2, quando o tempo x passou de 2 para 3
horas. Determine a taxa média de crescimento dessa cultura.
c) Se o coeficiente angular de uma reta r é igual a 3 , qual o ângulo que r faz com
o eixo X?
d) Calcule o coeficiente angular de uma reta que passa pelos pontos P(0, 2) e Q( 4, – 6).

Seção 2
A equação geral de uma reta é uma das principais representações da reta.
Então, resolva os exercícios abaixo e dê a resposta na forma geral da reta.

1 
a) Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos (–2, 4) e  , 1 .
2 
b) Os pontos A(0, –1) e B(2, 0) definem uma reta r. Qual é a sua equação geral?

Seção 3
A reta pode ser representada na sua forma reduzida, a partir da sua equação
geral. Então:
x y
a) Passe para a forma reduzida a equação da reta r : + −1 = 0 .
3 2
−x −1
b) Identifique na equação y = os coeficientes angular e linear da reta.
3
c) Considere a equação da reta r: y = m x + 2. Sabendo que a reta faz um ângulo de
π
rad com o eixo horizontal. Calcule o valor de m e complete a equação da reta.
4
4
d) Considere a reta r: y = 2 x − . Represente-a na forma geral.
3

Seção 4
a) Considere a reta de equação x + 2y – 6 = 0 e procure representá-la na forma
segmentária, utilizando as coordenadas de interseção da reta com os eixos orientados,
ou seja, os pontos P( p, 0) e Q( 0, q).
b) Escreva a equação segmentária da reta que passa pelos pontos P(3, 0) e Q(0, – 2).

55
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

x 4
c) Considere a reta de equação y = − . Represente-a na forma segmentária.
2 5
x y
d) Seja a equação segmentária da reta + = 1 . Represente-a na sua forma geral.
2 3
4
Seção 5
A forma paramétrica da reta é importante para o estudo de outras disciplinas
do curso, por isso resolva as atividades abaixo com atenção.

x = t

a) Represente, na forma geral, a equação da reta r:  t + 10 .
 y = 2
x = 2 − p
b) Seja a reta s:  , determine as coordenadas dos pontos de intersecção
y = 3+ 2p
dessa reta com os eixos coordenados.

 x = −4 + 2t
c) Dada a reta t:  , represente o ponto da reta que tem abscissa –2.
 y = 1 − 4t

Seção 6
Resolva e observe como são interessantes as aplicações quando se trata de
utilizar a inclinação que uma reta faz com o eixo dos X.
a) Represente a equação da reta, na sua forma geral, sabendo que passa pelo ponto
4
P (– 1, – 2 ) e tem um coeficiente angular m = − .
3
π
b) Uma reta faz um ângulo de rad com o eixo X. Sabendo que passa pelo ponto
3
P (2,−5) , determine a sua equação reduzida.
c) A reta r tem o mesmo coeficiente angular que a reta s: 2x – 4y + 1 = 0. Uma vez
que a reta r passa pelo ponto A(0, –1), represente a sua equação geral.
d) Uma reta t faz um ângulo de 45º com o eixo horizontal. Qual é a sua equação, uma
vez que passa pela origem?

Seção 7
Você viu que duas retas podem ser paralelas ou concorrentes e que, por serem
concorrentes, podem ser perpendiculares. Então resolva as seguintes atividades
sobre esses assuntos.
a) Represente a equação da reta paralela à 2x – 3y –1 = 0 que passa pelo ponto A(–2, –1).
b) Qual é a equação reduzida da reta que passa pelo ponto M(–2, 4) e é paralela à reta
que passa pelos pontos A(1, 2) e B(2, 4)?

56
unidade 3
Geometria Analítica I
c) É possível afirmar que as retas r: 3x + y – 5 = 0 e s: 6x + 2y – 5 = 0 são
paralelas?
d) As retas r: 3x + 5y – 1 = 0 e s: 5x + 3y –12 = 0 são perpendiculares?
e) Calcule o valor de k para que as retas s: 3x + ky – 1 = 0 e t: 2x + 3y + 4 = 0 sejam
perpendiculares.
f) Considere o problema anterior e determine k para que as retas sejam
concorrentes.

Seção 8
Agora calcule o ângulo entre duas retas nos problemas seguintes:
a) Calcule o ângulo, em radianos, entre as retas s: 2x + y – 5 = 0 e t: 3x – y + 5 = 0.
b) Considere as retas x – y + 2 = 0 e 3x + 2y – 1 = 0 e determine a tangente do ângulo
ϕ entre elas.
c) Seja a reta r: 2x – 6 = 0 e a reta t: 4y – 16 = 0, calcule, em graus, o ângulo entre
elas.
 x = 3t x = t + 1
d) Considerando a reta s:  e a reta t:  , determine:
 y = 2t + 10  y = 2t + 4
1) as suas equações na forma geral.
2) o ângulo entre s e t.
−x +1 4x + 6
e) Determine o ângulo entre as retas r: y = e u: y = .
2 2

Seção 9
a) Calcule a distância entre o ponto A(–1, 2) e a reta r: 2x – 4y + 2 = 0.
b) Determine a distância da reta u: 4x + 3y – 5 = 0 à origem do sistema cartesiano.
c) Sabendo que a reta s: 3x – 4y +11 = 0 está distante 6 unidades de comprimento do
ponto M (k, 2), calcule o valor de k.
d) Um triângulo tem a origem como vértice A e os demais vértices são os pontos
_____
B(4, –1) e C(–1,4). Determine a distância do vértice A até o lado BC .

57
unidade 3
Universidade Aberta do Brasil

58
unidade 4
UNIDADE IV
Geometria Analítica I
Estudo da circunferência

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos, o gráfico e equações da circunferência.

■■ Interpretar as posições relativas que existem entre um ponto e uma circunferência

e representá-las graficamente.

■■ Interpretar as posições relativas de duas circunferências entre si e representá-

las graficamente.

■■ Interpretar as posições relativas entre reta e circunferência e representá-las

graficamente.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Equações da circunferência

■■ SEÇÃO 2 - Posições relativas de ponto e circunferência

■■ SEÇÃO 3 - Posições relativas entre circunferências

■■ SEÇÃO 4 - Posições relativas entre reta e circunferência

59
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Uma das maravilhas da geometria analítica é a de conseguir representar
algebricamente o que a princípio se apresenta como uma forma geométrica. Partimos
do que é possível observar com um olhar e caminhamos para uma abstração
matemática.
Desta unidade em diante, as formas geométricas a serem analisadas passam a
ser menos “pontiagudas”, admitindo-se desenhos arredondados, que possuem várias
características interessantes. Veja que oportunidade ótima você tem de conhecer a
representação algébrica da circunferência!
Alertamos que, durante o estudo da unidade, poderão surgir dúvidas quanto
ao significado de algumas palavras. Por isso sugerimos que você tenha sempre um
dicionário em mãos.
Bom estudo!

seção 1
Equações da circunferência

Você já deve ter visto uma figura como a que se segue e talvez até já saiba
seu nome:

Figura 4.1 - Circunferência

Geometricamente ela possui uma definição que é a seguinte:

Circunferência é o conjunto de todos os pontos de um


plano equidistantes de um ponto fixo C, denominado centro da
circunferência.

Essa distância que os pontos possuem em relação ao centro é chamada de


raio da circunferência, que aqui será representado pela letra r.

60
unidade 4
Geometria Analítica I
Agora, veja uma figura com o centro C, o raio r e um ponto genérico P
indicados:

Figura 4.2 – Centro e raio

A circunferência é construída com a utilização de um compasso, mas também


é possível desenhá-la sem essa ferramenta.

Pegue um barbante, fio ou algo assim e fixe uma das pontas. Amarre a outra
ponta em um lápis ou caneta e comece a riscar mantendo o fio esticado. Se fizer tudo
certo, ao final terá o desenho de uma circunferência.

Já foi dito anteriormente que é possível representar algebricamente um


ente geométrico; portanto, utilizando o plano cartesiano determinará a equação da
circunferência λ (assim será denominada neste gráfico).

Figura 4.3 – Circunferência λ

61
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

Dados:
X: eixo das abscissas;
Y: eixo das ordenadas;
O: origem do sistema de coordenadas;
α e β: coordenadas do centro C;
x e y: coordenadas do ponto P;
r: raio.
Como C e P são pontos do plano cartesiano, eles possuem suas coordenadas:
C = (α, β) e P = (x, y).
Neste momento é bom que você fixe que a e b são constantes, pois o centro é
fixo, x e y são variáveis e o ponto P representa todos os pontos que circulam ao redor
do centro com a mesma distância r desse centro.
Se C é um ponto fixo e P possui sempre a mesma distância de C, então é só
aplicar a fórmula já estudada da distância entre dois pontos. No caso a distância d
entre C e P.
d(C , P ) = (x − a )2 + ( y − b )2

Observe que, no gráfico, a distância entre C e P é o raio, então d(C, P) pode ser
substituída por r.
r= (x − a )2 + ( y − b )2
Elevando ao quadrado ambos os membros da expressão anterior, tem-se
± r2 = (x – α)2 + (y – β)2
Porém r é uma distância e, dessa forma, o sinal negativo será desconsiderado,
ficando a equação escrita como:

r2 = (x – α)2 + (y – β)2 (1)

Finalmente! Uma equação que representa a circunferência.


A equação (1) é chamada de equação reduzida da circunferência.

62
unidade 4
Geometria Analítica I
Se for apresentada a seguinte equação reduzida 16 = (x – 2)2 + (y – 3)2, o que
significam os números ali contidos?
Os números 2 e 3 são as coordenadas do centro, C = (2, 3) e 4 é o raio, r = 4.
Fácil essa, não?
Complicando um pouco, se a equação fosse 16 = (x – 2)2 + (y + 3)2?
Isso mesmo, as coordenadas do centro mudariam para C = (2, –3).
E quais seriam as coordenadas do centro da equação 16 = x2 + y2?
Seriam C = (0, 0)!

A circunferência não possui apenas a equação reduzida. Pode-se, a partir dessa


equação, determinar uma outra.
Relembrando: da equação reduzida (1), observe que nela existem dois binômios
que você pode desenvolver da seguinte forma:
r2 = x2 – 2αx + α2 + y2 – 2βx + β2, 0 = x2 + y2 – 2αx– 2βx + α2+ β2 – r2, sabendo que
α, β e r são constantes, então substitua – 2α por A, – 2β por B e α2 + β2 – r2 por C, sendo
A, B, e C também constantes que resultam das operações entre as constantes indicadas.
Para finalizar, a equação teria a seguinte representação, 0 = x2 + y2 + Ax + By + C ou

x2 + y2 + Ax + By + C = 0 (2)

Tal equação é denominada por equação geral da circunferência.

Dessa equação geral é preciso observar bem todos os seus elementos para não
confundi-la com uma equação qualquer com termos ao quadrado e verificar sempre
as relações: A = – 2α, B = – 2β e C = α2 + β2 – r2.

63
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

Se fosse apresentada a você a equação x2 + y2 + xy – 16 = 0, o que poderia


afirmar em relação a ela? Certamente a sua afirmação seria que não é uma equação
da circunferência, pois ela não possui nenhum termo com x e y se multiplicando.
Mas, se a equação dada fosse x2 + y2 + x + y + 16 = 0?
Parece não ter nada de errado, mas o o problema é que para se ter uma equação
dessas o raio da circunferência deveria ser negativo.
Veja, se fizer uma comparação com a equação geral, então A = 1, B = 1
e C = 16, sabendo que A = – 2α, B = – 2β e C = α2 + β2 – r2, então: – 2α = 1 , – 2β = 1 e
a 2 + b2 – r 2 = 16 .
1 1
Determinando os valores para α, β e r: a=− , b=− e
2 2
2 2
 1  1 2 2 1 1 2 31 31
 − 2  +  − 2  − r = 16 , ainda r = + − 16 e r = − ⇒ r = −
    4 4 2 2

O que é um absurdo para uma equação da circunferência, pois o raio fica

negativo e essa equação também não é de uma circunferência.


136
Outra equação, 3x 2 + 3y 2 – 4x – 4y – = 0.
3
O que você pode dizer a respeito?
4 4 136
Dividindo a equação por 3: x 2 + y 2 – x – y– = 0
3 3 9
Aplicando o mesmo raciocínio para a equação anterior,
4 4 136 2 2
−2a = − , −2b = − e a 2 + b2 – r 2 = − então a = , b = e
3 3 9 3 3
2 2
2 2 2 136 2 4 4 136
 3  +  3  − r = − 9 , ainda r = + + e r 2 = 16 ⇒ r = 16 = 4
    9 9 9

E seu formato encaixaria em todos os requisitos para ser uma equação da


circunferência, o que realmente ela é.
Então, da circunferência de equação (x – 2)2 + (y – 3)2 = 16, qual seria a sua
equação geral?

x2 – 2.2x + 22+ y2– 2.3y + 32 = 16 ⇒ x2 – 4x + 4 + y2 – 6y + 9 = 16 ⇒


⇒ x + y – 4x – 6y – 13 = 16
2 2
⇒ x + y – 4x – 6y – 3 = 0
2 2

64
unidade 4
Geometria Analítica I
Até agora foram realizados estudos sobre ponto, reta e circunferência, sendo
que todos possuem uma representação gráfica. Como seria, portanto, se você colocasse
todos juntos num mesmo gráfico, sem critério algum? Claro, uma bagunça!
Dessa forma, na próxima seção a representação gráfica dessas figuras
geométricas será organizada, fazendo-se um estudo das posições relativas que
possam ter entre si, especialmente o ponto em relação à circunferência, a reta em
relação à circunferência e uma circunferência em relação à outra circunferência.

seção 2
Posições relativas de ponto e circunferência

Você consegue imaginar quais seriam as posições relativas de ponto e


circunferência? Como o ponto pode se colocar em relação à circunferência num
mesmo plano?
Sim, de três formas.
Para se realizar um estudo dessas relações, compara-se a distância do ponto ao
centro da circunferência com a medida do raio.
Sendo λ a circunferência.
Quando o ponto está interno, a distância dele em relação ao centro é menor
( )
que o raio d (C , I ) < r . Portanto:

( xI – a ) + ( y I – b ) < r 2 e ( xI – a ) + ( y I – b ) – r 2 < 0 .
2 2 2 2

No caso de coincidir o ponto com o centro, a distância entre os dois é nula e,


assim, como o raio sempre é maior que zero, você recorrerá à inequação anterior.

Figura 4.4 – Ponto interno

65
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

Já, se a distância do ponto ao centro for maior que o raio d(C, E) > r, então
ele estará externo à circunferência e: (xE – a )2 + ( yE – b )2 > r 2 , sendo
(xE – a )2 + ( yE – b )2 – r2 > 0 .

Figura 4.5 – Ponto externo

Se o ponto se localiza sobre o traçado da circunferência, obviamente a distância


dele ao centro será igual ao raio d(C, Λ) = r, e o que se tem é (xΛ – α)2 + (yΛ – β)2 = r2;
por isso (xΛ – α)2 + (yΛ – β)2 – r2 = 0.

Figura 4.6 – Ponto em Λ

Então, o que você pode concluir disso tudo? Que, quando calcula o valor
da expressão (xP – α)2 + (yP – β)2 = r2, sendo P(xP , yP), tem: um valor negativo
quando P estiver interno, um valor positivo quando P estiver externo e um valor nulo
quando P pertencer a λ.

Seria bom um exemplo agora, não é mesmo?

Dada a equação geral x2 + y2 – 4x – 6x – 3 = 0, qual é a posição relativa do


ponto P (1, −1) à circunferência? Alguma sugestão?
Substitua os valores das coordenadas de P nas respectivas posições na equação
dada, e 12 + (– 1)2 – 4.1 – 6(– 1) – 3 ⇒ 1 + 1 – 4 + 6 – 3 ⇒ 1. Ou seja, P é externo
à circunferência.

66
unidade 4
Geometria Analítica I
seção 3
Posições relativas entre circunferências
Agora siga a outro passo: posições relativas entre circunferências.
Bem, aqui o número de posições é maior do que 3, mesmo porque se podem
variar os raios das circunferências, não sendo, necessariamente, todos do mesmo
tamanho.
Analisando as circunferências a seguir, você pode perceber que, novamente, o
que se tem para efetuar as diferenças entre as posições são distâncias.
As distâncias que serão utilizadas são: distância entre centros de circunferências
d(C1 ,C2 ) e os raios r1 e r2.
Quando as circunferências são secantes entre si, significa que possuem dois
pontos de interseção (P e Q) comuns pelos quais pode se traçar uma reta também
dita secante.
Como é perfeitamente claro, a soma dos raios das circunferências ultrapassa a
distância entre os centros, sendo assim: r1 + r2 > d(C1 ,C2 ) ou, r1 − r2 < d(C1 ,C2 ) .
Você deverá assumir os valores em módulo, pois são muitas as variações
de medidas que os raios podem sofrer e que ainda permitam às circunferências
continuarem secantes entre si.

Figura 4.7 – Secantes entre si

As circunferências tangentes externamente possuem um único ponto em


comum T, chamado ponto de tangência. Por esse ponto você pode traçar uma reta
tangente à circunferência e, pelos centros e o ponto de tangência, pode traçar uma
única reta. Portanto, esses pontos são colineares.
Como o gráfico a seguir mostra, a distância entre os centros é igual à soma dos
raios das circunferências, ou seja: r1 + r2 = d(C1 ,C2 ) .

67
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

Figuras 4.8 – Tangentes externamente

As circunferências tangentes internamente também possuem um único ponto


em comum T, e a distância encontrada entre os centros resulta da diferença dos raios:
r1 − r2 = d(C1 ,C2 ) .

Figura 4.9 – Tangentes internamente

A posição relativa de uma circunferência interna a outra sem tangência apresenta


uma distância entre os centros menor que a diferença dos raios: r1 − r2 > d(C1 ,C2 ) .

Figura 4.10 – Interna a outra

68
unidade 4
Geometria Analítica I
Para finalizar esta parte, veja a seguir a última posição relativa observada:
circunferências externas. Nessa situação é bem visível a relação das distâncias,
pois, com certeza, a soma dos raios é menor que a distância entre os centros:
r1 + r2 < d(C1 ,C2 ) .

Figuras 4.11 – Externas

Vale a pena salientar que, quando a distância entre os centros for nula, isso
significa que as circunferências são concêntricas.

Em termos de exercícios, para determinar a posição relativa entre duas


circunferências, você precisa saber as coordenadas dos centros e as medidas dos
raios. Quando a equação dada for a reduzida, esses dados são coletados facilmente,
porém, se tiver a equação geral, seria interessante aplicar uma fatoração a partir da
formação de dois trinômios quadrado perfeitos.
No caso de as circunferências possuírem um ou dois pontos em comum, para
se determinar esses pontos é necessário resolver um sistema que envolva as duas
equações das circunferências.

69
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

seção 4
Posições relativas entre reta e circunferência

Como está se propondo uma análise passo a passo de posições relativas


envolvendo a circunferência, agora você examinará as posições relativas entre reta
e circunferência.
Novamente apresentamos o desafio de você determinar quais seriam essas
possíveis relações.
Pensou em três? Então sua resposta está correta!
Quando por uma circunferência passa uma reta secante (s), segundo o gráfico
4.12, então é dito que s é secante a λ.
Novamente comparando a distância com o raio da circunferência, a distância
ortogonal do centro à reta será considerada. Para você calcular essa distância, basta
aplicar a fórmula da distância entre ponto a reta, vista na unidade 2, sendo o ponto
P (xP , yP ) e a reta ax + by + c = 0 :

axP + byP + c
d ( ponto ,reta ) =
a 2 + b2

Para utilizar essa fórmula, é melhor adaptá-la às coordenadas que estão


sendo utilizadas; então para o ponto C = (α, β) e a reta ax + by + c = 0:

aa + bb + c
d (C ,reta ) =
a 2 + b2

Agora, voltando à análise dos gráficos a seguir, de posições relativas


entre reta e circunferência, quando d(C, s) < r a posição relativa da reta é secante à
circunferência.

Figura 4.12 – Secante

70
unidade 4
Geometria Analítica I
Na figura 4.13 é facilmente observável que a distância entre o centro e a reta t é a
mesma; portanto: d(C, t) = r. O que se tem então é uma reta tangente à circunferência.

Figura 4.13 – Tangente

Observe a figura 4.14, em que a distância entre o centro e a reta apresenta uma
medida superior à medida do raio; por isso a reta é externa à circunferência e d(C, l) > r.

Figura 4.14 – Externa

Talvez você pergunte: “mas se a reta passar no centro da circunferência?”. Nesse


caso tem-se também uma reta secante à circunferência, e a distância entre os pontos de
interseção da reta com a circunferência é chamada de diâmetro da circunferência.

71
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

Nesta unidade foram apresentadas as equações reduzida e geral da circunferência,


e alguns exemplos foram utilizados para complementar a teoria apresentada.
Você recebeu as informações necessárias para identificar os elementos, equações,
gráficos e equações de circunferências. Ao mesmo tempo, você já está sabendo as posições
relativas que existem entre ponto, reta a uma circunferência e duas circunferências entre
si, bem como as representações gráficas e quais são as comparações de distâncias que
existem entre os pares de figuras.
O objetivo da unidade será atingido gradualmente pela sua dedicação ao estudo dos
conteúdos apresentados. Se você chegou até aqui, continue para maiores descobertas.

Quando fizer os cálculos nas atividades e ficar com dúvida em relação à


resposta, ou até mesmo em testá-la, faça um esboço do que seria o gráfico de cada
figura para auxiliá-lo(a) no exame da situação.

Seção 1
a) Desenhe no plano cartesiano a circunferência de equação (x – 3)2 + (y + 5)2 = 4.
b) Qual é a equação reduzida da circunferência x2 + y2 – 6x + 10y + 30 = 0?
c) Escreva a equação reduzida da circunferência de centro C(0, – 3) e raio r = 3.
d) Determine quais devem ser os valores de a, b e c para que as equações dadas
sejam de circunferências:
i) ax2 + y2 + bxy + 2x + 2y + c = 0;
ii) 2x2 + ay2 + bxy + c = 0.
e) Determine a, b e c, sabendo que a equação 4x2 + ay2 + 20x + by + c = 0 representa
5
uma circunferência de centro no eixo das abscissas e raio igual a .
2

Seção 2
a) Dados os pontos A(2, 3), B(4, 4) e C(1, –1), verifique a posição de cada um em
relação à circunferência x2 + y2 – 2x – 4y – 4 = 0.

72
unidade 4
Geometria Analítica I
b) Qual deve ser a condição do número c para que a equação 2x2 + 2y2 – 16x + 12y + c = 0
represente uma circunferência com o ponto P(–1, 2) exterior a essa circunferência?
c) Verifique que o ponto P(2, y) é exterior à circunferência 2x2 + 2y2 – 10y + 5 = 0.

Seção 3
a) Qual é a posição relativa entre x2 + y2 + 2x – 2y = 0 e x2 + y2 – 4x + 2y = 0? Faça
as suas representações no plano cartesiano.
b) Calcular os pontos de interseção entre a circunferência x2 + y2 + 4x + 4y – 1 = 0 e
a circunferência x2 + y2 – 4x – 6y + 10 = 0.
c) Determinar a posição relativa entre x2 + y2 – 2x – 2y = 0 e x2 + y2 – 8x – 8y + 24 = 0.
d) Obter a equação da circunferência de centro C(0, 2), tangente exteriormente à
circunferência (x – 3)2 + (y + 2)2 = 16.

Seção 4
a) Dada a equação da circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0, qual é a relação que possui
com a reta x – y = 0?
b) Sabendo que a reta x – 2y – 6 = 0 é tangente à circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0,
determine o ponto T de tangência.
c) Qual é a posição relativa entre a circunferência x2 + y2 – 2x – 4 = 0 e a reta de
equação 4x – 7y – 28 = 0?
d) Obter as retas tangentes à circunferência de equação (x + 2)2 + y2 = 25 que são
paralelas à reta 5x – 12y = 0.

73
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

74
unidade 4
UNIDADE V
Geometria Analítica I
Estudo das cônicas

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Identificar os elementos, equações e gráficos da elipse.

■■ Identificar os elementos, equações e gráficos da hipérbole.

■■ Identificar os elementos, equações e gráficos da parábola e, ao final, representar

graficamente as cônicas com seus elementos, diferenciando-as entre si.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - Elipse

■■ SEÇÃO 2 - Parábola

■■ SEÇÃO 3 - Hipérbole

75
unidade 4
Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


As cônicas são curvas geométricas observadas a partir de seções planas retiradas
de um “corte” realizado por um plano num cone, com determinada angulação em
relação ao eixo imaginário do cone.
Mas, antes de as cônicas serem apresentadas a você, conheça um pouco mais
sobre o cone, pois é óbvio que um conhecimento depende do outro. E, assim, vamos
caminando neste universo que é a Matemática.
Ao se pegar uma reta oblíqua qualquer chamada de geratriz e fazê-la girar
ao redor de um eixo imaginário o resultado obtido é uma superfície cônica, como
mostra a figura a seguir:

Figura 5.1 - Cone


Já foi dito que, para iniciar o estudo das cônicas, seria interessante saber de
onde elas surgiram. Então, vamos lá!
A elipse é uma cônica gerada a partir do corte do cone por um plano oblíquo
com uma angulação qualquer, porém não estando paralelo à geratriz, sendo o corte
representado.

Figura 5.2 – Elipse

76
unidade 5
Geometria Analítica I
Outra cônica bem mais conhecida é a parábola, que é gerada por um corte
realizado por um plano oblíquo paralelo à geratriz.

Figura 5.3 – Parábola

Para determinar a figura geométrica chamada de hipérbole é necessário que


se tenha mais um cone, e que os cones sejam cortados por um plano paralelo ao eixo
imaginário.

Figura 5.4 – Hipérbole

Como você já sabe de onde surgiram as cônicas, agora elas serão definidas
matematicamente e geometricamente nas seções a seguir.

77
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

seção 1
elipse

Elipse é o lugar geométrico dos pontos de um plano cuja soma das


distâncias a dois pontos fixos do plano é constante.

Então, tem-se a elipse γ, sendo que os pontos fixos citados na definição são
chamados de focos (F1, F2) da elipse. O ponto P varia de posição sobre γ; portanto
ele representa o conjunto dos pontos pertencentes a γ.
Alguns elementos foram apresentados até aqui, porém a elipse possui outras
características.

Figura 5.5 – Elementos

Dados:
F1 F2 = 2c: distância focal e F1(α + c, β), F2(α – c, β) focos;
A1 A2 = 2a: distância entre os vértices, A1(α + a, β) e A2(α – a, β) vértices do
eixo maior;
B1 B2 = 2b: distância entre os vértices, B1(α, β + b) e B2(α, β – b) vértices do
eixo menor. A distância entre os vértices no eixo maior é igual à soma das distâncias
dos focos ao ponto P, ou seja: A1 A2 = F1 P + F2 P , segundo a definição de elipse.
Outra relação importante entre as distâncias a, b e c pode ser determinada se a
elipse for representada da seguinte forma:

78
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.6 – Elipse OX

Como A1 A2 = F1 P + F2 P e, nesse gráfico, P coincide com B1, então as


distâncias F1 P e F2 P são iguais e, como a metade da medida de A1 A2 é a, isso
significa que a hipotenusa do triângulo retângulo de lados a, b e c mede a.
a2 = b2 + c2

Preste muita atenção na demonstração a seguir. Ela está resolvida passo a passo.
Desenvolvendo a relação A1 A2 = F1 P + F2 P através da fórmula da distância
entre dois pontos, tem-se d( A1 , A2 ) = d(F1 , P ) + d(F2 , P ) e sabendo que d ( A1 , A2 ) = 2a ,

d ( F1 , P ) = ( x − (a + c)) 2 + ( y − b) 2 , d ( F2 , P ) = ( x − (a − c)) 2 + ( y − b) 2 :

(x − (a + c )) (x − (a − c ))
2 2
2a = + ( y − b) 2 + + ( y − b) 2

2a − (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 = (( x − a) + c )2 + ( y − b )2 , elevando ao quadrado
(( x − a) − c )2 + ( y − b )2 + ((x − a ) − c ) + ( y − b )2 = ((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2 2
4a 2 − 4a

Elevando ao quadrado os demais termos

4a 2 − 4a (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 + ( x − a)2 − 2c( x − a) + c 2 = ( x − a)2 + 2c( x − a) + c 2


Agrupando os termos semelhantes

4 a 2 − 4c ( x − a ) = 4 a (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 dividindo por 4,

a2 – c(x – α) = a (( x − a) − c )2 + ( y − b )2 , elevando ao quadrado,

a4 – 2a2c(x – α) + c2(x – α)2 = a 2 (( x − a) − c ) + ( y − b ) 


2 2
 
a – 2a c(x – α) + c (x – α) = a (x – a ) – 2c (x – a ) + c + ( y – b ) 
2 
4 2 2 2 2 2 2
 
Agrupando os termos semelhantes
a4 – 2a2c(x – α) + c2(x – α)2 = a2(x – α)2 – 2a2c( x – α) + a2c2 + a2(y – β)2

79
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

a4 – a2c2 = – c2(x – α)2 + a2(x – α)2 + a2(y – β)2


a2( a2 – c2) = (x – α)2(– c 2 + a2) + a2(y – β), como a2 = b2 + c2,

a2b2 = b2(x – α)2 +a2(y – β)2, dividindo a expressão por a2b2,

1=
(x − a )2 + ( y − b )2
a2 b2 (3)

Dá certo trabalho determinar essa equação, mas aí está a equação da elipse


com eixo maior sobre o eixo das abscissas.
Para calcular o valor de c, basta que se utilize a relação a2 = b2 + c2.
Em relação ao gráfico da elipse, pode também ser feito com o eixo maior
apoiado no eixo das ordenadas e o eixo menor apoiado no eixo das abscissas. O

gráfico pode, então, ser elaborado desta forma:

Figura 5.7 – Elipse OY

Dados:
F1 F2 = 2c: distância focal e F1(α, β + c) e F2(α, β – c) focos;
A1 A2 = 2a: distância entre os vértices com A1(α, β + a) e A2(α, β – a) vértices
do eixo maior;
B1 B2 = 2b: distância entre os vértices com B1(α + b, β) e B2(α – b, β) vértices
do eixo menor.

80
unidade 5
Geometria Analítica I
Como pela definição da elipse d( A1 , A2 ) = d(F1 , P ) + d(F2 , P ) e

sabendo que d ( A1 , A2 ) = 2a , d ( F1 , P ) = ( x − (a + c)) 2 + ( y − b) 2

e d ( F2 , P ) = ( x − (a − c)) 2 + ( y − b) 2 , teria a seguinte expressão

2a = (x − a )2 + ( y − (b + c ))2 + (x − a )2 + ( y − (b − c ))2 , equação da elipse com


eixo maior paralelo ao eixo das ordenadas, então:

2a − (x − a )2 + (( y − b) − c )2 = (x − a )2 + (( y − b) + c )2 , elevando ao quadrado,
4a 2 − 4a (x − a )2 + (( y − b) − c )2 + (x − a )2 + (( y − b) − c )2 = (x − a )2 + (( y − b) + c )2
Elevando ao quadrado os demais termos

4a 2 − 4a (x − a )2 + (( y − b) − c )2 + ( y − b)2 − 2c( y − b) + c 2 = ( y − b)2 + 2c( y − b) + c 2


4a 2 − 4c( y − b) = 4a (x − a )2 + (( y − b) − c )2 dividindo por 4,
a2 – c(y – β) = a (x − a )2 + (( y − b) − c )2 , elevando ao quadrado,

a4 – 2a2c(y – β) + c2(y – β)2 = a2 (x − a ) + (( y − b) − c ) 


2 2
 
Agrupando os termos semelhantes
a4 – 2a2c(y – β) + c2(y – β) 2 = a2(x – α)2 + a2 (y – β)2 – 2a2c(y – β) + a2c2
a4 – a2c2 = a2(x – α)2 + a2 (y – β)2 – c2(y – β) 2
a2 (a2 – c2) = a2(x – α)2 + (a2 – c2)(y – β)2 como a2 = b2 + c2,
a2b2 = a2(x – α)2 +b2(y – β)2, dividindo a expressão por a2b2,

Após a resolução o resultado obtido é a seguinte equação:

1=
(x − a )2 + ( y − b )2
(4)
b2 a2

Bem, talvez a esta altura a sua dúvida seja reconhecer quando numa equação
da elipse qualquer o eixo principal será paralelo ao eixo das abscissas ou das
ordenadas!
Observe que na relação a2 = b2 + c2, que é válida para os dois casos, tem-se que
a sempre será a medida da hipotenusa, então a2 > b2 e a2 > c2. Como as medidas que
fazem parte da equação da elipse são a2 e b2 no denominador de (x – α)2 ou (y – β)2,
basta fazer uma comparação entre os valores que se encontram nos denominadores.

81
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Se a equação dada fosse 1 =


(x − 2 )2 ( y − 1)2 , comparando 9 com 16, 16 > 9,
+
9 16
isso significa que a2 = 16 e b2 = 9 e a equação é a da elipse com eixo maior paralelo
ao eixo das ordenadas!

Outra característica importante da elipse é o número que determina sua


excentricidade, ou o que indica quão “achatada” é sua curva.
Para se determinar a excentricidade de uma elipse, basta calcular o número
c
e apresentado na relação e = , e sendo a > c o valor, e pertencerá a um intervalo
a
aberto (0, 1).

Supondo a equação dada no exemplo 1 =


(x − 2 )2 ( y − 1)2 , qual é o valor de
+
9 16
sua excentricidade?
Retirando os elementos, a2 = 16 e b2 = 9, então se calcula o valor de c,
a2 = b2 + c2 → 16 = 9 + c2; 16 – 9 = c2; 7 = c2 e c = 7 .

7
Calculando agora o valor de sua excentricidade: e = ≅ 0,661438 .
4
Supondo agora que a equação fosse 1 =
(x − 2 )2 ( y − 1)2 , então o valor de
+
9 25
4
c é c = 4 , e o valor da excentricidade é e =
= 0,8 , ou seja, essa excentricidade
5
está mais próxima de 1 em relação à anterior. Quer ver o que isso significa
graficamente?

Elipse de equação 1 =
(x − 2 )2 ( y − 1)2
+
9 16

82
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.8 e 0,661438

(x − 2 )2 ( y − 1)2
Elipse de equação 1 = +
9 25

e ≅ 0, 661438

Figura 5.9: = 0,8

A que conclusão você chegou olhando os gráficos com atenção?


Exatamente: a primeira elipse tem uma forma mais arredondada e a segunda
é mais alongada.
Siga adiante ao estudo de outra cônica.

83
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

seção 2
Parábola

Parábola é o conjunto dos pontos de um plano eqüidistantes


de um ponto fixo F do plano e de uma reta d fixa no plano.

A representação gráfica dessa definição é

Figura 5.10 – Elementos parábola

Dados:
d: reta diretriz;
P: ponto qualquer do plano;
F: foco;
V: vértice;
D1 P = PF ;
DV = VF .

Se for feita a representação da parábola no plano cartesiano, para os elementos


da parábola têm-se as seguintes coordenadas:

84
unidade 5
Geometria Analítica I
Figura 5.11 – Parábola OX côncava

Dados:
 p 
P(x, y), V(α, β), F  a + , b  ;
 2 
 p   p 
D1  a − , y  , D  a − , b  ;
 2   2 
p
d=α– .
2

Como para determinar a equação da elipse foi utilizada a fórmula da distância


entre dois pontos, para se determinar a equação da parábola também se utilizará essa
fórmula, porém aqui a relação é D1 P = PF .
Então de D1 P = PF , tem-se
2 2
  p  2   p  2
 x −  a −   + ( y − y ) =  x −  a +   + ( y − b) , elevando ambos os
  2    2 
2 2
 p  p
termos ao quadrado,  (x − a ) +  =  (x − a ) −  + (y – β)2, desenvolvendo os
 2  2
binômios,

p2 p2
(x − a )2 + p (x − a ) + = (x − a ) − p (x − a ) +
2
+ (y – β)2
4 4
2 p (x − a ) = (y – β)2 ou

(y – β)2 = 2p(x – α) (5)

85
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Que é a equação da parábola com diretriz paralela ao eixo das ordenadas.


A equação da parábola (y – β)2 = 2p(x – α) pode ser desenvolvida, ficando
y 2 – 2by + b2 = 2px – 2pa , ainda, 2px = y2 – 2βy + β2 + 2p α, isolando x na
2
y b  b 2 + 2 pa 
expressão, x = − y+  , obtém-se uma equação do tipo x = ay + by + c,
2
2p p  2 p 
1 1 b b2
onde a = ou p = e b=− e c= +a.
2p 2a p 2p
1 b b b
De p = substituindo em b = − fica, b = − e − = b . Substituindo
2a p 1 2a
2
2a
 b  b2
2  − 
b b 2a  2
− = b em c = + a , tem-se c =  + a e c = 4a + a , ainda
2a 2p 2p 2p

b2 b2 −b 2 + 8a 2 pc 1
c= + a , isolando α, a = − 2 + c e a = , sabendo que p = ,
2
8a p 8a p 2
8a p 2a
1
−b 2 + 8a 2 c 2
então a = 2a e a = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a
2a
 b 2 − 4ac b 
V(α, β), ele pode ser escrito de outra forma ficando V =  − , −  . O termo
 4a 2a 
b2 – 4ac é conhecido como Δ, então o vértice finalmente será:

 ∆ b 
V =  − ,− 
 4a 2a 

86
unidade 5
Geometria Analítica I
A ordenada p pode assumir valores negativos ou positivos. Quando o valor
de p é positivo, tem-se a figura 5.11, porém se p for negativo, o foco se desloca para a
esquerda no eixo imaginário, e a parábola muda sua concavidade gerando um gráfico
como o que segue:

Figura 5.12 – Parábola OX convexa

Dados:
 p 
P(x, y), V (α, β), F =  a − , b  ;
 2 
 p   p 
D1 =  a + , y  , D =  a + , y + b  .
 2   2 
p
d=α+
2

Então, para uma parábola como a da figura 5.12 o desenvolvimento de sua


equação a partir de D1 P = PF é:

2 2
  p  2   p  2
 x −  a +   + ( y − y ) =  x −  a −   + ( y − b) , elevando ambos os
  2    2 
2 2
 p  p
termos ao quadrado,  (x − a ) −  =  (x − a ) +  + (y – β)2, desenvolvendo os
 2  2

p2 p2
binômios, (x − a ) − p (x − a ) + = (x − a ) + p (x − a ) + + (y − b)
2 2 2

4 4
–2p(x – α) = (y – β) 2

ou
(y – β)2 = –2p(x – α) (6)

87
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

A equação da parábola (y – β)2 = – 2p(x – α) pode ser desenvolvida, ficando:


y2 – 2βy + β2 = –2px + 2p α, ainda, –2px = y2 – 2βy + β2 – 2pα, isolando

2
y b  b 2 − 2 pa 
x na expressão, x = − + y −  , obtém-se uma equação do tipo
2p p  2p 
1 1 b b2
x = ay 2 + by + c , onde a = − ou p = − e b= e c=− +a.
2p 2a p 2p
1 b b b
De p=− substituindo em b = tem-se, b = − e − = b.
2a p 1 2a
2
2a
 b  b2
2  − 
b b 2a  2
Substituindo − = b em c = − +a, c=− + a e c = − 4a + a ,
2a 2p 2p 2p
b2 b2 b 2 + 8a 2 pc
ainda c = − + a , isolando α, a = + c e a = , sabendo que
8a 2 p 8a 2 p 8a 2 p
1
b 2 − 8a 2 c 2 2
p=−
1
, então a = 2a e a = b − 4ac , a = − b − 4ac , ou sabendo
2a 8a 2 −4a 4a

2a
que o vértice da parábola é V(α, β), ele pode ser escrito de outra forma, ficando
 b 2 − 4ac b 
V = − , −  . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ. Então o vértice
 4a 2a 
finalmente será

 ∆ b 
V =  − ,− 
 4a 2a 

Quando a diretriz da parábola é paralela ao eixo das abscissas, a posição da


parábola muda novamente e pode ter gráficos das seguintes formas:

Figura 5.13 – Parábola OY côncava

88
unidade 5
Geometria Analítica I
Dados:
 p
P(x, y), V(α, β), F =  a, b +  ;
 2 
 p  p
D1 =  x , b −  , D =  a , b −  ;
 2  2
p
d=β– .
2

Figura 5.14 – Parábola OY convexa

Dados:
 p
P(x, y), V(α, β), F =  a, b −  ;
 2 
 p  p
D1 =  x , b +  , D =  a , b +  ;
 2  2
p
d=β+ .
2

Esses gráficos de parábolas geram uma equação da parábola diferente da primeira,


pois as coordenadas de alguns pontos se alteram. Então, de D1 P = PF para a figura 5.13
2 2
  p    p 
o cálculo da distância é ( x − x) +  y −  b −   = ( x − a) 2 +  y −  b +   ,
2

  2    2 
2 2
 p  p
extraindo a raiz quadrada,  ( y − b ) +  = (x – α)2 +  ( y − b ) −  , desenvolvendo
 2   2 
p2 p2
o binômio, ( y − b ) + p ( y − b ) + = (x – α)2 + ( y − b ) − p ( y − b ) +
2 2

4 4
2p(y – β) = (x – α)2

ou
(x – α) = 2p(y – β)
2
(7)

Essa é a equação da parábola com diretriz paralela ao eixo das abscissas.

89
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Já para a parábola da figura 5.14, a equação é obtida da seguinte forma:


de D1 P = PF para a figura 5.14 o cálculo da distância é
2 2
  p    p 
( x − x) 2 +  y −  b +   = ( x − a) 2 +  y −  b −   , extraindo a raiz quadrada
  2    2 
2 2
 p  p
de ambos os membros,  ( y − b ) −  = (x – α)2 +  ( y − b ) +  , desenvolvendo o
 2  2
p2 p2
binômio, ( y − b ) − p ( y − b ) + = (x – α)2 + ( y − b ) + p ( y − b ) +
2 2

4 4
–2p(y – β) = (x – α) 2

ou
(x – α)2 = –2p(y – β) (8)

Como na equação (7), se na equação (8) considerar-se que p assume valores


positivos ou negativos, isso também significa que o foco se desloca sobre o eixo
imaginário. Então, para p positivo a figura é a 5.13; quando p é negativo, a figura é
a 5.14.

Se equação (7) for desenvolvida:


(x – α)2 = 2p(y – β) ⇒

⇒ x2 – 2αx + α2 = 2py – 2pβ ⇒ 2py = x2 – 2αx + α2 + 2pβ ⇒ isolando y

2
x a  a 2 + 2 pb  1
y= − x+  , a equação é do tipo y = ax2 + bx + c, onde a =
2p p  2p  2p
1 a a2
ou p = e b=− e c= +b.
2a p 2p

1 a a b
De p = substituindo em b = − tem, b = − e − = a . Substituindo
2a p 1 2a
2a

90
unidade 5
Geometria Analítica I
2
 b  b2
b a2 − 
2a  2
− =a em c= + b , tem-se c= +b e c = 4a + b , ainda
2a 2p 2p 2p

b2 b2 −b 2 + 8a 2 pc 1
c= 2
+ b , isolando β, b = − 2
+ c e b = 2
, sabendo que p = ,
8a p 8a p 8a p 2a

1
−b 2 + 8a 2 c 2
então b = 2a e b = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a
2a
 b b 2 − 4ac 
V(α, β), então V =  − , −  . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ.
 2 a 4 a 

Então o vértice finalmente será

 b ∆ 
V = − ,− 
 2a 4a 

E se a equação (8) for desenvolvida:

(x – α)2 = –2p(y – β) ⇒ x2 – 2αx + α2 = – 2py + 2pβ ⇒ –2py = x2 – 2αx + α2 – 2pβ

2
x a  a 2 − 2 pb 
⇒ isolando y ⇒ y = − + x−  , fica uma equação do tipo
2p p  2p 
1 1 a a2
y = ax2 + bx + c, onde a = − ou p = − e b= e c=− +b .
2p 2a p 2p
1 a a b
De p = − substituindo em b = tem-se b = − e − = a . Substituindo
2a p 1 2a
2a
2
 b  b2
 − 2
b a 2
2a a a22
− = a em c = − + b , tem-se c = − c = −  ++ bb e c c==−−4a + b , ainda
2a 2p 2 p2 p 22pp

b2 b2 b 2 + 8a 2 pc 1
c=− + b , isolando β, b = + c e b = 2
, sabendo que p = − ,
2
8a p 2
8a p 8a p 2 a
1
b 2 − 8a 2 c 2
então b = 2a e b = − b − 4ac , sabendo que o vértice da parábola é
8a 2 4a

2a

91
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

 b b 2 − 4ac 
V(α, β), então V =  − , −  . O termo b2 – 4ac é conhecido como Δ. Então
 2 a 4 a 

o vértice finalmente será:

 b ∆ 
V = − ,− 
 2a 4a 

Com toda essa informação, o que você poderia afirmar sobre a


equação (y – 4)2 = 12(x – 2)?
Vá item por item. Primeiramente irá calcular o valor de p. Foi visto que, na
forma geral da equação, o termo que multiplica (x – α) é 2p, então iguale 12 a esse
termo e terá p = 6.
Como (y – β) está elevado ao quadrado, o foco está sobre o eixo imaginário
 p 
paralelo ao eixo das abscissas, e suas coordenadas são F  a + , b  , então F(5, 4).
 2 
p
A diretriz assume o valor d = a − , portanto d = – 1 e o vértice tem coordenadas
2
V(2, 4). A concavidade está voltada ao foco, ou seja, para a direita, então o esboço é
o que segue:

Figura 5.15 - Exemplo

Na equação da parábola no formato x = ay2 + by + c, o vértice pode ser


 ∆ b 
determinado por V =  − , −  , sendo Δ = b2 – 4ac, e na equação da parábola no
 4a 2a 
 b ∆ 
formato y = ax + bx + c, o vértice pode ser determinado por V =  − , −  , sendo
2

 2a 4a 
Δ = b2 – 4ac.

Como foram apresentadas anteriormente, as cônicas são três: elipse, parábola


e hipérbole. Ou seja, agora você caminhará ao estudo da hipérbole.Vamos lá!

92
unidade 5
Geometria Analítica I
seção 3
Hipérbole

Hipérbole é o lugar geométrico dos pontos de um plano tal


que a diferença das distâncias desses pontos a dois pontos fixos do
plano é a distância entre os vértices da hipérbole.

A hipérbole é constituída de dois ramos simétricos entre si.

Figura 5.16 – Hipérbole OX

Dados:
Pontos do plano: P(x, y);
Focos: F1(α+c, β) e F2(α – c, β);
Vértices: A1(α+ a, β) e A2(α – a, β);
Retas: assíntotas;
Ramos: hipérbole;
Eixo real: A1 A2 ;
Eixo imaginário: B1 B2 com B1(α, β + b) e B2(α, β – b).

Os ramos da hipérbole seguem sem nunca tocarem nas retas assíntotas.


As assíntotas podem ser determinadas através dos pontos pelos quais passam.

93
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Figura 5.17 - Assíntotas

Observe que as duas assíntotas se cruzam no centro da hipérbole, porém a


assíntota r passa também por E, e a assíntota s passa por D. Calculando o coeficiente
angular de cada uma,

b−b −b b b − (b − b ) b
mr = = − e ms = =
a+a−a a a − (a − a ) a

Calculando suas equações,


b b b b
r : y= a+b−b+b− x ⇔ y = − x+ a+b
a a a a
b
Fazendo a + b = nr , dessa forma, a equação da assíntota r é
a
b
r : y = − x + nr
a

Ainda quanto à assíntota s:

b y − (b − b ) b (x − (a − a )) b b b
s: = ⇔ = y − (b − b ) ⇔ − a + a + x = y − (b − b )
a x − (a − a ) a a a a
b b b b
s: y= − a +b+b−b+ x ⇔ y = + x − a +b
a a a a
b
Fazendo − a + b = ns , então, a equação da assíntota s é
a

b
s: y = x + ns
a

94
unidade 5
Geometria Analítica I
Outro elemento da hipérbole é o triângulo retângulo, indicado a seguir, que
estabelece uma relação entre as medidas a, b e c. Observe no gráfico essa relação:

Figura 5.18 – Equação

No triângulo retângulo de lados a, b e c, pode ser utilizado o teorema de


Pitágoras para estabelecer a relação entre seus lados, ou seja, a2 + b2 = c2.

Como foi dito na definição, a diferença das distâncias de PF1 e PF2 é igual a
2a, ou seja, | PF1 – PF2 | = 2a, considerando apenas o valor positivo do módulo.

Sabendo que PF1 = ( x − (a + c)) 2 + ( y − b) 2 ,

PF2 = ( x − (a − c)) 2 + ( y − b) 2 :
Pelo jeito é outra equação trabalhosa de se determinar, mas vá em frente.

(x − (a + c )) + ( y − b )2 – (x − (a − c )) + ( y − b )2 = 2a, fazendo
2 2

(( x − a) − c )2 + ( y − b )2 = 2a + (( x − a) + c )2 + ( y − b )2 , elevando ao quadrado,

((x − a ) + c ) + ( y − b )2 + ((x – α) + c ) + (y – β) ,
2
((x – α) – c)2 + (y – β)2 = 4a2 + 4a 2 2

Simplificando termos e desenvolvendo os binômios,

95
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

((x − a ) + c ) + ( y − b )2 + (x – α)
2
(x – α)2 – 2(x – α)c + c2 = 4a2 + 4a 2
+ 2(x – α)c + c2

Simplificando termos e desenvolvendo os binômios,

((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– 4(x – α)c = 4a2 + 4a ,dividindo toda a expressão por 4,

((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– (x – α)c = a2 + a

((x − a ) + c ) + ( y − b )2
2
– (x – a )c – a 2 = a elevando ao quadrado,
c2(x – α)2 + 2a2c(x – α) + a4 = a2 ((x – α) +c)2 + (y – β)2)
c2(x – α)2 + 2a2c(x – α) + a4 = a2(x – α)2 + 2 a2c(x – α) + a2c2 + a2(y – β)2

Simplificando termos e desenvolvendo os binômios,


a4 – a2c2 = a2 (x – α)2 – c2(x – α)2 + a2(y – β)2
a2(a2 – c2)= (x – α)2(a2 – c2) + a2(y – β)2, sabendo que a2 + b2 = c2, então:
– a2b2 = – b2(x – α)2 + a2(y – β)2, dividindo toda a expressão por – a2b2,

1=
( x − a ) (y − b)
2


2

(7)
a2 b2

A dedução de todas as equações cônicas é sempre trabalhosa, porém resulta em


uma equação clara e prática.
Em relação à hipérbole, também pode ser representada com o eixo real paralelo ao
eixo das ordenadas, gerando um gráfico como o que segue:

Figura 5.19 – Hipérbole OY

Dados:
Pontos do plano: P(x, y);

96
unidade 5
Geometria Analítica I
Focos: F1(α, β+c) e F2(α, β – c);
Vértices: A1(α, β+ a) e A2(α, β – a);
Retas: assíntotas;
Ramos: hipérbole;
Eixo real: A1 A2 ;
Eixo imaginário: B1 B2 com B1(α + b, β) e B2(α – b, β).

O gráfico da hipérbole nessa posição também tem uma equação que a


representa. Basta aplicar a definição que diz que a diferença das distâncias de PF1 e
PF2 é igual a 2a, ou seja, | PF1 – PF2 | = 2a, sendo iniciada da seguinte forma:

(x − a )2 + (y − (b + c )) (x − a )2 + (y − (b − c ))
2 2
– = 2a

(y − (b + c )) = (( y − b ) − c )
2 2
Perceba que fica mais fácil fazer e
(y − (b − c )) = (( y − b ) + c ) .
2 2

Com todos os cálculos realizados, a equação da hipérbole com eixo real


paralelo ao eixo das ordenadas é

(x − a )2 ( y − b )2
1= − + (8)
b2 a2

Nesse caso, o que a excentricidade determina?

Você irá analisar graficamente a partir de duas equações de hipérboles.

Dadas as equações, hipérbole de equação 1 =


(x − 2 )2 ( y − 1)2 e hipérbole

9 16
de equação 1 =
(x − 2 )2 ( y − 1)2 , realize o cálculo do c de cada uma a partir de

9 25
a +b = c .
2 2 2

97
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Como o termo (y – β)2 das duas equações é o termo acompanhado pelo sinal
negativo, então a2 está sob (x – α)2, sendo 9 para a primeira equação e 9 para a
segunda.

5
1ª equação: a2 + b2 = c2, 9 + 16 = c2 = 25, c = 5. Então e = ≅ 1,66667 .
3
34
2ª equação: a2 + b2 = c2, 9 + 25 = c2 = 34, c ≅ 34 . Então e = ≅ 1,94365 .
3
Fazendo agora a representação gráfica das hipérboles:

(x − 2 )2 ( y − 1)2
Equação 1 = −
9 16

5
Figura 5.20 – Exemplo e = ≅ 1, 66667
3

(x − 2 )2 ( y − 1)2
Equação 1 = −
9 25

Figura 5.21 – Exemplo

98
unidade 5
Geometria Analítica I
Percebeu a diferença entre os gráficos?
Quanto maior o valor da excentricidade, mais abertos são os ramos.
c
Como a elipse, a hipérbole também tem sua excentricidade e = , mas
a
aqui os papéis se invertem, pois c > a por ser c a hipotenusa do triângulo
c
retângulo e a um dos catetos. Sendo então c > a, o resultado da fração e =
a
sempre será maior que um e >1.

99
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

Quando o maior número estiver sob (x – α)2, a elipse tem o eixo maior paralelo
ao eixo das ordenadas, e quando o maior número estiver sob (y – β)2, a elipse tem o eixo
maior paralelo ao eixo das abscissas.
Se a excentricidade está próxima de zero indica uma elipse mais arredondada e
uma excentricidade próxima de 1 indica uma elipse mais alongada.
Foram vistos dois tipos de equações da parábola. Uma em que o foco está
sobre um eixo imaginário paralelo ao eixo das abscissas (y – β)2 = 2p(x – α) ou
 p 
(y – β)2 = –2p(x – α), onde, para a primeira equação, se tem o foco F  a + , b
 2 
p  p 
e reta diretriz igual a d = a − . Na segunda equação o foco é F  a − , b  e a reta
2  2 
p
diretriz é igual a d = a + .
2
Sobre a equação (x – α)2 = 2p(y – β) ou (x – α)2 = – 2p(y – β), o foco para

p p
a primeira equação é F  a, b +  e sua reta diretriz é d = b − . Na segunda
 2 2
p p
equação o foco é F  a, b −  e sua reta diretriz é igual a d = b + .
 2 2
Em todos os casos a concavidade da parábola é voltada para o foco.
Para se determinar se a hipérbole está em uma posição ou outra, basta observar
o sinal da equação, pois observar os valores de a e b não é suficiente, desde que é
permitido que assumam vários valores, ou seja, podem ser iguais entre si ou um
deles pode ser maior que o outro.
A elipse e a hipérbole possuem equações muito parecidas, somente diferindo
em relação ao sinal, pois a hipérbole possui um sinal negativo acompanhando (y – β)2,
quando possui o eixo real paralelo ao eixo das abscissas; e um sinal negativo
acompanhando (x – α)2, quando possui o eixo real paralelo ao eixo das ordenadas.
Observe as equações:
 (x − a )2 ( y − b )2
Elipse com eixo maior paralelo a OX : 1 = + .
a2 b2
 (x − a )2 ( y − b )2
Hipérbole com eixo real paralelo a OX : 1 = − .
a2 b2
 (x − a )2 ( y − b )2
Elipse com eixo maior paralelo a OY : 1 = + .
b2 a2
 (x − a )2 ( y − b )2
Hipérbole com eixo real paralelo a OY : 1 = − + .
b2 a2

100
unidade 5
Geometria Analítica I
Para finalizar esta unidade, o que acha de reunir em uma tabela todas as
equações vistas até aqui?

Tabela 5.1 – Resumo


Os desenhos ao lado das equações são, em forma de esquema, as posições que
as curvas assumem segundo suas equações.

Seção 1
a) Determine a equação da elipse de centro C(–1, 2), distância 2a = 8 e 2b = 3, com
eixo maior paralelo ao eixo das abscissas. Faça a representação gráfica no plano
cartesiano.
(x − 1)2 ( y − 5)2
b) Dada a equação da elipse 1 = + , determine qual é sua posição no
49 74
plano cartesiano e calcule sua excentricidade e.
c) Sabendo que a equação de elipse é x2 + 2y2 – 4x + 4y + 2 = 0, determine suas
coordenadas do centro, seus vértices, seus focos, sua excentricidade e seu gráfico.
d) Determine as equações das elipses:
1) F1(– 3, 0), F2(3, 0) e o eixo maior 2a = 10.
2) F1(2, – 2), F2(2, 2) e o eixo menor 2b = 5.

Seção 2
a) Determinar o parâmetro p, as coordenadas do vértice e as coordenadas do foco das
parábolas y2 – 12x = 24 e 4y = – x2 + 8x – 20. Represente-as graficamente.
1 1 7
b) Escrever a equação da parábola y = − x 2 − x + na forma reduzida.
4 2 4

101
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

x2
c) Obter as coordenadas do foco e a equação da reta diretriz da parábola y = − + x.
4
d) Obter a equação da parábola de vértice V(0, – 4) que intercepta o eixo das abscissas
nos pontos de abscissas – 3 e 3.
e) Determinar a equação da parábola cujo vértice é V(3, 1) e o foco F(3, – 1).

Seção 3
a) Determine a equação reduzida da hipérbole 9x2 – 4y2 = 36, seus vértices, focos e
excentricidade.
4
b) Dados os seguintes elementos: F1(3, –1), F2(3, 7) e excentricidade , escreva a
3
equação da hipérbole e a represente graficamente.

(x + 3)2 ( y − 2 )2
c) Dada a equação − = 1 , identifique os focos, os vértices e o
13 18
centro.

102
unidade 5
Geometria Analítica I

103
unidade 5
Universidade Aberta do Brasil

104
unidade 5
Geometria Analítica I
UNIDADE VI
Sistema de coordenadas
no espaço tridimensional

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
■■ Visualizar a localização de um ponto ou mais num espaço tridimensional.

■■ Determinar a distância entre dois pontos nesse mesmo espaço.

ROTEIRO DE ESTUDOS
■■ SEÇÃO 1 - A geometria no espaço a três dimensões

■■ SEÇÃO 2 - Distância entre dois pontos

105
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil

PARA INÍCIO DE CONVERSA


Até o momento todo seu estudo fundamentou-se no sistema de coordenadas
cartesianas ortogonais. Trabalhou sempre com duas variáveis representadas mediante
dois eixos, o X e o Y.
Que tal agora estudar a geometria no espaço, a três dimensões?
Vamos lá!

seção 1
A geometria no espaço a três dimensões

No sistema espacial utilizam-se três variáveis x, y, z. O conjunto de pontos do


espaço tridimensional será indicado por E3.
Consideram-se três retas orientadas X, Y e Z perpendiculares entre si e
concorrentes num ponto O, formando-se um triedro trirretângulo OX, OY, OZ.

Figura 6.1 – Triedro

Seus principais elementos são:


- Origem do sistema – o ponto O.
- Retas orientadas que são os eixos cartesianos.
- Planos XY, XZ, YZ – planos cartesianos.

106
unidade 6
Geometria Analítica I
A cada ponto do espaço poderá ser associada uma tripla de números reais.
Dessa forma, um ponto P fica representado por suas coordenadas (x, y, z).
Sendo: x, a abscissa, no eixo X,
y, a ordenada, no eixo Y,
z, a cota, no eixo Z,
o ponto O =(0, 0, 0) é a origem do sistema.

Os planos coordenados dividem o espaço em oito regiões denominadas octantes.

O conjunto de projeções do ponto P sobre os eixos coordenados e sobre


os planos forma um paralelepípedo retângulo.
P1 = (x, y, 0), P2 = (x, 0, z), P3 = (0, y, z) são as projeções ortogonais do
ponto P sobre os planos coordenados.
Px = (x, 0, 0), Py = (0, y, 0) e Pz = (0, 0, z) representam as projeções
ortogonais do ponto P sobre os eixos coordenados.

107
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil

seção 2
Distância entre dois pontos
Sejam os pontos do espaço representados por Q1 = (x1, y1, z1) e Q2 = (x2, y2, z2).

Figura 6.3 – Distância entre dois pontos


A distância entre os pontos Q1 e Q2 pode ser obtida pela aplicação do teorema
de Pitágoras no triângulo retângulo em destaque na figura 6.3.

d (Q1 , Q2 ) = ( xQ2 − xQ1 ) + ( yQ2 − yQ1 )) 2 + ( zQ2 − zQ1 ) 2

Calcule a distância entre os pontos A = (– 1, 2, – 4) e B = (– 1, – 2, – 1).


Solução: Associando o ponto A ao ponto Q1 e o ponto B ao ponto Q2:
(–1, 2, – 4) = (x1, y1, z1) e (–1, – 2, – 1). = (x2, y2, z2), e em seguida substituindo
a expressão da distância, acima representada, vem:

d AB = (−1 + 1) 2 + (−2 − 2) 2 + (−1 + 4) 2 ⇔ d AB = 02 + (−4) 2 + 32 ⇔ d AB = 25 ⇔ d AB = 5

Como você pode observar, a fórmula da distância entre dois pontos no


espaço tridimensional é muito parecida com a fórmula da distância entre dois
pontos no plano.
108
unidade 6
Geometria Analítica I
Como você leu no início do livro, o estudo da geometria analítica no plano é
uma importante ferramenta para seu estudo no espaço tridimensional.
Aprendeu que o sistema de eixos triortogonal divide o espaço em oito octantes
e que um ponto nesse espaço pode ser representado em qualquer um desses octantes,
nos eixos coordenados ou nos planos coordenados.
Pode visualizar como fica graficamente a distância entre dois pontos no espaço
tridimensional, bem como o cálculo dessa distância. Observou que esse cálculo se
assemelha com o cálculo da distância de dois pontos no plano.

a) Considere os pontos A = (–2, 0, – 6) e B = (–1, 3, – 4) e determine a distância


entre eles.
b) Um tetraedro tem vértices A = (0, 0, 0), B = (0, 0, 4), C = (0, 4, 0) e D = (4, 0, 0).
Calcule a soma dos comprimentos das suas arestas.
 1 1  3 
c) Dados os pontos P =  0, ,  e Q =  − ,0, −1 , calcule d PQ .
 2 4  4 
d) A distância entre os pontos M e N é 9 m. Se M = (x, 1, 2) e N = (1, –1, 3), calcule
o valor de x.

109
unidade 6
Universidade Aberta do Brasil

110
unidade 6
Geometria Analítica I
PALAVRAS FINAIS

O objetivo essencial deste livro foi o de responder, em termos simples e


acessíveis e da maneira mais completa possível, várias questões da geometria analítica
plana. Por meio dele convidamos você, aluno, a conhecer muitas e importantes
figuras geométricas e fazer estudos sobre elas de forma analítica.
Para que seu aproveitamento futuro sobre geometria analítica espacial seja
facilitado, saiba que tudo o que é visto e estudado na geometria analítica plana pode
ser estendido ao espaço tridimensional e além.
Esperamos tê-lo auxiliado e desejamos que este livro seja muito útil tanto na
sua vida acadêmica quanto na sua vida profissional. Os conhecimentos adquiridos
com ele irão, certamente, contribuir para sua formação profissional de modo que, ao
final do curso, você possa ser um profissional “de excelência” da matemática.

111
PALAVRAS FINAIS
Geometria Analítica I
REFERÊNCIAS

BOULOS, P., CAMARGO, I. de. Geometria analítica: um tratamento vetorial. São


Paulo: Pearson, 2005.

CAROLI, A.; CALLIOLI, C.A.; FEITOSA, M. D. Matrizes, etores, geometria


analítica. 9. ed., São Paulo: Nobel, 1978.

GONÇALVES, Z. M. Geometria analítica no espaço. Rio de Janeiro: LTC, 1978.

KLÉTÉNIK. Problemas de geometria analítica. Belo Horizonte: Cultura Brasileira,


1984.

LEITHOLD, Louis. O cálculo com geometria analítica. 3. ed. São Paulo, Harbra,
1994. Volumes 1 e 2.

LIMA, E. L. Geometria analítica e álgebra linear. Rio de Janeiro: IMPA, 2001.

______. Coordenadas no espaço. Coleção Professor de Matemática. Rio de Janeiro:


SBM.

LIMA, E. L.; CARVALHO, P.C.P. Coordenadas no plano. Coleção do Professor de


Matemática, Rio de Janeiro: SBM, 2002.

MACHADO, A dos S. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Atual,


1980.

RIGHETTO, A. Vetores e geometria analítica. São Paulo: IBEC, 1982.

STEINBRUCH, A. S.; WINTERLE, P. Geometria analítica. São Paulo: McGraw-


Hill, 1987.

SWOKOWISKI, E.W. Cálculo com geometria analítica. São Paulo: McGraw-Hil


do Brasil, 1983. Volumes 1 e 2.

THOMAS, G. B. Cálculo. São Paulo: Editora Addison Wesley, 2002, volumes 1 e


2.

VENTURI, J. Álgebra vetorial e geometria analítica. Curitiba: Editora da UFPR,


1991.

______. Cônicas. Curitiba: Artes Gráficas Ed. Unificado, 1992.

113
REFERÊNCIAS
Geometria Analítica I
NOTAS SOBRE OS AUTORES

Jorge Luis Valgas


Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade
Estadual de Ponta Grossa (1973), graduação em Engenharia Civil pela
Universidade Estadual de Ponta Grossa (1979) e mestrado em Educação pela
Universidade Estadual de Ponta Grossa (2003).
Atualmente é Professor Assistente da Universidade Estadual de Ponta
Grossa, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino Médio, Educação,
PROEM.

Margarete Aparecida dos Santos


É graduada em Matemática pela Universidade Estadual de Ponta Grossa
(1994), possui especialização em Educação, Metodologia do Ensino Superior
pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1995) e mestrado em Métodos
Numéricos em Engenharia, pela Universidade Federal do Paraná (2003).
Atualmente é Professora Assistente da Universidade Estadual de Ponta
Grossa. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática
Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Avaliação, Data
Envelopment Analysis (DEA).

115
AUTOR
Universidade Aberta do Brasil

RESPOSTAS DAS ATIVIDADES


PROPOSTAS

116
Respostas
Geometria Analítica I
UNIDADE 1

Seção 6

a) 3 u.c. b) 8 u.c. c) x = – 43 ou x = – 3

Seção 7

a) – 4 b) – 14 c) 10 d) 15

Seção 8

76
a) b) 2 c) 6
5

UNIDADE 2

Seção 1
a) k < 0 b) p = –2 e q = 4 d) Eixo YÝ, 3º. Q., Origem do sistema.

Seção 2 e 3
a) Sim b) Não, pois é um retângulo c) P (33, 0) d) ±2 2

Seção 4 e 5

12 1
a) a = b) Sim c) x ≠ – d) Sim e) 9 u.a. f) 27 ou 11
5 5

UNIDADE 3

Seção 1

π
a) m = – 1 b) 4 cm2/hora c) a = rad d) m = – 2
3

117
unidade
respostas5
Universidade Aberta do Brasil

Seção 2

5
a) 3x + y–4=0 b) x – 2y – 2 = 0
2

Seção 3
2 1
a) y = – x + 2 b) m = n = − c) m = 1 e y = x + 2 d) 6x – 3y – 4 = 0
3 3

Seção 4
x y
x y x y + =1
a) + = 1 b) − = 1 c) 8 − 8 d) 3x + 8y – 6 = 0
6 3 3 2 5 10

Seção 5
7 
a) x – 2y + 10 = 0 b) (0, 7 ) e  , 0  c) (–2, – 3)
2 

Seção 6

a) 4x + 3y + 10 = 0 (
b) y = 3.x − 2 3 + 5 ) c) x – 2y – 2 = 0 d) y = x

Seção 7
a) 2x – 3y + 1 = 0 b) y = 2x + 8 c) Sim
9
d) Não, são apenas retas concorrentes e) k = –2 f) k ≠
2
Seção 8

π
a) rad b) ϕ = arctg5 c) 90º
4
4
d) 1) s: 2x –3y +30 = 0 , t: 2x – y + 2; 2) ϕ = arctg
7
π
e) rad
2

Seção 9

16 3 2
a) b) 1 c)k = 9 ou k = – 11 d)
5 2

118
Respostas
Geometria Analítica I
Unidade 4
Seção 1

a)
b) (x – 3)2 + (y + 5)2 = 4 c) x2 + (y + 3)2 = 3
d) i) a = 1, b = 0 e c < – 2; ii) a = 2, b = 0 e c < 0 e) a = 4, b = 0 e c = 20

Seção 2
a) internos, externo e sobre b) c > – 50

Seção 3

a) secantes b) não possuem interseção


c)tangentes externamente d) x2 + (y – 2)2 = 1

Seção 4
a) a reta secante b) (2, – 2) c) externa
d) 5x – 12y + 75 = 0 e 5x – 12y – 55 = 0

Unidade 5
Seção 1

a) 1 =
(x + 1)2 ( y − 2 )2
+
16 9
4 ,

5
b) Eixo maior paralelo ao eixo das ordenadas, e =
74
c) C(2, –1); A1(4, – 1) e A2(0, – 1); B1(2, –1+ 2 ) e B2(2, –1– 2 ); F1(2 + 2 , – 1)

2
e F2(2 – 2 , – 1); e = ;
2

119
unidade
respostas5
Universidade Aberta do Brasil

d) 1) 1 =
x2 y 2
+ 2) 1 =
(x − 2 ) y 2
2

+
25 16 25 41
4 4

Seção 2
a) p = 6; V(– 2, 0); F(1, 0) e p = 2; V(4, – 1); F(4, – 2)

4 2
b) (x + 1)2 = – 4(y – 2) c) F(2, 0); d = 2 d) y = x −4
9
1 3 1
e) y = − x 2 + x −
8 4 8

Seção 3

x2 y2
a) − = 1 ; A1(2, 0) e A2(–2, 0); F1( 13 , 0) e F2(– 13 , 0); 13 ≅ 1,803 .
4 9 2

(x − 3)2 ( y − 3)2
b) − + =1
7 9

c) F1(–3+ 31 , 2) e F2(–3– 31 , 2); A1(–3+ 13 , 2) e A2(–3– 13 , 2); C(– 3, 2)

120
Respostas
Unidade 6

38
a) d AB = 14 b) 12( 2 + 1) c) d) 1 ± 2 19
4

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