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Perda Ponderal e Caquexia: Guia Clínico

O documento discute perda ponderal, caquexia, suas causas, exames para diagnóstico e tratamento. É definido que perda ponderal é a redução do peso corporal total, podendo ser de fluidos, massa muscular, óssea ou gordura. Caquexia é síndrome caracterizada por perda acelerada de peso, atrofia muscular e fadiga. As causas de perda ponderal variam conforme gênero, idade e condição social, podendo ser diabetes, hipertireoidismo ou câncer. Exames clínicos e laborator

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Murilo Barreto
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Perda Ponderal e Caquexia: Guia Clínico

O documento discute perda ponderal, caquexia, suas causas, exames para diagnóstico e tratamento. É definido que perda ponderal é a redução do peso corporal total, podendo ser de fluidos, massa muscular, óssea ou gordura. Caquexia é síndrome caracterizada por perda acelerada de peso, atrofia muscular e fadiga. As causas de perda ponderal variam conforme gênero, idade e condição social, podendo ser diabetes, hipertireoidismo ou câncer. Exames clínicos e laborator

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01) DEFINIR PERDA PONDERAL

Perda ponderal é a redução do peso corporal total,


que pode acontecer devido à perda de fluidos,
massa muscular, massa óssea ou gordura.

Autores definem perda de peso involuntário por


perda do peso basal maior do que 5% em 6 a 12
meses.

Sinais clínicos: febre, dor, dispneia, sinal de


doença neurológica, disfagia, anorexia, náuseas e
alteração de hábito intestinal.

02) DEFINIR CAQUEXIA

A denominação “caquexia” deriva do grego, “kakos”, má e “hexis”, condição.

É uma síndrome complexa e multifatorial que se caracteriza pela perda acelerada de peso, atrofia muscular, fadiga,
fraqueza e perda de apetite.

03) DESCREVER AS CAUSAS DA PERDA PONDERAL (DIFERENCIANDO POR GÊNERO, IDADE E CONDIÇÃO
SOCIAL)

 Diabetes Mellitus descompensado: ocorre pela hiperglicemia e pela acentuada glicosúria, que leva a uma perda
calórica importante além de depleção do volume extracelular
 Hipertireoidismo:
 Feocromocitoma: ocorre perda de peso com aumento de apetite por aumento das taxas metabólicas pela atividade
adrenérgica excessiva.
 Câncer: os gastos energéticos e a anorexia, o próprio tratamento, sintomas da própria doença como disfagia, dor
abdominal, empaxamento por hepatoesplenomegalia ou massas abdominais, distensão abdominal por ascite, má-
absorção por invasão tumoral ou ressecção cirúrgica de segmentos intestinais.

04) DESCREVER A SÍNDROME DO IDOSO FRÁGIL E REPERCUSSÃO NA QUALIDADE DE VIDA (NOVE D’S)

Fragilidade representa um estado de vulnerabilidade fisiológica relacionada à idade, produzida pela reserva homeostática
diminuída e pela capacidade reduzida do organismo de enfrentar um número variado de desfechos negativos de saúde,
como internações hospitalares, quedas e perda funcional, com aumento da probabilidade de morte;

• Fragilidade não deve ser confundida com incapacidade, vulnerabilidade não fisiológica e multimorbidades;

• Não há evidências suficientes para o estabelecimento de estratégias populacionais de rastreamento da síndrome de


fragilidade na população idosa em geral, entretanto a força-tarefa considera que o reconhecimento dessa síndrome é
importante, uma vez que identifica idosos com mais risco de desfechos desfavoráveis e, por consequência, é capaz de
impactar o cuidado individualizado;

• Os instrumentos FS e EFCHS abordam a síndrome de fragilidade. As escalas de Edmonton, Tilburg e Kihon adotam o
conceito de vulnerabilidade. De acordo com a realidade a ser aplicada, esses instrumentos devem ser utilizados
considerando o objetivo a alcançar: identificar o idoso frágil ou o idoso vulnerável;

• Enquanto dados normativos não estão disponíveis para a população brasileira, os pontos de corte dos itens que compõem
as escalas de fragilidade, como, por exemplo, velocidade de marcha e força de preensão palmar, devem ser adaptados
para a população do estudo.

05) DISCUTIR OS EXAMES UTILIZADOS PARA O DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DOENÇAS QUE CURSAM
COM A CAQUEXIA (CLÍNICA E LABORATORIAL)

Clínica:

 O exame físico pode ou não confirmar o emagrecimento e o comprometimento sistêmico que a doença causou
 Ele enfoca: dados antropométricos, dados vitais, gânglios/massas, tireóide, sistemas e órgãos sintomáticos,
exame de visão, boca, dentição e exames neurológicos. Além do Mini Mental Test e o Geriatric Depression Scale
(GDS).
 O exame físico geral inicia-se:
 Devemos observar o deambular do paciente e sua forma de se expressar
 Posições antálgicas, fácies típicas, atrofias musculares.
 Se houver alteração sensorial, realizar MMT e GDS
 DADOS CLÍNICOS MAIS IMPORTANTES no paciente emagrecido:
 O peso // e a perda de massa magra com atrofia muscular como a musculatura temporal, diâmetro dos membros,
em especial as panturrilhas (dando a impressão de que os joelhos aumentaram), costelas e omoplatas “saltadas”
no tronco (destaque das “asas” posteriores) e abdome cavo.
 A carência protéica também pode induzir descamação cutânea, queilite, unhas fracas e quebradiças, cabelo fino
(lanugo) e cílios longos (sinal de Pitaluga)
 Dados vitais:
 PA e pulsos periféricos devem ser medidos com o paciente na posição deitada e sentada (para constatar
hipotensão ortostática secundária a desidratação, doença cardiovascular ou neuropatia periférica)
 FR avalia dispneia
 Temperatura pode identificar febre (causa inflamatória)
 A constatação de icterícia sugere infiltração hepática do processo ou anemia hemolítica;
 Cianose central com ruídos pulmonares aponta para insuficiência respiratória ou cardiovascular secundária a
inflamações pulmonares, como tuberculose, pneumonites e DPOC ou ICC.
 A anemia pode ser secundária a patologia consumptiva e/ou carencial;
 As mucosas da cavidade oral e faríngea podem demonstrar xerostomia, infecções secundárias e abscessos
dentários;
 Língua careca, aftas juntamente a anemia e parestesias apontam para doença carencial vitamínica e, se
associadas à diarréia, sugerem má absorção.
 Segue-se à palpação dos gânglios, tireóide, pulsos periféricos (palpação e ausculta). O encontro de massas
palpáveis sugere tumores e infecções
 Sinais de estase jugular, pulsos finos, sopros carotídeos, B3, ruídos pulmonares, edemas periféricos e congestão
hepática sugerem patologias crônicas graves (ICC, DPOC, DM) e facilitam o diagnóstico de causa do
emagrecimento.
 A presença de tremores, sudorese quente, taquicardia com ou sem exoftalmo e bócio sugerem hipertireoidismo.

Exames laboratoriais

 A junção da clínica com os exames, é suficiente para apontar o diagnóstico dos casos em torno de 75%
 Se a anamnese e o exame físico apontam o diagnóstico etiológico, a pesquisa laboratorial deve ser direcionada
para a sua constatação precisa e conduta o mais precocemente possível, associada a exames de avaliação da
disseminação da doença e suas repercussões laboratoriais. Porém, se a semiologia não permitiu pistas para o
diagnóstico, deve-se basear a pesquisa laboratorial em 2 fases: presença ou não de inflamação e avaliação
nutricional global. Após avaliação destes testes de “triagem”, direciona-se para a pesquisa etiológica específica.
 Não existe uma sequência de triagem definida para encontrar o que levou a pessoa a ter um emagrecimento
involuntário. Entretanto, há fluxogramas que sugerem. Nestes, frequentemente se incluem hemograma completo,
bioquímica, enzimas hepáticas, função renal, atividade inflamatória, albumina sérica, urina I e radiografia de tórax
e, por vezes, ECG (eletrocardiograma)
 Albumina sérica: proteína mais utilizada para avaliar desnutrição
 Excreção de creatinina urinária de 24h: conhecer a excreção de creatinina muscular esquelética
 Balanço nitrogenado corpóreo e/ou excreção urinária de nitrogênio
 Metabolismo basal
 Dosagem de vitaminas e sais minerais
 Função imunológica

06) COMPREENDER AS MEDIDAS TERAPÊUTICAS DA CAQUEXIA

 O tratamento da perda de peso deve incluir um plano dietético para o paciente, mas sobretudo deve-se tratar a
causa de base. Apresentamos na tabela um sumário do tratamento de diversas causas de perda de peso.
07) DEFINIR A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO MULTIDISCIPLINAR NAS DOENÇAS CONSUMPTIVAS

A importância está pautada na necessidade do paciente. Um processo de caquexia é muito debilitante e podem haver
diversas causas. Desta forma, o acompanhamento multidisciplinar tem como intenção descobrir possíveis causas, caso
seja mais de uma, e tratar de múltiplas formas o paciente.

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