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Spread Legs Birds

Este documento descreve dois casos de tratamento de "splay-leg" em aves utilizando uma tala em "U" para imobilização. No primeiro caso, um Melopsittacus undulatus jovem recuperou completamente após três semanas de tratamento. No segundo caso, um Agapornis roseicollis levou 63 dias para recuperar totalmente da subluxação e rotação dos membros, requerendo também o uso de peias. Em ambos os casos, o método de imobilização com tala em "U" foi eficaz para a correção da con

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Este documento descreve dois casos de tratamento de "splay-leg" em aves utilizando uma tala em "U" para imobilização. No primeiro caso, um Melopsittacus undulatus jovem recuperou completamente após três semanas de tratamento. No segundo caso, um Agapornis roseicollis levou 63 dias para recuperar totalmente da subluxação e rotação dos membros, requerendo também o uso de peias. Em ambos os casos, o método de imobilização com tala em "U" foi eficaz para a correção da con

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CORRECÇÃO DE “SPLAY-LEG” ATRAVÉS DE IMOBILIZAÇÃO COM

TALA EM “U”: DESCRIÇÃO DE DOIS CASOS CLÍNICOS


Gonçalves, I.¹; Ribeiro, S.¹; Patrício, R.¹
¹ All Pets - Clínica Veterinária de Tires. Avenida Amália Rodrigues nº189, 2785-613 São Domingos de Rana, Portugal

Introdução Fundamento Teórico


“Splay-leg” ou “spraddle leg” é a O príncipio desta técnica baseia-se na utilização de uma tala em “U”.
denominação comum dada à subluxação As vantagens desta são a capacidade de se adaptar ao tamanho de
coxofemoral que se encontra descrita em cada paciente, evita a abdução dos membros e tem a particularidade
aves exóticas, suínos neonatos, aves de de impedir também a rotação destes. Na utilização de talas de
produção e lagomorfos. Esta deformidade alumínio, estas são mais rígidas, sofrendo menos dano causado pelo
anatómica pode ser uni ou bilateral e tem animal, mantendo melhor a sua forma original, e o interior com espuma previne o trauma
como factores predisponentes, entre dos tecidos. Como desvantagens, a sua utilização é limitada em aves de maior porte e em
outros, a falta de tracção no ninho por animais já adultos, especialmente psitacídeos, pois têm tendência para destruir o dispositivo
ausência ou défice de substrato, a e por serem aves que dificilmente ficam imóveis.
inactividade devido a ambiente escuro, a
pressão exercida pelos progenitores sobre a
cria e a nutrição inadequada. Técnicas utilizadas por outros autores
Este trabalho descreve dois casos clínicos
de aves nas quais foi diagnosticada a
doença e se optou pela imobilização dos
membros pélvicos com recurso a uma tala
em “U” adaptada ao tamanho de cada
animal. Em ambos os casos os tutores
A B C D
optaram por não realizar Raio-X por Fig. 1 – A) Peia (Doneley 2016; Worell 2012); B) Fita adesiva ou Vetrap (Doneley 2016);
questões monetárias. C) Depressores de língua (Worell 2012); D) Bloco de esponja (Athan 1997; Doneley 2016).
Fontes: Referências na Bibliografia

Caso 1
Melopsittacus undulatus jovem com “splay-leg” bilateral, sem rotação. O dispositivo de
imobilização foi mantido durante três semanas e os membros foram avaliados
semanalmente para evitar trauma dos tecidos e dermatite na zona em contacto com o
adesivo. O dono não compareceu na consulta de reavaliação final, mas referiu, por
chamada telefónica, que o animal obteve um recuperação perfeita e sem recidivas.
Fig. 2 – Apresentação inicial do Fig. 3 – Após a colocação do
Melopsittacus à consulta. dispositivo em “U”.
Caso 2
Agapornis roseicollis com 25 dias de idade com “splay-leg” bilateral e rotação femoral e tibiotársica esquerda.
Recorreu-se à imobilização externa utilizando uma tala em “U” em alumínio. Ao 19º dia de tratamento a tala foi removida e foi colocada uma peia,
pois ainda se verificava abdução dos membros, com correcção da posição das falanges utilizando palmilhas de cartão fixadas com adesivo. Após 2
dias, o animal apresentava bom equilíbrio postural e tentativas bem-sucedidas de locomoção, tendo sido removidas as palmilhas de cartão no 26º
dia de tratamento. Ao 47º dia o animal tinha capacidade de se manter de pé no poleiro, apesar de ainda demonstrar alguma lateralidade na
postura, mantendo-se ainda a peia. Ao 55º dia o animal foi enviado para casa sem peia, de modo a exercitar os músculos evitando atrofia
muscular. Por fim, ao 63º dia de tratamento, o animal teve alta clínica, com recuperação completa da subluxação e rotação dos membros pélvicos.

Fig. 4 – Progressão do tratamento ao longo de 63 dias.

Dias 0 19 26 47 55 63
Conclusão
Em ambos os casos foram corrigidas tanto as subluxações coxofemorais como a rotação tibiotársica, pelo que podemos considerar este método
uma terapêutica eficaz para o tratamento correctivo de “splay-leg” em aves. No primeiro caso a resolução foi mais célere, devido ao facto de o
esqueleto do animal já se encontrar completamente desenvolvido e este apresentar apenas subluxação coxofemoral. No segundo caso a rotação
tibiotársica conduziu a um tempo de tratamento mais longo. O diagnóstico precoce, a idade do animal e o acompanhamento regular pelo Médico
Veterinário são factores fundamentais para o sucesso deste tratamento, assim como o compromisso e cooperação por parte do tutor.

Athan, M., (1997). Guide to the Quaker Parrot. pp. 100. | Azmanis, P. N., Wernick, M. B. & Hatt, J. M. (2014). Avian luxations: occurrence, diagnosis and treatment. Veterinary Quarterly 34, pp. 11-21. DOI: 10.1080/01652176.2014.905731 | Doneley, B., (2016). Avian Medicine and Surgery in Practice: Companion
and Aviary Birds. (2ª edição) pp. 207-209 | Jepson, L., (2016). Exotic Animal Medicine: A Quick Reference Guide. (2ª edição) p. 308 | Worell, A., (2012). Current trends in Avian Pediatrics. Journal of Exotic Pet Medicine, 21, pp. 115-123. DOI: 10.1053/[Link].2012.02.011.
Fontes das Imagens: Fig.1 - A) [Link] B) [Link] C) [Link] D) [Link]
php?41156-Treatment-of-Splayed-Legs.; Todas as fotografias dos casos foram obtidas na Clínica Veterinária de Tires.

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