Faculdade Estácio de Sergipe - FASE Nutrição Funcional
XENOBIÓTICOS E
DESTOXIFICAÇÃO HEPÁTICA
2019.1 Profa. Leise N. Moreira
CONCEITOS
• Xenobióticos:
• Qualquer substância química ou
molécula estranha ao organismo,
originada externamente ou
internamente, desde que não possua
papel fisiológico conhecido.
• Agente tóxico, toxicante ou toxina
• Entidade química capaz de causar
dano a um sistema biológico, alterando
seriamente uma função ou levando-o a
morte, sob certas condições de
exposição.
CONCEITOS
• OU, TOXINA = Qualquer substância que possa criar
irritação e/ou efeito danoso em um organismo, reduzindo a
vitalidade, tensionando as funções bioquímicas e o
funcionamento orgânico.
XENOBIÓTICOS E TOXINAS SÃO SINÔNIMOS.
• Carga tóxica:
• A ação combinada dos diferentes compostos tóxicos no
organismo pode ser maior que a ação das partes
individuais. O sinergismo entre os compostos pode
causar danos imprevisíveis em condições experimentais.
ORIGEM DAS TOXINAS
• INTERNA
• Erros inatos do metabolismo: Ex. Fenilcetonúria (acúmulo
de compostos intermediários com efeitos deletérios);
• Metabólitos bacterianos: aminas bioativas, amônia,
enzimas pró-carcinogênicas, fragmentos de MOS;
• Produtos de inflamação (eicosanóides, citocinas, ...);
• Desequilíbrio metabólico: Por polimorfismos genéticos ou
fatores ambientais;
• Ácidos biliares secundários;
• Medicamentos bio-transformados no intestino;
• Radicais livres e espécies reativas de O2;
• Microbiota intestinal: Substâncias produzidas por MOS que
circulam em > quant. devido a hiperpermeabilidade;
• Pensamento negativo.
ORIGEM DAS TOXINAS
• EXTERNA
• Existem mais de 4 milhões de compostos químicos
tóxicos, sendo 3 mil de alto risco;
• Temos diariamente contato com cerca de 60 mil
compostos tóxicos;
• Inclui-se:
Medicamentos, aditivos alimentares, agrotóxicos em geral
(pesticida, herbicida, fungicida, ...), drogas de uso recreacional;
álcool, poluentes do ar, migrante de embalagens, produtos
químicos usados em casa, dentre outros.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Radiações
TIPO DE RADIAÇÃO BENEFÍCIOS MALEFÍCIOS
Raios solares Síntese de vit. D – Lesões na estrutura da pele,
Exposição limitada fotoenvelhecimento e surgimento
de câncer (carcinoma basocelular)
– Exposição excessiva
Raios-X Usado na radioterapia e Destrói ou modifica o conteúdo
na irradiação pré- genético das células
transplante de medula
Radiação atômica Solução energética do Induz polimorfismos genéticos e
futuro (é inesgotável e mutações (mata rápido ou aos
polui menos) poucos)
Radiações Há evidências de que mesmo as de
eletromagnéticas fraca intensidade podem ser
nocivas para as células (emitidas
por PC, celulares, micro-ondas, ...
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Agentes climáticos e físicos
• Frio, altitude, umidade, calor, chuva, vento e neve
Podem causar alterações no corpo
• Exs.: Altitude induz a poliglobulinemia (↑ do n0. de glóbulos
vermelhos) e a umidade pode gerar doeres reumáticas.
• Aditivos alimentares
• Conservantes, corantes, estimulantes, edulcorantes,
estabilizantes, espessantes, realçadores de sabor e
acidificantes.
• Falta informações sobre o poder acumulativo, o efeito
combinado e a metabolização e possibilidades de interação
destes, impedindo o estabelecimento de inter-relações
entre o consumo de longo prazo e disfunções orgânicas.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Poluentes do ar
• Poeira; gases de indústrias e veículos (causam
aquecimento global – amianto, monóxido de C,
óxidos de N);
• Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos:
• Origem: queima em fornos industriais, motores, termelétricas
ou de alimentos que deixamos queimar por descuido;
• Seu acúmulo está relacionado a alterações hepáticas,
tireoidianas e neoplásicas;
• No Brasil os principais contribuintes para a sua ingestão são:
Óleos, carnes, gorduras e açúcares.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Contaminantes da água
• A água pode ser contaminada por substâncias radioativas e metais
tóxicos, pesticidas e fertilizantes de plantações em rios lagos,
excesso de fertilizantes nos lençóis freáticos formando nitritos
tóxicos através de bactérias.
• CLORO (cloração da água):
• Destrói MOS, é eficiente, econômico e tem ação abrangente,
controlando alterações de odor e sabor;
• MAS, ..., Dependendo da quantidade ingerida é tóxico, aumenta o risco
de neoplasias, além de ser teratogênico e abortivo.
• FLUOR:
• Reduz a incidência da cárie dentária;
• MAS, ..., Pode causar fluorose com alterações dentárias,
desmineralização, fraturas ósseas e efeitos neurológicos.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Contaminantes do solo
• Originado dos métodos de plantio e pecuária atualmente;
• Quem são? Resíduos fosfatados, nitratos, pesticidas,
dejetos de animais, metais (chumbo, zinco, cádmio, níquel,
cobre), dioxinas, MOS e parasitas.
• 400 tipos diferentes de pesticidas estão registrados para
uso no Brasil O país consumiu U$ 4,2 bilhões em
agrotóxicos.
• Organoclorados – Muito utilizado até a década de 70, ainda
persistem no ambiente, se bioacumulam e são muito tóxicos.
Alimentos + contaminados: Morango, mamão, tomate,
cenoura, alface, batata, maçã, banana e pimentão.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Contaminantes em alimentos de origem
animal
• Na criação de animais (gado bovino, ovino, suíno
ou frango) são utilizados: promotores de
crescimento (quimioterápicos e antibióticos),
fármacos antitireoidianos, prostaglandinas,
agonistas β2-adrenérgicos, esteroides
(corticosteroides, andrógenos, estrógenos) e
outros;
• Podem estar associados ao aumento da
incidência de doenças cardiovasculares,
obesidade, hipertensão, doenças neurológicas,
autismo, infertilidade, leucemias, linfomas.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Migrantes de embalagens
• Plásticos são polímeros derivados do petróleo através da
mistura complexa de várias substâncias (aditivos). Dentre
estes, os ftalatos e o bisfenol A, têm chamado atenção.
• Ftalatos = Usado para revestir a tampa metálica de frascos de
iogurte, pacotes de salgadinhos, filme interno das embalagens
longa vida, de sucos e outras;
• Bisfenol A = Empregado em resinas epóxi, aplicadas em
revestimento interno da parte metálicas de latas, podendo ser
arrastado ao alimento em meio lipídico, ácido ou em altas
temperaturas.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Migrantes de embalagens
• A migração dos aditivos presentes nos plásticos para os
alimentos é pequena e a detecção de efeitos em exposição
a curto prazo é impossível.
• PORÉM, em longos períodos de ingestão, manifestações
tóxicas sutis e de difícil detecção podem ocorrer.
• A migração dos aditivos das embalagens para o alimento
dependem:
• % de LIP, teor de álcool, pH, presença de óleos essenciais e etc.
O tempo de contato entre o alimento e a embalagem, a temperatura e a
espessura da embalagem plástica também influenciam na migração.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• METAIS São originados da crosta terrestre e através da
mineração são colocados nos ciclos físico-químicos que
mantem a vida na biosfera.
• METAIS TÓXICOS Todo elemento que não possui ações
benéficas ou essenciais ao organismo vivo, produzindo
efeitos danoso para as funções metabólicas normais,
mesmo em quantidades traço.
• Metais que possuem atração por tecidos biológicos e lenta
eliminação: Mercúrio, arsênico, chumbo, alumínio, cádmio,
berílio e outros.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• ARSÊNICO:
• Possíveis fontes: peixes e frutos do mar; herbicidas, inseticidas
e raticidas; promotores de crescimento e antimicrobianos; giz
colorido, no corante; fumaça de automóveis; madeira tratada
com arseniato de cromo ou cobre.
• Sinais e sintomas associados: Hálito e suor com odor de alho;
hiperpigmentação em pescoço, pálpebras, mamilos e axilas;
hiperqueratose e queda de cabelo; anemia com leucopenia e
eosinofilia; distúrbios gastrointestinais; lesão do miocárdio,
anorexia; câimbras; insuficiência pulmonar e câncer.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• CHUMBO:
• Segunda substância de maior efeito deletério sobre a saúde.
• Possíveis fontes: Encanamentos de água antigos; fertilizantes,
alimentos enlatados (lata amassada e alimentos ácidos);
panelas e utensílios de cerâmica antigos; tintura para cabelos;
ossos de animais, lápis.
• Sinais e sintomas associados: Fraqueza muscular
generalizada; fadiga geral e letargia; dores musculares e nas
articulações; sabor estranho na boca; cefaleia; insônia;
irritabilidade; queda na libido; tremores.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• MERCÚRIO:
• Terceiro elementos mais perigoso dentre os quais o ser
humano pode entrar em contato.
• Possíveis fontes: Peixes e frutos do mar; fungicidas; lodo de
esgoto utilizado na fertilização do solo; lâmpadas
fluorescentes, termômetros; vacinas; amálgamas dentários
(vem sendo substituídos por resinas acrílicas).
• Sinais e sintomas associados: Nefrotoxicidade;
neurotoxicidade (alteração na visão, audição irritabilidade,
depressão, insônia, ...); toxicidade gastrintestinal; dores
articulares; hiperqueratose; queda de cabelo; gastrite,
ulceração, gengivite, salivação, estomatite, ...
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• CÁDMIO:
• Sétima substância mais perigosa ao ser humano.
• Possíveis fontes: Fertilizantes e tabaco; sementes de papoula;
vísceras; massas; cereais de café da manhã à base de trigo;
moluscos; crustáceo; peixes; alimentos líquidos e ácidos
embalados em cerâmica).
• Sinais e sintomas associados: Toxicidade renal (osteomalácia e
hipertensão); danos hepáticos; enfisema, edema pulmonar e
rinite – exposição pela via respiratória; deficiência de ferro,
cobre e zinco - anemia.
TIPOS DE XENOBIÓTICOS
• Metais tóxicos
• ALUMÍNIO:
• Possíveis fontes: Água tratada; desodorante antitranspirantes
com hidróxido ou cloridróxido de alumínio; antiácidos à base de
hidróxido de alumínio; produtos de padaria com fosfato de
alumínio (confere leveza às massas); bebidas enlatadas;
alimentos líquidos ou cozidos em panelas de alumínio.
• Sinais e sintomas associados: Alterações no metabolismo do
cálcio; osteomalácia; diminuição da síntese de vit. D;
peroxidação lipídica; fala comprometida; convulsões;
constipação intestinal; cólica abdominal; anorexia; náuseas e
fadiga.
DESTOXIFICAÇÃO
• CONCEITO:
• É qualquer processo biológico realizado por um organismo,
que busque eliminar ou reduzir a atividade de determinadas
substâncias (xenobióticos), seja em nível celular ou no nível de
todo o organismo, para que elas possam ser excretadas.
• Principal objetivo:
• Transformar substâncias apolares e lipossolúveis (maior parte dos
compostos tóxicos – xenobióticos) em substâncias polares e
hidrossolúveis, possibilitando a sua eliminação pela urina e pela
bile.
• A maioria dos xenobióticos possuem efeito cumulativo, ou
seja, são armazenados no tec. adiposo e em todas as
membranas celulares.
Suor, leite, lágrimas, ar exalado e outras secreções também são rotas de eliminação.
DESTOXIFICAÇÃO
• Ocorre em todas as células, mas
principalmente nas do fígado e intestino;
• Locais que também realizam
destoxificação intensa:
• Pulmões, epitélio nasal, rins, cérebro, cél.
Imunológicas, adrenais, pele e placenta.
• O fígado possui em torno de 60% das
enzimas de biotransformação de todo o
organismo e a mucosa intestinal cerca de
20% Órgãos vitais para o processo.
DESTOXIFICAÇÃO
• Funções do fígado:
• Produção de bile (emulsificação de lipídios);
• Conteúdo de parte do sistema imunológico (ex.: Cél. de
Kupfer) faz parte do sistema mononuclear fagocitário;
• Sintetização e degradação de hormônios como colesterol,
estrógenos, testosterona e outros;
• Controle do metabolismo da glicose;
• Realização do metabolismo de primeira passagem de
nutrientes, drogas, álcool e substâncias diversas =
destoxificação HEPÁTICA.
PROCESSO DE destoxificação
As reações de destoxificação estão divididas por um processo de 3 fases
• Fase I – Biotransformação ou bioativação:
• Quando o substrato (toxina) é biotransformado e preparado para a
reação de conjugação FASE II;
• Ou é prontamente eliminado (alguns casos).
• Realizada por várias enzimas presentes nas nossas células
(hepáticas e extra-hepáticas);
• Flavina mono-oxigenase (FMO); Xantina oxidase – Xantina
desidrogenase (XO – XD); Quinona redutase (QR) e Citocromo
P450;
• As principais reações realizadas são: Oxidação, hidrólise ou
redução;
• A famílias das isoenzimas do P450 são capazes de lidar com
substâncias químicas diferentes.
PROCESSO DE DETOXIFICAÇÃO
• Fase I – Biotransformação ou bioativação:
• Nas reações de Fase I sempre ocorrerá a formação de
EROS e metabólitos intermediários (cancerígenos e
mutagênicos, pois danificam o DNA, RNA e estruturas
celulares).
Cofatores e substratos para
FASE II:
IMPORTANTE: Presença Serina, colina, Mg, Vit. B5, B6,
de antioxidantes e B9, B12 (essenciais para
estimulantes da FASE II metilação);
para efetivamente sulfato; glutationa; metionina;
conjugar, tornar glutamina, taurina, glicina;
hidrossolúvel e eliminar as P, Se, Mo;
toxinas vit. C, B2 e B3;
ác. Glicurônico.
PROCESSO DE detoxificação
• Fase II – Conjugação:
• Objetivos: Transformar as toxinas (da Fase I ou como foram
recebidas) em moléculas passíveis de excreção,
hidrossolúveis, além de neutralizar sua possível reatividade.
• É realizada em duas etapas:
Etapa 1 Etapa 2
• Ocorre a síntese da • Ocorre a ligação
molécula a ser (conjugação) da
transferida (doador) molécula
sintetizada ao
xenobiótico
• As enzimas sintetazes fazem a síntese do grupo a ser
doado e as transferases ligam o doar à molécula de toxina.
PROCESSO DE detoxificação
• Fase III (Destino final) – Eliminação:
• A ex-toxina (metabolizada nas Fases I e II) Torna-se um
metabólito excretável, transportado para a circulação, fora de
célula;
• P-glicoproteína Transporta o metabólito para sua
eliminação pelas vias biliares, renais ou intestinais;
• O sistema de transporte que envia a substância até a
circulação e para o seu destino final Depende de energia e
é passível de saturação;
• PARTICULARIDADE: Substâncias recebidas via oral P-
glicoproteína (localizada na membrana apical do enterócito)
pode reduzir em muito a absorção do xenobiótico – Bombear
a molécula de volta ao intestino ↑ sua excreção.
Suporte Nutricional à destoxificação hepática
SUPORTE NUTRICIONAL AOS SISTEMA DE
destoxificação
• Há muitas evidências de que a nutrição influencia de
forma determinante na maneira como destoxificamos.
GRUPO DE NUTRIENTES IMPORTÂNCIA PARA A detoxificação
Cobre, zinco, vit. A, riboflavina, Importante para síntese do grupo heme
piridoxina, ác. fólico, vit. B12 e Fe, do citocromo P450.
glutationa, flavonóides
Colina Participa da síntese de acetilcolina,
betaína e fosfolipídios de membrana
(isoenzimas ligam-se aos fosfolipídios).
Carotenóides, bioflavonóides e Oferece suporte nutricional para
compostos fenólicos, vitaminas A, neutralizar os intermediários reativos da
E e C, Se, Cu, Zn e Mn, coenzima Fase I.
Q10
ALIMENTOS, FITOQUÍMICOS E MODULAÇÃO
DAS ENZIMAS DE destoxificação
• Consumo de frutas e verduras
• Associado a ↓ das DCNT´s devido a sua constituição;
• Fibras, vit., minerais, CHO e água;
• Compostos não nutricionais de ação antioxidante e agentes
protetores (fitoquímicos).
BRASSICAS
• Ricas em compostos enxofrados bioativos (Glicosinolatos e S-metil-
cisteína-sulfóxidos) Ação anticarcinogênica e potencialmente úteis
como agentes quimiopreventivos (câncer induzido por diversos
xenobióticos);
• Repolho, couve-flor, couve-manteiga, brócolis, couve-de-Bruxelas,
couve-rábano, couve-chinesa, mostarda, nabo, agrião, rabanete,
rábano, rúcula.
ALIMENTOS, FITOQUÍMICOS E MODULAÇÃO
DAS ENZIMAS DE detoxificação
LIMÃO E LARANJA
• As cascas são possuem óleos essenciais ricos em
monoterpenos
• Inibem algumas enzimas de biotransformação e aumenta a atividade
de outras;
• ↑ a conjugação com glutationa e ácido glicurônico;
• ↑ a resistência hepática à depleção de glutationa pela administração
crônica de paracetamol;
• Inibem a tumorigênese.
CURCUMA
• Curcumina Antioxidante, anti-inflamatória e
antimutagênica, estimula a síntese de glutationa e pode inibir
seletivamente a atividade de algumas enzimas do P450.
ALIMENTOS, FITOQUÍMICOS E MODULAÇÃO
DAS ENZIMAS DE detoxificação
FLAVONOIDES ISOLADOS: QUERCETINA E RUTINA
• Um estudo avaliou os seguintes efeitos deste flavonoides no
metabolismo oxidativo hepático:
• < formação de espécies reativas no fígado;
• ↑ dos níveis de glutationa hepática;
• ↓ das alterações enzimáticas que ocorreriam em função do refluxo
biliar;
• Proteção dos hepatócitos, ↓ a concentração de citocromo P450;
• Modificação na expressão de varias isoenzimas do P450, sendo
algumas inibidas e outras aceleradas;
• Outro estudo Associadas as vit. C e E previne dano
hepático por déficit de glutationa e modula diversas enzimas
do P450.
ALIMENTOS, FITOQUÍMICOS E MODULAÇÃO
DAS ENZIMAS DE detoxificação
ALECRIM
• Seus compostos (potentes antioxidantes)
aumentam a atividade das enzimas GST e QR,
reduzindo o processo inflamatório.
CHÁ VERDE
• Tem efeitos antioxidante e anti-inflamatório, inibe
a angiogênese, controla a iniciação, promoção e
progressão da carciongênese, estimula as fases I
e II aumentando em 30 X GST.
ALHO
• Inibe a ação mutagênica de diversos
carcinógenos Acelera as enzimas de Fase II.
ALIMENTOS, FITOQUÍMICOS E MODULAÇÃO
DAS ENZIMAS DE destoxificação
PRÓPOLIS
ALECRIM
• Resina estudada na proteção hepática contra
vários xenobióticos Melhora o processo de
destoxificação e previne lesões oxidativas.
ALOE VERA
• Inibe a ativação de carcinógenos de Fase I,
aumentando sua destoxificação na Fase II e
reduz a lipoperoxidação lipídica Efeito
protetor para o fígado;
• Nos tecidos extra-hepáticos acelera GST, SOD
e catalase nos pulmões, bexiga e estômago.
NUTRIÇÃO CONTRA OS METAIS
TÓXICOS
• ARSÊNICO
• Ác. Fólico, B12, B6, B5, colina, serina, Mg e
possivelmente o consumo de glutationa Envolvidos
na sua detoxificação;
• Selênio compete com o Arsênico Antagoniza ação
tóxica nos tecidos.
• CHUMBO
• Fe compete com chumbo na absorção e Vit. C ↓ a
absorção de chumbo para ↑ a de Fe;
• Ca, Mg, Fe, Mn e P ↓ biodisponibilidade de chumbo;
• PTN e Zn ↓ toxicidade.
NUTRIÇÃO CONTRA OS METAIS
TÓXICOS
• MERCÚRIO
• Vit. E, cisteína e Se ↓ toxicidade;
• Zn, Mn, Cu e Fe Antagonizam o mercúrio em
diferente órgãos;
• Ác. Lipóico ↑ a excreção biliar (favorece ligação ao
fígado);
• A microbiota intestinal pode ↓ ou ↑ a absorção.
• CÁDMIO
• Fe, Ca, Mg e vit. C Diminuem a absorção;
• PTN, Zn, Cu e Se ↓ toxicidade, ↑ a excreção.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• PASCHOAL, V. Nutrição Clínica Funcional:
dos princípios à prática. São Paulo: Valéria
Paschoal Editora Ltda., p. 320, 2007.