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Parafuso

O documento discute diferentes tipos de roscas, incluindo suas aplicações e dimensões. As roscas podem ser internas ou externas e permitem a união e movimentação de peças. As roscas mais comuns são a métrica e a Whitworth, sendo a métrica adotada no Brasil e a Whitworth em países que usam o sistema imperial.

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Regiane Sena
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Parafuso

O documento discute diferentes tipos de roscas, incluindo suas aplicações e dimensões. As roscas podem ser internas ou externas e permitem a união e movimentação de peças. As roscas mais comuns são a métrica e a Whitworth, sendo a métrica adotada no Brasil e a Whitworth em países que usam o sistema imperial.

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Rosca é um conjunto de filetes em torno de uma superfície cilíndrica

Roscas podem ser internas ou externas

A porca é um exemplo de rosca interna

O parafuso é um exemplo de
rosca externa
APLICAÇÃO:
• As roscas permitem a união e
desmontagem de peças

APLICAÇÃO:
• As roscas permitem a movimentação
de componentes de peças
SENTIDO DE DIREÇÃO DA ROSCA

Dependendo da inclinação dos filetes em relação


ao eixo do parafuso, as roscas ainda podem ser direita
e esquerda.

Na rosca direita, o filete sobe da direita para a


esquerda, conforme a figura.

Na rosca esquerda, o filete sobe da esquerda


para a direita, conforme a figura.
CONCEITOS
* Passo da rosca – é a distância axial de um ponto de um filete ao
correspondente do filete adjacente.

* Avanço – é a distância, medida axialmente, que o parafuso percorre


quando completa uma volta.

Rosca simples Rosca dupla Rosca tripla

O avanço “l” é a distância que a porca se desloca em paralelo ao eixo


do parafuso quando ela sofre uma rotação de 360 graus. Para:
• rosca simples: o avanço é igual ao passo;
• rosca dupla: o avanço é o dobro do passo da rosca;
• rosca tripla: o avanço é o triplo de seu passo
ROSCA MÉTRICA

d2 = D2 = d - 0,6495 * P

S = (3,14/4)*((d2+d3)/2)^2

Diâ. dos Diâmetro ùtil Prof. do Filete Seção transv.


Avanço Arredondamento
flancos Rosca ext. Rosca int Rosca ext. Rosca int Sob tensão
d=D P d2=D2 d3 D1 h3 H1 R S mm2
5 0,8 4,484 4,018 4,134 0,491 0,433 0,12 14,19
16 2 14,71 13,546 13,835 1,227 1,083 0,29 156,69
30 3,5 27,743 25,706 26,21125 2,147 1,895 0,51 560,63
48 5 44,775 41,866 42,5875 3,067 2,707 0,72 1473,17
10 1,5 9,033 8,160 8,37625 0,920 0,812 0,22 58,01
12 1 11,355 10,773 10,9175 0,613 0,541 0,1443 96,09
Rosca métrica ISO de uso geral – Dimensões básicas
ABNT NBR ISO 724:2004
1 Objetivo
Esta Norma especifica as dimensões básicas, em milímetros, de roscas métricas ISO para aplicação geral
conforme a ABNT NBR ISO 261. Os valores se referem ao perfil básico, conforme a ABNT NBR ISO 68-1.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem
prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.
Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que
verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir.

ABNT NBR ISO 68-1:2004 – Rosca métrica ISO de uso geral – Perfil básico – Parte 1: Rosca métrica para
parafusos.
ABNT NBR ISO 261:2004 – Rosca métrica ISO de uso geral – Plano geral
ISO 5408:1983 – Cylindrical screw threads – Vocabulary

3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da ISO 5408.

4 Símbolos
• D Diâmetro maior da rosca interna no perfil básico (diâmetro nominal)
• d Diâmetro maior da rosca externa no perfil básico (diâmetro nominal)
• D1 Diâmetro menor da rosca interna no perfil básico
• d1 Diâmetro maior da rosca externa no perfil básico
• D2 Diâmetro de flanco da rosca interna no perfil básico
• d2 Diâmetro de flanco da rosca externa no perfil básico
• H Altura do triângulo fundamental
• P Passo
• D Diâmetro maior da rosca interna no perfil básico
(diâmetro nominal)
• d Diâmetro maior da rosca externa no perfil básico
(diâmetro nominal)
• D1 Diâmetro menor da rosca interna no perfil básico
• d1 Diâmetro maior da rosca externa no perfil básico
• D2 Diâmetro de flanco da rosca interna no perfil básico
• d2 Diâmetro de flanco da rosca externa no perfil básico
• H Altura do triângulo fundamental
• P Passo
ROSCA TRIANGULAR
MÉTRICA

Classificação segundo
o perfil:

• rosca métrica
• rosca Whitworth
• rosca americana
ROSCA WHITWORTH
HISTÓRICO
Existe uma grande variedade de Roscas no mundo (Rosca para lâmpadas, relógios,
parafusos, porcas, tubos, etc.) porém as mais utilizadas na Hidráulica e Mecânica
são os derivados dos Sistema WHITWORTH e MÉTRICA.
Em 1841, na Europa, JOSEPH WHITWORTH apresentou as primeiras normas sobre
rosca, que com diversas modificações e ampliações se conservam até hoje e são
utilizados em todos os países que possuem como unidade a POLEGADA, e em
muitos outros países que embora adotando o sistema MÉTRICO ainda conservam
o sistema WHITWORTH.
Nos E.U.A, baseado na WHITWORTH, foi criado a U.S Standard, que modificado
deu lugar ao UNIFIED (Unificado) que teve como objetivo conseguir um sistema
intercambiável com os sistemas usados no Canadá e Inglaterra.
Na Alemanha em 1898, durante Congresso em Zurich, foi apresentado e adotado
pelo Comitê de Normas Alemãs, uma série de roscas baseado no sistema Métrico
Decimal.
O Brasil adotou o sistema MÉTRICO, porém possui uma grande variedade de roscas
sendo utilizada em seu Território Nacional, devido a importações de equipamentos
de toda a parte do mundo.
TIPOS DE ROSCAS - RESUMO
Exemplo de
Sigla
Denominação da Rosca Designação Tamanho Nominal Aplicação

DIN 14-M 08 0,3 a 0,9 mm relojoaria, mecânica fina

Rosca métrica ISO DIN 13-M 30 1 a 68 mm Geral (rosca padrão)

DIN 13-M 20x1 1 a 1000 mm geral ( rosca fina)


M
Rosca métrica com folga parafusos para haste anti-
acentuada DIN 2510-M 36 12 a 180 mm fadiga
bujões ou parafusos de
Rosca métrica cilíndrica
culatra e niples de
interna
DIN 158-M 30x2 6 a 60 mm lubrificação
Rosca métrica cônica bujões de niples de
M
externa DIN 158-M 30x2 cônica 6 a 60 mm lubrificação
DIN ISO 228-G1 1/2
(interna)
Rosca de tubos cilíndrica G rosca sem vedação
DIN ISO 228-G1 1/2A
(externa) 1/8 a 6 pol

DIN 2999-Rp 1/2 1/16 a 6 pol


Rosca de tubos cilíndrica rosca de tubos com
Rp
(interna) vedação na rosca (rosca
DIN 3858-Rp 1/8 1/8 a 1 1/2 pol vedante)
Tubos roscados, encaixes,
DIN 2999-R 1/2 1/16 a 6 pol
Rosca de tubos cilíndrica conexões aparafusadas de
R
(externa) tubos
DIN 3858-R 1/8 1/8 a 1 1/2 pol
Rosca métrica trapezoidal
Tr uso geral para movimentos
ISO DIN 103-Tr 40x7 8 a 300 mm

Rosca dente de serra S DIN 513-S 48x8 10 a 640 mm uso geral para movimentos

DIN 405-Rd 40x 1/6 8 a 200 mm uso geral


Rosca redonda Rd rosca redonda com filete
DIN 20400-Rd 40x5 10 a 300 mm profundo
Rosca e parafusos para
ST parafusos para chapas
chapas DIN 1478-ST 3,5 1,5 a 9,5 mm
Roscas Conforme Normas Estrangeiras
Denominação da Rosca Sigla Exemplo de Designação Significado País
Rosca ISO-UNC com
ARG, AUS, GBR, IND,
Rosca unificada grosseira (Unified diâmetro nominal de 1/4
UNC 1/4 - 20 UNC - 2A JPN, NOR, PAK, SWE
National Coarse Thread) pol., 20 filetes/pol., classe de
etc
ajuste 2A
Rosca ISO-UNF com diâ.
ARG, AUS, GBR, IND,
Rosca unificada fina (Unified National Fine Nominal de 1/4 pol., 28
UNF 1/4 - 28 UNF - 3A JPN, NOR, PAK, SWE
Thread) filetes/pol., classe de ajuste
etc
3A
Rosca ISO-UNEF com diâ.
Rosca unificada extra fina (unified national Nominal de 1/4 pol., 32 AUS, GBR, IND, NOR,
UNEF 1/4 - 32 UNEF - 3A
extra-fine Thread) filetes/pol., classe de ajuste PAK, SWE etc
3A
Rosca unificada especial, diâmetros Rosca UNS com diâ.,
especiais/combinações de avanços UNS 1/4 - 27 UNS nominal de 1/4 pol., 27 AUS, GBR, NZL, USA
(Unified Special Thread) filetes/pol.

Rosca cilíndrica de tubos para conexões Rosca NPSM com diâmetro Ver
mecânicas (Straight Pipe Threads for NSPM 1/2 - 14 NPSM nominal de 1/2 pol., 14 USA
desenhos
mechanical joints) filetes/pol.

Rosca cônica de tubos - padrão americano Rosca NPT com diâmetro


(American National Standard Taper Pipe NPT 3/8 - 18 NPT nominal de 3/8 pol., a8 BRA, FRA, USA etc
Thread, sem vedação) filetes / pol.

Rosca cônica e fina de tubos - padrão Rosca NPTF c/ diâ. Nominal


americano (American National Standard NPTF 1/2 - 14 NPTF (dryseal) de 1/2 pol., 14 filetes/pol. BRA, USA
Taper Pipe Thread, Fuel) (vedante)

Rosca Acme c/ diâ. Nominal


Rosca trapezoidal - padrão americano: h =
Acme 1 3/4 - Acme - 2G de 1 3/4 pol., 14 filetes/ pol., AUS, GBR, NZL, USA
0,5 P
classe de ajueste 2G

Rosca Stub-Acme c/ diâ.


Rosca trapezoidal achatada - padrão Stub-
1/2 - 20 Stub - Acme Nominal de 1/2 pol., 20 USA
americano: h = 0,3 P Acme
filetes/ pol..
ROSCAS / FILETES E SUAS VARIAÇÕES
A área resistente está relacionada
à área transversal que está sob
tensão:

S = (3,14 / 4) x ((d2 + d3 ) / 2)2 )

Onde para a Rosca Métrica ISO é:


• d2 é o diâmetro dos flancos;
• d3 é o diâmetro útil da rosca externa.

• Ver cálculo de área de rosca métrica nomal e fina.


• Quais conclusões se pode obter da área resistente em relação à série
normal e fina?
Vamos então fazer os cálculos das áreas resistentes e as folgas de 2
especificações métricas de parafusos:
-M3 0,5 (rosca normal em mm)
-M3 0,25 (rosca fina em mm)

Para roscas de mesmo


diâmetro a rosca fina
Temos então: possui maior área de
Rosca Normal: 5,03 mm2 seção, portanto é mais
resistente.
Rosca Fina: 6,01 mm2

d2 = d – 0,6495 P
d3 = d – 1,2269 P
As roscas ainda podem ser das seguintes séries:

· Roscas grossas: são recomendadas para uso geral, quando há


baixa intensidade de choque e vibração e quando há grande
freqüência de desmontagem.

· Roscas finas: são freqüentemente utilizadas nas construções


automotivas e aeronáuticas e ainda em equipamentos e
instrumentos de precisão. São recomendadas quando há um
certo nível de vibração e choque nas peças que são unidas.

· Roscas extrafinas: particularmente empregadas em condições


especiais de alta vibração ou em uniões de peças finas e na
industria aeronáutica. Nestas aplicações os materiais de
fabricação são ligas de alta dureza superficial.
Partes do Parafuso
Formatos mais comuns:

CLASSIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS


(PRINCIPAIS)

• Parafuso passante
• Parafuso não-passante
• Parafuso de pressão
• Parafuso prisioneiro

Classificados pelo formato da


cabeça, do corpo e da ponta
PARAFUSO PASSANTE
Esses parafusos atravessam, de lado a lado, as peças a serem unidas,
passando livremente nos furos.
Dependendo do serviço, esses parafusos, além das porcas, utilizam arruelas
e contraporcas como acessórios.
Os parafusos passantes apresentam-se com cabeça ou sem cabeça.
PARAFUSO NÃO-PASSANTE

Não utilizam porcas. O papel de porca


é desempenhado pelo furo roscado,
feito numa das peças a ser unida.

PARAFUSO DE PRESSÃO

São fixados por meio de pressão. Esta é


exercida pelas pontas dos parafusos contra
a peça a ser fixada. Os parafusos de pressão
podem apresentar cabeça ou não.
PARAFUSO PRISIONEIRO

• São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades;


• Recomendados nas situações que exigem montagens e desmontagens freqüentes.
• Sua rosca pode ter passos diferentes ou sentidos opostos, isto é, um horário e o
outro anti-horário.
• Para sua fixação utiliza-se ferramenta especial.
• O parafuso prisioneiro permanece no lugar
quando as peças são desmontadas.
PARAFUSO DE CABEÇA SEXTAVADA
NOMENCLATURA

Aço Inoxidável
A = austenítico / F = ferrítico
Aço ao carbono Grupos:
Resistência à tração: 2: em liga com Cr e Ni
Rm = (9 x 100) N/mm2 = 900 N/mm2 4: em liga com Cr, Ni e Mo

Limite de Elasticidade: Resistência à tração:


Re = (9 x 8 x 10) N/mm2 = 720 N/mm2 Rm = (70 x 10) N/mm2 = 700 N/mm2
NOMENCLATURA DE PARAFUSO
Aperto dos parafusos.
Os fabricantes divulgam no manual de oficina o torque de aperto para todos os
parafusos. Com o aperto excessivo podemos: espanar os fios da rosca, quebrar
o parafuso, empenar a peça que está sendo fixada e esmagar a junta causando
vazamento e outros problemas que podem surgir mais tarde. Do mesmo modo
um aperto insuficiente pode provocar: vazamentos, fazer o parafuso se perder
ou causar desalinhamento em peças ou componentes.
Somente com uma ferramenta chamada torquímetro, conseguimos medir o
aperto dado em cada parafuso

Chave Torque
Sextavada (especificação
Rosca
para parafusos
(mm)
gerais - N.m)
8 M5 4-8
8 M6 6-10
10 M6 6-10
12 M8 15-25
13 M8 15-25
14 a 17 M10 30-40
17 a 19 M12 40-55
19 a 22 M14 75-90
26 M17 58-70
27 M18 58-70
30 M20 70-83
PARAFUSO DE CABEÇA SEXTAVADA

Este tipo de parafuso tem vasta aplicação na construção de máquinas, aparelhos


eletrônicos e automóveis.
PARAFUSO COM SEXTAVADO INTERNO

Este tipo de parafuso é utilizado em uniões que exigem um bom aperto, em


locais onde o manuseio de ferramentas é difícil devido à falta de espaço.
Esses parafusos são fabricados em aço e tratados termicamente para aumentar
sua resistência à torção.
PARAFUSO DE CABEÇA (ESCAREADA) COM FENDA

Esse tipo de parafuso é muito empregado em montagens que não sofrem


grandes esforços e onde a cabeça do parafuso não pode exceder a superfície
da peça.
PARAFUSO DE CABEÇA (REDONDA) COM FENDA

Esse tipo de parafuso é também muito empregado em montagens que não


sofrem grandes esforços. Possibilita melhor acabamento na superfície. São
fabricados em aço, cobre e ligas, como latão.
PARAFUSO DE CABEÇA (CILÍNDRICA BOLEADA) COM FENDA

São utilizados na fixação de elementos nos quais existe a possibilidade de se


fazer um encaixe profundo para a cabeça do parafuso, e a necessidade de um bom
acabamento na superfície dos componentes. Trata-se de um parafuso cuja cabeça
é mais resistente do que as outras de sua classe. São fabricados em aço, cobre e
ligas, como latão.
PARAFUSO DE CABEÇA (ESCAREADA BOLEADA) COM FENDA

São geralmente utilizados na união de elementos cujas espessuras sejam


finas e quando é necessário que a cabeça do parafuso fique embutida no
elemento. Permitem um bom acabamento na superfície. São fabricados em aço,
cobre e ligas como latão.
PARAFUSOS PARA CARPINTARIA
O mais comum é o parafuso de rosca soberba ou como normalmente é referenciado
por parafuso de fenda para madeira. Este parafuso tem o corpo ligeiramente cônico
com rosca em uma extremidade e sua cabeça pode ser de tipos distintos:
• Cabeça chata
• Cabeça abaulada ou oval
• Cabeça redonda

A rosca soberba tem filetes afiados e passo (distância entre os filetes) maior que
as roscas comuns. A vantagem desse tipo de parafuso é que os furos não
precisam ser previamente rosqueados, o próprio parafuso abre a rosca, são os
chamados parafusos auto-atarraxantes. São utilizados em materiais macios como
madeira, plástico, etc.

Há parafusos de rosca soberba com o corpo paralelo e rosca em toda sua extensão,
porém não são recomendados para uso em madeiras, este tipo de parafuso
dificilmente aperta a madeira a ser fixada, a rosca na parte superior do parafuso
impede que a mesma deslize e acaba promovendo um falso aperto, não puxando uma
peça contra a outra.
PARAFUSOS PARA CARPINTARIA
Dimensões-padrão
DISTRIBUIÇÃO DE TENSÃO NAS JUNTAS
Exemplo de ensaio de Tração
CURVA TENSÃO X DEFORMAÇÃO
JUNTA APARAFUSADA

É submetida a um esforço similar àquele representado em um ensaio


de tração de uma amostra metálica
CONCENTRAÇÃO DE TENSÃO

Observa-se concentração de tensão na junção entre a cabeça e o


corpo do parafuso (ponto A);
Observa-se um nível de tensão maior na região onde os filetes
encontram o corpo do parafuso (ponto B);
A
Observa-se maior nível de tensão
no contato da porca e os filetes do
parafuso (ponto C).

NORMALMENTE ESTES SÃO


OS PONTOS ONDE AS FALHAS
OCORREM C
Outros estudos mostram
concentração de tensão
na região onde iniciam os
filetes

E também:
- na região logo abaixo da
cabeça do parafuso e;
- na região rosqueada da
porca.
Legenda:
Shank: é toda a região abaixo
da cabeça do parafuso
Nut: porca
Teeth: dentes
Este trabalho revela que a concentração de
tensão ocorre na região rosqueada próxima
à união entre a porca e o parafuso, e o pique
de tensão ocorre principalmente nos três
primeiros filetes da rosca

Figura 3.7: Pique de tensão em 3 diferentes porcas, tendo 5, 6 e 7 dentes, Rosca com maior número de filetes
respectivamente (dentes) tem pique de tensão menor
Existem modelos de porcas que
resultam em menor pique de
tensão reduzindo a possibilidade
de falhas por alta concentração de
tensão
PROCESSO DE FALHA POR FADIGA

Em algumas aplicações a junta aparafusada fica exposta ao esforço cíclico


de tensão;

O esforço cíclico reduz e ciclo de vida da junta que pode falhar rompendo-se;

O ciclo natural dos eventos que levam à fadiga da junta são:


• iniciação da trinca;
• crescimento da trinca;
• propagação da trinca;
• ruptura final.
PROCESSO DE FALHA POR FADIGA

Existem várias razões para iniciar uma trinca:


• inclusão no metal base;
• corrosão;
• arranhões;
• tratamento térmico inadequado;
• etc

Somado ao fato do carregamento cíclico resultar em encruamento


sucessivo até o momento em que ocorre a falha;
Reparem que há para as
curvas, um valor de
tensão abaixo da qual o
metal não se rompe.

Observando a curva obtida, nota-se que, à medida que se diminui a tensão


aplicada, o corpo de prova resiste a um maior número de ciclos. Nota-se,
também, que diminuindo a tensão a partir de um certo nível . em que a curva
se torna horizontal . o número de ciclos para o rompimento do corpo de
prova torna-se praticamente infinito.
Esta tensão máxima, que praticamente não provoca mais a fratura por
fadiga, chama-se limite de fadiga ou resistência à fadiga do metal considerado.
- A falha por fadiga acontece sem aviso prévio;

- O aspecto da fratura revela uma aparência frágil, com uma região lisa decorrente da
fricção entre as superfícies, no momento da propagação da trinca, através da seção
do metal (estrutura ou peça);

- A fratura também revela um pequeno trecho de aspecto dútil, devido a seção


restante da peça, não suportar o esforço em sua pequena área;
FATORES METALÚRGICOS

Rugosidade de superfície

Observe que a rugosidade grosseira atua como concentradora


de tensão, reduzindo a vida por FADIGA.
Influência da sanidade interna (presença de inclusões)

Produto fundido no vácuo apresenta melhor resistência em fadiga


(transversal e longitudinal) do que quando o metal é fundido em
forno elétrico por exemplo. Isso deve-se à melhor sanidade interna
do metal com reduzidos teores de inclusões, por exemplo.
Influência da Propriedade Mecânica (Dureza) na resistência à fadiga
SHOT PEENING

O tratamento superficial de shot peening é um método conhecido na metalurgia para


melhorar as propriedades mecânicas de um material, e tem despertado grande
interesse dos pesquisadores nos últimos anos. Trata-se de um processo de trabalho
a frio, no qual a superfície do material é bombardeada com pequenas esferas, e
deformada plasticamente. Com isto, introduz-se um campo de tensões compressivas
no material e aumenta-se tanto a tenacidade à fratura como a resistência à iniciação
e propagação de trincas de fadiga.
Fatores que influenciam o limite de fadiga
• Acabamento superficial- quanto melhor maior o limite de fadiga
• Composição química – teor de impurezas- quanto mais puro maior o limite de
fadiga
• Quanto maior a resistência mecânica do material, maior o seu limite de fadiga
• Tratamentos termoquímicos (cementação, nitretação etc...) aumentam o limite da
fadiga pois induzem tensões de compressão na superfície
• Jactopercussão (shot peening) eleva o limite de fadiga pois induz tensões
compressivas na superfície.
• Descarbonetação (perda de carbono a partir da superfície por reações com a
atmosfera) faz cair a resistência nessa área reduzindo o limite de fadiga.
• Corrosão: Se prévia influencia como a redução do acabamento superficial. Se
simultânea gera um novo mecanismo chamado de corrosão-fadiga que faz cair
muito o limite de fadiga.
MINIMIZANDO O PROBLEMA DE FADIGA

REDUZIR OS NÍVEIS DE TENSÃO

Optar por roscas feitas por laminação: Geram menos micro-trincas.

Contornos
Contornos suaves
Evitar contornos reduzem as tensões
vivos
MINIMIZANDO O PROBLEMA DE FADIGA
160

140
REDUZIR OS NÍVEIS DE TENSÃO

ciclos (Vida em Fadiga)


120

100

80

60
Perpendicularidade: se a face da porca não
40
é exatamente paralela à superfície da junta, 20
a resistência à fadiga é fortemente afetada
1 2 3 4 5 6 7 8
Perpendicularidade (graus)

Evitar novos pontos de


concentração de tensão
MINIMIZANDO O PROBLEMA DE FADIGA

REDUZIR OS NÍVEIS DE TENSÃO


Esse ângulo minimiza
A concentração de tensões
As roscas devem graduais
PROCESSO DE PRODUÇÃO

Etapa 1: Forjamento

Etapa 2: Laminação
a) b)

a) reciprocating flat dies; and b) two-roller dies.


Threaded fasteners, such as bolts, are made economically by these
processes at high rates of production
• O tipo de filete também pode ser
um concentrador de tensão.
• A geometria com cantos vivos,
concentram tensões.
• O filete do tipo redondo é o de
menor risco.
Matriz de laminação paralela

Esses processos de laminação permitem


maior produtividade na produção de
roscas dos parafusos do que o modelo
Matriz circular (2 rolos)
Laminação central usinado por exemplo.

Tecnologia de laminação por rotação


planetário
PROCESSO DE PRODUÇÃO
Comparação entre Parafuso Usinado e Laminado

a) Diferenças nos diâmetros das roscas quando usinadas (machined) e laminadas (rolled). Reparem que o
diâmetro do blank, isto é da parte sem a rosca, é menor para o tipo laminado.

b) A diferença principal entre o núcleo do metal, que poderemos chamar aqui de grãos do metal, quando
usinado ele é cortado criando possíveis micro-trincas. No caso da rosca feita pelo processo de laminação,
os grãos do metal acompanham a forma da rosca, tendo portanto menos trincas.
TESTANDO O CONHECIMENTO - ROSCA
1-quais diferenças entre as roscas dupla e tripla, e diga qual você
indicaria para componentes mecânicos que necessitem de montagens
e desmontagens frequentes?
2-sabendo que existem diferenças no formato das roscas métricas
grossa e fina, qual delas seria a mais indicada para parafusos que
necessitem de resistência mecânica ao esforço de tração e que estão
submetidas às grandes vibrações? Justifique.
3-qual o significado dos dígitos colocados na cabeça dos parafusos
com os números 9 8?
4-no seu entendimento qual a diferença entre o esforço que pode ser
aplicado aos parafusos de cabeça sextavada interna e externa?
Justifique.
5-quais características que devem ter parafusos para carpintaria?
6-em conjunto de parafuso e porca em aperto, onde ficam os pontos
concentradores de tensão?
7-mencione pelo menos 3 maneiras no projeto de roscas em parafusos
que podem resultar em alívio de pontos concentradores de tensão?
8-explique parafuso prisioneiro e suas principais aplicações?
9-na sua opinião qual a diferença básica no formato de uma rosca
quando se pretende ter boa vedação? Explique.

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