Chiavenato PDF
Tópicos abordados
Chiavenato PDF
Tópicos abordados
________________________________________
Prof. Dorival de Carvalho Pinto, (PhD, UFPE)
________________________________________
Prof. Paulo Ghinato, (PhD, UFPE)
_________________________________________
Prof. Augusto César Santos de Oliveira, (PhD, UFPE)
“É enfrentando as dificuldades que você fica forte.
É superando seus limites que você cresce.
É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade.
É desafiando o perigo que você descobre a coragem.
Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem
Quando exigem mais de si próprias.”
Roberto Schinyashiki
i
A minha esposa Diana, meu filho Vítor, a minha
mãe Ivonete e a meu Pai Manoel (em memória),
agradeço pelo incentivo e compreensão que não
faltaram em todos os momento difíceis .
ii
AGRADECIMENTOS
iii
RESUMO
iv
ABSTRACT
The management of the logistic chain and the supply chain management means the
complete integration between all the partners and processes involved, main objective followed
by many companies that have searched increasing competitiveness on aggressive markets.
However , since it does not have standard to be followed that integrates its logistic
chain, the company must before everything, change itself from a vertical type organization to
a horizontal one , making all of its areas and processes work synchronized , biggest challenge
that has been faced.
Among this scenario , this work intends to show , through simulation , that the use of a
Process Flow enables the correct diagnosis on the actual stage of the chain, adjusting the
Product Flow and information, identifying the tasks that do not add value on the chain , as
well as the changes needed to restructure the activities.
This has been evidenced through the micro process analysis, where the company take
actions to optimize the Critical Patch , generating value on the logistic chain , reducing costs
and increasing customer satisfaction.
v
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 2.1 – ESTRUTURA SIMPES DE UM CANAL DE DISTRIBUIÇÃO ________________________________________ 6
FIGURA 2.2 – ADAPTAÇÃO DO MODELO DE SUPPLY CHAIN M ANAGEMENT __________________________________ 9
FIGURA 4.1 - LEGENDAS DO FLUXOGRAMA DETALHADO ________________________________________________ 47
vi
LISTA DE TABELAS
T ABELA 4.1 – DIAGRAMA DE ENTRADAS E SAÍDAS (1/2) ...................................................................................................37
T ABELA 4.2 – DIAGRAMADE ENTRADAS E SAÍDAS (2/2) ....................................................................................................38
T ABELA 4.3 – PRODUTO T RAÇADOR .....................................................................................................................................39
T ABELA 4.4 – TEMPO DE C ICLO I NICIAL ...............................................................................................................................64
T ABELA 4.5 – PLANO DE AÇAO ........................................................................................................................ .......66
T ABELA 4.6 – T EMPO DE CICLO FUTURO.......................................................................................................... .......74
T ABELA 4.7 – COMPARAÇÃO DOS TEMPOS DE CICLO ...............................................................................................76
vii
SIMBOLOGIA
CANTRE Conjunto de potes, estoque intermediário de fiação
CDD Comitê de Direção
CIF Cost, Insurance and Freight
CQ Controle de Qualidade
ERP Enterprise Resource Planning
FOB Free on Board
GPS Global Positioning System
MAGNUS Sistema ERP
MEG Monoetileno Glicol
MIFA Material and Information Flow Analysis
MP Matéria Prima
MRP Material Requirement Planning
N/C Produto não conforme
NQ Nível de qualidade
OB Optical bright
PCP Polimerização Contínua de Poliéster
PTA Ácido Terefitálico Purificado
Q1 1ª Escolha - produto sem restrição de qualidade
Q2 2ª Escolha - produto com restrição de qualidade
RBM Manutenção baseada em confiabilidade
S&OP Sales, Operations Planning
SCM Planejamento, gestão e controle da cadeia logística - Suplly Chain Management
SER Serimétrico - laboratório físico
SGS Société Générale de Surveillance
SO Semi opaco
VMI Vendor Managed Inventory
viii
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS III
RESUMO IV
ABSTRACT V
LISTA DE FIGURAS VI
LISTA DE TABELAS VII
SIMBOLOGIA VIII
1 INTRODUÇÃO 1
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
ix
2.4.2 Giro de estoque 29
3. DESCRIÇÃO DO PROBLEMA 30
5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 77
5.1 Conclusões 77
5.2 Sugestões para Trabalhos Futuros 79
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 80
APÊNDICE P-1
x
Capítulo 1 Introdução
1 INTRODUÇÃO
1
Capítulo 1 Introdução
2
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O termo logística é antigo, sendo empregado desde meados do séc. XVIII, e sua origem
é derivada do vocábulo grego “logistikos” - que significa a arte de calcular. O conceito de
logística encontra-se, na literatura existente, geralmente associado às atividades militares e às
guerras ocorridas entre países, como por exemplo, a Guerra da Independência dos Estados
Unidos e a Segunda Guerra Mundial, onde a logística foi usada como forma de coordenar as
atividades de combate, a aquisição e a movimentação de tropas, armamentos e materiais para
os locais necessários. Abreviadamente, a logística pode ser definida como: “o processo de
gerenciar estrategicamente a movimentação e estocagem dos materiais, produtos em processo
e inventário final de fornecedores, através da empresa e para os consumidores”.
Por outro lado, se observarmos a definição do Council of Logistics Management, dos
Estados Unidos, conforme a qual logística é: “[...] o processo de planejar, implementar e
controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo e armazenagem de matérias-primas,
estoques durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a estas
atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos
requisitos do cliente”.
Faz-se necessário acrescentar a primeira definição o planejamento, implementação e
controle das informações referentes às atividades de movimentação e estocagem de materiais,
além de enfatizar, como o faz a segunda definição, o atendimento às exigências do cliente.
Assim, pode-se redefinir, simplificadamente, logística como sendo o processo de gerenciar
estrategicamente desde os fornecedores até os consumidores, a movimentação e estocagem
dos materiais, produtos em processo e produtos acabados, e as informações referentes a estas
atividades, com a finalidade de atender às necessidades dos clientes.
Apesar desse gerenciamento do fluxo e do estoque de materiais e produtos sempre ter
sido fundamental nas atividades econômicas, na medida em que tem grandes implicações
tanto no custo do produto como no atendimento ao cliente, apenas nos últimos vinte anos é
que a logística tem recebido maior atenção no mundo acadêmico e dos negócios.
3
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
Alguns autores falam da evolução do conceito de logística. Ching (1999), por exemplo,
divide esta evolução em quatro períodos: o primeiro, antes de 1950; o segundo, entre 1950 e
1970; o terceiro, entre 1970 e 1990, e o último, após 1990.
Segundo o referido autor, no primeiro período as atividades-chave da logística dentro da
empresa estavam sob responsabilidade de áreas diferentes, com objetivos, muitas vezes,
conflitantes; apenas algumas empresas haviam colocado as áreas de transporte e
armazenagem de produtos acabados sob a supervisão de um único gerente, pois pouco se
pensava nos benefícios do reagrupamento de atividades dentro da empresa, que se tornaram
mais visíveis no segundo período com a divulgação do conceito de “custo total” e a
reorganização das atividades de distribuição. Dentre os fatores que motivaram esta
reorganização estão a migração de áreas rurais para as urbanas, e das cidades para os
subúrbios, implicando em maior custo de distribuição; a maior variedade de mercadorias,
significando maior custo de manutenção de estoques; e períodos econômicos recessivos, que
provocaram pressões para a diminuição dos custos nas empresas americanas, que passaram a
enxergar a logística como meio de aumentar a produtividade e reduzir custos. No terceiro
período, por sua vez, outros fatores como a globalização, a falta de matérias-primas e o
aumento do preço do petróleo, implicaram em aumento no custo com transporte e manutenção
de estoques, impulsionando ainda mais a utilização da logística, que pôde ser aperfeiçoada
com o surgimento da flexibilidade dos sistemas de produção e o desenvolvimento da
informática (nos anos 70) e da tecnologia de informação (nos anos 80). E, por fim, nos anos
90 (quarto e últ imo período), a tendência é a integração da cadeia logística.
Ao falar em integração da cadeia logística, a maioria dos autores referem-se a
sincronização da execução dos processos logísticos de uma empresa. Geralmente estes
processos logísticos são divid idos em três: logística de suprimento, de produção e de
distribuição, ou como denominam Pires & Ayres (2000), inbound, internal e outbound
respectivamente. De acordo com Ching (1999), a logística de suprimento envolve as relações
entre fornecedor e empresa, inclui atividades necessárias para pesquisa e desenvolvimento de
novos produtos e para a garantia da qualidade requerida no processo de fabricação. A logística
de produção não envolve relações externas, mas é desenvolvida dentro da empresa, inclui
todas as áreas responsáveis pela conversão de materiais em produto acabado e é baseada na
demanda, nas necessidades dos clientes. Por fim, a logística de distribuição envolve as
relações empresa-cliente-consumidor e é responsável pela distribuição física e transporte do
produto acabado até os pontos-de-venda ao consumidor. Há autores, ainda, que acrescentam
4
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
aos três itens supracitados do processo logístico, um quarto item: logística de armazenagem.
Considerando que a tendência nas organizações, com o uso do SCM, tem sido a redução e
eliminação de estoques, a fase de armazenagem passa a ser cada vez menos relevante,
parecendo mais apropriado classificá-la como um subitem da logística de produção.
Integrar estes processos significa sair das fronteiras da empresa estendendo-se para
todas as partes fora dela, incluindo fornecedores e clientes, onde todas as áreas da empresa
estão envolvidas para possibilitar esta integração. Segundo Ching (1999) as áreas de vendas,
marketing, manufatura e logística permitiriam a integração da cadeia logística com os
clientes, enquanto as áreas de suprimento, pesquisa e desenvolvimento e logística permitiriam
a integração com os fornecedores; e todos os processos seriam apoiados pelas áreas de
finanças, recursos humanos e tecnologia de informação. Assim observamos que esta
integração não é apenas interna, mas externa; como mostra Christopher (1999), ela ocorre
entre os fornecedores, distribuidores e clientes finais, e representa a união das organizações
através das informações. Neste ponto é importante ressaltar que esta integração possibilita a
formação de três fluxos – de produtos, de demanda e de informações.
Uma diferença crucial entre estes conceitos é que, conforme coloca Slack (1997: 425),
“a logística tende a tratar a manufatura como uma ‘caixa preta’, colocando maior ênfase na
gestão da distribuição física dos produtos”, enquanto a administração de materiais dá maior
ênfase às funções de compras, movimentação, armazenagem e gestão de materiais. O supply
chain management, por sua vez, dá ênfase ao gerenciamento de toda a cadeia, como um
sistema.
5
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
6
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
Fluxo de Produtos
Fluxo de Demanda
Fluxo de Informações
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
competitivos que não podem ser fácil e rapidamente copiados. O foco do futuro é agregar
maior valor ao cliente: melhoria das características e funções que atendam a suas
necessidades, rápido tempo de resposta desde o atendimento do pedido até a entrega do
produto, flexibilidade para lidar com lotes pequenos e variados, disponibilidade do produto e
um preço justo.
Existe uma oportunidade real que é integrar processos por meio das fronteiras
funcionais. Ou seja, envolver toda a organização na formulação de um plano estratégico de
logística que integre os fornecedores e os clientes. As áreas de vendas, marketing, produção,
qualidade e logística devem participar da integração do elo com os clientes. As áreas de
compras, pesquisa e desenvolvimento, produção e logística devem trabalhar na integração do
elo com os fornecedores. Dando suporte a todos esses processos e para garantir as interfaces,
integração e fortalecendo os elos internos de todos esses processos devem estar as áreas de
tecnologia de informação, finanças e recursos humanos.
A integração da cadeia precisa ter uma visão voltada para o futuro e ter foco na geração
de valor para os clientes e maior lucro ao longo de toda a cadeia e não exclusivamente na
eficiência das operações. A busca sem foco pela eficiência gera custos desnecessários e não
atinge os objetivos principais. A integração da cadeia logística consiste em alinhar os
processos chaves do negócio. Os produtos fluem das fontes supridoras e vão em direção aos
consumidores. As informações e os recursos correm em direção oposta, saem dos
consumidores e vão até as fontes supridoras.
De acordo com Hill & Jones (1998), uma empresa possui uma vantagem competitiva
sustentável quando é capaz de manter uma alta taxa de lucratividade ao longo de vários anos.
Tal taxa de lucratividade depende de, basicamente, duas condições: do valor que os clientes
atribuem aos produtos e serviços da empresa (V) e dos custos de produção destes produtos e
serviços (C). Em decorrência disto, o autor estabelece uma relação entre preço, valor e custo,
onde a taxa de lucratividade consiste na diferença entre preço e custo (P – C), e onde a
satisfação do cliente – chamada pelo referido autor de “consumer surplus” - seria a diferença
entre valor e preço (V – P). Dessa forma, a lucratividade da empresa será maior quanto menor
for o custo ou quanto maior for o preço. Uma forma de obter o menor custo seria através da
estratégia de baixo custo, e de aumentar o preço seria a adoção da estratégia de diferenciação,
ambas estratégias para criação de valor propostas por Porter (1985).
10
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
desempenho da cadeia de valor como um todo, que, como será visto neste trabalho, pode ser
obtido somente através do SCM.
No item anterior foi definido valor e mostrado que somente é possível criar ou aumentar
o valor percebido pelo cliente através de uma visão sistêmica da cadeia de valor. Faz-se
necessário, por conseguinte, definir o que vem a ser cadeia de valor.
Do latim catena, cadeia significa “elo”, “corrente”, ou ainda, “conjunto de fatos ou
fenômenos que ocorrem sucessivamente”. Dessa forma, a cadeia de valor pode ser definida
como o conjunto de processos e atividades (fatos ou fenômenos) que ocorrem sucessivamente,
produzindo elos nos dois sentidos (para trás e para frente) e que, partindo dos insumos, vão
agregando valor até chegar ao produto ou serviço final. Fernandes (2000) citando Normann e
Ramirez explica que toda empresa ocupa uma posição na cadeia de valor. Cadeia acima,
fornecedores fornecem insumos; a empresa que recebe estes insumos acrescenta valor a eles,
para depois repassá-los cadeia abaixo para o próximo agente da cadeia, o cliente – que tanto
poderá ser outro negócio como também o consumidor final. Assim, uma fábrica de pães de
fôrma, por exemplo, é parte de uma cadeia de valor que se estende para baixo ou para trás,
para o fabricante de farinha de trigo, ovos e outros materiais utilizados, e que se estende para
cima ou para frente, para os distribuidores, supermercados e lanchonetes. Alguns autores
denominam o fluxo de insumos e produtos na cadeia para trás ou para baixo, de fluxo a
jusante, e o fluxo para frente ou para cima, de fluxo a montante.
Outra forma de interpretar uma cadeia de valor é partindo do conceito de Porter (1985),
segundo o qual toda empresa é uma reunião de atividades que são executadas para projetar,
produzir, comercializar, entregar e sustentar seus produtos. A cadeia de valores, portanto,
desagrega uma empresa nas suas atividades de relevância para que se possa compreender o
comportamento dos custos e as fontes existentes e potenciais de diferenciação. Essas
atividades, segundo o autor, denominadas de atividades de valor, podem ser divididas em dois
tipos: atividades primárias e atividades de apoio. As atividades primárias são aquelas,
envolvidas na criação física do produto e na sua venda e transferência para o comprador, bem
como na assistência após a venda; enquanto as atividades de apoio são atividades integradoras
que atravessam as várias atividades primárias dentro da firma, na medida em que envolvem
12
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
pela demanda real, puxar o fluxo de produtos implicará centralização física dos estoques,
produção contra-pedido e utilização de transporte mais rápido e modais mais caros, como o
aéreo ou rodoviário.
Outra decisão fundamental na Cadeia de Suprimentos é a definição da política de
produção, se será contra-pedido ou para estoque. Produzir contra-pedido significa postergar
ao máximo, a compra e transformação de insumos em produto, o que só é feito quando o
cliente final coloca o pedido. Produzir para estoque significa comprar e transformar insumos
em produtos acabados no presente, em antecipação à demanda futura, com base em previsões
de vendas. Conforme COPPEAD (2001), para definir a política de produção mais adequada,
deve ser observada não apenas a decisão sobre a coordenação do fluxo de produtos,mas
também outras características do produto e do processo.
Dentre as características do produto destacam-se o custo adicionado total, que pode ser
medido na contabilidade de custos como o CPV (custo dos produtos vendidos), o grau de
obsolescência e o gr au de perecibilidade. Dentre as características do processo destacam-se a
estrutura de custos fixos e variáveis, ou seja, se o processo produtivo é mais intensivo em
custos fixos e apresenta potencial para economias de escala, e se o processo é de fluxo
contínuo ou de fluxo discreto ou de montagem.
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
De acordo com Paulo Nazário (2002), antigamente, o fluxo de informações baseava -se
principalmente em papel, resultando em uma transferência de informações lenta, pouco
confiável e propensa a erros. O custo decrescente da tecnologia, associado a sua maior
facilidade de uso, permitem aos executivos poder contar com meios para coletar, armazenar,
transferir e processar dados com maior eficiência, eficácia e rapidez.
A transferência e o gerenciamento eletrônico de informações proporcionam uma
oportunidade de reduzir os custos logísticos através da sua melhor coordenação. Além disso,
permite o aperfeiçoamento do serviço baseando-se principalmente na melhoria da oferta de
informações aos clientes.
Tradicionalmente, a logística concentrou-se no fluxo eficiente de bens ao longo do canal
de distribuição. O fluxo de informações muitas vezes foi deixado de lado, pois não era visto
como algo importante para os clientes. Além disso, a velocidade de troca de informações
limitava-se à velocidade do papel. Atualmente, três razões justificam a importância de
informações precisas e a tempo para sistemas logísticos eficazes.
Os clientes percebem que informações sobre status do pedido, disponibilidade de
produtos, programação de entrega e faturas são elementos necessários do serviço total
ao cliente;
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
= Operação
= decisão
De modo geral, um fluxograma se resume a um único símbolo inicial, por onde a
execução da operação começa, e um ou mais símbolos finais, que são pontos onde a execução
da operação se encerra. Partindo do símbolo inicial, há sempre um único caminho orientado a
ser seguido, representando a existência de uma única seqüência de execução das instruções.
Isto pode ser melhor visualizado pelo fato de que, apesar de vários caminhos poderem
convergir para uma mesma figura do diagrama, há sempre um único caminho saindo desta.
Exceções a esta regra são os símbolos finais, dos quais não há nenhum fluxo saindo, e os
símbolos de decisão, de onde pode haver mais de um caminho de saída (usualmente dois
caminhos), representando uma bifurcação no fluxo.
Roteiro para aplicação de um fluxograma:
Indicar o ponto de início e fim do processo.
Listar as etapas do processo, na ordem em que elas ocorrem, criando um bloco
por linha.
Utilizar os símbolos adequados para cada etapa.
Será utilizada neste trabalho a notação recomendada pelo Instituto Renault para
elaboração do fluxograma de processo, conforme detalhamento abaixo:
= Tempo de espera
= Transporte / movimento
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
= Verificação
= Estoque
= Decisão
= Problema
= Descrição do problema
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 2 Fundamentação Teórica
Para evitar que estes conflitos ocorram, ou pelo menos para administra-los, é
responsabilidade do dirigente estabelecer a política de estoques que, segundo algum critério
válido, melhor satisfaça aos interesses da empresa como um todo e não aos interesses de
qualquer dos departamento que lhe estejam subordinados. A tarefa de integração exige que
todo o sistema seja considerado. A utilização de PO apresenta-se como uma alternativa de
grande utilidade para auxiliar na identificação da melhor condição que otimiza esses
interesses, na medida em que baseia -se no fato de que, em sistemas organizados, o
comportamento de qualquer parte afeta, em última análise, a todas as demais.
Qualquer que seja o método usado para resolução do problema, a PO procura a solução
ótima ou quase-ótima. Solução ótima é aquela que minimiza ou maximiza, conforme for o
caso, a medida do desempenho no modelo, sujeita às condições e restrições representadas no
modelo. Entretanto, como o modelo nunca é a representação perfeita do problema, a solução
ótima nunca é a melhor solução para o problema. Espera-se que o modelo seja uma boa
representação do problema e, conseqüentemente, que a solução ótima ou quase-ótima obtida
seja uma boa aproximação da solução ótima do problema e que seja pelo menos
significativamente melhor que a política, prática ou o procedimento que ela irá substituir.
De acordo com Sasieni (1974) os problemas de PO podem ser divididos em cinco fases:
Formulação do problema.
Construção do modelo.
Obtenção da solução.
Teste do modelo e avaliação da solução.
Implantação e acompanhamento da solução (manutenção).
Uma vez construído, o modelo pode ser usado para a determinação, exata ou
aproximada, dos valores ótimos das variáveis controladas. Valores que produzem o melhor
desempenho do sistema para determinados valores das variáveis não controladas. A solução
pode ser extraída do modelo mediante simulação ou mediante análise matemática. Em alguns
casos a análise matemática pode ser conduzida sem que se tenha qualquer idéia a respeito dos
valores das variáveis, mas em outros casos é necessário conhecer os valores das variáveis.
24
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
seqüência lógica e exigem um rigoroso cumprimento do cronograma para que o projeto seja
realizado dentro prazo previsto, no entanto, da mesma forma a cadeia logística de qualquer
empresa, por menor que seja, também envolve uma infinidade de operações e atividades. À
medida que essa complexidade cresce torna -se necessário identificar as relações entre essas
atividades e a seqüência em que as mesmas devem ocorrer. O método do caminho crítico
(CPM – critical path method ) visa criar uma modelagem do processo através de representação
gráfica em que são utilizadas setas interligando cada atividade apresentando-as em seqüência
lógica, também chamada de diagrama de rede. Para elaboração desse diagrama, no início e no
fim de cada atividade, representada pela seta, é colocado um círculo que representa um
evento. Os eventos são momentos no tempo em que ocorrem o início e o fim de uma
atividade.
De acordo com Slack (1999), em todos os diagrama de rede em que as atividades têm
algum relacionamento paralelo, haverá mais de uma seqüência de atividades que vão levar do
início ao final do projeto. Essas seqüências, ou caminhos, de atividades são chamadas
caminho através da rede. Cada caminho na rede terá tempo total igual a soma dos tempos de
cada atividade. O caminho que contém a seqüência mais longa de atividades é chamado de
caminho crítico da rede. Pode haver mais de um caminho crítico desde que dois caminhos
diferentes levem ao mesmo total de tempo mais longo. Qualquer atraso numa atividade que
não pertença ao caminho crítico não gerará atraso no processo, no entanto qualquer atraso nas
atividades que pertençam ao caminho crítico trará conseqüentemente aumento no tempo total
da operação. Por isso é chamado de caminho crítico e deve ser o alvo principal para o
direcionamento de todos os esforços para melhoria e integração da cadeia logística.
A técnica PERT (program evaluation and review technique ), segundo Slack (1999),
teve sua origem em planejamento e controle de grandes programas de defesa da Marinha
americana. O primeiro sucesso relatado foi o término do programa do míssil Polaris dois anos
à frente do programado, em 1958. A PERT tem seus mais espetaculares ganhos em ambientes
altamente incertos de projetos de defesa e espaciais. A técnica reconhece que as durações das
atividades e os custos em gerenciamento de projeto não são fixos e que a teoria da
probabilidade pode ser aplicada para fazer estimativas. A duração de cada atividade é
estimada de uma forma otimista, provável e pessimista.
Como essas incertezas também são características das atividades realizadas nas diversas
etapas da cadeia logística, a teoria PERT aplica-se perfeitamente para análise dos processos e
dimensionamento dos tempos mínimos (otimista) e máximos (pessimista) para realização de
25
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
cada atividade. Para estabelecer o tempo mínimo de uma atividade imagina-se esta atividade
sendo desenvolvida com todas as etapas transcorrendo sem nenhuma anormalidade, por
exemplo, se está sendo realizada uma análise, a amostra chega na hora correta, o
procedimento é realizado conforme descrito no método de análise, os equipamento utilizados
nessa atividade funcionam perfeitamente, etc. Da mesma forma, para estabelecer o tempo
máximo consulta-se os envolvidos nessa atividade, para que com suas experiências possam
identificar os problemas com probabilidade razoável de ocorrencia e seus respectivos tempos,
inclusive os tempos de espera. Todos os problemas potenciais identificados devem ser
registrados, pois serão objeto para proposição de ações de melhoria para aumento da
eficiência da cadeia.
Sasieni (1974) afirma que problemas de seqüenciamento podem aparecer até mesmo no
caso de prestação de serviço. Por exemplo, se cada um dos serviços a serem feitos tiver uma
data para ser entregue e um custo associado ao atraso, a minimização do custo total de atraso
pode não ser fácil de se obter. Tais problemas são bastante comuns, por exemplo, quando há
vários problemas esperando para entrar no computador ou vários casos de emergência
aguardando um médico.
Na indústria observa -se que problemas de seqüenciamento podem complicar-se devido
a algumas condições, ainda de acordo com Sasieni (1974) as mais importantes são:
Superposição. Se um serviço consiste em fazer uma quantidade de itens similares (um
lote), os primeiros itens saídos de uma operação podem ser processados em uma
operação subseqüente antes que alguns itens do lote tenham passado pela primeira
operação.
Tempo de transporte. O deslocamento (transporte) de um item de uma instalação para
outra pode levar um tempo bastante significativo, principalmente se as instalações
estiverem localizadas em fábricas diferentes.
Reusinagem. No caso de uma das operações da seqüência consistir de uma inspeção,
os itens defeituosos poderão ser enviados para operações pelas quais já passaram para
reusinagem, causando, ou atraso nos itens sem restrições de qualidade, ou divisão do
trabalho em dois lotes. Pode ocorrer também o caso em que os itens defeituosos não
possam ser reusinados e então, nesse caso, poderá ser necessário recomeçar todo o
serviço.
26
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
27
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
Segundo o Instituto Renault esse indicador pode ser consolidado utilizando apenas os
tempos das atividades ou convertendo também os estoques de matérias primas, estoques
intermediários e produto acabado para unidade de tempo. Recomenda também que seja
aplicado a nível de uma determinada planta ou unidade para eliminar os tempo improdutivos
28
Capítulo 2 Fundamentação Teórica
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Capítulo 3 Descrição do Problema
3 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA
Considerando-se os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização
do conceito de SCM, surpreende verificar que poucas emp resas o tenham implementado.
Segundo Fleury (2002) as razões para tanto são basicamente duas. A primeira deriva da
relativa novidade do conceito, ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais; e
a segunda da complexidade e dificuldade de imple mentação do conceito. SCM é uma
abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas, tanto a nível dos
procedimentos internos, quanto a nível externo, no que diz respeito ao relacionamento entre
os diversos participantes da cadeia.
A nível interno, torna-se necessário quebrar as barreiras organizacionais resultantes da
prática do gerenciamento por silos, que se caracteriza pela perseguição simultânea de diversos
objetivos funcionais conflitantes, em detrimento de uma visão sistêmica onde o resultado do
conjunto é mais importante que o resultado das partes. Quebrar esta cultura arraigada e
convencer os gerentes de que deverão estar preparados para sacrificar seus objetivos
funcionais individuais em benefício do conjunto, tem se mostrado uma tarefa desafiante.
Alcançá-la implica em abandonar o gerenciamento de funções individuais e buscar a
integração das atividades através da estruturação de processos-chave na cadeia de
suprimentos.
De acordo com Fleury (2002), dentre os processos de negócios considerados chave para
o sucesso de implementação do SCM, apresentam-se listados a seguir, os 7 mais citados:
3) Administração da demanda
4) Atendimento de pedidos
31
Capítulo 3 Descrição do Problema
3.2 Simulação
32
Capítulo 3 Descrição do Problema
33
Capítulo 3 Descrição do Problema
34
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
O primeiro passo para definir qualquer projeto é a análise da situação atual. Só a partir
desta análise pode-se identificar os problemas, prioriza-los e estabelecer as ações necessárias
para realizar as mudanças. Esta análise é de fundamental importância porque apesar de muitos
problemas serem conhecidos, nem sempre os mais evidentes são os mais críticos. Os recursos
são limitados e isto restringe a capacidade da empresa de atuar em todos os problemas num
curto espaço de tempo. A análise atual pode demonstrar também que alguns problemas
aparentemente complexo podem ser resolvidos com simples mudança de procedimento,
muitas vezes sem a necessidade de investimento.
A simulação apresentada neste trabalho foi realizada no projeto de configuração Supply
Chain Management da Rhodia -ster Fibras e Resinas Ltda. Por questão de confidencialidade os
tempos das operações e valores de estoque apresentados no fluxograma foram alterados,
utilizou-se dados fictícios porém os resultados são reais.
35
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
36
Capítulo 4
Política da Previsão
Acionista Financeira
empresa trimestral
CDD
Planejamento Planejar
Cotação Compras
estratégico
Vendas & Expectativa Confirmação
Analisar, crédito
MKT mercado responder
Previsão cotações Confirmação
Cliente
vendas pedido
37
Processar
Histórico de pedido Solicitação de
vendas Vendas
compras / MP
Aprovisionar Contratação
Pedido de
Cliente de armazéns Compras
cotação
Pedido de Serviço de
Tabela 4.1 – Diagrama de entras e saídas – Supply Chain
38
movimentação
Materiais
Departamento Faturar Compras
auxiliares Nota fiscal
utilidades
Devoluções Certificado de
qualidade
Entregar Romaneio Cliente
Compras Pedido (packing list)
Planejamento de
Tabela 4.2 – Diagrama de entras e saídas – Supply Chain
PRODUTO: Fibra
VOLUME: 8 Kton / ano
PREÇO: 2 US$ / Kg
TAMANHO PEDIDO: 100 ton
TAMANHO FARDO: 400 Kg
PRODUÇÃO CICLO: 4 dias
ESTOQUE: 15 dias
VENDAS: São Paulo - 5000 ton / ano
Tempo de entrega: 5 dias
Esta é uma primeira visão da cadeia, com objetivo de identificar as atividades que
fazem parte da etapa do Supply Chain Management delimitada no processo de entradas e
saídas. Esta etapa ainda não deve ter um nível de detalhamento muito grande, o mais
importante é ter a visão do todo para não deixar de incluir nenhuma atividade importante para
o desenvolvimento da cadeia. Utiliza-se neste momento o conceito simples de fluxograma
com a preocupação maior de identificar as etapas e a seqüência lógica em que as mesmas
ocorrem. Sem a preocupação com a duração ou se a mesma agrega ou não valor ao processo.
Isto será tratado na etapa seguinte.
F L U X O G R A M A
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
F L U X O G R A M A
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
F L U X O G R A M A
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
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Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Nesta etapa do processo deve ser refeito o fluxograma com um nível de detalhamento
maior possível, mas sem efetuar mudanças. Esta fase ainda faz parte na análise da situação
atual e portanto não deve contemplar desejos, o foco deve estar em detalhar ao máximo as
atividades utilizando as legendas para identificar atividades que agregam valor, tempo de
espera, operação de transporte, verificação, estoque e decisão, conforme quadro de legendas
Fig. 4.1.
FLUXOGRAMA DETALHADO -
LEGENDA
Atividade que agrega valor
Tempo de espera
Transporte / movimento
Verificação
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Problema
Decisão
Descrição do problema
Figura 4.1 – Legendas utilizadas no fluxograma detalhado (Fonte: Instituto Renault –1999)
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
FLUXOGRAMA DETALHADO:
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
FLUXOGRAMA
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
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Capítulo 4
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Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
F L U X O G R A M A
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
A L H A D O :
Capítulo 4
F L U X O G R A M A
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
FLUXOGRAMA DETALHADO:
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
FLUXOGRAMA DETALHADO:
Capítulo 4
INICIAL
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
FLUXOGRAMA
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Verificação
1.632’ 3.078
Estoque
73.620’ 147.960’
6 DIAS 17 DIAS
82.406’ 172.519’
57 dias TOTAL
120 dias
64
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
priorização do que é possível fazer passa por uma análise normal de aprovação de
investimentos que deve levar em conta o retorno esperado. Este dado será obtido após a
elaboração do no vo fluxograma (situação futura). Através dele será calculado o aumento de
eficiência esperado com as mudanças e conseqüentemente os ganhos de produtividade,
redução de estoques, etc. Após analisar o fluxograma e identificar os principais problemas e
ineficiências no fluxo de informações, pode-se concluir que a empresa não precisa de um
novo sistema de gerenciamento integrado (ERP – Enterprise Resource Planning), e sim
utilizar melhor as informações que já estão disponíveis e muitas vezes não estão sendo bem
exploradas. As principais contribuições da TI (Tecnologia deInformação) geralmente ocorrem
nas interfaces externas à empresa, melhorando ou criando um banco de dados de clientes e
fornecedores e aumentando a velocidade de troca de dados entre estes. Assim, contribuindo
para o aumento da eficiência da cadeia.
O tempo de ciclo é obtido pelo resultado do somatório dos tempos das atividades no
caminho crítico. A comparação dos tempos totais antes e depois da reconfiguração da cadeia
indica o percentual de ganho (aumento de rendimento) com o processo de integração da
cadeia logística. Para concretização desse resultado faz-se necessário o cumprimento das
ações estabelecidas no plano de melhoria. Não será abordado em detalhes neste trabalho a
elaboração do plano de ação, no entanto devido a sua importância, encontra-se exemplificado
na tabela a seguir a forma recomendada pelo Instituto Renault, onde cada ação é apresentada
com seu respectivo indicador de acompanhamento, previsão de custo, retorno esperado,
previsão para conclusão e responsável pela execução.
65
Capítulo 4
Estabelecer processo
Redução % NQ em
para criação da nova março $10.000 $ 20.000 Carlos
estoque
identificação dos lotes.
66
movimentação de produto.
Desenvolver novos
Modais de transporte para
produto acabado e Custo da operação junho $ 95.000 Estoques $ 1M Marcos
matérias primas visando
Tabela 4.5 – Plano de ação
redução de custo.
Estudar a viabilidade de
Prazo médio
implantação de um centro
entrega para abril a determinar Estoques $ 1M Quintero
de distribuição de fibras
clientes sudeste
no sul para fibra do Cabo.
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
FLUXOGRAMA
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
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Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
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Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
FLUXOGRAMA DETALHADO -
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
AMA R GOXU L F -
Capítulo 4
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4
F L U X O G R A M A -
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Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
Espera
1.365’’ 3.495’
Transporte
33’ 65’
Verificação
107 ’ 312 ’
Estoque
45.093’ Sem Estoque Sem Estoque 73.235’
4,2 dias 6,7 dias
51.167’ 82.885’
35 dias TOTAL 57,6 dias
74
Capítulo 4 Aplicação do Método Fluxograma de Processo
forma o projeto se auto financia, através dos resultados que vão sendo obtidos (que devem ser
amplamente divulgados), gera motivação, engajamento das equipes e aument a a confiança da
direção. Essa reação em cadeia facilita a aprovação de novos investimentos e agiliza o
processo de mudança.
Um ponto importante a ser ressaltado é o aumento dos tempos das operações que
agregam valor. Comparando-se os somatórios dos tempos totais mínimos e máximos de cada
fluxograma, observa-se um aumento de 4,4% e 11,8% respectivamente. Esse aumento deve-se
basicamente a inclusão de algumas operações que foram criadas durante a elaboração do
fluxograma. Encontram-se relacionadas abaixo algumas dessas atividades:
Lançamento das previsões de abastecimento de matérias primas com visibilidade para
o mês em curso mais dois meses, no sistema integrado magnus.
Ajuste dos tempos das cantres a serem produzidas de acordo com o planejamento da
produção.
Separação de cargas de produtos acabados para área de espera e carregamento com
antecedência de 24h.
Emissão de nota fiscal com cálculo automático de frete.
75
Capítulo 4
COMPARAÇÃO TEMPO DE
CICLO:
MÍNIMO MÍNIMO MÁXIMO MÁXIMO
INICIAL FUTURO INICIAL FUTURO MELHORIA
Valor 4
INICIAL E FUTURO
. 34 7. 75 5 ’6 . 1
95 ’ .6 8 7’
7MÍNIMO ’
8 MÁXIMO
Verificação
1.632 107’ 3.078 312’ 93 % 90 %
76
Estoque 73.620 45.093 147.960 73.235’ 39 % 51 %
5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
5.1 Conclusões
78
Capítulo 5 Conclusões e Recomendações
compromete o objetivo final, que como já foi dito indica o caminho a ser trilhado, aponta
prioridades e potenciais de ganhos que podem e devem ser utilizados nos planos de ação e
planejamentos estratégicos da empresa, orientando os investimentos, constituindo-se numa
importante ferramenta que pode decisivamente, aumentar a competitividade das empresas,
através da otimização dos recursos disponíveis e para integração da cadeia logística e
suprimentos (SCM).
Uma extensão a este trabalho seria a aplicação de análise de valor para estimar os
impactos na gestão financeira e gestão de custos causados pelas alterações de rendimento em
função da redução dos tempos das atividades que não agregam valor, da redução dos estoques
ao longo da cadeia (matéria-prima, produto em curso e produto acabado) e da realização dos
investimentos necessários para concretização das ações previstas. Um importante
enriquecimento, seria o desenvolvimento de um software de simulação que poderia ser
utilizado para efeito de estimativas de resultados e de apoio a decisão para compra de matérias
primas, aprovação de investimentos, definição de níveis de estoques intermediários, etc. O
desenvolvimento de um projeto como este seria de grande utilidade tendo em vista que o
trabalho aqui apresentado busca a condição de eficiência máxima do Supply Chain sem levar
em conta a condição ótima que combina ganho de eficiência, valor de investimento e capital
de giro. Uma ferramenta como esta supriria esta limitação, facilitaria o processo decisório,
além de tornar-se um importante instrumento de gerenciamento para equipe de direção e para
os profissionais da área de logística e Supply Chain Management.
79
Referências Bibliográficas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ENEGEP, 1998.
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P-I