Automacao PDF
Automacao PDF
AUTOMAÇÃO
(AUT)
1ª edição
Belém-PA
2009
© 2009 direitos reservados à Diretoria de Portos e Costas
____________ exemplares
APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 6
3 – INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL.............................................................. 68
3.1 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL........................................................ 69
3.2 DEFINIÇÕES SOBRE MEDIÇÃO........................................................... 71
3.3 DISPOSITIVOS DE INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL........................ 73
3.4 CARACTERÍSTICAS DOS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO................ 76
3.5 SIMBOLOGIA PARA INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL...................... 83
3.6 APLICAÇÕES COM A SIMBOLOGIA ISA.............................................. 87
3.7 TRANSMISSÕES ATRAVÉS DA MALHA DE CONTROLE.................... 89
3.8 REDES INDUSTRIAIS............................................................................ 94
3.9 MODOS DE ACESSO DO OPERADOR ÀS PLANTAS INDUSTRIAIS.. 101
3.10 MEDIÇÃO DE PRESSÃO....................................................................... 106
3
3.11 MEDIÇÃO DE TEMPERATURA............................................................. 122
3.12 MEDIÇÃO DE VAZÃO............................................................................ 139
3.13 MEDIÇÃO DE NÍVEL.............................................................................. 152
Teste de autoavaliação da unidade 3..................................................... 163
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da
unidade 3 168
4
6 – CONTROLADORES INDUSTRIAIS.............................................................. 302
6.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTROLADORES INDUSTRIAIS................. 303
6.2 CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL......................................... 305
Teste de autoavaliação da unidade 6..................................................... 322
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da
unidade 6................................................................................................. 325
REFERÊNCIAS................................................................................................... 328
5
APRESENTAÇÃO
BOM ESTUDO!
6
COMO USAR O MÓDULO
I – Qual o objetivo deste módulo?
Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos necessários sobre sistemas
automáticos utilizados nos navios mercantes.
2. Conteúdos da unidade
Leia com atenção o conteúdo, procurando entender e fixar os conceitos por meio
dos exercícios propostos. Se você não entender, refaça a leitura e os exercícios. É
muito importante que você entenda e domine os conceitos.
4. Autoavaliação
São testes que o ajudarão a autoavaliar o seu desempenho de aprendizagem e,
assim, evidenciando o seu progresso nos estudos. Realize-os à medida que apareçam
e, se houver qualquer dúvida, volte ao conteúdo e reestude-o.
5. Tarefa
São atividades que dão a oportunidade para que você coloque em prática o que
já foi ensinado, testando seu desempenho de aprendizagem.
8
6. Respostas dos testes de autoavaliação
Este recurso possibilita que você verifique o seu desempenho, comparando as
suas respostas com o gabarito que se encontra no fim da apostila. Vale ressaltar, que
há várias questões subjetivas nesta unidade de ensino e, portanto, há mais de uma
forma de solucionar uma mesma questão. Nesses casos as respostas apresentadas no
gabarito buscam apresentar as soluções mais usuais apresentadas pelos alunos em
nossas práticas de ensino presenciais.
VI – Avaliação do módulo
Após estudar todas as Unidades de Estudo Autônomo (UEA) deste módulo, você
estará apto a realizar uma avaliação da aprendizagem.
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VII – Símbolos utilizados
Existem alguns símbolos no manual para guiá-lo em seus estudos. Observe o
que cada um quer dizer ou significa.
Este lhe diz que há uma visão geral da unidade e do que ela trata.
Este lhe diz que há, no texto, uma pergunta para você pensar e responder
a respeito do assunto.
Este lhe diz que há uma tarefa a ser feita por escrito.
Este lhe diz que esta é a chave das respostas para os testes de
autoavaliação.
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1. EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA DE CONTROLE
industrial;
conhecer os principais impactos positivos e negativos da
automação industrial na sociedade; e
conhecer as principais aplicações da automação industrial a bordo
dos navios mercantes.
12
1.1 ASPECTOS INICIAIS
13
1.2 EVOLUÇÃO DAS TÉCNICAS INDUSTRIAIS
14
Tabela 1.1 Evolução das técnicas de automação industrial.
Época Inovação tecnológica
1788 James Watt desenvolveu um mecanismo de regulagem do fluxo de vapor em máquinas.
O setor industrial passou a utilizar a energia elétrica. Esse fato trouxe bastante progresso
1870
ao setor de transportes ferroviário e naval.
Herman Hollerith desenvolveu um novo método, baseado na utilização de cartões
perfurados, para automatizar algumas tarefas de tabulação do censo norte-americano. Os
1880 dados foram contabilizados em apenas seis semanas (antes disso, levavam 10 anos).
O uso dessa tecnologia foi a base de criação da máquina IBM, bastante parecida com o
computador.
Foi desenvolvido o primeiro computador de grande porte, completamente eletrônico. O
Eniac, como foi chamado, ocupava mais de 180 m² e pesava 30 toneladas. Funcionava
com válvulas e relés que consumiam 150.000 watts de potência para realizar cerca de
1946
5.000 cálculos aritméticos por segundo.
Esta invenção caracterizou o que seria a primeira geração de computadores, que utilizava
tecnologia de válvulas eletrônicas.
John T. Parsons desenvolveu uma máquina-ferramenta com movimento controlado com
cartões perfurados. Após a demonstração desse invento, a força aérea americana
patrocinou uma série de projetos de pesquisa, coordenada pelo laboratório de
1948
servomecanismos do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT). Alguns anos mais
tarde, o MIT desenvolveu um protótipo de uma fresadora com três eixos dotados de
servomecanismos de posição.
Nasceu a idéia da computação gráfica interativa (forma de entrada de dados por meio de
símbolos gráficos com respostas em tempo real). O MIT produziu figuras simples por meio
anos 50
da interface de tubo de raios catódicos (idêntico ao tubo de imagem de um televisor) com
um computador.
Surgiu a 2ª geração dos computadores, construídos com transistores. Esses componentes
não precisam ser aquecidos para funcionar, consomem menos energia e são mais
1952
confiáveis do que as válvulas. Seu tamanho era cem vezes menor que o de uma válvula,
permitindo que os computadores ocupassem menores espaços.
Um robô programável foi projetado por George Devol, que mais tarde fundou a fábrica de
1954 robôs Unimation. Poucos anos depois, a General Motors Corporation (ou GM) instalou
robôs em sua linha de produção para soldagem de carrocerias.
1959 A ou GM começou a utilizar a computação gráfica em seu meio de produção.
Começou a ser utilizado o termo CAD (do inglês Computer Aided Design ou “Projeto
Auxiliado por Computador”) para indicar os sistemas gráficos orientados para projetos.
Porém, essa década foi o período mais crítico das pesquisas na área de computação
anos 60
gráfica interativa. Naquela, a grande novidade da pesquisa foi o desenvolvimento do
sistema sketchpad, o qual possibilitou a criação de desenhos e alterações de objetos de
maneira interativa, num tubo de raios catódicos.
15
Tabela 1.1 Evolução das técnicas de automação industrial (continuação).
Época Inovação tecnológica
Os primeiros frutos das pesquisas desenvolvidas na década anterior começaram a surgir.
anos 70 Setores governamentais e industriais passaram a reconhecer a importância da
computação gráfica como forma de aumentar a sua produtividade
Surgiram os chamados chips (circuitos integrados em escala muito grande - VLSI). Os
mesmos foram utilizados na construção da quarta geração de computadores
1975 (computadores pessoais, de tamanho reduzido e baixo custo de fabricação) capazes de
realizar 50 milhões de cálculos por segundo no mesmo tempo em que o Eniac fazia
apenas 5 mil cálculos.
Deu inicio às pesquisas voltadas à integração e/ou automatização dos diversos elementos
de projeto e produção industrial a fim de se desenvolver o ambiente industrial moderno.
As principais metas das pesquisas nessa época foram: a expansão das aplicações dos
anos 80
sistemas CAD/CAM (Projeto e Manufatura Auxiliados por Computador) e a modelagem
geométrica tridimensional com mais aplicações de engenharia (CAE – Engenharia
Auxiliada por Computador).
O grupo ISA formou o SP50 Fieldbus Committee para desenvolver um padrão de
1990 comunicação para integração dos vários tipos de dispositivos de campo utilizados na
automação industrial.
Atualmente os processos industriais estão interligados a sistemas de supervisão que
dias
possibilitam gerenciar e interferir nos mesmos a partir de uma sala de controle. Essa área
atuais
ainda está em plena expansão.
16
1.3 ELEMENTOS DA AUTOMAÇÃO INDUSTRAL
17
1.4 IMPACTO DA AUTOMAÇÃO NA SOCIEDADE
18
1.5 AUTOMAÇÃO APLICADA A NAVIOS
19
Figura 1.3 Exemplo de interligação do sistema de navegação de um navio.
20
Figura 1.4 Exemplo de sistema de controle e monitoramento de carga para navios.
21
interface com o operador. Também permite a comunicação com satélites para
monitoração da embarcação a distância.
Este sistema é muito utilizado nas operações “off-shore” da indústria do petróleo
para posicionamento de navios-tanque com precisão para trabalhos tais como
perfuração de poços, mergulho, construção etc. No Brasil, a Petrobrás é a pioneira na
utilização desse tipo de sistema na exploração e produção de petróleo em águas
profundas.
22
Teste de autoavaliação da unidade 1
23
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 1
1.3 O aumento da frota naval e aumento dos custos de produção devido à alta inflação
da época foram os fatores determinantes para a utilização de técnicas de fabricação
automatizada na indústria naval. Portanto, pode-se afirmar que a busca pela redução
dos custos e tempos de produção dos navios foram os principais fatores para
implementação de técnicas de automação na indústria naval.
24
2. FUNDAMENTOS DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
automático;
compreender o funcionamento de um sistema de controle
automático a partir da representação por diagrama em blocos;
compreender a técnica de controle de duas posições (on-off);
compreender a técnica de controle proporcional-integral-
derivativo;
conhecer técnicas de sintonia do controlador PID; e
conhecer as variações do controlador PID.
25
2.1 DEFINIÇÕES
2.1.1 Sistema
É o conjunto de elementos dinamicamente relacionados entre si, formando uma
atividade para atingir um objetivo, operando com entradas (informações, energia,
dinheiro, materiais) e fornecendo saídas processadas (modificadas).
2.1.2 Processo
É conjunto sequencial e peculiar de ações que objetivam atingir uma meta. É
usado para criar, inventar, projetar, transformar, produzir, controlar, manter e usar
produtos ou sistemas. Na indústria em geral, processos são procedimentos
envolvendo passos químicos ou mecânicos que fazem parte da manufatura de um ou
vários itens, usualmente em grande escala.
2.1.3 Comando
É uma etapa num sistema, mediante o qual uma ou mais grandezas de entrada
influenciam uma ou mais grandezas de saída, de acordo com as caracteristicas
proprias deste sistema.
Um comando não prevê meios para as grandezas de saída atuarem nas
entradas no sentido de se garantir os valores desejados as mesmas. Dessa forma,
perturbações externas ao sistema, como variações de temperatura e forças de trabalho
não conseguem ser compensadas ou corrigidas pelos comandos.
Quanto ao tipo de comando, podemos ter: comando manual, mecânico,
pneumático, hidráulico, elétrico ou uma combinação destes. Dessa forma, num sistema
de comando, as grandezas de entrada podem ser externas ou internas ao sistema. As
grandezas externas podem ser provenientes de válvulas manuais, botoeiras,
interruptores, chaves e sensores diversos. Por sua vez, as grandezas de entradas
internas podem ser provenientes de chaves fins de curso e demais sensores do próprio
sistema que podem ter seus valores alterados ao longo do processo. Por outro lado, as
grandezas de saída de um comando têm como função produzir acionamentos ou
26
outras manifestações externas através de atuadores como cilindros, motores, bombas,
lâmpadas, válvulas, posicionadores etc.
2.1.4 Controle
É o processo, num sistema, onde o valor de uma grandeza de saída a ser
controlada é continuamente comparado com o valor de referência (valor desejado). O
resultado dessa comparação atua na entrada do sistema de tal forma que a sua saída
apresente o valor desejado na variável controlada.
2.1.5 Servomecanismo
É todo mecanismo construído para cumprir sozinho certo programa de ação,
executando seu próprio trabalho a partir de ordens que lhe são dadas. Geralmente, um
servomecanismo é a associação da mecânica com a eletrônica, portanto, os
servomecanismos são sistemas mecânicos controlados eletro-eletrônicamente.
2.1.7 Transmissores
É o elemento que transforma a medida do sensor em um sinal padronizado que
pode ser transmitido e interpretado pelo controlador. Muitas vezes o transdutor é
denominado de transmissor de sinal e em muitos casos, o próprio transmissor é
também o elemento sensor.
2.1.9 Robótica
O termo robótica foi utilizado pela primeira vez na peça de teatro R.U.R.
(Rossum's Universal Robots) estreada em janeiro de 1921 na cidade de Praga. Mais
tarde teve sua popularização em 1948 através do escritor de ficção cientifica Isaac
Asimov, em seu livro "I, Robot" (Eu, Robô).
Atualmente a robótica é o ramo da tecnologia que engloba mecânica, eletrônica
e computação, que atualmente trata de sistemas compostos por máquinas e partes
mecânicas automáticas e controlados por circuitos integrados, tornando sistemas
mecânicos motorizados, controlados manualmente ou automaticamente por circuitos
elétricos.
Esta tecnologia, hoje em dia adotada por muitas fábricas e indústrias em todo o
mundo, tem obtido, de um modo geral, êxito em questões levantadas sobre a redução
de custos e aumento de produtividade, porém trouxe consigo vários problemas
trabalhistas com funcionários e aumento do desemprego.
2.1.10 Cibernética
É o ramo da ciência que estuda e desenvolve técnicas de comunicação e
controle, sejam do homem e demais seres vivos ou do homem com as máquinas.
Sendo a comunicação definida como sendo a troca de informações entre o sistema e o
seu meio, e dentro do próprio sistema, então, a cibernética é uma tentativa de
compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais
através de analogias com as máquinas cibernéticas (servomecanismos).
Estas analogias só são possíveis para a cibernética, pois esta estuda o
tratamento da informação no interior destes processos através de codificação,
decodificação, retroação ou realimentação (feedback), aprendizagem etc.
29
Tarefa 2.1
30
2.2 ELEMENTOS DO CONTROLE AUTOMÁTICO
31
2.2.1 Sinais da malha de controle
Conforme pode ser observado na figura 2.2, a malha de controle possui 5 (cinco)
sinais responsáveis pela operação do sistema de controle automático. São eles: set
point, variável de processo, sinal de erro, variável manipulada e sinal de realimentação.
A seguir apresentamos as definições dos sinais presentes na malha de controle.
a) set point
Corresponde ao valor desejado para a grandeza física que se deseja controlar.
Também é chamado de sinal de entrada ou sinal de referência ou valor de preset da
malha de controle e sempre é aplicado no bloco de comparação que calcula o sinal de
erro e pode ser abreviado pelo termo SP.
No exemplo das figuras 2.1 e 2.2, o set point corresponde ao nível de água
desejado pelo operador, ou seja, SP=50%.
b) variável de processo
Corresponde ao valor real (medido) da grandeza física controlada. Também
recebe o nome de variável controlada ou sinal de saída e pode ser abreviado pelo
termo VP.
c) sinal de erro
Corresponde à diferença entre o valor desejado e o valor real da grandeza física
controlada. Ou seja, é a diferença entre o set point e a variável de processo
( E = SP − VP ). Esse sinal evidencia a necessidade de correção da variável de processo
e pode ser positivo, negativo ou nulo. O sinal de erro é calculado pelo bloco detector de
erro e é aplicado à entrada do bloco controlador.
No exemplo das figuras 2.1 e 2.2, o erro corresponde à diferença visual entre
o valor do nível de água desejado e o valor do nível de água observado pelo
operador.
32
d) variável manipulada
Corresponde ao sinal de saída do bloco controlador da malha de controle.
Também é denominada de sinal de controle ou sinal de correção ou sinal da lei de
controle ou sinal da ação de controle e pode ser abreviada pelo termo VM.
A variável manipulada é um sinal de correção que é aplicado no atuador a fim de
alterar o valor da variável de processo fazendo com que o valor desta seja igual ou
aproximadamente igual ao valor do set point.
e) sinal de realimentação
É o sinal proveniente da saída do bloco sensor na malha de controle.
Corresponde a uma parte ou a totalidade do sinal de saída da malha de controle, isto é,
o valor do sinal de realimentação é igual a uma amostragem do valor da variável de
processo ou então corresponde a todo o valor da mesma.
Para efeitos de simplificação deste estudo vamos considerar que o valor do sinal
de realimentação é igual a valor da variável de processo. Isto pode ser representado
matematicamente através da seguinte expressão:
33
Tarefa 2.2
34
2.2.2 Hardware da malha de controle
O hardware da malha de controle é formado por dispositivos e equipamentos
(automatismos) interligados com o objetivo de operar o sistema de controle automático.
Conforme mostra a figura 2.2, o hardware da malha de controle possui 6 (seis)
elementos. São eles: detector de erro, controlador, atuador, planta ou processo, sensor
e linhas de transmissão. Vamos a essas definições!
a) detector de erro
Este bloco tem a função de calcular o valor do sinal de erro da malha de
controle. Também pode ser denominado de bloco comparador ou somador.
b) controlador
Este bloco tem a função de determinar “tomada de decisões” para corrigir o valor
da variável de processo. As “tomadas de decisões” correspondem ao cálculo do sinal
da variável manipulada. Em outras palavras, o controlador é o responsável por produzir
um sinal que será entregue ao atuador a fim de que este altere o valor da variável de
processo de tal forma que ela se iguale ou se aproxime do valor de set point.
O controlador é um equipamento que pode ser hidráulico, pneumático ou
eletrônico. E, conforme sua ação de controle pode ser: on-off, proporcional, integral,
derivativo ou uma combinação dos três últimos.
Existe uma grande variedade de controladores no mercado sendo que aqueles
que apresentam uma maior eficiência e versatilidade são os controladores lógicos
programáveis. Estes, de acordo com seus recursos disponíveis, podem executar,
através de um programa usuário, qualquer uma das ações de controle citadas no
parágrafo anterior e ainda executar temporizações, contagens, acionamentos
sequenciais de motores, operações aritméticas, etc.
A figura 2.3 mostra alguns modelos de controladores utilizados na indústria.
35
c) atuador
Este dispositivo é responsável pela execução da ação de controle calculada pelo
controlador. Em outras palavras, o atuador recebe o sinal da variável manipulada,
proveniente do controlador, e executa um trabalho que irá causar uma alteração no
valor da variável de processo. Também recebe o nome de elemento final de controle
(E.F.C.).
Os atuadores são dispositivos que podem ser comandados através de sinais
pneumáticos, hidráulicos ou eletrônicos.
A figura 2.4 mostra alguns tipos de atuadores industriais: bombas, motores,
válvulas e pistões.
d) planta ou processo
Este bloco representa toda estrutura física e toda reação física ou química que
influencia no comportamento da variável de processo.
e) sensor
Este dispositivo tem por função realizar a medição do valor da variável de
processo e transmitir essa informação (sinal de realimentação) à entrada da malha de
controle (bloco detector de erro).
Existe uma grande variedade de sensores responsáveis pelas medições de
grandezas físicas como pressão, temperatura, vazão, nível, posição etc. A figura 2.5
mostra alguns tipos de sensores industriais.
36
Figura 2.5 Modelos de sensores industriais.
f) linhas de transmissão
São as ligações entre os blocos da malha de controle as quais indicam a
trajetória dos sinais ao longo da mesma.
Tarefa 2.3
37
Qual é a função do atuador?
38
2.3 EXEMPLO DE SISTEMA DE CONTROLE
39
Esse tipo de controle recebe o nome de controle em malha aberta, pois o
valor da variável de processo não pode ser observado (ou medido) pelo
operador (ou controlador) e, portanto, não retorna à entrada da malha de
controle.
40
2.4 OPERAÇÃO DE UM SISTEMA DE CONTROLE AUTOMÁTICO
41
2.5 TÉCNICAS DE CONTROLE DE PROCESSOS INDUSTRIAIS
Onde:
• U1 é o valor máximo da saída do controlador on-off.
42
A figura 2.9 mostra o diagrama em blocos da malha de controle com controlador
on-off para o sistema de controle de nível da figura 2.8.
43
Figura 2.11 Comportamento da variável de processo para o controlador on-off.
Para o sistema de controle da figura 2.8, o controlador on-off possui set point
ajustado inicialmente em 50%, em seguida se altera o mesmo 30% e por fim
44
para 80%. A histerese, por sua vez, é constante e igual a 5%. A figura 2.12
mostra a resposta da variável de processo obtida nessa situação. Que efeitos
você observa na resposta da variável de processo?
Ainda para o sistema de controle da figura 2.8, o controlador on-off possui set
point novamente ajustado em 50%, porém a histerese inicialmente será igual
a 10%, em seguida será reduzida para 5% e, por fim, aumentada para 15%. A
figura 2.13 mostra a resposta da variável de processo obtida nessa situação.
Que efeitos você observa na resposta da variável de processo?
46
Tarefa 2.4
47
2.5.2 Controlador proporcional-integral-derivativo ou controlador PID
O termo PID é proveniente das palavras proporcional (P), integral (I) e derivativo
(D). Ou seja, essa técnica de controle é constituída de outras três técnicas (controle
proporcional, controle integral e controle derivativo) que são combinadas. Cada uma
dessas técnicas de controle possui características especificas que, quando
devidamente combinadas, produzem uma correção na variável de processo que
apresenta alta velocidade, baixa oscilação e erro nulo (VP = SP).
A ação de controle PID, quando devidamente ajustada através de seus
parâmetros de sintonia (ganho proporcional, ganho integral e ganho derivativo), produz
respostas (gráficos), conforme mostra a figura 2.14.
Pode-se observar que a variável de processo pode ou não apresentar
oscilações. A resposta gerada será sempre formada por duas regiões: uma região
transitória e uma região estacionária.
Na região transitória, a variável de processo muda de valor e durante essa
mudança podem ocorrer oscilações. Por outro lado, na região estacionária, a variável
de processo estabiliza (ou seja, fica constante) ou apresenta pequenas oscilações (que
são desprezíveis) em torno do set point.
Também pode ser observado, na figura 2.14, que existem faixas de tolerância
para os valores de estabilização e de sobresinal da variável de processo. Em outras
palavras, o valor do erro estacionário não deve ser maior que os limites de 2 a 5 % em
torno da variável de processo e o sobresinal não deve ser maior do que 20% do valor
de set point.
48
Caso os resultados descritos no parágrafo anterior não sejam obtidos, deve-
se realizar uma nova sintonia dos ganhos do controlador PID, conforme
mostra a Tabela 2.1.
Onde:
• e(t) é o sinal de erro da malha de controle;
e
Onde:
• Ti é chamado de tempo integral; e
• Td é chamado de tempo derivativo.
49
Dessa forma, o sinal de controle do controlador PID é pode ser representado
pela seguinte expressão:
50
Tabela 2.2 Regras para ajuste do controlador PID.
Defeito na variável de processo Medida de ajuste
resposta muito lenta diminuir o ganho proporcional
resposta excessivamente oscilatória aumentar o ganho derivativo
sobrepassagem excessiva reduzir o ganho integral
resposta inicialmente rápida e em seguida muito
aumentar o ganho integral
lenta
Figura 2.15 Tipos de respostas para variável de processo com controle PID mal sintonizado.
Tarefa 2.5
52
2.5.3 Variações do controlador PID
A técnica de controle PID é constituída de outras três técnicas (controle
proporcional, controle integral e controle derivativo) que são combinadas a partir da
sintonia dos ganhos proporcional, integral e derivativo.
Para cada combinação de valores dos ganhos do controlador PID é obtida uma
resposta para variável de processo diferente. Então, a sintonia dos ganhos do
controlador PID é um fator importante que nunca pode ser deixado de lado uma vez
que ela altera significativamente a resposta da variável de processo, conforme será
visto a seguir.
Portanto, cada uma dessas técnicas de controle possui características
especificas que quando devidamente combinadas produzem uma correção na variável
de processo que apresenta alta velocidade, baixa oscilação e erro nulo.
Caso se deseje eliminar alguma ação de controle do controlador PID, deve-se
zerar o valor do ganho correspondente. Dessa forma, podemos obter os seguintes tipos
de controladores:
• controlador proporcional (P);
• controlador integral (I);
• controlador derivativo (D);
• controlador proporcional-integral (PI);
• controlador proporcional-derivativo (PD);
• controlador integral-derivativo (ID); e
• controlador proporcional-integral-derivativo (PID).
53
As tabelas 2.4 e 2.5 mostram as equações das ações de controle básicas e
combinadas apresentadas acima.
P u(t) = K P .e(t)
de(t)
D u(t) = K D .
dt
PD
T de(t)
ID u(t) = K I .∫ i e(t)dt + K D .
0 dt
PID
54
A tabela 2.6 mostra as respostas da variável de processo para a ação de
controle proporcional.
Resposta da VP Comentário
Os gráficos ao lado mostram que o aumento do valor do ganho
proporcional produz aumentos na velocidade e na oscilação da
variável de processo e o erro diminui, porém este nunca será
eliminado, ou seja, a variável de processo nunca irá se igualar ao set
point.
Controle Proporcional
Resposta da VP Comentário
55
A tabela 2.8 mostra a resposta da variável de processo para a ação de controle
derivativa.
Resposta da VP Comentário
Este tipo de ação de controle reúne as características das ações de
controle proporcional e integral. Pode-se observar, no gráfico ao lado,
Controle PI
56
A tabela 2.10 mostra as respostas da variável de processo para a ação de
controle proporcional-derivativa.
57
Teste de autoavaliação da unidade 2
58
2.2 Seja o sistema de controle de nível representado na figura abaixo. A válvula
de entrada deve estar sempre aberta para encher abastecer o tanque. A bomba
centrífuga deve ser ligada ou desligada pelo controlador automático. O nível deve
ser medido pelo sensor capacitivo. Represente esse sistema de controle através
do diagrama em blocos da malha de controle e identifique os seguintes itens.
59
2.3 Considere que no sistema de controle de nível da questão anterior o tanque
inicialmente está vazio. Sabendo-se que a bomba de saída deve ligar, se o nível
de água for maior que 40%, e desligar, se o nível de água for ligeiramente menor
que 40%, então faça uma descrição do funcionamento do sistema automático
capaz de manter o nível de água próximo de 40%.
60
2.5 A figura a seguir mostra a representação gráfica de um sistema de controle
de nível automatizado. O gráfico ao lado mostra o comportamento da resposta da
variável de processo (VP) correspondente.
Pede-se:
a) Analise o gráfico e identifique o tipo de controlador utilizado.
61
2.7 No sistema de controle de nível representado na figura abaixo, a faixa de
controle do nível está compreendida entre 0% e 100%, que significa tanque vazio
e tanque cheio ou transbordando, respectivamente. Seu funcionamento é o
seguinte:
i) o medidor de nível envia a informação do valor da variável de processo (nível
de água dentro do tanque) para o controlador do processo.
ii) o controlador calcula o valor do sinal de erro e de acordo com o valor
calculado enviará para a válvula de entrada um sinal para que ela abra ou
feche totalmente.
iii) deseja-se manter o nível de água no tanque em 60%. São permitidos valores
máximos e mínimos para variável de processo de 75% e de 45%,
respectivamente.
Pede-se:
a) Identifique o tipo de controlador utilizado. JUSTIFIQUE sua resposta!
62
c) Faça um esboço dos sinais de set point e da variável de processo.
63
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 2
Tarefa 2.1
Sistema de controle automático é todo aquele que possui a capacidade de
desenvolver uma atividade sem ação humana direta, ou seja, é todo sistema capaz de
verificar seu próprio funcionamento, efetuando medições e introduzindo correções, sem
a interferência humana.
Automação é a associação organizada de diversos equipamentos e técnicas
com a finalidade de tornar um meio de produção ou um sistema de controle
independente da ação humana direta.
Os automatismos são os mais diferentes tipos de equipamentos, acessórios e
técnicas utilizadas com o objetivo de automatizar um processo industrial.
Dentre os objetivos da automação podemos destacar: diminuir os custos,
aumentar a velocidade da produção, aumentar a qualidade e segurança em um
processo industrial.
Tarefa 2.2
Set point, variável de processo, sinal de erro, variável manipulada e sinal de
realimentação.
Set point: sinal de ajuste do controlador que indica o valor desejado da grandeza física
a ser controlada pela malha de controle.
Variável de processo: sinal de saída da malha de controle que informa o valor real da
grandeza física controlada.
64
Sinal de realimentação: é o sinal de saída do bloco sensor, que representa uma
amostra ou a totalidade do valor da variável de processo.
Tarefa 2.3
Detector de erro, controlador, atuador, planta ou processo, sensor e linhas de
transmissão.
Detector de erro: tem como função calcular o valor do sinal de erro que será entregue
à entrada do bloco controlador.
Planta ou processo: toda estrutura física (tubulações, tanques, etc) e toda reação
química e/ou física que nela ocorrem de tal forma que influenciem no comportamento
da variável de processo.
Tarefa 2.4
Intervalo diferencial: diferença entre os limites mínimo e máximo da variável de
processo. É a faixa de valores em que a variável de processo oscila em torno do set
point.
65
Histerese: valor acrescido ou diminuído do valor do set point que determina os pontos
de transição do sinal de saída do controlador on-off.
Tarefa 2.5
Pode-se reduzir o ganho integral ou então aumentar o ganho derivativo.
Teste de autoavaliação:
2.1 ( g ); ( d ); ( f ); ( h ); ( i ); ( c ); ( b ); ( a ); ( e )
2.2 SP: Nível de água desejado; VP: nível de água real ou medido; Atuador: bomba;
Sensor: medidor de nível tipo capacitivo.
2.3 Como o tanque inicialmente está vazio, então a bomba estará desligada e o tanque
comecará a ser abastecido com água através da válvula de entrada V1. Quando o nível
de água for ligeiramente maior que 40% (ajuste de set point feito no controlador) então
a bomba será ligada e o tanque começará a ser esvaziado até que o nível de água seja
ligeiramente inferior a 40%. Neste ponto a bomba será desligada novamente e um novo
ciclo de abastecimento e desabastecimento do tanque será inicializado.
2.4 ( f ); ( c ); ( d ); ( b ); ( g ); ( e ); ( a )
66
2.5 a) Controle proporcional ou então controle proporcional-derivativo; b) Erro = SP-VP
= 50-46 = 4%;
67
3. INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL
Parabéns! Você está indo muito bem em seus estudos. Vamos iniciar mais
uma unidade. Nesta unidade, você vai:
continua e discreta);
conhecer as características técnicas e dinâmicas dos instrumentos
de medição;
conhecer o significado de telemetria e os tipos de transmissão
Como você pode notar, esta unidade de ensino será bastante longa, porém, não
desanime, pois ao final deste estudo você estará bem próximo de concluir a
primeira metade do curso. Bom estudo!
68
3.1 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL
3.1.1 Definição
A instrumentação industrial é o ramo cientifico responsável pelo
desenvolvimento de técnicas ou dispositivos capazes de medir, indicar, registrar e
controlar processos de fabricação (ou de produção), com o objetivo de aperfeiçoar a
eficiência desses processos.
A matéria-prima para pesquisa e desenvolvimento na área de instrumentação
são os princípios físicos e químicos já desvendados pela humanidade. Portanto, pode-
se afirmar que todos os equipamentos de instrumentação industrial, atualmente
utilizados nas indústrias, em geral, funcionam segundo princípios ou leis físicas e/ou
químicas conhecidas.
Em resumo, a instrumentação industrial tem como objetivos:
• melhorar a qualidade dos produtos ou processos industriais;
• diminuir os custos de produção;
• diminuir o tempo de fabricação; e
• reduzir a quantidade de mão-de-obra.
69
3.1.2 Evolução da instrumentação industrial
A necessidade de se desenvolver técnicas de medição das variáveis de
processo surgiu com o advento da Revolução Industrial e do desenvolvimento da
máquina a vapor.
Surgiram, então, os primeiros instrumentos de medições industriais para indicar
a pressão de vapor nas caldeiras. Esse instrumento de medição possibilitou a
diminuição do número de acidentes de trabalho que ocorriam frequentemente devido
as constantes explosões das caldeiras.
Ao término da década de 30 (mais precisamente por volta de 1938), surgiram os
primeiros equipamentos de controle automático. Estes utilizam como fonte de energia
um fluido hidráulico pressurizado e, por essa razão, foram denominados controladores
hidráulicos.
Posteriormente, surgiram os controladores pneumáticos. Estes, por sua vez,
utilizam o ar comprimido como fonte de energia.
No início da década de 50, surgiram os instrumentos eletrônicos analógicos.
Graças ao surgimento da eletrônica dos semicondutores, os instrumentos pneumáticos
passaram a ser substituídos gradativamente pelos instrumentos eletrônicos nos
processos onde não existia o risco de explosão.
Atualmente, as indústrias de um modo geral estão automatizando suas
plantas/processos com sistemas eletrônicos microprocessados, como transmissores
inteligentes, controladores lógicos programáveis, sistemas Fieldbus e sistemas
supervisórios diversos.
A fabricação dos instrumentos eletrônicos evoluiu a ponto de tornar os riscos de
explosões bastante reduzidos. Dessa forma, os instrumentos eletrônicos irão
gradativamente ser aplicados também nas áreas com risco de explosão.
A evolução dos instrumentos industriais para medição, registro e controle das
diversas variáveis de processo das plantas/processos industriais têm colaborado com o
aumento da responsabilidade das equipes envolvidas na instalação e manutenção
desses instrumentos.
Por isso, se faz necessário investir, consideravelmente, recursos financeiros em
pesquisas e treinamento, pois, para se obter as vantagens que a instrumentação
industrial proporciona, os equipamentos devem ser instalados, supervisionados e
mantidos em operação por pessoas devidamente qualificadas.
70
3.2 DEFINIÇÕES SOBRE MEDIÇÃO
3.2.1 Definições
Medir uma variável equivale a comparar a quantidade envolvida da grandeza
associada a esta variável com uma quantidade padrão previamente estabelecida.
A medição das variáveis envolvidas no processo é uma etapa fundamental em
qualquer sistema de controle; afinal, não se pode controlar aquilo que não se pode
medir, mesmo que, às vezes, esta medição ocorra de forma indireta.
Medida é o nome dado ao processo que nos permite atribuir um valor numérico
a uma propriedade física resultante de uma comparação entre quantidades
semelhantes, sendo uma delas padronizada e adotada como unidade. Associadas a
esse valor numérico, temos as unidades de medidas.
Uma unidade de medida é uma grandeza usada como termo de comparação
para medições de grandezas de mesma espécie. A unidade de medida é o termo que
qualifica e caracteriza a grandeza física no processo de medição. Por exemplo: massa
– kg (quilograma)
As unidades de medidas são estabelecidas pelo Sistema Internacional (S.I.).
Este sistema compreende 7 (sete) unidades fundamentais, 2 (duas) suplementares,
unidades derivadas, múltiplos e submúltiplos de unidades, além de outras unidades
admitidas sem restrições de prazo ou temporariamente.
As unidades fundamentais do sistema internacional são aquelas que não são
derivadas de nenhuma outra unidade. São elas: metro (comprimento), quilograma
(massa), segundo (tempo), ampère (corrente elétrica), Kelvin (temperatura
termodinâmica), mol (quantidade de matéria) e candela (intensidade luminosa).
A tabela a seguir mostra alguns exemplos de unidades de medidas que, embora
fora do sistema internacional, são bastante utilizadas.
72
3.3 DISPOSITIVOS DE INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL
3.3.1 Sensor
É todo instrumento de medição capaz de responder a um estímulo físico produzir
um sinal que permita a indicação do valor desse estímulo de forma direta. Sendo que o
valor detectado se torne legível pelo homem. Por exemplo: um termômetro de coluna
líquida de mercúrio utilizado nos hospitais.
Um sensor pode ainda ser classificado de acordo com o tipo de energia que
detecta. Assim temos: sensores ópticos, magnéticos, capacitivos, mecânicos,
ultrassônicos, eletromagnéticos etc.
3.3.2 Transdutor
Um transdutor é um dispositivo que recebe um sinal e o retransmite, sem que
haja a conversão de energia. Porém, costuma-se definir o elemento transdutor como
sendo o instrumento de medição capaz de detectar uma grandeza física e transformá-
la em outro tipo de energia. Dessa forma, pode-se definir um transdutor como sendo
todo instrumento de medição que realiza medida indireta.
Quanto à forma de energia, os transdutores podem ser classificados em
elétricos, pneumáticos, hidráulicos etc.
Quanto à origem da energia, os transdutores podem ser classificados em ativos
ou passivos. Transdutores ativos são aqueles que dispõem de uma alimentação de
energia. Neles, a maior parte da energia de saída é provida pela alimentação.
Transdutores passivos são aqueles cuja energia de saída é proveniente unicamente
(ou quase unicamente) da energia de entrada.
Como exemplos de transdutores temos: alto-falante, antena, célula fotoeléctrica,
dínâmo, fotocélula, LVDT, strain gauge, termopar etc.
73
3.3.3 Indicador
Dispositivo capaz de disponibilizar uma informação medida para visualização do
operador da planta industrial de modo on-line. Desse modo, o operador fica sabendo o
valor da variável de processo no instante em que visualiza o instrumento indicador no
painel de controle.
3.3.4 Transmissor
Dispositivo capaz de transportar a informação medida por um instrumento de um
ponto a outro no processo industrial para fins de processamento e controle da planta
industrial.
3.3.5 Registrador
Dispositivo capaz de armazenar a informação medida para posterior visualização
ou análise do operador e/ou da equipe de manutenção da planta industrial.
3.3.6 Controlador
Equipamento que avalia automaticamente a informação medida, comparando-a
com um valor de referência para posterior tomada de decisão, mediante uma ação
previamente programada a partir dos resultados da comparação realizada.
Tarefa 3.1
74
Qual é a diferença entre medição contínua e descontínua?
75
3.4 CARACTERÍSTICAS DOS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
76
3.4.2 Alcance ou largura de faixa ou SPAN
Este parâmetro é determinado pela diferença algébrica entre os limites superior
e inferior da faixa de medição ou RANGE do instrumento. Ou seja, a largura de faixa ou
SPAN de um instrumento é dada pela seguinte equação:
3.4.3 Sensibilidade
Um instrumento de medição sempre possui duas regiões de trabalho. A primeira
região é formada pelos limites do sinal medido e é denominada de faixa de medida ou
RANGE do instrumento. A segunda região é formada pelos limites do sinal transmitido
pelo sensor e é denominada de faixa transmitida. Portanto, podemos afirmar de forma
bastante simples que um sensor possui um SPAN de entrada e um SPAN de saída,
correspondentes aos sinais medidos e transmitidos, respectivamente, pelo instrumento.
A sensibilidade de um instrumento é determinada pela razão entre a variação
do valor indicado ou transmitido e a variação da variável (grandeza física) que acionou
o instrumento. Ou seja, a sensibilidade é determinada pela seguinte equação:
Por exemplo: seja o mesmo medidor de temperatura dos exemplos dos itens
anteriores (3.4.1 e 3.4.2), sabendo-se que o mesmo transmite um sinal de 4 a 20mA, o
cálculo do valor de sua sensibilidade é feito da seguinte maneira:
77
O valor de SPAN determina o valor acrescentado (ou diminuído) no valor do
sinal transmitido pelo instrumento quando ocorre um incremento (ou
decremento) de uma unidade do sinal medido.
3.4.4 Linearidade
A linearidade de um instrumento é determinada pelo grau de proporcionalidade
entre o sinal transmitido e a grandeza física medida. Quanto maior, mais fiel é a
resposta do sensor ao estímulo, mais linear é o sensor. Os sensores mais usados são
os mais lineares, conferindo mais precisão ao sistema de controle. Os sensores não
lineares são usados em faixas limitadas, onde os desvios são aceitáveis, ou com
adaptadores especiais (circuitos de linearização), que corrigem o sinal.
A figura a seguir mostra curvas de respostas características de dois medidores
de temperatura bastante utilizados. Um desses sensores apresenta comportamento
linear, ou seja, a relação entre seus sinais transmitido e medido por esse sensor pode
ser representada através de uma reta em toda faixa de medida do instrumento. O outro
sensor apresenta um comportamento não-linear, ou seja, a relação entre seus sinais
transmitido e medido não é representada por uma reta em toda faixa de medida do
instrumento.
3.4.6 Exatidão
Esta característica do instrumento de medição exprime o afastamento entre a
medida por ele efetuada do valor de referência aceito como verdadeiro (valor real).
A exatidão está diretamente relacionada com as características próprias do
instrumento, como a forma como foi projetado e construído.
Nos instrumentos de medição, a exatidão é indicada como “classe de
exatidão”.
79
3.4.7 Precisão
Esta característica exprime o grau de reprodução nas indicações de um
instrumento de uma mesma medida sob as mesmas condições de funcionamento do
instrumento.
A precisão, muitas vezes, não é indicada nos instrumentos, pois resulta de uma
análise estatística. Portanto, a precisão está diretamente ligada à operação do
instrumento e à medição da grandeza física como um todo.
A precisão pode ainda ser definida como sendo o limite de erro de medição do
instrumento.
3.4.8 Repetibilidade
Está característica determina a capacidade que o instrumento possui de
reprodução de um mesmo valor indicado ou transmitido ao se medir, repetidamente,
valores idênticos da grandeza física monitorada, nas mesmas condições de operação e
no mesmo sentido de variação.
Na prática, a repetibilidade de um instrumento pode ser expressa como
“percentagem do SPAN instrumento de medição”.
Dentro da zona morta, a grandeza física pode ser alterada sem ser detectada
pelo instrumento de medição.
80
3.4.10 Supressão de zero ou escala de zero suprimido
Este parâmetro determina a quantidade com que o valor inferior da faixa de
medida (range) do instrumento supera o valor zero ou valor mínimo da grandeza física
medida.
O valor de supressão de zero pode ser expresso em unidades da grandeza
medida ou em percentagem do SPAN do instrumento de medição.
3.4.13 Histerese
É a diferença observada entre a medição de uma grandeza física quando esta
percorre a faixa de medição do instrumento no sentido crescente e no decrescente.
A histerese é um parâmetro expresso em percentagem do SPAN do instrumento
de medição.
81
Tarefa 3.2
82
3.5 SIMBOLOGIA PARA INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL
83
Tabela 3.2 Letras identificadoras para instrumentação industrial (continuação)
1º Grupo de Letras 2º Grupo de Letras
Letra (VARIÁVEL MEDIDA) (FUNÇÃO)
1ª Letra Modificadora Passiva Ativa Modificadora
O livre escolha orifício
conexão para
P pressão
ponto de teste
Q quantidade Totalização
R radiação registrador
velocidade ou
S Segurança chave
frequência
T temperatura transmissor
U multivariável multifunção
V vibração válvula
W peso ou força ponta de prova
não
X eixo dos X não classificada não classificada não classificada
classificada
estado,
presença ou relé, conversor,
Y eixo dos Y
sequência solenoide
de eventos
acionador,
posição ou
Z eixo dos Z atuador não
dimensão
classificado
84
A tabela 3.3 mostra os símbolos em geral para os instrumentos ou funções
programadas nas malhas de controle industrial.
Instrumentos Discretos
Instrumentos
Compartilhados
Computador
de Processo
Controlador
De Processo
Soma Multiplicação
ou
Média Divisão
Extração de Raiz
Subtração
ou Quadrada
Integral Exponenciação
ou
85
Por fim, a tabela 3.5 mostra os símbolos das linhas de transmissão para os
instrumentos nas malhas de controle industrial.
Suprimento
Sinal binário pneumático
Sinal não definido
Sinal eletromagnético ou
Sinal eletromagnético ou sônico
sônico
(transmissão não guiada)
(transmissão guiada)
Ligação configurada
internamente ao sistema Ligação mecânica
(ligação por software)
86
3.6 APLICAÇÕES COM A SIMBOLOGIA ISA
Figura 3.2 Exemplo de malha de controle representada através da simbologia ISA S 5.1.
87
Figura 3.3 Diagrama P&I da malha de controle de combustão de uma caldeira.
Tarefa 3.3
88
3.7 TRANSMISSÕES ATRAVÉS DA MALHA DE CONTROLE
3.7.1 Introdução
Em uma malha de controle as informações são transportadas através das linhas
de transmissão. Nestas, as informações provenientes de diversos tipos de sensores
são transportadas para dispositivos de indicação, registro ou controle e, ainda, as
informações provenientes das saídas do dispositivo de controle são transportadas aos
diversos tipos de atuadores.
A natureza dessa transmissão é determinada pelo tipo de sinal que é
transmitido, podendo ser de natureza pneumática, hidráulica e elétrica (em corrente ou
tensão).
a) transmissão pneumática
Nesse tipo de transmissão é utilizado um gás comprimido (Ar ou N2), cuja
pressão é alterada conforme o valor que se deseja representar. O sinal padrão de
transmissão ou recepção pneumático é de 0,2 a 1,0 Kgf/cm2 (S.I.), que equivale a
aproximadamente 3 a 15 psi no sistema inglês. A tabela a seguir apresenta algumas
vantagens e desvantagens da transmissão pneumática.
89
Tabela 3.6 Vantagens e desvantagens da transmissão pneumática.
Vantagens Desvantagens
necessita de tubulação e equipamentos auxiliares
pode ser operado com segurança em ambientes
para suprimento e funcionamento dos
explosivos (áreas classificadas).
instrumentos.
apresenta imunidade às interferências magnéticas vazamentos ao longo da linha e nos instrumentos
ou eletromagnéticas. são difíceis de serem detectados.
não sofre interferência da temperatura, como
não pode ser enviado a distâncias maiores que
ocorre com os sistemas hidráulicos, onde a
100m sem o uso de reforçadores de sinal devido
viscosidade do fluido é alterada com a
ao atraso na transmissão.
temperatura.
não causa poluição ambiental no caso de
não permite a conexão direta aos computadores.
vazamentos.
b) transmissão hidráulica
Semelhante ao tipo pneumático e com desvantagens equivalentes, o tipo
hidráulico utiliza a variação de pressão exercida em óleos hidráulicos para transmissão
de sinal. O sinal padrão de transmissão ou recepção hidráulico também é de 0,2 a 1,0
Kgf/cm2 (S.I.), aproximadamente 3 a 15 psi no Sistema Inglês. A tabela a seguir
apresenta algumas vantagens e desvantagens da transmissão hidráulica.
90
c) transmissão elétrica
A transmissão elétrica pode ser realizada em tensão ou em corrente elétrica.
Esses sinais são, hoje em dia, largamente utilizados em todas as indústrias nas áreas
onde não ocorre o risco de explosão. Porém, a evolução tecnológica tem permitido
construir equipamentos elétricos capazes de funcionar também nas áreas de risco. A
tabela a seguir mostra os sinais padrões da transmissão elétrica.
91
Na figura 3.4-b, pode-se observar que o sinal da transmissão contínua possui
infinitos valores entre os seus dois limites (mínimo e máximo); por isso, esse
tipo de transmissão também é denominada de “transmissão analógica”.
d) transmissão digital
Neste tipo de transmissão, as informações sobre a variável medida são enviadas
a uma estação receptora através de “pacotes de informação”. Esses “pacotes de
informação” são sinais digitais modulados e padronizados. Essa padronização recebe o
nome de “protocolo de comunicação”.
Há diversos tipos de “protocolos de comunicação”, sendo alguns dos mais
conhecidos os seguintes: Profibus, Fieldbus, Modbus, Device Net, entre outros. Cada
protocolo de comunicação possui suas características técnicas as quais definem suas
aplicabilidades. Serão apresentados mais detalhes sobre os protocolos de
92
comunicação no próximo tópico desta unidade de estudo. Por hora, a tabela a seguir
mostra as vantagens e desvantagens da transmissão digital.
93
3.8 REDES INDUSTRIAIS
94
equipamentos elétricos para automação industrial com a intenção de definir um padrão
para transferência de dados entre esses equipamentos. Dessa corrida, surgiram
diversos padrões de comunicação entre os equipamentos industriais cada um com
suas vantagens e desvantagens. Muitos caíram em desuso, porém alguns foram mais
bem aceitos e ainda são bastante utilizados: Modbus; Fieldbus; Profibus; Device Net,
dentre outros.
95
No nível intermediário, onde temos os CLP's e CNC's, principalmente, trafegam
informações de controle a nível de máquinas, ou seja, informações a respeito do status
de equipamentos tais como robôs, máquinas-ferramentas, transportadores etc.
O terceiro nível é o nível mais baixo e se refere à parte física da rede, onde se
localizam os sensores, atuadores, contatores etc.
Essa classificação não é exclusiva. As redes industriais também podem ser
classificadas de acordo com os tipos de equipamentos conectados em rede sensorbus,
rede devicebus e rede fieldbus.
A tabela a seguir mostra as definições desses tipos de classificações para as
redes industriais.
Tabela 3.12 Classificação das redes industriais de acordo com os tipos de equipamentos.
Nome Característica
• os dados são transmitidos na forma de bits;
• conecta equipamentos simples e pequenos diretamente à rede;
• os equipamentos necessitam de comunicação rápida em níveis discretos e são
Sensorbus tipicamente sensores e atuadores de baixo custo; e
• não almejam cobrir grandes distâncias, sendo sua principal preocupação manter os
custos de conexão tão baixos quanto for possível.
Como exemplos, temos: Seriplex, ASI e INTERBUS Loop.
• os dados são transferidos na forma de bytes;
• preenche o espaço entre redes sensorbus e fieldbus;
• pode cobrir distâncias de até 500 m;
• os equipamentos conectados a esta rede terão mais pontos discretos, alguns dados
analógicos ou uma mistura de ambos;
Devicebus • algumas destas redes permitem a transferência de blocos em uma menor prioridade
comparado aos dados no formato de bytes; e
• têm os mesmos requisitos de transferência rápida de dados da rede de sensorbus, mas
consegue gerenciar mais equipamentos e dados.
Como exemplos, temos: DeviceNet, Smart Distributed System (SDS), Profibus DP,
LONWorks e INTERBUS-S.
• os dados são transferidos na forma de pacotes de mensagens;
• interliga os equipamentos de I/O mais inteligentes e pode cobrir distâncias maiores;
• os equipamentos acoplados à rede possuem inteligência para desempenhar funções
específicas de controle tais como loops PID, controle de fluxo de informações e
Fieldbus processos;
• os tempos de transferência de dados podem ser longos mas a rede deve ser capaz de
comunicar-se por vários tipos de dados (discreto, analógico, parâmetros, programas e
informações do usuário).
Como exemplos, temos: IEC/ISA SP50, Fieldbus Foundation, Profibus PA e HART.
96
3.8.3 Padrões de comunicação das redes industriais
A interligação de elementos ao nível de chão-de-fábrica (CLP’s, válvulas,
indicadores dedicados, sensores, transdutores, atuadores, etc.) é denominação
genericamente de "barramento de campo" ou Fieldbus. Portanto, O termo Fieldbus
descreve uma rede de comunicação digital que veio substituir o sistema de sinal
analógico 4 - 20mA existente ainda hoje nas indústrias. Apesar de sua tecnologia
ultrapassada (desenvolvida na década de 60) é muito difundida devido a sua imunidade
às interferências eletromagnéticas.
O Fieldbus pode ser definido como uma rede digital, bidirecional (de acesso
compartilhado), multiponto e serial, utilizado para interligar os dispositivos primários de
automação (dispositivos de campo) a um sistema integrado de automação e controle
de processos. Cada dispositivo de campo pode possuir uma "inteligência"
(microprocessamento), o que o torna capaz de executar funções simples em si mesmo,
tais como diagnóstico, controle e funções de manutenção, além de possibilitar a
comunicação entre dispositivos de campo (não apenas entre o engenheiro e o
dispositivo de campo).
Com o objetivo de criar e especificar normas e padrões para transmissão digital
em instrumentação, na década de 80 houve a formação de fóruns internacionais, ISA,
(Instrument Society of America), IEC (International Electrotechnical Commission),
Profibus (German National Standard) e FIP (French National Standard), para formar o
comitê IEC/ISA SP50 Fieldbus.
Pretendia-se, então, integrar os diferentes tipos de instrumentos de controle,
proporcionando uma interface para a operação de diversos dispositivos
simultaneamente e um conjunto de protocolos de comunicação para todos eles. Porém,
devido à diversidade de produtos e métodos de implementação, o processo de
padronização se tornou lento, não permitindo uma solução direta e simples para ser
padronizada.
Essa luta pela padronização das transmissões digitais ainda está presente até
os dias atuais e pode ser resumida na tabela a seguir.
97
Tabela 3.13 Histórico das tentativas de padronização das transmissões digitais na indústria.
Época Característica das transmissões
Em meados dessa década, a ISA formou o SP50 Fieldbus Committee para
desenvolver um padrão de automação industrial que integrasse os vários tipos de
década de dispositivos de campo de transmissão digital que estavam surgindo na época. Porém,
80 o comitê foi formado por centenas de membros divididos pelos seus próprios
interesses (na época já havia alguns sistemas digitais, mas ainda sem nenhum padrão
e interoperabilidade). Dessa forma, não se conseguiu definir um padrão.
Surgiram duas propostas comerciais de para o Fieldbus (mesmo sem um padrão): a
ISP (Interoperable Systems Project) e a WorldFIP (World Factory Instrumentation
em 1992 Protocol). ISP era amparada pela Siemens e Fisher e a WorldFIP pala Honeywell e
Allen Bradley. Porém, ambas não eram compatíveis e por serem as líderes do
mercado derem margens ao surgimento de outras propostas de Fieldbus.
Os padrões ISP e WorldFIP resolveram se juntar na tentativa de unificação dos
em 1993
padrões, criando a Fieldbus Foundation.
Outro grupo lançou um outro sistema Fieldbus denominado de Profibus (Process
Field Bus - baseado no padrão europeu EN50170). Esse padrão reúne características
em 1994
tanto do ISP quanto do WorldFIP e é atualmente a líder de mercado na europeu
(principalmente na Alemanha).
a) Fieldbus
Esse protocolo foi desenvolvido para automação de sistemas de fabricação,
elaborado pela FieldBus Foundation e normalizado pela ISA (The International Society
for Measurement and Control). Como pode ser observado na figura a seguir, o
protocolo Fieldbus visa à interligação de instrumentos e equipamentos, possibilitando o
controle e monitoração dos processos.
Conforme mostra a figura 3.6, numa rede Fieldbus, cada dispositivo de campo
pode ou não possuir uma "inteligência própria", ou seja, cada dispositivo de campo
pode ser capaz de executar funções simples em si mesmo, tais como diagnóstico,
controle e funções de manutenção, além de possibilitar a comunicação entre outros
dispositivos de campo.
98
Figura 3.6 Modelo de estrutura física de uma rede Fieldbus.
b) Profibus
Esse protocolo de comunicação industrial é um padrão aberto de rede de
comunicação industrial, utilizado em um amplo espectro de aplicações em automação
de manufatura, de processos, predial e naval. Sua total independência de fabricantes e
sua padronização são garantidas pelas normas EN50170 e EN50254. Com o Profibus,
dispositivos de diferentes fabricantes podem comunicar-se sem a necessidade de
qualquer adaptação na interface.
Tarefa 3.4
100
3.9 MODOS DE ACESSO DO OPERADOR ÀS PLANTAS INDUSTRIAIS
3.9.1 Necessidade
Toda máquina ou processo industrial necessita de meios que permitam ao
operador ou ao pessoal técnico responsável pela sua manutenção supervisionar e
alterar parâmetros. Para isso é necessário que exista sempre um painel de
instrumentos ou um sistema informatizado (sistema de supervisão).
Um painel de instrumentos ou painel de instrumentação pode utilizar
componentes bastante simples como chaves, botoeiras, lâmpadas, voltímetros,
amperímetros, registradores, dentre outros indicadores analógicos ou digitais. Porém,
muitas vezes, centralizam-se as diversas variáveis de processos e os diversos
parâmetros de ajuste do processo em um painel digital denominado de interface-
homem-máquina, o qual normalmente é interligado a um controlador lógico
programável.
Quando se faz o uso de um sistema informatizado é necessário desenvolver um
ambiente que mostre a dinâmica do processo a fim de que se tenha a nítida impressão
de que se está diante da máquina ou processo. Normalmente esse recurso é instalado
remotamente ao local de instalação do processo industrial e, dependendo da
criatividade do programador ou da necessidade da operação, são atribuídos recursos
como animações, gráficos, históricos, relatórios, mudança e visualização de
parâmetros, geração de alarmes etc.
A figura a seguir mostra um exemplo de painel de instrumentação.
101
3.9.2 Interface-homem-máquina (IHM)
Esta interface controla e permite a comunicação do usuário com a planta ou
processo industrial. Permite que operadores, técnicos, engenheiros, etc verifiquem
(visualizem) ou interfiram (alterem) os valores de preset (set point) nas malhas de
controle industriais.
Há uma grande variedade de IHM’s atualmente no mercado; as mais simples
são formadas por um teclado formado apenas por teclas de navegação e um display;
há também ihm’s que possuem um teclado numérico e um display; as ihm’s mais
modernas utilizam um sistema de toque no próprio display (ihm’s touch-screen). Estas
últimas possuem display monocromático ou colorido e possibilitam a utilização de
animações, gráficos, botões, geração de histórico de alarmes e eventos etc.
102
3.9.3 Sistemas supervisórios (IHM virtual)
São softwares (programas) que rodam num PC e se comunicam com um CLP,
ou outro equipamento industrial, através de uma interface serial (em geral, RS232) ou
através de um protocolo de comunicação digital, trocando informações e permitindo
uma visualização gráfica da planta ou processo.
Permitem que a partir de um computador comum, o usuário possa acessar
qualquer parâmetro dentro de um sistema automatizado pelo CLP através do mouse ou
do teclado.
Além de possuírem as mesmas possibilidades de uma interface-homem-
máquina (IHM), os sistemas supervisórios podem, por exemplo, gerar bancos de dados
de registros para armazenar informações diversas a cerca do funcionamento das
plantas ou processos industriais.
As figuras a seguir mostram exemplos de telas de sistemas de supervisão
utilizados na indústria.
103
Figura 3.14 Exemplo de sistema supervisório na praça de máquinas.
Tabela 3.14 Comparação das vantagens e desvantagens das IHM’s e sistemas supervisórios.
IHM Supervisório
Possuem robustez para serem empregadas em Possuem estrutura delicada, e devem ser instalados
ambientes hostis sujeitos a umidade, poeira, em computadores (de preferência industriais) em
ruídos de rede, etc. sala especialmente preparada (temperatura
controlada) e sistemas de No-break.
Por não possuírem elementos mecânicos como Os elementos mecânicos como winchester estão
winchesters, não estão sujeitas aos erros de sujeitos a erros de leitura e interpretação dos
leitura e interpretação dos programas instalados. programas instalados.
Possuem dimensões físicas reduzidas, o que Exigem grande espaço físico na instalação (no
2
facilita sua instalação em painéis, puptos, etc. mínimo 2m ).
104
Tarefa 3.5
Por que é fundamental que toda máquina ou planta industrial possua meios de
acesso como painel de instrumentos, IHM ou sistema supervisório?
105
3.10 MEDIÇÃO DE PRESSÃO
3.10.1 Definições
A pressão pode ser definida como sendo a relação entre a força exercida em
uma superfície e a área da superfície onde a mesma força é aplicada.
Matematicamente, a pressão pode ser definida pela seguinte expressão:
A pressão também pode ser definida como sendo o somatório das pressões
estática e dinâmica e assim denominada de pressão total. Portanto, vamos às demais
classificações sobre pressão!
a) pressão estática
É a pressão exercida em um ponto, em fluidos estáticos, que é transmitida
integralmente em todas as direções e produz a mesma força em áreas iguais.
b) pressão dinâmica
É a pressão exercida por um fluido em movimento paralelo à sua corrente. A
pressão dinâmica é representada pela seguinte equação:
c) pressão total
É a pressão resultante do somatório das pressões estática e dinâmica,
exercidas por um fluido que se encontra em movimento.
106
d) pressão atmosférica
É a pressão exercida pela atmosfera terrestre medida em um barômetro. Ao
nível do mar, esta pressão é de aproximadamente 760 mmHg.
e) pressão manométrica
Esta pressão muitas vezes é denominada de pressão de referência, por ser a
medida de pressão em relação à pressão atmosférica existente no local, podendo ser
positiva ou negativa. Geralmente se coloca a letra “G” após a unidade para representá-
la. Quando se fala em uma pressão negativa em relação à pressão atmosférica,
chamamos pressão de vácuo.
f) pressão absoluta
É a pressão positiva a partir do vácuo perfeito, ou seja, a soma da pressão
atmosférica do local com a pressão manométrica. Geralmente coloca-se a letra “A”
após a unidade. Mas quando representamos pressão abaixo da pressão atmosférica
por pressão absoluta, esta é denominada grau de vácuo ou pressão barométrica.
g) pressão diferencial
É o resultado da diferença de duas pressões medidas em dois pontos
deferentes. Em outras palavras, é a pressão medida em qualquer ponto, menos no
ponto zero de referência da pressão atmosférica.
107
Tabela 3.15 Tabela de conversão entre as unidades de medida de pressão.
Kgf/cm² psi Bar Pol Hg Pol H2O Atm mmHg mmH2O KPa
Kgf/cm² 1 14,233 0,9807 28,96 393,83 0,9678 735,58 10003 98,0665
psi 0,0703 1 0,0689 2,036 27,689 0,068 51,71 70329 6,895
bar 1,0197 14,504 1 29,53 401,6 0,98692 750,06 10200 100
Pol Hg 0,0345 0,4911 0,03386 1 13,599 0,0334 25,399 345,40 3,3863
Pol H2O 0,002537 0,03609 0,00249 0,07348 1 0,002456 1,8685 25,399 0,24884
atm 1,0332 14,696 1,0133 29,921 406,933 1 760,05 103,35 101,325
mmHg 0,00135 0,019337 0,00133 0,03937 0,5354 0,001316 1 13,598 0,13332
mmH2O 0,000099 0,00142 0,0098 0,00289 0,03937 0,00009 0,07353 1 0,0098
KPa 0,010197 0,14504 0,01 0,29539 4,0158 0,009869 7,50062 101,998 1
108
3.10.2 Princípios físicos para medição de pressão
A medição de pressão pode ser feita de forma direta ou indireta. Os medidores
de pressão são construídos de acordo com princípios físicos diversos como a lei de
Hooke, o principio de Stevin, a lei de Pascal, dentre outros. À medida que os tipos de
medidores de pressão forem sendo apresentados, você poderá conhecer um pouco
sobre esses princípios de funcionamento.
109
Figura 3.16 Formas de construção dos manômetros de coluna líquida.
110
Os manômetros de Bourdon funcionam da seguinte maneira:
• o tubo achatado possui uma extremidade fixa e a outra extremidade é
fechada e livre;
• a extremidade fechada e livre se movimenta se a pressão aplicada ao
manômetro for superior à pressão externa ou atmosférica;
• o movimento da extremidade fechada e livre causa articulação do conjunto
formado por alavancas e engrenagens; e
• o movimento das alavancas e engrenagens é transmitido ao ponteiro
indicador que, por sua vez, registra a pressão sobre uma escala graduada.
112
c) medidores de pressão tipo resistivos ou piezorresistivos ou strain
gauges
Esses medidores utilizam a variação de resistência elétrica em função da
variação do comprimento ou da área da secção transversal do condutor elétrico para
indicar a pressão. São também denominados de células extensométricas, pois o
elemento de detecção de pressão é construído de tal forma que quando for submetido
a uma pressão, sofrerá um estiramento o qual produzirá uma variação de resistência
diretamente proporcional a pressão aplicada.
O principio físico de funcionamento desse tipo de medidor de pressão é bastante
simples e pode ser mais bem compreendido a partir da análise da equação que
determina a resistência elétrica de um condutor que pode ser calculada pela seguinte
equação:
Onde:
• ρ é a resistividade do condutor;
• L é o comprimento do condutor; e
• A é a área de seção transversal do condutor.
113
Quando a célula extensométrica é submetida a um estiramento por pressão
(força ou aceleração) ocorre uma mudança no valor de sua resistência elétrica
proporcional ao estiramento sofrido, pois comprimento e área de seção transversal do
condutor serão alterados.
114
Figura 3.25 Circuito de medição de pressão através de célula extensométrica.
115
As amplitudes dos sinais gerados pelo cristal são bastante reduzidas e, por
essa razão, são amplificados e adaptados às faixas padrões de transmissão
elétrica (por exemplo: 4 a 20mA ou 0 a 10V) para poderem finalmente ser
utilizados na indicação de pressão.
117
f) medidores de pressão especiais
Conforme foi apresentado neste item, os medidores de pressão podem ser de
vários tipos. Cada um tem sua aplicação recomendada. A evolução tecnológica
permitiu o desenvolvimento de medidores de pressão mais eficientes e com recursos
técnicos interessantes. Podem ter elemento de detecção do tipo elástico,
piezorresistivo, piezoelétrico ou capacitivo, podendo ser analógicos ou digitais e, ainda,
possuir contato elétrico. Podem medir pressões absolutas, relativas, diferencias, etc.
118
3.10.5 Acessórios para os medidores de pressão
Muitas vezes os manômetros estão sujeitos a efeitos que comprometem a sua
vida útil como, por exemplo, variações de pressão e altas temperaturas. Felizmente, há
acessórios que podem ser instalados antes dos medidores de pressão que visam
protegê-los desses efeitos indesejáveis. Tais acessórios são denominados: sifões,
amortecedores de pulsação, supressores de pressão e pressostato. A escolha do
tipo de acessório dependerá do efeito indesejável que se deseja eliminar na medição.
Os sifões têm a função de “isolar” o calor das linhas de gazes, vapores de água
ou líquidos muito quentes, cuja temperatura supera o limite previsto para o
funcionamento do instrumento de medição de pressão. No caso dos líquidos, a
quantidade que fica retida na curva do tubo-sifão esfria e é essa porção que irá ter
contato com o sensor elástico do instrumento, não permitindo que a alta temperatura
do processo atinja diretamente o mesmo. A figura a seguir mostra alguns modelos de
sifões.
119
Os supressores de pressão são dispositivos que visam proteger os
manômetros de pressões que ultrapassem, ocasionalmente, as suas condições
normais de operação. Ele é recomendável nesses casos para evitar ruptura do
elemento de detecção de pressão.
121
3.11 MEDIÇÃO DE TEMPERATURA
3.11.1 Definição
Por definição, temperatura é a medida que dá uma idéia do grau de agitação
das partículas (átomos ou moléculas) que constituem o corpo, isto é, quanto maior o
estado de agitação daquelas partículas, tanto maior será a sua temperatura.
Cada átomo que forma um material qualquer (sólido, ou liquido ou gasoso) é
capaz de vibrar em torno de sua posição particular. Essa energia de vibração (ou
velocidade) recebe o nome de energia térmica do material.
Portanto, os medidores de temperatura são dispositivos capazes de detectar o
grau de vibração (a energia térmica) dos átomos e moléculas que formam um material
ou que estão contidos em um ambiente.
As escalas termométricas mais utilizadas são: escala Celsius, escala
Fahrenheit e escala Kelvin. Essas escalas são formadas por um conjunto de pontos
de calibração, que são definidos a partir das condições de equilíbrio existente entre o
estado sólido, líquido e gasoso de vários materiais puros da natureza. Alguns destes
pontos de calibração são, por exemplo:
• oxigênio: equilíbrio líquido/gás
• água: equilíbrio sólido/líquido
• água: equilíbrio líquido/gás
a) termômetros
Os termômetros são simples instrumentos utilizados para medição de
temperatura. Em geral, permitem apenas a visualização das temperaturas medidas
sem que estas possam ser transmitidas para indicadores, registradores e controladores
de processos.
Abordaremos neste estudo os seguintes tipos de termômetros: termômetros de
coluna líquida, termômetros bimetálicos, termômetros à dilatação de líquidos e
termômetros à pressão de gás ou vapor.
Os termômetros de coluna líquida utilizam o princípio da expansão térmica
dos líquidos. Possuem um tubo capilar com uma escala graduada e um bulbo cheio de
um líquido com determinada característica de expansão térmica.
123
Quando o bulbo é aquecido, o líquido se expande através do tubo capilar fixado
ao mesmo, pois a expansão volumétrica do líquido é bem maior que a do vidro.
Como o deslocamento do líquido dentro do tubo capilar é proporcional à
temperatura aplicada, então, o mesmo pode ser calibrado de acordo com uma escala
graduada de temperatura.
Por vários anos o líquido mais utilizado para esse tipo de termômetro foi o
mercúrio, porém devido ao mesmo ser bastante nocivo à saúde e ao meio ambiente,
atualmente não se recomenda a sua utilização. Hoje em dia são utilizados, por
exemplo: água, tetracloreto de carbono, álcool etílico etc.
124
Uma das extremidades da liga bimétálica é fixa e a outra é livre e acoplada a um
ponteiro indicador. O elemento bimetálico pode enrolar-se ou desenrolar-se com a
variação de temperatura. A indicação de temperatura é feita em uma escala graduada
através de um ponteiro preso à espira ou a mola que se desloca de acordo com o
movimento desta.
As ligas bimetálicas são soldadas ou encravadas formando uma tira que pode
ser enrolada na forma espiral ou helicoidal, conforme mostra a figura a seguir.
125
Figura 3.37 Termômetro de Bourdon.
b) termorresistências
Um dos principais métodos para medida elétrica de temperatura explora a
mudança da resistência elétrica de certos tipos de materiais.
Neste caso, o princípio da técnica de medida consiste em colocar o dispositivo
sensível a temperatura em contato com o ambiente no qual se deseja medi-la. Assim, a
medida de sua resistência indica a temperatura do dispositivo e, consequentemente do
ambiente.
As termorresistências são instrumentos que possuem estabilidade, sensibilidade
e repetibilidade excelentes. Por isso, são utilizadas em larga escala na indústria em
geral. Há dois tipos de termorressitências:
• detector RTD (do inglês resistance temperature detector); e
• termistores.
Onde:
• µ1 , µ 2 ,..., µ n são os coeficientes de resistividade de temperatura do material; e
Conforme pode ser observado na figura a seguir, a platina é o metal que possui
melhor comportamento (melhor linearidade). Ou seja, a platina apresenta uma ampla
faixa de temperatura com variação de resistividade estável, a qual proporciona uma
excelente sensibilidade. Além disso, a platina é um material rígido e de excelente
ductibilidade o que possibilita a formação de fios finos com excelente pureza.
Devido às excelentes características da platina, padronizaram-se as
termorresistências de platina. Atualmente existem alguns tipos de termorresistências de
platina como: PT-25.5, PT-100, PT-120, PT-130 e PT-500.
O tipo mais conhecido e utilizado industrialmente e em laboratórios é o PT-100.
Essas termorresistências são padronizadas para faixa de utilização de -200 a 650°C,
127
conforme a Norma ASTM E1137, segundo a ITS-90. Entretanto, a norma DIN IEC 751
de 1985 padronizou sua faixa de -200 a 850°C, segundo a IPTS-68.
O numero 100 em PT-100 significa que resistência elétrica desse instrumento
vale 100 Ohms na temperatura de 0º.
128
Onde:
• R é a resistência do termistor na temperatura T (temperatura medida);
• R0 é a resistência do termistor na temperatura T0 (temperatura de referência);
• β é a constante do material (3000 - 5000 K).
129
Figura 3.42 Modelos de medidores de temperatura do tipo termistor.
c) termopares
Os termopares são formados por dois ou mais materiais metálicos diferentes em
contato térmico. O contato térmico é chamado de junção e pode ser feito pela fusão ou
solda de dois ou mais materiais metálicos diferentes.
Onde:
• C1 e C2 são constantes dielétricas dos materiais; e
131
Tabela 3.18 Características de alguns termopares padronizados.
Tip Material Range Saída
Característica
o (+) (-) (ºC) (mV)
Recomendáveis em atmosferas oxidantes ou inertes. Não
platina-30% de ródio
platina-6% de ródio
devem ser usados abaixo de zero grau, no vácuo, em
0 a 13,820
0 a 1820
B atmosferas redutoras ou com vapores metálicas. São
mais adequados para medições em altas temperaturas do
que os termopares R e S.
-9,835 a 76,373
(níquel-cromo)
(cobre-níquel)
-270 a 1000
constantan
E
características termoelétricas. São adequados para
medições de temperaturas abaixo de zero grau.
-210 a 760
J
e não se recomenda o uso em temperaturas abaixo de
zero grau. Apresentam baixo custo.
-6,458 a 48,838
(níquel-cromo)
alumel
níquel-silício
-270 a 1300
N
potência termoelétrica, apresenta maior estabilidade e
menor atraso na transmissão.
-50 a 1768
R
atmosferas redutoras ou com vapores metálicas.
Apresentam boa precisão em temperaturas elevadas.
-0,236 a 18,693
platina-10%
-50 a 1768
S
tipo R.
(cobre-níquel)
-6,258 a
20,872
cobre
132
A figura a seguir mostra as respostas típicas dos termopares dos tipos E, G, K, N
e S. Observe que, dentre esses, o termopar tipo E (cromel-constantan) gera uma maior
tensão de saída para uma dada temperatura, porém, a sua maior temperatura máxima
de operação é de aproximadamente 1000 °C.
133
Os termopares e as termorresistências são instrumentos de medição de
temperatura com excelente sensibilidade, repetibilidade, precisão, exatidão, dentre
outras características vantajosas. Porém, a maior limitação quanto ao uso das
termorresistências está na limitação de sua faixa de medida que não chega a 700ºC. A
tabela a seguir mostra um resumo das principais vantagens e desvantagens das
termorresistências e termopares.
• autoexcitado • não-linear
• simples • baixa sensibilidade
• robusto • necessita de voltagem de
• baixo custo referência
• grande variedade • baixa estabilidade
• grande faixa de medição • baixa voltagem
• alto custo
• mais estável • precisa de fonte de corrente
• mais preciso • pequeno DR
• mais linear que o termopar • baixa resistência
• autoaquecimento
• não-linear
• alta sensibilidade • pequeno intervalo de medição
• rápido • frágil
• medida a dois fios • precisa de fonte de corrente
• autoaquecimento
134
d) pirômetros de radiação ou radiômetros
Todos os corpos com temperatura superior a 0 Kelvin (-273ºC) emitem energia.
A energia emitida aumenta à medida que a temperatura do objeto aumenta. Os estudos
dessa forma de energia avançaram em 1860, quando Gustav Kirchoff demonstrou a lei
que estabelecia a igualdade entre a capacidade de um corpo em absorver energia e
emitir energia radiante. Essa lei é fundamental para a teoria da transferência de calor
por radiação.
Além de Kirchoff, outros cientistas prosseguiam os estudos acerca da energia
radiada por um corpo até que finalmente em 1884, Stefan-Boltzmann finalmente
concluiu suas análises e estabeleceu a lei que determina a energia radiante de um
corpo. Essa lei é denominada de Lei de Stefan-Boltzmann e é expressa pela seguinte
equação:
Onde:
• eb é a energia radiante do corpo (Watts/m²);
• ε é a emissividade do corpo;
• δ é a constante de Stefan-Boltzmann (δ = 5,7.10-8 Watts.K4/m²); e
• T é a temperatura absoluta do corpo (temperatura em Kelvin).
135
Figura 3.47 Esquema genérico para construção de um pirômetro de radiação.
136
Em aplicações onde é preciso medir a temperatura com pirômetro de radiação,
deve-se levar em conta os seguintes dados:
• a temperatura do alvo e a temperatura normal de operação;
• o sinal de saída é independente da distância do alvo, desde que o campo de
visão do sistema óptico esteja preenchido totalmente pelo mesmo;
• o material da fonte e sua emitância;
• ângulos de visada com aplicações em corpo não negro (deve-se restringir o
ângulo para uma visada de 45°, ou menos, da perpendicular);
• as condições do ambiente, temperatura e poeira; e
• velocidade do alvo.
137
Tarefa 3.7
138
3.12 MEDIÇÃO DE VAZÃO
3.12.1 Definição
Define-se por vazão como sendo o volume por unidade de tempo, que se escoa
através de determinada seção transversal de um conduto livre (canal, rio ou tubulação
com pressão atmosférica) ou de um conduto forçado (tubulação com pressão positiva
ou negativa). Isto significa que a vazão é a rapidez com a qual um volume (sólido,
líquido ou gasoso) escoa. Portanto, podemos calcular a vazão (Q) através da relação
entre a velocidade do volume pela unidade de tempo dada pela seguinte equação:
Onde:
• S é a área da secção transversal da tubulação por onde o volume é
deslocado; e
• V é a velocidade média do fluido através dessa secção transversal S.
Onde:
• ρ é a densidade mássica do fluido em movimento.
Como a vazão é definida como sendo o volume de determinado fluido que passa
por uma determinada seção de um conduto por uma unidade de tempo. São elas: m³/s,
m³/h, l/h ou l/s.
Dentre essas unidades de medida de vazão a mais utilizada é litros por segundo
(l/s), porém há outras unidades: metro cúbico por segundo (m³/s), metro cúbico por
hora (m³/h), litro por hora (l/h), litro por minuto (l/min), pé cúbico por segundo (ft³/s),
galão por segundo (gal/s), galão por minuto (gal/min ou gpm), entre outros.
139
3.12.2 Princípios físicos para medição de vazão
Ao longo da História, houve grandes contribuições na área da medição de
vazão. Provavelmente a primeira foi dada por Leonardo da Vinci que, em 1502,
observou que a quantidade de água por unidade de tempo que escoava em um rio era
a mesma em qualquer parte, independente da largura, profundidade, inclinação e
outros. Mas o desenvolvimento de dispositivos práticos só foi possível com o
surgimento da era industrial e o trabalho de pesquisadores como Bernoulli, Pitot e
outros.
À medida que os tipos de medidores de vazão forem sendo apresentados serão
fornecidas informações sobre os seus princípios físicos.
140
Figura 3.49 Instalação dos medidores de vazão tipo placa de orifício.
Onde:
• C é o coeficiente de descarga do fluido (aproximadamente 0,63 para a água
se o diâmetro do orifício for ao menos metade do diâmetro da tubulação);
• S é a área do orifício;
• d é a densidade do fluido;
• (P1 – P2) é a diferença de pressões; e
• g é a aceleração da gravidade.
142
Figura 3.52 Construção dos medidores de vazão do tipo tubo Venturi de secção circular.
143
Figura 3.54 Montagem dos medidores de vazão tipo tubo de Pitot.
144
Os rotâmetros muito adequados para medições de baixas vazões, onde
apresentam uma excelente relação entre desempenho e custo. Não são afetados por
variações do perfil de velocidade na entrada, não necessitando, portanto, de trechos
retos à montante.
Esses medidores são amplamente utilizados em processos industriais, onde há
necessidade de observação instantânea da vazão. Também podem ser acoplados
diretamente às placas de orifício, conforme mostra a figura a seguir.
146
Figura 3.61 Modelos comerciais de medidores de vazão do tipo turbina.
Onde:
• K é a constante do instrumento;
• B é a intensidade do campo magnético;
• V é a velocidade média do fluxo; e
• D é a distância entre os eletrodos.
148
Figura 3.64 Construção dos medidores de vazão ultrassônicos.
Onde:
• L é a distância diagonal entre os transdutores A e B;
• D é a distância entre os transdutores A e B na direção axial;
• TAB é o tempo de propagação do pulso ultrassônico do transdutor A ao
transdutor B; e
• TBA é o tempo de propagação do pulso ultrassônico do transdutor B ao
transdutor A.
149
Como os líquidos são praticamente incompressíveis, suas densidades
mássicas são consideradas constantes. Portanto, o fluxo mássico
correspondente a um fluxo volumétrico de um líquido não depende das
condições de temperatura e pressão nesse líquido.
Tarefa 3.8
150
Que vantagens os medidores de vazão eletromagnéticos e ultrassônicos
apresentam em relação aos demais medidores de vazão?
151
3.13 MEDIÇÃO DE NÍVEL
3.13.1 Definição
A medição da variável nível consiste em quantificar referenciais por meio de
monitoramento contínuo ou discreto com o objetivo de avaliar e controlar volumes de
estocagens em tanques ou recipientes de armazenamento.
A medição de nível é utilizada para a indicação ou controle de quantidades de
materiais sólidos e líquidos armazenados em tanques abertos e fechados.
O nível pode ser indicado através do volume, ou da massa ou através da
distância entre a parte superior do tanque e a superfície do produto armazenado dentro
do tanque. Dessa forma, as unidades medição de nível podem ser: litros, m³, kg,
toneladas, m. Porém, é mais comum indicar o nível de produto dentro de um tanque em
valores percentuais (%), sendo 0% a indicação de tanque vazio e 100% a indicação de
tanque cheio ou transbordando.
152
3.13.3 Tipos de medidores de nível
Os medidores de nível podem ser divididos em indicadores e transmissores de
nível. Serão apresentados neste estudo os seguintes medidores de nível: indicador
com visor de vidro, boias, capacitivos, eletromagnéticos (RADAR) e ultrassônico.
153
b) medidores de nível do tipo boia
Uma das técnicas mais comuns para medidas de nível, particularmente para
líquidos, é a técnica que utiliza boia como elemento de detecção. Esta se move para
cima ou para baixo com a mudança do nível do líquido, podendo indicá-lo através de
uma escala graduada montada externamente ao tanque. Também é possível utilizar a
boia para acionar mecanicamente um contato elétrico (NA ou NF) o qual pode ser
utilizado para transmitir um sinal elétrico para indicação ou controle de nível de mínimo
ou máximo, por exemplo.
A boia pode ainda ser acoplada a um tubo metálico fechado em sua extremidade
inferior. Em locais específicos dentro desse tubo, pode ser instalado 1(uma), 2(duas)
ou mais chaves magnéticas do tipo reed-switch (contato elétrico NA ou NF instalado
dentro de uma pequena ampola de vidro acionado através de campo magnético). A
boia deve possuir um imã interno (boia magnética). Quando a boia estiver na mesma
posição onde a chave magnética foi instalada esta, então, será acionada pela ação do
campo magnético da boia. Através desse acionamento, pode-se transmitir um sinal
elétrico para indicar ou controlar o nível.
A figura a seguir mostra alguns modelos comerciais de medidores de nível do
tipo boia.
155
d) medidor de nível por capacitância
Esse tipo de medidor de nível pode ser utilizado para medição de nível contínua
ou discreta. Quando realiza uma medição contínua, é denominado de transmissor de
nível tipo capacitivo. Por outro lado, quando realiza uma medição chaveada é
denominado de chave capacitiva.
Pode-se construir um medidor de nível capacitivo de duas maneiras. A primeira
consiste em utilizar dois cilindros instalados de forma concêntrica e posicioná-los de tal
forma que o produto (líquido) preencha parcialmente o espaço entre os dois cilindros e
o estante desse espaço fica preenchido com ar. Um dos cilindros é polarizado
positivamente e o outro cilindro é polarizado negativamente por uma fonte de
alimentação formando, assim dois capacitores em paralelo, sendo um deles preenchido
com ar e o outro preenchido com o produto medido. As duas capacitâncias serão
variáveis e serão alteradas à medida que o nível de produto dentro do tanque aumente
ou diminua. A segunda maneira de se construir um medidor de nível por capacitância
consiste em utilizar uma haste metálica ou um cabo de aço tencionado por um
contrapeso esse elemento será uma das placas do capacitor e a outra placa será
formada pela parede do tanque, a qual deverá ser metálica.
Em ambos os casos, a variação de capacitância pode ser facilmente convertida
em variação de tensão ou de corrente elétrica e, então, amplificada e transmitida para
dispositivos de indicação, registro ou controle.
Figura a seguir mostra alguns modelos comerciais dos medidores de nível por
capacitância.
156
Figura 3.73 Modelos comerciais de medidores de nível do tipo capacitivo.
157
Figura 3.75 Modelos comerciais de medidores de nível do tipo RADAR.
( a ) Antena cônica. ( b ) Antena parabólica. (c) Braço prolongador para antena cônica ou parabólica.
158
Figura 3.77 Modelos comerciais de medidores de nível do tipo ultrassônico.
Onde:
• H é a altura do líquido em m;
• ρ é a densidade do líquido em Kg/m3;
• g é a aceleração da gravidade (9,8 m/s2);
• δ = ρ/g é o peso específico do líquido;
• P é a pressão em Pa (Pascal).
159
Figura 3.78 Medidores de nível por pressão hidrostática.
( a ) Instalações. ( b ) Modelos comerciais.
160
Onde:
• H é a altura do líquido em m;
• ρ é a densidade do líquido em kg/m3;
• g é a aceleração da gravidade (9,8 m/s2);
• δ = ρ/g é o peso específico do líquido;
• P é a pressão em Pa (Pascal).
161
Tarefa 3.9
162
Teste de autoavaliação da unidade 3
b)
c)
163
d)
e)
f)
g)
164
3.4 Marque a alternativa incorreta de acordo com as características dos tubos
de Bourdon.
( a ) indicam a pressão através da deflexão elástica.
( b ) podem ter forma em C, espiral ou helicoidal.
( c ) indicam a pressão através da variação de sua resistência elétrica.
( d ) podem ser utilizados como elemento de indicação de alguns termômetros.
165
3.7 Como funciona um medidor de vazão do tipo disco nutante? Em que tipo
de aplicações esse tipo de sensor é recomendado?
166
3.9 Como funciona um medidor de nível do tipo capacitivo com medição
contínua quando utilizado em tanque metálico?
167
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 3
Tarefa 3.1
Na medição direta, o valor medido é informado por algum instrumento de medida
como, por exemplo: um voltímetro, um amperímetro. Na medição indireta o valor
medido é indicado através de uma relação matemática.
Sensor é todo instrumento de medição que informa o valor medido de forma direta.
Transdutor é todo dispositivo que recebe um sinal e o retransmite mas também é
todo instrumento de medição que detecta uma grandeza física e a converte em outro
tipo de energia.
Tarefa 3.2
A faixa de medição de um instrumento é determinada pelos valores mínimo e
máximo da grandeza medida que o instrumento é capaz de detectar. A largura de
faixa do instrumento é dada pela diferença entre os valores que definem a faixa de
medida do instrumento.
168
Tarefa 3.3
Tarefa 3.4
Uma rede industrial tem como objetivo interligar os equipamentos de campo
(sensores, atuadores e controladores) a fim de realizar o controle e monitoração da
planta industrial remotamente (a partir de uma estação de controle).
Tarefa 3.5
Porque esses meios permitam que operador ou ao pessoal técnico de manutenção
da máquina ou planta possam monitorar, intervir ou alterar parâmetros antes e
durante o seu funcionamento.
Tarefa 3.6
A medição de pressão consiste em determinar a relação entre a força exercida sobre
uma superfície plana e sua área.
169
resistência elétrica sofrerá uma variação proporcional ao valor da variação de
pressão aplicada no manômetro.
Tarefa 3.7
A energia térmica é a energia que está associada à vibração (ou à velocidade) das
moléculas que constituem uma substância ou corpo.
Tarefa 3.8
Os sensores de vazão são instrumentos capazes de quantificação do volume que se
escoa através de determinada seção transversal pela unidade de tempo, ou seja,
são instrumentos capazes de registrar a rapidez com a qual um volume (sólido,
líquido ou gasoso) escoa.
Tarefa 3.9
São instrumentos de medição capazes de quantificar volumes armazenados em
tanques ou reservatórios.
RADAR e ultrassônico.
170
Teste de Autoavaliação da Unidade 4
3.1 ( d ); ( c ); ( e ); ( f ); ( a ); ( b ).
3.2
a) Controlador e indicador de temperatura
b) Indicador e registrador de pressão
c) Transmissor de temperatura com transmissão elétrica
d) Transmissor de fluxo com transmissão elétrica
e) Transmissor de nível com transmissão pneumática
f) Transmissor de pressão com transmissão hidráulica
g) Controlador de nível do tipo proporcional-integral-derivativo com sinal de entrada
do tipo elétrico e sinal de saída do tipo pneumático.
3.3 ( c ); ( d ); ( a ); ( e ); ( b ).
3.6 ( d ); ( f ); ( g ); ( a ); ( e ).
3.7 Quando o fluido se desloca nesse tipo de medidor de vazão, um disco acoplado
a uma esfera entra em movimento, esse movimento rotaciona uma esfera a qual
existe uma haste acoplada. Dessa forma, a haste gira de acordo com a velocidade
de rotação do disco e aciona um elemento contador de giros o qual contabiliza o
número de voltas do disco e converte essa informação em vazão volumétrica.
Esse tipo de medidor de vazão é indicado para as medições de baixas vazões de
fluidos limpos.
3.8 ( d ); ( f ); ( a ); ( g ); ( b ); ( e ).
171
3.9 Um medidor de nível capacitivo forma um capacitor entre a sua haste e a parede
do tanque metálico. Entre esses dois elementos existe uma região contendo ar e
outra região contendo o produto medido e cada uma dessas regiões forma um
capacitor em paralelo. À medida que o nível de produto vai aumentando ou
diminuído, os valores das capacitâncias vão variando de maneira diretamente
proporcional. Essa variação é então utilizada para indicar o nível de produto
armazenado.
3.10 ( b ); ( d ); ( f ); ( a ); ( e ).
172
4. COMANDOS PNEUMÁTICOS E ELETROPNEUMÁTICOS
Você já deve ter ouvido que o único lugar aonde o sucesso vem antes do
trabalho é no dicionário. Pois bem, sei que tem sido puxado este estudo, mas
não desanime, pois você já está na metade do caminho. Acredito que esta
unidade de estudo será de fácil entendimento, pois ela trata de um assunto
bastante comum nas rotinas de bordo.
173
4.1 DEFINIÇÕES
174
Pressão: na pneumática, pressão é a força exercida em função da
compressão do ar em um recipiente, por unidade de área interna desse recipiente.
Sua unidade de medida no S.I. é dada por N/m² ou Pa (Pascal), embora seja comum
a utilização de outras unidades como atm, bar, kgf/mm², psi etc.
175
continuamente, e sim, somente quando a pressão cair a um determinado valor
mínimo ajustado em um pressostato.
176
Preparação: a fim de se obter um melhor rendimento e um aumento na vida
útil dos componentes pneumáticos, é necessário que o ar comprimido possua uma
boa preparação, ou seja, é necessário que o ar comprimido esteja limpo de
impurezas e umidade, o que é possível com a utilização de filtros, purgadores e
unidades de condicionamento.
177
Tarefa 4.1
178
4.2 ESTRUTURA DOS SISTEMAS PNEUMÁTICOS
179
4.3 PRODUÇÃO DO AR COMPRIMIDO
180
4.3.1 Compressores
Os compressores são os equipamentos responsáveis pela produção do ar
comprimido nos sistemas pneumáticos; são especificados segundo as necessidades
da fábrica ou indústria quanto à pressão a ao volume necessário. Dessa forma, são
empregados diferentes tipos e modelos de compressores de ar que diferem quanto à
construção e funcionamento, conforme mostra a figura 4.5.
Não é de objetivo neste estudo tratar dos detalhes funcionais dos diversos
tipos de compressores industriais. Porém, nas figuras a seguir são mostrados os
digramas construtivos dos compressores industriais e alguns modelos comerciais.
181
Figura 4.6 Tipos de construções dos compressores industriais.
182
Figura 4.7 Modelos comerciais de dos compressores industriais de diversos fabricantes.
183
Figura 4.8 Separadores de umidade para ar comprimido (drenos ou purgadores).
184
4.3.3 Refrigeração
Durante a produção do ar comprimido, o atrito do ar com o compressor gera
calor, o qual deve ser dissipado. Conforme o grau de temperatura gerada pelo calor
no compressor, deve-se utilizar uma das técnicas de resfriamento apresentadas a
seguir:
• compressores de baixa potência: aletas de refrigeração;
• compressores de média potência: ventiladores ou exaustores; e
• compressores com mais de 30KW (40HP): refrigeração com água
corrente.
4.3.4 Armazenamento
O armazenamento do ar comprimido tem como objetivo estabilizar a
distribuição do ar comprimido, pois elimina as oscilações de pressão na rede
distribuidora e, quando há, momentaneamente, um alto consumo de ar, constitui-se
numa garantia de reserva de energia.
A grande superfície do reservatório refrigera o ar armazenado. Por isso, o
mesmo deve possuir um anteparo para conter a umidade contida no ar separada
pelo efeito da condensação.
185
Figura 4.11 Modelos comerciais de reservatórios de ar comprimido.
4.3.5 Secagem
A secagem do ar comprimido é uma etapa de fundamental importância. Sua
função é eliminar a água (umidade) que penetra na rede de distribuição através do
ar aspirado pelo compressor. A fim de se diminuir os efeitos negativos causados
pela umidade em um sistema de automação pneumático é necessária especial
atenção à umidade contida no ar comprimido.
Com o intuito de realizar a secagem do ar comprimido, podem-se utilizar as
seguintes técnicas:
• secagem por absorção;
• secagem por adsorção;
• secagem por resfriamento.
186
Figura 4.12 Funcionamento de um secador por absorção.
187
c) secagem por resfriamento
Funciona segundo o princípio da diminuição de temperatura até o ponto de
orvalho. Esta temperatura é aquela em que um gás deve ser esfriado para obter a
condensação do vapor de água nele contido.
No secador por resfriamento, o ar comprimido a ser tratado entra no secador
passando primeiramente pelo elemento trocador de calor ar-ar, o qual contém ar
frio e seco. Devido à troca de calor, ocorre a formação de condensado de óleo e
água o qual é eliminado pelo próprio trocador de calor, o qual também recebe o
nome de vaporizador.
O ar comprimido pré-esfriado circula através do trocador de calor e, então,
sua temperatura é diminuída até aproximadamente 1,7ºC. Dessa forma, o ar
comprimido é submetido a uma segunda separação de condensado de óleo e água.
E, posteriormente, o ar comprimido ainda passa por um filtro fino, a fim de se
eliminar corpos estranhos.
188
Para finalizar este item de estudo, a figura 4.15 mostra alguns modelos
comerciais de secadores de ar comprimido.
Tarefa 4.2
189
Por que é importante drenar a umidade do ar comprimido logo após a sua
produção?
190
4.4 DISTRIBUIÇÃO DO AR COMPRIMIDO
191
O circuito fechado é o tipo de rede de distribuição de ar comprimido mais
utilizado. Neste tipo de configuração a tubulação forma um anel que parte do
armazenamento, circula em toda a área de utilização do ar comprimido e retorna ao
ponto de armazenamento. Ao longo deste anel partem as ramificações para os
diferentes pontos de consumo. O circuito fechado propicia uma pressão constante,
além de tornar a distribuição do ar comprimido mais uniforme para os consumos
intermitentes. Porém, dificulta a separação da umidade, porque o fluxo não possui
uma direção; dependendo do local de consumo, circula em duas direções.
192
4.4.2 Divisão da rede de distribuição
A rede de distribuição de ar comprimido é dividida em linha principal
(tronco); tubulação secundária e linha de alimentação. Estas podem ser
confeccionadas com tubos de aço galvanizado ou aço preto.
A escolha do diâmetro da tubulação não é realizada por quaisquer fórmulas
empíricas ou pelo aproveitamento de tubos por acaso existentes no depósito, mas,
sim, levando-se em consideração os seguintes fatores:
• o volume corrente (vazão);
• o comprimento da tubulação;
• o queda de pressão admissível;
• o pressão de trabalho; e
• o número de pontos de estrangulamento na rede.
193
Conforme mostra a figura 4.19, existem conexões e acoplamentos utilizados
nas redes de distribuição de ar comprimido.
194
4.5 CONDICIONAMENTO DO AR COMPRIMIDO
195
O condicionamento de ar comprimido é uma etapa indispensável em qualquer
tipo de sistema pneumático, do mais simples ao mais complexo e está dividida em
quatro partes que são:
• filtragem
• regulagem
• medição e/ou indicação de pressão
• lubrificação.
4.5.1 Filtragem
Esta etapa do condicionamento do ar comprimido tem como função reter as
partículas de impurezas, bem como a água condensada, contidas no ar comprimido
após a sua produção.
A filtragem do ar consiste na aplicação de dispositivos capazes de reter as
impurezas suspensas no fluxo de ar, e em suprimir ainda mais a umidade presente.
É, portanto, necessário eliminar estes dois problemas ao mesmo tempo.
O equipamento normalmente utilizado para este fim é o filtro de ar.
4.5.2 Regulagem
Esta etapa do condicionamento de ar tem como função manter constante a
pressão de trabalho ao longo da rede de distribuição e consumo de ar comprimido.
O equipamento que executa esta função é denominado válvula reguladora
de pressão ou simplesmente regulador de pressão, o qual tem como função:
• compensar automaticamente o volume de ar requerido pelos
equipamentos pneumáticos;
• manter constante a pressão de trabalho (pressão secundária),
independente das flutuações da pressão na entrada (pressão primária)
quando acima do valor regulado. A pressão primária deve ser sempre
superior à pressão secundária, independente dos picos de pressão; e
• funcionar como válvula de segurança.
196
de pressão nas válvulas, que pode influenciar a força exercida sobre os atuadores
pneumáticos.
4.5.4 Lubrificação
Esta etapa do condicionamento de ar tem como função abastecer os
elementos pneumáticos com material lubrificante (óleo especial) a fim de garantir um
desgaste mínimo dos elementos móveis, minimizar as forças de atrito e proteger os
aparelhos contra corrosão. O equipamento responsável pela lubrificação do ar
comprimido é denominado lubrificador de ar comprimido.
A tabela 4.1 mostra alguns tipos de óleos utilizados na lubrificação de
componentes pneumáticos.
197
Tarefa 4.3
198
4.6 VÁLVULAS DE CONTROLE
a) número de posições
É a quantidade de manobras distintas que uma válvula direcional pode
executar ou permanecer sob a ação de seu acionamento. O número de posições de
uma VCD é representado graficamente por um retângulo que está dividido em
quadrados. O número de quadrados representados na simbologia é igual ao número
de posições da válvula. Dessa forma, representa-se a quantidade de movimentos
que a VCD executa através dos seus acionamentos.
199
b) número de vias
É o número de conexões de trabalho que a válvula possui. Consideram-se
como vias: a conexão de entrada de pressão, as conexões de utilização de ar e as
de escape de ar. O número de vias de uma VCD pode ser determinado através dos
símbolos internos que estão presentes em cada quadrado (posição) da mesma.
Como regra prática para determinação do número de vias, separa-se um dos
quadrados e verificam-se quantas vezes o(s) símbolo(s) interno(s) toca(m) os lados
do quadro, obtendo-se, assim, o número de orifícios e em correspondência o número
de vias que a válvula possui. Esses símbolos internos representam uma passagem
de ar ou um bloqueio de ar.
c) posição inicial
Corresponde ao quadrado (posição) que possui as vias identificadas por
letras ou números ou, ainda, em esquemas pneumáticos, é a posição que está
interligada a outros dispositivos pneumáticos.
200
temos o comando elétrico e pneumático ou, simplesmente, eletropneumático, dentre
outros.
As tabelas a seguir mostram os símbolos normalizados utilizados para
representação gráfica dos tipos de comandos das válvulas de controle direcional.
201
Tabela 4.7 Acionamentos combinados.
Símbolo Nome
202
Exercício resolvido 4.1
FUNCIONAMENTO:
203
Tarefa 4.4
204
Classifique as válvulas de controle direcional a seguir de acordo com seu
número de vias; número de posições; tipo de acionamento; e tipo de retorno.
Nº de vias: _______________________________________
Nº de posições: _______________________________________
Acionamento: _______________________________________
Retorno: _______________________________________
Nº de vias: _______________________________________
Nº de posições: _______________________________________
Acionamento: _______________________________________
Retorno: _______________________________________
Nº de vias: _______________________________________
Nº de posições: _______________________________________
Acionamento: _______________________________________
Retorno: _______________________________________
Associe as colunas abaixo de acordo com cada tipo de comando das VCD’s.
(XXX)
205
Associe as colunas abaixo de acordo com a classificação das VCD.
(a) (XXX) 5 vias e 2 posições; normal aberta
(XXX) 4 vias e 3 posições; normal fechada
(XXX) 2 vias e 2 posições; normal fechada
(b) (XXX) 3 vias e 2 posições; normal fechada
(XXX) 2 vias e 2 posições; normal aberta
(XXX) 3 vias e 2 posições; normal aberta
(c)
(XXX) 5 vias e 2 posições; normal fechada
(XXX) 4 vias e 3 posições; normal aberta
(d)
206
4.6.2 Válvulas de bloqueio
Essas válvulas têm como função impedir o fluxo de ar comprimido em um
sentido determinado e possibilitar o livre fluxo no sentido oposto.
As válvulas de bloqueio são divididas em:
• válvula de retenção com mola e sem mola;
• válvula de escape rápido;
• válvula de isolamento (elemento OU); e
• válvula de simultaneidade (elemento E).
207
Tabela 4.8 Válvulas de Bloqueio (continuação).
Válvula Funcionamento
Quando o ar comprimido é aplicado a uma das entradas (via X ou
via Y), o elemento de vedação desloca-se em direção a outra via
válvula de isolamento (elemento OU)
208
Tarefa 4.5
1. Na válvula de isolamento (elemento OU) com pressões iguais nas duas entradas,
a pressão de saída será igual à/ao:
( a ) valor médio das pressões de entrada.
( b ) pressão da primeira entrada pressurizada.
( c ) soma das pressões das entradas.
( d ) pressão da segunda entrada pressurizada.
209
4.6.3 Válvulas de controle de fluxo
Estas válvulas de controle são utilizadas em situações nos quais ocorre a
necessidade de diminuir a quantidade de ar que passa através de uma tubulação.
Essa situação é mais frequente quando se necessita regular a velocidade de um
cilindro ou formar condições de temporização pneumática. Portanto, esse tipo de
válvula é a solução ideal quando se necessita influenciar o fluxo de ar comprimido.
As válvulas de controle de fluxo podem ser fixas ou variáveis; e estas podem
ser unidirecionais ou bidirecionais. Serão abordados neste estudo os seguintes tipos
de válvulas de controle de fluxo:
• válvula de controle de fluxo fixa bidirecional;
• válvula de controle de fluxo variável bidirecional; e
• válvula de controle de fluxo variável unidirecional.
= Fluxo 2-1).
210
A figura 4.25 mostra alguns modelos comerciais de válvulas de controle de
fluxo.
211
Tabela 4.10 Válvulas de controle de pressão (continuação).
Válvula Funcionamento
Seu funcionamento é basicamente o mesmo da válvula de alívio;
porém, a sua saída de ar é utilizada para comandos ou emissão
válvula de sequência
Tarefa 4.6
212
4.7 ATUADORES PNEUMÁTICOS LINEARES
Figura 4.27 Funcionamento do cilindro de simples ação com avanço por mola.
213
Figura 4.28 funcionamento do cilindro de simples ação com retorno por mola.
Figura 4.29 Funcionamento do cilindro de simples ação com retorno por ação de força externa.
214
4.7.2 Cilindro de dupla ação ou duplo efeito
Esse tipo de atuador pneumático possui tanto o avanço como o retorno
comandado através de ar comprimido. A figura 4.19 mostra o funcionamento de um
cilindro de dupla ação.
215
da camisa do cilindro. A figura 4.21 mostra esse tipo de atuador. Note que o mesmo
também possui amortecimento variável para o avanço e para o retorno!
216
Tarefa 4.7
217
4.8 SIMBOLOGIAS DOS COMPONENTES PNEUMÁTICOS
fonte de ar comprimido
resfriador de ar
silenciador
reservatório de ar
218
Tabela 4.11 Símbolos pneumáticos (continuação)
Denominação Característica Símbolo
filtro de ar
219
Tabela 4.11 Símbolos pneumáticos (continuação).
Denominação Característica Símbolo
220
Tabela 4.11 Símbolos pneumáticos (continuação).
Denominação Característica Símbolo
válvulas
de controle válvula de controle de fluxo variável bidirecional.
de fluxo
válvula de sequência.
válvulas
de controle válvula de alívio ou válvula de segurança.
de pressão
221
Tabela 4.11 Símbolos pneumáticos (continuação).
Denominação Característica Símbolo
cilindros
de simples ação cilindro de simples ação com avanço por
ou mola.
duplo efeito
222
4.9 CIRCUITOS PNEUMÁTICOS E ELETROPNEUMÁTICOS BÁSICOS
223
Circuito pneumático Funcionamento
O funcionamento desse circuito pneumático será semelhante ao caso
anterior, ou seja, quando o botão da válvula direcional 1.1 for acionado,
a haste do cilindro deve avançar; porém, quando o botão for solto, a
haste do cilindro deve retornar devido à ação da mola interna.
224
Tarefa 4.8
225
4.9.2 Comandos diretos para cilindro de dupla ação
226
Tarefa 4.9
227
4.9.3 Comandos indiretos para cilindros
228
Circuito pneumático Funcionamento
Este circuito pneumático possui duas válvulas de pilotagem da
VCD 1.1 para comandar o avanço e o retorno do cilindro de
dupla ação. Quando a VCD 1.2 for acionada, a VCD 1.1 irá
assumir sua posição do quadrado a esquerda e causará o
avanço do cilindro em alta velocidade. Quando a VCD 1.3 for
acionada, a VCD 1.1 irá assumir sua posição do quadrado a
direita e causará o recuo do cilindro em alta velocidade. Em
ambos os casos (avanço ou recuo do cilindro), as vias 12 e 14
Figura 4.44 Comando indireto da VCD 1.1 não necessitam de pressão por longos períodos:
para CDA com VCD pilotada. basta somente um pulso na VCD 1.2 ou na VCD 1.3 para que o
cilindro execute um movimento o qual não será interrompido
pelo desacionamento das VCD’s de pilotagem.
229
Tarefa 4.10
230
4.9.4 Comandos repetitivos para cilindros
Figura 4.46 Comando indireto da VCD 1.1 que, por sua vez, irá manobrar a mesma para a sua
repetitivo para CDA. posição cuja passagem de ar permite o recuo do cilindro. Como
ocorreu durante o início do movimento de avanço do cilindro, ao
se iniciar o movimento de recuo do cilindro, o rolete 1.3 será
desacionado, porém a VCD 1.1 irá manter sua posição até que
a haste do cilindro acione novamente o rolete 1.2, causando um
novo ciclo de avanço e recuo do cilindro. Essa situação irá
ocorrer automaticamente enquanto houver ar comprimido no
sistema.
231
Tarefa 4.11
232
4.9.5 Circuitos eletropneumáticos
Circuitos eletropneumáticos são os circuitos pneumáticos onde há pelo menos
uma válvula de controle direcional comandada eletricamente ou uma servoválvula
instalada.
Os comandos das VCD’s podem ser simples ou combinados. Nessas
válvulas, o sinal de comando elétrico pode ser um sinal digital em tensão contínua (0
ou 24VDC) ou alternada (0 ou 120VAC e 0 ou 220AC) proveniente de um circuito de
comando elétrico, circuito eletrônico digital, controlador lógico programável et cetera.
Para as servoválvulas, o comando elétrico deve ser variável em corrente
elétrica em geral, pode-se comandar as servoválvulas com correntes de 0 a 1
amperes provenientes de controladores com saída analógica em corrente elétrica
amplificada.
Os circuitos eletropneumáticos possuem as vantagens de minimizar a
utilização de válvulas de controle direcional e, assim, reduzir os custos de instalação
e manutenção do circuito pneumático, pois apresentam menos pontos sujeitos aos
vazamentos de ar comprimido e necessitam de espaços físicos menores para sua
instalação. Outra vantagem é que os circuitos eletropneumáticos podem ser
operados a longas distâncias e em altas velocidades.
Não se deve utilizar um circuito eletropneumático em ares com classificação
de risco de incêndio ou de explosão devido à geração de centelhas causadas pelo
acionamento do solenoide. Nesses casos, deve-se instalar o circuito
eletropneumático dentro de quadros especiais a prova de explosão e, além disso, a
fiação elétrica utilizada para comandar o circuito eletropneumático deve ser instalado
em tubulação metálica devidamente isolada da área de risco.
Para facilitar o entendimento do funcionamento dos circuitos
eletropneumáticos, serão apresentados a seguir os circuitos eletropneumáticos
equivalentes aos circuitos pneumáticos de comandos diretos, indiretos e repetitivos
estudados no tópico anterior desta unidade de estudo.
233
( a ) circuito pneumático ( b ) circuito eletropneumático ( c ) comando elétrico
Figura 4.47 Circuito pneumático de acionamento direto para CSA
com retorno por mola e seu equivalente eletropneumático.
234
b) circuitos eletropneumáticos equivalentes para comando indireto de
CSA
A figura a seguir mostra um exemplo de circuito pneumático de acionamento
indireto através de válvula de isolamento para CSA com retorno por mola e seu
equivalente eletropneumático.
235
( a ) circuito pneumático ( b ) circuito eletropneumático ( c ) comando elétrico
Figura 4.50 Circuito pneumático de acionamento indireto através de válvula de simultaneidade
para CSA com retorno por mola e seu equivalente eletropneumático.
236
c) circuito eletropneumático equivalente para comando direto de CDA
A figura a seguir mostra um exemplo de circuito pneumático de acionamento
indireto através de válvulas de controle direcional para CDA e seu equivalente
eletropneumático.
237
d) circuito eletropneumático equivalente para comando indireto de CDA
A figura a seguir mostra um exemplo de circuito pneumático de acionamento
indireto através de válvula de controle direcional para CDA e seu equivalente
eletropneumático.
238
e) circuito eletropneumático equivalente para comando repetitivo de
CDA
A figura a seguir mostra um exemplo de circuito pneumático de comando
repetitivo através de válvulas de controle direcional para CDA e seu equivalente
eletropneumático. Esse circuito terá seu movimento automático iniciado assim que o
sistema for pressurizado.
Os detalhes a respeito do funcionamento do circuito eletropneumático
apresentado na figura 4.x-b deverão ser fornecidas pelo aluno na próxima tarefa.
Tarefa 4.12
239
Teste de autoavaliação da unidade 4
240
4.3 Observe o diagrama de comando elétrico abaixo e faça uma breve
descrição sobre o funcionamento do circuito eletropneumático a seguir.
circuito eletropneumático
241
4.4 No circuito pneumático a seguir quais são os valores das pressões de
avanço e de retorno do cilindro? JUSTIFIQUE sua resposta.
Justificativa: Justificativa:
242
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 4
Tarefa 4.1
Automação pneumática consiste em aplicar os mais diversos automatismos que
utilizam o ar comprimido como forma de energia para executar tarefas ou atividades
industriais de maneira controlada sem que hajam grandes intervenções humanas.
Tarefa 4.2
Compressão, drenagem, refrigeração, armazenamento e secagem.
Tarefa 4.3
A rede de distribuição de ar comprimido é responsável por transportar o ar da
estação de produção aos vários pontos de consumo. É formada por tubulações,
conexões e demais acessórios pneumáticos.
243
A etapa de condicionamento do ar comprimido é de fundamental importância nos
sistemas pneumáticos, para eliminar partículas de água e impurezas procedentes da
rede de distribuição, para ajustar a pressão de trabalho necessário que cada ponto
de consumo e para diminuir os efeitos de desgastes nos componentes pneumáticos,
diminuindo as forças de atrito e facilitando os movimentos dos componentes
pneumáticos.
Tarefa 4.4
Classificação: 2 vias, 2 posições, acionamento por rolete e retorno por mola.
244
2 vias, 2 posições, acionamento por botão e retorno por mola.
( c ); ( a ); ( b ); ( c ); ( d )
( c ); ( d ); ( c ); ( b ); ( a ); ( c ); ( c ); ( c )
Tarefa 4.5
1 ( b ); 2( a ); 3 ( d ); 4 ( b )
Tarefa 4.6
1(c)
Tarefa 4.7
Os atuadores pneumáticos têm como função converter a energia cinética, gerada
pelo ar pressurizado e em expansão, em energia mecânica, a fim de desenvolver um
trabalho.
Tarefa 4.8
Quando o botão da VCD 1.1 for acionado, o cilindro será avançado rapidamente.
Porém quando o botão da VCD 1.1 for desacionado, o cilindro será recuado com
velocidade controlada através da válvula de controle de fluxo variável unidirecional
1.01.
245
Quando o botão da VCD 1.1 for acionado, o cilindro será avançado com velocidade
controlada através da válvula de controle de fluxo variável unidirecional 1.01. Porém,
quando o botão da VCD 1.1 for desacionado, o cilindro será recuado com velocidade
controlada através da válvula de controle de fluxo variável unidirecional 1.02.
Tarefa 4.9
Este circuito possui controles de velocidades para o avanço e recuo do cilindro de
dupla ação. Acionando-se o botão da VCD 1.1 e estando o botão da VCD 1.2
desacionado, então o cilindro irá avançar com velocidade controlada através da
válvula de controle de fluxo variável unidirecional 1.02. Acionando-se o botão da
VCD 1.2 e estando o botão da VCD 1.1 desacionado, então o cilindro irá recuar com
velocidade controlada através da válvula de controle de fluxo variável unidirecional
1.01.
Tarefa 4.10
Neste circuito, as VCD’s 1.2 e 1.4 devem ser acionadas simultaneamente para que a
via 14 da VCD 1.1 seja pressurizada e o cilindro avance em alta velocidade. Para
que o cilindro recue, é necessário que ou a VCD 1.3 ou então a VCD 1.5 seja
acionada simultaneamente ou não, ou seja, para que o cilindro recue, pode-se
acionar a VCD 1.3 ou a VCD 1.5.
246
Tarefa 4.11
Como o cilindro 1.0 está inicialmente recuado, o rolete 2.2 está acionado. Ao
pressurizar-mos o sistema, a VCD 2.2 libera a passagem de ar para pressurizar a via
14 da VCD 2.1 que, por sua vez, assume a sua posição à esquerda e avança o
cilindro 2.0, permanecendo assim até que o botão da VCD 1.2 seja acionado.
Quando isso ocorrer, a VCD 1.2 libera a passagem de ar para a via 14 da VCD 1.1.
Esta é então manobrada e causa o avanço do cilindro 1.1. No fim do curso de
avanço do cilindro 1.0, ocorre o acionamento do rolete 2.3, o qual libera a passagem
de ar para a via 12 da VCD 2.2, comandando-a para sua posição à direita, fazendo
com que o cilindro 2.0 recue e assim permaneça até que o cilindro 1.0 recue e
acione novamente o rolete 2.2. Isso ocorrerá caso o botão da VCD 1.3 seja
acionado, pois a mesma liberará a passagem de ar para a via 12 da VCD 1.1,
fazendo essa válvula assumir sua posição à direita, causando o recuo do cilindro
1.0.
Tarefa 4.12
Considerando-se que inicialmente o cilindro está recuado, após energizar e
pressurizar o circuito eletropneumático será observado o seguinte funcionamento:
como o cilindro está recuado então a chave fim de curso de recuo (S1) estará
acionada e, assim, o solenoide V1 será energizado e o cilindro avançará. Ao iniciar
seu curso de avanço, o cilindro desacionará a chave fim de curso de recuo (S1),
porém a VCD irá manter sua posição e o cilindro continuará seu curso de avanço até
atingir a chave fim de curso de avanço (S2). Esta, por sua vez, fará com que o
solenoide V2 seja energizado e, assim, o cilindro iniciará seu curso de recuo. Logo
em seguida, a chave fim de curso (S2) será desacionada, porém a VCD irá manter
sua posição e o cilindro completará seu curso de recuo. No final deste, a chave fim
de curso de recuo será novamente acionada e um novo ciclo de avanço e recuo do
cilindro começará.
247
Teste de autoavaliação da unidade 4
4.1
4.2 Para que o cilindro 1.0 avance, é necessário que ou a VCD 1.2 ou a VCD 1.4
sejam acionadas e pelo menos umas das duas VCD’s de comando de retorno (VCD
1.1 e VCD 1.3) esteja desacionada. Para que o cilindro recue, é necessário que as
duas VCD’s de comando de avanço (VCD’s 1.2 e 1.4) estejam desacionadas e
ambas as VCD’s de comando de recuo estejam acionadas.
248
4.4
Pressão de avanço: 20bar, porque na válvula de isolamento com pressões
diferentes na suas entradas o sinal de maior pressão vai para saída, pois desloca o
elemento de vedação (esfera) impedindo a passagem do sinal de menor pressão.
249
5. COMANDOS HIDRÁULICOS E ELETROHIDRÁULICOS
Chegamos à nossa penúltima unidade de estudo. Desta vez você irá conhecer
os fundamentos dos sistemas hidráulicos. Estes sistemas são bastante
utilizados a bordo dos navios em sistemas de governo, propulsão, guindastes,
molinetes etc. Tenha um bom estudo e não esqueça de verificar seus
conhecimentos no teste de autoavaliação.
250
5.1 DEFINIÇÕES
Figura 5.1 Aplicação do princípio de Pascal por Joseph Bramah (prensa hidráulica).
251
Fluido: é qualquer substância capaz de escoar e assumir a forma do
recipiente que o contém.
252
Vazão (Q): relação entre o volume de fluido descarregado por unidade de
tempo, ou, ainda, é produto entre a velocidade de deslocamento do fluido em uma
tubulação pela sua seção transversal.
253
5.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA HIDRÁULICA
254
Tarefa 5.1
255
5.3 ESTRUTURA DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS
256
5.4 GERAÇÃO HIDRÁULICA
a) bombas hidrodinâmicas
Absorvem o fluido em repouso de um depósito e, inicialmente, o colocam em
movimento que causa uma considerável elevação de velocidade, porém, logo em
seguida, ocorre uma diminuição dessa velocidade o que causa a elevação de
pressão que, por conseguinte, possibilita que o fluido vença as resistências de
escoamento. Nesse tipo de bomba, existe uma dependência funcional entre o
volume de fluido e a pressão. Como exemplos desse tipo de bomba hidráulica,
temos as bombas centrífugas e as bombas axiais (também denominadas de bombas
de hélice).
257
b) bombas hidrostáticas
Também são denominadas de “bombas volumétricas”. Nesse tipo de
bomba hidráulica, o fluido adquire movimento e causa elevação de pressão, sem
que ocorra dentro da bomba nenhum aumento substancial de velocidade, pois
simplesmente o fluido é aspirado e transportado. Além disso, o fluido utilizado não
depende da pressão; por isso, essas bombas são mais adequadas para a
transmissão de força e são mais utilizadas nos dimensionamentos dos circuitos
hidráulicos.
São divididas basicamente em três tipos: bombas de engrenagens, bombas
de palhetas e bombas de pistões. A figura 5.4 mostra a divisão das bombas
hidráulicas.
258
Figura 5.5 Construção das bombas de engrenagens externas.
259
Figura 5.7 Construção das bombas de engrenagens com lóbulos.
260
O espaço entre o rotor, o anel e as palhetas é preenchido com óleo vindo da
tubulação de aspiração. Esse óleo é pulsado para a tubulação de descarga. Quando
o conjunto rotor-palhetas passa pela vizinhança da câmara de aspiração, o volume
compreendido entre as duas palhetas aumenta, provocando uma descompressão
que aspira óleo, mas quando o mesmo conjunto rotor-palhetas se aproxima da
câmara de descarga, o volume compreendido entre as duas pás diminui, obrigando
assim que o óleo seja descarregado.
261
A figura 5.11 mostra a construção de uma bomba hidráulica de pistões
axiais. Esse tipo de bomba tem funcionamento semelhante às bombas de pistões
radias, porém, nesse caso, os pistões trabalham paralelamente ao eixo de rotação.
5.4.2 Reservatório
É indicado que um reservatório seja suficientemente grande para promover o
resfriamento e a separação dos contaminantes presentes no óleo hidráulico. No
mínimo o reservatório deve conter todo o fluido do sistema e manter um nível
suficientemente alto para que não haja vórtices na linha de sucção, pois, se isso
ocorrer, haverá mistura de ar com o fluido.
Geralmente, dimensiona-se o reservatório para pelo menos duas ou três
vezes o volume deslocado pela bomba durante um minuto de operação.
262
• permitir a sedimentação dos contaminantes sólidos; e
• ajudar a dissipar o calor gerado pelo sistema.
263
• na abertura para o abastecimento do fluido, deve existir uma tela filtrante a
fim de evitar que, durante o reabastecimento do fluido, ocorra
contaminação do mesmo.
264
nível de óleo devem apenas ser apertadas o suficiente para que permaneçam
conectadas.
Numa linha de retorno, a abertura deve ser posicionada de tal maneira que
o fluxo seja direcionado às paredes do tanque no lado oposto à linha de
sucção da bomba.
5.4.3 Filtros
O fluido hidráulico é mantido limpo no sistema, principalmente pela utilização
de dispositivos tais como os filtros. Utilizam-se também bujões magnéticos para
captar partículas de aço no fluido. Estudos recentes indicaram que mesmo partículas
pequenas, de 1 até 5 microns, têm efeitos degradantes, causando falhas no sistema
e acelerando a deterioração do óleo, em muitos casos.
Os filtros de hidráulicos são classificados em: filtros de fluxo total, filtros de
fluxo proporcional e filtros tipo indicador.
265
A tabela a seguir mostra a construção e a descrição funcional dos filtros
hidráulicos.
(1) o óleo entra no filtro; (2) circula o elemento filtrante; (3) é filtrado
em direção ao centro do copo; e (4) alcança a saída.
266
hidráulicos. São feitos de material poroso: papel, polpa de madeira, algodão, fios de
algodão ou lã e celulose. Os filtros de papel são banhados cm resina para fortificá-
los.
Um filtro deve ser especificado em função do tamanho da menor partícula a
ser retida, da vazão e da queda de pressão. O tamanho das partículas é da ordem
de micros (1 micron é equivalente a um milionésimo (1/1.000.000) de um metro).
Os filtros hidráulicos podem ser instalados em três posições: na linha de
entrada (figura 5.14-a), na linha de pressão (figura 5.14-b) ou na linha de retorno
(figura 5.14-c).
267
5.4.5 Acumulador
Esse componente deve ser aplicado aos sistemas hidráulicos que necessitam
de grande quantidade de fluido para efetuar o trabalho, quando este é feito de forma
intermitente num ciclo de operação da máquina, como ocorre em máquinas de
injeção e extrusão.
O acumulador possibilita armazenar o fluido e, portanto, não é necessário
utilizar uma bomba de grande vazão de maneira contínua (ou a toda vazão), pois é
possível armazenar o fluido a partir de uma bomba relativamente pequena.
Outra aplicação seria em sistemas hidráulicos onde é necessário manter a
pressão do sistema constante. Nesse tipo de sistema hidráulico a bomba carrega o
acumulador a partir do valor de pressão desejado ajustado em uma válvula de
sequência (ou pressostato) a bomba será descarregada livremente para o tanque.
Podem-se utilizar os acumuladores também para absorver choques ou
impulsos repentinos de pressão, devido às paradas bruscas ou inversões de fluxo de
óleo.
Como precaução, os acumuladores devem ser totalmente isolados do circuito,
ou então, completamente descarregados antes de se iniciar qualquer desmontagem
de condutos ou componentes.
268
Tabela 5.3 Características dos tipos de acumuladores.
Tipo de acumulador Descrição
Esse tipo de acumulador utiliza um pistão vertical, dotado de
Acumuladores Tipo Peso
269
5.4.6 Trocador de calor
Como nenhum sistema hidráulico tem 100% de rendimento e jamais poderá
ter, o problema mais comum é o calor. Por esta razão, utiliza-se o resfriamento
quando o fluido requer condicionamento térmico.
Os trocadores de calor são muitas das vezes denominados resfriadores,
pois são construídos para refrigerar o fluido. Porém, há aplicações onde o fluido,
devido ao seu baixo índice de viscosidade, não fluirá facilmente quando frio. Por
isso, deve-se aquecê-lo e mantê-lo neste estado por meio de aquecedores.
Os trocadores de calor podem ser de dois tipos: a ar (radiadores ou trocador
de calor a graxetas) e a água (trocador de calor água-óleo).
A figura 5.17 mostra um resfriador a graxetas. Esse tipo de equipamento é
utilizado em aplicações onde não há água disponível ou ocorram vibrações. O fluido
passa através de tubos aletados, normalmente de alumínio ou latão, os quais
transferem calor ao ar externo. O resfriador pode incorporar um ventilador para
aumentar a eficiência de troca de calor.
270
Figura 5.18 Trocador de calor a água.
271
Tarefa 5.2
Bomba hidráulica
Reservatório
Filtro de óleo
Trocador de calor
272
Acumulador
Intensificador de pressão
273
5.5 DISTRIBUIÇÃO HIDRÁULICA
5.5.1 Tubulações
A tubulação é a parte dos sistemas hidráulicos responsável pelo transporte do
fluido. Portanto, a tubulação engloba vários tipos de condutos que transportam o
fluido hidráulico entre os componentes, assim como as conexões utilizadas entre
eles.
Os sistemas hidráulicos utilizam principalmente 3 tipos de condutos:
• tubos rígidos;
• tubos semirrígidos; e
• mangueiras flexíveis.
Atualmente os tubos rígidos são os mais baratos dos três enquanto que os
tubos semirrígidos e mangueiras são mais convenientes e de manutenção mais
simples. No futuro poderão ser utilizados encanamentos de plástico, que já vêm
sendo aplicados gradativamente.
5.5.2 Conexões
As conexões realizam as ligações entre a tubulação e os componentes
hidráulicos e também as vedações necessárias. Podem ser engatadas, rosqueadas
ou soldadas.
Dentre as conexões tipo engate rápido, destacam-se as conexões drybreak e
as com gatilho.
As conexões drybreak são conexões com luva deslizante, com recursos que
incluem a capacidade de conexão virtualmente sem entrada de ar ou de desconexão
com pouco ou nenhum vazamento. Também são conhecidas como conexões de
superfície plana ou conexões clean break (conexões sem-vazamento).
As conexões tipo gatilho possuem uma válvula utilizada para estancar o
fluxo de fluidos quando duas partes de um engate rápido são separadas. Esse tipo
274
de engate é o mais escolhido e disponível atualmente devido a sua simplicidade na
função e na fabricação.
A figura a seguir mostra alguns tipos de conexões para os sistemas
hidráulicos.
5.5.3 Vedações
As vedações nos sistemas hidráulicos também podem ser realizadas através
de retentores. As vedações são necessárias quando há necessidade de manter-se
a pressão, impedindo que ocorra perda de óleo e mantendo afastados os
contaminantes.
São vários os métodos de se vedar os componentes hidráulicos, dependendo
de os retentores serem positivos ou não positivos; se a aplicação da vedação será
estática ou dinâmica, da pressão a ser usada, e outros fatores.
Um retentor positivo não permite nenhum tipo de vazamento. Um retentor
não positivo permite uma pequena quantidade de vazamento interno para fornecer
uma camada de lubrificação.
A maioria dos retentores hidráulicos é feita de materiais como couro, bruna N
(borracha nitrílica), silicone, neopreme ou teflon.
275
Figura 5.20 Modelos de retentores hidráulicos.
FONTE: [Link] Acessado em: 03 out. 2009.
Tarefa 5.3
276
5.6 VÁLVULAS DE CONTROLE
277
A figura a seguir mostra um exemplo de representação desse tipo de válvula.
278
5.6.2 Válvulas de bloqueio
Essas válvulas impedem o fluxo do fluido em um determinado sentido e
permitem o livre fluxo no sentido contrário. Conforme a sua aplicação classificam-se:
• válvula de retenção simples;
• válvula de retenção com desbloqueio hidráulico;
• válvula de retenção pilotada geminada;
• válvula de sucção e preenchimento; e
• blocos lógicas (válvulas de simultaneidade e isolamento).
279
c) válvula de retenção pilotada geminada
Esse tipo de válvula de bloqueio possui dois elementos de pilotagem
simulados nas linhas A e B. A abertura da retenção é feita por um êmbolo central,
que atua uma ou outra válvula de acordo com o lado pressurizado.
d) válvula de sucção e preenchimento
Esse tipo de válvula de bloqueio também é um tipo de válvula de retenção
com desbloqueio hidráulico que foi projetada para diminuir a potência instalada do
sistema, garantido alta velocidade de aproximação em prensas, por exemplo.
Também são utilizadas como válvulas anticavitação, completando o óleo na
câmara do cilindro ou na tubulação.
280
5.6.3 Válvulas de controle de fluxo
Essas válvulas são utilizadas a fim de regular a velocidade, por exemplo, em
um atuador, pois a velocidade no mesmo depende da quantidade de óleo a ele
bombeada por unidade de tempo. A tabela a seguir mostra alguns símbolos e as
descrições das válvulas controladoras de vazão.
fluxo
pressão do sistema.
281
Conforme mostra a figura a seguir, há 3 (três) maneiras de se aplicar as
válvulas controladoras de vazão para o controle das velocidades dos atuadores:
• “Meter-in”, controle de fluxo na entrada do atuador;
• “Meter-out”, controle de fluxo na saída do atuador; e
• “Bleed-off”, uma sangria da linha de pressão ao tanque (derivação).
Figura 5.27 Modelo de válvula hidráulica de controle de fluxo tipo divisora de fluxo.
282
As válvulas controladoras de pressão são classificadas pelo tipo de conexões,
pelo tamanho e pela faixa de pressões de trabalho. Assumem diversas funções nos
sistemas hidráulicos: estabelecer a pressão máxima, reduzir a pressão de certas
linhas do circuito e estabelecer sequência de movimento.
A tabela a seguir mostra as simbologias e as descrições dos tipos de válvulas
de controle de pressão citados acima.
pressão
primária, enquanto esta última for maior que o valor ajustado para a
pressão secundária.
283
5.7 ATUADORES HIDRÁULICOS
284
Tabela 5.6 Tipos de cilindros hidráulicos (continuação).
Cilindro hidráulico Descrição
Esse tipo de cilindro é assim chamado porque pode ser
operado pelo fluido em ambos os sentidos (avanço ou
retorno). Isso significa que se pode obter força em qualquer
cilindro de duplo efeito
285
A figura a seguir mostra modelos comerciais de cilindros hidráulicos.
286
Tarefa 5.4
287
5.8 SIMBOLOGIA HIDRÁULICA
Linha de pressão
linha piloto
linha de dreno
linha flexível
união de linhas
linhas cruzadas
direção do fluxo
linha para o
reservatório
deslocamento fixo
bomba simples
deslocamento variável
288
Tabela 5.7 Simbologia hidráulica (continuação).
Denominação Característica Símbolo
deslocamento fixo
motor hidráulico
rotativo deslocamento variável
motor oscilante
aberto
reservatório
fechado
por mola
acumulador
por gás
filtro
289
Tabela 5.7 Simbologia hidráulica (continuação).
Denominação Característica Símbolo
trocador de calor
aquecedor
simples ação
dupla ação
cilindros
diferencial
290
5.9 CIRCUITOS HIDRÁULICOS E ELETROHIDRÁULICOS BÁSICOS
5.9.1 Circuito hidráulico com comando direto para cilindro de dupla ação
A figura 5.31 mostra um exemplo de circuito hidráulico com
acionamento direto. O funcionamento desse circuito é o
seguinte:
• na posição central o fluido proveniente da bomba retorna ao
tanque;
• na posição à esquerda o fluido proveniente da bomba é
direcionado à câmara traseira do cilindro e o mesmo avança;
• na posição à direita o fluido proveniente da bomba é
direcionado à câmara frontal do cilindro e o mesmo recua;
• pode-se interromper o curso do cilindro a qualquer momento
através do posicionamento da alavanca na posição central.
291
5.9.2 Circuitos hidráulicos com acumulador
A figura a seguir mostra um exemplo de circuito hidráulico com acumulador de
pressão. Esse circuito é utilizado na carga e descarga da bomba hidráulica após o
acumulador ter atingido sua máxima pressão. O funcionamento desse circuito é o
seguinte:
• quando o conjunto motor-bomba for acionado, começa o
carregamento do acumulador até que o mesmo alcance seu
valor de pressão máxima ajustado na válvula interruptora de
pressão;
• quando a válvula interruptora de pressão for acionada,
ocorrerá sua abertura e o fluxo da bomba será desviado
para o tanque;
• à medida que o sistema hidráulico for consumindo a energia
armazenada o acumulador será descarregado e a válvula
interruptora voltará a sua posição inicial, liberando a
passagem do fluido da bomba para o acumulador;
292
Exercício resolvido 5.1
Descreva o funcionamento do circuito hidráulico com acumulador utilizado
como eliminador de pulsações, mostrado na figura a seguir.
Figura 5.34 Circuito hidráulico com acumulador utilizado como eliminador de pulsações.
293
5.9.3 Circuito hidráulico com filtro
Em um sistema hidráulico, o filtro pode ser instalado em três áreas distintas:
na linha de sucção, na linha de pressão ou na linha de retorno, conforme mostra a
figura a seguir.
Nesse circuito, a válvula de retenção simples em
bypass (em paralelo) com o filtro na verdade está
incorporada ao próprio filtro. Sua função é liberar a
passagem do fluido, uma vez que a sua pressão de
abertura é atingida devido ao bloqueio do filtro.
Nesse caso, o fluido vence a pressão da mola e
passa livremente. Portanto a válvula de retenção
funciona como proteção para evitar o colapso do
elemento filtrante.
294
Figura 5.36 Circuito hidráulico sequencial com comando mecânico.
295
Tarefa 5.5
296
Teste de autoavaliação da unidade 5
297
5.3 Identifique os componentes do circuito hidráulico a seguir.
(a) ______________________________
(b) ______________________________
(c) ______________________________
(d) ______________________________
(e) ______________________________
(f) ______________________________
(g) ______________________________
(h) ______________________________
(i) ______________________________
(j) ______________________________
(k) ______________________________
298
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 5
Tarefa 5.1
A automação hidráulica consiste em utilizar fluidos hidráulicos para executar tarefas
de forma segura, organizada, sincronizada e sequencial em operaçãoes repetitivas
ou que necessitem grandes esforços sem que haja intervenção humana. Para isso
são utilizados os mais diversos dispositivos como controladores, sensores e
atuadores.
Tarefa 5.2
Bomba hidráulica: converter energia mecânica em energia hidráulica, deslocando o
fluido hidráulico no sistema.
Reservatório: armazenar o fluido até que o mesmo seja solicitado pelo sistema,
retirar o ar do fluido a fim de evitar explosões, separar contaminantes sólidos do
fluido e ajudar a dissipar o calor gerado pelo deslocamento do fluido através do
sistema hidráulico.
299
Intensificador de Pressão: aumentar a pressão em aplicações que necessitam de
pressões muito maiores do que a pressão desenvolvida pela bomba.
Tarefa 5.3
São formadas por tubulações, conexões, acessórios e vedações. Têm a função de
transportar o fluido hidráulico ao longo do sistema.
As vedações são importantes, pois são responsáveis por evitar vazamentos a fim de
manter a pressão do sistema e evitara a contaminação do fluido hidráulico.
Tarefa 5.4
Possuem as mesmas funções descritas para os sistemas pneumáticos, ou seja, têm
as funções de direcionar, impor bloqueios, liberar a passagem, regular a vazão e
regular a pressão do fluido.
Tarefa 5.5
5.1 ( e ), ( d ), ( b ), ( c ), ( f )
300
5.2 Alternativa correta: ( d )
5.3 (a) cilindro de duplo efeito com haste passante; (b) manômetro; (c) válvula de
alívio ou segurança; (d) válvula de retenção; (e) válvula de controle direcional: 4 vias,
3 posições, acionamento por alavanca e centralização por mola; (f) válvula
estranguladora (válvula reguladora de fluxo bidirecional); (g) manômetro; (h) válvula
de alívio ou segurança; (i) bomba de deslocamento fixo; (j) motor elétrico; (k)
reservatório ou tanque.
5.4 Estando o conjunto motor-bomba (H) em operação, o fluido será deslocado para
saída da bomba. Quando a pressão nesse ponto vencer a resistência imposta pela
válvula de retenção (G) então o fluido passará pela mesma e será filtrado (F) e será
aplicado à válvula de controle direcional (D). Estando esta na posição central, então
o fluido será retornado para o tanque (I). Movendo-se a alavanca da VCD e
posicionando-se a mesma para posição à esquerda, então o cilindro A irá retornar
sem controle de velocidade e o cilindro B irá avançar com velocidade regulada
devido a ação da válvula de controle de fluxo (C). Movendo-se a alavanca da VCD e
posicionando-se a mesma na posição à direita, então o cilindro A avançará sem
controle de velocidade e o cilindro B retornará sem controle de velocidade, pois
neste sentido a válvula de controle de fluxo (C) possui livre passagem.
301
6. CONTROLADORES INDUSTRIAIS
Nesta unidade, você vai:
302
6.1 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTROLADORES INDUSTRIAIS
303
tensão e posteriormente evoluíram para a utilização da transmissão digital tornado
possivel a construção de redes insdustriais, sendo que atualmente existem inclusive
instrumentos e controladores com comunicação via wireless (comunicação sem fio).
304
6.2 CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL
6.2.1 Definição
É um equipamento eletrônico digital que possui uma memória programável para
armazenamento interno de instruções específicas como: intertravamento, sequenciamento,
temporização, contagem, comparação, aritmética, etc, a fim de controlar vários tipos de
máquinas ou processos industriais, através da troca de dados entre sensores e atuadores
com módulos (placas) de entradas e saídas, respectivamente.
Um controlador lógico programável (CLP) é um computador de pequeno
porte, auto-contido e robusto projetado para controlar processos no ambiente
industrial. Em outras palavras, um CLP é um equipamento robusto e flexível que
executa uma função previamente programada. Hoje são utilizados também para
controle de processos executando funções simples e complexas como algoritmos
PID.
O CLP surgiu em 1968 na indústria automobilística americana,
especificamente na “Hydronic Division” da “General Motors”. Sua função inicial foi
substituir os painéis de lógica a relés (intertravamento e automação) utilizados na
época. Atualmente, os CLP’s estão cada vez mais assumindo a totalidade das
aplicações industriais, comerciais e de serviço.
Cada CLP contém um microprocessador programado para dirigir os terminais
de saída de uma maneira especificada, com base dos valores dos terminais de
entrada. Conectados às entradas do CLP estão os sensores, chaves, botoeiras,
contatos normalmente abertos ou fechados provenientes de pressostatos,
termostatos, fluxostatos, etc. Às saídas, por sua vez, estão conectadas aos
atuadores: motores, contactores, relés, lâmpadas, sirenes et cetera.
305
Figura 6.1 Estrutura de ligação do CLP.
306
comunicação serial. Dessa forma, a quarta geração de CLP’s passou a contar com o
auxílio dos microcomputadores na tarefa de programação, isso possibilitou utilizar
várias representações das linguagens de programação, a possibilidade de
simulações e testes no programa usuário.
Atualmente os CLP’s estão na quinta geração. Nesta existe uma preocupação
em padronizar protocolos de comunicação para os CLPs, de modo a proporcionar
que o equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento outro
fabricante. Essa comunicação envolve não somente os CLPs mas também os
controladores de processos, sistemas supervisórios, redes internas de comunicação
e etc., proporcionando uma integração afim de facilitar a automação, gerenciamento
e desenvolvimento de plantas industriais mais flexíveis e normalizadas.
Atualmente há uma grande variedade de CLP’s no mercado. Os mesmos
podem ser ser modulares (com RACK de expansão), compactos sem IHM ou
compactos com IHM [Link] com ou sem IHM, modulares ou com
IHM incorporda.
Os CLP’s compactos, em geral possuem pequena capacidade de
processamento e realizam instruções simples como: intertravamento, contagem e
temporização.
307
Figura 6.3 Modelos de CLP’s modulares.
308
• baixo custo para depuração e start-up;
• enorme facilidade para efetuar reformas e/ou ampliações; e
• tecnologia consolidada e amplamente utilizada.
309
programa e atualização das saídas. As descrições mais detalhadas sobre cada uma
destas são apresentadas na tabela a seguir.
310
6.2.4 Arquitetura dos CLP’s
Conforme já foi apresentado, um CLP pode ser dividido em três partes:
unidade de entradas, unidade de processamento e unidades de saídas. A figura a
seguir mostra o esquema básico de ligação entre o CLP e uma máquina ou processo
automatizado.
a) unidade de processamento
A unidade de processamento é o centro do CLP e é composta pelo
microprocessador, memória de programa básico, memória de dados, memória de
programa de usuário e interface de comunicação homem-máquina. O módulo de
processamento monitora os sinais de entrada do controlador programável e os
combina de acordo com as instruções existentes na memória de programa de
usuário executando operações lógicas, operações de temporização, contagem e
sequenciamento para, a seguir, liberar os sinais apropriados às suas saídas.
Para que a unidade de processamento possa ser configurada é necessário
conectar a mesma uma interface de programação. Além de programar o CLP esta
interface tem a função de editar, monitor e documentar os programas instalados na
memória do CLP. Para que o operador ou a equipe de instalação e manutenção do
CLP possa verificar (visualizar) ou interferir (alterar) os valores de preset (set point)
em variáveis do processo, deve-se conectar a unidade de processamento um
computador com sistema supervisório ou uma interface-homem-máquina.
b) unidades de entradas
São placas ou cartões do CLP que podem ter um ou mais canais de aquisição
de dados. Estes devem ser capazes de codificar sinais analógicos ou digitais de
311
diversos níveis de tensão ou corrente (alternada ou contínua) oriundos dos diversos
tipos de sensores.
As unidades de entradas do CLP podem ser: a relé, a transistor ou a
acoplador ótico, sendo mais recomendado a utilização de entradas a acoplador
ótico, pois estas possibilitam compatibilizar os sinais provenientes dos dispositivos
de entradas (sensores) com a CPU, protegendo-a contra descargas elétricas e
atmosféricas. Dessa forma, por exemplo, no caso de um curto circuito em um
sensor, somente seriam danificados o próprio sensor e o canal onde este fora
instalado até o circuito isolador ótico. A partir desse ponto a CPU, bem como o
programa usuário, seriam preservados sendo necessário apenas substituir o sensor
danificado e reparar ou substituir a placa danificada.
A figura a seguir mostra o diagrama em blocos de um canal de entrada para
CLP.
De acordo com o tipo de sinal suportado pelo canal de entrada do CLP este
pode ser classificado em digital ou analógico.
Os canais de entradas digitais de um CLP são aqueles que detectam e
convertem sinais de comutação de entrada em níveis lógicos de tensão (0 ou 1)
usados no controlador programável. Normalmente estas entradas são sinalizadas
por led's. Entre os diversos tipos de transdutores digitais, podemos citar: botões,
chaves de fim-de-curso, sensores de proximidade, termostatos, pressostatos, "push
buttons”. Podem ser em tensão alternada (0 ou 110VCA ou, então, 0 ou 220VCA) ou
em tensão contínua (em geral, 0 ou 24VDC).
As entradas digitais podem ser de dois tipos: NPN e PNP (também
denominadas de entradas do tipo N e P, respectivamente). As entradas digitais do
tipo N ou NPN são acionadas por nível baixo, ou seja, o CLP recebe 0Vcc em suas
entradas quando os sensores são acionados (sensores com ponto comum em
0Vcc). As entradas digitais do tipo P são acionadas por nível alto, ou seja, o CLP
recebe +24Vcc em suas entradas quando os sensores são acionados (sensores com
ponto comum em 24Vcc).
312
As figuras 6.8 e 6.9 mostram os diagramas esquemáticos básicos das
unidades de entradas digitais alternadas, NPN e PNP. A figura 6.10 mostra o
esquema de ligação elétrica dos dispositivos às entradas digitais de um CLP.
Figura 6.8 Diagrama esquemático de um canal de entrada digital do CLP em tensão alternada.
313
Os canais de entradas analógicas dos CLP’s têm a função de converter
sinais analógicos em corrente ou em tensão, provenientes dos diversos
transdutores, em valores numéricos que podem ser utilizados pelo controlador
programável. Os transdutores analógicos são todos aqueles que necessitam fazer
conversão de curso, peso, pressão, etc., tais como: réguas potenciométricas, células
de carga, células extensométricas, etc. A figura 6.11 mostra os esquemas de
ligações elétricas para as entradas analógicas dos CLP’s.
c) unidades de saídas
São placas ou cartões do CLP que podem ter um ou mais canais que
fornecem sinais digitais ou analógicos devidamente amplificados para energizar os
elementos de operação e sinalização de atuadores diversos. Podem ser em tensão
alternada (saída a relé ou a triac) ou em tensão contínua (saída a relé ou a
transistor). Em ambos os casos são utilizados dispositivos opto-acopladores a fim de
isolarem os canais de saídas da CPU e assim protegê-la contra distúrbios elétricos
nos atuadores.
A figura a seguir mostra o diagrama em blocos de um canal de saída para
CLP.
314
A figura 6.12 mostra o esquema de ligação elétrica dos atuadores com as
saídas digitais de um CLP nas configurações NPN, PNP e alternada..
Figura 6.13 Esquema de ligações elétricas para saídas digitais dos CLP’s.
Figura 6.14 Esquema de ligações elétricas para saídas analógicas dos CLP’s em tensão ou em
corrente.
315
Tabela 6.2 Linguagens de programação dos CLP’s segundo a norma IEC 61131-3.
linguagens textuais linguagens gráficas
ST - structured text (texto estruturado) LD - ladder diagram (diagrama de contatos)
FBD - function diagram blocks
IL - instruction list (lista de instruções)
(diagrama de blocos de funções)
316
A linguagem IL (Instruction List) ou lista de instruções é um tipo de
linguagem é uma linguagem de programação de origem européia e semelhante ao
Assembler. A seguir, tem-se um exemplo de programa de CLP utilizando lista de
instruções.
317
Figura 6.17 Exemplo de programa para CLP em diagrama de blocos de funções.
contato NA
contato NF
318
A figura a seguir mostra um exemplo de programa para CLP desenvolvido
através da linquagem LADDER.
319
Veja na figura 6.18 que nos casos em que a linha de energia inferior do
diagrama de comandos elétricos apresenta componentes em paralelo cada
um dos relés (K1, K2 e K4) recebeu uma linha exclusiva no programa em
LADDER. Isto aconteceu porque a maioria dos CLP’s não admite paralelos
na região final de suas linhas de instruções.
E (AND) S = A .B
OU (OR) S = A + B
NÃO (NOT) S = A
320
Figura 6.19 Exemplo de programa para CLP em LADDER.
321
Teste de autoavaliação da unidade 6
322
6.4 Qual é a função dos acoplamentos óticos presentes nas unidades de
entradas e saídas dos CLP’s?
323
6.6 Veja no exemplo da figura 6.18 que um programa de CLP na linguagem
LADER utiliza basicamente as mesmas ligações de um diagrama de comandos
elétricos. Portanto, de acordo com esse exemplo, faça um esboço do programa
para CLP em linguagem LADDER para o diagrama de comandos elétricos a
seguir.
324
6.8 A figura a seguir mostra um diagrama de comando elétrico utilizado para
partida e reversão de um motor elétrico trifásico. Deseja-se substituir esse tipo
de comando por um comando por CLP. Apresente o programa em linguagem
LADDER equivalente ao comando elétrico dado.
Programa:
325
Chave de respostas das tarefas e do teste de autoavaliação da unidade 6
6.3 Os CLP’s podem ser modulares (com RACK de expansão), compactos sem IHM
ou compactos com IHM incorporada.
6.4 Os acoplamentos óticos presentes nas entradas e saídas dos CLP’s têm a
função de isolar eletricamente a CPU do CLP dos sensores e atuadores, protegendo
o equipamento contra descargas (ou distúrbios) elétricas provenientes desses
componentes.
326
6.6 6.7
6.8
327
REFERÊNCIAS
328
SAYAR, Eng. Alexandre Kurbam; FILHO, Eng. Alceste Comucci. Uso e Aplicação
de Termosensores. São Paulo: IOPE – Instrumentos de Precisão LTDA, 2001.
329
INCONTROL S/A. Medidores de Vazão Eletromagnéticos. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 23 jul. 2008.
330