Apostilas de Ballet
Apostilas de Ballet
Apostilas de Ballet
QUINTA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 20 0 9
Quem sou eu
CAROLINA Apostila de Ballet – Prof. Carolina
CARAGUATAT
UBA, SP,
Carvalho
BRAZIL
Cap 1
Turismóloga,
Visualizar meu Introdução
perfil completo História da dança
História do Ballet Clássico
Métodos de ensino do Ballet Clássico
Estilos de Ballet
Estilos de Bailarinos
Cap 2
____________________________________________
CAPÍTULO 1
Introdução
“No ballet, a maior parte dos termos técnicos são mencionados em francês.
Por isso, para os alunos e alunas, as primeiras aulas teóricas ou práticas
podem se tornar um paredão por desconhecimento da língua francesa. Mas
aquilo que parece uma dificuldade maior (que essa apostila pretende
amenizar) acaba se transformando em uma facilidade maior, pois durante a
evolução da sua educação ou até mesmo da sua carreira, quando deseja e
pode dirigir o seu aprendizado para o exterior, todos poderão seguir as aulas
ou os comandos dos ensaios, por que a língua usada continuará a ser o
francês. Os professores em qualquer parte do mundo, usam os mesmos
termos em francês.
Isto é, o francês é a língua internacional do Ballet”
1 A história da dança
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Roma, mas também no Egito antigo a dança foi desde muito cedo a maneira
de celebrar os deuses, de divertir o povo e a partir desse ritual se
desenvolveram os elementos básicos para a arte teatral atual.
A Origem da dança:
- Na Itália, os primórdios
A história do ballet começou há 500 anos, na Itália. Em seus ricos salões, os nobres
italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e
dança. Essas luxuosas e demoradas apresentações (no mínimo 3 horas) contavam com
ricos e pesados trajes e cenários feitos por badalados pintores, como Leonardo da Vinci.
A primeira apresentação de ballet que se tem notícia data de 1489, comemorando o
casamento do Duque de Milão Galeazzo de Sforza com Isabel de Aragon, organizada por
Bergonzio di Botta.
Estas apresentações ocorridas na corte italiana possuíam delicados movimentos
de cabeça, braços, tronco, pernas e pés. Para a existência de bons bailarinos, surgiram os
primeiros professores de dança, que viajavam por vários lugares ensinando para ocasiões
como casamentos, alianças políticas, vitórias de guerra, etc.
O ballet chega à França
Quando a italiana Catarina de Medicis casou com Henrique II, se tornou rainha da França
e introduziu com grande sucesso o ballet na corte francesa. O mais famoso espetáculo
apresentado lá foi o Ballet Cômico da Rainha, ou do Reino, produzido por Balthazar
Beaujoyeux em comemoração ao casamento da irmã de Catarina. Essa extravagante
apresentação durou mais de cinco horas, contando com carros alegóricos, muito luxo e
mais de 10 mil espectadores. O Ballet Cômico da Rainha foi uma grande influência na
formação de conjuntos de dança de todo o mundo, além de invejar todas as casas nobres
européias. Como diz o nome, o tema era para fazer rir, assim como todas as outras
apresentações francesas da época.
Assim, o ballet ia se tornando cada vez mais popular, alcançando seu auge na época de
Luís XIV. Luís XIV – Revolução. Luís XIV, rei da França com 5 anos de idade, tornou-se
um grande bailarino. Desde os seus 12 anos apresentava-se em ballets da corte, e
tamanho foi o seu sucesso no "Ballet da Noite" que ganhou o título de Rei Sol. Foi Luís
XIV que fundou, em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia Real de Música, ambas
dirigidas por Jean-Baptiste Lully, que criaria vários ballets. Outra pessoa que teve
bastante importância nessas academias foi Charles Louis Beauchamp, dito "inventor" das
cinco posições, que se tornaram a base de todo o aprendizado acadêmico do ballet
clássico. Porém, apesar de todo esse acesso ao ballet, os dançarinos eram só homens, o
que era um atraso na evolução daquelas. Mas, logo após a morte de Luís XIV, essa
situação mudaria, tornando-se o ballet não só uma arte, mas uma profissão. O ballet
evolui - Foi no fim do século XVII que a mulher ganhou de vez o seu espaço no ballet
clássico. O primeiro registro de uma contratação de mulheres para dançar junto com
homens foi no ballet "Le Triomphe de l'amour", em 1681. Junto com isso veio a
profissionalização da dança. Os espetáculos foram transferidos de salões para teatros, e
logo as bailarinas começaram a fazer sucesso, apesar de serem dificultadas em seus
movimentos no princípio devido ao pesado figurino. Uma das que mais lutaram pela
mudança de figurinos foi La Camargo (Marie Anne de Cupis de Camargo), que
escandalizou a todos levantando a saia até a metade da panturrilha e abolindo o salto dos
sapatos, mostrando assim melhor os passos que executava. Aliás, foi La Camargo quem
criou os passos entrechat quatre, jeté e pas de basque. Sua rival, Marie Sallé, aboliu o
penteado extravagante que as bailarinas usavam, mas lançou uma moda que não pegou:
ela vestia uma espécie de túnica, abolindo o corpinho justo, que até hoje as bailarinas
usam. A primeira obra sobre a técnica do ballet também surgiu nessa época. Jean-
Georges Noverre lançou o livro Lettres sur la danse et sur les ballets, considerada até hoje
a mais importante obra do gênero. Foi Noverre também quem criou o Ballet de Ação. Ele
percebeu que o ballet deveria exprimir mais do que simples movimentos, deveria exprimir
um significado, narrar uma história. Assim, foram abolidos os cantos e a declamação, e
tudo passou a ser "contado" por passos de dança. Noverre também trouxe figurinos leves
e a ligação entre as danças, formando uma história.
Porém, o ballet passou por um período negro: a Revolução Francesa. A época era
caracterizada pela ascensão da burguesia e pela decadência da nobreza, que era quem
financiava e apoiava a dança da época. Assim, devido à censura burguesa, várias peças
com referências à mortandade das guilhotinas (que executavam nobres reis) foram
proibidas. Foram fechadas também as Academias Reais de Dança e de Música, que só
seriam reabertas na Restauração. Apesar disso, logo viria o Romantismo, que daria um
novo impulso ao ballet.
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trajando longos vestidos, hoje chamados tutus românticos. Ao mesmo tempo, essas
figuras imaginárias dançam com príncipes e camponeses. Nessa época, surgiram grandes
ballets como Giselle e La Sylphide, que traduzem exatamente o Romantismo daquela
época. La Sylphide mostra imagens sobrenaturais, fadas e mitos misteriosos. Nesse ballet
surgiu uma grande evolução na dança clássica: as pontas. Marie Taglioni, que
representava o papel principal, foi quem inaugurou este importante instrumento. Aliás, o
ballet La Sylphide foi feito para ela por seu pai, Filippo Taglioni. Já Giselle é considerado
até hoje o maior teste para uma bailarina, pois além da técnica, exige qualidades
emotivas de seus intérpretes. Nesse ballet, a consagrada foi Carlota Grisi. O Romantismo
também mostrou uma nova maneira de estruturar o espetáculo: a bailarina era o
elemento principal, sendo que o grupo como um todo tinha menor importância. Porém,
após algum tempo, o Romantismo empobreceu-se, e isso causou o declínio do ballet na
Europa. Porém, a leste dali, mais exatamente na Rússia, a evolução era grande, e as
bailarinas e bailarinos russos estavam chegando para firmarem seu país como uma
grande potência da dança.
Na Rússia, o ballet absorveu o que havia de melhor no ballet italiano, o allegro (saltos,
vivacidade), e o que havia de melhor no ballet francês, o adágio (equilíbrio, graça,
leveza). Além disso, o ballet russo também absorvia um pouco da sua cultura, ou seja, a
dança a caráter e folclórica. Na Rússia, também descobriram-se grandes coreógrafos e
bailarinos, como Petipa, Cecchetti, Anna Pavlova, Nijinski, Fokine, etc. Também
descobriu-se a beleza da música de Tchaikovsky, que estava presente em vários ballets
de Petipa. Porém, essa grande fase não duraria para sempre. Logo, Petipa e companhia
foram considerados ultrapassados e o ballet entrou em decadências. Porém, logo chegaria
um grande nome que novamente acenderia a chama da dança. Diaghilev - Serge
Diaghilev veio revolucionar o ballet, não só o russo como também o francês, o italiano,
enfim, o de todo o mundo. O russo era um editor de uma revista de artes, e estava cheio
de novas idéias para aplicar na dança. Porém, Diaghilev achava que São Petersburgo não
estava preparado para tais mudanças. O editor então escolheu Paris para aplicar sua arte.
Primeiramente, Diaghilev organizou uma exposição de pintores russos, que fez um grande
sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente, o ballet russo.
Foi Diaghilev quem trouxe profissionais das Companhias Imperiais russas, como
coreógrafos e bailarinos. Os franceses receberam muito bem os novos visitantes, e a
crítica francesa fez os melhores comentários em relação ao ballet russo. Mas eles não
agüentariam ficar mais tempo fora de casa. Em 1911, foram convidados para voltar ao
seu país, formando assim uma companhia: "Ballet Russo". Assim, Diaghilev revelou ao
mundo vários artistas russos. Não mostrou só o ballet, mas também a música, a pintura,
etc. A Companhia "Ballet Russo" encantou platéias da Europa e da América,
fragmentando-se depois por todo o mundo. Depois de Diaghilev - Após a morte de
Diaghilev, em 1929, sua companhia Ballet Russo desfragmentou-se pelo mundo todo,
apesar dos esforços de seus sucessores. Porém, não podemos dizer que ela acabou, pois
até hoje existem companhias que seguem fielmente o método russo de dançar. Uma delas
foi a Companhia de Anna Pavlova, que excursionou até mesmo aqui no Brasil. As
excursões das companhias russas foram muito importantes para estimular novos talentos.
Um deles foi George Balanchine, que, apesar de russo, obteve seu maior êxito nos
Estados Unidos. Balanchine foi o Diaghilev do Ocidente; assim como o mestre russo, ele
revelou vários talentos e inaugurou uma nova maneira de dança.
Não foi só na América que aconteciam revoluções, na França, o espírito pelo ballet
também estava renascendo mesmo depois da morte de Diaghilev. Também acontecia o
mesmo na Inglaterra, o importante Royal Ballet estava despontando para o sucesso com a
incrível bailarina Margot Fonteyn. Mesmo após a morte de grandes mestres russos, o
ballet crescia e cresce cada vez mais. Qual será o próximo passo, qual será o próximo
mestre, a próxima evolução? Ninguém pode dizer. O ballet moderno também já
conquistou espaço no mundo. Estaria o ballet clássico ameaçado pelas modernidades?
Não, é claro que não. Grandes ballets do passado ainda estão em cartaz, assim como a
arte dos antigos mestres ainda é preservada.
Existem vários programas de treinamento que os bailarinos podem seguir para tornarem-
se bailarinos profissionais. Três dos maiores programas são o Cecchetti, o Russo
Vaganova, e o da Royal Academy of Dance (RAD). Todos eles possuem diferentes níveis,
do iniciante ao avançado, e todos possuem vantagens e desvantagens. A técnica Cecchetti
foi desenvolvida a partir das aulas do grande mestre de ballet Enrico Cecchetti, através da
Sociedade Cecchetti. É um plano de aula completo, elaborado para treinar bailarinos para
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o trabalho profissional. Uma ênfase notável, no método Cecchetti, é dada à fluência dos
braços, na passagem de uma posição para outra, muito mais do que em qualquer outro
método.
A técnica Russa Vaganova é derivada dos ensinamentos de Agripina Vaganova, a qual foi
diretora artística do Ballet Kirov por muitos anos. No método Vaganova, os bailarinos dão
maior atenção para as mãos, as quais, diferentemente do método Cecchetti, não fluem
invisivelmente de uma posição para outra, é dado à ela uma maior energia e imponência,
deixando-a para trás e trazendo-a de volta no último momento. No método Vaganova os
exercícios de cada nível não são estabelecidos como no RAD. Cada professor coreografa
sua própria aula, de acordo com as diretrizes dadas à eles, os alunos dançam essa aula
em seus exames. O método RAD é muito comum. Se ajusta muito bem às escolas de
dança em que os alunos têm, em média, não mais que uma aula por dia.
A Escola do American Ballet ensina o método Balanchine. Criado por George Balanchine,
permite aos bailarinos dançarem as suas coreografias de maneira muito mais fácil do que
os outros bailarinos. Nesse método as mãos são diferentemente trabalhadas de todos os
outros métodos. Cada técnica também dá diferente nomenclatura para as direções do
corpo, posições dos braços, arabeques e alguns dos passos. Pó exemplo, a posição dos
braços conhecida como "bras bras" no método RAD é conhecida como "fifith em bas" no
método Cecchetti e como "preparatória" no Vaganova. Contudo, as cinco posições básicas
dos pés são as mesmas.
Estilos de Ballet
O Ballet Romântico é um dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do
Ballet. Esse tipo de dança atraiu muitas pessoas na época devido o Movimento Romântico
Literário que ocorria na Europa na primeira metade do século XIV, já que se adequava à
realidade da época, pois antes as pessoas diziam que não gostavam de Ballet porque não
mostrava nada do real. Os balés que seguem a linha do Romântico pregam a magia, a
delicadeza de movimentos, onde a moça protagonista é sempre frágil, delicada e
apaixonada. Nesses Ballets se usam os chamados tutus românticos, saias mais longas que
o tutu prato. Estas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças
do campo. Como exemplos de Ballets Românticos podemos citar 'Giselle', 'La Fille Mal
Gardée' e 'La Sylphide'.
O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo
e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era
expremer ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que
os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo deste
virtuosismo são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato
que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se
preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas.
Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e
movimentos que se adequem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet
Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de
tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem
vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados
corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e
'A Bela Adormecida'.
O Ballet Contemporâneo, mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século
e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico.
Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais
uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet
clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são
geralmente colãs e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de
movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá
os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal
difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como
Serenade, Agon e Apollo.
Longilíneo - Pessoa alta, magra, pouco busto, quadris estreitos, pode usar qualquer
modelo de figurino, podendo evitar, naturalmente as listras verticais. Altura entre 1,70 e
1,75m.
Longilíneo miniatura - Apresenta as mesmas características do tipo físico anterior, porém
com 1,60m de altura.
Triangular - Pessoas com ombros e bustos pequenos e, quadris avantajados,devem evitar
saias rodadas, pregas e cintura marcada.
Triangular invertido - Busto desenvolvido, ombros largos e quadris estreitos, os que
possuem estas características esquivem-se das saias justas, mangas bufantes, babados
na altura do busto e usar decotes em forma de V.
Simétrico - O tipo que tiver busto e quadris com a mesma medida e a cintura não muito
fina, deve fugir das roupas colantes.
Nórdico - Altas e fortes, busto e quadris com a mesma medida, cintura não muito fina,
com altura acima de 1,68m, não podem usar roupas cheias de detalhes, nem estampas
chamativas.
Cheinho - Linhas bem acentuadas, mas gordinha, não deve vestir roupas que marquem o
contorno do corpo e nem listras horizontais.
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CAPITULO 2
Os benefícios do Ballet Clássico
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e instintiva do homem. Além disso, a dança permite desenvolver ao bailarino o seu físico,
sua mente e psique, além de outros oito aspectos bastante importantes:
1 Beleza: melhora a postura, corrige pés chatos e joelhos para dentro, queima as
gorduras e desenvolve os músculos e a capacidade respiratória, além de dar porte,
naturalidade e segurança nos movimentos.
2 Visão: dá a capacidade de perceber formas e linhas.
3 Precisão: disciplina o sistema nervoso, muscular e mental.
4 Coordenação: com exercícios como dançar em pontas, fazer equilíbrios e saltar,
trabalhamos os músculos em sua capacidade máxima e melhoramos nossa coordenação.
5 Flexibilidade: precisa dizer alguma coisa?
6 Tenacidade: musicalidade e ritmo.
7 Imaginação: tendência natural desenvolvida através da dança.
8 Expressão: a mais importante qualidade artística, também desenvolvida através da
dança.
- Manter o corpo bem erguido e puxado para cima. (isso ajudará a rodar as pernas para
fora e a se sentir mais leve e seguro).- Postura, firmeza nas costas
- Manter os ombros baixos.- Fechar o diafragma e encolher a barriga.- Deixar o pescoço
livre e relaxado.- Distribuir bem o corpo entre as duas pernas.- Subir os músculos da coxa
e esticar bem os joelhos.- Apertar as nádegas e virar as coxas para fora.- Executar os
passos com precisão, mas também dançá-los com sentimento, expressão e continuidade.
Os braços são fatores importantíssimos no Ballet. Eles devem ser a moldura o bailarino.
Cada escola de Ballet tem uma maneira de nomear as posições dos braços. Conheça as
posições da RAD (Academia Royal) e saiba como executá-las corretamente.
· Bras bas: os braços devem estar descontraídos, um pouco adiante do corpo e pouco
dobrados nos cotovelos, com os dedos continuando a curvatura dos braços para criar um
formato oval. Relaxe os ombros, mantenha os polegares próximos dos outros dedos e
procure não mostrar as costas das mãos.
· Demi seconde: posição preparatória aonde os braços são mantidos do lado do corpo, um
meio termo entre 2ª posição e bras bas.
· 1ª posição: os braços fazem um desenho oval à frente do corpo, sendo que as mãos
devem estar curvadas na altura do estômago. Relaxe os ombros, sustente os cotovelos e
vire as palmas da mão para si.
· 2ª posição: abra bem os braços, porém mantenha-os ligeiramente na frente dos ombros.
Eles devem estar relaxados e um pouco curvos, porém não deixe os cotovelos caírem. As
mãos devem estar voltadas para frente e os dedos flácidos e flexíveis.
· 3ª posição: é uma fusão da 2ª com a 1ª, ou seja, cada braço fica em uma posição.
· 4ª posição: esse é uma fusão da 2ª com a 5ª. Enquanto um braço está um pouco
recurvado ao lado, o outro está ligeiramente adiante da cabeça, também fazendo uma
graciosa curva (veja quinta posição).
· 5ª posição: os braços devem estar fazendo um desenho oval um pouco adiante da
cabeça, emoldurando o seu rosto. Não levante os ombros, e mantenha as palmas das
mãos voltadas para você.
As posições do corpo
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PÚBLICO/ou espelho_____
· Devant: na frente
· Derrière: atrás
· À la seconde: ao lado
· Croisé: cruzado. Considere, para iniciar, que croisé (cruzado) é quando as pernas estão
cruzadas em relação ao espectador (platéia). Se você vira de frente para o ponto 8 com a
perna direita na frente, está em croisé devant. O croisé devant também pode ser obtido
de frente para o ponto 2 com a perna esquerda na frente. Já o croisé derrière acontece de
frente para os mesmos pontos, sendo que no 8 a perna esquerda está atrás e no 2 a
perna direita está atrás.
· Effacé ou Ouverte. Significa apagado. Seu corpo está sempre "aberto", as pernas não se
cruzam, a linha do corpo fica aberto para o público. Quando se está de frente para o
ponto 8, a perna esquerda na frente indica effacé devant, sendo que a perna direita atrás
indica effacé derrière. Já de frente para o ponto 2, o effacé devant é quando a perna
direita está na frente, e o derrière é quando a perna esquerda está atrás. Concluindo:
para se obter o effacé devant, estica-se a perna que está mais longe do público (ou do
centro do palco),e para o effacé derrière, a que está mais perto.
· Ecarté: separado, afastado. Já a posição ecarté (separado) deixa a perna sempre à la
seconde (do lado, daí o nome "separado"), sendo que o corpo está de frente para as
diagonais (ponto 2 ou 8). Para obter o ecarté devant, levem a perna mais próxima do
público à la seconde. Já para o derrière, levem a perna mais distante à la seconde.
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O ballet foi baseado na concepção de que ao virar os pés e as pernas pra os lados
externos do corpo, isto é, para fora, não somente se conseguia atingir mais estabilidade e
maior facilidade na movimentação, como também maior beleza de linhas. Essa concepção
é chamada de en dehors (para fora), o que é adquirido lentamente sem ser forçado.
Porém, este movimento antinatural deve se tornar para um bailarino uma segunda
natureza. Portanto, no ballet, o princípio básico mais importante é o de aprender a virar
as pernas, que em sua posição normal estão para a frente, para os lados, com a ponta
dos pés para fora, os calcanhares para dentro, os joelhos e as coxas acompanhando as
pontas dos pés.
É importante adquirir a facilidade de virar as pernas en dehors a partir da coxa até o pé,
sem a ajuda dos quadris e do corpo. Porém, não é recomendável forçar demais os
principiantes para evitar defeitos posteriores nos pés e nos joelhos. Para tudo isso, porém,
é também necessário uma boa colocação dos pés, que devem estar relaxados e com o
peso do corpo bem distribuído (sem deixá-los cair nem para um lado nem para o outro).
Distribui-se o peso do corpo em cima do pé tomando como ponto de apoio o seu meio.
Além disso, quando no ar, o pé deve estar extremamente esticado, sendo que as pontas
dos dedos vão para baixo forçando assim o calcanhar para fora (frente).
· 1ª posição: Os pés devem estar unidos e virados para fora e os calcanhares juntos,
formando uma linha reta. Não esqueça, toda a perna deve rodar para fora, e não apenas
o pé. É possível, no início do aprendizado, afastar um pouco os calcanhares, uns dois ou
três dedos um do outro, devido à dificuldade existente em encostar as panturrilhas uma
na outra (válido também para quem tem perna em X). Não deixe seu pé cair para dentro.
· 2ª posição: Mesma "forma" da primeira posição, mas com os pés afastados. Ela tem o
tamanho de um degagé à la seconde, e essa distância não deve ser aumentada para
facilitar o encaixe do quadril durante o plié (para alongar o quadríceps e o tendão de
Aquiles). Assente no chão toda a superfície do pé, não deixe pender para nenhum dos
lados. Não se esqueça de, na hora do plié, manter sempre os joelhos para fora e o quadril
encaixado.
· 3ª posição: Cruze um pé até o meio em frente ao outro. O princípio é o mesmo: corpo
para cima, pernas viradas para fora, peso sobre as duas pernas, sem deixar o pé ceder
para algum lado.
· 4ª posição: Partindo da terceira posição, faça um degagé devant, assente o calcanhar
no chão e obtenha assim a quarta posição. É a posição mais difícil, pois um pé fica
exatamente na frente do outro, o que dificulta conservar o en dehors.
· 5ª posição: É a mais fechada das posições. Um pé fica totalmente colocado à frente do
outro, porém não se deve deixar apoiar o calcanhar nos dedos do outro pé.
· 6ª posição: É uma posição inventada por certas academias, onde os pés ficam paralelos
e fechados um do lado do outro. Serve para facilitar o aprendizado, mas não leva nenhum
dos princípios das posições anteriores.
· Corpo de baile - Grupo de dançarinos de uma companhia de balé, que aparece entre as
danças dos solistas.
· Coreografia - Termo usado no século XVlll para designar a arte de "anotação de danças"
e que agora significa "seqüência de passos e movimentos que compõem um balé".
· Adage, Adagio - significa devagar ou com descanso. Uma série de exercícios do Centro,
consistindo de uma sucessão de movimentos (simples ou muito complexos) lentos,
graciosos, executados com fluidez e aparente facilidade. Estes exercícios desenvolvem a
capacidade de sustentação, a estética.
· Allegro - Vivo, esperto. Todos os passos de elevação (saltos) tais como assemblés, jetés,
.... As qualidades mais importantes que se deve ter em mira num allegro são a leveza, a
suavidade, o balanço e a vivacidade.
· Dessus (se lê dessi)- Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de
base. Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
· Dessous (se lê dessu)- Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de
base. Por exemplo, em pas de bourrée dessous.
· En Dehors, - Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à
terre ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por
exemplo, em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma
pirouette é executada com a perna bem aberta, para fora.
· En Dedans, - Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna,
à terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra
frente. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedas. Em pirouettes o termo indica
que a pirouette é feito para dentro em relação à perna de base.
· Battement - Batida. Uma ação de batida da perna estendida ou dobrada. Há dois tipos
de batidas, grandes e pequenas. As pequenas batidas são: battements tendus, dégagés e
relevés: esticados, apartados, batidos e levantados.
· Plié = dobrado, flexão dos joelhos. Em todos os pliés os joelhos são abertos na direção
da ponta dos pés e o peso do corpo distribuído por igual em ambos os pés. O plié é um
movimento básico e fundamental, que serve para controlar o equilíbrio, fortalecer e
alongar os músculos, impulsionar e finalizar os saltos. Grand plié = as pernas dobram
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totalmente, até ficarem na horizontal. Demi plié = meio plié, as pernas dobram até a
metade, sem levantar o calcanhar do chão.
· O battement tendu = movimento dos pés de uma posição para a outra, sem levantar os
dedos do chão. O pé passa pela meia ponta antes de esticar, e deve pressionar o chão
quando arrasta. Esse movimento molda os pés, força o peito dos pés para fora. O
battement tendue ao lado deve ser feito quase em diagonal, seguindo a direção da ponta
dos pés, para não abrir muito na lateral.
· Coupé = cortado
· Detourné = virada
· Echappé = escapado
· Fondu = fundido
· Frappé = batido
· Glissade = deslizado
· Jeté = jogado
· Pás de Bourré = passo de Bourre
· Pás de Cheval = passo de Cavalo
· Pique = picado
· Retiré = retirado
· Relevé = levantado (com plié)
· Sauté = saltado
· Temps Lié = tempo ligado
· Temps Levé = tempo levantado
· en l'air - No ar. Indica: 1) que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de
jambe en lair; 2) que a perna em movimento (após ter sido aberta na segunda ou na
quarta posição) será levantada a uma posição de 45ª, 90ª ou 120ª.
· En croix - Em cruz. Fazer qualquer exercício en croix significa executá-lo em frente, ao
lado, atrás e de novo ao lado.
· Port de bras - 1) um movimento ou série de movimentos feitos com um braço ou braços
em diversas posições. A passagem dos braços de uma posição para outra. 2) termo para
um grupo de exercícios que torna o movimento dos braços mais gracioso e harmonioso.
· Reverence – Reverência, agradecimento.
Um bailarino precisa saber como lidar com seu instrumento de trabalho, o corpo. Se não
souber, pode enfrentar sérias complicações.
Se você estiver sentindo dores, e nenhum dos itens anteriores ajudar a melhorar, procure
um médico imediatamente. Pode ser um problema sério, como bursite, distensão,
contratura etc.
Alongamentos são os movimentos feitos para alongar os músculos. São muito importantes
para pessoas que fazem exercícios e fundamentais para os bailarinos que precisam de
flexibilidade e leveza. São movimentos fáceis, mas quando feitos de forma incorreta,
podem fazer mais mal do que bem, por isso é importante a orientação do professor. Para
alongar não é preciso forçar bruscamente os limites, é necessário que se pratique
devagar, especialmente no início, começar de leve e repetir todas as aulas para entrar em
forma. Aberturas de pernas e alongamentos mais difíceis devem ser feitos com o corpo
aquecido (em atividade física), no meio ou no final das aulas, nunca no começo, para
evitar distensões musculares.
Benefícios do alongamento1 Reduz as tensões musculares e dão a sensação de um corpo
mais relaxado2 Servem de benefícios para a coordenação3 Aumentam o âmbito de
movimentação4 Previne lesões como distensões musculares, pois um músculo alongado
resiste mais às tensões5 Facilita as atividades de desgaste6 Desenvolve a consciência
corporal e aprende a se conhecer7 Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões
emocionais
Atenção!
* Para evitar aquelas dores chatas nos músculos depois da aula, sempre se aqueça o
máximo possível antes desta. Mas atenção! Não pense em alongar-se bastante! Nunca
extrapole seus limites, pois a aula ainda vai começar, ou seja, você tem muito o que se
alongar ainda... Senão, isso poderá resultar em muita dor de cabeça (e de músculos)
depois.
Se você tiver sofrido algum problema físico, uma cirurgia nas articulações e
músculos, é bom consultar um médico antes de começar
um programa de exercícios ou alongamento.
Cãibra
A cãibra é uma retração involuntária e dolorosa do tecido muscular, que pode
comprometer desde uma pequena parte de um músculo até um grupo muscular inteiro.
Ela pode durar alguns segundos ou minutos.- Causas: a causa mais comum da cãibra nos
bailarinos é a fadiga muscular (cansaço), mas também pode ter outras origens como o
frio e a falta de potássio no organismo, que também é apontada como agente importante.
- Tratamento: O alongamento do músculo ou músculos comprometidos. Fontes de
Potássio: água de coco, fígado, laranja, banana, feijão, carne.
Distensão muscular
É a ruptura espontânea de várias fibras musculares causada por esforço, com dor súbita e
forte durante o movimento e que, às vezes, impossibilita que o músculo afetado se
movimente. A dor desaparece com o repouso, mas reaparece com o movimento.
- Causas: passos ou exercícios de difícil execução, bruscos ou pesados, feitos sem o
devido aquecimento prévio, são a principal causa da distensão. Os músculos mais
freqüentemente afetados são os internos da coxa e os da panturrilha. –
- Tratamento: primeiramente, parar com a atividade física imediatamente. Depois,
procurar um médico ou fisioterapeuta.
Entorse - torção
Ocorre quando o limite fisiológico de uma articulação é ultrapassado. Pode estar
acompanhado de distensão, ruptura total ou parcial dos ligamentos.
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22/01/2019 Apostilas de Ballet
- Causas: Como a maioria dos entorses na dança acontece nos joelhos e tornozelos,
quase sempre as causas são o piso inadequado que prende os pés enquanto o corpo
continua no movimento ou a torção dos tornozelos em exercícios na ponta ou na meia
ponta.
- Tratamento: Aplicar gelo sobre a articulação afetada durante 20 a 30 minutos, elevar o
ponto comprometido (se possível, acima do nível do peito) e encaminhar imediatamente
ao médico.
Tendinite
As mãos, os pés, o pescoço e todas as partes que se dobram, ou seja, praticamente o
corpo inteiro está repleto de tendões. Tendinite é a inflamação que acontece nos tendões.
- Essa inflamação pode ter duas causas. A primeira são esforços prolongados e
repetitivos, além de sobrecarga. Essa primeira causa é bem freqüente nas tendinites do
ballet... A segunda causa é a desidratação: quando os músculos e tendões não estão
suficientemente drenados devido à uma alimentação incorreta e toxinas no organismo.
A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da
pessoa em realizar certos movimentos, dores ao subir ou descer escadas, caminhar,
dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos. Há a necessidade de um bom
médico para diagnosticar corretamente o problema. Em primeiro lugar, porém, é preciso
repouso. Após um certo período, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia, para acelerar
o processo de cura. Se a tendinite não for tratada em tempo ou da maneira adequada,
pode haver seqüelas. A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após um
período de inflamação mal cuidado, por isso, é importante seguir todos os passos
indicados pelo médico para um pronto restabelecimento. Para prevenir a tendinite, deve-
se fazer exercícios sob critério de um profissional.
Estiramento muscular
É o alongamento voluntário ou involuntário de um músculo além do seu limite natural. É
caracterizado por dor muscular no local do estiramento no momento em que há o esforço,
e desaparece quando se volta ao repouso. A dor dura em média de 2 a 10 dias,
dependendo do caso, e pode desaparecer até mesmo sem tratamento se o músculo
afetado for poupado.
- Causas: um movimento descuidado, ou para o qual o músculo afetado não esteja
aquecido ou preparado para executar.
- Tratamento: repouso da parte afetada e compressa de gelo.
Unhas encravadas
A unha está encravada quando parte dela empurra o canto do dedo do pé. Este dedo
torna-se sensível ao tato, vermelho e inchado. Você deve ir a um médico pedólogo que se
encarregará de cortar este canto. Nesse período tente não usar sapatos fechados,
calçando sandálias ou mesmo ficando descalço o máximo possível para evitar a pressão
sobre a unha e coloque uma esponjinha (ou gaze, ou algodão) com fita adesiva no dedo
para evitar que a unha fique tocando a sapatilha durante a aula de ballet. Para prevenir
essas indesejáveis, corte MUITO BEM as unhas, deixando-as retas e evitando os cantos.
Bolhas
As bolhas ocorrem quando a pele é friccionada para frente e para trás de encontro ao
interior da sapatilha. A maioria das bolhas causadas pelo trabalho de ponta estoura e há
às vezes sangramento. Uma vez que a pele crua é exposta, a dor de dançar com uma
bolha aberta é enorme, por isso é melhor parar de dançar e tender à bolha do que
arriscar-se à piora e à infecção da área. Se um dedo do pé começar a criar bolhas
insistentemente, é aconselhável envolvê-lo com band-aid ou esparadrapo antes de cada
aula. Isto deve impedir que uma nova bolha se forme.
Sapatilha de Ponta
ATENÇÃO!
Não são todos que devem dançar na ponta! A decisão para começar o trabalho da ponta
deve ser feita somente por um professor hábil e conhecedor do ballet. Os estudantes que
sobem na ponta antes de estarem fisicamente preparados correm um grande risco,
construindo maus hábitos que podem levar anos para serem corrigidos. Mais sério ainda é
o potencial para ferimentos ou os danos permanentes à estrutura dos ossos ou dos
músculos dos pés, além do grande desapontamento em vista do pouco progresso
alcançado.
Observações - é importante que estudantes e pais compreendam que as orientações
listadas acima são exigências de idade e técnica que nem sempre são seguidas por todos
os professores, afinal, há diferentes critérios para se iniciar o trabalho em pontas. Apesar
disso, considerar esses aspectos é sempre importante. É tudo uma questão de tempo,
basta aguardar um pouco!
23 comentários:
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22/01/2019 Apostilas de Ballet
Beijos!
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Beijinhos!!
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Obrigada!!!
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22/01/2019 Apostilas de Ballet
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Grata!
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Apostila de Ballet – Prof. Carolina Carvalho Cap ...
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Ballet terminology reflects its historical progression and cultural connections, predominantly through its use of French as a lingua franca tracing back to the art's development during the Renaissance. These terms, embodying the art's structured elegance, also echo ballet's assimilation of movements from various cultural traditions like Italian precision or romantic expressiveness, revealing a synthesis of diverse performative elements across cultures .
Classical ballet positions have seen modern adaptations and variations reflecting changes in teaching methods and artistic preferences. Traditionally fixed, some academies have introduced new positions, such as the '6th position', which places feet parallel and aids beginners in learning proper alignment. Although such modifications do not adhere to classical position principles, they are part of evolving pedagogy intended to ease initial learning phases and adaptation to ballet techniques .
Historical elements of dance have significantly influenced modern ballet styles through the integration of cultural, social, and performative aspects. Original forms like the Greek theatrical dances, which emphasized storytelling and expression, have informed ballet's expressive storytelling capability. In turn, ballet evolved by adapting these elements into a regimented form that contemporary styles further explore by incorporating elements from folk dance, social dance, and modern interpretative dance, creating a diverse and rich expression pool .
The history of ballet reflects its evolution from primitive dance, which was instinctive with basic steps and gestures, to a structured and sophisticated art form. It originated in Italy about 500 years ago, transforming primitive movements into a dance of elaborated steps and figures designed for one or more participants. This transformation marks the transition from rudimentary, instinct-driven dances to techniques that require training and discipline .
Beginning pointe work prematurely poses risks like improper development leading to muscle and bone injuries, and the formation of poor technique habits that are difficult to correct. To mitigate these risks, pointe work should only commence when the dancer possesses requisite physical maturity, strength, and technical foundation, assessed by competent instructors. Properly fitting pointe shoes and attention to technique can further reduce injury risks and ensure safe practice .
The use of dance in rituals and storytelling remains integral to current ballet through narrative ballets and thematic performances that convey complex stories and emotions similar to ancient rituals. Ballet continues to adapt these story-driven approaches in performances, maintaining the legacy of using dance as a powerful narrative instrument. This cultural continuity highlights the enduring nature of dance as a means of expression and storytelling evolved over centuries .
The 'en dehors' concept in ballet involves turning the feet and legs outward from the hips to achieve stability, movement ease, and aesthetically pleasing lines. Mastery of this technique is crucial as it underpins movement execution and helps dancers perform with the desired grace and poise required in ballet. This foundational element is learned progressively to prevent injury, focusing on turning from the thigh through to the toes without relying on the hips and body .
Body alignment and weight distribution are pivotal for balance and stability in ballet. Proper alignment involves correctly positioning the spine, hips, and feet, ensuring weight is evenly distributed across the body, hindering excessive stress on joints. A dancer must engage core muscles to maintain posture while distributing weight between both feet or through the correct pivot points, facilitating controlled, stable movement execution .
Using explicit directional orientations like 'devant' (front), 'derrière' (back), and 'à la seconde' (aside) enhances pedagogical outcomes by providing clear, consistent guidelines for bodily orientation and spatial awareness in ballet training. This clarity helps dancers visualize their positions relative to the stage or room, improving posture and movement accuracy. It also facilitates complex choreography understanding, crucial for stage performance alignment .
The French language is significant in classical ballet as it is the international language used globally for ballet terminology. This uniformity allows dancers to follow classes or rehearsal instructions anywhere in the world, overcoming potential language barriers. Initially, ballet students may find French challenging, but learning it eventually becomes beneficial, facilitating their education and career in ballet .