CORROSÃO
OBJETIVOS
1. IDENTIFICAR OS PROCESSOS DE
CORROSÃO,, BEM COMO OS
MÉTODOS PARA PREVENI-
PREVENI-LOS;
2. RELACIONAR A IMPORTÂNCIA DAS
CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS E
SUA INFLUÊNCIA SOBRE A
MANUTENÇÃO DO MATERIAL
AERONÁUTICO.
ROTEIRO
1. DEFINIÇÃO
à DO PROBLEMA;
2. FATORES ECONÔMICOS E DE SEGURANÇA;
3
3. MECANISMOS DE CORROSÃO
4. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O MEIO;
5. INFLUÊNCIA DO MEIO AMBIENTE;;
6. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A MORFOLOGIA;
7. COMBATE À CORROSÃO;
8. PROGRAMA DE PREVENÇÃO Ã E CONTROLE DE
CORROSÃO;;
CORROSÃO
9. SEQUÊNCIA LÓGICA DE MEDIDAS DE COMBATE À
CORROSÃO..
CORROSÃO
O que é corrosão?
Corrosão é definida como um
ataque destrutivo e não intencional
de um metal;
Esse ataque é eletroquímico e,
normalmente
normalmente, tem seu inicio na
superfície do material;
O pproblema de corrosão metálica é
de proporções significativas; em
termos econômicos.
E i t um grande
Existe d interesse
i t prático
áti
neste estudo uma vez que a
corrosão causa um prejuízo
estimado em torno de 1,5 a 3,5%
do PIB nos países industrializados
industrializados..
CUSTO DA CORROSÃO
•DIRETOS
Aqueles atribuídos aos proprietários ou
operadores das estruturas, fabricantes de
produtos e fornecedores de serviços:
• Material adicional de sobre espessura;
• Materiais mais resistentes;
• Materiais para prevenir a corrosão;
• Reposição das partes corroídas;
• Perda de produtividade.
produtividade
CUSTO DA CORROSÃO
INDIRETOS
São os custos previsíveis e, a
princípio,
p p , intangíveis
g ou imensuráveis:
• Atrasos;;
• Litígios;
• Multas;;
• Indenizações;
• Desgaste
g de imagem;
g ;
• Danos ambientais;
• Custos compensatórios.
p
CUSTO DOS MEIOS DE
COMBATE À CORROSÃO
à (US$)
Fonte: Fonte: Corrosion Cost and Preventive Strategies in the
United States, R in the United States, Report by CC Technologies
eport by CC Technologies
FHWA FHWA-RD RD-01 01-156, September 2001
CUSTO DA CORROSÃO
NO BRASIL
Considerando o PIB brasileiro da ordem de US$
500 bilhões, podemos estimar:
Custo total anual da corrosão:
3% PIB ou US$ 15 bilhões;
Custo direto anual dos meios de combate à
corrosão 1,38% PIB ou US$ 6,9 bilhões;
Adotando-se
Ad t d práticas
áti já conhecidas
h id e adequadas
d d
ao controle e combate à corrosão, podem ser
economizados anualmente 1% PIB ou US$ 5
bilhões.
PRINCIPAIS CONSEQÜÊNCIAS
Perda de material → desgaste do equipamento,
diminuição da vida útil e aumento do custo de
manutenção;
Contaminação do fluido de processo em contato com o
metal;
Contaminação do meio ambiente, poluição e mudanças
d
das características
t í ti d
das vidas
id circunvizinhas;
i i i h
Desastres catastróficos.
CORROSÃO EM MATERIAIS
METÁLICOS
Para materiais metálicos, o processo de
corrosão é normalmente eletroquímico, isto
é, uma reação química na qual existe a
transferência de elétrons a partir de um
componente químico para outro.
outro.
Para seu estudo, os processos de
corrosão podem ser classificados
segundo o MEIO em que ocorrem e
segundo sua MORFOLOGIA
MORFOLOGIA..
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O MEIO
1- CORROSÃO QUÍMICA:
São os casos em que o metal reage com
um meioi não
ã iônico
iô i como, por exemplo,
l
ocorre no caso de oxidação ao ar a alta
t
temperatura.
temperatura
t . Não
Nã há fluxo
fl d elétrons
de lét
envolvido no processo
processo..
Ex.: Ação
ç de álcalis sobre o alumínio e
suas ligas
Ação de ácido sulfúrico sobre o
ferro e suas ligas.
2-CORROSÃO ELETROQUÍMICA:
O processo de corrosão eletroquímica é
devido ao fluxo de elétrons, que se desloca de
uma área
á d superfície
da fí i metálica
táli para a outra.
t
Esse movimento de elétrons é devido a
diferença de potencial
potencial, de natureza
eletroquímica, que se estabelece entre as
regiões.
A corrosão eletroquímica envolve a
presença de uma solução que permite o
movimento dos íons.
í
Corrosão Eletroquímica
CONDIÇÕES
Õ NECESSÁRIAS
Á PARA OCORRER
A CORROSÃO ELETROQUÍMICA
– área anódica,, onde ocorrerá reações
ç
de oxidação do metal;
– área catódica, área onde ocorrerá
reações de redução;
– eletrólito,
eletrólito fluido condutor que
transporta a corrente elétrica do
anodo ao catodo;
–circuito metálico, ligação entre o
anodo
d e o catodo
t d (“Pilha
(“Pilh G
Galvânica”).
l â i ”)
Reações
eações Anódicas
ód cas
Reações Catódicas
Exemplos:
O2+
O2 2H2O + 44e-→4OH-
4OH (redução
( d ã d do
oxigênio)
2H2O + 2e →H2+ 2OH- ( ç
(formação do
hidrogênio)
Cu2++ 2e-→Cu (deposição do cobre)
Fe3++ e-→Fe2+ (redução do íon
férrico)
Requisitos básicos
• anodo
• catodo
• eletrólito
• condutor p/ fluxo de corrente
• A corrente que circula entre a área anódica e
catódica é função da diferença de potencial entre
os dois elementos,
elementos e que será função dos metais
em contato e do meio que circunvizinha;
• Eliminando
Eli i d um elemento
l t d
da pilha
ilh galvânica
l â i
automaticamente a corrosão cessará.
A velocidade de desgaste do material é
função de diversos parâmetros, entre os
quais podem ser citados:
-irregularidades
g micro estruturais;
-estado de tensões;;
-metais diferentes em contato;;
-natureza
natureza e concentração dos
contaminantes do fluido;
-tipo de óxido formado .
Pilha de corrosão formada por materiais de
natureza química diferente
É também conhecida como corrosão galvânica
A diferença de potencial que leva à
corrosão
ã eletroquímica
í é devido ao
contato de dois materiais de natureza
química
í diferente em presença de um
eletrólito..
eletrólito
Exemplo:: Uma peça de Cu e outra de
Exemplo
Ferro em contato com a água g g
salgada.
salgada. O
Ferro tem maior tendência de se oxidar
que o Cu, então o Fe sofrerá corrosão
q
intensa..
intensa
CORROSÃO ELETROQUÍMICA:
TIPOS DE PILHAS OU CÉLULAS
ELETROQUÍMICAS
Pilha de corrosão formada por materiais
de natureza química diferente;
Pilha de corrosão formada pelo mesmo
mate ial
material, mas de elet ólitos
eletrólitos de
concentração diferentes;
Pilha de corrosão formada pelo mesmo
material e mesmo eletrólito, porém com
teores de gases dissolvidos diferentes;
Pilha de corrosão de temperaturas
p
diferentes.
CORROSÃO ELETROQUÍMICA:
TIPOS DE PILHAS OU CÉLULAS
ELETROQUÍMICAS
Pilha ativa-passiva;
Pilh
Pilha de
d açãoã local.
l l
Pilha de corrosão formada pelo mesmo material
e mesmo eletrólito
eletrólito, porém com teores de gases
dissolvidos diferentes
É também chamada de corrosão por
aeração diferenciada
diferenciada..
Observa-se que quando o oxigênio
Observa-
do ar tem acesso à superfície úmida
do metal a corrosão aumenta, sendo
MAIS INTENSA NA PARTE COM
DEFICIÊNCIA
Ê EM OXIGÊNIO.
OXIGÊNIO
Ê .
Pilha de corrosão formada pelo mesmo material
e mesmo eletrólito,
l t ólit porém
é com tteores d
de gases
dissolvidos diferentes
No cátodo:
cátodo:
H2O + ½ O2 + 2 elétrons 2 (OH-)
MAIS AERADO
Os elétrons para a redução da água
vem das áreas deficientes em
oxigênio..
oxigênio
No ânodo:
ânodo:
OCORRE A OXIDAÇÃO DO MATERIAL
NAS ÁREAS MENOS AERADAS
Pilha de corrosão formada pelo mesmo material
e mesmo eletrólito,
l t ólit porém
é com tteores d
de gases
dissolvidos diferentes
Sujeiras, trincas, fissuras, etc.
etc. atuam
como focos para a corrosão (levando à
corrosão localizada) porque são regiões
menos aeradas
aeradas..
A acumulação de sujeiras, óxidos
(ferrugem) dificultam a passagem de
Oxigênio agravando a corrosão.
corrosão.
EXEMPLO: CORROSÃO DO FERRO POR
AERAÇÃO DIFERENCIADA
Fe + ar úmido (oxigênio + água)
N ânodo
No â d : REGIÃO MENOS AERADA
ânodo:
Fe (s) Fe+2 + 2 elétrons E= + 0,440
Volts
No cátodo:
cátodo: REGIÃO MAIS AERADA
H2O + ½ O2 + 2 elétrons 2 (OH-) E= + 0,401
Volts
Logo::
Logo
Fe+2 + 2 (OH-) Fe(OH)2
– O Fe(OH)2 continua se oxidando e forma a ferrugem
2 Fe(OH)2 + ½ O2 + H2O 2 Fe(OH-)3 ou Fe2O3.H2O
Pilha de concentração iônica
Pilha forma por
p material metálico de
mesma natureza, em contato com
soluções
ç de concentrações
ç diferentes.
diferentes.
Pilha de corrosão de temperaturas
diferentes
Em geral, o aumento da temperatura
aumenta a velocidade de corrosão,
corrosão
porque aumenta a difusão.
difusão.
Por outro lado, a temperatura também
pode diminuir a velocidade de corrosão
através da eliminação de gases, como O2
por exemplo
exemplo..
Pilha ativa-
ativa-passiva
Alguns metais tendem a tornar tornar--se
passivos devido à formação de uma
película fina e aderente de óxido ou outro
composto insolúvel
insolúvel;;
A passivação faz com que estes metais
funcionem como áreas catódicas;
catódicas;
O íon
í cloreto
l d
destróió essa passivação
ã ou
impede a sua formação.
formação. Daí o ataque a
aços inoxidáveis
dá por meios corrosivos
contendo cloretos
cloretos..
Pilha ativa-
ativa-passiva
A destruição da passividade também
pode ocorrer por meio de riscos na
camada de óxido, expondo a superfície
metálica ativa que funcionaria como
anodo
Pilha de ação local
Quando os anodos e os catodos estão
Q
em contato direto, em presença de um
eletrólito,, formam uma p
pilha de ação
ç
local..
local
INFLUÊNCIA DO MEIO AMBIENTE
FORMAS DE CORROSÃO
• UNIFORME
• LOCALIZADA
CORROSÃO
à UNIFORME
- É a forma menos agressiva de corrosão. O ataque,
neste caso,, se estende de forma homogênea
g sobre
toda a superfície metálica, e sua penetração média
é igual em todos os pontos.
- A perda de espessura é constante, podendo variar
de acordo com as características do meio.
- Facilmente detectada pelos métodos de inspeção
externa ao equipamento e pelos métodos
convencionais
i i de
d monitoramento
it t da
d corrosão.
ã
CORROSÃO UNIFORME
• PERDA DE MASSA
RELATIVAMENTE UNIFORME EM
TODA A SUA EXTENSÃO;
• REDUÇÃO DE ESPESSURA
UNIFORME;
• PERDA DE MASSA
SIGNIFICATIVA ;
• VISÍVEL;
• DETECÇÃO
à E AVALIAÇÃO
Ã
RELATIVATE FÁCIL.
CORROSÃO LOCALIZADA
• Ocorre em regiões localizadas do metal exposto ao
meio corrosivo;
• Difícil detecção pelos métodos convencionais de
inspeção e monitoramento da corrosão;
• Principais agentes: acúmulo de água, dureza
elevadas,segregações metalúrgicas, natureza e
resistência do óxido formado e composição do meio.
CORROSÃO LOCALIZADA
• FORMAÇÃO DE SÍTIOS
ANÓDICOS;
• ESTABELECIMENTO DE ZONAS
PREFERENCIAIS DE ATAQUE;
• PERDA DE MASSA DE FORMA
NÃO UNIFORME E NEM SEMPRE
SIGNIFICATIVA;
• MAIOR GRAVIDADE DO Q
QUE A
CORROSÃO UNIF.:
PERFURAÇÕES, TRINCAMENTOS,
VAZAMENTOS ETC.
• DIFÍCIL DETECÇÃO E
AVALIAÇÃO
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão Alveolar
Característica: corrosão com a forma de alvéolos.
Desgaste localizado com diâmetro maior que a
profundidade.
• Corrosão Intergranular
Característica: trincamento associado a corrosão
que ocorre nas adjacências do contorno de grão da
rede cristalina. Pode ocorrer fratura sem nenhuma
perda de espessura
p p aparente.
p
• Corrosão Transgranular
Característica: trincamento associado a corrosão
que ocorre no interior do grão da rede cristalina.
Pode ocorrer fratura sem nenhuma perda de
espessura aparente.
• Corrosão Puntiforme ou p
por Pite
Característica: corrosão com a forma de
protuberância,
b â i pite.
i Desgaste localizado
l li d
com profundidade maior que o diâmetro.
Este tipo de ataque,
ataque assim como a
intergranular e intragranular, é uma das
formas mais p perigosas
g em qque a corrosão
pode se apresentar. O ataque se localiza
em um ponto isolado da superfície metálica
e se propaga até té o interior
i t i d
do metal,
t l
muitas vezes transpassando.
• Corrosão
C ã sob
b Frestas
F t
Característica: é uma variação da corrosão
puntiforme. Ocorre em locais com
depressões
p e cavidades com fluido
estagnado, onde o suprimento de oxigênio
fica de difícil acesso. No interior das fretas
o meioi poded atingir
ti i pHH bastante
b t t baixos,
b i
acelerando a corrosão.
• Corrosão Galvânica
Característica: corrosão que ocorre quando dois
materiais, com potenciais diferentes, estão em contato.
A velocidade de corrosão será tanto maior quanto maior
f
for a diferença
dif d
de potencial
t i l eletroquímico
l t í i entre
t os
materiais em contato.
• Corrosão sob Tensão
Característica: trincamento associado a corrosão,,
podendo as trincas ocorrerem de forma ramificada ou
não, inter ou transgranular nos grãos da rede cristalina,
com o atenuante de ter uma maior taxa de propagação
da trinca em função do nível de tensão imposto ao metal
e a resistência mecânica do mesmo.
• Corrosão Microbiológica
Característica: corrosão devido a ação de
Microorganismos (bactérias, fungos, algas) que
podem atacar os metais através de produção de
ácidos minerais ou orgânicos, destruição da
camada passivadora ou revestimento protetores,
protetores
entre outros.
• Empolamento pelo Hidrogênio
Característica: acúmulo de hidrogênio atômico
nas regiões de segregação ou vazios formando o
hidrogênio molecular. Com o resfriamento
aumenta a pressão interna e formando cavidades
(bolhas), associado ou não a tricamento entre as
cavidades.
• Corrosão Filiforme
Característica: A corrosão filiforme se processa
p
sob a forma de finos filamentos que se propagam
em diferentes direções e que não se cruzam.
Ocorre geralmente em superfícies metálicas
revestidas com filmes poliméricos,
poliméricos tintas ou
metais ocosionando o deslocamento do
revestimento.
ti t
• Corrosão ppor pplacas
Característica: a corrosão se localiza em regiões da
superfície metálica e não em toda a sua extensão,
formando placas com escavações.
escavações
• Corrosão por Esfoliação
Característica: corrosão se processa na forma paralela a
superfície metálica. Ocorre em materiais que foram
deformados ou extrudados.
extrudados Nestes casos os grãos,
grãos
segregações e inclusões ficam deformados. A corrosão se
apresenta na forma de placas.
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão por Pites
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão Galvânica
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão sob Tensão
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão em Fresta
PRINCIPAIS FORMAS
• Corrosão Microbiológica
COMBATE À CORROSÃO
REVESTIMENTOS PROTETORES
REMOÇÃO
Ç Q
QUÍMICA DA CORROSÃO
REMOÇÃO MECÂNICA DA CORROSÃO
REVESTIMENTOS PROTETORES
Nem todos os revestimentos têm as mesmas
propriedades.. Devem-
propriedades Devem-se usar o mais adequado à
situação..
situação
Existem 2 grupos
grupos::
Revestimentos Inorgânicos:
Inorgânicos: São os que se compõe de
materiais metálicos
Ex.:
Ex .: Revestimentos galvânicos
São mais perigosos de trabalhar e mais caros
Revestimentos Orgânicos:
Orgânicos: São os que se compõe ,
principalmente de materiais orgânicos ou sintéticos
sintéticos..
Ex.:
Ex .: Pintura
Se aplicados corretamente, protegem melhor que um
revestimento inorgânico
â
RECOBRIMENTO DO METAL COM OUTRO
METAL MAIS RESISTENTE À CORROSÃO
Separa o metal do meio
meio..
Exemplo:
Exemplo: Cromagem, Niquelagem,
Alclads, folhas de flandres, revestimento
de arames com Cobre, etc.
etc.
Dependendo
epe de do do revestimento
e est e to e do
material revestido, pode haver formação
de uma
d u a pilha
p a dde corrosão
o o ão qua
quando
do houver
ou
rompimento do revestimento em algum
ponto,, acelerando assim o p
p processo de
corrosão..
corrosão
PROTEÇÃO
Ç GALVÂNICA
Recobrimento com um metal mais eletropositivo
(menos
( resistente à corrosão))
Exemplo:: Recobrimento do aço com Zinco.
Exemplo Zinco.
O Zinco é mais eletropositivo que o Ferro, então
enquanto houver Zinco o aço ou ferro esta
protegido.. Veja os potenciais de oxidação do Fe e
protegido
Zn::
Zn
oxi do Zinco= + 0,763 Volts
oxi do Ferro= + 0,440 Volts
PROTEÇÃO ELETROLÍTICA
OU PROTEÇÃO
Ç CATÓDICA
Utiliza--se o processo de formação de
Utiliza
pares metálicos (UM É DE SACRIFÍCIO),
que consiste em unirunir--se intimamente o
metal a ser protegido com o metal
protetor
protetor, o qual deve ser mais
eletropositivo (MAIOR POTÊNCIAL DE
OXIDAÇÃO NO MEIO) que o primeiro,
primeiro ou
seja, deve apresentar um maior
tendência de sofrer corrosão
corrosão..
É muito comum usar ânodos de
sacrifícios em tubulações de ferro ou aço
em subsolo e em navios e tanques.
tanques.
ÂNODOS DE SACRIFÍCIO MAIS
COMUNS PARA FERRO E AÇO
Ç
Zn
Al
Mg
MATERIAIS CERÂMICOS
São relativamente inertes à
temperatura ambiente
Alguns só são atacados à altas
temperaturas por metais líquidos
O processo ded corrosão
ã por
dissolução é mais comum nas
cerâmicas
â i do
d que a corrosão ã
eletroquímica
MATERIAIS POLIMÉRICOS
Quando expostos à certos
líquidos os polímeros podem ser
atacados ou dissolvidos
A exposição dos polímeros à
radiação
di ã e ao calor
l pode
d promover
a quebra de ligações e com isso a
deterioração de suas propriedades
físicas..
físicas
MATERIAIS POLIMÉRICOS
REMOÇÃO QUÍMICA DE CORROSÃO
É recomendada para quando estas
substâncias químicas não causem danos
estruturais, nem no local da corrosão nem ao
redor do mesmo.
mesmo. A remoção química da
corrosão, corretamente efetuada, causa
menor redução na espessura da seção
trabalhada que os métodos mecânicos
mecânicos..
i i das
A maioria d b tâ i
substâncias í i
químicas que se
usam na remoção de corrosão são
substâncias ácidas,
ácidas portanto quem trabalhar
com elas deve ter muito cuidado.
cuidado.
REMOÇÃO QUÍMICA DE CORROSÃO
PASSIVAÇÃO
É o processo de desativação de uma superfície
í metálica
á
que está quimicamente ativa em relação ao ambiente,
produzindo--se uma camada,, p
produzindo
p por meio de ação
ç química,,
q
resistente à corrosão.
corrosão.
Passivação do alumínio
São utilizados, de um modo geral, sais de ácido crômico
- Ardrox 44, Alodine 1000 e 1100 (MIL-
(MIL-C-5541)
Ob .: O ácido
Obs.:
Obs á id crômico
ô i tó i
é tóxico, t t é obrigatório
portanto b i tó i o
uso de EPI.
EPI.
Também p provoca incêndio q
quando se ppõe em contato
com solventes de pintura.
REMOÇÃO
Ç DA CORROSÃO
EM METAIS FERROSOS
A remoção química de corrosão de
corrosão em aços é o fosfatizante
(MIL--C-10578
(MIL 10578)),
10578),
) que é usadod para
aços e ligas de cobre
cobre.. É um
composto a base de ácido fosfórico.
fosfórico.
Remoção e tratamento da corrosão
Remoção Química Fosfatizantes
Remoção Mecânica
* Lixamento manual ou com máquinas
pne máti
pneumáticas;
* Jateamento seco ou úmido;
* Raspagem com espátula;
* Escovamento com escovas especiais;
* Polimento mecânico; e
* Esmerilhamento.
Obs.: Após a remoção da corrosão, é necessário consultar a
T.O. (Ordem Técnica) de estruturas ou de corrosão da
aeronave ou equipamento para verificar se há limite de
espessura ou outra restrição em relação à área trabalhada.
S
Somentet após
ó este
t procedimento
di t será
á possível
í l efetuar
f t o
tratamento superficial previsto no manual de manutenção.
ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS QUÍMICOS
UTILIZADOS NA REMOÇÃO DE CORROSÃO
Área de armazenamento deve ser
fresca e com ventilação
Deve estar fora da área de ação de
raios solares e de risco de incêndio
Local deve ser o mais seco possível
Obs. 1: Se houver derramamento de ácido será
preciso neutralizá-
neutralizá-lo,
lo para impedir lesões pessoais e
materiais, com uma solução de bicarbonato de sódio
20%
Obs. 2: Para neutralizar o derramamento de uma
solução alcalina utiliza-
utiliza-se uma solução de ácido acético
5%
Métodos de prevenção e controle de
corrosão
- Programa de manutenção
preventiva
- Limpeza das aeronaves
- Controle da corrosão
- Seqüência lógica de combate à
corrosão
Remoção e tratamento da corrosão
Registro da corrosão
Observação periódica
PROGRAMA DE MANUTENÇÃO
Ç
PREVENTIVA
IMA 66-
66-9 Programa de
Prevenção, Controle e Combate
de Corrosão (PPCC)
É o conjunto
j de atividades e
responsabilidades envolvendo
todos os Órgãos do SISMA
Subordinação
ç Técnica das Agências
g de
Corrosão
AGÊNCIAS DE SEGUNDA ORDEM
(Grupos, Esquadrões e Esquadrilhas)
Responsabilidades: Cumprir as atribuições previstas na IMA e enviar o
Relatório Trimestral de Corrosão na segunda quinzena dos meses de
dezembro, março, junho e setembro.
AGÊNCIAS DE PRIMEIRA ORDEM
(Bases Aéreas, Escolas o outros Operadores Especiais ou
isolados)
Responsabilidades:
p Cumprir
p as atribuições
ç prevista
p na IMA e enviar o
Relatório Trimestral de Corrosão nos 10 (dez) primeiros dias dos
meses de março, junho, setembro e dezembro.
AGÊNCIAS
Ê PRINCIPAIS
(PAMAs)
Responsabilidades: Cumprir as atribuições prevista na IMA e enviar o
Relatório
ó Semestral de Corrosão
ã nos 10 (dez) primeiros dias dos
meses de abril e outubro.
Subordinação Técnica das Agências de
C
Corrosão
ã
AGÊNCIA CENTRAL
(PAMA--AF))
((PAMA
Responsabilidades: Cumprir as atribuições prevista
na IMA e enviar, anualmente, até 30 (trinta) de
novembro o Programa Geral de Prevenção,
novembro, Prevenção Controle
e Combate da Corrosão, à agência Coordenadora.
AGÊNCIA COORDENADORA
(DIRMAB)
Responsabilidades:
R bilid d Manter
M t uma liligação
ã sistêmica
i tê i
com os Agentes de todas as Ordens.
Conjunto de atividades e responsabilidades específicas
relacionadas
l i d com a prevenção, ã combate
b t e controle
t l dda
corrosão
1) Estabelecer um programa adequado de limpeza das
aeronaves (OTMA 1-1-1);
2) Estabelecer um programa de inspeção detalhada para a
corrosão e os estragos ocorridos nos acabamentos e
revestimentos protetores;
protetores;
3) Executar o tratamento para a corrosão e restaurar os
acabamentos e revestimentos protetores ( tintas,
selantes, borracha etc.
etc.);
4) Efetuar
Efet a umama lavagem
la agem imediata após a ocorrência
o o ên ia de um m
derramamento acidental de produtos químicos
corrosivos tais como ácidos, sais, fertilizantes,
inseticidas, espuma ou líquido
í de extintores de incêndio,
ê
resíduos alimentares etc.;
etc.;
Conjunto de atividades e responsabilidades específicas
relacionadas com a prevenção, combate e controle da corrosão
5) Executar lubrificação
ã periódica;
periódica
ó ;
6) Aplicar revestimentos suplementares, caso seja
necessário;;
necessário
7) Remover manualmente os componentes ou partes
para reparos ou outras ações
ações;;
8) Executar inspeções rotineiras de drenagem e/ou
remoção de umidade nas áreas onde se localizam os
furos para a drenagem, e verificar se estão
desobstruídos;;
desobstruídos
9) Executar diariamente drenagem nas cavidades de
entrada de combustível para remover acúmulo de
água ou outros tipos de contaminantes
contaminantes;;
10)) Inspecionar com freqüência as áreas de isolamento
10
acústico, onde materiais como feltro, espuma
plástica borracha e outros absorventes são usados
plástica, usados;;
Conjunto de atividades e responsabilidades
específicas
ífi relacionadas
l i d com a prevenção,
ã combate
b t
e controle da corrosão
11) Comunicar os problemas graves de
11)
corrosão à Agência Responsável, para que ela
providencie as medidas cabíveis, que
possibilite eliminá
eliminá--los
los;;
12)) Diariamente deve-
12 deve-se limpar as superfícies
sujeitas a respingos dos cilindros hidráulicos
etc.;
etc
t .; e
13) Proteger os equipamentos contra a água,
umidade e poeira,
poeira usando cobertura,
cobertura
embalagem e estocagem adequadas.
LIMPEZA DAS AERONAVES
É o p primeiro passo
p para a p
p prevenção
ç da
corrosão
A aeronave deve
d ser limpa
li regularmente
l d modo
de d a:
1) Combater a corrosão pela remoção de depósitos de sais,
sujidades e eletrólitos;
eletrólitos;
2) Manter a visibilidade através de janelas;
janelas;
3) Possibilitar uma inspeção completa da corrosão e seus
danos;;
danos
4) Manter a eficiência das turbinas;
turbinas;
5) Reduzir riscos de fogo pela remoção de acúmulos de
vazamento de fluídos
fluídos;;
6) Melhorar a aparência geral;
geral;
7)Assegurar a eficiência da aerodinâmica da aeronave;
aeronave; e
8) Manter características especiais da pintura.
Uma filosofia de prevenção
p ç
adequada deve levar em conta a idade
da frota da aeronave e adotar uma
postura ativa,
ativa que busque eliminar as
causas primárias da corrosão e não
apenas reparar os danos causados.
causados.
Controle da corrosão
SEQÜÊNCIA LÓGICA DE COMBATE À CORROSÃO
Identificação do material atacado;
atacado;
Identificação dos metais envolvidos no
processo;;
processo
Classificação do tipo e forma
forma;;
Causas da corrosão;
corrosão;
Remoção da corrosão
corrosão;;
Comparação com os limites de remoção
de metais previstos em Ordem Técnica
Técnica;;
Tratamento;;
Tratamento
Registro do problema
problema;; e
Observação periódica.
periódica.
Classificação
ç da corrosão p por níveis
de importância
Não se trata de classificar a corrosão como
leve ou severa
severa;;
O objetivo é indicar se está ou não
havendo uma falha no PPCC ou nos
recursos materiais e/ou humanos
empregados..
empregados
Classificação
ç da corrosão p por níveis
de importância
NÍVEL 1
Corrosão leve, decorrente da ação natural do meio
ambiente sobre as aeronaves,
aeronaves ou qualquer outro tipo de
corrosão, mesmo que seja severa, resultante de eventos
atípicos, que não indiquem falhas no PPCC ou na
manutenção das aeronaves
aeronaves;;
NÍVEL 2
Corrosão em qualquer grau de severidade, resultante de
eventos q
que indiquem
q falhas no PPCC ou na manutenção
ç
das aeronaves, mas que não caracterizem um perigo
potencial à aeronavegabilidade da frota;
frota;
Classificação
ç da corrosão p por níveis
de importância
NÍVEL
Í 3
Corrosão em qualquer grau de severidade, resultante de
eventos que indiquem falhas no PPCC ou na
manutenção das aeronaves, e que caracterizem um
perigo potencial à aeronavegabilidade da frota.
frota.
Neste caso
caso, exige ação imediata no tocante às
inspeções nas demais aeronaves, visando (sempre)
garantir a segurança de vôo
vôo..
REGISTRO DA CORROSÃO
É de grande importância que todo e qualquer
problema de corrosão seja devidamente registrado
em uma ficha ou livro pertencente à cada avião,
constando::
constando
a)) Ambiente
A bi t corrosivo;
corrosivo
i ;
b) Natureza do material atacado;
atacado;
c)) Metais diretamente ligados
g ao pproblema de
corrosão;;
corrosão
d) Forma e tipo de corrosão;
corrosão;
e) Causas de corrosão ( quando possível ); e
f) Medidas corretivas.
corretivas.
Estes dados devem ser preenchidos pelo inspetor de
estruturas
t t ou dde corrosão
ã auxiliado
ili d por ttodo
d pessoall
de manutenção, principalmente você. Sempre que se
detectar e tratar processos corrosivos em aeronaves
aeronáuticos as informações
e equipamentos aeronáuticos,
indicadas devem ser enviadas à Agência de Corrosão
OBSERVAÇÃO
Ç PERIÓDICA
Também é indispensável observações periódicas em
áreas que não tenham sido atacadas e reparadas.
reparadas. Trata-
Trata-
se de
d uma observação
b ã preventiva.
preventiva
ti . Algumas
Al á
áreas são
ã
mais susceptíveis à corrosão e precisam ser observadas
com maior freqüência
freqüência::
1) Áreas
Á onde a umidade não ã evapora tão ã
rapidamente;;
rapidamente
2) Áreas sujeitas
j a ácidos e álcalis de bateria;
bateria;
3) Área sujeita a drenagem e gases de
escapamento;;
escapamento
4) Área onde metais diferentes estão em contato
contato;;
5) Área em torno de solda e junções;
junções;
6) Área em torno de mictórios;
mictórios;
7) Área
Á em torno da comissaria;
comissaria;
8) Área onde sujeira ou traços de composto de
p
limpeza se acumulam;
acumulam; e
9) Superfícies expostas sem proteção.
O objetivo final dessa filosofia de
Prevenção e Controle da Corrosão é o
d reduzir
de d i as incidências
i idê i d corrosão
de ã
para o Nível 1 ou melhor
melhor..
Toda aeronave deve ser limpa de acordo
com esquemas exigidos pelo fabricante
e segundo a:
OTMA 1-1-1 - LAVAGEM E PRESERVAÇÃO
DE AERONAVES E EQUIPAMENTOS
AEROESPACIAIS
Sob certas condições, dependendo do tipo e do uso
da aeronave, o ciclo normal de limpeza pode não
ser suficiente,
suficiente sendo necessária limpeza diária e,
e
até mesmo, imediata.
CONCLUSÃO
Em resumo, são muitos os tipos de
corrosão e a melhor forma é a prevenção.
O aço-
aço-carbono ou ferro fundido continuam
sendo os materiais mais adequados para
utilização
ã em estruturas expostas a
atmosferas em geral, restando tão
somente a interposiçãoã de uma barreira
entre este metal e o meio como uma
f
forma de
d proteção
ã contra a corrosão.
ã
OBJETIVOS
1. IDENTIFICAR OS PROCESSOS DE
CORROSÃO,, BEM COMO OS
MÉTODOS PARA PREVENI-
PREVENI-LOS;
2. RELACIONAR A IMPORTÂNCIA DAS
CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS E
SUA INFLUÊNCIA SOBRE A
MANUTENÇÃO DO MATERIAL
AERONÁUTICO.
ROTEIRO
1. DEFINIÇÃO
à DO PROBLEMA;
2. FATORES ECONÔMICOS E DE SEGURANÇA;
3
3. MECANISMOS DE CORROSÃO
4. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O MEIO;
5. INFLUÊNCIA DO MEIO AMBIENTE;;
6. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A MORFOLOGIA;
7. COMBATE À CORROSÃO;
8. PROGRAMA DE PREVENÇÃO Ã E CONTROLE DE
CORROSÃO;;
CORROSÃO
9. SEQUÊNCIA LÓGICA DE MEDIDAS DE COMBATE À
CORROSÃO..
CORROSÃO
A corrosão é um permanente desafio
ao homem, pois quanto mais a
ciência cria, evolui e a tecnologia
avança mais ela encontra espaço e
avança,
maneiras de se ffazer
z ppresente.