0% acharam este documento útil (0 voto)
126 visualizações18 páginas

Arte Urbana e Requalificação de Espaços Públicos

Este documento discute a arte como elemento de ressignificação dos espaços públicos urbanos. Aborda a evolução histórica da arte nas cidades e como as manifestações artísticas contemporâneas agregam valor cultural e estético aos espaços. Tem como objetivo de estudo analisar como a arte pública se relaciona com o planejamento urbano e a percepção dos cidadãos em locais de Salvador.

Enviado por

Leandro Ferreira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
126 visualizações18 páginas

Arte Urbana e Requalificação de Espaços Públicos

Este documento discute a arte como elemento de ressignificação dos espaços públicos urbanos. Aborda a evolução histórica da arte nas cidades e como as manifestações artísticas contemporâneas agregam valor cultural e estético aos espaços. Tem como objetivo de estudo analisar como a arte pública se relaciona com o planejamento urbano e a percepção dos cidadãos em locais de Salvador.

Enviado por

Leandro Ferreira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

3

TEMA E OBJETO DE ESTUDO

Arte como elemento de ressignificação e requalificação dos espaços


públicos. Um estudo que visa o aprofundamento e a problematização das questões
ligadas ao potencial “remediador“ das diversas manifestações artísticas urbanas
contemporâneas no contexto do espaço público das cidades. Busca-se elencar o
assunto frente as práticas dos artistas, a apropriação pelo público e o aspecto
estético e de ambiência positiva que estes trabalhos agregam a cidade, até mesmo
discutir e propor frente a crítica das teorias do urbanismo, práticas projetuais de
planejamento urbano em que a arte pública seja levada a cabo. Para Giulio
Carlo Argan (p. 224, 1998), as experiências visuais inscrevem-se, de algum modo,
no âmbito do urbanismo, tendo em vista que, “faz urbanismo o escultor, faz
urbanismo o pintor, faz urbanismo até mesmo quem compõe uma página tipográfica,
faz urbanismo qualquer um que realize algo que, colocando-se como valor, mesmo
nas escalas dimensionais mínimas, entre no sistema de valores... ”.

Para se chegar a uma elucidação satisfatória e que dê embasamento ao


tema proposto, se faz necessário um aprofundamento maior sobre o entendimento
da evolução da arte no espaço urbano, inicialmente fazendo um apanhado
historiográfico sobre as manifestações artísticas nas cidades antes do século XX,
onde esculturas eram colocadas como monumentos e feitas por artistas
reconhecidos dentro da sociedade. E a arte urbana surgida após meados do século
XX, nas cidades pós evolução industrial, expressões artísticas onde o cunho social,
político e subversivo, tornaram essa expressão única e dissonante das observadas
em outros períodos da história. Além é claro, de propor uma reflexão sobre a saída
das obras de arte do seu local de confinamento, os museus, e passarem a compor
intrinsecamente o tecido urbano, agregando a este todo seu potencial comunicativo
e estético, que dentro do processo democrático de evolução da polis, possibilita
maior abrangência de público e significado. Segundo (Wagner Barja , 2011)

....cabe observar que, atualmente nas artes visuais, a linguagem da


intervenção urbana precipita-se num espaço ampliado de reflexão para
o pensamento contemporâneo… Aparece como uma alternativa aos
circuitos oficiais, capaz de proporcionar o acesso direto e de promover
um corpo-a-corpo da obra de arte com o público, independente de
mercados consumidores ou de complexas e burocratizantes instituições
culturais... Essa tendência em ‘desmusealizar’ a obra de arte, tornando-a
interativa com manifestações culturais de outra linguagem ou natureza,
ocupando espaços públicos e abertos, vai também rediscutir modelos
canônicos impostos à arte pelo sistema da tradição museológica e os atuais
modelos de política de democratização...
4

Ao entender a evolução da arte até o momento no qual ela e a cidade são


sedimentações inseparáveis da vida contemporânea, surge a necessidade de se
investigar, como num estado atual, essas manifestações se relacionam com o
urbanismo e principalmente com as pessoas (Sociologia). A obra de arte agora
presente nas paisagens ora pré-concebidas pelo planejamento (Pituba) ou naquelas
localidades isentas de planejamento (Gamboa), relacionam-se de alguma forma com
o ambiente urbano e agregam a este dimensões culturais e valores de interação que
esta pesquisa se propõe a elucidar e defender como positivas na relação Arte-
Urbano-Ambiência. Rossi (p. 19, 1966) como os fatos urbanos são relacionáveis as
obras de arte? Todas as grandes manifestações da vida social têm em comum com
a obra de arte o fato de nascerem da vida inconsciente, esse nível é coletivo no
primeiro caso e, individual no segundo, mas a diferença é secundária, porque umas
são produzidas pelo público, as outras para o público, mas é precisamente o público
que lhes fornece um denominador comum. Segundo (Pallamin, p.10, 2000)

... a arte pública, a arte que se faz no espaço público, o gesto, a


intervenção, o evento, a instalação, o espetáculo, a apresentação, a
arquitetura - que é, enquanto arte, pública por excelência , isso
exerce sobre o social preexistente um impacto, em que talvez a
hegemonia seja confirmada ou desafiada, mas, mais importante que
isso, em que algo do novo desse social passa a ter existência. Pode-
se também dizer, portanto, que no impacto é o social que impacta. É
o que faz da arte pública um campo que, embora necessariamente
centrado no estético, em muito o transcende, seja por envolver essa
dimensão histórico-social, seja por emergir de fenômenos que não
podem ser abrangidos pela estrita designação da arte,
institucionalizada ou não. Sob uma outra ótica, a arte pública, em seu
acontecer, solicita da estética enquanto reflexão a máxima
capacidade de compreensão, que a habilite, para além das usuais
distinções entre forma e conteúdo, a discutir a ação, esse oceano de
que o trabalho é braço menor.

Fig 01. Painel do Artista Bel Borba em Muro de Contenção da cidade de Salvador (Esquerda)/
Intervenções de arte urbana e grafitti nas casas e ruas da Gamboa (Direita) Fonte.:
http://www.conexaocultural.org/blog/wp-content/uploads/2012/09/musas-2.jpg/
http://www.irdeb.ba.gov.br/soteropolis/wp-content/uploads/2010/01/contorno5.jpg
5

Ao contrastar o antes e o depois dos lugares onde as intervenções são


realizadas, levando em consideração todos os aspectos relevantes a arte,
principalmente as questões ligadas a sociologia da arte, pois uma realidade social
deve ser estudada nas suas múltiplas facetas e vertentes, nas suas inter-relações
com os restantes factos sociais, porém dando maior enfoque ao espaço urbano e
seu estado pós intervenção, podemos articular arte e urbanismo, numa perspectiva
de que a intervenção da arte pode e é uma ferramenta no processo de criar ou até
mesmo restituir vínculos com o meio antes destituído da função ou não antes a ele
atribuída, construindo formas de interação e percepção do indivíduo com o meio.
(LYTHIELLE , 2011).

O Objeto de estudo será a cidade de Salvador, inicialmente sugeridos


alguns pontos importantes onde as manifestações das artes urbanas
contemporâneas são mais presentes e evidentes, versus os espaços onde a
manifestação da arte pública é escassa ou inexistente. Locais e Bairros para
contraste de análise dos espaços: Campo Grande, Gamboa, Barra, Rio Vermelho,
Pituba e Candeal de Brotas. A escolha dos bairros e locais, se deu de forma não
totalmente aleatória, visto que cada um destes representa um recorte de um
histórico de urbanização diferente, e em todos eles a arte urbana se manifesta de
alguma forma, alguns com maior ou menor intensidade e sendo inclusive
referenciais da cultura do lugar, como no caso do Rio vermelho e suas diversas
manifestações de artes plásticas, até o bairro da Pituba onde o planejamento e a
ordem são imperativos e concomitantemente “expulsam” a arte pública e urbana.

Seria um erro pretencioso, ao fim do trabalho, buscar uma conclusão que


relacionasse impositivamente a questão da arte pública com o planejamento urbano,
pois uma naturalmente subverte aos problemas do outro. Contudo, estudar os
acontecimentos artísticos que se inserem na complexidade das cidades
contemporâneas, pode nos propiciar uma maior abrangência nos estudos de
planejamento urbanístico, ao passo que a arte de rua expressa na maioria das
vezes, desejos, anseios e manifestações de problemas citadinos. Além do mais, a
qualidade estética que estes trabalhos agregam às paisagens, reforçando a cultura
do lugar, e entrando muitas vezes como único esforço relativo a um processo de
melhoria da cidade, como no caso das favelas onde quase não há intervenções por
parte da iniciativa privada ou estado, vem a ser uma importante ferramenta no
processo de democratização e do espaço.
6

JUSTIFICATIVA

O espaço público é o cenário da vida em sociedade. Seja num pequeno


vilarejo ou nas grandes e complexas metrópoles, este é um ambiente apregoado e
acessível a todos. É na calçada, na rua, nas praças, becos, praias e em uma
infinidade espaços residuais das cidades, abertos e acessíveis, onde pode-se
exercer uma plena democracia do direito de ir e vir de cada cidadão. Pelo menos em
teoria, é ali onde o estado e a propriedade privada fazem livre os cidadãos e os
delega o direito da existência e expressão/recepção livres do seu ser, conforme o
aceitável dentro de um recorte temporal de leis, regras e convenções vigentes.

A qualidade do espaço público contemporâneo nas cidades, é assunto


dos mais debatidos por estudiosos e pesquisadores de diversas áreas do
conhecimento, além de subsidiarem discursos políticos de interesses partidários e
eleitoreiros, que não raramente usam em seus palavrórios e promessas, questões
urbanas como motores de campanha, sendo esses ecoados pelos veículos
midiáticos e servindo de pauta de conversas desde bancos de praças, até em
sessões plenárias das cortes e câmaras dos poderes. (Como por exemplo a recente
e emblemática ação da prefeitura de São Paulo sobre os painéis de graffiti das suas
marginais versus a reverberação desse evento na mídia nacional).

Num mundo de avanços tecnológicos cada vez mais evidentes, onde o


progresso científico tem lugar especial e prioritário, não poderia ser diferente que a
maioria das soluções apresentadas para os problemas citadinos fossem respostas
de cunho exclusivamente técnicos e científico, não extinguindo a importância destes
no processo de remediação, como nas questões ambientais por exemplo, há ainda a
necessidade de se discutir quais dimensões (social, cultural, política e artísticas),
além das citadas, podem compor esse quadro de possíveis elucidações das
questões urbanas.

A Arte urbana de caráter subjetivo, efêmero, variável, e com seu potencial


comunicador mais abrangente ao público, não entrando em uma discussão sobre a
definição do que é ou não arte, mas tendo-a como manifestação e área do
conhecimento humano que abrange não só elementos técnicos em seu escopo e
que encontra nos espaços da cidade, lócus para sua efetivação, se faz presente na
maioria das grandes cidades do mundo. Busca-se na relação da Arte com o urbano,
não apenas a abordagem do objeto num contexto, mas das várias dimensões
7

possíveis emanadas através da relação da obra de arte com o desencadeamento de


um tipo de resposta do ser humano enquanto expectador, que a experimenta em
alguma de suas mais diversas formas dentro dos espaços de percurso (ruas,
avenidas, becos...) ou de permanência (praças, parques, orla, calçadas...). A Arte
que transcende os espaços fechados dos museus e permeia toda a cidade, seja ela
de caráter efêmero e inesperado ou até mesmo monumentos e objetos inseridos
premeditadamente para a qualificação dos espaços. Eis que surge nas cidades,
como reação e expressão, os processos de manifestações artísticas urbanas.
Entendidos aqui como toda forma livre e espontâneas de manifestação das artes,
que tem a rua como espaço de apropriação (pintura, grafite, colagem, instalações,
intervenções, musicais, performances corporais de dança etc.). Não se excluindo
totalmente as intervenções tradicionais permanentes e planejadas, como fachadas e
edificações que conversam e permeiam o espaço público, esculturas e monumentos
em parques, ou qualquer outra forma de arte que se insere no espaço público por
meio de agentes “legais” e com planejamento prévio, mas objetivando dar enfoque
as manifestações não autoritárias e imprevisíveis, e excluindo-se totalmente a arte
usada como marketing e chamariz da iniciativas privadas, como outdoors e letreiros.

Num contexto das grandes manifestações espontâneas de arte urbana no


mundo, as cidades Brasileiras, em especial Salvador, a arte se insere nos espaços
não apenas como forma de manifestação e trocas dos artistas e público, mas
acrescentam a paisagem, elementos estéticos, de comunicação e culturais
transitórios, de caráter efêmero, que esse estudo pretende qualificar como positivos
para a qualidade do espaço público, agregando identidade e fortalecendo a
comunicação entre quem quer se expressar e o público em geral, entre artista e
observador . Efeito este, que a arte imprime nos espaços, que é mais qualificativo
em cidades menos desenvolvidas/planejadas, que dotam de infraestrutura e
traçados precários, incompletos e desconectados, do que em cidades mais
desenvolvidas, como Londres, Paris e New York, onde a infraestrutura urbana e as
culturas locais já inseriram no modo de planejar a necessidade da arte como
elemento urbano, e em alguns casos, como em Nova York, a obrigatoriedade de
inserções artísticas no espaço público, tendo legislações específicas que
determinam porcentagens do orçamento para intervenções artísticas. Tenta-se aqui,
levar em consideração o potencial da arte, não como objeto em si apenas, mas
como elemento de comunicação, expressão, aceitação, troca e estética dentro da
cidade.
8

Em Salvador, assim como em grande parte do Brasil, a cultura popular


tem grande expressão e se manifesta nas ruas, é ali onde nas comunidades,
principalmente as periféricas carecidas de infraestruturas próprias de manifestação
cultural, se reúnem e se apropriam deste espaço dando função e reativando as
calçadas, as ruas e os largos. Não é raro, vermos populares sentados à frente das
calçadas, debruados nas janelas em algum momento de descontração e curtindo
com sua vizinhança imediata as possibilidades de interação social, seja num
pequeno encontro de samba ou apenas uma conversa corriqueira de boteco. Esse
aspecto é visto com menos frequência em bairros ditos mais desenvolvidos, pois
além da violência eminente que afeta todas as cidades, a arquitetura por si só, é de
reclusão e permite pouca interação corpo a corpo. A Arte pública e urbana entra
nesses espaços como um reativador de possíveis lugares de encontro, agregando
estética e valor cultural a locais inusitados, seja um tapume de uma construção ou
um muro de contenção de encostas.

A ida a museus é algo que ainda não está inserido no cotidiano da


maioria das pessoas, o espaço público se torna crucial na disseminação da arte e
sua democratização, além é claro da contribuição na via inversa, pois o Urbanismo é
beneficiado com essas inserções, além de agregarem valor estético-político aos
espaços, são um rico material de leitura para o entendimento real do sítio onde estão
localizadas. Segundo (Batistin, 2007)

A cidade ainda tem espaços onde a população marginal não adentra,


como se houvesse muros invisíveis. É interessante questionar o
caráter público que se imprimi às relações sociais, aos monumentos,
as obras de arte expostas ao ar livre na cidade, criando uma imagem
de cunho público, mas que muitas vezes é privado.

Fig 02. Graffiti Sobre Muro da Escola de Belas Artes UFBA – Interação, homem, arte e capital .

Fonte.: Arquivo pessoal


9

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

A pesquisa tem como objetivo geral, o aprofundamento e a


problematização da questão da presença da arte nos espaços públicos, em especial
a arte urbana, e o seu potencial de ressignificação e requalificação dos espaços
públicos contemporâneos. Buscando, após o cruzamento das diversas vertentes de
pensamento referentes ao tema, um maior entendimento da dimensão das relações
atuais entre arte e urbanismo, na cidade de Salvador. Fazendo contrastes entre
bairros e locais onde essas manifestações estão presentes, ou não, e baseado no
arcabouço teórico e em observações empíricas, visa chegar a uma conclusão acerca
do aspecto positivo que a presença física ou imaterial da arte agrega aos espaços
públicos considerados relativamente vazios de sentido ou degradados diante os
problemas da urbanização atual.

Fig 03. Pintura em Viaduto Hermes, Antes e Depois –


Fonte.: http://farm5.static.flickr.com/4102/4819123923_eae2b7a961.jpg

OBJETIVO ESPECÍFICO

Para se chegar a um entendimento mais amplo da questão acerca da


presença da arte no espaço público, e ainda mais, da presença da arte urbana em
espaços residuais, degradados, que sofrem com a falta de planejamento, ou ainda
espaços irrelevantes que são ativados a partir da intervenção artística, faz-se
necessário uma pesquisa historiográfica mais aprofundada sobre a relação da arte
com o espaço público, e em quais momentos da história do urbanismo, essas
intervenções foram relevantes nos processos de requalificação das cidades, seja na
Florença renascentista e suas esculturas como a de David de Michelangelo na praça
La Signoria, nas intervenções contemporâneas dos grafiteiros Os Gêmeos nas
10

paredes cegas de edifícios em São Paulo, ou nas intervenções de Bel Borba e Eder
Muniz pelas ruas de Salvador. Chegando assim à nossa cidade e objeto de estudo
para, a partir daí, tendo identificados os artistas e as intervenções mais relevantes,
buscar frente ao urbanismo e a qualidade que estas artes agregam ao entorno,
confrontar locais onde não há esse tipo de intervenção (Pituba por exemplo),
chamados aqui inicialmente de espaços estéreis, versus locais onde a presença da
arte pública (Rio Vermelho e Candeal de brotas), agrega valor de ambiência positiva
e imaterial aos bairros e a população que reside, frequenta ou percorre nos trajetos
diários.

Fig 04. Graffiti do Artista Eder Muniz, Rio Vermelho, Salvador/BA – Fonte.:
http://s2.glbimg.com/SswjJjODxPpxegWuK7kaBVt3xLA=/s.glbimg.com/og/rg/f/original/2014/05/29/479230_10151
644608653552_1765211169_o.jpg

Inicialmente de caráter teórico, ao identificar os momentos em que a arte


foi relevante nos processos urbanos, e elencar artistas e produções que se
destacaram no mundo e na cidade de Salvador, frente ao pensamento
contemporâneo não binário e multidisciplinar, busca-se um entendimento maior da
complexidade do tema, afim de embasar o questionamento da relação da arte
pública e suas interferências positivas no estudo do urbanismo contemporâneo. Os
dois objetos principais de estudo, tanto a obra de arte, como o espaço em que ela se
insere, são fontes inesgotáveis de conhecimentos acerca do local onde estão
inseridas, essas obras podem responder a questionamentos das problemáticas
locais, pois muitas vezes dialogam justamente sobre o seu entorno físico-urbano.
Esta pesquisa visa também uma etapa empírica, de coleta de dados
fotográficos e entrevistas com transeuntes, alunos e profissionais das áreas de arte,
arquitetura e urbanismo, afim de identificar qual a relação da população com esses
espaços repletos de arte ou não, e cruzar as informações obtidas com os estudos
teóricos afim de dar consistência ao objetivo da pesquisa e chegar ao ponto
conclusivo que seria uma maior argumentação sobre o potencial remediador da arte
pública nos espaços urbanos da cidade de Salvador.
11

Estrutura do Pensamento e Pesquisa


Arte Urbana e seu papel/potencial de revitalização e requalificação dos espaços
públicos em Salvador.
Introdução
Cap.01 - Histórico e Historiografia
 Histórico da Arte no espaço público - Até Sec. XX;
 Histórico da Arte Urbana - Sec. XX até os dias atuais;
 Histórico da Arquitetura e Urbanismo sob ótica da arte;
 Momentos da história e Teoria do urbanismo (Pontos de inflexão),
onde a arte pública e o urbano se relacionam de alguma forma
com os estudos teóricos e práticas urbanas;
 Breve Histórico do Urbanismo em Salvador e nos Bairros
indicados;
 Histórico da arte urbana em Salvador.

Cap.02 - Investigação e Enfoque – Arte, Urbanismo, Espaço Público


 Conceito de Arte Urbana e Arte Pública;
 Tipologias da arte urbana;
 Motivação, Artista, Obra de Arte, e Expectador;
 Relações entre Arte, Urbanismo e Espaço Público no Brasil;
 Urbanismo sob o enfoque da arte;
 Sociologia da Arte;
 Psicologia da Arte;
 Principais Linha do pensamento contemporâneo – Filosofia da
Arte;

Cap.03 – Salvador – Contribuição da arte no espaço público e possíveis


relações com o estudo do urbanismo e planejamento urbano
 Relação do Espaço público e Urbanismo em Salvador;
 Arte Urbana em Salvador e seus principais expoentes;
 Contexto Cultural;
 Contribuições da arte no espaço público;
 Análise estética e política das intervenções;
 Feedback ao Urbanismo;
 Paradoxo do Planejamento versus a Liberdade Artística.
Conclusão
 Contextualização do tema com o objeto de estudo;
 Apresentação dos dados obtidos após cruzamento teórico e
prático;
 Pode a arte urbana qualificar positivamente os espaços públicos?
12

REFERÊNCIAL TEÓRICO

O maior desafio da pesquisa é o cruzamento de todos os dados obtidos


com as análises teóricas versus os logrados por meio de entrevistas e observações
empíricas. Afim de contextualizar esse tema tão vasto que é a arte, e chegar ao
denominador comum, eixo central do questionamento levantado – O Papel da arte
no espaço público urbano em Salvador – procurarei estruturar a pesquisa
inicialmente em três eixos principais de problematização:
1. Arte Urbana;
2. Espaço Público;
3. Contrastes em Salvador.
Deste modo, ao entender os processos contemporâneos que envolvem as
variadas questões da arte, desde a concepção pelo artista até o produto final e seus
desdobramentos no espaço e sua recepção pelo público, seremos capaz de
prosseguir para a segunda etapa onde fazendo os cruzamentos com os
conhecimentos urbanísticos, principalmente relativos ao espaço público e suas
relações com a arte urbana.
A professora da universidade de São Paulo, Vera M. Pallamin,
desenvolveu em sua tese de mestrado um estudo bastante aprofundado sobre a arte
urbana. No livro intitulado Arte Urbana, ela continua sua pesquisa denominada “ Arte
Urbana: Paisagem, percepção e projeto. ” E estuda as questões relativas a arte na
cidade de São Paulo, dentro do recorte temporal de 1945-1998. Sua dissertação
será um dos principais materiais de estudo em relação as questões da arte urbana,
pois sua abordagem é bastante voltada para as relações da arte urbana com o
espaço público, questionamentos estes importantes para o prosseguimento dessa
pesquisa. Segundo a autora: (Pallamin, p.17, 2000)
Sob o ponto de vista processual, a relação entre arte pública e
espaço urbano não é de justaposição, nem a inserção neste, de
“objetos ilustrativos” de valores culturais. Evita-se a noção de
acomodação ou “adequação” da arte. Antes, sua inscrição aí se dá
no rolar das transformações do urbano, alterando sua amplitude
qualitativamente. Não se trata, pois, de se concentrar no aspecto
“fotogênico” do lugar, mas de buscar uma inovação na sua dimensão
artística. Longe de serem maquiagem funcionalista, certas obras ou
intervenções artísticas instauradas no urbano recentemente são
iniciativas de consequências e efeitos complexos. Algumas se
presenteiam em concordância com seu contexto, aflorando-lhe novas
orientações, caracterizando diferencialmente em sua materialização
espacial. Há, porém, situações de confronto entre um e outro, ainda
que não permanente, chegando-se a extremos de destruição da
própria obra.
13

Ainda referente a arte urbana, a mesma autora prosseguiu seus estudos e


lançou em 2015 o livro Arte, Cultura e Cidade: Aspectos políticos contemporâneos,
pela editora Annablume, onde relaciona cidade, cultura e arte na
contemporaneidade, seguindo três eixos interligando Arte Urbana, política, cidade e
arquitetura. Na busca de uma abrangência ampla sobre os desdobramentos da arte
no espaço, se faz necessário inserir na pesquisa questões que associam outras
disciplinas, para garantir maior multidisciplinaridade, como por exemplo a sociologia
da arte, abordada no dicionário de sociologia de Luciano (Gallindo, p33-40,1993)
como:
O campo de pesquisa da Sociologia da Arte são as relações
identificáveis entre os conteúdos e as formas dos diversos gêneros e
tipos de obra de arte e: as interpretações correntes da própria arte;
os modos de apreciação por parte do público; a posição social do
artista; ou variáveis macrossociológicas como: a estratificação social;
a estrutura de classe; as formas de dominação; a organização
política; os fenômenos de mudança social e cultura; a ideologia das
classes dominantes e dominadas. Por “arte” entende-se, geralmente,
a pintura e a escultura (as “artes plásticas”), a música, a dança, a
literatura, o teatro e o cinema, embora no uso anglo-saxão e
alemão, art ou Kunst refiram-se preferencialmente às artes plásticas.

A psicologia e filosofia da arte, as questões que envolvem poder e


política, abordadas principalmente por Foucault, guiarão a linha diretrizes da
pesquisa. Buscarei na bibliografia específica, fonte para maior adequação do tema
proposto ao pensamento contemporâneo, ao elencar também a importância da arte
urbana como transgressão à ordens impositivas que não levam em consideração o
todo, como por exemplo os projetos e diretrizes de planejamento dos espaços
públicos onde a participação da comunidade é delegada apenas após a construção
do espaço, sendo que a adequação as reais necessidades, que poderiam ser
abordadas em fase de projeto e planejamento, só pode ser manifestada em muitos
casos por meio da insatisfação da obra pós executada, ou também pela arte .

Fig 05. Graffiti de protesto com cunho político no Brasil e nos Eua –
Fonte.:http://www.observatoriopelotas.com.br/wp-content/uploads/2017/01/fora-temer-1.jpg /
14

“Geralmente, pode-se dizer que existem três tipos de lutas: contra as


formas de dominação (étnica, social e religiosa); contra as formas de
exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem;
ou contra aquilo que liga o indivíduo a si mesmo e o submete, deste
modo, aos outros (lutas contra a sujeição, contra as formas de
subjetivação e submissão). Acredito que na história podemos
encontrar muitos exemplos destes três tipos de lutas sociais, isoladas
umas das outras ou misturadas entre si. Porém, mesmo quando
estão misturadas, uma delas, na maior parte da tempo, prevalece.
[…] atualmente, a luta contra as formas de sujeição – contra a
submissão da subjetividade – está se tornando cada vez mais
importante, a despeito de as lutas contra as formas de dominação e
exploração não terem desaparecido. Muito pelo contrário.”
(FOUCAULT, 1995, p. 235-236)

Entender as dimensões da arte no espaço público é uma das bases deste


trabalho, contudo durante o desenvolvimento do projeto, procurarei investigar a
problemática não do ponto de vista da arte urbana, mas o inverso, pretende-se
entender sob o ponto de vista do urbanismo e das questões relevantes ao espaço
público, neste sentido, a arte será não o objeto de estudo, mas sim uma componente
deste. Pois ao fim, o que nos interessa é como esse espaço composto por essa
inserção artística, pode estar sendo modificado, alterado, fruído, de forma distinta
dada a presença artística. Não deixaremos de considerar na pesquisa, os fatos
relacionados ao assunto que ocorrerem durante o processo de estudo, como por
exemplo a recente repercussão das ações da nova gestão da prefeitura de São
Paulo, que no início deste ano de 2017 teve grande repercussão na mídia quando
resolveu apagar diversos painéis artísticos que embelezavam partes da cidade,
voltando em alguns casos ao cinza estéril do concreto e levantando diversas
manifestações principalmente nas redes sociais por parte da população que de
alguma forma apoiava a presença da arte no espaço público além de levantar uma
discussão sobre qual o papel da administração pública em ser mediador desses
processos.
A partir daí, passamos para a 2 etapa, onde o enfoque será as discussões
acerca do espaço público, do papel deste na construção da cidade, e no caso do
Brasil, da sua estrutura política e democrática, como os espaços com ou sem arte,
podem interferir positivamente no ambiente e no seu entorno – incluindo é claro as
pessoas -, não apenas esteticamente (Inicialmente aspecto mais evidente), mas
também quais as leituras que podemos fazer destes locais frente as questões
urbanísticas. Uma das referências que considero mais relevantes nesse sentido, é a
tese de mestrado do autor Flávio Marzadro, intitulada O Público na Arte Pública:
presenças, discursos, experiências e ativação no bairro do comércio, em salvador da
Bahia. Onde ele discute as possíveis relações entre a arte pública e o espaço
15

público, tendo como central o conceito de público como determinador da qualidade


de pública da arte. O autor pontua que seus estudos se baseiam na hipótese da
existência de uma tradição de estudos da arte pública mais centrada no objeto, que,
a meu ver, teria mais força na Europa, e outra, de matriz estadunidense, mais
voltada para a experiência sobre o objeto. E cita que no brasil essas tendências se
misturam. Segundo Marzadro ( p.14,2014):

O objetivo é discutir as relações possíveis entre arte pública e espaço


público, assumindo a centralidade do conceito de público como
determinador da qualidade de pública da arte. Em outras palavras,
significa compreender que a qualidade de pública da arte não pode ser
uma qualidade dada a priori. Pelo contrário, ela só pode ser atribuída
pelo próprio público da arte, levando à compreensão de que a arte
pública deve ser conformadora de público para que justifique tal
qualidade.

Em linhas gerais, o papel principal passa da arte para o público que a


experimenta, e abrem-se possibilidades para a problematização das questões que
envolvem a relação das pessoas (Social) com a arte, lembrando que todo esse
processo acontece no palco do urbanismo, na cidade, objeto este que seguiremos
na 3 etapa, utilizando de Salvador e os bairros elencados como pontos centrais da
discussão que pretende a partir dos contrastes entre os bairros, identificar como
estes são qualificados a partir de todas as leituras possíveis dessas inserções
artísticas. A cidade de Salvador é uma umas das mais antigas do Brasil, sua
representatividade no panorama nacional é bastante notória. O cunho histórico e
cultural são um traço marcante na capital, desde a religiosidade até as marcantes
desigualdades sociais servem de inspiração para artistas expressarem suas obras
nas ruas da cidade. A nossa cidade é um negativo da nossa história, a morfologia
dos espaços pode nos revelar também como nossa sociedade se organiza, seja nos
belos bulevares arborizados do corredor da Vitória ou nas sinuosas e estreitas vielas
da sua vizinha Gamboa, podemos identificar através do espaço físico as marcas que
comunicam os anseios da população, e no caso que nos interessa, a arte de rua
está presente democraticamente em diversos espaços, ela não escolhe seu
“pedestal” de acordo com o valor do metro quadrado, pelo contrário, ela pode se
manifestar de forma fluida e livre em qualquer bairro, mesmo encontrando
resistência nos mais nobres como a Pituba, ou nem tanto como no Rio vermelho
pela efervescência Bohemia, até chegar nas favelas como algumas intervenções
que embelezam o Candeal ou as ruas e casarões esquecidas do centro antigo,
como alguns trabalho vistos na ladeira da preguiça.
16

Contudo, apesar de ser necessário um referenciamento historicista, este


trabalho não pretende analisar as inserções no patrimônio histórico, e sim somente
as intervenções feitas nestes espaços e/ou prioritariamente nos bairros mais
modernos ou contemporâneos e favelas, por isso inicialmente não coloquei como
exemplos de bairros o Pelourinho ou Comércio, pois acredito que as intervenções e
graffitis nestes locais, servem mais como protesto para reativar o lugar e chamar a
atenção da sociedade e do poder público sobre o estado degradante das
construções, e, no que se limita nossa pesquisa, a arte deve entrar nos ambientes
urbanos com seu potencial remediador, e não somente revelar seus problemas mas
sim como elemento permanente, mesmo que paradoxalmente efêmero e transitório
pela natureza da arte urbana. Por exemplo, ao fazer uma intervenção numa fachada
de uma igreja histórica, a meu ver o ato de transgressão se sobrepõe a proposta
artística, visto que a representatividade e importância desta arquitetura para a
coletividade é superior, não sendo necessária para a requalificação nestes casos.

Fig 06. Painel artístico no Candeal ( Esquerda) e Graffiti em casa em ruinas na Ladeira da Preguiça.
Fonte :http://cafunedabahia.com.br/wp-content/uploads/2015/05/ladeira-da-pregui%C3%A7a-1.jpeg

Aqui como em diversas grandes cidades do Brasil, a fragmentação da


continuidade de um tecido urbano, em pequena parte provocado pela geografia do
lugar, mas principalmente engendrada pelos processos históricos de urbanização
caótica e de priorização da especulação imobiliária, gera vários espaços residuais e
“não lugares”, que são os principais locais para a manifestação da arte urbana, são
os museus a céu aberto onde os artistas podem interferir e agregar algum valor
estético e comunicativo a esses tapumes, muros, postes, contenções viadutos e
outra infinidade de locais. É a intervenção artística nesse ambiente que nos
interessa. Mas não excluindo totalmente as intervenções feitas em praças recém
inauguradas, como por exemplo algumas expressões artísticas que estão inseridas
nos locais de recente revitalização urbana feita pela atual gestão, que podem nos
revelar inclusive quais as demandas, críticas e reflexões que os artistas propões
frente aos projetos onde a participação da comunidade é postergada apenas no pós
17

inauguração, ficando a fase de elaboração e projetos restritas a interesses


partidários ou particulares. Nesse processo o artista é fundamental.

O artista – integrado ou apocalíptico que seja – não pode deixar de


existir no contexto social, na cidade; não pode deixar de viver suas
tensões internas. A economia do consumo, a tecnologia industrial, os
grandes antagonismos políticos que delas derivam, a disfunção do
organismo social, a crise da cidade são realidades que não se pode
ignorar e com relação às quais não se pode deixar de tomar –
mesmo involuntariamente – uma posição. (ARGAN, 1998, p. 221)

Finalmente, tendo conduzido um estudo maior sobre as questões


referentes a arte, e principalmente a arte urbana e as manifestações que acontecem
nas ruas, depois abordando às referentes ao urbanismo, ao planejamento urbano e
a relação do espaço público em todas suas dimensões como discurso da
importância deste na construção de sociedades democráticas e igualitárias,
poderemos inferir, tendo como objeto de estudo Salvador e as manifestações que
aqui ocorrem, observados e coletados os dados empiricamente no locais indicados,
qual o papel da arte urbana no processo de requalificação dos espaços públicos.
Evidenciando inicialmente seu papel estético mas expandindo também aos outras
possibilidades de análise, como por exemplo o fato de que em alguns espaços, até
mesmo pré-concebidos e projetados por arquitetos e urbanistas, e que são poucos
frequentados, e passam a ter um fluxo maior de pessoas graças as inserções
artísticas espontâneas, são também, além das questões sociais quando feitas em
comunidades carentes, um dos objetivos desta pesquisa, pois entende-se que o
espaço só é qualificado positivamente quando ele é ocupado pelas pessoas. Seja
pelo simples ato de ir ao local e tirar uma foto com plano de fundo um painel artístico
até o simples olhar e ser contagiado, de dentro de um veículo, quando nos
deparamos no nosso trajetos diários, com ambientes apregoados de painéis e
inserções artísticas.

Fig 07. Intervenção na favela de Las Palmitas, México ( Esq.), e arte urbana vista do interior de um
ônibus no Rio Vermelho, em Salvador (dir.). Fonte.: Arquivo Pessoal e
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiS3dO5n47SAhW
DfZAKHTaSBU8QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Felastica.abril.com.br%2Fgrafiteiros-transformam-comunidade-inteira-no-
mexico-em-uma-obra-de-arte-gigante&psig=AFQjCNFWvqngpdfJVucF-U-xHc9Wh8_ICQ&ust=148711559830839
18

METODOLOGIA

A metodologia utilizada será :

 Pesquisa bibliográfica sobre o tema (monografias, dissertações, livros,


revistas, documentários, etc.);
 Pesquisa em internet e sites relacionados ao tema;
 Visita de campo, nos locais escolhidos;
 Elaboração de enquete e entrevista virtual via redes sociais;
 Entrevistas informais com moradores e transeuntes;
 Registros fotográficos;
 Estudo dos parâmetros urbanísticos de legislação e ambientais aplicáveis ao
município e aos locais de inserção da arte pública;
 Elaboração de mapas e esquemas gráficos para o melhor entendimento das
dinâmicas espaciais;
 Debate com estudantes de arquitetura e urbanismo, artistas visuais, e demais
interessados para uma maior multidisciplinaridade da questão;
 Cruzamento de dados bibliográficos com os obtidos in loco;
 Discussão com docentes e estudantes de arquitetura, arte e urbanismo;
 Sistematização e análise do material coletado;
 Elaboração de texto com análise crítica;
 Elaboração de projeto monografia final;
 Elaboração de apresentação gráfica final.
19

CRONOGRAMA

Cronograma

2017
Atividades/Meses

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

a. Cursando Disciplinas x x x x x x x x
Revisão do Plano de
b. Pesquisa x x

c. Pesquisa Bibliográfica x x x x
d. Pesquisa de Campo x x
e. Análise Crítica x x
f. Produção Textual x x x
Revisão e Redação para
g. Qualificação x

Revisão e Redação para


h. Defesa
i. Defesa da Dissertação

Cronograma

Atividades/Meses 2018
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
a. Cursando Disciplinas x x x x x x
Revisão do Plano de
b. Pesquisa
c. Pesquisa Bibliográfica x x x x x x x x x
d. Pesquisa de Campo x x
e. Análise Crítica x x x
f. Produção Textual x x x
Revisão e Redação para
g. Qualificação x x
Revisão e Redação para
h. Defesa x
i. Defesa da Dissertação x
20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.

ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Cia da Letras, 1992.

ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. São Paulo:Martins Fontes,
1992.

BARDI, Lina Bo. Contribuição propedêutica ao ensino da teoria de arquitetura. São Paulo:
Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 2002.

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Cia das Letras, 1990.

CHING, Francis D. K. Arquitetura - forma, espaço e ordem. São Paulo: Martins Fontes,
1998.

ECO, Humberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2002.

FREIRE, Cristina. Além dos mapas: os monumentos no imaginário urbano contemporâneo.


São Paulo: SESCSP,1997.

FOUCAULT, Michel. Espaços Outros. Conferência proferida por Michel Foucault no Cercle
d'Études Architecturales, 14 mar. 1967.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. São Paulo: LTC, 1989.

MONTANER, Josep Maria. Museus para o século XXI. Barcelona: Gustavo Gili, 1995.

ROSSI, Aldo. Arquitetura da Cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

BENEVOLO, Leonardo. O último capítulo da arquitetura moderna. São Paulo: Martins


Fontes, 1985.

FRANCASTEL, Pierre. A realidade figurativa. São Paulo: Perspectiva, 1982.

KWON, Miwon. One Place After Another. Site-specific art


and locational identity. London: The MIT Press, 2002.

PALLAMIN, V. M. Arte Urbana – São Paulo: região central (1945-1998). São


Paulo: Annablume/Fapesp, 2000.

SCHENBERG, Mário. “Arte e tecnologia”. IN: GULLAR, Ferreira (org.). Arte brasileira hoje
(situação e perspectivas). Rio de Janeiro: Paz e terra, 1973.

VIDLER, Anthony. Warped Space: art, architecture and anxiety in modern culture.

Cambridge, London: The MIT Press, 2001.


GALLINO, Luciano (dir.). 2005. Arte, Sociologia da. In: Dicionário de Sociologia. (Trad. José Maria de
Almeida) São Paulo: Paulus, pp.33-40 [1993].

Você também pode gostar