UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO DE PSICOLOGIA
PSICOLOGIA DO PENSAMENTO E LINGUAGEM
RIO DE JANEIRO
NOVEMBRO/2017
SUELEN LIMA DE MATOS – 201307318444
PSICOLOGIA DO PENSAMENTO E LINGUAGEM
Trabalho apresentado ao curso de
Psicologia da Universidade Estácio de
Sá, para a disciplina Psicologia do
Pensamento e Linguagem
Prof. º: Glaucia Braga
RIO DE JANEIRO
NOVEMBRO/2017
SUMÁRIO
1. Introdução ................................................................................................. 4
2. A língua escrita ......................................................................................... 5
3. Referências............................................................................................... 8
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1. INTRODUÇÃO
Este trabalho consiste em um resumo realizado a partir do capítulo dois
do material didático da disciplina Psicologia do Pensamento e Linguagem, do
curso de Psicologia da Estácio, campus R9.
O tema abordado é A Língua Escrita, que tem como objetivo conhecer a
evolução da escrita e sua importância para o homem, conhecer a abordagem da
construção da escrita, a psicogênese da língua escrita, segundo Emília Ferreiro
e discutir os transtornos de linguagem: dislexia, dislalia, disfemia, disgrafia e
disortografia.
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2. A LINGUA ESCRITA
As primeiras tentativas de explicação de sua origem são de
natureza religiosa, incluindo o relato da Torre de Babel, mas há também
explicações provenientes da filosofia.
Algumas outras teorias informam que a fala foi a princípio uma
imitação de sons naturais ou de gestos. Com a necessidade de uma
comunicação mais elaborada, a linguagem gestual vai evoluindo para uma
língua mais sofisticada. A língua escrita surgiu milhares de anos depois
(4.500 a.C.), e a sua evolução possibilita fazer registros, o que permite um
processo de acumulação dos saberes e a possibilidade de criação de novos
conhecimentos a partir dos acervos já disponíveis.
De acordo com Barbosa (2013), a pintura ou o desenho foram
registros antecedentes à escrita. Observando os desenhos e gravuras feitos
em cavernas (arte rupestre) torna-se perceptível a importância da
necessidade de transmissão de pensamentos e sentimentos até mesmo
entre os povos mais primitivos, cujos autores representavam animais,
pessoas e rituais, em tamanhos naturais, voltados para suas próprias
culturas. Segundo esse autor, essa forma de registro refere-se a uma escrita
pictográfica e sua função é descritiva, ou seja, sem ligação com a fala ou com
o idioma.
A descrição evoluiu para uma etapa de escrita mnemônica, ou
representativa. Ou seja, um desenho representa o mesmo objeto ou ser para
todos os indivíduos que compreendem esse sistema de representação. Em
seguida, na etapa logográfica, uma representação assume vários
significados associados, expressando as ideias indiretamente, mas ainda
sem ligação com a fala. Por volta de 3.500 a.C., os registros eram feitos por
meio da escrita hieroglífica que podia ser utilizada em três vertentes: a
sagrada, a reservada normalmente aos sacerdotes (hierártica) e a destinada
à redação de cartas (epistolográfica). No início esses registros eram
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pictográficos: forma de registro pelos quais ideias eram transmitidas por meio
de desenhos.
Para Ferreiro (2007), existe um processo de aquisição da
linguagem escrita que precede e excede os limites escolares. É um processo
de autoconstrução no confronto e na interação da criança com o seu meio. A
escrita infantil segue uma linha de evolução regular que pode ser dividida em
três grandes períodos, cabendo ainda algumas subdivisões, conforme cita
Ferreiro (2010): 9 Distinção entre o modo de representação icônico e o não
icônico; 9 A construção de formas de diferenciação (controle progressivo das
variações sobre os eixos qualitativo e quantitativo); A fonetização da escrita
(que se inicia com um período silábico e culmina no período alfabético). Ao
avançar em suas hipóteses, a criança começa a estabelecer relação entre
fonema e grafema. A criança avança de um patamar a outro, não
abandonando a hipótese anterior, mas englobando e fazendo construções
convergentes com avanço.
Transtornos de Linguagem são os quadros que apresentam
desvios nos padrões normais de aquisição da língua, escrita ou falada, desde
suas etapas iniciais.
A palavra dislexia é derivada do grego dis (dificuldade) e lexia
(linguagem), sendo assim definida como uma falta de habilidade na
linguagem que se reflete na leitura.
A dislalia é o transtorno específico de articulação da fala. Ocorre
quando a aquisição dos sons da fala da criança está atrasada ou desviada.
É uma dificuldade em articular as palavras. Pronúncia ruim, omitindo,
acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas.
A disfemia é a dificuldade em manter a fluência da expressão
verbal. É um transtorno de fluência da palavra que se caracteriza por uma
expressão verbal interrompida em seu ritmo, de maneira mais ou menos
brusca. O tipo mais comum de disfemia é a gagueira, também chamada de
tartamudez.
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A disgrafia é uma falha na aquisição da escrita. Implica uma
inabilidade ou diminuição no desenvolvimento da escrita. Lento traçado das
letras, em geral ilegíveis.
Disortografia é uma dificuldade manifestada por “um conjunto de
erros da escrita que afetam a palavra, mas não o seu traçado ou grafia”
(Vidal, 1989, cit. por Torres & Fernández, 2001, p. 76), pois uma criança
disortográfica não é, forçosamente, disgráfica.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GUIMARÃES, Cristiane de Carvalho Psicologia do pensamento e
da linguagem. / Cristiane de Carvalho Guimarães. Rio de Janeiro: SESES,
2017.