Instrumentos de Aeronaves: Guia Completo
Instrumentos de Aeronaves: Guia Completo
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Módulo I ............................................................................................................5 a 33
Módulo II .........................................................................................................36 a 72
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Fonte: [Link]
MÓDULO I
INSTRUMENTOS (parte I)
INTRODUÇÃO
Caro aluno,
1.2 MOSTRADORES
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional/ Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-
Vol-2
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-4 Indicador de pressão hidráulica.
Alguns aviões são equipados com câmaras de borracha nas superfícies frontais
das asas e estabilizadores. Essas câmaras inflam e esvaziam com ar fornecido por um
sistema de pressão próprio. A finalidade é provocar a quebra de gelo acumulado
nessas superfícies.
Essas câmaras de ar serão chamadas, daqui para frente de “BOOTS”.
Os Boots de expansão de borracha, que degelam os bordos de ataque das asas e
estabilizadores em alguns aviões, são operados por um sistema de ar comprimido.
Há um instrumento que mede a pressão do sistema, medindo a diferença entre
a pressão atmosférica e a pressão no interior do sistema de degelo, indicando se há
suficiente pressão para operar os boots degeladores. O instrumento também fornece ao
sistema um método de medida ao se ajustar a válvula de alívio e o regulador do sistema
degelo.
Um indicador típico de pressão é mostrado na figura 12-5.
O estojo tem um respiro na parte inferior para manter pressão atmosférica no
interior do instrumento, bem como prover um dreno para qualquer umidade que possa
acumular-se no interior do instrumento.
O mecanismo do instrumento de medir a pressão de degelo consiste de um tubo
Bourdon, e uma engrenagem com um pinhão, para amplificar o movimento do tubo e
transferi-lo para o ponteiro.
A pressão do sistema de degelo entra no tubo Bourdon através de uma conexão
na parte posterior do instrumento.
Um instrumento de pressão é tipicamente calibrado de 0 PSI até o máximo de
20 PSI, com a escala marcada em graduações de 2 PSI, conforme indica a figura 12-5.
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-5 Indicação da pressão do degelador.
Indicadores de Sucção
Indicadores de sucção são usados nos aviões para indicar a quantidade de sucção
que aciona os instrumentos giroscópicos movidos por ar.
Os rotores dos instrumentos giroscópicos são mantidos em movimento por
correntes de ar dirigidas contra as palhetas do rotor. Essas correntes de ar são
produzidas pelo bombeamento de ar para fora das caixas do instrumento por uma
bomba de vácuo. A pressão atmosférica, então, força o ar para o interior dos estojos
dos instrumentos através de filtros, e é este ar que é dirigido contra as palhetas do
rotor para movê-los e girá-los.
O indicador de sucção indica se o sistema de vácuo está trabalhando
adequadamente. O indicador de sucção tem um respiro para a atmosfera ou para a linha
do filtro de ar, e contém um diafragma sensível à pressão e mais o mecanismo usual
multiplicador que amplifica o movimento do diafragma e transfere esse movimento ao
ponteiro.
A leitura do instrumento de sucção indica a diferença entre a pressão
atmosférica e a pressão negativa no sistema de vácuo.
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Indicadores da Pressão de Admissão
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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movimento do diafragma ao ponteiro. Esse sistema de conexão está completamente
isolado da câmara de pressão e, portanto, não está exposto aos vapores corrosivos
dos gases da linha de admissão.
A pressão existente no coletor de admissão ingressa na câmara selada através de
uma conexão, que é um tubo capilar de extensão curta, na traseira do instrumento.
Esse tubo capilar age como uma válvula de segurança para prevenir danos ao
instrumento por possível retrocesso do motor. O aumento repentino de pressão causado
por um retrocesso é consideravelmente reduzido pela capilaridade do tubo que tem um
diâmetro reduzido.
Quando se instala um indicador de pressão de admissão, um cuidado
especial é tomado para assegurar que o ponteiro está na posição vertical quando
registrar 30” de HG.
Quando o motor não está funcionando, a leitura do instrumento deverá ser a
mesma que a pressão atmosférica local. Isso poderá ser verificado através de um
barômetro que esteja em condições de operação normal. Na maioria dos casos, o
altímetro do avião pode ser usado porque é um instrumento de medir pressão
atmosférica.
Com o avião no solo, os ponteiros do altímetro devem ser posicionados em
zero e o painel de instrumento deve ser vibrado algumas vezes com as mãos, para
remover qualquer possibilidade de ponteiros travados.
A escala do barômetro no indicador do altímetro mostra a pressão atmosférica
quando os ponteiros do altímetro estão em zero. O indicador de pressão da admissão deve
ter a mesma leitura de pressão. Se isto não ocorre, o instrumento deve ser substituído
por outro que esteja operando adequadamente.
Se o ponteiro falha em responder inteiramente, o mecanismo está com toda
probabilidade de defeito. O instrumento deve ser removido e substituído.
Se o ponteiro responde, mas indica incorretamente, pode haver umidade no
sistema, obstrução nas linhas, um vazamento no sistema ou um mecanismo defeituoso.
Quando há dúvida sob qual desses itens é a causa do mau funcionamento, o
motor deve ser operado em regime mínimo, e uma válvula dreno (comumente localizada
perto do instrumento) aberta por poucos minutos. Isto, usualmente, limpa o sistema da
umidade.
Para limpar uma obstrução, as linhas podem ser desligadas e assopradas com ar
comprimido. O mecanismo do instrumento pode ser verificado quanto a vazamentos,
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desconectando-se a linha final do motor e aplicando pressão de ar até que o instrumento
indique 50” de mercúrio, então a linha deve ser rapidamente fechada.
Se o ponteiro do instrumento retorna a indicar a pressão atmosférica, é
porque existe um vazamento. Se um vazamento está evidente, mas não pode ser
localizado, o instrumento deve ser substituído.
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ambas as linhas, desde o tubo perto do ponto em que o tubo está atado ao avião ou
mastro.
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional/ Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-
Vol-2
Fonte: IAC
– Instituto de Aviação Civil –
Divisão de Instrução
Profissional
Figura 12-12
Sistema pitot-estático
com fontes de
pressão separadas.
Este
procedimento
compensará alguma
possível variação
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estática causada por mudanças erradas na atitude do avião. Os dois orifícios são
comumente conectados por uma junção do tipo “Y”. Neste tipo de sistema, a
obstrução da abertura do Pitot por gelo ou sujeira (ou esquecimento de remover a
cobertura do Tubo de Pitot) afetará somente a indicação da velocidade aerodinâmica.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Um sistema de Pitot usado num avião pressurizado multimotor é mostrado na figura
12-13. Três unidades adicionais: controlador de pressão da cabine, instrumento de pressão
diferencial da cabine e sistema de piloto automático estão integrados no sistema estático.
Ambos sistemas são usados nas saídas estáticas, aquecidas ou não-aquecidas.
Altímetros
Há muitos tipos de altímetros em uso nas aeronaves hoje, entretanto eles são construídos
no mesmo princípio básico de um barômetro aneroide.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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limite para as graduações que podem ser ajustadas na escala barométrica, as marcas de
ajuste são usadas quando a pressão barométrica a ser lida está fora dos limites da escala.
Erros de Altímetros
Os altímetros estão sujeitos a vários erros mecânicos. Um erro muito comum é que a
escala não está corretamente orientada para as condições padrão de pressão.
Os altímetros devem ser periodicamente verificados quanto a erros de escala nas câmaras de
altitude, onde existem condições padrão.
Outro erro mecânico é um erro produzido por inércia.
Este erro é provocado quando a aeronave está mantendo uma determinada altitude
por um período longo, e subitamente faz uma mudança muito grande de altitude.
Um erro ou desvio, provocado no altímetro, é causado pelas propriedades elásticas do
material com o qual é construído o instrumento. Este erro será eliminado com pequenas
subidas ou descidas, ou após manter-se uma nova altitude por um período de tempo razoável.
Em adição aos erros no mecanismo do altímetro, outro erro, chamado erro de instalação
afeta a exatidão das indicações.
O erro é causado pela mudança de alinhamento do respiro de pressão estática com o
vento relativo.
A mudança de alinhamento é causada pelas mudanças na velocidade da aeronave, ou
seu ângulo de ataque em voo, ou pela localização da saída estática (respiro) em um campo de
distúrbio de ar (turbulência).
A instalação não apropriada ou danos ao Tubo de Pitot também resultarão de indicações
impróprias de altitude.
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positiva numa subida e negativa quando descendo em altitude.
O ponteiro indicador move-se em qualquer direção desde o ponto zero, dependendo
se o avião está indo para cima ou para baixo. O ponteiro permanece em zero (posição
horizontal) se o avião mantêm-se em voo nivelado.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Se o avião está ganhando altitude, o ponteiro move-se para cima de 0 até 6.000 pés por
minuto, e se o avião move-se para baixo há uma indicação de 0 até 6.000 pés por minuto.
O estojo do instrumento é selado, com a exceção de um pequeno orifício de conexão à
linha estática do sistema Pitot.
Dentro do estojo selado do indicador de subida há um diafragma com uma articulação,
conectando a engrenagem ao ponteiro indicador.
Ambos, o diafragma e o estojo, recebem ar em pressão atmosférica da linha estática.
Quando a aeronave está no chão, ou em voo nivelado, as pressões dentro do diafragma e
do estojo do instrumento permanecem iguais, e o ponteiro indica 0. Quando a aeronave está
subindo, a pressão do diafragma diminui, mas devido ao retardo de medição da passagem
restrita dentro do instrumento, a pressão permanece maior e causa uma contração no
diafragma. O movimento do diafragma atuará o mecanismo, levando o ponteiro a indicar uma
razão de subida.
Quando a aeronave está nivelada, a pressão no estojo do instrumento é a mesma
pressão dentro do diafragma. O diafragma retorna a sua posição neutra e o ponteiro retorna
a zero. Numa descida as condições de pressão são reversas.
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A pressão do diafragma, imediatamente torna-se maior que a pressão dentro do estojo do
instrumento. O diafragma se expande e movimenta o mecanismo do ponteiro para
indicar a razão de descida.
Quando a aeronave está subindo ou descendo numa razão constante, uma razão
definida entre a pressão do diafragma e a pressão do instrumento é mantida através da
passagem calibrada restrita, que requer aproximadamente 6 a 9 segundos para equalizar ambas as
pressões causando um retardo na leitura devida. Quaisquer mudanças súbitas ou abruptas na
atitude da aeronave podem causar indicações errôneas devido à mudança repentina do fluxo de ar
sobre os orifícios de estática.
O Indicador Instantâneo de Razão de Subida é um desenvolvimento mais recente, que
incorpora bombas de aceleração para eliminar as limitações associadas com o vazamento da
calibração. Por exemplo, durante uma subida abrupta, a aceleração vertical faz com que as bombas
forneçam um ar extra para o diafragma para estabilizar a pressão diferencial sem um tempo usual
de retardo. Durante o nível de voo com razão estável, e descidas estáveis, o instrumento opera da
mesma maneira e princípios, como um indicador de subida convencional.
Um sistema de ajuste a zero que pode ser controlado por um parafuso ou um botão
permite o ajuste do ponteiro a zero.
O ponteiro de um indicador de subida deverá indicar zero quando a aeronave estiver
no solo, ou mantendo um nível de voo de pressão constante.
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-17 Velocímetro.
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aviões maiores e mais rápidos.
Outro tipo de velocímetro em uso é aquele que indica a velocidade máxima
permitida. O indicador inclui uma agulha de máxima velocidade permitida, que mostra uma
diminuição da velocidade máxima, quando há um aumento de altitude. Este ponteiro opera
com um diafragma extra no velocímetro que sente as mudanças em altitude, e indica estas
mudanças na face do instrumento.
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1.8 MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE PITOT ESTÁTICO
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Teste Quanto a Vazamentos no Sistema de Pitot Estático
Os sistemas pitot estático das aeronaves devem ser checados quanto a vazamentos após a
instalação de qualquer componente, quando o mau funcionamento do sistema está em períodos
especificados pelos regulamentos das autoridades competentes.
O sistema de testar quanto a vazamento e o tipo de equipamento a ser usado, dependem do
tipo do avião e seu sistema pitot estático. Em todos os casos, a pressão e a sucção devem ser
aplicadas e aliviadas vagarosamente para evitar danos aos instrumentos.
O método de testar consiste basicamente de aplicar pressão e sucção às entradas de
pressão e aos respiros estáticos, respectivamente, usando um testador de vazamentos e
adaptadores acoplados.
A razão de vazamento deverá estar dentro da tolerância permitida e prescrita para o
sistema. Os testes de vazamento também fornecem meios de checar se os instrumentos
conectados a um sistema estão funcionando adequadamente, entretanto, um teste de vazamento
não é utilizado como teste de calibração.
Após executar um teste de vazamento, o sistema deve ser retornado à configuração
normal de voo.
Se for necessário desconectar várias partes de um sistema, é observado se todos os
conectores, adaptadores, ou pedaços de fita adesiva foram removidos do sistema.
BRASIL. IAC – Instituto de Aviação Civil. Divisão de Instrução Profissional Matérias Básicas, tradução do
AC 65-9A do FAA (Airframe & Powerplant Mechanics-General Handbook). Edição Revisada 2002.
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Caro aluno,
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Fonte: [Link]
MÓDULO II
INSTRODUÇÃO
Caro aluno,
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2.1 INDICADORES DE INCLINAÇÃO E CURVA (“TURN AND BANK”)
O indicador de inclinação e curva (Turn and Bank) figura 12-22 também indicado
como “pau e bola”, ou curva e derrapagem, indica a execução correta de uma curva coordenada, e
indica também a inclinação lateral de um avião em voo.
O ponteiro de indicação de curva é operado por um giroscópio movido por vácuo, por
pressão de ar, ou por eletricidade.
O ponteiro de indicação de curva indica a razão, em números de graus por segundo, na
qual o avião está fazendo a curva sobre seu eixo vertical. Ele também fornece informação da
quantidade de inclinação. O eixo de inclinação do giroscópio é montado horizontalmente,
enquanto o giro roda ao redor do seu eixo.
A precessão giroscópica leva o rotor a inclinar-se quando o avião também se inclina. Devido
à direção da rotação, o giroscópio inclina-se sempre na direção oposta da qual o avião está
girando, isto previne que o eixo de rotação esteja vertical à superfície da Terra.
A ligação entre a montagem do giroscópio e a agulha do instrumento, chamado
“mecanismo reverso”, faz com que a agulha indique a direção certa da curva.
A energia para o giro elétrico deve ser fornecida, ou por uma corrente C.A. ou corrente
C.C., do sistema elétrico do avião. O principal valor do giroscópio elétrico dos aviões mais
leves é o fator segurança.
Em aviões monomotores equipados com giros a vácuo, e indicadores de direção a vácuo,
a agulha do Turn and Bank é comumente operada por um giroscópio elétrico.
No caso de falha no sistema de vácuo e perda dos dois instrumentos, o piloto ainda
dispõe de um instrumento de reserva confiável para operação em emergência.
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Operado diretamente da corrente da bateria, o Turn and Bank elétrico é confiável enquanto
a corrente elétrica estiver disponível, não importando o mau funcionamento de geradores ou
sistema de vácuo.
No instrumento elétrico, o giroscópio é um pequeno motor elétrico e pendular.
Ambos os sistemas, movidos a eletricidade e movidos a vácuo, são projetados para
utilizar o mesmo princípio giroscópico, para indicar a inclinação do avião em voo.
A energia para o sistema movido por sucção é regulada por uma válvula restritora instalada
entre a linha de pressão principal e o instrumento, de forma a produzir uma desejada sucção e
velocidade no rotor.
Como a agulha mede a força da precessão, o vácuo excessivamente alto ou
baixo poderia resultar em operação da agulha de forma indesejável.
Para uma específica razão de curva, o vácuo baixo produz uma rotação menor do
giroscópio e, portanto, menor deflexão da agulha para essa específica condição de curva.
O contrário é verdade para a condição de vácuo muito alto.
Dos dois tipos de agulha indicadoras de curva mostrada na figura 12-22, o indicador de 2
minutos de curva é o mais antigo.
Se o instrumento está calibrado acuradamente, uma deflexão na agulha equivalente a sua
largura significa, no indicador de 2 minutos, que o avião está fazendo uma curva à razão de 3
graus por segundo ou curva padrão (2 minutos para uma curva de 360 graus).
No indicador de 4 minutos, uma deflexão da agulha para qualquer lado equivalente a
largura da agulha, indica que a aeronave está curvando a 1,5 graus por segundo ou metade da
razão da curva padrão (4 minutos para uma curva de 360 graus).
Um indicador de curva de 4 minutos foi desenvolvido especialmente para aviões de alta
velocidade.
O indicador de derrapagem (bola) é uma parte do instrumento que consiste num simples
inclinômetro que é um tubo de vidro selado contendo querosene dentro do qual oscila uma bola
preta de ágata ou uma esfera comum de aço que está livre para mover-se dentro do tubo.
O fluido provoca uma ação amortecedora, assegurando movimentos suaves da bola para
ambos os lados. O tubo de vidro é curvado de forma que numa posição horizontal a bola tem a
tendência de permanecer sempre no ponto mais baixo. Uma projeção do lado esquerdo do
tubo contém uma bolha de ar, para compensar a expansão do fluido durante mudanças na
temperatura. Dois pedaços de arame envolvendo o tubo de vidro fixam o tubo à caixa de
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instrumento, e, por sua posição, também serve como marca de referência para indicar a posição da
bola no tubo quando em repouso.
Durante voo reto e horizontal coordenado, a força da gravidade faz com que a bola
permaneça na parte mais baixa do tubo centralizado entre os arames de referência.
Os sistemas Selsyn C.C. fazem parte de um método elétrico, amplamente usado para indicar
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a condição mecânica remota. Especificamente, os sistemas Selsyn C.C. podem ser usados para
mostrar o movimento e a posição do trem de pouso retrátil dos flapes da asa, nos flapes do
motor (Cowlflaps), nas portas de reaquecimento do óleo ou partes similares móveis do avião.
O sistema Selsyn consiste de um transmissor, um indicador e a cablagem de conexão. A
voltagem necessária para operar o sistema Selsyn é fornecida pelo sistema elétrico do avião.
Um sistema Selsyn é mostrado esquematicamente na figura 12-23. O transmissor
consiste de uma bobina circular e um braço de contato rotativo.
O braço rotativo de contato gira em um eixo no centro da bobina de resistência. As duas
pontas do braço ou escova sempre tocam a bobina em lados opostos.
O eixo no qual o braço de contato está ligado se estende através do final do
transmissor, e está ligado a unidades (flapes, trem de pouso, etc.) cuja posição deve ser
transmitida.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Figura 12-23 Diafragma esquemático de um sistema Selsyn de C.C.
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com a nova posição do campo. O rotor então indica a posição do braço transmissor.
Quando o sistema Selsyn C.C. é usado para indicar a posição do trem de pouso , um
circuito adicional é conectado à bobina transmissora que age como um circuito de trava. O
propósito desse circuito é mostrar quando o trem de pouso está recolhido e travado,
ou abaixado e travado. Chaves de trava são mostradas, conectadas num sistema de 3 fios na
figura 12-24.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Figura 12-24 Sistema Selsyn de três fios com dupla chave de trava.
Um resistor está conectado entre uma das pontas do transmissor, e uma chave de
trava individual na outra ponta. Quando qualquer chave de trava é fechada, a resistência é
adicionada ao circuito transmissor para causar desequilíbrio em uma sessão da bobina transmissora.
Esse desequilíbrio causa uma mudança no fluxo da corrente através das espirais da bobina.
O movimento resultante do ponteiro indicador mostra que a chave de trava foi, então,
fechada.
A chave de trava está mecanicamente conectada às travas de trem em cima ou
embaixo, e quando as travas do trem de pouso travam em cima ou embaixo, fecha o interruptor
conectado ao transmissor Selsyn. Este travamento do trem de pouso é repetido no
indicador.
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Sistema Magnesyn
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Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-29 Circuito tanque-capacitância simplificado.
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-30 Circuito ponte de capacitância, simplificado.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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voltagem, e restaurar o circuito a uma condução eletricamente equilibrada.
O ponteiro indicador está ligado, e se move com o receptor potenciômetro para indicar
no mostrador o ângulo de ataque relativo.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
− PORCA ROTATIVA
− PORCA FIXA
Estes nomes são obtidos através do tipo de montagem usada na instalação do gerador ao
motor. O gerador de Tacômetro tipo Flange plana (figura 12-36A)‚ é construído com uma
blindagem num dos lados, projetada para permitir a instalação do gerador a uma placa no
corpo do motor, ou na Caixa de acessórios da turbina com 4 parafusos.
O gerador tipo Porca Rotativa é construído com uma porca na montagem, e está livre
para girar em relação ao resto do instrumento. Este tipo de gerador pode ser seguro e imóvel
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enquanto a porca de montagem é aparafusada no lugar. O gerador do Tacômetro tipo Porca fixa
(fig. 12-36B) é construído com uma porca de montagem instalada em uma das blindagens na lateral
do gerador. A porca de montagem é uma parte rígida do instrumento, e o gerador inteiro deve ser
girado para aparafusar a porca no seu lugar junto ao motor.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional/ Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Os indicadores dos tacômetros devem ser examinados quanto a vidros frouxos, marcas
de escala apagadas ou ponteiros soltos. A diferença nas indicações entre as leituras obtidas,
antes e após o leve bater do instrumento, não poderão exceder mais ou menos 15 RPM.
Este valor pode variar dependendo da tolerância estabelecida pelo fabricante do indicador.
Ambos, o gerador do tacômetro e o indicador, deverão ser inspecionados quanto a firmeza das
conexões mecânicas e elétricas, segurança da montagem e condição geral. Para procedimentos
detalhados de manutenção, as instruções do fabricante deverão sempre ser consultadas.
Quando um motor equipado com um tacômetro elétrico está funcionando em rotação
mínima, os ponteiros indicadores do tacômetro podem flutuar e ter uma leitura baixa. Isto é
uma indicação de que o motor sincro não está sincronizado com a informação que é obtida no
gerador de sinal.
A medida que a velocidade do motor aumenta, ele deverá sincronizar e registrar
corretamente a rotação. A rotação na qual a sincronização ocorre vai variar com o projeto do
sistema tacômetro.
Se os ponteiros do instrumento oscilam a velocidade acima do valor de sincronização, é
verificado se a oscilação total não excede a tolerância permissível. Se a oscilação exceder a
tolerância, verifica-se se é o instrumento ou outro dos componentes que está falhando.
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Oscilação nos indicadores podem ocorrer em um sistema de indicação mecânica, se o
cabo flexível de tração do indicador está sofrendo oscilações. O cabo flexível deve ser fixado em
intervalos frequentes, para a prevenção de oscilações.
Quando se instala indicadores do tipo mecânico, o “teleflex” deve ter espaço adequado
através do painel. Quaisquer dobras necessárias para colocar o cabo através do painel, não
poderão causar esforço na instalação do instrumento no painel.
Evita-se dobras muito acentuadas no cabo transmissor. Um cabo transmissor
instalado inadequadamente pode causar uma pane no indicador, ou fornecer informação
incorreta.
2.8 SINCROSCÓPIO
O sincroscópio é um instrumento que indica se dois (ou mais) motores estão sincronizados,
isto é‚ se eles estão operando na mesma R.P.M.
O instrumento consiste de um pequeno motor elétrico, que recebe corrente elétrica do
gerador do tacômetro de ambos os motores.
O sincroscópio é projetado de forma que a corrente do motor que gira mais depressa,
controla a direção na qual o motor do sincroscópio gira.
Se ambos os motores estão operando à mesma velocidade, o motor do sincroscópio não
opera.
Se, entretanto, um motor está operando mais rápido que o outro, o sinal do seu gerador
obrigará o motor do sincroscópio a girar em uma determinada direção. Se a velocidade do
outro motor então torna-se maior que aquela do primeiro motor, o sinal de seu gerador causará
ao motor do sincroscópio a reversão na direção oposta.
O motor do sincroscópio está conectado através de um eixo, a um ponteiro de
duas pontas no mostrador do instrumento (figura 12.38).
É necessário designar um dos dois motores como motor mestre, para que as indicações
do sincroscópio possam ser úteis.
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Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-39 sincroscópio de quadrimotor.
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Os ponteiros independentes giram no sentido horário quando seu respectivo motor
está girando mais rápido que o motor mestre, e em sentido anti-horário quando está girando
com menor velocidade.
A rotação dos ponteiros começa quando a diferença de velocidade atinge cerca de 350
RPM, e a medida que a sincronização dos motores está sendo obtida, a rotação dos
ponteiros é proporcional à diferença de rotação dos motores.
Várias indicações de temperatura devem ser conhecidas, de forma que a aeronave seja
operada adequadamente.
É importante que a temperatura do óleo do motor, a mistura do carburador, o ar exterior,
a temperatura das cabeças dos cilindros, os dutos de aquecimento e a temperatura dos gases
do escapamento, bem como os gases das turbinas, sejam conhecidas.
Muitas outras temperaturas devem também ser conhecidas, mas estas são algumas das
mais importantes. Diferentes tipos de termômetros são usados para coletar e apresentar esta
informação.
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também estão disponíveis na forma dupla, para uso em aviões multimotores. Muitos
indicadores são compensados para mudanças na temperatura na cabine.
O termômetro de resistência elétrica opera pelo princípio da mudança da resistência
elétrica na maioria dos metais com as mudanças na temperatura. Na maioria dos casos, a resistência
elétrica de um metal aumenta enquanto a temperatura sobe.
A resistência de alguns metais aumenta mais que a resistência de outros, com uma
determinada elevação na temperatura. Se um resistor metálico com um alto coeficiente de
resistência à temperatura (um alto índice de resistência para um determinado aumento na
temperatura) é submetido a uma temperatura a ser medida, e o indicador de resistência é
conectado a ele, todos os requisitos para um termômetro elétrico estão presentes.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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O resistor sensível ao calor é o elemento principal no bulbo, e é construído de forma que
tenha uma resistência definida para cada valor de temperatura dentro de seu limite de operação.
O elemento resistor sensível a temperatura é uma bobina feita de várias ligas, tais
como fio de níquel ou fio de manganês em material isolante apropriado.
O resistor é protegido por um tubo de metal, unido a uma cabeça rosqueada de forma
hexagonal (figura 12-42). As duas extremidades são revestidas ou soldadas ao receptáculo elétrico,
projetadas para receber as tomadas do plugue conector.
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional/ Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Figura 12-43 Circuito medidor do tipo ponte de Wheatstone.
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Indicadores de Temperatura Bimetálicos
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
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Os termopares condutores ou as sondas bimetálicas são comumente construídos de
ferro e constantan, porém, cobre e constantan, ou cromo e alumel são outras combinações de
metais de características físicas diferentes em uso.
Ferro e costantan é a mais usada na maioria dos motores radiais, e cromel e alumel é usada
em motores a jato.
As sondas termopares são projetadas para fornecer uma quantidade definida de
resistência no circuito termopar, portanto seu comprimento ou tamanho não pode ser alterado, a
não ser que alguma compensação seja feita para a mudança da resistência total. A junção
aquecida do termopar varia de forma, dependendo de sua aplicação.
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional/ Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Dois tipos comuns são mostrados na figura 12-45. Eles são do tipo gaxeta e do tipo
baioneta. No tipo gaxeta, dois anéis de metais diferentes são pressionados juntos para formar uma
gaxeta tipo vela de ignição. Cada sonda, que forma uma conexão de retorno ao galvanômetro,
deve ser construída do mesmo metal que a parte do termopar na qual está conectada. Por exemplo,
um fio de cobre está conectado a um anel de cobre, e o fio de costantan deve estar
conectado ao anel de costantan.
O termopar tipo baioneta cabe num orifício na cabeça do cilindro. Aqui novamente,
o mesmo metal é usado no termômetro como na parte do termopar, ao qual está conectado. O
cilindro escolhido para a instalação do termopar é o cilindro que opera mais quente nas mais
63
diversas condições de operação. A localização deste cilindro varia com os diferentes tipos de
motores.
A junção fria do circuito termopar está dentro da caixa do instrumento.
Desde que a força eletromotiva, verificada no circuito, varia com a diferença da
temperatura entre as junções fria e a quente‚ é necessário compensar o mecanismo do indicador
para mudanças da temperatura na cabine que poderão afetar a junção fria. Isso é conseguido
usando-se uma mola bimetálica, conectada ao mecanismo indicador.
Quando as sondas são desconectadas do indicador, a temperatura da área da cabine ao
redor do painel pode ser lida no instrumento. A razão disso, é que a mola compensadora
bimetálica continua a agir como um termômetro.
A figura 12-46 mostra os indicadores de dois instrumentos de temperatura do termopar
(thermocouple).
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
64
Sistemas de Indicação de Temperatura dos Gases
EGT (Temperatura dos Gases do Escapamento) é uma indicação variável muito crítica da
operação de uma turbina. O sistema de indicação de EGT fornece uma indicação visual na cabine,
da temperatura dos gases do escapamento da turbina, enquanto eles estão deixando a unidade
motora. Em algumas turbinas a temperatura dos gases do escapamento é medida na
entrada da turbina. Este sistema é usualmente conhecido como “TIT”, temperatura da
entrada da turbina (turbine inlet temperature).
A principal desvantagem deste método é que o número de sondas requeridas torna-se
maior, e a temperatura ambiente em que ele deve operar é aumentada.
Uma sonda de medir temperatura dos gases de escapamento é montada num isolante
de cerâmica e revestida de uma blindagem de metal. A sonda tem a forma de um tubo
cilíndrico que se projeta e fica localizado na saída dos gases. Ela é construída de cromel (uma
liga de níquel-cromo) e alumel (uma liga de níquel e alumínio).
A junção quente penetra num espaço para dentro da blindagem, e a blindagem tem
orifícios na sua extremidade, permitindo o fluxo dos gases de escapamento através da junção
quente.
Várias sondas são usadas e são instaladas em intervalos, ao redor do perímetro da saída
dos gases da turbina ou do duto de escapamento.
As sondas medem o EGT da turbina em milivolts, e esta voltagem é transmitida a um
amplificador no indicador na cabine onde é amplificada e usada para energizar um pequeno servo
motor, que move o do ponteiro indicador do termômetro. Um sistema típico de EGT é mostrado
na figura 12-47.
65
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
66
incluído está um circuito de referência de voltagem, um amplificador, uma bandeira (“OFF”) de
instrumento inoperante, e uma luz de alerta de sobre temperatura.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
67
2.10 TERMÔMETRO DE RESISTÊNCIA DE RAZÃO ELÉTRICA
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
69
combustível que une a saída do carburador à válvula de alimentação de combustível, ou bico
ejetor. O indicador está normalmente montado no painel de instrumentos.
Um corte transversal de um transmissor típico é mostrado na figura 12-50. A gasolina
passando pela entrada da câmara de combustível é direcionada contra uma palheta medidora,
causando a mudança da sua posição dentro da câmara.
Quando a palheta é movida de uma posição fechada pela pressão do fluxo de
gasolina, a distância entre a palheta e a câmara de combustível torna-se gradativamente maior, e
este movimento é transmitido ao eixo na qual a palheta está ligada. A figura 12-51 mostra uma
vista detalhada de um sistema de medir fluxo de combustível.
A palheta medidora move-se contra a força oposta de uma mola.
Quando a força criada por um determinado fluxo de combustível está
equilibrada com a tensão da mola, a palheta torna-se imóvel.
A palheta é conectada magneticamente ao rotor de um transmissor que gera sinais
elétricos para indicar em um instrumento na cabine.
70
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-51 Sistema medidor do fluxo de combustível.
71
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-53 Típico indicador de fluxo do combustível.
BRASIL. IAC – Instituto de Aviação Civil. Divisão de Instrução Profissional Matérias Básicas, tradução do
AC 65-9A do FAA (Airframe & Powerplant Mechanics-General Handbook). Edição Revisada 2002.
Caro aluno,
Vamos para o nosso último módulo para estudarmos giroscópios, práticas de manutenção de
um sistema de sucção, sistema de piloto automático entre outros...
Continuemos com o mesmo afinco...
Uma trajetória de sucesso estará sempre pautada por empenho e determinação.
Bons estudos...
73
Fonte: [Link]
MÓDULO III
INTRODUÇÃO
Caro aluno,
74
3.1 INSTRUMENTOS GIROSCÓPICOS
Três dos mais comuns instrumentos de voo: o indicador de atitude, o indicador de rumo e
o indicador de inclinação e curvas (Turn and bank) são controlados por giroscópios.
Para se entender como estes instrumentos operam exige-se um conhecimento
dos princípios giroscópicos dos sistemas de força dos instrumentos e os princípios
operacionais de cada instrumento.
O giroscópio é uma roda, ou disco, montado para girar em alta velocidade ao redor de um
eixo, sendo também livre para girar em um ou mais eixos perpendiculares em seu movimento de
rotação. Um giroscópio em alta velocidade oferece resistência a qualquer força que tente mudar a
direção do eixo de rotação.
Um rotor em alta velocidade é o coração de um giro básico (“A” da figura 12-55). Um
anel de suporte com rolamentos, nos quais o rotor e um eixo podem girar, são acrescentados
a unidade básica (“B” da figura 12-55), e um anel exterior com rolamentos montados a
noventa graus, com os rolamentos do rotor foram acrescentados (“C” da figura 12-55). O
anel interno, com seu rotor e eixo, podem girar através de trezentos e sessenta graus dentro do
anel exterior.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Quando o rotor está girando em alta velocidade, o giroscópio demonstra uma de suas duas
características giroscópicas. Ele adquire um alto grau de rigidez, e seu eixo aponta sempre
na mesma direção, não importando para qual direção sua base seja movida (figura 12-57).
1. Peso. Para um determinado tamanho uma massa pesada é mais resistente à atuação
de forças externas que uma massa mais leve.
2. Velocidade angular. Quanto maior a velocidade da rotação, maior rigidez ou
resistência a deflexão.
3. Raio no qual o peso está concentrado. O máximo efeito é obtido de uma massa
quando o seu peso principal está concentrado perto da borda rodando em alta
velocidade.
4. Fricção do rolamento. Qualquer fricção causa uma força de deflexão para um giro.
A mínima fricção no rolamento mantém as forças de deflexão a um mínimo.
76
Uma segunda característica giroscópica é a precessão, que está ilustrada na figura 12-58A,
pela aplicação de uma força ou uma pressão a um giro sobre o seu eixo horizontal.
A força aplicada é resistida, e o giroscópio em vez de girar sobre seu eixo
horizontal pressiona sobre seu eixo vertical na direção indicada pela letra “P”. De uma maneira
idêntica se aplicarmos pressão ao eixo vertical, o giro pressiona sobre seu eixo horizontal na
direção mostrada pela flecha “P”, na figura 12-58 “B”.
77
3.2 FONTES DE FORÇA PARA OPERAÇÃO DE GIROSCÓPIO
Sistema de Vácuo
As vantagens do venturi como uma fonte de sucção são o seu custo relativamente baixo e
a simplicidade de instalação e operação. Um avião leve, monomotor, pode ser equipado por
um venturi de duas polegadas (2 [Link] de capacidade de sucção) para operar o indicador de
curva.
78
Com um sistema adicional de 8 polegadas, existe força disponível para mover os
indicadores de atitude e direção. Um sistema de venturi é mostrado na figura 12-59. A linha que
sai do giroscópio (figura 12-59) está conectada no tubo de venturi montada no exterior da
fuselagem do avião. Através da velocidade aerodinâmica normal de operação, a velocidade do ar
pelo venturi cria sucção suficiente para causar a rotação do giroscópio.
As limitações do sistema venturi são evidentes na ilustração da figura 12-59. O
venturi é projetado para produzir o vácuo desejado a aproximadamente 100 m.p.h, sob
condições padrão ao nível do mar.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
79
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Figura 12-60 Vista em corte de uma bomba de vácuo, do tipo palheta, girada pelo motor.
Por esta razão o sistema é adequado somente para aviões leves de treinamento por
instrumentos e voos limitados sobre determinadas condições meteorológicas.
Aviões que voam a grandes variáveis de velocidade, altitude e condições meteorológicas
mais adversas, exigem uma fonte mais eficiente de força independente da velocidade
aerodinâmica e menos sensível a condições aerodinâmicas adversas.
A bomba de vácuo de palheta acionada pelo motor é a fonte mais comum de sucção
para giros instalados em aviões leves da aviação geral.
Um tipo de bomba de palheta é montado no eixo de acessórios do motor e está conectado
ao sistema de lubrificação de forma que a bomba seja resfriada e lubrificada. Outro
sistema comumente usado é a bomba de sucção seca também acionada pelo motor.
A bomba opera sem lubrificação e a instalação não exige linhas para o suprimento normal
de óleo do motor e não há necessidade de separador de ar com o óleo ou válvulas. De um
modo geral, os sistemas de bomba lubrificada por óleo, são semelhantes.
A principal desvantagem do sistema de vácuo com bomba de sucção movida pelo motor do
80
avião refere-se a indicações imprecisas em voos a grandes altitudes.
Fora a manutenção de rotina dos filtros e as tubulações que não existem nos sistemas giro
elétricos, a bomba de sucção movida pelo motor é uma fonte tão efetiva para os aviões leves
quanto o sistema elétrico de sucção.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Figura 12-61 Típico sistema de vácuo com bomba movida pelo motor da aeronave
81
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-62 Válvula reguladora do vácuo.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Sucção
As pressões da sucção estudadas em conjunto com a operação dos sistemas de vácuo são
realmente pressões negativas ou pressões menores (abaixo do nível do mar).
Por exemplo, se a pressão ao nível do mar é igual a 17.5 p.s.i. então uma polegada de
mercúrio ou uma p.s.i. de sucção é igual a -1 p.s.i. de pressão negativa ou 16,5 de pressão
positiva.
Da mesma forma, 3 polegadas de mercúrio são iguais a -3 p.s.i. de pressão
negativa ou +14,5 de pressão positiva.
Quando a bomba de vácuo desenvolve uma sucção (pressão negativa), deve também
criar uma pressão positiva.
Esta pressão (ar comprimido) é algumas vezes utilizada para operar instrumentos de
pressão, câmaras degeladoras (boots) e selos infláveis.
83
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
84
motor esquerdo ou do motor direito, as linhas são dirigidas através de tubulações que consistem
em tubos flexíveis, que conectam os instrumentos operados a vácuo ao sistema. Do instrumento,
as linhas são orientadas até o instrumento de sucção e passam por uma válvula seletora do
indicador de curva (Turn and bank). Esta válvula tem três posições: principal, “T & B” esquerdo
e “T & B” direito. Na posição principal o indicador de sucção mostra as linhas do horizonte
artificial e giro direcional. Nas outras posições, o menor valor de sucção para o indicador de
curva (Turn and bank) pode ser verificado.
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
86
3.5 GIROCÓPIOS OPERADOS POR PRESSÃO
Erros nas apresentações no indicador de atitude são oriundos de qualquer fator que
impeça a operação do sistema de sucção dentro dos limites projetados, ou de qualquer força que
impeça a rotação normal do giroscópio na velocidade projetada.
Estes fatores podem incluir equipamentos mal balanceados, filtros obstruídos, válvulas
inadequadamente ajustadas e mau funcionamento das bombas.
Tais erros podem ser minimizados pela instalação apropriada, por inspeção, e práticas
de manutenção adequadas.
Outros erros, inerentes a construção dos instrumentos, são causados por fricção e partes
desgastadas. Esses erros, resultando em precessão errada e falha do instrumento para manter
indicações precisas, aumentam com o tempo de serviço do instrumento.
Para o mecânico, de aviação a prevenção ou correção de defeitos do sistema de sucção
usualmente consistem em limpeza ou substituição dos filtros, verificando e corrigindo a
insuficiência de sucção ou removendo e substituindo os instrumentos. Uma lista das falhas
mais comuns, junto com seu procedimento para correção, está na figura 12-67.
87
CAUSA PROVÁVEL PESQUISA CORREÇÃO
(1) Sucção inoperante ou deficiente:
Defeito do indicador. Em aeronave multimotora teste o Substitua o instrumento defeituoso
indicador com o sistema do motor
oposto
Válvula de alívio da sucção com Corrija o ajuste da válvula Faça o ajuste para adequado valor
ajuste incorreto
Válvula de alívio instalada Inspecione visualmente Instale corretamente
inversamente
Linha quebrada Inspecione visualmente Substitua a linha
Linhas cruzadas Inspecione visualmente Instale as linhas
Obstrução nas linhas de vácuo corretamente
Teste quanto a obstrução Limpe e teste as linhas substitua
as
peças com defeito
Falha da bomba de vácuo Remova e inspecione Troque a bomba com defeito
Válvula reguladora Faça o reajuste da válvula e Ajuste para o adequado valor
incorretamente verifique o
Válvula
Ajustadade alívio da sucção, suja Limpe e ajuste a válvula
resultado Se não conseguir o reajuste,
substitua a
(2) Sucção excessiva: válvula
Válvula de alívio com ajuste ------------------- Ajuste a válvula de alívio para a
incorreto regulagem correta
Indicador de vácuo inexato Teste a calibração do indicador Substitua o indicador com defeito
88
Os melhoramentos relativos a fatores de projeto, leitura mais fácil, característica de
ereção, redução de erros induzidos e limitações do instrumento são considerados nos vários
tipos que estão disponíveis no mercado.
Dependendo das melhorias em um projeto, em particular, os detalhes para o
mostrador do instrumento e os controles na cabine variam de diferentes formas em
diferentes instrumentos.
Todos indicam, em um grau variado, as informações em cabragem para referência em
atitude do avião.
O indicador típico de atitude ou giro horizonte, como às vezes é conhecido, tem um
giro que procura a posição vertical e o eixo de rotação com tendência a apontar ao centro da terra.
O giro está ligado a uma barra horizontal e estabiliza uma esfera onde encontram-se
marcas de atitude.
A esfera, a barra horizontal e um ponteiro de referência, movem-se com mudanças
na atitude da aeronave.
Leituras combinadas nestas indicações do instrumento fornecem uma apresentação
contínua e ilustrada da posição do avião, inclinação e cabragem em relação a superfície da terra.
Um motor giroscópico é movido por corrente alternada, de 115 volts e 400 ciclos. O giro
com uma rotação de 21.000 rpm é mantido por um eixo e anéis de montagem (ginbals), ligado
ao eixo do rotor. Esta é a barra do horizonte, que se move para cima e para baixo em um arco de
aproximadamente 27 graus de movimento. A esfera fornece um pano de fundo para a barra do
horizonte, e tem as palavras subir e descer (climb, dive) e um olho pintado sobre a esfera.
Subir e descer representa cerca de 60 graus de cabragem.
Ligado ao eixo do mecanismo de cabragem está o indicador de curva que é livre para
movimentar-se em 360 graus.
89
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-68 Indicador Giro-horizonte.
A face do mostrador do indicador de atitude tem marcas de 0, 10, 20, 30, 40 e 60 graus
de inclinação e são usadas com um ponteiro indicador de curva, para indicar os ângulos de
inclinação para a esquerda ou para a direita. A face de um tipo de giro-horizonte é mostrada na
figura 12-68.
A função do mecanismo de ereção é manter o eixo do giroscópio verticalmente à superfície
da terra.
Um imã ligado ao topo do eixo do giroscópio gira a aproximadamente 21.000 rpm. Em
volta deste imã, mas não afixado, há uma luva que gira por tração magnética a aproximadamente
44 até 48 rpm. Conforme ilustra a figura 12-69, as esferas de aço estão livres para mover-se
ao redor da luva.
Se o efeito da força de gravidade não estiver alinhado com o eixo do giro, as esferas de
aço cairão para o lado mais baixo. A precessão resultante realinha o eixo de rotação
verticalmente.
O giro pode ser calibrado manualmente por um mecanismo que provoca a rápida ereção.
Quando o instrumento não está obtendo força suficiente para a operação normal, uma bandeira
(“OFF”) de instrumento inoperante, aparece na parte superior direita do instrumento.
90
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
92
Os erros remanescentes, após os ajustes do compasso, são registrados num cartão de
correção do compasso, montado próximo ao instrumento.
A calibração de um compasso pode ser realizada em voo ou no solo. A calibração de um
compasso feita no solo é usualmente feita com a aeronave sobre uma "rosa dos ventos”. Uma
rosa dos ventos (figura 12-71) é um símbolo pintado ou marcado sobre uma superfície plana
no aeroporto, e graduado em graus.
As direções na rosa dos ventos são direções magnéticas, embora o norte verdadeiro
seja indicado em alguma rosa dos ventos. O procedimento de compensação de um compasso
depende do tipo da aeronave. A necessidade de calibração, e as suspeitas de mal funcionamento
do compasso, são geralmente registrados no livro de bordo, ou efetuados em períodos
programados no calendário.
A maioria das oficinas realizam checagens no compasso, a qualquer tempo que haja
substituição, modificação ou colocação de equipamento ou equipamentos que possam causar
desvio no compasso.
1. O compensador deve ser colocado em uma posição que não tenha efeito nos imãs
principais do compasso;
93
2. O avião é colocado diretamente na direção sul magnética da rosa dos ventos. A
cauda da aeronave deverá ser elevada, no caso de avião convencional, para a posição de voo
nivelado;
3. Note-se a leitura do compasso, e registra-se esta leitura. O desvio é a diferença
algébrica entre o rumo magnético e a leitura do compasso;
Exemplo: na proa sul (180 graus), a leitura é 175,5 graus. Isso deverá ser registrado
como um desvio de + 4,5 graus (180 graus -175,5 graus = 4,5 graus). Se a leitura do compasso
é muito baixa, o desvio é maior. Se a leitura é muito alta, o desvio é menor.
4. Alinha-se aeronave numa proa norte magnética. Registra-se a leitura do compasso
computando o desvio.
Exemplo: na proa norte (000 grau) o compasso indica 006,5 graus. Como este
desvio é 6,5 graus muito alto, é registrado como um sinal de menos (-6,5º).
5. O coeficiente de desvio norte/sul é determinado subtraindo-se algebricamente o
desvio sul do desvio norte, e dividindo-se o saldo por 2:
7. Alinha-se o avião numa linha leste magnética (090 graus de proa). Registra-se a leitura
do compasso, calculando o desvio. Suponha-se que a leitura do compasso seja exatamente 90º na
proa leste magnética um desvio 0º;
8. Calcula-se o coeficiente de desvio Leste-Oeste;
94
9. Enquanto a aeronave estiver na proa leste ajusta-se o compensador Leste-Oeste para
adicionar 3º a leitura do compasso;
10. Esta leitura, então, torna-se 93º na proa leste e 273º no rumo oeste;
11. Deixando a aeronave no rumo leste magnético, calcula-se o coeficiente de
desvio total. Este coeficiente é igual à soma algébrica dos desvios do compasso por todos os
quatro pontos cardeais (norte, leste, sul e oeste) dividido por 4.
Se o coeficiente for maior que 1 grau, a compensação adicional é comumente realizada. A
compensação não é feita com o dispositivo de compensação magnética. Isto é conseguido
alinhando-se novamente o compasso de forma que ele seja montado numa posição paralela ao
eixo longitudinal da aeronave;
12. Após a compensação inicial ser completada, a aeronave será compensada novamente
nos rumos de 30, 60, 120, 150, 210, 240, 300 e 330 graus. As leituras do compasso para cada
rumo são registradas num cartão de correção do compasso. Este cartão é então montado tão
próximo quanto possível do instrumento, para a leitura de referência. Um exemplo de um cartão de
correção de um compasso é mostrado na figura 12-72.
O procedimento descrito é básico para compensação. Circuitos adicionais ao redor da rosa
dos ventos devem ser feitos com os motores, os equipamentos elétricos e rádio operando,
para verificar a exatidão das compensações básicas.
95
Macacos, guinchos, elevadores, ou quaisquer dispositivos necessários para movimentar e
alinhar a aeronave nos vários rumos de uma rosa dos ventos, deveriam ser preferivelmente
construídos de material não magnético.
Quando isto se tornar impossível, os dispositivos podem ser checados quanto a seus efeitos
no compasso, movimentando-os ao redor da aeronave num círculo, na mesma distância que os
separaria do compasso quando eles estiverem sendo usados.
O equipamento que causar uma mudança nas leituras do compasso de mais de 1 quarto de
grau, não deverá ser usado. Adicionalmente, caminhões de combustível e tratores de reboque, ou
outros aviões contendo metais magnéticos, não deverão estar estacionados numa distância da
rosa dos ventos, que possa afetar o compasso do avião sendo calibrado. O compasso magnético
é um instrumento simples que não necessita de um recurso de uma fonte de energia.
Um mínimo de manutenção é necessário, mas o instrumento é delicado e deve ser
cuidadosamente manuseado durante a inspeção. Os itens seguintes são usualmente incluídos em
uma inspeção:
1. O indicador compasso deve ser checado para leituras corretas nos vários pontos
cardeais, e novamente compensado, se necessário;
2. As partes móveis de um compasso devem mover-se facilmente;
3. O conjunto do compasso deve ser corretamente instalado num dispositivo
antivibração, e não deve tocar qualquer parte de metal do avião;
4. O estojo do compasso deve estar sempre cheio com fluído. Este fluído não deve
conter quaisquer bolhas e nem descoloração;
5. A escala deve ser legível e ter uma boa iluminação.
96
o esforço e fadiga no controle do avião, durante voos muito longos.
Para realizar isto, o sistema de piloto automático realiza diversas funções. Ele
permite ao piloto manobrar o avião com o mínimo de operações manuais.
Enquanto sob o controle automático, o avião pode subir, descer e mergulhar, além de
fazer curvas com pequenos movimentos de botões no controlador do piloto automático.
Os sistemas de piloto automático fornecem controles para 1, 2 ou 3 eixos dos aviões,
conforme o tipo do sistema.
Alguns sistemas de piloto automático controlam somente os ailerons (um eixo), outros
controlam os ailerons e profundores ou lemes (dois eixos). O sistema de piloto automático de três
eixos controla ailerons, profundores e leme de direção.
Todos os sistemas de piloto automático contêm os mesmos componentes básicos:
Princípio de Operação
O sistema de piloto automático voa o avião, utilizando sinais elétricos gerados em unidades
sensíveis a informações giroscópicas.
Essas unidades estão conectadas a instrumentos de voo que indicam direção, razão de
inclinação, curvas, ou posição do nariz. Se a atitude do voo ou rumo magnético é alterado, sinais
elétricos são gerados nos giros. Estes sinais são usados para controlar a operação das
unidades servo, que convertem energia elétrica em movimento mecânico.
O servo é conectado à superfície de controle, que converte os sinais elétricos em
força mecânica que move a superfície de controle em resposta ao sinal de correção ou
comandos do piloto. Um sistema básico de piloto automático é mostrado na figura 12-73.
97
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
A maioria dos pilotos automáticos modernos podem ser descritos em termos dos seus
três maiores canais:
1. O leme de direção;
2. O aileron;
3. Os canais dos profundores.
O canal do leme de direção recebe dois sinais que determinam quando e o quanto o
leme de direção deverá mover-se.
O primeiro sinal é o sinal de direção, um sinal de curso, originado em um sistema de
compasso.
Enquanto o avião permanece no rumo magnético em que estava, quando o
piloto automático foi ligado, nenhum sinal aparecerá.
Entretanto, qualquer desvio do rumo faz com que o sistema compasso envie um sinal
para um canal do leme de direção. Este sinal é proporcional ao desvio angular do avião, do
rumo pré estabelecido.
O segundo sinal recebido do canal de leme de direção é o sinal de razão. É o canal que
fornece informação sempre que o avião está cursando sobre o eixo vertical. Esta informação é
fornecida pelo “turn - and - bank”, que indica a razão de curva.
Quando o avião tenta sair do curso o giro de razão cria um sinal proporcional à razão de
curva, e o giro de direção, giro direcional, desenvolve um giro proporcional a amplitude do desvio.
98
Os dois sinais são emitidos para o canal do leme de direção do amplificador, onde são
combinados e têm sua potência aumentada. O sinal amplificado é então enviado ao servo do leme.
O servo gira o leme de direção para fazer com que o avião retorne ao curso magnético
selecionado anteriormente. Assim que a superfície do leme de direção se move, um sinal de
acompanhamento (follow up) é criado e se opõe ao sinal original. Quando os dois sinais são
iguais em magnitude o servo para de mover-se.
Assim que o avião estiver de volta ao curso desejado, o sinal de curso atingirá um valor
zero, e o leme de direção voltará à posição neutra pelo sinal de acompanhamento (follow up).
O canal do aileron recebe seu sinal de informação de um transmissor localizado no
indicador de giro horizonte.
Qualquer movimento do avião sobre seu eixo longitudinal causará a unidade sensível de
giro, que desenvolva um sinal para corrigir aquele movimento.
Este sinal é amplificado, examinado e enviado ao servo dos ailerons, que move a superfície
de comando dos ailerons para corrigir o erro. Assim que a superfície dos ailerons se move, um sinal
de acompanhamento ocorre em oposição ao primeiro sinal de desvio.
Quando os dois sinais se equivalem em magnitude, o servo para de mover-se.
99
Assim que os ailerons são movidos fora de sua posição neutra, e enfrentam a posição do
vento relativo, a aeronave voltará para sua posição de voo nivelado, com o sinal de
informação tornando-se menor, e o sinal de acompanhamento dirigindo as superfícies de comando
do aileron de volta para a posição neutra
Quando o avião retornar ao nível de voo e atitude nivelada, o sinal de informação voltará a
ter um valor zero. Ao mesmo tempo, as superfícies de comando dos ailerons estarão com
posição neutra e o sinal de acompanhamento será zero.
Os circuitos que compõe o canal dos profundores funcionam de modo similar aos circuitos
do canal do aileron com a exceção de que o canal dos profundores detecta mudanças na atitude
do avião em voo, isto é, a posição do nariz do avião em relação ao horizonte.
O circuito de todos os três canais pode ser observado em detalhes no desenho da figura
12-74.
O sistema do piloto automático, que foi descrito acima, foi usado para mostrar a função
de um piloto automático simples. A maioria dos pilotos automáticos são, contudo, muito mais
sofisticados. Entretanto, muitas operações fundamentais são similares.
Os sistemas de piloto automático são capazes de efetuar uma variedade muito grande de
tarefas em navegação, para o controle automático em voo.
1. Os elementos de comando;
2. Os elementos sensíveis;
3. Os elementos computadores;
4. Os elementos de atuação.
100
Elementos de Comando
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Acionando-se o botão de curva, o avião poderá ser comandado a girar em qualquer direção.
O interruptor de ligar (engage) é usado para ligar ou desligar o piloto automático.
Além disso, a maioria dos sistemas tem um botão de desconexão do piloto automático
no manche.
Este botão, operado por pressão dos dedos do piloto, pode ser usado para
desconectar o sistema do piloto automático em caso de ocorrência de um mal funcionamento do
sistema, ou emergência.
Um tipo de sistema de piloto automático tem uma chave de controle liga-desliga, que
manualmente engraza o mecanismo de fricção do servo motor na embreagem dos cabos. A
maneira de desconectar eletricamente a fricção é fornecida através de um botão de desconexão,
localizado nos manches.
101
Fonte: FAA-H-8083-31-AMT-Airframe-Vol-2
Elementos Sensíveis
O giro-direcional, giro “turn - and - bank”, giro atitude e controle de altitude são os
elementos sensíveis.
Essas unidades sentem os movimentos do avião, e automaticamente geram sinais para
manter estes movimentos sob controle.
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Computador ou Amplificador
Elementos de Atuação
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3.10 SISTEMA DIRETOR DE VOO
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O diretor de voo dirige a atitude necessária para interceptar e manter este rumo selecionado.
Os sistemas de diretor de voo são projetados para oferecer a maior assistência durante a fase de
aproximação do voo por instrumentos. Sinais do “ILS” localizador e rampa, são transmitidos
e levados através de receptores a bordo para o computador, e são apresentados como indicações de
comando na função de manter altitude, voo nivelado, e mantido durante as fases de espera
e curvas do procedimento.
Uma vez que tenhamos interceptado o localizador do “ILS”, os sinais de comando do
diretor de voo são mantidos centralizados, ou em uma condição zero. A compensação para o
desvio causado pelo vento é automática. A interceptação do sinal da rampa do “ILS”
causará uma indicação para baixo no indicador de atitude. Qualquer desvio da inclinação,
conveniente para manter a rampa do “ILS”, causará uma indicação para cima ou para baixo do
símbolo indicador de informações no diretor de voo.
Quando o botão de “manter altitude” está sendo pressionado, ele desligará
automaticamente quando a rampa do “ILS” for interceptada. Um sistema diretor de voo não
somente indica a situação presente mas também prevê as consequências futuras desta situação. Por
exemplo: uma mudança momentânea em atitude é detectada pelo computador, e o movimento do
símbolo de comando é criado para corrigir esta condição possivelmente antes que um erro de
altitude possa ocorrer. Portanto, maior precisão é obtida com menos esforço manual, por parte
do piloto do avião.
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deve estar corretamente alinhado e em operação suave.
Quando necessário, os cabos de operação das superfícies de comando deverão
ser verificados quanto a tensão.
Uma verificação operacional é importante para assegurar-se que cada circuito do piloto
automático está funcionando adequadamente.
Uma verificação operacional do piloto automático deve ser realizada em novas instalações,
após a substituição de um componente do sistema, ou sempre que um mal funcionamento do
piloto automático seja suspeito.
Após ligar as chaves mestres (master) do avião, é permito que os giros tenham tempo
suficiente para adquirir rotação necessária para a operação normal, e que o amplificador se
aqueça adequadamente antes de ligar o piloto automático. Alguns sistemas são protegidos com
dispositivos que previnem a ligação prematura do sistema automático.
Enquanto se mantém a coluna de controle na posição normal de voo, o sistema, usando
o botão de controle do piloto automático é ligado. Após a ligação do sistema, executa-se as
checagens de verificação, especificadas para o avião em particular.
Em geral, as verificações consistem de:
1. Girar o botão de curva para a esquerda. O pedal de comando do leme esquerdo deverá
mover-se para frente, e o manche na coluna de controle deverá mover-se para a esquerda, e a
coluna de controle deverá mover-se levemente para trás;
2. Girar o botão de comando de curva para a direita. O pedal direito que comanda o
leme deverá mover-se para a frente, e o manche da coluna de controle move-se para a direita. A
coluna de controle deverá mover-se levemente para trás. Retornar o botão de curva para a
posição central. Os controles deverão voltar para a posição de voo nivelado;
3. Girar o botão de controle de “pitch” (comando de nariz). A coluna de controle
deverá mover-se para a frente;
4. Girar o botão de controle de “pitch” para trás. A coluna de controle deverá mover-se
para trás.
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SISTEMA NÚMERO INDICAÇÃO
A.T.A.
Combustível 2800 Baixa pressão de
da aeronave combustível
Combustível 7300 Baixa pressão de
do motor combustível
Elétrico 2400 Inversor inoperante
Gerador 2400 Gerador inoperante
Gerador 2400 Gerador de suprimento
Partida 8000 Motor de partida
engrezado
Óleo do motor 7900 Baixa pressão de óleo
Trem de 3200 Baixa pressão dos freios
pouso
Trem de 3200 Não trava em baixo
pouso
Trem de 3200 Antiderrapante
pouso inoperante
Ar 2100 Alta pressão da cabide
condicionado
Ar 2100 Baixa pressão da cabide
condicionado
Controles de 2700 Flape de mergulho
voo estendido
Estabilizador 5500 Não seleciona para
decolagem
Escapamento 7800 Baixa pressão no
do motor reverso
Unidade de 4900 Porta de escap. do APU
força auxiliar não abre
Portas 5200 Porta da cabide
destravada
Portas 5200 Porta de carga
destravada
Navegação 3400 Computador de ajuste
Mach inop.
Elétrico 2400 Ligação das barras
(BUS TIE) aberta
Piloto 2200 Piloto automático
automático desligado
Hidráulico 2900 Baixa pressão
hidráulica
Aviso de fogo 2600 Superaquecimento do
compart. traseiro
A luz master do painel anunciador poderá ser desligada sendo pressionada, mas a
luz indicadora permanecerá acesa até que a falha seja corrigida, ou o equipamento em pane
seja desligado.
Uma vez “resetada”, a luz mestre de alerta está pronta para avisar de uma falha
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subsequente, mesmo antes da correção daquela falha inicial. Com uma pressão para testar o
funcionamento da luz, é possível checar-se todos os circuitos deste sistema. Os modelos
mais modernos de jatos executivos têm os dispositivos sensíveis divididos em grupos, de acordo
com o seu método de operação. O grupo mais rápido responde ao calor e usa material bimetálico
calibrado a predeterminadas temperaturas. O segundo grupo responde a mudanças de pressão e
utiliza uma câmara flexível que se move quando pressurizada. O terceiro grupo consiste de
chaves mecanicamente operadas e/ou contatos em um relê.
Um sistema indicador pode incluir qualquer uma ou todas as indicações, ou outras
quando necessário.
Aviões com trem de pouso retrátil usam um sistema de alerta auditivo, para alertar a
tripulação de uma condição insegura.
ESTÁGIO DA SISTEMA DE SINAL DE CAUSA DA ATIVAÇÃO DO AÇÃO CORRETIVA
OPERAÇÃ O AVISO AVISO SINAL
Pouso Trem de Buzina Trem de pouso não travou “em Recolha os flapes e avance
pouso ATA contínua baixo” quando os flapes estão as manetes.
3.200 fora da posição “em cima” e as
manetes retardadas para a
marcha lenta.
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Qualquer Aviso de fogo Campainha Alguma condição de 1- Reduza o aquecimento
estágio ATA 2600 contínua superaquecimento ou fogo em da área onde o sistema de
algum motor ou no alojamento aviso de fogo foi ativado.
das rodas principais ou do nariz. 2- O sistema pode ser
Motor auxiliar (APU) ou algum silenciado empurrando-se
compartimento com instalação o interruptor de corte da
de aviso de fogo. Também campainha de aviso de
quando o sistema de aviso de fogo ou de corte do APU.
fogo e testado.
Qualquer Comunicações Toque muito Em qualquer tempo que o botão Solte o botão ou se ele
estágio ATA 2300 alto de chamada do comandante é permanecer travado puxe-
pressionado para um painel de o para fora.
força do comissário(a) da parte
dianteira ou traseira da cabine.
Qualquer Comunicações Tonalidade de Sempre que um sinal tenha sido Pressione o botão rearmar,
estágio sistema chamada recebido por um sistema de no painel de controle do
Secal ATA muito baixa comunicação HF ou VHF e sistema “Secal”
2300 ou decodificado pelo sistema
simplesmente “Secal”
baixa
Fonte: IAC – Instituto de Aviação Civil – Divisão de Instrução Profissional
Figura 12-78 Sistema de alarme auditivo.
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BRASIL. IAC – Instituto de Aviação Civil. Divisão de Instrução Profissional Matérias Básicas, tradução do
AC 65-9A do FAA (Airframe & Powerplant Mechanics-General Handbook). Edição Revisada 2002.
Caro aluno,
Ao encerrarmos nossa disciplina queremos deixar nosso incentivo para que prossiga
seus estudos, aprofundando seus conhecimentos.
Uma vida profissional de sucesso passa sempre pela busca de novos conhecimentos e
um constante aperfeiçoamento.
Sucesso!
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