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Comportamento de Perfis Formados a Frio

O documento discute o comportamento de perfis metálicos formados a frio sob compressão. Apresenta os modos de falha por instabilidade de chapa, como flambagem, e discute a análise de instabilidade usando o método das larguras efetivas. Também fornece valores máximos recomendados para a relação largura-espessura de elementos de chapa sob compressão.

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Tiago Castelani
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Comportamento de Perfis Formados a Frio

O documento discute o comportamento de perfis metálicos formados a frio sob compressão. Apresenta os modos de falha por instabilidade de chapa, como flambagem, e discute a análise de instabilidade usando o método das larguras efetivas. Também fornece valores máximos recomendados para a relação largura-espessura de elementos de chapa sob compressão.

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COMPORTAMENTO DE UM PERFIL FORMADO A FRIO

COMPORTAMENTO DE UM PERFIL
FORMADO A FRIO

COMPORTAMENTO DE UM PERFIL FORMADO A FRIO COMPORTAMENTO DE UM PERFIL FORMADO A FRIO


Seção transversal Pu (teórica)

Vinculação dos elementos de um perfil

210
A.L.
A.A.
Instável
A.L.

A.A. A.A.

55
A.L.
A.L. A.A.

100
COMPORTAMENTO DE UM PERFIL FORMADO A FRIO Valores máximos da relação largura – espessura
para um elemento de chapa (NBR14762:2001)
Seção transversal Pu (teórica) Valor máximo
da relação
40 Caso a ser analisado
largura-
espessura 1)
15 2)
Elemento comprimido AA, tendo uma borda vinculada a alma ou mesa e a outra (b/t)máx = 60
a enrijecedor de borda simples
100 Elemento comprimido AA, tendo uma borda vinculada a alma e a outra a mesa (b/t)máx = 90
ou outro tipo de enrijecedor de borda com Is ≥ Ia e D/b ≤ 0,8 conforme 7.2.2
Alma de perfis U não enrijecidos sujeita à compressão uniforme (b/t)máx = 90
Elemento comprimido com ambas as bordas vinculadas a elementos AA (b/t)máx = 500
3)

40 Elemento comprimido AL ou AA com enrijecedor de borda tendo Is < Ia e (b/t)máx = 60 2)

D/b ≤ 0,8 conforme 7.2.2


15 Alma de vigas sem enrijecedores transversais (b/t)máx = 200
Alma de vigas com enrijecedores transversais apenas nos apoios e (b/t)máx = 260
96 5 satisfazendo as exigências de 7.5.1
Alma de vigas com enrijecedores transversais nos apoios e intermediários, (b/t)máx = 300
5 satisfazendo as exigências de 7.5.1
1) b é a largura do elemento; t é a espessura.
2) Para evitar deformações excessivas do elemento, recomenda-se (b/t)máx = 30.
3) Para evitar deformações excessivas do elemento, recomenda-se (b/t)máx = 250.

Enrijecedores intermediários Enrijecedores intermediários


0mm
90mm 2mm
140mm 40mm 3mm
bw = 200mm
bf = d= 4mm
250mm 5mm
6mm

Seções utilizadas na análise


REM: Revista da Escola de Minas, 59(2): 199-205, abr. jun. 2006
INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Definição / ocorrências Mesa comprimida

INSTABILIDADE DE CHAPA Alma


comprimida
(método das larguras efetivas)

Seção A-A
Pilares

INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:


O colapso por escoamento puro
se dá em placas muito espessas,
⇒ Definição / ocorrências ⇒ Modos de falha onde a relação largura da placa/
espessura é menor do que 10 e
seu comprimento também é
Pilar de seção retangular Tensão (σ) pequeno.

fu

Mesa comprimida de terças


fy

E
Deformação (ε)

fase fase “fase” de


elástica plástica ruptura
Banzo comprimido de treliças
Diagrama tensão x deformação
INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Flambagem de uma chapa ⇒ Coeficientes de Flambagem para chapas longas

Chapas longas a/b>3 Condições de Tensão Valor de K


Caso
apoio
A
A A Compressão
A

A
A A Compressão
L

A
A A Cisalhamento
• Os comprimentos de meia onda são A
aproximadamente iguais a largura da
chapa. A
A A flexão
• Associação de chapas quadradas A

INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Comportamento Pós Flambagem ⇒ Conceito de largura efetiva


bef / 2 bef / 2

máx
x
b x dx

b Uniformização de tensões
b
∫ σdx = σ max bef
0
INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Conceito de largura efetiva ⇒ Conceito de largura efetiva


tensão crítica de flambagem elástica - Correções com base em experimentações - Winter (1946)

π 2E
f cr = k E  t E 
bef = 1,9t 1 − 0,415
( ) 
2
b
12 1 −ν 2   f max  b f max 
t
b
E f cr
• no último estágio da ruína de uma chapa f3 = fy • fazendo: = t
f max 1,9 f max
pode-se imaginar que a largura kE
efetiva - bef , seja a largura da bef = 0,95t
chapa quando tensão for fy fy
 f cr  
E • tem-se: bef = b  1 − 0,22 f cr 
bef = 1,9t  f max 
Para chapas longas apoiadas k=4, logo:
fy  f max 
(largura efetiva de Von Karman)

INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Conceito de largura efetiva ⇒ Critérios da norma brasileira


- A equação de Winter (1946) pode ser rescrita: Resistência de cálculo das seções
 f cr  
bef = b
bef = b  1 − 0,22 f cr 
 
 f max  f max  bef
= Φ =1 Redução em função da Instabilidade Local
b
bef = Φb
(
1 = 1 − 0,22 / λ p / λ p )
• fator de redução: Conceito de largura efetiva ⇒ (seção Efetiva)
λ2p − λ p + 0,22 = 0
(
Φ = 1− 0,22 / λ p / λ p )
• índice de esbeltez reduzido para chapa: λ p = 0,673 Propriedades geométricas da seção efetiva
f max
λp =
f cr
INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Critérios da norma brasileira ⇒ Critérios da norma brasileira


b Seção efetiva Determinação de bef segundo a norma NBR 14762:2001
bef1 barras comprimidas
sem inversão de sinal
λ p) / λ p ≤ b
bef = b(1-0,22/λ da tensão do elemento
bef`2/2

b
h=b com inversão de sinal
bef1
λ p) / λ p ≤ b c
bef = bc(1-0,22/λ da tensão do elemento
bef`2/2
bef`2/2

bt
bef`2/2 λp = Esbeltez reduzida do elemento
Seção efetiva 0,95(kE / σ)0,5
barras fletidas
Para λ ≤ 0,673 a largura efetiva é a própria largura do elemento

INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Critérios da norma brasileira ⇒ Critérios da norma brasileira


σ é a tensão normal de compressão no elemento analisado Coeficientes de Flambagem : para elementos AA

1- escoamento da seção
- Classificação dos
σ = fy ψ = σ2 / σ1 = 1,0 elementos –
Caso a k = 4,0 vinculação de borda
2- flambagem da barra bef /2

b
bef /2
AL

Barras comprimidas ⇒ σ = ρf y AA

ρ = fator de flambagem global por flexão da seção efetiva 0 ≤ ψ = σ2 / σ1 < 1,0


- AL
1 2
bef,1 = bef / (3-ψ)
Caso b bef,2 = bef – bef,1
σ = ρFLTfy
AA
Barras submetidas a flexão ⇒ bef,1 bef,2
k = 4 + 2(1-ψ) + 2(1-ψ)3
AA AA

ρFLT = fator de redução associado à flambagem lateral com torção b AL AL

E N R IJ E C E D O R DE
INSTABILIDADE DE CHAPA: INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Critérios da norma brasileira ⇒ Critérios da norma brasileira


Coeficientes de Flambagem : para elementos AA Coeficientes de Flambagem : para elementos AL

1 bt

-
2 -0,236 < ψ = σ2 / σ1 < 0 Classificação dos ψ = σ2 / σ1 = 1,0 Classificação dos
bc +
elementos – Caso a k = 0,43 elementos –
bef,1 = bef / (3-ψ) bef
Caso c vinculação de borda vinculação de borda
bef,2 = bef – bef,1 b
bef,1 bef,2
k = 4 + 2(1-ψ) + 2(1-ψ)3 AL AL

AA AA
1
ψ = σ2 / σ1 ≤ -0,236
2
AL AL
bef,1 = bef / (3-ψ)
0 ≤ ψ = σ2 / σ1 < 1,0
Caso d bef,2 = 0,5bef Caso b
bef k = 0,578 / (ψ + 0,34)
sendo bef,1 + bef,2 ≤ bc AA AA
b
AA AA AA AA
k = 4 + 2(1-ψ) + 2(1-ψ)3
AL AL AL AL

E N R IJ E C E D O R DE E N R IJ E C E D O R DE

INSTABILIDADE DE CHAPA:

⇒ Critérios da norma brasileira


Coeficientes de Flambagem : para elementos AL
bt
1

+
-1,0 ≤ ψ = σ2 / σ1 < 0
2
bc Classificação dos
Caso c k = 1,7 – 5ψ + 17,1ψ2 elementos – FLAMBAGEM POR DISTORÇÃO
bef vinculação de borda
AL (método simplificado)
AA

AL
-1,0 ≤ ψ = σ2 / σ1 ≤ 1,0
Caso d
k = 0,57 – 0,21ψ + AA
0,07ψ2 AA AA

AL AL

E N R IJ E C E D O R DE
ELEMENTOS COMPRIMIDOS ELEMENTOS COMPRIMIDOS

Flambagem por distorção


Estados Limites Últimos
- Modelo de cálculo
- Flambagem por distorção
-Grande dificuldade matemática;
Compressão uniforme Flexão
-Análise da estabilidade elástica;
-Verificação em separado;
-Ocorrências críticas: perfis com mesa enrijecida.

Modificação na forma da seção transversal hh x


x
cceennt trroo ddee
t toorrççããoo
Característica de seções formadas a frio xx
Mais comum em seções com enrijecedores de borda
hh y
Pode ser o modo crítico de flambagem dependendo da seção y
cceennt trróói iddee
yy
Anexo D - modelo da norma Australiana

ELEMENTOS COMPRIMIDOS ELEMENTOS COMPRIMIDOS


- Verificação da flambagem por distorção - Verificação da flambagem por distorção
Força normal resistente σdist para seções do tipo U enrijecido - compressão centrada
Dimensões do perfil 1) σdist 3) σdist 3)
1)
Dimensões do perfil
(mm) (MPa) (mm) (MPa)
4) 4)
bw bf D t bw bf D t
λdist = (fy/σdist)0,5 Esbeltez reduzida para flambagem por distorção 200 85 2) 25 4,75 672 150 60 20 4,75 1 051
4,25 585 4,25 910
3,75 501 3,75 776

Nc,Rd = Afy (1 – 0,25λdist2) / γ para λdist < 1,414 3,35


3,00
437
383
3,35
3,00
674
589
2,65 331 2,65 507
2,25 273 2,25 417
Nc,Rd = Afy {0,055[λdist – 3,6]2 + 0,237}/ γ para 1,414 ≤ λdist ≤ 3,6 2,00
1,50
239
172
2,00
1,50
363
261
127 50 17 3,35 841 100 50 17 3,35 1 012
3,00 732 3,00 882
2,65 628 2,65 758
σdist é a tensão convencional de flambagem elástica por distorção 2,25 515 2,25 622
2,00 448 2,00 541
1,50 320 1,50 387
75 40 15 3,00 1 241 50 25 10 3,00 2 199
2,65 1 064 2,65 1 870
Anexo D Tabelas e expressões 2,25 872 2,25 1 517
2,00 758 2,00 1 309
1,50 540 1,50 921
ELEMENTOS COMPRIMIDOS
- Verificação da flambagem por distorção

Valores mínimos de D/bw que dispensam a verificação da distorção em


perfis U enrj. uniformemente comprimido

bw/t

bf/bw 250 200 125 100 50


0,4 0,02 0,03 0,04 0,04 0,08
0,6 0,03 0,04 0,06 0,06 0,15
0,8 0,05 0,06 0,08 0,10 0,22
1,0 0,06 0,07 0,10 0,12 0,27
1,2 0,06 0,07 0,12 0,15 0,27
1,4 0,06 0,08 0,12 0,15 0,27
1,6 0,07 0,08 0,12 0,15 0,27
1,8 0,07 0,08 0,12 0,15 0,27
2,0 0,07 0,08 0,12 0,15 0,27

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