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GRBASI

Este documento descreve a escala GRBASI para avaliação da qualidade vocal e suas características. A escala avalia os aspectos da rugosidade, soprosidade, astenia, tensão e instabilidade vocal de forma qualitativa em uma escala de 0 a 3. O documento também explica outros parâmetros vocais como ataque, loudness, pitch, estabilidade, modulação e ressonância que devem ser avaliados durante uma avaliação fonoaudiológica completa.

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Este documento descreve a escala GRBASI para avaliação da qualidade vocal e suas características. A escala avalia os aspectos da rugosidade, soprosidade, astenia, tensão e instabilidade vocal de forma qualitativa em uma escala de 0 a 3. O documento também explica outros parâmetros vocais como ataque, loudness, pitch, estabilidade, modulação e ressonância que devem ser avaliados durante uma avaliação fonoaudiológica completa.

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Escala GRBASI

FONOAUDIOLOGIA (/conteudo/artigos/fonoaudiologia/37)

A escala japonesa GRBAS, amplamente divulgada por Hirano (1981), é usada internacionalmente
por ser um método simples de avaliação do grau global da disfonia (G). Na avaliação perceptivo-
auditiva, o avaliador identi cará quatro aspectos independentes: rugosidade (R – do inglês
roughness), soprosidade (B – breathiness), astenia (A –asteny) e tensão (S – strain), considerados
os mais importantes na de nição de uma voz disfônica; sendo apenas os fatores astenia e tensão
excludentes ente si.

A característica rugosa, “R”, inclui os conceitos de rouquidão, crepitação, bitonalidade e também


aspereza.

O avaliador deve estabelecer uma escala de quatro pontos, contribuindo identi car o grau de cada
desvio de cada um dos fatores (0- normal ou ausente, 1- discreto, 2- moderado e 3- severo). Posteriormente, acrescentaram a instabilidade, “I”, que
representa a utuação na qualidade vocal. Passou a ser denominada GRBASI.

Por exemplo, se a escala for marcada: G2R1S2A0S1I0 - (grau global moderado, rugosidade discreta, soprosidade moderada, astenia ausente e
tensão discreta, instabilidade ausente).

O avaliador deverá analisar a qualidade vocal na fala espontânea (FÉ) e na emissão sustentada (ES) ou em ambas (A), além de todos os outros
itens da avaliação.

Características da Emissão

Ataque Vocal

O modo como se inicia o som e está relacionado a con guração glótica durante a emissão é denominado de ataque vocal.

O ataque vocal pode ser dividido em:

a) ataque vocal isocrônico – caracterizado por ser suave, equilibrado ou normal, cuja fase expiratória da respiração coincide com o início da
vibração da mucosa das pregas vocais.

b) ataque vocal brusco: caracterizado por um fechamento rápido e completo das pregas vocais antes do início da fonação. Esse padrão de ataque
geralmente está acompanhado por tensão muscular e com pressão subglótica alta, buscando superar a resistência das pregas vocais e iniciar a
fonação.
c) ataque vocal soproso ou aspirado: nesse ataque vocal o fechamento glótico é insu ciente. Pode ocorrer nos casos de hipotonia dos músculos
da laringe, paralisia das pregas vocais, fendas hipercinéticas fusiforme, no qual a rigidez da mucosa impede o acontecimento do ataque vocal
isocrônico. O ataque vocal soprosa pode ser hipertônico ou hipotônico.
Loudness

Associamos ao Loudness, a sensação psicofísica associada com a intensidade vocal. Podemos julgar um som sendo este forte ou fraco,
considerando-se a projeção no ambiente em questão. Psicologicamente é um parâmetro que permite numerosas interpretações, expressando
basicamente como lidamos com a noção do limite próprio e do outro.

Durante a avaliação, deve se observar se a loudness está inadequada ao ambiente, indicando adequada, forte e fraca. Se a avaliação for realizada in
locu (no local, como em escolas, estúdios de gravação, entre outros) também deve ser avaliado de acordo com esse contexto.

Pitch

Pitch (é a sensação psicofísica da freqüência), é a sensação que o nosso ouvido tem com relação à frequência. Este parâmetro depende
fundamentalmente da freqüência fundamental, mas também sofre interferências da intensidade e da ressonância.

O fonoaudiólogo deve classi car o pitch como: adequado, grave, aguda e as variações agravado (mais grave que o tom habitual, mas dentro de um
padrão adequado) e agudizado (mais aguda que o tom habitual, mas dentro de um padrão adequado). Lembrando que a idade, o gênero (sexo) e a
personalidade do falante também devem ser levados em consideração.

Frisando a importância de avaliar o pitch e a loudness na fala espontânea (FE), na emissão sustentada (ES) ou em ambas (A).

Estabilidade

A estabilidade da qualidade da emissão é controlada pelo Sistema Nervoso Central. O avaliador deve observar na emissão vocal do sujeito se
mantém a qualidade, tanto na sustentação da emissão quanto na fala encadeada. Esse dado permite inferir a relação entre as forças mioelásticas
da laringe e aerodinâmicas da corrente pulmonar.

Devem-se focar na estabilidade, nas utuações da frequência e nas utuações de intensidade, nas quebras de sonoridade, no decréscimo na altura
e na intensidade do início da emissão.

Também deve ser avaliada no contexto da emissão sustentada, da Fala espontânea e em ambas.

Modulação

A modulação é a capacidade do indivíduo em realizar variações de pitch e de loudness na fala.

Durante a avaliação vocal, o fonoaudiólogo pode encontrar as seguintes características:

a) Extensão vocal adequada

b) Extensão vocal restrita: ocorre em sujeitos a fala monótona que controlam seus sentimentos e possuam rigidez de caráter.

c) Extensão vocal excessiva: é extrema e repetitiva:

d) Extensão vocal restrita para agudos: o sujeito mostra di culdade em realizar modulação no som agudo.

e) Extensão vocal restrita para grave: apresenta di culdades em realizar modulação no som grave.

Ressonância
A ressonância é a modi cação do som ao longo do trato vocal, podendo amortecer ou ampliar o som. Durante a avaliação fonoaudiológica, deve-
se observar como a ressonância do som distribui-se nessas cavidades: laringe, aringe, cavidade oral e nasal e seios paranasais. Podemos
classi cá-la em dois focos: vertical e horizontal.

O foco horizontal pode ser classi cado em:

a) Equilibrado: observado o uso equilibrado de todas as estruturas citadas acima do trato vocal.

b) Posterior: a energia está concentrada mais na região posterior (no sentido ântero-posterior).

c) Anterior: energia está mais concentrada nas regiões próximas aos lábios e língua (no sentido ântero-posterior).
Essa classi cação é a mais utilizada no ambiente clínico. O foco vertical pode ser classi cado em:

a) Equilibrado: A energia sonora é distribuída igualitariamente no aparelho fonador.

b) Baixa ou laringofaríngica: O uso excessivo da laringe confere ao falante uma emissão tensa e a impressão da voz estar presa na “garganta”, com
escassez de projeção vocal e excesso de foco na faringe (garantido na voz a característica metálica), devido à re exão do som em suas paredes
rígidas. Podendo encontrar o tensionamento da laringe e da faringe, concomitantemente.

c) Alto ou hipernasal: ocorre escape excessivo de ar pelo nariz, provocado por alguma alteração orgânica e/ou siologia tais como: ssura palatina,
insu ciência ou incompetência velofaríngea.

A ressonância também deve ser avaliada na fala espontânea e na emissão sustentada, a m de adequar os exercícios vocais para as di culdades
especí cas.

Inteligibilidade de Fala

A inteligibilidade da fala envolve fatores como a articulação, a ressonância, a velocidade de fala, a uência e a entonação.

Os aspectos da inteligibilidade de fala devem ser analisados durante a conversação espontânea e classi cadas como: adequada, pouco
prejudicada, moderadamente prejudicada, muito prejudicada ou ininteligível.

• Inteligibilidade de fala adequada: o ouvinte não sente di culdade para compreender a mensagem do interlocutor;

• Inteligibilidade de fala pouco prejudicada: o ouvinte sente di culdade de compreensão em alguns trechos do discurso;

• Inteligibilidade de fala moderadamente prejudicada: a fala tem apenas alguns momentos de compreensão, a maioria do discurso encontra-se
prejudicada;

• Inteligibilidade de fala muito prejudicada ou ininteligível: não se consegue compreender a fala do emissor.

a) Flexibilidade Articulatória: é o processo de ajustes motores dos órgãos fonoarticulatórios na produção e formação dos sons. Uma articulação
exível com sons bem de nidos indica controle da dinâmica fonoarticulatória. Determinadas alterações articulatórias podem exigir um
ajustamento muscular que envolva alteração no dinamismo na laringe, di cultando uma emissão equilibrada.

A classi cação baseia-se na observação da amplitude e direção de movimentação dos órgãos fonoarticulatórios. Classi ca-se a exibilidade
articulatória como adequada ou inadequada.

Se for inadequada, é importante realizar uma subdivisão:

• Fechada: pouco contato de articuladores (o sujeito fala com pouca mobilidade dos órgãos fonoarticuladores),

• Travada: com restrição de abertura de boca e pouca movimentação vertical de mandíbula;


• Exagerada: movimentos de articuladores com amplitude e direção exageradas;

• Em sorriso: mantendo padrão de lábios estirados, falando sempre com um sorriso nos lábios.

b) Sistema Fonológico: O sujeito pode apresentar alterações no sistema fonológico, identi cando as s trocas, as distorções ou as omissões dos
fonemas. Caso esteja alterado, faz-se necessário uma avaliação especí ca de linguagem com o objetivo de identi car as di culdades fonológicas e
enfocar a terapia para esse m.

c) Pronúncia: pronúncia é a variação articulatória de um mesmo som compartilhado por uma determinada população. Os sotaques, não podem ser
confundidos com dialeto, pois o que caracteriza o sotaque é apenas a diferença de pronúncia dos falantes.

Deve-se analisar a pronúncia do sujeito durante a fala espontânea. O trabalho fonoaudiológico com a pronúncia deve ser respaldada pela queixa do
sujeito, ou seja, se ele deseja diminuir determinado sotaque, pode-se propor uma conduta fonoaudiológica nesse sentido, caso contrário, a
pronúncia não deve ser considerada como objetivos terapêuticos.

d) Velocidade de fala: é de nida pelo número de palavras faladas durante um minuto de texto corrido ou durante a fala espontânea.

Durante a avaliação fonoaudiológica, o terapeuta deverá avaliar a velocidade de fala durante a conversa habitual. A velocidade pode ser classi cada
em: normal, aumentada, reduzida, excessivamente variada, com jatos de emissão e momentos de hesitação.
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Deve ser considerado o contexto regional do sujeito. Em determinadas regiões brasileiras, a população tende a falar mais rápido.
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por COLUNISTA PORTAL - EDUCAÇÃO


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