Harmonia Modal
por ClaudioBass em Qua Dez 10, 2008 10:18 am
A Harmonia Modal é um tipo de harmonia dentre as demais que existem - a
Tradicional e a Funcional. A Harmonia Modal, como o próprio nome já diz, é baseada
nos Modos Gregos (primeiro post). Existem 7 modos no campo harmônico Modal:
I: Jônio (ou também chamado "Maior”)
II: Dórico
III: Frígio
IV: Lídio
V: Mixolídio
VI: Eólio (ou também chamado "Menor")
VII: Lócrio
OBS: Cada Modo é equivalente a 1(UM) Grau, grau este representado por algarismos
romanos.
Os Graus nada mais são do que os intervalos. EX: O primeiro grau é a tônica, o quinto
grau é a quinta, o oitavo grau é a oitava. A Soma desses 7 graus existentes (a oitava
nada mais é do que a Tônica) formam a escala.
As escalas desses respectivos graus são:
I: Jônio
G---------------2A—4B-----------------------------------
D--------2E-3F—5G----------------------------------------
A—3C—5D------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
II: Dórico
G----------------2A-4B-----------------------------------
D----------3F—5G----------------------------------------
A—3C—5D-6Eb----------------------------------------------
E------------------------------------------------------
III: Frígio
G------------------3Bb-----------------------------------
D----------3F—5G-6Ab--------------------------------------
A—3C-4Db—6Eb----------------------------------------------
E------------------------------------------------------
IV: Lídio
G----------------2A—4B----------------------------------
D--------2E—4F#-5G----------------------------------------
A—3C—5D------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
V: Mixolídio
G----------------2A-3Bb-----------------------------------
D--------2E-3F—5G----------------------------------------
A—3C—5D------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
VI: Eólio
G-------------------3Bb----------------------------------
D-----------3F—5G-6Ab-------------------------------------
A---3C—5D-6Eb---------------------------------------------
E------------------------------------------------------
VII: Lócrio
G------------------3Bb-----------------------------------
D----------3F-4Gb—6Ab--------------------------------------
A—3C-4Db—6Eb----------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Normalmente, dizemos que ou o tom de uma música ou de um trecho de música é
Maior (Jônio) ou o tom é Menor (Eólio). Na verdade, há, além desses 2 tons, outros 5:
Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Lócrio.
Todos esses tons, essas escalas, são oriundos de uma escala MÃE: O Jônio. (Maior)
Observe: comece a tocar a escala de Jônio (exemplo: C Jônio), começando pelo Dó (I
GRAU). (C D E F G A B)
Agora, comece a tocar a escala de Dó Jônio começando pelo II Grau (Dórico) (D E F G A
B C). Depois comece a tocar a escala de Dó Jônio começando pelos graus III, em
seguida pelo grau IV, V, VI, e por último, o VII.
Para ilustrar melhor:
COMEÇANDO A ESCALA DE DÓ MAIOR PELO I GRAU(JÔNIO)
G----------------2A—4B----------------------------------
D--------2E-3F—5G---------------------------------------
A—3C—5D------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
COMEÇANDO A ESCALA DE DÓ MAIOR PELO II GRAU(DÓRICO)
G--------------2A—4B-5C----------------------------------
D------2E-3F—5G------------------------------------------
A---5D--------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
COMEÇANDO A ESCALA DE DÓ MAIOR PELO III GRAU(FRÍGIO)
G----------2A—4B-5C—7D-----------------------------------
D—2E-3F—5G----------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
COMEÇANDO A ESCALA DE DÓ MAIOR(JÔNIO) PELO IV GRAU(LÍDIO)
G---------2A—4B-5C—7D—9E---------------------------------
D---3F—5G-----------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Entendeu? Faça o mesmo esquema com os graus restantes.
Por que tudo isso? Compare essas digitações que você acabou de fazer com aquelas
escalas logo no início deste tutorial, ou seja, a escala Jônio, Dórico, Frígio, Lídio,
Mixolídio, Eólio e Lócrio.
Percebeu? São as mesmas notas só que jogadas em regiões mais confortáveis do
braço. Então, OBEDECENDO UMA HARMONIA JÁ EXISTENTE, ONDE O TOM
ESTIPULADO PELO COMPOSITOR É APENAS UM, (ou seja , não há mudança de tom no
meio nem empréstimo modal. Não vamos entrar nesse mérito) não é bom pensar
assim pois as notas são iguais. Você só tende a se confundir mais ainda. Devemos
encarar os Modos gregos como Tonalidades que podem ser mudadas durante a
música, para criar uma mudança de clima.
Conclusão: Se você começar a tocar a escala de Dó maior (Jônio), por exemplo, a partir
do segundo Grau (II), na própria escala maior, e depois tocar a escala de Ré Dórico,
você vai perceber que as notas são iguais!! Então concluímos o que? Muito bem! Que
todos esses Modos Gregos são oriundos da escala Mãe Jônio(escala maior).
Logicamente é assim, pois tal escala é o primeiro grau de todos.
Fiquei confuso... Se as notas são as mesmas , então pra que essa palhaçada toda?
Simples! Para você perceber algumas coisas:
1) Dó Jônio = Ré Dórico = Mí Frígio = Fá Lídio = Sol Mixolídio = Lá Eólio = Si Lócrio.
Isso tendo como exemplo uma BASE, uma progressão de acordes, onde a tonalidade é
DÓ MAIOR, nesse caso.
Tem muitos doutrinadores que fazem uma tremenda burrada ensinando por esse
modo mais complicado, entupindo o aprendiz músico com inúmeras escalas e teorias
complicadas. Se pedirem para você criar algum arranjo ou solo em cima de uma base
como esta: C7M Dm7 Em7 (O TOM DESSA BASE É DÓ - C MAIOR). Para que raios
você vai aplicar uma escala diferente em cada acorde tocado? É idiotice aplicar dó
jônio no acorde C, ré dórico no acorde D, mí frigio no acorde E. É idiotice pois no final
das contas, você vai estar tocando as mesmas notas da escala de Dó Jônio!!
2) Cada escala tem uma sonoridade diferente. Então, podemos criar uma música em
TOM Jônio , ou em TOM Dórico, ou em TOM Frígio, ou em TOM Lídio, e etc. EXISTE
TOM EM LÍDIO? PENSEI QUE SÓ EXISTISSEM OS TONS MAIORES (JONIO) E MENORES
(EOLIO)
Resposta: SIM!!
A grande sacada está em você aprender a diferenciar a sonoridade de cada escala. Por
exemplo: O Jônio é uma escala alegre, feliz. Sabem o refrão da música Carry On do
Angra? Então, aquele refrão é em TOM Jônio.
Outro Exemplo: A Música do filme "Tubarão" é em Frígio, pois tal modo é
caracterizado por ter uma sonoridade sombria, com tensão, entendem?
Pensem em cada Modo como um TOM DIFERENTE
É muito comum a mudança de tom durante as músicas. No jazz por exemplo, é comum
mudar de TOM a cada ACORDE. Isso proporciona uma harmonia muito bem trabalhada
e sonoricamente maravilhosa (LOGICAMENTE QUE TEMOS QUE USAR O NOSSO BOM
SENSO...) proporcionando à música um SOLO muito RICO.
3) É muito complicado dizer o MODO de um trecho musical. Por exemplo um verso ou
um refrão. A dica é aprender a diferenciar a SONORIDADE de cada MODO. Se
treinarem isso, depois de um tempo, só de ouvir a música, ou o trecho, vocês poderão
dizer qual é o Modo utilizado pelo(s) músico(s). (se for harmonia modal é claro)
Sobre a sonoridade dos Modos Gregos:
Bom, vou dizer bem a grosso modo qual é o tipo de sonoridade de cada modo:
Jônio: Possui uma sonoridade feliz, alegre.
Dórico: É muito utilizado em black music e Funk.
Frígio: Possui uma sonoridade Tensa, sombria.
Lídio: Possui uma sonoridade onde ambienta um clima de vitória. Sabem a música do
SENNA na Rede Globo? Então, aquela música é em Modo Lídio.
Mixolídio: Muito utilizado em Black Music (principalmente em BLUES), assim como o
dórico.
Eólio: Muitíssimo usado em músicas do IRON MAIDEN. Podemos dizer que tal
sonoridade é mais séria; mas não chega a ser sombria como o frígio.
Lócrio: Possui uma sonoridade meio maluca e psicodélica. A música MASCARA da Pitty
é em tom Lócrio.
Mas porque que tais modos possuem tais sonoridades?
*No JONIO, o que dá tal sonoridade a esse modo grego, é o fato de ter a Sétima e a
Sexta Maior.
*No Frígio, é o fato de tal modo ter a segunda Bemol .
*No Lídio, é o fato de ter a quarta aumentada e a quinta justa.
*No Mixolídio, é o fato de ter a sétima menor (é um modo MAIOR, pois possui a terça
maior, porém, possui a sétima menor.
*No Eólio, se compararmos com o frígio, possui a segunda maior e a sexta e sétima
menores. É isso que proporciona tal sonoridade a esse MODO.
*No Lócrio, o que dá tal sonoridade a esse modo, é o fato dele ter a segunda Bemol, a
quinta Bemol. Se compararmos tal modo com o Frígio, notamos que este possui a
segunda bemol e a quinta justa; enquanto àquele possui a segunda bemol e a quinta
bemol.
• Dicas de como criar HARMONIAS
Os acordes maiores são: Jônio (I grau), Lídio (IV grau) e Mixolídio (V grau).
Os acordes menores são: Dórico (II grau), Frígio (III grau), Eólio (VI grau) e Lócrio(VII
grau).
São maiores ou menores em função da sua terça.
Bom, agora vamos nos lembrar do seguinte:
-Vamos analisar os modos sob o prisma dos acordes:
Bom, para facilitar, vamos comparar os maiores com o JÔNIO e os menores com o
EÓLIO, por serem as escalas naturais MAIOR e MENOR.
JONIO: Possui Tônica, terça Maior, quarta Justa, quinta Justa, sexta Maior e sétima
Maior.
EOLIO: Possui Tônica, terça menor, quarta Justa, quinta Justa, sexta menor e sétima
menor.
Agora vamos comparar com o resto dos modos:
DORICO: Possui Terça menor, e sexta maior (se compararmos com a escala natural
menor ->eólio)
FRIGIO: Possui a terça menor, e a segunda bemol (se compararmos com a escala
natural menor ->eólio)
LIDIO: Possui a terça maior, a quarta aumentada e a quinta justa (se compararmos com
a escala natural menor ->eólio)
MIXOLIDIO: Possui a terça maior e a sétima menor (se compararmos com a escala
natural maior -> jônio )
LOCRIO: Possui a terça menor, a segunda bemol, a quarta justa e a quinta bemol (se
compararmos com a escala natural menor ->eólio)
Já dá para distinguir quais são os maiores e os menores e suas respectivas sétimas.
Porque sétimas?
É importante distinguir as sétimas, pois são os acordes mais utilizados. Não que não
existam acordes com sexta e afins, mas os mais comuns e os mais usados são acordes
com sétima. Vamos botar a mão na massa!
Se você quiser criar uma base (ou também chamada, progressão de acordes) onde a
tonalidade é Jônio, você ira começar pelo primeiro grau.
Exemplo: Dó Jônio
Analise a escala e retire dela quaisquer notas SEM SER A DO TOM LOGICAMENTE - que
servirão para você fazer a base. Vamos utilizar o E , o F e o G, como exemplo. Bom, já
sabemos o quê? Que os modos MAIORES são: I(Jônio) IV(Lídio) e V(Mixolídio) e os
MENORES são: II(dórico), III(frígio), VI(eólio) e VII(Lócrio).
O Dó é o primeiro grau (I) da escala (por ser o tom) Dó! Por ser o primeiro grau,
usaremos o Jônio propriamente dito! O Jônio possui a terça maior e a sétima maior.
C7M -> Dó maior com sétima maior
Dó, Ré, Mí. O Mí é o terceiro grau da escala, e o terceiro grau qual é? Muito bem! É o
Frígio! O Frígio possui a terça menor e a sétima menor certo? Então vamos começar
nossa progressão de acordes: Em7
E porquê não tem um "m" depois do 7? O Sétimo grau do frígio não é menor?
Resposta: Sim! Mas no caso das sétimas é um pouco diferente. Quando está apenas o
“7" significa que essa sétima é MENOR.
Com os acordes, quando tem apenas a cifra, sem nada (exemplo: "G", "A"...) significa
que tal acorde é MAIOR. Se tiver um "m" depois do acorde (exemplo: "Gm", "Am"...)
significa que tais acordes são MENORES. No caso das sétimas é ao contrário. Se os “7s"
estiverem sozinhos, quer dizer que a sétima é MENOR. Se os “7s" estiverem
acompanhados de um "M" ("7M") significa que tal sétima é MAIOR. (Sem nada =
menor / com “M” = maior).
Em -> mí menor
No caso do sétimo grau (VII) tal regra é diferente. Se o 7 esta sozinho, significa que ele
é menor; se o 7 estiver acompanhado de um "M" significa que a sétima é maior ->7M
Em7->Mí menor com sétima menor.
Vamos prosseguir:
Dó, Ré, Mí, Fá! O Fá é o quarto grau certo? Então, concluímos que se trata do Lídio.
O Lídio possui a terça maior e a sétima maior.
E7M ->lembram do dito acima? Apenas "E" significa que o acorde é maior. Neste caso,
temos um "M" acompanhando o 7. Então, de acordo com o aprendido, tal sétima é
maior.
F7M->Fá maior com sétima maior.
Dando continuidade:
Dó , Ré , Mí , Fá , SOL! O Sol é o quinto grau certo? Então, pelo fato do tom de nossa
futura base ser JÔNIO, o SOL é o quinto grau, ou seja, o MIXOLIDIO. Tal modo possui a
terça maior e a sétima menor.
G7->Sol MAIOR com sétima
Pois existe apenas o "G" não acompanhando "m" que significaria que o sol seria
menor) e somente o "7" que significa que tal sétima é menor, pois a sétima é uma
EXCESSÃO a essa regra lembra?
PRONTO! Nossa base ficou assim:
C7 Em7 F7M G7 => TOM: Jônio
Acordes dessa progressão:
C7 - Dó Maior com sétima maior
Em7 - Mí menor com sétima menor
F7M - Fá maior com sétima maior
G7 - Sol maior com sétima menor (CURIOSIDADE: Este acorde é muito usado no BLUES)
Se não quiserem usar a sétima não usem. É interessante deixar explícito a sétima. Se
quiserem usar usem, se não, não usem. Podem fazer somente bordões, acordes
completos com Tônica, terça, quinta, e sétima (TÉTRADES), acordes com tônica e
terça somente, com tônica e sétima, com tônica, terça e quinta (analisar quais graus
possuem quinta justa e quais possuem quinta bemol e etc) Concluindo: Viram porque
é besteira aplicar a escala correspondente ao acorde? No final das contas as notas são
iguais. Aplique a ESCALA DO TOM que é Dó Jônio.
Outro exemplo: Ré Lídio
Quais são as notas do Re lídio?
T T T S T T S
D E F# G# A B C# D
Agora vamos escolher algumas notas para serem os acordes da nossa base:
Logicamente que a primeira nota do nosso acorde vai ser o D, pelo nosso tom ser Lídio.
Vamos escolher o F#, o E, e o G#.
Muito cuidado. No exemplo do Dó, nos usamos o tom de jônio, ou seja, o PRIMEIRO
grau. Neste caso usaremos o tom LIDIO, ou seja, o QUARTO grau; então, começaremos
a contar do IV(quarto) GRAU.
Pelo fato do tom ser LÍDIO, o Ré tem a terça MAIOR e sétima MAIOR D7M -> Ré maior
com sétima maior.
Ré, Mí, Fá#! Quarto (IV), Quinto(V) Sexto (VI) o Fá# é o sexto grau do Campo
Harmônico de Ré Lídio, ou seja, o Eólio! Pois bem, o eólio possui a terça e sétima
menores, certo? Correto! Então ficará assim: F#m7 -> Fá sustenido menor com sétima
menor. Ré, Mí! Quarto (IV), Quinto(V)!
O Mí é o quinto grau, ou seja, o mixolídio! Bom, o mixolídio possui a terça maior e a
sétima menor. Então ficará assim: E7-> Mí menor com sétima menor Ré, Mí, Fá
sustenido, sol sustenido! Quarto (IV), Quinto(V), Sexto (VI), Sétimo (VII) Ou seja, o
LÓCRIO! Que possui a quinta BEMOL! (Muitas Tablaturas ou partituras a sinalizam
como uma BOLINHA CORTADA NO MEIO, NA HORIZONTAL, bem pequena. (ao lado do
acorde em questão). Teoricamente chamamos esse acorde (o acorde referente ao grau
LÓCRIO), como ACORDE MEIO DIMINUTO Ficará assim: G#m7 5b-> sol sustenido
menor com sétima menor E QUINTA BEMOL Difícil? Que nada! É só decorar que os
acordes LÓCRIOS (Sétimo grau) São chamados de meios diminutos, e é por isso que
devemos explicitar que a quinta dele é BEMOL.
Pronto! Nossa progressão ficou assim:
D7M(IV)
F#m7(VI)
E7(V)
G#m7 5b(VI)
Para melhor visualização, coloquei os graus respectivos aos acordes entre parênteses.
O Tom dessa nossa progressão é Ré Lídio, pois começa pelo quarto grau!
Importantíssimo: Lembre-se; se você escolher uma tonalidade sem ser a JÔNIO, para
fazer suas progressões, dependendo do grau, você deve começar contando por ele. EX:
Dó Mixolídio. Você deve lembrar que a TÔNICA do mixolídio, por ser mixolídio, é o
V(quinto grau). Em virtude disto, como foi o caso do Lídio que acabamos de fazer, o
primeiro acorde Necessariamente terá de ser o Mixolídio, neste caso, o Dó. Se o
segundo acorde de sua progressão for o Ré, este será respectivo ao Eólio, por ser o VI
grau... E por aí vai...
Ilustração do dito acima=> C7[V] Cm7[VI]... TOM: Dó Mixolídio - Coloquei o grau
correspondente entre colchetes para melhor visualização Agora já sabemos fazer
progressões! Agora você já sabe que não é uma boa idéia você aplicar a escala
referente ao acorde, na hora de solar. Pois TUDO o que foi feito, foi a partir de UMA
ESCALA; que é a do TOM. Então, deve-se solar em cima da escala do TOM.
IMPORTANTE: VALE LEMBRAR QUE NÃO MUDAMOS DE TOM EM NENHUAMA
HIPÓTESE. TODAS AS PROGRESSÕES FORAM ORIUNDAS DO TOM ESCOLHIDO.
MAS QUE MODO ESCOLHER PARA O TOM DA PROGRESSÃO? Leve em consideração o
dito acima; sobre a sonoridade dos modos. Se você quer uma musica com a
sonoridade do mixolídio, escolha notas, para seu acorde, que dizem respeito à
peculiaridade do MIXOLÍDIO; que é a SÉTIMA Menor. É o que o diferencia da sua
escala-mãe, o Jônio! Ambos são modos MAIORES (e conseqüentemente, serão acordes
maiores) porem, só o fato do mixolídio possuir a sétima menor, a sonoridade
diferencia muito da do Jônio! Então, de ênfase (ou na hora do SOLO ou na própria
BASE) a essa SÉTIMA MENOR, que é a peculiaridade do MIXOLÍDIO; assim, seu solo,
sua base, soara como MIXOLÍDIO!
Entenda os MODOS GREGOS
Estou criando este tópico para demonstrar esses esqueminhas que criei a cerca dos modos
gregos.
Não sei se já postaram isso aqui, mas facilita bastante no aprendizado.
Vamos lá:
Os modos gregos são variações da escala natural (maior) e são aplicados sobre seus
respectivos acordes, visando criar tensões diferentes dentro do contexto da música.
Por exemplo:
Uma música em Dó (C); na qual haja um acorde Dm.
No momento de execução do acorde, você pode jogar uma escala de Ré sobre o mesmo. No
entanto, tal escala não será a natural (Ré, Mi, Fá#, Sol, Lá, Sí, Dó#) pois existem duas notas que
não se encaixam em Dó (Fa# e Dó#). Assim sendo, será necessário modificar tal escala,
tornando-a compatível com o tom de C.
Logo, você terá que baixar meio tom no 3º e n 7º grau da escala.
Essa é a finalidade dos modos gregos.
Você deverá procurar um modo que seja capaz de enquadrar tal escala dentro de C.
Os 7 modos básicos utilizados são:
JÔNIO - M
DÓRICO - m
FRÍGIO - m
LÍDIO - M
MIXOLÍDIO - M
EÓLIO - m
LÓCRIO - m
Do mesmo modo com que o campo harmônico segue a lógica de:
TÔNICA - MENOR - MENOR - MAIOR - MAIOR - MENOR - MENOR (T m m M M m m)
Os modos também seguem esta ordem de aplicabilidade:
JÔNIO - DÓRICO - FRÍGIO - LÍDIO - MIXOLÍDIO - EÓLIO - LÓCRIO
Portanto, no tom de DÓ, temos:
TM C -> Jônio
m Dm -> Dórico
m Em -> Frígio
M F -> Lídio
M G -> Mixolídio
m Am -> Eólio
m Bm - Lócrio
Vejam abaixo as "Leis de formação de cada um desses modos:
JÔNIO
Escala Natural
T (+1T) 2ª (+1T) 3ª (+1/2 t)4º (+1T) 5ª (+1T) 6ª (+1T) 7ª (+1/2T)
T T S T T T S
C D E F G A B C
D E F# G A B C# D
E F# G# A B C# D# E
F G A Bb C D E F
G A B C D E F# G
A B C# D E F# G# A
B C# D# E F# G# A# B
Bom, essa é a escala maior, que origina todas as formações gregas.
DÓRICA - Modo menor - 3º e 7º Graus Bemol
T (+1T) 2ª (+1/2T) 3º (+1T) 4º (+1T) 5º (+1T) 6º (+1/2) 7º (+1T) 8º
T S T T T S T
C D Eb F G A Bb C
D E F G A B C D
E F# G A B C# D E
F G Ab Bb C D Eb F
G A Bb C D E F G
A B C D E F# G A
B C# D E F# G# A B
Reparam que o D se encaixa no tom de C ?
O E se enquadra em D?
FRÍGIO - Modo menor - 2º, 3º, 6º e 7º graus Bemol
T (+1/2T) 2º (+1T) 3º (+1T) 4º (+1T) 5º (+1/2T) 6º (+1T) 7º (+1T) 8ª
S T T T S T T
C Db Eb F G Ab Bb C
D Eb F G A Bb C D
E F G A B C D E
F Gb Ab Bb C Db Eb F
G Ab Bb C D Eb F G
A Bb C D E F G A
B C D E F# G A B
Reparam que o E ficou dentro de C?
LÍDIO - Modo Maior - 4º Grau #
T (+1T) 2º (+1T) 3º (+1T) 4º (+1/2T) 5º (+1T) 6º (+1T) 7º (1/2T) 8ª
T T T S T T S
C D E F# G A B C
D E F# G# A B C# D
E F# G# A# B C# D# E
F G A B C D E F
G A B C# D E F# G
A B C# D# E F# G# A
B C# D# E# F# G# A# B
Viram que o F ficou dentro de C ?
MIXOLÍDIO - Modo Maior - 7ª Bemol
T (+1T) 2º (+1T) 3º (+1/2T) 4º (+1T) 5º (+1T) 6º (+1/2T) 7º (+1T) 8ª
T T S T T S T
C D E F G A Bb C
D E F# G A B C D
E F# G# A B C# D E
F G A Bb C D Eb F
G A B C D E F G
A B C# D E F# G A
B C# D# E F# G# A B
Agora foi o G que caiu em C !
EÓLIO - Tom Menor - 3º, 6º e 7º graus Bemol - A escala do tom relativo
T (+1t) 2º (+1/2t) 3º (+1t) 4º (+1t) 5º (+1/2T) 6º (+1T) 7º (+1T) 8º
T S T T S T T
C D Eb F G Ab Bb C
D E F G A Bb C D
E F# G A B C D E
F G Ab Bb C Db Eb F
G A Bb C D Eb F G
A B C D E F G A
B C# D E F# G A B
Opa. Agora foi o Lá que se encaixou em C.
LÓCRIO - Modo Menor - 2º, 3º, 5º, 6º e 7º graus Bemol
T (+1/2T) 2º (+1T) 3º (+1T) 4º (+1/2T) 5º (+1T) 6º (+1T) 7º (+1T) 8º
S T T S T T T
C Db Eb F Gb Ab Bb C
D Eb F G Ab Bb C D
E F G A Bb C D E
F Gb Ab Bb Cb Db Eb F
G Ab Bb C Db Eb F G
A Bb C D Eb F G A
B C D E F G A B
Pronto... Agora sim já está em C.
Acima, vocês puderam ver as alterações que cada modo provoca dentro de cada tom.
Abaixo, uma tabelinha que demonstra cada tom e as aplicações dos modos:
JÔNIO|DÓRICO|FRÍGIO|LÍDIO|MIXOLÍDIO|EÓLIO|LÓCRIO
T T S T T T S
C D E F G A B C
D E F# G A B C# D
E F# G# A B C# D# E
F G A Bb C D E F
G A B C D E F# G
A B C# D E F# G# A
B C# D# E F# G# A# B
Os modos gregos também se aplicam ao campo harmônico.
Já reparam músicas em C que tem um acorde de Bb?
Bb é a sétima bemol de C, logo, foi usado um mixolídio.