UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE TECNOLOGIA
FACULDADE DE ENGENHARIA QUÍMICA
CURSO: BACHARELADO EM ENGENHARIA QUÍMICA
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE POLÍMEROS
DOCENTE: EDINALDO JOSÉ DE SOUSA CUNHA
PRODUÇÃO DE MOLDES COPOLIMERIZADOS COM DIFERENTES
QUANTIDADES DE PROMOTOR
FRANCK DOS SANTOS ARAÚJO
Belém – PA
2017
SUMÁRIO
Introdução..................................................................................................................................3
Metodologia ...............................................................................................................................4
Materiais .................................................................................................................................4
Cálculos utilizados ..................................................................................................................4
Procedimento experimental.....................................................................................................5
Resultados e discussões ............................................................................................................6
Conclusão ..................................................................................................................................7
Referências bibliográficas .......................................................................................................8
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1 INTRODUÇÃO
Polimeros são substâncias que apresentam macromoléculas, formadas principalmente
por carbono e hidrogênio, essas são formadas por partes menores e repetitivas conhecidas
como meros que provem da organização de monômeros, estes apresesentam baixa massa
molecular, formados por reações, que geram ao final a macromolécula polimérica. Essa
ultima pode ser formada formada por apenas por um unico tipo de mero, pórem quando
apresentam duas é dita como copolimero (MANO e MENDES, 2004).
Os polímeros apresentam diversas classificações, podendo ser agrupados quanto à origem
(naturais ou sintéticos), ao tipo de cadeia (linear, ramificada, reticulada), às características
tecnológicas (fusibilidade e/ou solubilidade), ao tipo de polimerização, à organização da
cadeia polimérica (amorfo e cristalino), entre outros (MANO e MENDES, 2004). Além, da
divisão em elastômeros, termoplásticos e termorrígidos, os primeiros são uma classe que
possuem como principal característica a elasticidade, podendo, em condições normais,
deformar-se e rapidamente voltar ao seu estado inicial como exemplo a borracha sintética, os
segundos são amolecidos pelo calor e endurecidos pelo frio devido à linearidade de suas
cadeias, dentro de um limiar, sem perder suas propriedades como o polietileno e por fim os
termorrígidos cuja rigidez não se altera com a temperatura em grande causa pelas suas
ligações cruzadas, degradando sem se tornarem líquidos em altas temperaturas.
A obtenção destas substâncias pode prover de diferentes formas de sintetização e
tecnicas, havendo classificações para isso, como o tipo de reação (adição entenica,
esterificação, amidação e acetilação entre outras), cinética de polimerização (polimerização de
etapas, em cadeias ou abertura de anel), tipo de arranjo físico homogênio ou heterogênio e por
número de monômeros podendo ser homopolimerização (um), copolimerização (dois) e
terpolimerização (três diferentes), (DALMONLIN et al).
As reações de radicais podem ser obtidas por meio de resinas, iniciadores que são
substancias geradoras de radicais livres que serão os reagentes da reação, enquanto os
promotores são substância que funcionam como catalisadores, gerando o inicio da união dos
monômeros sem reagir com esses, então a reação de copolimerização se da inicio via radical
livre, com o iniciar do ponto de gel onde começa-se a formação de produto aumentando a
viscosidade, até um ponto onde o meio torna-se sólido, após isso ocorre a cura do material
que é quando que varia de polímero para polímero.
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2 METODOLOGIA
2.1 Materiais
Resina isoftálica; peróxido de mek (metiletilcetona); octoato de cobalto a 6% (para
resinas não aceleradas); vasilina (desmoldante); 1 pipetas; 1 espátula; 1 corpo americano; uma
balança; 1 cronômetro; 1 molde metálico; 1 trena; estopa; prensa hidráulica.
2.2 Cálculos utilizados
2.2.1 Volume da placa
Dada as dimensões
a = 32cm; b =17,25 cm; h = 0.5 cm
V=abc → V=32*17,25*0.5 → V= 276 cm3 (1)
2.2.2 Massa da resina
Para o cálulo de massa da resina
ρr = m/v → ρr = 1,15g/cm3 → m= 317,4g (2)
2.2.3 Carga da prensa
Dadas as dimensões
a = 32cm; b =17,25 cm
A=a*b → A=32*17,25 → A= 552cm2 (3)
Sabendo que a pressão da pressa é de cerca de 500kPa então.
F = P*A →F = 5x105*552x10-4 →F = 2,76x104 N (4)
Multiplicando por uma tonelada força
C=2,76 toneladas
Arredondando este valor no experimento para 2,5 toneladas
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2.3 Procedimento experimental
No experimento seguiu-se a técnica “Hand-lay-up” para a produção do molde, então se
calculou o volume da placa metálica e a massa correspondente de resina, então com a estopa e
a vaselina (desmoldante) criou-se uma cria fina camada desta ultima sobre as regiões interna
da placa metálica, formando uma película antiaderente após 5 minutos. Pesou-se em uma
balança a massa de 317,4g de resina dentro de um recipiente (corpo americano), para então
agregar 4,14ml do iniciador (peróxido de mek) com uma pipeta, proporcionando a resina
produzir radicais livres, agitando por um período um minuto, logo após adicionou o promotor
(octoato de cobalto a 6%) iniciando a reação ainda no recipiente por mais, este funcionando
como um pequeno reator batelada, ao final a composição da mistura apresenta 98% de resina
isoftálica , 1,5% de iniciador e 0,5% de promotor.
A mistura é então posta na placa metálica onde é transcorrido o tempo de gel, cerca de 10
minutos, tem-se um aumento continuo na viscosidade do fluido que lá esta, verificando-se
esta continuamente por meio da inserção de uma espátula, até um ponto onde já ocorreu uma
grande taxa de polimerização do molde onde ele adquire solidez (cura). A placa metálica é
então posta na prensa hidráulica, já nivelada com ajustes técnicos e uma terna, em que é
submetida a uma carga de 2,5 toneladas que ira evitar a formação de espaços vazios no
material por 20 minutos, após isso o molde de polímero é retirado com ajuda de uma espátula
terminando a sua cura que é de 24 horas, os resíduos da placa metálica então são removidos
com o thiner, evitando quaisquer interferências nas produções seguintes.
Figura 3 – Molde na
Figura 1- Massa de resina Figura 1- gel time
prensa
hidráulica
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O segundo e terceiro molde seguiram os mesmos procedimentos. Porém, no segundo as
alterações se deram na quantidade de promotor que aumentou para 4,14ml, gerando uma
composição da mistura para 97% de resina isofitálica, 1,5% de promotor e 1,5% de iniciador,
também houve uma queda no tempo de gel time para 6 minutos. Enquanto, para o terceiro
aumentou-se da mesma forma a quantidade de promotor elevando para 8,26ml, promovendo
que a composição da mistura ficasse em 95,5% de resina isoftálica, 3% de promotor e 1,5%
de iniciador e apresentando um gel time de 3 minutos e meios.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados do experimento estão demonstrados abaixo na tabela 1 e a figura 4 onde os
moldes 1, 2 e 3 estão apresentados da esquerda para direita respectivamente.
Tabela 1 - Dados experimentais
Moldes Volume do promotor Promotor em % Gel time
[ml] [min]
1 1,38 0,5 10
2 4,14 1,5 6
3 8,26 3,0 3,5
Figura 4- Moldes
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Os dados da tabela1 nos levam a inferir que o aumento da concentração de promotor
alterar a velocidade da reação, já que o octanoato de cobalto funciona como um catalisador
diminuindo a energia de ativação da reação e assim melhorando a junção de dos radicais
livres, que por fim tornando o gel time menor a cada vez que este aumenta.
Não foi realizado testes com os moldes, porém com o maior adensamento de moléculas
causado pelo promotor impactaria diretamente em várias propriedades físicas, devido a
possibilidade de ocorre maior cristalinidade (CALLISTER), o que deixaria os moldes com
diferenças nas resistências a uma tensão cisariamento, flexibilidade, temperatura vítrea e de
fusão cristalina, massa específica entre outras, tendo o molde1 menos denso, o 2 intermediário
e o 3 com uma maior densidade.
Além, do fator que visualmente a placa com menos promotor tornara-se menos opaca,
uma vez que mais luz consegue atravessar a placa, pois existe uma maior quantidade de
espaços entres as moléculas, a exemplo do PET que quando amorfo é transparente,
parcialmente cristalino é translúcido e altamente cristalino é opaco (MANO e MENDES,
2004).
4 CONCLUSÃO
Portanto, foi possível observar o tipo de reação via radical livre e fenômenos ligados a
cinética química e ao mecanismo de reação do polímero, a forma da atuação do promotor e
iniciador na reação, além de estabelecer relações entre a concentração de promotor e o tempo
de gel time. Mas também, como esta mudança nas concentrações de promotor alteraria as
propriedades físicas do material, podendo haver grandes diferenças entre os moldes 1, 2 e 3,
devido a haver maior número de moléculas por espaço e o uso de uma técnica para a produção
dos moldes, seguindo uma forma canônica de executar a produção desses.
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5 REFERENCIA BIBLIOGRÁFICAS
Química de polímeros, Profa . Dra . Carla Dalmolin, disponível em :
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Anadão, P. et al. - Panorama da pesquisa acadêmica brasileira em nanocompósitos polímero/
Argila e tendências para o futuro , disponível em:
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Willian D. Callister , disponivel em : [Link]
Materiais-Callister-7%C2%AA-Edicao-PT-BR
Introdução a polímeros, 2ª edição, Eloisa Mano e Luís Carlos Mendes, disponível em:
[Link]
Biasotto
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