FORDLÂNDIA
Alison
Fernanda
Mirella
INTRODUÇÃO
• Crescente interesse pela borracha na Amazônia
• Vinda de estrangeiros à América do Sul
• Henry Ford
• Produção da própria matéria-prima
• Pneu de automóveis
INTRODUÇÃO
• Vivia-se a era do automóvel e da borracha
• Mundo precisava da matéria prima a qualquer preço
• Século XIX
• Quase toda borracha natural consumida no mundo era originária da Amazônia brasileira
• Competição: Café x Borracha
• Aumento do PIB Brasileiro
INTRODUÇÃO
• Ford adquiriu uma concessão fabulosa
• Direito de fazer o que quisesse
• Grande alvo de Ford era a plantação de seringueiras
• Oportunidade única de Ford ser e manter o monopólio permanente
da borracha amazônica
FORDLÂNDIA
• Construída entre 1927 e 1928
• Ford Motor Company
• Estado do Pará
• Construção de uma cidade americana dentro da Amazônia
• Nova forma de vida a ser implantada
• Novos hábitos
• Costumes
• Regras imposta pelos americanos
FORDLÂNDIA
• Espaço para colocar em prática sua missão civilizadora
• Enxergava como uma terra miserável e de gente bárbara
• Origem de uma nova cultura na floresta
• Sua cultura, a “América” tradicional
FORDLÂNDIA
• Relação ambígua entre os brasileiros, a floresta e seus novos
“conquistadores”:
• Tecnologia e os homens de Ford
• O percurso de quase duas décadas girou em torno de corrupção,
ignorância, desmatamentos, enganos, queimadas, lazer, trabalho,
revoltas, padronização, recomeços, fungos e insetos, militares,
política, e acima de tudo, quase nenhuma borracha produzida.
LOCAL DE CONSTRUÇÃO DA CIDADE
• Crescimento extraordinário
• Capitalismo cada vez mais acentuado
• Visão de maneira nenhuma era limitada
• Difícil acesso
• Problemáticas da área
• Falta de estrutura no meio da mata
• Doenças
PROJETOS DESENVOLVIDOS:
●
Casas em estilo norte-americano;
●
Campo de golfe, cinema, escolas, hospital;
●
Estações de captação, tratamento e distribuição de água;
●
Usinas de força;
●
Estradas;
●
Portos fluviais;
●
Estação de rádio e telefonia;
●
Plantações de seringueiras. (OLIVEIRA, 2013.)
Porto de Fordlândia
Hospital em Fordlândia
Fonte: Sena, 2008.
Fonte: Sena, 2008.
TRABALHADORES BRASILEIROS
●
Transição entre tempo agrícola e tempo industrial;
●
Ascensão e queda marcavam início e o fim do dia e seu ápice sinalizando a hora
de ir para sombra e dormir;
●
Locais e os tipos de refeições;
●
Alternância das estações meses seco junho a novembro;
●
Coleta de amostras de sangue para exames de doenças e vacinações contra
varíola, febre amarela, febre tifoide e difteria;
(OLIVEIRA, 2013.)
●
Quinino e quenopódio (sem avaliação).
CONFLITO
Arrogância, excesso de autoconfiança e a descrença
Reivindicações dos funcionários:
● Localização do relógio de ponto;
● Pagamento com vales;
● Tipo de comida servida no refeitório;
● Demissão de um dos gerentes.
Erros cometidos ● Intervenção do exército;
● Demissão dos funcionários;
● Expulsão dos moradores locais.
Relógio de ponto destruído.
Fonte: Grandin (2010).
PLANTAÇÃO DE SERINGUEIRAS
●
Vale dos Tapajós
– 70 mil sementes (Henry A Wickham – Londres);
●
Jorge Dumont Villares e W.L. Reves
Blakeley obteram gratuitamente do
governo paraense a concessão dessa
área de um milhão de hectares;
●
Comercializado em seguida com Ford
por 125 mil dólares. Barracão central (1980)
Fonte: Sena, 2008.
DECLÍNIO NO PLANTIO:
●
Falta de critério técnico na escolha da área;
●
Topografia montanhosa e solo predominantemente arenoso: dificultavam o
cultivo mecanizado, elevando o custo de implantação do seringal;
●
Clima com umidade relativa do ar elevada favorecia o ataque do inimigo
número um da seringueira na Amazônia, o “Mal das Folhas”, doença causada
pelo fungo Microcyclus ulei (desconhecido dos americanos de Fordlândia);
●
Não havia profissionais ligados ao setor agrícola na relação de técnicos
trazidos;
Vila operária de Fordlândia com relevo montanhoso ao fundo (1930).
Fonte: Sena, 2008.
PLANTIO EM BELTERRA:
●
Microcyclus ulei dizimou o seringal implantado nos
primeiros anos;
●
1932 a cidade de Belterra é edificiada, localizada na
margem direita do Rio Tapajós, área de 282 mil
hectares;
●
Utilização de práticas de manejo como seleção de
sementes, utilização de clones resistentes, enxertia de
Construção com padrão americano em Belterra
copa e controle com fungicidas; Fonte: Sena, 2008.
●
1941 as seringueiras começam a ser exploradas, mas
sua produtividade é muito baixa e um alto custo na
produção.
FALHAS DE HENRY FORD:
●
Pagou por terras que receberia de graça do governo brasileiro;
●
Ignorou técnicas de plantio da seringueira e seu parasita natural;
●
Desconsiderou as condições locais e culturais da região,
●
Empreendeu uma estratégia de ocupação do território
preconceituosa e desumana;
●
Demorou a tomar iniciativa em relação às manifestações de desvio
de caráter de funcionários mais próximos.
(OLIVEIRA, 2013.)
FORDLÂNDIA, BELO MONTE E TRANSAMAZÔNICA
●
Obras baseadas na ideologia de progresso e
desenvolvimento;
●
Papel da iniciativa privada na formação da sociedade;
● Impactos Ambientais;
● Cotidiano;
● Modos de vida;
● Gostos;
● Desejos;
● Crenças. (SOUZA, 2016)
REFÊRENCIAS
ALMEIDA, I. S. C. Fordlândia: o capitalismo e colonialismo americano diante da Amazônia brasileira. Jamaxi, Ufac, v.1, n.1, p. 95-112, 2017.
COLACIOS, R. D. Resenha: Fordlândia: ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva. Antíteses, v. 4, n. 8, p. 1013-1017, jul./dez. 2011.
GRANDIN, Greg. MATEM TODOS OS AMERICANOS. In: GRANDIN, Greg. Fordlândia. Rio de Janeiro: Rocco, 2010. p. [Link]ível em: <
[Link] Acesso em: 09 abr. 2018
OLIVEIRA, Daniela de. Fordlândia, sonho e realidade: a história de uma cidade e de seu criador. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, v. 2, n. 20, p.720-723, abr. 2013. Disponível em: <[Link] Acesso
em: 09 abr. 2018.
SENA, C. Fordlândia: breve relato da presença americana na Amazônia. Cadernos de História da Ciência – Instituto Butantan, v. 4, n. 2, jul./dez. 2008.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 09 abr. 2018.
SOUZA, César Martins de. GRANDIN, Greg. Fordlândia: ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva. Tradução de Nivaldo Montingelli
Júnior. Rio de Janeiro. Horizontes Antropológicos, [s.l.], v. 22, n. 45, p.415-418, jun. 2016.