Aula 21
Capítulo 7
Escoamentos Internos
Transferência de Calor
Transferência de Calor em Dutos
TÓPICOS
• O Balanço de Energia numa Tubulação
• A Temperatura Média de Mistura
• Fluxo de Calor Uniforme
• Temperatura de Parede Uniforme
• Nusselt Laminar & Turbulento
• Trocadores de Calor
Aquecimento de Fluido Numa Tubulação
• Quando um fluido é aquecido (ou resfriado) numa
tubulação (escoamento interno):
• Energia é transferida ao fluido ao longo da tubulação
• A temperatura do fluido varia RADIALMENTE E
AXIALMENTE ao longo da tubulação
Exemplo de aquecimento com parede a temperatura constante
x
Qual será a Temperatura de Referência
• Foi visto em escoamentos externos que o fluxo de
calor é determinado por meio de uma diferença
entre duas temperaturas referenciadas.
(exemplo: Tparede & T fluido externo)
• Para escoamentos internos (confinados) é
necessário um cuidado especial para estabelecer
a temperatura de referência.
• Note que a temperatura do fluido varia
axialmente e radialmente!
UM CAMINHO PARA DETERMINAR A
TEMPERATURA DE REFERÊNCIA...
Variação de Energia no Fluido
• Para se determinar a variação da energia do fluido é
necessário realizar um balanço de energia (1a lei) para um
volume de controle que envolva o fluido:
SC
Q
(m ⋅ h )in (m ⋅ h )out
(h out − h in ) = Q
m
Como Calcular a Entalpia de Entrada e Saída do V.C.?
• Note que tanto para a entrada como para a saída, existe um
perfil radial de velocidades e de temperaturas que,
conjuntamente, realizam o transporte da entalpia!
• Do ponto de vista local, dh = CpTdm = CpT(ρVdA)
U(r) T(r) Cp.T(r).U(r)
Perfil Perfil Perfil
Velocidades Temperaturas [Link]-1.m-2
Como Calcular a Entalpia de Entrada e Saída do V.C.?
• A entalpia na entrada ou saída do V.C. é então determinada
por meio da integral do produto entre a velocidade,
temperatura e calor específico
h = ∫ ρC p u(r )T(r )dA
m
A
• O lado esquerdo pode ser representado pelo produto entre
Cp e uma TEMPERATURA DE MISTURA, Tm
h ≡ C p Tm
• Substituindo uma eq. na outra, chega-se a definição da
temperatura de mistura:
∫ ρC p u(r )T(r )dA
C p Tm = ∫ ρC p u(r )T(r )dA ⇒ Tm = A
m
A Cp
m
O que Significa Temperatura de Mistura
• Tm é a temperatura que você obtêm se tirasse uma amostra
de fluido em toda seção transversal do duto, colocasse em um
copo e fizesse uma mistura.
• Ela é MUITO CONVENIENTE pois o produto CpTm
expressa a entalpia específica na seção transversal do duto
• Neste caso o balanço de energia numa tubulação fica sendo:
(h out − h in ) = Q
m C p (Tm out − Tm in ) = Q
m
O que Significa Temperatura de Mistura?
• Ao transferir calor para um fluido dentro de um duto,
pode-se dizer que sua temperatura de mistura varia!
• Se for aquecimento Ö Tm aumenta ao longo de X
• Se for resfriamento Ö Tm diminui ao longo de X
• A temperatura de mistura passa a ser uma das
temperaturas de referência para cálculos de coeficiente de
transferência de calor.
O Coeficiente de Transferência de Calor
• O fluxo de calor por unidade de área, é então determinado
pelo produto entre o coeficiente de transferência de calor e a
diferença entre a Temperatura da Parede e a Temperatura
da mistura:
"
q x (
= h x Tp − Tm )
Ex. 7-18 Um arranjo experimental foi projetado para medir o coeficiente
local de transferência de calor . O fluxo de calor local é medido usando
um medidor de fluxo de calor! Um termopar é usado para medir a temp.
da parede. Um arranjo termopar-tubo Pitot é usado para medir as
distribuições de velocidade e temperatura a fim de determinar a
temperatura de mistura. Os resultados experimentais foram:
q”=12980kW/m2, Tp = 52,1oC e Tm=18,3oC. Calcule o coeficiente local
de transferência de calor.
Fluximetro Calor
Tp
Escoamento
Tm
q "x 12980 kW
( )
q "x = h x Tp − Tm → h = = = 382 2 o
(T − T )
p m
( 52,1 − 18, 2 ) m C
Perfil de Temperaturas & Desenvolvimento Térmico
• Quando um fluido recebe um fluxo de calor ao longo da
parede do tubo, sua temperatura varia tanto na direção
radial e como na axial .
• Esta é uma situação diferente da hidrodinâmica onde o
perfil de velocidades não varia axialmente após uma certa
distância.
• Pode-se alcançar um regime termicamente desenvolvido
para dutos?
Perfil de Temperaturas & Desenvolvimento Térmico
• Pode-se mostrar que a forma RELATIVA do Tp − T ( r, x )
perfil de temperatura não varia com x, a partir de θ=
Tp − Tm
uma certa distância da entrada para condições de
fluxo de calor constante e temperatura constante:
•Quando dθ/dx = 0 ele é dito termicamente desenvolvido:
T(r) θ
Tm
T(r,x) Perfil θ
Temperatura
Nusselt & Efeitos de Entrada
• O Nusselt é definido por:
h ⋅ dh
Nu x =
kf
• Sua variação ao longo da direção x do duto é representada na figura. Se
o escoamento está termicamente desenvolvido, h é constante.
h
hd
0 x
xd
0
Balanço de Energia no Fluido
• Para se determinar a variação da energia do fluido é
necessário realizar um balanço de energia (1a lei) para um
volume de controle que envolva o fluido:
SC
Q
(m ⋅ h )in (m ⋅ h )out
x ∆x
(h out − h in ) = Q
m
Balanço de Energia no Fluido
• Expressando-se os fluxos em função da temperatura de mistura:
e = ( ρ UA ) ⋅ C p ⋅ Tme
mh
dTm
s = ( mh
mh e ) + ( ρ UA ) ⋅ C p ⋅ ∆x
dx
= q " ⋅ P ⋅ ∆ x
Q x
dTm
( ) p dx x ⋅ P
ρUA ⋅ C ⋅ =
q "
CASO Q – A Temperatura de Mistura
Q
• Balanço de energia:
x
dTm
(
) p dx = q "x ⋅ P
ρUA ⋅ C ⋅
m Te
• Fluxo de calor constante,
pode-se integrar
diretamente a equação do Tp Tm
balanço de energia:
h
0 x
q ⋅ P ⋅ x
"
Tm ( x ) = x
+ Tme 0
⋅ Cp
m • Onde Tme é a temperatura
de mistura da entrada
CASO Q – A Temperatura Parede
• A temperatura de mistura varia
linearmente com a distância x;
• Para aquecimento, a Tp Tm
temperatura de parede sempre
aumenta.
• Ela pode ser calculada por meio h
de T mistura: 0 x
0
q "x
(
q "x = h x Tp − Tm ) ⇒ Tp ( x ) =
hx
+ Tm ( x )
• Note que para esc. desenvolvido, h é constante e portanto Tp
possui a mesma inclinação que Tm, veja figura.
Ex. 7-21 Água escoa através de um duto aquecido, 3cm diâmetro, com
velocidade média de 1 m/s. A temperatura de mistura da água na entrada da
seção de aquecimento vale 18oC. 20kW de potência são transferidos para
água. Calcule a temperatura de mistura da água no ponto que ela deixa o
tubo. Despreza variações da energia cinética e potencial.
Q
Tme = 18oC Tms = ?
U = 1m/s
20kW
Propriedades avaliadas na temperatura média de
mistura: 20oC chute! -> Tabela A-9
Cp ρ ν k Pr m = ρ.U.A = 0.7054 kg/s
4182 998 1.10-6 0.59 6.99
Ex.
Ex.7-21
7-21Processo
Processoa afluxo
fluxodedecalor
calorconstante,
constante,Eq.
Eq.7.20
7.20
q "x ⋅ A
Tm ( x ) = + Tme
m ⋅ Cp
Reconhecendo que q”A = Q, então:
20000
Tms = + 18 = 24.8 o C
0.7054 ⋅ 4182
CASO T – A Temperatura de Mistura
Tp cte
m ⋅ Cp ⋅
dTm
dx
(
= q "x ⋅ P = h ⋅ P ⋅ Tp − Tm )
• Para temperatura de parede
constante não é possível Te Tp cte x
integrar diretamente a eq. do
balanço.
• Mas assumindo um h médio
entre a entrada e saída, ela pode Tp
ser integrada
Tm
Te
h⋅P⋅x
( ) 0 x
s
Ln Tp − Tm =− 0
e m ⋅ Cp
• Onde Tme é a temperatura
de mistura da entrada
CASO T - A Temperatura de Mistura
• Para qualquer posição axial do tubo,
Tp − Tm ( x ) h⋅P⋅x
= EXP −
Tp − Tme m ⋅ Cp
• Quando x = L (comprimento total do tubo), P.L = A (área de
transferência de calor), então
Tp − Tms h⋅A
= EXP −
Tp − Tme m ⋅ C
p
Ex. 7-23 Ar entra em um duto circular de 3 cm de diâmetro com uma
velocidade média de 20 m/s. A superfície do duto está a uma temperatura
uniforme de 80oC, enquanto que a temperatura de mistura do ar que entra no
duto vale 15oC. Determine o comprimento do duto necessário para obter
uma temperatura de mistura na saída de 35oC. O coeficiente médio de
transferência de calor vale 80 W/m2 oC.
Tp 80oC
Tme=15oC Tms=35oC
U = 20m/s
Tp 80oC
Propriedades avaliadas na temperatura média de
mistura: (15+35)/2 = 25oC -> Tabela A-8
m = ρ.U.A = 0.01674 kg/s
Cp ρ ν k Pr
1006.3 1.160 16.10-6 26.10-3 0.713 P = πd = 0.094 m
Ex. 7-23 O comprimento do duto pode ser determinado a partir do balanço
de energia, Eq. 7.22
Tp − Tms h⋅A
= EXP −
Tp − Tme m
⋅ Cp
Reconhecendo que A é a área de troca de calor, A = P.L, podemos isolar L
m ⋅ Cp Tp − Tms
L = − ⋅ Ln
h⋅P Tp − Tme
0.016 ⋅ 1006 80 − 35
L = − ⋅ Ln = 0.822m
80 ⋅ 0.094 80 − 15
Ex. 7-25 Ar a 20oC entra em um duto retangular de 10cmx5cmx10m de
comprimento. A temperatrua de mistura do ar que deixa o duto vale 35oC. A
velocidade média do ar vale 20 m/s e as paredes internas do duto são mantidas
a 76oC. Determine: i) a taxa de transferência de calor do ar e ii) estime o
coeficiente médio de transferência de calor usando os dados experimentais.
Tms = 35oC Propriedades avaliadas na
10 cm temperatura média de
5 cm
mistura: (20+35)/2 = 28oC
Tp = 76oC m Tabela A-8
10
Cp ρ ν k Pr
1006.3 1.160 16.10-6 26.10-3 0.713
Tme = 20oC
U = 20m/s
Ex. 7-25 Para o canal retangular, temos que sua área transversal, AT, e o
perímetro molhado, P são, respectivamente:
AT = (5.10-2x10.10-2) = 5.10-3 m2 & P = 2.(5.10-2+10.10-2) = 0.3 m
O calor transferido é: Q = [Link].(Tms – Tme)
A vazão mássica: m = ρ.[Link] = 1.16x20x5.10-3 = 0.116 kg/s
Logo o calor transferido: Q = 0.116x1006.3x(35-20) = 1751 W
O fluxo de calor: q = Q/(área troca calor)
Área troca calor = P.L = 0.3x10 = 3m2
Portanto o fluxo de calor q” = 1751/3 = 583.6 W/m2
O coeficiente médio de transferência de calor vem da Eq. 7.22 para um
processo isotérmico:
Tp − Tms h ⋅P⋅L
= EXP −
Tp − Tme m
⋅ Cp
Isolando o coeficiente médio de transferência de calor:
m ⋅ Cp Tp − Tms
h = − ⋅ Ln
P⋅L
Tp − Tme
W
∴ h = 12.3 2 o
m C
CORRELAÇÕES PARA NUSSELT EM ESCOAMENTO LAMINAR
ESCOAMENTO
Laminar
ReD < 2300
T Constante Q constante
Duto Outras Duto Outras
Circular Formas Circular Formas
Nu Local & Médio Nu Local = Médio Nu Local & Médio Nu Local=Médio
Desenvolvido Desenvolvido Desenvolvido Desenvolvido
Nu Local & Médio Nu Local & Médio
Em Desenvolvimento em Desenvolvimento
N. Nusselt para Tubos Circulares e perfil vel. desenvolvido.
Escoamento Laminar Red < 2300
Propriedades avaliadas na média da temperatura de
mistura:
Tprop = (Tm,e + Tm,s)/2
Variação propriedades na direção radial: correção Nusselt
Nucorr = Nu*(µm/µp)0.14
onde (m) e (p) refere-se é a propriedade avaliada na temp.
de mistura e na temp. da parede.
Peclet = Pe = [Link]
Temp. const. & Pe.d/L < 100 térmicamente desenv. & Nux= 3.66
Q const. & Pe.d/L < 1000 térmicamente desenv. & Nux= 4.36
N. Nusselt para regiões de entrada térmica e perfil vel. desenvolvido.
Dutos circulares e Escoamento Laminar Red < 2300
Nusselt escoamento LAMINAR, desenvolvido, em
dutos com seção transversal não-circular
CORRELAÇÕES PARA NUSSELT ESCOAMENTO TURBULENTO
ESCOAMENTO
Turbulento
ReD > 2300
T constante Q constante
Duto Outras
Circular Formas
Nu Médio Nu Médio
Chilton-Colburn
Nu = g(Re,Pr)
f =g(St,Pr)
Nusselt Dutos Circulares e Escoamento Turbulento Red > 2300
Propriedades avaliadas a temperatura média da mistura: (Tm,e+Tm,s)/2
Correção variação radial das propriedades para líquidos:
Nucorr = Nu*(Prm/Prp)0.11
Ex. 7-28 Um pequeno condensador resfriado a ar deve ser projetado. O ar
atravessa um certo número de pequenos tubos circulares que têm uma
temperatura uniforme. Os dutos têm 5mm de diâmetro e 4 cm de
comprimento. Estime o coeficiente médio de transferência de calor para o
ar se o Re é igual a 1500. As propriedades termofísicas devem ser
avaliadas a 27oC. φ 5mm
1. Arranjo de tubosem série.
2. Condensação ocorrendo
externamente aos tubos;
processo a Temperatura
Constante.
Constante
3. Ar interno aos tubos recebe
o calor.
Regime: Laminar, Re < 2300
Cp ρ ν k Pr
Ar @ 27oC (Tab. A-8) 1006.4 1.174 158.10-7 27.10-3 0.711
Ex. 7-28
Cálculo Peclet: Pe = [Link] = 1500. 0.711 = 1066.5
Cálculo d/L : 5/40 = 0.125
Cálculo Nu médio @ T : Tabela 7.4
13
d
Nu = 3.663 + 1.613 ⋅ Pe ⋅ = 8.46
L
h⋅d k W
Nu = = 8.46 → h = ⋅ 8.46 = 45.7 2 o
k d m C
Ex. 7-35 Ar quente escoa através de um duto de seção retangular, 7.5cm
por 30cm. O ar entra no duto com uma temperatura de mistura de 60oC e
uma velocidade de 60m/s. O duto tem 16 m de comprimento e as paredes
do duto podem ser consideradas com tendo temperatura constante igual a
4oC. Se a temperatura do ar que deixa o duto for menor que 57oC, ficou
decidido que o duto deveria ser isolado. Você recomenda que o duto seja
isolado?
Tms >57oC Propriedades avaliadas na
30 cm temperatura média de
7.5 cm
mistura: (60+57)/2 ~ 60oC
Tp = 4oC m Tabela A-8
16
Cp ρ ν k Pr
1008 1.059 19.10-6 28.10-3 0.703
Tme = 60oC
U = 60m/s
Ex. 7-35 A temperatura de mistura na saída pode ser determinada da Eq.
7.22, desde que o h médio seja conhecido!
Tp − Tms h ⋅P⋅L
= EXP −
Tp − Tme
m ⋅ C
p
h ⋅P⋅L
( )
→ Tms = Tp − Tp − Tme ⋅ EXP −
m
⋅ Cp
Para determinar h é preciso calcular Nu, Re e Pr. Começamos pelo Re.
Note que o tubo é quadrado. Como vamos definir um diâmetro apropriado?
Como Determinar hf Tubos de Seção Não-Circular
O fator de atrito e o diagrama de Moody podem ser utilizados para
tubos de seção não circular introduzindo-se o conceito de Diâmetro
Hidráulico:
4 ⋅ Área
dh =
Perímetro
Canal seção Canal seção Duas placas paralelas
quadrada ‘a’ triangular ‘a’ espaçadas ‘a’
a a
a
dh = a / (48)0.5 dh = 2a
dh = a
• Ex. 7-35 Para o tubo de seção retangular temos que a área transversal ao
fluxo, AT, e o perímetro P são, respectivamente: 225 cm2 e 75cm.
Logo o diâmetro hidráulico: dh = [Link]/P = 12 cm
O número de Re: Re = [Link]/ν = 60.12.10-2/(19.10-6)=3.81.105
Regime: Turbulento pq. Redh > 2300
Nusselt médio é calculado com Eq. 7-28
dh 23
4 5 2 5
Nu = 0.0214 Re − 100 Pr 1 + = 541.6
L
h⋅d k W
Nu = = 541.6 → h = ⋅ 541.6 = 128.8 2 o
k d m C
•Ex. 7-35 Sabendo-se que:
Tme = 60oC
m = ρ.[Link] = 1.43 kg/s
P = 0.75 m
L = 16m
Cp = 1008 J/kgoC
h = 128.8 W/m2 oC
h ⋅P⋅L
( )
Tms = Tp − Tp − Tme ⋅ EXP −
m ⋅ C
= 23.16o C
p
Como a temperatura de saída é menor que 57oC, recomenda-se o
isolamento do duto.
Ex. 7-37 Ar, a uma temperatura média de 300oC, escoa através de um duto
rugoso de concreto de 10cm de diâmetro a uma velocidade média de 2m/s. A
rugosidade média vale 2 mm. Estime o valor do coeficiente de transferência de
calor. Compare seu resultado com o valor obtido para tubos lisos.
Cp ρ ν k Pr
Ar @ 300oC (Tab. A-8) 1045.2 0.6159 477.10-7 44.10-3 0.698
Red = V.d/ν = 2.0.1/(477.10-6) = 4200
Como Red > 2300, regime é turbulento em tubo com parede rugosa
Como calcular Nu para um escoamento turbulento com parede rugosa?
Analogia Chilton-Colburn
Para escoamentos turbulentos em dutos RUGOSOS de seção circular ou
não-circular pode-se empregar a analogia entre atrito e calor proposta
por Chilton-Colburn:
f
= St ⋅ Pr 2 3
8
f é o fator de atrito (diag. Moody) & St é o n. Stanton. St = Nu/(RePr).
Substituindo a definição de St, encontra-se que:
f
Nu = ⋅ Re dh ⋅ Pr 1 3
8
Note que Redh é calculado utilizando-se o diâmetro hidráulico,
dh = 4.área/perímetro
Nu para tubo liso, dh/L →0 e regime turbulento Eq. 7-28
dh 23
4 5 2 5
Nu = 0.0214 Re − 100 Pr 1 + = 12.8
L
Nu para tubo rugoso e regime turbulento, analogia de Chilton-Colburn
Eq. 7-31
f
Nu = Re⋅ Pr1 3 = 25.6
8
O fator de atrito é determinado pelo diagrama de Moody (Fig. 7-4), Re =
4200 e rugosidade relativa 0.02, f = 0.055
Note que o aumento da rugosidade provoca um aumento em Nu e,
conseqüentemente no coef. transf. de calor
Ex. 7-42 A placa de circuito impresso tem uma temperatura uniforme de
115oC. Ar a 25oC circula através de canais de seção quadrada com velocidade
média de 20m/s. Determine a taxa de transferência de calor em Watts!
Propriedades avaliadas na
temperatura média de
mistura: (25+55)/2 ~
40oC, isto foi um
‘chute’
Tabela A-8
Cp ρ ν k Pr
1006.8 1.1273 17.10-6 27.10-3 0.71
Ex. 7-42 O calor transferido é: Q = [Link].(Tms – Tme)
A vazão mássica que passa por cada canal é:
m = ρ.[Link] = 1.12x20x1.10-4 = 0.002255 kg/s
Mas para determinar Q ainda é necessário conhecer Tms:
h ⋅P⋅L
( )
Tms = Tp − Tp − Tme ⋅ EXP −
m ⋅ C
=?
p
Que por sua vez requer o conhecimento do coeficiente de transferência de
calor médio.
Ex. 7-42 Para o canal quadrado, temos que sua área transversal, AT, e o
perímetro molhado, P são, respectivamente:
AT = = 1.10-4 m2 & P = 0.04 m
O diâmetro hidraulico: dh = [Link]/P = 0.01 m
O Reynolds: Re = [Link]/ν = 11800 (regime turbulento)
O Nusselt médio Eq. 7.28, Nu = 36.2
O coeficiente de transf. de calor, h = 98.1 W/m2 oC
Ex. 7-42 Se cada tubo troca calor pelas quatro faces (errado!) então a área
de troca de calor (P.L) = 0.04x0.1, substituindo os outros valores na
expressão abaixo vamos encontrar:
h ⋅P⋅L
( )
Tms = Tp − Tp − Tme ⋅ EXP −
m
= 51.3 o C
⋅ Cp
O calor transferido por canal então fica:
Q = 0.002255.1006.(51.3-25) = 59.7 W
Como a placa possui 10 canais, então a taxa de calor removido é 597W
Ex. 7-42 O resultado bate com a resposta do livro mas está errado. Quem
troca calor com o CI é somente uma face. Portanto a área de troca de calor
(P.L) = 0.01x0.1, substituindo os outros valores na expressão abaixo vamos
encontrar:
h ⋅P⋅L
( )
Tms = Tp − Tp − Tme ⋅ EXP −
m ⋅ C
= 32.4 o C
p
O calor transferido por canal então fica:
Q = 0.002255.1006.(32.4-25) = 16.9 W
Como a placa possui 10 canais, então a taxa de calor removido é 169W