LAMENTAÇÕES
LAMENTAÇÕES
de Jerem ias
Análise qüentemente prediz uma catástrofe tal com o aquela que é des
0 livro de Lamentações tem um tema principal: o sofri crita em Lamentações. Porém, as lamentações de Jeremias são
mento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor cap inteiramente isentas daquela atitude mental que diz “ Eu bem
turou a cidade, em 586 a.C. Numa série de elegias, o autor disse” . Ele preocupa-se tão somente em lamentar as aflições
expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e da an de Jerusalém, e em pleitear perante Deus que não a rejeite para
gústia da cidade. sempre.
O primeiro lamento descreve e explica as aflições de
Jerusalém, em termos gerais. O segundo descreve o desastre
com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi
um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores pro Esboço
fundos desse julgamento são elucidados na terceira lamenta O SIGNIFICADO DAS AFLIÇÕES DE JERUSALÉM, 1 .1 -2 2
ção. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Descrição das Aflições de Jerusalém, 1 ,1 -7
A Explicação das Aflições de lerusalém, 1 .8 -1 8
Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamen
O Efeito das Aflições de lerusalém, 1,19-22
to (mais exatamente, é uma oração) descreve com o os sofri
REALIDADES DAS AFLIÇÕES DE JERUSALÉM, 2 .1 -2 2
mentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da O Adversário de Jerusalém, 2.1 - 8
misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente A Agonia de Jerusalém, 2 .9 -1 6
gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da afli A Súplica de Jerusalém, 2 .1 7 -22
ção. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento ALGUNS FATORES DAS AFLIÇÕES DE JERUSALÉM,
com o julgamento contra o pecado, o crente afligido pode en 3 .1 -6 6
contrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto- A Vara da Ira de Deus, 3.1 -2 0
A Multidão das Misericórdias de Deus, 3.21 -3 9
humilhação e invocação.
A Justiça dos Juízos de Deus, 3.40-S4
A Oração do Povo de Deus, 3.55-66
Autor ALGUMAS LIÇÕES TIRADAS DAS AFLIÇÕES DE
Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormen JERUSALÉM, 4.1 -2 2
te, os cristãos, têm atribuído o livro de Lamentações à pena de A Vaidade da Glória Humana, 4.1 -1 2
Jeremias. A Septuaginta declara tal atribuição desde o segun A Vaidade da Liderança Humana, 4 .1 3 -1 6
do século a.C., e a Vulgata latina desde o quarto século d.C. A Vaidade dos Recursos Humanos, 4 .1 7 -2 0
A Vaidade do Orgulho Humano, 4.21,22
Argumentos convincentes baseados na tradição judeu-cristã,
RESULTADOS DAS AFLIÇÕES DE JERUSALÉM, 5.1 -2 2
sobre a autoria de Jeremias, têm sido apresentados. Aceitan
Jerusalém Invoca a Graça de Deus, 5.1 -1 8
do-se a autoria de Jeremias, portanto, o livro de Lamentações
Jerusalém Invoca a Glória de Deus, 5 .1 9 -22
se toma “ um suplemento do Livro de Jeremias” , que tão fre
Jerusalém destruída e desolada 1.1 °Ed4.20 a que foi grande entre as nações;
Como jaz solitária a cidade0 princesa entre as províncias,
I outrora populosa!
Tomou-se como viúva
1.2 fajó 7.3;
Jr 4.30
ficou sujeita a trabalhos forçados!
2 Chora e chora de noite,b
1 .1 -7 O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que 1.1 O livro de Lamentações chora a captura, a destruição e a
seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versí devastação da cidade de Jerusalém pelos exércitos de Nabu
culo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma codonosor, rei da Babilônia, no ano 587 a.C. Tanto o Rei
na sua ordem certa. Assim, há 22 versículos em cada capítulo, Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o
a não ser o cap 3 que tem 66 versículos, empregando três sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o
vezes em seguida cada uma das 22 letras do alfabeto he cativeiro, depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi
braico. O quinto capítulo conserva o mesmo número de versí queimada juntamente com o templo; todos os objetos de
culos, só que neste caso a ordem não é alfabética. Este livro valor foram levados embora, a muralha da cidade foi des
foi lido cada ano pelos judeus, para comemorar a ocasião na truída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a
qual o tem plo foi queimado, e além disto lia-se toda semana única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma
no "Lugar da Lamentação dos Judeus" em Jerusalém, que fica diminuta população dos mais pobres ignorantes. Veja Jr 52.
perto da área do templo. Desde o ano de 1948, os árabes Forçados. Ficaram sujeitos a pagar direitos, impostos e pedá
vedaram este lugar aos judeus. Em 1967, na guerra de seis gios, como se vê em Ed 4.20.
dias, Israel conquistou a velha cidade de Jerusalém. 1.2 Que a amavam. As nações que haviam feito amizade com
LAMENTAÇÕES 1.3 1142
e as suas lágrimas 1.3 lembra-se Jerusalém
cDt 28.64-65;
lhe correm pelas faces; Lm 2.9 de todas as suas
não tem quem a console mais estimadas coisas,
entre todos os que a amavam; que tivera dos tempos antigos;
todos os seus amigos de como o seu povo caíra nas mãos
procederam perfidamente do adversário,
contra ela, não tendo ela quem a socorresse;
tornaram-se seus inimigos. e de como os adversários a viram
3 Judá foi levado ao exílio/ 1.5 e fizeram escárnio da sua queda.
dDt 28.43-44;
afligido e sob grande servidão; Dn 9.7,16
8 Jerusalém pecou gravemente/
habita entre as nações, por isso, se tomou repugnante;
não acha descanso; todos os que a honravam
todos os seus perseguidores a desprezam,
o apanharam porque lhe viram a nudez;
nas suas angústias. ela também geme
4 Os caminhos de Sião estão de luto, e se retira envergonhada.
porque não há quem venha 1.8 O Rs 8.46; 9 A sua imundícia estáf
Ez 16.37
à reunião solene; nas suas saias;
todas as suas portas ela não pensava no seu fim;
estão desoladas; por isso, caiu de modo espantoso
os seus sacerdotes gemem; e não tem quem a console.
as suas virgens estão tristes, Vê, Senhor, a minha aflição,
e ela mesma se acha em amargura. porque o inimigo
5 Os seus adversários triunfam/ 1 .9 'D t 32.29;
se toma insolente.
os seus inimigos prosperam; Lm 47.2,17,21 10 Estendeu o adversário a mão9
porque o Senhor a afligiu, a todas as coisas
por causa da multidão mais estimadas dela;
das suas prevaricações; pois ela viu entrar as nações
os seus filhinhos tiveram de ir no seu santuário,
para o exílio, acerca das quais proibiste
na frente do adversário. que entrassem na tua congregação.
1.10 9Dt 23.3;
6 Da filha de Sião já se passou 11 Todo o seu povo anda gemendoh
|r 51.51
todo o esplendor; e à procura de pão;
os seus príncipes ficaram sendo deram eles as suas coisas
como corços que não acham pasto mais estimadas
e caminham exaustos a troco de mantimento
na frente do perseguidor. para restaurar as forças;
7 Agora, nos dias da sua aflição vê, Senhor, e contempla,
e do seu desterro, 1.11 »>)r38.9 pois me tomei desprezível.
os judeus por intermédio de tratados e alianças. Infelizmente, dia e sua conduta degenerada (Jr 13.20-27).
lerusalém depositou mais confiança nestas do que no seu 1.10 Mais estimadas. Os móveis e os utensílios para as ofertas
Deus. sacrificiais no tem plo (Jr 52.17-20). Nações no seu santuário.
1.4 Caminhos.. . de luto. As estradas que sobem até ao tem As hostes dos invasores que penetraram no Santo dos Santos,
oferecendo evidência nítida que a glória do Senhor tinha se
plo em Jerusalém que antes estavam povoadas com alegres
adoradores, que vinham de cada parte da nação e do mundo apartado, acentuando assim a humilhação de Israel. Proibiste.
inteiro. Portas. Eram lugares m uito movimentados, onde pes Estes estrangeiros eram imundos no sentido moral, legal e
cerimonial, e nenhum objeto ou pessoa podia entrar no san
soas se encontravam.
tuário num estado de imundície (D t 23.1 -1 4 ). O que causou
1.8 Nudez. Nos dois testamentos, esta palavra se emprega surpresa aos israelitas foi que Deus nada fez para proteger seu
como símbolo da destruição total. O pecado causou ao povo santuário. Cristo abriu o caminho de acesso à presença de
de Deus a perda da bênção e da proteção do Senhor, trans Deus para os gentios (Jo 14.6).
form ando-o em uma nação como outra qualquer.
1.11 Desprezível. Perante os olhos das nações, que antes ti
1.9 Suas saias. Claramente visível ao público, era sua vergo nham tido a Israel em alto respeito, quando ela gozava das
nha, em conseqüência da sua idolatria, sua falta de misericór bênçãos divinas.
1143 LAMENTAÇÕES 1.22
12 Não vos comove isto, a todos vós' 1.12 'Dn 9.12 ordenou o Senhor acerca de Jacó
que passais pelo caminho? que os seus vizinhos
Considerai e vede se tomem seus inimigos;
se há dor igual à minha, 1.13/Ez12.l3 Jerusalém é para eles
que veio sobre mim, como coisa imunda.
com que o Senhor me afligiu 18 Justo é o Senhor,0
no dia do furor da sua ira. pois me rebelei
13 Lá do alto enviou fogoi 1.14 *Dt 28.48 contra a sua palavra;
a meus ossos, ouvi todos os povos
o qual se assenhoreou deles; e vede a minha dor;
estendeu uma rede aos meus pés, 1.15 'Ls 63.3 as minhas virgens e os meus jovens
arrojou-me para trás, foram levados para o cativeiro.
fez-me assolada 19 Chamei os meus amigos,P
e enferma todo o dia. mas eles me enganaram;
14 O jugo das minhas transgressões* 1.16 mjr 13.17 os meus sacerdotes
está atado pela sua mão; e os meus anciãos
elas estão entretecidas, expiraram na cidade,
subiram sobre o meu pescoço, 1.l7"Jr4.31 quando estavam à procura
e ele abateu a minha força; de mantimento
entregou-me o Senhor para restaurarem as suas forças.
nas mãos daqueles 20 Olha, Senhor,1;
contra os quais não posso resistir. 1.18 porque estou angustiada;
olSm 12.14-15;
15 0 Senhor dispersou' Dn 9.7,14 turbada está a minha alma,
todos os valentes o meu coração,
que estavam comigo; transtornado dentro de mim,
apregoou contra mim porque gravemente me rebelei;
um ajuntamento, 1.19P|r 30.14 fora, a espada mata os filhos;
para esmagar os meus jovens; em casa, anda a morte.
o Senhor pisou, como num lagar, 21 Ouvem que eu suspiro/
a virgem filha de Judá. 1.20 íD t 32.25;
mas não tenho quem me console;
16 Por estas coisas, choro eu;m Is 16.11; todos os meus inimigos
os meus olhos, os meus olhos Lm 2.11; que souberam do meu mal
Os 11.8
se desfazem em águas; folgam, porque tu o fizeste;
porque se afastou de mim mas, em trazendo tu
o consolador o dia que apregoaste,
que devia restaurar 1.21 serão semelhantes a mim.
as minhas forças; r ls 13.1-22; 22 Venha toda a sua iniqüidades
Lm 1.2
os meus filhos estão desolados, à tua presença,
porque prevaleceu o inimigo. e faze-lhes como me fizeste a mim
17 Estende Sião as mãos," por causa de todas
e não há quem a console; 1.22 sS1109.15 as minhas prevaricações;
1.13 Meus ossos. Isto é, a estrutura básica da sua existência zela com a qual se desposa (cf Os 2.19-20).
como uma cidade. Em Jr 52.13 se lê que o inimigo queimou 1.16 Choro. Dia e noite, segundo |r 14.17 e 3.48. Desfazem
o templo, o palácio real e todos os edifícios importantes. em águas. O verbo é um particípio que mostra que há uma
1.14 lugo. Jr 27.2; 2 8 .1 0-1 4 dão uma descrição viva do jugo corrente ininterrupta de lágrimas.
no pescoço como símbolo de submissão e de escravidão. 1.17 Estende Sido as mãos. Um gesto de súplica (SI 28.2;
63.4; Is 65.2). Neste caso, o rogo não foi atendido.
1.15 Apregoou. Deus tinha convocado uma assembléia so
lene ou um banquete sacrificial. A festa não é para Israel, mas, 1.20 Alma. A palavra empregada, aqui, na língua original
sim, para seus inimigos celebrarem a derrota de Israel. Esma quer dizer entranhas; veja Jr 4.19n. Transtornado. Lit "está em
gar. A palavra refere-se a pisar uvas no lagar, e na Bíblia se ferm ento", "está espumando". Morte. Pela pestilência, etc.
usa para exprimir o julgamento e castigo que Deus executa 1.21 O dia. O dia de julgamento do qual os profetas falavam
(Is 63.3). Virgem filha deludá. Is 62.5 ensina-nos que Deus se (Is 40.2). Tal julgamento espera aqueles que demoliram Jeru
alegra em Jerusalém, assim como um jovem se alegra na don salém (Jr 50.51).
LAMENTAÇÕES 2.1 1144
porque os meus gemidos são muitos, 2.1 (2Sm1.19;
destruiu as suas fortalezas
ICr 28.2;
e o meu coração está desfalecido. Mt 11.23 e multiplicou na filha de Judá
o pranto e a lamentação.
As tristezas de Sião provêm do Senhor 6 Demoliu com violência)'
Como o Senhor cobriu'
2 de nuvens,
na sua ira, a filha de Sião!
2.2 "SI 89.39 o seu tabemáculo,
como se fosse uma horta;
destruiu o lugar
Precipitou do céu à terra da sua congregação;
2.3 ''SI 74.11
a glória de Israel o S e n h o r , em Sião,
e não se lembrou pôs em esquecimento
do estrado de seus pés, as festas e o sábado
2.4 »*ls 63.10;
no dia da sua ira. Ez 24.25 e, na indignação da sua ira,
2 Devorou o Senhoru rejeitou com desprezo
todas as moradas de Jacó o rei e o sacerdote.
e não se apiedou; 2.5 *2Rs 25.9;
7 Rejeitou o Senhor o seu altar7
derribou no seu furor Lm 2.4 e detestou o seu santuário;
as fortalezas da filha de Judá; entregou nas mãos do inimigo
lançou por terra e profanou os muros dos seus castelos;
o reino e os seus príncipes. 2.6 ^Sl 80.12; deram gritos na Casa do S e n h o r ,
3 No furor da sua ira/ Lm 1.4 como em dia de festa.
cortou toda a força de Israel; 8 Intentou o Se n h o r destruir0
retirou a sua destra o muro da filha de Sião;
de diante do inimigo; 2.7 ^ SI 74.4 estendeu o cordel
e ardeu contra Jacó, e não retirou
como labareda de fogo a sua mão destruidora;
que tudo consome em redor. 2.8 o2Rs 21.13 fez gemer o antemuro e o muro;
4 Entesou o seu arco, qual inimigo;»' eles estão juntamente enfraquecidos.
firmou a sua destra, 9 As suas portas caíram por terra;h
como adversário, 2.9 bOt 28.36; ele quebrou e despedaçou
e destruiu tudo 2Rs 24.15; os seus ferrolhos;
2Cr 15.3;
o que era formoso à vista; o seu rei e os seus príncipes
Jr 51.30; Ez 7.26
derramou o seu furor, como fogo, estâo entre as nações
na tenda da filha de Sião. onde já não vigora a lei,
5 Tomou-se o Senhor como inimigo/ nem recebem visão alguma
2.10
devorando Israel; cjó 2.12-13; do S e n h o r os seus profetas.
devorou todos os seus palácios, Lm 3.28 10 Sentados em terra se acham/
2.1 Como. Uma palavra que no original expressa um grito de abusa da sua bondade, cessa sua misericórdia e começa seu
angústia ou de dor, que ocorre também no primeiro capítulo, julgamento (Rm 2 .4 -6 ).
iniciando o livro, que assim toma esta palavra por nome no 2.3 Força. Lit "chifre", símbolo de poder e de coragem, que
hebraico. Foi o grito de três profetas: 1) De Moisés, porque aqui se aplica ao rei, seus guerreiros e suas defesas. Quando
levava o pesado fardo de agüentar as queixas do povo todo o rei foi eliminado, "cortado", o povo ficou sem este repre
(D t 1.12); 2) De Isaías, por causa da displicência e da depra- sentante físico do favor divino que agora se retirou.
vação de Judá e de Jerusalém (Lm 1.1; 2.1 e 4.1). Este poema
2.6 Tabemáculo. Refere-se ao templo, embora a palavra
divide-se em duas partes: w 1 -1 0 descrevem a punição que
traga a conotação de uma "barraca temporária", como a que
Sião estava sofrendo, e w 1 1 -1 2 são uma lamentação e uma
se faz para os ceifeiros.
prece. Estrado de seus pés. É o templo, e mais especificamente
o propiciatório (1 Cr 28.2). A expressão também se refere às 2.8 Estendeu o cordel. Marcar para a demolição (is 34.11;
vezes: 1) A terra (Is 66.1); 2) Ao santuário de Deus (Is 60.13; Am 7 .7 -9 ; 2 Rs 21.13).
Ez 43.7; S1132.7); 3) Aos inimigos de Cristo (S1110.1; 2.9 Não vigora a lei. Não havendo mais templo, não era mais
Hb 1.13 e 10.13). possível obedecer às leis sobre os sacrifícios.
2.2 jacó. Nestes versículos, Jacó, Judá, Israel e Sião são dife 2.10 Sentados em terra. Uma descrição do luto e da angústia.
rentes nomes para o mesmo povo hebreu. Não se apiedou. O imperador Vespasiano de Roma fez uma moeda para cele
Quem persiste no pecado aguentará o castigo divino. O Se brar a derrota da Judéia (70 d.C.) onde figurava uma pal
nhor tem sido paciente com seu povo, mas quando este meira (símbolo da Judéia) e uma m ulher sentada no chão
1145 LAMENTAÇÕES 2.19
silenciosos, 2.11 djó 16.13; que te levaram para o cativeiro.
Lm 1.20
os anciãos da filha de Sião; 15 Todos os que passam pelo caminhos
lançam pó sobre a cabeça, batem palmas,
cingidos de cilício; assobiam e meneiam a cabeça
as virgens de Jerusalém sobre a filha de Jerusalém:
abaixam a cabeça 2.13 eLm 1.12 É esta a cidade que denominavam
até ao chão. a perfeição da formosura,
11 Com lágrimas se consumiram1' a alegria de toda a terra?
os meus olhos, 16 Todos os teus inimigos'1
turbada está a minha alma, 2.14% 58.1; abrem contra ti a boca,
e o meu coração se derramou Ez 13.2 assobiam e rangem os dentes;
de angústia dizem; Devoramo-la;
por causa da calamidade certamente, este é o dia
da filha do meu povo; que esperávamos;
pois desfalecem os meninos 2.159lRs9.8
achamo-lo e vimo-lo.
e as crianças de peito 2Rs 19.21; 17 Fez o S e n h o r o que intentou;'
pelas ruas da cidade. |r 18.16; cumpriu a ameaça que pronunciou
Na 3.19
12 Dizem às mães; desde os dias da antigüidade;
Onde há pão e vinho?, derrubou e não se apiedou;
quando desfalecem como o ferido fez que o inimigo se alegrasse
pelas ruas da cidade por tua causa
ou quando exalam a alma 2.16 e exaltou o poder
i>(ó 16.9-10;
nos braços de sua mãe. dos teus adversários.
Lm 3.46
13 Que poderei dizer-te?*1 18 O coração de Jerusalém/
A quem te compararei, clama ao Senhor.
ó filha de Jerusalém? Ó muralha da filha de Sião,
A quem te assemelharei, corram as tuas lágrimas
para te consolar a ti, 2 .1 7 'Lv 26.16; como um ribeiro,
SI 38.16
ó virgem filha de Sião? de dia e de noite,
Porque grande como o mar não te dês descanso,
é a tua calamidade; nem pare de chorar
quem te acudirá? a menina de teus olhos!
14 Os teus profetas te anunciaramf 2.18/]rl4.17 19 Levanta-te, clama de noite*
visões falsas e absurdas no princípio das vigílias;
e não manifestaram a tua maldade, derrama, como água, o coração
para restaurarem a tua sorte; perante o Senhor;
mas te anunciaram visões 2.19 *SI 62.8; levanta a ele as mãos,
de sentenças falsas, Lm 4.1 pela vida de teus filhinhos,
com a cabeça nas mãos para representar a |erusalém. A inscri pertencem à Nova Aliança. 1) O Julgamento; a) Quem julga?
ção reza "Judae capta". É o Senhor, v 17; b) Como julga? Com retidão rigorosa, de
2.11 Alma. Veja 1.20. Coração. Lit "fígado", símbolo de pois de prevenir e avisar ao seu povo, como se vê na palavra
emoção forte e angustiosa. Veja jr 11.20. Note-se como os intentou v 17; c) Por que julga? Porque sua ira excitou por
nomes dos órgãos do corpo se usam para descrever as causa dos pecados do povo, D t 4 .2 5 -31 ; 30.1-10; 31.39;
emoções. 2) O aviso: a) os ramos naturais foram severamente julgados
pela sua desobediência, v 17; b) o povo da Nova Aliança
2.14 Levantaram. A pregação dos falsos profetas não atacou
deve tom ar cuidado para não repetir os erros dos israelitas,
a idolatria e a injustiça que levaram Jerusalém à destruição
Rm 11.24.
(|r 14.14-16; 23.9-40).
2.17 Poder. Lit "chifre", veja Lm 2.3.
2.15 Batem palmas. O inim igo está contente ao ver lerusalém
destruída (Jó 27.23; Sf 2.15). Assobiam e meneiam. Uma ex 2.18 As meninas de teus olhos. Heb bath ayin (S117.8). Al
pressão de desprezo (Jr 19.8; SI 22.8). Estes versículos são guns dizem que são lágrimas, outros que são as pupilas.
uma combinação de desprezo, da inimizade, do furor e da 2.19 Vigílias. Naquela época, os hebreus dividiam a noite em
exultação dos inimigos de Israel quando da destruição de Je três vigílias de quatro horas cada (Jz7.19). No tempo do
rusalém e do templo. • N. Hom. Este Julgamento daqueles Novo Testamento, empregava-se o sistema de quatro vigílias
que pertenciam à Antiga Aliança é um aviso solene aos que de três horas cada (M t 14.25).
LAMENTAÇÕES 2.20 1146
que desfalecem de fome 2.20 'Lv 26.29; como os que estão mortos
Jr 19.9; Ez 5.10
à entrada de todas as ruas. para sempre.
20 Vê, ó Senhor, e considera' 7 Cercou-me de um muro,*?
a quem fizeste assim! 2.21 e já não posso sair;
»>2Cr 36.17
Hão de as mulheres comer agravou-me com grilhões de bronze.
o fruto de si mesmas, 8 Ainda quando clamo e grito/
as crianças do seu carinho? 2.22 "SI 31.13; ele não admite a minha oração.
Ou se matará Os 9.12-13
9 Fechou os meus caminhos
no santuário do Senhor com pedras lavradas,
o sacerdote e o profeta? 3.4 ojó 16.8; fez tortuosas as minhas veredas.
21 Jazem por terra pelas ruasm Is 38.13 10 Fez-se-me como urso à espreita,5
o moço e o velho; um leão de emboscada.
as minhas virgens e os meus jovens 11 Desviou os meus caminhos'
3.6 p SI 88.5-6
vieram a cair à espada; e me fez em pedaços;
tu os mataste no dia da tua ira, deixou-me assolado.
fizeste matança e não te apiedaste. 3.7 qjó 3.23
12 Entesou o seu arco"
22 Convocaste de toda parte"
e me pôs como alvo à flecha.
terrores contra mim,
3.8 r|ó 30.20 13 Fez que me entrassem no coração1'
como num dia de solenidade;
as flechas da sua aljava.
não houve, no dia da ira do Senhor,
14 Fui feito objeto de escárnio*'
quem escapasse ou ficasse; 3.10 s)ó 10.16;
Os 5.14 para todo o meu povo
aqueles do meu carinho
e a sua canção, todo o dia.
os quais eu criei,
15 Fartou-me de amarguras/
o meu inimigo os consumiu. 3.11 t Os 6.1
saciou-me de absinto.
Convidado o povo a reconhecer 16 Fez-me quebrar com pedrinhas)'
o seu pecado 3.12 uJó 7.20 de areia os meus dentes,
cobriu-me de cinza.
3
Eu sou o homem
que viu a aflição 3.13 ''Jó 6.4
17 Afastou a paz de minha alma;
pela vara do furor de Deus. esqueci-me do bem.
2 Ele me levou e me fez andar 18 Então, disse eu: já pereceu2
3.14 w|ó 30.9; a minha glória,
em trevas e não na luz. Jr 20.7
3 Deveras ele volveu contra mim como também a minha esperança
a mão, no Senhor.
3.15 *)r 9.15 19 Lembra-te da minha aflição0
de contínuo, todo o dia.
4 Fez envelhecer a minha came0 e do meu pranto,
e a minha pele, 3.16 KPv 20.17 do absinto e do veneno.
despedaçou os meus ossos. 20 Minha alma, continuamente,
5 Edificou contra mim os recorda
3.18 zSI 31.22
e me cercou de veneno e de dor. e se abate dentro de mim.
6 Fez-me habitarP 21 Quero trazer à memória
em lugares tenebrosos, 3.19 °|r 9.15 o que me pode dar esperança.
2.20 Este versículo ensina-nos que se praticou o canibalismo critor, que também fala como representante do povo.
por ocasião do cerco de Jerusalém em 586 a.C. (Jr 19.9). Veja 3.1 Vara do furor. Aqui se trata da Babilônia. Numa época
Lv 26.29n. O pecado do povo levou-os a violar tanto a or anterior, a Assíria era "o cetro da ira de Deus" (Is 10.5).
dem moral de Deus, comendo seus próprios filhos, como
3.13 Coração. Lit "Rins", veja 1.20n. Flechas. Os filhos.
também a ordem da Aliança Divina - os sacerdotes e os pro
3.14 Canção. Zombaria, veja 3.63.
fetas estavam cometendo homicídio dentro do próprio san
tuário. Foi o pecado nacional que fez com que Deus 3.16 Pedrinhas. O único outro versículo com esta palavra é o
permitisse estes sacrilégios. Pv 20.17. Exprime a idéia de tudo quanto é indigerível e de
sagradável.
3 .1 -6 6 Este capítulo, com seu acróstico de três em três versí 3.18 Glória. Esta palavra em heb quer dizer também "seiva",
culos, encontra-se em torno dos sofrimentos pessoais do es sem a qual a árvore não vive. O escritor sente desespero,
1147 LAMENTAÇÕES 3.46
Esperança de auxílio 3.22 i>Ml 3.6 33 porque não aflige,1
pela misericórdia de Deus nem entristece de bom grado
3.23 c|s 33.2
22 As misericórdias do Senhor 0 os filhos dos homens.
são a causa 3.24 <iS116.5 34 Pisar debaixo dos pés
de não sermos consumidos, a todos os presos da terra,
3.25 «SI 130.6;
porque as suas misericórdias 35 perverter o direito do homem
Mq 7.7
não têm fim; perante o Altíssimo,
23 renovam-se cada manhã.c 3.26 'Si 37.7 36 subverter ao homem no seu pleito,m
Grande é a tua fidelidade. não o veria o Senhor?
3.27 9 SI 90.12
24 A minha porção é o Senhor,d 37 Quem é aquele que diz,n
diz a minha alma; 3.28 hjr 15.17
e assim acontece,
portanto, esperarei nele. quando o Senhor o não mande?
25 Bom é o Senhor * 3.29 í|6 42.6 38 Acaso, não procede do Altíssimo0
para os que esperam por ele, tanto o mal como o bem?
3.30 /Is 50.6
para a alma que o busca. 39 Por que, pois, se queixaP
26 Bom é aguardar^ 3.31 *SI 94.14 o homem vivente?
a salvação do Senhor, Queixe-se cada um
e isso, em silêncio. 3 .3 3 'Ez 33.11 dos seus próprios pecados.
27 Bom é para o homems 40 Esquadrinhemos
3.36 " H c 1.13
suportar o jugo na sua mocidade. os nossos caminhos,
28 Assente-se solitário h 3.37 "SI 33.9 provemo-los
e fique em silêncio; e voltemos para o Senhor.
3.38 o|ó 2.10; 41 Levantemos o coração, <7
porquanto esse jugo Deus pôs
Am 3.6
sobre ele; juntamente com as mãos,
29 ponha a boca no pó;1 3.39 pPv 19.3 para Deus nos céus, dizendo:
talvez ainda haja esperança. 42 Nós prevaricamos e fomos rebeldes/
3.41 9 SI 86.4 e tu não nos perdoaste.
30 Dê a face ao que o fere;/
farte-se de afronta. 43 Cobriste-nos de iras
3.42 rDn 9.5
31 O Senhor não rejeitarák e nos perseguiste;
para sempre; 3.43 * Lm 2.2 e sem piedade nos mataste.
32 pois, ainda que entristeça 44 De nuvens te encobriste'
3.44 'Lm 3.8 para que não passe a nossa oração.
a alguém,
usará de compaixão 3.45 ulC o 4.13
45 Como cisco e refugo nos pusesteu
segundo a grandeza no meio dos povos.
das suas misericórdias; 3.46 vLm 2.16 46 Todos os nossos inimigosv
aflição, pranto e abatimento. não o rejeitará para sempre (Is 54.8); 2) Deus usará de com
3.21 Trazer à memória. Lit "fará voltar ao coração". paixão; 3) Deus não aflige de bom grado (Jr 32.41), mas é-lhe
3.22 Características de Deus: 1) Misericórdia (heb chesed); necessário repreender e castigar seus filhos (A t 14.22;
2) Compaixão (aqui traduzido por "Misericórdia" pela se 2 Co 4.17). As injustiças praticadas por vários opressores:
gunda vez, mas é outra palavra, racham, que dá a idéia de 1) Mau tratamento aos prisioneiros, v 34; 2) Perversão dos
carinho); 3) Fidelidade, v 23; 4) Bondade, v 35; 5) Salvação direitos humanos, favorecendo os réus, v 35; perante o Altís
e o resultado, v 26. simo quer dizer na presença de juizes com autoridade conce
dida pelo próprio Deus, Êx 21.6; SI 82.1, 6; 3) Subversão no
3.2 5 -27 O que é bom? 1) Deus é bom para os que desejam
conhecê-lo (25); 2) Uma fé singela que aguarda a salvação e pleito, v 36.
o bem do homem (26); 3) Bom para o homem é a paciência 3.39 O homem não deve queixar-se, se ao menos ficar com
desde a infância, 27. vida de simples vivente, já que é pecador, o castigo é para o
3.29 Boca no pó. O modo oriental de se prostrar em submis bem (Hb 12.6-11).
são total (Mq 7.17; SI 72.9). O reconhecimento da sua indig
nidade. 3 .4 0 -4 2 O verdadeiro arrependimento se demonstra em
voltar para o Senhor, v 40, orar v 41, e se confessar pecador,
3.30 Dê a face. Os servos de Deus que assim sofreram foram
v 42.
leremias ()ó 16.10), e o Servo descrito em Is 50.6 que é uma
profecia acerca do Senhor Jesus Cristo (M t 5.39; 27.30; 3 .4 6 -4 8 Aqui há uma interrupção da ordem acróstica do he
Mc 15.19). braico, já que a letra pê, aqui aparece antes da letra ayin, a
3 .3 1 -3 6 Consolação para o servo sofredor de Deus: 1) Deus qual, no alfabeto hebraico, deveria aparecer antes do pê.
LAMENTAÇÕES 3.47 1148
abriram contra nós a boca. 3.47 »ls 24.17
59 Viste, Se n h o r , a injustiça*
47 Sobre nós vieram o temor e a cova,w que me fizeram;
a assolação e a ruína. 3.48 *Jr4.19
julga a minha causa.
48 Dos meus olhos se derramam* 60 Viste a sua vingança toda,'
3.49 ySI 77.2
torrentes de águas, todos os seus pensamentos
por causa da destruição contra mim.
3.50 ^ls 63.15
da filha do meu povo. 61 Ouviste as suas afrontas,
49 Os meus olhos choram,'/ 3.52 °SI 35.7 Se n h o r ,
não cessam, e não há descanso, todos os seus pensamentos
50 até que o Senhor atendaz 3.53 bjr 37.16 contra mim;
e veja lá do céu.
62 as acusações dos meus adversários
51 Os meus olhos 3.54 csi 31.22; e o seu murmurar contra mim,
entristecem a minha alma, Lm 38.18
o dia todo.
por causa de todas as filhas
3.55 <fSt 130.1
63 Observa-os quando se assentam/
da minha cidade.
e quando se levantam;
52 Caçaram-me, como se eu fosse ave,0
3.56 »SI 3.4 eu sou objeto da sua canção.
os que sem motivo
64 Tu lhes darás a paga, S e n h o r ,*
são meus inimigos.
53 Para me destruírem,b 3.57 fStg 4.8 segundo a obra das suas mãos.
lançaram-me na cova 65 Tu lhes darás cegueira de coração,
e atiraram pedras sobre mim.
3.58 9SI 35.1 a tua maldição imporás sobre eles.
54 Águas correramc 66 Na tua ira, os perseguirás,1
3.59*519.4 e eles serão eliminados
sobre a minha cabeça;
então, disse: estou perdido! de debaixo dos céus do S e n h o r .
3.60 ijr 11.19
55 Da mais profunda cova, Senhor/
Os sofrimentos do cerco
invoquei o teu nome. 3 .6 3 /S1139.2
Como se escureceu o ouro!m
56 Ouviste a minha voz;e
não escondas o ouvido 3.64* SI 28.4;
4 Como se mudou o ouro refinado!
Como estão espalhadas
aos meus lamentos, 2Tm 4.14
ao meu clamor. as pedras do santuário
57 De mim te aproximastef 3.66 lDt 25.19; pelas esquinas de todas as ruas!
Jr 10.11
no dia em que te invoquei; 2 Os nobres filhos de Sião,”
disseste: Não temas. comparáveis a puro ouro,
4.1 mLm 2.19
58 Pleiteaste, Senhor,9 como são agora reputados
a causa da minha alma, 4.2 n|s 30.14; por objetos de barro,
remiste a minha vida. 2Co 4.7 obra das mãos de oleiro!
3.48 Torrentes. O choro aqui é m uito mais intenso do que 3.65 Cegueira de coração. Cegueira espiritual to t»
em 1.16n. Comp Jr 13.17 e S1119.136. (cf 2 Co 3.15). O capítulo que acabamos de estudar é uma
3.53 Cova. Símbolo da destruição, SI 40.2 e 59.15. descrição do sofrimento do profeta que o escreveu; ele sofre,
como representante do povo em geral. O que se segue des
3.54 Águas. Símbolo de um perigo que cerca a pessoa de
creve o sofrimento do povo em geral, incluindo-se todas se
todas as direções, do qual esta não poderá fugir, pois que
classes. O últim o capítulo é uma queixa feita a Deus pe.3
invade a tudo.
cidade de Jerusalém. O capítulo 1 descreve a situação da c -
3.55 Orar a Deus do meio da angústia é o assunto do S1130 dade de Jerusalém; o segundo capítulo descreve a situação <x
e do segundo capítulo de Jonas. santuário e da cidadela.
3.58 O Senhor Deus torna-se advogado para defender ao 4 .1 -2 2 Sião lamenta-se da sua triste situação nos w 1 -12
pobre e aflito de injustiça. Também é advogado que defende Confessa seus pecados nos w 1 3-20. Ameaça-se a Edom e
o crente das conseqüências do seu pecado, quando este se conforta-se a Sião nos w 2 1 -2 2 . Este capítulo tem relaçãc
converte e confessa sua malícia. Isto se faz pela obra de Jesus com o cap 2.
Cristo (1 Jo 2.1). 4.1,2 Pedras do santuário. Lit "pedras de santidade". f V r
3.63 Assentam.. . levantam. Durante suas atividades e du ouro. Estas figuras descritivas são inspiradas pelos matenas
rante sua hora de descanso; portanto, a toda hora (S1139.2; usados na construção do templo, mas nestes versículos são
Is 37.28). Objeto da sua canção. Os adversários o ridiculariza uma descrição do alto e sagrado valor que Deus atribui ao se„
vam nas suas canções de escárnio (Jo 30.9; SI 69.12). povo que, aqui, nestas circunstâncias, tem se d esva lo riza i
1149 LAMENTAÇÕES 4.17
3 Até os chacais dão o peito,0 4.3 °|ó 39.14 outrora compassivas
dão de mamar a seus filhos; cozeram seus próprios filhos;
mas a filha do meu povo estes lhes serviram de alimento
tomou-se cruel como os avestruzes 4.4 PSI 22.15 na destruição da filha do meu povo.
no deserto. 11 Deu o S e n h o r cumprimento u
4 A língua da criança que mamaP à sua indignação,
fica pegada, pela sede, 4.5 qjó 24.8 derramou o ardor da sua ira;
ao céu da boca; acendeu fogo em Sião,
os meninos pedem pão, que consumiu
e ninguém há que lho dê. 4.6 fGn 19.24 os seus fundamentos.
5 Os que se alimentavam9 12 Não creram os reis da terra,
de comidas finas nem todos os moradores do mundo,
desfalecem nas mas; que entrasse o adversário
4.8 sSi 102.5;
os que se criaram entre escarlata 112.6 e o inimigo
se apegam aos monturos. pelas portas de Jerusalém.
6 Porque maior é a maldade 13 Foi por causa dos pecados v
da filha do meu povo 4.10 <Dt 28.57;
dos seus profetas,
do que o pecado de Sodoma, 2Rs 6.29; das maldades dos seus sacerdotes
que foi subvertida Lm 2.20 que se derramou no meio dela
como num momento, o sangue dos justos.
sem o emprego de mãos 14 Erram como cegos nas ruas,w
nenhumas/ 4.11 uDt 32.22 andam contaminados de sangue,
7 Os seus príncipes eram mais alvos de tal sorte que ninguém
do que a neve, lhes pode tocar nas roupas.
mais brancos do que o leite; 4.13 vjr 5.31; 15 Apartai-vos, imundos!*
eram mais ruivos de corpo Sf 3.4 — gritavam-lhes;
do que os corais apartai-vos, apartai-vos,
e tinham a formosura da safira. não toqueis!
8 Mas, agora, escureceu-se-lhes5 4.14 Quando fugiram errantes,
o aspecto mais do que a fuligem; »Nm 19.16 dizia-se entre as nações:
não são conhecidos nas mas; Jamais habitarão aqui.
a sua pele se lhes pegou aos ossos, 16 A ira do S e n h o r os espalhou;)'
secou-se como uma madeira. 4.15 *Lv 13.45 ele jamais atentará para eles;
9 Mais felizes foram as vítimas o inimigo não honra os sacerdotes,
da espada nem se compadece dos anciãos.
do que as vítimas da fome; 4.16 y Lm 5.12 17 Os nossos olhos ainda desfalecem/
porque estas se definham esperando vão socorro;
atingidas mortalmente pela falta temos olhado das vigias
do produto dos campos. 4.17 *2Rs 24.7; para um povo
10 As mãos das mulheres' |r 37.7 que não pode livrar.
4.3 Avestruzes. É sabido que estas descuidam de suas crias mias protestava contra este falso senso de segurança,
( jó 39.13). |r 27.14. • N. Hom. A cegueira espiritual: 1) Os próprios pro
4.6 Num momento. A destruição de Sodoma foi instantânea, fetas e sacerdotes sofreram disto, ainda que tivessem menos
mas jerusalém ficou agonizando por muito tempo. Sodoma desculpa e mais influência para desviar o povo; 2) Esta ce
foi destruída pela mão de Deus, mas no caso de Jerusalém, gueira podia distinguir a força do inimigo, mas não podia
Deus usou as forças do inim igo do povo. Na destruição de perceber que os pecados do povo eram a causa da invasão;
Sodoma, não houve mais oportunidades para o arrependi 3) A causa da cegueira era a maldade dos sacerdotes, v 13;
mento, depois do início do julgamento, ao passo que lerusa 4) O resultado disto fê-los aterrarem pelas ruas, sendo cha
lém tivera um profeta espiritual, jeremias, pela boca do qual mados de imundos, v 14,15. Eram leprosos espirituais que
Deus oferecia várias oportunidades para o povo se arre contaminavam o povo, Lv 13.45.
pender. 4.17 Povo que não podia livrar. O Egito, no qual Judá havia
4.12 Até os pagãos estavam influenciados pela crença popu posto sua esperança, apesar das advertências dos profetas
lar entre os judeus que dizia que Jerusalém era inviolável. Jere (Jr 37.7).
LAMENTAÇÕES 4.18 1150
18 Espreitavam os nossos passos,0 4.18 2 A nossa herança passou a
°2Rs 25.4-5;
de maneira que não podíamos andar Am 8.2 estranhos,3
pelas nossas praças; e as nossas casas, a estrangeiros;
aproximava-se o nosso fim, 4.19 í>Dt 28.49 3 somos órfãos, já não temos pai,
os nossos dias se cumpriam, nossas mães são como viúvas.
era chegado o nosso fim. 4 A nossa água, por dinheiro
4.20 cGn 2.7;
19 Os nossos perseguidoresb Lm 2.9 a bebemos,
foram mais ligeiros por preço vem a nossa lenha.
do que as aves dos céus; 4.21 «Ec 11.9; 5 Os nossos perseguidoresh
sobre os montes nos perseguiram, Ob 10.1-28 estão sobre o nosso pescoço;
no deserto nos armaram ciladas. estamos exaustos
20 O fôlego da nossa vida,c 4.22 eS1137.7 e não temos descanso.
o ungido do S e n h o r , 6 Submetemo-nos aos egípcios1
foi preso nos forjes deles; 5.1 'SI 79.4 e aos assírios,
dele dizíamos: para nos fartarem de pão.
debaixo da sua sombra, 5.2 sSI 79.1 7 Nossos pais pecarami
viveremos entre as nações. e já não existem;
21 Regozija-te e alegra-te,d 5.5 fcDt 28.48 nós é que levamos o castigo
ó filha de Edom, ^ das suas iniqüidades.
que habitas na terra de Uz; 5.6 'Cn 24.2;
8 Escravos dominam sobre nós;*
o cálice se passará também a ti; Os 12.1 ninguém há que nos livre
embebedar-te-ás e te desnudarás. das suas mãos.
22 O castigo da tua maldadee 5.7 ÍGn 42.13; 9 Com perigo de nossa vida,
está consumado, Ez 18.2 providenciamos o nosso pão,
ó filha de Sião; por causa da espada do deserto.
o S e n h o r n u n c a m a is te le v a rá 5 .8 ‘ Ne 5.15 10 Nossa pele se esbraseia'
para o exílio; como um forno,
a tua maldade, ó filha de Edom, 5.10 ijó 30.30; por causa do ardor da fome.
descobrirá os teus pecados. Lm 4.8 11 Forçaram as mulheres em Sião;™
as virgens, nas cidades de Judá.
Os fiéis pedem misericórdia 5.11 m|s 13.16 12 Os príncipes foram por eles n
C Lembra-te, S e n h o r / enforcados,
J do que nos tem sucedido; 5.12 "Is 47.6 as faces dos velhos
considera e olha não foram reverenciadas.
para o nosso opróbrio. 5.13 °|z16.21 13 Os jovens levaram a mó,0
4.20 Ungido do Senhor, Trata-se aqui de Zedequias, o último w 1 -1 4 . A monarquia davídica não estaria mais regendo, e
rei de Judá (2 Rs 2 5.4 -7; ]r 52.7-11). o tem plo estaria em escombros, w 1 5 -1 8 . Pede-se atenção
4.21 Regozija-te e alegra-te, É o ensinamento de Ec 11.9 - misericordiosa de Deus, w 19-2 2 . Justo é que esta triste poe
ria e divirta-se com os prazeres deste mundo, se este é o sia de lamentações termine com uma oração que reconhece
único alvo da sua vida, mas nem por isso evitará o julgamento a ira divina mas, mesmo assim, apela para Deus, como a
divino. Uz. A terra onde |ó morava ()ó 1.1). Aparentemente, única esperança do seu povo.
houve vários pequenos reinos nesta área (|r 25.20). 5.3 O versículo dá a impressão de que o autor foi um dos
4.22 Edom. Três profetas predisseram a destruição de Edom remanescentes deixados na Palestina e que conheceu de
pela sua atitude de malícia para com jerusalém no dia da perto a situação.
angústia desta, quais sejam, Jeremias (49.7 -1 3 ), Ezequiel 5.5 Pescoço. 0 jugo dos conquistados (Js 10.24). Deus pro
(2 5.1 2-1 4 ) e Obadias (1 1-1 3 ). Nota-se que, embora os meteu que quebraria este jugo sobre o pescoço de seu povc
cap 1 - 3 terminem com uma oração pela misericórdia divina, (Jr 30.8).
o cap 4.21 -2 2 traz uma profecia de que Edom será punido
pela sua traição contra a nação irmã, Judá. O pecado de Sião 5.7 Deus visita a iniqüidade dos pais nos filhos (Êx 20.5-6.Í.
será "coberto", consumado, perdoado, mas o pecado de mas como cada um também tem o seu próprio pecado a lhe
Edom será "descoberto" e abertamente punido. acusar (Jr 3 0.27-30), por isso Lm 5.16 não pode negar que o
pecado ainda está presente.
5 .1 -2 2 Um salmo de lamentação da comunidade e de peti
ção pela restauração, comparável com SI 44,74; 79;80. 5.8 Escravos. Tobias, um servo, tinha autoridade em Judá.
• N. Hom. A miséria do povo de Judá sob o jugo da Babilônia, Ne 2.19.
1151 LAMENTAÇÕES 5.22
5.16 Pjó 19.9 andam as raposas.
os meninos tropeçaram
debaixo das cargas de lenha; 19 Tu, S e n h o r , reinas eternamente/
14 os anciãos já não se assentam o teu trono subsiste
na porta, 5.17 qSI 6.7 de geração em geração.
os jovens já não cantam. 20 Por que te esquecerias de nós5
15 Cessou o júbilo de nosso coração, para sempre?
converteu-se em lamentações Por que nos desamparadas
5.19 r SI 9.7
a nossa dança. por tanto tempo?
16 Caiu a coroa da nossa cabeça;P 21 Converte-nos a ti, S e n h o r , '
ai de nós, porque pecamos! e seremos convertidos;
17 Por isso, caiu doente1) 5.20 sSI 13.1 renova os nossos dias como
o nosso coração; dantes.
por isso, se escureceram 22 Por que nos rejeitadas totalmente?
os nossos olhos. 5.21 tSI 80.3; Por que te enfurecerias
18 Pelo monte Sião, que está assolado, Jr 31.18 sobremaneira contra nós outros?