Métodos Experimentais em Engenharia: Medições
Métodos Experimentais em Engenharia: Medições
Métodos
Experimentais
em
Engenharia
Experimento
1:
Dimensões
e
Densidades
de
Sólidos
Alunos:
Anselmo
Alves
do
Nascimento
Gustavo
Lucas
Zarpelao
dos
Santos
Jeferson
Guimaraes
de
Souza
Viviane
do
Nascimento
Bianchi
Professora:
A
line
de
Oliveira
Neves
Panazio
Santo
André,
outubro
de
2017
1
2
Resumo
3
Sumário
1.
Introdução 4
2.
Objetivo 6
3.
Métodos 6
3.1.
Material
utilizado 6
3.2.
Procedimento
Experimental 7
4.
Resultados
e
Discussões 9
4.1.
Análise
da
Peça 10
4.2.
Cálculo
de
Volume
e
densidade
do
sólido 11
4.3.
Cálculo
da
incerteza
combinada
de
medição 12
4.4
Expressão
dos
resultados
finais 14
Através
da
análise
dos
resultados
calculados
juntamento
com
a
tabela
contendo
os
dados
de
massa
específica
dos
materiais
concluise
que
o
material
utilizado
era
Policloreto
de
Vinila
PVC
rígido. 14
5.
Conclusões 15
6.
Referências
bibliográficas 16
Apêndice
A:
Questões 17
4
1.
Introdução
aplicações em engenharia, setores da economia, desenvolvimento da ciência, entre outros. Segundo
da natureza está escrito em caracteres matemáticos", colaboraram no processo de valorização das
medidas
(David,
2009).
apresentado objetivamente como o ato de comparar uma grandeza com outra, que seja de mesma
natureza, adotada como um padrão de referência. Desta forma o ato de medir consiste na
da
grandeza,
a
precisão
da
medição
e
a
unidade
a ssumida
(David,
2009).
adoção de padrões de medidas, tais como o Sistema Internacional (SI), adotado em diversos países
como o Brasil, em que são definidos padrões para comprimento, massa, tempo e outras unidades.
Além disso, dado que toda medida está sujeita a incertezas, devese sempre indicar qualitativamente
a qualidade do resultado, fornecendo assim uma forma de avaliar a confiabilidade do mesmo. De
acordo com (Damasceno 2008), podese definir incerteza de medição como o parâmetro, associado
dá
o
indicativo
quantitativo
de
sua
precisão.
As componentes que compõe a incerteza de um resultado de uma medição podem ser
divididas em duas categorias (Damasceno, 2008): O tipo A, que consiste daquelas avaliadas por
5
métodos estatísticos, e o tipo B, que consiste daquelas que são avaliadas por outros meios, chamadas
de
não
e statísticas.
A incerteza do tipo A tem como origem variações temporais ou espaciais, estocásticas ou
repetição das medidas, cuja compensação de um resultado não é possível, embora se possa reduzilo
pelo aumento do número de observações e cálculo a variação estatística que ocorre no resultado.
Este
c álculo
determina
a
incerteza
do
tipo
A,
ua
(Damasceno,
2008;
Panazio,
2017).
Já a incerteza do tipo B está relacionada ao processo de medição, dependendo das
dos instrumentos podem ser fornecidas pelo fabricante ou ter sua obtenção a partir da escala do
instrumento, também podem estar relacionadas com a precisão mecânica da construção do
instrumento ou a algum erro durante o processo de fabricação, ou até com variações não previstas
pelo fabricante, como efeito de temperatura, entre outros. A incerteza do tipo B, u, pode ser
b
considerada como sendo a incerteza instrumental, fornecida pelo fabricante, ou estimada pela
resolução
do
instrumento
(Panazio,
2017).
As incertezas de ambas as categorias são utilizadas no cálculo da incerteza combinada de
tipo
A
e
ub
a
do
tipo
B.
u=
√u a
2 + ub 2
As medidas podem ser obtidas de forma direta e indireta. No caso da direta, a medida da
grandeza de interesse é o próprio resultado da leitura obtida pelo instrumento de medida, como o
comprimento de um objeto que é medido por uma régua. As medidas indiretas são resultadas da
aplicação de um modelo matemático que descreva a relação entre as grandezas envolvidas, isto é,
que associa a grandeza de interesse com outras que podem ser medidas. Um exemplo de medida
6
indireta é a determinação do perímetro de uma circunferência a partir da medição do raio da mesma
(Lima
e t
a l.,
2012).
No caso específico da medição indireta, a incerteza associada a esta medida depende das
incertezas associadas às medidas diretas. Cada medida direta tem uma incerteza, e a incerteza
resultante da medida indireta pode ser calculada pelo procedimento de propagação de incertezas. A
expressão geral para o cálculo da propagação de incertezas, no caso de uma grandeza G que
depende
de
duas
variáveis
X
e
Y,
independentes
e ntre
si,
é
dada
por
(Panazio,
2017):
uG = √( ∂G
∂X uX )
2 ∂G
+ ( ∂Y
2
uY )
2.
Objetivo
O objetivo deste experimento é estudar e aplicar os conceitos expostos, com o aprendizado
dos conceitos básicos de metrologia e da correta expressão de valores experimentais, obtidos pelas
para identificação do mesmo. Por fim as incertezas relacionadas a todas as medidas deverão ser
determinadas.
7
3.
Métodos
3.1.
Material
utilizado
● Régua
plástica;
● Paquímetro
universal
a nalógico;
● Micrômetro;
● Trena;
● Balança
digital
Marte;
● Peças
sólida:
c ilindro
oco.
Na Tabela 1
são apresentadas algumas características dos instrumentos utilizados como
a marca, o modelo, o fundo de escala (maior leitura possível), a menor divisão da escala (resolução
de
medida)
e
a
incerteza
instrumental.
Tabela
1:
Características
dos
instrumentos
de
medição
3.2.
Procedimento
Experimental
(régua plástica, paquímetro, micrômetro, trena e balança digital), levando em consideração a
marca/modelo,
fundo
de
e scala,
resolução
de
medida
e
incertezas.
8
Após tais identificações, com a balança digital, mediramse as massas das peças
fornecidas. Atentandose a alguns cuidados como evitar a movimentação do instrumento e para
manter o nivelamento do mesmo, além de utilizar função tara da balança antes de cada medição e
posicionar
a
peça
no
c entro
da
balança,
para
obtenção
de
resultados
mais
repetitivos.
Com todas as medidas obtidas, foram escolhidas duas peças para os cálculos da média,
variância e desvio padrão de cada medida e foi feita a propagação de incertezas para o volume.
Combinando esse resultado com a massa obtida anteriormente se pode calcular a densidade do
material,
a través
da
e xpressão:
m
ρ
=
V
Onde ρ é a massa específica do material que compunha do sólido, m e V são a massa e o volume do
sólido,
respectivamente.
Analisouse a peça sorteada para o grupo e foram definidas quais dimensões eram
necessárias para o cálculo do volume e se explicitou a expressão matemática do volume para cada
uma das peças, conforme apresentado na Tabela 2.2. Cada medida foi realizada quatro vezes,
alternandose
os
operadores
dos
instrumentos.
Tabela
2:
Dimensões
para
cálculo
do
volume
do
sólido
Fórmula
de Dimensão
1 Dimensão
2 Dimensão
3
Volume
(V)
2
Cilindro
oco π[( D2 ) − ( 2d ) Diâmetro
e xterno
da Diâmetro Altura
(
h)
base
(D)
interno
da
base
(
d)
Mediramse as dimensões da peça, utilizando, quando possível, os quatro instrumentos de
medição. Cada membro da equipe mediu todas as peças com todos os instrumentos, seguindo os
cuidados apresentados a seguir no manuseio dos dois instrumentos mais sensíveis: o paquímetro e o
micrômetro.
9
Paquímetro
● Garantir um contato suave com as superfícies da peça a ser medida, para não
danificála,
nem
resultar
e m
medidas
falsas;
● Manter a posição correta do paquímetro em relação à peça, pois inclinações do
instrumento
a lteram
a s
medidas;
● Limpar
a s
superfícies
de
e ncosto
a ntes
de
realizar
a s
medidas;
● Manter o instrumento em posição perpendicular aos olhos, reduzindo o erro de leitura
atrelado
a
paralaxe.
Micrômetro
●
Tentar
utilizar
sempre
o
mesmo
número
de
e stalos
e m
todas
a s
medidas;
●
Não
usar
força
para
fazer
a
medida;
●
Nunca
a plicar
pressão
à
peça,
a
não
ser
por
meio
da
c atraca;
●
Não
ultrapassar
o
limite
máximo
de
medida
do
micrômetro;
●
Manter
os
olhos
a linhados
para
e vitar
e rros
de
paralaxe;
● Ao terminar a medida, colocar as esperas próximas (com um vão de 1 a 2 mm). Não
deixar
o
micrômetro
a berto
e
nem
c om
a s
e speras
pressionadas.
● Atenção
a o
limite
máximo
de
medida
do
e quipamento
4.
Resultados
e
Discussões
Com a balança digital com divisão mínima de 1mg mediuse a massa da peça sólida
plástica
e
o
resultado
c onsta
na
Tabela
yy.
Tabela
3:
Resultados
Experimentais
de
determinação
da
massa
da
peça
Operador Massa
Anselmo 3,6378
Gustavo 3,6372
Jeferson 3,6385
10
Média 3,6378
Desvio 0,0007
Padrão
Variância 0,0000
Para o sólido sorteado efetuouse a medida do diâmetro da base (D), diâmetro central (d),
espessura (e) e da altura (h). A altura do cilindro não foi medida com o micrômetro devido a
as medidas estão separadas por instrumento de medição e componentes do grupo e a figura a seguir
exemplifica
a s
tomadas
de
medições.
Figura
1:
Representação
das
dimensões
do
sólido
sorteado.
Tabela
4:
Dimensões
do
cilindro
coletadas
pelos
membros
do
grupo
e
por
cada
instrumento
11
*Impossível
realizar
medição
devido
e specificidades
do
instrumento
utilizado
4.1.
Análise
da
Peça
Para Análise da peça, foram utilizadas as medições em que se utilizou o paquímetro como
instrumento
de
medição.
Os dados experimentais com cálculo de média, desvio padrão e variância encontramse na
tabela
5.
Tabela
5:
Resultados
Experimentais
de
medição
Operador D d e h
Anselmo 20,20 17,06 1,50 27,30
Gustavo 20,30 16,78 1,60 27,46
Jeferson 20,20 17,00 1,68 27,10
Média 20,23 16,95 1,59 27,29
Desvio 0,06 0,15 0,09 0,18
Padrão
Variância 0,00 0,02 0,01 0,03
4.2.
Cálculo
de
Volume
e
densidade
do
sólido
Para
o
c álculo
do
volume,
utilizouse
a
e quação
c itada
a nteriormente:
2 2
π[( D2 ) − ( 2d ) ]h
Utilizouse
a
média
dos
valores
obtidos:
12
20,23 2 16,95 2
π[( 2 ) −( 2 ) ]27, 29
O cálculo da massa específica do material se dá pela divisão da massa compacta de uma
substância
pelo
volume
que
e la
ocupa.
Tratase da mesma fórmula usada para calcular a densidade. Acontece que quando um
volume preenchido. Enquanto isso, para a densidade é considerado todo o volume, incluindo os
espaços
vazios
de
um
c orpo.
m
ρ= v
3,6378g g
ρ= 2,6138cm3
= 1, 391766776 cm3
4.3.
Cálculo
da
incerteza
combinada
de
medição
Considerando
o
Volume
do
Cilindro,
temos
o
cálculo
da
Incerteza
(Tipo
A).
13
Como o volume (mensurando) foi obtido de forma indireta (função de medidas
diretas), a incerteza combinada é calculada através do método da propagação das
incertezas:
V = πR2 h = π D²
4 h
∂V π2Dh
∂D
= 4
= πDh
2
∂V
∂h
= πD²
4
√
2
( πDh
2
)² (0.01)² + ( πD4 )² (0.01)² =
√ ( π20.23×27.29
2
2
) (0.01)2 + ( π20.23
2
)²(0.01)² =
√752035, 931 ×1.10 −4
+ 109914, 9795 ×1.10−4 =
9, 248518316 mm³
Analogamente,
a
incerteza
do
cilindro
menor
(parte
oca
da
peça):
√( πdh
2
)² (0.01)² + ( πd²
4
)² (0.01)² =
√527942, 0209 ×1.10 −4
+ 50916.50355 ×1.10−4 = 7.608275261
U = Uu − Uv
1.640243055 mm3 = 0, 001640243055cm3
Assim,
temos
também
a
Incerteza
da
massa
específica:
14
p = mv
∂p
∂m = 1v
∂p
∂v = −v²m
Up = √(( ×U m) + (
1
v
2 −m ×U v)2 )
v2 =
√ √
2 2
1 0.001 − 3,6378
( 2,6138cm3 ×(
2 √3
)) + ( 2,61383 2 × 0, 001640243055)
√1, 22.10 −8
+ 7, 62−7
3
U p = 8, 80x10− g /cm
4
4.4
Expressão
dos
resultados
finais
Volume Massa
Específica
3 3
2, 6138cm ±0, 0017cm 1, 39177 cmg 3 ±0, 00088g/cm3
A
Tabela
6
mostra
a
massa
específica
de
alguns
materiais:
15
Tabela
6:
Massa
específica
de
materiais
Fonte:
Panazio,
2017
contendo os dados de massa específica dos materiais concluise que o material
utilizado
era
Policloreto
de
Vinila
PVC
rígido.
5.
Conclusões
Também foi possível aprender ferramentas estatísticas que podem reduzir a incerteza relacionada a
16
variações temporais ou espaciais, bem como estimar a incerteza de medidas diretas e indiretas, no
caso
da
última
a través
de
c álculos
da
propagação
de
incerteza.
Através dos resultados obtidos, verificaramse as possíveis diferentes aplicações e papéis
dos
instrumentos
de
medida,
mesmo
no
c aso
daqueles
que
mensuram
a
mesma
grandeza.
Percebeuse que alguns instrumentos se mostram mais adequados nas medições, dependendo das
dimensões do objeto medido, formato, entre outros. No caso dos instrumentos utilizados durante o
experimento, obtevese que a régua e o paquímetro se mostraram mais eficientes para medições de
peças dado que o fundo de escala destes abrange medidas maiores. Já o micrometro, apesar de
possuir
menores
divisões,
devido
à
sua
forma,
inviabiliza
a lguns
tipos
de
medições.
utilizado, uma vez que os instrumentos de menor resolução não fornecem necessariamente o
resultado mais preciso. Justificouse tal fato por dois motivos: erros experimentais originados do
manuseio incorreto dos instrumentos e da própria geometria do objeto que pode possuir formato que
dificulta a utilização de um instrumento específico ou excede o fundo de escala do instrumento
utilizado.
No caso da peça sorteada, o cilindro oco, o paquímetro foi o instrumento ideal, com fundo
de escala que atendia as necessidades e precisão suficiente para uma análise adequada dos
resultados.
Os objetivos foram alcançados, uma vez que se aprendeu o manuseio dos
régua. E também porque se aprendeu a utilização da metodologia utilizada nos
cálculos
das
incertezas
associadas
às
medidas
realizadas.
concluise
que
o
material
que
compõe
o
cilindro
oco
é
PVC.
17
Por fim, foi possível utilizar as medidas diretas, massa e volume, na determinação de uma
indireta, no caso a densidade do material, de forma adequada, com a estimativa da incerteza da
um corpo, de sua massa e comparação com a literatura, podemse determinar informações como a
composição do mesmo. Tal análise se mostrou mais eficaz em corpos mais simétricos e com formas
conhecidas
c omo
c ilíndrico
e
e sférico.
6.
Referências
bibliográficas
DAVID,
MARIANO
G.
V
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
METROLOGIA. “ Filosofia
do
conhecimento
a proximado
uma
a bordagem
filosófica
da
incerteza
de
medição".
(2009)
DAMASCENO,
JAILTON CARRETEIRO,
JOÃO
ANTONIO,
AND
SÉRGIO
PINHEIRO
DE
OLIVEIRA.
"Avaliação
de
dados
de
medição—Guia
para
a
e xpressão de
incerteza
de
medição."
(2008).
LIMA
JUNIOR,
P.
ET
AL.
O
laboratório
de
mecânica.
Porto
Alegre:
IFUFRGS,
2012.
PANAZIO,
A.O.N.
ESTO01717
Métodos
Experimentais
em
Engenharia.
R
oteiro:
Experimento
#1.
Dimensões
e
densidades
de
sólidos
Edição.
U
FABC.
Santo
AndréSP.
3º
Quadrimestre
2017.
18
Apêndice
A:
Questões
quais são suas conclusões sobre a precisão e as limitações das medidas
realizadas
com
a
régua,
o
paquímetro
e
o
micrômetro?
permite medidas mais precisas, seguido pelo paquímetro e por último,em seguida a
régua o instrumento menos preciso, a trena. Porém há limitações não só de fundo de
escala
e
menor
divisão
dos
instrumentos
como
do
formato
das
peças.
O micrômetro não se mostrou eficiente para a medição do cilindro oco uma
vez que ultrapassavam o fundo de escala e seu formato inviabiliza a medição de
paredes curvas. Foi observado também que em medidas como diâmetro interno e
profundidade de furos o micrômetro não é tão eficiente como o paquímetro. Para
peças
diferentes,
talvez
esse
instrumento
seja
o
mais
adequado.
É possível, então, concluir que dependendo da peça a ser medida é preciso
escala do mesmo, sua precisão especificada pelo fabricante e as características
físicas
da
peça.
Questão 2: Como as imperfeições mecânicas das peças afetaram as
medidas
das
dimensões?
Elas
foram
consideradas
como
incerteza
tipo
B?
19
Cada medida do experimento foi realizada pelos três membros do grupo.
Porém a peça não foi medida em posições exatamente iguais e portanto cada
que
os
erros
sistemáticos
aumentassem.
Esse tipo de erro afeta diretamente o cálculo da incerteza, incrementando a
incerteza
do
tipo
B.
afeta a incerteza no valor do volume ? A incerteza no valor do volume é a
mesma
para
qualquer
valor
de
R
?
A variação da medida do raio afeta o volume de acordo com a equação
abaixo, percebese que o valor do volume do cilindro aumenta com o aumento do
raio.
O
volume
do
cilindro
com
erro
proveniente
da
medida
do
raio
fica:
2
V ± uv
= πR h ± Rπ
(([Link])2
+
([Link])2)1/2
Analisando as expressões acima, temos que a variação no valor do volume não é a
mesma para todo o R. A influência do raio sobre o erro é maior para menores
valores
de
raio.
20