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Métodos Experimentais em Engenharia: Medições

1. O documento descreve um experimento sobre medidas de dimensões, massa e densidade de objetos sólidos. 2. Os alunos realizaram medidas diretas das dimensões e massa de diferentes objetos e determinaram indiretamente a densidade de um cilindro oco através do cálculo de volume e massa, expressando a incerteza de cada medida. 3. Com os resultados obtidos, concluiu-se que o material do cilindro era PVC rígido, além de atingir os objetivos propostos
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Métodos Experimentais em Engenharia: Medições

1. O documento descreve um experimento sobre medidas de dimensões, massa e densidade de objetos sólidos. 2. Os alunos realizaram medidas diretas das dimensões e massa de diferentes objetos e determinaram indiretamente a densidade de um cilindro oco através do cálculo de volume e massa, expressando a incerteza de cada medida. 3. Com os resultados obtidos, concluiu-se que o material do cilindro era PVC rígido, além de atingir os objetivos propostos
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Métodos​
 ​
Experimentais​
 ​
em​
 ​
Engenharia 

 
 
 
 
Experimento​
 ​
1: 
Dimensões​
 ​
e​
 ​
Densidades​
 ​
de​
 ​
Sólidos 
 
 
 
 
Alunos: 
Anselmo​
 ​
Alves​
 ​
do​
 ​
Nascimento 

Gustavo​
 ​
Lucas​
 ​
Zarpelao​
 ​
dos​
 ​
Santos 

Jeferson​
 ​
Guimaraes​
 ​
de​
 ​
Souza 

Viviane​
 ​
do​
 ​
Nascimento​
 ​
Bianchi 

Professora: 
 A
​​line​
 ​
de​
 ​
Oliveira​
 ​
Neves​
 ​
Panazio 

 
 
Santo​
 ​
André,​
 ​
outubro​
 ​
de​
 ​
2017 

 
 


 
Resumo 

A  realização  de   medidas  é   de   importância   fundamental  nas  mais  diversas áreas e  envolve  conceitos 


importantes  como  a   incerteza   de   cada   medida,  que   podem  ter  origem  não  controláveis,  como 
variações  temporais  ou  espaciais  ou  o  próprio  processo de  medição, que  inclui as características dos 
instrumentos  e   a   habilidade   do  operador. Além destes, é  importante  para  aplicações em engenharia  o 
desenvolvimento  de   habilidades  no  manuseio  de   instrumentos  de   medições  e   a   correta   expressão  de  
valores  experimentais.  O  presente   trabalho  também  como  objetivo  o  aprendizado  e  desenvolvimento 
de   tais  competências  pela   realização  de   medidas  diretas,  no  caso  as  dimensões  e   massa,  de  
diferentes  objetos,  com  a   determinação  de   uma   medida   indireta,  a   densidade,  de   um  material 
escolhido  dentre   os  objetos  medidos,  com  a   determinação  da   incerteza   envolvida   em  cada   medida  
sendo  expressa   de   forma   adequada.  Com os resultados obtidos foi possível determinar que  o material 
no​ ​
qual​ ​
o​
 ​
c ilindro​
 ​
oco​ ​
foi​
 ​
c onstituído​
 ​
e ra​
 ​
PVC​  ​
rígido,​
 ​
a lém​
 ​
de​
 ​
se​
 ​
a lcançar​
 ​
os​
 ​
objetivos​
 ​
já​ ​
e xpostos.  

   


 
Sumário 

1.​
 ​
Introdução 4 

2.​
 ​
Objetivo 6 

3.​
 ​
Métodos 6 

3.1.​
 ​
Material​
 ​
utilizado 6 

3.2.​
 ​
Procedimento​
 ​
Experimental 7 

4.​
 ​
Resultados​
 ​
e​
 ​
Discussões 9 

4.1.​
 ​
Análise​
 ​
da​
 ​
Peça 10 

4.2.​
 ​
Cálculo​
 ​
de​
 ​
Volume​
 ​
e​
 ​
densidade​
 ​
do​
 ​
sólido 11 

4.3.​
 ​
Cálculo​
 ​
da​
 ​
incerteza​
 ​
combinada​
 ​
de​
 ​
medição 12 

4.4​
 ​
Expressão​
 ​
dos​
 ​
resultados​
 ​
finais 14 

Através​
 ​
da​
 ​
análise​
 ​
dos​
 ​
resultados​
 ​
calculados​
 ​
juntamento​
 ​
com​
 ​
a​
 ​
tabela​
 ​
contendo​
 ​
os 

dados​
 ​
de​
 ​
massa​
 ​
específica​
 ​
dos​
 ​
materiais​
 ​
conclui­se​
 ​
que​
 ​
o​
 ​
material​
 ​
utilizado​
 ​
era 

Policloreto​
 ​
de​
 ​
Vinila​
 ​
­PVC​
 ​
rígido. 14 

5.​
 ​
Conclusões 15 

6.​
 ​
Referências​
 ​
bibliográficas 16 

Apêndice​
 ​
A:​
 ​
Questões 17 

   


 
1.​
 ​
Introdução 

A  realização  de   medições  é   de   grande   importância   em  diversas  áreas,  podendo­se   citar 

aplicações  em  engenharia,  setores  da   economia,  desenvolvimento  da   ciência,  entre   outros.  Segundo 

Lord  Kelvin,  "O  conhecimento  amplo  e  satisfatório sobre  um processo ou fenômeno somente  existirá  

quando  for  possível  medi­lo  e   expressá­lo  por  meio de  números." (David, 2009). As contribuições de  

Galileu  no  desenvolvimento  do  método  experimental científico e  o cunho do conceito de  que  "O livro 

da   natureza   está   escrito  em  caracteres  matemáticos",  colaboraram  no  processo  de   valorização  das 

medidas​
 ​
(David,​
 ​
2009). 

O  conceito  de   medição  envolve   questões  filosóficas  e   diversas  discussões, contudo pode  ser 

apresentado  objetivamente   como  o  ato  de   comparar  uma   grandeza   com  outra,  que   seja   de   mesma  

natureza,  adotada   como  um  padrão  de   referência.  Desta   forma   o  ato  de   medir  consiste   na  

comparação,  resultando  em  valores relativos, nunca  absolutos, que  contém como informações o valor 

da​
 ​
grandeza,​
 ​
a​
 ​
precisão​
 ​
da​
 ​
medição​
 ​
e​
 ​
a​
 ​
unidade​
 ​
a ssumida​
 ​
(David,​
 ​
2009). 

Devida   a   arbitrariedade   encontrada   no  próprio  conceito  de   medição,  faz­se   necessária   a  

adoção  de   padrões  de   medidas,  tais  como  o  Sistema   Internacional  (SI),  adotado  em  diversos  países 

como  o  Brasil,  em  que   são  definidos  padrões  para   comprimento,  massa,  tempo  e   outras  unidades. 

Além  disso,  dado  que   toda   medida  está  sujeita  a  incertezas, deve­se  sempre  indicar qualitativamente  

a   qualidade   do  resultado,  fornecendo  assim  uma   forma   de   avaliar  a   confiabilidade   do  mesmo.  De  

acordo  com  (Damasceno  2008),  pode­se   definir  incerteza   de   medição  como  o  parâmetro,  associado 

ao  resultado  de   uma   medição,  que   caracteriza   a   dispersão dos valores que  podem ser razoavelmente  

atribuídos  à   grandeza   submetida   à   medição.  Ao  se   expressar  um resultado experimental, a  incerteza  

dá​
 ​
o​
 ​
indicativo​
 ​
quantitativo​
 ​
de​
 ​
sua​
 ​
precisão. 

As  componentes  que   compõe   a   incerteza   de   um  resultado  de   uma   medição  podem  ser 

divididas  em  duas  categorias  (Damasceno,  2008):  O  tipo  A,  que   consiste   daquelas  avaliadas  por 


 
métodos  estatísticos,  e   o  tipo B, que  consiste  daquelas que  são avaliadas por outros meios, chamadas 

de​
 ​
não​
 ​
e statísticas.  

A  incerteza   do  tipo  A  tem  como  origem  variações  temporais  ou  espaciais,  estocásticas  ou 

não  previsíveis, não sendo controláveis. Esses fatores implicam na  variação dos resultados obtidos na  

repetição  das  medidas,  cuja   compensação  de   um resultado não é  possível, embora  se  possa  reduzi­lo 

pelo  aumento  do  número  de   observações  e   cálculo  a   variação  estatística   que   ocorre   no  resultado. 

Este​
 ​
c álculo​
 ​
determina​
 ​
a​
 ​
incerteza​
 ​
do​
 ​
tipo​
 ​
A,​
 ​
ua​
​ (Damasceno,​
​  ​
2008;​
 ​
Panazio,​
 ​
2017). 

Já   a   incerteza   do  tipo  B  está   relacionada   ao  processo  de   medição,  dependendo  das 

características  dos  instrumentos  e   das  habilidades do operador durante  a  medição. As características 

dos  instrumentos  podem  ser  fornecidas  pelo  fabricante   ou  ter  sua   obtenção  a   partir  da   escala   do 

instrumento,  também  podem  estar  relacionadas  com  a   precisão  mecânica   da   construção  do 

instrumento  ou  a   algum  erro  durante   o  processo  de   fabricação,  ou  até   com  variações  não  previstas 

pelo  fabricante,  como  efeito  de   temperatura,  entre   outros.  A  incerteza   do  tipo  B,  u​,  pode   ser 
b​

considerada   como  sendo  a   incerteza   instrumental,  fornecida   pelo  fabricante,  ou  estimada   pela  

resolução​
 ​
do​
 ​
instrumento  

(Panazio,​
 ​
2017). 

As  incertezas  de   ambas  as  categorias  são  utilizadas  no  cálculo  da   incerteza   combinada   de  

cada   medida, sendo determinada  pela  seguinte  equação, onde  u​


a  corresponde   ao  valor  da   incerteza   do 

tipo​
 ​
A​
 ​
e​
 ​
ub​
​ ​
​a​
 ​
do​
 ​
tipo​
 ​
B.  

 ​
​u=
√u a
2 +  ub 2  

As  medidas  podem  ser  obtidas  de   forma   direta   e   indireta.  No  caso  da   direta,  a   medida   da  

grandeza   de   interesse   é   o  próprio  resultado  da   leitura   obtida   pelo  instrumento  de   medida,  como  o 

comprimento  de   um  objeto  que   é   medido  por  uma   régua.  As  medidas  indiretas  são  resultadas  da  

aplicação  de   um  modelo  matemático  que   descreva   a   relação  entre   as  grandezas  envolvidas,  isto  é, 

que   associa   a   grandeza   de   interesse   com  outras  que   podem  ser  medidas.  Um  exemplo  de   medida  


 
indireta   é   a   determinação  do  perímetro  de   uma   circunferência   a  partir da  medição do raio da  mesma  

(Lima​
 ​
e t​
 ​
a l.,​
 ​
2012).​
 ​
  

No  caso  específico  da   medição  indireta,  a   incerteza   associada   a   esta   medida   depende   das 

incertezas  associadas  às  medidas  diretas.  Cada   medida   direta   tem  uma   incerteza,  e   a   incerteza  

resultante   da   medida   indireta   pode   ser  calculada   pelo  procedimento  de   propagação  de   incertezas. A 

expressão  geral  para   o  cálculo  da   propagação  de   incertezas,  no  caso  de   uma   grandeza   G  que  

depende​
 ​
de​
 ​
duas​
 ​
variáveis​
 ​
X​
 ​
e​
 ​
Y,​
 ​
independentes​
 ​
e ntre​
 ​
si,​
 ​
é​
 ​
dada​
 ​
por​
 ​
(Panazio,​
 ​
2017): 

uG =   √( ∂G
∂X uX )
2 ∂G
+ ( ∂Y
2
uY )  

2.​
 ​
Objetivo 

O  objetivo  deste   experimento  é   estudar  e   aplicar  os  conceitos  expostos,  com  o  aprendizado 

dos  conceitos  básicos  de   metrologia   e   da   correta   expressão  de   valores  experimentais,  obtidos  pelas 

medições  das  dimensões  de   peças  sólidas  de   diferentes  formatos  e   materiais. Também é  objetivo do 

experimento  desenvolver  habilidades  no  manuseio  de   instrumentos  de   medições,  tais  como  o 

paquímetro,  o  micrômetro  e   a   balança   digital,  através  das  medições. A partir das medidas, o volume  

de  uma  das peças será  determinado e, posteriormente, a  densidade  do material será  calculada  a  partir 

dos  dados  obtidos.  Após a  determinação da  densidade, o valor deverá  ser comparado com a  literatura  

para   identificação  do  mesmo.  Por  fim  as  incertezas  relacionadas  a   todas  as  medidas  deverão  ser 

determinadas. 


 
3.​
 ​
Métodos 

3.1.​
 ​
Material​
 ​
utilizado 

● Régua​
 ​
plástica; 

● Paquímetro​
 ​
universal​
 ​
a nalógico;  

● Micrômetro; 

● Trena; 

● Balança​
 ​
digital​
 ​
Marte; 

● Peças​
 ​
sólida:​
 ​
c ilindro​
 ​
oco. 

Na   Tabela  1  ​
são  apresentadas  algumas  características  dos  instrumentos  utilizados  como 

a   marca,  o  modelo,  o  fundo  de   escala   (maior  leitura   possível),  a   menor divisão da  escala  (resolução 

de​
 ​
medida)​
 ​
e​
 ​
a​
 ​
incerteza​
 ​
instrumental. 

Tabela​
 ​
1:​
 ​
Características​
 ​
dos​
 ​
instrumentos​
 ​
de​
 ​
medição 

Instrumento  Marca  Modelo  Fundo​


 ​
de​
 ​
Escala  Menor​
 ​
divisão  Incerteza  
da​
 ​
Escala 
Régua  Waleu  ­  300mm  1mm  0.5mm 
Paquímetro  Asimeto  ­  150mm  0,02mm  0.01mm 
Micrômetro  Cosan  ­  25mm  0,001mm  0.0005mm 
Trena  Caixa  ­       
Balança  Marte  AW220  220g  0,0001g  0.00005g 
Digital 
 

3.2.​
 ​
Procedimento​
 ​
Experimental 

Inicialmente   foi  realizada   a   identificação das características dos instrumentos de  medidas 

(régua   plástica,  paquímetro,  micrômetro,  trena   e   balança   digital),  levando  em  consideração  a  

marca/modelo,​
 ​
fundo​
 ​
de​
 ​
e scala,​
 ​
resolução​
 ​
de​
 ​
medida​
 ​
e​
 ​
incertezas.  


 
Após  tais  identificações,  com  a   balança   digital,  mediram­se   as  massas  das  peças 

fornecidas.  Atentando­se   a   alguns  cuidados  como  evitar  a   movimentação  do  instrumento  e   para  

manter  o  nivelamento  do  mesmo,  além  de   utilizar  função  tara   da   balança   antes  de   cada   medição  e  

posicionar​
 ​
a​
 ​
peça​
 ​
no​
 ​
c entro​
 ​
da​
 ​
balança,​
 ​
para​
 ​
obtenção​
 ​
de​
 ​
resultados​
 ​
mais​
 ​
repetitivos. 

Com  todas  as  medidas  obtidas,  foram  escolhidas  duas  peças  para   os  cálculos  da   média, 

variância   e   desvio  padrão  de   cada   medida   e   foi  feita   a   propagação  de   incertezas  para   o  volume. 

Combinando  esse   resultado  com  a   massa   obtida   anteriormente   se   pode   calcular  a   densidade   do 

material,​
 ​
a través​
 ​
da​
 ​
e xpressão: 

m
ρ​
 ​
=​
 ​
V  

Onde   ρ  é   a   massa   específica   do  material  que  compunha  do sólido, m e  V são a  massa  e  o volume  do 

sólido,​
 ​
respectivamente. 

Analisou­se   a   peça   sorteada   para   o  grupo  e   foram  definidas  quais  dimensões  eram 

necessárias  para   o  cálculo  do  volume   e   se   explicitou  a   expressão  matemática   do  volume   para   cada  

uma   das  peças,  conforme   apresentado  na   Tabela   2.2.  Cada   medida   foi  realizada   quatro  vezes, 

alternando­se​
 ​
os​
 ​
operadores​
 ​
dos​
 ​
instrumentos.  

 
Tabela​
 ​
2:​
 ​
Dimensões​
 ​
para​
 ​
cálculo​
 ​
do​
 ​
volume​
 ​
do​
 ​
sólido 

  Fórmula​
 ​
de  Dimensão​
 ​
1  Dimensão​
 ​
2  Dimensão​
 ​

Volume​
 ​
(V) 
2
Cilindro​
 ​
oco  π[( D2 ) − ( 2d ) Diâmetro​
 ​
e xterno​
 ​
da  Diâmetro  Altura​
 ​
(​
h)​
 
base​ ​
(​D)​
  interno​
 ​
da​ ​
base 
(​
d)​
 
 

Mediram­se   as  dimensões  da   peça,  utilizando,  quando  possível,  os  quatro  instrumentos  de  

medição.  Cada   membro  da   equipe   mediu  todas  as  peças  com  todos  os  instrumentos,  seguindo  os 

cuidados  apresentados  a   seguir  no  manuseio  dos  dois  instrumentos  mais  sensíveis:  o  paquímetro  e   o 

micrômetro. 


 
Paquímetro 

● Garantir  um  contato  suave   com  as  superfícies  da   peça   a   ser  medida,  para   não 

danificá­la,​
 ​
nem​
 ​
resultar​
 ​
e m​
 ​
medidas​
 ​
falsas; 

● Manter  a   posição  correta   do  paquímetro  em  relação  à   peça,  pois  inclinações  do 

instrumento​
 ​
a lteram​
 ​
a s​
 ​
medidas; 

● Limpar​
 ​
a s​
 ​
superfícies​
 ​
de​
 ​
e ncosto​
 ​
a ntes​
 ​
de​
 ​
realizar​
 ​
a s​
 ​
medidas; 

● Manter  o  instrumento  em  posição  perpendicular  aos  olhos,  reduzindo  o  erro  de   leitura  

atrelado​
 ​
a​
 ​
paralaxe. 

Micrômetro 

●  ​
​Tentar​
 ​
utilizar​
 ​
sempre​
 ​
o​
 ​
mesmo​
 ​
número​
 ​
de​
 ​
e stalos​
 ​
e m​
 ​
todas​
 ​
a s​
 ​
medidas; 

●  ​
​Não​
 ​
usar​
 ​
força​
 ​
para​
 ​
fazer​
 ​
a​
 ​
medida; 

●  ​
​Nunca​
 ​
a plicar​
 ​
pressão​
 ​
à​
 ​
peça,​
 ​
a​
 ​
não​
 ​
ser​
 ​
por​
 ​
meio​
 ​
da​
 ​
c atraca; 

●  ​
​Não​
 ​
ultrapassar​
 ​
o​
 ​
limite​
 ​
máximo​
 ​
de​
 ​
medida​
 ​
do​
 ​
micrômetro; 

●  ​
​Manter​
 ​
os​
 ​
olhos​
 ​
a linhados​
 ​
para​
 ​
e vitar​
 ​
e rros​
 ​
de​
 ​
paralaxe; 

●   Ao  terminar  a   medida,  colocar  as  esperas  próximas  (com  um  vão  de   1  a   2  mm).  Não 

deixar​
 ​
o​
 ​
micrômetro​
 ​
a berto​
 ​
e​
 ​
nem​
 ​
c om​
 ​
a s​
 ​
e speras​
 ​
pressionadas. 

● Atenção​
 ​
a o​
 ​
limite​
 ​
máximo​
 ​
de​
 ​
medida​
 ​
do​
 ​
e quipamento 

4.​
 ​
Resultados​
 ​
e​
 ​
Discussões 

Com  a   balança   digital  com  divisão  mínima   de   1mg  mediu­se   a   massa   da   peça   sólida  

plástica​
 ​
e​
 ​
o​
 ​
resultado​
 ​
c onsta​
 ​
na​
 ​
Tabela​
 ​
yy. 

Tabela​
 ​
3:​
 ​
Resultados​
 ​
Experimentais​
 ​
de​
 ​
determinação​
 ​
da​
 ​
massa​
 ​
da​
 ​
peça 

Operador  Massa 
Anselmo  3,6378 
Gustavo  3,6372 
Jeferson  3,6385 

10 
 
     
Média  3,6378 
Desvio  0,0007 
Padrão 
Variância  0,0000 
 

Para   o  sólido  sorteado  efetuou­se   a   medida   do  diâmetro  da   base   (D),  diâmetro  central  (d), 

espessura   (e)  e   da   altura   (h).  A  altura   do  cilindro  não  foi  medida   com  o  micrômetro  devido  a  

limitação do instrumento onde  o fundo de  escala  era  de  25mm. Os dados constam na  Tabela  3.2, onde  

as  medidas  estão  separadas  por  instrumento  de   medição  e   componentes  do  grupo  e   a  figura  a  seguir 

exemplifica​
 ​
a s​
 ​
tomadas​
 ​
de​
 ​
medições. 

Figura​
 ​
1:​
 ​
Representação​
 ​
das​
 ​
dimensões​
 ​
do​
 ​
sólido​
 ​
sorteado. 

Tabela​
 ​
4:​
 ​
Dimensões​
 ​
do​
 ​
cilindro​
 ​
coletadas​
 ​
pelos​
 ​
membros​
 ​
do​
 ​
grupo​
 ​
e​
 ​
por​
 ​
cada​
 ​
instrumento 

Operador  Dimensã Régua   Paquímetro  Micrômetro  Trena 


o  ±0,5mm  ±0,01mm  ±0,001mm  ±0,25mm 
Anselmo  D  20  20,20  20,233  21 
d  17  17,06  *  19 
e  2  1,50  2,252  1 
h  27  27,30  *  29 
Gustavo  D  20  20,30  20,252  21 
d  17  16,78  *  16 
e  1,5  1,60  2,286  1,2 
h  27  27,46  *  27,5 
Jeferson  D  20  20,20  20,266  20,5 
d  17  17,00  *  15,5 
e  2  1,68  2,293  1,5 
h  26  27,10  *  28,5 

11 
 
*Impossível​
 ​
realizar​
 ​
medição​
 ​
devido​
 ​
e specificidades​
 ​
do​
 ​
instrumento​
 ​
utilizado 

4.1.​
 ​
Análise​
 ​
da​
 ​
Peça  

Para   Análise   da   peça,  foram  utilizadas  as  medições  em  que   se  utilizou o paquímetro como 

instrumento​
 ​
de​
 ​
medição.  

Os  dados  experimentais  com  cálculo  de   média,  desvio  padrão  e  variância  encontram­se  na  

tabela​
 ​
5. 

Tabela​
 ​
5:​
 ​
Resultados​
 ​
Experimentais​
 ​
de​
 ​
medição 

Operador  D  d  e  h 
Anselmo  20,20  17,06  1,50  27,30 
Gustavo  20,30  16,78  1,60  27,46 
Jeferson  20,20  17,00  1,68  27,10 
              
Média  20,23  16,95  1,59  27,29 
Desvio  0,06  0,15  0,09  0,18 
Padrão 
Variância  0,00  0,02  0,01  0,03 
 

4.2.​
 ​
Cálculo​
 ​
de​
 ​
Volume​
 ​
e​
 ​
densidade​
 ​
do​
 ​
sólido 

Para​
 ​
o​
 ​
c álculo​
 ​
do​
 ​
volume,​
 ​
utilizou­se​
 ​
a​
 ​
e quação​
 ​
c itada​
 ​
a nteriormente: 

2 2
π[( D2 ) − ( 2d ) ]h  

Utilizou­se​
 ​
a​
 ​
média​
 ​
dos​
 ​
valores​
 ​
obtidos: 

12 
 
20,23 2 16,95 2
π[( 2 ) −( 2 ) ]27, 29  

π[(10, 115)2 − (8, 475)2 ]27, 29  

π[102, 313225 − 71, 825625]27, 29  

π[102, 313225 − 71, 825625]27, 29  

2613, 83mm3 = 2, 6138cm3  

O  cálculo  da   massa   específica   do  material  se   dá   pela   divisão  da   massa   compacta   de   uma  

substância​
 ​
pelo​
 ​
volume​
 ​
que​
 ​
e la​
 ​
ocupa. 

  Trata­se   da   mesma   fórmula   usada   para   calcular  a   densidade.  Acontece   que   quando  um 

corpo  tem aberturas no seu interior (como no caso do cilndro), a  massa  específica  considera  apenas o 

volume   preenchido.  Enquanto  isso,  para   a   densidade   é   considerado  todo  o  volume,  incluindo  os 

espaços​
 ​
vazios​
 ​
de​
 ​
um​
 ​
c orpo. 

m
ρ= v  

3,6378g g
ρ= 2,6138cm3
= 1, 391766776 cm3  

4.3.​
 ​
Cálculo​
 ​
da​
 ​
incerteza​
 ​
combinada​
 ​
de​
 ​
medição 

Considerando​
 ​
o​
 ​
Volume​
 ​
do​
 ​
Cilindro,​
 ​
temos​
 ​
o​
 ​
cálculo​
 ​
da​
 ​
Incerteza​
 ​
(Tipo​
 ​
A). 

13 
 
Como  o  volume  (mensurando)  foi  obtido  de  forma  indireta  (função  de  medidas 

diretas),  a  incerteza  combinada  é  calculada  através  do  método  da  propagação  das 

incertezas: 

V =  πR2 h =  π D²
4 h 

∂V π2Dh
∂D
= 4
=   πDh
2
 

∂V
∂h
=   πD²
4
 


2
( πDh
2
)² (0.01)² + ( πD4  )² (0.01)²    = 

√ ( π20.23×27.29
2
2
) (0.01)2 + ( π20.23
2
 )²(0.01)²  = 

√752035, 931 ×1.10 −4
+ 109914, 9795 ×1.10−4 =
  

9, 248518316 mm³  

Analogamente,​
 ​
a​
 ​
incerteza​
 ​
do​
 ​
cilindro​
 ​
menor​
 ​
(parte​
 ​
oca​
 ​
da​
 ​
peça): 

√( πdh
2
)² (0.01)² + ( πd²
4
 )² (0.01)²    = 

√527942, 0209 ×1.10 −4
+ 50916.50355 ×1.10−4   =  7.608275261     

U = Uu − Uv  

1.640243055 mm3 = 0, 001640243055cm3   
 

Assim,​
 ​
temos​
 ​
também​
 ​
a​
 ​
Incerteza​
 ​
da​
 ​
massa​
 ​
específica: 

14 
 
 

p =   mv  

∂p
∂m =   1v  

∂p
∂v =   −v²m  

Up = √(( ×U m) +  (
1
v
2 −m ×U v)2 )  
v2 ​ = 

√ √
2 2
1 0.001 − 3,6378
( 2,6138cm3  ×(
2 √3
)) +  ( 2,61383 2  × 0, 001640243055)  

√1, 22.10 −8
+  7, 62−7  

3
U p = 8, 80x10− g /cm  
4

4.4​
 ​
Expressão​
 ​
dos​
 ​
resultados​
 ​
finais 

Volume  Massa​
 ​
Específica 
3 3
2, 6138cm  ±0, 0017cm     1, 39177 cmg 3  ±0, 00088g/cm3  

A​
 ​
Tabela​
 ​
6​
 ​
mostra​
 ​
a​
 ​
massa​
 ​
específica​
 ​
de​
 ​
alguns​
 ​
materiais: 

15 
 
Tabela​
 ​
6:​
 ​
Massa​
 ​
específica​
 ​
de​
 ​
materiais 

Fonte:​
 ​
Panazio,​
 ​
2017 

Através  da  análise  dos  resultados  calculados  juntamente  com  a  tabela 

contendo  os  dados  de  massa  específica  dos  materiais  conclui­se  que  o  material 

utilizado​
 ​
era​
 ​
Policloreto​
 ​
de​
 ​
Vinila​
 ​
­PVC​
 ​
rígido. 

5.​
 ​
Conclusões 

A  realização  do  experimento  proporcionou  o  aprendizado  dos  principais  conceitos  básicos 

de   metrologia   e   desenvolvimento  da   habilidade   na   utilização  de   instrumentos  de   medições  como  o 

paquímetro,  a   régua,  a   trena   e  o micrômetro. Além disso, também se  observou como diversos fatores 

podem  influenciar  na   determinação  da   medida   e   grandeza   das  incertezas  relacionadas  à   mesma. 

Também  foi  possível  aprender  ferramentas  estatísticas  que   podem  reduzir  a   incerteza   relacionada  a  

16 
 
variações  temporais  ou  espaciais,  bem  como  estimar  a   incerteza   de   medidas  diretas  e   indiretas,  no 

caso​
 ​
da​
 ​
última​
 ​
a través​
 ​
de​
 ​
c álculos​
 ​
da​
 ​
propagação​
 ​
de​
 ​
incerteza.  

  Através  dos  resultados  obtidos,  verificaram­se   as  possíveis  diferentes  aplicações e  papéis 

dos​
 ​
instrumentos​
 ​
de​
 ​
medida,​
 ​
mesmo​
 ​
no​
 ​
c aso​
 ​
daqueles​
 ​
que​
 ​
mensuram​
 ​
a​
 ​
mesma​
 ​
grandeza.  

Percebeu­se   que   alguns  instrumentos  se   mostram  mais  adequados  nas  medições,  dependendo  das 

dimensões  do  objeto  medido,  formato,  entre   outros.  No  caso  dos  instrumentos  utilizados  durante   o 

experimento,  obteve­se   que   a   régua   e   o  paquímetro  se   mostraram  mais  eficientes  para   medições  de  

peças  dado  que   o  fundo  de   escala   destes  abrange   medidas  maiores.  Já   o  micrometro,  apesar  de  

possuir​
 ​
menores​
 ​
divisões,​
 ​
devido​
 ​
à​
 ​
sua​
 ​
forma,​
 ​
inviabiliza​
 ​
a lguns​
 ​
tipos​
 ​
de​
 ​
medições.  

Também  se   percebeu  que  as medidas obtidas não dependem exclusivamente  do instrumento 

utilizado,  uma   vez   que   os  instrumentos  de   menor  resolução  não  fornecem  necessariamente   o 

resultado  mais  preciso.  Justificou­se   tal  fato  por  dois  motivos:  erros  experimentais  originados  do 

manuseio  incorreto  dos  instrumentos  e   da   própria   geometria   do  objeto  que   pode   possuir  formato  que  

dificulta   a   utilização  de   um  instrumento  específico  ou  excede   o  fundo  de   escala   do  instrumento 

utilizado. 

No  caso  da   peça   sorteada,  o  cilindro  oco,  o  paquímetro  foi  o  instrumento  ideal, com fundo 

de   escala   que   atendia   as  necessidades  e   precisão  suficiente   para   uma   análise   adequada   dos 

resultados.  

Os  objetivos  foram  alcançados,  uma  vez  que  se  aprendeu  o  manuseio  dos 

quatro  instrumentos  de  medida  de  diferentes  resoluções:  paquímetro,  micrômetro  e 

régua.  E  também  porque  se  aprendeu  a  utilização  da  metodologia  utilizada  nos 

cálculos​
 ​
das​
 ​
incertezas​
 ​
associadas​
 ​
às​
 ​
medidas​
 ​
realizadas. 

Com  os  dados  experimentais  comparados  com  dados  de  literatura, 

conclui­se​
 ​
que​
 ​
o​
 ​
material​
 ​
que​
 ​
compõe​
 ​
o​
 ​
cilindro​
 ​
oco​
 ​
é​
 ​
PVC. 

17 
 
Por  fim,  foi  possível  utilizar  as  medidas  diretas,  massa   e   volume,  na  determinação de  uma  

indireta,  no  caso  a   densidade   do  material,  de   forma   adequada,  com  a   estimativa   da   incerteza   da  

indireta  pelo cálculo da  propagação de  incertezas. Com isso, percebeu­se  que  a  partir das medidas de  

um  corpo,  de   sua   massa   e   comparação  com  a   literatura,  podem­se   determinar  informações  como  a  

composição  do  mesmo.  Tal  análise   se   mostrou  mais  eficaz  em corpos mais simétricos e  com formas 

conhecidas​
 ​
c omo​
 ​
c ilíndrico​
 ​
e​
 ​
e sférico. 

6.​
 ​
Referências​
 ​
bibliográficas 

 
DAVID,​  ​
MARIANO​  ​
G.​
 ​
V​  ​
CONGRESSO​  ​
BRASILEIRO​  ​
DE​  ​
METROLOGIA.​  ​“ Filosofia​
 ​
do 
conhecimento​  ​
a proximado​  ​
­​
 ​
uma​  ​
a bordagem​ ​
filosófica​
 ​
da​ ​
incerteza​  ​
de​
 ​
medição".​  ​
(2009) 
 
DAMASCENO,​  ​
JAILTON​  ​CARRETEIRO,​  ​
JOÃO​  ​
ANTONIO,​  ​
AND​  ​
SÉRGIO​  ​
PINHEIRO​  ​
DE 
OLIVEIRA.​  ​
"Avaliação​  ​
de​ ​
dados​  ​
de​
 ​
medição—Guia​  ​
para​  ​
a​
 ​
e xpressão​ ​de​
 ​
incerteza​  ​
de​
 ​
medição." 
(2008). 
 
LIMA​  ​
JUNIOR,​  ​
P.​
 ​
ET​
 ​
AL.​  ​
O​
 ​
laboratório​ ​
de​
 ​
mecânica.​  ​
Porto​  ​
Alegre:​ ​
IF­UFRGS,​  ​
2012. 
 
PANAZIO,​  ​
A.O.N.​ ​
ESTO017­17­​ ​
Métodos​
 ​
Experimentais​ ​
em​
 ​
Engenharia.​
 R
​oteiro: 
Experimento​ ​
#1.​
 ​
Dimensões​
 ​
e​
 ​
densidades​
 ​
de​
 ​
sólidos​
 ​
Edição.​
 U
​FABC.​ ​
Santo​ ​
André­SP.​
 ​
3º 
Quadrimestre​
 ​
2017. 
 
   

18 
 
Apêndice​
 ​
A:​
 ​
Questões  

Questão  1:  Analisando  seus  dados  e  as  dificuldades  encontradas, 

quais  são  suas  conclusões  sobre  a  precisão  e  as  limitações  das  medidas 

realizadas​
 ​
com​
 ​
a​
 ​
régua,​
 ​
o​
 ​
paquímetro​
 ​
e​
 ​
o​
 ​
micrômetro? 

Os  instrumentos  de  medida  utilizados  apresentam  diferentes  precisões  e 

limitações.  Ao  realizar  diversas  medições,  pode­se  perceber  que  o  micrômetro 

permite  medidas  mais  precisas,  seguido  pelo  paquímetro  e  por  último,em  seguida a 

régua o instrumento menos preciso, a trena. Porém há limitações não só de fundo de 

escala​
 ​
e​
 ​
menor​
 ​
divisão​
 ​
dos​
 ​
instrumentos​
 ​
como​
 ​
do​
 ​
formato​
 ​
das​
 ​
peças. 

O  micrômetro  não  se  mostrou  eficiente  para  a  medição  do  cilindro  oco  uma 

vez  que  ultrapassavam  o  fundo  de  escala  e  seu  formato  inviabiliza  a  medição  de 

paredes  curvas.  Foi  observado  também  que  em  medidas  como  diâmetro  interno  e 

profundidade  de  furos  o  micrômetro  não  é  tão  eficiente  como  o  paquímetro.  Para 

peças​
 ​
diferentes,​
 ​
talvez​
 ​
esse​
 ​
instrumento​
 ​
seja​
 ​
o​
 ​
mais​
 ​
adequado. 

É  possível,  então,  concluir  que  dependendo  da  peça  a  ser  medida  é  preciso 

fazer  uma  análise  sobre o instrumento mais adequado, levando em conta o fundo de 

escala  do  mesmo,  sua  precisão  especificada  pelo  fabricante  e  as  características 

físicas​
 ​
da​
 ​
peça. 

Questão  2:  Como  as  imperfeições  mecânicas  das  peças  afetaram  as 

medidas​
 ​
das​
 ​
dimensões?​
 ​
Elas​
 ​
foram​
 ​
consideradas​
 ​
como​
 ​
incerteza​
 ​
tipo​
 ​
B?  

19 
 
Cada  medida  do  experimento  foi  realizada  pelos  três  membros  do  grupo. 

Porém  a  peça  não  foi  medida  em  posições  exatamente  iguais  e  portanto  cada 

medida  foi  afetada  por  determinadas  imperfeições  mecânicas da peça, fazendo com 

que​
 ​
os​
 ​
erros​
 ​
sistemáticos​
 ​
aumentassem.  

Esse  tipo  de  erro  afeta  diretamente  o  cálculo  da  incerteza,  incrementando a 

incerteza​
 ​
do​
 ​
tipo​
 ​
B. 

Questão  3:  No  caso  da  peça  cilíndrica, como a incerteza no valor do raio 

afeta  a  incerteza  no  valor  do  volume  ?  A  incerteza  no  valor  do  volume  é  a 

mesma​
 ​
para​
 ​
qualquer​
 ​
valor​
 ​
de​
 ​
R​
 ​
?  

A  variação  da  medida  do  raio  afeta  o  volume  de  acordo  com  a  equação 

abaixo,  percebe­se  que  o  valor  do  volume  do  cilindro  aumenta  com  o  aumento  do 

raio. 

O​
 ​
volume​
 ​
do​
 ​
cilindro​
 ​
com​
 ​
erro​
 ​
proveniente​
 ​
da​
 ​
medida​
 ​
do​
 ​
raio​
 ​
fica: 
2
V ±  uv
  = πR h ± Rπ ​
 ​
(([Link])2​
 ​
+​
 ​
([Link])2)1/2 

Analisando  as  expressões  acima,  temos  que  a  variação  no  valor  do  volume não é a 

mesma  para  todo  o  R.  A  influência  do  raio  sobre  o  erro  é  maior  para  menores 

valores​
 ​
de​
 ​
raio. 

20 
 

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