HIGIENE ALIMENTAR
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ANÁLISES DE PERIGOS E PONTOS
CRÍTICOS DE CONTROLE (APPCC).
Introdução
Ferramentas de gestão da qualidade- contemplar as exigências de
comercialização, principalmente as de exportação ;
Diminuição de custos, gerada pela redução de perdas
e otimização da produção, dentre outros benefícios;
Ferramentas disponíveis podemos citar:
- BPF (Boas Práticas de Fabricação),
- PPHO (Procedimentos Padrão de Higiene Operacional),
- MRA (Avaliação de Riscos Microbiológicos),
- Gerenciamento da Qualidade (Série ISO),
- TQM (Gerenciamento da Qualidade Total)
- Sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle).
O sistema APPCC da sigla original em inglês HACCP
(Hazard Analisys and Critical Control Points) teve sua origem
na década de 50 em indústrias químicas na Grãbretanha e
adaptado para a área de alimentos pela Pillsbury Company, a
pedido da NASA;
Utilização do sistema APPCC- altamente preventivo, pois, até
em tão, produtos eram inspecionados lote a lote por análises
microbiológicas, sendo esta a única garantia dada
por outras ferramentas de controle de qualidade;
Novo panorama epidemiológico- rapidez de propagação,
alta patogenicidade e caráter cosmopolita dos agentes
patogênicos, com especial destaque aos infecciosos,
Entretanto, os altos índices de ocorrência de surtos
de toxinfecção alimentar indicam a ausência de controles
sistemáticos que garantam, permanentemente, a
segurança sanitária desejável;
Microrganismos altamente patogênicos podem ser veiculados
por alimentos e bebidas e, o sistema APPCC, atualmente, é a
única ferramenta que trabalha no caminho da prevenção;
INTRODUÇÃO
DEFINICÕES:
O APPCC é baseado numa série de etapas inerentes
ao processo de alimentos, a começar pela obtenção da
matéria-prima, até o consumo do alimento,
fundamentando-se na identificação dos perigos
potenciais à segurança do alimento, bem como nas
medidas para o controle que geram os perigos.
INTRODUÇÃO
DEFINICÕES:
O sistema APPCC é racional porque se baseia em
dados registrados sobre as causas das doenças de
origem alimentar e enfatiza as etapas críticas onde o
controle é essencial.
O sistema APPCC é lógico e compreensível porque
considera as matérias-primas, as etapas de preparo e
usos subseqüentes dos produtos ou preparações. É
contínuo, uma vez que os problemas são detectados
antes ou no momento que ocorrem, possibilitando que
as ações corretivas sejam imediatamente aplicadas.
INTRODUÇÃO
POR QUE UTILIZAR O SISTEMA APPCC?
A segurança dos produtos alimentícios é a principal e
primeira responsabilidade da empresa de alimentos,
além de outras características de qualidade, como
aspecto, sabor e custo.
Perigos
Estes perigos à saúde do consumidor são classificados em três:
-Químicos: os mais temidos, têm como exemplo os antibióticos , e uma
grande quantidade de produtos que podem entrar em contato com o
alimento
-Físicos: os físicos incluem cacos de vidro, espículas de osso, fio de cabelo,
entre outros, alguns podem causar somente injúrias, mas outros podem
necessitar de intervenções cirúrgicas;
-Biológicos: Os perigos biológicos compreendem bactérias patogênicas e suas
toxinas, vírus, parasitas e príons devem ser abordados em maiores detalhes.
PCC e PC
Ponto Crítico de Controle (PCC) é qualquer ponto, etapa ou
procedimento no qual se aplicam medidas preventivas para
manter um perigo identificado sob controle, com objetivo de
eliminar, prevenir ou reduzir os riscos à saúde do consumidor;
Ponto de Controle (PC) é qualquer ponto, etapa ou
procedimento no qual fatores biológicos, químicos
ou físicos podem ser controlados;
Aplicar o PCC justifica-se a partir da constatação do risco
significativo da ocorrência de um certo perigo que provoque
impacto à saúde pública.
APPCC na Indústria de Alimentos
no Brasil
A legislação nacional início em 1993 estabelecendo normas e
procedimentos para pescados, e, no mesmo ano, a Portaria
1428 do MS preconiza normas para obrigatoriedade em
todas as indústrias de alimentos;
O sistema APPCC
O APPCC é baseado numa série de etapas inerentes ao processamento industrial
dos alimentos,
Fundamentando-se na identificação dos perigos potenciais à saúde do
consumidor;
Nas medidas de controle das condições que geram os perigos;
Racional, por basear se em dados científicos e registrados;
Lógico e compreensível ;
Contínuo, isto é, os problemas são detectados e imediatamente corrigidos,
Sistemático, por ser um plano completo, passo a passo desde a matériaprima até a
mesa do consumidor.
Traz benefícios como: garantia da segurança do alimento; diminuição de custos
operacionais;diminuição do número de análises; redução de perdas de matérias
primas e produtos; maior credibilidade junto ao cliente; maior competitividade na
comercialização, além de atender a obrigatoriedade na exportação e a requisitos
legais internos como a Portaria 46/98 e externos como o Codex, Mercosul e
Comunidade europeia.
Aplicação do sistema APPCC
Os requisitos para a implantação do APPCC em uma indústria vão além das
BPF e PPHO;
Alta direção informada e motivada para a importância e benefícios que o
sistema possa trazer e, também,disponibilizar recursos;
Começa-se por delegar responsabilidades a um profissional competente e
treinado para liderar o programa;
Uma equipe multidisciplinar deverá ser formada;
Correta definição do grupo é fundamental para o desenvolvimento do
trabalho;
Valorização daqueles que têm vivência com a prática da indústria.
A empresa pode optar por uma consultoria externa ;
Capacitação técnica dos funcionários e envolvimento maior com o sistema;
Geração do manual de Boas Práticas de Fabricação, este deve estar em dia
com a legislação vigente e ser avaliado pelo MAPA ou outro órgão
competente, antes de se dar o início à elaboração do plano APPCC;
Implantação do sistema
APPCC
Elaboração do plano
Contém informações-chave elaboradas pela equipe APPCC contendo todos
os detalhes do que é crítico para a produção de alimentos seguros, e
consiste em 14 etapas, sendo sete os princípios do sistema APPCC.
1o Etapa: Definição dos objetivos
2o Etapa: Identificação e organograma da empresa
3o Etapa: Avaliação de pré-requisitos*
4o Etapa: Programa de capacitação técnica*
5o Etapa: Descrição de produto e uso esperado
6o Etapa: Elaboração do fluxograma de processo
7o Etapa: Validação do fluxograma de processo
Os sete princípios do sistema
APPCC
Princípio 1 - Análise de perigos e medidas preventivas
Este princípio representa a base para a identificação dos PCCs e PCs e visa
identificar perigos significativos e estabelecer medidas preventivas
cabíveis.
Princípio 2 Identificação dos pontos críticos de controle
Os PCCs são pontos caracterizados como realmente críticos à segurança, e
devem ser restritos ao mínimo possível.
Princípio 3 Estabelecimento dos limites críticos
São valores (máximo e/ou mínimo) que caracterizam a aceitação para cada
medida preventiva a ser monitorada pelo PCC e, estão associados a
medidas como tempo, temperatura, pH, acidez titulável, etc.
Princípio 4 Estabelecimento dos procedimentos de monitorização
O monitoramento é medição ou observação esquematizada de um PCC
relativa a seus limites críticos, e os procedimentos utilizados precisam ser
capazes de detectar perdas de controle do PCC, além de fornecer
informações em tempo para correção.
Princípio 5 Estabelecimento das ações corretivas
As ações corretivas específicas devem ser desenvolvidas para cada PCC de
forma a controlar um desvio nos limites críticos ou na faixa de segurança e
devem garantir novamente a segurança do processo.
Princípio 6 Estabelecimento dos procedimentos de verificação
É uma fase na qual, tudo que já foi realizado anteriormente, passa por uma
revisão de adequação para total segurança do processo. A verificação
consiste na utilização de procedimentos em adição aos de monitorização. A
verificação permite também, avaliar se algumas determinações estão sendo
muito rigorosas, fora da realidade ou desnecessárias.
Principio 7- Estabelecimento dos procedimentos de registro
Todos os documentos (ex. análise de perigos) ou registros (ex. atividades de
monitoramento dos PCCs) gerados ou utilizados ([Link] para subsídio
técnico) devem ser catalogados e guardados, tomando cuidado para não
fazer o mesmo com documentos desnecessários.
Implementação do plano
APPCC
Significa passar do papel para a prática, um plano que foi
baseado em estudos e teorias;
O passo mais difícil para a indústria;
As mudanças têm que ser inseridas gradativamente e, da
forma mais prática possível;
O sistema APPCC, apesar de dispensar certo trabalho e
investimento, mas gera confiança dentro das indústrias, não só
em relação à segurança do produto ou minimização de perdas,
mas pela certeza de estar cumprindo as exigências da
fiscalização nacional e internacional.
INTRODUÇÃO
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO SISTEMA APPCC :
Oferecer um alto nível de segurança aos alimentos;
Facilitar o trabalho dos gerentes e seus supervisores,
bem como orientar o trabalho dos manipuladores de
alimentos;
Contribuir para a redução de custos, o que
corresponde a um aumento de produtividade com
qualidade e segurança, evitando o retrabalho, as perdas
de matérias-primas e o uso de técnicas não validadas;
INTRODUÇÃO
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO SISTEMA APPCC :
Trazer um expressivo ganho institucional, uma vez
que valoriza o trabalho em equipe e eleva a auto-
estima dos seus integrantes; as pessoas envolvidas
passam a ter consciência do que fazem e por que
fazem, ganhando autoconfiança e satisfação por
produzirem alimentos com alto nível de segurança.
INTRODUÇÃO
COMO UTILIZAR O SISTEMA APPCC?
O sistema APPCC é aplicável em todo o processo de
obtenção e elaboração de alimentos, desde a produção
primária até seu consumo final.
Os princípios que integram o sistema são aplicáveis
em toda e qualquer atividade relacionada com
alimentos. No entanto, um plano APPCC, que é
específico para um determinado produto e processo, é
dirigido – prioritariamente – para as etapas de
processos industriais.
INTRODUÇÃO
COMO UTILIZAR O SISTEMA APPCC?
As boas práticas (BP) são pré-requisitos
fundamentais, constituindo-se na base higiênico--
sanitária para implantação do sistema APPCC.
Quando o programa de BP não é eficientemente
implantado e controlado, Pontos Críticos de Controle
adicionais são identificados, monitorizados e mantidos
sob proteção do APPCC, assegurando sua integridade e
eficiência, com o objetivo de garantir a segurança dos
alimentos.
INTRODUÇÃO
ASPECTOS DEVEM SER CONTEMPLADOS NO PROGRAMA
DE BOAS PRÁTICAS:
Projetos dos presídios e instalações;
Programa de qualidade da água – potabilidade da água;
Controle integrado de pragas;
Higiene das instalações;
Equipamentos e utensílios;
Higiene de equipamentos e utensílios;
INTRODUÇÃO
ASPECTOS DEVEM SER CONTEMPLADOS NO PROGRAMA
DE BOAS PRÁTICAS:
Manipuladores;
Procedimentos operacionais;
Registros e controles;
Garantia e controle de qualidade;
Treinamento periódico para funcionário;
Procedimentos sobre reclamações dos consumidores.
INTRODUÇÃO
ASPECTOS DEVEM SER CONTEMPLADOS NO PROGRAMA
DE BOAS PRÁTICAS:
A direção e os supervisores da empresa devem estar
conscientes e comprometidos com o Sistema e, para tanto
devem ser informados e sensibilizados para a importância
e benefícios de sua implantação.
INTRODUÇÃO
ASPECTOS DEVEM SER CONTEMPLADOS NO PROGRAMA
DE BOAS PRÁTICAS:
FORMAÇÃO DA EQUIPE MULTLDISCIPLINAR;
DISPONIBILIDADE DE RECURSOS E NECESSIDADES;
TREINAMENTO PARA EQUIPE;
DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS;
AVALIAÇÃO DOS PRE-REQUISITOS;
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC.