"HTP (House-Tree-Person) Casa-Árvore-Pessoa" — Transcrição da apresentação:
1 HTP Casa; Árvore; Pessoa
BUCK, J. H-T-P: casa-árvore-pessoa - técnica projetiva de desenho: manual e guia de interpretação. São Paulo: Vetor, 2003.
2 HTP - Buck Técnica projetiva de desenho; Gráfica; Mais de 50 anos;
Objetivo: obter informação de como a pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar.
3 HTP - BuckComo todas as técnicas projetivas, o HTP estimula a projeção de elementos da personalidade e de áreas de conflito dentro da situação
terapêutica, permitindo que eles sejam identificados com o propósito de avaliação e usados para o estabelecimento de comunicação terapêutica efetiva.
4 HTP – Descrição Geral No mínimo duas fases; 1ª fase: Não verbal;
Criativa;Pouco estruturada.
5 HTP – Descrição Geral Desenho a mão livre; Acromático;
Casa – árvore – pessoa;Desenho adicional – pessoas do sexo oposto a pessoa já desenhada;
6 HTP – Descrição Geral 2ª. Fase: Inquérito (lista de conceitos);
Perguntas estruturadas para avaliar aspectos de cada desenho;3ª fase:Desenho da casa – árvore – pessoa;Cromático (giz de cera);4ª fase:Perguntas
adicionais.
7 HTP – Descrição GeralDependendo do numero de fases incluídas , o procedimento pode levar de 30 a [Link] desenhos são avaliados pelos sinais
de psicopatologia existente ou potencial baseados no conteúdo; características do desenho, como tamanho, localização; a presença ou ausência de
determinadas partes e as respostas do indivíduo durante o inquérito.
8 HTP – Objetivos e Aplicação Clínica
Amostra Inicial de comportamento que possibilita ao clínico o acesso às reações do individuo a uma situação consideravelmente não estruturadaContato
entre cliente e clínicoPropósitos diagnósticos: fornece informações, que quando relacionadas à entrevista e a outros instrumentos de avaliação, podem
revelar conflitos e interesses gerais dos indivíduos, bem como aspectos específicos do ambiente que ele ache problemáticos.
9 HTP – Princípios de Uso População: pessoas acima de 8 anos de idade;
Instrumento muito utilizado com crianças;Estudos sobre diferenças dos desenhos: adultos e crianç[Link] do teste: treinamento e supervisão;Aplicadores
inexperientes trabalhar sempre com supervisor.
10 HTP - Buck Aplicação: face a face; Avaliação inicial;
Intervenção terapêutica em andamento;Em processo de avaliação o HTP pode ser utilizado como uma tarefa de aquecimento inicial.
11 ADMINISTRAÇÃO DO INSTRUMENTO
Preparação do sujeito:Sentar-se em frente a uma mesa;Em uma posição confortável;Sala: silenciosa e sem distraçõesTempo: de 30 a 90 min. (no. de
desenhos solicitados);Desenho adicional aumenta de 10 a 15 min. na tarefa;Não há limite de tempo;
12 A tarefa só pode ser executada com a solicitação de no mínimo 3 desenhos;
O desenho da 2ª. Pessoa (sexo oposto) é opcional, vai da necessidade do psicólogo;O tempo da análise e interpretação varia de acordo com a
experiência do [Link] DO TESTEProtocolo para desenho HTP (Brasil – folha A4 ou sulfite branco);Protocolo de interpretação para cada
conjunto (cromático e acromático) e para cada desenho;
13 Vários lápis preto nº 2 (ou mais macios) – usar sempre o mesmo padrão;
Borrachas;Conjunto de crayons (giz de cera – pelo menos 8 cores – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta, marrom e preto), caso os desenhos
coloridos sejam pedidos;Relógio ou cronômetro (latência e tempo total).
14 Desenhos acromáticos Preencher as informações do protocolo de desenho;
A folha A4 para desenho da Casa é entregue na horizontal, escrito Casa no alto e centralizado;Árvore e Pessoa são entregues na vertical com
respectivos nomes (árvore e pessoa);Ao final dos 3 primeiros desenhos solicitar o desenho adicional: pessoa do sexo oposto a já desenhada.
15 Posição do Examinador:
Face a face;Deve ter uma clara visão da página em que o sujeito desenha;Anotação da ordem dos detalhes desenhados;Observar e anotar eventos
incomuns na seqüência dos desenhos.
16 Instrução Peça ao examinando que escolha lápis;
“Eu quero que você desenhe uma casa. Você pode desenhar o tipo de casa que você quiser. Faça o melhor que puder. Você pode apagar o quanto
quiser e pode levar o tempo que precisar. Apenas faça o melhor possível”.
17 Não permitir uso de réguas e similares explicar que se trata de desenhos a mão livre;
Começar a marcar o tempo logo que terminar as instruções;
18 Anotar: Latência inicial; Ordem do detalhes dos desenhos;
Duração das pausas e o detalhe específico aonde a pausa ocorreu;qualquer expressão espontânea ou emoção (anotar detalhe que estava sendo
desenvolvido neste momento);Tempo total para execução do [Link] material é anotado como Observações Gerais na pág. 1 do protocolo de
interpretação.
19 Inquérito Posterior ao Desenho
Momento em que o sujeito define, descreve e interpreta cada desenho;Expressa sentimentos, idéias, sentimentos ou memórias associados a
eles;Protocolo de inquérito.
20 Inquérito Objetivo: compreender o sujeito de forma dinâmica;
Extraindo o maior número possível de informações, conteúdos e contextos de cada desenho;O examinador pode seguir qquer linha de investigação
desde que seja coerente com o rapport e com o tempo disponível;
21 Anotar:Todas as posições, detalhes ou relações incomuns entre os detalhes devem ser anotados e investigados;Qualquer detalhe implícito, como
componentes básicos escondidos atrás da figura;Desenhos que se estendem além da margem da página, devem ser investigados;Aspectos pouco
claros, confusos ou obscuros devem ser investigados.
22 Detalhes acrescidos durante o inquérito também devem ser identificados.
Observem: ao final da seqüência de perguntas do inquérito é solicitado o desenho de um sol e uma linha de solo quando não
[Link]:Para usar o H.T.P. você deve contar com sua experiência e com princípios básicos de entrevistas clínicas para determinar o
quanto e quando a investigação de uma determinada característica do desenho é adequada (questionário estendido).
23 Exemplos de investigação (extra protocolo):
CasaPergunta 5: “você gostaria que a casa fosse sua?” - solicite ao examinando que descreve a diferença entre a casa desenhada e a casa em que ele
mora, e questione qual a probabilidade dele um dia ter uma casa semelhante a casa [Link] o quarto você escolheria para você? Compare
como este se compara com a localização do quarto ocupado por ele em sua casa atual.
24 Árvore:Pergunta 23: “onde esta árvore está realmente localizada?”Se a resposta for: “na selva” ou na “floresta”Investigue a representação de selva e
floresta com o [Link] 39: “esta árvore está saudável?”Pergunta 40: “Esta árvore é forte”? Se o indivíduo não conseguir responder peça
para ele desenhar a estrutura da raiz da árvore, caso ele ainda não tenha desenhado e faça uma anotação do pedido.
25 Pessoa:Pergunta 50: “o que ele(a) está fazendo?” ”Onde ele(a) está fazendo isso?”Se a resposta for “está apenas ali”; investigue onde é “ali” e o
que possivelmente a pessoa estava fazendo ou irá fazer “ali”; Se a resposta for “andando” ou outro movimento pergunte aonde a pessoa está indo ou o
que ela vai fazer ao chegar lá;Se a resposta for “não sei” ou “isso é só um desenho”, ajude o sujeito a envolver-se na projeção sugerindo-lhe que conte
uma história sobre a pessoa do desenho ou pergunte o que a pessoa do desenho parece estar fazendo.
26 Pessoa:Pergunta 52: “como ele (a) se sente?” pergunte sempre “Por que?”, a menos que haja razões para crer que essa pergunta compromete
seriamente o rapport;Pergunta 58: “o que nele (a) lhe dá essa impressão?”(de que está feliz, triste, com raiva); Se a resposta for uma simples descrição
facial [ele (a) está sorrindo], pergunte do que esta pessoa está rindo; por qual motivo ela está sorrindo; ou com que frequência esta pessoa desenhada
sente-se dessa [Link] 67: “que tipo de roupa esta pessoa está vestindo?”Se a pessoa desenhada estiver nua, pergunte porque ela está nua
e se sente à vontade.
27 Lista de Conceitos Interpretativos
Após aos desenhos e o preenchimento da folha de inquérito pegue a lista de conceitos;Lista de Conceitos: traz uma listas de características para cada
desenho;Inicialmente veja as características “normais” da lista e marque “S” (sim) para aquelas que se aplicam a cada desenho.
28 Lista de Conceitos Interpretativos
A seguir marque todas as pautas incomuns, comentários ou outros comportamentos diferentes anotados enquanto os desenhos estavam sendo
feitos;Anotar na área: sessão de Observações Gerais na primeira página do [Link]: marque os aspectos de proporção, perspectivas, detalhes
e cor (para os desenhos coloridos) que estejam presentes nos desenhos e que possam indicar presença de patologia.
29 Utilize a régua fornecida na parte de trás do protocolo de desenho para ajudá-lo avaliar as variações na proporção, perspectiva e tamanho dos
detalhes;Também é fornecido marcações para ajudar a avaliar a localização do desenho na página;Algumas hipóteses clínicas comuns relacionadas
para cada características dos desenhos são apresentadas nas Listas dos Conceitos Interpretativos;
30 Importante: a Lista de Conceitos Interpretativos é apenas um guia para estabelecimento de hipóteses clínicas;As confirmações das hipóteses
clínicas virão com as informações adicionais como: história clínica do examinado; resultado de procedimentos de avaliação adicionais.
31 Desenhos Coloridos São realizados após os desenhos acromáticos;
Inquérito exige um nível mais profundo de experiência e habilidade do que dos acromáticos;Peça para o indivíduo nomear os crayons disponíveis (anote
qquer nível de daltonismo);Caso o daltonismo se confirme faça um encaminhamento para um teste mais formal;Faça a marcação no lugar indicativo de
“Cores” na 1ª. Página do protocolo de Interpretação.
32 Desenhos ColoridosSolicite os desenhos: casa; árvore e pessoa com as mesmas instruções da 1ª. Fase – acromática;Proceda da mesma forma:
tempo, observações e anotações;Inquérito: faça apenas as perguntas do Protocolo de Interpretação com asteriscos (*);Inquira sobre as diferenças
significativas entre os desenhos acromáticos e cromáticos;Inquira sobre o significado dos detalhes incomuns ou bizarros ou de suas omissões.
33 Desenhos ColoridosA Lista de Conceitos Interpretativos é a mesma já utilizada na primeira seqüência de desenhos;Para avaliação dos desenhos
coloridos é utilizado uma lista dos usos convencionais das cores disponível em uma sessão adicional da lista denominada “Uso Geral de Cores”;Esta
deve ser usada para observar as características de cores específicas do desenho que podem indicar psicopatologias.
34 Boa leitura do manual!!
Apresentação em tema: "INTERPRETAÇÃO H.T.P. casa – árvore - pessoa"— Transcrição da
apresentação:
1 INTERPRETAÇÃO H.T.P. casa – árvore - pessoa
Cap. 3 (Buck) Cap. 36 (Cunha)
2 Observações gerais:Atitude: avalia de forma geral como esse sujeito aceita tarefas novas e impostas por um outro.- Atitude comum é de aceitação,
mesmo que haja alguma resistência.- A atitude frente a cada desenho está geralmente ligada ao conteúdo mobilizado por cada um dos desenhos.-
Quando há rejeição, o desenho mais rejeitado é o da figura humana. As razões discutidas são: (1) dificuldade nas relações interpessoais; (2) mobiliza
conteúdos mais conscientes e pré- conscientes do que o da casa e árvore; (3) o acesso consciente ao espectro corporal.
3 Tempo:- a avaliação do tempo gasto para completar um desenho pode fornecer informações de como o sujeito foi mobilizado, tomado
emocionalmente, impactado pela produção de tal objeto.- Para essa avaliação é preciso levar em consideração o número de detalhe do desenho.
4 - a realização dos 3 desenhos levam em média de 2 a 30 minutos.
- rapidez: livrar-se da tarefa desagradável;- demora: relutância em produzir algo ou mobilização de conteúdos com a gravura produzida ou ambos;- Caso
o sujeito leve mais de 30 seg. para iniciar o desenho, é um forte indício de presença de psicopatologia. É indício de forte conflito e ao longo da análise
este conflito precisa ser localizado.- Caso o sujeito faça uma pausa de 5 seg em um detalhe que está sendo desenhado, este detalhe deve trazer
indícios do conflito vivenciado. Esta área deve ser investigada cuidadosamente durante o inquérito.
5 - pensando em um quadro maníaco podem levar muito tempo para desenhar em razão do excesso e riqueza de detalhes irrelevantes.- pensando em
um quadro obsessivo- complulsivo também levam muito tempo em razão do tempo que levam para construir meticulosamente os detalhes todos os
detalhes relevantes.
6 Capacidade crítica e rasuras (em qual detalhe, são poucas ou muitas)
- a capacidade de criticar sua produção, ou seja, a capacidade de identificar detalhes fora de ordem, detalhes desproporcionais são afetadas facilmente
em situações ansiogênicas como as de avaliaçã[Link] mais organizados psiquicamente conseguem retomar esta capacidade rapidamente,
contudo pacientes mais desorganizados e com quadros orgânicos apresentam dificuldade ou incapacidade de crítica;
7 - clinicamente isso reflete a capacidade de fazer e sofrer críticas em relação aos seus feitos, e o quanto a pessoa é capaz de aprender com os
próprios erros e prosseguir.
8 Comentários(1) Comentários escritos durante a fase do desenho como: nomes de pessoas, de ruas, de árvores, números ou outros elementos podem
significar: necessidade compulsiva para tentar estruturar uma situação; insegurança; tentativa de compensar uma idéia ou sentimento obsessivo que
emergiu por alguma coisa no desenho.(2) traços de insegurança são comentários supérfluos como: “Eu vou colocar esta gravata nele” – a verbalização
ajuda o sujeito se organizar internamente.
9 (3) a preocupação comparece no teste por meio de excessivos comentários irrelevantes ou bizarros: “Você disse que era seu primeiro dia aqui hoje?”
ou “Eu não sei se os alicerces são firmes, para eu começar as janelas ... Agora, aonde está minha porta? Eu coloquei as janelas no lugar errado. Eu vou
por minha porta aqui, como devo fazer isso doutor?”Importante: verbalizações durante os desenhos, geralmente falam de conteúdos que foram
excluídos das entrevistas.
10 Características Gerais dos Desenhos
Localização do desenhoTamanho do desenhoLista de ConceitosProporção, perspectiva, lógica e seqüência de detalhes – evidencia a expressão do
funcionamento esperado.A forma apropriada de desenhar os detalhes é a primeira característica a se estabilizar no em um desenvolvimento patológico.
Este aspecto evidencia clinicamente: a capacidade de reconhecer as demandas simples da vida diária e correspondê-las; bem como a capacidade de
crítica da realidade, ou seja, o que é certo ou errado.
11 Proporçãocapacidade de proporção realista (quando adequada fala da capacidade de adaptação); indica a capacidade de julgamento frente às
demandas. Ou seja, capacidade de assimilar e resolver problemas, lidar com improviso, resolver situações que exigem ações imediatas e concretas.
12 PerspectivaA terceira é a capacidade de reconhecer e representar a necessidade de perspectiva (posição espacial do desenho). Fala da capacidade
do indivíduo agir de com visão crítica, elaborada nos relacionamentos. Capacidade de abstração, elaboração. Capacidade de agir com sucesso nos
aspectos mais exigentes da vida.
13 PROPORÇÃO:Fala de sentimentos, valores, idéias atribuídas aos objetos externos (objetos, situações e pessoas);Capacidade de julgamento
preservada ou não;Capacidade de flexibilizar seu olhar para o outro (situações e pessoas).
14 PERSPECTIVAS:Fala da capacidade do sujeito agir com sucesso a aspectos mais complexos, mais abstratos e mais exigentes da vida.
1 Questionário de Avaliação Tipológica -QUATI
PsicometriaQuestionário de Avaliação Tipológica -QUATIEquipe:Euselene Rodrigues Paulo HenriqueFlavia Castro Silvia LemosNila Mara C. Carvalho
Vanesse
2 HistóriaÉ um teste psicológico conhecido por avaliar a personalidade segundo os tipos psicológicos de Jung;Isso é feito através das escolhas
situacionais que cada sujeito [Link] tipologia não é um fim em si mesmo, mas está intimamente ligada às concepções de homem e mundo
desenvolvidas por Jung em sua teoria da [Link] que haja um melhor aproveitamento desse sistema tipológico, por parte de quem a utiliza,
é necessário se ter um profundo conhecimento da psique à luz da teoria analítica.
3 ConstruçãoO QUATI foi desenvolvido no Brasil, em meio pesquisas desenvolvidas no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, sob
orientação da Professora Dra. Anna Mathilde P. C. Nagelsehmidt, desde 1989;Baseado na tipologia junguiana dirigido à população brasileira;Sua
validade é obtida por meio de teste-reteste, e em correlação com o teste Myers-Briggs Type Indicator – MBTI, que também tem base na teoria de Jung.
4 AutorO autor do teste é José Jorge de Morais Zacharias, psicólogo. Concluiu o doutorado em Psicologia Social em 1994 e o mestrado em Psicologia
da Personalidade, Desenvolvimento e Aprendizagem em 1989, ambos pelo IPUSP. Tem especialização em Psicoterapia Junguiana pela Faculdade de
Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, 1994 e é membro trainee da Associação Junguiana do Brasil - IAAP.
5 Os tipos JunguianosJung escreveu em 1921 o importante livro "Tipos Psicológicos", que na época foi fruto de mais de 20 anos de observação e de
exercício da Medicina Psiquiátrica e da Psicologia Prática. Ele distinguiu duas formas de atitudes: a pessoa que prefere focar a sua atenção no mundo
externo de fatos e pessoas (Tipo denominado de Extrovertido, do latin extra + Vertere = “virar” para fora; sing.: que se expande etc). E a pessoa que
prefere focar a sua atenção e no mundo interno de representações e impressões psíquicas (Tipo denominado de Introvertido, part. De introverter; sing.:
voltado para dentro, absorto etc).
6 Eixo das Atitudes
Extrovertido
Introvertido
7 Os tipos Junguianos
Além dos dois tipos de atitude, Jung verificou que havia uma diferença entre as pessoas de um mesmo grupo, ou seja, um introvertido poderia diferir
muito de outro introvertido.
E a pessoa não é o tempo todo um tipo ou outro.
Ao lado das atitudes Jung estabeleceu também as funções psíquicas que juntas constituem os Tipos Psicológicos.
Jung distinguiu quatro funções psíquicas: Sensação, Intuição, Pensamento e Sentimento.
Existem duas maneiras através das quais percebemos as coisas - Sensação e Intuição - e existem outras duas, que usamos para julgarmos os fatos-
Pensamento e Sentimento.
8 Eixos das Funções Sensação Intuição Dimensão Perceptiva
Dimensão Avaliativa
Pensamento Sentimento
9 Combinações possíveis dos tipos Junguianos
TIPO: DISPOSIÇÃO PRINCIPAL >FUNÇÃO PRINCIPAL >FUNÇÃO AUXILIAR > FUNÇÃO TERCIÁRIA > FUNÇÃO INFERIOR
TIPOS PENSATIVOS
ESTJ: extrovertida pensamento sensação intuição sentimento
ENTJ: extrovertida pensamento intuição sensação sentimento
ISTP: introvertida pensamento sensação intuição sentimento
INTP: introvertida pensamento intuição sensação sentimento
TIPOS SENTIMENTAIS
ESFJ: extrovertida sentimento sensação intuição pensamento
ENFJ: extrovertida sentimento intuição sensação pensamento
ISFP: introvertida sentimento sensação intuição pensamento
INFP: introvertida sentimento intuição sensação pensamento
10 Combinações possíveis dos tipos Junguianos
TIPO: DISPOSIÇÃO PRINCIPAL >FUNÇÃO PRINCIPAL >FUNÇÃO AUXILIAR > FUNÇÃO TERCIÁRIA > FUNÇÃO INFERIOR
TIPOS SENSITIVOS
ESTP: extrovertida sensação pensamento sentimento intuição
ESFP: extrovertida sensação sentimento pensamento intuição
ISTJ: introvertida sensação pensamento sentimento intuição
ISFJ: introvertida sensação sentimento pensamento intuição
TIPOS INTUITIVOS
ENTP: extrovertida intuição pensamento sentimento sensação
ENFP: extrovertida intuição sentimento pensamento sensação
INTJ: introvertida intuição pensamento sentimento sensação
INFJ: introvertida intuição sentimento pensamento sensação
11 Informações sobre a aplicação:
A aplicação do questionário do teste QUATI pode ser individual ou coletiva.
Não há tempo - limite;
a média de tempo para realização deste questionário é de 45 minutos.
A população indicada é adolescente e adultos, com nível de instrução a partir da 8º série.
12 Procedimento para aplicação:
Verificação do ambiente;
Entrega da folha resposta;
Entrega do caderno de questões;
Leitura das instruções;
Esclarecendo as dúvidas;
Inicia-se o teste respondendo a partir da questão 1.
13 A Aplicação do Teste Psicológico
No momento de aplicação do teste o aplicador deverá observar com detalhes os seguintes elementos:
a) o ambiente de aplicação
b) o instrumento
c) o sujeito que fez o teste
14 O Ambiente de Aplicação
As condições físicas constituem elemento a ser observado pelo aplicador.
O ambiente deverá ser confortável e propicie a concentração para a resolução do teste.
Clima e luminosidade controlada, limpeza, silêncio, material disponível, mesa, apoio etc.
15 O Instrumento O aplicador deverá zelar pelo cuidado com o teste.
As regras e as finalidades do teste devem ser conhecidas pelo aplicador e pelo sujeito.
O material do teste deverá ser apropriado, original, cuidadosamente respondido.
16 O Sujeito que fez o Teste
O sujeito conhecerá as regras do teste e deverá estar de acordo com as normas de aplicação.
Ao ser concluída a correção é importante ser dada uma devolutiva ao sujeito.
O aplicador deverá ter cuidado para que os resultados do teste sejam válidos e não prejudique o sujeito. (cuidados éticos)
17 Procedimento para correção:
Na folha de respostas há seis blocos de respostas, um para cada uma das situações propostas, com resposta A e B.
Cada uma das seis situações tem quinze respostas possíveis divididas em A e B, exceto a última, que é o tema PESSOAL, que tem dezoito respostas.
Temas:
A FESTA
O ESTUDO
O TRABALHO
O LAZER
A VIAGEM PESSOAL
18 QUATI – FOLHA DE RESPOSTAS
01 a a a ab b b b
02 a a a ab b b b
03 a a a a
04 a a ab b b
QUATI – FOLHA DE RESPOSTAS
NOME: ________________________________________
DATA : ____/____/_____
ESCOLARIDADE: _______________________________IDADE________ SEXO_____
DATA DO NASCIMENTO: ____________________PROFISSÃO :_________________
A FESTA
01 a a a ab b b b
02 a a a 14 a
03 a a a 15 a
04 a a ab b b
O TRABALHO
01 a a a ab b b b
02 a a a 14 a
03 a a a 15 a
04 a a ab b b
a ______ E
b ______ I
R1 ___ ___
RESULTADO:
Qualitativo
Quantitativo
ATITUDE: ___________________FUNÇÃO PRINCIPAL: __________FUNÇÃO AUXILIAR:____________R R R318
19 CRIVOS PARA CORREÇÃO:
Para a correção da folha de respostas utilize os crivos de correção adequados.
Os crivos são as folhinhas transparentes que possuem os seis blocos de respostas.
Há três crivos, o crivo R-1, R-2 e R-3, cada um deles avalia uma dimensão da personalidade.
Crivo R-1 – Avalia a dimensão Introversão/Extroversão (I - E);
Crivo R-2 – Avalia a dimensão Intuição/ Sensação (In - Ss);
Crivo R-3 – Avalia a dimensão Pensamento/ Sentimento (Ps - St).
20 R 1 – INTROVERSÃO (I) – EXTROVERSÃO (E)
QUATI – VERSÃO III
CRIVO DE CORREÇÃO
R 1 – INTROVERSÃO (I) – EXTROVERSÃO (E)
A FESTA
O TRABALHO
a ______ I
b ______ E
R1 ___ ___
21 Faça o mesmo procedimento para os outros dois crivos o R2 e o R3
.Resultado da somatória de todos os a dos 6 blocos temáticos.
Resultado da somatória de todos os b dos 6 blocos temáticos.
No primeiro traço é o resultado da diferença entre a e b.
No segundo traço você coloca a letra-código correspondente ao item que teve maior pontuação.
a ______ E
b ______ I
R1 ___ ___
Faça o mesmo procedimento para os outros dois crivos o R2 e o R3
22 QUATI – FOLHA DE RESPOSTAS
01 a a a ab b b b
02 a a a ab b b b
03 a a a a
04 a a ab b b
QUATI – FOLHA DE RESPOSTAS
NOME: ________________________________________ DATA : ____/____/_____
ESCOLARIDADE: _______________________________IDADE________ SEXO_____
DATA DO NASCIMENTO: ____________________PROFISSÃO :_________________
A FESTA
O TRABALHO
01 a a a ab b b b
02 a a a ab b b b
03 a a a a
04 a a ab b b
a ______ E
b ______ I
R1 ___ ___
01 a a a ab b b b
02 a a a ab b b b
03 a a a ab b b b
04 a 08 a ab b b
RESULTADO:
Qualitativo
Quantitativo
ATITUDE: ___________________FUNÇÃO PRINCIPAL: __________FUNÇÃO AUXILIAR:____________R R R322
23 Com o resultado dos crivos R1, R2 e R3
Qualitativo
Quantitativo
I Ss St 1 13 14R R R3
ATITUDE: ________________ (encontrada entre I ou E)
FUNÇÃO PRINCIPAL: _________ (maior pontuação entre R2 e R3)
FUNÇÃO AUXILIAR:__________ (menor pontuação entre R2 e R3)
Resposta final: _________________
24 IStSs – Introvertido, Função Principal Sentimento, Função Auxiliar Sensação, Função Menos Preferida Pensamento
As pessoas que tem este estilo cognitivo possuem pontos de vista muito particulares sobre a vida, tendendo a julgar tudo e todos a partir de seus ideais
e valores individuais... (pág.41) ...Na sua vida cotidiana demonstram tolerância, flexibilidade, adaptabilidade e espírito aberto. (pág.41) ...Tem uma
relação toda especial com a natureza e uma grande simpatia pelos animais. (pág.41)
25 Profissões para este Tipo
PALAVRA CHAVE: Artes Retraído, quieto, amigável, gentil e modesto à respeito de suas próprias qualidades e habilidades. Geralmente não se
preocupa em liderar, mas são freqüentemente fiéis seguidores. Enfermagem, secretariado, fisioterapeuta, biomédico, servidor público, professor de
educação infantil, recepcionista, religioso, desenhista, pedagogo. (pág.55)
26 Considerações Finais Registro de nossas dúvidas e impressões;
Aplicar o Quati foi fundamental para entendê-lo;A dúvida e o tempo: o que significam na avaliação?Perguntas repetitivas: o crivo faz a seleção;
27 Considerações Finais
Categorias psicológicas abrangentes e o uso do termo ‘estilo cognitivo’ para indicar os tipos psicológicos;A forma como dar a devolutiva ao sujeito;Quati
estático X Sujeito dinâmico: o perigo do rótulo/estigma.A importância de uma boa fundamentação teórica na Psicologia Analítica;
28 Referências Bibliográficas
JUNG, Carl Gustav. Fundamentos de Psicologia Analítica. Petrópolis: Vozes, 1983.
JUNG, Carl Gustav. Energia psíquica. Petrópolis: Vozes, 1990.
JUNG, Carl Gustav. Obras completas de CG. Jung. fundamentos de psicologia analítica.14 Ed. Petrópolis: Vozes: 2008.
SILVEIRA, Nise da. Jung: vida e obra.
ZACARIAS, José J. de Morais. Quati: questionário de avaliação tipológica. (versão II) manual. 5º Ed. São Paulo: Vetor, [Link], José Jorge
de Morais. QUATI - Questionário de Avaliação Tipológica. Disponível em: Acesso em: 19 de maio de 2010ZACHARIAS, José Jorge de Morais. Currículo.
Disponível em: Acesso em: 24 de maio de 2010.
Apresentação em tema: "QUATI Questionário de Avaliação Psicológica"— Transcrição da
apresentação:
1 QUATI Questionário de Avaliação Psicológica
Psicologia – 4° período
Profª Márcia Ebling
2 QUATI Questionário de Avaliação Tipológica
José Jorge de Morais Zacharias
Versão II- Manual
Editora Vetor
5ª edição
3 Aplicação Individual ou coletiva Entregar folha respostas
Após preenchimento entregar cadernos de questões
Ler junto com testandos as Instruções
Espaço para dúvidas – início teste
Não há tempo limite; média 45 minutos
4 Avaliação Corrigir folha de respostas com os Crivos de Correção:
Crivo R1: avalia a dimensão Introversão/Extroversão
Crivo R-2: Avalia a dimensão Intuição/ Sensação
Crivo R-3: Avalia a dimensão Pensamento/Sentimento
5 Avaliação Procedimento:
Adaptar crivo R-1 e anotar somatória respostas a e b no local indicado
Apontar letra-código da atitude que obteve maior pontuação, no segundo espaço ( I ou E )
Adaptar Crivos de Correção R-2 R-3 e proceder da mesma maneira
6 Avaliação
Transportar os dados para parte inferior da Folha de Respostas : RESULTADO
Quadro QUALITATIVO: transcrever letras código encontradas
Quadro QUANTITATIVO: transcrever valores encontrados para R-1, R-2 e R-3
ATITUDE: indicar atitude encontrada ( I ou E)
7 Avaliação
FUNÇÃO PRINCIPAL: indicar função que obtiver maior pontuação entre R2-e R-3
FUNÇÃO AUXILIAR: indicar a função que obtiver menos pontuação entre R2 e R-3
FUNÇÃO INFERIOR será a função oposta à FUNÇÃO PRINCIPAL
8 Avaliação Exemplo: ATITUDE E Tipo: Extrovertido
FUNÇÃO PRINCIPAL In Intuição
FUNÇÃO AUXILIAR St Sentimento
FUNÇÃO INFERIOR Ss Sensação
Procurar no manual a descrição de cada um dos dezesseis tipos possíveis
9 Avaliação
Exceções:Quando resultados de R-2 e R-3 forem iguais, deverá ser indicado como
FUNÇÃO PRINCIPAL a letra-código de R-2, e como
FUNÇÃO AUXILIAR a letra código de R-3
10 Avaliação
Quando o resultado da subtração entre os totais das respostas a e b for 0, marcar os resultados da seguinte forma:R IR InR St
11 Códigos de Conversão ATITUDES I Introversão E Extroversão
FUNÇÕES PERCEPTUAIS (irracionais)Ss SensaçãoIn Intuição
FUNÇÕES AVALIATIVAS (racionais)Ps PensamentoSt Sentimento
12 Tipologia
O questionário pretende avaliar a personalidade através das escolhas situacionais que cada sujeito faz
Duas respostas são possíveis: uma entre duas possibilidades opostas de atuação ou escolha
Resultados: conjunto de três códigos que definirão a atitude consciente e as funções mais ou menos desenvolvidas (ou inconscientes)
13 I – O foco de atenção
ATITUDE Introversão – I
Orienta-se por fatores subjetivos
Dirige sua atenção para seu mundo interior de impressões acerca do mundo
Introspectivo, aprecia mais companhia do livro que de pessoas
14 ATITUDE - Introversão Certa hesitação diante da ação necessária
Tende à reflexão (refletir antes de agir)
Em geral controlado e retraído, exceto em companhia de pessoas íntimas
Mais voltado para atividades solitárias e que se processam em seu interior
Prefere compreender a realidade antes de se posicionar-se nela
15 ATITUDE – Extroversão
Extrovertido orienta-se pelo que é objetivamente dado
Dirige sua atenção para o mundo externo de fatos, coisas e pessoas
Aprecia a ação
Expressa-se melhor falando do que escrevendo
Gosta mais de ouvir do que ler
16 ATITUDE – Extroversão Certa impulsividade diante do mundo
Precisa experimentar as coisas e situações
Gosta de movimento e mudanças constantes
Pode ser agressivo e agir impensadamente
Gosta de arriscar
Sempre tem uma resposta imediata para qualquer situação
17 II – Recebendo Informações
FUNÇÕES PERCEPTIVAS
Intuição – InIntuitivo parte do que está percebendo no momento, mas está mais interessado nos significados, nas relações e nas possibilidades futuras
inerentes ao que está percebendo
Observa o todo e não as particularidades de uma situação
18 FUNÇÕES PERCEPTIVAS - Intuição
Busca novas soluções, novas estratégias para os problemas
Tende a farejar possibilidades
Tem atitudes imprevisíveis
Prefere planejar do que executar
Útil quando é necessário avaliar uma situação sem dados suficientes
19 FUNÇÕES PERCEPTIVAS - Sensação
Sensação – Ss
Sensitivo confia em seus órgãos do sentido para compreender objetivamente uma situação
Mais interessado no aqui e agora
Prefere trabalhar com dados reais e objetivos, sendo prático e realista
20 FUNÇÕES PERCEPTIVAS - Sensação
Impressão do mundo não influenciada pela imaginação
Observa detalhes e não se prende à visão geral do todo
Facilidade para lidar com objetos e máquinas que exijam precisão e cuidados
Prefere executar do que planejar
Necessita dados concretos para avaliar uma situação
21 III – Tomando decisões FUNÇÕES AVALIATIVAS Pensamento – Os
Reflexivo está atento à causalidade lógica de seus atos e dos eventos
Inclui na avaliação os prós e contras e busca padrão objetivo da verdade
Gosta da organização e lógica
22 FUNÇÕES AVALIATIVAS - Pensamento
Baseia julgamento em padrões universais e coerentes, em vez de valores pessoais Voltado para a razão Muitas vezes mostra-se frio nos julgamentos
Consegue análise isenta de julgamentos pessoais
23 FUNÇÕES AVALIATIVAS - Sentimento
Sentimento – St
Ligado à dimensão valorativa das pessoas e coisas
Sentimental toma decisões com base em seus próprios valores pessoais (ou de outras pessoas) mesmo que não tenham lógica e objetividade alguma
Sempre leva em conta o que sente (valor)
24 FUNÇÕES AVALIATIVAS - Sentimento
Também leva em conta os sentimentos dos outros
Voltado para as relações pessoais
Receptivo e bom para lidar com as pessoas
Forte atração pela história e pelas tradições