Reator CSTR
1.1 Introduo
Para a simulao de sistemas de processos foi considerado um reator
CSTR de reao exotrmica elementar de primeira ordem do tipo + .
A figura abaixo nos mostra o esquema do reator simulado.
Figura 1.1 Reator CSTR
O reator possui duas correntes de alimentao, a corrente 1 e a corrente
2 e uma corrente de descarga, chamada de corrente 3. Alm disso, h uma
serpentina que ser responsvel pela absoro de calor reator atravs de um
liquido refrigerante que passa pela serpentina.
1.2 Entradas do sistema
O reator simulado apresenta as seguintes entradas:
Corrente 1:
o Temperatura 1 ( T1) [=] K
o Vazo 1 (q1) [=] L/min
o Concentrao do reagente A (CA,1) [=] mol/L
Corrente 2:
o Temperatura 2 ( T2) [=] K
o Vazo 2 (q2) [=] L/min
o Concentrao do reagente B (CB,2) [=] mol/L
Corrente 3:
o Vazo de sada (q3) [=] L/min
Serpentina:
o Temperatura inicial do liquido na serpentina (Tco) [=] K
o Vazo na serpentina (qc) [=] L/min
1.3 Sadas do sistema:
O reator simulado apresenta as seguintes sadas:
Corrente 3
o Volume (V) [=] L
o Temperatura 3 ( T3) [=] K
o Concentrao do reagente A (CA,3) [=] mol/L
o Concentrao do reagente B (CB,3) [=] mol/L
Serpentina:
o Temperatura final do liquido na serpentina (Tc) [=] K
1.4 Os parmetros do sistema
O reator apresenta os seguintes parmetros:
Coeficiente Global de troca trmica (U) [=]
rea de troca trmica (A) [=]
Energia de ativao (E) [=]
Constante geral dos gases (R) [=]
Entalpia de reao (HR) [=] J/mol
Fator de frequncia (K0) [=] min-1
Volume da serpentina (Vc) [=] L
Massa especfica da corrente 1 (1) [=] g/L
Massa especfica da corrente 2 (2) [=] g/L
Massa especfica da corrente 3 (3) [=] g/L
Massa especfica da corrente na serpentina (c) [=] g/L
Calor especfico da soluo no reator (cp) [=] J/gK
Calor especfico da soluo na serpentina (cpc ) [=] J/gK
1.5 Modelagem do sistema
A modelagem matemtica do reator CSTR mostrado foi feita atravs das
aplicaes das leis fenomenolgicas de balano de massa e energia adotando
as seguintes hipteses:
H01: Fluido incompressvel
H02: U H, vlido para lquidos
H03: Soluo ideal
H04: cp constante
H05: Volume na serpentina (Vc) contante
H06: Massa especifica de entrada serpentina igual ao de sada ( co =
c )
1.5.1 Balano de massa global
(3 )
= = 1 1 () + 2 2 () 3 3 ()
3 = 1 1 () + 2 2 () 3 3 ()
1 1 () + 2 2 () 3 3 ()
=
3
1.5.2 Balano molar por espcie
Componente A
(,3 )
= = ,1 1 ,3 3
,3
,3 + = ,1 1 ,3 3
1 1 () + 2 2 () 3 3 () ,3
,3 ( )+ = ,1 1 ,3 3
3
,3 1 ,3 2
= 1 (,1 ) 2 ,3
3 3
,3 1 1 2 2 1
= [,1 1 ,3 ( + ) ]
3 3
Componente B
(,3 )
= = ,2 2 ,3 3
,3
,3 + = ,2 2 ,3 3
1 1 () + 2 2 () 3 3 () ,3
,3 ( )+ = ,2 2 ,3 3
3
,3 2 ,3 1
= 2 (,2 ) 1 ,3
3 3
,3 1 1 2 2 1
= [,2 2 ,3 ( + ) ]
3 3
Temos que:
= 0 ()
1.5.3 Balano de energia no reator
= 1 1 1 (1 ) + 2 2 2 (2 ) 3 3 3 (3 ) (3 )
Da hiptese 02 temos que
=
E sabemos que
= +
=1
3 + (,1 1 + ,2 2 ,3 3 )
=1
3 + 1 ( ,1 ) + 2 ( ,2 ) 3 ( ,3 ) ( )
=1 =1 =1 =1
Sabe-se que a concentrao do componente i na corrente j dada pela
seguinte relao:
, = , , onde
, = Frao molar do componente i na corrente j
= Concentrao molar total da corrente j
Resultando com a seguinte expresso:
3 + 1 1 ( ,1 ) + 2 2 ( ,2 ) 3 3 ( , )
=1 =1 =1
( )
=1
Onde
( ) = ( )
=1
Da regra de mistura tem-se que:
( ) = , ( ) ( )
=1
Substituindo na equao:
3 + 1 1 1 (3 ) + 2 2 2 (3 ) 3 3 (3 ) ( )
necessrio colocar a entalpia em base mssica, para isso usa-se as
seguintes relaes
= , onde
n = quantidade de matria (mol)
m = massa (gramas)
M = massa molar (g/mol)
Temos tambm que
= =
1 () 2 () 3 ()
3 + 1 1 + 2 2 3 3 ( )
1 2
3 ( ) + 2 2 2 (3 ) 3 3 3 (3 ) ( )
1 1 1 3
= 1 1 1 (1 ) + 2 2 2 (2 ) 3 3 3 (3 ) (3 )
1
(1 ) () =
3 = 1 1 (1 3 ) + 2 2 (2 3 ) ( ) (3 )
Onde:
( )
= 0
1.5.4 Balano de energia na serpentina
A modelagem para o balano de energia se deu de maneira anloga ao
balano de energia do reator, com isso chegou-se a seguinte equao
= ( ) + (3 )
1.6 Simulao
Devido s dificuldades encontradas para achar parmetros convenientes
para simular um reator CSTR, cuja reao dada por + , foram
usados valores de entradas e valores de parmetros do livro Process dynamics
and control, Dale E. Seborg,Duncan A. Mellichamp,Thomas F. Edgar,Francis J.
Doyle (2011, p.27).
Entradas:
q1 = q2 = 100 L/min
CA,1 = 1 mol/L
CB,1 = 0.8 mol/L
q3 = 200 L/min
T1 = T2 = 350 K
Tco = 300 K
qc = 2 L/min
Parmetros:
1 = 2 = 3 = c = 1000 g/L
cp = 0.239 J/g K
cpc = 4.2 J/g K
-Hr = 5X104 J/mol
E/R = 8750 K
K0 = 7.2x1010 min-1
U A = 5x104 J/min K
[Explicar a simulao do sistema em nosso simulador NANDO]
1.7 Anlises de sensibilidade
Fazendo perturbaes nas entradas do reator verificam-se as seguintes
reaes para:
1.7.1 Perturbao de 10% para mais e para menos do valor de entrada T1
Concentrao A (CA)
Fazendo as perturbaes tem-se o seguinte comportamento para Ca,
mostrado no grfico abaixo:
0.6
Ca X tempo
0.5
Concentrao (kmol/L)
0.4
Ca(T3_ss)
0.3 Ca(T3_ss*1.1)
Ca(T3_ss*0.9)
0.2
0.1
0
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
tempo (min)
Grfico 1.1 - Concentrao (Ca) longo do tempo
Em azul tem-se a concentrao de Ca no estado estacionrio, fazendo
uma perturbao de 10% a mais do valor de T 1, percebe-se em vermelho que a
concentrao de Ca diminui e atinge um novo estado estacionrio, esse
comportamento o esperado j que a reao exotrmica e com o aumento
de temperatura h um deslocamento de equilbrio favorecendo a reao e com
isso o reagente A mais consumido.
Fazendo uma perturbao de 10% a menos do valor de T 1, a
concentrao CA aumenta, pois a diminuio da temperatura no favorece a
reao exotrmica fazendo com que menos do reagente A seja consumido.
Concentrao B (CB)
O comportamento de CB ao longo do tempo mostrado pelo
grfico abaixo
0.4
Cb X tempo
0.35
Concentrao (kmol/L) 0.3
0.25 Cb(T3_ss)
0.2 Cb(T3_ss*1.1)
Cb(T3_ss*0.9)
0.15
0.1
0.05
0
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
tempo (min)
Grfico 1.2 - Concentrao (CB) longo do tempo
O comportamento de CB anlogo ao comportamento de CB, por conta
de ser uma reao exotrmica, o aumento da temperatura ir favorecer a
reao, consumindo mais o reagente B e a diminuio da temperatura far com
que a reao consuma menos reagente e, consequentemente, aumenta-se a
concentrao do mesmo.
Temperatura T3
O grfico 1.3 mostra o comportamento de T3 ao longo do tempo
T3 x Tempo
420
410
400
Temperatura T3 (K)
390
380 T3(T1_ss)
370 T3(T1_ss*1.1)
360 T3(T1_ss*0.9)
350
340
330
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.3 Temperatura T3 ao longo do tempo
Com o aumento da temperatura, em vermelho, T 3 ir aumentar e com a
diminuio da temperatura T3 ir diminuir apresentando o comportamento
esperado.
Tc
O grfico 1.4 mostra o comportamento de Tc ao longo do tempo
Tc x Tempo
400
390
380
Temperatura Tc (K)
370
TC(T1_ss)
360
Tc(T1_ss*1.1)
350
Tc(T1_ss*0.9)
340
330
320
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.4 Temperatura Tc ao longo do tempo
O comportamento de Tc est de acordo com o esperado, com o aumento
da temperatura T1 em vermelho, Tc ir aumentar absorvendo mais calor do
sistema. E com a diminuio de T 1 ele ir diminuir sua temperatura, pois estar
absorvendo menos calor do sistema.
1.7.2 Perturbao de 10% para mais e para menos do valor de entrada q2
Volume (V)
O comportamento do volume mostrado pelo grfico 1.5
350
V x Tempo
300
250
Vlume V (L)
200
V(q2_ss)
150
V(q2_ss*1.1)
100
V(q2_ss*0.9)
50
0
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.5 Volume ao longo do tempo
O volume aumenta com o aumento da vazo q2 e diminui com a reduo
da mesma. O comportamento est de acordo, pois se trata de um sistema
puramente capacitivo.
Concentrao A (CA)
O comportamento de CA mostrado pelo grfico 1.6
Ca x Tempo
0.6
0.5
Concentrao Ca (Kmol/L)
0.4
0.3 Ca(q2_ss)
Ca(q2_ss*1.1)
0.2
Ca(q2_ss*0.9)
0.1
0
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.6 - Grfico 1.1 - Concentrao (Ca) longo do tempo
Com o aumento da vazo q2 favorece a reao, pois est aumentando a
quantidade de reagente, com isso CA diminui ao longo do tempo, com a
diminuio da vazo, h menos reagente, fazendo com que a concentrao de
CA aumente, pois ter menos reao. A concentrao CB apresenta o mesmo
comportamento.
Temperaturas T3 e Tc
O grfico 1.7 e o grfico 1.8 apresentam o comportamento das
temperaturas T3 e Tc, respectivamente
T3x Tempo
420
410
400
390
Temperatura Tc (K)
380
370 T3(q2_ss)
360 T3(q2_ss*1.1)
350 T3(q2_ss*0.9)
340
330
320
310
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.7 Grfico 1.3 Temperatura T3 ao longo do tempo
Tcx Tempo
400
390
380
Temperatura Tc (K)
370
360 TC(q2_ss)
350 Tc(q2_ss*1.1)
340 Tc(q2_ss*0.9)
330
320
310
1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 52
Tempo (min)
Grfico 1.8 Temperatura Tc ao longo do tempo
Com o aumento da vazo, em vermelho, a temperatura T3 aumenta
conforme o esperado j que haver mais reagente e com isso ir aumentar a
reao do sistema fazendo com que o mesmo libere mais calor,
consequentemente Tc tambm ir aumentar, pois ir absorver mais calor do
sistema. E com a diminuio da vazo, ambas as temperaturas diminuem.