PEDRO VARELA
TICA REVOLUCIONRIA
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Ttulo:
tica revolucionria. 2009.
Ttulo original:
tica revolucionaria. 1978.
Equipe editorial:
Arjuna, Hermann Tholf e Zoroastra.
Traduo:
Zoroastra.
Capa:
O peregrino sobre o mar de brumas, pintura de Caspar David
Friedrich.
Pedro Varela
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SUMRIO
05-07
PRLOGO
08-09
APRESENTAO
11-16
MORAL
17-21
ESTILO
22-26
RAA
27-30
NAO
31-34
RELIGIO
35-39
ORAO
40-43
FAMLIA
44-47
TRADIO
48-50
NATUREZA
52-55
TRABALHO
56-59
ARTE
60-62
DISCIPLINA
63-66
ORDEM
67-70
CAMARADAGEM
71-74
VONTADE
75-77
GUERRA E PAZ
78-80
CANTAR
82-88
SER BONS
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PRLOGO
A presente obra, que temos o privilgio de estar
disponibilizando pela primeira vez em portugus, no fora escrita
por um jovem qualquer. Trs anos antes do lanamento da sua
primeira verso, no ano de 1978, seu autor, Pedro Varela, assumia a
Presidncia de um dos maiores grupos de estudo da Espanha, de
nome CEDADE. Entre seus participantes, veteranos de guerra de
diversas nacionalidades; pesquisadores; historiadores. Sua
preocupao principal? A reviso da Histria que, at ento, era
contada apenas sob a tica dos vencedores.
"tica Revolucionria" a obra de um jovem, de corpo e
esprito. Um jovem incomum, que vive, discute e aprende com
velhos. E que, contudo, no deixou de lado sua preocupao com a
juventude. Varela percebia, em sua poca, o rumo que muitos jovens
tomavam, com o aparecimento das chamadas tribos urbanas,
fabricadas e alimentadas pelo capitalismo. Consumidas pelo tdio,
drogadas, expostas degenerao.
O dinamismo de "tica Revolucionria" no a impede de ser
acessvel. Nela, trabalham-se temas como a moral, natureza,
trabalho, disciplina, tradio, nao, entre outros, sempre a se pensar
na juventude. A seu ver, "estas mximas no apenas no se tornaram
ultrapassadas, mas so de plena utilidade para o jovem que, ainda
hoje, tenta seguir nadando contra a corrente com sucesso".
Em 1989, no centenrio de Adolf Hitler, Pedro Varela, de modo
corajoso, proferia um discurso no qual se props a mostrar uma
nova viso acerca dos valores do Nacional Socialismo alemo e de
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seu Fhrer, que at ento parecia um grande tabu. Dizia ele,
justificando o fato de ter locado a frente de um cinema para tal
ocasio:
"Gostaramos de oferecer ao pblico a possibilidade de escutar a
pessoas que opinam diferente sobre Hitler e sua cosmoviso de mundo, em
relao verso da Segunda Guerra mundial contada pelos seus vencedores,
a quem deveremos chamar de 'bondosos'.
Os 'bondosos' nos deram 40 guerras desde 1945. Os 'bondosos'
produziram 50 milhes de mortos desde 1945. Os 'bondosos' atiram
comida, leite, laranjas e mas ao mar para aumentar os preos. Os
'bondosos' conseguem fazer com que um dlar custasse 200 pesetas ontem e
hoje custe 100. Os 'bondosos' conseguem arruinar a sociedade, fazendo com
que passemos a ouvir sua msica, a viver sua natureza. Conseguiram que
hoje todos ns comemos hambrgueres, tomemos Coca Cola, ouvimos a
Michael Jackson e que passemos a viver em horrendas cidades de cimento e
asfalto.
Isto tudo, senhores, os 'bondosos' conseguiram e nos deram em 40
anos. Mas isto no ir mudar; ir durar muito mais tempo.
Os 'bondosos' declararam guerra a Hitler, porque este queria
recuperar os territrios alemes na Polnia. Em 1945, os 'bondosos'
ocuparam Polnia, Tchecoslovquia, Hungria, Romnia, Estnia, Litunia,
Alemanha, Bulgria e nada ocorreu! Os 'bondosos' dizem que Hitler
culpado dos problemas do mundo. Os 'bondosos' dizem que Hitler culpado
por tudo o que h de errado. Dizem que Hitler culpado pela infelicidade
dos povos, mas a verdade que Hitler morreu em 1945 e so os 'bondosos'
que desde ento tm comandado o mundo!".
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Fluente em vrios idiomas, tambm ele proprietrio da
chamada Livraria Europa, localizada em Barcelona, que hoje
considerada uma das maiores do mundo em questo de
Revisionismo, Segunda Guerra Mundial e Histria, sempre tendo em
foco uma viso alternativa de mundo. Mas, por presso da
comunidade judaica internacional e seu poderoso lobby , tribos
urbanas constantemente atentam contra seu estabelecimento. No
raro, jovens fazem protestos, pedindo pelo seu fechamento e,
inclusive, pela queima de seus livros. Em sua ltima priso, Pedro
Varela, acusado de "incitar o dio racial e o genocdio", como simples
proprietrio de uma livraria, teve mais de 20 mil livros de seu
estoque apreendidos, alm de perder seu passaporte espanhol. E na
atualidade, sua livraria toma o mesmo destino do Grupo CEDADE:
o fim. Pois a dita Democracia parece atender a interesse de poucos,
silenciando a liberdade de expresso que dizia defender.
Dentre uma infinidade de outros trabalhos, escreveu o prlogo
de "O silncio de Heidegger", de autoria do judeu-francs Roger
Dommergue Polacco de Menasce, alm de ter sido o responsvel
pela traduo e lanamento da obra "Supremacismo judaico", de
David Duke, que fora candidato Presidncia dos Estados Unidos.
Hermann Tholf
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APRESENTAO
O idealismo e a sensibilidade dos jovens gozam de toda
astcia. Assim era a nossa juventude. Assim tem sido sempre. Mas
hoje em dia parece que, efetivamente, a juventude est cercada e
escravizada, com correntes de ouro, por um sistema materialista.
Ele nos tem feito publicar a tica Revolucionria, que em seu
dia teve tanto sucesso e constitua parte da bagagem formadora
indispensvel da juventude.
Este livreto reflete, com a sinceridade dos 20 anos, o esprito
que animava nosso idealismo. Isso no tem relao com os jovens
cheios de tdio, fartos ou cansados da vida, com grupos caticos,
okupas1, Hollywood-nazis, hooligans de futebol ou as tribos
urbanas do capitalismo.
Para ns, a arte deveria ocupar um lugar prioritrio em todos
os campos da vida. E dado que formamos parte da natureza e esta
parte de ns mesmos, temos de voltar a ela sem falta. A religio nos
indica o fim ltimo e primordial de nossa existncia, do qual deve
ocupar o primeiro lugar.
Um aps o outro, os captulos que trazemos tentam ajudar o
jovem de hoje em um caminho difcil e emocionante: descobrir a
vida e ench-la de sentido. Para ele preciso valorizar novamente a
1
Nota do Tradutor: movimento de libertrios que fazem ocupaes de prdios
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entrega e o servio em contraposio ao benefcio e o prazer, por
todo ideal.
Na famlia, no trabalho ou na nao, os valores de ordem,
disciplina, camaradagem, tradio ou vontade seguem sendo
essenciais.
Quem conhecer a alma da juventude, poder entender que
justamente com ela que se abre com maior alegria os ouvidos a
chamada da luta idealista. Costuma manter uma postura
revolucionria de cem diferentes maneiras. um reflexo dos grandes
homens do futuro, mas com um sentimento melhor e mais honesto.
Nas diversas edies se foram acrescentando pontos e
corrigindo outros, mas em essncia a mensagem permanece
inaltervel.
Sem dvida, estas mximas no apenas no se tornaram
ultrapassadas, mas so de plena utilidade para o jovem que, ainda
hoje, tenta seguir nadando contra a corrente com sucesso.
Pedro Varela
Barcelona, 3/10/2000
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Desejamos agradecer aqui, ainda que sem nome-los, a todos aqueles
amigos que contriburam com seus conselhos e colaboraes para que este
pequeno manual tomasse forma.
Aqueles com quem compartilhamos uma juventude nica, cheia de
idealismo e que se mantiveram fiis a si mesmos, que colaboraram com o
sonho no aperfeioamento dessas pginas. O que foram e o que so fica
refletidos neste pequeno livreto.
No temos feito nada alm de recolher o testemunho do esprito
inovador de grandes almas. Nosso nico mrito tem estado em
compreender-lhes, reconhecer seu acerto e reunir suas idias.
Muitos so os autores que teramos de citar em sinal de
reconhecimento. Outros formam parte de nossa bagagem cultural, sem que
saibamos realmente para quem devemos a honra. Aproximamos-nos de
certas personalidades por intuio e identificao anmica: Scrates, Sneca,
Abad Amonas, Ramon Llull, Thomas de Kempis, Caldern, Santa Teresa de
vila, So Joo da Cruz, Frederico o Grande, Karl von Clausewitz,
Matthias Claudius, Arthur Schopenhauer, Jos Maria de Pereda, Franz
Liszt, Juan Colombini, So Lus de Montfort, G. K. Chesterton, Jean Paul,
A. W. Schlegel, Ana Catarina Emmerich, Ludwig Schemann, A. K.
Coomaraswamy, Corneliu Codreanu, Phil Bosmans, Gaston Rebuffat,
Frithjof Schuon, Alexis Carrel, Pio XXI, Rudolf Hess, Madre Teresa de
Calcut, Lon Degrelle, Ernst von Dombrowsky, Ricard M. Carles, Slavko
Barbaric, Dharma Arya Akong Rimpoch, etc.
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MORAL
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Pintura de Wilhelm Otto Pitthan
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Guarde seu esprito fora das correntes de moda e sobre as
crticas dos ignorantes da vez. Apenas assim poder conservar seu
juzo claro para a luta.
Mantenha sempre seu crebro ativo. No esteja ocioso. Ajude
a sade de seu corpo mantendo uma mente clara. Escolha bem suas
leituras ou pea conselho a pessoas de sua confiana. Escreva,
medite, estude.
Tenha f. A f um patrimnio que no podem lhe roubar.
sua nica arma invencvel. Frente ao poder do dinheiro, e a
depravao materialista, levante a tocha de sua f na vitria final.
A f no se racionaliza. No se chega a ela pela cincia ou
razo. A f se carrega no sangue e na alma e provm do Todo
Poderoso. Apenas se precisa cultiv-la, deix-la que brote.
Mantenha-se margem da propaganda burguesa e
democrtica. Os jornais, as revistas, o cinema, a televiso, esto
impregnados de ceticismo, materialismo e numerosos valores
negativos. Leia e propague a imprensa nacional revolucionria, que
denuncia a hipocrisia do Sistema.
Despreze o traidor. O traidor carece de honra e por isto
indigno de ser tratado como pessoa.
Seja valente. Um carter dbil facilmente vulnervel.
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No confunda valentia com inconscincia ou temeridade.
Aquela fruto do amadurecimento como homem. Estas, so reflexos
de uma mente infantil.
Despreze o covarde. A covardia uma fraqueza. Tambm o
valente tem medo, mas possui a fora espiritual necessria para
venc-lo. O covarde egosta, pois assegura sua prpria integridade
a custo dos demais.
Respeite o inimigo sempre que seja digno dele. Despreze o
inimigo indigno.
No se deixe lisonjear por falsas concesses da decadente
democracia partidocrtica. No se trata de recuperar o que j est
apodrecido, mas de promover o evidentemente sadio. Para qu voc
deseja uma parcela de poder, se pode criar um mundo novo?
Mantenha uma norma de conduta linear e nunca se separe
dela. Renunciar a um princpio pela dificuldade que implica trair a
si mesmo.
Que exista coerncia entre seu pensamento e sua ao. Do
contrrio, se comea vivendo como no se pensa e se acaba
pensando como se vive.
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No se deixe influenciar pelo fcil. Siga sempre o que a sua
conscincia lhe dita. No existem dificuldades insuperveis. Os
problemas existem para ser abordados.
No confunda o amor com mera atrao fsica. O prazer fsico
efmero e se busca como nico fim, degradante. O amor
altrusmo, a negao de o prprio ser para formar outro em que se
fundem os espritos dos amantes. Somente assim o amor eterno. Se
entregue de todo corao pessoa amada.
O amor autntico forte e supera toda penria e se enriquece
por meio do sacrifcio e do esquecimento de si mesmo. Amar
entregar-se de tudo, em troca de nada. Na histria, as nicas causas
ou empreendimentos que morrem so aquelas pelas quais o homem
se nega a morrer.
Respeite sempre o sexo oposto. Homem e mulher tm valores
espirituais que os fazem dignos da mesma admirao a ambos. O
artificial enfrentamento entre sexos visa esconder que apenas no
amor, no respeito e na colaborao mtua o ser-humano encontra a
paz anmica e a tranqilidade psicolgica, necessrias para uma vida
criadora.
Mantenha-se sempre preparado para a luta. Lembre que esta
se apresenta em cada instante e de muitas formas. A luta fsica, uma
guerra, a mais fcil; sabe onde est o inimigo e os objetivos so
claros. Mas as modas, as correntes ideolgicas de origem obscura, as
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atividades degradantes, a vida fcil... So inimigos que vo
socavando seu esprito. A vida uma luta constante.
Respeite seu corpo. Tenha em conta que um modo de vida
decadente um triunfo do inimigo. Uma imagem forte importante,
mas no garantia suficiente, pois pode esconder fraquezas
interiores nefastas. Cuide de seu corpo e de seu esprito.
O vcio degenera o corpo e o esprito. No deixe que nenhum
vcio o domine. Pense que quanto mais preso se encontre, mais
difcil ser para livrar-se dele. O vcio rebaixa a condio humana e
este a afasta do arqutipo ideal que devemos inclinar, ainda que sem
atingi-lo totalmente.
Lute sempre pela verdade e despreze o mentiroso. A mentira
o refgio do covarde.
Faa com que a herana que deixada aos seus filhos e aos
seus camaradas seja rica de exemplos de nobreza, retido, educao,
herosmo, e em tudo aquilo que faa de sua memria um exemplo de
comportamento.
No queira ser sempre generoso, mas ser sempre justo.
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ESTILO
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Escultura de Arno Breker
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Seja discreto. Procure no incomodar os seus vizinhos. Que
no se note sua presena pelo incmodo que parece, mas pelo
agradvel.
No busque o extravagante para fazer-se notar. Procure ter
uma personalidade o suficientemente forte para no ter de recorrer a
ela.
Seja limpo e bonito. O aspecto exterior o fiel reflexo do nvel
espiritual do ser humano. Mesmo que o hbito no faa o monge, o
representa.
Mantenha arrumado o lugar que geralmente se encontra.
Pense que as pessoas o julgaro pelo ambiente que o cerca.
Qualquer trabalho criativo e a harmonia espiritual no podem
desenvolver-se no caos.
Cuide das suas expresses. No seja vulgar nem descarado.
No confunda a perspiccia com a impertinncia.
Cuide de no sujar nem estragar nada, tanto no campo como
na cidade. Tudo aquilo que o cerca patrimnio de sua nao. A
nada tem direito exclusivo. Respeite os bens comunitrios como os
seus prprios.
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Atue por conseqncia de suas idias. O inimigo est
espreita para converter seus erros em armas contra sua ideologia. E
sempre tirar mais proveito de seus erros do que seus prprios
acertos.
Se atuar bem, falaro bem de si. Mas se atuar mal, falaro mal
daquilo que representa. Atue sempre em conscincia e tendo em
conta que julgaro o que simboliza segundo teu comportamento.
Seja austero. Nem todo o mundo pode viver de forma austera.
A dureza em sua forma de viver o ensinar a apreciar as coisas e
dar mais valor a tudo que aquele que tudo possui e tudo o tem
provado.
Respeite as bandeiras e os smbolos de sua terra. Sobre a tela e
o metal em que esto feitos, est a idia daquilo que representam.
Ser ferido ou morto por defender um smbolo uma sublimao do
idealismo. No duvide, se lhe aproxima a ocasio.
Uma farda no o converte em um nmero; ela no um
elemento impessoal. Nem as ordens religiosas, nem as organizaes
juvenis ou militares pretendem homogeneizar o esprito de seus
membros, mas ajudar a que sintam unidos naquilo que se tem em
comum: o servio pela comunidade.
Pelo contrrio, esta o deixa de forma de um fundo que o
define. A mentalidade materialista dominante, hoje em dia critica as
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pessoas que ainda possuem o valor pessoal de dar a conhecer seu
ideal de servio e entrega vestindo um hbito caracterstico. Um
esprito nobre no depende de uma vestimenta.
21
RAA
22
Pintura de Wilhelm Petersen
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A raa a herana vital de seus ancestrais. Sobre esta essncia
se sobrepe sua lngua, sua histria e sua tradio. a janela pela
qual voc debrua ao mundo e graas a ela, tem um lar e uma ptria
que levar sempre consigo at a sua morte.
Sua raa no acaso. A Divina Providncia lhe deu e te o
depositrio de um tesouro.
Cuide de preservar a identidade de sua raa. a primeira
garantia para manter uma sociedade equilibrada espiritual, psquica
e socialmente. A sociedade multicultural e multirracial que nos
impem levaro ao caos, perda da riqueza e da diferena dos
povos e das culturas.
No despreze as outras raas. O melhor apreo que voc pode
ter manter-se separado. Admire seus valores e aprenda de suas
virtudes, que so parte de um lado esquecido por ns mesmos.
A aparncia o que mais assemelha s diferentes raas, ainda
sendo to dispares fisicamente. No caia na falcia de definir a raa
apenas pela cor de pele ou da textura do cabelo. As verdadeiras
diferenas radicam na psique e no esprito. Quem pretende negar as
evidncias naturais, fomentando o dio racial, esconde na realidade
o desejo de incitar a luta social para dominar-nos melhor.
O mestio a conseqncia de forar a natureza a uma mistura
entre seres naturalmente diferentes, que o j so culturalmente. Mas
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no despreze nenhuma pessoa por ser mestia, pois sobre esta
circunstncia se encontra sempre o humano.
A Histria nos mostra que a mestiagem forada e em grande
escala leva irremediavelmente ao caos social e a decadncia das
culturas. Oponha-se mestiagem planificada, que leva
irremediavelmente a desapario das civilizaes.
A existncia de todas as raas, no apenas da sua, vontade
divina. Apenas a mestiagem e o dio racial promovido pelo Sistema
so produtos da distorcida vontade humana.
Despreze as formas degeneradas de sexualidade. So
perverses do corpo e da alma fruto do hedonismo materialista.
margem dos irreparveis danos que produzem ao esprito, a
natureza destina, a quem as pratica, a doena e a extino sem
procriao.
Proteja sua descendncia. Vale mais renunciar a ela que gerar
seres degenerados. Fazer sofrer a inocentes, perpetuando neles sua
desgraa por mero prazer pessoal, no nobre e implica uma
tremenda irresponsabilidade.
Pratique esportes. No tema o esforo fsico. Ele o levar a
conseguir um corpo sadio e um esprito duro, a ver a vida com
otimismo e confiana em si mesmo e a educar sua vontade.
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Cuide de seu corpo. Tenha em conta que ele o escudo do seu
esprito. Um escudo fraco poder se quebrar no meio de um combate
e o deixar sem proteo. Um escudo forte pode ser sua melhor arma
em momentos difceis.
Voc deve repudiar o racismo negativo, mas tambm o anti-
racismo que pretende atribuir diferenas raciais a coincidncias e
reduzi-las a nada, destruindo a identidade dos povos.
Respeite a raa, a cultura e a identidade de todo povo. Ame o
seu.
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NAO
27
Foto por Revista Life
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Ame a sua nao. uma comunidade de homens unidos por
laos culturais e raciais, que lutam por objetivos comuns aos seus.
No se deixe influenciar pelas fronteiras artificiais. A nao
delimitada pela histria, cultura, tradio e raa. Elas so muito mais
do que linhas pintadas sobre um mapa ou meros acidentes
geogrficos.
Encontre em sua bandeira o smbolo da comunidade a que
pertence; um smbolo nascido desta, que rene todas as virtudes dos
homens que se submetem a ela.
A nao um conceito tnico mais antigo do que um conceito
legal. No se deixe enganar pelas idias falsamente igualitria, que
querem fazer de todos ns cidados do mundo, e de cada humano
por mais estranho que lhe seja sua procedncia geogrfica, histrica,
cultural e racial um membro de sua prpria nao. A nao algo
muito mais complexo que meramente tnico.
O nacionalismo tem por meta a busca das leis de conservao
da prpria nao em harmonia com as outras naes. No um
objetivo definido e acabado, mas ajustvel ao contedo. O
importante no ser nacionalista em si, seno tanto quanto a ele
contribuir e permitir a conservao da raa e a elevao do esprito
dos povos.
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A diversidade dos povos do planeta forma parte da grande
riqueza da Criao e aqueles que querem destru-la, eliminando toda
cultura autctone, atentam contra a obra do Todo Poderoso.
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RELIGIO
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Pintura de Vsevolod Ivanov
32
Creia em Deus, criador de tudo. A teoria ignorante
materialista finaliza no grande absurdo de considerar o homem
apenas como matria e o supremo como um animal racional, surgido
ao acaso e sem esperana de vida futura, negando-lhe todo sentido
transcendente.
Deus no expira. O Esprito que se expressa tambm em
cada uma das raas, povos e culturas no expira. Enfrente os
valores eternos das modas passageiras, do ceticismo e do
materialismo.
Respeite todas as religies que estiverem baseadas no
princpio espiritual; despreze aquelas pseudo-religies em que Deus
um fim materialista. Estas, edificadas sobre princpios egostas e de
dio, conduzem a considerao do homem e do mundo desde um
ponto de vista exclusivamente materialista.
Com a f em Deus, a vida est cheia de sentido. Deste modo,
ela tem um futuro que est acima at da mesma morte corporal.
Pensamentos, sentimentos, planos e aes esto ento enfocados no
verdadeiro e ltimo fim do homem, que a vida depois da morte. E
assim aprendemos a ver os acontecimentos com uma perspectiva de
eternidade.
Falta reflexo. essa uma das razes pelas quais em nossa
sociedade h muitas pessoas angustiadas e vazias interiormente.
Deixamos-nos levar demais pelo barulho e pela ao.
33
No se preocupe tanto pelas coisas materiais e dedique mais
tempo s espirituais.
Apenas o oferecimento da prpria vida a Deus, com a morte
completa de si mesmo e das prprias razes, reconduziro
novamente os crentes unidade frente ao materialismo.
Assim como o sol, com sua luz, embelece e revela tudo quando
toca, do mesmo modo h uma luz uma graa que emana de Deus
e que tudo o embelece, o ilumina, o faz alegre.
Em tudo que voc fizer, pense se isso agrada a Deus, e sempre
acertars.
Renunciar a Deus significa auto destruir-se.
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ORAO
35
Pintura de Arthur Kampp
36
Se passar por um templo onde toca bela msica, pare e entre
para conversar com o Criador. Os seres humanos chamam a isso de
orao. Ainda que a igreja no seja um salo de concertos, a msica o
aproxima de Deus.
Pare para orar. Ns temos de parar para recuperar a alma.
Sempre que possa, mas ao menos uma vez por dia, pause suas aes
para falar com Deus. necessrio o silncio, sobretudo interior, a
paz da alma, certa capacidade de dominar a excessiva fantasia, certa
solido.
Perguntar-se se necessria a orao como perguntar-se se
preciso responder as palavras de quem nos amam.
A orao, o jejum com po e gua de vez em quando e
pequenos sacrifcios pessoais, como renunciar o tabaco, o lcool e
outros prazeres similares, o ajudar a conseguir um
desenvolvimento espiritual profundo e a paz anmica. Do mesmo
modo que no podemos desenvolver um corpo harmnico sem
exerccio fsico, nem melhorar nossa memria e capacidades
intelectuais sem exercitar a leitura e o estudo, to pouco podemos
obter um desenvolvimento interior sem exerccios espirituais
peridicos.
Todos ns sabemos orar, ainda que alguns creiam no saber.
Como todos ns sabemos respirar sem que nunca nos ensinassem a
faz-lo. Muitos males que nos afetam esto na falta de orao.
37
Caminha-se mais em pouco tempo de submisso a Maria, que
durante anos inteiros de iniciativas pessoais, apoiou-se apenas nas
prprias foras.
Quem ora, no teme o futuro. A orao faz com que se supere
o temor do futuro; no porque aliena ou distraia das preocupaes,
mas porque resolve radicalmente o problema de nossa existncia
submergindo-nos na Vida.
Orar no repetir frmulas, mas viver na presena de Deus,
aprender a apoiar seu projeto e logo sentir sua Vida pulsar em ns,
respirar sua eternidade.
Orando se entra em uma nova dimenso, desconhecida para o
mundo e para quem quer permanecer no mundo, mas
experimentada concretamente pelos pequenos e simples, pelas almas
que sabem e querem abandonar-se ao amor de Deus.
Reze como respira; faa-o com naturalidade e a todo
momento.
Se voc aproxima de Deus, Ele aproxima-se de si.
A orao a onipotncia do homem, porque a fraqueza de
Deus.
38
Deus o silncio, o barulho o diabo.
39
FAMLIA
40
Pintura de Erich Fraass
41
Respeite a famlia, pois a ela que deve sua existncia e
dentro dela onde aprendeu suas primeiras lies como homem.
Respeite tambm a autoridade de seus pais. Escute seus
conselhos, mantendo ao mesmo tempo suas convices.
Contribua ao seu matrimnio um esprito completo, puro.
No cabe amor espiritual em um esprito indigno ou fraco, porque
este incapaz de ser altrusta. Pense nos seus.
Eduque seu esprito no altrusmo, preparando-se para o dia
em que formar sua prpria famlia. Se nos preocupamos demais com
ns mesmos, no nos restar tempo para os demais.
Somente de uma unio total podem nascer seres completos,
equilibrados. A promiscuidade degenera os indivduos e os seus
descendentes.
Somente em um ambiente de total identificao espiritual
pode-se viver felizmente seu matrimnio. Se o amor guia seus atos,
jamais cometer erros que podem perturbar a felicidade de seu lar.
Do contrrio, seu destino ser sempre precrio, assim como o dos
que o rodeiam.
Eduque seus filhos conforme o natural. Ajude-os a
compreender a Natureza. Nela intuiro e aprendero a existncia de
42
um Criador, de uma vida espiritual e tambm o verdadeiro sentido
da vida e da beleza.
Seja sempre exemplo de comportamento para seus filhos.
Mantenha sempre seu esprito jovem, no deixando que envelhea e
se escurea. Somente com o exemplo de uma vida sadia e ativa voc
poder guiar seus prprios filhos. Seus filhos sero em parte como
voc seja.
Guie-os no desenvolvimento de sua personalidade, deixando
que deles parta a primeira iniciativa.
Lembre que seus filhos herdaro de si tanto o bom quanto o
mal. No lhes deixe uma herana negativa. No lhes obrigues a lutar
em inferioridade de condies.
Educar corretamente um filho somente possvel dando
exemplo. No se pode exigir algo que voc previamente no faa,
exigido a si mesmo.
43
TRADIO
44
Pintura de Richard Heymann
45
Ame a tradio. Ela a expresso do sentimento do povo, o
patrimnio espiritual de sua raa.
Aprenda a discernir o que verdadeira tradio dos hbitos
adquiridos em determinadas pocas e circunstncias, impostas por
outros povos alheios sua cultura, por ideologias nocivas ou fruto
de momentos de decadncia. No confunda tradio com costume.
Estude e conhea a histria de sua nao. Respeite seus mortos
e aprenda de seus feitos. Tome exemplo dos atos hericos e
aprendizado dos erros.
Estabelea sempre nos melhores. No faa caso da corrente
geral de vacuidade e falsidade. Aprenda o melhor daqueles que voc
sabe que so os melhores. Mas seja sempre voc mesmo, para poder
contribuir algum dia algo sinceramente seu.
Sem memria se perdem as razes; sem projeto, se perde a
iluso. De onde venho e para aonde me dirijo d o sentido a nossas
vidas. Por isso, importante que se respeite a tradio.
significativo, que essa poca exalta um suposto artista
porque expressa seu tempo, como se uma poca como tal tivesse
direitos sobre a verdade.
46
O homem um ser histrico, com uma viso estabelecida no
passado e outra dirigida no futuro. No temos aparecido de repente.
Somos um elo na corrente da estirpe.
No mundo, toda construo harmoniosa necessita
inevitavelmente uma espcie de perpetuao continua do fator de
lembrana. Por isso, h que se exercitar a memria histrica.
47
NATUREZA
48
Pintura de Willy Kriegel
49
Ame a Natureza. No veja nela apenas uma fonte de recursos
ou um instrumento para distrair seu cio. Lembre que todas as
criaturas so obras do Criador e voc uma delas.
Que no seja apenas a compaixo a que o leve a tratar bem os
animais. Por sua condio, sua obrigao dar-lhes amor e respeito.
Aprenda a apreciar o belo. A contemplao da Natureza o
ajudar nisso. Somente quando nos mais insignificantes detalhes da
Natureza encontrar beleza, somente quando compreender a infinita
perfeio do menor ser vivo, voc poder ser capaz de guiar seus
gostos por si mesmo.
Forme-se no natural. Siga os ensinamentos que a Natureza
dita e aplique-lhes a sua condio de Homem.
No se deixe influenciar pelas correntes que se opem a essas
idias, por mais fortes que elas sejam. A Natureza sempre tem razo,
pois segue, de modo inexorvel, os desgnios do Criador.
Leve uma vida saudvel. Esteja sempre em contato com a
Natureza. Saia montanha, ao mar, passeie pela floresta e desfrute
do riacho de gua cristalina e do ar fresco. Aproveite os estupendos
benefcios que a Natureza lhe brinda.
A caa, a pesca ou qualquer outra atividade anloga como as
corridas de touro, so um absurdo quando no esto justificadas
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pela prpria subsistncia; um indigno atentado contra a perfeio da
vida e harmonia universal.
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TRABALHO
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Pintura de Hans Schmitz-Wiedenbruck
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Ame o trabalho e empenhe-se nele. No seja um empecilho
para sua nao. No dependa do que faam os outros. Cumpra com
sua obrigao e procure dar exemplo a quem no o faz.
O trabalho criador fruto do esprito, porque a expresso
artstica do trabalhador. Qualquer trabalho realizado com capricho e
dedicao uma obra de arte.
Trabalhar cultivar o esprito. Um povo trabalhador no
apenas fortalece sua economia, mas consolida sua essncia.
No existem trabalhos dignos e indignos, mas trabalhadores
bons e maus. As classes baseadas no rendimento econmico dos
empregos so artifcios polticos, injustas e contrrias natureza
humana. As nicas classes que podem existir so as dos que
trabalham e as dos que no trabalham, com as mos ou o intelecto.
As nicas riquezas esto na natureza e no trabalho, enorme e
potente fora de transformao e criao. O interesse do dinheiro e a
especulao na bolsa so formas fictcias e indignas de se criar
riqueza, prprias de indivduos incapazes de realizar um trabalho
criador, alm de ser nocivas para o conjunto da nao.
Uma posio social mais ou menos favorvel, ou um trabalho
mais ou menos remunerado, no fazem de uma pessoa mais digna
ou indigna. A nica aristocracia a do esprito, no a do dinheiro.
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A vocao a garantia de um trabalho bem realizado. Siga
sempre sua vocao, prescindindo dos benefcios econmicos que
lhe podem trazer.
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ARTE
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Joseph Thorak, escultor
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Cuide de seu esprito, precisamente porque todo seu ser deve
formar uma harmonia. Pense que somente ele imortal e eterno. A
verdadeira arte um meio ideal para ele.
Conhea a expresso artstica de sua cultura. Aprenda a sentir
sua arte. As obras de arte so a sublimao do esprito de uma
civilizao, atravs dos seus gnios.
Nunca esquea a diferena que existe entre o verdadeiramente
artstico e o meramente esttico. A arte inunda o esprito, penetra at
o mais profundo de nosso ser. O meramente esttico fica nos
sentidos, agradando a estes, mas sem contribuir o desenvolvimento
de seu esprito.
A arte uma salvao ntima. Poesia, pintura, escultura,
msica, literatura, etc, nos ajudam a evadir-nos do banal e a elevar-
nos, criando o grande ao invs de viver apenas sofrendo o pequeno.
A arte um sentimento. Mas para poder express-lo preciso
capacidade e dedicao, dando por sensato a vocao.
No permita que lhe obriguem a aplaudir como arte o que no
mais do que uma palhaada. Existem muitos artistas que se negam
a aprender a falar e ento s gaguejam. Com ele escondem, na
realidade, sua falta de sensibilidade, capacidade e vocao. E isso
no honesto.
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No desperdice seu tempo. Ocupe-o em formar-se. No se
deixe levar pela corrente dominante que pretende fazer do homem
um ser ignorante, materialista, sem valores superiores. Sua formao
sua principal arma contra o Sistema. Consiga superar o desleixo e
empreender uma vida ativa.
As obras de arte no precisam ser explicadas. O artista no
diferente dos demais, exceto por possuir uma sensibilidade, um
conhecimento e uma tcnica especfica.
Ame a beleza. No nobre odi-la apenas porque no se
possui ou ainda no se tem cultivada a capacidade para admir-la.
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DISCIPLINA
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Foto por Revista Life
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Aceite a disciplina e a autoridade. O caos e a anarquia
enfraquecem o esprito, pois lhe privam do esforo necessrio para a
luta, tanto em comunidade como na individualidade.
Respeite a autoridade de seus chefes e tenha confiana em
suas decises, ainda que no as entenda. Isso que seus inimigos
chamam depreciativamente fanatismo uma virtude que apenas
possuem as almas nobres.
Aceitar uma ordem que no se entende no negar a prpria
personalidade, mas aceitar uma capacidade de deciso superior em
quem d a ordem.
Respeite o Estado justo. O Estado a representao do povo,
pelo que exige sua submisso e sua confiana. Um Estado que no
cumpre essa condio, no merece ser denominado como tal e a ele
nada lhe sujeita.
Atenda aos maiores. Sua idade lhes faz credores de seu
respeito.
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ORDEM
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Foto por Revista Life
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Coloque ordem em sua vida. Aprenda a estar organizado e
sempre tente fazer um programa detalhado do dia posterior.
possvel que no o cumpra totalmente, mas o simples fato de t-lo
escrito o ajudar.
Guarde-se de cometer estas calamidades: pressa e indeciso.
Levante-se cedo pela manh so as melhores horas do dia. E ao
anoitecer, reserve alguns minutos para meditar e tomar suas
decises. Se desligar a televiso, lhe sobrar tempo por todos os
lados!
Imponha umas horas de trabalho, outras de exerccio fsico e
esporte, outras de descanso, boa msica e orao. Dedique ao menos
dez minutos de seu tempo dirio a uma boa leitura. Lembre que se o
alimento necessrio para a vida do corpo, tambm a boa leitura o
para a vida espiritual.
Mas no caia com o tempo no erro de mudar a ordem em um
fim em si mesmo ao invez de um caminho para viver mais prximo
da perfeio. No se esquea que comer e dormir a certas horas no
o fim da vida, mas um meio de orden-la. Se entregue por inteiro a
uma idia quando lhe for preciso, a uma conquista, a uma luta e a
tudo aquilo que lhe faa melhor e mais livre.
Aprenda a obedecer e um dia, quando tenha a capacidade
para isso, ser digno de poder mandar.
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Marque princpios na vida. E, no essencial, no os abandone
nunca. Com o tempo, o mundo lhe oferecer bens e prazeres que
podero conquist-lo, inclusive de forma justificada, mas que
comearo a desfazer lentamente a integra e aguada vontade do
jovem idealista de um princpio.
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CAMARADAGEM
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Pintura de Lothar Sperl
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Respeite seus camaradas. Seja para eles seu melhor amigo.
No deixe que elementos estranhos os separem.
Confie na palavra de seu camarada. A nobreza o obriga a dizer
a verdade. Faa com que tambm ele possa confiar em si.
Fuja dos boatos; o recurso do covarde. Apenas um
enfrentamento nobre pode resolver qualquer dvida. Fale
francamente diante das pessoas, evitando feri-las.
Ajude seus camaradas. Sempre os coloque por primeiro. O
egosmo acarreta a desunio e a runa. Pense neles e em suas
necessidades como o fazem para si mesmo.
Uma palavra amvel custa pouco, menos do que uma que no
seja. A amabilidade um dom precioso que enobrece tanto ao que
recebe quanto ao que d.
Mantenha sempre seus princpios, mas aceite a opinio dos
demais e seja flexvel no secundrio. Se aprender a compreender,
ser compreendido. Seus princpios se valem por si mesmos.
Seja severo consigo mesmo e prtico para com os demais.
Aceite os homens como so. No existem outros. Aprenda a
aceitar-se como e a aceitar aos demais.
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certo que quanto mais um homem se entrega aos demais e
menos pensa em si prprio, mais pensa na perfeio e em todos os
benefcios de Deus.
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VONTADE
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Foto por Leni Riefenstahl
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Exercite sua vontade, ponha-a prova, escolha sempre a parte
mais dura, a mais difcil, a mais arriscada. Quem no se arrisca, no
se impe. Assim forjars um corpo forte e uma vontade
inquebrantvel.
Sempre adiante. Caminhe sem parar. No deixe que seu
esprito se apague diante de uma derrota.
A vida uma luta contnua que tem sentido se a consagras a
fazer o bem, defender a beleza e proclamar a verdade, sem pensar
demais nas conseqncias. Tire foras da fraqueza e limpe o rosto de
novo. A vitria chegar com toda segurana.
Gula, preguia e luxria destroam o melhor lutador. Seja
sempre austero no comer, no beber e em sua forma de viver.
Voc deve combater o Sistema, o vcio e a corrupo
dominantes. Por isso, importante que voc tenha coragem e se
fortalea contra as armadilhas que o mundo materialista lhe
apresentar.
Voc deve praticar esportes, ser forte, fazer de seu corpo um
carvalho e ao mesmo tempo um instrumento belo e flexvel, tendente
perfeio e ao servio de sua alma.
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Um aspecto nobre e sadio lhe abrir portas, e alm de fazer a
vida mais agradvel a quem o cerca, aportar-lhe- confiana em si
mesmo.
Ante a publicidade espantosa, lembre-se diariamente: quantas
coisas existem que eu no preciso!
Ainda que a perfeio completa nunca seja possvel, tender a
ela um bom caminho.
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GUERRA E PAZ
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Deseje sempre a paz como o melhor dos bens e no hesite em
utilizar a fora, se for preciso, para consegui-la. A maior fraqueza
dos bons estava em acreditar que os maus j no existem.
Busque sempre uma paz justa. Um estado de justia um
estado de luta.
A guerra terrvel, mas necessria quando atravs ela se
conseguem fins justos que por outra via no seria possvel alcanar.
o ltimo recurso de um povo, quando este no livre. Se chegar o
caso, no a evite. Lute pensando no seu povo.
Seja nobre na luta. esta uma virtude que define a sua raa e
que deve prevalecer em todo o momento. Se voc atuar assim, at a
derrota ser uma vitria para si.
Seja sempre fiel. A fidelidade acrescenta enormemente o valor
de sua pessoa, enobrece seu carter, serve de exemplo aos demais e o
manter sempre no caminho correto.
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CANTAR
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Desenho de Georg Sluytermann von Langeweyde
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Para poder cantar, necessrio um estado de nimo especial,
uma harmonia em nossa alma.
No pode cantar aquele que pretende roubar, e tampouco
pode faz-lo quem pretende cometer uma injustia e que tenha a
alma enrubescida pelas paixes e pelo dio ou se encontra carente de
f.
Se voc no pode cantar, esteja seguros de que uma doena o
corri, no fundo de seu esprito, ou que a pureza de sua alma est se
perdendo, preocupada em excesso pelos bens terrenos e as
possesses e negcios do mundo.
Se voc no pode purificar, retire-se e deixe seu posto a quem
possa cantar.
No nos desprendamos, ento, da arte e faamos soar nos
campos, nos bosques, nas cidades, nos subrbios, nas salas de
trabalho, nas cidades e nas famlias as msicas populares nacionais,
polticas, tradicionais ou religiosas compostas para o povo e
cantadas por todos, fundidos em um sentimento comum admirvel e
sublime.
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SER BONS
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Pintura de Caspar David Friedrich
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Sejam homens bons: este o ltimo ensinamento que com
avassaladora simplicidade lembra Cervantes em Dom Quixote em
sua poca, que como a nossa, j no podia ser salva com nenhum
herosmo como o seu.
Os maestros espirituais costumam recomendar que no haja
meio mais eficaz para fazer-se bom do que fazer o bem.
Apenas uma coisa conta: ter uma vida til; perfilar a alma;
estar prximo dela, instante por instante; vigiar suas fraquezas e
exaltar seus impulsos; servir aos demais; derramar nossa volta a
felicidade e a ternura; oferecer o brao ao prximo para elevar-nos
todos, ajudando-nos uns aos outros.
O dinheiro, as honras ganhadas fora de envilecer-se, o
combate para conseguir uma felicidade terrena, que se desvanece
entre seus dedos e que se escapa para sempre, fazem com que o
rebanho humano se converta em uma horda pululante, que se agita e
corre aqui e acol, tropeando e destroando-se, em busca de uma
liberao que nunca se encontra.
E todos, todos voltam o rosto ante os bens, propcios a todos,
da moral universal e da eternidade espiritual... Por isso, o pecado
nos faz sofrer at o fim da vida. Com o primeiro pecado aprendemos
que j no amaremos, nunca mais, como devamos ter podido amar.
E isso o que faz com que o arrependimento seja perdido; porque
no tem soluo.
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Os Santos nos ensinam que a perfeio est ao alcance de
qualquer um. Eles foram tambm homens simples, mulheres
simples, cheios de fraquezas e, com freqncia, de culpas. Mas
haviam aprendido sofrer. Haviam se levantado depois de cada
queda, decididos a estar mais alerta que antes, mais alerta quanto
mais fracos se sentiram.
Cedo ou tarde, a vida apenas vale a pena se no instante de
entreg-la, no tenhamos vergonha dela.
Uma confiana viva, inocente e simples em Deus realiza a
tudo; tudo o faz orgnico.
Algumas pessoas no acreditam porque no querem ampliar
seu pensamento.
to racional para um crente admitir os milagres, como para
um ateu no admiti-las.
Apenas existe uma razo inteligente pela que no possa
acreditar-se nos milagres, e esta acreditar no materialismo. A maior
parte das dvidas a esse respeito se assenta em detalhes.
A publicidade nos fala de um automvel que nos dar a
felicidade, de uma marca de champanhe exclusiva, como se tratasse
das coisas mais importantes e indispensveis. Em troca, falar de
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outras coisas, que de fato so indispensveis para todos como a
alma, o sentido da vida, a redeno algo que aqui as pessoas no
se atrevem a fazer em pblico, e at os padres se envergonham. Este
realmente um mundo pervertido e desajustado!
O jornalismo comercial o jornalismo do poder quando se
esquece das coisas importantes e nos esmagam com o
sensacionalismo, o passageiro e o srdido.
As pequenas coisas que fazem a vida encantadora, as notcias
que podem alegrar o corao e at as notcias realmente importantes,
como seria se a Me de Deus trouxesse uma nova mensagem ao
mundo, por exemplo, so silenciadas dissipadamente.
Os romnticos pensavam, com razo, que a religio a raiz do
ser humano. Sem ela, o homem seria superficial.
A suprema sabedoria consiste em aspirar ao reino dos cus
por meio do desapego do mundo.
Reflita cada dia sobre a vida e a morte e pense um pouco na
transitoriedade da vida terrena.
Do que lhe serve ansiar por ter mais, se isso ser, em sua
morte, apenas o que o fiscal que lhe acusar?
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D graas pela vida terrestre, e tambm pela vida futura, longe
da terra.
Preocupe-se com seu corpo, mas no tanto quanto com sua
alma.
Seja cavalheiro. Entre as virtudes do mesmo se encontram um
novo esprito do amor cavalheiresco e uma sincera e entusiasta
homenagem autntica feminilidade e maternidade, alcanando
assim a mais alta sensibilidade humana, ao deixar decifrar em todos
os coraes o segredo do amor puro.
No prejudique nenhuma mulher. E pense que sua me
tambm foi uma garota jovem.
Seja um apoio de sua me e de seu pai e honre-os enquanto
vivem.
Mergulhe na certeza de encontrar no outro lado das portas da
morte a todos os seres que tem amado e perdido momentaneamente.
A salvao do mundo est na vontade das almas que tem f.
Pratique o que pensa. So Joo da Cruz, por exemplo, no era
santo pelo que escrevia, mas porque praticava o que escrevia.
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No faa grande caso de que algum esteja por voc ou contra;
mas o faa pela maneira que Deus esteja contigo em tudo o que se
faa.
Permanea fiel religio de seus pais e despreze a bizantinice
teolgica2.
No abandone o mundo sem ter deixado registro, de alguma
forma, de seu amor e respeito pelo fundador do Cristianismo.
Seja fiel ao princpio de que o que no deseja contentar aos
homens, nem teme desagradar-lhes, gozar de muita paz.
Em um momento em que o Ocidente busca refgio no
materialismo, na reencarnao, no orientalismo, na magia, no
esoterismo, no horscopo, na cientologia, no extraterrestre, na
ufologia, nas seitas, no ocultismo e nos tantos outros pseudo-
intelectuais e pseudo-espirituais mais, temos de dizer o que
pensamos e sentimos com mais razo.
No livre quem queira fazer o que deseja, mas quem pode
querer o que tem de fazer.
O ser-humano se sente absorvido e ameaado pela grande
metrpole, o progresso meramente tcnico e a indstria do consumo
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Nota do tradutor: essa tendncia a discusso ftil, maneira dos Bizantinos, que eram apaixonados por
debates teolgicos.
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de massas. Por isso, h que devolver para a juventude a natureza e
tir-la do hedonismo das cidades em crescimento constante,
mostrando-lhe o sublime da arte e aproximando-a novamente de
Deus.
Os povos intimamente ligados aos bosques e a natureza desde
tempo imemorial, encontram a Divindade, de forma quase
inexorvel, mediante a observao e deleite da Criao.
Livre-se da ira, que apenas satisfaz sua prpria paixo, porque
ela lhe rouba a paz e um grande obstculo para a alegria.
Se algum lhe faz algo mal, voc deve lhe responder fazendo
o bem, de modo que mediante sua atitude, sendo bom, voc pode
destruir a maldade dele. Esse o grande segredo, mas tambm o
grande desafio de nossa f.
Deseje a paz aos homens de boa vontade, depois de pr em
evidncia aos homens de m vontade.
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EDITORA THULE
E
REVISTA CULTURAL THOLF:
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