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Aula 05 Bombas 1

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Bombas

OPERAES UNITRIAS I O que uma bomba???


Transferncia de quantidade de movimento Mquina geratriz
Energia de Presso
Trabalho
Aula 5 Mecnico
Energia Cintica

Bombas Bomba Fluido


Transporte de lquidos
deslocamento dos lquidos por escoamento

Classificao das Bombas Bombas de Deslocamento


Positivo
Modo como o trabalho mecnico transformado em energia Impelem uma quantidade definida de fluido independente da
Modo como a energia transmitida ao fluido presso na sada da bomba
rgo propulsor que transmite energia de presso ao fluido
Bomba de deslocamento positivo provocando o escoamento
Alternativa Uma ou duas cmaras
Rotativa Fluido passa pela cmara e impulsionado para fora
Bomba centrfuga

Bombas de Deslocamento Bombas de Deslocamento


Positivo - Alternativas Positivo - Rotativas
Pisto ou mbolo Um motor
Palhetas

Diafragma Peristltica

Parafuso

1
Bombas de Deslocamento Bombas Centrfugas
Positivo Rotativas
rgo rotatrio com ps que acelera o lquido
Mltiplos motores
Construo simples
Engrenagens
Baixo custo
Presso uniforme na descarga
Lbulos
Sem vlvulas
Presena de slidos no lquido
Parafusos

Bombas Centrfugas Bombas Sanitrias


Desvantagens Projetadas para manipular alimentos
No opera em altas presses Resistentes corroso
Desmontveis para limpeza
Incorporao de ar causa problemas (Escorva) Evitar a formao de espuma
Sistema de lubrificao adequado
Eficincia diminui com lquidos viscosos Minimizao do atrito (incorporao de metal)
Desenho para evitar o acmulo

Bombas Sanitrias Seleo de Bombas


Projetadas para manipular alimentos Requisitos operacionais do sistema
Resistentes corroso Tipo de fluido
Desmontveis para limpeza Temperatura
Evitar a formao de espuma Viscosidade
Sistema de lubrificao adequado Densidade
Minimizao do atrito (incorporao de metal) Cargas de suco e recalque
Desenho para evitar o acmulo Faixa de presso
Vedao perfeita (gaxetas) Vazo volumtrica

2
Seleo de Bombas Seleo de Bombas
Bombas centrfugas Bombas alternativas de pisto

Ampla faixa de vazes (at 3 x 104 L/min) Fluidos clarificados e limpos (no abrasivos)

Fluidos com ou sem slidos Altas presses

Baixa viscosidade (< 500 centiStokes) Baixas vazes

Aplicao: Bombeamento de gua para Aplicao: Bomba dosadora, Indstria


estao de tratamento farmacutica

Seleo de Bombas Seleo de Bombas

Bombas de diafragma Bombas rotativas

Fluidos corrosivos Fluidos viscosos

Altas presses No abrasivos

Baixas vazes Aplicao: sucos concentrados, chocolate,


geleia, leos, melao, indstria de alimentos
Aplicao: Solues alcalinas, polpas, etc.

Trabalho da bomba: Curva Caracterstica


Capacidade da Bomba
Altura desenvolvida pela bomba:
Trabalho por unidade de peso do fluido, que a bomba fornece ao W& (P P1 )
H= = 2
fluido que escoa numa determinada vazo. g g
Calculada pelo balano de energia mecnica aplicado entre a A altura total desenvolvida pela bomba proporcional diferena de
suco e o recalque da bomba: presso entre a boca de recalque e a boca de suco
Determinada experimentalmente pelos fabricantes e fornecida em
(1) (2) catlogos como curva caracterstica da bomba
2 2

H=
W& (h + he + ha ) + (P2 P1) + v2 v1 + (z z )
= l
A vazo volumtrica de trabalho de uma bomba denominada de
2 1
g g g 2g capacidade da bomba em m3 /h
H = Altura desenvolvida pela bomba
& = Trabalho por unidade de massa fornecido pela bomba
W

3
Altura de Projeto do
Curva de altura de projeto
do sistema de escoamento
Sistema
Altura de projeto do sistema
Trabalho por unidade de peso do fluido, que efetivamente chega ao
Curva caracterstica fluido
da bomba Necessria para se obter a vazo desejada
1 2

2 2

W& (hl + he + ha ) (P2 P1 ) v 2 v1
H= = + + + (z2 z1 )
g g g 2g

Vazo desejada

Altura de Projeto do Altura de Projeto do


Sistema Sistema
Relao entre altura de projeto e vazo Sistema com acrscimo de energia potencial
2
Sistema s com perdas por atrito
1 2 W& L v2 W& L v2
H proj = =f Hproj = =f + z
g D 2g 1 g D 2g

HProj Q 4Q
v = =
A D 2
2
HProj 2
v 2 16 Q W& L 2 2Q
= H proj = =f 2 + z
2 2 D 2 g D g D
2
W& L 2 2Q
Hproj = =f
Q g D g D 2

Altura de Projeto do
Sistema
Sistema com decrscimo de energia potencial
1
2
W& L 2 2Q
H proj = =f 2 + z
g D g D

2 A ao da gravidade, sem a ajuda da


HProj bomba, fornece uma vazo Q0
Para obter Q > Q0 a bomba deve
fornecer o trabalho adicional requerido
Suco Positiva Suco Negativa
Para obter Q < Q0 deve-se extrair (afogada)

Q trabalho do sistema
Q0

4
Potncia til e potncia do Potncia til e potncia do
eixo: Eficincia eixo: Eficincia
Define-se como potncia til, a potncia fornecida ao fluido
na vazo mssica desejada: Relao entre a energia ou trabalho til produzido por um
sistema e o trabalho consumido por ele chamado eficincia:
Potncia til = W& u = m & W& s = QW& s
& gH = m

Potncia fornecida pelo motor (no eixo ( W& ) ou no freio) > W&
e Eficincia = = & u
potncia til transmitida ao fluido We
Perdas por atrito nos diversos componentes das bombas,
fugas internas de lquido da zona de alta presso de baixa,
etc.

Potncia til e potncia do


eixo: Eficincia II.Bombas rotativas
(a) Eficincia da bomba ou eficincia mecnica
No caso das bombas tem-se vrios tipos de eficincia: (b) Eficincia do redutor
(c) Eficincia eltrica
(d) Eficincia global
I.Bombas centrfugas (e) Eficincia volumtrica

(a)Eficincia da bomba ou eficincia mecnica


III.Bombas alternativas
(b) Eficincia eltrica
(a) Eficincia da bomba ou eficincia mecnica
(c) Eficincia global
(b) Eficincia eltrica
(c) Eficincia global
(d) Eficincia volumtrica

Determinao das eficincias:


volume descarregado
Eficincia volumtrica:v =
W& el W& e W& u volume succionado
Motor Fluido
Bomba pressurizado
eltrico
Potncia
Potncia Potncia
As eficincias dos motores eltricos so altas, geralmente em torno de
eltrica 95%
no eixo til

W& As eficincias volumtricas para as bombas de deslocamento positivo


Eficincia da bomba ou mecnica: mec = & u variam entre 90 e 100%
W e
& A eficincia mecnica das bombas de deslocamento positivo varia de
W QH
Eficincia eltrica: el = e &
W el = 40 a 50% em bombas pequenas e de 70 a 90% em bombas maiores
W& 75mec
el As bombas centrfugas apresentam uma eficincia mecnica entre 30 e
& 50% para fluidos de processo e de at 75% para gua
Eficincia global: = . = Wu
g mec el &
W el

5
Altura de suco Cavitao
Disponvel (NPSH)
NPSH Net Positive Suction Head Numa determinada presso de vcuo, dependendo da temperatura e
Condies que permitam boa aspirao do lquido volatilidade do lquido pode ocorrer a ebulio

Energia que o fluido tem ao entrar na bomba e atingir a p Bolhas de vapor que viajam da zona de baixa presso na bomba
do rotor (suco) at a zona de alta presso (sada do impulsor)

Limite de presso de vcuo que pode se atingir na suco Neste ponto colapsam, produzindo fortes correntes de lquido que
de uma bomba provocam eroso nas partes metlicas da bomba
Caso a bomba trabalhe abaixo desse limite, ocorrer um Durante a cavitao gasta-se energia para acelerar o fluido, o que resulta
fenmeno denominado CAVITAO em uma perda de eficincia da bomba

Altura de suco Altura de suco


Disponvel (NPSH) Disponvel (NPSH)

NPSH =
(Psuc Pv ) + vsuc 2 NPSH disponvel para o sistema ser:

g g 2

Em que: 1
Psuc= presso absoluta na suco
Pv= presso de vapor do lquido temperatura de suco
NPSH =
(Psuc Pv ) + vsuc 2
vsuc= velocidade na suco
g g
= fator de correo de energia cintica

Altura de suco Altura de suco


Disponvel (NPSH) Disponvel (NPSH)
(P1 Pv ) (z E f
NPSHsistema = 2 z1 ) NPSH de um sistema decresce com:
g g
Abaixo de um certo valor de NPSH a bomba comea a cavitar a altura a que se deve elevar o fluido
O valor de NPSH requerido pela bomba, em funo da vazo fornecido com o aumento da presso de vapor no equilbrio
pelo fabricante em funo da vazo (temperatura)
NPSH disponvel no sistema NPSH requerido pela bomba - Cavitao com o aumento das perdas por atrito na tubulao
O sistema deve operar a uma altura de suco disponvel maior que a
requerida pela bomba A altura de lquido que uma bomba pode sugar em um
determinado sistema sem que haja cavitao fixada
NPSH disponvel no sistema > NPSH requerido pela bomba pelo NPSH requerido

6
Exemplo Exerccio
JRC JRC
2 2

1m 1m
JRC JRC

1 JRC 1 JRC
3m 3m
JRC JRC
1m JRC 1m JRC
v v
1m 1m
VG 1/1 6m VG 1/1 6m
5m 5m
Dados: gua 60 C tubulao ferro galvanizado Dados: gua 25 C tubulao ferro galvanizado
suco = dimetro da suco = 1 1/2 Sch 40 suco = dimetro da suco = 1 1/2 Sch 40

JRC JRC Vazo = 1,5 L/s JRC JRC Vazo = 1,5 L/s
NPSH requerido = 3 m NPSH requerido = 3 m

2m P atm = 710 mmHg 2m P atm = 710 mmHg


Ocorrer cavitao? Ocorrer cavitao?

Sistemas em srie
Curvas caractersticas de
uma bomba centrfuga. Conexo de vrias bombas sucessivamente em linha
Fornecimento de alturas maiores do que forneceriam
individualmente
Operam mesma vazo
A altura fornecida = soma das alturas desenvolvidas por
cada bomba
Curvas caractersticas da instalao em srie so obtidas
pela adio das alturas de cada bomba para uma
determinada vazo de processo

HA+ HB
Sistema em paralelo
HB Instalao em srie A+B A adio de duas ou mais bombas em paralelo til nos sistemas
em que se requer vazes variveis
HA B
As bombas ajustam suas vazes de tal maneira que mantm
A constante as diferenas de presso entre os pontos 1 e 2
Q
Para uma determinada vazo de trabalho tem-se: As bombas devem fornecer alturas praticamente iguais
Hsrie= HA + HB As curvas caractersticas de um sistema em paralelo so obtidas
adicionando as vazes das bombas para cada altura
A eficincia do sistema em srie pode calcular-se como:
Para uma mesma altura desenvolvida pela bomba:
QgH srie
=
mec &
W +W &
e1 e2 Qparalelo = Q A + QB

&
Em que W &
e1 e We2 so as potncias no eixo gastas nas
bombas A e B respectivamente

7
A eficincia do sistema em srie pode calcular-se como:
Influncia da viscosidade
Qparalelo gH
= As curvas caractersticas de uma bomba centrfuga so obtidas para
mec W& +W&
e1 e2 gua a temperatura ambiente (20 25 C)

Em que W& & O desempenho da bomba muda com as caractersticas do fluido


e1 e We2 so as potncias no eixo gastas nas
bombas A e B respectivamente bombeado
Para um fluido mais viscoso:
Instalao em paralelo (1) a bomba desenvolver menor altura
HB (2) a capacidade ser reduzida
HA
B (3) a potncia requerida no eixo aumentar
A
Q
QA QB

Influncia da viscosidade
Os dados de entrada so
As curvas caractersticas para fluidos de viscosidade superior ou altura de projeto (head),
vazo volumtrica e
inferior da gua pode ser obtida a partir das curvas para gua viscosidade cinemtica. Os
parmetros de correo so:
Grfico pg. 82 da apostila CE: Fator de correo da
eficincia
Vlido para bombas centrfugas convencionais CQ: Fator de correo da
vazo
Fluidos Newtonianos CH: Fator de correo da
altura de projeto

Exemplo
QV
Selecionar uma bomba para elevar leo (Viscosidade = 1.000 SSU, Qw =
CQ
peso especfico (g) = 0,90) a uma vazo de 750 gpm a uma altura de
HV
Hw =
100 ft. 1000 SSU CH
100 ft

= V
w CQ

750 gpm

8
Bombas de deslocamento positivo A tabela mostra a reduo de velocidade aconselhada pelo fornecedor

Influncia da viscosidade Reduo de velocidade de bombas rotativas com


a viscosidade cinemtica
O desempenho das bombas de deslocamento positivo fortemente
Viscosidade cinemtica (cSt) % reduo da velocidade de
influenciado pela viscosidade rotao
As bombas rotativas so usadas para fluidos de mdia e alta viscosidade 133 2

A capacidade de suco destas bombas pequena 178 6


222 10
Lquidos muito viscosos podem limitar a capacidade da bomba a altas
444 14
velocidades
1.333 30
O lquido no flui suficientemente rpido para encher a carcaa da 2.222 50
bomba totalmente
4.444 55
As bombas trabalham muito abaixo da sua capacidade volumtrica 6.667 57
8.889 60

Uma bomba trabalha a 800 rpm, bombeando o fluido de calibrao

Se for utilizada no transporte de um lquido de 2.222 cSt a velocidade de


rotao dever ser modificada para 400 rpm

O aumento da viscosidade do lquido causa:

 Aumento do consumo de potncia

 Diminuio da eficincia da bomba

De maneira semelhante ao que ocorre com as bombas centrfugas

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