0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 677 visualizações104 páginasProcessos de Corte e Desbaste PDF
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PROCESSOS DE CORTE
E DESBASTE
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Processos de Corte e Desbaste
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Processos de Corte e DesbasteACEPRA
INDICE
DOCUMENTOS DE ENTRADA
OBJECTIVOS GERAIS.
OBJECTIVOS ESPECIFICOS.
PRE - REQUISITOS.
CORPO DO MODULO
0 - INTRODUGAO
1- SERRAGEM.. esse seed
4.1 SERRAGEM MANUAL 12
1.1.1 FOLHA DE SERROTE re)
1.1.2- METODO OPERACIONAL DE UMA SERRAGEM MANUAL, 16
1.2 SERRAGEM MECANICA, 19
1.2.1 SERROTE MECANICO. 19
1.2.2- SERRA CIRCULAR 113
2- PROCESSOS DE CORTE E DESBASTE POR ACGAO ABRASIVA......2.1
2.1 —ABRASIVOS INDUSTRIAIS E SUA UTILIZAGAO. 24
2.1.1 - CLASSIFICAGAO DE ABRASIVOS 22
2:12 - PROPRIEDADES DOS ABRASIVOS 22
2.2 - GRAOS ABRASIVOS EM ESTADO AGLOMERADO 24
2.2.1- MOS OU REBOLOS 24
2.2.2. CARACTERISTICAS DAS MOS 26
2.2.3- DIMENSOES E CLASSIFICAGAO DE UMA MO. ait
2.2.4- FORMATO DAS MOS 212
2.2.5 -ESCOLHADAS MOS 213
2.2.8 - MANEJO E COLOCAGAO DAS MOS. 218
2.2.7 - REGENERAGAO DE UMA MO 247
2.2.8 - OUTRAS FORMAS DE MOS 219
Processos de Corte e DesbasteACEPRA
2.3 ~ GRAOS ABRASIVOS EM REVESTIMENTO. 221
2.3.1- UXAS 224
2.4 ~ PROCESSOS DE CORTE POR ACCAO ABRASIVA 2.25
2.4.1 - AMOLACAO OU ESMERILAGEM. 2.26
24.2- REBARBAGEM, 229
2.4.3- RECTIFICAGAO 231
2.4.4- LIKAGEM MECANICA 238
2.45- "HONING? 2.36
2.46- SUPERACABAMENTO 226
3- CORTE COM TESOURA. 3.1
3.1-TESOURA MANUAL a4
3.2~ TESOURA DE ALAVANCA, 36
4- CORTE TERMICO «ss rseesesesersenee ld
441- OXL-CORTE 4a
4.1.1 -PARAMETROS DE OXI-CORTE 43
4.1.2 DEFEITOS DE CORTE. 45
42 CORTE TERMICO DO PLASMA 26
5-LIMAGEM 5.1
5.1 -UIMAS. 52
52+ CABOS PARA LIMAS 57
5.3 ~ PROCEDIMENTOS OPERATIVOS NA LIMAGEM 59
BIBLIOGRAFIA.. soe soitnmnnseeis CA
DOCUMENTOS DE SAIDA
POS-TESTE
CORRIGENDA DO POS-TESTE.
ANEXOS:
Processos de Corte e Desbaste
indiceCO CERRA._ ae
EXERCICIOS PRATICOS...
GUIA DE AVALIACAO DOS EXERCICIOS PRATICOS..
AAQeerea |e
DOCUMENTOS
DE
ENTRADAAycerna | civ cai esses oats
OBJECTIVOS GERAIS E ESPECIFICOS
Depois de ter estudado este médulo, 0 formando deverd ser capaz de:
OBJECTIVOS GERAIS DO MODULO
OBJECTIVOS ESPECIFICOSPCEPRA = cvos erase specitens do Médulo|CEPRA Pré-Requisitos
COLECCAO FORMACAO MODULAR AUTOMOVEL
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OUTROS MODULOS A ESTUDAR
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Médulo em
ane PréRequisito
Processos de Corte e Desbaste E3Qeerea |e
CORPO
DO
MODULOFCEPRA Introduc&o
0 - INTRODUGAO
Durante a fabricagao de uma pega sao utlizados diversos processos para transformar 0
‘material em bruto na pega final que se pretende.
Pretende-se com este médulo fazer referéncia aos métodos de corte @ desbaste,
nomeadamente a serragem, 0 corte e desbaste por acco abrasiva, corte com tesoura,
corte térmico @ limagem, entre outras, que sao métodos utilizados na transformagao
atras referida, Sao também referenciadas as varias ferramentas que so utllzadas para
a realizagdo destes métodos,
A utilizagio dos varios métodos atras referidos permite dar a forma ao material em bru-
to, utiizando processos manuais ou mecanicos, até se obter a forma peca final.
Processos de Corte e Desbaste o4FCEPRA ‘Serragem
1-SERRAGEM
A serragem € uma operacdo que consiste no corte de pecas utilizando uma folha de
serrote montada num serrote.
Fig. 1.1 ~ Trabathos de serragem
© corte das pegas é provocado pelo arranque de aparas realizado pelos dentes das
folhas de serrote durante 0 curso activo do movimento de corte do serrote.
© curso activo do movimento de corte do serrote é o movimento que provoca o arranque
da apara, como mostra a fig.1.2.
Fig. 1.2 = Sentido do curso active do movimento de corte
A serragem pode ser manual, quando se utiliza serrotes manuals, ou pode ser mecanica
quando se utiliza serrotes mecdnicos ou serras circulares.
Processos de Corte e Desbaste 14FCEPRA ‘Serragem
1.1 - SERRAGEM MANUAL
Numa serragem manual ¢ utlizado uma folha ou lamina de serrote fixada numa armaco,
‘como mostra a fig.1.3.
a= Armagéio ou arco;
b- sistema de aperto;
sistema de fixagéo;
d= cabo;
@— folha ou lamina de serrote
Fig. 1.3 - Serrote manual
1.1.1. FOLHA DE SERROTE
A folha ou lamina de serrote so furadas em ambos os extremos para a sua fixagdo a armacaio
do serrote, como mostra a fig.1.4
AS sincnoepieinineninetnigintinineasinti eo
Fig. 1.4 Folha ou lémina de serrote
Ao serrar uma pega as aparas acumulam-se entre os varios dentes da folha de serrote.
Quanto mais maiores aparas se produzir durante a serragem, como 0 caso da serragem
de materiais macios como 0 aluminio ou 0 cobre, maiores tero que ser o espago entre os
dentes para poder alojar as aparas.
12 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Serragem.
‘Ao serrar materiis duros produzem-se aparas mais pequenas, logo 0 espago entre dentes
pode ser mais pequeno. Como 0 espaco entre dentes menor existe um maior niimero de
dentes por folha de serrote 0 que diminui o desgaste dos dentes da folha de serrote.
© espago entre dois dentes sucessivos de uma folha de serrote, como indica a fig.1.5, &
designado por passo.
Fig.1.5 ~ Passo (p) de uma folha de serrote
A folha de serrote a utilizar depende do material e das dimensées das pega a serrar, pois
para serrar materiais duros ¢ para rasgos curtos é utiizada uma folha de serrote com um
asso fino. Para materiais macios e para longos rasgos 6 utlizada uma folha de serrote com
um passo maior.
Para que a folha de serrote no fique presa no rasgo aberto pela mesma, a largura do rasgo
tera que ser superior a espessura da folha de serrote. Para isso os dentes da folna de
serrote s4o travados ou ondulados,
Nas folhas de dentes travados os dentes so inclinados alternadamente dente a dente, como
mostra a fig.1 6.
Fig. 1.6 Folha de serrote de dentes travados
Nas folhas de dentes ondulados os dentes so inclinados alternadamente em conjunto de
varios dentes, como mostra a fig.1.7.
Processos de Corte e Desbaste 13FCEPRA Serragem:
Bc a Se er os al
Frig.1.7 ~ Foina de serrote de dentes ondulados
As folhas de serrote podem também ser classificadas pelo numero de dentes por polegada
(25.4 mm) designado, em inglés, por “Pitch” ou entdo pelo nimero de dentes por centimetro,
Quanto maior for o “Pitch” (ntimero de dentes por polegada) menor seré o passo da folha de
serrote
TERIA DENTES DENTES
POLEGADA CENTIMETRO
[Aluminio em vardo 14 6
[Cantoneiras de grandes dimensdes 18 8
[Cantoneiras de pequenas dimens6es 24 10
Metal anti-tricgaio 4 6
[Latao em vardo até 25 mm 18 8
[Tubo de lato 24 10
Bronze em vardo até 25 mm 18 8
Ferro fundido até 25 mm 18 8
Peri Ur de grandes dinersBos 18 3
Perfil: U;L de pequenas dimensdes 24 10
bre até 25 mm 14 6
i508 gerais de corte 18 8
[Tubo de ferro 24 10
ondutas metalicas 24 10
hapa de ago acima do N° 18 24 10
hapa de ago abaixo do N° 18 32 12
Jagos de 6 a 25 mm 18 8
JAgos abaixo de 6 mm 24 10
[lubes de ago com expessura superior @ 7.29 2 10
[lubes de apo com espessura infevor @ 12 2 2
Tabela 1.1 ~ Escolha de uma fotha de serrote em fungdio do material a serrar
14 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA ‘Serragem
Durante a serragem dever de estar pelo menos trés dentes da folna de serrote em
simuttaneamente em contacto com a pega a serrar, como mostra a fig.1.8
3dentes
Fig.1.8 ~ Trés dentes da folha de sorrote simutaneamente em contacto @ pega a serrar
Para identificar uma folha de serrote 6 necessario saber 0 material de que é fabricada, o seu
‘comprimento, a sua largura, @ Sua espessura eo numero de dentes por polegada.
‘© comprimento de uma folha de um serrote é medido entre o centro dos furos utlizados para
1 fixagfo da folha.
A fixagéo de uma folha de serrote ¢ feta com os dentes virados no sentido de corte como
mostra a fig.1.9.
rm 0)
ae
NU? Cabo
Fig.1.9 ~ Sentido de fxagéo de uma folha de serrote manual
Um ciclo de corte na serragem manual é composto pelo movimento activo ou de corte que é
executado empurrando 0 serrote, sendo completado por movimento de recuo do serrote.
Para fixar a folha de serrote € necessario aplicar uma tens&o correcta, com o sistema de
aperto, como indica a fig.1.10, para que a mesma nao se desloque e nao se solte do sistema
de fixagao € de aperto,
Processos de Corte e Desbaste 15FCEPRA ‘Serragem
Fig, 1.10 — Aplicago de tensio numa folha de serrote
Se a tensdo aplicada na folha de serrote for insuficiente a mesma tende a desviar-se, pelo
contrério, se a tens&o aplicada for excessiva a folha tende a provocar a deformagao da
armagdo, existindo 0 risco de a folha partir.
1.4.2-METODO OPERACIONAL DE UMA SERRAGEM MANUAL,
Antes de iniciar uma serragem deve verificar se a folha de serrote colocada na armagao é a
correcta para a pega a serrar.
Deve verificar também se os dentes da folna de serrote esto voltados no sentido de corte e
se a tensdo da folha de serrote ¢ a correcta.
A fixagao da pega a cortar deve ser de maneira a que a pega ofereca o menor numero de
arestas vivas a passagem da folha de serrote, como mostram as seguintes figuras.
Fig. 1.11 — Fixagao de uma barra
16 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Serragem
_ i
\ > l 3
omy pease
Fig. 1.12 Fixagdio de um perfil T
+ —~
Ay ,
pesos vans
Fig. 1.13 - Fixagdio de um perfil U
a.
CRESS KES
Fig. 1.14 Fixagéo de uma cantoneira
Fig. 1.15 — Fixagdo de uma chapa
Processos de Corte e Desbaste 17FCEPRA ‘Serragem
Ao Iniciar o corte da pega deve-se utilizar movimentos curtos e leves e guiar a folha de serrote
com o polegar até que a folha fazer uma entrada na pega colocando a folha na posigao
indicada na fig.1.16.
re
Fig.1.16 ~ ColocagSo da felha de serrote ne inicio do corte
Depois de existir uma entrada na peca deve-se serrar com as duas méos utilizando todo 0
‘comprimento da folha, como indica a fig.1.17.
Fig.1.17 — Serrar uma pega utitzando todo o comprimento de folha de serrate
No curso activo do movimento de corte, isto 6, quando se empurra o serrote deve-se exercer
pressao sobre a folha de serrote.
No movimento de recuo, isto ¢, quando se puxa o serrote a pressao exercida na folha deve
ser nula,
18 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Serragem
No fim do corte deve-se reduzir a pressdo exercida na folha de serrote.
A velocidade de corte deve ser de 40 a 50 ciclos de corte por minuto. Se a velocidade de corte
for muito elevada vai provocar um aquecimento exagerado da folha de serrote podendo
provocar a fractura da folha
Depois de acabar a serragem deve-se limpar e arrumar o serrote no local apropriado,
41.2 - SERRAGEM MECANICA
A serragem de pecas de grandes dimensdes manualmente pode ser demorada e fatigante.
Para serrar pecas e perfis de grandes dimensGes utilizam-se serras mecdnicas que podem ter
movimento alternativo ou circular,
As serras mecanicas de movimento alternativo séio designadas por serrote mecanico, sendo as
de movimento circular designadas por serras circulares.
1.2.1 — SERROTE MECANICO
Q serrote mecanico é semelhante ao serrote manual, sendo a armagdo e a folha de serrote de
maiores dimensées, como indica a fig.1.18.
Fig, 1.18 Serrote mecdnico
© seu accionamento 6 mecanico através de um sistema de biela-manivela, como indica a
fig.1.19,
Processos de Corte e Desbaste 19FCEPRA ‘Serragem
Fig. 1.19 Sistema biola-manivela que acciona 0 serrote mecénico
Ao contrétio do serrote manual, o
movimento activo ou de corte 6
executado quando a folha de serrote 6
Puxada, estando por isso os dentes do
folha virados para a direceao do sentido
de corte como mostra a fig.1.20.
Fig.1.20 ~ Posigéo de colocapéo da folha
‘num serrote mecénico
A escolha da folha de serrote e da velocidade de corte depende dos materiais a
serrar, como indica a tabela 1.2
A velocidade de corte geralmente expressa em passadas ou golpes por minuto, ou
seja, é 0 numero de ciclos de corte por
to.
1.10 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Serragem
MATERIAL scrum sseeTaoe eat
ico macio 2 120
|1co-carbone. 2 120
|1c0 semi-duro 2 120
{co taminado afro 2 120
|sco-niquel 2 60-90
|sc0-cromo 2 60-90
|hco inoxidavel 2 60
[Tubos de pequeno diametro, 25 120
frubos de grande diametro 3 120
Ferro tundido. 25 80-120
ferns Br 1 120
nize 2 120
Bronze dO enone 25 °0
Bore. 15 120
Tabela 1.2~ Escotha dos parémetros de cote para um serrote mecanico
Devide aos grandes esforgos de corte exercidos na folha de serrote, esta liberta calor
sendo necessario a refrigeragao da folha para garantir uma maior vida util da folha e para
nao provocar deformagoes no material a cortar.
A tabela 1.3 indica os fluidos de reftigeragao utilizados para serrar varios materials num
serrote mecanico,
Processos de Corle e Desbaste = 1.11FCEPRA Serragem:
‘A LUBRIFIGAGAO NO AGTO DE SERRAR
MATERIAIS LUBRIFICANTES
‘Ago ‘agua com dleo soluvel
Tato ‘gua com dleo solivel
“Aluminio ‘Querosene
Ferro fundido a seco
Bronze seco
Cobre ‘gua com dleo soluvel
Tabela 1.3 - Fluidos de refrigeragéo utifizados para o serragem mecanica de vérios
materiais
METODO OPERACIONAL DE UMA SERRAGEM MECANICA COM UM SERROTE
MECANICO
Em primeiro lugar deve-se verificar se a folha de serrote esta fixada no sentido correcto &
com a tenso correcta.
Depois coloca-se a pega a cortar nas maxilas de aperto de maneira a que a pega oferega 0
menor numero de arestas vivas & passagem da folha de serrote, como indica @ fig.1.21
apertando a pega tendo em conta as dimensOes do corte
AN
=
IEEE
Fig. 1.21 — Posipdo de aperto de varias pertis no serrate mecinico
1.12 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Serragem
Antes de iniciar 0 corte da peca deve-se ligar € posicionar 0 sistema de refrigeraco de modo
a que o fluido de refrigeragdo incida sobre a lamina no local do corte.
‘Ao se iniciar 0 corte € conveniente auxiliar a serra nos primeiros movimentos devendo estar
a armagao do serrote livre de contrapesos, como mostra a fig.1.19, qualquer que seja a
dureza do material a serrar, Deste modo evita-se que a folha de serrote fracture, pois os
dentes cortantes estdo sujeitos a menos esforgos,
© uso dos contrapesos durante a operagao de corte de materials como a lato, 0 cobre
reduz 0 tempo de corte, Mas ao cortar materiais duros o uso dos contrapesos pode fracturar
a folha de serrote devido ao excesso de esforgos nos dentes de corte, devendo-se para isso
do utilizar os contrapesos ao serrar este tipo de materiais.
No fim do corte desiiga-se 0 serrote mecanico, caso este ndo disponha de sistema
automatico que desigue 0 serrote no fim do corte, e retiram-se a aparas produzidas durante
ocorte da peca.
1.2.2 - SERRA CIRCULAR
As setras circulares, como mostra a
fig.1.22, devido a0 movimento circular
do disco produzem um movimento de
corte continuo, n&o existindo tempos
mortos.
Protecéo do disco
Interruptor
1
2
3. Motor eléctico
4 Disco de serra circular
5
Alavanca_ de movimento de
Penetragao ou avanco,
6 Sistema de refrigeragao do disco
Sistema de aperto de peca a
Processos de Corte e Desbaste =| 1.13@CEPRA
Existem serras circulares que permitem
executar cortes angulares, como mostra a
fig.1.23.
Os discos de serra circular tém a forma
cilindrica tendo na sua periferia dentes
que provocam 0 corte das pecas, como
mostra a fig.1.24.
A escolha do disco de serra circular ,tal
‘como nos processos anteriores, depende
dos materiais a serrar, como indica a
tabela 1.4¢ 1.5.
1.44 Processos de Corte e Desbaste
‘Serragem
1.2 Corte angular com uma serra circular
ooo
Fig. 124 - Disco de serra circular
i i
‘ b
Y 1
lgFCEPRA Serragem
Materials Metdlicos
Didmetio exteriordodisco | D [200 225 250 275 300 315 350
Espessura do disco sie 18 2 2 25 25 3
de 10.2 0mm Tl3 3 3 3 3 3 3
a<2mm Z [200 230 250 260 300 320 350
de 10 a 80mm Tis 5 5 5 5 5 5
ade 2a4mm
de 10.4 18 mm z |130 140 160 170 190 200 220
bde 20 a 80 mm T/é 8 8 8 8 8 8
de 42 10mm
de 182.30 mm z | 80 90 100 110 120 120 140
T [1 10 10 10 10 10 10
de 30 a 40 mm
z [eo 70 80 90 90 100 110
T 121212 ~*12
40 mm
z 70 80 80 90
Tab, 14 Seleopdo do disco de sera orcuar para materials metdcos
Materiais Ndo Metélicos
Bitte vivo [5 [aco 225 250 275 200 215 280
Espessura do
ee s |e 18 2 2 28 25 3
b de 10.80 mm t[3 3 3 3 3 3 3
a<2 mm Z [200 230 250 260 300 320 350
b de 10280 mm t[s 5 6 5 5 5 5
g<3mm
dae 10.218 mm z |130 140 160 170 190 200 220
b de 20 a 80 mm i fe se 6 8 8 8 8
33
Ge 18.2 30 mm z | 80 90 100 110 120 120 140
t [1 10 10 10 10 10 10
d de 30 a 50 mm
z [eo 70 0 90 90 100 110
Tabela 1.5~ Selecedo de discos de serra circular para materiis no
metdicos
Processos de Corte © Desbaste 1.15FCEPRA ‘Serragem
Também a velocidade de corte a utilizar € seleccionada em fungéio do material a serrar,
como indica a tabela 1.6.
Material a serrar beescaraa
Tenso de ruptura < 40 kgimm* 50a 70
Ago | Tensdo de ruptura entre 40 € 60 kg/mm” 35.455
Tensdo ruptura entre 60 e 70 kg/mm” 25.4 40
Ferro fundido 25a 40
Cobre 350 a 600
Bronze 300 a 500
‘Aluminio 900 a 1400
Tabela 1.6 ~ Selecgto de velocidade de corte
Devido aos grandes esforgos de corte exercidos no disco, este liberta calor sendo
necessério a refrigeragdo do disco para garantir uma maior vida itil do disco e para
no provocar deformagées no material a cortar, sendo os fuidos de refrigeragdo
utilzados indicados na tabela 1.3.
METODO OPERACIONAL DE UMA SERRAGEM MECANICA COM
UMA SERRA CIRCULAR
Em primeito lugar deve-se verificar se o disco de serra 6 o indicado para o material a cortar
que esté fixado no sentido correcto
Depois coloca-se a pega a cortar nas maxilas de aperto, de maneira a que a peca ofereca o
menor numero de arestas vivas a passagem dos dentes do disco, fixando a pega tendo em
conta a dimensdo a cortar.
1.16 Processos de Corte e Desbastecepra Sateen,
Antes de
iar 0 corte da pega deve-se ligar o sistema de refrigeragao.
No inicio e durante o corte deve-se aplicar uma presso constante no disco de serra de modo
‘a evitar que 0 mesmo fracture.
No fim do corte desliga-se a serra circular, bem como o sistema de refrigeragao, ¢ retiram-se
a aparas produzidas durante o corte da pega.FCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
- PROCESSOS DE CORTE E DESBASTE POR
ACGAO ABRASIVA
Nos processos de corte por abrasivo, a acgdo do corte é realizada por gréos de
material abrasivo de dimensao adequada a cada operacao, podendo esse material
abrasivo ser utilizado no estado em que se encontra na Natureza ou ser obtido
sinteticamente, sendo em qualquer dos casos material muito duro.
A remogao de material por acco abrasiva ¢ utilizada nas seguintes situacdes, que
podem ocorrer isoladamente ou conjuntamente:
Maquinagem de materiais muito duros para poderem ser maquinados a bico de ferro.
Quando se requerem acabamentos superficiais finos ou muito
dimensionais e geométricas apertadas, so exemplo a rectificacdo de pistas de rolamentos
e moentes e 0 “honing" de furos,
10s tolerancias
Quando se pretende remover excessos de material em produtos vazados ou forjados, ou
afagar soldaduras, através de operagbes de rebarbagem.
No corte de perfis delgados e secgdes finas, sem distorgao devido as menores pressbes de
corte quando se utilizam discos abrasivos.
‘Quando se pretende remover camadas superficiais de pequena espessura em especial se
apresentam areias ou incrustagées duras, condiges dificeis para o trabalho das
ferramentas de corte por arranque de apara
2.1 - ABRASIVOS INDUSTRIAIS E SUA UTILIZACAO
Para executar as operagdes de corte, por acgao abrasiva os gréos de material podem
ser utilizados:
Em estado agiomerado, quando se recorre a um aglomerante para ligar os
gros, para formar més ou rebolos, pedras e “sticks” abrasives.
Em estado livre, em meio liquido ou pastoso;
Em revestimento, como 6 0 caso nas lixas, panos, etc.
Processos de corte e Desbaste 24CAQcEPRA | Provessos de Cote destasio por hope Abrasive]
2.1.1 - CLASSIFICAGAO DOS ABRASIVOS.
Historicamente sempre foram escolhidos como abrasivos os mater
se encontram na natureza e que S40:
mais duros que
Todavia, por razées de controle da pureza e uniformidade, os abrasives para as,
aplicagdes industriais so hoje produzidos sinteticamente, ¢ que sdo:
2.1.2 - PROPRIEDADES DOS ABRASIVOS
a) DUREZA
A acgdo de um produto abrasivo 6 0 somatério das acgdes de todos 0s graos
envolvides, funcionando cada um dos gréos como um pequenissimo ferro de corte
que vai desgastando a superficie da pega por remoco de aparas muito finas.FCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
Compreende-se assim que a dureza é a propriedade mais importante de um abrasivo visto
sera que garante a penetragao no material da pega
No diagrama da fig. 2.1 comparam-se as durezas dos varios tipos de abrasives e alguns
materiais de referéncia.
1- Diamante
2- Nitreto de bora ciibico
3 Carboneto de boro
4-Carboneto de silicio.
5 -Carboneto de ttanico
= Oxide de aluminio sintético 1
7- Carboneto de tungsténio
8 - Corindon
9- Topazio 8
10 - Quartzo
11 Ago duro
12 -Ago macio 10
2
1009 2000 *°°° 4000 °° 000 7
DUREZA
Fig. 2.1 - Comparagao de durezas de varios abrasivos e de alguns materiais
de referencia
b) PROPRIEDADE REFRACTARIA
E a propriedade que permite manter a dureza com a elevacdo da temperatura.
©) RESISTENCIA AO DESGASTE POR ATRITO
E uma propriedade muito ligada a dureza, mas também, a natureza do fluido de refrigeracdo &
ao material a cortar.
d) TENACIDADE,
E a resisténcia a fractura por impacto, ou seja, @ fragmentagao do gréi.
Processos de corte e Desbaste 23FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acgdo Abrasiva
Por exemplo, enquanto numa operagao de lapidagao com abrasivo livre 6 desejavel uma
maior resisténcia fragmentagao, numa operacao de rectificagao é preferivel um abrasivo
com menor resisténcia a fragmentacdo, pois @ sua fractura permite renovar as arestas de
corte durante a operagao.
) TAMANHO DO GRAO
© tamanho do grao ¢ dependente da quantidade de material removido © do grau de
acabamento, ou seja, quanto mais fino é 0 grao, menor é a quantidade de material removido
mas melhor 6 0 acabamento superficial
2.2 - GRAOS ABRASIVOS EM ESTADO AGLOMERADO
2.2.1 -MOS OU REBOLOS
As més de rectificagao (fig. 2.2) trabalham por arrancamento de apara, como se fossem
formados por um grande nimero de ferramentas cortantes, ou seja, os graos de material
abrasivo.
Uma m6 de rectificagao é constituida por:
Gros abrasives, que sao 0s elementos cortantes. Os graos existem aos milhares numa
m6 e como apresentam miitiplas arestas cortantes podem provocar milhdes de acgdes de
corte por minuto, numa operagao de rectificagao.
‘Aglomerante, é 0 componente que envolvendo cada gro abrasivo, ligando assim todos os
grfios, tem a fungéio de dar a forma a mé e de libertar os gros periféricos durante a
operagao & medida que estes vao perdendo a sua acgdo cortante, e também tem como
fungao 0 suporte da ferramenta,
Poros, que embora correspondam aos espagos vazios introduzidos nos processos de
fabrico das més, sao aqui referidos como um constituinte devido ao facto de facilitar a
remogao rapida das pequenas aparas da zona de trabalho.
24 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
Poro
Aglomerante
WW Mcroapara
Gre abrasive
Peca
Fig. 2 2~ Constituipo de uma mé rectificagao
2.2.2 - CARACTERISTICAS DAS MOS
A forma e a resisténcia com que o aglomerante se encontra ligado aos graos de abrasivo,
todas estas caracteristicas definem uma m6.
As varias caracteristicas que definem uma mé, so:
tipo de abrasivo;
© tamanho do grao;
(© grau de dureza’
Acestrutura da m¢
© tipo de aglomerante.
Processos de corte e Desbaste 25FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
TIPOS DE ABRASIVO
5 tipos de abrasives mais utlizados so codificados da seguinte maneira
Abrasivo a base de dxido de aluminio: letra A.
Abrasivo a base de carboneto de silicio: letra
Abrasivo de diamante: letra D
O abrasivo a base de Oxido de aluminio é indicado para rectificagao e corte de materials com
carga de rotura superior a 35 Kg/mm?, como ferro fundido, bronze duro, rebarbagem de
ecas em aco vazado, ago de liga, ago rapido.
© abrasivo a base de carboneto de silicio ou carborundum @ indicado para trabalhar
materiais com carga de rotura abaixo de 35 Kg/mm? e materiais duros e quebradigos como 0
cimento @ a pedra
© abrasivo de diamante natural tem vindo a ser substituido pelo diamante artificial e &
indicado para 0 trabalho de materiais muito duros e abrasivos como as pastilhas de metal
duro e materiais ndo metalicos como quartzo, vidro, porcelana, pedra, ete.
TAMANHO DO GRAO
© tamanho do grao a utilizar é em fungao da quantidade de material a remover e do grau de
acabamento.
O gro fino é indicado para materiais duros @ quebradigos, pois um grao fino proporciona um,
maior nimero de gros em acco de corte simultanea e um melhor acabamento,
© gro grosso ¢ indicado para corte mais rapido e para materiais macios e ductets.
(© tamanho do gro € expresso por um namero que € determinado com o auxilio de um
conjunto de peneiras standard. Esse nimero representa nlimero de malhas por polegada
da peneira standard mais fina que deixa passar o gréio, como mostra a figura 2.3.
26 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
& :
es
pease
ise
Hesse,
¥ Peotone
@ seas
Joo, S00 S08%000
oonosoopootee
ye 2 Feowioeeaous
Pose 15288
sr D & eared
Fig, 2.3 - Relagdo entre as peneiras e o tamanho do gréo (figuras ampliadas)
et Grosso| Médio | Fino | Muito fino | impaipavel (p6)
6 4 | 30 | 70 | 150 280
3 ve | 36 | 80 | 180 320
vo | 20 | 46 | 90 | 220 400
a ee 500
60 | 120 600
Tabela 2.1 ~ Tamanho do gréo
GRAU DE DUREZA DE UMA MO
‘A dureza de uma mé diz respeito 20 modo como os gréos de abrasivo estdo ligados entre si, e
no propriamente & dureza do gréio em si.
‘Quando os gréios de uma mé se soltam ou se destacam facilmente, diz-se que a mé é mole.
‘Quando esses grdos nao se soltam facilmente, diz-se que a mé dura.
‘Quando o material com que se vai trabalhar tem a tendéncia de “empapar” ou de cobrir a m6,
deve-se usar uma m6 que solte gréos, isto é, uma mé mole. Uma m6 mole gasta-se mais
depressa do que uma mé dura, mas em compensagéo nao “empapa"
Processos de corte e Desbaste 27CAQcEPRA | Provessos de Cote destasio por hope Abrasive]
Diz-se que a mé “empapa® quando os residuos resultantes da rectificago se acumulam
entre 08 gréos da m6, impedindo que a m6 desempenhe a sua fungao.
© grau de dureza de uma mé é expresso por uma letra de A a Z por ordem crescente de
dureza da m6:
‘Aumentando a velocidade de rotagao de uma m6, a mé comporta-se como uma mais dura,
A diminuigéo da velocidade de rotago de uma mé faz com que a mé se comporte como
uma mais mole.
ESTRUTURA DE UMA MO
‘A estrutura de uma mé representa efectivamente a relagdo, em volume, da quantidade de
abrasivo, aglomerante & poros que existe numa m6, como mostra a figura 2.4.
‘A importancia da estrutura é facilitar a saida das aparas, evitando o “empapar’ da m6.
‘A estrutura 6 especificada por um numero entre 0 ¢ 15, corespondendo a ordem crescente
mé de maior espacamento entre os gros, ou seja, mais abertas,
Uma classificagao convencional da estrutura podera ser a seguinte:
Mo densa 1a4
Mo media 5a
Mo aberta gaitFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
Mé densa M6 média Mo aberta
Fig. 2.4— Exemplo de trés més com 0 mesmo tamanho de grdo e @ mesma dureza mas com dierentes
esinuturas, As zonas cinzentas reprosantam os gros, 0s tragos negros que as unem
representam o agiomerante @ as zonas brancas representam os tragos ocos
Um aumento de 2 ou 3 unidades no nimero da estrutura é equivalente ao aumento de um
grau de dureza em servigo,
Assim, mantendo os outros elementos da especificagio, uma mé ABOLBV € equivalente a uma
mo AGOMSV,
TIPO DE AGLOMERANTE
© aglomerante 6 0 componente que envolvendo cada grao abrasivo, ligando assim todos os
Qrfos, tem a funcdo de dar forma a m6 e de libertar os graos abrasivos periféricos durante a
operago, a medida que estes vao perdendo a sua acedo cortante.
Os aglomerados podem ser do tipo:
Vitrificado (ceramico)
‘As més vitrificadas so resistentes, rigidas, porosas, ortantes e homogénas.
‘S80 também insensiveis & agua, dleos, dcidos e variagdes anormais de
temperatura,
‘Sao adequadas para cortes pesados com grande remogao de material, contudo,
devido a sua falta de elasticidade no se utilizam em més de perfil fino
Processos de corte e Desbaste 29CAQcEPRA | Provessos de Cote destasio por hope Abrasive]
Os tipos de aglomerantes obedecem a seguinte codificagao expressa por letras:FCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
2.2.3 - DIMENSOES E CLASSIFIGAO DE UMA MO
Para se poder distinguir com clareza os varios tipos de més, os fabricantes inscrevem nos
respectivos rétulos, sob a forma abreviada e convencional, as correspondentes
caracteristicas que contém seis elementos:
4° Tipo de abrasivo (A - dxido de aluminio; C - carboneto de silicio; D -
diamante)
2° Tamanho do griio (indicado pelo respectivo nimero. Se a md
‘combinar gros de dois tamanhos diferentes, ambos sao indicados.
3° Grau de dureza (indicado por uma letra)
4° Estrutura (indicado por um nimero).
5° Tipo de aglomerante (V - vitriicado; S - silicatado; R - borracha; B -
resinas sintéticas; E - aglomerados elfsticos; O - oxicloreto de magnésio).
Por exemplo, uma mé representada pela notacao seguinte:
AS6N5VB
Tipode [Tamanho |Graude |Estrutura | Tipode
abrasive | dogrio |dureza | damé _|agiomerante |aglomerante
A 36 N 6 v B
A mé com a notagdo A 36 NS VB, 6 uma mé de dxido de aluminio, com aglomerado
vitreo, tamanho de grao 36 (grosso), grau de dureza médio e estrutura densa
Processos de corte e Desbaste. = 2.11FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acgdo Abrasiva
DiaMETRO) [ESPESSURA] [FURO
yencbo: ‘SiMpOLO 00
able ie. = Ree. Po
Go perminco. rem sempr
cinpregode
MATERIAL ABRASIVO
TORMAS TIGAS OU
Cerborungum | Norton AGLUTINANTES.
Bros Siivo V[vitriticodo
[Oxido ce olum B|Resindide
* comum 4 ‘S{Silicoto
x00 de ola roche
\AAlnio bronco” (S84) Rl gorrec
eoMdxco deo] ELASSIFICACAO |\ | E |Gomo loco
palluminio comumeyo,, DA DUREZA ‘9 [Oxicloreto de
lsaHexico ae of) | [muito mole [EFG-] © \mosnesio
lisinio roses Muito mole TERS
J igarbonblo de eliszc
filo Grete. iMecio ILO) tesrapTORRGErSS
Gorbonsfo desMsa¢| | loure [Por | \caceleSPacanten-
viclo verde. (uit duro [SoZ] \TO ENTRE OS.
D [olonontoce \ondos aBmasivos|
Fechodo| Aberto
[oréos Plora
aréos Blordos
[Ztinises [lespo-
By [Heeces
CLASSIFTCACIO_OA GRANULACRO—} [Bleraos P2|72°°
Gronvlecéo- | Nimeres do plonvlocdo (eee [13] bem
pauito grosso| 6] __@] 10] 12] 14] 16] 7linigos [4] ¢50-
(Grosso. 20] 24] 30] 36] 46] 54] (8) 1s\codos |
IMécio 60] 71 80] sol 100) 120
no 750| 180] 220] 240}
[ruito Timo | 240] 320|400] S00)
(00 790/800 "000 11200600}
Fig. 2.5 - Classiicagao convencional de uma mé
2.2.4— FORMATO DAS MOS
As formas e tamanho das més so muito variados, conforme 0 uso a que se destinam. A
figura 2.6 apresenta os perfis mais utilizados.
212 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
Fig, 26 - Varios formatos de més
2.2.5 - ESCOLHA DAS MOS
A escolha de uma mé obriga a considerar os factores de trabalho em relagdo as
caracteristicas das més.
[Link] do tipo de abrasivo depende das propriedades mecanicas do material a trabalhar.
© éxido de aluminio é utiizado nos materiais de alta resisténcia a tracgéo como agos, ferro
maledvel, ferro forjado e bronzes de altas caracteristicas mecanicas.
© carboneto de silicio utilzado nos materials de baixa resisténcia a traceao como 0
‘aluminio, 0 cobre, 0 lat&o, os bronzes macios e a gusa cinzenta.
Quanto a escotha do tamanho do grao abrasivo, temos os seguintes factore:
) Quantidade de material a retirar da peca: 0 tamanho do gro deve ser
tanto maior quanto maior for a quantidade de gréo a retirar (exceptuando
08 materiais muito duros).
b) © grau de acabamento desejado: gros mais finos para um acabamento
mais fino.
Processos de corte eDesbaste =| 2.13CAQcEPRA | Provessos de Cote destasio por hope Abrasive]
Os factores que afectam a escolha do grau de dureza sao os seguintes:
s factores que influenciam a escolha da estrutura da mé sdo os seguintes:CAQCEPRA ——————__—Processos de Corte @ Desbaste por Actdo Abrasiva
Em relagio 4 escolha do aglomerante, temos de considerar os seguintes tactores:
2.2.6 - MANEJO E COLOCAGAO DAS MOS
Devido a elevada velocidade de rotagdo das més e @ sua fragilidade, devem ser
manuseadas com 0 méximo de cuidado.
E também indispensdvel a méxima cautela na sua colocagéo nos suportes ou nos
veios das maquinas, devendo verificar-se o seu perfeito equilibrio.
‘A rotura de uma m6 em servigo pode originar um acidente muito perigoso, podendo
provocar a mort.FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
bem MAL
A figura 2,7 mostra a forma de fixar
uma mé ao veio da maquina. Os
pratos de aperto nado devem
contactar com uma area grande da
m6, mas tocéas apenas pelo
rebordo, e entre eles e a mé deve
ficar_uma junta de um material
relativamente plastico: fibra, cobre,
Fig. 27 — Modo de fixar uma m6 80 velo de
‘como indica a fig. 2.8 ‘uma méquina
2) flange de fxagéo;
») ranhura anutar
©) peso para equilbrer:
4) disco intermédia de material plastico,
Fig. 28— Fixagio da mé
Antes de se proceder a fixagéio de uma
m6 no velo, deve-se investigar se a mé
esta rachada por meio de uma prova de
som, como mostra a figura 2.9.
Fig. 2.9 - Prova pelo som. A m6 livremente suspensa deve dar, a0 ser
batida com 0 mago de madeira, um som puro e nitido, As ms
com agiutinante vegeta no produzem som.
2.16 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
Com o objectivo de se conseguir um
funcionamento correcto e, desta maneira
uma superficie esmerilada perfeita, a mé
deve ser equilibrada previamente. Se
necessario, colocam-se pesos nas
concavidades das flanges até a mé estar
‘equilibrada, como mostra a figura 2.10.
Fig. 2.10 ~ Operagio de equilbrar ou compensar a mé: a) peso de
compensagdo; ) mandi de venficagdo. Os pesos de
compensapéo podem desiocar-se na ranhura anular’ @
fixar-se por meto de parafusos.
2.2.7 - REGENERAGAO DE UMA MO
‘Quando uma mé fica “empapada” por adeso de aparas do material, ou quando a sua
superficie de corte ficou com irregularidades ou ficou ovalizada, ¢ necesséiio regenera
la ou rectificd-ta até ficar com uma superficie de corte adequada.
Para regenerar ou rectificar uma m6, utiiza-se uma ponta de diamante montada num
‘cabo apropriado (figura 2.11) ou uns rodizios de ago duro (figura 2.12).
=
69
Fig, 2.12~ Redlzios de ago duro
Fig. 2.11 ~ Ponte de diamante
Processos de corte eDesbaste =| 2.17FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
Os rodizios de ago duro so utilizados quando a regeneracdo da m6 no exige muita
preciso, como por exemplo, més de rebarbagem,
© método para executer a regeneragéo de uma mé com ponta de diamante esta
representado na figura 2.13, a regeneragao com rodizios de aco duro esté representada na
figura 2.14,
Fig. 2.13 Método de execupéo da regenerapdo de uma m6 com ponte de olamante
Fig, 2.14 — Regeneragdio de uma mé com rodizios de aco duro
218 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
2.2.8 - OUTRAS FORMAS DE MOS
MO SEGMENTADA
Quando os diémetros das més so muito grandes sao utilizadas més segmentadas, que séo
lum conjunto de segmentos de material abrasivo, com as mesmas caracteristicas de uma 56
m6, que so fixos num prato, como mostra a figura 2.18.
placa de aperto de
‘cone fixo junta
cone fxo
nia segmento abrasivo
cone de aperto
centro pi
Fig. 2.15~ M6 segmentada
Processos de corte eDesbaste =| 2.19FCEPRA Processos de Corte ¢ desbaste por Acco Abrasiva
PONTAS ABRASIVAS
‘As pontas abrasivas, devido ao seu formato so utilizadas para rectiicar ou desbastar em
locals cujo formato seja o da ponta abrasiva, ou entéo em locais em que a sua forma
proporcione um correcto trabalho.
As pontas abrasivas podem ter varios formatos como: cilindrico, oénico, semi-esférico,
redondo, como mostra a figura 2.16.
+ Ohetal
°Yrterye
Fig. 2.16 ~ Varios formatos de pontas abrasives
DISCOS DE DESBASTE E CORTE
Qs discos de desbaste so utilizados na esmerilagem para fazer 0 desbaste de
material. Os discos de corte so utiizados no corte de pecas metalicas.
Os discos de desbaste e de corte so fixados numa rebarbadora.
Fig. 2.17 — Disco de desbaste
2.20 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
2.3 - GRAOS ABRASIVOS EM REVESTIMENTO
2.3.1 - LIXAS
As lixas so utilizadas para’
a) Eliminar produtos das superficies das
pesas.
Exemplos: Eliminar a ferrugem das
chapas de ago, eliminar tintas velhas
das superficies das pecas, etc.
(Chapa picada de Feruyem
Fig, 2.18 - Eliminagao de fenugem
de uma chapa
b) Alisar superficies Go
Exemplos: Polir ou afagar pegas, lixar
betumes de modo a deixar uma
co
superficie lisa, eliminar arestas vivas
deixadas numa pintura depois de um
veiculo ter sido atingido por uma pedra,
etc.
Fig. 2.19 - Lixar botume utilzando uma
Iixa
>|
¢) Criar uma ligeira rugosidade sobre
as supe! apintar
A fim de faciltar a aderéncia das tintas
a essas superficies.
Fig. 2.20 ~ Superficie igeiramente rugosa
‘9p6s lixagem.
Processos de corte e Desbaste. = 2.21CAQcEPRA | Provessos de Cote destasio por hope Abrasive]
CONSTITUIGAO DE UMA LIXA
As lixas so constituidas fundamentalmente por trés componentes que so:
a) Abrasive
© abrasivo € constituido por gros, de matéria abrasiva, duros e cortantes. E 0 abrasivo que
6 responsavel pelo desgaste que ocorre durante a lixagem,
Fig. 2.21 ~ Abrasive de uma ina
b) Suporte
© suporte € uma tela sobre a qual o abrasivo € distribuido, sendo responsdvel pela
flexibilidade e solidez da lixa.
¢) Adesivo
© adesivo é 0 responsavel pela fixacéo do abrasivo ao suporte e pela ligagdo dos gros de
material abrasivo ao suporte.
ABRASIVO
Existem diversos tipos de abrasivos, com caracteristicas diferentes uns dos outros. Ao
abrasivos de uso mais generalizado so:CAQCEPRA ——————__—Processos de Corte @ Desbaste por Actdo Abrasiva
Oxido de aluminio castanho (Brown aloxite)
‘Oxido de alumninio branco (White aloxite)
Esmeril
Silex
‘Oxido de aluminio rosa (Pink aloxite)
Carboneto de silicio (Carburundum)
Vidro moido (Glass)
<|ol|a]alm|ol|>
‘Tab, 2.2~ Codificagéo dos tipos de abrasivos de uma Iva
SUPORTE
(Os supoites so fabricados em papel, pano, material sintético, etc... Podem apresentar-se
com vérias consisténcias e podem ser feitos de materiais especificos para certas
aplicagtes,
© tipo de suporte de uma lixa pode ser identificado através de um cédigo constituido por
uma letra, como indica a tabela 2.3.FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
copigo TIPO DE SUPORTE
[Papet 80 gr /m?
Papel 80 - 105 grim?
Papel 105 — 126 gr/ me
Papel 126 — 158 gr/m=
Papel acima deat grim
Papel impermeabilizado (Water proof)
Pano tafetd
Pano sarjado
[Tota sarjada
[Tela impermeabiizada (Water proof)
sombinagao
[Fibra vulcanizada
[Rede sintética
[Tecido de poliéster
>
v|a|-a]e|-|z/=|-|s|mlola] o
Tab. 2.3 Codificagao dos tipos de suporte
‘Os suportes mais resistentes destinam-se a trabalhos em que se aplica um maior esforgo
sobre a lixa, como € 0 caso dos trabalhos com a lixadeira, sendo os suportes impermedveis
Gestinados a trabalhos de lixagem molhados (lixa de gua), como indica a figura 2.22.
x & aS
5 i
Fig, 2.22 Escolha do suporte para os diferentes métodos de lixagem
2.24 Processos de Corte e DesbasteCAQCEPRA ——————__—Processos de Corte @ Desbaste por Actdo Abrasiva
ADESIVO
Os adesivos podem ser constituidos por colas ou resinas sintéticas.
Os adesivos & base de cola resister mal a humidade e ao calor. Pelo contrério, os adesivos
base de resinas resistem & humidade e ao calor, sendo genericamente os mais utlizados.
© tipo de adesivo usado numa lixa pode ser identificado através de um cédigo constituido
por uma letra, como indica a tabela 2.4.
Cola animal
Cola animal + Resina
Resina sintética
Cola animal + Resina de ureia
cla}x|o
Tab. 2.4 Codificagio dos tipos de aglomerante de uma ti
Nas lixas de Agua utilzam-se adesivos resistentes @ Agua, como 6 0 caso dos adesivos &
base de resinas sintéticas.FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
Operagies de acabamento superficial, realizadas para se obter uma
determinada qualidade de acabamento.
2.4.1 - AMOLAGAO OU ESMERILAGEM
Designa-se por amolagdo ou esmerilagem as operagdes em que néo existem movimentos
Telativos precisos entre a m6 € a pega, porque a mé é guiada manualmente, como € 0 caso
da amolacdo. As operagées de amolagéo ou esmerilagem podem ser realizadas em
esmeriladoras de pedestal, de bancada, designadas também por méquinas de amolar, ou
manuais, designadas por rebarbadoras,
ESMERILADORAS OU MAQUINAS DE AMOLAR
‘As esmeriladoras so maquinas simples, pois resumem-se a um suporte em que se apoia,
sobre dois rolamentos, um veio capaz de rodar velozmente por acco de um motor montado
no mesmo suporte, Em cada extremidade do veio existe geralmente uma mé: uma delas de
gro grosso ea outra de gro mais fino. As figuras 2.23 e 2.24 mostram os tipos de
esmeriladoras e a figura 2.25 pormenoriza os seus érgéos essenciais.
Fig, 2.23 Esmenladora de pedestal Fig. 2.24~ Esmeritadora de bancada
2.26 Processos de Corte e DesbasteComo se pode observar, as més s8o
rodeadas por uma cobertura de protecgéio
que, em alguns modelos, possui_ um
dispositivo de aspirac&o do p6. Também &
costume nas coberturas existir uma parte
transparente na parte superior, sendo 0
objectivo dessa pala proteger os olhos do
operador contra as projecgies de
particulas de metal ou de material
abrasivo, como mostra a figura 2.26.
TRABALHOS DE DESBASTE
Processos de Corte e Desbaste por Acco Abrasiva
1 motor,
2 més,
3~ apolos para as pegas
Fig. 2.26 - Pormenor de uma esmeritadora,
vendo-se a mé, a cobertura de
proteceéo, @ pala transparente € 0
apoio da pera
‘A figura 2.27 mostra a amolago de uma pega para arredondar os bordos ou para Ihe reduzir
uma dimenso. Para um tal trabalho, que nao exige preciso, basta apertar a pega contra a
m6. Tendo como precaugao de encostar a pega com firmeza ao apoio, mas deve-se ter 0
cuidado de nao empurrar com demasiada forga a peca contra a m6, a fim de evitar 0
aquecimento elevado da pega.
Processos de corte eDesbaste =| 2.27FCEPRA Processos de Corte ¢ desbaste por Acco Abrasiva
Quanto a seguranga, deve-se verificar que
‘a m6 ndo esta partida nem rachada, que
esta bem presa, deve utiizar-se luvas,
culos e avental protector contra as faiscas.
E importante salientar também que se deve
respeitar as velocidades de rotagao da mo
fornecidos pelo fabricante, nao devendo
utilizar uma velocidade de rotacao superior.
Fig. 227 ~ Trabalho de desbaste numa esmeniadora
Quanto ao trabalho propriamente dito, a principal precaugo a tomar consiste em utilizar,
‘sempre que possivel, toda a largura da m6 ou entao deslocar a pega de lado a lado para dar
Uuso igual a toda a m6, como mostra a figura 2.28. Se assim nao se fizer, a m6 sofrerd
desgaste desigual e ficard inutilizada dentro de pouco tempo,
Fig, 2:28 - Convém utilizar toda a largura da mé (1), para que 0 desgaste seja uniforma;
de outro modo (26 3), a mé ficaria Inuiizada por desgaste incorrecto.
2.28 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
2.4.2 —- REBARBAGEM
As rebarbas existentes nas pegas provenientes de outras operagées de maquinagem,
cordbes de soldadura © qualquer outra espécie de inregularidade de uma superficie,
eliminam-se com frequéncia por meio do esmerilamento manual ou rebarbagem, utilizando
para isso uma rebarbadora (figura 2.29). Os discos de desgaste (figura 2.30) ou de corte
conjuntamente com a rebarbadora séo as ferramentas a utlizar na realizagdio da
rebarbagem.
Discos de desbaste
Fig. 2.29 Rebarbadora Fig. 2.30 — Disco de desbaste
Quanto a seguranca deve-se verificar que 0 disco de corte ou de desbaste ndo esta partido
nem rachado e que esta bem fixo; devem ulilizar-se luvas, éculos @ avental protector contra
2s faiscas,
E importante salientar também que se deve respeitar as velocidades de rotagao dos discos
de desbaste e de corte fornecidos pelo fabricante, no devendo utilizar uma velocidade de
rotag&o superior.
Processos de corte eDesbaste =| 2.20FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
Na rebarbagem, a posicéo do disco de
desbaste ou de corte deve ter uma
inclinagao de 18°a 20°com a pega, como
mostra a figura 2.31
Fig. 2.31 ~ Inclinaggo do disco durante 3
operago
Fig, 232 - Sentido de rotago do disco durante a
eperago
De seguida, so apresentadas algumas aplicagées da rebarbagem, como: cortar um ponto de
soldadura (figura 2.33), rebarbar uma soldadura (figura 2.34), e o desbaste de uma peca (fig.
aio
Fig, 2.33 Cortar um cordéo de soldaduira, com um disco de corte
230 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
—
Fig, 2:34 — Rebarbar um corso de Fig 225 - Desbaste utlizande uma
soldadura rebarbadora
2.4.3 — RECTIFICAGAO
A rectificacéo uma operagao de preciséo realizada a maquina em que esta garante
movimentos relativos precisos entre a mé a pega, permitindo tolerancias dimensionais &
geométricas apertadas e um bom grau de acabamento,
Para executar uma rectificagao deixa-se nas pegas a rectificar uma sobre espessura de
0.200 a 3,000 mm @ 0,050 a 0,130 mm respectivamente para desbaste © acabamento de
pegas cilindricas e metade desses valores para a rectificagdo de superficies planas. Existem
varios tipos de rectificagéo, como: rectificagao plana (figura 2.96), rectificago cilindrica
exterior (figura 2.97), rectificagéo cilindrica interior (figura 2.38), rectificagSes especiais
(figura 2.39).
Fig. 2.37 - Rectificagéo cllindrica
exterior, com a mé ea
pega em rotacio
Fig, 2.36 ~ Rectifcagao plana
Processos de corte e Desbaste. 2.31FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
Fig, 2.38 Reetificagéo clindrica interior
Fig. 2.39 — Rectificagses especiais; a) rectiticagdo de uma vélvula; b) Rectificagéo da face
superior do bloco do motor: ¢)rectiticagéo de uma cambota
2.32 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
Quanto @ seguranga deve-se verificar que a m6 néo esta partida nem rachada, que esta bem
presa, devem utlizar-se luvas, éculos e avental protector contra as faiscas. E importante
salientar também que se deve respeitar as velocidades de rotacdo da mé, fomnecidos pelo
fabricante, nao devendo utilizar uma velocidade de rotagao superior.
2.4.4— LIXAGEM MECANICA
Fig. 2.40 — Lixadeira rotativa pneumética Fig. 2.41 ~ Livadeira elétrca excéntrica
A lixagem mecanizada tem os mesmos principios basicos da lixagem manual, com a diferenga
de que 0 movimento de lixagem 6 executado por uma maquina, denominada por ixadeira
Existem varios tipos de lixadeiras, como lixadeiras rotativas (figura 2.40, lixadeiras excéntricas
(figura 2.41) e lixadeiras vibratérias (figura 2.42). A designagéo de cada lixadeira 6 devida a0
rotativa 0 movimento do abrasive é
movimento descrito pelo abrasivo, ou seja, na lixad
rotativo, na lixadeira excéntrica 0 movimento abrasivo & orbital (excéntrico) e na lixadeira
vibratéria 0 movimento do abrasivo é de vai e vem (vibratério). A propulsao das lixadeiras pode
ser eléctrica ou pneumética
Fig, 2.42 Lixadeira vibratéria eléctrica
Processos de corte eDesbaste =| 2.33.FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
Ao utilizar uma lixadeira rotativa, deve posicionar-se a lixadeira como mostra a figura 2.43,
A figura 2.44 indica qual 0 sentido de rotac&o do abrasivo na ut
sejam rotativas ou orbitals.
Fig, 2.44 ~ Sentido de rotagao do abrasive
2.34 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acgéo Abrasiva
Existem Iixadeiras que estio equipadas
com aspiradores (igura 2.45) que retiram
05 residuos da ixagem, evitando 0
‘empapamento da lica, methorando assim
0 acabamento
Fig. 2.45 ~ Utiizagéo de uma liradeira equipada com um
aspirador
‘As lixadeiras equipadas com um aspirador tem
uns furos no seu prato para permitir retirar os
residuos, por isso é importante que, ao montar a
lixa adequada (também com furos), que os furos
da lixa coincidam com os furos do prato da
lixadeira, como mostra a figura 2.46.
Fig, 2.46 — Modo de colocar uma lia perfurada
2.4.5 - “HONING”
© “honing” realiza-se por acco, normalmente de quatro pedras abrasivas, mas o niimero das
pedras abrasivas pode variar entre 3 ¢ 24, montadas equidistantemente na periferia de uma
“roca” que as expande mecanicamente de forma a ajusté-las e a ciiar uma presto de
\dricas,
contacto contra a superficie do furo. E mais frequentemente utilizado em superficies cil
interiores, as quais confere:
Boa preciso de forma;
Boa preciso dimensional no diametro;
Acabamento superficial muito fino.
Processos de corte eDesbaste =| 2.35FCEPRA Processos de Corte e desbaste por Acco Abrasiva
A ‘toca’ (figura 2.47) € oscilante, de
forma a permitir seguir 0 eixo do furo
previamente existente, e € animada de
um movimento de rotagéo, mas no
entanto, no “honing” mecanico, a maquina
‘assegura também 0 seu movimento axial
alternativo, no “honing” manual, este
movimento ¢ realizado por movimentagao
manual da pega ao longo da roca em
rotago, em qualquer caso, os
movimentos séo desfasados de forma a
evitar a repetigo das trajectorias dos
gros abrasivos. Esta operagao faz-se
ultilizando lubrificagao.
Fig. 2 47 ~ "Roca do "honing’
S80 exemplos de aplicagéo do
“honing” , 0 acabamento de cilindros
de motores (figura 2.48), canos de
armas, calibres de anel, etc.
Fig, 2.48 — Colocagdo da ‘roca” de “honing” no ciindro
do um motor
2.4.6 - SUPERACABAMENTO
© super acabamento ¢ utilizado em superficies cilindricas exteriores e interiores @ em
superficies planas, as quais confere um acabamento muito fino, mas dado que apenas
elimina pequenos defeitos superficiais, as superficies tém que ser previamente
rectificadas se se quiser garantir a preciso de forma e dimensional.
2.36 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Processos de Corte e Desbaste por Acoao Abrasiva
No caso de uma superficie cilindrica exterior, a pega é posta em rotagdo @ a ela se
ajusta uma pedra abrasiva com movimento altemativo rapido na direceao axial, como
mostra a figura 2.49
Mov. de oscitagso
dda pedra abrasiva,
Mov. de rotagao
da pega
Fig, 2.49 - Operagao de super acabamento de uma supericia
clinica exterior
Processos de corte eDesbaste =| 2.37FCEPRA Corte com Tesoura
3- CORTE COM TESOURA
© corte de metais com tesoura ¢ utilizado para cortar chapas de pequena espessura,
podendo ser executado manualmente ou mecanicamente,
Quando 0 corte de metais & executado manualmente é utilizada uma tesoura manual
Quando € executado mecanicamente é utilizado uma tesoura de alavanca ou uma
guilhotina,
3.1 -TESOURA MANUAL
Uma tesoura de corte manual € compostas por laminas, pernas, betentes € por um eixo
que garante a unigo das duas laminas, como mostra a fig.3.1.
Fig.3.1 ~ Tesoura manual
A tesoura manual utiliza-se para cortar chapas até 1.5 mm de espessura, dependendo do
material a cortar.
Existe uma grande variedade de tipos de tesoura manual de corte, sendo a utlizagao de
cada tipo de tesoura adequada a execugao de um corte especifico,
Os tipos de tesouras manuais de corte de chapa mais utilizados 40 as de lamina direita e
as de lamina curva,
Processos de Corte e Desbaste 34@CEPRA Corte com Tesoura
As tesouras manuais de lamina direita so utilizadas para realizar cortes de chapa em
linha recta @ sao classificadas como tesoura universal tipo “inglés*, tesoura tipo
“americano” e tesoura tragador.
A tesoura universal tipo “inglés” e tesoura tipo “americano” (fig.3.2) sao utlizadas para
cortar pequenos comprimentos de chapa fina.
ples
Fig.3.2~ Tesoura universal ‘ipo inglés” (a) @ tesoura universal "tipo americana” (b)
A tesoura tragador devido ao formato da lamina ir
cortar grandes comprimentos de chapa fina,
ferior, como mostra a fig.3.3, permite
Fig.3.3 ~ Tesoura tragador
As tesouras manuals de lamina curva so ulilizadas para realizar cortes de chapa em
formato curvilineo, como indica fig.3.4, sendo designadas como tesouras para contornar.
32 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Corte com Tesoura
Fig.3.4 ~ Corte curvineo, 4 esquerda, de uma chepa
Conforme a direccdo do corte cunvilineo, direita ou esquerda, assim se utiliza
respectivamente uma tesoura para contornar a direita (fig.3.5) ou uma tesoura para
‘contornar esquerde.
Fig.3.5 ~ Tesoura para contomar 4 direta
As léminas da tesoura manual so geralmente um pouco arqueadas na face interior de
encosto das duas laminas. Isto permite que durante 0 corte de uma chapa os gumes de
corte da Kamina se ajustem mantendo apenas uma pequena folga entre as laminas, como
indica a fig. 3.6.
Processos de Corte e Desbaste 33.@CEPRA Corte com Tesoura
Fig.3.6 ~ Arqueamento interior das laminas
Se a folga entre as laminas da tesoura € muito pequena, as mesmas tendem a prender
dificultando 0 corte.
Se a folga 6 muito grande a tesoura tende a
‘com uma forte rebarba.
jastigar” a chapa ficando a zona de corte
Para regular a folga entre as duas laminas aperta-se ou desaperta-se 0 conjunto da porca €
parafuso existentes no eixo da tesoura, como mostra a fig. 3.6.
As laminas de uma tesoura de corte tém um formato que Ihes permite resistir aos grandes.
esforgos provocados pela acco de corte, diminuir 0 atrito entre as laminas e @ peca a
cortar e facilitar 0 movimento de penetracao ou avanco das léminas, como indica a fig. 3.7.
Fig.3.7 Anguios caracterfsticos da lémina de uma tesoura de corte
34 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA
Corte com Tesoura
Para executar um corte de uma chapa com rigor é necessério realizar uma tragagem
correcta de modo a que seja visivel durante toda a execugao do corte.
Ao colocar @ pega a cortar entre as laminas, estas ndo devem fazer um Angulo (a) com
eixo superior a 20°, como mostra a fig. 3.8.
Se 0 Angulo (x) for muito grande a pega a cortar tende a escorregar, como mostra a fig. 3.9.
Fig. 3.8 Angulo de abertura das léminas (a) ‘Fig. 3.9 ~ Angulo de abertura des léminas
correcto demasiado (a) grande
Durante execugiio do corte a peca tende a rodar, como indica a fig. 3.10. Para manter a
chapa na posigéo correcta deve-se segurar a chapa.
Fig.3.10 - Rotapéo da pega durante 0 corte
Processos de Corte e Desbaste 35@CEPRA Corte com Tesoura
Durante a execugdo de cortes extensos ndo se deve fechar totalmente as léminas. Quando
a tesoura se fecha totalmente origina rasg6es na parte terminal do corte.
Ao executar um corte com uma tesoura manual néio se deve utilizar processos que
muttipiquem a forga manual exercida, tais como utilizar tubos para aumentar 0 comprimento
das pemas da tesoura ou apertar as pernas num tomo de bancada. A multiplicagao da forga
exercida pode danificar a tesoura manual
3.2 -TESOURA DE ALAVANCA
Uma tesoura de corte de alavanca ou guilhotina & composta por uma alavanca, base de
fixagdo, parafuso para regulagao do suporte, lamina inferior e superior, suporte regulavel,
‘como mostra a fig. 3.11
Poralono pore rgibsie
ch sup
Fig 3.11 ~ Tesoura de alevanca
36 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Corte com Tesoura
‘A espessura méxima da chapa a cortar depende do material da chapa e das
caracteristicas da tesoura de alavanca
Tal como 0 corte de chapas com tesoura manual, 0 corte com uma tesoura de alavanca
provoca um movimento de rotagao da chapa, como indica a fig. 3.10. Para contrariar 0
movimento de rotac&o coloca-se 0 suporte reguldvel sobre a chapa, como indica a fig.
3.12, ou entéo se este Gitimo ndo existir segura-se a chapa com a mao.
Fig.3.12 ~ Utiizagdio do suporte regulével para impedir 0 movimento de
rotapao da chape durante o corte
‘Ao manusear uma chapa, principalmente se for de grandes dimensées, deve-se utilizar
luvas devido a existéncia de arestas vivas ou rebarbas.
Para cortar uma chapa deve-se acertar a mesma com o gume da Kamina inferior e puxa-se
a alavanca, como indica a fig. 3.13.
Fig. 3.13 Corte de uma chapa numa tesoura de alavanca
Processos de Corte e Desbaste a7FCEPRA Corte Térmico
4- CORTE TERMICO
4.1 - OXI-CORTE
© processo de oxi-corte consiste no corte de
pecas de ago por acco térmica, tais como:
parafusos, rebites,
pers.
© processo de oxi-corte 6 baseado no facto
que quando um jacto de oxigénio puro &
dirigido para um metal a0 rubro cone uma
reacc&o quimica entre 0 oxigénio e o metal. 0
metal exposto ao oxigénio é transformado em
6xido de metal que depois de derretido fui
‘originando 0 corte do metal
© tipos de aco que poderao ser cortados
Utizando este método so aqueles cujo teor
de carbono nao seja superior a 1,9% @ que nao
Fig. 4.1 ~ Equipamento de oxi-corte
contenham um grande teor de crémio ¢ silicio,
como seja 0 ago de baixa liga
Para cortar outro tipo de metais como 0 ago de liga, aluminio existem outros processos de corte
térmico, como o corte térmico por plasma,
© equipamento utilzado para realizar 0 oxi-corte & idéntico ao utlizado para realizar a soldadura
oxi-acetiénica (fig. 4.1), com a excepgo do macarico.
© gas combustivel utlizado & 0 acetileno, 0 propano e o gas natural sendo o gas comburente 0
oxigénio,
‘© macarico utilizado no oxi-corte & composto pelos drgdos essenciais de um macarico soldador
possuindo ainda um tubo de oxigénio de corte e a respestiva alavanca de comando, como
mostra a fig. 4.2
Proceso de Corte e Desbaste 44Corte Térmico
Seep || [—
via Sen
inte
Fig.
4.2—Magarico de oxi-corte
Qs bicos de corte utlizados no oxi-corte so constituidos pelos orificios de chama de
‘aquecimento, situados radialmente na periferia do bico, e 0 orificio que permite a saida do
jacto de oxigénio para realizar o corte situado no centro do bico, como indica a fig. 4.3.
Fig, 4.3 - Bico de um magarico de oxi-corte
A cada magarico de oxi-corte adaptam-se diferentes tipo de bicos apropriados as espessuras
de material a cortar e ao g4s combustive! utiizado
42 Processos de corte e DesbasteFCEPRA
Corte Térmico
4.1.1 —- PARAMETROS DE OXI-CORTE
Para garantir um bom resultado ao utlizar o oxi-corte para cortar metais ¢ necessario
garantir certas condicdes:
‘A utilizago de um bico de corte calibrado adaptado a espessura
do material a cortar e ao combu:
2 utilizar;
A utilizagéo de pressées do combustivel, carburante ¢ do
coxigénio de corte adaptadas a espessura e ao material a cortar;
A utilizagdo de velocidades de corte apropriadas a espessura
a0 material a cortar;
Uma velocidade de corte inferior ou superior a velocidade
Fecomendada para realizar 0 corte implica uma degradagao da
qualidade do mesmo;
Manter a distancia correcta entre a pega a cortar e a ponta do
bico de corte.
(© ajuste da chama de aquecimento deve ser realizado de modo a que a obtenha uma chama
de aquecimento neutra, como mostra a fig. 4.4
Cada gas que 6 utilzado como combustivel emite um padrao diferente ao ser queimado.
Fig. 4.4 Chama de aquecimento neutra, utizando acetileno como combustivel
Proceso de Corte e Desbaste 43@CEPRA Corte Térmico
© ajuste da pressao do oxigénio de corte deve ser realizado com a alavanca de comando do
gs de corte pressionada
Apés a regulagao da pressdo do oxigénio de corte a chama emitida devera ser neutra , como
mostra a fig. 4.5,
oe
Fig. 4.5 - Chama neutra com fluxo de oxigénio de corte
E de evitar a utlizagdo de chama carburante (fig. 4.6) ou oxidante (fig. 4.7)
Fig. 4.6 - Chama fortemente carburante com fluxo de oxigénio de corte
Fig. 4.7 - Chama oxidante com fluxo de oxigénio de corte
44 Processos de corte e DesbasteFCEPRA
4.1.2 - DEFEITOS DE CORTE
Corte Térmico
© corte de uma pega utiizando oxi-corte quando nao 6 realizado nas condighes atras
descritas origina defeitos nas superficies de corte, como indicam as seguintes figuras.
Fig. 4.8 ~ Defeito do corte provocado por um bico de corte sujo
49 - Defeito do corte provocado pela
Utifzagdio do uma velooidade de corte
muito elevado
ART atc agg
i! ih Hil
4.17- Defeito do corte provocado pelo grande
afastemento da ponta do magarico de
corte
4.10- Defeito do corte provocado pela
utizagéo de uma velocidade de
corte muito baixa
4.12- Defeito do corte provocado pelo
pequeno afastamento da ponta
do magarico de corte,
Proceso de Corte e Desbaste 45Seago pty
Fig, 4.13 - Defeito de corte provocado
pela _utiizagio de uma
presséo do oxigénio de corte
Corte Térmico
Tebilieh
eee
Fig. 4.14 - Defeito de corte provocado pola
utllizagao de uma temperatura
de pré aquecimento efevado.
elevada
4.2 - CORTE TERMICO POR PLASMA
(© corte térmico por plasma € um proceso que utiliza temperaturas muito elevadas (20000 °C)
que 6 produzida pela passagem combinada de um arco eléctrico e de um jacto de gas através de
um pequeno orificio no bico da tocha. A alta intensidade do arco juntamente com a velocidade do
gs criam um jacto de plasma que funde e remove o material a cortar, como mostra a fig. 4.15.
© plasma € obtido pelo aquecimento de um gas a temperaturas na ordem dos 8000 °C a 30000
°C ionizando as moléculas do gas que se tornam electricamente condutoras,
Devido a formacao de temperaturas elevadas na tocha existe um circuito de refrigeracao da
mesma de modo a evitar a fusdo da tocha, como mostra a fig. 4.15.
46 Processos de corte e DesbasteFCEPRA Corte Térmico
Co
coer
ctor)
Py
Fig, 4.15 — Processo de corte térmico por plasma
Para a formagao de plasma ¢ utilizado argon, mistura de argon com hidrogénio, mistura de
argon com nitrogénio ¢ ar comprimido.
A utilizago do corte térmico com plasma permite o corte de metais e ligas, tais como ago
inoxidavel, magnésio, titanio, cobre e aluminio.
© equipamento de corte por plasma € constituido por uma tocha de corte por plasma, uma
fonte de alimentagao e um sistema de alimentagéo de gas para corte por plasma, como
mostra a fig. 4.16.
Proceso de Corte e Desbaste AT@CEPRA Corte Térmico
Fig, 4.16 Equipamento de corte por plasma
A fonte de alimentagao gera uma corrente de alta frequéncia e doseia a quantidade de gas
para corte por plasma necessaria.
A utilizagao do corte térmico com plasma tem como vantagens sobre 0 oxi-corte a maior
facilidade de regulagao dos parametros, uma qualidade superior da superficie de corte ©
uma utiizagao de velocidades de corte superiores para a mesma espessura © material a
cortar.
O corte térmico como 0 01
orte eo corte por plasma apresenta alguns riscos, tais
como gases € fumos, energia radiante, elevadas temperaturas, sendo por isso aconselhavel
@ utilizago de meios de protecgo individuais, como luvas e aventais néo inflamaveis,
6culos e mascara de proteceao contra radia¢o, bem como outros meios como os
extractores de fumo.
Quando 6 efectuado um corte térmico numa carrogaria é necessério ter em atengo que o
metal incandescente que projectado ao executar um corte pode-se infitrar em certas
cavidades da carrogaria podendo provocar um inc&ndio em cabos eléctricos ou em plésticos,
bem como em outros componentes da carrogaria,
48 Processos de corte e DesbasteFCEPRA Limagem
5—-LIMAGEM
A limagem € uma operagao que permite 0
desbaste por arranque de apara e mesmo
um pequeno acabamento de pecas.
A limagem pode ser manual, utilizando
uma lima (fig.5.1), ou pode ser mecanica,
utiizando um limador (fig.5.2)
Fig. 6.1 — imagem manual utiizando uma lima
4+ corpo; 2~ base, 3 ~ arie-
te; 4 — porta
rramentas; 5
= fixagdo de ferramentas; 6
= mesa; A — movimento de
avango da pega; B - movi-
mento de penetragao; C —
movimento de corte; D
movimento de recuo da fer
ramenta
Fig.5.2 — Limador mectnico
Processos de Corte e Desbaste 54FCEPRA Limagem
5.1-LIMAS
As limas so ferramentas fabricadas em ago muito duro e temperado com um formato
em perfil cujas faces salientes que no seu conjunto arrancam as aparas do material a
limar.
As limas so constituidas pelo corpo e por uma espiga, como mostra a fig.5.3. O cabo &
utilizado para permitir uma utllzagao de uma lima em seguranca
Porta
Fig.5.3 ~ Constituie&o de uma lima
As limas so classificadas segundo o seu formato, picadura ou picado e comprimento
Na fig.5.4 esto indicados os varios formatos de limas mais utilizados.
FORMATO Acgho
a
Tana aUABRABD
a | a °@
>
SS
—_
Fig. 5.4 ~ Classificagdo de uma lima segundo o seu formato
52 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Limagem
Para cada tipo de trabalho a executar deve-se escolher 0 formato adequado da lima a utl-
Zar, como indica a fig.5.5.
Ce Se
Fig.5 5 — Escolha do formato de uma lima
A picadura ou picado sto as menores ou maiores dimensdes das saliéncias existentes no
corpo da lima,
Conforme as dimensées do picado
uma lima 6 classificada como bastar-
da, bastardinha, murga e murca fina.
AA lime bastarda tem um picado mais
grosso, como indica a fig.5.6, sendo
por isso utilizada para realizar gran-
des desbastes. Fig.5.6— Picado de uma lime bestarde
Allima bastardinha tem um picado menos gros-
‘so, como mostra a fig.5.7, sendo por isso utili-
zada para realizar pequenos desbastes.
Fig. 7 — Picado de uma lima bastardinha
Processos de Corte e Desbaste 53FCEPRA Limagem
A lima murga tem um picado fino, como mostra a fig.5.8, sendo por isso utilizada para
realizar acabamento de superficies.
A lima murga fina tem um picado mais fino que a murga, sendo por isso utilizada para
realizar um acabamento mais rigoroso de superticies.
Fig.6. 8 Picado de uma ima murca
© desenho da picadura ou picado pode ser simples, cruzado ¢ curvilineo.
Fig.5.9 ~ Picadura simples
A picadura simples (fig.5.9) € utilizada para afiar todo o tipo de folhas de serrote para
trabalhos de afinacdo.
AA picadura cruzada (fig.5.10) 6 util-
zada para limar materiais duros
como 9 ago, ferro, lato, piasticos
duros. Fig 5.10 - Picadura cruzada
A picadura curvilinea (fig.5.11) 6 utilizada para trabalhos em chapa e para limar mate-
tiais macios como 0 aluminio, zinco, chumbo pois 0 desenho do picado que facilita a
saida das aparas impedindo de preencher o espago entre os dentes, como mostra a
fig 5.12,
54 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Limagem
Fig.5.11 ~ Pleadura curvitinea
el (( TTR
(AWA
Fig, 5.12 - Saida das aparas em limas com picadura cunilinea
Existe ainda uma lima cujo desenho da picadura é talnada isoladamente, como mostra a
fig.5.13, que se designa por grosa, sendo utiizada para limar madeira, plésticos duros ©
aluminio.
Fig, 8.13 - Grosa
‘© comprimento de uma lima, como indica a fig.5.14, € a medida do comprimento do cor-
po. © comprimento indicado em milimetros (preferencial) ou em polegadas.
Fig. 6.14 ~ Comprimento de uma lima
Processos de Corte e Desbaste 55CEP RA ce
Os comprimentos de limas mais utilzados so 100 mm, 200 mm, 250 mm e 300 mm,
respectivamente 4", 6", 8", 10" € 12”
Para identificar uma lima & necessario identificar 0 formato, 0 picado e 0 compri-
mento.
Exemplos:
As limas ficam, por vezes, com aparas de material entre a picadura reduzindo a sua
acco de corte e riscando a superficie a limar sendo necessario retirar essas mesmas
aparas.
Para retirar as aparas da picadura utliza-se uma escova de limas (fig.5.15) ou cardas de
pelos metdlicos.
—
SL — ——
SS= lnm
= irs
Fig. 6.18 — Escova para limas
A limpeza da picadura utilizando uma
escova de limas deve ser feita segun-
do a inclinagao da picadura, como
mostra 2 fig.5.16.
ae
Fig, 8.16 — Limpeza da picadura com
‘uma escova de limasFCEPRA Limagem
5.2 - CABOS PARA LIMAS
Para uma utilizagdo em seguranga de uma lima é utilizado um cabo que 6 encabado na
espiga da lima, como mostra a fig. 5.3.
Os cabos sao fabricados, geralmente, em madeira ou em material pléstico.
Existem limas em que no necessario um cabo para a sua utilizagao pols possuem uma
espiga lisa ¢ cilindrica, como mostra a fig. 5.17, que substitul 0 cabo. Este tipo de lima é
designado por lima de calado.
Fig. 5.17 Lima de calado
Para encabar uma lima deve-se colocar a espiga na cavidade do cabo fazendo com que a
espiga fique horizontal ¢ suficientemente profunda, como indica a fig. 5.18.
Ambo cireto
‘periada
‘A mio esquerda
love. servindo ce
"35
6;
Fig. 6.18 — Colocagéo da espiga no cabo
Processos de Corte e Desbaste 87FCEPRA Limagem
Para fixar 0 cabo com a espiga agarra-se na ponta da lima ou no cabo, conforme indica a
fig.5.19, e dé-se uma pancada numa superficie macia, de modo a no danificar o cabo
Fig. 5 19 ~ Fixegdo de uma lima
Para desencabar uma lima uti
as maxilas do torno de bancada, 4
como mostra a fig. 5.20.
ase
jc
Fig. § 20 Desencabamento de uma lima
Outro processo € 0 de segurar a lima € 0 cabo
com uma mao e com a outra mao dé-se uma
pancada com outra lima no cabo, como indica a
fig. 5.21
Fig. §.21 ~ Desencabamento de uma lima
58 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Limagem
Antes de iniciar um trabalho com uma lima 6 necessario verificar se 0 cabo esta
bem fixo e em boas condigbes de utilizagao,
5.3 - PROCEDIMENTOS OPERATIVOS NA LIMAGEM
Primeiro selecciona-se a lima correc-
‘a para executar a limagem tendo em
conta o material e a forma da peca a
trabalhar.
- 2 bon posit
A altura do plano de trabalho correc-
‘ta, para uma limagem, deve ser a dis-
tancia do ch&o ao cotovelo do for-
mando, Como indicado na fig.5.22.
Fig. 6.22 ~ Posigéo, em altura, para realizar uma
imagem
‘A posic¢ao dos pés em relacdo a direcgao em que se esta a limar deve ser a indicada na
fig.5.23.
Fig. 5.23 Posipgo correcta dos pés ao realizar uma imagem
Processos de Corte e Desbaste 59@CEPRA
Limagem
A forma correcta de pegar numa lima para a manusear de ser a indicada na fig. 5.24 €
5.26.
Fig. 6.24 ~ Forma correcta de manusear
uma lima
Se a lima a utilizar 6 pequena no de
deve manusear a lima como indica a
fig. 5.24, pois a lima tera a tendéncia
para flectir, no ficando a superficie a
limar plane. De modo a que esta
situagao _n&o aconteca deve-se
manusear a lima como indica a fig.
526.
Se a superficie a limar é curva deve-
se limar a pega com movimentos de
Totago em conjunto com movimentos
rectilineos alternados, como mostra a
fig. §.27.
5.10 Processos de Corte e Desbaste
Fig. 525 — Forma correcta de manusear
uma lima
Fig. 5.26 ~ Forma conecta de manusear uma lima
Fig. 6:27 - Limar superiicies curvasFCEPRA Limagem
Para executar uma superficie inclina-
da ou um chanfro deve-se fixar a
pega de modo a que a superficie a
limar fique na horizontal, como indica
a fig 5.28.
Fig. 5.28 — Limar superticies inclinadas
‘Ao limar pecas compridas prende-se uma parte da
peca e lima-se a parte fixa, mudando-se depois 2
posicao da peca e limar o restante da pega, como
mostra a fig.5.29.
Fig. 529 Limar pegas comprides
Nao se deve limar a pega na parte néo fixa,
Durante a imagem a lima move-se para a frente e para tras com os bragos e nao com a parte
superior do corpo.
‘A posigdo do corpo e a forma de trabalho durante uma limagem esta indicada na fig.5.30.
Posigao Inicial Inicio do avango Avango
(© como ligelramente inci- No primelro tergo de curso Avanga o brago sem iinclinar
nado para a frente, O brago da lima, 0 corpo inclina-se mais 0 corpo,
direito levantado para tras, para a frente, manten-do 0
tanto quanto possivel, ican _brago fixo,
do a mao proxima da regio
iifaca. Fig. 5 30 — Posig&o do corpo e a forma de trabalho durante a
utiizagéo de uma lima
Processos de Corle e Desbaste =| 8.11FCEPRA Limagem
‘A fixagdo de pegas de ser feita de modo a que @ superficie a limar deve ficar o mais préximo da
fixago, como mostra a fig. §.31, para evitar que a pega vibre, como mostra a fig. 5.32
'
Fig, 5.31 ~Fixagdo correcta de pegas paralimar Fig. ‘5.32 ~ Fixagéo incorrecta de
ecas, provocando a vibra
($80 das mesmas ao limar
Quando se pretende verificar a esquadria ou 0 angulo entre duas faces de uma pega
deve-se utilizar um esquadro, que esteja em boas condicdes de utllizagtio (sem mossas),
com 0 &ngulo desejado. Segura-se o lado maior do esquadro entre 0 polegar € 0 indica-
dor de uma das méos e coloca-se a face do esquadro na face de referéncia da peca,
sendo a peca segura com a outra mo, como indica a fig. 5.33.
Fig. 6.33 ~ Colocagéo do esquadro para @ verificagso de esquadria entre
duas faces de uma pega
Depois desliza-se 0 esquadro até que a face a controlar toque no esquadro, como indica
afig. 5.34
5.12 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Limagem
Fig. 5. 34 Desizamento do esquadro para a venificagdo de esquadiia entre
duas faces de uma pega
Para verificar o angulo ou planeza da face coloca-se a pega e o esquadro na posigao indi-
cada na fig.5.34 a altura dos olhos na direcgéio de uma zona iluminada, como indica a
fig.5.35.
Fig, 5.35 - Verificagéo da planeza da face de uma paca
Se existir luminosidade entre a face da peca e 0 esquadro, a face a controlar nao esta
com 0 &ngulo correcto ou entio nao esta plana,
Quando se pretende um melhor acabamento de uma superficie com uma lima deve-se uti-
lizar uma lima murga na qual se coloca uma camada de giz.
Processos de Corle e Desbaste | 5.13FCEPRA Bibliografia
BIBLIOGRAFIA
JUPSIN, C.; ANGENOT, J. - Trabalho De Metais, Platano Editora,
[Link]. - Revue Technique Automobile, Outilages Et Tours De Main
PAULO, Fernando Godinho; RODRIGUES, Fernando E. S. ~ Pequeno Manual Escolar
De Serratharia Mec4nica, Livraria Escolar Editora,
ROCHA, Acacio Teixeira Da ~ Tecnologia Mecénica, Volume Il, Coimbra Editora.
FACOM - Catélogo F 96.
SMITH, Dave ~ Welding, Skills and Technology, Megrawhil
Processos de Corte e Desbaste cAQeerea |e
DOCUMENTOS
DE
SAIDAFCEPRA Pos Teste
POS -TESTE
Em relago a cada um dos exercicios seguintes, séo apresentadas 4 (quatro) respostas
das quais apenas 1 (uma) esta correcta, Para cada exercicio indique a resposta que consi-
dera correcta, colocando uma cruz (x) no quadradinho respectivo.
1. Observando as figuras 1 © 2 indique a posigao correcta de fixar uma folha de se
“Senate cece”
Z =
Co3 C33.
a) A posigao correcta esté indicada na fig.2
b) A posigao correcta esté indicada na fig.
©) A posigéo correcta esta indicada na fig.1 e fig.2
gaaa
4) A posigao correcta ndo esta indicada na fig.1 e fig.2
2. A selecgao da velocidade de corte numa serragem mecanica com uma serra
circu
Nao depende do material a cortar 0
a)
Nao depende da espessura da pega a cortar o
»)
Depende do material a cortar o
°
Nao depende da geometia da peca a cortar o
9)
Processos de Corte e Desbaste —S.1ZCEPRA Pos -Teste
3. Os processos de corte e desbaste por acco abrasiva nao sao utilizados para:
2) Obter acabamentos superficial fins ou muito finos e tolerdncias dimensionals ©
geometicas apertadas a
b) A maquinagem de materiais muito duros para poderem ser maquinados a bico de fer-
0 a
a
4) A remocdio de camadas superficiais de pequena espessura em especial se apresen-
©) A realizagao de uma furagao de um material macio
tam areias ou inorustagBes duras a
4. Uma mé com a notagao A 100 S 7 BF é uma m
a) De Carboneto de silicio, tamanho de gro 100 (grosso), dura, com uma estrutura
im)
b) De 6xido de aluminio, tamanho de gro 100 (fino), dura, com uma estrutura média e
média e com um aglomerante de borracha
Q
com um aglomerante reforcado de resinas sintéticas
©) De 6xido de aluminio, tamanho de grao 36 (fino), dura, com uma estrutura densa e
Q
com um aglomerante elastico
4) De Carboneto de silicio, tamanho de gréo 100 (grosso), dura, com uma estrutura
a
aberta e com um aglomerante reforcado de resinas sintéticas.
82 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Pos Teste
5. Para desbastar um material macio e ductil é escolhida uma mé com:
a) Um tamanho de gro grosso.
b) Um tamanho de gréo fino,
©) Uma dureza macia
goaaa
4) Um numero baixo da estrutura da mo
6, Ao executar uma amolagao a mé 6 montada:
a) Numa rebarbadora.
b) Numa lixadeira excéntrica
©) Numa rectificadora
goaada
4) Numa esmeriladora
7. Uma tesoura manual 6 utilizada para cortar:
a) Perfis de ago com 10 mm de espessura
b) Chapas com uma espessura maxima de 1.5 mm.
©) Chapas com uma espessura minima de 1.6 mm
goaaa
4) Barras de ago com 10 mm de espessura
Processos de Corte e Desbaste —S.3ZCEPRA Pos -Teste
ligdes que nao devem ocorrer de modo
a evitar a ocorréncia defeitos de corte:
2) Uilizar um bico de corte calibrado adaptado espessura do material a cortar © a0
combustivel a utlizar o
by Utiizar presses do combustivel, carburante e do oxigénio de corte adaptadas &
espessura e 20 material a corta o
©) Utilizar velocidades de corte elevadas, independentemente da espessura do material
a cortar a
) Manter a distancia correcta entre a pega a cortar e a ponta do bico de corte ......
9. As vantagens de utilizar 0 corte térmico por plasma em relagao com o corte térmico
por oxi-corte, para o mesmo material e espessura a cortar, so:
a) Malores velocidades de corte e piores acabamentos da superficie de corte
b) Menores velocidades de corte
©) Maior dificuldade na regulago dos parametros de corte
gQaaa
4) Maiores velocidades de corte e melhor acabamento da superficie de corte
10. Uma lima bastarda tem um picado:
a) Grosso
b) Fino
©) Muito fino
g0agvado
4) Igual ao de uma lima murga
SA Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Corrigenda do Pés Teste
CORRIGENDA E TABELA DE
COTAGAO DO POS-TESTE
NeDA QUESTAO ReSPOSTA | cotacho
1 b) 3
2 Q 2
3 o 1
4 b) 3
5 2) 2
6 1
7 2
8 2
9 2
10 2
20
Processos de Corte e Desbaste ssQeerea |e
ANEXOSFCEPRA Exercicios Praticos
EXERCICIOS PRATICOS
Exemplo de exercicio pratico a desenvolver no seu posto de trabalho ¢ de acordo com a matéria
constante no presente médulo
EXERCICIO
1 EXECUGAO DE OPERAGOES DE CORTE E DESBASTE
- EXECUTE AS OPERAGOES DE CORTE E DESBASTE EM PECAS, REALIZANDO AS TARE-
FAS INDICADAS EM SEGUIDA, TENDO EM CONTA OS CUIDADOS DE HIGIENE E SEGU-
RANGA
EQUIPAMENTO NECESSARIO.
= BARRA DE ACO MACIO 130 mm x 100 mm x 10 mm (comprimento x largura x espessura),
COM AS OPERACOES DE TRACAGEM E PUNCIONAMENTO EXECUTADAS:
= CHAPA DE ACO MACIO N.° 18, COM AS OPERACOES DE TRAGAGEM E PUNCIONA-
MENTO EXECUTADAS
- FERRAMENTAS DE SERRAGEM
- FERRAMENTAS DE CORTE E DESBASTE POR ACCAO ABRASIVA
~ TESOURAS DE CORTE
- FERRAMENTAS DE LIMAGEM
TAREFAS A EXECUTAR
1
EXECUTE AS OPERAGOES DE CORTE E DESBASTE, NA BARRA DE ACO MACIO 130
mm x 100 mm x 10 mm, NECESSARIAS PARA EXECUTAR A PEGA INDICADA NA FIG. A
Fig. A
Processos de Corte e Desbaste AAFCEPRA Exercicios Praticos
2- EXECUTE AS OPERACOES DE CORTE E DESBASTE, NA CHAPA DE AGO MACIONS
18, NECESSARIAS PARA EXECUTAR A PEGA INDICADA NA FIG. 8
Fig. 8
NO FINAL DA REALIZACAO DAS PECAS ANTERIORMENTE MOSTRADAS, OS CONTOR-
NOS DE AMBAS TERAO QUE COINCIDIR, APOS A SOBREPOSIGAO DA PEGA ACOM A
PECAB
A2 Processos de Corte e DesbasteFCEPRA Guia de Avaliacdo dos Exercicios Praticos
GUIA DE AVALIAGAO
DOS
EXERCICIOS PRATICOS
EXERCICIO PRATICO N.° 1: CORTE E DESBASTE
foura dE
TAREFAS A DESENVOLVER [ene eaten
EXECUGAO
1 —Realizagto das operacdes de corte ¢ desbaste, numa
barra de ago macio 100x10 mm, necessérias para 10
executar a pega, indicada na fig anexa,
2.~ Realizacio das operagées de corte e desbaste, numa
chapa de ago macio n°18, necessétias para executar a 10
e¢a,indicada na fig. anexa
CLASsIFICAgA| 2
Processos de Corte e Desbaste A3