FORJAMENTO
Conformao TM 262
Prof. Paulo Marcondes, PhD.
DEMEC / UFPR
FORJAMENTO
Histrico;
Conceito;
Forjamento o nome genrico para operaes de
conformao mecnica efetuadas com esforo de compresso
sobre um material dctil, de tal modo que ele tende a assumir
o contorno ou perfil da ferramenta de trabalho.
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CARACTERSTICAS GERAIS
Tipos bsicos:
Conformao a quente;
Conformao a frio.
Classificao;
Forjamento livre ou em matriz aberta (ferramentas
cncavas ou planas);
3 Forjamento em matriz fechada;
CARACTERSTICAS GERAIS
Nomenclatura tpica
de forjamento
CARACTERSTICAS GERAIS
Etapas do forjamento;
Corte > aquecimento > pr-conformao > forjamento -> rebarbao
Materiais utilizados:
Aos (comuns, ligados, ferramenta, estruturais e
inoxidveis);
Ligas (Cu, Al, Mg, Ni e Ti).
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FORJAMENTO LIVRE
Matrizes planas e simples;
Pr-conformao;
Lotes pequenos;
Peas grandes e de geometria simples;
Baixo custo;
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OPERAES UNITRIAS
Operaes simples de conformao por forjamento;
Matrizes abertas ou ferramentas especiais;
Produzir peas acabadas e simples;
Redistribuir a massa de uma pea bruta para posterior
forjamento em matriz.
Recalque, estiramento, laminao, alargamento,
fendilhamento, extruso, etc.
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OPERAES UNITRIAS
Recalque ou recalcamento;
Compresso direta do material entre um par de ferramentas de face plana ou
cncava, visando primariamente reduzir a altura da pea e aumentar a sua
seco transversal.
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Estiramento
Se a reduo na espessura a ser
efetuada grande:
Recobrimento as mordidas.
OPERAES UNITRIAS
Estiramento;
Visa aumentar o comprimento de uma pea s custas da sua espessura.
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OPERAES UNITRIAS
Encalcamento;
Reduo da seco de uma poro intermediria da pea, por meio de uma
ferramenta ou impresso adequada.
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OPERAES UNITRIAS
Rolamento;
Operao de distribuio de massa ao longo do comprimento da pea,
mantendo-se a seco transversal redonda enquanto a pea girada em torno do
seu prprio eixo.
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OPERAES UNITRIAS
Alargamento;
Aumenta a largura de uma pea reduzindo sua espessura.
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Alargamento e estiramento
OPERAES UNITRIAS
Furao;
Abertura de um furo em uma pea, geralmente por meio de um puno de
formato apropriado.
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Furao
Aplicao de puno ou mandril sobre a pea.
OPERAES UNITRIAS
Extruso;
O material forado a passar atravs de um orifcio de seco transversal menor
que a da pea.
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OPERAES UNITRIAS
Laminao de forja;
Reduo e da seco transversal de uma barra passando-a entre dois rolos que
giram em sentidos opostos, tendo cada rolo um ou mais sulcos de perfil
adequado, que se combina com o sulco correspondente do outro rolo.
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OPERAES UNITRIAS
Caldeamento;
Visa produzir a soldagem de duas superfcies metlicas limpas, postas em
contato, aquecidas e submetidas compresso.
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OPERAES UNITRIAS
Cunhagem;
Geralmente realizada a frio, empregando matriz fechada ou aberta, visa
produzir uma impresso bem definida na superfcie de uma pea, sendo usada
para fabricar moedas, medalhas talheres e outras peas pequenas, bem como
para gravar detalhes de diversos tipos em peas maiores.
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OPERAES UNITRIAS
Fendilhamento;
Consiste em separar o material, geralmente aquecido, por meio de um mandril
de furao provido de gume; depois que a ferramenta foi introduzida at a
metade da pea, esta virada para ser fendilhada do lado oposto.
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CARACTERSTICAS DO PROCESSO
Recalque de peas cilndricas;
- Deformao homognea e heterognea;
- Aumento da presso na interface;
- Zona de fluxo restringido;
- Barrilamento;
Para h/D<1,4 um bojo;
Para h/D=1,4 e 1,6 dois bojos;
Para h/d >1,6 ?? e h/d > 3 ???
Tenses residuais (secundrias);
Trativas, compressivas e circunfernciais;
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CARACTERSTICAS
DO PROCESSO
CARACTERSTICAS DO PROCESSO
Recalque de peas prismticas;
Seces transversais tendem a se arredondar;
Divisores de fluxo;
Controlam o escoamento do material na deformao plstica;
Custo;
Deformao plana.
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Recalque, estiramento,
rolamento
FORJAMENTO EM MATRIZ FECHADA
Matriz em duas metades (impresses);
Tolerncias dimensionais mais estreitas;
Alta produo;
Peas complexas;
Alto custo;
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FORJAMENTO EM MATRIZ FECHADA
FORJAMENTO EM MATRIZ ABERTA /
FECHADA
Operaes intermedirias;
Distribuio de massa;
Dobramento;
Formao as seco
transversal;
FORJAMENTO EM MATRIZ FECHADA
Formato do tarugo inicial
FIBRAMENTO MECNICO NO
FORJAMENTO
Classificao das
CLASSIFICAO
DE SPIES formas de peas
forjadas em matriz
OPERAES SECUNDRIAS
Rebarbao;
Prensa de excntrica;
Furao;
Desempeno;
Calibragem.
Acabamento superficial;
Tamboreamento;
Jateamento;
Decapagem qumica;
Neutralizao.
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PROCESSO PRODUTIVO
Posteriormente ela levada para uma prensa excntrica que faz um recorte em trs estgios para
garantir alta qualidade dos furos.
PROCESSO PRODUTIVO
A cada 11 peas feita uma verificao dimensional e de qualidade do processo
PROCESSO PRODUTIVO
Na seqncia a pea sofre um processo de tamboreamento (tambor vibratrio cheio de chips de
porcelana) que tem por objetivo polir e tirar as rebarbas do produto.
PROCESSO PRODUTIVO
O produto , ento, encaminhado para um processo de lavagem com detergente neutro, para no
manchar o alumnio
PROCESSO PRODUTIVO
Coloca-se, ento o produto em uma centrfuga equipada com um assoprador de alta potncia para uma
secagem de boa qualidade.
REBARBAO
Funes da rebarba;
Vlvula de segurana;
Regular o escapamento do metal em excesso.
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REBARBAO
Deve-se dimensionar a rebarba de modo que a extruso do metal atravs da
garganta seja mais difcil do que o preenchimento do mais intrincado
detalhe das matrizes;
Um dimenso excessiva da rebarba, pode criar cargas de forjamento
intensas demais, resultando em problemas de desgaste ou quebra das
matrizes.
Para peas complexas, projetar b/h alto;
Para peas simples, projetar b/h baixo;
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Dimensionamento da rebarba
Tipos de bacia de rebarba
CRITRIOS DE PROJETO
Projeto de peas e matrizes;
As paredes laterais da peas recalcadas devem ter, sempre que possvel, a forma
arredondada;
Devem ser evitados cantos vivos;
Todas as superfcies paralelas direo de forjamento devem ser inclinadas e
com alma progressiva;
Devem ser evitados furos finos (normais direo de forjamento);
Devem-se evitar encaixes (reentrncias laterais);
Devem-se evitar peas com grande assimetria de forma e volume;
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CRITRIOS DE PROJETO
No forjar furos pequenos;
A rebarba deve ser posicionada no local mais adequado a sua remoo e ao
preenchimento completo da cavidade da matriz;
Subdividir peas complexas por peas simples forjadas individualmente,
posteriormente unidas por algum processo adequado;
Sempre que necessrio, as peas recebem sobremedidas para usinagem;
Deve-se levar em conta o efeito da contrao trmica das peas, de modo a se
obter maior preciso no processo.
CRITRIOS DE PROJETO
Simulaes numricas;
Estudar as caractersticas de escoamento do material;
Facilitar o desenvolvimento de matrizes e ferramentas de forjamento;
Reduzir os custos e os tempos associados ao desenvolvimento de novas peas;
Aquecimento das peas;
Conformao a quente utilizada de modo a diminuir os esforos necessrios
para a deformao do material;
O aquecimento pode ser realizado atravs de fornos de induo, evitando o
problema de empobrecimento superficial de carbono (descarbonetao);
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DEFEITOS DE FORJADOS
Penetrao incompleta do forjamento;
Deformao superficial;
Utilizar mquinas de maior capacidade;
Trincamento superficial;
Temperatura insuficiente;
Tenses secundrias trativas;
Controlar os parmetros do processo;
Trincamento devido a rebarbao;
A trinca pode penetrar na pea;
Projetar a rebarba com b/h baixo;
Posicionar corretamente a rebarba;
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DEFEITOS DE FORJADOS
Defeitos de dobra:
Descontinuidade originada quando duas superfcies do metal se dobram uma
contra a outra;
Preenchimento parcial devido ao canto vivo;
Resfriamento localizado e atrito excessivo;
Falha de enchimento:
Ocorre quando um determinado local profundo da matriz no preenchido;
Atrito excessivo;
Presena de resduos de lubrificante ou carepa;
Evita detalhes finos (resfriamento local);
Trincamento interno:
Resultado das tenses trativas secundrias;
Adequao das ferramentas;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
Para uma seleo de engenharia, deve-se levar em conta principalmente a
energia de conformao fornecida pela mquina;
Martelos e prensas de frico so mquinas de capacidade limitada, pois a
conformao cessa quando a quantidade de energia disponvel no golpe
entregue pea, sendo necessrio golpes adicionais se a pea ainda no estiver
completamente forjada;
Prensas excntricas (rebarbao) e de manivela trabalham com um curso fixo,
ou seja, a conformao estar concluda quando o excntrico atingir o ponto
morto inferior;
Prensas hidrulicas so limitadas pela carga mxima fornecida, pois quando a
47 fora exigida se iguala capacidade do equipamento, o mbolo deste cessa.
EQUIPAMENTOS
Martelos de forja;
Golpes rpidos e sucessivos;
Deformao superficial.
Pontas de eixo,virabrequins;
Prensas;
Compresso em baixa velocidade;
Deformao resultante regular;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
MARTELOS:
Martelos de bigorna:
Queda livre;
Queda acelerada (duplo efeito);
Martelos de contragolpe:
Verticais;
Horizontais;
PRENSAS
Hidrulicas:
Mecnicas:
Verticais:
Excntrico (rebarbao);
Manivela;
Frico;
Horizontais:
Recalcadoras horizontais;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
MQUINAS ESPECIAIS:
Recalcadoras eltricas:
Mquinas de forjamento rotativo;
Mquinas de forjamento de alta energia (HERF);
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
FORJAMENTO ROTATIVO
EQUIPAMENTOS DE FORJA
LAMINADORES DE FORJAR (Rolamento);
EQUIPAMENTOS
DE FORJA
Recalcadora
horizontal
Recalcadora horizontal:
frio e quente
EQUIPAMENTOS DE FORJA
Prensas de excntrico;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
Prensa de frico;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
Prensa de joelho;
Curso longo
Bastante rgidas
EQUIPAMENTOS DE FORJA
Prensa de cunha;
Bastante rgidas
EQUIPAMENTOS DE FORJA
Prensas hidrulicas;
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EQUIPAMENTOS DE FORJA
Forjamento orbital;
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Defeito X tipo de equipamento