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Modelo Relatorio Outorga

Este relatório técnico descreve uma proposta de canalização de 650 metros de um curso d'água conhecido como Formador do Córrego Limoeiro no Distrito Industrial de Timóteo, MG. A canalização é necessária para melhorar o escoamento da água, prevenir inundações e melhorar o tráfego na área. O relatório apresenta os objetivos, características e impactos ambientais do projeto e solicita permissão do órgão ambiental para realizar a obra.
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Modelo Relatorio Outorga

Este relatório técnico descreve uma proposta de canalização de 650 metros de um curso d'água conhecido como Formador do Córrego Limoeiro no Distrito Industrial de Timóteo, MG. A canalização é necessária para melhorar o escoamento da água, prevenir inundações e melhorar o tráfego na área. O relatório apresenta os objetivos, características e impactos ambientais do projeto e solicita permissão do órgão ambiental para realizar a obra.
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RELATRIO TCNICO

Outorga de gua Superficial


(Canalizao de Curso de gua)

Requerente: Prefeitura Municipal de Timteo

Local do Empreendimento: Distrito Industrial, Bairro Limoeiro,


rea Urbana do Municpio de Timteo MG. CEP: 35.180-000

Curso dgua: Formador do Crrego Limoeiro

Data: 06 de Fevereiro de 2008


RESPONSBILIDADE TCNICA

UNIVERSALIS
Consultoria, Projetos e Servios Ltda
CREA/MG - 31.420

Elmo Nunes
Engenheiro Florestal
CREA/MG 57.856-D

Municpio de Timteo/MG
Fevereiro /2008

2
1 INTRODUO

Este documento constitui o Relatrio Tcnico para Outorga de gua


Superficial, solicitado pelo Instituto Mineiro de Gesto das guas IGAM,
contendo informaes complementares, necessrias anlise da Outorga,
para o Empreendimento Canalizao de Curso de gua, localizada no
Distrito Industrial, bairro Limoeiro, municpio de Timteo MG.
A canalizao considerada fundamental para o perfeito escoamento
hdrico, evitando assim as constantes inundaes as indstrias prximas e
as vias de acesso das mesmas, no tendo outra alternativa locacional, no
curso de gua regionalmente conhecido como Formador do Crrego
Limoeiro.
O respectivo Empreendimento tem por objetivo regularizar a citada
canalizao em um trecho de aproximadamente 650 metros no curso de
gua acima citado. A Prefeitura Municipal ir executar a obra em carter
emergencial, tendo como finalidade regularizar o trafego, e minimizar
transtornos ocasionados em rea do Distrito Industrial.
A referida interveno se faz necessria uma vez que devido s fortes
chuvas houve rompimento do canal natural do curso de gua e o
alagamento das vias de circulao, dificultando o transito local e o
alagamento de partes das industrias prximas ao citado trecho.
O relatrio foi elaborado com base na legislao ambiental vigente e
normas tcnicas existentes que tratam do assunto, considerados
suficientes para o efetivo controle ambiental da atividade proposta.

3
2 OBJETIVOS

- Apresentar a descrio e a concepo bsica do empreendimento;


- Avaliar os aspectos relativos quanto interferncia no curso de
gua;
- Solicitar ao Instituto Mineiro de Gesto das guas IGAM,
concesso de registro e outorga para o empreendimento citado.

3 CARACTERIZAO DO EMPREENDIMENTO

A canalizao considerada essencial para o Distrito Industrial uma vez


que permitira um perfeito escoamento hdrico e melhoria do transito,
atendendo e solucionando uma antiga reivindicao dos empresrios,
proporcionando mais conforto e segurana aos usurios. A canalizao
possui uma extenso de 650 metros, ser construda utilizando-se manilha
circular de concreto armado com dimetro de 800 mm.
A prefeitura Municipal buscando apresentar concepes bsicas da citada
canalizao tem por objetivo, estar sempre de acordo com as normas e
leis estabelecidas pelos competentes rgos Federais, Estaduais,
Municipais e/ou outras Autarquias, Fundaes e Reparties que sejam
coligadas atividade.

3.1 - Localizao do Empreendimento

4
A citada canalizao relaciona-se trecho do curso de gua regionalmente
conhecido como Formador do Crrego Limoeiro, em rea interna do
Distrito Industrial, Timteo MG, regio do Vale do Rio Doce - Leste do
Estado de Minas Gerais. O acesso a esta rea pode ser realizado a partir
de Belo Horizonte pela BR 262 e BR 381 at o centro da cidade de
Timteo; do centro, segue em direo ao bairro Limoeiro, neste bairro
seguindo pela Avenida Pinheiro, cerca de 500 metros entra a esquerda,
passando a seguir por via no pavimentada j no Distrito Industrial, seque
ate o seu final. A citada canalizao dever abranger toda a rea do
Distrito, percorrendo todo trecho interno, at interligar com a canalizao
existente sobre a Avenida Pinheiro.
Como referncia citamos o ponto de coordenadas UTM, X = X=752.536,23
e Y=7.836.511,54 (19o33`00 e 42o35`35).

3.2 Diagnstico Ambiental da rea de Implantao

3.2.1 Meio Abitico

Geograficamente, o municpio Timteo, est inserido na Regio da Bacia


Hidrogrfica do Rio Doce. O relevo caracterstico da rea de interveno
plano. O relevo faz parte dos Planaltos Dissecados do Centro Sul e do
Leste de Minas (CETEC, 1982), a grande unidade geomorfolgica
representada pelas terras latas que envolvem as reas mais rebaixadas
encontradas ao leste da regio, ao longo do Vale do Rio Doce. A evoluo
do relevo regional foi, portanto, caracterizada pela dissecao (eroso
fluvial) de antigas reas planas mais elevadas. O tipo litolgico mais antigo
da regio representado pelo Gnaisse biottico - rochas de idade pr-

5
cambriana, podendo observar predominncia do granito borrachudo
rochas gneas. O regime pluviomtrico, sobre a regio, apresenta-se bem
definido com um vero chuvoso e um inverno seco; apresentando variao
de 1.000 mm a 1.200 mm de precipitao anual; as deficincias hdricas
so da ordem de 50 mm a 100 mm, assim como os excedentes hdricos,
podem ser de 100 mm a 200 mm (Thomthwaite & Mather - 1955). A
temperatura mdia em graus Celsius apresenta o valor mximo de 28,9,
mnima de 17.1e compensada de 24.

3.2.2 Meio Bitico

[Link] Vegetao

O municpio de Timteo encontra-se sob o domnio da Mata Atlntica.


Segundo o "Zoneamento Agroclimtico de Minas Gerais - 1980". Em
funo dos fatores climticos regionais, assim como, da cobertura florestal
possuir de 20 a 50% de suas rvores caduciflias no conjunto florestal,
regionalmente esta tipologia definida como sendo de "Floresta Estacional
Semi-decidual". Dentro das diferentes espcies, observadas no municpio,
que caracterizam esta tipologia florestal, podemos citar: Ficus sp.
(gameleira), Cecropia sp. (embaba), Chlorophora tinctoria (tajuba),
Casearia sylvestris (espeto branco), Aegiphilla selowiana (papagaio),
Adananthera collubrina (angico branco), Piptadenia sp. (angico),
Machaerium sp.(Jacarand-do-campo), Piptadenia gonoacantha (jacar),
Xanthoxylon rhoifdium (Angico maminha- de- porca), Sapium
biglandulosum (leiteira), Zeyheria tuberculosa (ip-preto).

6
[Link] Fauna

As peculiaridades climticas e a distribuio da cobertura florestal regional


propiciam a existncia de uma fauna diversificada. Como o
empreendimento situa-se em rea urbanizada, no observada a
presena significativa de fauna local. Todavia, foi levantada a
probabilidade de ocorrncia das seguintes espcies, a nvel regional: Aves:
Columba speciosa (trucal), Nyctidromus albicollis (curiango), Piaya cayana
(alma de gato), Cariama cristata (seriema), Polyborus plancus (caracar),
Speotyto cunicularia (cabur), Scardafella squammata (fogo-apagou),
Tangara sp. (sanhao), Volatinia jacarina (Tisiu), Zonotrichia capensis
(tico-tico), Pitangus sp. (bem-te-vi), Furnarius rufus (Joo de barro),
Colonia colonus (viuvinha), sporophila nigricollis (coleirinha),
Phoeoceastes robustus (picapau da cabea vermelha), Leptotila verreauxi
( juriti), Guira guira (anu-branco), Crotophaga ani (anu preto), Turdus
rufiventris (sabi laranjeira), Phaethornis petrei (beija-flor), Aratinga
leucophthalmus (maritaca), Dendrocygna viduata (marreco), Vanellus
chilensis (quero-quero).
Mamferos: Dusicyon vetulus (raposa), Dasypus novemcinctus (tatu-
galinha), Sylvilagus brasiliensis (coelho do mato), Didelphis marsupialis
(gamb), Cavia sp. (pre), Gryzonys spp. (rato do mato).
Rpteis: Tupinambis tequixim (teiu), Bothrops spp (Jaracuu-tapete),
Bothrops jararaca (jararaca), Lachesis muta (surucucu).
Fauna Aqutica: Astyanax bimaculatus (lambari), Oligosarcus solitarius
(lambari bocarra), Brycon cf, devillei (piabanha), Hoplias malabaricus
(trara), Rhamdia sp (bagre), Geophagus brasiliensis (car).

7
3.3 Caracterizao Tcnica do Empreendimento.

O Empreendimento refere-se canalizao de curso de gua denominado


Formador do Crrego Limoeiro, situada em rea interna do Distrito
Industrial do bairro Limoeiro, em rea urbana do municpio.

3.3.1 - Vazo do Formador do Formador do Crrego Limoeiro (Calculada


em 06 de fevereiro de 2008).

Para se caracterizar a vazo neste curso dgua, em funo das


dificuldades locais, tornando-se impraticvel a medio direta, utilizou-se o
mtodo do flutuador. Os flutuadores so dispositivos com caractersticas
tais que lhes permitam adquirir a mesma velocidade da gua em que
flutuam.
Dentre os trs tipos de flutuadores usados, o mais simples o superficial,
que mede a velocidade da superfcie da corrente lquida. Ele pode ser uma
pequena bola ou um outro objeto de densidade menor que a da gua. A
inconvenincia apresentada por este tipo de flutuador devida ao fato de
seu deslocamento ser muito influenciado pelo vento e pelas correntes
secundrias.
A vazo, usando-se o flutuador, ser determinada pela equao da
continuidade:
Q=A.V
Onde:
Q = Vazo (m/s)
A = rea da Seo Transversal (m)

8
V = Velocidade superficial (m/s)

Determinao da Velocidade Mdia

 Foi escolhido um trecho mais reto e uniforme do curso dgua com


um intervalo de 10,00 m (dez metros );
 Foi realizada a limpeza nas margens e no fundo do trecho escolhido
e no incio, ponto A, e no fim deste, ponto B, colocado uma tbua
transversal a corrente, para observar com melhor clareza a
passagem do flutuador;
 O flutuador foi solto montante do ponto A;
 Foi determinado o tempo gasto pelo flutuador ao percorrer de A para
B, foram realizadas 20 (vinte) medies e identificado o tempo
mdio;
 De posse do espao (comprimento do trecho) e do tempo mdio, foi
calculada a velocidade de deslocamento do flutuador:
V = e / tm
Onde:
V = velocidade (m/s)
E = espao (10,00 metros)
tm = tempo mdio (16,8 segundos)

Assim:
V= 0,5952m/s

A velocidade determinada no a mdia, porque a velocidade superficial,


onde o flutuador se desloca, diferente da velocidade mdia. Para

9
obtermos a velocidade mdia, aplicamos fatores de correo na
velocidade superficial determinada em funo da natureza das paredes.

Fatores de correo
 Canais com paredes lisas, ex: cimento.
Vm = (0,85 a 0,95) V

 Canais com paredes pouco lisas, ex.: canais de terra, para irrigao.
Vm = (0,75 a 0,85) V

 Canais com paredes irregulares e/ou com vegetao nas paredes.


Vm = (0,65 a 0,75) V

em que:
Vm a velocidade mdia;
V, a velocidade superficial.

Assim:
Vm = 0,70 x V
Vm = 0,4166 m/s

Determinao da Seo Transversal Mdia

Foi determinada a rea de 3 (trs) sees no trecho considerado: Uma no


incio, outra no fim e uma outra intermediria. Trata-se mdia das reas,
obtendo-se a rea mdia das sees.

10
 A determinao da rea transversal do curso dgua foi calculada
atravs de sub-sees, baseando na forma geomtrica mais prxima
(tringulo, retngulo, trapzio, etc.);
 Para a rea total da seo transversal foi considerada a soma das
reas das subsees.

Assim:
ASTm = (Aa + Ai + Ab) / 3
Onde:
ASTm = rea da seo transversal mdia
Aa = rea da seo transversal no ponto A (0,0287m)
Ai = rea da seo transversal no ponto intermedirio (0,0303 m)
Ab = rea da seo transversal no ponto B (0,0515 m)

Logo:
ASTm = 0,03683 m

Portanto, a Vazo do crrego Limoeiro no ponto da travessia


determinada pela seguinte equao:

Q = ASTm . Vm

Q = 0,01534 m/s

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3.3.2 - Vazo Caracterstica Mnima Residual, Mdia de Longo Termo e
Mxima do formador crrego Limoeiro (Fonte: Deflvios Superficiais no
Estado de Minas Gerais, Copasa / Hidrossistemas, 1993).

Estando o ponto da Canalizao situado nas coordenadas UTM, X=


752.536,23 e Y= 7.836.511,54 (Latitude = 193300 e Longitude =
423535), foi caracterizada a Tipologia Regional Homogenia 211 (mapa
do anexo 6) e um Rendimento Especfico Mdio Mensal Mnimas com 10
anos de Recorrncia de 3,0 litros/segundo. Km2 (Re10,M - mapa do anexo
6).
A rea da Bacia Hidrogrfica (Ad) a montante do ponto de barramento
de 1,84 Km2.
A Vazo Mnima de Durao Mensal e Recorrncia Decendial (Q10,M), foi
determinada pela seguinte equao:

Q10,M = Re10,M . Ad, onde:


Q10,M = 3,0 L/s. Km2 . 1,16 Km2
Q10,M = 3,48 L/s

O Fator de Proporo Fornecido pela Funo de Inferncia Regionalizada,


foi determinado pela seguinte equao:

F10,7 = + . 7

Utilizando valores paramtricos tabelados para a funo de inferncia


(anexo 3), onde:
= 0,465547

12
= 0,402812
= 1,007099
logo:

F10,7 = 0,8888

Logo, a Vazo Mnima Natural de Dez Anos de Recorrncia e Sete Dias de


Durao (Q10,7), foi determinada pela e expresso:
Q10,7 = F10,7 . Q10,M
Onde:
Q10,7 = 0,8888 . 3,48 L/s

Q10,7 = 3,093 Litros / segundo, ou seja, 0,00309 m3 / s


Sendo:

30% de Q10,7 = 0,9279 Litros / segundo, ou seja, 0,0009279 m3 / s.

Para a determinao da Vazo Mdia de Longo Termo - (QMLT), o


Rendimento Especfico Mdio de Longo Termo apresenta-se com
rendimento entre 10 e 15 litros/segundo, ou seja, um de Re = 12,50
litros/segundo. Km2 (mapa do anexo 6).
A Vazo Mdia de Longo Termo - (QMLT), foi determinada pela seguinte
equao:

QMLT = Re . Ad . F10,7
onde:

13
QMLT = 12,5 L/s. Km2 . 1,16Km2 . 0,8888

QMLT = 12,8876 L/s , ou seja, 0,01288 m3 / s

Para a determinao da Vazo Mxima de Durao Mensal e Recorrncia


Decendial, o Rendimento Especfico Mdio Mensal Mximas com 10
anos de Recorrncia identificado de Re = 30 L/s. Km2 (mapa do anexo
6).
A Vazo Mxima de Durao Mensal e Recorrncia Decendial (Q10,Max), foi
determinada pela seguinte equao:

Q10Max = Re . Ad . F10,7
onde:

Q10Max = 30,0 L/s. Km2 . 1,16 Km2 . 0,8888

Q10Max = 30,930 L/s , ou seja, 0,0309 m3 / s

4 - EM SEQUNCIA APRESENTAMOS OUTROS CLCULOS DE VAZO


MXIMA DE PROJETO PARA A CANALIZAO - CONSIDERAES

Em seqncia, apresentamos outro CLCULO DE VAZO MXIMA DE


PROJETO atravs do mtodo racional. Este permite a determinao da
vazo mxima de escoamento superficial de pequenas bacias (50 a 500
ha) sendo a vazo mxima expressa pela equao (MATOS, 2003):

14
Cim A
Q max =
360 , onde:

Qmax = vazo mxima de escoamento superficial (m3/s)


C = coeficiente de escoamento superficial, adimensional.
im = intensidade mxima de precipitao para uma durao igual ao tempo
de concentrao (mm/h)
A = rea da bacia de drenagem (ha)

Para o coeficiente de escoamento superficial (C), foi considerado um dado


intermedirio aos valores relativos a uma rea onde predomina, superfcies
arborizadas, sem pavimentao, etc, de 0,25.

4.1 Tempo de Concentrao

A equao de Vem Te Chow foi utilizada para o clculo do tempo de


concentrao pelo fato de poder ser usada para reas de drenagem com
at 24,3Km.

Tc = 52,64 x ( L / i0,5 )0,64 (min)

Em que:

L = comprimento horizontal do talvegue, Km : e

i = Declividade mdia do talvegue, m Km-1

Para a bacia em questo os valores de L e i so respectivamente


1,84 Km e 81,52 [Link]-1.

15
Ento:

Tc = 52,64 x (1,84 / 81,52 0,5 )0,64

Tc = 19,02 min

4.2 - Intensidade mxima de precipitao (i)


Assim, adotando-se tc = t e um Tempo de Retorno (TR) de 10 anos
determinou-se a intensidade mxima da precipitao (im), pela seguinte
equao:

KT a
im =
(t + b)c , em que:
im = intensidade mxima mdia de precipitao, mm/h;
T = perodo de retorno, anos;
t = durao da precipitao, min; e
K, a, b, c = parmetros relativos localidade, determinados com o uso do
programa Plvio 2.1, para as coordenadas especficas (dados em anexo).

im = 133,01 mm/h

De posse desses valores, determinou-se vazo mxima de escoamento


superficial:

Qmax = 0,107 m3/s

Sendo esta, a vazo de projeto.

16
5 - CLCULO DA VAZO SUPORTADA PELA CANALIZAO

Atualmente a canalizao a jusante do ponto apresenta-se de forma


circular, utilizando-se manilhas de 120 mm. Todavia, se pretende para
esse trecho utilizar manilhas de [Link] (n=0,0150), com uma declividade
de 1,0 % cuja equao de capacidade de vazo dada por:

Qmx = A x Rh0.667 x i0,5 / n

Onde: Qmx = vazo em m3/s

A = rea da seo transversal em m2

Rh = raio hidrulico (A/P) em m

i = declividade longitudinal do canal em m/m

n = coeficiente de rugosidade de Manning

Ento, a vazo suportada pelo vertedouro de emergncia de:

Qmx = 0,4044 x 0,24120,667 x 0,01000,5 / 0,0150

Qmx = 1,05 m/s

Ou seja, a vazo suportada pela estrutura do canal de 1,05 m/s


significativamente superior vazo de projeto que de 0,107 m3/s.

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6 JUSTIFICATIVA DA CANALIZAO

O respectivo Empreendimento tem por objetivo regularizar situao de


ocupao antrpica consolidada em rea do Distrito Industrial, atendendo
a solicitao das diferentes empresas que ocupam a rea. A administrao
municipal espera que com a concluso dessa obra, possa estar sanando
uma srie de transtornos ocasionados quando do perodo das chuvas.

Quanto aos dados hdricos, observa-se que a Vazo Calculada pelo


Mtodo de Medio Direta (Q = 0,01534 m/s) superior Vazo
Caracterstica Mnima Residual (Q10,7 = 0,00309 m3 / s) e Mdia de
Longo Termo (QMLT = 0,01288 m3 / s) e ainda inferior Vazo Mxima de
Durao Mensal e Recorrncia Decendial (Q10Max = 0,0309 m3 / s) - (Fonte:
Deflvios Superficiais no Estado de Minas Gerais, Copasa /
Hidrossistemas, 1993).

Sendo assim, considerando ainda outra proposta de clculo, para a


determinao da vazo de projeto (Parmetros K, a, b e c - software
Plvio2.1 desenvolvido pela Universidade Federal de Viosa) foi
identificada uma Qp = 0,107 m/s, muito superior a Vazo Mxima
anteriormente identificada, assim como, da calculada diretamente no
perodo.

Considerando ento esta vazo de projeto (Qp), e visando conhecer a


capacidade suporte da canalizao, atravs da equao de capacidade da
vazo, identificamos Qmx = 1,05 m/s.

18
Isto posto, entende-se que a estrutura atende com muita segurana a
vazo mxima do projeto, sendo que esta muito alm da realidade do
referido curso de gua.

19

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