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RITUAIS
COM ERVAS
ERVAS:
RITUAIS E MAGIAS
Ebook -Bnus 1
S
empre que falamos sobre o uso das ervas,
nosso mental ou nossa conscincia nos re-
ERVAS:
mete ao universo mstico das benzedeiras,
dos raizeiros, das pessoas envolvidas com a vida
no campo e o uso dos elementos da natureza na
forma de alimentos, chs e preparos medicinais.
Desse universo tambm fazem parte os rem-
dios para todos os males e um palavreado incom-
preensvel na forma de rezas e ladainhas, que, se
RITUAIS
no tem um poder de realizao imediato, e por
que no dizer pirotcnico, envolve os participan-
tes do processo numa aura de mistrio e F, que
comungam com a cura esperada e a realizao
de pelo menos o imediato bem-estar espiritual.
E MAGIA
A imagem mitolgica do alquimista, da bruxa, fei-
ticeira, ou simplesmente da fazedora de garra-
fadas, to discutidas e desconhecidas pelos po-
vos da cidade, j formaram no passado a tnica
desse mundo simples e ao mesmo tempo des-
conhecido.
PREPARANDO
A MENTE
PARA
OS RITUAIS
P
reparar seu prprio banho, sua defuma- lixeira instalada na calada, amassa os dois, ge-
o, fazer um benzimento em si mesmo, rando assim um prejuzo, mas, no contente, ain-
requer, na prtica, boa vontade, bom- da desce e chuta a lixeira, como se ela, a lixeira,
-senso, uma pitadinha mnima que seja de es- fosse a culpada da barbeiragem.
perana que venha colada na F, no desejo de Resultado: dois dedos do p quebrados, e o pre-
realizar o bem, para si, para o semelhante, para juzo do amassado, que no era to grande as-
a comunidade, para o universo, e coragem. sim, fica bem maior.
Coragem de vencer a preguia, o desnimo, a Esse um exemplo de que encarar as dificulda-
fraqueza que acompanha as obsesses espiri- des de frente acaba saindo mais barato, mais
tuais, as atuaes negativas e nossos prprios rpido e melhor resolvido.
encontros com nossa realidade interior.
Reconhecer as dificuldades prprias e no ar-
Ns, seres humanos, tentamos o tempo todo rumar desculpas um grande comeo para um
encontrar desculpas para nossas dificuldades. bom ritual. Escreva em algum lugar que possa fi-
Tentamos encontrar o culpado do lado de fora, car visvel para voc:
assim como aquela pessoa que ao manobrar
o carro numa rua bate a traseira do veculo na SEM DESCULPAS!
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Tenha certeza que esse primeiro ritual, de acre- E quando tentar, sentir algo a impeli-lo ao con-
ditar que pode viver sem desculpas para si mes- trrio, e muitos podero atribuir isso a fatores
mo, um excelente caminho para dominar os externos:
demnios internos. Isso mesmo, essas entida-
des mticas to clamadas por alguns religiosos - Ser que tem algum feitio feito contra mim?
em seus calorosos cultos podem viver em nos- - Quem ser que no quer que eu faa esse ba-
sas mentes inconscientes, como aquela fora nho de ervas? (j atribuindo isso a alguma enti-
de costume, aquele comodismo onde nosso dade mtica)
mental adormecido se encaixa e desenvolve - Me senti mal s de pensar em rezar...
sistemas de proteo para quando a ao
diferente do cotidiano. De acordo com a expresso de H.P.Blavatsky:
A mente boa serva, mas cruel senhor.
A mente reage contra o que no costumeiro.
Acostume-se ao ostracismo, preguia e ver E ns podemos dizer:
que a cada dia fica mais difcil sair da situao. A prpria mente cria oposies aos es-
foros para domin-la.
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Nesse caso, dominar a mente crer em si mes- para pelo menos levantar o traseiro do sof, vai
mo, na magia, no poder transformador que o aumentando e dando lugar a uma sensao ti-
ritual, a reza, o benzimento podem trazer. Crer ma de plenitude por realizar algo de bom para si
em Deus Nosso Pai Criador, como a verdadei- mesmo.
ra Fonte de tudo, e ao invoc-lo crer realmen-
te em seu Poder Divino e Suas Foras Naturais, Aos que conseguem vencer essa primeira bar-
manifestadas em nosso meio atravs da sim- reira, fica o gostinho da vitria e o sentimento de
plicidade da natureza de elementos e da natu- Porque no fiz isso antes?.
reza humana, em suas nuances, tons, cores e
formas de sentimentos positivos e negativos Um ritual de limpeza energtica, um banho de
manter o foco, a ateno, a perseverana na- ervas, por exemplo, sem dvida nenhuma, po-
quilo que o objetivo da magia ritual. der ajudar a tirar a pessoa de um estado de
obsesso espiritual que a impede de enxergar
A facilidade, por exemplo, de senta-se fren- as oportunidades que esto positivamente no
te do computador e encontrar tudo nos sites seu caminho, mas a vontade de sair da situao
de busca nos torna um tanto acomodados. deve permitir esse processo ritual.
necessria uma real vontade de melhorar para Acredite que pode e poder, acredite que no
sair do lugar comum, desse comodismo e ir pode e no poder. Das duas formas voc esta-
luta. Vontade, por mnima que seja, inicialmente r certo. Escolha o que melhor para voc.
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O QUE SO
RITUAIS
lgico que quando falamos de rituais en- Pra que me serve saber dezenas de benzimen-
tendemos, pois nossa mente assim est tos e no os dividir com ningum?
preparada para entender, que precisa-
remos de formas e frmulas litrgicas, palavras Isso no me torna mais sbio, muito menos mais
mgicas, rezas rebuscadas em palavras incom- inteligente, apenas um pouco mais egosta.
preensveis e dirigidas segunda pessoa do sin-
gular e do plural. Esse curso no trata de desenhar smbolos, pen-
tagramas, fazer bonecos de cera, nem se vestir
Podemos citar aqui diversas formas rituais, liga- de capa preta e capuz na lua cheia e evocar po-
das a contextos muito bacanas, mas que nem deres ocultos numa lngua estranha.
sempre esto disponveis a todos. Aos que es-
tudam as cincias hermticas em profundida- Esses rituais existem, tm seu fundamento, sua
de, esses nossos escritos podem parecer gua base alicerada em religies e conceitos antigos,
com acar, mas aos simples de corao, vero funcionais para quem os pratica, mas como dis-
um campo de possibilidades. se, no abrangentes e indisponveis para a gran-
de maioria das pessoas.
De que adianta um conjunto de conhecimentos
guardado numa caixa?
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Falar de ritual se lembrar de formas folclricas mentos e absorver o melhor em termos de re-
de cultos secretos e antigos a deuses ultrapo- sultado.
derosos desconhecidos pelos pobres mortais e
pessoas normais como ns. Poderamos simplesmente chamar essa prtica
natural de Magia, mas entendo esse termo de
Exagero? De jeito nenhum. exatamente isso outra forma.
o que vem mente. Acreditamos que fazer um
ritual exige preparo, conhecimento de causa e MAGIA TRANSFORMAO. Usamos magia
efeito, iniciao etc. quando queremos mudar o estado de alguma
coisa. Quando queremos transformar uma situ-
Mas se observarmos, somos seres ritualsticos. ao, mudar energeticamente o padro vibra-
Quem no tem seus prprios rituais ao acordar? trio irradiado pela aura de uma pessoa ou de
Levantar, espreguiar, ir ao banheiro, escovar uma casa.
dentes, banho etc. Sempre no mesmo ritmo e
na mesma sequncia. MAGIA TRANSFORMAO. MAGIA PO-
DER. MAGIA PODER TRANSFORMADOR.
RITUAL FORMA, MANEIRA DE EXECUTAR.
Uso ritualstico das ervas nada mais do que a A magia ainda hoje usada nas suas polarida-
forma natural, ordenada, para se usar os ele- des: positiva e negativa.
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A magia por si s, escrita e descrita aqui ou em ento que a magia est no mago em primeira
outros livros, por definio neutra, assim como instncia e nos elementos como fatores fixado-
os elementos, por mais grotescos que paream, res da magia.
so como faca em mo de morto: no ofere-
cem perigo se no forem ativados. Um mesmo elemento de magia positiva pode ser
usado para as magias negativas de acordo com
Ler um livro de rezas como simples leitura no seu ativador.
implica a ativao desse mistrio e o desenca-
dear de aes relativas a essa magia to co- A magia se baseia na inteno, no propsito
nhecida traar uma estrela de cinco pontas do seu ativador. O conceito de magia positiva e
no cho, ou na areia da praia, no faz de nin- negativa est ai, no mago responsvel pela ati-
gum um mago. necessrio se colocar como vao, resultado e posterior colheita desse re-
ativador, rezar, invocar um poder, senti-lo, so- sultado, que com certeza respeitando a regra
licitar, pedir, convidar essa fora para atuar de universal de ao e reao vir ao encontro de
forma viva e ativa. si mesmo com seu poder.
A direo que a magia toma respeita as de- Fazer magia pode parecer complicado nesses
terminaes do seu ativador. Podemos afirmar termos iniciticos, mas muito mais simples do
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que se imagina. Transformamos muito em nosso
dia a dia. Porque ser que os adeptos da bruxa-
ria natural tm, na cozinha, seu grande altar, o
ponto mximo, o ponto de foras da bruxa me?
Porque na cozinha que tudo se transforma, na
cozinha que a maioria dos alimentos so trans-
formados e preparados para ser fonte de ener-
gia.
Portanto, se voc j preparou um simples ch
que seja, j participou de um ato de magia. E se
esse ch que voc preparou seguiu um critrio,
como colher a erva, lavar, deixar escorrer, co-
locar a gua para ferver, colocar a erva dentro
dgua, coar, enfim seguiu e praticou um ritual.
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A SIMPLICIDADE
DO USO
DO ELEMENTO REGRAS BSICAS
PARA UTILIZAO
NATURAL DE MAGIA
NAS ERVAS
H
duas regras bsicas para a prtica da impe.
magia, para a manipulao do elemen- o conhecimento que a maioria das pessoas
to natural: tem. Se voc no sabe, com certeza algum em
sua casa sabe, seu vizinho, ou algum para quem
AMOR E BOM SENSO voc possa perguntar.
Isso mesmo, Amor e Bom Senso, essas duas a presena de esprito que temos ao saber que
palavrinhas to simples de dimenses to ex- no devemos usar uma erva que no conhece-
tensas no seu sentido de entendimento. mos. No devemos usar o achismo. Simples-
Bom senso, de acordo com o dicionrio, a ca- mente achar uma erva bonita e us-la para
pacidade de julgamento, o senso ntimo, a cons- fazer um ch, ou banho. H muitas ervas txicas,
cincia. o senso comum, o modo de pensar ou com grau de toxidade tal que seu uso indiscri-
da maioria. minado pode trazer resultados desagradveis.
necessrio tomar muito cuidado, filtrar as infor-
aquele conhecimento bsico, o raciocnio maes, comparar, perguntar. Adquirir ervas se-
capaz de discernir sobre algo bom ou algo ruim. cas e frescas, mudas e sementes de locais ade-
A capacidade de julgamento que seu ntimo lhe quados, de boa procedncia.
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O bom senso diz que no queimamos ervas esferas ultraluminosas para semear entre ns o
frescas, porque contm muita gua. Amor e a F.
Gosto de dividir esse sentimento em duas partes
Isso bom senso. Acima de tudo, oua seu co- para nosso melhor entendimento: F e Respeito.
rao. Pergunte a si mesmo, sinta em sua alma
a energia da erva. *F aquilo que acreditamos, se acreditamos
que algo bom para nos temos f naquilo.
AMOR. Quando falamos de amor o assunto
se torna amplo. subjetivo falar de amor, esse A f no depende da forma. a mola propulsora
sentimento abstrato e de difcil compreenso. que nos empurra em direo a algo, a um ideal.
Vemos o amor definido e transmitido de vrias Quando acreditamos e vamos em frente, ali
formas. O amor fraterno como o sentimento que est nossa f. Aquilo que no nos deixa es-
entre irmos, amigos, ou enfim, entre pessoas morecer diante das dificuldades, nossa crena
que se gostam. Vemos o Amor doado pelas al- em algo maior que ns.
mas caridosas em sua luta constante para di-
minuir as diferenas entre as classes sociais, o Se acreditarmos em uma sustentao religiosa
amor de Cristo por ns, por ter descido de suas l que colocamos nossa f, a f religiosa.
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A f no s religiosa ou ligada religiosidade, A prpria cincia j aceita que pacientes que
acima de tudo acreditar. Mestre Jesus quan- tm f se curam mais rpido do que os cticos,
do esteve entre ns, no meio material, dizia ao aqueles que no acreditam em nada.
fazer suas curas milagrosas: tua f te curou, Quando acreditamos e confiamos, temos f.
tua cura do tamanho da tua f.
*RESPEITO honra. Respeitar a natureza
Ento, quando acreditamos, o poder de reali- honrar ao Pai Criador pela ddiva da vida. Hon-
zao entra em ao. A f o poder em ao, rar ao Pai pelo ar que respiramos. Respeitar a
a realizao. Ao alimentar com f nossos proje- forma que o esprito divino se apresenta nos ve-
tos, damos crescimento a eles. Poderamos di- getais, a energia contida em cada erva, mesmo
zer que a f o fermento da vida. Sem acredi- depois de seca.
tar, nada acontece.
Ao respeitar as muitas formas de energia, temos
Acima da virtude religiosa que mais a inspira, benefcios prticos em nossa vida. A energia el-
podemos resumir f como confiana. trica fantstica se bem usada, no entanto, se
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usada sem conhecimento, pode causar prejuzos
sem precedentes. Isso respeito. Bem direcio-
nada, toda forma de energia benfica.
ENFIM, AMOR ISSO: F E RESPEITO, PORQUE
QUEM AMA ACREDITA E RESPEITA.
Amar as ervas acreditar que podem trazer al-
gum benefcio para nossas vidas e para a vida
de nossos semelhantes, respeitar sua forma
de uso, direcion-la da forma correta.
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MAGIA
E ATIVAO
EVOCAO E
ATIVAO DA
FORA VEGETAL
C
hame como quiser. Reza, prece, orao, a ela. Isso respeito. Ao respeitar a energia, ela
evocao, determinao mgica, enfim, o devolve como uma reao fsica:
importante a ativao da fora vegetal
contida na erva. Para toda ao existe uma reao de igual ou
maior intensidade. (Newton)
Vamos nos lembrar do poder da palavra. Isso me
remete a uma mxima oriental que diz que Deus Quando rezamos, colocamos ali nossa F, e da-
s diz uma palavra: SIM. Deus diz sim para todas mos direcionamento para a energia.
as nossas afirmaes, positivas ou no.
As ervas tm alma, personalidade e sentimentos
Desde que nos dirigimos a Ele com Amor e Bom- to envolventes como qualquer ser vivente na na-
-senso, as realizaes tambm se multiplicam. tureza, inclusive o homem. essa a energia, a for-
A palavra tem tanta fora que criou o mundo, de a que evocamos. O esprito vegetal.
acordo com a gnese catlica.
H muitas rezas e evocaes maravilhosas (ver
Nossa mente extremamente poderosa e nossa evocaes dirias de Ortiz Belo de Souza, ed. Por-
palavra tambm. Quando determinamos o rumo tal Celeste), mas para o que pretendemos aqui,
que a energia deve tomar, damos direcionamento h uma evocao bsica.
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*Esse eBook uma degustao do material complementar
da aula 1 do curso Rituais com Ervas.
A continuao desse contedo estar disponvel somente
para os alunos do curso.
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Adriano Camargo, O ERVEIRO
Templo Escola Ventos de Aruanda - SP
Conhecido como O Erveiro da Jurema, geminia-
no nascido em Maio de 1970 em bero Umbandis-
ta, Babala Sacerdote da religio de Umbanda,
formado por Pai Ronaldo Linares (Federao Um-
bandista do Grande ABC) e por Rubens Saraceni
SOBRE
(Colgio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda).
Depois de trabalhar por mais de 20 anos no mer-
cado corporativo, hoje se dedica religio, e in-
cansvel difuso do conhecimento das ervas e
elementos da natureza e da Umbanda, sempre
O TUTOR
com simplicidade e bom senso.
colunista fixo do Jornal de Umbanda Sagrada,
o JUS, e j participou de vrios veculos de comu-
nicao como autor e como entrevistado; autor
do livro O Poder das Ervas, lanado pela editora
Panorama em 2003 e com edio esgotada. Par-
ticipou de vrios programas de rdio e TV, des-
tacando TV Espiritualista e TV Umbanda Sagra-
da TVUS (internet), Show + de Drcio Arruda (TV
Mais), e Olha Voc (SBT). Tem atravs dos vrios
cursos, palestras e rituais que ministra desde o
ano 2000, levando o conhecimento ao semelhan-
te, baseado nas regras de Amor e Bom Senso
que so as nicas exigncias que Me Natureza
faz a quem quiser conhecer sua prpria natureza.
CLIQUE AQUI para conhecer o curso!
#estudeumbanda
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