Coordenao geral do projeto: Alberto Lindner
Diretor de arte e produo grfica: Kelly Rhein Gerevini
Foto da capa: Bruna Folchini Gregoletto
Reviso: Alvaro E. Migotto
2014 Alberto Lindner (Organizador). Fotografias: fotgrafos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Reitora
Roselane Neckel
Vice-Reitora
Lcia Helena Martins Pacheco
EDITORA DA UFSC
Diretor Executivo
Fbio Lopes da Silva
Conselho Editorial
Fbio Lopes da Silva (Presidente)
Ana Lice Brancher
Carlos Eduardo Schmidt Capela
Cllia Maria Lima de Mello e Campigotto
Fernando Jacques Althoff
Ida Mara Freire
Luis Alberto Gmez
Marilda Aparecida de Oliveira Effting
Direo editorial:
Paulo Roberto da Silva
Catalogao na fonte pela Biblioteca Universitria
Universidade Federal de Santa Catarina
V648 Vida marinha de Santa Catarina / organizador
Alberto Lindner. Florianpolis : Ed. da UFSC,
2014.
128 p. : il., grafs., mapas
[Link] marinha. 2. Biodiversidade.
[Link] biolgica Santa Catarina.
[Link], Alberto.
CDU: 574/578(26)
ISBN 978.85.328.0600-0
Apoio
Fundao de Amparo Pesquisa e Inovao do Estado de Santa Catarina FAPESC
Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina ([Link])
UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SANTA CATARINA
AGRADECIMENTOS
ste livro o resultado do empenho de setenta e cinco autores de captulos e fotgrafos que contriburam para
produzir um guia sobre a vida marinha do estado de Santa Catarina, Brasil. Pelo empenho em redigir textos
acessveis e obter e disponibilizar imagens de qualidade, meus sinceros agradecimentos aos autores e fotgrafos Aim Rachel Magenta Magalhes, Alcides Dutra, Alexandre Douglas Paro, Alexandre Venson Grose, Alfredo
Carvalho-Filho, Alvaro Esteves Migotto, Ana Flora Sarti de Oliveira, Andrea Santarosa Freire, Anderson Antnio
Batista, Bruna Folchini Gregoletto, Bruno Welter Giraldes, Carlo Magenta Cunha, Carlos Eduardo Leite Ferreira,
Carlos Renato Rezende Ventura, Cibele Monique Sanches, Cludio Luis Santos Sampaio, Cla Lerner, Clemente
Coelho Jnior, Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas, Danielle Paludo, Diego Barneche, Edson Faria Jnior, Eduardo
de Oliveira Bastos, Fbio Gonalves Daura Jorge, Fabricio Richmond Rodrigues, Fernando Bittencourt de Farias,
Fernando Magalhes Ferreira, Gabriela de Oliveira, Giorgia Freitas Alves, Guilherme Ortigara Longo, Hellen Jos
Florez Rocha, Ian Freire Blankensteyn, Isaac Simo Neto, Jaime Fernando Ferreira, James Joseph Roper, Janayna
Lehmkuhl Bouzon, Joo Lus Carraro, Joo Paulo Cauduro Filho, Joo Paulo Krajewski, Jonathan Wanderley Lawley,
Jos Bonomi Barufi, Juan Pablo Carnevale Sosa, Ktia Cristina Cruz Capel, Larisse Faroni Perez, Leonardo Liberali
Wedekin, Leonardo Rubi Rrig, Luciana Moreira, Luis Carlos Pinto de Macedo Soares, Luisa Fontoura, Maikon Di
Domenico, Manoela Costa Brando, Manuela Bernardes Batista, Mara Lcia Bedin, Marcelo Kammers, Marcelo
Krause, Maria Eduarda Alves dos Santos, Mariana Beatriz Paz Otegui, Marta Jussara Cremer, Matheus Coelho
Moreira, Micheli Thomas, Nataly Nunes Slivak, Patrcia Maria Schubert Peres, Patricia Pereira Serafini, Paulo Antunes Horta, Paulo Csar Simes-Lopes, Paulo Roberto Pagliosa, Pedro Volkmer de Castilho, Rachel Labb-Bellas,
Renato Morais Araujo, Roberta Martini Bonaldo, Rosana Moreira da Rocha, Sergio Ricardo Floeter, Vernica de
Oliveira, Vinicius Padula e Wilson Antonio Weis. Agradeo tambm a gua Viva Mergulho, Projeto Tamar, Centro
Nacional de Pesquisa e Conservao de Aves Silvestres/ICMBio, Instituto Larus, Patadacobra Escola e Operadora
de Mergulho e Projeto Toninhas/Univille por compartilhar imagens de seus acervos. As contribuies de cada fotgrafo e crditos para todas as imagens esto disponveis no ndice Remissivo (pginas 116 a 125) e os endereos
para contato de todos os autores de captulos esto disponveis no captulo Autores (pginas 126 e 127).
Pelo apoio em campo, meus agradecimentos s equipes
Este livro foi inspirado no guia The Marine Life of
do Instituto COMARConservao Marinha do Brasil e
Bootless Bay, Papua New Guinea, de Mark Baine e
da Reserva Biolgica Marinha do Arvoredo. Agradeci-
David Harasti, em que colaborei modestamente com
mento especial reservado ao Dr. Alvaro E. Migotto, do
a identificao de algumas espcies de coral de
Centro de Biologia Marinha da USP, pelas excelentes
Papua Nova Guin. Agradeo aos autores pela opor-
sugestes e reviso geral do guia, a Kelly Rhein Gerevini
tunidade de conhecer essa bela publicao, que me
pela dedicao e excelncia na produo grfica, e a
convenceu da importncia de se publicar guia seme-
Caroline Heidrich Seibert e toda a equipe da Fundao
lhanteacessvel e bem ilustradosobre a vida ma-
de Amparo Pesquisa e Inovao do Estado de Santa
rinha do estado de Santa Catarina. A todos que auxi-
Catarina pelo apoio e incentivo a este projeto.
liaram na produo deste guia, meu muito obrigado.
Alberto Lindner
Florianpolis, abril de 2014
Gymnothorax moringa | Moreia-pintada
SUMRIO
06 A Vida Marinha de Santa Catarina
12 Algas e Plantas Marinhas
20 Esponjas
26 Cnidrios
32 Briozorios e Ctenforos
34 Poliquetas
38 Moluscos
52 Crustceos
62 Equinodermos
66 Tunicados
70 Peixes
90 Aves Marinhas
96 Mamferos e Tartarugas Marinhas
102 O Mergulho em Santa Catarina
108 O Mar como Sala de Aula
116 ndice Remissivo
126 Autores
Johann Friedrich Theodor Mller, ou Fritz Mller (1822-1897)
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
litoral do estado de Santa Catarina estende-se por mais de 400 quilmetros entre os municpios de
Itapo (2559S), ao norte, e Passo de Torres (2919S), ao sul, e um dos mais belos e visitados do
Brasil. A maior parte dessa extenso de costa formada por praias, manguezais e costes rochosos de fcil
acesso para aqueles interessados em contemplar a exuberante vida marinha do estado. Durante a mar baixa,
as praias e os costes rochosos revelam uma infinidade de algas e de pequenos animais, como mexilhes,
caranguejos e anmonas-do-mar, que podem ser observados fora dgua at a mar alta voltar a recobri-los.
Debaixo dgua, uma mscara de mergulho revela um universo ainda mais rico em animais, como peixes e
estrelas-do-mar. J nas ilhas costeiras, o mergulho autnomo permite a observao de corais e de algumas
espcies de peixes que no so encontradas na costa.
A vida marinha de Santa Catarina importante
estudada e contemplada pela maioria das pessoas.
para o homem desde a chegada dos primeiros hu-
Um dos padres mais interessantes descobertos por
manos regio h alguns milhares de anos, con-
observaes e pesquisas cientficas que o litoral do
forme evidenciado pelos sambaquis e petroglifos
estado de Santa Catarina representa o limite sul de
presentes em todo o litoral do estado. A partir de
distribuio de muitas espcies marinhas tropicais
1856, com a chegada do naturalista Fritz Mller
de guas rasas, como o caso do coral Madracis
a Desterro (atual Florianpolis), iniciaram-se as
decactis e do zoantdeo Palythoa caribaeorum. Am-
pesquisas cientficas com animais marinhos. Os
bas as espcies ocorrem tambm no Atlntico Norte,
estudos de Fritz Mller em Desterro incluem a des-
na costa da frica e nas regies Nordeste e Sudeste
crio detalhada de muitas espcies marinhas,
do Brasil, e tm o seu limite sul de distribuio em
como as medusas Olindias sambaquiensis, Tamoya
Santa Catarina. Entretanto, algumas espcies tropi-
haplonema e Chiropsalmus quadrumanus, e culmi-
cais que ocorrem em Santa Catarina tambm so
naram na publicao do livro Fr Darwin. Publicado
registradas at a Argentina, enquanto outras, como a
por Fritz Mller em 1864 com base em animais mari-
medusa Olindias sambaquiensis, ocorrem somente
nhos observados em Santa Catarina, o livro foi um
na Argentina e no litoral Sul e Sudeste do Brasil, no
dos primeiros trabalhos em todo o mundo a apresen-
sendo encontradas mais ao norte. Por fim, em Santa
tar um conjunto de observaes e informaes a fa-
Catarina so tambm encontradas espcies que no
vor da Teoria da Evoluo proposta por Alfred Russel
residem no estado, mas o visitam todo ano, em deter-
Wallace e Charles Darwin. Apesar de nunca terem
minados perodos, como o caso da baleia-franca-
se encontrado pessoalmente, Charles Darwin se cor-
austral. Esse conjunto de espcies com diferentes
respondeu com Fritz Mller at o fim de sua vida.
padres de distribuio faz de Santa Catarina um
Fritz Mller ficou internacionalmente conhecido nos
laboratrio natural para a pesquisa cientfica, bem
crculos cientficos como Mller-Desterro, o que in-
como uma regio privilegiada para a contemplao
seriu, assim, o estado de Santa Catarina no contexto
da vida marinha.
das grandes discusses cientficas do sculo 19.
Este livro foi organizado com o objetivo de tornar a
Hoje, com a popularizao do mergulho livre e
vida marinha presente em Santa Catarina mais aces-
autnomo, a vida marinha de Santa Catarina pode ser
svel, atravs de imagens que auxiliam na identifica-
07
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
Petroglifos na Ilha do Campeche
o de algumas das principais espcies de orga-
moluscos e crustceos, que foram fotografadas em
nismos marinhos que podem ser observadas por
laboratrio. Algumas espcies, embora vivam prxi-
aqueles que exploram e contemplam as regies
mas ou junto superfcie da gua e geralmente em
costeiras. A maior parte das espcies apresentadas
alto-mar, so mais comumente encontradas roladas
neste guia pode ser observada com facilidade em
na areia da praia (por exemplo, aps ressacas) e
costes rochosos e nas praias arenosas durante os
foram fotografadas neste ltimo ambiente, da manei-
perodos de mars baixas, ou por meio de mergulho
ra que so vistas pela maioria das pessoas. Esse o
livre e autnomo. Observar cuidadosamente os or-
caso dos cnidrios Porpita porpita, Velella velella e
ganismos que vivem em costes rochosos ou na are-
Physalia physalis (caravela-portuguesa), ilustrados
ia da praia pode revelar um mundo novo e fascinante
na pgina 28, dos moluscos Glaucus atlanticus e
para aqueles interessados em saber um pouco mais
Janthina janthina, ilustrados na pgina 50, e da
sobre o mar e seus habitantes. Grande esforo foi
craca Lepas anatifera, ilustrada na pgina 58 e
despendido por parte dos fotgrafos para registrar
que encontrada em estruturas flutuantes que
os organismos marinhos apresentados neste guia em
so ocasionalmente carreadas pelas ondas at
seu habitat natural. As poucas excees so animais
a areia da praia, onde a espcie foi fotografada.
que vivem em galerias na areia, como a tamarutaca
Para cada espcie apresentada neste livro foi in-
Coronis scolopendra, que foram fotografados fora de
cluda uma imagem e o seu nome cientfico, em
suas galerias, e de algumas espcies de poliquetas,
itlico, seguido pelo nome popular, quando existir.
08
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
A esponja Suberites aurantiacus na Ilha do Xavier
No caso especfico das algas marinhas (pginas 15
de espcies marinhas reportadas nas regies cos-
a 19), aps o nome cientfico indicado se a espcie
teiras de Santa Catarina, mas, sim, de permitir a
uma alga verde (Filo Chlorophyta), parda (Classe
identificao rpida dos organismos mais comu-
Phaeophyceae) ou vermelha (Filo Rhodophyta). Para
mente observados. Assim, algumas espcies en-
algumas espcies encontradas em Santa Catarina,
contradas apenas raramente em regies costeiras
mas que no foram fotografadas no estado, adotamos
do estado, como a raia manta, ou jamanta (Manta
o mesmo procedimento do guia The Marine Life of
birostris), tambm no foram includas neste guia.
Bootless Bay. Acrescentamos um asterisco (*) aps o
Ao final, apresentado um captulo sobre a atividade
nome da espcie para indicar que a imagem no foi
de mergulho em Santa Catarina e um captulo sobre
obtida em Santa Catarina. Devido carncia de ima-
a utilizao da vida marinha e do mar como sala de
gens obtidas em alto-mar ou a partir de submarinos
aula por professores e alunos. Ciente de que muito
ou cmeras remotas, o livro aborda poucos organis-
precisa ainda ser estudado, espero que este livro
mos ocenicos e no inclui organismos encontrados
possa servir como ponto de partida a todos os inte-
em profundidades superiores a 200 metros, como o
ressados em investigar e contemplar a vida marinha.
caso dos corais de guas profundas, muito abundantes no estado, mas ainda pouco estudados. Este livro
no tem o propsito de apresentar uma lista completa
por Alberto Lindner
09
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
EQUADOR
BRASIL
BRASLIA
TRPICO DE CAPRICRNIO
RIO DE JANEIRO
SO PAULO
SANTA
CATARINA
BUENOS AIRES
MONTEVIDEO
FLORIANPOLIS
OCEANO ATLNTICO
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
2559S; 4836W
SO FRANCISCO DO SUL
ITAJA
BOMBINHAS
SANTA CATARINA
FLORIANPOLIS
LAGUNA
2919S; 4943W
11
A VIDA MARINHA DE SANTA CATARINA
Chondria curvilineata, alga vermelha encontrada em guas rasas em Santa Catarina
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
zona costeira de Santa Catarina representa uma regio de transio entre ecossistemas subtropicais e
tropicais. no litoral catarinense que a geomorfologia costeira do Brasil tambm muda de um litoral mais
arenoso e retilneo, ao sul, para um litoral recortado e de grande complexidade de subambientes, ao norte do
Cabo de Santa Marta (Laguna). Estas espetaculares paisagens, tanto na terra quanto no mar, so construdas
primariamente por vegetais de diferentes grupos. Os Manguezais e Marismas esto entre os ambientes mais
conhecidos e ameaados nas regies costeiras. Essas formaes no s abrigam grande biodiversidade
associada como so importantes para proteger a costa contra a eroso. So reas que requerem proteo
permanente, pois fornecem boa parte do pescado consumido no estado. Entretanto, em nosso estado destacam-se tambm formaes menos conhecidas, como os bancos de gramas marinhas e de macroalgas, que
devemos valorizar por sua importncia para nosso presente e especialmente para as futuras geraes.
Nos ambientes submersos, a poucos metros de pro-
Quando encontram ambientes poludos, algumas esp-
fundidade, as paisagens j so decoradas ou mesmo
cies de fitoplncton podem gerar as conhecidas mars
completamente construdas por bancos de gramas
vermelhas, que, quando detectadas, demandam a sus-
marinhas e de macroalgas. Assim como as gramas
penso da comercializao de ostras e mexilhes. O
marinhas, as algas formam vasta pastagem, sendo
potencial de crescimento dessas microalgas constitui,
importantes fontes de alimento e abrigo para diversas
por um lado, um problema ambiental, mas, por outro,
espcies de organismos. Por exemplo, desses am-
uma oportunidade para solues biotecnolgicas, re-
bientes dependem muitos recursos pesqueiros tradi-
presentadas por processos como remoo de conta-
cionais de Santa Catarina, como as garoupas, lagostas
minantes do meio ambiente e sntese de biomolculas
e vieiras. Enquanto entre as gramas marinhas desta-
que podem ser utilizadas na produo de frmacos,
ca-se o gnero Ruppia, dentre as macroalgas catari-
cosmticos, ou de biocombustveis.
nenses destacam-se as algas verdes Ulva e Codium,
Um grupo de algas ainda pouco conhecido em Santa
as algas pardas Sargassum e Padina, e as algas ver-
Catarina so as algas calcrias, que em alguns locais
melhas Pterocladiella, Pyropia e Gracilaria, ilustradas
podem formar ndulos conhecidos como rodolitos.
neste livro. Multicoloridas, estas algas so tambm
Os bancos de rodolitos abrigam uma comunidade
um recurso natural de grande importncia econmi-
bentnica muito diversa e abundante, sendo consi-
ca, por serem fontes de produtos naturais utilizados na
derados osis de biodiversidade. No estado de Santa
produo de alimento, rao, cosmticos e remdios.
Catarina, duas dessas formaes foram documenta-
Infelizmente, por conta da poluio, algumas destas
das, estando exclusivamente presentes na Reserva
espcies esto desaparecendo de nosso litoral. Me-
Biolgica Marinha do Arvoredo. A preservao e o es-
nos evidentes, mas no menos importantes, so as
tudo dos bancos de rodolitos permitir entender me-
algas microscpicas que ocupam a coluna de gua
lhor o funcionamento dos ambientes costeiros, dos
o fitoplncton. Por meio da fotossntese, essas algas
produtos e servios por eles fornecidos, assim como
crescem e so alimento para recursos pesqueiros,
produzir previses mais concretas dos impactos das
alm de liberarem o oxignio que ns respiramos.
mudanas climticas em nosso litoral.
por Manuela Bernardes Batista, Eduardo de Oliveira Bastos, Leonardo Rubi Rrig, Jos Bonomi Barufi & Paulo
Antunes Horta
13
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Laguncularia racemosa | Mangue-branco
Rhizophora mangle | Mangue-vermelho
Detalhe de propgulo de Rhizophora mangle
Avicennia schaueriana | Mangue-preto
Acrostichum aureum | Samambaia-do-mangue
Banco de Ruppia maritima | Grama marinha
Ruppia maritima | Grama marinha
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ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Codium decorticatum | Alga verde
Codium intertextum | Alga verde
Ulva fasciata | Alga verde
Bryopsis plumosa | Alga verde
Cladophora prolifera | Alga verde
Chaetomorpha anteninna | Alga verde
Chaetomorpha aerea | Alga verde
Colpomenia sinuosa | Alga parda
15
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Dictyota menstrualis | Alga parda
Petalonia fascia | Alga parda
Padina gymnospora | Alga parda
Lobophora variegata | Alga parda
Sargassum cymosum var. nanum | Alga parda
Pyropia acanthophora | Alga vermelha
Centroceras clavulatum | Alga vermelha
Nemalion helminthoides | Alga vermelha
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ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Asparagopsis taxiformis | Alga vermelha
Laurencia dendroidea | Alga vermelha
Hypnea musciformis | Alga vermelha
Hypnea spinella | Alga vermelha
Asteromenia peltata | Alga vermelha
Rhodymenia delicatula | Alga vermelha
Sebdenia flabellata | Alga vermelha
Chondria curvilineata | Alga vermelha
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ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Gracilaria birdiae | Alga vermelha
Gracilaria domingensis | Alga vermelha
Chondracanthus teedei | Alga vermelha
Plocamium brasiliense | Alga vermelha
Pterocladiella capillacea | Alga vermelha
Sonderophycus capensis | Alga vermelha
Arthrocardia flabellata | Alga vermelha
Jania rubens | Alga vermelha
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ALGAS E PLANTAS MARINHAS
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Banco de rodolitos da Ilha Deserta
Banco de rodolitos
Lithophyllum sp. | Alga vermelha
Lithophyllum margaritae | Alga vermelha
Lithophyllum margaritae | Alga vermelha
19
ALGAS E PLANTAS MARINHAS
Aplysina caissara
ESPONJAS
s esponjas (Filo Porifera) so representadas por cerca de 8.000 espcies, sendo consideradas um dos
mais antigos grupos de animais. Com relao ao habitat, as esponjas esto entre os principais compo-
nentes das comunidades bentnicas, ou seja, so organismos que vivem junto ao fundo do mar em vrios
ambientes, como costes rochosos, recifes de coral, grutas submarinas, alm de crescerem sobre estruturas
artificiais. Elas tambm podem ocorrer em gua doce. As esponjas so encontradas dos trpicos aos polos, e
da zona entremars at profundidades de cerca de 9.000 metros.
Cabe dizer, dentre os aspectos ecolgicos, que as
As esponjas so organismos ssseis que despertam
esponjas so predadas apenas por um grupo muito
ateno por seu colorido intenso. So filtradoras e fi-
pequeno de organismos marinhos, como tartarugas,
cam fixas s rochas ou outros substratos. As esponjas
algumas espcies de peixes, moluscos, ourios-do-
de Santa Catarina, praticamente desconhecidas at o
mar e estrelas-do-mar, pois apresentam compostos
incio dos anos 1980, surpreendem pela diversidade.
qumicos que evitam a predao. As esponjas po-
H muitas espcies que ainda no foram descritas
dem servir de abrigo a uma srie de outros animais
pela cincia e, por isso, um olhar atento urgente e
marinhos, como equinodermos, poliquetas, crust-
necessrio. Muitas espcies podem se extinguir an-
ceos e pequenos peixes. Atuam ativamente na cicla-
tes de serem descobertas.
gem de nutrientes atravs de espcies de esponjas
Na costa do Brasil, so conhecidas 450 espcies de
perfurantes, que fornecem matria-prima para corais
esponjas. Por sua vez, o litoral catarinense conta com
e moluscos com concha de carbonato de clcio. Al-
38 espcies descritas, mas o nmero de espcies a
gumas esponjas tambm participam da produo
serem descritas para o estado deve ser de duas a trs
primria dos oceanos, graas presena de algas
vezes maior. As esponjas mais facilmente observadas
e bactrias que vivem em seus corpos. Elas ainda
nos costes rochosos de Santa Catarina exibem
podem ser utilizadas como monitoras de qualidade
cores vermelha, amarela, laranja e lils. As espcies
de gua, devido sua grande capacidade de filtrar a
mais encontradas so Dragmacidon reticulatum,
gua do mar, retendo uma srie de metais pesados.
Dragmaxia anomala, Guitarra sepia, Haliclona sp.,
As esponjas esto entre os organismos mais impor-
Tedania ignis e Suberites aurantiacus. Diversas es-
tantes na produo de metablitos secundrios, que
pcies de esponjas registradas no Caribe e ao longo
podem ser modelo para produo de novas drogas
da costa brasileira encontram em Santa Catarina seu
contra doenas como cncer, infeces bacterianas
limite sul de distribuio.
e virais. Dois exemplos so as espcies Axinella
corrugata e Petromica citrina. Axinella corrugata
produz lectinas que podem detectar a presena do
cncer de mama em estdios inicias de crescimento. J Petromica citrina, ilustrada neste guia, produz
compostos qumicos que inibem o desenvolvimento
do vrus do herpes.
por Joo Lus Carraro & Cla Lerner
21
ESPONJAS
ESPONJAS
Callyspongia pseudotoxa
Ciocalypta alba
Clathrina aurea
Clathrina conifera
Cliona celata
22
ESPONJAS
ESPONJAS
Dragmacidon reticulatum
Dragmaxia anomala
Guitarra sepia
Haliclona sp.
Haliclona (Haliclona) mammillaris
Hemimycale sp.
Hymedesmia sp.
23
ESPONJAS
ESPONJAS
Monanchora brasiliensis
Mycale (Naviculina) arcuiris
Mycale sp.
Mycale (Carmia) magnirhaphidifera
Mycale (Carmia) microsigmatosa
Petromica citrina
Polymastia janeirensis
Raspailia (Raspaxilla) bouryesnaultae
24
ESPONJAS
ESPONJAS
Scopalina ruetzleri
Suberites aurantiacus
Tedania ignis
Terpios manglaris e o cnidrio Corynactis sp.
Trachycladus sp.
25
ESPONJAS
Ceriantheomorphe brasiliensis
CNIDRIOS
s cnidrios (Filo Cnidaria) constituem um grupo de animais com cerca de 10.000 espcies, a maioria
marinhas, que inclui os corais, anmonas-do-mar, hidroides, gorgnias e guas-vivas. Esses animais
apresentam clulas urticantes conhecidas como cnidcitos, que causam as desagradveis e por vezes dolorosas queimaduras. Apesar de nem todos os cnidrios provocarem queimaduras graves, a medusa Olindias
sambaquiensis e a caravela-portuguesa Physalia physalis podem causar acidentes em milhares de pessoas
durante o vero em Santa Catarina. No caso de acidentes graves com cnidrios, o Corpo de Bombeiros e o
Centro de Informaes Toxicolgicas (CIT) de Santa Catarina podem ser contatados.
Apesar da fama das guas-vivas, observadas na
philippina e Eudendrium carneum, e as anmonas-do-
coluna dgua ou frequentemente encalhadas na
mar, como Bunodosoma caissarum, que podem ser
praia, os cnidrios mais encontrados por mergulha-
encontradas em abundncia durante a mar baixa, em
dores em Santa Catarina so o zoantdeo Palythoa
costes rochosos. Como todos os cnidrios, as anmo-
caribaeorum, conhecido como baba-de-boi, e as
nas-do-mar tambm apresentam clulas urticantes em
gorgnias, do grupo dos octocorais. Estes formam
seus tentculos, e a espcie Alicia mirabilis pode cau-
colnias presas ao fundo do mar e so assim chama-
sar queimaduras em humanos se tocada. Em Santa
dos por apresentarem oito tentculos por indivduo
Catarina tambm so encontrados ceriantdeos, como
da colnia, conhecido como plipo. Espcies de
Ceriantheomorphe brasiliensis, e coralimorfrios, co-
octocorais comumente encontradas em mergulhos
mo Corynactis sp., dois grupos ainda pouco estudados
rasos nos costes rochosos de Santa Catarina so
de cnidrios. No litoral de Santa Catarina tambm so
Leptogorgia punicea e Carijoa riisei, esta ltima
encontrados corais, particularmente nas ilhas costei-
batizada em 1867 por Fritz Mller em homenagem
ras, como na Ilha do Arvoredo. Semelhantes s anmo-
aos ndios carijs. J as espcies Elisella elongata e
nas-do-mar, os corais diferenciam-se por apresentar
Heterogorgia uatumani, menos abundantes, so en-
um esqueleto rgido de carbonato de clcio. Uma esp-
contradas em profundidades de cerca de 20 metros.
cie de coral encontrada em Santa Catarina Madracis
Cnidrios menos conhecidos mas comuns no estado
decactis, que tambm ocorre no Caribe e na frica e
so os hidroides, como as espcies Macrorhynchia
tem em Santa Catarina seu limite sul de distribuio.
por Alberto Lindner, Edson Faria Jnior, Bruna Folchini Gregoletto, Ana Flora Sarti de Oliveira, Jonathan Wanderley
Lawley, Ktia Cristina Cruz Capel & Maria Eduarda Alves dos Santos
Chrysaora lactea
Lychnorhiza lucerna*
27
CNIDRIOS
CNIDRIOS
Tamoya haplonema
Chiropsalmus quadrumanus*
Rhacostoma atlantica
Olindias sambaquiensis
Porpita porpita
Porpita porpita | Detalhe dos tentculos
Velella velella
Physalia physalis | Caravela-portuguesa
28
CNIDRIOS
CNIDRIOS
Macrorhynchia philippina
Eudendrium carneum
Sertularia marginata
Nemalecium lighti
Bunodosoma caissarum
Anemonia sargassensis
Alicia mirabilis
Actinostella flosculifera
29
CNIDRIOS
CNIDRIOS
Palythoa caribaeorum
Palythoa variabilis
Parazoanthus sp.
Corynactis sp.
Astrangia rathbuni
Phyllangia americana
Madracis decactis
Ceriantheomorphe brasiliensis
30
CNIDRIOS
CNIDRIOS
Leptogorgia punicea
Carijoa riisei
Heterogorgia uatumani
Muricea cf. atlantica
Thesea sp.
Elisella elongata
Thesea cf. bicolor
Renilla reniformis*
31
CNIDRIOS
O briozorio Schizoporella errata
BRIOZORIOS E CTENFOROS
s briozorios (Filo Bryozoa ou Ectoprocta) e ctenforos (Filo Ctenophora) so dois grupos de animais
muito comuns, mas ainda pouco estudados, no estado de Santa Catarina. Aderidos ao fundo do mar,
os briozorios formam colnias muitas vezes semelhantes a algas ou corais. Essas colnias so formadas
por pequenos indivduos, denominados zooides, que se alimentam com o auxlio de tentculos em volta da
boca. Apesar de os zooides serem pequenos e de difcil observao a olho nu, as colnias como um todo
so facilmente avistadas em Santa Catarina. Um bom exemplo Schizoporella errata, uma das espcies
de briozorios mais encontradas por mergulhadores em costes rochosos no estado. J os ctenforos so
animais transparentes e com aparncia gelatinosa, encontrados principalmente na coluna dgua por banhistas e mergulhadores. Apesar de serem muitas vezes confundidos com medusas do grupo dos cnidrios, os
ctenforos no apresentam as estruturas urticantes encontradas nas medusas e, portanto, no queimam ao
serem tocados. Outra diferena que, em vez de contrarem o corpo ao nadar, como fazem as medusas, os
ctenforos nadam principalmente atravs do batimento de pequenos clios na parte externa do corpo. Uma
espcie comumente encontrada em Santa Catarina Mnemiopsis leidyi, ilustrada abaixo. Agradeo aos colegas Leandro Manzoni Vieira, especialista em briozorios, e Otto Mller Patro de Oliveira, especialista em
ctenforos, por confirmar a identificao das trs espcies apresentadas.
por Alberto Lindner
Schizoporella errata | Briozorio
Mnemiopsis leidyi | Ctenforo
Cestum veneris | Ctenforo
33
BRIOZORIOS E CTENFOROS
Amphinomidae | Verme-de-fogo, poliqueta que apresenta cerdas urticantes e pode provocar acidentes
em humanos
POLIQUETAS
oliquetas (Filo Annelida) so vermes aparentados com minhocas e sanguessugas que vivem em todas as
profundidades marinhas, rios e reas midas. Apresentam forma corporal e estilo de vida bastante varia-
dos, que tm relao com a diversidade de ambientes onde vivem. Algumas espcies ocorrem na coluna dgua,
outras so parasitas ou simbiontes, enquanto a maioria vive associada ao fundo, isto , so bentnicas. Constroem tubos calcrios para viver na superfcie e nas cavidades irregulares de rochas e recifes, algas e pradarias
marinhas. Em fundos lodosos ou arenosos, vivem sobre o fundo, em galerias e tubos dentro do sedimento, ou
mesmo entre os gros de areia. Esse hbito tem relao direta com o tamanho corporal dos animais, que pode
variar de poucos micrmetros at trs metros de comprimento. Podem ser solitrios ou formar agregados,
como os recifes-de-areia construdos por Phragmatopoma caudata, sendo considerados engenheiros de ecossistema pelas modificaes que causam no ambiente. Em fundos arenosos e lodosos so responsveis pela
transformao da matria orgnica, pela remobilizao das partculas e aerao dos sedimentos.
Os poliquetas so os organismos dominantes em qua-
por conta do tubo formado de fragmentos de conchas
se todos os ambientes onde vivem, no somente pelo
e algas. A bicha da praia (Hemipodia californiensis)
nmero de espcies, mas tambm pelo nmero de
comumente encontrada em praias mais expostas e
indivduos presentes. As estimativas atuais preveem
reconhecida por meio da galeria que constri na areia.
que se conhece apenas um dcimo do nmero de
Australonuphis casamiquelorum, alm de ser usado
espcies existentes. Os registros so de cerca de
como isca, um aperitivo apreciado por turistas e pela
10.000 espcies para o globo, 1.100 para o Brasil e
comunidade litornea do sul catarinense.
230 para Santa Catarina. O naturalista Fritz Mller, que
Assim como outros organismos marinhos, alguns po-
viveu na antiga Desterro (atual Florianpolis) durante
liquetas esto ameaados de extino. A principal
a segunda metade do sculo 19, foi o primeiro a es-
causa de risco para as espcies a generalizada de-
tudar os poliquetas no Brasil. Embora sejam animais
gradao ou alterao dos habitats marinhos. J para
desconhecidos pela maioria das pessoas, os pesca-
as espcies de maior tamanho, a explorao para
dores de Santa Catarina tm em boa conta o uso de
consumo e para uso como isca na pesca tambm tem
poliquetas como isca. A bicha do casulo (Diopatra
colocado em risco o estoque das populaes locais.
spp.) ocorre em praias abrigadas e recebe esse nome
por Paulo Roberto Pagliosa
Branchiomma luctuosum
Branchiomma patriota
35
POLIQUETAS
POLIQUETAS
Amphinomidae | Verme-de-fogo
Glycinde multidens*
Nereiphylla sp.*
Nereididae
Paranaitis sp.*
Saccocirrus pussicus
Hemipodia californiensis | Bicha da praia
Thoracophelia furcifera
36
POLIQUETAS
POLIQUETAS
Australonuphis casamiquelorum | Bicha da praia
Diopatra sp. | Bicha do casulo
Phragmatopoma caudata*
Phragmatopoma caudata*
Tubo de Phragmatopoma caudata*
Agregado de Phragmatopoma caudata na regio entremars de costo rochoso
37
POLIQUETAS
Littorina flava
MOLUSCOS
s moluscos (Filo Mollusca) constituem um grupo de animais com cerca de 100.000 espcies que habitam ambientes terrestres, lagos, rios, mares e oceanos. No entanto, a maioria das espcies vive no mar.
No Brasil, a zona costeira estende-se por mais de 8.000 quilmetros e inclui vrios tipos de ecossistemas
marinhos, como praias arenosas, manguezais, marismas, recifes de corais e costes rochosos. Nossa costa
abriga cerca de 1.800 espcies de moluscos, sendo que cerca de 550 ocorrem na costa de Santa Catarina. As
formas mais conhecidas incluem os gastrpodes, como as lesmas e caracis, os cefalpodes, como as lulas
e polvos, e os bivalves, como as ostras e mexilhes.
Em todo o mundo, diversas espcies de moluscos
bivalves, como as ostras e mexilhes, que os molus-
apresentam grande importncia na economia. No es-
cos marcam presena mais destacada na economia
tado de Santa Catarina no diferente, seja pelo risco
do estado de Santa Catarina. Isso se deve ao sucesso
causado por organismos invasores, como as lesmas
do pioneirismo no cultivo dessas espcies no estado.
na agricultura (Achatina fulica) e o bivalve marinho
Apesar de toda a importncia e diversidade conhe-
Isognomon bicolor (ilustrado neste captulo); por re-
cida, apenas cerca de 30% das espcies de molus-
presentar uma importante fonte de protena no sus-
cos reportadas para o Brasil so registradas no litoral
tento de populaes ribeirinhas, como os berbiges
catarinense. Algumas destas espcies, como o nu-
(Anomalocardia brasiliana); no turismo, no qual os
dibrnquio Tambja stegosauriformes, tm em Santa
gastrpodes nudibrnquios (Tambja sp., Tyrinna
Catarina seu limite sul de distribuio geogrfica.
evelinae, Felimare lajensis, entre outras), com suas
Alm disso, a descoberta de novas espcies e novas
cores e formas exuberantes atraem mergulhadores
ocorrncias demonstram que ainda h muito para se
que frequentam, entre outros pontos, a Ilha do Ar-
conhecer sobre a fauna de moluscos do estado de
voredo; na pesca, para a qual Santa Catarina possui
Santa Catarina. Com algumas poucas excees, as
uma frota numerosa e diversificada, sendo um dos
identificaes aqui apresentadas seguem o trabalho
maiores produtores nacionais de pescado. Parte
de E. Rios, Compendium of Brazilian Sea Shells, Rio
dessa frota direcionada pesca dos cefalpodes,
Grande, RS (2009), ou descries originais, no caso
especialmente as lulas e polvos. Mas no cultivo dos
de algumas espcies.
por Carlo Magenta Cunha, Vinicius Padula, Aim Rachel Magenta Magalhes, Fernando Magalhes Ferreira
& Jaime Fernando Ferreira
Pteria hirundo (concha)
Pteria hirundo
39
MOLUSCOS
MOLUSCOS (BIVALVES)
Amiantis purpuratus | Concha prpura
Anomalocardia brasiliana | Berbigo
Tivela ventricosa
Tivela mactroides
Chione cancellata
Chione pubera
Trachycardium muricatum | Rala-cco
Pitar fulminatus | Pitar
40
MOLUSCOS
MOLUSCOS (BIVALVES)
Mactra fragilis
Mesodesma mactroides | Marisco branco
Lucina pectinata | Lambreta
Sanguinolaria cruenta | Concha rosa
Dosinia concentrica | Relgio
Arcinella brasiliana
Arca imbricata
Donax hanleyanus | Moambique
41
MOLUSCOS
MOLUSCOS (BIVALVES)
Cyrtopleura costata | Asa de anjo
Tagelus plebeius | Unha de velha
Mytella guyanensis | Sururu, Marisco do mangue
Myoforceps aristatus
Perna perna | Mexilho, Marisco (concha)
Perna perna | Mexilho, Marisco
Brachidontes solisianus | Mexilho-dos-tolos
Isognomon bicolor*
42
MOLUSCOS
MOLUSCOS (BIVALVES)
Crassostrea rhizophorae | Ostra do mangue
Crassostrea gasar | Ostra do mangue
Crassostrea gigas | Ostra japonesa
Ostrea equestris | Ostra pequena
Euvola zigzag | Vieira
Nodipecten nodosus | Vieira (concha)
Nodipecten nodosus | Vieira
Nodipecten nodosus | Vieira (detalhe)
43
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Astraea tecta (concha)
Astraea tecta
Phalium granulatum
Chicoreus senegalensis | Murex
Strombus pugilis | Pregoari, Caramujo
Pugilina morio
Adelomelon beckii
Zidona dufresnei
44
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Cerithium atratum | Caramujinho
Hastula cinerea
Olivancillaria urceus
Olivancillaria vesica vesica
Olivancillaria vesica auricularia | Linguaruda, castela
45
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Bulla striata
Neritina virginea
Tegula viridula | Rosquinha
Colisella subrugosa | Chapeuzinho
Littorina flava
Littorina ziczac
Cymatium parthenopeum | Caramujo peludo
Stramonita haemastoma | Saguarit, Saquarit
46
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Tonna galea
Pleurobranchus testudinarius
47
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Spurilla braziliana
Cuthona cf. iris
Flabellina engeli lucianae
Flabellina cf. marcusorum
Dondice occidentalis*
Phidiana lynceus*
Doris verrucosa
Dendrodoris krebsii
48
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Tyrinna evelinae
Felimare lajensis
Felimida paulomarcioi
Felimida marci
Tambja stegosauriformis
Tambja sp.
Roboastra sp.
Cyphoma intermedium
49
MOLUSCOS
MOLUSCOS (GASTRPODES)
Glaucus atlanticus
Bursatella leachi | Lebre-do-mar*
Aplysia brasiliana | Lebre-do-mar, Lesma-do-mar
50
MOLUSCOS
Janthina janthina
MOLUSCOS (CEFALPODES)
Loligo pleii | Lula*
Argonauta nodosa | Argonauta
Argonauta nodosa | Argonauta (concha)
Octopus vulgaris | Polvo
51
MOLUSCOS
Ocypode quadrata | Caranguejo Maria-farinha
CRUSTCEOS
s crustceos (Filo Arthropoda) abarcam cerca de 50.000 espcies descritas. Apesar de ocorrerem em
habitats terrestres, semiterrestres e de gua doce, so os principais artrpodes que vivem em ambientes
marinhos. Os crustceos so encontrados em grande nmero em ecossistemas como o recifal, manguezal, praial,
fossas abissais, entre outros, dominando muitas vezes em nmero de indivduos os habitats bentnicos e os habitats planctnicos. Dada a imensa variedade de formas e de tamanhos, impossvel definir uma forma tpica para
o grupo, pois incluem desde cracas e pequenos coppodos planctnicos at os grandes caranguejos e lagostas.
Cada espcie de crustceo, em geral, restrita a
No supralitoral dos costes rochosos encontrada a
poucos habitats, regies e microrregies especficas,
barata-da-praia (Ligia sp.) e no supra e mediolitoral
sendo comumente endmicas e difceis de se encon-
so encontrados os caranguejos (Eriphia gonagra
trar fora de seu habitat preferencial. Essa seleo de
e Pachygrapsus transversus). No infralitoral ro-
ambiente ocorre em larga, mdia e pequena escala.
choso existem vrios crustceos caractersticos,
Por exemplo, em larga escala, na costa de Santa
como os caranguejos Mithrax hispidus, Mithraculus
Catarina ocorrem somente indivduos adaptados s
forceps, Menippe nodifrons e Stenorhynchus
guas frias subtropicais e dificilmente so encontra-
seticornis, os ermites Calcinus tibicen, Paguristes
das as espcies de climas tropicais. Em mdia es-
tortugae e Pagurus provenzanoi, o camaro Lysmata
cala, por ecossistemas, as espcies do manguezal
cf. wundermanni, e as lagostas Panulirus argus e
ou de ambiente praial dificilmente so encontradas
Panulirus laevicauda.
em ambiente recifal. E tambm em pequena escala,
Por sua vez, no fundo mvel, em contato com os
as espcies de supralitoral dificilmente so encontra-
costes rochosos (infralitoral), esto o caranguejo
das no infralitoral em qualquer um dos ecossistemas
Calappa sp., os siris Portunus spinimanus e Cronius
costeiros.
ruber e os ermites Dardanus insignis e Petrochirus
Em Santa Catarina, no supralitoral do ambiente praial o
diogenes. Em mar aberto, nos fundos arenolodo-
crustceo predominante o caranguejo maria-farinha
sos, as espcies capturadas com rede de arrasto
(Ocypode quadrata), enquanto que na arrebentao
so o camaro sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri),
das ondas esto as taturas (Emerita brasiliensis),
em locais rasos, enquanto que em locais mais pro-
o siri-fantasma (Arenaeus cribarius) e os corruptos
fundos e afastados da costa so os camares rosa
(Callichirus cf. major). J na zona de entremars do
(Farfantepenaeus
paulensis),
manguezal, no substrato arenoso ou lodoso, esto os
(Farfantepenaeus
brasiliensis)
caranguejos-u (Ucides cordatus), o chama-mar
(Litopenaeus schmitti), sendo todos importantes
(Uca sp.) e o aratu (Goniopsis cruentata), enquanto
recursos pesqueiros. de extrema importncia a
que no infralitoral esto os siris (Callinectes danae,
preservao e realizao de mais estudos sobre os
Callinectes ornatus ou Callinectes sapidus). No su-
crustceos em Santa Catarina, para um melhor en-
pralitoral de esturios e em todos os substratos con-
tendimento das relaes entre seus componentes
solidados, incluindo rochas e troncos das rvores,
em cada ambiente.
o
e
rosa
pintado
branco
so encontradas as cracas (Chthamalus bisinuatus).
por Bruno Welter Giraldes & Andrea Santarosa Freire
53
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Ocypode quadrata | Maria-farinha
Ocypode quadrata | Maria-farinha (jovem)
Arenaeus cribarius | Siri-Fantasma, Siri-chita
Emerita brasiliensis | Tatura
Ucides cordatus | Caranguejo-u*
Goniopsis cruentata | Aratu*
Uca sp. | Chama-mar
Ligia sp. | Barata-da-praia
54
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Calappa sp.
Hepatus pudibundus
Portunus spinimanus
Cronius ruber*
Charybdis hellerii
Callinectes danae | Siri-azul
Callinectes ornatus | Siri-azul
Callinectes sapidus | Siri-azul
55
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Petrochirus diogenes | Caranguejo-ermito
Petrochirus diogenes | Caranguejo-ermito
Dardanus insignis | Caranguejo-ermito
Callichirus cf. major | Corrupto
Coronis scolopendra | Tamarutaca
56
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Xiphopenaeus kroyeri | Camaro-sete-barbas
Farfantepenaeus brasiliensis | Camaro-rosa-pintado
Farfantepenaeus paulensis | Camaro-rosa
Litopenaeus schmitti | Camaro-branco
De cima para baixo: Farfantepenaeus brasiliensis (Camaro-rosa-pintado), Farfantepenaeus paulensis (Camaro-rosa) e Litopenaeus schmitti (Camaro-branco)
57
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Chthamalus bisinuatus | Craca
Tetraclita stalactifera | Craca
Megabalanus sp. | Craca
Lepas anatifera | Craca
Pachygrapsus transversus
Eriphia gonagra
Mithrax hispidus
Mithrax tortugae
58
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Stenorhynchus seticornis | Caranguejo-aranha
Menippe nodifrons
Dromia sp.*
Mithraculus forceps
Epialtus brasiliensis
Paguristes tortugae | Caranguejo-ermito
Pagurus provenzanoi | Caranguejo-ermito
Calcinus tibicen | Caranguejo-ermito
59
CRUSTCEOS
CRUSTCEOS
Stenopus hispidus | Camaro-palhao*
Lysmata cf. wundermanni
Scyllarides brasiliensis | Lagosta-sapateira
Scyllarides deceptor | Lagosta-sapateira
Neogonodactylus sp.| Tamarutaca
60
CRUSTCEOS
Panulirus argus | Lagosta-vermelha*
CRUSTCEOS
Panulirus laevicauda | Lagosta-verde
61
CRUSTCEOS
Echinaster (Othilia) brasiliensis | Estrela-do-mar
EQUINODERMOS
s equinodermos (Filo Echinodermata) formam um grupo de animais representados pelas estrelas-domar (asteroides), pepinos-do-mar (holoturoides), ourios-do-mar (equinoides regulares), bolachas-da-
praia (equinoides irregulares), serpentes-do-mar e estrelas-cesto (ofiuroides) e lrios-do-mar (crinoides). O
grupo conta com cerca de 7.000 espcies no mundo, das quais mais de 300 foram registradas no Brasil. Os
equinodermos ocorrem desde a faixa de praia at profundidades abissais. Algumas espcies so tambm
encontradas em ambientes estuarinos. O hbito alimentar desses animais bastante varivel, incluindo desde
herbvoros pastejadores, no caso dos ourios-do-mar, at carnvoros, como o caso das estrelas-do-mar.
Por ser formado por praias arenosas e grandes exten-
so as mais abundantes em guas rasas no litoral do
ses de costes rochosos, o litoral de Santa Catarina
estado. O ourio-satlite, Eucidaris tribuloides, tam-
oferece um ambiente rico e diversificado para diver-
bm ocorre nos costes rochosos e pode ser avistado
sas espcies de equinodermos. Nas praias arenosas
em ilhas costeiras, como na Ilha do Arvoredo. Nessas
da costa catarinense, as bolachas-da-praia e estrelas-
ilhas, as estrelas-cesto (ofiuroides) so avistadas em
do-mar (por exemplo, do gnero Astropecten) so
profundidades de 15 a 25 metros, geralmente sobre
equinodermos facilmente avistados. J nos costes ro-
colnias da gorgnia Elisella elongata.
chosos, os equinodermos so conhecidos pelas suas
Das 47 espcies de equinodermos registradas para o
formas corporais coloridas e exuberantes, como o
litoral catarinense, 16 esto ameaadas de extino.
caso do lrio-do-mar Tropiometra carinata, das estre-
Algumas destas espcies, como a estrela-do-mar
las-do-mar Echinaster (Othilia) brasiliensis, Narcissia
Oreaster reticulatus, so avistadas apenas raramente
trigonaria e Oreaster reticulatus, e do pepino-do-mar
em Santa Catarina. Portanto, como uma medida de
Isostichopus badionotus. Outra espcie de pepino-do-
conservao, fundamental apenas observar e no
mar comum em Santa Catarina Holothuria grisea,
remover esses animais fascinantes do seu habitat na-
observada tambm em poas de mar nos costes
tural, para que no futuro as prximas geraes ainda
rochosos, durante a mar baixa. Ainda nos costes ro-
possam admir-los na natureza.
chosos so encontrados os ourios-do-mar, representados principalmente pelas espcies Arbacia lixula,
Echinometra lucunter e Lytechinus variegatus, que
por Carlos Renato Rezende Ventura, Nataly Nunes Slivak & Rachel Labb-Bellas
Tropiometra carinata | Lrio-do-mar
Astrocyclus caecilia | Estrela-cesto
63
EQUINODERMOS
EQUINODERMOS
Astropecten sp. | Estrela-do-mar
Luidia senegalensis | Estrela-do-mar*
Echinaster (Othilia) brasiliensis | Estrela-do-mar
Narcissia trigonaria | Estrela-do-mar
Asterina stellifera | Estrela-do-mar
Oreaster reticulatus | Estrela-do-mar
Coscinasterias tenuispina | Estrela-do-mar
Paracentrotus gaimardi | Ourio-do-mar*
64
EQUINODERMOS
EQUINODERMOS
Echinometra lucunter | Ourio-do-mar
Lytechinus variegatus | Ourio-verde
Arbacia lixula | Ourio-do-mar*
Eucidaris tribuloides | Ourio-satlite
Encope emarginata| Bolacha-do-mar
Clypeaster subdepressus | Bolacha-do-mar
Holothuria grisea | Pepino-do-mar
Isostichopus badionotus | Pepino-do-mar
65
EQUINODERMOS
As ascdias Didemnum granulatum (esquerda) e Didemnum ligulum (direita)
TUNICADOS
s tunicados (Filo Chordata) so animais marinhos que ocorrem desde a regio das mars at grandes
profundidades, com aproximadamente 3.000 espcies conhecidas. A maioria dos tunicados vive ade-
rida ou parcialmente enterrada no substrato (ascdias), mas algumas formas nadam livremente nos oceanos
(taliceos e apendiculrios). So caraterizados pela tnica, tecido do tipo conjuntivo que recobre todo o corpo
por fora da epiderme. A tnica fornece proteo ao animal, camuflagem, fixao no substrato e ajuda a manter
a forma do corpo. Apesar de apresentarem substncias de interesse farmacolgico, tunicados no causam
queimaduras. Algumas ascdias so at mesmo utilizadas na alimentao humana no Chile, Mediterrneo,
Japo e Coreia.
Os tunicados mais encontrados por mergulhadores
Estas so encontradas apenas em cultivos de mexi-
no litoral de Santa Catarina so as ascdias da famlia
lho e ostra e so espcies provavelmente introduzi-
Didemnidae. So animais coloridos (branco, amarelo,
das, isto , no pertencem fauna original brasileira.
laranja, vermelho) que formam crostas finas sobre o
Outras ascdias tambm abundantes so Euherdmna-
substrato, muito semelhantes s esponjas. Apresen-
nia vitrea (Arvoredo, Ilhas Irms e Moleques do Sul)
tam brotamento lateral e formam colnias; assim, cada
e Eudistoma clavatum (Ilha Deserta e Arquiplago
crosta formada por centenas de indivduos iguais en-
Tamboretes), ambas endmicas na costa sul-sudeste
tre si e com menos de 1 mm de comprimento. Uma
brasileira. Entre os grupos planctnicos (que nadam) a
forma de diferenci-las das esponjas toc-las, pois
espcie mais comum Thalia democratica. Sua tnica
as aberturas fecham-se, ao contrrio das esponjas.
gelatinosa e transparente. Em dias de ressaca, mi-
Didemndeos contm espculas calcrias na tnica
lhares de animais podem ser vistos arribados nas pra-
e, portanto, as colnias so speras ao tato. Esp-
ias, sendo geralmente confundidos com guas-vivas.
cies bastante comuns so Didemnum rodriguesi, D.
Os taliceos tm uma aparncia mais ovoide (com 1 a
granulatum e D. ligulum. Na regio das mars podem
1,5 cm de comprimento, no caso dessa espcie) e no
ser encontradas D. psammatodes e Polysyncraton sp.
causam queimaduras na pele. Em uma fase do ciclo
Entre as espcies solitrias (aquelas que no formam
de vida, formam cadeias longas, com vrios indivduos
colnias) as mais comuns so Styela plicata, Herdmania
aderidos entre si.
pallida, Ascidia sydneiensis e Polycarpa spongiabilis.
por Rosana Moreira da Rocha
Didemnum granulatum (formas bege e laranja)
Didemnum ligulum
67
TUNICADOS
TUNICADOS
Didemnum perlucidum
Didemnum rodriguesi
Didemnum vanderhorsti
Polysyncraton amethysteum
Diplosoma listerianum
Lissoclinum fragile
Clavelina oblonga
Distaplia bermudensis
68
TUNICADOS
TUNICADOS
Cystodytes dellechiajei
Eudistoma clavatum
Euherdmania vitrea
Perophora regina
Botrylloides giganteum
Botrylloides nigrum
Symplegma brakenhielmi
Styela plicata
69
TUNICADOS
Centropomus sp. | Robalo
PEIXES
o ambiente marinho, grande parte dos peixes habita as regies de recife de coral ou costo rochoso,
sendo, portanto, conhecidos como peixes recifais. Esse grupo conhecido principalmente pela imensa
diversidade de cores e formas que apresenta, todavia sua importncia no est restrita beleza e exuberncia. Nos ecossistemas de recifes de coral e costes rochosos, os peixes so organismos-chave. Alm de
compreenderem uma grande diversidade de espcies, so abundantes e participam intensamente das cadeias alimentares, sendo, ao mesmo tempo, predadores e presas. Para que esses organismos to importantes
sejam protegidos, essencial que se conhea como eles se relacionam com o ambiente em que vivem.
O Brasil possui uma vasta costa, com mais de 8.000
os budies (Famlia Labridae), que no conseguem
quilmetros de extenso, que envolve alm de prai-
sobreviver s baixas temperaturas do inverno. Alm
as arenosas, manguezais e marismas, considerveis
disso, h pouca disponibilidade de costes rochosos
reas de costes rochosos e recifes de coral. A
para abrigar estas espcies a partir do sul do estado
Provncia Biogeogrfica Brasileira (nossa costa mais
de Santa Catarina.
as ilhas ocenicas) abriga cerca de 500 espcies de
Nos ltimos 30 anos, observou-se em Santa Catarina
peixes recifais, sendo que 20% de toda esta diversi-
um declnio drstico nas populaes de peixes de
dade considerada endmica, ou seja, s ocorre no
grande porte, como os tubares, garoupas e cara-
Brasil. Mais especificamente, em Santa Catarina, so
nhas. Embora as consequncias desse declnio
registradas mais de 300 espcies de peixes recifais.
ainda estejam sendo estudadas em nosso estado,
Garoupas, badejos e sargos certamente so peixes
situaes semelhantes ocorridas em outras regies
muito famosos para aqueles que apreciam um belo
do planeta, como o Caribe, resultaram em profundas
prato, enquanto sargentinho, donzelinha, moreia,
alteraes em todo o ambiente recifal, afetando no
budio e o paru so velhos conhecidos dos mergu-
apenas as quantidades de peixes, mas tambm co-
lhadores. O que essas espcies tm em comum a
rais e algas, em um efeito cascata. Dados os poten-
marcante presena nos costes rochosos ao longo
ciais impactos desse declnio, tanto para as comu-
da costa do estado de Santa Catarina.
nidades de peixes quanto para outros organismos
O litoral entre os estados do Esprito Santo e Santa
dos costes rochosos, fica clara a necessidade de
Catarina sofre forte influncia de correntes marinhas
intensificar os esforos para conservao dessas
de guas frias e ricas em nutrientes vindas do sul
espcies. Esse cenrio deve redirecionar nossos
durante o inverno. As baixas temperaturas da gua
olhares e aes aos singulares recifes rochosos de
resultantes dessas correntes e de ressurgncias lo-
Santa Catarina que, assim como os peixes recifais,
cais impedem o desenvolvimento de recifes de coral,
ainda que paream distantes do nosso cotidiano, es-
levando os organismos recifais a encontrarem abrigo
to mais prximos do que se imagina.
nos costes rochosos. Muitas espcies tropicais tm
o limite sul de sua distribuio em Santa Catarina,
como por exemplo o peixe anjo rainha (Holacanthus
ciliaris), os peixes-cirugio (Famlia Acanthuridae) e
por Anderson Antnio Batista, Luisa Fontoura, Guilherme Ortigara Longo & Sergio Ricardo Floeter
71
PEIXES
PEIXES
Dasyatis guttata | Raia manteiga
Gymnura altavela | Raia borboleta
Aetobatus narinari | Raia-chita*
Narcine brasiliensis | Raia treme-treme
Myrichthys ocellatus | Falsa-moreia-pintada
Myrichthys breviceps | Falsa-moreia*
Gymnothorax moringa | Moreia-pintada
Gymnothorax funebris| Moreia-verde*
72
PEIXES
PEIXES
Gymnothorax vicinus | Caramuru
Rhomboplites aurorubens | Vermelho, Pargo pitanga*
Dactylopterus volitans | Coi
Ogcocephalus vespertilio | Peixe-morcego
Synodus synodus | Peixe-lagarto
Lutjanus jocu | Dento*
Lutjanus analis | Cioba
73
PEIXES
PEIXES
Holocentrus adscensionis | Miriquita
Myripristis jacobus | Olho-de-vidro
Mycteroperca bonaci | Badejo quadrado
Mycteroperca acutirostris | Badejo-mira
Mycteroperca interstitialis | Badejo amarelo
Epinephelus morio | Garoupa de So Tom
Ephinephelus marginatus | Garoupa-verdadeira
Epinephelus itajara | Mero*
74
PEIXES
PEIXES
Hyporthodus niveatus | Cherne
Cephalopholis furcifer | Pargo mirim
Serranus atrobranchus | Mariquita de orelha negra
Serranus flaviventris | Mariquita pirucaia
Serranus baldwini | Mariquita pintada
Dules auriga | Mariquita de penacho
Diplectrum formosum | Aipim
Diplectrum radiale | Aipim listrado
75
PEIXES
PEIXES
Pomatomus saltatrix | Anchova
Centropomus sp.| Robalo
Caranx latus | Guarajuba
Pseudocaranx dentex | Garapo
Seriola lalandi | Olhete comum
Seriola rivoliana| Olhete bacamarte (cardume)
Seriola rivoliana | Olhete bacamarte
76
PEIXES
PEIXES
Trachinotus falcatus | Pampo verdadeiro*
Trachinotus goodei | Pampo galhudo
Chaetodipterus faber | Enxada
Orthopristis ruber | Cocoroca jurumirim
Haemulon aurolineatum | Cocoroca
Haemulon steindachneri | Cocoroca de boca larga
Anisotremus virginicus | Salema
Anisotremus surinamensis | Sargo de beio
77
PEIXES
PEIXES
Harengula clupeola | Sardinha cascuda
Priacanthus arenatus | Olho de co
Calamus penna | Peixe pena branco
Diplodus argenteus | Marimbau
Pareques acuminatus | Maria nag
Odontoscion dentex | Pescada de pedra
Pseudupeneus maculatus | Peixe trilha
Genidens genidens | Bagre urutu
78
PEIXES
PEIXES
Mugil curema | Parati
Kyphosus sp.| Pirajica
Pempheris schomburgkii | Piaba do mar
Acanthurus chirurgus | Cirurgio
Acanthurus bahianus | Cirurgio baiano*
Acanthurus coeruleus | Cirurgio azul (juvenil)*
79
PEIXES
PEIXES
Chaetodon striatus | Borboleta listrada
Holacanthus ciliaris | Peixe anjo rainha
Holacanthus tricolor | Paru soldado
Pomacanthus arcuatus | Paru beija moa
Pomacanthus paru | Frade (juvenil)
Pomacanthus paru | Frade
Centropyge aurantonotus | Anjo dorso de fogo
Amblycirrhitus pinos | Sarampinho*
80
PEIXES
PEIXES
Abudefduf saxatilis | Sargentinho
Stegastes pictus | Donzelinha bicolor
Stegastes fuscus | Donzelinha comum
Stegastes variabilis | Donzelinha amarela
Chromis multilineata | Mulata
Chromis limbata | Mulata dos Aores
Chromis flavicauda | Donzela rabo amarelo
Chromis jubauna | Cromis
81
PEIXES
PEIXES
Bodianus pulchellus | Budio arara/vermelho
Bodianus rufus | Budio
Halichoeres brasiliensis | Budio verde (juvenil)*
Halichoeres brasiliensis | Budio verde (adulto)*
Halichoeres poeyi | Budio rei
Cryptotomus roseus | Budio batata
Xyrichtys novacula | Budio curu
Thalassoma noronhanum | Budio de Noronha
82
PEIXES
PEIXES
Clepticus brasiliensis | Budio fantasma
Sparisoma amplum | Papagaio de recife
Sparisoma axillare | Papagaio cinza
Sparisoma frondosum | Papagaio sinaleiro
Sparisoma tuiupiranga | Papagaio vermelho
Sparisoma radians | Papagaio verde dentuo
Scarus trispinosus | Papagaio azul*
Scarus zelindae | Papagaio banana
83
PEIXES
PEIXES
Fistularia tabacaria | Trombeta
Malacanthus plumieri | Pir
Acanthostracion polygonius | Peixe cofre colmeia
Acanthostracion quadricornis | Cofre de chifre
Balistes capriscus | Peixe porco verdadeiro
Balistes vetula | Cangulo rei
Aluterus monoceros | Gudunho
Stephanolepis hispidus | Porquinho de pedra
84
PEIXES
PEIXES
Canthigaster figueiredoi | Baiacu de recife mirim*
Sphoeroides spengleri | Baiacu pinima
Sphoeroides testudineus | Baiacu quadriculado
Sphoeroides greeleyi | Baiacu areia
Diodon hystrix | Baiacu graviola
Chilomycterus spinosus | Baiacu espinho*
Hippocampus reidi | Cavalo marinho de focinho longo
85
PEIXES
PEIXES
Micrognathus crinitus | Peixe cachimbo
Hypsoblennius invemar | Macaco pavo
Labrisomus nuchipinnis | Maria da toca (macho)
Labrisomus nuchipinnis | Maria da toca (fmea)*
Malacoctenus delalandii | Maria da toca
Paraclinus spectator | Macaquinho de vela
Parablennius pilicornis | Maria da toca (1)
Parablennius pilicornis | Maria da toca (2)
86
PEIXES
PEIXES
Parablennius marmoreus | Maria da toca/Macaco ouro
Hypleurochilus fissicornis | Macaco de chifre
Scartella cristata | Maria da toca/Macaco verde
Ophioblennius trinitatis | Macaco de rabo vermelho
Ctenogobius saepepallens | Amor vrgula
Ptereleotris randalli | Linha azul
Emblemariopsis signifera | Macaquinho cabea-preta (macho)
Emblemariopsis signifera | Macaquinho cabea-preta (fmea)
87
PEIXES
PEIXES
Scorpaena plumieri | Peixe escorpio
Scorpaena brasiliensis | Peixe escorpio
Bothus ocelattus | Linguado arco-ris
Bothus lunatus | Linguado pavo*
Cyclopsetta fimbriata | Linguado pintado
88
PEIXES
Mugil curema | Parati
Spheniscus magellanicus | Pinguim-de-magalhes
AVES MARINHAS
s aves marinhas constituem um grupo diversificado em formas e estratgias de vida, que tem em comum
o fato de viver no ambiente marinho, incluindo reas costeiras, esturios, ilhas e reas midas litorneas.
Incluem-se no grupo diversas ordens, desde os pequenos maaricos de praia (Charadriiformes), com pouco
mais de 100 gramas, at os gigantes albatrozes (Procellariiformes), com mais de dois metros de envergadura.
As maiores migraes conhecidas no mundo animal tambm esto nesse grupo, das quais o trinta-ris Sterna
paradisaea o recordista, deslocando-se at 80.000 km por ano entre a rea de reproduo no rtico e de
invernada no hemisfrio sul.
A maior parte das espcies de aves marinhas que
nhas no litoral de Santa Catarina so encontradas nas
ocorrem no litoral de Santa Catarina migratria,
Ilhas Tamboretes, Itacolomis, Deserta, Moleques do
como
(Thalassarche
Sul, das Araras, dos Lobos e no Arquiplago das Gra-
melanophris), o pinguim-de-magalhes (Spheniscus
as. Apesar de algumas dessas ilhas estarem protegi-
magellanicus) e as baturas e maaricos (Calidris
das por Unidades de Conservao, o simples desem-
canutus, Calidris fuscicollis, Calidris alba, Charadrius
barque nas reas de ninhais causa grande perturbao
semipalmatus, Pluvialis squatarola, Tringa flavipes,
e impacto, e os ninhais so ameaados com vandalis-
entre outros). Albatrozes pelgicos e pinguins so
mo, fogo e introduo de animais exticos, como ratos
comuns no inverno em Santa Catarina, podendo ser
e gatos, que podem levar destruio, abandono dos
encontrados na praia eventualmente, descansando
ninhos e predao de ovos e filhotes. Com exceo
quando esto debilitados ou doentes. J os maari-
de algumas poucas espcies, como gaivotas e atobs,
cos e baturas so comuns em ambientes praianos ou
vrias populaes de aves marinhas do litoral de Santa
alagados (manguezais, marismas e lagoas costeiras)
Catarina esto em declnio. As aves marinhas esto
alimentando-se e descansando durante as migraes.
ameaadas por atividades humanas como a pesca de
As espcies de aves marinhas residentes mais comuns
espinhis (longlines), sobrepesca, coleta de ovos e im-
em Santa Catarina so os atobs Sula leucogaster e
pactos nos ninhais, lixo flutuante e poluio marinha,
as fragatas Fregata magnificens (Pelecaniformes),
vazamento de petrleo e ocupao das reas de pouso
alm das gaivotas Larus dominicanus e os trinta-
e alimentao das espcies migratrias por empreen-
ris Thalasseus acuflavidus e Sterna hirundinacea
dimentos imobilirios e tursticos. Dentre as espcies
(Charadriiformes), que se alimentam basicamente de
consideradas ameaadas de extino pela IUCN e
peixes e frequentam as guas costeiras rasas, sendo
na lista nacional, h albatrozes, trinta-ris e maaricos
comum acompanharem as embarcaes pesqueiras
migratrios. O registro das espcies encontradas no
para aproveitar os pequenos peixes que so rejeitados
litoral e o relato do encontro das anilhas (anis metli-
na pesca. Essas espcies reproduzem-se nas ilhas
cos ou coloridos colocados nas pernas das aves para
costeiras, em colnias onde os ninhos so construdos
estudo) ao Centro Nacional de Pesquisa e Conserva-
diretamente no cho (gaivotas, trinta-ris e atobs) ou
o de Aves Silvestres, CEMAVE ([Link]/
em pequenos arbustos (fragatas), sendo os ninhais ex-
cemave) so contribuies importantes ao conheci-
tremamente frgeis. As maiores colnias de aves mari-
mento e conservao das aves marinhas.
albatroz-de-sobrancelha
Por Danielle Paludo, Fernando Bittencourt de Farias, Marta Jussara Cremer, Alexandre Venson Grose, Patricia
Pereira Serafini & Paulo Csar Simes-Lopes
91
AVES MARINHAS
AVES MARINHAS
Larus dominicanus | Gaivota, Gaivoto
Larus dominicanus | Gaivota, Gaivoto (em voo)
Chroicocephalus maculipennis | Gaivota-maria-velha
Fregata magnificens | Fragata
Sula leucogaster | Atob
Sula leucogaster | Atob (em voo)
Thalassarche chlororhynchos | Albatroz-de-nariz-amarelo
Thalassarche melanophris | Albatroz-de-sobrancelha
92
AVES MARINHAS
AVES MARINHAS
Thalasseus acuflavidus | Trinta-ris-de-bando
Sterna trudeaui | Trinta-ris-de-coroa-branca
Thalasseus maximus | Trinta-ris-real (em voo)
Thalasseus maximus | Trinta-ris-real
Himantopus melanurus | Pernilongo-de-costas-brancas (em detalhe na pgina 94)
93
AVES MARINHAS
AVES MARINHAS
Himantopus melanurus | Pernilongo-de-costas-brancas
Haematopus palliatus | Piru piru / Ostreiro
Tringa flavipes | Maarico-de-perna-amarela
Tringa solitaria | Maarico-solitrio
Tringa melanoleuca | Maarico-grande-de-perna-amarela
Tringa semipalmata | Maarico-de-asa-branca
Calidris alba | Maarico-branco
Calidris fuscicollis | Maarico-de-sobre-branco
94
AVES MARINHAS
AVES MARINHAS
Calidris canutus | Maarico-de-papo-vermelho
Arenaria interpres | Vira-pedras
Pluvialis dominica | Batuiruu
Pluvialis squatarola | Batuiruu-de-axila-preta
Charadrius semipalmatus | Batura-de-bando
Charadrius collaris | Batura-de-coleira
Phaloropus tricolor | Pisa-ngua
Spheniscus magellanicus | Pinguim-de-magalhes
95
AVES MARINHAS
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
amferos marinhos abarcam hoje 130 espcies pelos mares do mundo, sendo que um quarto delas
ocorre nas guas do estado de Santa Catarina. Algumas so migratrias e outras demonstram fideli-
dade a certas baas, desembocaduras de rios e esturios. Nesse grupo esto animais to emblemticos como
baleias, golfinhos ou botos, toninhas, lobos-marinhos e focas. J as tartarugas marinhas formam um grupo
bem mais discreto, mas no menos importante. A costa catarinense no uma rea de nascimento de tartarugas marinhas, mas, sim, de alimentao. Mamferos e tartarugas marinhas sofrem um grande impacto de
atividades humanas, morrendo emalhados nas redes de pesca ou fisgados nos espinhis de mar aberto.
Dentre as espcies migratrias vindas do sul esto a
forma pequenos grupos e na Reserva Biolgica Ma-
baleia-franca-austral, Eubalaena australis, que usam
rinha do Arvoredo, onde forma grupos grandes, de
as guas catarinenses no inverno e primavera. Elas
mais de uma centena de indivduos, podemos obser-
so mais comuns em agosto e setembro, quando vm
var sua variao ocenica.
acasalar, parir e amamentar seus bebs. As minkes
Trs espcies de lobos-marinhos esto presentes no
antrticas, Balaenoptera bonaerensis, e minkes ans,
litoral de Santa Catarina, descansando nas praias ou
B. acutorostrata, podem ser vistas no vero, porm
pescando em guas rasas, principalmente durante o
so muito mais discretas e desconfiadas. Na borda da
inverno e primavera. Os lobos marinhos-subantrti-
plataforma continental, a cerca de 150 quilmetros da
cos, Arctocephalus tropicalis, vm do crculo polar an-
costa, podemos acompanhar os cachalotes, Physeter
trtico e o lobo-marinho de dois pelos, Arctocephalus
macrocephalus, que tambm vm acasalar e parir
australis, de colnias ao norte do Uruguai. A terceira
seus filhotes aqui.
espcie, o lobo-marinho de um pelo ou leo-marinho-
Sobre os pequenos cetceos, cabe mencionar a toni-
do-sul, Otaria flavescens, tambm vem do Uruguai e
nha, Pontoporia blainvillei, uma espcie gravemente
pode ser reconhecida por seu focinho chato e uma
ameaada pelos efeitos colaterais da pesca artesanal
juba castanho-clara nos machos.
e comercial. uma espcie costeira, muito discreta,
As cinco espcies de tartarugas marinhas brasileiras
que pode ser avistada numa profundidade de at 30
esto presentes no litoral catarinense. Podem ser ob-
metros, mas tambm nas guas mais rasas da Baa da
servadas em mergulho livre, alimentando-se de algas
Babitonga ou, mais raramente, na Baa Norte da Ilha
nos costes rochosos, e no interior de baas, como
de Santa Catarina. O boto-cinza ou boto-da-manjuva,
ocorre com a tartaruga-verde, Chelonia mydas, ou
Sotalia guianensis, tem seu limite sul de distribuio
comendo crustceos e moluscos de fundo, como a
nesta mesma baa, onde, assim como na Baa da
tartaruga-cabeuda, Caretta caretta. Outras so ain-
Babitonga, so residentes. Trata-se dos nicos locais
da mais versteis, incluindo em sua dieta tambm
de reproduo da espcie em Santa Catarina. J o
peixes, guas-vivas e salpas, como o caso da tar-
boto-da-tainha, Tursiops truncatus, concentra-se na
taruga-oliva, Lepidochelys olivacea. Vrias espcies
desembocadura de rios como o Itaja Au, Ararangu
acabam engolindo lixo flutuante, que pode obstruir o
e Mampituba ou no grande complexo lagunar de La-
trato digestivo, levando o animal morte por inanio.
guna. Nas baas Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina
por Paulo Csar Simes-Lopes, Pedro Volkmer de Castilho, Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas & Marta
Jussara Cremer
97
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
Arctocephalus australis| Lobo-marinho de dois pelos
Arctocephalus australis| Lobo-marinho de dois pelos (juvenil)
Arctocephalus tropicalis| Lobo-marinho-subantrtico
Arctocephalus tropicalis| Lobo-marinho-subantrtico (subadulto)
Otaria flavescens| Leo-marinho-do-sul*
Mirounga leonina| Elefante-marinho-do-sul (macho)*
Mirounga leonina| Elefante-marinho-do-sul (fmea)
98
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
Lobodon carcinophagus | Foca-caranguejeira (jovem)
Hydrurga leptonix | Foca-leopardo*
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral (jovem)
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral
Balaenoptera bonaerensis | Baleia-minke-antrtica*
Balaenoptera acutorostrata | Baleia-minke-an*
99
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
Stenella frontalis | Golfinho-pintado-do-Atlntico*
Tursiops truncatus | Boto-da-tainha
100
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
Tursiops truncatus | Boto-da-tainha (forma ocenica)
Orcinus orca| Orca
Steno bredanensis | Golfinho-dos-dentes-rugosos*
Sotalia guianensis | Boto-cinza
Pontoporia blainvillei | Toninha
Chelonia mydas | Tartaruga-verde
Caretta caretta | Tartaruga-cabeuda*
101
MAMFEROS & TARTARUGAS MARINHAS
Corynactis sp. sobre a gorgnia Leptogorgia punicea
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
pesar de ser possvel observar muitos organismos apresentados neste livro durante a mar baixa, outros
so vistos apenas debaixo dgua, mergulhando. Mergulhar em Santa Catarina uma atividade que pode
ser realizada a partir da praia, com o uso de uma mscara de mergulho, respirador (snorkel) e nadadeiras.
Esse tipo de mergulho conhecido como mergulho livre, sem a utilizao de um cilindro de ar comprimido.
J no mergulho autnomo so utilizados um cilindro de ar comprimido e outros equipamentos que permitem
ao mergulhador permanecer debaixo dgua e observar os seres marinhos com bastante tranquilidade. Para
realizar o mergulho autnomo, somente na regio dos municpios de Florianpolis, Porto Belo e Bombinhas,
mais de 12 operadoras de mergulho oferecem cursos regulares e sadas embarcadas no vero. Ilhas como a
do Arvoredo e do Xavier, por exemplo, recebem milhares de visitantes, que tm a experincia nica de entrar
em contato com a rica biodiversidade marinha do estado.
No estado de Santa Catarina, os mergulhos so
Belo. Alm de ser um dos principais pontos de
feitos principalmente nos costes rochosos que
partida das embarcaes para a Ilha do Arvoredo,
contornam as ilhas e dividem as praias na regio
a regio apresenta diversas praias e costes, que
costeira. Esses costes rochosos oferecem abrigo
tambm so uma excelente opo para quem quer
e servem de base para o crescimento de muitas
mergulhar e observar organismos marinhos. Em
espcies, como as coloridas gorgnias e esponjas,
Porto Belo, destaca-se a Praia do Estaleiro, loca-
que podem ser facilmente observadas. A melhor
lizada em meio a uma enseada que ainda abriga
poca para praticar mergulho livre ou autnomo
um remanescente de Mata Atlntica. A visibilidade
em Santa Catarina entre os meses de dezembro e
da gua no local pode chegar a cerca de 6 me-
abril, quando as guas esto mais quentes e a visi-
tros. Alm de o costo rochoso ser recoberto por
bilidade maior. No litoral norte do estado, o des-
algas e zoantdeos, com um pouco de ateno
taque o Arquiplago de Tamboretes, prximo ao
possvel encontrar polvos, cois (Dactylopterus
municpio de So Francisco do Sul e Joinville.
volitans) e outros peixes camuflados em meio a
Com um pouco de sorte, nessa regio poss-
esponjas e algas. No municpio de Bombinhas, as
vel encontrar os imponentes e ameaados meros
opes para mergulhos de praia tambm so bem
(Epinephelus itajara) durante os mergulhos. Nes-
variadas. O principal ponto a Praia da Sepultura,
ses locais, as rochas so recobertas principalmente
com guas rasas e muito tranquilas. A visibilidade
por algas e pelo zoantdeo baba-de-boi (Palythoa
de cerca de 2 a 4 metros, e a profundidade mxima
caribaeorum). Nesse ambiente, tambm se des-
chega a cerca de 6 metros, sendo possvel observar
tacam pequenas espcies de corais, como Astrangia
diversas espcies de algas, cnidrios, crustceos e
rathbuni e Phyllangia americana. No entorno das cin-
peixes apresentadas neste livro. Nas imediaes da
co ilhas que compem o Arquiplago de Tamboretes,
praia da Sepultura est localizado o Parcel do D, um
a profundidade chega a 15 metros e, nos meses mais
grupo de rochas que forma um pequeno ilhote onde
quentes, a temperatura da gua pode atingir 27C.
se podem encontrar tartarugas, polvos, tamarutacas
Um pouco mais ao sul, no litoral centro-norte, locali-
e diversas espcies de caranguejos, sendo um local
za-se a regio dos municpios de Bombinhas e Porto
de fcil acesso e excelente para mergulhos noturnos.
103
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
Epinephelus itajara | Mero
Outro ponto de mergulho em Bombinhas o costo
A ilha faz parte do Arquiplago do Arvoredo, que
esquerdo da Praia de Bombas. Esse local costuma
tambm inclui as ilhas da Gal e Deserta, e o Calhau
apresentar forte ondulao, que geralmente no per-
de So Pedro, situados na Reserva Biolgica Marinha
mite a prtica do mergulho com segurana, mas em
do Arvoredo, uma Unidade de Conservao Federal.
dias de mar calmo uma boa opo para um mergu-
Parte da Ilha do Arvoredo tambm est situada dentro
lho de praia. No local, so encontradas muitas algas
da Reserva Biolgica Marinha, mas todo o entorno da
e esponjas recobrindo as rochas, e o que mais cha-
regio sul-sudeste da ilha encontra-se fora dos limites
ma a ateno so as grandes fendas e a passagem
da Unidade de Conservao, sendo permitido o mer-
de cardumes de peixes. Outras opes de mergulho
gulho recreativo. A Ilha do Arvoredo abriga cerca de
de praia em Bombinhas so a Praia do Ribeiro, da
nove pontos de mergulho, bem como alguns parcis
Conceio, do Retiro dos Padres e Praia de Quatro
(rochas submersas) nas suas imediaes. Cada pon-
Ilhas, acessvel em dias de mar calmo. A visibilidade
to em si possui caractersticas diferentes, mas de ma-
nesses pontos de mergulho costeiros varia de 2 a 5
neira geral a profundidade de cerca de 10 metros, e
metros e a temperatura no vero de cerca de 24C.
a visibilidade mdia no vero em torno de 8 metros,
O destaque da regio centro-norte de Santa Catarina
podendo, entretanto, passar de 20 metros em alguns
certamente a Ilha do Arvoredo, que pode ser aces-
dias. Na ponta sul da Ilha do Arvoredo, a profundi-
sada tanto a partir do municpio de Bombinhas quan-
dade um pouco maior, chegando a cerca de 20 me-
to de Florianpolis e de outros municpios vizinhos.
tros. A temperatura da gua nos meses mais quentes
104
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
Dragmacidon reticulatum
de cerca de 24C, mas possvel a ocorrncia de
profundos, como o caso das ilhas das Aranhas e do
massas de gua mais frias com temperaturas de at
Xavier, localizada em frente Praia Mole, na Ilha de
17C em alguns dias, mesmo nos meses mais quen-
Santa Catarina. A Ilha das Aranhas apresenta fendas
tes. A regio da Ilha do Arvoredo apresenta uma
e paredes em seus costes e rodeada por rochas
rica biodiversidade marinha, que inclui zoantdeos,
mais profundas cobertas por gorgnias, como da es-
gorgnias, algas e vrias espcies de invertebra-
pcie Leptogorgia punicea. Na Ilha do Xavier, o des-
dos e peixes, como garoupas e raias, sem contar as
taque so as esponjas, como da espcie Dragmacidon
tartarugas, quase sempre presentes, e os botos-da-
reticulatum. A visibilidade pode chegar a mais de 15
tainha, que podem aparecer prximos s embarca-
metros. Ao sul da Ilha do Xavier, outro ponto bastante
es durante o trajeto entre o continente e a ilha.
procurado a Ilha do Campeche, onde possvel
Alm de ser um ponto de partida para a Ilha do Arvore-
encontrar muitas gorgnias, esponjas e os coloridos
do, a regio da Ilha de Santa Catarina tambm abriga
coralimorfrios (Corynactis sp.), um grupo parente
belos pontos de mergulho, acessveis tanto da praia
dos corais, mas que no possui esqueleto rgido de
quanto por embarcaes. Para o mergulho livre, os
carbonato de clcio. A Ilha do Campeche tambm
melhores pontos costeiros so a Lagoinha do Norte,
uma excelente opo para mergulho livre. Nesta
Prainha da Barra da Lagoa, e Galheta. Alm dessas
regio a visibilidade fica em torno de 3 a 7 metros.
praias, a Ilha de Santa Catarina cercada por ilhas
Apesar de a temperatura da gua ser agradvel no
costeiras que permitem mergulhos um pouco mais
vero, na Ilha do Campeche j mais comum encon105
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
trar guas mais frias em comparao com pontos de
de aproveitar para mergulhar. A Laje da Jagua uma
mergulho mais ao norte.
grande rea de rochas submersas que esconde um
Ao sul da Ilha de Santa Catarina esto localiza-
colorido incrvel, florestas e florestas de gorgnias,
dos outros dois pontos de mergulho: o Arquip-
se me permitem a retrica literria. Trata-se de local
lago das Ilhas Moleques do Sul e a Ilha do Co-
onde difcil encontrar a condio de mar calmo ide-
ral, prxima ao municpio de Garopaba. Essas
al para o mergulho, mas que emociona quando isso
ilhas, frequentadas principalmente por caadores
acontece. Nessa regio tambm possvel observar
submarinos e pescadores, apresentam costes
grandes cardumes de peixes de passagem.
recobertos por algas e esponjas coloridas. A visibi-
De norte a sul, mergulhar revela o belo fundo do mar
lidade costuma ser em torno de 5 metros, mas, as-
de Santa Catarina. Espcies como corais, gorgnias,
sim como nas Ilhas do Arvoredo, Aranhas e do Xa-
robalos, garoupas, tartarugas, lagostas, raias, lobos
vier, tambm pode passar de 20 metros. Nas Ilhas
marinhos, pinguins e muitas outras apresentadas
Moleques do Sul e Ilha do Coral, os costes ro-
neste livro podem ser encontradas nos mergulhos
chosos continuam sendo recobertos principalmen-
no estado. Com curiosidade, esprito de explorao
te por algas, mas em vez do zoantdeo Palythoa
e segurana, o importante estar dentro da gua
caribaeorum (baba-de-boi), comum na Ilha do Arvore-
para encontrar e apreciar os organismos marinhos,
do, so encontrados principalmente esponjas, corali-
sejam eles pequenos ou grandes, raros ou comuns.
morfrios e gorgnias, como Leptogorgia punicea.
E apesar de no ser possvel prever com exatido a
Cardumes de peixes, como a anchova (Pomatomus
visibilidade da gua antes de um mergulho em Santa
saltatrix), podem ser observados na regio.
Catarina, fica uma ltima dica: as guas apresentam
No litoral sul do estado de Santa Catarina, o mer-
maior visibilidade geralmente logo depois de uma
gulho praticado nos arredores dos municpios de
srie de vento sul, enquanto que uma srie de vento
Imbituba, Laguna e Jaguaruna, em lajes e ilhas como
de quadrante nordeste ou leste geralmente reduz a
das Araras e dos Lobos. A visibilidade geralmente
visibilidade.
inferior a 3 metros e a gua mais fria. Em dias com
maior visibilidade, entretanto, o mergulho revela toda
a beleza do fundo. Na Ilha dos Lobos possvel mergulhar lado a lado com lobos marinhos e pinguins-demagalhes (Spheniscus magellanicus). O fundo de
uma beleza singular, um verdadeiro jardim de gorgnias ainda pouco conhecido e estudado. Ao sul da
Ilha dos Lobos, ao largo do municpio de Jaguaruna
localiza-se a Laje da Jagua ou Parcel de Campo Bom,
um dos pontos de mergulho mais ao sul em Santa
Catarina, tambm muito famoso entre os surfistas
de ondas gigantes. Quando o mar est calmo e no
apresenta condies para surfe, surge o momento
106
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
CONDUTA CONSCIENTE DURANTE OS MERGULHOS
Prepare-se adequadamente para a atividade de mergulho, levando em considerao seu treinamento e habilidades durante a escolha do local, a fim de mergulhar de forma segura. Lembre-se de que sua atitude fundamental para a sua segurana e para a conservao dos ambientes aquticos. Siga estas recomendaes:
Execute sua atividade de forma planejada e com bom senso.
Certifique-se de que voc tem o treinamento adequado para executar a modalidade de mergulho escolhida, e
esteja sempre acompanhado de outro mergulhador.
D preferncia para a escolha de profissionais qualificados e reconhecidos na contratao de servios de
mergulho.
Para evitar acidentes com petrechos de pesca, atente para a prtica dessa atividade em alguns dos locais escolhidos; o ambiente marinho tambm local de outras atividades tursticas e econmicas, e o respeito mtuo
fundamental.
Informe-se sobre eventuais regras para visitao.
Verifique antecipadamente as condies locais de tempo, como ventos, ondulao e mars.
Ao utilizar embarcaes, aproxime-se lentamente do ponto de mergulho, atentando para a presena de outros
mergulhadores; fundeie em locais adequados e prefira a utilizao de poitas instaladas ou ancore em fundos de
areia.
Ao iniciar o mergulho a partir do costo, observe atentamente o local de entrada e sada da gua para no causar danos ao ambiente e evitar leses; d ateno especial ocorrncia de ourios-do-mar.
Enquanto estiver mergulhando, mantenha a posio horizontal, mova-se lentamente, mantenha sua flutuabilidade e fique de olho em suas nadadeiras, pois muitos organismos marinhos so frgeis e podem ser danificados
pelo contato inadvertido.
Mantenha distncia do fundo e apenas observe; lembre-se de que voc est em um ambiente natural e a melhor recordao que voc pode levar dessa experincia so as fotografias e suas memrias.
No toque e no colete absolutamente nada do ambiente; a forma mais adequada de terminar um mergulho
quando o prximo mergulhador no consegue perceber que algum passou pelo local.
Tenha calma e seja paciente ao observar e fotografar; no persiga, manuseie ou moleste os organismos. Assim
voc poder observar os comportamentos naturais e obter a melhor fotografia.
Informe-se, leia sobre a fauna e flora local e interaja com as populaes tradicionais; o conhecimento da vida
subaqutica enriquecer a sua experincia.
Acima de tudo, respeite o meio ambiente marinho e conviva de maneira saudvel com ele. Assim voc promover a conservao e permitir que outros mergulhadores desfrutem da mesma experincia.
por Edson Faria Jnior
107
O MERGULHO EM SANTA CATARINA
Costo rochoso durante o perodo de mar baixa
O MAR COMO SALA DE AULA
lm de rica e bela, a vida marinha do estado de Santa Catarina oferece excelentes oportunidades para o
aprendizado. De fato, nem sempre a sala de aula deve ser entre quatro paredes. Explorar outros espaos
fora da escola, como as praias e costes rochosos, por exemplo, uma maneira mais instigante de aprender
sobre a vida marinha. Nesses lugares, os alunos podero ver ao vivo e em cores os organismos marinhos e
os seus habitats. Explorar os ambientes costeiros com os alunos um recurso pedaggico que pode tornar o
ensino muito mais significativo.
Quando o educador articula o contedo aprendido
conhecimento. no crebro que as informaes do
em sala de aula com uma prtica ao ar livre, ele est
ambiente, observadas pelos alunos, so combinadas
possibilitando uma aprendizagem mais duradoura.
s emoes despertadas nas experincias ao ar livre,
Isso acontece devido ao valor cognitivo e emocional
gerando significado para o que est sendo aprendido.
das experincias ao ar livre, que tornam o aluno mais
O significado das experincias ao ar livre se d tam-
engajado na construo do seu conhecimento. O va-
bm por uma condio que permeia todo o contexto
lor cognitivo est naquilo que pode ser vivenciado
de aprendizagem, que a troca de conhecimento
concretamente no ambiente: sentir a textura de um
entre aqueles que esto vivenciando a experincia.
molusco, ver a cor alaranjada de uma esponja ou ob-
Experincias ao ar livre, como em uma praia, por
servar o comportamento de uma tatura se enterrando
exemplo, estimulam o tempo todo esse tipo de com-
na areia. Nessas experincias, os alunos captam sen-
portamento tanto nos alunos como nos professores:
sorialmente informaes tanto dos seres vivos, como
Olha aqui este bicho. Parece aquele molusco do
suas cores, texturas, formas e padres de comporta-
livro., diz um colega para o outro. Os educadores
mento, como do ambiente fsico, como o tamanho dos
devem aproveitar essa condio humana para criar
gros de areia, a temperatura e a salinidade da gua.
experincias de aprendizagem com mais trocas de
O valor emocional das experincias ao ar livre est
conhecimentos.
no que os alunos sentem quando observam algo
Em suma, o uso de espaos ao ar livre, como prai-
inesperado. As emoes do sentido para tudo o que
as, manguezais e costes rochosos, constitui uma
fazemos, e no diferente para o que aprendemos ao
estratgia pedaggica eficiente para promoo de
ar livre. Querer saber sobre a vida das cracas, como
experincias de aprendizagem. A construo de
as das espcies Chthamalus bisinuatus e Tetraclita
conhecimento se d pelo valor cognitivo e emocio-
stalactifera,
maria-farinha,
nal dessas experincias, atreladas necessidade
Ocypode quadrata, por exemplo, faz mais sentido
ou
do
caranguejo
humana de comunicar-se e interagir um com o outro.
se o aluno puder observar o habitat e se surpreender
A partir desse entendimento de como se do as ex-
com o comportamento desses animais. Esse senti-
perincias de ensino e aprendizagem em espaos ao
do dado pelo que sentimos quando descobrimos
ar livre, os educadores potencializam suas prticas
algo novo, desde medo e incerteza at coragem,
pedaggicas em ambientes costeiros. Para ajudar os
euforia e apreciao. Esses sentimentos mobilizam
educadores a preparar e conduzir experincias de
a curiosidade e a vontade de aprender, que so as
ensino ao ar livre com grupos de alunos, apresenta-
principais alavancas do processo de construo de
mos a seguir algumas orientaes e dicas.
109
O MAR COMO SALA DE AULA
O MAR COMO SALA DE AULA
PREPARANDO UMA ATIVIDADE AO AR LIVRE
Toda atividade ao ar livre, seja em praia, costo rochoso ou outro ambiente natural, requer uma etapa de
preparao por parte do educador. Nela, o educador faz as escolhas metodolgicas, a fim de que as experincias ao ar livre sejam prazerosas e seguras, e tenham significado para os alunos. Nessa etapa sugere-se a
produo de um plano de trabalho para ajudar o educador a planejar seus objetivos, e uma sequncia de
eventos que produzam dinamismo e engajamento dos alunos na atividade ao ar livre. Preparar roteiros de
trabalho para orientar os alunos tambm essencial para estruturar a aprendizagem. Um exemplo de plano e
roteiro de trabalho apresentado abaixo.
MODELO DE PLANO DE AULA OU PLANO DE TRABALHO (PARA O PROFESSOR)
ATIVIDADE
O tema da atividade
IDADE\TIPO DE PBLICO
Algumas atividades podem ser adaptadas para
diferentes faixas etrias e tipos de pblicos
TEMPO
O tempo de durao da atividade
OBJETIVO(S)
Competncias e/ou conceitos que as
crianas devem alcanar com a atividade
PROCEDIMENTOS
A metodologia que ser utilizada para
conduzir a aprendizagem ao ar livre
MATERIAIS
Recursos naturais e instrumentos
AVALIAO
As formas de avaliar o que os alunos
aprenderam com a experincia
110
O MAR COMO SALA DE AULA
A vida no costo rochoso
A partir de 9 anos de idade
60 minutos
Praticar a observao
Identificar e caracterizar organismos do costo
rochoso
Estabelecer relaes do modo de vida do
organismo com o ambiente
1 Em duplas, os alunos caminham pelo costo rochoso, procurando identificar as faixas de mar (5 minutos).
2 As duplas escolhem uma rocha e observam com
lupa de mo os organismos, anotando sua distribuio
vertical na rocha (10 minutos).
3 Pedir que a dupla siga o roteiro de trabalho desenhando um organismo e respondendo a perguntas
(20 minutos).
4 No final, sentada em crculo com os demais colegas,
cada dupla compartilha sua histria sobre uma criatura
do costo rochoso (25 minutos).
Lupa de mo
Roteiro de trabalho
Lpis
Prancheta
Nas histrias compartilhadas, identificar as caractersticas dos organismos que foram observadas pelos alunos
e as relaes que estabeleceram entre o modo de vida
dos organismos, o ambiente fsico e predadores.
O MAR COMO SALA DE AULA
EXEMPLO DE ROTEIRO DE TRABALHO (PARA O ALUNO)
Como uma Criatura do Mar: entenda como vive um organismo do costo rochoso*
Nesta atividade, observe com um colega os organismos das faixas de mar e a localizao desses dentro
de cada faixa. Desenhe e descreva uma criatura que voc encontrou no costo rochoso. Para ajud-lo(a)
na descrio da sua criatura do costo rochoso, voc pode responder a estas questes abaixo:
O que acontece quando vem uma onda?
Como a criatura se protege de uma onda mais forte?
Como possvel no ser arrastada para longe?
Como a criatura encontra comida e se alimenta?
O que acontece quando se aproxima um predador?
Quem consegue encontrar a criatura quando a mar sobe? E quando a mar baixa?
*Roteiro adaptado da atividade Como uma Criatura do Mar, do curso Educao Ambiental ao Ar Livre promovido pelo Instituto Terra & Mar e pelo Centro de Biologia Marinha da USP. Os educadores tambm podem pedir aos seus alunos que
simplesmente desenhem ou fotografem o que viram e elaborem um pequeno dirio com suas observaes. Desenhos e
fotos so registros que podem ser retomados em sala de aula para continuidade do estudo.
Durante o perodo de mar baixa, as praias, manguezais e costes rochosos de Santa Catarina revelam
vrios organismos apresentados neste livro.
111
O MAR COMO SALA DE AULA
O MAR COMO SALA DE AULA
ORIENTAES PARA ORGANIZAR UMA ATIVIDADE AO AR LIVRE
Desenvolva um plano de aula ou plano de trabalho.
Solicite aos alunos que vistam roupas e sapatos apropriados para a atividade, bem como utilizem bon ou
chapu e protetor solar.
Verifique a previso do tempo e a tbua de mars, disponvel para diferentes regies do Brasil na pgina na
internet [Link] Para visualizar organismos marinhos em costo rochoso, por
exemplo, fundamental desenvolver a atividade durante a mar baixa.
Tenha todos os materiais prontos para a sada, incluindo um kit de primeiros socorros.
Caso no tenha experincia no ambiente aonde pretende levar seus alunos, visite a rea previamente e procure
por organismos e recursos especficos que possam ser explorados.
Verifique na rea se h perigos que podem causar acidentes, como vidros quebrados ou plantas e animais nocivos.
Se planejar atividades como leituras e momentos de conversas, procure por locais silenciosos, confortveis
e, se possvel, sombreados.
Caso utilize uma trilha, verifique a distncia da trilha e a quantidade de tempo que tem disponvel. Leve ou
solicite que os alunos levem gua para beber e, se necessrio, lanche.
Se receber a ajuda de voluntrios ou monitores, compartilhe as instrues com eles antes da atividade.
A ATIVIDADE AO AR LIVRE
Uma vez fora da sala de aula com seus alunos,
trabalho a ser desenvolvido com seus alunos, ele
importante saber lidar com situaes e descobertas
no ser capaz de prever eventos da natureza que
inesperadas. As situaes inesperadas podem ser
possam ser includos nas atividades ao ar livre. Por
uma chuva forte, um aluno que se acidenta ou o nibus
exemplo, ventos ou correntes marinhas podem trazer
que quebra no caminho. Dependendo da situao em
para a praia organismos que normalmente no es-
que o educador se encontra, pode ser desenvolvida
tariam l, como os cnidrios Velella velella e Physalia
uma atividade que substitua a atividade planejada.
physalis, a caravela-portuguesa, apresentada neste
Por exemplo, no caso de chuva, uma possibilidade
livro. Os alunos faro perguntas e ficaro curiosos
desenvolver atividades que possam ser realizadas
para compreender a razo da presena desses or-
em um lugar coberto. Outras situaes permitem
ganismos. A presena de um pinguim nadando
menos flexibilidade, e o educador precisa estar pre-
outro exemplo de evento que chama rapidamente
parado para retornar para a escola com os seus alu-
a ateno das pessoas. Os educadores podem
nos. No caso de acidentes e problemas com veculo
aproveitar essas situaes para instigar seus alunos
de transporte, fundamental ter em mos nmeros
a pensar sobre o fenmeno e pedir para que eles
de telefones de emergncia e outros contatos. No
anotem as perguntas e observem as condies do
que diz respeito s descobertas inesperadas, o
ambiente, para que possam mais tarde refletir sobre
educador deve ser flexvel para transformar as ob-
a experincia que vivenciaram e relacion-la com as
servaes dos alunos em oportunidades de apren-
pesquisas que faro posteriormente em casa ou na
dizagem. Mesmo que o educador tenha um plano de
escola.
112
O MAR COMO SALA DE AULA
O MAR COMO SALA DE AULA
ORIENTAES PARA CONDUZIR GRUPOS DE ALUNOS AO AR LIVRE
Delimite as fronteiras de explorao dos alunos, explicando claramente quais as reas ou quais elementos
sero explorados. Pontos de referncia como rvores, rochas ou marcas artificiais podem ser utilizados.
Repita as regras e expectativas antes de iniciar a atividade; construa regras ou instrues claras e positivas, por
exemplo, fique sempre com o seu parceiro ao invs de no fique sozinho.
Tenha pelo menos um adulto para cada 10 alunos. Para crianas pequenas, tenha 1 adulto para cada 4 crianas.
Se utilizar trilhas, caminhe com um adulto frente da fila e um atrs. Isso previne que os alunos se distanciem
uns dos outros.
Se voc quiser compartilhar algo com os alunos, faa com que todos se acomodem prximos a voc, se possvel.
Oriente os alunos a trabalhar em grupos ou pares.
Para reunir o grupo, estabelea um sinal de chamada, que pode ser bater palmas ou apitar; enquanto conversa
com os alunos, posicione-os de costas para o sol e no utilize culos escuros pois isso quebra o contato visual.
Posicione-se de modo que o vento venha por trs das suas costas, para que sua voz seja direcionada aos alunos.
Procure no responder de imediato s perguntas dos alunos. Faa outras perguntas que os induzam a pensar
sobre possveis explicaes para aquilo que esto observando. E se no souber a resposta, diga que no sabe
e que tambm pesquisar a resposta.
Uma regra importante para a explorao de praias e costes rochosos no colocar as mos em fendas e
tocas e no tocar em organismos como cnidrios e esponjas, pois estes podem causar irritao na pele.
Caso precise mover organismos ou pedras para observao, devolva-os ao lugar onde foram encontrados.
AVALIANDO A ATIVIDADE AO AR LIVRE
Avaliaes permitem que os educadores verifiquem
ao educador conhecer a viso geral do grupo sobre
se seus objetivos esto sendo alcanados e, com
as fases da atividade. As conversas podem ser guia-
isso, aprimorem suas estratgias de ensino. Uma
das por um roteiro de perguntas que o educador pre-
forma de avaliao pode ser a produo de um dirio
para antecipadamente e que tambm torna-se parte
de campo e conversas com os alunos. O dirio de
dos registros do dirio de campo.
campo pode ser levado com o educador, para que
Outras formas mais pontuais de avaliao podem ser
ele anote observaes dos comportamentos dos alu-
desenhos ou textos que os alunos produzem. Essas
nos que chamaram a ateno, alm de suas prprias
produes permitem acessar no somente informa-
reflexes. Conversar com os alunos outra forma de
es que os alunos aprenderam na experincia ao ar
avaliar continuamente os resultados das estratgias
livre, mas tambm os sentimentos e elaboraes de
de ensino e da atividade em si. As conversas podem
conhecimento que foram despertados pela experin-
ser promovidas em momentos planejados, como no
cia ao ar livre. Solicitar aos alunos a produo de
incio de uma atividade, como uma forma do educa-
dirios de campo uma forma muito interessante de
dor conhecer as expectativas dos alunos. Uma con-
instigar reflexo e reelaborao de conhecimento e
versa durante a experincia, como em um momento
deles prprios tomarem conscincia da forma como
de lanche ou almoo, e outra ainda no final, permitem
aprendem.
113
O MAR COMO SALA DE AULA
O MAR COMO SALA DE AULA
REFERNCIAS
Children and Nature: Psychological, Sociocultural, and Evolutionary Investigations, de Peter H. Kahn, Jr. &
Stephen R. Kellert (organizadores), 2002 (Cambridge, CA: MIT Press).
Do outdoor education experiences contribute to positive development in the affective domain?, de John L.
Crompton and Christinne Sellar, publicado em The Journal of Environmental Education, 12(4): 21-29,
1981.
Effective Leadership in Adventure Programming, de Simon Priest & Michael A. Gass, publicado em 1997
(Champaign, IL: Human Kinetics).
Learning in the outdoor environment: a missed opportunity?, de Trisha Maynard & Jane Waters, publicado em
Early Years: An International Research Journal, 27:3, 255-265, 2007.
Teachers and parents conceptions of childrens curiosity and exploration, de Amy Chak, publicado em
International Journal of Early Years Education, 15:2, 141-159, 2007.
The effectiveness of schoolyards as sites for elementary science instruction, de Linda L. Cronin-Jones, publicado em School Science and Mathematics, 100(4): 203-211, 2000.
The school surroundingsa useful tool in education, de Alton Biggs & Patrick Tap, publicado em The
American Biology Teacher, 48(1): 27-31, 1986.
What research says to the educator. part one: environmental education and the affective domain, de Louis
A. Iozzi, publicado em The Journal of Environmental Education, 6(2): 3-9, 1989.
What research says to the educator. part two: environmental education and the affective domain, de Louis
A. Iozzi, publicado em The Journal of Environmental Education, 6(2): 6-12, 1989.
A exposio itinerante Vida, Mar e Muita Histria pra Contar disponibiliza atividades que podem complementar
e aprofundar os estudos sobre a vida marinha atravs da pgina na internet [Link]
O Museu de Histria Natural Smithsonian disponibiliza planos de aula para uma variedade de temas marinhos
atravs da pgina na internet [Link]
Para ajudar a ilustrar aulas e instigar a curiosidade de alunos pela vida marinha, a pgina na internet do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina ([Link] e o banco de imagens Cifonauta ([Link] disponibilizam vdeos e imagens de organismos marinhos. Dois
vdeos sugeridos e disponveis no banco de imagens Cifonauta so Vida de Bolacha, sobre o ciclo de vida de
uma bolacha-do-mar, e Vida entre Gros, que apresenta uma variedade de organismos microscpicos que
vivem no fundo ocenico.
O Instituto Larus, uma organizao no governamental de Santa Catarina que realiza aes de pesquisa,
conservao e educao ambiental, disponibiliza na sua pgina na internet (http:// [Link]/) vdeos,
imagens e publicaes que podem servir de material de apoio ao educador na preparao de aulas e aprofundamento dos alunos nos estudos sobre vida marinha.
por Patrcia Maria Schubert Peres
114
O MAR COMO SALA DE AULA
Donax hanleyanus | Moambique
NDICE REMISSIVO
A esponja Suberites aurantiacus na Ilha do Xavier. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 09
Abudefduf saxatilis | Sargentinho. Foto: Anderson Antnio Batista| 81
Acanthostracion polygonius | Peixe cofre colmeia. Foto: Anderson Antnio Batista | 84
Acanthostracion quadricornis | Cofre de chifre. Foto: Anderson Antnio Batista| 84
Acanthurus bahianus | Cirurgio baiano*. Foto: Anderson Antnio Batista | 79
Acanthurus chirurgus | Cirurgio. Foto: Anderson Antnio Batista | 79
Acanthurus coeruleus | Cirurgio azul (juvenil)*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 79
Acrostichum aureum | Samambaia-do-mangue. Foto: Manuela Bernardes Batista | 14
Actinostella flosculifera. Foto: Edson Faria Jnior | 29
Adelomelon beckii. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Aetobatus narinari | Raia-chita*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 72
Agregado de Phragmatopoma caudata na regio entremars de costo rochoso. Foto: Larisse Faroni Perez | 37
Alicia mirabilis. Foto: Edson Faria Jnior | 29
Aluterus monoceros | Gudunho. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 84
Amblycirrhitus pinos | Sarampinho*. Foto: Cludio Luis Santos Sampaio | 80
Amiantis purpuratus | Concha prpura. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Amphinomidae | Verme-de-fogo. Foto: Edson Faria Jnior | 36
Amphinomidae | Verme-de-fogo. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 34
Anemonia sargassensis. Foto: Joo Lus Carraro | 29
Anisotremus surinamensis | Sargo de beio. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 77
Anisotremus virginicus | Salema. Foto: Joo Paulo Krajewski | 77
Anomalocardia brasiliana | Berbigo. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Aplysia brasiliana | Lebre-do-mar, Lesma-do-mar. Foto: Edson Faria Jnior | 50
Aplysina caissara. Foto: Joo Lus Carraro | 20
Arbacia lixula | Ourio-do-mar*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 65
Arca imbricata. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Arcinella brasiliana. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Arctocephalus australis | Lobo-marinho de dois pelos (juvenil). Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 98
Arctocephalus australis | Lobo-marinho de dois pelos. Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 98
Arctocephalus tropicalis | Lobo-marinho-subantrtico (subadulto). Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 98
Arctocephalus tropicalis | Lobo-marinho-subantrtico. Foto: Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas | 98
Arenaeus cribarius | Siri-fantasma, Siri-chita. Foto: Andrea Santarosa Freire | 54
Arenaria interpres | Vira-pedras. Foto: Alexandre Venson Grose | 95
Argonauta nodosa | Argonauta (concha). Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 51
Argonauta nodosa | Argonauta. Foto: Fabricio Richmond Rodrigues / gua Viva Mergulho | 51
Arthrocardia flabellata | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 18
As ascdias Didemnum granulatum (esquerda) e Didemnum ligulum (direita). Foto: James Joseph Roper| 66
Asparagopsis taxiformis | Alga vermelha. Foto: Joo Lus Carraro| 17
Asterina stellifera | Estrela-do-mar. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 64
Asteromenia peltata | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 17
Astraea tecta (concha). Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Astraea tecta. Foto: Edson Faria Jnior | 44
Astrangia rathbuni. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 30
Astrocyclus caecilia | Estrela-cesto. Foto: Edson Faria Jnior | 63
Astropecten sp. | Estrela-do-mar. Foto: Matheus Coelho Moreira | 64
Australonuphis casamiquelorum | Bicha da praia. Foto: Micheli Thomas e Wilson Antonio Weis | 37
Avicennia schaueriana | Mangue-preto. Foto: Jos Bonomi Barufi | 14
Balaenoptera bonaerensis | Baleia-minke-antrtica*. Foto: Paulo Csar Simes-Lopes | 99
Balaenoptera acutorostrata | Baleia-minke-an*. Foto: Leonardo Liberali Wedekin | 99
Balistes capriscus | Peixe porco verdadeiro. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 84
Balistes vetula | Cangulo rei. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 84
116
NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Banco de rodolitos da Ilha Deserta. Foto: Joo Paulo Krajewski | 19
Banco de rodolitos. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 19
Banco de Ruppia maritima | Grama marinha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 14
Bodianus pulchellus | Budio arara/vermelho. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 82
Bodianus rufus | Budio. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 82
Bothus lunatus | Linguado pavo*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 88
Bothus ocelattus | Linguado arco-ris. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 88
Botrylloides giganteum. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 69
Botrylloides nigrum. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 69
Brachidontes solisianus | Mexilho-dos-tolos. Foto: Alberto Lindner | 42
Branchiomma luctuosum. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 35
Branchiomma patriota. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 35
Bryopsis plumosa | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Bulla striata. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 46
Bunodosoma caissarum. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 29
Bursatella leachi | Lebre-do-mar*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 50
Calamus penna | Peixe pena branco. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 78
Calappa sp. Foto: Bruno Welter Giraldes | 55
Calcinus tibicen | Caranguejo-ermito. Foto: Bruno Welter Giraldes | 59
Calidris alba | Maarico-branco. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 94
Calidris canutus | Maarico-de-papo-vermelho. Foto: Alexandre Venson Grose | 95
Calidris fuscicollis | Maarico-de-sobre-branco. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 94
Callichirus cf. major | Corrupto. Foto: Alberto Lindner | 56
Callinectes danae | Siri-azul. Foto: Matheus Coelho Moreira | 55
Callinectes ornatus | Siri-azul. Foto: Matheus Coelho Moreira | 55
Callinectes sapidus | Siri-azul. Foto: Matheus Coelho Moreira | 55
Callyspongia pseudotoxa. Foto: Joo Lus Carraro | 22
Canthigaster figueiredoi | Baiacu de recife mirim*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 85
Caranx latus | Guarajuba. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 76
Caretta caretta | Tartaruga-cabeuda*. Foto: Banco de Imagens Projeto Tamar | 101
Carijoa riisei. Foto: Edson Faria Jnior | 31
Centroceras clavulatum | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 16
Centropomus sp. | Robalo. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 76
Centropomus sp. | Robalo. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 70
Centropyge aurantonotus | Anjo dorso de fogo. Foto: Anderson Antnio Batista | 80
Cephalopholis furcifer | Pargo mirim. Foto: Anderson Antnio Batista | 75
Ceriantheomorphe brasiliensis. Foto: Edson Faria Jnior | 30
Ceriantheomorphe brasiliensis. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 26
Cerithium atratum | Caramujinho. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 45
Cestum veneris | Ctenforo. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 33
Chaetodipterus faber | Enxada. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 77
Chaetodon striatus | Borboleta listrada. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 80
Chaetomorpha aerea | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Chaetomorpha anteninna | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Charadrius collaris | Batura-de-coleira. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 95
Charadrius semipalmatus | Batura-de-bando. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 95
Charybdis hellerii. Foto: Bruno Welter Giraldes | 55
Chelonia mydas | Tartaruga-verde. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 101
Chicoreus senegalensis | Murex. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Chilomycterus spinosus | Baiacu espinho*. Foto: Alberto Lindner | 85
Chione cancellata. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
117
NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Chione pubera. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Chiropsalmus quadrumanus*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 28
Chondracanthus teedei | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 18
Chondria curvilineata. | Alga vermelha Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 12
Chondria curvilineata | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 17
Chroicocephalus maculipennis | Gaivota-maria-velha. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 92
Chromis flavicauda | Donzela rabo amarelo. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 81
Chromis jubauna | Cromis. Foto: Diego Barneche | 81
Chromis limbata | Mulata dos Aores. Foto: Joo Paulo Krajewski | 81
Chromis multilineata | Mulata. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 81
Chrysaora lactea. Foto: Joo Lus Carraro | 27
Chthamalus bisinuatus | Craca. Foto: Alberto Lindner | 58
Ciocalypta alba. Foto: Joo Lus Carraro | 22
Cladophora prolifera | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Clathrina aurea. Foto: Joo Lus Carraro | 22
Clathrina conifera. Foto Joo Lus Carraro | 22
Clavelina oblonga. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 68
Clepticus brasiliensis | Budio fantasma. Foto: Renato Morais Araujo | 83
Cliona celata. Foto: Joo Lus Carraro | 22
Clypeaster subdepressus | Bolacha-do-mar. Foto: Edson Faria Jnior | 65
Codium decorticatum | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Codium intertextum | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Colisella subrugosa | Chapeuzinho. Foto: Edson Faria Jnior | 46
Colpomenia sinuosa | Alga parda. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Coronis scolopendra | Tamarutaca. Foto: Alberto Lindner | 56
Corynactis sp. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 30
Corynactis sp. sobre a gorgnia Leptogorgia punicea. Foto: Edson Faria Jnior | 102
Coscinasterias tenuispina | Estrela-do-mar. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 64
Costo rochoso durante o perodo de mar baixa. Foto: Alberto Lindner | 108
Crassostrea gasar | Ostra do mangue. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Crassostrea gigas | Ostra japonesa. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Crassostrea rhizophorae | Ostra do mangue. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Cronius ruber*. Foto: Cludio Luis Santos Sampaio | 55
Cryptotomus roseus | Budio batata. Foto: Roberta Martini Bonaldo | 82
Ctenogobius saepepallens | Amor vrgula. Foto: Marcelo Krause | 87
Cuthona cf. iris. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 48
Cyclopsetta fimbriata | Linguado pintado. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 88
Cymatium parthenopeum | Caramujo peludo. Foto: Jaime Fernando Ferreira | 46
Cyphoma intermedium. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Cyrtopleura costata | Asa de anjo. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 42
Cystodytes dellechiajei. Foto: James Joseph Roper | 69
Dactylopterus volitans | Coi. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 73
Dardanus insignis | Caranguejo-ermito. Foto: Bruno Welter Giraldes | 56
Dasyatis guttata | Raia manteiga. Foto: Ktia Cristina Cruz Capel | 72
De cima para baixo: Farfantepenaeus brasiliensis (Camaro-rosa-pintado), Farfantepenaeus paulensis (Camaro-rosa) e Litopenaeus schmitti (Camaro-branco). Foto: Bruno Welter Giraldes | 57
Dendrodoris krebsii. Foto: Vinicius Padula | 48
Detalhe de propgulo de Rhizophora mangle. Foto: Jos Bonomi Barufi | 14
Dictyota menstrualis | Alga parda. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 16
Didemnum granulatum (formas bege e laranja). Foto: Rosana Moreira da Rocha | 67
Didemnum ligulum. Foto: James Joseph Roper | 67
118
NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Didemnum perlucidum. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 68
Didemnum rodriguesi. Foto: James Joseph Roper | 68
Didemnum vanderhorsti. Foto: James Joseph Roper | 68
Diodon hystrix | Baiacu graviola. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 85
Diopatra sp.| Bicha do casulo. Foto: Giorgia Freitas Alves| 37
Diplectrum formosum | Aipim. Foto: Cludio Luis Santos Sampaio | 75
Diplectrum radiale | Aipim listrado. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 75
Diplodus argenteus | Marimbau. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 78
Diplosoma listerianum. Foto: James Joseph Roper | 68
Distaplia bermudensis. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 68
Donax hanleyanus | Moambique. Foto: Alberto Lindner | 115
Donax hanleyanus | Moambique. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Dondice occidentalis*. Foto: Carlo Magenta Cunha | 48
Doris verrucosa. Foto: Vinicius Padula | 48
Dosinia concentrica | Relgio. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Dragmacidon reticulatum. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 105
Dragmacidon reticulatum. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Dragmaxia anomala. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Dromia sp. Foto: Mara Lcia Bedin e Luis Carlos Pinto de Macedo Soares | 59
Dules auriga | Mariquita de penacho. Foto: Anderson Antnio Batista | 75
Durante o perodo de mar baixa, as praias, manguezais e costes rochosos de Santa Catarina revelam vrios
organismos apresentados neste livro. Foto: Alberto Lindner | 111
Echinaster (Othilia) brasiliensis | Estrela-do-mar. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 62
Echinaster (Othilia) brasiliensis | Estrela-do-mar. Foto: Alberto Lindner | 64
Echinometra lucunter | Ourio-do-mar. Foto: Edson Faria Jnior | 65
Elisella elongata. Foto: Edson Faria Jnior e Joo Lus Carraro (detalhe do ramo) | 31
Emblemariopsis signifera | Macaquinho cabea-preta (fmea). Foto: Sergio Ricardo Floeter | 87
Emblemariopsis signifera | Macaquinho cabea-preta (macho). Foto: Sergio Ricardo Floeter | 87
Emerita brasiliensis | Tatura. Foto: Alberto Lindner | 54
Encope emarginata| Bolacha-do-mar. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 65
Ephinephelus marginatus | Garoupa-verdadeira. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 74
Epialtus brasiliensis. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 59
Epinephelus itajara | Mero*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 74
Epinephelus itajara | Mero. Foto: Cibele Monique Sanches / Patadacobra | 104
Epinephelus morio | Garoupa de So Tom. Foto: Joo Paulo Krajewski | 74
Eriphia gonagra. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 58
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral (jovem). Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 99
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral. Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 99
Eubalaena australis | Baleia-franca-austral. Foto: Pedro Volkmer de Castilhos | 96
Eucidaris tribuloides | Ourio-satlite. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 65
Eudendrium carneum. Foto: Alberto Lindner | 29
Eudistoma clavatum. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 69
Euherdmania vitrea. Foto: James Joseph Roper | 69
Euvola zigzag | Vieira. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Farfantepenaeus brasiliensis | Camaro-rosa-pintado. Foto: Bruno Welter Giraldes | 57
Farfantepenaeus paulensis | Camaro-rosa. Foto: Bruno Welter Giraldes | 57
Felimare lajensis. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Felimida marci. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Felimida paulomarcioi. Foto: Joo Lus Carraro | 49
Fistularia tabacaria | Trombeta. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 84
Flabellina cf. marcusorum. Foto: Edson Faria Jnior | 48
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Flabellina engeli lucianae. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 48
Fregata magnificens | Fragata. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 92
Genidens genidens | Bagre urutu. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 78
Glaucus atlanticus. Foto: Alberto Lindner | 50
Glycinde multidens*. Foto: Vernica de Oliveira | 36
Goniopsis cruentata | Aratu*. Foto: Clemente Coelho Jnior | 54
Gracilaria birdiae | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 18
Gracilaria domingensis | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 18
Guitarra sepia. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Gymnothorax funebris| Moreia-verde*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 72
Gymnothorax moringa | Moreia-pintada. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 04
Gymnothorax moringa | Moreia-pintada. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 72
Gymnothorax vicinus | Caramuru. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 73
Gymnura altavela | Raia borboleta. Foto: Nataly Nunes Slivak | 72
Haematopus palliatus | Piru piru / Ostreiro. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 94
Haemulon aurolineatum | Cocoroca. Foto: Diego Barneche | 77
Haemulon steindachneri | Cocoroca de boca larga. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 77
Halichoeres brasiliensis | Budio verde (adulto)*. Foto: Renato Morais Araujo | 82
Halichoeres brasiliensis | Budio verde (juvenil)*. Foto: Diego Barneche | 82
Halichoeres poeyi | Budio rei. Foto: Anderson Antnio Batista | 82
Haliclona sp. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Haliclona (Haliclona) mammillaris. Joo Lus Carraro | 23
Harengula clupeola | Sardinha cascuda. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 78
Hastula cinerea. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 45
Hemimycale sp. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Hemipodia californiensis | Bicha da praia. Foto: Wilson Antonio Weis | 36
Hepatus pudibundus. Foto: Luis Carlos Pinto de Macedo Soares e Manoela Costa Brando | 55
Heterogorgia uatumani. Foto: Joo Lus Carraro | 31
Himantopus melanurus | Pernilongo-de-costas-brancas. Foto: Joo Paulo Krajewski | 93
Himantopus melanurus | Pernilongo-de-costas-brancas. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 94
Hippocampus reidi | Cavalo marinho focinho. Foto: Joo Paulo Krajewski | 85
Holacanthus ciliaris | Peixe anjo rainha. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 80
Holacanthus tricolor | Paru soldado. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 80
Holocentrus adscensionis | Miriquita. Foto: Anderson Antnio Batista | 74
Holothuria grisea | Pepino-do-mar. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 65
Hydrurga leptonix | Foca-leopardo*. Foto: Paulo Csar Simes-Lopes | 99
Hymedesmia sp. Foto: Joo Lus Carraro | 23
Hypleurochilus fissicornis | Macaco de chifre. Foto: Joo Paulo Krajewski | 87
Hypnea musciformis | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 17
Hypnea spinella | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 17
Hyporthodus niveatus | Cherne. Foto: Joo Paulo Krajewski | 75
Hypsoblennius invemar | Macaco pavo. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 86
Isognomon bicolor*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 42
Isostichopus badionotus | Pepino-do-mar. Foto: Nataly Nunes Slivak | 65
Jania rubens | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 18
Janthina janthina. Foto: Alberto Lindner | 50
Johann Friedrich Theodor Mller, ou Fritz Mller (1822-1897). Fotografia por Alfred Mller em Blumenau, 1891,
depositada no Arquivo Histrico Jos Ferreira da Silva e digitalizada pelo Dr. Luiz Roberto Fontes | 06
Kyphosus sp.| Pirajica. Foto: Anderson Antnio Batista | 79
Labrisomus nuchipinnis | Maria da toca (fmea)*. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 86
Labrisomus nuchipinnis | Maria da toca (macho). Foto: Anderson Antnio Batista | 86
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Laguncularia racemosa | Mangue-branco. Foto: Manuela Bernardes Batista | 14
Larus dominicanus | Gaivota, Gaivoto (em voo). Foto: Joo Paulo Krajewski | 92
Larus dominicanus | Gaivota, Gaivoto. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 92
Laurencia dendroidea | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 17
Lepas anatifera | Craca. Foto: Alberto Lindner | 58
Leptogorgia punicea. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 31
Ligia sp. | Barata-da-praia. Foto: Bruno Welter Giraldes | 54
Lissoclinum fragile. Foto: James Joseph Roper | 68
Lithophyllum margaritae | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 19
Lithophyllum margaritae | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 19
Lithophyllum sp. | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 19
Litopenaeus schmitti | Camaro-branco. Foto: Bruno Welter Giraldes | 57
Littorina flava. Foto: Alberto Lindner | 38
Littorina flava. Foto: Edson Faria Jnior | 46
Littorina ziczac. Foto: Edson Faria Jnior | 46
Lobodon carcinophagus | Foca-caranguejeira (jovem). Foto: Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas | 99
Lobophora variegata | Alga parda. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 16
Loligo pleii | Lula*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 51
Lucina pectinata | Lambreta. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Luidia senegalensis | Estrela-do-mar*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 64
Lutjanus analis | Cioba. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 73
Lutjanus jocu | Dento*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 73
Lychnorhiza lucerna*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 27
Lysmata cf. wundermanni. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 60
Lytechinus variegatus | Ourio-verde. Foto: Alberto Lindner | 65
Macrorhynchia philippina. Foto: Maria Eduarda Alves dos Santos | 29
Mactra fragilis. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Madracis decactis. Foto: Edson Faria Jnior | 30
Malacanthus plumieri | Pir. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 84
Malacoctenus delalandii | Maria da toca. Foto: Joo Paulo Krajewski | 86
Megabalanus sp.| Craca. Foto: Alberto Lindner | 58
Menippe nodifrons. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 59
Mesodesma mactroides | Marisco branco. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Micrognathus crinitus | Peixe cachimbo. Foto: Edson Faria Jnior | 86
Mirounga leonina| Elefante-marinho-do-sul (fmea). Foto: Luciana Moreira/ICMBio | 98
Mirounga leonina| Elefante-marinho-do-sul (macho)*. Foto: Paulo Csar Simes-Lopes | 98
Mithraculus forceps. Foto: Bruno Welter Giraldes | 59
Mithrax hispidus. Foto: Bruno Welter Giraldes | 58
Mithrax tortugae. Foto: Bruno Welter Giraldes | 58
Mnemiopsis leidyi | Ctenforo. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 33
Monanchora brasiliensis. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Mugil curema | Parati. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 79
Mugil curema | Parati. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 89
Muricea cf. atlantica. Foto: Joo Lus Carraro | 31
Mycale sp. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Mycale (Carmia) magnirhaphidifera. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Mycale (Carmia) microsigmatosa. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Mycale (Naviculina) arcuiris. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Mycteroperca acutirostris | Badejo-mira. Foto: Anderson Antnio Batista | 74
Mycteroperca bonaci | Badejo quadrado. Foto: Joo Lus Carraro | 74
Mycteroperca interstitialis | Badejo amarelo. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 74
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Myoforceps aristatus. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 42
Myrichthys breviceps | Falsa-moreia*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 72
Myrichthys ocellatus | Falsa-moreia-pintada. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 72
Myripristis jacobus | Olho-de-vidro. Foto: Anderson Antnio Batista| 74
Mytella guyanensis | Sururu, Marisco do mangue. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 42
Narcine brasiliensis | Raia treme-treme. Foto: Edson Faria Jnior | 72
Narcissia trigonaria | Estrela-do-mar. Foto: Joo Lus Carraro | 64
Nemalecium lighti. Foto: Edson Faria Jnior | 29
Nemalion helminthoides | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 16
Neogonodactylus sp.| Tamarutaca. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 60
Nereididae. Foto: Wilson Antonio Weis | 36
Nereiphylla sp*. Foto: Vernica de Oliveira | 36
Neritina virginea. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 46
Nodipecten nodosus | Vieira (concha). Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Nodipecten nodosus | Vieira (detalhe). Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 43
Nodipecten nodosus | Vieira. Foto: Edson Faria Jnior| 43
O briozorio Schizoporella errata. Foto: Alberto Lindner | 32
Octopus vulgaris | Polvo. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 51
Ocypode quadrata | Caranguejo Maria-farinha. Foto: Ian Freire Blankensteyn | 52
Ocypode quadrata | Maria-farinha (jovem). Foto: Luis Carlos Pinto de Macedo Soares | 54
Ocypode quadrata | Maria-farinha. Foto: Andrea Santarosa Freira | 54
Odontoscion dentex | Pescada de pedra. Foto: Roberta Martini Bonaldo | 78
Ogcocephalus vespertilio | Peixe-morcego. Foto: Anderson Antnio Batista | 73
Olindias sambaquiensis. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 28
Olivancillaria urceus. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 45
Olivancillaria vesica auricularia | Linguaruda, castela. Foto: Alberto Lindner | 45
Olivancillaria vesica vesica. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 45
Ophioblennius trinitatis | Macaco de rabo vermelho. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 87
Orcinus orca| Orca. Foto: Juan Pablo Carnevale Sosa/Patadacobra | 101
Oreaster reticulatus | Estrela-do-mar. Foto: Ktia Cristina Cruz Capel | 64
Orthopristis ruber | Cocoroca jurumirim. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 77
Ostrea equestris | Ostra pequena. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 43
Otaria flavescens | Leo-marinho-do-sul*. Foto: Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas | 98
Pachygrapsus transversus. Foto: Janayna Lehmkuhl Bouzon | 58
Padina gymnospora | Alga parda. Foto: Manuela Bernardes Batista| 16
Paguristes tortugae | Caranguejo-ermito. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 59
Pagurus provenzanoi | Caranguejo-ermito. Foto: Bruno Welter Giraldes | 59
Palythoa caribaeorum. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 30
Palythoa variabilis. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 30
Panulirus argus | Lagosta-vermelha*. Foto: Cludio Luis Santos Sampaio | 60
Panulirus laevicauda | Lagosta-verde. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 61
Parablennius marmoreus | Maria da toca/Macaco ouro. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 87
Parablennius pilicornis | Maria da toca (1). Foto: Joo Paulo Krajewski | 86
Parablennius pilicornis | Maria da toca (2). Foto: Sergio Ricardo Floeter | 86
Paracentrotus gaimardi | Ourio-do-mar*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 64
Paraclinus spectator | Macaquinho de vela. Foto: Marcelo Krause | 86
Paranaitis sp*. Foto: Vernica de Oliveira | 36
Parazoanthus sp. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 30
Pareques acuminatus | Maria nag. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 78
Pempheris schomburgkii | Piaba do mar. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 79
Perna perna | Mexilho, Marisco (concha). Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 42
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Perna perna | Mexilho, Marisco. Foto: Alberto Lindner | 42
Perophora regina. Foto: James Joseph Roper | 69
Petalonia fascia | Alga parda. Foto: Manuela Bernardes Batista | 16
Petrochirus diogenes | Caranguejo-ermito. Foto: Bruno Welter Giraldes | 56
Petrochirus diogenes | Caranguejo-ermito. Foto: Bruno Welter Giraldes | 56
Petroglifos na Ilha do Campeche. Foto: Alberto Lindner | 08
Petromica citrina. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Phalium granulatum. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Phaloropus tricolor | Pisa-ngua. Foto: Alexandre Venson Grose | 95
Phidiana lynceus*. Foto: Carlo Magenta Cunha | 48
Phragmatopoma caudata*. Foto: Larisse Faroni Perez | 37
Phragmatopoma caudata*. Foto: Larisse Faroni Perez| 37
Phyllangia americana. Foto: Ktia Cristina Cruz Capel | 30
Physalia physalis | Caravela-portuguesa. Foto: Alberto Lindner | 28
Pitar fulminatus | Pitar. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Pleurobranchus testudinarius. Foto: Edson Faria Jnior | 47
Plocamium brasiliense | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 18
Pluvialis dominica | Batuiruu. Foto: Alexandre Venson Grose | 95
Pluvialis squatarola | Batuiruu-de-axila-preta. Foto: Alexandre Venson Grose | 95
Polymastia janeirensis. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Polysyncraton amethysteum. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 68
Pomacanthus arcuatus | Paru beija moa. Foto: Anderson Antnio Batista | 80
Pomacanthus paru | Frade (juvenil). Foto: Anderson Antnio Batista | 80
Pomacanthus paru | Frade. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 80
Pomatomus saltatrix | Anchova. Foto: Alcides Dutra/Instituto Larus | 76
Pontoporia blainvillei | Toninha. Foto: ProjetoToninhas/Univille | 101
Porpita porpita | Detalhe dos tentculos. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 28
Porpita porpita. Foto: Alberto Lindner | 28
Portunus spinimanus. Foto: Bruno Welter Giraldes | 55
Priacanthus arenatus | Olho de co. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 78
Pseudocaranx dentex | Garapo. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 76
Pseudupeneus maculatus | Peixe trilha. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 78
Ptereleotris randalli | Linha azul. Foto: Roberta Martini Bonaldo | 87
Pteria hirundo (concha). Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 39
Pteria hirundo. Foto: Edson Faria Jnior | 39
Pterocladiella capillacea | Alga vermelha. Foto: Ana Flora Sarti de Oliveira | 18
Pugilina morio. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Pyropia acanthophora | Alga vermelha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 16
Raspailia (Raspaxilla) bouryesnaultae. Foto: Joo Lus Carraro | 24
Renilla reniformis*. Foto: Alvaro Esteves Migotto | 31
Rhacostoma atlantica. Foto: Edson Faria Jnior | 28
Rhizophora mangle | Mangue-vermelho. Foto: Manuela Bernardes Batista | 14
Rhodymenia delicatula | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 17
Rhomboplites aurorubens | Vermelho, Pargo pitanga*. Foto: Alfredo Carvalho-Filho | 73
Roboastra sp. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Ruppia maritima | Grama marinha. Foto: Manuela Bernardes Batista | 14
Saccocirrus pussicus. Foto: Maikon Di Domenico | 36
Sanguinolaria cruenta | Concha rosa. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 41
Sargassum cymosum var. nanum | Alga parda. Foto: Manuela Bernardes Batista | 16
Scartella cristata | Maria da toca/Macaco verde. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 87
Scarus trispinosus | Papagaio azul*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 83
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Scarus zelindae | Papagaio banana. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 83
Schizoporella errata | Briozorio. Foto: Alberto Lindner | 33
Scopalina ruetzleri. Foto: Joo Lus Carraro | 25
Scorpaena brasiliensis | Peixe escorpio. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 88
Scorpaena plumieri | Peixe escorpio. Foto: Anderson Antnio Batista | 88
Scyllarides brasiliensis | Lagosta-sapateira. Foto: Gabriela de Oliveira | 60
Scyllarides deceptor | Lagosta-sapateira. Foto: Bruno Welter Giraldes | 60
Sebdenia flabellata | Alga vermelha. Foto: Eduardo de Oliveira Bastos | 17
Seriola lalandi | Olhete comum. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 76
Seriola rivoliana | Olhete bacamarte. Foto: Renato Morais Araujo | 76
Seriola rivoliana | Olhete bacamarte (cardume). Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 76
Serranus atrobranchus | Mariquita de orelha negra. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 75
Serranus baldwini | Mariquita pintada. Foto: Diego Barneche | 75
Serranus flaviventris | Mariquita pirucaia. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 75
Sertularia marginata. Foto: Laboratrio de Biogeografia e Macroecologia Marinha | 29
Sonderophycus capensis | Alga vermelha. Foto: Jonathan Wanderley Lawley | 18
Sotalia guianensis | Boto-cinza. Foto: Projeto Toninhas/Univille | 101
Sparisoma amplum | Papagaio de recife. Foto: Guilherme Ortigara Longo | 83
Sparisoma axillare | Papagaio cinza. Foto: Joo Paulo Krajewski | 83
Sparisoma frondosum | Papagaio sinaleiro. Foto: Bruna Flochini Gregoletto | 83
Sparisoma radians | Papagaio verde dentuo. Foto: Marcelo Kammers/REBIO Arvoredo | 83
Sparisoma tuiupiranga | Papagaio vermelho. Foto: Anderson Antnio Batista | 83
Spheniscus magellanicus | Pinguim-de-magalhes. Foto: Isaac Simo Neto/ICMBio | 90
Spheniscus magellanicus | Pinguim-de-magalhes. Foto: Isaac Simo Neto/ICMBio | 95
Sphoeroides greeleyi | Baiacu areia. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 85
Sphoeroides spengleri | Baiacu pinima. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 85
Sphoeroides testudineus | Baiacu quadriculado. Foto: Diego Barneche | 85
Spurilla braziliana. Foto: Vinicius Padula | 48
Stegastes fuscus | Donzelinha comum. Foto: Sergio Ricardo Floeter e Joo Paulo Krajewski (detalhe) | 81
Stegastes pictus | Donzelinha bicolor. Foto: Joo Paulo Krajewski | 81
Stegastes variabilis | Donzelinha amarela. Foto: Joo Paulo Krajewski | 81
Stenella frontalis | Golfinho-pintado-do-Atlntico*. Foto: Alexandre Douglas Paro | 100
Steno bredanensis | Golfinho-dos-dentes-rugosos*. Foto: Leonardo Liberali Wedekin | 101
Stenopus hispidus | Camaro-palhao*. Foto: Bruno Welter Giraldes | 60
Stenorhynchus seticornis | Caranguejo-aranha. Foto: Bruno Welter Giraldes | 59
Stephanolepis hispidus | Porquinho de pedra. Foto: Anderson Antnio Batista | 84
Sterna trudeaui | Trinta-ris-de-coroa-branca. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 93
Stramonita haemastoma | Saguarit, Saquarit. Foto: Edson Faria Jnior | 46
Strombus pugilis | Pregoari, Caramujo. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
Styela plicata. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 69
Suberites aurantiacus. Foto: Joo Lus Carraro | 25
Sula leucogaster | Atob. Foto: Alexandre Venson Grose | 92
Sula leucogaster | Atob (em voo). Foto: Alberto Lindner | 92
Symplegma brakenhielmi. Foto: Rosana Moreira da Rocha | 69
Synodus synodus | Peixe-lagarto. Foto: Anderson Antnio Batista | 73
Tagelus plebeius | Unha de velha. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 42
Tambja sp. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Tambja stegosauriformis. Foto: Vinicius Padula | 49
Tamoya haplonema. Foto: Edson Faria Jnior | 28
Tedania ignis. Foto: Joo Lus Carraro | 25
Tegula viridula | Rosquinha. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 46
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NDICE REMISSIVO
NDICE REMISSIVO
Terpios manglaris e o cnidrio Corynactis sp. Foto: Joo Lus Carraro | 25
Tetraclita stalactifera | Craca. Foto: Alberto Lindner | 58
Thalassarche chlororhynchos | Albatroz-de-nariz-amarelo. Foto: Patricia Pereira Serafini/ICMBio | 92
Thalassarche melanophris | Albatroz-de-sobrancelha. Foto: Hellen Jos Florez Rocha/ICMBio | 92
Thalasseus acuflavidus | Trinta-ris-de-bando. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 93
Thalasseus maximus | Trinta-ris-real (em voo). Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 93
Thalasseus maximus | Trinta-ris-real. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 93
Thalassoma noronhanum | Budio de Noronha. Foto: Diego Barneche | 82
Thesea cf. bicolor. Foto: Joo Lus Carraro | 31
Thesea sp. Foto: Edson Faria Jnior | 31
Thoracophelia furcifera. Foto: Mariana Beatriz Paz Otegui | 36
Tivela mactroides. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Tivela ventricosa. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Tonna galea. Foto: Bruna Folchini Gregoletto | 47
Trachinotus falcatus | Pampo verdadeiro*. Foto: Sergio Ricardo Floeter | 77
Trachinotus goodei | Pampo galhudo. Foto: Anderson Antnio Batista | 77
Trachycardium muricatum | Rala-cco. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 40
Trachycladus sp. Foto: Joo Lus Carraro | 25
Tringa flavipes | Maarico-de-perna-amarela. Foto: Fernando Bittencourt de Farias | 94
Tringa melanoleuca | Maarico-grande-de-perna-amarela. Foto: Alexandre Venson Grose | 94
Tringa semipalmata | Maarico-de-asa-branca. Foto: Alexandre Venson Grose | 94
Tringa solitaria | Maarico-solitrio. Foto: Alexandre Venson Grose | 94
Tropiometra carinata | Lrio-do-mar. Foto: Alberto Lindner | 63
Tubo de Phragmatopoma caudata*. Foto: Larisse Faroni Perez | 37
Tursiops truncatus | Boto-da-tainha (forma ocenica). Foto: Paulo Csar Simes-Lopes | 101
Tursiops truncatus | Boto-da-tainha. Foto: Fbio Gonalves Daura Jorge | 100
Tyrinna evelinae. Foto: Joo Paulo Cauduro Filho | 49
Uca sp. | Chama-mar. Foto: Bruno Welter Giraldes | 54
Ucides cordatus | Caranguejo-u*. Foto: Clemente Coelho Jnior | 54
Ulva fasciata | Alga verde. Foto: Manuela Bernardes Batista | 15
Velella velella. Foto: Alberto Lindner | 28
Xiphopenaeus kroyeri | Camaro-sete-barbas. Foto: Bruno Welter Giraldes | 57
Xyrichtys novacula | Budio curu. Foto: Carlos Eduardo Leite Ferreira | 82
Zidona dufresnei. Foto: Fernando Magalhes Ferreira | 44
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NDICE REMISSIVO
AUTORES
Alberto Lindner Ana Flora Sarti de Oliveira
Andrea Santarosa Freire Anderson Antnio Batista
Bruna Folchini Gregoletto Bruno Welter Giraldes
Edson Faria Jnior Guilherme Ortigara Longo
Jonathan Wanderley Lawley Luisa Fontoura
Maria Eduarda Alves dos Santos Paulo Csar
Simes-Lopes Rachel Labb-Bellas
Sergio Ricardo Floeter
Departamento de Ecologia e Zoologia
Centro de Cincias Biolgicas
Universidade Federal de Santa Catarina
Campus Universitrio Trindade, Florianpolis, SC
88040-900. [Link]
Eduardo de Oliveira Bastos Jos Bonomi Barufi
Leonardo Rubi Rrig Manuela Bernardes Batista
Paulo Antunes Horta
Departamento de Botnica
Centro de Cincias Biolgicas, Universidade Federal
de Santa Catarina, Campus Universitrio Trindade
Florianpolis, SC 88040-900. [Link]
Aim Rachel Magenta Magalhes Fernando
Magalhes Ferreira Jaime Fernando Ferreira
Departamento de Aquicultura
Centro de Cincias Agrrias
Universidade Federal de Santa Catarina, Rodovia
Admar Gonzaga, 1346, Itacorubi. Florianpolis, SC
88034-001. [Link]
Danielle Paludo Fernando Bittencourt de Farias
Patricia Pereira Serafini
Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Aves
Silvestres
Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade. Rod. Mauricio Sirotsky Sobrinho Km 2
Florianpolis, Jurer SC 88053-700
Alexandre Venson Grose
Rosana Moreira da Rocha
Departamento de Zoologia
Setor de Cincias Biolgicas
Universidade Federal do Paran, Centro Politcnico,
Jd das Amricas. Curitiba, PR 81531-980
Caixa-postal: 19020; [Link]
Alvaro Esteves Migotto (revisor)
Ktia Cristina Cruz Capel
Centro de Biologia Marinha
Universidade de So Paulo
Rodovia Manoel H. do Rego km 131,5. So Sebastio,
SP 11600-000. [Link]/cbm
Carlos Renato Rezende Ventura
Joo Lus Carraro
Museu Nacional
Departamento de Invertebrados
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Quinta da Boa Vista, s/n. Rio de Janeiro, RJ 20940-040
[Link]/mndi
Carlo Magenta Cunha
Academy of Natural Sciences
1900 Benjamin Franklin Parkway. Philadelphia, PA
19103, USA. & Fundao Capes, Ministrio da Educao Braslia, DF, Bolsista CAPES - proc. #8739/13-7
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AUTORES
AUTORES
Cla Lerner
Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas
Marta Jussara Cremer
Nataly Nunes Slivak
Patrcia Maria Schubert Peres
Paulo Roberto Pagliosa
Pedro Volkmer de Castilho
Vinicius Padula
Espao Vida Saudvel
Av. Dos Pinheiros 215. Osrio, RS 95520-000
Associao R3 Animal
Rua dos Coroas 469. Barra da Lagoa.
Florianpolis, SC. 88061-600. [Link]
Departamento de Cincias Biolgicas
Universidade da Regio de Joinville
Unidade So Francisco do Sul, Iperoba,
So Francisco do Sul, SC 89240-000. Caixa-postal: 110
[Link]; [Link]
Departamento de Zoologia
Instituto de Biocincias
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Av. Bento Gonalves, 9500, Agronomia
Porto Alegre, RS 91501-970
Departamento de Psicologia
Centro de Filosofia e Cincias Humanas
Universidade Federal de Santa Catarina
Campus Universitrio Trindade
Florianpolis, SC 88040-900
Departamento de Geocincias
Centro de Filosofia e Cincias Humanas
Universidade Federal de Santa Catarina
Campus Universitrio Trindade, Florianpolis, SC
88040-900. [Link]
Centro de Ensino Superior da Regio Sul
Universidade do Estado de Santa Catarina
Rua Cel. Fernandes Martins, 270. Laguna, SC
88790-000. [Link]
SNSB-Zoologische Staatssammlung Mnchen
& Department Biology II / GeoBio-Center
Ludwig-Maximilians-Universitt
Mnchen, Alemanha
127
AUTORES
Fotos da Contracapa
Seriola lalandi: Guilherme Ortigara Longo
Chrysaora lactea: Joo Lus Carraro
Leptogorgia punicea: Bruna Folchini Gregoletto
Littorina flava: Edson Faria Jnior
Editora da UFSC
Campus Universitrio Trindade
Caixa Postal 476
88010-970 Florianpolis-SC
Fones: (48) 3721-9408, 3721-9605 e 3721-9686
editora@[Link]
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