Aula 01
Engenharia Civil p/ DNIT (Analista de Infraestrutura - rea Engenharia Civil) - Com
videoaulas
Professor: Marcus Campiteli
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
AULA 1: TERRAPLENAGEM- Continuao
SUMRIO
PGINA
1. QUESTES COMENTADAS
2. LISTA DE QUESTES APRESENTADAS NA AULA
71
3. GABARITO
100
4. BIBLIOGRAFIA
101
Ol pessoal,
Trago a vocs os comentrios das questes de Terraplenagem
apresentadas na Aula Zero.
Bons estudos!
QUESTES COMENTADAS
1)
(49 TRE/BA 2003 FCC) A compactao do solo um
processo mecnico que tem o objetivo de
(A) diminuir a resistncia ao cisalhamento.
(B) reduzir o volume de vazios.
(C) aumentar a compressibilidade.
(D) aumentar a permeabilidade.
(E) atingir o teor de umidade desejado.
A compactao realizada visando obter a mxima estabilidade
dos solos, na qual so avaliados os valores de massa especfica seca
mxima e do teor de umidade timo.
1
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Questes Comentadas
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Para tanto, busca-se obter o menor volume de vazios no solo,
por meio da aplicao da energia de compactao adequada (peso do
rolo compactador x nmero de passadas) no solo com a umidade
tima, obtendo-se a massa especfica mxima seca.
O ensaio de compactao consiste na compactao de camadas
de um solo dentro de um cilindro padronizado por meio de soquete
padronizado, cujo nmero de camadas, altura e peso do soquete
dependem da energia de compactao utilizada. Esse processo
repetido para diferentes teores de umidades, em que se calculam as
respectivas massas especficas aparentes secas.
A massa especfica aparente seca mxima corresponde
umidade tima, conforme a figura abaixo:
A partir deste ensaio, obtm-se a umidade tima. Aplicando-se
camada de solo energia de compactao compatvel com a aplicada
no ensaio, com a umidade tima, obtm-se o peso especfico
aparente seco mximo para esta energia.
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Questes Comentadas
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O solo compactado com a mxima massa especfica aparente
seca apresenta o mnimo de vazios fornecendo ao solo a mxima
estabilidade diante das cargas previstas e ulteriores variaes de
umidade.
Gabarito: B
2)
(38 Copergs/2011 FCC) A compactao um
mtodo de estabilizao de solos que se d por aplicao de
alguma forma de energia. Seu efeito confere ao solo aumento
de
seu
peso
diminuio
do
especfico
ndice
resistncia
de
vazios,
ao
cisalhamento,
permeabilidade
compressibilidade. NO se configura como uma forma de
aplicao de energia
(A) a vibrao.
(B) o impacto.
(C) a trao esttica.
(D) a compresso esttica.
(E) a compresso dinmica.
A compactao do solo visa a reduo dos seus vazios, o que
pode se dar pela vibrao (melhor arrumao das partculas),
impacto e compresso (maior aproximao das partculas).
J a aplicao de trao no corresponde obteno de maior
aproximao das partculas slidas do solo com consequente reduo
dos seus vazios.
Gabarito: C
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Questes Comentadas
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3)
DNIT
(36 CGU/2008 ESAF) Segundo as especificaes do
Departamento
Nacional
de
Infra-Estrutura
de
Transportes, o corte um segmento natural da rodovia cuja
implantao requer escavao do terreno natural, ao longo do
eixo e no interior dos limites das sees do projeto, que
definem o corpo estradal. Com relao a esse servio,
correto afirmar que:
a) o sistema de medio considera o volume medido aps a
extrao e a distncia de transporte entre este e o local do
depsito.
O sistema de medio considera o volume medido no corte
antes da extrao.
Gabarito: Errada
b) quando houver excesso de materiais de cortes e no for
possvel incorpor-los ao corpo de aterros, devero ser
constitudas reas de emprstimos.
Excesso de materiais devero ser destinados a botas-foras.
Gabarito: Errada
c) quando, ao nvel da plataforma dos cortes, for verificada a
ocorrncia de rocha, s ou em decomposio, promove-se um
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execuo de novas
camadas com materiais selecionados.
A assertiva est de acordo com a alnea a do item 5.3.4 da
norma DNIT 106/2009-ES (Terraplenagem Cortes Especificao
de Servio).
Gabarito: Correta
d) nos cortes de altura elevada prevista a implantao de
patamares, com banquetas de largura mnima de 1m, valetas
revestidas e proteo vegetal.
A largura mnima das banquetas de 3 m (DNIT 106/2009-ES,
item 5.3.12.
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Gabarito: Correta
e) para a escavao dos materiais classificados como de 1 e
2 categorias, podero ser utilizados tratores de lmina,
motoscrapers, escavadeiras e carregadeiras.
A
utilizao
desses
equipamentos
para
escavao
de
materiais de 2 categoria no considerada normal nem econmica,
devido
elevada
resistncia
mecnica
extrao,
conforme
consignado no Manual de Implantao de Rodovias do DNIT, de
2010, p. 275.
Gabarito: Errada
Gabarito: C
4)
(35 CGU/2012 ESAF) A compactao realizada
visando obter a mxima estabilidade dos solos, na qual so
avaliados os valores de densidade seca mxima e do teor de
umidade timo. Com relao a este processo de estabilizao
de solos, correto afirmar que
a) o teor de umidade timo aumenta com o aumento da
energia de compactao.
Ao contrrio pessoal, quanto maior a energia de compactao
aplicada, menor o teor de umidade tima obtido.
b) o grau de compactao obtido a partir da relao entre o
peso especfico mximo obtido em laboratrio em relao ao
peso especfico mximo obtido em campo.
o contrrio, o grau de compactao obtido a partir da relao
entre o peso especfico obtido no campo em relao ao peso
especfico mximo obtido no laboratrio.
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c) a umidade tima representa o valor de umidade em que o
solo encontra-se completamente saturado.
A umidade tima visa obter a mxima densidade do solo de forma a
obter a mxima estabilidade dos solos. Quando o solo encontra-se
saturado, ou seja, com 100% dos volume vazios preenchidos com
gua, as partculas tero parcela mnima de atrito entre elas, no
permitindo-se obter a estabilidade desejada.
d) o ramo mido coincide com teores de umidade em que o
atrito entre as partculas encontra-se totalmente mobilizado.
A gua dos vazios do solo reduz o efeito do atrito entre as partculas.
No ramo mido esto os teores de umidade acima da umidade tima,
ou seja, com o atrito entre as partculas reduzido.
e) o coeficiente de permeabilidade tende a decrescer com o
aumento da energia de compactao.
Quanto maior a energia de compactao, maior a massa especfica
aparente seca obtida, ou seja, menor volume de vazios o que implica
em menor coeficiente de permeabilidade do solo.
Gabarito: E
(12 DNIT/2013 ESAF) A compactao pode ser
5)
entendida como ao mecnica por meio da qual se impe ao
solo uma reduo do seu ndice de vazios. Julgue os itens
subsequentes, referentes a compactao de solos.
I.
compactao
diminuindo
sua
confere
maior
compressibilidade
densidade
e
aos
aumentando
solos,
a
sua
resistncia ao cisalhamento.
II. Os parmetros de compactao dos solos, ou seja, teor de
umidade tima e massa especca seca mxima, dependem da
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energia de compactao adotada. Quanto maior a energia
adotada,
maiores
valores
para
massa
especca
seca
mxima e menores valores para os teores de umidade tima
so encontrados.
III.
Para
que
um
solo
atinja
as
condies
ideais
de
compactao, ou seja, teor de umidade timo e massa
especca seca mxima, ele deve se encontrar na condio
saturada.
IV. O fenmeno do solo borrachudo pode ocorrer quando se
tenta compactar um solo com umidade acima da tima.
incorreto o que se arma em
a) I. b) II. c) III. d) IV. e) I, II, III e IV.
Das opes acima, no item III, o solo atinge a condio
saturada com teor de umidade 100%, muito acima do teor de
umidade tima.
Gabarito: C
6)
(13 DNIT/2013 ESAF) As mquinas de terraplenagem
esto em contnuo processo de aprimoramento tecnolgico e
com elevado valor de mercado, exigindo operadores bem
treinados.
O equipamento apresentado na gura acima :
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a) Escavadeira de lmina frontal.
b) Retroescavadeira.
c) Moto scraper.
d) Motoniveladora.
e) Bobcat.
O equipamento da foto um motoescreiper.
Gabarito: C
7)
(6 TCE-RS/2014 FCC) Em uma gleba de 5000 m2, a
cota final para um plano horizontal, com volumes iguais de
corte e aterro, 32,5 m. Entretanto, o projeto solicita uma
cota final de 30 m para o terrapleno. Desta forma, a diferena
entre os volumes de corte e aterro, em m3,
(A) 7500.
(B) 4615.
(C) 15000.
(D) 12500.
(E) 10000.
Caso a cota final seja de 30 m, teremos uma sobra de 2,5 m x
5.000 m2 = 12.500 m3.
Gabarito: D
8)
(62 TCE-GO/2014 FCC) Em uma rea de 60 m 80 m,
projeta-se um plano em declive das estacas 1 para as estacas
5, com rampa de 3%, porm que resulte em volumes de corte
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e aterro iguais. A cota final para compensao de terra 22,40
m.
Dados:
Cotas em metros obtidas por quadriculao do terreno.
As estacas A-1; A-2; A-3; A-4 e A-5 tero cotas, em metros,
respectivamente, de
(A) 21,20; 20,00; 18,80; 17,60 e 16,40.
(B) 22,40; 23,60; 24,80; 26,00 e 27,20.
(C) 22,47; 22,54; 22,62; 22,69 e 22,76.
(D) 23,60; 23,00; 22,40; 21,80 e 21,20.
(E) 27,20; 26,00; 24,80; 23,60 e 22,40.
A cota 22,40 m a cota de compensao caso o terreno fosse
plano horizontal. Logo, considerando a rampa de 3%, teramos a
estaca central da direo 1 a 5 como sendo de 22,40 m e a partir
dela teremos as cotas com 3% de inclinao.
Entre a estaca 3 e a estaca 1 e 5 temos 40 m de distncia.
h1-3 e 3-5 = 40 m x 3% = 1,2 m
h2-3 e 3-4 = 20 m x 3% = 0,6 m
H1 e H5 = 22,40 1,2 = 21,20 m ou 23,60 m
H2 e H4 = 22,40 0,6 = 21,80 m ou 23 m
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Gabarito: D
9)
(7
TCE-RS/2014
FCC)
Nos
trabalhos
de
terraplenagem, sabendo-se que a relao entre o volume de
material no corte e o volume de material solto de terra comum
seca 0,80, a porcentagem de empolamento
(A) 55. (B) 25. (C) 80. (D) 35. (E) 40.
Vc/Vs = 0,8
O empolamento a expanso do material quando solto. Logo,
o inverso de 0,80 = 1,25, que corresponde a 25%.
Gabarito: B
10) (47 Metr/2009 FCC) Em uma escavao, foram
retirados 2.500 m3 de solo argiloso e 3.500 m3 de solo siltoso,
ambos
medidos
no
corte
do
solo,
com
ndices
de
empolamento, respectivamente, iguais a 0,77 e 0,88. Durante
o
transporte,
os
valores
em
transportados,
respectivamente, de argila e silte sero
(A) 2.345 e 3.143.
(B) 1.925 e 3.080.
(C) 4.950 e 4.950.
(D) 3.000 e 3.000.
(E) 3.247 e 3.977.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, quando se escava o terreno natural, a terra que se encontrava
num certo estado de compactao, proveniente do seu prprio
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processo de formao, experimenta uma expanso volumtrica, que
chega a ser considervel em certos casos.
Aps o desmonte a terra assume, portanto, volume solto (Vs)
maior do que aquele em que se encontrava em seu estado natural
(Vn) e, consequentemente, com a massa especfica solta (
correspondente ao material solto, obviamente menor do que a massa
especfica natural (
).
Chama-se fator de empolamento a relao:
A partir dessa definio temos:
Argila: Vn / Vs = 0,77
Silte: Vn / Vs = 0,88
Vs = 2.500 m3 / 0,77 = 3.246,75 m3
Vs = 3.500 m3 / 0,88 = 3.977,27 m3
Gabarito: E
11) (62 TCE/AM 2012 FCC) Nas obras de uma nova
rodovia, o projeto de terraplenagem de uma plataforma prev
um plano horizontal sem cota final definida. Entretanto, ser
necessria a sobra de 10.800 m3 de solo para utilizao em
um aterro nas obras da mesma rodovia. Na tabela a seguir
esto
apresentadas
as
cotas,
em
metros,
obtidas
por
nivelamento aps quadriculao do terreno de 20 em 20
metros.
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Questes Comentadas
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Para que haja sobra de 10.800 m3 de solo, a cota final, em
metros,
(A) 50 (B) 45 (C) 42 (D) 40 (E) 38
Verifica-se que ela enquadra-se no processo da rede de malhas
cotadas previsto no Manual de Implantao Bsica do DNIT, de 2010.
Houve confuso no esquema do terreno quadriculado, pois as
cotas referem-se aos vrtices das reas de 20 x 20 m, e no s cotas
mdias das reas.
Assim, teremos em amarelo as cotas dos vrtices das reas A1
a A9:
Estacas
A
61
50
A1
42
48
42
38
44
43
44
A6
43
A8
45
51
A3
A5
A7
50
A2
A4
C
38
A9
47
42
Calculamos ento a cota mdia de cada rea:
Estacas
3
12
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A
61
50
50,25
42
48
48
43,75
C
42
44
43
38
51
47,25
44,5
42
D
50
44
42,25
43
44,5
45
38
42,5
47
42
A partir das cotas mdias das reas, tiramos a cota mdia, que
corresponde cota de compensao dos cortes e aterros:
Cota mdia =
= 45 m
A partir dessa cota, para se obter 10.800 m3, teremos que cortar:
rea total = 60 x 60 = 3.600 m2
h = 10.800/3.600 = 3 m
Com isso, teremos a cota final = 45 3 = 42 m.
Gabarito: C
(TCE/SE 2011 FCC) Instrues: Considere as informaes
a seguir para responder s questes de nmeros 43 e 44.
O projeto de terraplenagem de uma plataforma prev um
plano horizontal, porm no impe sua cota final. Na tabela a
seguir esto apresentadas as cotas, em metros, obtidas por
nivelamento aps quadriculao do terreno de 10 m em 10 m.
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Cotas em metros obtidas por quadriculao do terreno
12) (43 TCE/SE 2011 FCC) O valor da cota final para a
soluo mais econmica , em metros,
(A) 10.
(B) 12.
(C) 15.
(D) 20.
(E) 22.
Procedemos da mesma forma da questo anterior:
Estacas
A
22
21
20,75
20
20
22
20
22,5
24
21,75
21
22
21,75
20,75
C
24
24,5
22
28
A partir das cotas mdias das reas, tiramos a cota mdia, que
corresponde cota de compensao dos cortes e aterros:
Cota mdia =
= 22 m
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Gabarito: E
13) (44 TCE/SE 2011 FCC) Para que haja sobra de
7.200 m3 de solo no processo de terraplenagem, a cota final
deve ser, em metros,
(A) 22.
(B) 20.
(C) 15.
(D) 12.
(E) 10.
Agora basta calcular a rea e o h:
A partir dessa cota, para se obter 10.800 m3, teremos que cortar:
rea total = 20 x 30 = 600 m2
h = 7.200/600 = 12 m
Com isso, teremos a cota final = 22 12 = 10 m.
Gabarito: E
14) (85 TCE/PR 2011 FCC) A terraplenagem composta
por algumas etapas preliminares genricas que, obviamente,
podem
ser
desnecessrias
especficas do
terreno
conforme
as
caractersticas
encontrado. Sobre esses
preliminares considere:
15
servios
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Questes Comentadas
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I. O desmatamento a retirada da vegetao de grande porte.
Feito com moto-serra ou, eventualmente, com processos
mecnicos no caso de existncia de poucas rvores.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, de 2010, a sistemtica para quantificao dos servios de
terraplenagem normalizada pelo DNIT engloba o seguinte:
- Servios preliminares:
- Desmatamento, destocamento de rvores com at
15 cm de dimetro (medido a 1m do terreno) e limpeza quantificao faz-se em m2;
- Destocamento de rvores com dimetro superiores a 15
cm - quantificao em unidades e considerando em separado as
espcies com dimetro compreendido entre 0,15 m e 0,30 m e
as espcies com dimetro maior que 0,30 m.
- Remoo de estruturas - a medio efetuada
conforme a sua natureza, em m2;
- Remoo ou remanejamento de cercas delimitadoras quantificao feita em metro (m);
- Remanejamento de postes ou torres - servio medido
em unidades;
- Outros servios - como exemplos, podem ser citados:
remoo de muros de alvenaria (metro), remoo de muros de
arrimo (m3) etc.
Portanto, o desmatamento refere-se vegetao de pequeno
porte.
Gabarito: Errada
16
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II. O destocamento a retirada dos restos das rvores
(tocos). executado com utilizao de fogo ou manualmente.
Conforme vimos no item anterior, quando as rvores tm
troncos mais grossos e razes profundas, preciso fazer tambm o
destocamento. O destocamento consiste na remoo total dos tocos.
O DNIT classifica a operao de destocamento propriamente
dito em dois tipos, de acordo com o porte das rvores: rvores com
dimetros compreendidos entre 0,15 m e 0,30 m e rvores com
dimetros maiores que 0,30 m. O dimetro das rvores deve ser
medido a uma altura de 1 m do solo.
Na operao de limpeza e desmatamento, so usados tratores
de esteiras e motosserras. Quando as rvores so de porte pequeno,
so usados apenas os tratores de esteiras, que executam todas as
tarefas, desde o desmatamento at o encoivaramento (operao de
juntar a vegetao para remoo). Com as rvores de maior porte,
quando a potncia do trator de esteiras no suficiente para
derrub-las, necessrio o uso de motosserra. Nesses casos, aps a
derrubada da rvore, necessrio executar o destocamento, que
consiste em remover o toco que ficou.
Para a realizao do destocamento, o Manual de Implantao
Bsica de Rodovia do DNIT, de 2010, prev a utilizao do
destocador.
Quando o sistema de razes muito desenvolvido necessrio
o corte das razes secundrias com a lmina do trator.
Logo, no h previso de utilizao de fogo ou de destocamento
manual nos servios preliminares de terraplenagem, mas o uso de
equipamentos.
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Gabarito: Errada
III. A limpeza o processo de retirada da vegetao rasteira.
executado somente com utilizao de queimada do local.
Conforme
vimos
acima,
na
operao
de
limpeza
desmatamento, so usados tratores de esteiras e motosserras.
Quando as rvores so de porte pequeno, so usados apenas os
tratores de esteiras, que executam todas as tarefas, desde o
desmatamento
at
encoivaramento
(operao
de
juntar
vegetao para remoo).
A queimada no indicada.
Gabarito: Errada
IV. A remoo da camada vegetal consiste na retirada da
camada de solo que pode ser considerada um banco gentico
para utilizao em aterros.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, de 2010, toda vez que se limpa grandes reas preciso
remover a vegetao que foi derrubada. Isto pode ser feito com o uso
de ps carregadeiras e caminhes.
A retirada de camada de solo orgnico denomina-se limpeza.
Este material no deve ser aproveitado como aterro, devido ao
material orgnico sujeito decomposio a consequente abatimento.
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Gabarito: Errada
Est correto o que se afirma em
(A) I, II, III e IV.
(B) I, II e III, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E) I e II, apenas.
Portanto, verificamos que, de acordo com o Manual de
Implantao
Bsica
de
Rodovia
do
DNIT,
que
consolida
as
informaes das normas desta autarquia, todos os itens apresentam
incorreo. Por isso, no h letra a ser indicada.
Gabarito Oficial: E
Gabarito Proposto: Anulao
15) (54 TCE/SE 2011 FCC) Nas obras rodovirias, o
procedimento de retaludamento, visando estabilizao de
taludes ou encostas, consiste na
(A) retirada apenas de material da base do talude ou encosta,
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Questes Comentadas
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atravs de servios de terraplenagem, reduzindo a ao dos
esforos solicitantes.
(B)
retirada
de
material,
por
meio
de
servios
de
terraplenagem, reduzindo a altura e o ngulo de inclinao
da encosta ou talude de corte.
(C) colocao apenas de material no topo do talude, atravs
de servios de terraplenagem, reduzindo a ao dos esforos
solicitantes.
(D) colocao de gramnea na superfcie do talude de corte ou
encosta natural.
(E) colocao de um sistema de drenagem superficial na
encosta ou talude de corte, reduzindo a ao dos esforos
solicitantes.
O retaludamento trata-se de mudana da geometria de um
talude, visando o aumento da sua estabilidade.
A reduo da altura do talude e a reduo do seu ngulo de
inclinao aumentam a sua estabilidade, em consonncia com o
objetivo do retaludamento.
Gabarito: B
16) (78
TCE/GO
2009
FCC)
coeficiente
de
empolamento refere-se variao volumtrica do solo de
corte para o aterro. Sabendo-se que o solo , genericamente,
um sistema trifsico (slidos, gua e ar), portanto, o espao
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ocupado por uma certa quantidade de solo depende dos vazios
em seu interior. Em processos de terraplenagem a taxa de
empolamento a relao
(A) percentual entre os volumes de corte e aterro antes da
compactao.
(B) percentual entre os volumes de corte e aterro, depois de
compactado.
(C) entre o volume de corte calculado e o volume de corte
executado no campo.
(D) percentual entre a massa de solo retirada da rea de
emprstimo e a transportada para a rea de aterro.
(E) volumtrica entre o solo transportado e o nivelado no
campo para receber a compactao.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, quando se escava o terreno natural, a terra que se encontrava
num certo estado de compactao, proveniente do seu prprio
processo de formao, experimenta uma expanso volumtrica, que
chega a ser considervel em certos casos.
Aps o desmonte a terra assume, portanto, volume solto (Vs)
maior do que aquele em que se encontrava em seu estado natural
(Vn) e, consequentemente, com a massa especfica solta (
correspondente ao material solto, obviamente menor do que a massa
especfica natural (
).
Chama-se fator de empolamento a relao:
21
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Questes Comentadas
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E chama-se porcentagem de empolamento a relao:
De modo geral, quanto maior a porcentagem de finos (argila e
silte), maior deve ser essa expanso. Ao contrrio, os solos arenosos,
com pequenas porcentagens de finos, sofrem pequeno empolamento.
A taxa de empolamento seria o mesmo que o empolamento,
que corresponde relao percentual entre o volume solto e o
volume natural do solo no corte.
No nenhum item que corresponde a essa definio.
O item B adotado como gabarito oficial corresponde ao fator de
homogeneizao, que a relao entre o volume do material no corte
de origem e o volume que este mesmo material ocupar no aterro,
aps ser compactado.
Gabarito Oficial: B
Gabarito Proposto: Anulao
Para responder s questes de nmeros 54 e 55 considere as
seguintes informaes:
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A terraplenagem, em geral, paga pelo volume medido no
corte, em seu estado natural.
= fator de empolamento = 0,80
= fator de reduo volumtrica = 0,875
capacidade de carga de um caminho = 5 m3
17) (54 TCE/PI 2005) Para o transporte de terra
escavada, cujo volume natural (no corte) avaliado em
12.000 m3, o nmero de viagens de caminho necessrias
(A) 1.920
(B) 2.400
(C) 2.700
(D) 3.000
(E) 3.333
O volume a ser transportado o volume solto (Vs), que
corresponde diviso do volume natural no corte pelo fator de
empolamento:
Vs = Vn/0,80 = 12.000/0,8 = 15.000 m3
Nmero de viagens = 15.000 m3 / 5 m3 = 3.000 viagens
Gabarito: D
18) (55
TCE/PI
2005)
Para
executar
um
aterro
compactado de 14.000 m3, o nmero de viagens de caminho
necessrias
23
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Questes Comentadas
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(A) 1 960
(B) 2 450
(C) 3 200
(D) 3 500
(E) 4 000
Primeira temos que encontrar o volume no corte, dividindo-se o
volume de aterro compactado pelo fator de reduo volumtrica:
Vn = 14.000/0,875 = 16.000 m3
A partir de Vn, encontramos o volume solto (Vs):
Vs = 16.000/0,8 = 20.000 m3
Nmero de viagens = 20.000 m3 / 5 m3 = 4.000 viagens
Gabarito: E
19) (43
Infraero/2011
FCC)
Na
execuo
da
terraplenagem em um terreno para a implantao de um
aeroporto, foi necessria, na movimentao de terra, o
emprstimo de solo. Depois de compactado mediu-se o
volume de 1.200 m3 de solo. Por meio do controle tecnolgico
conduzido, verificou-se que a densidade do solo compactado
de 2.030 kg/m3, a densidade natural de 1.624 kg/m3 e a
densidade solta de 1.160 kg/m3. Considerando que este solo
foi transportado por caminho basculante com capacidade de
6 m3, o nmero de viagens necessrias foi de
(A) 400.
(B) 200.
24
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Questes Comentadas
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(C) 250.
(D) 300.
(E) 350.
Densidade do aterro = massa do solo/ volume do aterro
Massa do solo = 1.200 x 2.030 = 2.436.000 kg (invarivel)
Densidade solta = massa do solo / volume solto
Volume solto = 2.436.000/1.160 = 2.100 m3
Nmero de viagens = 2.100 m3 / 6 m3 = 350 viagens
Gabarito: E
20) (42 TCE/SE 2011 FCC) Sobre os clculos dos
volumes acumulados nos processos de terraplenagem,
correto afirmar:
(A) Para que os volumes geomtricos dos aterros possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
corte,
necessrio corrigir os volumes de aterro com o fator de
reduo de forma.
Para que se verifique a compensao, torna-se necessrio
dividir o volume de aterro compactado pelo fator de homogeneizao,
expandindo-o para o volume corresponde de corte necessrio.
No caso desta questo, ela adota o termo fator de reduo de
forma no lugar de fator de homogeneizao.
Gabarito: Correta
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Questes Comentadas
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(B) Para que os volumes geomtricos dos aterros possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
corte,
necessrio corrigir os volumes de corte com o fator de
reduo de forma.
Conforme no item anterior, no projeto de terraplenagem
procede-se
ao
contrrio.
Este
procedimento
adotado
na
Metodologia de Brukner.
Gabarito: Errada
(C) Para que os volumes geomtricos dos cortes possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
aterro,
necessrio corrigir os volumes de aterro com o fator de
empolao.
Conforme o item anterior, o fator de homogeneizao.
Gabarito: Errada
(D) Considerando o fator de reduo de forma, volumes
geomtricos dos aterros correspondem sempre metade da
quantidade de terra dos volumes geomtricos de corte.
A correspondncia entre o volume de aterro compactado e o
volume de corte depende do grau de compactao adotado e do tipo
de solo. Portanto, no h um valor fixo para essa relao.
Gabarito: Errada
(E) Considerando o fator de empolao, volumes geomtricos
dos aterros correspondem sempre metade da quantidade de
terra dos volumes geomtricos de corte.
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Questes Comentadas
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A correspondncia entre o volume de aterro compactado e o
volume de corte representada pelo fator de reduo de forma ou
fator de homogeneizao, e depende do grau de compactao
adotado e do tipo de solo. Portanto, no h um valor fixo para essa
relao.
O fator de empolamento corresponde relao entre o volume
no corte e o volume solto.
Gabarito: Errada
Gabarito: A
21) (69 TCE/PI 2005) Os solos, para que possam ser
utilizados nos aterros das obras de terraplanagem, devem ter
certas propriedades que melhoram o seu comportamento
tcnico. Para atingir este objetivo NO recomendvel
(A) reduzir as possveis variaes volumtricas causadas por
aes externas.
(B) aumentar sua resistncia de ruptura.
(C) aumentar seu coeficiente de permeabilidade.
(D) aumentar sua coeso e seu atrito interno.
(E) reduzir seu coeficiente de permeabilidade.
No
se
recomenda
aumentar
coeficiente
de
permeabilidade do solo, mas pelo contrrio, deve-se minimiz-lo
por meio da reduo dos seus vazios, para que ele se torne mais
estvel e menos vulnervel s variaes de umidade.
Gabarito: C
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22) (76 TJ/SE 2009 FCC) Sobre o controle tecnolgico
em aterros de obras de terraplanagem, considere:
I. obrigatrio em aterros com responsabilidade de fundao,
pavimentos ou estruturas de conteno.
II. Acima de 1,0 m de altura, passa a ser obrigatrio o
controle tecnolgico de qualquer aterro.
III. Qualquer aterro cujo volume total exceda os 1000 m3
deve passar por controle tecnolgico.
Para o controle tecnolgico dos aterros, a norma DNIT
108/2009-ES preconiza, no que se refere ao atendimento das
caractersticas fsicas e mecnicas, em conformidade com o projeto,
os seguintes procedimentos:
- para o controle do material do corpo do aterro, dever ser
procedido 1 (um) ensaio de compactao, segundo o Mtodo A (12
golpes por camada) do Ensaio da norma DNER-ME 129/94 para cada
1.000 m3;
- para a camada final do aterro (60 cm finais), dever ser
procedido 1 (um) ensaio de compactao, segundo o Mtodo B (26
golpes por camada) do Ensaio da norma DNER-ME 129/94 para cada
200 m3;
- 1 ensaio de granulometria, de limite de liquidez e de limite de
plasticidade para o corpo do aterro, a cada grupo de 10 amostras
submetidas ao ensaio de compactao;
- 1 ensaio de granulometria, de limite de liquidez e de limite de
plasticidade para as camadas finais do aterro, a cada grupo de 4
amostras submetidas ao ensaio de compactao;
28
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Questes Comentadas
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- 1 ensaio de ndice de Suporte Califrnia para a camada final,
a cada grupo de 4 amostras submetidas ao ensaio de compactao.
Portanto, verifica-se que o item II est incorreto, pois o
controle acima no est condicionado aterros com mais de 1 metro.
Est correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) I e II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) III, apenas.
(E) I, II e III.
Portanto, nenhuma das alternativas atende questo quanto s
prescries da norma DNIT 108/2009 Terraplenagem Aterros.
Gabarito Oficial: E
Gabarito Proposto: Anulao
23) (49 Infraero/2009 FCC) Com relao ao controle
tecnolgico da execuo de aterros, alm da realizao de
ensaios geotcnicos, devem ser controlados no local os
seguintes aspectos:
I. preparao adequada do terreno para receber o aterro,
especialmente retirada da vegetao ou restos de demolies
eventualmente existentes.
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Questes Comentadas
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De acordo com a norma DNIT 104/2009-ES, que trata dos
servios preliminares da terraplenagem, as reas destinadas aos
servios de terraplenagem envolve a remoo da vegetao, de
blocos de rocha, pedras isoladas, mataces, construes etc.
Da mesma forma que os blocos de rocha e as pedras isoladas,
os restos de demolies tambm devem ser retirados.
Gabarito: Correta
II. emprego de materiais selecionados para os aterros, no
podendo ser utilizadas turfas, argilas orgnicas, nem solos
com matria orgnica miccea ou ditomcea, devendo ainda
ser evitado o emprego de solos expansivos.
De acordo com a norma DNIT 108/2009-ES, que trata dos
aterros, os materiais a serem utilizados nos aterros devem atender a
vrios requisitos, tais como serem isentos de matrias orgnicas,
micceas, diatomceas, turfas ou argilas orgnicas; apresentar
capacidade de suporte adequada (ISC 2%) e expanso menor ou
igual a 4% para o corpo de aterro e melhor capacidade de suporte e
expanso 2% para a camada final do aterro.
Gabarito: Correta
III.
as
operaes
de
lanamento,
homogeneizao,
umedecimento ou aerao e compactao do material de
forma que a espessura da camada compactada seja de no
mximo 0,20 m.
De acordo com a norma DNIT 108/2009-ES, que trata dos
aterros, o lanamento do material para a construo dos aterros deve
ser feito em camadas sucessivas, em toda a largura da seo
transversal, e em extenses tais que permitam seu umedecimento e
compactao, de acordo com o projeto de engenharia. Para o corpo
dos aterros, a espessura de cada camada compactada no deve
30
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Questes Comentadas
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ultrapassar 0,30 m. Para as camadas finais, essa espessura no deve
ultrapassar 0,20 m.
Portanto, permite-se camadas com espessura superior a 0,20 m
na execuo do aterro.
Gabarito: Errada
Est correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I, II e III.
(C) I, apenas.
(D) II, apenas.
(E) III, apenas.
Gabarito: A
24) (65 TRE/PI 2009 FCC) Considere as seguintes
afirmaes sobre a compactao dos solos:
I.
Um
mesmo
solo,
quando
compactado
com
energias
diferentes, apresentar valores de massa especfica seca
mxima menores e teor de umidade tima maiores, para
valores crescentes dessa energia.
Ao contrrio, quanto maior a energia de compactao aplicada,
maior a massa especfica mxima seca e menor o teor de
umidade tima obtido.
Gabarito: Errada
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Questes Comentadas
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II. A granulometria do solo possui influncia nos valores da
massa especfica seca e do teor de umidade. Desta forma,
quando compactados com uma mesma energia, solos mais
grossos apresentaro massa especfica seca maior e o teor de
umidade tima menor do que um solo mais fino.
De acordo com o livro Introduo Mecnica dos Solos
Milton Vargas, para o mesmo esforo de compactao, atinge-se nos
solos arenosos maiores valores de massa especfica aparente seca
mxima sob menores umidades timas do que nos solos argilosos.
Gabarito: Correta
Para melhor entendimento da questo, cabe trazer o que o
ensaio de compactao.
O ensaio de compactao consiste na compactao de camadas
de um solo dentro de um cilindro padronizado por meio de soquete
padronizado, cujo nmero de camadas, altura e peso do soquete
dependem da energia de compactao utilizada. Esse processo
repetido para diferentes teores de umidades, em que se calculam as
respectivas massas especficas aparentes secas.
32
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Questes Comentadas
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A massa especfica aparente seca mxima corresponde
umidade tima, conforme a figura abaixo:
A partir deste ensaio, obtm-se a umidade tima. Aplicando-se
camada de solo energia de compactao compatvel com a aplicada
no ensaio, com a umidade tima, obtm-se o peso especfico
aparente seco mximo para esta energia.
O solo compactado com a mxima massa especfica aparente
seca apresenta o mnimo de vazios fornecendo ao solo a mxima
estabilidade diante das cargas previstas e ulteriores variaes de
umidade.
III. Tanto a secagem quanto o reso da amostra de solo
utilizada na realizao do ensaio de compactao (Ensaio de
Proctor)
podem
alterar
suas
consequentemente os resultados de ensaio.
33
propriedades
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Questes Comentadas
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Uma amostra que j sofreu ensaio de compactao apresentar
caractersticas diferentes das originais, pois a estrutura natural j foi
destruda por intenso manuseio, ou seja, ela j est amolgada. A
compressibilidade
(reduo
de
volume
por
compresso),
por
exemplo, ser menor.
Outro fator capaz de alterar as caractersticas fsicas da
amostra compactada a sua secagem. Uma nova saturao da
amostra no resultar no mesmo volume da amostra saturada
anterior, pois passar a haver presso negativa nos vazios do solo no
seu preenchimento, resultando em menor entrada de volume de gua
nesses vazios.
Gabarito: Correta
IV. A insistncia da passagem de equipamento compactador
quando o solo se encontra muito mido faz com que ocorra o
fenmeno que os engenheiros chamam de borrachudo: o solo
se comprime na passagem do equipamento e, em seguida, se
dilata, como se fosse uma borracha. Conclui-se que, so as
bolhas de ar ocluso que se comprimem.
O borrachudo decorre de instabilidade causada no solo em
funo da expulso muito rpida do volume de gua contido nos
vazios do solo.
De acordo com PINTO (2000) apud AZEVEDO (2005), a
umidade acima da tima pode levar formao de solo borrachudo,
que o fenmeno que ocorre quando se tenta compactar o solo e ele
se comprime com a passagem do equipamento e, em seguida, ele
volta a se dilatar como se fosse uma borracha. Na realidade o que se
consegue comprimir so as bolhas de ar ocluso.
Gabarito: Correta
34
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Questes Comentadas
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Est correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) II, III e IV, apenas.
(E) I, II e III.
Gabarito: D
25) (20 MTUR/2013 ESAF) Assinale a opo correta.
a)
As
curvas
de
compactao
de
materiais
granulares
apresentam menor massa especfica mxima e maior teor
timo de umidade do que solos de granulometria uniforme ou
argilosos.
Pelo que vimos, o oposto.
Gabarito: Errada
b) gua capilar aquela ligada s partculas slidas do solo
por foras eltricas.
A gua adsorvida que ligada s partculas slidas do solo por
foras eltricas.
Gabarito: Errada
c) Presso neutra a que controla toda a deformao e
resistncia da estrutura slida do solo.
Conforme explica Lima (1998), com base em resultados de
experincias de laboratrio, em 1936, Terzaghi enunciou o chamado
princpio da tenso efetiva, estabelecendo que o comportamento de
35
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Questes Comentadas
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um solo depende de uma combinao da tenso total e da presso
neutra e no de seus valores individuais.
Este princpio provavelmente o conceito mais simples e
importante da mecnica dos solos.
Compe-se de duas afirmativas:
a) Todos os efeitos mensurveis, decorrentes de uma variao
de tenses, tais como, compresso, distoro e resistncia ao
cisalhamento so exclusivamente devidos variao da tenso
efetiva.
b) Nos solos saturados, a tenso efetiva definida pela
expresso:
Onde
a tenso total e u a presso neutra.
Portanto, a tenso efetiva que controla toda a deformao e
resistncia da estrutura slida do solo.
Gabarito: Errada
d) Coeficiente de compressibilidade conhecido em funo da
presso sobre o volume.
De acordo com Lima (1998), o valor do coeficiente de
compressibilidade especfica pode ser determinado com os resultados
obtidos no ensaio de adensamento, traando-se a curva e x
de vazios x tenso efetiva):
36
(ndice
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Questes Comentadas
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Portanto, o coeficiente de compressibilidade conhecido em
funo da variao do ndice de vazios em relao variao de
tenso de efetiva.
Gabarito: Errada
e) A resistncia dos solos funo da fora normal no plano
de deslizamento relativo.
Conforme explica Lima (1998), a resistncia do solo que
interessa aos problemas de estabilidade de uma massa de solo a
resistncia ao cisalhamento.
De acordo com o Manual de Pavimentao do DNIT, a
resistncia ao cisalhamento regida pela Lei de Coulomb, conforme a
figura e expresso a seguir:
37
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Questes Comentadas
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Gabarito: Correta
Gabarito: E
26) (60 DPE/SP 2009 FCC) Na comparao de duas
areias distintas utilizadas em fases diferentes da obra, a areia
A apresentou ndice de vazio de 0,72, enquanto a areia B
apresentou ndice de vazio de 0,64. Da anlise dos dados,
possvel afirmar:
(A) A areia B mais compacta que a areia A.
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Questes Comentadas
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De acordo com Milton Vargas Introduo Mecnica dos
Solos, tanto a massa especfica aparente seca ( s) quanto o ndice de
vazios (e) podero dar uma ideia do estado de compacidade de uma
areia. Entretanto, esses nmeros no sero os mesmos para
qualquer areia, no podero ser comparados entre si, quando se
referirem a areias diferentes, pois uma diferena de granulometria
conferir aos solos diferenas de e e
mesmo quando igualmente
compactos.
Por isso, apenas analisando-se o ndice de vazios no se pode
concluir que a areia B mais compacta que a areia A, por serem
areias diferentes.
Gabarito: Errada
(B) A areia A menos densa que a areia B.
De acordo com o mesmo autor, a compacidade uma
caracterstica de maior ou menor densidade dos solos no coesivos.
S para este tipo de solo pode-se falar efetivamente em maior ou
menor compacidade, no sentido de apresentar-se ele mais compacto
(denso) ou mais fofo (solto).
O grau de compacidade, tambm chamado de densidade
relativa, refere-se a solos no coesivos, representando estados
compactos, medianamente compactados, pouco compactados e fofos.
Quanto mais compacto for a areia menor ser o seu ndice de vazios
e maior o seu peso especfico seco.
Gabarito: Correta
(C) A areia A mais densa que a areia B.
Conforme o item anterior, a areia B mais densa que a areia A.
Gabarito: Errada
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Questes Comentadas
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(D) A areia A mais compacta que a areia B.
De acordo com o item (A), apenas analisando-se o ndice de
vazios no se pode concluir que a areia B mais compacta que a
areia A, por serem areias diferentes.
Gabarito: Errada
(E) A compacidade, tanto da areia A quanto da areia B,
resultado da classificao isolada de seus ndices de vazios.
O grau de compacidade dado pela frmula:
Sendo:
emx ndice de vazios mximo (areia fofa)
e ndice de vazios
emn ndice de vazios mnimo (areia compacta)
De acordo com Milton Vargas Introduo Mecnica dos
Solos, costuma-se especificar que as areias compactas tm GC (ou
Dr) > 0,70; e as fofas GC < 0,3.
Gabarito: B
27) (63 DPE/SP 2009 FCC) Quanto natureza dos solos
e sua forma de escavao, assinale a alternativa correta:
(A) solo arenoso: material coeso, constitudo de argila rija,
com ou sem ocorrncia de matria orgnica, pedregulhos,
gros minerais, saibros. Escavado com ferramentas manuais,
ps, enxadas, enxades.
40
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Questes Comentadas
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De acordo com o Manual de Pavimentao do DNIT, 2006, o
solo
arenoso
apresenta
granulao
grossa,
constitudos
principalmente de quartzo (slica pura). Seu comportamento geral
pouco varia com a quantidade de gua que envolve os gros. So
solos praticamente desprovidos de coeso, ou seja, sua resistncia
deformao depende fundamentalmente de entrosamento e atrito
entre os gros e da presso normal que atua sobre o solo.
O Manual de Obras de Saneamento da Sanepar Movimento de
Terra, define solo arenoso como: agregao natural, constitudo de
material solto sem coeso, pedregulhos, areias, siltes, argilas, turfas
ou quaisquer de suas combinaes, com ou sem componentes
orgnicos.
Escavado
com
ferramentas
manuais,
ps,
enxadas,
enxades
Gabarito: Errada
(B) solo de terra compacta: agregao natural, constitudo de
material solto sem coeso, pedregulhos, areias, siltes, argilas,
turfas ou quaisquer de suas combinaes, com ou sem
componentes
orgnicos.
Escavado
com
picaretas,
ps,
enxades, alavancas, cortadeiras.
O Manual de Obras de Saneamento da Sanepar Movimento de
Terra, define solo de terra compacta como: material coeso,
constitudo de argila rija, com ou sem ocorrncia de matria orgnica,
pedregulhos, gros minerais, saibros. Escavado com picaretas, ps,
enxades, alavancas, cortadeiras.
Gabarito: Errada
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Questes Comentadas
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(C) solo de rocha branda: material com agregao natural de
gros
minerais,
ligados
mediante
foras
coesivas
permanentes, apresentando grande resistncia escavao
manual, constitudo de rocha alterada, "pedras-bola" com
dimetro acima de 25 cm, mataces, folhelhos com ocorrncia
contnua. Escavado com rompedores, picaretas, alavancas,
ponteiras,
talhadeiras
e,
eventualmente,
com
uso
de
explosivos.
O Manual de Obras de Saneamento da Sanepar Movimento de
Terra, define solo de rocha branda: material com agregao natural
de gros minerais, ligados mediante foras coesivas permanentes,
apresentando grande resistncia escavao manual, constitudo de
rocha alterada, "pedras-bola" com dimetro acima de 25 cm,
mataces,
folhelhos
com
ocorrncia
contnua.
Escavado
com
rompedores, picaretas, alavancas, cunhas, ponteiras, talhadeiras,
fogachos e, eventualmente, com uso de explosivos.
Gabarito: Correta
(D) solo de rocha dura: material que apresenta alguma
resistncia
ao
desagregamento,
constitudo
de
arenitos
compactos, rocha em adiantado estado de decomposio,
seixo rolado ou irregular, mataces, "pedras-bola" at 25 cm.
Escavado normalmente com uso de explosivos.
O Manual de Obras de Saneamento da Sanepar Movimento de
Terra, define solo de rocha dura como: material altamente coesivo,
constitudo de todos os tipos de rocha viva como granito, basalto,
gnaisse etc. Escavado normalmente com uso de explosivos.
Gabarito: Errada
42
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Questes Comentadas
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(E) solo de moledo ou cascalho: material altamente coesivo,
constitudo de todos os tipos de rocha viva como granito,
basalto,
gnaisse,
entre
outros.
Escavado
com
picaretas,
cunhas, alavancas.
O Manual de Obras de Saneamento da Sanepar Movimento de
Terra, define solo de moledo ou cascalho como: material que
apresenta alguma resistncia ao desagregamento, constitudo de
arenitos compactos, rocha em adiantado estado de decomposio,
seixo rolado ou irregular, mataces, "pedras-bola" at 25 cm.
Escavado com picaretas, cunhas, alavancas.
As definies das letras D e E esto trocadas.
Gabarito: C
28) (47 Infraero/2011 FCC) Ao se deparar com regies
de solos compressveis (moles), o engenheiro deve estudar a
melhor
soluo
para
obter
melhor
desempenho
do
pavimento a ser implantado. Dependendo da espessura de
ocorrncia deste material, procede-se com a remoo. Caso
contrrio, deve-se intervir nesta regio anteriormente
implantao
do
pavimento.
implantao
de
bermas
Uma
de
soluo
equilbrio,
possvel
que
podem
a
ser
simplificadamente definidas como
(A) aterros drenantes para equilibrar a umidade do macio do
aterro principal.
(B) aterros executados para equilibrar o peso exercido pelo
solo mole.
(C) cortes laterais para drenar os solos moles saturados.
43
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
(D) aterros laterais para equilibrar o peso exercido pelo
macio do aterro principal.
(E) cortes combinados com drenos verticais na regio de solo
mole.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, sob certas condies possvel evitar-se o deslocamento dos
materiais instveis, durante a execuo do aterro, construindo-se
camadas
laterais,
que
servem
de
contrapeso
aos
empuxos
resultantes da carga do aterro principal, denominadas bermas de
equilbrio.
No desenho acima esto representadas as superfcies de
ruptura do aterro. O contrapeso das bermas evita o rompimento
pelas superfcies indicadas, aumentando a estabilidade do aterro e,
por consequncia, a altura admissvel do aterro.
Portanto, verifica-se que a definio correta a da letra D, em
que as bermas podem ser definidas como aterros laterais para
equilibrar o peso exercido pelo macio do aterro principal.
Gabarito: D
44
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
29) (55 Infraero/2011 FCC) O ensaio de granulometria
o processo utilizado para a determinao da percentagem em
peso que cada faixa especificada de tamanho de partculas
representa na massa total ensaiada. Por meio dos resultados
obtidos nesse ensaio, possvel a construo da curva de
distribuio
granulomtrica,
to
importante
para
classificao dos solos, bem como a estimativa de parmetros
para filtros, bases estabilizadas, permeabilidade, capilaridade
etc. A determinao da granulometria de um solo pode ser
feita
apenas
por
peneiramento
ou
por
peneiramento
sedimentao, se necessrio. A frao de partculas que
possuem dimetro mdio inferior a 0,42 mm e superior a
0,075 mm denominada de
(A) silte.
(B) areia mdia.
(C) areia grossa.
(D) argila.
(E) areia fina.
A anlise granulomtrica representa as percentagens, em peso,
das diferentes fraes constituintes da fase slida do solo. Para
dimetros
maiores
que
0,075
mm
peneiramento:
45
ensaio
realizado
por
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Para as partculas de solo menores do que 0,075 mm utiliza-se
o mtodo de sedimentao contnua em meio lquido. Este mtodo
baseia-se na lei de Stokes, que estabelece uma relao entre o
dimetro das partculas e a sua velocidade de sedimentao em um
meio lquido de viscosidade e peso especfico conhecidos.
Com os resultados obtidos no ensaio de granulometria, traa-se
a curva granulomtrica em um diagrama semi-logartimico, que tem
como abscissa os logaritmos das dimenses das partculas e como
ordenada as percentagens, em peso, de material com dimenso
mdia menor que a dimenso mdia menor que a dimenso
considerada (porcentagem de material que passa).
Segundo o Manual de Pavimentao, o DNIT adota a seguinte
classificao:
- Pedregulho: a frao do solo que passa na peneira de 3 e
retida na peneira de 2 mm (n 10);
- Areia: a frao do solo que passa na peneira de 2 mm (n
10) e retida na peneira de 0,075 mm (n 200);
- Areia grossa: a frao compreendida entre as peneiras de 2
mm (n 10) e 0,42 mm (n 40);
- Areia fina: a frao compreendida entre as peneiras de 0,42
mm (n 40) e 0,075 mm (n 200);
46
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Questes Comentadas
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- Silte: a frao com tamanho de gros entre a peneira de
0,075 mm (n 200) e 0,005 mm;
- Argila: a frao com tamanho de gros abaixo de 0,005 mm
(argila coloidal a frao com tamanho de gros abaixo de 0,001
mm).
Portanto, a frao de partculas que possuem dimetro mdio
inferior a 0,42 mm e superior a 0,075 mm denominada de areia
fina.
Gabarito: E
30) (53 Infraero/2011 FCC) Durante as investigaes
geotcnicas para a elaborao do projeto, foi identificado o
solo A, com 100% de material passado na peneira de abertura
0,42 mm e 12% passada na peneira 0,075 mm. Sabendo que
este material apresentou ndices de Atterberg, LL e LP, ambos
No Plsticos, este solo poderia ser classificado como areia
(A) mdia.
(B) fina.
(C) argilosa.
(D) grossa.
(E) siltosa.
O fato de os Limites de Liquidez e Limite de Plasticidade
resultarem em No Plsticos indica tratar-se de solo no coesivo, ou
seja, solo arenoso.
47
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Pela classificao do DNIT, a frao de partculas que possuem
dimetro mdio inferior a 0,42 mm e superior a 0,075 mm
denominada de areia fina.
Portanto, este solo pode ser classificado como areia fina.
Gabarito: B
31) (44 Sabesp/2012 FCC) Um solo argiloso, dependendo
do seu teor de umidade, poder experimentar diferentes
estados
de
plasticidade
consistncia.
Desta
de
um
solo
um
forma,
estado
sabendo
de
que
consistncia
circunstancial, considere as seguintes afirmaes:
I. Os valores dos limites de liquidez e de plasticidade, para
cada
argilomineral, podem variar
dentro
de um grande
intervalo.
Segundo a norma DNER ME 122/94, o limite de liquidez o teor
de umidade do solo com o qual se unem, em um centmetro de
comprimento, as bordas inferiores de uma canelura feita em uma
massa de solo colocada na concha de um aparelho normalizado
(Casagrande), sob a ao de 25 golpes da concha, sobre a base
desse aparelho. O limite de liquidez marca a transio do estado
plstico ao estado lquido. representado por LL, expresso em
percentagem.
o limite em que, se o solo perder umidade, passa do estado
lquido para o estado plstico.
48
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Questes Comentadas
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Eis o aparelho de Casagrande:
http://www.dec.fct.unl.pt
A avaliao da plasticidade do solo feita pelos seus limites de
consistncia: Limite de Liquidez (LL), Limite de Plasticidade (LP) e
Limite de Contrao (LC), conforme o teor de umidade do solo
diminui:
49
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Questes Comentadas
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Manual de Pavimentao do DNIT
O LP o teor de umidade (%) do solo com o qual ele comea a
fraturar quando se tenta moldar um cilindro de 3 mm de dimetro e
10 cm de comprimento, segundo a norma DNER ME 082/94. o
limite em que, se o solo perder umidade, passa do estado plstico
para semi-slido.
E LC o teor de umidade contido em um solo, expresso em
percentagem do peso do solo seco, abaixo do qual no haver
decrscimo de volume da massa de solo com a perda da umidade. Ele
estabelecido segundo a norma DNER-ME 087/94.
O
professor
Artur
Casagrande
idealizou
grfico
de
plasticidade, que um diagrama com LL em abscissas e o IP em
ordenadas, onde so traadas duas linhas, um reta inclinada,
chamada linha A, e a outra vertical com LL = 50.
A linha A representa uma importante fronteira emprica entre
argilas tipicamente sem matria orgnica (CL e CH), em geral acima
dessa linha; os solos plsticos contendo colides orgnicos (OL e OH)
ou solos siltosos sem matria orgnica (ML e MH). A linha vertical LL
= 50 separa os siltes e argilas, com baixo LL (L), daqueles que tm
LL alto (H).
50
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Questes Comentadas
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As argilas so representadas pela letra C (Clay). Pelo grfico,
verifica-se que o IP varia desde prximo a zero (CL) at acima de
50% (CH).
A classificao adotada no grfico plasticidade a do Sistema
Unificado de Classificao. Segue o significado das siglas adotadas:
51
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Questes Comentadas
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Gabarito: Correta
II. Para cada argilomineral, o intervalo de variao do limite
de liquidez maior do que o do limite de plasticidade.
De acordo com o grfico de plasticidade, as argilas inorgnicas
de baixa plasticidade apresentam variao de LL de 0 a 30% e o IP
varia de 20% a 30%.
As argilas de baixo limite de liquidez (CL) apresentam variao
de LL de 30% a 50% e variao de IP entre 0 e 5%, para LL = 30%,
e entre 0 e 20% para LL = 50%.
Portanto, nos argilominerais acima, a variao do limite de
liquidez maior que a variao do limite de plasticidade.
Gabarito: Correta
III. Quanto mais plstico um solo, menor ser seu limite de
contrao.
52
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Questes Comentadas
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O LC o teor de umidade contido em um solo, expresso em
percentagem do peso do solo seco, abaixo do qual no haver
decrscimo de volume da massa de solo com a perda da umidade.
A plasticidade do solo traduzida pelo IP = LL LP. Na figura
abaixo, o IP a regio entre LL e LP.
medida que o solo perde gua, ele passa do estado lquido
para o estado plstico, para o estado semi-slido at atingir o estado
slido, conforme a figura abaixo:
Fonte: LIMA (1998)
53
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Questes Comentadas
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Pela figura acima, verifica-se que quando o teor de umidade
passa a ser menor que o Limite de Contrao, os vazios do solo
passam a ter volume de ar e de gua ao mesmo tempo, ou seja, o
solo deixa de estar saturado (vazios totalmente preenchidos com
gua).
Os solos com maior plasticidade so os solos com maior
percentagem de finos em sua composio. Nos solos mais finos, os
vazios so menores, o que dificulta a sada da gua. Com isso, os
solos mais finos deixam de ficar saturados com teores de umidade
menores que solos mais grossos.
Portanto, solos mais plsticos apresentam Limites de Contrao
menores.
Gabarito: Correta
Est correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e II apenas.
(E) I, II e III.
Gabarito: E
32) (35 TRF2/2007 FCC) Os Limites de Atterberg, ou
Limites de Consistncia, so um mtodo de avaliao da
natureza de solos criado por Albert Atterberg. Em laboratrio,
possvel
Plasticidade
definir
de
um
Limite
de
solo.
Liquidez
Apesar
54
de
o
sua
Limite
de
natureza
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
fundamentalmente emprica, estes valores so de grande
importncia em aplicaes de Mecnica dos Solos, como a
determinao do ndice de Plasticidade (IP). A determinao
do IP realizada por meio da equao:
Conforme vimos acima, o IP = LL LP.
Gabarito: C
33) (45 Infraero/2011 FCC) Um solo tropical aquele
que apresenta diferenciao em suas propriedades e em seu
comportamento em comparao aos solos no tropicais, em
decorrncia
da
atuao
de
processos
geolgicos
e/ou
pedolgicos tpicos das regies tropicais midas. Estes solos
formados em regies tropicais midas e com grande serventia
para pavimentao so os
(A) siltosos.
(B) saprolticos.
(C) arenosos.
(D) compressveis.
(E) laterticos.
55
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
De acordo com o Glossrio de Termos Tcnicos Rodovirios do
DNIT, o solo latertico um solo tpico das regies tropicais quentes e
midas e cuja frao argilosa tem uma relao molecular SiO 2/Fe2O3
menor ou igual a 2, e apresenta baixa expansibilidade.
So solos avermelhados, ricos em ferro e alumnio na frao
argilosa.
De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, o solo latertico um solo que ocorre comumente sob a forma
de crostas contnuas, como concrees pisolticas isoladas ou, ainda,
na forma de solos de textura fina, mas pouco ou nada ativos. Suas
cores variam do amarelo ao vermelho mais ou menos escuro e
mesmo ao negro. Diversas designaes locais existem para os solos
ou cascalhos laterticos, tais como: piarra, recife, tapiocanga e
mocoror.
H uma norma do DNIT, denominada DNIT 098/2007 ES,
intitulada Pavimentao base estabilizada granulometricamente
com utilizao de solo latertico, cujo objetivo o de estabelecer a
sistemtica da execuo da camada de base estabilizada com o
emprego de solo latertico, que pode ser empregado como encontrado
in natura ou beneficiado.
Gabarito: E
34) (31 TRF2/2007 FCC) Solos so materiais que
resultam do intemperismo ou meteorizao das rochas, por
desintegrao mecnica ou decomposio qumica e biolgica.
Dentre
estes
agentes
do
intemperismo,
destacam-se:
temperatura, presso, agentes qumicos, e outros. Quanto
formao, eles podem ser: residuais e transportados. Os solos
56
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
transportados pela ao dos ventos e da gravidade so
denominados, respectivamente, de
(A) elicos e coluvionares.
(B) laterticos e aluvionares.
(C) elicos e laterticos.
(D) glaciares e aluvionares.
(E) elicos e laterticos.
Os solos transportados pela ao do vento so denominados de
elicos. No Brasil, as dunas so um exemplo tpico deste tipo de solo.
Os coluvies, segundo o livro Introduo Mecnica dos
Solos,
de
Milton
Vargas,
representam
uma
classe
de
solo
transportado, no qual esto os talus de deposio de material
escorregados de encostas e depositados nos ps das serras.
Segundo o Manual de Pavimentao, os depsitos de tlus so
tambm conhecidos como depsitos de coluvio e eles so os solos
cujo transporte se deve exclusivamente ao da gravidade.
A ocorrncia desses solos normalmente desvantajosa para
projetos
de
engenharia,
pois
so
materiais
inconsolidados,
permeveis, sujeitos a escorregamentos, etc.
Os solos residuais so os que se formam no mesmo local da
rocha matriz, por meio de decomposio por processos fsicos e
qumicos. Esse solo apresenta transio de cima para baixo de mais
alterado (superficial) at menos alterado (rocha s), classificando-se
em:
- solo residual maduro
- solo saproltico
57
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
- blocos em material alterado
O solo saproltico caracteriza-se pelo solo que mantm a
estrutura original da rocha-madre, inclusive veios intrusivos, fissuras,
xistosidade e camadas, mas perdeu totalmente sua consistncia.
Gabarito: A
35) (42 Sabesp/2012 FCC) Existem inmeras maneiras
de
classificar
os
solos,
destacando-se
os
sistemas
classificatrios baseados no tipo e no comportamento de suas
partculas. Desta forma, a expresso bem graduado significa
solos com
(A) coeficiente de no uniformidade igual a 1, em geral, com
melhor comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do
qual resulta maior resistncia.
(B) partculas de maior dimetro, conferindo, em geral,
melhor comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do
qual resulta menor permeabilidade e maior resistncia.
(C)
existncia
de
partculas
de
diversos
dimetros,
conferindo, em geral, melhor comportamento sob o ponto de
vista da engenharia, do qual resulta menor compressibilidade
e maior resistncia.
(D) coeficiente de curvatura menor que 1, em geral, com pior
comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do qual
resulta menor resistncia.
(E) predominncia de partculas de um mesmo dimetro,
conferindo, em geral, melhor comportamento sob o ponto de
58
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
vista da engenharia, do qual resulta menor permeabilidade e
maior resistncia.
De acordo com Milton Vargas, no livro Introduo Mecnica
dos Solos, os solos bem graduados exibem curva granulomtrica do
tipo da de Talbot, que representam os solos em que os gros
menores cabem exatamente dentro dos vazios formados pelos gros
maiores.
As curvas de Talbot so tais que sua granulometria obedece
praticamente a seguinte proporo:
De acordo com o Manual de Drenagem do DNIT, de 2006, para
determinar se o material suficientemente graduado, so definidos
os
coeficientes
relativos
declividade
forma
das
curvas
granulomtricas:
Coeficiente de uniformidade:
Coeficiente de curvatura:
Onde D10, D30 e D60 so os dimetros das partculas em mm,
respectivamente, passando nas peneiras n 10, n 30 e n 60, em
pontos percentuais da curva granulomtrica do material escolhido.
Para ser bem graduado o coeficiente de uniformidade deve
atender condio de ser maior que 4 para o material grado e
maior que 6 para o material mido e, em complementao, o
59
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
coeficiente de curvatura deve estar compreendido entre 1 e 3 para
ambos os materiais.
Portanto, a descrio do item C a que se coaduna com a
descrio de solo bem graduado de Milton Vargas.
Gabarito: C
36) (43 Sabesp/2012 FCC) Para a construo de um
aterro com volume de 170.000 m3, pretende-se usar o solo de
uma rea de emprstimo com as seguintes caractersticas:
Porosidade: 60%
Peso especfico das partculas slidas: 25,5 kN/m3
O volume de solo, em m3, a ser escavado na rea de
emprstimo para que o aterro seja construdo com peso
especfico natural de 18,0 kN/m3 e teor de umidade igual a
20% de:
(A) 100.000
(B) 250.000
(C) 270.000
(D) 300.000
(E) 350.000
= 25,5 kN/m3 = Pseco / Vg
Ps = 25,5.Vg
60
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Porosidade (n) = Vv / Vt = 60%
= Ph / Vaterro = 18 kN/m3
h = Pgua / Pseco = 20%
(Ph / Ps) = 1,2
(Vt Vg)/Vt = 0,6
Vg/Vt = 0,4
Ph = 18.Vaterro
(Ph Pseco) / Pseco = 20%
(18.Vaterro / Ps) = 1,2
(Ph / Ps) = 1,2
(18.Vaterro / 25,5.Vg) = 1,2
Vg = (18/25,5 x 1,2) x 170.000 = 100.000 m3
Vs/Vt = 0,4
Vt = 100.000/0,4
Vt = 250.000 m3
Gabarito: B
37) (67 TCE/AM 2012 FCC) O ensaio denominado
ndice de Suporte Califrnia (ISC ou CBR California Bearing
Ratio) consiste na determinao
(A) da relao entre a presso necessria para produzir a
penetrao de um pisto em um corpo de prova de solo e a
presso necessria para produzir a mesma penetrao em
uma brita padronizada.
(B) da diferena entre a penetrao de um pisto em um corpo
de prova de brita e a penetrao do mesmo pisto em um
corpo de prova de areia lavada padronizada.
(C) do valor numrico, variando de 0 a 20, que retrata
caractersticas de plasticidade e graduao das partculas do
solo.
61
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
(D) da expanso de corpos de prova de solo compactados
prximos do teor de umidade tima quando imersos em gua
por 24 horas.
(E) do valor numrico, variando de 0 a 100%, que retrata
caractersticas ndices do solo, como o teor de umidade e a
massa especfica seca do solo.
O ndice de suporte Califrnia a relao entre a resistncia
penetrao de um cilindro padronizado numa amostra de solo
compactado e a resistncia do mesmo cilindro em uma pedra britada
padronizada.
E este ensaio permite tambm obter-se um ndice de expanso
do solo durante o perodo de saturao do corpo-de-prova (4 dias)
sob carga de 4,5 kgf, conforme procedimento previsto na norma
DNER-ME 049/94.
Gabarito: A
38) (53 TCE/PR 2011 FCC) As energias de compactao
usualmente
utilizadas
no
Brasil
geralmente
seguem
as
especificaes do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT) para obras de pavimentao rodoviria. A
norma tcnica DNER-ME 129/94 estabelece as energias de
compactao normal, intermediria e modificada para se
determinar a correlao entre o teor de umidade e a massa
especfica aparente do solo seco. Segundo esse mtodo, para
se obter a energia normal, em laboratrio, necessria a
aplicao com soquete de 4,536 0,01kg de
62
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
(A) 10 golpes.
(B) 12 golpes.
(C) 26 golpes.
(D) 55 golpes.
(E) 72 golpes.
A energia de compactao aplicada no laboratrio por meio de
um soquete de 4,5 kg caindo de 45,7 cm com 12, 26 ou 55 golpes
por camada, em 5 camadas DNER 129/94-ES.
As energias de compactao correspondem ao nmero de
golpes por camada:
- energia normal PN: 12 golpes/camada
- energia intermediria - PI: 26 golpes/camada
- modificada - PM: 55 golpes por camada
So compactados corpos de prova em diferentes teores de
umidade - h, a partir dos quais so obtidas, primeiramente, a massa
especfica aparente mida
h,
pela diviso entre o peso total da
amostra e o volume total. Conhecendo-se esses dois fatores: teor de
umidade e massa especfica aparente mida, obtm-se a massa
especfica aparente seca da amostra compactada, pela frmula:
A partir dos pares ordenados (h,
s)
obtm-se um grfico
denominado Curva de Compactao, conforme a seguir:
63
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
O teor de umidade que corresponde mxima massa especfica
aparente seca corresponder umidade tima - hot.
Em campo, a massa especfica aparente seca das camadas
compactadas dever ser maior ou igual massa especfica aparente
seca mxima obtida em laboratrio, na energia especificada, para o
mesmo solo.
Gabarito: B
39) (33 TRF2/2007 FCC) Os solos, para que possam ser
utilizados nos aterros das obras de terraplenagem, devem
possuir certas propriedades de resistncia que os capacitem
para
utilizao
como
material
de
construo.
Tais
propriedades podem ser melhoradas de maneira rpida e
econmica por meio das operaes de compactao. Proctor
desenvolveu
um
ensaio
dinmico
para
determinao
experimental da curva de compactao, representando a
64
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
relao entre a massa especfica aparente seca do solo (
s)
sua umidade (h). As curvas de compactao dos solos A e B,
abaixo
ilustradas
esquematicamente,
podem
representar,
respectivamente:
(A) A - solo siltoso e B - solo arenoso.
(B) A - solo argiloso e B - solo arenoso.
(C) A - solo argiloso e B - solo siltoso.
(D) A - solo arenoso e B - solo argiloso.
(E) A - solo arenoso e B - pedregulho.
Conforme
vimos
anteriormente,
de
acordo
com
livro
Introduo Mecnica dos Solos Milton Vargas, para o mesmo
esforo de compactao, atinge-se nos solos arenosos maiores
valores de massa especfica aparente seca mxima sob menores
umidades timas do que nos solos argilosos, conforme a figura a
seguir:
65
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Gabarito: D
40) (63 TCE/PR 2011 FCC) A classificao HRB
(Highway Research Board) possui como premissa estabelecer
uma hierarquizao para os solos do subleito a partir da
realizao
de
ensaios
simples,
realizados
de
forma
corriqueira: a anlise granulomtrica por peneiramento e a
determinao dos limites de liquidez e de plasticidade. Nesta
classificao, os solos so divididos, de forma geral, em dois
grandes grupos: os materiais granulares e os materiais siltoargilosos. A frao passante na peneira n 200 que separa
estas duas fraes igual a
(A) 15%.
(B) 30%.
(C) 35%.
(D) 50%.
(E) 55%.
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Questes Comentadas
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De acordo com o Manual de Implantao Bsica de Rodovia do
DNIT, de 2010, o sistema de classificao de solos mais aplicado no
meio rodovirio o do Highway Research Board (HRB), aprovado em
1945, e que constitui um aperfeioamento do antigo sistema da
Public Roads Administration, proposto em 1929. Neste sistema,
denominado
HRB
(atualmente
intitulado
TRB),
considera-se
granulometria, o limite de liquidez, o ndice de liquidez e o ndice de
grupo. Este sistema de classificao liga-se intimamente ao mtodo
de dimensionamento de pavimentos pelo ndice de grupo.
Nesta classificao, os solos so reunidos em grupos e
subgrupos, em funo de sua granulometria, limites de consistncia e
do ndice de grupo. Na tabela a seguir, mostrado o quadro de
classificao dos solos, segundo o TRB. Determina-se o grupo do solo
por processo de eliminao da esquerda para a direita, no quadro de
classificao. O primeiro grupo a partir da esquerda, com o qual os
valores do solo ensaiado coincidirem, deve ser a classificao correta.
67
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Pelo
cabealho
da
tabela
constatamos
que
os
materiais
granulares so caracterizados como com 35% ou menos passando na
peneira n 200.
J os materiais silto-argilosos apresentam 36% ou mais
passando na peneira n 200.
Gabarito: C
41) (32 TRF2/2007 FCC) Os solos so classificados
segundo sua granulometria, ou seja, o tamanho dos gros que
compem a mistura determina o tipo de solo. Segundo a
ABNT, correto afirmar que o solo com a distribuio
granulomtrica indicada no desenho abaixo :
68
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
(A) argiloso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
(B) arenoso com menos de 50% de material passado na
peneira 200.
(C) arenoso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
(D) siltoso com menos de 50% de material passado na peneira
200.
(E) siltoso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
Vamos relembrar a classificao dos solos de acordo com o
dimetro:
A ABNT adota a seguinte classificao:
- Pedregulho: entre 2 mm e 60 mm;
- Areia: entre 0,06 mm e 2 mm;
69
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
- Silte: entre 0,002 mm e 0,06 mm;
- Argila: < 0,002 mm
Com isso, pela curva, temos a seguinte composio:
- Silte: 10%
- Areia: 90%
Portanto, o solo arenoso com menos de 50% passando na
peneira n 200.
Gabarito: B
70
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
5 - LISTA DE QUESTES APRESENTADAS NA AULA
(49 TRE/BA 2003 FCC) A compactao do solo um
1)
processo mecnico que tem o objetivo de
(A) diminuir a resistncia ao cisalhamento.
(B) reduzir o volume de vazios.
(C) aumentar a compressibilidade.
(D) aumentar a permeabilidade.
(E) atingir o teor de umidade desejado.
(38 Copergs/2011 FCC) A compactao um
2)
mtodo de estabilizao de solos que se d por aplicao de
alguma forma de energia. Seu efeito confere ao solo aumento
de
seu
peso
diminuio
do
especfico
ndice
resistncia
de
vazios,
ao
cisalhamento,
permeabilidade
compressibilidade. NO se configura como uma forma de
aplicao de energia
(A) a vibrao.
(B) o impacto.
(C) a trao esttica.
(D) a compresso esttica.
(E) a compresso dinmica.
3)
DNIT
(36 CGU/2008 ESAF) Segundo as especificaes do
Departamento
Nacional
71
de
Infra-Estrutura
de
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Transportes, o corte um segmento natural da rodovia cuja
implantao requer escavao do terreno natural, ao longo do
eixo e no interior dos limites das sees do projeto, que
definem o corpo estradal. Com relao a esse servio,
correto afirmar que:
a) o sistema de medio considera o volume medido aps a
extrao e a distncia de transporte entre este e o local do
depsito.
b) quando houver excesso de materiais de cortes e no for
possvel incorpor-los ao corpo de aterros, devero ser
constitudas reas de emprstimos.
c) quando, ao nvel da plataforma dos cortes, for verificada a
ocorrncia de rocha, s ou em decomposio, promove-se um
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execuo de novas
camadas com materiais selecionados.
d) nos cortes de altura elevada prevista a implantao de
patamares, com banquetas de largura mnima de 1m, valetas
revestidas e proteo vegetal.
e) para a escavao dos materiais classificados como de 1 e
2 categorias, podero ser utilizados tratores de lmina,
motoscrapers, escavadeiras e carregadeiras.
4)
(35 CGU/2012 ESAF) A compactao realizada
visando obter a mxima estabilidade dos solos, na qual so
avaliados os valores de densidade seca mxima e do teor de
umidade timo. Com relao a este processo de estabilizao
de solos, correto afirmar que
a) o teor de umidade timo aumenta com o aumento da
energia de compactao.
72
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
b) o grau de compactao obtido a partir da relao entre o
peso especfico mximo obtido em laboratrio em relao ao
peso especfico mximo obtido em campo.
c) a umidade tima representa o valor de umidade em que o
solo encontra-se completamente saturado.
d) o ramo mido coincide com teores de umidade em que o
atrito entre as partculas encontra-se totalmente mobilizado.
e) o coeficiente de permeabilidade tende a decrescer com o
aumento da energia de compactao.
(12 DNIT/2013 ESAF) A compactao pode ser
5)
entendida como ao mecnica por meio da qual se impe ao
solo uma reduo do seu ndice de vazios. Julgue os itens
subsequentes, referentes a compactao de solos.
I.
compactao
diminuindo
sua
confere
maior
compressibilidade
densidade
e
aos
aumentando
solos,
a
sua
resistncia ao cisalhamento.
II. Os parmetros de compactao dos solos, ou seja, teor de
umidade tima e massa especca seca mxima, dependem da
energia de compactao adotada. Quanto maior a energia
adotada,
maiores
valores
para
massa
especca
seca
mxima e menores valores para os teores de umidade tima
so encontrados.
III.
Para
que
um
solo
atinja
as
condies
ideais
de
compactao, ou seja, teor de umidade timo e massa
especca seca mxima, ele deve se encontrar na condio
saturada.
73
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
IV. O fenmeno do solo borrachudo pode ocorrer quando se
tenta compactar um solo com umidade acima da tima.
incorreto o que se arma em
a) I. b) II. c) III. d) IV. e) I, II, III e IV.
6)
(13 DNIT/2013 ESAF) As mquinas de terraplenagem
esto em contnuo processo de aprimoramento tecnolgico e
com elevado valor de mercado, exigindo operadores bem
treinados.
O equipamento apresentado na gura acima :
a) Escavadeira de lmina frontal.
b) Retroescavadeira.
c) Moto scraper.
d) Motoniveladora.
e) Bobcat.
7)
(6 TCE-RS/2014 FCC) Em uma gleba de 5000 m2, a
cota final para um plano horizontal, com volumes iguais de
corte e aterro, 32,5 m. Entretanto, o projeto solicita uma
74
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
cota final de 30 m para o terrapleno. Desta forma, a diferena
entre os volumes de corte e aterro, em m3,
(A) 7500.
(B) 4615.
(C) 15000.
(D) 12500.
(E) 10000.
8)
(62 TCE-GO/2014 FCC) Em uma rea de 60 m 80 m,
projeta-se um plano em declive das estacas 1 para as estacas
5, com rampa de 3%, porm que resulte em volumes de corte
e aterro iguais. A cota final para compensao de terra 22,40
m.
Dados:
Cotas em metros obtidas por quadriculao do terreno.
As estacas A-1; A-2; A-3; A-4 e A-5 tero cotas, em metros,
respectivamente, de
(A) 21,20; 20,00; 18,80; 17,60 e 16,40.
(B) 22,40; 23,60; 24,80; 26,00 e 27,20.
(C) 22,47; 22,54; 22,62; 22,69 e 22,76.
75
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Questes Comentadas
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(D) 23,60; 23,00; 22,40; 21,80 e 21,20.
(E) 27,20; 26,00; 24,80; 23,60 e 22,40.
9)
(7
TCE-RS/2014
FCC)
Nos
trabalhos
de
terraplenagem, sabendo-se que a relao entre o volume de
material no corte e o volume de material solto de terra comum
seca 0,80, a porcentagem de empolamento
(A) 55. (B) 25. (C) 80. (D) 35. (E) 40.
10) (47 Metr/2009 FCC) Em uma escavao, foram
retirados 2.500 m3 de solo argiloso e 3.500 m3 de solo siltoso,
ambos
medidos
no
corte
do
solo,
com
ndices
de
empolamento, respectivamente, iguais a 0,77 e 0,88. Durante
o
transporte,
os
valores
em
transportados,
respectivamente, de argila e silte sero
(A) 2.345 e 3.143.
(B) 1.925 e 3.080.
(C) 4.950 e 4.950.
(D) 3.000 e 3.000.
(E) 3.247 e 3.977.
11) (62 TCE/AM 2012 FCC) Nas obras de uma nova
rodovia, o projeto de terraplenagem de uma plataforma prev
um plano horizontal sem cota final definida. Entretanto, ser
necessria a sobra de 10.800 m3 de solo para utilizao em
76
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
um aterro nas obras da mesma rodovia. Na tabela a seguir
esto
apresentadas
as
cotas,
em
metros,
obtidas
por
nivelamento aps quadriculao do terreno de 20 em 20
metros.
Para que haja sobra de 10.800 m3 de solo, a cota final, em
metros,
(A) 50 (B) 45 (C) 42 (D) 40 (E) 38
(TCE/SE 2011 FCC) Instrues: Considere as informaes
a seguir para responder s questes de nmeros 43 e 44.
O projeto de terraplenagem de uma plataforma prev um
plano horizontal, porm no impe sua cota final. Na tabela a
seguir esto apresentadas as cotas, em metros, obtidas por
nivelamento aps quadriculao do terreno de 10 m em 10 m.
Cotas em metros obtidas por quadriculao do terreno
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Questes Comentadas
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12) (43 TCE/SE 2011 FCC) O valor da cota final para a
soluo mais econmica , em metros,
(A) 10.
(B) 12.
(C) 15.
(D) 20.
(E) 22.
13) (44 TCE/SE 2011 FCC) Para que haja sobra de
7.200 m3 de solo no processo de terraplenagem, a cota final
deve ser, em metros,
(A) 22.
(B) 20.
(C) 15.
(D) 12.
(E) 10.
78
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Questes Comentadas
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14) (85 TCE/PR 2011 FCC) A terraplenagem composta
por algumas etapas preliminares genricas que, obviamente,
podem
ser
desnecessrias
especficas do
terreno
conforme
as
caractersticas
encontrado. Sobre esses
servios
preliminares considere:
I. O desmatamento a retirada da vegetao de grande porte.
Feito com moto-serra ou, eventualmente, com processos
mecnicos no caso de existncia de poucas rvores.
II. O destocamento a retirada dos restos das rvores
(tocos). executado com utilizao de fogo ou manualmente.
III. A limpeza o processo de retirada da vegetao rasteira.
executado somente com utilizao de queimada do local.
IV. A remoo da camada vegetal consiste na retirada da
camada de solo que pode ser considerada um banco gentico
para utilizao em aterros.
Est correto o que se afirma em
(A) I, II, III e IV.
(B) I, II e III, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E) I e II, apenas.
79
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Questes Comentadas
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15) (54 TCE/SE 2011 FCC) Nas obras rodovirias, o
procedimento de retaludamento, visando estabilizao de
taludes ou encostas, consiste na
(A) retirada apenas de material da base do talude ou encosta,
atravs de servios de terraplenagem, reduzindo a ao dos
esforos solicitantes.
(B)
retirada
de
material,
por
meio
de
servios
de
terraplenagem, reduzindo a altura e o ngulo de inclinao
da encosta ou talude de corte.
(C) colocao apenas de material no topo do talude, atravs
de servios de terraplenagem, reduzindo a ao dos esforos
solicitantes.
(D) colocao de gramnea na superfcie do talude de corte ou
encosta natural.
(E) colocao de um sistema de drenagem superficial na
encosta ou talude de corte, reduzindo a ao dos esforos
solicitantes.
16) (78
TCE/GO
2009
FCC)
coeficiente
de
empolamento refere-se variao volumtrica do solo de
corte para o aterro. Sabendo-se que o solo , genericamente,
um sistema trifsico (slidos, gua e ar), portanto, o espao
ocupado por uma certa quantidade de solo depende dos vazios
em seu interior. Em processos de terraplenagem a taxa de
empolamento a relao
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Questes Comentadas
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(A) percentual entre os volumes de corte e aterro antes da
compactao.
(B) percentual entre os volumes de corte e aterro, depois de
compactado.
(C) entre o volume de corte calculado e o volume de corte
executado no campo.
(D) percentual entre a massa de solo retirada da rea de
emprstimo e a transportada para a rea de aterro.
(E) volumtrica entre o solo transportado e o nivelado no
campo para receber a compactao.
Para responder s questes de nmeros 54 e 55 considere as
seguintes informaes:
A terraplenagem, em geral, paga pelo volume medido no
corte, em seu estado natural.
= fator de empolamento = 0,80
= fator de reduo volumtrica = 0,875
capacidade de carga de um caminho = 5 m3
17) (54 TCE/PI 2005) Para o transporte de terra
escavada, cujo volume natural (no corte) avaliado em
12.000 m3, o nmero de viagens de caminho necessrias
(A) 1.920
(B) 2.400
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Questes Comentadas
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(C) 2.700
(D) 3.000
(E) 3.333
18) (55
TCE/PI
2005)
Para
executar
um
aterro
compactado de 14.000 m3, o nmero de viagens de caminho
necessrias
(A) 1.960
(B) 2.450
(C) 3.200
(D) 3.500
(E) 4.000
19) (43
Infraero/2011
FCC)
Na
execuo
da
terraplenagem em um terreno para a implantao de um
aeroporto, foi necessria, na movimentao de terra, o
emprstimo de solo. Depois de compactado mediu-se o
volume de 1.200 m3 de solo. Por meio do controle tecnolgico
conduzido, verificou-se que a densidade do solo compactado
de 2.030 kg/m3, a densidade natural de 1.624 kg/m3 e a
densidade solta de 1.160 kg/m3. Considerando que este solo
foi transportado por caminho basculante com capacidade de
6 m3, o nmero de viagens necessrias foi de
(A) 400.
82
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Questes Comentadas
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(B) 200.
(C) 250.
(D) 300.
(E) 350.
20) (42 TCE/SE 2011 FCC) Sobre os clculos dos
volumes acumulados nos processos de terraplenagem,
correto afirmar:
(A) Para que os volumes geomtricos dos aterros possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
corte,
necessrio corrigir os volumes de aterro com o fator de
reduo de forma.
(B) Para que os volumes geomtricos dos aterros possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
corte,
necessrio corrigir os volumes de corte com o fator de
reduo de forma.
(C) Para que os volumes geomtricos dos cortes possam ser
compensados
pelos
volumes
geomtricos
de
aterro,
necessrio corrigir os volumes de aterro com o fator de
empolao.
(D) Considerando o fator de reduo de forma, volumes
geomtricos dos aterros correspondem sempre metade da
quantidade de terra dos volumes geomtricos de corte.
(E) Considerando o fator de empolao, volumes geomtricos
dos aterros correspondem sempre metade da quantidade de
terra dos volumes geomtricos de corte.
83
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
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21) (69 TCE/PI 2005) Os solos, para que possam ser
utilizados nos aterros das obras de terraplanagem, devem ter
certas propriedades que melhoram o seu comportamento
tcnico. Para atingir este objetivo NO recomendvel
(A) reduzir as possveis variaes volumtricas causadas por
aes externas.
(B) aumentar sua resistncia de ruptura.
(C) aumentar seu coeficiente de permeabilidade.
(D) aumentar sua coeso e seu atrito interno.
(E) reduzir seu coeficiente de permeabilidade.
22) (76 TJ/SE 2009 FCC) Sobre o controle tecnolgico
em aterros de obras de terraplanagem, considere:
I. obrigatrio em aterros com responsabilidade de fundao,
pavimentos ou estruturas de conteno.
II. Acima de 1,0 m de altura, passa a ser obrigatrio o
controle tecnolgico de qualquer aterro.
III. Qualquer aterro cujo volume total exceda os 1000 m3
deve passar por controle tecnolgico.
Est correto o que se afirma em
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Questes Comentadas
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(A) I, apenas.
(B) I e II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) III, apenas.
(E) I, II e III.
23) (49 Infraero/2009 FCC) Com relao ao controle
tecnolgico da execuo de aterros, alm da realizao de
ensaios geotcnicos, devem ser controlados no local os
seguintes aspectos:
I. preparao adequada do terreno para receber o aterro,
especialmente retirada da vegetao ou restos de demolies
eventualmente existentes.
II. emprego de materiais selecionados para os aterros, no
podendo ser utilizadas turfas, argilas orgnicas, nem solos
com matria orgnica miccea ou ditomcea, devendo ainda
ser evitado o emprego de solos expansivos.
III.
as
operaes
de
lanamento,
homogeneizao,
umedecimento ou aerao e compactao do material de
forma que a espessura da camada compactada seja de no
mximo 0,20 m.
Est correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
85
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
(B) I, II e III.
(C) I, apenas.
(D) II, apenas.
(E) III, apenas.
24) (65 TRE/PI 2009 FCC) Considere as seguintes
afirmaes sobre a compactao dos solos:
I.
Um
mesmo
solo,
quando
compactado
com
energias
diferentes, apresentar valores de massa especfica seca
mxima menores e teor de umidade tima maiores, para
valores crescentes dessa energia.
II. A granulometria do solo possui influncia nos valores da
massa especfica seca e do teor de umidade. Desta forma,
quando compactados com uma mesma energia, solos mais
grossos apresentaro massa especfica seca maior e o teor de
umidade tima menor do que um solo mais fino.
III. Tanto a secagem quanto o reso da amostra de solo
utilizada na realizao do ensaio de compactao (Ensaio de
Proctor)
podem
alterar
suas
propriedades
consequentemente os resultados de ensaio.
IV. A insistncia da passagem de equipamento compactador
quando o solo se encontra muito mido faz com que ocorra o
fenmeno que os engenheiros chamam de borrachudo: o solo
se comprime na passagem do equipamento e, em seguida, se
dilata, como se fosse uma borracha. Conclui-se que, so as
bolhas de ar ocluso que se comprimem.
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Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
Est correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) II, III e IV, apenas.
(E) I, II e III.
25) (20 MTUR/2013 ESAF) Assinale a opo correta.
a)
As
curvas
de
compactao
de
materiais
granulares
apresentam menor massa especfica mxima e maior teor
timo de umidade do que solos de granulometria uniforme ou
argilosos.
b) gua capilar aquela ligada s partculas slidas do solo
por foras eltricas.
c) Presso neutra a que controla toda a deformao e
resistncia da estrutura slida do solo.
d) Coeficiente de compressibilidade conhecido em funo da
presso sobre o volume.
e) A resistncia dos solos funo da fora normal no plano
de deslizamento relativo.
26) (60 DPE/SP 2009 FCC) Na comparao de duas
areias distintas utilizadas em fases diferentes da obra, a areia
A apresentou ndice de vazio de 0,72, enquanto a areia B
apresentou ndice de vazio de 0,64. Da anlise dos dados,
possvel afirmar:
87
Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
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(A) A areia B mais compacta que a areia A.
(B) A areia A menos densa que a areia B.
(C) A areia A mais densa que a areia B.
(D) A areia A mais compacta que a areia B.
(E) A compacidade, tanto da areia A quanto da areia B,
resultado da classificao isolada de seus ndices de vazios.
27) (63 DPE/SP 2009 FCC) Quanto natureza dos solos
e sua forma de escavao, assinale a alternativa correta:
(A) solo arenoso: material coeso, constitudo de argila rija,
com ou sem ocorrncia de matria orgnica, pedregulhos,
gros minerais, saibros. Escavado com ferramentas manuais,
ps, enxadas, enxades.
(B) solo de terra compacta: agregao natural, constitudo de
material solto sem coeso, pedregulhos, areias, siltes, argilas,
turfas ou quaisquer de suas combinaes, com ou sem
componentes
orgnicos.
Escavado
com
picaretas,
ps,
enxades, alavancas, cortadeiras.
(C) solo de rocha branda: material com agregao natural de
gros
minerais,
ligados
mediante
foras
coesivas
permanentes, apresentando grande resistncia escavao
manual, constitudo de rocha alterada, "pedras-bola" com
dimetro acima de 25 cm, mataces, folhelhos com ocorrncia
contnua. Escavado com rompedores, picaretas, alavancas,
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Engenharia Civil DNIT/2016
Questes Comentadas
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 1
ponteiras,
talhadeiras
e,
eventualmente,
com
uso
de
explosivos.
(D) solo de rocha dura: material que apresenta alguma
resistncia
ao
desagregamento,
constitudo
de
arenitos
compactos, rocha em adiantado estado de decomposio,
seixo rolado ou irregular, mataces, "pedras-bola" at 25 cm.
Escavado normalmente com uso de explosivos.
(E) solo de moledo ou cascalho: material altamente coesivo,
constitudo de todos os tipos de rocha viva como granito,
basalto,
gnaisse,
entre
outros.
Escavado
com
picaretas,
cunhas, alavancas.
28) (47 Infraero/2011 FCC) Ao se deparar com regies
de solos compressveis (moles), o engenheiro deve estudar a
melhor
soluo
para
obter
melhor
desempenho
do
pavimento a ser implantado. Dependendo da espessura de
ocorrncia deste material, procede-se com a remoo. Caso
contrrio, deve-se intervir nesta regio anteriormente
implantao
do
pavimento.
implantao
de
bermas
Uma
de
soluo
equilbrio,
possvel
que
podem
a
ser
simplificadamente definidas como
(A) aterros drenantes para equilibrar a umidade do macio do
aterro principal.
(B) aterros executados para equilibrar o peso exercido pelo
solo mole.
(C) cortes laterais para drenar os solos moles saturados.
89
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Questes Comentadas
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(D) aterros laterais para equilibrar o peso exercido pelo
macio do aterro principal.
(E) cortes combinados com drenos verticais na regio de solo
mole.
29) (55 Infraero/2011 FCC) O ensaio de granulometria
o processo utilizado para a determinao da percentagem em
peso que cada faixa especificada de tamanho de partculas
representa na massa total ensaiada. Por meio dos resultados
obtidos nesse ensaio, possvel a construo da curva de
distribuio
granulomtrica,
to
importante
para
classificao dos solos, bem como a estimativa de parmetros
para filtros, bases estabilizadas, permeabilidade, capilaridade
etc. A determinao da granulometria de um solo pode ser
feita
apenas
por
peneiramento
ou
por
peneiramento
sedimentao, se necessrio. A frao de partculas que
possuem dimetro mdio inferior a 0,42 mm e superior a
0,075 mm denominada de
(A) silte.
(B) areia mdia.
(C) areia grossa.
(D) argila.
(E) areia fina.
30) (53 Infraero/2011 FCC) Durante as investigaes
geotcnicas para a elaborao do projeto, foi identificado o
90
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solo A, com 100% de material passado na peneira de abertura
0,42 mm e 12% passada na peneira 0,075 mm. Sabendo que
este material apresentou ndices de Atterberg, LL e LP, ambos
No Plsticos, este solo poderia ser classificado como areia
(A) mdia.
(B) fina.
(C) argilosa.
(D) grossa.
(E) siltosa.
31) (44 Sabesp/2012 FCC) Um solo argiloso, dependendo
do seu teor de umidade, poder experimentar diferentes
estados
de
plasticidade
consistncia.
Desta
de
um
solo
um
forma,
estado
sabendo
de
que
consistncia
circunstancial, considere as seguintes afirmaes:
I. Os valores dos limites de liquidez e de plasticidade, para
cada
argilomineral, podem
variar
dentro
de um grande
intervalo.
II. Para cada argilomineral, o intervalo de variao do limite
de liquidez maior do que o do limite de plasticidade.
III. Quanto mais plstico um solo, menor ser seu limite de
contrao.
Est correto o que se afirma em
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(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e II apenas.
(E) I, II e III.
32) (35 TRF2/2007 FCC) Os Limites de Atterberg, ou
Limites de Consistncia, so um mtodo de avaliao da
natureza de solos criado por Albert Atterberg. Em laboratrio,
possvel
Plasticidade
definir
de
um
Limite
de
solo.
Liquidez
Apesar
de
o
sua
Limite
de
natureza
fundamentalmente emprica, estes valores so de grande
importncia em aplicaes de Mecnica dos Solos, como a
determinao do ndice de Plasticidade (IP). A determinao
do IP realizada por meio da equao:
33) (45 Infraero/2011 FCC) Um solo tropical aquele
que apresenta diferenciao em suas propriedades e em seu
comportamento em comparao aos solos no tropicais, em
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decorrncia
da
atuao
de
processos
geolgicos
e/ou
pedolgicos tpicos das regies tropicais midas. Estes solos
formados em regies tropicais midas e com grande serventia
para pavimentao so os
(A) siltosos.
(B) saprolticos.
(C) arenosos.
(D) compressveis.
(E) laterticos.
34) (31 TRF2/2007 FCC) Solos so materiais que
resultam do intemperismo ou meteorizao das rochas, por
desintegrao mecnica ou decomposio qumica e biolgica.
Dentre
estes
agentes
do
intemperismo,
destacam-se:
temperatura, presso, agentes qumicos, e outros. Quanto
formao, eles podem ser: residuais e transportados. Os solos
transportados pela ao dos ventos e da gravidade so
denominados, respectivamente, de
(A) elicos e coluvionares.
(B) laterticos e aluvionares.
(C) elicos e laterticos.
(D) glaciares e aluvionares.
(E) elicos e laterticos.
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35) (42 Sabesp/2012 FCC) Existem inmeras maneiras
de
classificar
os
solos,
destacando-se
os
sistemas
classificatrios baseados no tipo e no comportamento de suas
partculas. Desta forma, a expresso bem graduado significa
solos com
(A) coeficiente de no uniformidade igual a 1, em geral, com
melhor comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do
qual resulta maior resistncia.
(B) partculas de maior dimetro, conferindo, em geral,
melhor comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do
qual resulta menor permeabilidade e maior resistncia.
(C)
existncia
de
partculas
de
diversos
dimetros,
conferindo, em geral, melhor comportamento sob o ponto de
vista da engenharia, do qual resulta menor compressibilidade
e maior resistncia.
(D) coeficiente de curvatura menor que 1, em geral, com pior
comportamento sob o ponto de vista da engenharia, do qual
resulta menor resistncia.
(E) predominncia de partculas de um mesmo dimetro,
conferindo, em geral, melhor comportamento sob o ponto de
vista da engenharia, do qual resulta menor permeabilidade e
maior resistncia.
36) (43 Sabesp/2012 FCC) Para a construo de um
aterro com volume de 170.000 m3, pretende-se usar o solo de
uma rea de emprstimo com as seguintes caractersticas:
Porosidade: 60%
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Peso especfico das partculas slidas: 25,5 kN/m3
O volume de solo, em m3, a ser escavado na rea de
emprstimo para que o aterro seja construdo com peso
especfico natural de 18,0 kN/m3 e teor de umidade igual a
20% de:
(A) 100.000
(B) 250.000
(C) 270.000
(D) 300.000
(E) 350.000
37) (67 TCE/AM 2012 FCC) O ensaio denominado
ndice de Suporte Califrnia (ISC ou CBR California Bearing
Ratio) consiste na determinao
(A) da relao entre a presso necessria para produzir a
penetrao de um pisto em um corpo de prova de solo e a
presso necessria para produzir a mesma penetrao em
uma brita padronizada.
(B) da diferena entre a penetrao de um pisto em um corpo
de prova de brita e a penetrao do mesmo pisto em um
corpo de prova de areia lavada padronizada.
(C) do valor numrico, variando de 0 a 20, que retrata
caractersticas de plasticidade e graduao das partculas do
solo.
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(D) da expanso de corpos de prova de solo compactados
prximos do teor de umidade tima quando imersos em gua
por 24 horas.
(E) do valor numrico, variando de 0 a 100%, que retrata
caractersticas ndices do solo, como o teor de umidade e a
massa especfica seca do solo.
38) (53 TCE/PR 2011 FCC) As energias de compactao
usualmente
utilizadas
no
Brasil
geralmente
seguem
as
especificaes do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT) para obras de pavimentao rodoviria. A
norma tcnica DNER-ME 129/94 estabelece as energias de
compactao normal, intermediria e modificada para se
determinar a correlao entre o teor de umidade e a massa
especfica aparente do solo seco. Segundo esse mtodo, para
se obter a energia normal, em laboratrio, necessria a
aplicao com soquete de 4,536 0,01kg de
(A) 10 golpes.
(B) 12 golpes.
(C) 26 golpes.
(D) 55 golpes.
(E) 72 golpes.
39) (33 TRF2/2007 FCC) Os solos, para que possam ser
utilizados nos aterros das obras de terraplenagem, devem
possuir certas propriedades de resistncia que os capacitem
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para
utilizao
como
material
de
construo.
Tais
propriedades podem ser melhoradas de maneira rpida e
econmica por meio das operaes de compactao. Proctor
desenvolveu
um
ensaio
dinmico
para
determinao
experimental da curva de compactao, representando a
relao entre a massa especfica aparente seca do solo (
s)
sua umidade (h). As curvas de compactao dos solos A e B,
abaixo
ilustradas
esquematicamente,
podem
representar,
respectivamente:
(A) A - solo siltoso e B - solo arenoso.
(B) A - solo argiloso e B - solo arenoso.
(C) A - solo argiloso e B - solo siltoso.
(D) A - solo arenoso e B - solo argiloso.
(E) A - solo arenoso e B - pedregulho.
40) (63 TCE/PR 2011 FCC) A classificao HRB
(Highway Research Board) possui como premissa estabelecer
uma hierarquizao para os solos do subleito a partir da
realizao
de
ensaios
simples,
realizados
de
forma
corriqueira: a anlise granulomtrica por peneiramento e a
determinao dos limites de liquidez e de plasticidade. Nesta
classificao, os solos so divididos, de forma geral, em dois
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grandes grupos: os materiais granulares e os materiais siltoargilosos. A frao passante na peneira n 200 que separa
estas duas fraes igual a
(A) 15%.
(B) 30%.
(C) 35%.
(D) 50%.
(E) 55%.
41) (32 TRF2/2007 FCC) Os solos so classificados
segundo sua granulometria, ou seja, o tamanho dos gros que
compem a mistura determina o tipo de solo. Segundo a
ABNT, correto afirmar que o solo com a distribuio
granulomtrica indicada no desenho abaixo :
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(A) argiloso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
(B) arenoso com menos de 50% de material passado na
peneira 200.
(C) arenoso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
(D) siltoso com menos de 50% de material passado na peneira
200.
(E) siltoso com mais de 50% de material passado na peneira
200.
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6 - GABARITO
1) B
12) E
23) A
34) A
2) C
13) E
24) D
35) C
3) C
14) E
25) E
36) B
4) E
15) C
26) B
37) A
5) C
16) B
27) C
38) B
6) C
17) D
28) D
39) D
7) D
18) E
29) E
40) C
8) D
19) E
30) B
41) B
9) B
20) A
31) E
10)
21) C
32) C
11)
22) E
33) E
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7 - REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS
- AZEVEDO, Maria da Penha Nogueira de. Barragens de Terra
Sistemas de Drenagem Interna. Dissertao de Mestrado. So
Paulo: 2005.
- Brasil. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT. Glossrio de Termos Tcnicos Rodovirios. Rio de Janeiro:
1997.
- Brasil. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT. Manual de Implantao Bsica de Rodovia. Rio de Janeiro:
2010.
- Brasil. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT. Manual de Pavimentao. Rio de Janeiro: 2006.
- Brasil. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT. Manual de Drenagem. Rio de Janeiro: 2006.
- CAPUTO, Homero P.. Mecnica dos Solos e suas aplicaes. Rio
de Janeiro. LTC: 1979.
- CATALANI, Guilherme e RICARDO, Hlio de Souza. Manual Prtico
de Escavao, Terraplenagem e Escavao de Rocha. So Paulo.
Pini: 2007.
- General Real. Apostila de Tecnologia das Construes. IME.
Curso de Fortificao e Construo. Rio de Janeiro: 1999.
- Lima, Maria Jos C. Porto de. Apostila de Mecnica dos Solos.
IME. Curso de Fortificao e Construo. Rio de Janeiro: 1998.
- PINTO, C. S. Curso bsico de mecnica dos solos. So Paulo:
Oficina de textos. 2000.
- VARGAS, Milton. Introduo Mecnica dos Solos. So Paulo.
USP: 1977.
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