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Modens Analógicos e Modulação de Sinais

O documento descreve os principais tipos de modulação utilizados em modems para converter sinais digitais em analógicos e vice-versa, permitindo a transmissão de dados digitais por meio de linhas telefônicas analógicas. As principais técnicas de modulação descritas são FSK, PSK, DPSK e QAM, que variam características da onda portadora como frequência, fase e amplitude. Também é apresentada a interface de comunicação entre computadores e modems, definida pelas recomendações V.24 e V

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Zé Truylio
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Modens Analógicos e Modulação de Sinais

O documento descreve os principais tipos de modulação utilizados em modems para converter sinais digitais em analógicos e vice-versa, permitindo a transmissão de dados digitais por meio de linhas telefônicas analógicas. As principais técnicas de modulação descritas são FSK, PSK, DPSK e QAM, que variam características da onda portadora como frequência, fase e amplitude. Também é apresentada a interface de comunicação entre computadores e modems, definida pelas recomendações V.24 e V

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MODENS ANALGICOS

Os computadores so digitais, transmitem sinais eltricos discretos que representam os valores


binrios 1 e 0.
As linhas telefnicas so analgicos, transportam sinais que podem variar dentro de uma faixa
contnua de valores.
Seria muito gasto usar cabos de transmisso digital para ligar todos os computadores em uma
rede muito grande, como, por exemplo, a Internet. Mas, para que se possa transmitir os dados do
computador pela linha telefnica necessrio um modem.
Modens so equipamentos que convertem sinais digitais em analgicos (modulao) e viceversa (demodulao).

MODULAO
o processo pelo qual so modificadas uma ou mais caractersticas da onda PORTADORA,
segundo um sinal MODULANTE (informao que se deseja transportar pelo meio; no caso de comunicao
de dados, o sinal digital binrio). A modulao pode ser feita variando amplitude, freqncia ou fase da onda
portadora, isoladamente ou conjuntamente. A informao impe o modo como vai ser modificada a portadora.
Depois recupera-se a informao digital.
Os principais tipos de modulao so: FSK, PSK, DPSK, QAM.
MODULAO FSK <FIGURA>
A modulao FSK (Frequency Shift Keying Modulao por Desvio de Freqncia) altera a
freqncia da portadora de acordo com a informao a ser transmitida.
Ao se enviar o bit 1 (marca), transmite-se a prpria portadora inalterada, e para o bit 0
(espao), a freqncia alterada para mais alta. Quando o modem no transmite, fica na condio de marca.
Vantagem: a pouca sofisticao dos modens
Desvantagem: necessidade de elevada relao sinal/rudo.
MODULAO PSK <FIGURA>
A modulao PSK (Phase Shift Keying Modulao por Desvio de Fase) varia a fase da
portadora de acordo com os dados a serem transmitidos.
MODULAO DPSK <FIGURA>
A modulao DPSK (Differential Phase Shift Keying Modulao por Desvio de Fase
Diferencial) uma variante da PSK. Neste caso, quando o bit for 0 muda de fase, quando for 1 no muda.
Esta modulao padro (CCITT) para as transmisses sncronas de 1200 a 4800 bps.
TCNICAS MULTINVEL <FIGURA> 3
Quando a portadora sofre uma alterao em uma de suas caractersticas para cada bit, temos a
tcnica MONOBIT.
Quando essa alterao feita para cada dois bits denomina-se DIBIT. <TABELA>
A tcnica TRIBIT provoca uma mudana na portadora para cada trs bits. <TABELA>
MODULAO QAM <FIGURA>

A modulao QAM (Quadrature Amplitude Modulation Modulao por Amplitude em


Quadratura) modifica simultaneamente duas caractersticas da onda da portadora: amplitude e fase. Assim
tem-se altas velocidades.
Para cada grupo de quatro bits (TETRABIT), a portadora assume um valor de amplitude e fase.

<FIGURA>

INTERFACE DE COMUNICAO DE DADOS


INTERFACE ETD-ECD
A interface digital um dispositivo de entrada e sada que torna possvel a compatibilidade
entre um ETD (microcomputador, impressora terminal de vdeo, etc.) e um ECD (Modem).
A compatibilidade obtida pela padronizao a nvel internacional da interface. O laboratrio
BELL e a EIA paralelamente com o CCITT padronizaram o interface terminal-modem. Os primeiros criaram
o RS232C e o segundo as Recomendaes V.24/V.28.
A interface mecnica padronizada pela ISSO, pela norma ISSO 2593-1973, compatvel com a
CCITT V.24, utilizando o conector de 25 pinos denominado DB-25P. <FIGURA>
Recomendao V.24
Define a funo de cada pino e a direo do sinal (origem/destino) especificando cerca de 40
circuitos.
A quantidade de circuitos especificados pela V.24 maior em relao a quantidade de pinos do
conector DB-25P porque cobre todos os tipos de modem, mas s uma parte desse circuito usada
normalmente por um modem.
Recomendao V.28
Define as caractersticas eltricas dos modens e equipamentos, com velocidades inferiores a
20.000 bps, desenvolvidos com tecnologia discreta.
A seguinte tabela mostra essas caractersticas:
SINAL BINRIO
0
1
TENSO REFERNCIA
POSITIVA
NEGATIVA
NVEL DE TENSO
>+3 VOLTS
<-3 VOLTS
ESTADO
ESPAO
MARCA
Recomenda-se a utilizao de cabos digitais curtos, interligando o ETD ao ECD, com no
mximo 15 metros.
DESCRIO DOS PRINCIPAIS SINAIS DE INTERFACE

<FIGURA>
Cada pino da interface ativado por um sinal que vem do terminal ou do modem, esceto o sinal
terra, terra de proteo e terra de sinal.
Esta interface considerada desbalanceada, pois todos os sinais da mesma possuem como
referncia um nico fio (terra do sinal- pino 7).
Veremos cada um destes pinos.
Circuito 101 Terra de Proteo
Ele internamente ligado carcaa do modem, protegendo o equipamento e o operador contra
descargas eltricas, desde que o local de instalao tenha um terra eficiente.
Circuito 102 Terra de Sinal
Estabelece o terra de sinal para circuitos da interface desbalanceada, isto , os nveis de tenso
dos sinais RTS, CTS, DCD, etc. fazem referncia ao circuito 102, pino 7.
Pode-se ligar, dentro do modem, este sinal 102 ao terra (CT-101) por meio de um strap,
conforme for necessrio para satisfazer as normas de segurana ou minimizar a introduo de rudo em
circuitos eletrnicos.

Circuito 103 Dados a Transmitir


Os dados vindos do terminal (ETD) so encaminhados ao modem (ECD) para a transmisso,
pelo pino 2. Os dados esto na forma digital e, dentro do modem, sofrero a modulao para serem colocados
no meio de transmisso.
Circuito 104 Dados Recebidos
Os dados recebidos pelo modem, atravs do meio de transmisso, sofrem, dentro do modem, a
demodulao e so encaminhados ao ETD atravs do Pino 3 na forma digital.
Circuito 105 Solicitao para Transmitir
O RTS (Request to Send) a indicao do terminal ao modem, atravs do pino 4, indicando o
desejo de iniciar a transmisso de dados
Quando o modem est estrapeado para operar com portadora controlada, o mesmo s coloca a
portadora na linha mediante o aparecimento do RTS.
Em transmisso half-duplex, o circuito 105 quem comanda a liberao do clock do modem
para o terminal (circuito 114, pino 15, modem sncrono trabalhando com clock interno). A partir do
aparecimento do RTS, a portadora liberada na linha. Aps decorrido o delay programado, aparece o sinal
CTS e comea a transmisso dos dados via circuito 103.
Circuito 106 Pronto para Transmitir
O CTS (Clear to Send) a indicao do modem ao terminal, atravs do pino 5, informando que
o mesmo j est pronto para iniciar a transmisso de dados.
O sinal 106 (CTS) uma resposta ao sinal 105 (RTS), isto , a presena do RTS, alm de liberar
a portadora na linha (portadora controlada), aciona um temporizador interno no modem. Somente aps
decrrido o delay do temporizador, que o circuito 106 (CTS) ser acionado, informando ao terminal que os
modens j esto prontos para a transmisso. <FIGURA>
Durante o retardo RTS/CTS, o modem envia sinais que o modem distante utiliza para se ajustar.
Esse sinal pode ser simplesmente a portadora ou alguma seqncia de bitspredefinida (seqncia de
treinamento ROUND ROBIN), que serve para ajuste dos amplificadores, equalizadores e osciladores do
modem distante.
Circuito 107 Modem Pronto
O sinal DSR (Data Set Ready) a informao do modem ao terminal, atravs do pino 6,
indicando que o mesmo est pronto para operar, ou seja, j est devidamente alimentado, no existe nenhuma
tecla de teste apertada e o dispositivo de converso de sinal est conectado linha telefnica.
Circuito 108/1 Conectar Modem Linha
O pino 20 utilizado pelo terminal para comandar a conexo/desconexo do dispositivo de
converso de sinal do modem com DART ou DRA (estrapeado para funcionar como DART).
A presena do sinal 108/1 (Connect Data Set to Line) depende inicialmente do sinal 125
(Indicador de Chamada).
Quando o modem faz a deteco de um sinal de ring (chamada telefnica), informa ao terminal
atravs do sinal 125. Ento, o terminal envia ao modem o sinal 108/1 para que ele se conecte linha de
transmisso de dados. Aps ligar o dispositivo de converso de sinal linha telefnica, o modem informa ao
terminal atravs do sinal 107 (DSR). A partir da, oterminal envia efetivamente a transmisso de dados.
Circuito 108/2 Terminal Pronto

O sinal Data Terminal Ready tambm utiliza o pino 20, indicando que o terminal j est pronto
para operar. Quando o modem com DRA percebe o sinal de ring, faz automaticamente a ligao de converso
de sinal linha telefnica e o modem responde ao terminal com o sinal 107 (DSR). Ento haver a troca dos
sinais RTS e CTS, antes de iniciar a transmisso de dados.
Assim temos duas situaes para funcionamento de modens ligados rede telefnica:
1. Terminal esperando a chegada do ring, utilizao do sinal 108/1.
2. Modem esperando a chegada do ring, utilizao do sinal 108/2.
Circuito 109 Deteco de Portadora
O sinal DCD (Data Carrier Detector), enviado pelo modem ao terminal atravs do pino 8,
indica que o modem est recebendo um sinal na linha com caracterstica de portadora.
O circuito detector de portadora, existente na recepo do modem, utilizando o recurso de
histerese do DCD, verifica se o sinal presente na linha est dentro dos nveis preestabelecidos.
Estando o modem na condio de sem portadora (DCD OFF) o sinal na linha deve ficar acima
de 43 dBm (por exemplo) para que o DCD passe para ON. Nesta condio, o DCD s passa para OFF
quando o sinal de portadora estiver abaixo de -48 dBm.
Quando o modem est com o DCD na condio ON, fica liberada a recepo de dados.
Nota-se que no h um estado definido para o DCD quando o nvel do sinal est entre 43 dB e
48 dBm. O estado ser ON se anteriormente o nvel estava acima de 43 dBm e OFF se o nvel estava
abaixo de 48 dBm.
Para evitar que rudo com nvel alto seja confundido com dados, o circuito detector de
portadora utiliza-se de um atraso para ativao/desativao do 109. O atraso de ativao do 109 o tempo
colocado entre recebidmento de um sinal em nveis adequados (por exemplo, acima de 43 dBm) e a
conseqente colocao do DCD no estado ON. O atraso de desativao do 109 o tempo colocado entre a
queda do sinal da portadora (por exemplo, abaixo de 48 dBm) e a conseqente colocao do DCD em OFF,
evitando, assim o Drop Out )queda momentnea da portadora).
O atraso RTS/CTS dever ser sempre maior que o 109 delay, dando tempo ao modem distante
para receber e detectar a portadora.
Circuito 111- Seleo de Velocidade de Transmisso
O circuito 11 (Data Signaling Rate) permite que o terminal, atravs do pino 23, selecione a
velocidade de transmisso do modem, desde que esteja estrapeado para isso. Nesta condio, o sinal 111, em
ON, seleciona a maior velocidade do modem e, em OFF, a menos velocidade.
Por exemplom um modem assncrono 1200 bps estrapeado para operar com seleo de
velocidade pelo terminal, trabalha a 1200 bps quando CT 111 em ON e 600 bps quando CT 111 em OFF.
Circuito 113 Sincronismo de Transmisso (ETD para Modem)
Atravs do pino 24 (External Transmitted Clock), o terminal fornece ao modem sncrono a base
de tem0po (clock) a ser utilizada para a transmisso de dados.
Este circuito somente utilizado quando o modem est estrapeado para clock externo. Nesta
condio, o modem recebe o clock do terminal pelo pino 24 e, alm de utilizar este clock nos circuitos
internos (scrambler, modulador, etc.), informa ao terminal, atravs do pino 15, qual o sinal utilizado na
temporizao dos dados a serem transmitidos. Neste caso, os pinos 24 e 15 apresentam um mesmo sinal de
relgio.
Circuito 114 Sincronismo de Transmisso (Modem para ETD)
Este circuito sempre utilizado na interface, atravs do pino 15 (Transmitted Clock), servindo
para o modem sncrono informar ao terminal qual o sinal de relgio (clock) utilizando para temporizar os
dados que esto sendo transmitidos.
Quando o modem sncrono est configurado para CLOCK INTERNO, ele utilizar um sinal de
relgio vindo do seu prprio oscilador para realizar a temporizao dos dados a serem transmitidos. Este sinal

de relgio tambm enviado ao terminal, atravs do pino 15, para que o terminal envie os dados ao modem
(pino 2) na mesma cadncia interna do modem.
Na configurao CLOCK REGENERATIVO, o modem sncrono extra um sinal de relgio
regenerado a partir dos dados recevido da ponta distante e utiliza este sinal para fazer a temporizao dos
dados a serem transmitidos. Alm disso, informa este clock ao terminal, atravs do pino 15, pois ser com este
ritmo que os dados sero enviado pelo terminal ao modem (pino 2).
Estrapeado o modem para CLOCK EXTERNO, o terminal enviar o clock para o modem, via
pino 24. O modem utiliza este clock nos seus circuitos internos e informa ao terminal, atravs do pino 15,
quais sinais de relgio utilizados na temporizao dos dados na transmisso, que, neste caso, so idnticos
(sinal no pino 24 igual ao sinal no pino 15).
Circuito 115 sincronismo de Recepo (Modem para ETD)
Este circuito sempre utilizado na interface, via pino 17 (Received Clock), servindo para o
modem sncrono informar ao terminal qual o clock dos dados recebidos.
O modem, a partir dos dados recebidos da linha pela sua interface analgica, extrai o sinal de
relgio e informa este ritmo ao terminal, pelo pino 17, e os dados recebidos, pelo pino 3.
Observaes:

As opes de estrapeamento de clock (interno, externo, regenerativo) so mutuamente


exclusivas.
Nos modens assncronos no h necessidade de sincronizao contnua durante a
transmisso e os circuitos 114, 115, 116 no so implementados.
Independente do estrapeamento do modem sncrono em relao ao clock (interno, externo
ou regenerativo), o modem sempre informa ao terminal qual o ritmo de temporizao que
est sendo utilizado para a transmisso dos dados, atravs do pino 15 (circuito 114), e qual
o ritmo de temporizao dos dados recebidos, atravs do pino 17 (circuito 115).

<FIGURA>
Circuito 125 Indicador de Chamada
O modem avisa ao terminal, atravs do pino 22, a deteco de uma chamada telefnica (ring).
Ele utilizado em modens que trabalham em linha discada (DRA, DART).

FUNCIONAMENTO INTERNO DE UM MODEM


SUPRESSORES DE ECO
ECO a reflexo de parte da energia transmitida de um sinal, resultante do descasamento de
impedncia entre uma linha a 2 fios e a hbrida do modem distante (circuito eltrico constitudo por dois
transformadores, com o objetivo de realizar a converso de 2 fios para 4 fios e vice-versa).
O Supressor de eco elimina o sinal refletido na linha de transmisso.
Quando a transmisso half-duplex h um tempo para desarmar o supressor de eco cada vez
que muda o sentido. Para isso emitido um sinal preestabelecido por um tempo que varia de 50 a 400
milissegundos, aps o trmino da transmisso, num determinado sentido.
Em transmisses full-duplex, os supressores de eco do dois modems so desativados no dois
sentidos de transmisso.
Em um modem projetado segundo segundo a Recomendao V.23 do CCITT, quando em
operao half-duplex a 2 fios, o DCD (sinal 109) inibido por 150 ms aps o termino da transmisso para
evitar que o sinal transmitido, que refletido na linha, retorne para o prprio modem e seja interpretado como
sinal recebido. <FIGURA>
Dessa forma, o modem remoto deve Ter o retardo RTS?CTS estrapeado para 230 ms; caso seja
estrapeado com tempo menor que 150 ms, haver perda de dados na transmisso remota.
EQUALIZADORES
So circuitos especiais compostos de malhas de resistncias, capacitores e indutores que so
adicionados ao meio de transisso para melhorar a resposta atenuao e retardos de freqncias, provocando
uma perda relativamente grande para as freqncias inferiores do sinal e perdas pequenas para freqncias
superiores. <FIGURA>
O modens normalmente incluem circuitos equalizadores para realizar essa tarefa. Esses
circuitos podem ser desenvolvidos de acordo com estatsticas de linhas ou trabalham automaticamente
compensando o sinal para as perdas que estejam ocorrendo no momento.
Existem diveros tipos de equalizadores implementados nos modens.
Fixos Compensam uma curva de distoro levantada estatisticamente e com parmetros
invariveis.
Manuais Ajustados naturalmente curva caracterstica da linha que est sendo utilizada.
Automticos Ajustam-se automaticamente no momento da inicializao do modem. Para isso,
ocorre atroca entre os modens de certos padres especficos durante o intervalo RTS/CTS.
SCRAMBLER
um circuito interno dos modens analgicos, que realiza um embaralhamento dos dados a
serem transmitidos, segundo um padro definido, de modo a possibilitar o posterior desembaralhamento na
recepo.
O objetivo do scrambler evitar a transmisso de longas seqncias de 0 ou 1, facilitando a
recuperao do relgio de sincronismo na recepo.
Ele feito usando um mtodo polinomial, onde os dados a serem transmitidos so dividos pelo
polinmio padro, e, na recepo, multiplica-se a seqncia de bits recebidos pelo mesmo polinmio padro,
reobtendo-se, assim, os dados originais.
DART
O DART (Dispositivo de Acesso Rede Telefnica) um acessrio dos modens analgicos de
baixa velocidade, que torna possvel a utilizao desses modens na rede telefnica comutada (discada)
alternadamente com o aparelho telefnico. <FIGURA>
Existem duas maneiras de fazer a comutao da condio telefone para modem:

1.
2.

Atravs do pressionamento de uma chave TEL/MOD no painel frontla do modem.


Atravs do comando do terminal via circuito 108/1 (o modem deve estar estrapeado para
esta condio).

Existem trs maneiras de fazer a comutao da condio modem para telefone:


1.
2.
3.

Atravs do pressionamento da chave Tel-Mod.


Quando o CT-109 permanecer desativado por um tempo maior que o selecionado
internamente no modem.
Quando o modem for desligado ou houver interrupo do fornecimento de energia eltrica.

DRA
O DRA (Dispositivo de Resposta Automtica) um acessrio dos modens analgicos de baixa
velocidade. Ele capacita esses modens a serem utilizados na rede telefnica comutada (discada),
alternadamente com o aparelho telefnico, permitindo o estabelecimento de ligaes para a transmisso de
dados sem a necessidade do operador.
Todo modem com DRA possui uma chave de automtico/manual (AUT/MAN). Na condio
AUT, o modem j est pronto para operar com dados, bastando a chegada da chamada telefnica (ring). Na
condio MAN, haver necessidade da interveno do operador para a comutao da condio telefone para
modem.
CONDIES DA PORTADORA
Um modem (assncrono ou sncrono) pode ser configurado para trabalhar com a portadora em
duas condies:
Portadora Constante que est sempre presente na linha
Portadora controlada s aparece na linha, com a solicitao do terminal, atravs do sinal RTS.
SEQNCIA DE TREINAMENTO (ROUND ROBIN)
Os modens de alta velocidade sncronos analgicos so dotados de uma seqncia de
sincronizao (bits predefinidos), que enviada pelo modem local durante o intervalo RTS-CTS, com a
finalidade de ajustar os circuitos AGC, equalizador, amplificador e oscilador de modem remoto.
Esta seqncia tambm pode ser necessria durante a transmisso quando o modem analgico
perde as referncias (equalizao ou sincronizao) do sinal que est chegando.
O modem remoto informa que esto ocorrendo esses problemas enviando uma seqncia
combinada de bits. O modem local, ao receber essa seqncia, percebe que o modem remoto est com
problemas, bloqueia a transmisso de dados temporariamente e envia-lhe a seqncia de treinamento para
tentar ajust-lo. Esse procedimento se repete at que o modem remoto se ajuste. Costuma-se chamar esse
processo de inicializao remota.
FACILIDADES DE LOOP
Os modens analgicos (assim como os digitais) possuem recursos que permitem a pesquisa de
problemas num circuito de comunicao de dados
Acionando teclas no painel frontal do modem, provoca-se o fechamento de um caminho
fsico interno no modem denominado LOOP. Assim, com o auxlio de instrumentos de testes (TEST SET),
temos condies de avaliar a qualidade do circuito de dados.
Os modens analgicos so padronizados em dois tipos de loops atravs da Recomendao V.24
do CCITT:
LAL Loop Analgico Local
LAR Loop Analgico Remoto

LAL - Loop Analgico Local


Este teste possibilita a verificao do perfeito funcionamento do modulador e do demodulador
de modem local. A tecla LAL, quando acionada, provoca o retorno do sinal analgico que deixa o modulador,
passndo pelo circuito demodulador do prrpio modem local. <FIGURA>
Ao mesmo tempo, o sinal proveniente da linha telefnica retorna mesma atravs do loop na
interface analgica. Tal loop denominado LAR em relao ao modem da ponta distante.
LAR Loop Analgico Remoto
Acionando a tecla LAR, o modem local envia, atravs da linha telefnica, um comando ao
modem remoto, que se coloca na condio de LAL. Desta forma, devido condio feita na interface
analgica do modem distante, o sinal transmitido pelo modem local percorre a linha telefnica, penetra no
modem remoto e retorna linha pela sua interface analgica at o modem local. <FIGURA>
FUNCIONAMENTO DE UM MODEM GENRICO ANALGICO SNCRONO

<FIGURA><FIGURA>
Inicialmente, os terminais informam aos modens respectivos que esto prontos para operar
atravs do CT-108 (pino 20 DTR) e os modens, caso estejam energizados corretamente, sem nenhuma tecla
apertada, respondem com o circuito CT-107 (pino 6 DSR).
A partir da, tanto o terminal A como o B podem iniciar a transmisso de dados.
Suponhamos que o terminal A tome a iniciativa de transmisso.
O ETD A informa ao modem A o desejo de transmitir atravs do circuito CT-105 (pino 5
RTS). O modem A coloca a portadora no meio de transmisso (caso esteja estrapeado para condio de
portadora controlada). O modem B, recebendo o sinal da portadora, verifica, atravs do seu circuito detector
de portadora, se o nvel desse sinal est dentro do valor preestabelecido. Em caso positivo, o modem B
informa ao terminal B a presena da portadora na linha, atravs do circuito CT-109 (pino 8 DCD), e, ao
mesmo tempo, aproveita o sinal da portadora para ajustar seus circuitos internos de equalizao, amplificao,
oscilao, etc.
Decorrido o tempo de retardo RTS/CTS, o modem A informa ao terminal A, atravs do
circuito CT-106 (pino 5 - CTS), que j est pronto para transmitir. Feito isso, o terminal A envia ao modem
A os dados na forma binria a serem transmitidos via pino 2 (circuito CT 103 TX).
No modem, os dados sofrem um embaralhamento no circuito scrambler, de modo a evitar a
transmisso de longas seqncias de 0 ou 1, pois as mesmas dificultam a recuperao do relgio na recepo.
Aps o scrambler, os dados passam pelo circuito modulador, sofrendo a modulao (FSK, DPSK ou QAM).
O sinal com os dados j modulados passa pelos circuitos equalizadores e amplificadores,
estando, ento, em condio de ser colocado na linha de transmisso.
O modem B, ao receber o sinal da linha de transmisso, atravs de sua interface analgica,
passa o sinal por circuitos amplificadores e equalizadores, com o intuito de corrigir as distores e perdas
sofridas pelo sinal na transmisso.
O sinal, estando num nvel adequado, segue para o circuito demodulador, onde retirado o sinal
digital embaralhado. Num circuito descrambler, , recuperado o sinal digital na sua forma original. Esses
dados so encaminhados ao terminal B pelo circuito CT-104 (pino 3 RX) da interface digital.
Para que o terminal B entenda os dados que chegaram, ele precisa saber l-los. Para isso,
ele precisa saber qual o relgio que foi usado para temporizar a gerao desses dados. Esse relgio obtido
pelo modem B, a partir dos prprios dados recebidos d linha de transmisso, utilizando, para isso, as
transies entre os bits recebidos. Recuperado o sinal do relgio, o modem B encaminha-o ao terminal B,
atravs do circuito CT-115 (pino 17 CLOCK REGENERATIVO), capacitando o terminal B a ler os dados
recebidos.
Observamos ainda que o modem A pode estar estrapeado em trs condies diferentes para a
temporizao dos dados a serem transmitidos.
Na condio de CLOCK EXTERNO, o terminal A envia ao modem A, pelo circuito CT113 (pino 24 sincronismo externo), o sinal de relgio a ser utilizado eplos circuitos de transmisso do
modem (scrambler, modulador).

Estando o modem estrapeado para CLOCK INTERNO, o prprio modem fornece o ritmo para
transmisso dos dados e informa-o ao terminal atravs do circuito CT-114 (pino 15 sincronismo interno),
pois ser nesse ritmo que o terminal enviar os dados ao modem.
A ltima condio o modem utilizar o relgio obtido dos dados que esto chegando na sua
recepo atravs de sua interface analgica. Nesta condio, modem esta estrapeado para CLOCK
REGENERATIVO e o clock regenerado, alm de ser utilizado internamente no modem, tambm enviado ao
terminal pelo pino 15. Observa-se que esse relgio o mesmo usado para leitura dos dados recebidos (pino
17).

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