Aula 14 de teoria de
ME5330
Reduo do dimetro do rotor,
rotao especfica e sua
utilizao em projetos de
instalaes de bombeamento.
Vamos considerar um
exemplo extrado do
manual da KSB
Antes vamos
refletir sobre as
curvas acima.
Ser que os
fabricantes
ensaiam
todos esses
rotores?
NO!
Os fabricantes partem do
dimetro do rotor mximo e o
cortam em funo da
necessidade. Nas curvas do
exemplo, partiu-se de 266 mm
e se reduziu para 247, 234 e
220 mm.
E a reduzo do dimetro do rotor
radial de uma bomba, mantendo a
mesma rotao, a curva caracterstica
da bomba se altera aproximadamente
de acordo com as seguintes equaes:
2
Q m D R m H B m D R m N B m D R m
Qp DR p H Bp DR p N Bp DR p
DR m
H Bm
N Bm
Qm
3
DR p
Qp
H Bp
N Bp
Importante salientar que existem
autores que propem que o expoente
da relao de dimetros na expresso
de Q deva ser entre 0,9 e 1,1 e outros
autores afirmam que este expoente
deve ser 2.
MUITOS DEVEM ESTAR
PENSANDO: MAS NO
FOI ISSO QUE EU
APRENDI EM MECFLU 1
O PRXIMA
SLIDE DEVE
TIRAR ESSA
DVIDA
Influncia do Dimetro do Rotor
Nesta anlise importante se distinguir duas
situaes diferentes. A primeira delas quando se
trata de bombas geometricamente semelhantes, isto
, bombas cujas dimenses fsicas tm um fator de
proporcionalidade constante. Neste caso, a anlise
dos parmetros adimensionais fornece as relaes:
3
D Rp
;
Q m D Rm
Qp
Vou isto que
eu aprendi
em mecflu 1!
D Rp
H Bm D Rm
H Bp
D Rp
N Bm D Rm
N Bp
A outra situao aquela na qual existe uma reduo no
dimetro externo do rotor, permanecendo as outras
caractersticas fsicas constantes. Esta alternativa utilizada
pelos fabricantes de bombas para ampliar a faixa de operao
de suas mquinas. Desta forma, so montadas bombas com
volutas idnticas, porm com rotores de dimetro diferentes.
Deve-se ter em mente que esta reduo limitada, pois a
reduo grande do dimetro do rotor faz com que a eficincia
da bomba seja bastante reduzida. Na prtica esta reduo est
limitada a cerca de 20% do maior rotor. Neste caso, a anlise
no
pode
ser
feita
diretamente
pelos
parmetros
adimensionais. Pela recomendao de Karassik e Stepanoff,
temos :
2
3
Q2 DR 2
H B2 D R 2
N B2 D R 2
;
Q1
D
R1
H B1
D
R1
N B1 D R1
E a existe outra
possibilidade
Sim, consideramos que as vazes
variam com os quadrados dos dimetros
dos rotores:
Qp
QC
2
D Rp
2
D Rm
Segundo Karassik consultor de Bombas
Centrfugas em Centrifugal Pumps ,
com exceo das centrfugas lentas, ou
seja, para as centrfugas normais com
redues at 20%, na prtica a vazo
varia diretamente com o dimetro do
rotor o que mostra uma diferena em
relao ao coeficiente de vazo.
Q
n D3r
coeficiente de vazo
Conhecemos a curva caracterstica da
bomba HB=f(Q) para um dimetro de rotor
DRm e uma certa rotao n. Desejamos
determinar, para os valores novos HBp e Qp
o dimetro DRp.
Marcamos o ponto A por suas coordenadas
HBp e Qp e unimos este ponto a origem
cartesiana.
Adotamos uma vazo Q2 pertencente a
reta que passa pela origem e ponto A e
que maior que Qp e Qc para achar a
carga correspondente a essa vazo,
recorremos:
Q2
H B2 H Bp
Qp
o que nos permite marcar o ponto B.
Ligamos B a A e a origem do eixo
cartesiano e determinamos o ponto C
sobre a curva da bomba e isso, alm de
possibilitar a obteno da vazo QC nos
permite determinar DRp:
Qp
QC
D Rp
D Rm
Outra referncia
seria o livro de
Stepanoff
Stepanoff afirma que a relao dos dimetro dos
rotores a mesma que a das vazes, mas introduz
uma correo como mostra a tabela a seguir:
Dimetro calculado em % do dimetro original
65
70
75
80
85
90
95
Dimetro necessrio em % do dimetro original
71
73
78
83
87
91,5
95,5
Vamos
considerar um
exemplo
numrico.
Para uma vazo de 110 m/h e uma altura manomtrica de 25 m
determine o dimetro do rotor.
Como este plano cartesiano no apresenta a origem, encontramos a origem do plano
utilizando a mesma escala; traamos a reta desta origem encontrada passando pelo
ponto de operao e atingindo o Drotor imediatamente acima, conforme mostrado
abaixo, e encontramos Q = 113m /h e H = 25,5 m para o Drotor = 247 mm.
Utilizando as frmulas apresentadas, calcula-se o dimetro do rotor:
Q
110
D D1
D 247
240,4mm
Q1
113
Q
110
D D1
D 247
D 243mm
Q1
113
D D1
H
25
D 247
D 244,5mm
H1
25,5
Por motivo de segurana,
utilizamos o dimetro maior, ou
seja, D= 244,5 mm.
Vamos agora
introduzir a
rotao
especfica
Ela pode ser importante
para estimar o
rendimento.
Como o engenheiro deve
resolver problemas
proponho o problema a
seguir:
Verificar se ocorre o
fenmeno de
cavitao em uma
bomba com rotor de
entrada bilateral, com
um estgio, que eleva
80 L/s de gua a uma
altura manomtrica
de 20 m.
Conhecemos ainda a perda de carga na
aspirao (antes da bomba) que igual a
1,3 m
Dados:
1. Ponto de trabalho: vazo 40
L/s e carga manomtrica 20 m
2. Temperatura do fluido = 600C
3. Presso de vapor que para
600C igual a 0,231 kgf/cm
(abs)
4. Peso especfico a 600C que
igual a 983 kgf/m
5. Presso atmosfrica local igual
a 0,98 kgf/cm
6. Rotao da bomba = 1150 rpm
Conhecemos tambm a cota
inicial com PHR no eixo da
bomba que igual a -3,2 m
Podemos calcular o NPSHdisponvel
NPSH disponvel z inicial
NPSH disponvel
pinicialabs p vapor
H paB
0,98 0,23110 4
3,2
1,3
NPSH disponvel 3,1m
983
Verificando o fenmeno
de cavitao!
O que fazer
quando no
dado o
NPSHrequerido pelo
fabricante?
Devemos recorrer
ao fator de Thoma,
o qual depende da
rotao especfica.
O que vem
a ser
rotao
especfica?
um parmetro que permite
escolher o tipo de bomba,
estimar o rendimento quando o
mesmo no for dado e estimar
o NPSHrequerido quando este no
for dado
A rotao
especfica, ou
velocidade
especfica
calculada pela
expresso:
n S 3,65
n Q
4
H3B
A vazo ser utilizada em
m/s , a carga
manomtrica em m e a
rotao em rpm.
Se na equao acima a Q for dada
em L/s ao invs de m/s, o fator
3,65 se converte em 0,1155.
Vamos ver o valor de nS
especificando o tipo de
bomba a usar.
Baseados nos resultados
obtidos com as bombas
ensaiadas e no seu custo,
o qual depende das
dimenses da bomba, os
fabricantes elaboraram
tabelas, grficos e bacos,
delimitando o campo de
emprego de cada tipo
conforme a rotao
especfica, de modo a
proceder a uma escolha
que atenda as exigncias
de bom rendimento e
baixo custo.
CLASSIFICAO BSICA
1. LENTAS 30 < nS < 90 rpm =
bombas centrfugas puras, com
ps cilindricas, radiais, para
pequenas e mdias vazes.
2. NORMAIS 90 < nS < 130 rpm =
bombas semelhantes as
anteriores.
3. RPIDAS - 130 < nS < 220 rpm
possuem ps de dupla
curvatura , vazes mdias
4. EXTRA-RPIDA ou HLICOCENTRFUGA 220 < nS <440
rpm = ps de dupla curvatura
vazes mdias e grandes.
5. HELICOIDAIS 440 < nS < 500
rpm para vazes grandes.
6. AXIAIS nS > 500 rpm
assemelham-se a hlices de
propulso e destinam-se a
grandes vazes e pequenos HB
Usa-se tambm a
velocidade
especfica nominal
(nq) para se
classificar as
bombas
E existe uma relao
entre a rotao
especfica (nS) e a
velocidade ou rotao
nominal (nq)?
Sim:
nq
n Q
4
H 3B
n S 3,65 n q
Os norte-americanos
usam U.S galo por
minuto como unidade
de vazo e ps para a
carga manomtrica,
de modo que teremos
que converter as
unidade:
n Smtrico
n S USA
n S USA
14,15
3,65 14,15 n q mtrico
n S USA 52 n q mtrico
E para as bombas de
mltiplos estgios e de
entrada bilateral?
Considerando
i = nmero
de estgios
n S 3,65
n S 3,65
n Q
4 H B
n
4
Q
2
H 3B
0,08
1150
n Q
2
nq
4
4 H3
203
B
n q 25,5rpm
Voltando ao
problema
podemos calcular
a rotao
especfica
n S 3,65 25,5
n S 93,1 bomba centifuga
radial NORMAL
E o que fazer
com rotao
especfica?
Conhecida a
rotao especfica
nominal (nq),
podemos calcular
o fator de Thoma
( ou )
4
nq 3
n Q
4 H3
B
e
NPSH requerido H B
0,0011 para bombas
centrfugas
radiais, lentas e
normais ;
0,0013 para bombas
helicoidais e
hlico-axiais
0,00145 para bombas
axiais
Agora d para
calcular o fator
de Thoma para o
exemplo inicial.
4
0,0011 n q 3
0,0825
um fator que
depende da
prpria rotao
especfica, assim:
0,0011 3 25,54
Tendo o fator de
Thoma, pode-se
calcular o
NPSHR, isto
porque:
O Fator de Thoma
pode tambm ser
obtido graficamente.
NPSH R H B
NPSH R 0,0825 20
NPSH R 1,65m
Sim pelo grfico dado
por Stepanoff.
Grfico extrado da
pgina 215 do livro:
Bombas e
Instalaes de
Bombeamento,
escrito por
Archibald Joseph
Macintyre e editado
pela LTC em 2008
A verificamos
o fenmeno de
cavitao.
NPSH disp NPSH req 1,45m
no cavita