Anaximandro (610 a.C. 547 a.C.
) foi um gegrafo, matemtico, astrnomo,
poltico e filsofo pr-Socrtico;. Os relatos doxogrficos nos do conta de que escreveu
um livro intitulado "Sobre a Natureza";
Anaximandro acreditava que o princpio de tudo era o apiron, isto , uma matria
infinita da qual todas as outras se cindem. Esse apiron algo insurgido (no surgiu
nunca, embora exista) e imortal.
Alm de definir o princpio, Anaximandro se preocupa com os "comos e porqus" das
coisas todas que saem do princpio.
Ele diz que o mundo constitudo de contrrios, que se auto-excluem o tempo todo. O
tempo o "juiz" que permite que ora exista um, ora outro.
O Universo de Anaximandro
Representao do possvel mapa mundial de Anaximandro.
Anaximandro considerava que a Terra tinha o formato de um cilindro e que era
circundada por vrias rodas csmicas, imensas e cheias de fogo.
O Sol era um furo, numa dessas rodas csmicas, que deixava o fogo escapar. medida
que essa roda girava, o Sol tambm girava, explicando-se assim o movimento do Sol em
torno da Terra. Eclipses se deviam ao bloqueio total ou parcial desse furo.
A mesma explicao era dada para as fases da Lua, que tambm era um furo em outra
roda csmica. E finalmente, as estrelas eram pequenos furos em uma terceira roda
csmica, que se situava mais perto da Terra, do que as rodas do Sol e da Lua.
"Anaximandro,, representa a passagem da simples designao de uma substncia
como princpio da natureza para uma ideia desta, mais aguda e profunda, que j aponta
para os traos que iro caracteriz-la em toda a filosofia pr-socrtica."
Anaxmenes de Mileto, (588-524 a.C.) foi um filsofo pr-socrtico do Perodo
Arcaico, activo na segunda metade do sculo VI a.C. Foi um dos trs filsofos da escola
milsia, , praticou o materialismo monista. Esta tendncia para identificar uma
especfica realidade composta de um elemento material constitui o mago das
contribuies que deu fama a Anaxmenes.
Tendo concludo que tudo no mundo composto de ar, Anaxmenes usou depois a sua
teoria para desenvolver um esquema que explicasse as origens de natureza da terra e dos
corpos celestes ao seu redor.
Escreveu a obra Sobre a natureza, em prosa. Dedicou-se especialmente
meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a luz da Lua proveniente do Sol.
O ar ---- para criar o disco plano da terra, que dizia ser da forma de uma mesa e que se
comportava como uma folha a flutuar no ar. Mantendo a viso aceite de que os corpos
celestes eram como bolas de fogo no cu, Anaxmenes props que a terra libertasse uma
exalao de ar rarefeito (pneuma) que se transformava em fogo, formando no final as
estrelas. O sol no seria composto de ar rarefeito, mas sim de terra, assim como a lua. O
seu aspecto em ignio no vem da sua composio mas sim do seu movimento rpido.
A lua tambm considerada como sendo plana, flutuando em fluxos de ar, e quando se
oculta abaixo do horizonte no passa por debaixo da terra mas obscurecida por partes
mais elevadas da terra enquanto faz o seu circuito e se torna mais distante. O
movimento do sol e dos outros corpos celestiais volta da terra similar, diz
Anaxmenes, ao modo como um chapu pode ser rodado na cabea de uma pessoa
Tales de Mileto (623 a.C. 556 a.C.) foi um filsofo da Grcia Antiga, o primeiro
filsofo ocidental de que se tem notcia. De ascendncia Fencia, nasceu em Mileto,
antiga colnia grega, na sia Menor, actual Turquia.
Tales Considerava a gua como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores,
embora discordassem quanto substncia primordial (que constitua a essncia do
universo), concordavam com ele no que dizia respeito existncia de um princpio
nico" para essa natureza primordial.
No Naturalismo esboou o que podemos citar como os primeiros passos do pensamento
Terico evolucionista: "O mundo evoluiu da gua por processos naturais", disse ele,
aproximadamente 2460 anos antes de Charles Darwin.
Tales foi o primeiro a explicar o eclipse solar, ao verificar que a Lua iluminada por
esse astro. Segundo Herdoto, ele teria previsto um eclipse solar em 585 a.C. Segundo
Aristteles, tal feito marca o momento em que comea a filosofia.
Tales, pelo que se conta, sups que a alma algo que move, se que disse que a pedra
(im) tem alma, porque move o ferro.
Esse esforo investigativo de Tales no sentido de descobrir uma unidade, que seria a
causa de todas as coisas, representa uma mudana de comportamento na atitude do
homem perante o cosmos, pois abandona as explicaes religiosas at ento vigentes e
busca, atravs da razo e da observao, um novo sentido para o universo.
Se Tales aparece como o iniciador da filosofia, porque seu esforo em buscar o
princpio nico da explicao do mundo no s constituiu o ideal da filosofia como
tambm forneceu impulso para o prprio desenvolvimento dela.
Anaxgoras de Clazomenas Filosofo Grego do perodo pr-histrico nascido na
actual Turquia, em 500 a.C. e se mudou para Atenas por razes desconhecidas
Para a Anaxgoras, tudo esta m tudo, pois em cada coisa h uma partcula de todas as demais, o
que permite explicar que a vida ocorra por meio de transformao permanente. Anaxgoras
props, assim como os pluralistas, um princpio que atendesse tanto s exigncias tericas do
"ser" imutvel, princpio de tudo, quanto contestao da existncia das mltiplas
manifestaes da realidade. Esse novo princpio, Anaxgoras chamou homeomerias. As
homeomerias seriam as sementes que do origem realidade em sua pluralidade de
manifestaes. Afirmava que o universo se constitui pela aco do Nous, conceito que
geralmente traduzido por inteligncia. Segundo o filsofo, o Nous atua sobre uma mistura
inicial formada pelas homeomerias, sementes que contm uma poro de cada coisa. Assim, o
Nous, que ilimitado, autnomo e no misturado com nada mais, age sobre estas sementes
ordenando-as e constituindo o mundo sensvel. Os fragmentos preservados versam sobre:
cosmologia, biologia e percepo. Esta noo de causa inteligente, que estabelece uma
finalidade na evoluo universal, ir repercutir em filsofos posteriores, como Plato e
Aristteles. Influncia tambm exercer em Leibniz, que aproveitar a ideia de homeomerias.
Em 455 a.C., Anaxgoras teorizou que a Lua no passava de um pedao da Terra que se
desprendeu. A maioria de seus contemporneos estavam convencidos de que a Lua era um deus,
por isso sua ideia no teve muitos adeptos
Demcrito de abdera (460 a.C. 370 a.C.) filosofo pr-histrico nascido na cidade
da abdera. A fama de Demcrito decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria
atmica ou do atomismo e conhecido como o filosofo que ri.
De acordo com a origem das coisa, tudo o que existe composto por elementos indivisveis
chamados tomos ( do Grego a, negao e tomo divisvel, tomo indivisvel). No se tem a
certeza de que a teoria foi concebida poe ele ou por seu mestre leucipo, e a ligao dos ambos
dificulta a identificao do que foi pensado por um ou por outro. Todavia, parece no haver
dvidas de ter sido Demcrito quem de fato sistematizou o pensamento e a teoria atomista.
Demcrito avanou tambm o conceito de um universo infinito, onde existem muitos outros
mundos como o nosso. Demcrito foi discpulo e depois sucessor de Leucipo de Mileto
Para Demcrito, o cosmo (o mundo e todas coisas, inclusive a alma) formado por um
turbilho de infinitos tomos de diversos formatos que jorram ao acaso e se chocam. Com o
tempo, alguns se unem por suas caractersticas (s vezes, as formas dos tomos
coincidentemente se encaixam to bem como peas de quebra-cabea) e muitos outros se
chocam sem formar nada (porque as formas no se encaixam ou se encaixam fracamente).
Dessa maneira, alguns conjuntos de tomos que se aglomeram tomam consistncia e formam
todas as coisas que conhecemos, que depois se dissolvem no mesmo movimento turbilhonar dos
tomos do qual surgiram.
Empdocles de Agrigento (490 430 a.C.) foi um filosofo, medico, legislador,
professor e poltico. Foi o defensor da democracia e sustentava a ideia de que o mundo seria
constitudo por quatro princpios; gua, ar, fogo e terra
Para o filosofo o nascer e o morrer no existem se entendermos o morrer e o nascer como um
vir do nada ir para o nada. Para o Empdocles a gua, o ar e a terra e o fogo so as substncias
que esto no principio de todas as coisas. para Empdocles o ser e no ser no , assim no
existe o nascimento de algo. Para ele o que achamos de morte simplesmente a aproximao e
a separao de algumas substncias.
No naturalismo esboou o que podemos citar como os primeiros passos do pensamento terico
evolucionista; sobrevive aquele que esta mais bem capacitado aproximadamente em 2300 anos
antes de charles Darwin.
Tudo seria uma determinada na mistura desses quatro elementos (gua, ar, fogo e a terra), em
maior ou menor grau, e seriam o que de imutvel e indestrutvel existiria no mundo.
Dizia o Empdocles que, duas foras fundamentais responsveis pela manuteno do universo:
O AMOR que unia os elementos (razes) e o DIO que os separava. A morte para ele era
simplesmente a desagregao dos elementos. Segundo ele, todos ns fazamos parte do todo que
se renovava em ciclos; reunindo-se (nascimento) e separando-se (morte).
Herclito de feso (535-475 a.C.) foi um filosofo pr-histrico considerado o pai da
dialctica recebeu a alcunha de obscuro principalmente em razo da obra a ele atribuda por
Digenes Larcio
Herclito o pensador de tudo do tudo flui e do fogo que seria o elemento do qual deriva tudo
o que nos circunda. De seus escritos restaram poucos fragmentos (encontrados em obras
posteriores), os quais geram em grande numero de obras explicativas
Tudo considerado como um grande fluxo perene no qual nada permanece a mesma coisa pois
tudo se transforma e est em contnua mutao. Por isso, Herclito identifica a forma do Ser no
Devir pelo qual todas as coisas so sujeitas ao tempo e sua relativa transformao.
Herclito, inserido no contexto pr-socrtico, parte do princpio de que tudo movimento, e que
nada pode permanecer esttico - Panta rei ou "tudo flui", "tudo se move", excepto o prprio
movimento.
A teoria de Herclito alternativa ontologia de Parmnides, o filsofo da unidade e da
identidade do Ser, que ensina que a contnua mudana a principal caracterstica do no ser.
Bibliografia
HEIDEL, William. O livro de Anaximandro. trad. Katsuzo Koike. So Paulo:
Ixtlan, 2011.
SPINELLI, Miguel. Filsofos Pr-Socrticos. Primeiros Mestres da Filosofia e
da Cincia Grega. 2 edio. Porto Alegre: Edipucrs, 2003, pp. 1592
SPINELLI, Miguel. Filsofos Pr-Socrticos. Primeiros mestres da
filosofia e da cincia grega. Porto Alegre: Edipucrs, 2ed., 2003
Cavalcante de sousa, o pr-socrtico 3004
(Julian Marias, 'Histria da Filosofia', Martins Fontes, 1 edio, 2004, pg.17
RUSSELL, BERTRAND (1972). A History of Western Philosophy,
Simon & Schuster, pp.6465.
Digenes Larcio, Vidas e Doutrinas dos Filsofos Ilustres
RUSSELL, BERTRAND (1972). A History of Western Philosophy,
Simon & Schuster.
Cartas do Pseudo-Hipcrates, IV, XXXII, sculo I dC
Seneca, de Ira, ii.10; Aleiam, Varia Histria, iv.20.
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DIELS, Hermann; KRANZ, Walther. Die Fragmente der Vorsokratiker
(em grego e alemo). 9a. ed. Berlin: Weidmannsche
Verlagsbuchhandlung, 1960. vol. I.
GUTHRIE, W.K.C.. History of Greek Philosophy. Volume I. The Earlier
Presocratics and the Pythagoreans (em ingls). Cambridge:
Cambridge University Press, 1962.
KIRK, G.S.; RAVEN, J.S. The Presocratic Philosophers (em ingls).
Cambridge: Cambridge University Press, 1977.
Referencias
Kirk raven(1977) [Link]
Barnes (2005)
Clemente de Alexandria. Vol I.14 64
Diel kranz (1960)
Introduo
Neste trabalho abordar esse problema, a filosofia se distingue da mitologia e da religio por se
enfse em argumentos racionais; por outro lado, diferencia se das pesquisas cientficas por
geralmente no recorrer a procedimentos empricos em suas investigaes.
Entre seus mtodos, esto a argumentao lgica, a anlise conceptual, as experiencias de
pensamento e outros mtodos apropriados
A filosofia da natureza. Este estudo procura fornecer uma explicao sobre o mundo que
permitisse apontar as leis determinantes de todos eventos naturais, incluindo o movimento dos
corpos e as reaces dos elementos qumicos etc.
0.
ndice
Definies da filosofia
Filsofos da Natureza
a) Teles de Mileto
b) Anaximandro de Mileto
c) Anaxmenes de Mileto
d) Anaxgoras de Clazomenas
e) Demcrito
f) Empdocles
g) Herclito
Bibliografia
Referencias
Definies da filosofia
Paul Feinberg, define a filosofia como a analise critica dos conceitos fundamentais da
pesquisa humana, a discusso normativa de como o pensamento e a aco humanos devem
funcionar , e a descrio da natureza da realidade, o que bastante sugestiva e coerente com os
prprios relatos apresentados pelo prprio autor.
Wittgenstein, a filosofia o conceito de famlia permite No nos vincular de maneira
demasiadamente apressada a uma escola Especfica, portanto, tornar-se intolerante frente s
concepes filosficas determinadas, e ver as diversas posies filosficas possveis em sua
relao uma com a outra.
Edmund Husserl diz que a filosofia a cincia universal da fundamentao absoluta. a
filosofia uma cincia, que filosofia trata de qualquer maneira do todo e que ela uma espcie
excelente da fundamentao.
Algo semelhante afirma Hegel, no incio de sua Enciclopdia, e Aristteles, no comeo de sua
Metafsica. Hegel destaca que a filosofia como cincia deve provar o ser e as Determinaes de
seus objectos
Kant diz que a filosofia a cincia dos fins ltimos, portanto, do bem. Aquele todo, ao qual a
filosofia se refere, aqui compreendido praticamente Prtico significa: aquilo pelo qual o
homem se orienta no seu agir. Kant diz: ele se orienta pelo bem, O prtico , portanto, sempre
ainda um momento da cincia da filosofia que tem em vista o todo. Assim, tambm em outros
autores, mas especialmente em Kant e Plato, a referncia ao bem tem prioridade.