Planejamento Centrado na Pessoa: Guia Prático
Planejamento Centrado na Pessoa: Guia Prático
CENTRADA NA PESSOA
PROJETO HORIZONTE
INDICE
CAPITULO 1- OS VALORES E A FILOSOFIA DO DESENVOLVIMENTO
CENTRADO NA PESSOA
O ponto de mudana nos servios de recursos humanos: cinco questes bsicas
como que descrevemos as pessoas?
como que encaramos e planejamos o futuro?
quem que toma as decises? Quem que manda?
em que aspectos da comunidade que acreditamos?
que confiana depositamos nos Servios?
CAPITULO 2- AS TAREFAS E OS INSTRUMENTOS DA PLANIFICAO
CENTRADA NO FUTURO DA PESSOA
Os valores que regem a Planificao Centrada no Futuro da Pessoa
CAPITULO 3- DESCOBERTA DAS CAPACIDADES DAS PESSOAS: O PERFIL
INDIVIDUAL
Esforar-se por conhecer a pessoa
tarefa: desenvolver a descrio das capacidades
orientando uma sesso sobre o Perfil Individual
planificando um Processo de Perfil Individual eficaz
CAPITULO 4- DESENVOLVENDO UMA VISO DE FUTURO
Comparando imagens do futuro categorias, prioridades e esquemas temporais
Instrumento: a reunio de planificao do Futuro da Pessoa
CAPITULO 5-O APOIO S PESSOAS AO LONGO DO TEMPO
A equipe interdisciplinar desempenha papis fundamentais
Explorando o papel do facilitador
tarefa: reunies de acompanhamento e reestruturao
CAPITULO 6- MUDANAS NAS ORGANIZAES
Instrumento: preparando uma plataforma para mudana
orientaes para um debate com as agncias
APNDICE
Exemplo de um Perfil Individual
PROJETO HORIZONTE
RESUMO
Este manual foi elaborado para dar aos seus leitores uma compreenso bsica acerca
dos valores e dos mtodos que um processo de planificao baseado no futuro da pessoa
representa.
A planificao baseada no futuro da pessoa um instrumento que ajuda outras pessoas
a implementar um conjunto emergente de convices e valores que damos pelo nome de
ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA.
As prticas de trabalho centradas na pessoa esto em contraste com as convices
dominantes e as prticas no campo da deficincia conhecidas por CENTRADAS NO
SISTEMA.
Estas prticas e convices, que esto em mtuo contraste, so passadas em revista no
Captulo 1, "Os valores a filosofia do desenvolvimento centrado na pessoa".
A Planificao do Futuro da Pessoa uma abordagem usada pelas pessoas que fazem
programao e que se servem de mtodos centrados na pessoa. "As tarefas e os instrumentos
para uma planificao centrada na pessoa" so descritos no Captulo 2.
Uma planificao centrada na pessoa encoraja-nos a assumir a orientao da vida das
pessoas, aprendendo a identificar os seus interesses, talentos e desejos. Todos os dias chegamnos notcias de que as pessoas, no seu quotidiano, exprimem as suas preferncias individuais,
desafiando-nos a distinguir, atravs dos rtulos, deficincias e necessidades que to
freqentemente usamos para as definir, a descobrir e a explorar os seus interesses e talentos.
No Captulo 3, " descoberta das capacidades das pessoas", descreve-se o esforo
necessrio para ficarmos realmente a conhecer as pessoas e mostra-se como se elabora um
registro das suas vidas baseando-nos nas suas capacidades.
medida que aprendemos a olhar para as pessoas de um modo diferente e comeamos
a imaginar o que a vida atravs dos seus olhos e das suas experincias, podemos ento
comear a sonhar com uma vida para as pessoas, onde elas possam expressar os seus talentos
e interesses.
No Captulo 4, descreve-se o processo de "desenvolvimento de uma viso de futuro",
apresentando-se um desenho dos valores e dos processos que orientam o desenvolvimento de
um sonho.
Uma abordagem para o desenvolvimento centrado na pessoa desafia-nos a construir uma rede
de apoio pessoal constituda por pessoas empenhadas que trabalham na implementao dos
ideais.
Um dos grandes desafios que se nos levanta quando implementamos uma viso
pessoal a criao e o acompanhamento de um grupo de apoio ao longo do tempo. No
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Captulo 5, "O apoio s pessoas ao longo do tempo", fornece-se sugestes para o
PROJETO HORIZONTE
PROJETO HORIZONTE
CAPTULO 1
OS VALORES E A FILOSOFIA DO DESENVOLVIMENTO CENTRADO NA
PESSOA
Vivemos um tempo de desafio para os profissionais que como ns trabalham em locais
onde se prestam servios de recursos humanos a pessoas com deficincias. Estamos
aprendendo mais coisas sobre a capacidade de ouvir as pessoas com deficincia e a adaptar os
nossos servios para o apoio a estilos de vida vlidos para cada pessoa, processo este a que
chamamos desenvolvimento BASEADO NA PESSOA.
Contudo, muitos de ns trabalhamos em locais que prestam servios de recursos
humanos que se encontram organizados segundo uma filosofia CENTRADA NO SISTEMA,
em vez de estar centrada na pessoa.
Atualmente, medida que formos abandonando a prtica e o pensamento subjacentes
a uma abordagem centrada no sistema, vamos ter que enfrentar um ponto de mudana nos
servios de recursos humanos. Aprendemos, igualmente, novas formas de pensamento e
prticas que se concentram na construo de uma vida em comunidade para todas as pessoas.
Neste captulo apresenta-se uma sntese dos valores ligados ao desenvolvimento
centrado na pessoa em contraste com os princpios e prticas do desenvolvimento centrado no
sistema. A Planificao do Futuro da Pessoa aqui descrita como um instrumento que pode
auxiliar as pessoas a implementarem os ideais do desenvolvimento centrado na pessoa.
A Planificao do Futuro da Pessoa encarada tanto como um instrumento de
programao como uma forma diferente de olhar e pensar sobre as pessoas com deficincia.
Esta nova forma de encarar tal problemtica vivamente ilustrada pela narrao da
histria do Sr. Tom Miller que pe em contraste a abordagem centrada no sistema com a
abordagem alternativa centrada na pessoa.
Porque que o desenvolvimento centrado na pessoa to importante? As experincias
que as pessoas com deficincia tm em comum revelam que elas sofrem de rejeio,
isolamento, pobreza e discriminao em resultado das suas diferenas.
Freqentemente, as prticas da abordagem centrada no sistema reforam estas
experincias desagradveis, pois fazem crescer a estigmatizao e a segregao bem como so
responsveis pelas grandes distncias a que as pessoas com deficincia se encontram das suas
comunidades locais.
A abordagem centrada na pessoa procura inverter estas dolorosas realidades,
esforando-se por apoiar a contribuio que cada pessoa pode dar na vida da sua comunidade
local.
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PROJETO HORIZONTE
CENTRADO NO SISTEMA
Ateno aos dons e as capacidades,
sonho e desejos
Adaptar e Modificar
os servios
Deficincias
Servios
Deficientes
CENTRADO
NO SISTEMA
Programas
Diferenciados
Recusa a
Comunidade
2
Controle
Profissional
Apoiar as tomadas de
decises pessoais e
comunitrias
Construir relaes
comunitrias e de aceitao
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esperto.
No tem comportamentos agressivos para outras pessoas.
Consegue entreter-se sozinho.
Gosta de agradar s outras pessoas.
Gosta de msica, de sentir as vibraes e de sentir as colunas de som.
Gosta de nadar e de estar dentro de gua.
Gosta de ir fazer compras, experimentar roupa e de ir mercearia.
Gosta de jogos de vdeo.
Os carros fascinam-no, comeou a fazer um quando tinha seis anos.
Tem muito jeito para coisas mecnicas. Descobriu como que funciona a mquina de
lavar roupa que abre pela parte de cima! Consegue fazer com que a imagem da TV fique
desregulada para logo em seguida estabiliza-la.
Gosta de andar de automvel e dos limpadores de pra-brisas.
Gosta de sair na rua para ir igreja, a restaurantes, passear pelos jardins, ir aos centros
comerciais, fazer equitao e nadar.
Gosta de desenhar, de quebra-cabeas, de marcadores e do seu livro de comunicao.
importante para ele estar com a sua famlia.
Ele sabe quando que as pessoas no gostam dele, quando o esto a rejeitar.
MANEIRAS QUE O SR. MILLER SE SERVE PARA QUE AS PESSOAS O ACEITEM
Tem um longo passado de comportamentos auto-agressivos.
surdo e cego e tem dificuldades de comunicao com os outros.
um jovem bastante forte e as pessoas assustam-se devido ao seu porte e figura
estranha.
Tem sido muito incomodado e sente-se frustrado.
Fica frustrado quando as pessoas no fazem um esforo para comunicar com ele.
Ele no gosta de certas atividades tais como pedalar na bicicleta de manuteno.
COMO QUE ENCARAMOS E PLANEJAMOS O FUTURO?
A mudana para uma abordagem centrada na pessoa desafia-nos a descobrir e a
inventar um sonho para cada pessoa; a termos a arte de criar um modo de vida que
proporcione uma maior participao das pessoas na vida da comunidade bem como o
sentimento de que elas a ela pertencem.
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coordenao fsicas.
Medicao psicotrpica.
Um programa de gesto de comportamentos para reduzir os comportamentos de autoagresso, de destruio de bens e de agressividade em relao aos outros.
Controle dos comportamentos de auto-agresso inadequados, mantendo a prescrio
anterior de Navane e Cogentin. Deve fazer um exame mdico e todos os 60 dias a avaliao
da medicao.
Emprego protegido no qual possa familiarizar-se facilmente com tarefas tais como as
ligadas montagem.
No pode viver na sua comunidade local devido aos comportamentos.
Necessita de um ambiente estvel e previsvel. Atualmente, parece que este requisito
pode ser satisfeito com maior propriedade em instalaes prprias para estes casos.
Necessita de superviso diria contratada, os recursos mdicos devem estar sempre
disponveis.
Necessita de servios integrados e aumentativos para os deficientes auditivos e
visuais, prestados por pessoal habilitado, apoio emocional estruturado, acompanhamento
(follow-up) psicolgico, monitorizao mdica, envolvimento e proximidade familiar, treino
de orientao vocacional, atividades da vida diria estruturadas e treino de desempenho de
capacidades domsticas.
PROJETO HORIZONTE
UM FUTURO DE CAPACIDADES
UMA VISO POSITIVA SOBRE O FUTURO DO SR. MILLER
MAIS IMAGENS SOBRE O FUTURO DE TOM MILLER
VIDA NA COMUNIDADE
ESCOLA
AMIGOS
Escola Secundria prxima a
casa da famlia.
Estar com crianas da mesma
idade e tamanho.
Treinar, fazer ginstica e
nadar.
Participar na equipe de
futebol e basquete.
Fazer amizade com outros
alunos
Um dia completo
Caminhar
Nadar
Andar a cavalo
Bowlling
Ir as compras
Ir ao Centro Comercial
EXPLORAO ARTSTICA
BOA EDUCAO
Aprendizagem de:
EXPLORAO VOCACIONAL
Tarefas domsticas
Computao
Atividades de tempo livre
Atividades vocacionais
Interprete indivdual
Consistncia
Ativo, sem aborrecimento
CASA
Habilidades domsticas
Cozinhar
Lavar
Compras para almoo
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EXPERINCIAS
VOCACIONAIS
Computadores
Muito Estimulante
Juntar coisas
Instalar parabrisas
Armar alarmes e detectores de fumaa
Lavar Carros
Servios eletrnicos. Ex: TV
TOM
ESCOLA
Capacitao e
Experincia Vocacional
COMUNIDADE
E
RELAES
Fazer amigos
Participar na equipe de
atletismo
Participao ativa dos
familiares
Ir aos bailes e/ou numa
organizao da
comunidade
Habilidade de relao
Arriscar-se a recusa
Escola Secundria
Escola Secundria
Escola Secundria
Comunicao Constante
Interpretao um a um
Consistente mas no chateado
Estar com crianas de sua mesma idade
e altura
Uma transio planejada
Gente que Tom conhece
Treinamento de Orientao e
Mobilidade
Ampliar compreenso de seus mtodos
de comunicao
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Tcnico de Psicomotricidade
Enfermeira
Terapeuta de recreao
Nutricionista registrado
Farmacutico
Terapeuta Ocupacional
Assistente social
Mdico
Examinador EducacionalComunidade
Rob
Bettye
Charise
Derron
Damon
Mary Ann
Professora
Escola
Famlia
Loretta
Anita
Igreja
Iona Professora
Dan Pastor
Tia e Tio
Jan Pe (Olimpiadas)
Outros
Estudantes
Irmo
Pai
Tom
Me
Carlos
Dr. Kolby Kard
Espec. em Viso
Cindy
DMR
Provedores
de servios
Dr Lester
Dentista K. Hunter
SCS
Virginia
DUR
Vov e Vov
Brenda
Pat
Primos
Drs, Infermeitos e
Assistente Social
Residncia
KF / MR
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MUDAR PARA A ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA ENCORAJA A
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a importncia das suas receitas ao mesmo tempo em que aumentam as despesas com os
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CAPTULO 2
AS TAREFAS E OS INSTRUMENTOS DA PLANIFICAO CENTRADA NA PESSOA
A planificao centrada no futuro da pessoa um processo contnuo de mudana no
qual procuramos pr de lado os mtodos da abordagem centrada no sistema e implementar
prticas centradas na pessoa.
Neste captulo encontra-se um resumo das seis tarefas e dos respectivos instrumentos
da planificao centrada no futuro de cada pessoa.
MUDANDO A MANEIRA COMO OLHAMOS PARA AS PESSOAS
A histria sobre Tom Miller narrada no captulo 1 recorda-nos que o modo como a
abordagem centrada no sistema encara as pessoas pode introduzir graves distores no modo
com ns compreendemos as pessoas.
O processo tradicional de avaliao e rotulao acaba por desmembrar as pessoas ao
dividir o que fundamentalmente um todo na sua natureza humana em diferentes categorias
clnicas que necessitam tratamento.
Quanto mais indefesas se encontram as pessoas neste ritual que valoriza e reala os
aspectos da deficincia, mais provvel ser que elas se tornem objetos do sistema.
As pessoas sofrem bastante do ponto de vista psquico e inclusivamente do ponto de
vista fsico em resultado das afrontas que tm de suportar face aos sistemas impessoais.
A abordagem centrada na pessoa pede-nos que no nos esqueamos que as pessoas so
seres humanos totais com corao, alma, esprito, potenciais e realidades quotidianas que tm
de ser apoiadas e encorajadas.
Neste processo em que procuramos no nos esquecer desses fatos, tentamos no
apenas restaurar os potenciais das pessoas com deficincias mas tambm regenerar a
capacidade das nossas comunidades em dar respostas s pessoas que parecem diferentes, em
vez de as rejeitar.
Neste processo, podemos tambm reclamar o nosso poder como pessoas para dar
respostas individualizadas em vez das exigncias e determinaes dos sistemas, quantas e
quantas vezes sem o mnimo significado.
O processo baseado no futuro de cada pessoa d-nos uma hiptese de pr as coisas
como deviam ser; a maneira como compreendemos o que so pessoas, a nossa esperana na
comunidade, e a nossa autoridade interior e capacidade de resposta.
O processo de planificao baseado nos futuros das pessoas prope uma srie de
tarefas e sugere um conjunto de instrumentos que nos ajuda a iniciar esse processo com as
pessoas, de forma a revelar as suas capacidades, a descobrir oportunidades na comunidade
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local e a inventar respostas dadas por um novo servio que efetivamente sirva as pessoas em
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Ferramenta
Ferramenta
PERFIL PESSOAL
1. Conhecer as Pessoas
MAPA DE
RELAO
Ferramenta
6. Desenvolver sistemas de
apoio construtivo.
5. Explorar a Comunidade
Ferramenta
Ferramenta
PLATAFORMA PARA
MUDANAS
MAPA DA COMUNIDADE
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AS CINCO REALIZAES FORNECEM ORIENTAES AO DESENVOLVIMENTO
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ABANDONANDO UM
...PARA EXPERINCIAS DE
PASSADO CARACTERIZADO
POR...
isolamento, excluso, separao
PRESENA NA COMUNIDADE:
como que podemos aumentar a
presena de uma pessoa na vida da
sua comunidade local?
PARTICIPAO NA
margem, ignorada
COMUNIDADE:
como que podemos expandir e
aprofundar as amizades das
pessoas?
DIGNIDADE:
reputao
PROJETO HORIZONTE
afirmao limitada, restries, falta
PROMOO DE OPES:
de representao, ausncia de
poder
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APOIO PARTICIPAO
ATIVA:
recursos
ESTAS EXPERINCIAS
ESTAS EXPERINCIAS
CONDUZEM
PODERO LEVAR A
FREQENTEMENTE A
PROCESSOS DE
FACASSOS PESSOAIS, A
DESENVOLVIMENTO DAS
VIDAS DESPERDIADAS, DE
PROBLEMAS FSICOS OU
PSICOLGICOS.
CAPTULO 3
DESCOBERTA DAS CAPACIDADES
Quando, no quadro de uma abordagem centrada na pessoa, planejamos a vida das
pessoas, passamos por um fase de aprendizagem em que no primeiro desafio temos que
desenvolver uma viso de competncia das pessoas.
Um ponto de vista que privilegie as competncias no ignora, contudo, nem to pouco
nega as reais limitaes com que as pessoas tm de contar quando enfrentam o quotidiano.
Uma viso assente nas competncias das pessoas obriga-nos a olhar para o seu
passado, para as mensagens crticas que as rodeiam sob a forma de rtulos, prognsticos
negativos e esteretipos, de forma a que possamos ver a pessoa no seu todo, uma pessoa cheia
de talentos, potenciais, sonhos e com uma vida para viver.
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O facilitador de um Plano Baseado no Futuro Pessoal deve realizar duas tarefas que
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UM INSTRUMENTO TIL: O MAPA DE RELAES SOCIAIS
MAPA DE RELAES
AMIGOS
FAMLIA
PROFISSIONAIS
REMUNERADOS
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-pessoal que no passado prestava servios pagos e que pode voltar a envolver-se numa relao
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pessoal, no paga.
-pessoas que tornam as coisas ainda piores.
-pessoas que sabem muitas coisas sobre outras pessoas
-pessoas que compreendem muito bem a comunidade local.
-pessoas que se situam volta da rede de relaes da pessoa e que desejem reforar o seu
envolvimento.
-pessoas que partilham interesses comuns, que tm interesses especficos e ligaes com esses
interesses.
-pessoas deficientes amigas, que querem encontrar-se para namorar, que querem ser colegas
de quarto, que querem viajar e partilhar experincias.
TAREFA: DESENVOLVER UMA DESCRIO DE CAPACIDADES
O facilitador de um processo de planificao baseado no futuro pessoal deve desenhar
uma abordagem que procure conhecer a pessoa em questo, e elaborar uma descrio da sua
vida e dos seus sonhos.
so as bases para a
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PROJETO HORIZONTE
UM QUADRO PARA INVESTIGAO: O PERFIL INDIVIDUAL
MAPA DE RELAES
Amigos
MAPA DE LUGARES
HISTRIA
Famlia
Nascimento
Vida na comunidade
Local de Servio
Profissionais
Remunerado
s
Atualidade
PREFERENCIAS PESSOAIS
Que gosta
Que no gosta
Sonhos e Desejos
MAPA DE ESCOLHAS
Efetuadas por
ele mesmo.
Efetuadas com
outros.
Temores
MAPA DE SADE
MAPA DE RESPEITO
Caracteristicas Caractersticas
positivas.
que conduzem
a recusa.
COMUNICAO
ROTINA DIRIA
Que
funciona
Que no
funciona
07:30 07:45
07:45 08:00
Etc..
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Contudo, se der o caso de o formato destas reunies e de os instrumentos usados
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MAPA DE PREFERNCIAS
DESCREVE AS PREFERNCIAS PESSOAIS, OS TALENTOS E OS INTERESSES,
ASSIM COMO AS SITUAES QUE SE DEVEM EVITAR
Ajuda a revelar os modelos pessoais em termos de talento, potencial e contribuies
prprias. Descreve padres de situaes que colocam desafios ao desenvolvimento.
MAPA DOS SONHOS: ESPERANAS E RECEIOS
DESCREVE AS IDIAS SOBRE OS SONHOS PESSOAIS E DOS DESEJOS PARA O
FUTURO. DESCREVE COMO QUE AS PESSOAS SENTEM AS OPORTUNIDADES E
OS OBSTCULOS QUE VEM NO SEU CAMINHO QUANDO SE EMPENHAM
ATIVAMENTE PARA QUE AS COISAS ACONTEAM.
Ajuda a compreender as imagens interiores relacionadas com os desejos, e as
esperanas e os receios sobre o futuro, vistas atravs dos olhos da pessoa com deficincia.
MAPAS OPCIONAIS A USAR NO PROCESSO DO PERFIL INDIVIDUAL
MAPA DE ESCOLHAS
DESCREVE AS DECISES FEITAS PELA PESSOA E AS DECISES FEITAS POR
OUTRAS PESSOAS
Ajuda a revelar qual o nvel de controle sobre as decises tomadas em relao sua
vida pela pessoa com deficincia e o qual o nvel dessas decises quando tomadas por outras
pessoas. Ajuda a clarificar as necessidades de apoio pessoal.
MAPA DE SADE
DESCREVE AS CONDIES QUE PROMOVEM OU AMEAAM A SADE DA
PESSOA
Ajuda a revelar as reais limitaes e constrangimentos impostos por problemas de
sade, medicamentos, terapias e outras condies e rotinas que assegurem ou ameacem a
sade.
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MAPA DE DIGNIDADE
DESCREVE AS CARACTERSTICAS PESSOAIS QUE PODEM CRIAR OBSTCULOS
ACEITAO PELA COMUNIDADE ASSIM COMO RECORDA AS QUALIDADES
QUE ASSEGURAM CONTRIBUIES VIDA SOCIAL
Ajuda a revelar as caractersticas pessoais, comportamentos e papeis sociais que
podem conduzir rejeio pelas outras pessoas assim como as qualidades positivas que
podem ser reforadas nas relaes pessoais.
OUTROS MAPAS OPCIONAIS
Outros mapas podem ser criados pelo facilitador de forma a faz-los compreender a
vida tal como experienciada atravs dos olhos da pessoa com deficincia. Por exemplo, em
relao s pessoas que apresentam deficincias visuais e auditivas, importante compreender
os mtodos e os canais que usam para comunicar. Neste captulo, sublinhamos alguns mapas
opcionais que se centram no aspecto da comunicao.
PLANIFICANDO UM PROCESSO DE PERFIL INDIVIDUAL EFICAZ
TAREFA: ESFORCEMO-NOS POR CONHECER AS PESSOAS
-Que conhecimento que, presentemente, temos da pessoa em causa neste processo?
-Como que devemos proceder para conhecermos melhor essa pessoa?
-Como que devemos proceder para conhecermos as importantes relaes sociais que a
pessoa mantem?
1. Qual a melhor maneira de completar o mapa de relaes sociais?
2. Como que a pessoa com deficincia pode contribuir para esse efeito
(preenchimento do mapa de relaes)?
3. Como que podemos obter informaes sobre a pessoa deficiente atravs das
pessoas que a conhecem bem?
4. Que podemos fazer para que essas pessoas se envolvam no processo de
planificao?
-Se a pessoa deficiente tiver poucas relaes no campo pessoal e/ou com pessoas que lhe
prestem cuidados, como que vamos intervir no sentido de darmos o nosso apoio criao
e/ou aprofundamento do potencial dessas relaes?
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PROJETO HORIZONTE
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CARACTERSTICAS DA
CARACTERSTICAS DE UM
PLANIFICAO DE
PROGRAMAS TRADICIONAIS
CENTRA A ATENO EM
CONTEMPLA EXEMPLOS
ESPECIFICAMENTE
CONCRETOS E ESPECFICOS
COMPORTAMENTOS
DE ATIVIDADES POSITIVAS,
NEGATIVOS DA PESSOA
EXPERINCIAS E SITUAES
DEFICIENTE,PRETENDENDO
ALTER-LOS OU DIMINUIR A
APLIAR.
FREQUNCIA DE
PROJETO HORIZONTE
OCORRNCIA
A PLANIFICAO
AS IDIAS E AS
CONTEMPLA CATEGORIAS
POSSIBILIDADES REFLETEM
PROGRAMTICAS E OPES
AMBIENTES E LOCAIS DA
COMUNIDADE ESPECFICA E
FREQENTEMENTE PARA
PAPEIS VALORIZVEIS
AMBIENTES SEGREGADOS
DENTRO DESSES
AMBIENTES.
PARECER INATINGVEIS,
ALCANAR REFLETEM
IRREALISTICAS E
REALIZAES DE EFICINCIA
IMPRATICVEIS E SERO
POTENCIALMENTE MENOR,
NECESSRIAS GRANDES
CUMPRIDAS EM PROGRAMAS
J EXISTENTES QUE NO
CATEGORIAS DE
FINANCIAMENTO, OPES
DE SERVIO, COMO QUE
AS PESSOAS E OS
FUNCIONRIOS GASTAM O
SEU TEMPO, PARTILHA NA
TOMADA DE DECISES,
ONDE QUE AS PESSOAS
VIVEM E TRABALHAM, ETC.
ESTAS PLANIFICAES
ESTAS PLANIFICAES
PARECEM SEMPRE
REFLETEM REALMENTE OS
ASSEMELHAR-SE S
INTERESSES NICOS, OS
PLANIFICAES E IDIAS
TALENTOS E AS
DESENHADAS PARA
QUALIDADES DA PESSOA E
QUAISQUER OUTRAS
AS CARACTERSTICAS
PESSOAS
NICAS, OS AMBIENTES E A
VIDA DA COMUNIDADE
LOCAL.
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PROJETO HORIZONTE
ESTAS PLANIFICAES NO
MENCIONARO SEQUER,
PROVAVELMENTE, RELAES
CENTRAM OS NOSSOS
PESSOAIS OU A VIDA DA
OBJETIVOS NO
COMUNIDADE DA PESSOA
DESENVOLVIMENTO E NO
COM DEFICINCIA
APROFUNDAMENTO DAS
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RELAES PESSOAIS E DA
VIDA EM COMUNIDADE DA
PESSOA COM DEFICINCIA.
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Jane desenvolver desempenhos de comportamentos socialmente mais aceitveis
PROJETO HORIZONTE
TRABALHO
Trabalho Remunerado
CASA
Guardar telas
Trabalho em uma biblioteca
(guardando livros e recolocando os
no lugar e pegando a ficha).
Trabalho em oficina.
Autonomia na casa
JANE
Ir + Fazer
Locais Comerciais
4 anos a partir
de agora
Ser a
Anfitri
Diverso
Festas
Bailes
Responsvel
Amigos
Compras
Pessoas de sua
idade sem
deficincia
PROJETO HORIZONTE
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PROJETO HORIZONTE
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ETC.
frequente que uma destas categorias seja considerada prioritria para o processo de
desenvolvimento. Por exemplo, a planificao de Jane reflete uma valorizao dos aspectos
laborais e a transio para o emprego, enquanto a planificao de Lila reflete valores mais
ligados vida domstica, pois a alternativa que se coloca face experincia de internato que
tem sido a sua nica opo de residncia.
Para todas as pessoas, as prioridades mudam com o tempo, pelo que contamos que
tambm as prioridades de uma planificao dos futuros mudem.
FINALMENTE, os prazos temporais de cada uma das planificaes dos futuros
tambm variam de dois meses a cinco ou mais anos. Eu prefiro trabalhar com uma prioridade
que possa levar vrios anos at ser satisfeita e com uma outra que precise apenas de alguns
meses.
O equilbrio entre prioridades de longo e curto prazo uma situao que ajuda ao
funcionamento do grupo de trabalho quando este tem que implementar um ideal que leva
muitos anos at ser concretizado.
Ao mesmo tempo que apostamos nesses dois tipos de prioridades, continuamos a
trabalhar em mudanas a nvel imediato de modo a que a pessoa deficiente sinta desde logo
diferenas na sua qualidade de vida.
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PROJETO HORIZONTE
UM FUTURO POSITIVO PARA LILA
LAR
Um lugar onde Lila pode relaxar e ter a liberdade de mover-se por ela mesma !
Um quintal com:
Pessoa que:
AMBIENTE
Intimo, confortavel
Com boa comida que Lila poa alcanar
Com uma cama de gua com alarme por vibraes
Conhea sinais
Sejam flexisiveis
Seja comprometido
Seja ativo, nade, caminhe, patine
TRABALHO
Oportunidade para mover-se e caminhar
Mais variedades
Lugares como:
Lavanderia
3mts
quadrados
Empacotamento
Hospita
Argila
Bateria
Pintura
Passeios :
Zoolgico
Jardins de
Flores
Lugares na
comunidade
Escolha da
sua rotina
Centro comercial
Academia
Pista de patinao
Limpar com
aspirador
Concertos
Shopping
Amigos
Gente de sua idade
Lavanderia
Tirar o p
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apenas o princpio do processo de mudana. Na realidade, a viagem comea quando um
PROJETO HORIZONTE
pequeno grupo de pessoas concorda em trabalhar durante o tempo necessrio para que as
idias discutidas na reunio sobre a viso do futuro possam vir a concretizar-se.
No prximo captulo, discutiremos a tarefa mais difcil de todas: o desenvolvimento
do compromisso para com a pessoa deficiente e a implementao do plano.
ETAPAS DA REUNIO DE PLANIFICAO DO FUTURO
CAPTULO 5
O APOIO S PESSOAS AO LONGO DO TEMPO
A partir do momento em que fica desenhado um futuro positivo, a pessoa deficiente, o
facilitador e o grupo de planificao encaram ento a tarefa mais dura de todas:
desenvolverem os compromissos assumidos com a pessoa deficiente e trabalharem na
implementao do Plano.
sempre fascinante partir para a descoberta de capacidades; alm disso, a criao de
um futuro positivo algo de excitante. A implementao recompensada com os benefcios a
longo prazo mas o processo de resoluo de problemas ao longo do tempo em que se procede
ao acompanhamento da pessoa trabalho puro e duro. E no h forma de o evitar.
Podemos agora perceber que o processo de implementao mais leve quando os
membros do grupo querem ver-se envolvidos nesta tarefa, quando se preocupam com a pessoa
deficiente, quando esto empenhados no processo e quando cada um deles sente que o
trabalho lhe d tanto ou mais prazer do que frustrao.
O facilitador joga aqui um papel fundamental na forma como modela a composio do
grupo e alimenta a participao das pessoas ao longo do processo.
O facilitador deve estar constantemente procura de um grupo cuja composio possa
proporcionar tanto apoio emocional como instrumental pessoa com deficincia. Neste
captulo, destacamos um grupo ideal para a planificao centrada na pessoa sabendo que
muitos grupos ficam a pouca distncia deste ideal.
O nosso propsito ao inventar um grupo exemplar dar a perceber as coisas com que
temos de trabalhar e onde que necessitamos de desenvolver capacidades adicionais no seio
do grupo.
O facilitador deve igualmente dispr de muita iniciativa para renovar o trabalho do
grupo durante todo o tempo em que ele est em funcionamento. Neste captulo, destacamos
tambm um formato para as reunies de acompanhamento e idias para alimentar
PROJETO HORIZONTE
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47
PROJETO HORIZONTE
UM PERFIL DO GRUPO IDEAL
Facilitador
Mentor/Benfeitor
Motivadores
Aliado Administrativo
Assistente Pessoal
Professor
Pessoas da Comunidade
Organizador de Casa
Equipe de Apoio
(famlia, amigos, ajudantes)
Conselheiro Espiritual
(Pessoa de F)
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4. Ser que o grupo de planificao inclui pelo menos uma pessoa que possa funcionar
PROJETO HORIZONTE
como facilitador? Um facilitador deve tomar a liderana nos seguintes aspectos: registar por
escrito as idias, recordar os objetivos do trabalho e apoiar os outros para que se mantenham
empenhados. Se no surgir ningum para assumir o papel de facilitador, ser que voc se
sente capaz de ficar com essa funo, at que dentro do grupo aparea algum com esse
perfil?
5. Ser que o grupo de planificao inclui pelo menos uma pessoa bem relacionada
com a comunidade local? Se no, poder voc encontrar algum que possa ajudar a fazer a
ligao do grupo comunidade local?
6. Ter o grupo, a pessoa deficiente ou a sua famlia alguma relao com outras
pessoas que enfrentam problemas semelhantes e/ou estejam envolvidas num processo
idntico? Se no, conseguir voc p-las em ligao com outros grupos ou pessoas de modo a
que se constitua assim um recurso para efeitos de renovao e apoio?
7. Estar pelo menos uma agncia empenhada na mudana organizacional em
resultado do que se aprendeu com este processo? Ser que essa agncia d o seu apoio ao
tempo e aos compromissos exigidos por essa mudana aos seus funcionrios? Se no, poder
voc elucidar e interessar uma dessas agncias para que pelo menos d ateno aos resultados
e s implicaes do processo de planificao?
8. Ser que existem os meios exigidos para apoiar flexvel e individualizadamente a
implementao de uma planificao pessoal? Se no, conseguir voc identificar ou criar este
tipo de apoio numa estrutura do sistema, gnero programa piloto, ou fazer a angariao de
fundos ou de outras formas de apoio na comunidade local?
TAREFA: REUNIES DE ACOMPANHAMENTO E REESTRUTURAO
As reunies de acompanhamento ajudam os grupos de planificao a aprender com o
processo de implementao. A ordem de trabalhos mais eficaz para as reunies de
acompanhamento dever incluir no primeiro ponto uma crtica das aes que foram
planejados como metas desde a reunio anterior, tanto as que foram bem sucedidas com as
que no o foram. Este processo de crtica dever ser obviamente apoiado.
Uma estratgia importante para a reestruturao do trabalho embora relativamente
simples a de proceder de modo regular reviso crtica das aes positivas e dos resultados
obtidos.
A seguir a esta reviso crtica, o grupo, numa sesso de brainstorm, pensa em novas
estratgias de aco. O facilitador encerra esta reunio marcando uma data e uma hora para a
PROJETO HORIZONTE
49
prxima reunio.
As reunies de acompanhamento proporcionam aos membros do grupo repetidas
ocasies para solucionarem os problemas ao longo do tempo.
Para que haja uma melhor qualidade de apoio reestruturao das aes e
compromissos do grupo, o formato das reunies poder ser varivel. Cada grupo de
planificao diferente e cada grupo precisa de uma estratgia de acompanhamento que se
enquadre com a sua energia, empenhamento e estadio de desenvolvimento.
A maior parte dos grupos de planificao acabam tambm por chegar a uma
determinada altura sem energias e sem novas idias, pelo que precisam de ser encorajados e
reestruturados. Por essa razo, juntamos nas pginas seguintes uma lista de vrias estratgias
de acompanhamento e reestruturao dos grupos de planificao.
Os facilitadores necessitam de se recordar constantemente de que a manuteno do
empenhamento de um grupo de pessoas ao longo de um certo perodo de tempo um dos
requisitos que apresenta maiores desafios ao processo de planificao dos futuros
pessoais.
No se deve subestimar a dureza de um trabalho que requer juntar pessoas uma vez,
outra vez e mais outra ainda durante um certo perodo de tempo para resolverem problemas.
Devemos reconhecer que uma das mais importantes responsabilidades de um
facilitador que desempenhe eficientemente o seu papel tem a ver com as pessoas que decide
convidar para o grupo. A razo dessa importncia reside no trabalho necessariamente coletivo
que essas pessoas iro realizar e no objetivo que, de uma forma construtiva, procuraro
concretizar: uma viso positiva para o futuro da pessoa deficiente.
DESENHO DE UMA ESTRATGIA DE ACOMPANHAMENTO
Desde o ponto de partida do processo de planificao, o facilitador procura encontrar
pessoas que concordem reunir-se regularmente, a fim de resolverem problemas.
O mtodo de acompanhamento destas pessoas pode variar de grupo para grupo, desde
que de alguma forma a continuidade e o compromisso para com o processo estejam
assegurados na planificao.
O facilitador deve ter em considerao as seguintes questes, quando desenha um
esquema para o processo de acompanhamento:
1. Qual o melhor mtodo de acompanhamento deste grupo?
2. Com que frequncia que as pessoas se devem reunir para se deixarem embalar no
processo de transformao?
50
3. Com que frequncia que o facilitador se deve reunir individualmente com a pessoa
PROJETO HORIZONTE
PROJETO HORIZONTE
51
Esta parede no mais que um dos aspectos de pura burocracia sustentada pelo peso
da estandardizao, rigidez, complexidade ou ignorncia.
Quando chega esse momento em que batemos com a cabea na parede que acordamos
e samos do sonho que era pertencer a um grupo de apoio informal ou da comunidade.
Passamos ento a confrontar-nos com as realidades dos sistemas, complexos e ineficazes.
Fomos sempre muito cautelosos quando tivemos que defender solues burocrticas
para os problemas que as pessoas enfrentavam. Fizemos sempre o possvel por encontrar os
apoios indispensveis em grupos de pessoas ou na comunidade. Uma vez completamente
explorados os apoios informais, virmos a nossa ateno para os servios de recursos
humanos a fim de encontrar a alguma ajuda.
Sempre fomos cticos quanto capacidade desses servios de proporcionar os apoios
52
construtivos que eram necessrios. Quando demos ouvidos s pessoas e as deixmos falar
PROJETO HORIZONTE
livremente, escutmos relatos trgicos sobre a insensibilidade dos sistemas praticados nesses
servios de recursos humanos.
As pessoas viviam com raiva e tristeza depois de tantos desapontamentos e frustraes
e de serem confundidas e desfeitas com as promessas no cumpridas por esses servios.
As pessoas tm muito para falar sobre as frustraes e isso que podemos ler num
documento da Comunidade chamado "Mudana Imperfeita".
Quando Jonh McKnight fez a crtica das consequncias do funcionamento dos
servios de recursos humanos, que no seu entender eram potencialmente perigosas, estava a
dar voz aos nossos sentimentos e medos coletivos em relao a esses servios.
Jonh bastante claro quando descreve o padro habitual dos prejuzos causados s
pessoas pela debilidade das solues desenhadas pelos servios de recursos humanos, mesmo
que tenham pensado nelas com as melhores intenes.
Inclumos neste nosso texto um excerto do seu informe "Do no harm: a policymaker's
guide to evaluating human services and their alternatives" ("No magoem as pessoas: um
guia de orientao poltica para a avaliao dos servios de recursos humanos e suas
alternativas"). Fazemo ento um resumo com bastante clareza os aspectos negativos dos
servios de recursos humanos e os prejuzos que acarretam s pessoas; por fim, o relatrio
avana trs alternativas possveis a esses sistemas.
A anlise de McKnight no s esclarece com maior propriedade a dor sentida pelas
pessoas como tambm proporciona um guia bastante til para a elaborao de respostas
alternativas aos servios de recursos humanos. O que se pretende que estes servios, em vez
de magoarem as pessoas, lhes dem o apoio que necessitam.
Este captulo inclui uma estratgia para a preparao de uma plataforma para a
mudana, linhas de orientao para um recolhimento eficaz de dados e de atividades de troca
mtua; inserimos igualmente as linhas de orientao do desenvolvimento de polticas, da
autoria de John McKnight.
Este captulo inclui ainda uma estratgia que visa dar feedback s agncias, baseada
nas questes de organizao que se encontram clarificadas no Processo de Planificao dos
Futuros Pessoais.
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EXCERTOS DE UM GUIA DE ORIENTAO POLTICA PARA A AVALIAO DOS
PROJETO HORIZONTE
54
"EXISTIR UM TIPO DIFERENTE DE ABORDAGEM QUE NO RECORRA A UM
PROJETO HORIZONTE
55
PROJETO HORIZONTE
deficincia.
3. Recolhimento e clarificao de dados
Descreva o que est em falta de uma forma concisa e o que que ser melhor para
cada pessoa.
Elabore um curto documento programtico que descreva a situao de vrias pessoas
que apresentam necessidades semelhantes.
4. Desenvolvimento de plataformas para a mudana
Estabelea ligaes com outros grupos com a finalidade de formar redes com
plataformas idnticas, que promovam o desenvolvimento e a qualidade do apoio prestado.
Publicao de documentos simples e claros que descrevam estas plataformas.
5. Aumentar a influncia atravs da partilha de informao
Invente formas inovadoras e centradas na pessoa para compartilhar estas informaes
com outras pessoas. Os prncipios que definem o desenho dessas formas esto descritos neste
captulo.
ORIENTAES
PARA
UMA
EFICIENTE
COLETA
DE
INFORMAO
COMPARTILHANDO ATIVIDADES
1. Prepare reunies, visitas e acontecimentos para que:
- as pessoas se encontrem umas com as outras,
- tenham sempre presente os objectivos do trabalho que desenvolvem,
- crie entre as pessoas um esprito de comunidade,
- as pessoas se sintam motivadas a funcionarem em grupo,
- as pessoas aprendam umas com as outras.
2. Assegure que pelo menos metade, seno mais, dos elementos de cada grupo
constituda pela pessoa deficiente e pelos membros do seu crculo de apoio. Proporcione o
apoio que muitas das pessoas precisam para participar nessas reunies.
3. Faa convites aos participantes e no se sinta obrigado a respeitar uma cadeia
hierrquica. Promova reunies na qual as agncias de servios tradicionais se encontrem
com os responsveis das hierarquias oficiais. Faa esses convites a comissrios, s pessoas
56
deficientes, aos membros das famlias destes, aos seus amigos, a funcionrios dos servios
PROJETO HORIZONTE
diretos, etc.
4. Descubra ambientes simpticos para as reunies. Procure-os longe dos espaos,
edifcios, formatos e controle exercido pelo sistema oficial.
Leve a efeito essas reunies em locais da comunidade, tais como:
igrejas bibliotecas
hoteis a sala de reunies da frequesia
colgios ou escolas da comunidade
5. Programe momentos de comunho entre as pessoas durante as reunies, tais como
refeies em grupo, longas pausas e outros rituais que contribuam para a criao de um
esprito de grupo entre as pessoas.
6. Apoie as pessoas com deficincia a falar por elas prprias. Antes de mais, deve
ajud-las a clarificarem as suas idias e a sintetizar os seus pontos de vista.
7. Antes de cada encontro, prepare documentos escritos simples que sirvam de apoio
s reunies e que a seguir a elas continuem a ser teis.
8. Convide pessoas interessantes, informadas e competentes com o objetivo de motivar
o grupo para determinadas questes ou de facilitar o seu funcionamento.
"Pessoas estranhos com interesse" so uma boa ajuda, porque a assiduidade e a
participao nas reunies de grupo aumentam.
ORIENTAES PARA UM DEBATE COM AS AGNCIAS
A implementao das mudanas que necessrio operar a nvel das organizaes tem
mais probabilidade de acontecer quando pela nossa parte lhes damos informaes claras sobre
o que fazemos e aquilo que conseguimos obter.
As pessoas responsveis pela parte financeira das organizaes devero sar destes
debates com uma compreenso muito clara sobre:
- a viso do futuro possvel para vrias pessoas deficientes,
- as formas a que um grupo de apoio recorre para, desde logo, comear a trabalhar na
implementao das suas idias e
- os modos de funcionamento que as organizaes precisam de alterar se quiserem
apostar em novos caminhos.
Para apoio dos membros da equipe na organizao dos debates com as agncias,
propomos como metodologia a seguinte sequncia:
PROJETO HORIZONTE
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PROJETO HORIZONTE
MAPA DE RELAES SOCIAIS
Objetivo:
MAPA DE RELAES
AMIGOS
FAMLIA
PROFISSIONAIS
REMUNERADOS
INDICAES TEIS:
1. Divida o crculo de relaes em pelo menos trs categorias: famlia, amigos e
funcionrios de servios.
2. Inscreva cada pessoa no mapa referenciando-a com um smbolo de figura humana e
o seu nome. Indique a natureza da relao entre essa pessoa e a pessoa deficiente e h quanto
tempo se conhecem.
3. Coloque as pessoas mais ntimas da pessoa deficiente, as pessoas que so mais
importantes, no centro do crculo. Indique a intensidade e a fora dessa ligao atravs de
59
PROJETO HORIZONTE
linhas mais carregadas.
4. Sublinha de amarelo as pessoas que possam envolver-se neste crculo de apoio.
MAPA DE LUGARES
Transportes
Casa da av
Escola Especial
Residncia
Lar
Vida em comunidade
1 Visita por ms
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3. Sublinhe de verde os locais que a pessoa mais gosta de frequentar, os locais na qual
PROJETO HORIZONTE
ela tenha experincias positivas e os locais na qual a pessoa prefere ver-se mais envolvida e a
frequncia dos contatos. Registre a vermelho os locais na qual a pessoa tem menor nvel de
sucesso e anote a razo por que isso acontece.
IDENTIFICANDO AS PREFERNCIAS PESSOAIS
Objetivo:
Descobrir as capacidades a ser desenvolvidas e as condies a serem evitadas quando
planejar as experincias para viver no futuro. Este exerccio pode ajudar-nos a descobrir
padres nos talentos, potenciais, interesses e contribuies que a pessoa deficiente tem para
dar.
Esta lista ajuda-nos tambm a identificar padres nas condies que bloqueiam ou
criam resistncias ao desenvolvimento, condies que no futuro devero ser evitadas.
INDICAES TEIS:
1. Faa um registro das coisas que funcionam a cor verde e a vermelho as que no
funcionam.
2. Faa uma lista de todas as coisas de que as pessoas se lembrem. Traduza toda a
linguagem tcnica e o calo profissional numa linguagem comum. Procure um padro nas
coisas que interessam e em que as pessoas se envolvem e nas em que isso no acontece.
EXEMPLO: AS PREFERNCIAS PESSOAIS DE TOM MILLER
COISAS QUE NO
FUNCIONAM, QUE O
INTERESSE, LHE DO
ABORRECEM, PREOCUPAM,
VONTADE DE VIVER;
LHE PROVOCAM
COMPROMISSOS QUE
DEPRESSES E O DEIXAM
ASSUME E MOTIVAO
FRUSTRADO
PESSOAL
- msica: sentar-se atrs das
- no conseguir se
PROJETO HORIZONTE
colunas de som e gosta das
comunicar
vibraes
- quando as pessoas no fazem ou
- gosta de nadar e de estar na gua
- gosta de ir s compras,
ele
muito aborrecido
a mecnica. Percebeu o
passeia de carro
funcionamento da mquina de
lavar roupa quando abre a porta
lavagem automtica
fixa-la.
- no conseguiu utilizar a bengala
- gosta de ir igreja, a
restaurantes, fazer compras no
- a bicicleta de ginstica
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PROJETO HORIZONTE
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MAPA DE COMUNICAO
Objetivo:
Desenvolver uma compreenso pormenorizada das estratgias de comunicao e das
capacidades que funcionam com sucesso. Identificar desempenhos de capacidades a nvel
receptivo e expressivo, assim como os apoios ambientais que funcionam e as estratgias teis
para o estabelecimento de relaes sociais.
EXEMPLO: ESTRATGIAS DE COMUNICAO QUE FUNCIONAM COM TOM
MILLER
- Tom bastante reativo ao contato fsico. Quando algum o aborda, a primeira coisa
que deve fazer toc-lo com delicadeza. A seguir, deve identificar-se por meio de um gesto
ttil que Tom associe sua pessoa. Depois, deve dizer o seu nome.
- Tom sabe escrever perfeitamente o seu nome. Sabe escrever outras palavras quando
apresentadas em alfabeto manual (na mo).
- Quando uma pessoa quiser dizer-lhe alguma coisa, deve comunicar-lhe essa inteno
fazendo deslizar a mo sobre a palma da mo de Tom, usando gestos tteis ou o alfabeto
manual. O alfabeto manual deve ser feito na mo de Tom. O polegar da pessoa tem um papel
preponderante. A mo de Tom deve estar em forma de concha sobre a mo que a pessoa usa
para fazer os gestos.
- Para dizer banheiro agite a mo em frente do rosto de Tom fazendo a letra "B" em
alfabeto manual e em seguida, na palma dele, faa tambm em alfabeto manual todas as letras
dessa palavra.
- Praticar alfabeto manual em frente ao espelho.
- Tom tem um olfato apurado e atravs deste sentido que ele identifica muitas coisas
que se passam sua volta. Tambm consegue reconhecer uma pessoa tocando-a no rosto ou
no corpo.
- No esquecer que Tom uma pessoa muito hbil! Tem uma boa capacidade para
resolver problemas e bons desempenhos em mecnica.
- uma pessoa que aprecia fazer escolhas. Deve dar-lhe bastantes oportunidades para
faze-lo.
- A me de Tom tem um livro de comunicao onde eso registados os gestos que ele
sabe. Uma cpia deste livro ser feita para todos os membros da famlia.
PROJETO HORIZONTE
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INDICAES TEIS:
1. A lista de estratgias refere apenas "coisas que funcionam" e no inclui "coisas que
no funcionam". Pensamos que deste modo se facilita o registro de ambas as categorias,
porque o que se pretende que as informaes recolhidas sejam o mais fidedignas possvel.
2. Uma vez mais, registre a verde as coisas que funcionam e a vermelho as que no
funcionam. FALE LNGUA DE GENTE! Muitas informaes sobre o processo de
comunicao acabam por no se perceber quando se usa uma linguagem tcnica insuportvel.
Traduza-o! 3. Sirva-se das listas que aparecem neste texto para dar pistas em comunicao
gestual e recordar os smbolos quando precisar usa-los.
IMAGENS DO FUTURO: MAPA DOS SONHOS
VIDA NA COMUNIDADE
ESCOLA
AMIGOS
Escola Secundria prxima a
casa da famlia.
Estar com crianas da mesma
idade e tamanho.
Treinar, fazer ginstica e
nadar.
Participar na equipe de
futebol e basquete.
Fazer amizade com outros
alunos
Um dia completo
Caminhar
Nadar
Andar a cavalo
Bowlling
Ir as compras
Ir ao Centro Comercial
EXPLORAO ARTSTICA
BOA EDUCAO
Aprendizagem de:
EXPLORAO VOCACIONAL
Tarefas domsticas
Computao
Atividades de tempo livre
Atividades vocacionais
Interprete indivdual
Consistncia
Ativo, sem aborrecimento
IMAGENS
CASA DO FUTURO PARA TOM
Habilidades domsticas
Cozinhar
Lavar
Compras para almoo
PROJETO HORIZONTE
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Objetivo:
Explorar as imagens interiores relacionadas com os desejos e os sonhos de um futuro.
Ajuda a ilustrar as experincias que a pessoa ou a famlia mais desejam, incluindo os sonhos
de ter a sua casa, emprego, vida social na comunidade ou uma vida prpria. A diferena entre
este mapa e o mapa da "viso" desenvolvido durante a reunio de Planificao dos Futuros
Pessoais que o presente mapa expressa as imagens e as esperanas da pessoa e daqueles que
lhe so mais prximos. O mapa da viso, por seu lado, possibilita a uma grande quantidade de
pessoas contribuirem com as suas idias.
MAPAS ADICIONAIS E INDICAES TEIS DO FACILITADOR
O Perfil Individual de Tom Miller ilustra a maior parte dos mapas fundamentais para o
estabelecimento de um Perfil. Inclui ainda um mapa opcional, o Mapa da Comunicao. Os
facilitadores devem desenhar cada processo de Perfil Individual, optando por usar os mapas
que disponibilizem mais informaes.
As indicaes do facilitador que a seguir se apresentam relacionam-se com o uso de
mapas adicionais.
MAPA DOS ANTECEDENTES
MAPA FUNDAMENTAL- MAPA DOS ANTECEDENTES:
O objetivo do mapa dos antecedentes compreender a experincia de vida da pessoa
deficiente e a da sua famlia.
O mapa dos antecedentes poder trazer luz do dia experincias positivas do passado
que devam ser aproveitadas.
Este mapa proporciona ainda a oportunidade de avaliar traumas, perdas e desgostos
por que a pessoa passou assim como apreciar os sucessos obtidos.
INDICAES TEIS:
1. Identifique quando e onde a pessoa nasceu.
Identifique os locais onde a pessoa viveu anteriormente e destaque as mudanas ou os marcos
mais importantes na vida da pessoa.
2. Indique a vermelho os padres que se encontram em crise e os problemas por que a
pessoa passou. A verde, registre as experincias positivas.
PROJETO HORIZONTE
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PROJETO HORIZONTE
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MAPA DE DIGNIDADE
MAPA OPCIONAL- MAPA DE DIGNIDADE:
O objetivo do Mapa de Dignidade identificar as caractersticas especficas da pessoa
deficiente que criam obstculos sua aceitao pela comunidade e que podem levar a que as
outras pessoas a rejeitem. Em comparao, identificar as caractersticas pessoais positivas que
ajudam a pessoa deficiente a obter o respeito dos outros e a estabelecer relaes.
Este um mapa muito til quando as pessoas tm caractersticas e comportamentos
complexos que colocam dificuldades s outras pessoas.
INDICAES TEIS:
1. Registre de verde as caractersticas e papeis desempenhados pela pessoa deficiente
que so dignas do respeito das outras pessoas. Referimo-nos a qualidades e caractersticas que
as outras pessoas admiram, valorizam e apreciam.
2. Registre os comportamentos estranhos ou fora do comum que podem levar
rejeio ou ostracizao pelas pessoas que tm um certo peso na comunidade.
3. Registre com clareza a frequncia e o contexto em que estes comportamentos
ocorrem.
MAPA DE CASA OU DO TRABALHO
MAPA OPCIONAL- MAPA DE CASA OU DO TRABALHO:
O objetivo do Mapa de Casa ou do Trabalho explorar mais pormenorizadamente as
condies que no local de trabalho ou em casa funcionam e as que no funcionam.
um mapa bastante til quando as pessoas se sentem frustradas com a sua vida ou
com o seu emprego. Ajuda-nos quando queremos compreender mais coisas acerca das
condies especficas que podem ser teis ou magoar a pesoa deficiente.
O Mapa de Casa pode ser particularmente til quando trabalhamos com a famlia.
INDICAES TEIS:
1. Quando descrever a casa em que a pessoa deficiente habita, descreva as condies
do espao fsico, os colegas de quarto, os padres de atendimento dos funcionrios, as
PROJETO HORIZONTE
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desenvolvem novos mapas e revem os j existentes de forma a apoiar aquelas pessoas a
PROJETO HORIZONTE
adquirirem uma noo mais clara dos vrios aspectos da vida de uma pessoa deficiente.
O mapa de comunicao que a seguir apresentamos foi criado com o auxlio de Kathy
McNulty e do pessoal do Helen Keller National Center.
UM MAPA OPCIONAL:
DESCRIO DAS CAPACIDADES COMUNICATIVAS
O objetivo do Mapa de Comunicao descrever o conhecimento coletivo no que
respeita s capacidades de recepo de informao e de expresso da pessoa deficiente.
Existem centenas de variveis, umas claras e outras mais sutis, que exprimem uma
descrio exata das capacidades comunicativas de cada pessoa com deficincias sensoriais.
As questes que a seguir se colocam servem apenas de guia para uma discusso sobre
uma quantidade imensa de pormenores finos e fundamentais para a compreenso da histria
pessoal, dos hbitos a nvel da comunicao receptiva, das capacidades comunicativas a nvel
da expresso e dos apoios e pistas ambientais da pessoa deficiente.
Esta descrio deve igualmente incluir o melhor do que sabemos sobre o modo como a
pessoa com deficincias sensoriais estabelece relaes com os outros.
MAPA DE COMUNICAO
Use o quadro seguinte para sintetizar o que j se sabe sobre os apoios que funcionam e
os que no funcionam quanto eficcia da comunicao entre a pessoa deficiente e os outros.
Tenha em conta as questes relacionadas com a histria da pessoa, a comunicao receptiva, a
comunicao expressiva, os apoios ambientais e o estabelecimento de relaes sociais.
O QUE FUNCIONA*
O QUE NO FUNCIONA*
*leia as questes que a seguir colocamos para se inspirar nas respostas a estas duas
perguntas fundamentais: "o que funciona?" e "o que no funciona?"
PROJETO HORIZONTE
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HISTRIA DA COMUNICAO
A pessoa cega ou surda desde que nasceu?
Ou, pelo contrrio, perdeu a viso ou a audio mais tarde?
Qual foi a experincia de vida da pessoa antes de perder as capacidades da viso ou a
da audio?
De um modo geral, quais so as capacidades cognitivas e lingusticas da pessoa e qual o seu
principal modo de comunicao?
COMUNICAO RECEPTIVA
O modo usado pela pessoa para receber informao.
Ela capaz de:
Ouvir? Quanto, a que intensidade? De que sons (pistas) ambientais consegue
aperceber (por exemplo, campanhas, portas que se abrem, o som dos passos, etc)?
Ler material escrito? Qual ser o tamanho de letra mais indicado?
Ler Braile? Qual o tamanho e intensidade do relevo indicados?
Fazer leitura labial? A que distncia dever estar da pessoa com quem comunica?
Perceber Lngua de Sinais? Se sim, qual a estrutura dos gestos apresentados?
Identificar imagens ou smbolos usando a viso ou o tato?
Agarrar, dar, receber ou apontar objetos para comunicar as suas necessidades?
Como que podemos avaliar aquilo que a pessoa compreende? Podemos colocar
perguntas para avaliar a sua compreenso? Podemos confiar num simples abanar de cabea,
para dizer sim ou no?
COMUNICAO EXPRESSIVA
Como que a pessoa expressa as suas necessidades, os seus sentimentos, desejos e
ordens?
Ela capaz de:
Falar, fazer sons? Que que os diferentes sons e entoaes significam?
Fazer gestos, convencionados ou no? Ser que a pessoa generaliza o uso de um gesto
para expressar uma grande nmero de coisas diferentes? Que diferenas regionais existem na
lngua de sinais do pas? Quais so os gestos privados que a pessoa usa? Quem que os
compreende?
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Usar imagens, apontar e segurar objetos ou usar o tacto para comunicar as suas
PROJETO HORIZONTE
necessidades?
Usar a mmica ou o jogo dramtico para expressar as suas necessidades e desejos?
Usar linguagem corporal, gestos naturais e expresso facial?
Usar os seus comportamentos para se expressar sobre o que gosta, o que no gosta,
os seus medos, dores, necessidades e desejos?
Tocar, andar ou usar os gestos para expressar as suas necessidades?
Transformar as suas rotinas para expressar as suas necessidades (por exemplo, no se
levantar da cama)?
PISTAS E APOIOS AMBIENTAIS
necessria a presena de um intrprete? Que capacidades e desempenhos o
intrprete necessita de ter? A que distncia deve estar o intrprete?
O intrprete deve estar em frente da pessoa deficiente ou sua volta?
Qual o grau de luminosidade necessria?
Quais so as cores de fundo que podem reduzir o encadeamento provocado pela luz?
Quais so os pontos de referncia ambientais capazes de fornecerem pistas? Quais
desses pontos de referncia que so permanentes (por exemplo, iluminao fixa, moblia)? E
quais so os pontos de referncia que no o so (por exemplo, cheiros, sinais de movimento e
de atividade)?
Que se pode esperar de um determinado local (por exemplo, cozinha, casa de banho,
quarto)?
De que modo que os cheiros das pessoas (perfume, loes, cheiro a cigarro e outros)
ou os sons provocados pelas jias que usem, o comprimento das unhas, etc, incomodaro ou
sero teis pessoa deficiente?
CONTATAR COM AS PESSOAS E ESTABELECER RELAES SOCIAIS
Que sabemos ns sobre a maneira mais eficaz para entrar em contato com uma pessoa
deficiente?
1. Qual a melhor maneira de entrar em contato pela primeira vez com uma pessoa?
Cada pessoa tem a sua maneira prpria de, num processo de comunicao, criar intimidades,
dar permisses e sentir-se segura. Quais so essas maneiras? As coisas que devemos ter em
considerao incluem:
PROJETO HORIZONTE
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PROJETO HORIZONTE
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5-SERVIOS INEFICAZES
1-PREOCUPA-SE COM OS TALENTOS, CAPACIDADES, DESEJOS E SONHOS.
2-PLANEJE UM FUTURO RICO QUANTO AO ENVOLVIMENTO NA VIDA
COMUNITRIA
3-APOIA S DECISES TOMADAS PELA PESSOA E PELA COMUNIDADE
4-CRIA RELAES SOCIAIS NA COMUNIDADE E PROMOVE A SUA ACEITAO
5-ADAPTA E TRANSFORMA OS SERVIOSSERVIOS CAPAZES DE DAR
RESPOSTAS MOUNT, 1988
MAGENS DO FUTURO DE TOM MILLER
ESCOLA:
AMIGOS
-ESCOLA SECUNDRIA PERTO DA RESIDNCIA DE TOM
-ESTAR COM JOVENS DA SUA IDADE E TAMANHO
-FAZER EXERCCIO FSICO, GINSTICA NUM GINSIO, IR NA PISCINA
-TER UM PAPEL NAS EQUIPES DE FUTEBOL E DE BASQUETEBOL
-TER COMO AMIGOS OUTROS ESTUDANTES
-TER UM DIA REPLETO
-BOA EDUCAO:
-APRENDER A:
-REALIZAR ATIVIDADES DA VIDA DOMSTICA
-TRABALHAR SOBRE/COM COMPUTADORES
-OCUPAR OS SEUS TEMPOS LIVRES
-TREINO VOCACIONAL
-INTRPRETE UM PARA UM
-CONSISTNCIA
-VIDA ATIVA, E NO ABORRECIDA
VIDA COMUNITRIA:
-MEMBRO DE UM CLUBE DESPORTIVO OU DE UM HEALTH CLUB
-VIDA FAMILIAR: APOIA A FAMLIA QUANDO H VISITAS, VAI AOS JANTARES,
VAI PISCINA, OU LAVANDARIA UMA VEZ POR MS
-VAI JANTAR FORA, VAI IGREJA
-TEMPOS LIVRES: ATIVO, ATIVIDADES FSICAS:
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PROJETO HORIZONTE
ANDAR A P
NATAO
EQUITAO
JOGO DE BOLICHE
FAZER COMPRAS
IR AO CENTRO COMERCIAL
-EXPLORAO DAS CAPACIDADES ARTSTICAS
PERTO
DE
UM
JARDIM,
DO
CENTRO
COMERCIAL,
DE
PROJETO HORIZONTE
74
-TRABALHO CONCESSIONADO
-TRABALHO EM ARTIGOS ELECTRNICOS, COMO TELEVISES, ETC
COMUNIDADE E RELAES SOCIAIS
-FAZER AMIZADES
-PAPEL NUMA EQUIPE DESPORTIVA
-ENVOLVIMENTO FAMILIAR ATIVO
-IR AOS BAILES ORGANIZADOS PELA COMUNIDADE
-DESEMPENHO DE CAPACIDADES RELACIONAIS
-ARRISCAR A REJEIO
LOCAIS DE COLOCAO:
-ESCOLA SECUNDRIA DE OFCIOS
-ESCOLA SECUNDRIA BALLARD
-ESCOLA VOCACIONAL LYDON
CHAVES PARA O SUCESSO:
-COMUNICAO CONSTANTE
-INTRPRETE UM PARA UM
-CONSISTNCIA,PREVISIBILIDADE MAS SEM SER ABORRECIDA
-ESTAR COM JOVENS DA SUA IDADE E TAMANHO
-UMA TRANSIO BEM PLANEJADA
-PESSOAS QUE O TOM CONHEA E DE QUEM GOSTE
-TREINO DE ORIENTAO E MOBILIDADE
-VASTO ENTENDIMENTO DOS SEUS MEIOS DE COMUNICAO
VALORES
-RELAES SOCIAIS
-LOCAIS
-CONTRIBUIES
-ESCOLHAS
-DIGNIDADE E RESPEITO
IR AO ENCONTRO DAS PESSOAS
INSTRUMENTO
MAPA DE RELAES SOCIAIS
2. VIDA + PROCURA DE PISTAS E DESCOBERTA DE MODELOS DA EXPERINCIA DE
VIDA
INSTRUMENTO
PROJETO HORIZONTE
PERFIL PESSOAL
3. DESENVOLVENDO UM CENTRO DE INTERESSE PARA ONDE QUEREMOS IR
INSTRUMENTO
CRIANDO UMA VISO
4. SER ATIVO TENTANDO FAZER COISAS E TRABALHANDO EM CONJUNTO
INSTRUMENTO
RESOLUO INTERATIVA DE PROBLEMAS
5. EXPLORANDO A COMUNIDADE
INSTRUMENTO
MAPA DA COMUNIDADE
6. DESENVOLVENDO APOIOS DE UM SISTEMA CONSTRUTIVO
INSTRUMENTO
PLATAFORMAS PARA A MUDANA
AMIGOS
FAMLIA
PESSOAS PAGAS PARA PRESTAR SERVIOS
QUADROS FUNDAMENTAIS
MAPA DE RELAES SOCIAIS
AMIGOS
FAMLIA
PESSOAS PAGAS PARA PRESTAR SERVIOS
MAPA DE LOCAIS
VIDA COMUNITRIA
MUNDO DOS SERVIOS DE RECURSOS HUMANOS
ANTECEDENTES
NASCIMENTO
ATUALMENTE
PREFERNCIAS PESSOAIS
O QUE PODE FUNCIONAR
O QUE NO FUNCIONA
SONHOS ESPERANAS E RECEIOS
SONHOS E ESPERANAS
RECEIOS OU PESADELOS
QUADROS DE OPO
MAPA DE ESCOLHAS
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76
PROJETO HORIZONTE
FEITAS PELA PESSOA
FEITAS POR OUTRAS PESSOAS
MAPA DE SADE
CONDIES QUE CONDUZEM A UMA BOA SADE
CONDIES QUE CONDUZEM A PROBLEMAS DE SADE
MAPA DE ESTIMA
CARACTERSTICAS POSITIVAS
QUALIDADES QUE FREQENTEMENTE CONDUZEM REJEIO
MAPA DE CASA OU DO TRABALHO
COMUNICAO
O QUE FUNCIONA
O QUE NO FUNCIONA
ROTINA DIRIA
7:30-7:45
7:45-8:00
UM FUTURO POSITIVO PARA JANE
JANE DAQUI A QUATRO ANOS
NUM EMPREGO:
TRABALHOS PAGOS= DINHEIRO
TRABALHO NUMA LINHA DE MONTAGEM
TRABALHO RELACIONADO COM ROUPAS
RELACIONAR-SE COM ADULTOS (MULHERES)
TRABALHO NUMA LIVRARIA
ARMAZENAMENTO
DE
LIVROS,
REABASTECIMETNO
DAS
ESTANTES
EM CASA:
VIVER NA SUA CASA ATUAL COM AJUDA SE ALGUMA COISA ACONTECER A
NANCY
-APRENDER MAIS ALGUNS DESEMPENHOS DOMSTICOS
PROJETO HORIZONTE
77
PROJETO HORIZONTE
-BOA COMIDA QUE LILA POSSA ARRANJAR
-COLCHO DE GUA COM UM ALARME DE VIBRAO
-COM CHEIROS INTERESSANTES
-COM UM UMA SALA DE VISITAS PARA A FAMLIA E OS AMIGOS
-COM UMA CADEIRA DE BALANO
-COM MSICA BEM ALTA
AMBIENTE MODIFICADO COM PISTAS VISUAIS
-TAPETES, MOBLIA E ALMOFADAS MACIAS
-LETRAS E SMBOLOS AUMENTADOS
-ARMRIOS BAIXOS E UM MICRO-ONDAS
-ABUNDNCIA DE TEXTURAS
-UMA CAMPAINHA DE CHAMADA
UMA PESSOA QUE PERCEBA DE MODICIAES AMBIENTAIS
NO TRABALHO
-OPORTUNIDADES DE MOVIMENTAO E MARCHA
MAIS VARIEDADE
LAVANDARIA
EMBALAMENTO
-LOCAIS COMO:
HOSPITAL
ETC.
EXPERINCIA NA VIDA DA COMUNIDADE
-PASSATEMPOS:
BARRO TAMBORES PINTURA
-VIAGENS AO ZOO JARDINS LOCAIS DA COMUNIDADE
-CENTRO COMERCIAL
RINQUE DE PATINAGEM
CONCERTOS
-COMPRAS
-AMIGOS
DA SUA IDADE
-OPES PARA AS SUAS ROTINAS
EXERCCIOS
ASPIRAR A CASA
LIMPAR O P
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PROJETO HORIZONTE
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LAVANDARIA
ETAPA 1: DESCREVER O QUE SIGNIFICA REVISO DO PERFIL
REVISO DO PERFIL INDIVIDUAL
DESCRIO DAS TENDNCIAS NO MEIO AMBIENTE
TENDNCIAS QUE NOS SO FAVORVEIS
TENDNCIAS QUE NO NOS SO FAVORVEIS
ETAPA 2: IMAGENS DO FUTURO
UM FUTURO POSITIVO PARA...
ETAPA 3: ESTRATGIAS
"BRAINSTORM"
PROJETO HORIZONTE
CONSELHEIRO ESPIRITUAL
PESSOA COM ESPERANA
O QUE FIZEMOS?
NOVAS ESTRATGIAS
COMPROMISSOS
DATA DA NOVA REUNIO
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