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Fundamentos da Implantodontia
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Fundamentos da implantodontia
Basis of implantology
Paulo Sérgio PrtdeCarvao*, Laura Guimaraes Pau Plekis**
Vanessa Cristina Mendes" Ana Paula Farezi Basi
RESUMO
Este artigo tem como objetivo discutir aspectos basi-
cos que fundamentam a Implantodontia contempo-
ranea, Para tanto, foram tecidas consideragdes so-
bre o titinio, a superficie e o desenho dos implantes;
a histofisiologia e reparacao do tecido dsseo; a im-
portancia de se realizar de uma técnica cirdrgica pre-
ABSTRACT
cisa; e a aplicacao de carga sobre os implantes. No
final, os autores sugerem algumas obras como bibli-
ogratia de referéncia para aqueles que quiserem um
estudo mais detalhado.
Unitermos: implantes, ciurgia, osseointegracao
This report aims to discuss the basic aspects of the
contemporary Implantology. For this purpose, some
topics have been considered such as the titanium,
the surface and design of implants; the histophisiology
and repair of bone; the importance of an accurate
surgery; and the loading of implants, At the end, the
authors have suggested some literature references,
for those who want a detailed study.
Keywords: Implants, surgery, osseointegration
* Profesor Tula do Departamento de Curiae Clinica Integra Faculdade de Odontologia de Ararat ~ UNESP
Coordenador do Programa de Ptis-Graduacso em Cdontloga ~ Area de Concettaio em Crug eTaumatologa Bucaaiolaca, Esamatologis, mplantedonti
‘rtodonta PeriodontaePétese Dena Faculdade de Odontolga de aaa - UNESP
*Doutoranda do Programa de Pés-Graduacio em Odonologa ~ Area de Cencenter em Cua eTraumtologia Bucoraiotacl~ Faculdade de Odoniclia de
cab UNESP
Ji EeeIntroducao |
Aimplantodontia moderna, |
langada & comunidade cientifica
no Congresso de Toronto de 1982,
trouxe uma nova fase para a
Odontologia. Esta técnica, que
procuravarestabelecer a
funcionalidade do
estomatognatico em pacientes
desdentados, despertou o interesse
para um conhecimento mais
profundo sobre as bases biol6gicas
que ofereciam um prognéstico de
sucesso préximo de 100% quando
os implantes eram instalados em
regido anterior da mandibula,
Uma melhor compreensio
sobre este sistema de alto nivel de
resultados envolve o conhecimen-
to de importantes aspectos: 0 me-
tal de que é constituido o implan-
te — 0 titdnio; o tecido dsseo, sua
sistema
fisiologia e reparac&o; a técnica
riirgiea € as condigdes de carga
sobre os implantes.
© TITANIO
O titanio € um material que
reine caracteristicas especiais
como instabilidade, energia de su-
perficie, biocompatibilidade e |
maleabilidade. A instabilidade leva
a formagio de uma camada de éxi-
do, esta sim estavel, € que impede |
que ocorra descarga de ions para o |
organismo. A energia superficial
permite que o sangue se espalhe
homogeneamente pela superficie |
do implante (Figura 1), tratada ou
no, o que facilita a adesio de uma
rede de fibrina (Figuras 2a ¢ 2b) €
proliferagio celular, caracterizan- |
do sua biocompatibilidade. Esta se-
agiiéneia de qualidades fez do titinio
‘© material de eleigo para a maio-
ria dos sistemas de implante.
O titinio é oferecido em di-
ferentes graus de pureza sendo,
em geral, mais utilizado na forma
de titinio comercialmente puro.
Esta apresentagio é dividida em 4
graus. Enquanto o grau I é 0 mais
puro e mais maledvel, o grau 4 pos-
sui contaminantes em quantidade
aceitével e mais rigido, Alguns sis-
temas de implantes empregam a
liga de titinio, constituida por
titinio, aluminio e vanddio, cuja ca-
racteristica primordial € ser mais
resistente mecanicamente ¢, por tal
motivo, preferida em sistemas que
possuiem 0 hexagono interno como
desenho de sua plataforma de as-
sentamento protético.
A diferenga biolégica entre
0 titinio comercialmente puro e a
liga de titanio é que a dltima for-
ma uma camada mais espessa de
frios Gxidos. Entretanto, algumas
pesquisas demonstram que nio ha
Figura 1 ~ Sangue espahando-se
hhomogeneament pela superficie do
implanteo que demonstra energia
superficial melhorando as condigies para
que aja prolifera celular.
Figura 2b - Esquema demonstrando a
aderéncia do codgulo em uma superficie
tratada com ataque Acido - Osseotite, 31
{Implant Innovation inc. (Departamento de
‘Biomaterials, Universidade de Toronto).
diferenga na qualidade da interface
osteointegrada em longo prazo.
A superficie do titanio é um
aspecto interessante e importante
a ser considerado, em virtude da
‘ber diferen-
sua capacidade de re
tes tipos de tratamento (Figura 3)
com 0 objetivo de melhorar a qua-
lidade da interface e, como defen-
ddem alguns pesquisadores, dimi-
nuir 0 perfodo nao funcional do
implante.
Dentre as superficies, a mais
comum ¢ estudada éusinada, que
iio recebe tratamento especial.
| Outra bastante utilizada é aquela
jateada por dxido de titanio ou de
aluminio. O jateamento deforma a
superficie ¢, conseqiientemente,
aumenta as irregularidades ea érea
de contato, A superficie quimica-
Figura 2a~ Esquema demonstrando
processo de retracio do codgulo em uma
superficie wsinada (Departamento de
‘Biomaterials, Universidade de Toroato).
Figura 3 - Diferents tipos de superficie
apresentando tratamentos e rugosidades
diferentes. No quadro superior esquerdo,
observa-se superficie usinada, plasma de
titinio no quadro inferior esquerdo,
superficie jateada no quadro superior
ireito e ataque dcido no inferior direlto
(Gentileza 31 ~ implant innovation Inc),
imente tratada é aquela submetida |
a ataque scido (HCVH SO.)
apresenta irregularidades éaracte-
rizadas por vales ¢ picos m:
homogeneos e menos profundos
que a anterior. Recentemente
angada no mercado, a superficie
pré-oxidada exibe aumento subs-
tancial da rea superficial. As su-
perficies de agregacio, de plasma
spray de titinio e de hidroxiapatita,
foram mais utilizadas na fase in
al da implantodontia ¢ em implan-
cilindricos (sem rosea).
Atualmente, 0 plasma spray de
titinio é aplicado por alguns siste-
ras, enquanto a hidroxiapatita, de-
vido a problemas de perda de im-
plante, esté sendo gradativamente
substituida por outras alternativas.
O desenho do imp:
bora possa diferir em detalhes nos
variados sistemas, é basicamente de _
dois tipos: parafuso, com rosea, ¢
cilindro, sem rosca. Os implantes
do tipo parafuso so mais vantajo-
sos em relagio aos cilindricos: sto
de facil implantagdo e, se necessi-
rio, de ficil remogio; possuem mai-
or estabilidade inicial; maior érea
de contato, comparando-se parafu-
sos € cilindros de mesmo compri-
mento e didmetro e maior dissipa~
gio de cargas para o tecido 6sseo.
Pelo exposto, observa-se
que algumas das caracteristicas so
inerentes a0 metal enquanto ou-
tras, como superficie e desenho,
Tiassa [enero is ape pe
tes
te, em=
ai (rere ard
0 de responsabilidade da
industria. No entanto, 0 profissi-
_ onal deverd saber selecionar 0 pro-
duto que oferega as melhores con-
digdes de trabalho com resultados
previsiveis e seguros.
0 TECIDO OSSEO
Como tecido receptor do
implante, 0 osso deve apresentar
duas qualidades essenciais: ser
saudavel e ter volume
para conferir estabilidade a0 im-
plante,
ciente
Ser saudavel significa nao
ser portador de qualquer altera-
io morfolégiea que comprom
ta sua resi
incia nem de proce:
sos infecciosos agudos dissemina-
dos pelos espagos trabeculares.
‘Trabalhos experimentais € lon;
tudinais comprovam que a tinica
contra-indicagio absoluta de im-
plantes acontece em pacientes
portadores de colagenases, cuja
resposta reparacional fica comple-
tamente comprometida.
Idealmente, 0 volume 6sseo
deve ser suficiente para que, uma
vex instalado, o implante fique to
talmente introduzido no interior
da loja dssea. No entanto, isto
nem sempre ocorre devido ao pro-
cesso de reabsorgio fisiol6;
que 0 tecido ésseo esti sujeito. A
nstalage mplantes pode
tio ocorrer sob circunstincias di-
versas: implante imediato em al-
i eset tessa
de
véolos com integridade das pare:
des vestibular e lingual; implante
imediato com perda parcial da pa-
rede vestibular; implantes em ére~
as desdentadas com espessura e al-
tura adequadas; implantes em fre~
as desdentadas que ja sofreram
processo de reabsorgao e se en=
contram delgadas no sentido ves-
ingual ou mesmo com in-
suficiéneia de altura, como na rea
posterior de maxila ¢ mandibula
Quando a situagao € de
perda parcial da parede 6
tibular, pode-se indicar o empre~
go de biomateriais ou osso
tibulo-
wea ves-
autégeno associado a membranas
(Figuras 4a, 4b e 4c). Se a parede
vestibular estiver preservada, mas
© espaco alveolar no nivel cervical
for mais amplo que a plataforma
de assentamento da protese,
pode-se preencher este espaco
conforme o caso anterior (Figu-
ras 5a € Sb).
Nos casos de espessura ves-
tébulo-lingual insuficiente, indi-
ca-se 0 enxerto dsseo autégeno
em bloco (Figuras 6a e 6b). De-
pendendo do volume neces
a rea doadora pode ser 0 mento,
a rea retro-molar, a calota
craniana ou a crista ilfaca,
Para a insuficiéncia de al-
tura no segmento posterior da
maxila, pode-se realizar o levan-
tamento do assoalho do seio ma-
xilar (indicado para alturas infe-
Figura 4 -Instalagio da membrana Goretex
‘com relorso de tito.riores a7 mm), utilizando-se para
este propésito osso autégeno
particulado (Figura 7) ou em blo-
co (Figura 8), biomateriais (Figu-
ra 9), associacio de ambos e, ain-
da, plasma rico em plaquetas mis-
turadoao(s) material(ais)
selecionado(s}
em fonte de
to (Figura 10).
, por se constituir
cores de crescimen-
Nas Areas posteriores de
mandibula, quando a altura dssea
€ insuficiente, ha o risco de lesio
do feixe visculo-nervoso alveolar
inferior. Recomenda-se, nesta hi-
p6tese, o aumento em altura por
meio de blocos de osso autégeno
(Figuras Ia, 1b, Hee 11d) ovo
és. aumento vertical pela instala
cor aaa
de implantes em associa
sso autégeno particulado e mem-
branas.
Apés criteriosa avaliagio des-
tes aspectos e frente 4 necessidade
de procedimentos complementares
previa ou concomitantemente ai
talagZo de implantes, deve-se aten-
tar para a qualidade do tecido 6s-
deseiomaxilar seo que venha sofrer intervengio,
nando-se 0
por meio de exames radiogrsficos.
A classificagio de Lekholm &
Zarb (1985) é muito itil nesta and-
lise. Foi elaborada a partir da ob-
seio__servacio radiogrifiea dos espagos
oso trabeculares e de informagoes
acerca de maior resisténcia & per-
furagdo (maior densidade éssea),
fornecidas por cirurgiées. De
acordo com ela, 0 osso pode ser
classificado em tipos I, II, Ill e IV,
sendo 0 tipo I de cortical espessa
| € 0 tipo IV, praticamente sem
cortical e com espacos medulares
J | amplos. Apés observagdes clinicas
e experimentais, pesquisadores su-
ecos concluiram que o osso tipo I
mais freqiientemente encontra-
do na regido anterior de mandi-
bulas extremamente reabsorvidas;
Figura 9- Levantament
utilizando-seassociag
autégeno particuladoe
CX 3)© tipo II, na regido posterior de
mandibula e, eventualmente na re-
gio anterior da mesma, quando
ha processo alveolar remanescen-
te; 0 osso tipo III é tépico da re~
gido posterior de mandibula e,
mais comumente da regiao poste-
rior de maxila e, finalmente, 0 oss0
tipo IV é caracteristico do tiber
E imprescindivel consi
rar 0 histérico de enfermidades
periodontais graves no paciente
que irs se submeter § instalagio de
Fe innovations Journ! |
o fibrinolitica
implantes. A
bacteriana retarda consideravel-
mente a recupera
nesta condicio, o tecido dsseo re-
io da regio e,
quer um periodo maior para sua
reorganizagio. Sugere-se aguardar
pelo menos 180 dias para a insta-
lacio de implantes.
O tecido 6sseo é um tecido
conjuntivo altamente especializa~
do, constituido por uma porcio
inorginica (na qual predominam
cristais de hidroxiapatita) e por
uma poi Apresenta
células secretoras de matriz. orgi-
nica éssea — 0s osteoblastos. Uma
vez calcificada a matriz, ficam
passam a
ostedcitos. Os osteoclastos, oriun-
aprisionados e
dos dos monécitos circulantes, sto
responsaveis pela reabsorcio 6s-
teinas morfogenéticas (BMP), fa-
tores osteoindutivos que agem so:
bre as células mesenquimais
0 osso contém ainda as pro-
indiferenciadas, transformandc
em osteoblastos e, por conseguin-
te, com potencial formador de ma-
triz dssea
Em qualquer situag3o onde é
necesséria a reparago dssea, é im-
prescindivel a participagio do cod:
gulo
apés a fr
ingiiineo. Em implantodontia,
gem para a confeccio da
cavidade 6ssea que ird receber 0 im-
plante, o co”gulo que se forma for-
nece elementos, em especia
plaquetas, ricas em fatores de ere
cimento, formando-se uma redede fibrina que se adere 4 superfi-
cie do implante. E por esta rede
que migram os osteoblastos para
as proximidades da superficie do
implante a fim de secretar matriz
6ssea, dando inicio a formagao da
interface osteointegrada. Inicial-
mente, formam-se trabéculas del-
gadas ¢, gradativamente, diminu-
em os espacos trabeculares e tém
espago 0s dsteons € 0 0ss0 lamelar
Alguns pesquisadores de-
fendem que a rugosidade da supe
ficie do titanio oferece uma ma
or adesio da rede de fibrina. As-
sim, mesmo uma forga de afasta-
mento provocada pela retracao do
tecido reparacional, nlo impedi-
ria a deposigio de matriz €
neoforma
10 dssea (Figuras 12a €
12b). Trabalhos recentes demons-
traram que as superficies tratada
em particular aquela quimicamen-
Figura 14a ~Supertie 6sea apresentando
‘exten faa de osteonecrose em decorrén-
‘aa contecio da ojadssea com fresas sem
lerigagio (Pinel tal, 1999)
te ativada (ataque Acido), promo-
vem uma interface osteointegrada
de methor qualidade e com maior
resisténcia. Além do jé exposto,
outra raz3o para que isto ocorra é
6 rigido embricamento da matriz
6ssea com as irregularidades da su-
perficie do implante.
Aimnfbrossopts Spilenysllors
observa qualquer tecido entre 0 0880
neoformado eo implante
osteointegrado (Figura 13). Entre.
tanto, 20 microscépio eletrdnico,
visualiza-se uma camada de
slicoproteinas de até 100 angstrons,
demonstrando que a osteointegracio
absohuta nfo existe e que ¢ impos
vel a ligagdo direta e tinica entre te-
cido vivo ¢ metal
A TECNICA CIRURGICA
Para que se
osteointegracio, é necessario que se
obtenha
Figura 14b ~ Superticie 6ssea apresentando-
‘se em boas condigies morfolbgicas apés pre-
aro com fresas com irrigagéo (Pinel etal,
1998).
| respeitem os prineipios de técnica
cirérgica. A nao observincia de cui-
dados operatérios pode gerar sit
es traumiticas ao tecido 6s
Deve-se atentar para todos
os cuidados de rotina que vio desde
© periodo pré-operatorio até a ma-
nipulagdo dssea. Entre as imimeras
variveis, merece consideragio es-
pecial a variagio de temperatura do
osso. Este tecido reage negativa~
mente frente a temperaturas eleva-
das, tolerando um maximo de 44a
47 graus Celsius, durante 1 minu-
to, Acima destes valores, as prote
nas esto sujeitas a um proceso de
desnaturagio © perdem sua carac-
teristica osteogénica (Figuras 14a,
| I4b, 14e€ 14d).
Entre os fatores que podem
causar um superaquecimento es-
to 0 poder de corte da fresa, a
pressio exercida sobre 0 tecido
oe
me
diminuicdo da atividade
osteogénica (Pinel etal 1999).
Figura 14d ~ Neoformacio éssea em cavi-
‘dade preparada com fress eirrigacao de-
‘monstrando boa atividade osteogénica
‘quando comparada a figura tab (Pinel et
al, 1999),
[Ere ard JilFigura 15a ~ Implants instalados onde
{ol utiizada a técnica dos dois tempos ci-
riirgicos.
Figura 15b - Sutura interrompida
‘simplesna rea que recebeu os im
plantes.
Figura 16a - implantes instalados
‘onde fl wtilizada a técnica de 1 tem-
po ciirgco.
Figura 16h - Instalagao da cs
‘protetora dos intermedidros proteticos
ogo apés a instalacio dos implantes.
Figura 17a - Técnica da carga imediata.
Instalacio dos intermedidrios protéticos
‘imediatamente apés a instalacso dos
Implantese sua sutura.
Figura 1b ~nstalagdo da prétese no dia
Seguinte a instalagdo dos implantes.
i Pricer
6sse0, a forma da broca, a veloci-
dade ¢ a irrigagao durante a
fresagem. Para se evitarem efeitos
deletérios sobre a osteointegracio,
sugere-se que seja utilizado um
motor elétrico, isento de dleo,
fresas e brocas novas ou com po-
der de corte compat
sisténcia do tecido ésseo, num
maximo de 1800 rpm sob irriga-
io constante, preferencialmen-
te externa, Além disso, estes ins-
trumentos de corte devem ser
Leom a re~
aplicados aumentando-se gradu-
almente seu didmetro, sob mo-
vimento intermitente no leito 6s-
seo.
Durante o preparo da loja
6ssea, € importante que o ope-
rador sinta a qualidade éssea,
mensurada por sua resisténcia 20
corte. Em osso tipo I, a geragio
de calor é mais intensa quando
comparado 20 osso tipo III, de-
corrente da maior espessura de
osso cortical que requer maior
pressio de fresagem. Este tipo de
osso. & também
termocondutivo e, portanto, niio
dissipa bem o calor gerado pelo
atrito do instrumento rotat6rio.
preparo de osso tipo I exige
instrumentos com alto poder de
corte, irrigago abundante e mo-
vimento intermitente. Apés pre
paro da loja, o implante pode ser
instalado manualmente ou por
meio do motor e, nesta hipéte-
se, a rotagio deve ser de 20 a 25
rpm.
menos
Os implantes devem estar
completamente no interior do
tecido dsseo e, em caso de
fenestracio, devem ser prote
dos com osso autégeno
particulado e membrana. A su-
tura deve ser realizada com fios
que ndo provoquem reacées in-
flamatérias €
Jo permitam co-lonizagio bacteriana. Entre as
boas opgGes estio a poliglactina,
© poliéster € o mononylon (este
protegido por cimento cirdrgi-
co) e, em tiltimo caso, a seda. A
medida maxima sugerida € 4-0.
CONDICAO DE CARGA
Inicialmente, preconizava-
se a técnica de dois tempos ci-
riirgicos, na qual o tempo médio
entre a instalacio do implante
sua exposicao, € colocagio de
cicatrizadores era de 3 meses
para a mandibula e 6 meses para
a maxila. Ultimamente, a expe-
riéncia clinica tem demonstrado
que 0 perfodo de 4 meses para a
manila € o suficiente (Figuras 15a
€ 15b).
Quando nao se usa prétese
destacavel sobre a area que re~
cebeu os implantes, pode-se em-
pregar a técnica de um sé tempo
cirdrgico, na qual os implantes
recehem, jf no momento de sua
instalagio, cicatrizadores ow in-
termediérios protéticos e suas
respectivas capas protetoras (Fi-
guras 16a € 16b).
A técnica de carga imedi-
ata pode ser indicada apés
criteriosa avaliagio do caso,
quando for possivel emprega-
rem-se implantes longos e que
demonstrem excelente estabili-
dade. Estes implantes devem ser
unidos entre si e o paciente que
0 recebe precisa ser esclarecido
dos riscos que a técnica oferece,
a despeito da favordvel casuisti
clinica (Figuras 17a ¢ 17b).
bo Cuery Lobe
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