AUDITORIA FINANCEIRA
2014/2015
Docente: Sara Serra
Gabinete: 3
E-mail:
[email protected]Objetivos e Avaliao da
Unidade Curricular
Objetivos:
Proporcionar aos alunos os conhecimentos necessrios para
efetuar e interpretar os resultados de uma auditoria;
Conhecer as exigncias legais de uma auditoria e RLC;
Explicar a natureza e objetivos de uma auditoria financeira;
Conhecer a importncia do controlo interno nas entidades;
Saber conduzir uma auditoria financeira;
Compreender o processo de obteno de evidncia, a emisso da
opinio do Auditor e a elaborao dos relatrios de auditoria.
Programa provisrio
1. A Contabilidade e a Auditoria
1.1. A imagem verdadeira e apropriada
1.2. Limitaes da Contabilidade
1.3. Justificao de uma Auditoria
1.4. A utilidade da Auditoria
1.5. Limitaes da Auditoria
1.6. Definies e objetivos da Auditoria
1.7. Tipos de Auditoria
1.7.1. Auditoria Interna
1.7.2. Auditoria Operacional
1.7.3. Auditoria de Gesto/Estratgica
1.7.4. Auditoria Informtica
1.7.5. Auditoria Ambiental
1.7.6. Auditoria da Qualidade
Programa provisrio
1.7.7. Auditoria Previsional ou Prospectiva
1.7.8. Auditoria Forense
1.7.9. Auditoria Fiscal
1.7.10. Auditoria Pblica
2. Normas de Auditoria e Atividade Profissional
2.1. Normas internacionais de auditoria
2.1.1. AICPA
2.1.2. IFAC
2.1.3. FEE
2.2. Normas nacionais de auditoria (OROC)
2.2.1. Normas Tcnicas de Reviso/Auditoria
2.2.2. Diretrizes de Reviso/Auditoria
2.2.3. Recomendaes Tcnicas, Interpretaes Tcnicas
Programa provisrio
2.3. A obteno da qualidade profissional
2.4. A forma de exerccio da atividade profissional do auditor
2.5. A tica e a Deontologia Profissional do auditor
2.5.1. Conceitos fundamentais
2.5.2. Cdigo de tica da IFAC
2.5.3. Cdigo de tica da OROC
3. Compromisso e Planeamento de uma Auditoria
3.1. A carta de compromisso de auditoria
3.2. O conhecimento do negcio
3.3. Compreenso do sistema contabilstico e de controlo interno
3.4. A materialidade em auditoria
Programa provisrio
3.5. O risco em auditoria
3.6. A natureza, a tempestividade e a extenso dos procedimentos de auditoria
3.7. Coordenao, direo, superviso e reviso da auditoria
4. Controlo Interno (CI)
4.1. Conceito e objetivos do CI
4.2. Procedimentos especficos, tipos, elementos fundamentais e limitaes do CI
4.3. Formas de recolher e registar os sistemas contabilstico e de controlo interno
4.3.1. Questionrios padronizados
4.3.2. Narrativas
4.3.3. Fluxogramas
4.3.4. Forma Mista
Programa provisrio
5. A Prova de Auditoria
5.1. Obteno de prova e procedimentos de auditoria
5.1.1. Procedimentos gerais e especficos
5.1.2. Tcnicas de seleo de amostras em auditoria
5.1.3. Testes de controlo
5.1.4. Procedimentos substantivos
5.1.5. Auditoria de estimativas contabilsticas
5.1.6. Acontecimentos subsequentes
5.1.7. Declarao do rgo de gesto
5.2. Situaes especiais
5.2.1. A utilizao do trabalho de outros auditores e de peritos
5.2.2. Partes relacionadas
5.2.3. Continuidade
Programa provisrio
5.3. A documentao da prova
5.3.1. Dossier permanente e dossier corrente
5.3.1.1. A indexao dos mapas de trabalho
5.3.1.2. Ajustamentos e reclassificaes
5.4. Fraudes e erros
6. Auditoria s Demonstrao Financeiras
6.1. Meios Financeiros Lquidos
6.2. Compras de bens e servios, pessoal e contas a pagar
6.3. Inventrios e custo das mercadorias vendidas e das matrias consumidas
6.4. Investimentos
6.5. Investimentos financeiros
6.6. Vendas, prestaes de servios e contas a receber
6.7. Acrscimos e Diferimentos (ativos e passivos)
6.8. Provises
6.9. Capital prprio
Programa provisrio
7. Relatrios e Pareceres de Auditoria
7.1. Tipos de relatrios e pareceres
7.1.1. Certificao Legal das Contas (CLC) e Certificao das Contas (CC)
7.1.2. Declarao de Impossibilidade de CLC (DICLC)
7.1.3. Certificao (Legal) das Contas Consolidadas
7.1.4. Relatrio do Auditor Registado na CMVM sobre Informao Anual
7.2. Anlise de Pareceres e Relatrios de ROC e de outros auditores
Metodologia de aprendizagem
Metodologia de Ensino:
Aulas terico-prticas
Material Necessrio:
Normas nacionais e internacionais de auditoria
Plano de contas
Mquina de calcular (No exame no permitida mquina de calcular
cientfica)
Sebenta de exerccios
Metodologia de avaliao
poca Normal
Assiduidade, participao e comportamento = 10% (o aluno pode dar 3 faltas)
Trabalho de grupo = 20% (Nota mnima 8 valores)
- Grupos de 3 ou 4 alunos
- Mximo 10 pginas desde a introduo concluso
- Data de entrega em suporte de papel e digital 30 de dezembro
- Data de apresentao 7/8 de janeiro (todos os elementos devem apresentar)
Exame escrito = 70% (Nota mnima 8 valores)
Restantes pocas
Exame escrito = 100%
Tema do Trabalho de Grupo
Auditoria Interna
Auditoria Operacional
Auditoria de
Gesto/Estratgica
Auditoria Informtica
Auditoria Ambiental
Auditoria da Qualidade
- Organismos reguladores
Auditoria Previsional ou
Prospectiva
- Profissionais e formas de executar a profisso
Auditoria Forense
Auditoria Fiscal
Auditoria Pblica
Objetivo: Confrontar a Auditoria Financeira com
um outro tipo de auditoria, nomeadamente, no que
se refere aos seguintes aspetos:
- Enquadramento histrico e conceptual
- Normas profissionais
- Outputs
- Entre outros
Bibliografia Principal
BAPTISTA DA COSTA, Carlos. (2014), Auditoria Financeira teoria
e prtica, Editora Reis dos Livros, 10. Edio.
BAPTISTA DA COSTA, Carlos e CORREIA ALVES, Gabriel. (2011),
Casos Prticos de Auditoria Financeira, Reis dos Livros, 6. Edio.
TABORDA, Daniel. (2006), Auditoria Reviso Legal das Contas e
outras funes do Revisor Oficial de Contas, Edies Slabo.
GRAY, Iain e MANSON, Stuart. (2011), The Audit Process:
Principles, Practice and Cases, Cengage Learning EMEA, 5.
Edition.
OROC. (2014), Manual do Revisor Oficial de Contas
Auditoria Financeira
1. A Contabilidade e a
Auditoria
Importncia da informao
financeira para os Utilizadores
CONTABILIDADE
INFORMAO
FINANCEIRA
UTILIZADORES
AUDITORIA
TOMADA DE
DECISES
Importncia da informao
financeira para os Utilizadores
Afeta a avaliao dos Stakeholders sobre a entidade
Afeta a distribuio da riqueza entre os Stakeholders
Afeta a evoluo do mercado de capitais
Afeta o nvel dos recursos gasto na busca de informao
pelos Stakeholders
Requisitos de qualidade da
informao financeira
Relevncia
Objetividade
Fiabilidade
Oportunidade
Comparabilidade
Rendibilidade
Compreensibilidade
Materialidade
Princpios e normas
contabilsticas
Representao fidedigna
Substncia sobre a forma
Neutralidade
Prudncia
Plenitude
=
Imagem verdadeira
e apropriada
1.2. Limitaes da contabilidade
Limitaes fiabilidade da informao
financeira
Interesse em influenciar os utilizadores
Tempestividade
Balanceamento entre benefcio e custo
Balanceamento
qualitativas
entre
as
caractersticas
1.2. Limitaes da contabilidade
Preponderncia da forma sobre a substncia;
nfase no passado;
A multiplicidade de destinatrios e escolha de destinatrios
preferenciais;
Privilegia os utentes tradicionais;
O objeto e contedo das DF eminentemente patrimonial, financeiro
e econmico.
1.3. Justificao de uma
auditoria
AMERICAN ACCOUNTING ASSOCIATION (AAA):
1. Conflito de interesses entre os gestores que produzem a informao
contabilstica e aqueles que a usam (ex: investidores, credores, Estado).
2.
informao
prestada
pode
resultar
em
decises
com
consequncias econmicas importantes para quem toma decises e
para a sociedade em geral.
3. A preparao e a verificao dos documentos de prestao de contas
um processo de alguma complexidade e a necessitar de interveno
de peritos.
4. Os utilizadores da informao esto frequentemente impedidos de
controlar diretamente a qualidade da informao.
20
Teorias justificativas do
aparecimento da Auditoria
Teoria da Agncia
Agente/ Gestor
Principal/ Acionistas
Reduzir o risco
Maximizar o valor das
aes
Maximizar dividendos
Conflito de
Interesses
Assimetria de
informao
Aumentar
proveitos
os
seus
Aumentar o poder
Aumentar o prestgio
profissional
Custos de Agncia: Custo de Garantia + Custo de Controlo
O Gestor o mais interessado na Auditoria
Teorias justificativas do
aparecimento da Auditoria
Teoria da Informao
A informao um instrumento poderoso de riqueza e poder
Enfatiza as necessidades de informao dos utilizadores, bem
como as suas limitaes de acesso, interpretao e confirmao
da informao
Teoria Motivacional
Vertente mais psicolgica
A Auditoria motiva os preparadores da mesma a serem mais
rigorosos na sua elaborao
1.4. A utilidade da Auditoria
Para Entidade Auditada
Avalia a eficincia do controlo interno e promove a sua melhoria
Avalia se as DF foram elaboradas de acordo com os princpios e
normas contabilsticas
Previne e detectar a ocorrncia de erros, fraudes e outras anomalias
Confere maior
financeira
Zela pelo cumprimento dos normativos legais
Aconselha a Administrao
Contribui para a boa imagem da empresa no mercado
Promove as prticas de bom governo
qualidade
transparncia
para
informao
1.4. A utilidade da Auditoria
Para os Stakeholders
Transmite informaes mais fiveis
Aumenta a credibilidade das DF
Avalia a probabilidade da empresa continuar a sua atividade
Permite uma tributao de impostos mais justa
Minimiza a ocorrncia de fraudes e erros
Permite a tomada de decises mais correta
Responsabiliza os indivduos e as organizaes
Protege os direitos e interesses dos Stakeholders
Promove o desenvolvimento da atividade econmica
1.5. Limitaes da Auditoria
Recurso amostragem
Uso de estimativas
A auditoria depende, essencialmente, do julgamento profissional
O valor do erro determinado com base em juzos de materialidade
A profundidade do trabalho de auditoria depende dos honorrios
A auditoria executada num perodo de tempo limitado
Dimenso e complexidade da entidade e dos sistemas de informao
Falta de integridade dos Gestores e conluio
Conjuntura econmica e social
DIVULGAR, CONVENIENTEMENTE, AS LIMITAES DA AUDITORIA
1.6. Definies e objetivos da
Auditoria
Definio de auditoria
Processo ordenado com a finalidade de obter evidncias objetivas
acerca das transaes econmicas, de modo a certificar o grau de
conformidade entre tais asseres e as normas de referncia e,
por fim, comunicar os resultados aos Utilizadores da informao
financeira (AAA, 1973)
Exame das DF de uma entidade, realizado por um perito
independente e especialmente qualificado, de acordo com um
conjunto de tcnicas bem definidas, com o objetivo de expressar o
seu parecer profissional sobre a conformidade da informao contida
em tais DF com uma certa estrutura de reconhecidos princpios e
tcnicas contabilsticas, e sobre a consistncia de aplicao destes
(n. 2, art. 44, DL n. 487/99)
1.6. Definies e objetivos da
Auditoria
Objetivos da Auditoria
habilitar o Auditor a expressar uma opinio sobre as DF
Expressar uma opinio para atestar se as DF apresentam ou no
(IFAC)
uma imagem verdadeira apropriada da situao dos negcios da
empresa, data do balano, e dos seus resultados do ano
financeiro, tendo em considerao a lei e os costumes do pas onde
a empresa se encontra registada
(FEE, 2002)
Aumentar o grau de confiana dos utentes destinatrios das DF
(ISA
200 - Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Conduo de uma Auditoria de
Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria)
Contabilidade vs Auditoria
Elaborada por pessoas
dependentes da entidade
Orientada pelos PCGA
A responsabilidade da
Administrao
Analisa acontecimentos e
transaes
Exprime e mede
fenmenos patrimoniais
Classifica e sintetiza a
informao geral
Prepara as DF de acordo
com os PCGA
Elaborada por pessoas
independentes da
entidade
Orientada pelos PAGA
A responsabilidade do
Auditor
Valida a informao em
conformidade com os
PCGA
Expressa a sua opinio no
relatrio de auditoria
O relatrio de auditoria
apresentado ao cliente
Comunicao da informao
ao INVESTIDOR
Contabilidade vs Auditoria
A auditoria procura um caminho inverso daquele que seguido pela
contabilidade:
AUDITORIA
DEMONSTRAES
FINANCEIRAS
BALANCETES
RAZO
DIRIO
DOCUMENTOS
CONTABILIDADE
Contabilidade comunicao da informao financeira til para a tomada de decises.
Auditoria processo de avaliao dessa informao financeira, com vista emisso de
uma opinio sobre a sua credibilidade.
1.7. Tipos de Auditoria
QUANTO AO MOMENTO DA REALIZAO DA AUDITORIA
AUDITORIA
DE
INTERINO
AUDITORIA
CONTNUA
AUDITORIA FINAL
OU DE FIM DE
BALANO
1.7. Tipos de Auditoria
QUANTO PROFUNDIDADE DA ANLISE
REVISO
AUDITORIA
SUMRIA
INTEGRAL
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
A nvel internacional
Antigas civilizaes: controlar o patrimnio dos reinos e
minimizar os conflitos entre os comerciantes
Na poca medieval: as coroas recorriam aos auditores para
fiscalizar as coletas e os senhorios para fiscalizar os rendimentos
obtidos pelos funcionrios
Em 1581, em Veneza, criada a primeira associao de
profissionais de Auditoria
Consolidada no Reino Unido na Revoluo Industrial
Grandes empresas e SA - necessidade de uma informao
financeira mais rigorosa e SCI
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
A nvel internacional
Auditoria mais vocacionada para a deteo de erros e fraudes
Com o passar do tempo direciona-se mais para a certificao da
informao financeira
Colonizao dos ingleses: a auditoria implementa-se nos EUA e no
Canad e Amrica Latina
Na Europa, excetuando o Reino Unido, Noruega, Frana e
Holanda, a expanso da auditoria foi mais lenta e tardia
Aps a crise de 1929: comearam a surgir os primeiros
organismos reguladores da Auditoria - SEC, o AICPA, ASB, FASB
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
A nvel internacional
Em 1917 criado o primeiro normativo pelo AICPA
Na Europa a primeira meno a esta prtica ocorreu em 1978, na
Quarta Diretiva as contas anuais devem ser controladas por
pessoas habilitadas cujas qualificaes mnimas sero objeto de
coordenao posterior e que s as pequenas sociedades podem ser
isentas desta obrigao
Oitava Diretiva 84/253/CEE do Conselho
Criao de grandes empresas de auditoria
A partir da dcada de 80 Grandes escndalos financeiros e
falncias E OS AUDITORES?
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
Em Portugal
No Sculo XVIII comeam a surgir as grandes empresas
Cdigo Comercial de Veiga Beiro (1888): Instituiu a
fiscalizao das sociedades annimas pelo CF sem ROC
DL n 49381/69, de 15 de Novembro: Introduz a
fiscalizao das sociedades annimas pelo CF com ROC
DL n 1/72, de 3 de Janeiro: Cria o primeiro Estatuto
jurdico dos ROC
Portaria n 83/74, de 6 de Fevereiro: Cria a Cmara dos
Revisores Oficiais de Contas.
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
Em Portugal
DL n. 260/76, de 8 de Abril:
Introduz a fiscalizao nas empresas pblicas
DL n 519-L2/79, de 29 de Dezembro:
Cria o segundo Estatuto jurdico dos ROC
Amplia as funes de interesse pblico dos ROC
Impe a fiscalizao de diversas entidades
DL n 422-A/93, de 30 de Dezembro:
Aprova o terceiro Estatuto jurdico dos ROC
Alarga o mbito de atuao dos ROC e da CROC
Reordena o estatuto e aperfeioa das condies de acesso profisso
1.8 Evoluo histrica da Auditoria
Em Portugal
DL n 487/99, de 16 de Novembro:
Aprova o quarto Estatuto jurdico dos ROC
Transforma a CROC em Ordem
Altera a forma de acesso profisso de ROC
Impe a fiscalizao s entidades previstos no artigo 262. do CSC
DL n. 224/2008, de 20 de Novembro:
Aprova o quinto Estatuto jurdico dos ROC
Alarga o leque de funes atribudas aos ROC
Impe mais regras relativamente ao controlo de qualidade
1.9. A Auditoria em Portugal
1. Sociedades Annimas (Art. 278 e 413 CSC)
a) Conselho de Administrao e CF/FU
b)
Conselho de Administrao
auditoria) e ROC
(integrando
uma
comisso
de
- Para as sociedades emitentes de valores mobilirios admitidos
negociao em mercado regulamentado
-
Para sociedades que, no sendo totalmente dominadas por outra
sociedade que adote este modelo, ultrapassem, durante dois anos
consecutivos, dois dos seguintes limites:
i) Total do Balano: 100 Milhes de Euros
ii) Total das vendas lquidas e outros proveitos: 150 Milhes de Euros
iii) N de trabalhadores: 150
- Facultativo para os restantes casos
c) Conselho de Administrao Executivo, Conselho Geral e ROC
1.9. A Auditoria em Portugal
2. Sociedades por Quotas (Art. 262 CSC)
a) Com CF
b) Sem CF, que ultrapassam 2 dos 3 limites:
Total do balano: 1.5 Milhes de Euros
Total das vendas lquidas e outros proveitos: 3 Milhes de Euros
N de Trabalhadores: 50
3. Entidades do setor no lucrativo (DL n. 36-A/2011)
a) Se apresentarem contas consolidadas
b) Se ultrapassarem 2 dos 3 limites:
Total do balano: 1.5 Milhes de Euros
Total das vendas lquidas e outros proveitos: 3 Milhes de Euros
N de Trabalhadores: 50
1.9. A Auditoria em Portugal
4. Entidades de interesse pblico (DL n. 225/2008)
As EIP sob forma societria ou cooperativa, ou que tenham a natureza de
caixas econmicas, devem adotar um dos modelos de administrao e
fiscalizao previstos no CSC em que o ROC/SROC, a quem compete emitir
a CLC, no integra o respectivo rgo de fiscalizao.
a) Emitentes de valores mobilirios admitidos negociao num mercado
regulamentado;
b) Instituies de crdito;
c) Fundos de investimento mobilirio;
d) Fundos de investimento imobilirio;
e) As sociedades de capital de risco e os fundos de capital de risco;
f) As sociedades de titularizao de crditos e os fundos de titularizao de
crditos;
1.9. A Auditoria em Portugal
g) As empresas de seguros e de resseguros;
h) As sociedades gestoras de participaes sociais;
i) As sociedades gestoras de participaes sociais no setor dos seguros e as
sociedades gestoras de participaes mistas de seguros;
j) Os fundos de penses;
l) As empresas pblicas que, durante dois anos consecutivos, apresentem um
volume de negcios superior a 50 000 000, ou um ativo lquido total superior a
300 000 000.
Excetuam-se do disposto nos nmeros anteriores, salvo se abrangidas
pela alnea a) do n. 2 do artigo 413. do CSC:
a) As instituies de crdito no autorizadas a desenvolver a atividade de receo
de depsitos, nos termos da alnea a) do n. 1 do artigo 4. do Regime Geral das
Instituies de Crdito e Sociedades Financeiras;
b) As sociedades de capital de risco e as sociedades de titularizao de crditos.
Funes do ROC - EOROC
Funes de Interesse Pblico de competncia exclusiva (Art. 40. do
EOROC)
A reviso legal das contas, a auditoria s contas e os servios
relacionados de empresas ou de outras entidades
O exerccio de quaisquer outras funes que por lei exijam a
interveno
prpria e autnoma de ROC sobre determinados atos ou
factos patrimoniais de empresas ou de outras entidades
Constituem tambm competncias exclusivas dos ROC quaisquer outras
funes de interesse pblico que a lei lhes atribua
Funes do ROC - EOROC
Funes de Interesse Pblico de competncias especficas
(Art. 47. do EOROC):
As competncias especficas dos ROC no mbito do exerccio da
RLC so definidas pela lei que regule as empresas ou outras
entidades objeto da reviso
(Ex. Artigo 420.-A : Dever de vigilncia: Compete ao ROC comunicar,
imediatamente, por carta registada, ao presidente do CA ou do
conselho de administrao executivo os factos de que tenha
conhecimento e que considere revelarem graves dificuldades na
prossecuo do objeto da sociedade, designadamente reiteradas faltas
de pagamento a fornecedores, emisso de cheques sem proviso, falta
de pagamento segurana social ou de impostos.)
Constituem tambm competncias especficas dos ROC quaisquer
outras funes assim definidas por lei.
Funes do ROC - EOROC
OUTRAS FUNES: (Art. 48. do EOROC)
Docncia;
Membros de comisses de auditoria e de rgos de fiscalizao ou
de superviso de empresas ou outras entidades;
Consultoria e outros servios no mbito de matrias inerentes
sua formao e qualificao profissionais
Administrador ou
sociedades de ROC
gerente
de
sociedades
participadas
por
Funes do ROC - CSC
Confirmao do valor das realizaes de capital em espcie (art. 28.)
Verificao e avaliao das aquisies de bens a acionistas (art. 29.)
Parecer na transformao de sociedades (art. 132.)
Representante comum dos acionistas (art. 357.)
Parecer na fuso de sociedades (art. 99.)
Apoio aos scios no exerccio do direito de informao (art. 214.)
Funes do ROC - CSC
Avaliao
de
empresas
amortizao de quotas
quotas
no
caso
de
exonerao
(art. 105. e 235.)
Certificao de balanos especiais (art. 91./93.)
Dever de denncia ao Ministrio Pblico de crimes pblicos (art.
492., n. 3)
Certificao de balanos intercalares (art. 297.)
Dever de preveno nas sociedades por quotas (art. 262.-A)
Dever de vigilncia nas sociedades annimas (art. 420.-A)
Funes do ROC - CVM
Parecer sobre as informaes semestrais divulgadas pelas empresas cotadas
(art. 246.)
Parecer sobre a situao econmica e financeira das empresas que efetuem
operaes pblicas de subscrio (art. 29.)
Parecer sobre o pedido de registo de uma OPA (art. 115.)
Parecer sobre o pedido de admisso de valores mobilirios cotao (art.
205.)
Comunicao CMVM das situaes que constituam crimes ou afetem a
continuidade da atividade (art. 317.)