Associao Beneficente da Indstria Carbonfera de Santa Catarina SATC
Faculdade SATC FASATC
Curso: Engenharia Mecnica
Fase: 10 / Classe: 16834
Professor: Reginaldo Rosso Marcello
Alunos: Edenir da Silva Elias, Reginaldo Antonio Geremias, Thiago Brognoli
Termoformagem
Tpicos Especiais em Projetos de Fabricao de Moldes e Matrizes
Cricima (SC), outubro de 2014
Termoformagem
Introduo:
A termoformagem um modo de moldar lminas dando forma ao contorno atravs
da
utilizao de calor
e presso tanto positivas como a vcuo. As etapas do
processo so:
1) fixao da lmina;
2) aquecimento;
3) moldado;
4) esfriamento;
5) extrao.
Na termoformagem, uma
determinada na qual
temperatura
de
molde e logo
lmina
seca
aquecida a uma temperatura pr
o material plstico amolece, mas de forma
fuso.
mesma
esticada
para
cobrir
refrigerada na temperatura na
qual
menor
a sua
contorno
do
termoplstico passa a
ser rgido, retendo assim a forma do molde.
A pea termoformada pode ser cortada para eliminar bordas desnecessrias,
decorada e/ou convertida em artigos para diferentes aplicaes. Cada etapa do
processo de termoformagem vital na determinao da
qualidade do
final. Devem ser monitorados tanto a qualidade da lmina
parmetros de
peas de
aquecimento, moldagem e esfriamento, para
alta
uniformidade
utilizada,
qualidade. A qualidade das peas estar
na espessura
produto
quanto os
obteno de
dada
pela
da parede, a aparncia superficial, cor e aceitveis
propriedades fsicas na aplicao final.
A
termoformagem
medidas finas
pode
utilizadas
em
atingir
uma ampla gama de espessuras desde as
containeres de alimentos at lminas mais grosas
utilizadas na fabricao de interiores de geladeiras. O tamanho, desenho, e o
tipo de pea, determinam a tcnica de termoformagem e o equipamento a ser
utilizado. Este informe cobre vrias destas tcnicas e o tipo de peas que melhor se
amolda a cada uma. A seguinte uma guia de importantes fatores a considerar na
correta eleio de uma equipe de termoformagem:
1) Capacidade;
2) Custo (inicial e manuteno);
3) Tamanho (tamanho da
pea e a capacidade da mquina);
4) Versatilidade;
5) Tipo de aquecimen to e esfriamento;
6) Facilidade de mudanas de moldes;
7) Construo de moldes;
8) Fcil de reparar;
Nesse trabalho
se
trataro
temas gerais referentes
termoformagem, fazendo comentrios especficos para o caso
ao processo de
da
utilizao de
poliestireno. No se trataro na mesma, detalhes mais
especficos como, por
exemplo, os materiais
construo de moldes,
serem
utilizados
para
controladores de temperatura,desenho mecnico de todos os equipamentos, etc.
Termoformagem vs. Injeo
Muitas novas publicaes requerem uma deciso prvia
sobre
deveria ser selecionado para converter pellets de matria -prima
qual
numa
processo
pea final.
Na maioria dos casos poderiam utilizar-se ambos os processos de forma satisfatria,
baseando a escolha em uma precisa avaliao e estimativa do lucro potencial de
cada alternativa. Para isso, deve-se ter em conta os seguintes importantes aspectos:
Vantagens do uso da termoformagem:
1) Menor custo de equipamento Possibilidade de menores
espessuras de
parede;
2) Capacidade de moldar peas de grandes superficies;
3) Possibilidade de reduzir o tempo de desenvolvimento de um produto;
4) Menores
custos
nas
mudanas
na moldagem,
motivado
menor custo ferramental;
5) Tempos
de
ciclo
potencialmente menores.
Limitaes:
1) Maior gerao de moagem;
2) Espessura de parede mais varivel e menos controlvel;
3) Menor brilho superficial;
4) Menor complexidade da pea;
5) Maior variao de pea a pea;
6) Processo nas duas etapas (Extruso mais Termoformagem);
pelo
Alimentao
A termoformagem pode ser alimentada por lamina continuamente proveniente
diretamente do extruder, por lmina bobinada ou por lminas.
termoformagem de
inferior
linha
aos
de
2,5 mm
processo
extruso
de
de
direta
ou de bobina est limitada a uma espessura
espessura. As lminas
extruso
Geralmente, a
so
nas dimenses
determinada mquina termoformagem em
cortadas
usualmente em
requeridas
espessuras
que
para
variam
uma
dos
760
microns aos 11,5 mm dependendo dos requerimentos da pea. O poliestireno Innova
e o poliestireno biorientado Uniclear, podem ser termoformados tanto em forma de
bobina quanto de lminas.
As lminas
podem, tambm, ser co - extrudadas laminadas e espumadas. As
lminas de poliestireno podem ser co extrudadas para conferir-lhes propriedades
diferentes
lmina
(maior brilho,
camada barreira,
pelculas laminadas costumam ser utilizadas
em aplicaes de packaging . As
como
lminas
como seladora, etc.)
proteo,
As
como decorao
espumadas oferecem menores custos e
maior rigidez sobre a lmina, embora mais difcil de termoformar e usualmente a
capacidade da termoformagem est limitada pela profundidade.
As seguintes
propriedades tm importncia significativa na termoformabilidade
e qualidade da pea final:
1) dimenses (comprimento, largura, espessura);
2) tipo de superfcie e cor;
3) orientao;
4) contamina o;
5) dureza;
6) contedo da umidade. Algumas
destas
propriedades se discutem em
detalhe a continuao:
1) Uniformidade em espessuras: recomenda se que seja aproximadamente
oumenos em
ambas
as direes, transversal
lmina
1,0%
longitudinal na
direo da extruso. Para aplicaes comerciais mais crticas, a uniformidade
requerida nas espessuras da ordem do
0,5%.
Isso
necessrio
com
freqncia quando a espessura da lmina menor a 2,5 mm. difcil se obter
esta tolerncia durante o processo de extruso, mas os benefcios nestes
casos so significativos. Um adequado controle da
descrito acima, pode se traduzir
variao da
numa
espessura,
maior produo de
espessura de pea a pea e menos scrap.
como
peas, menor
2) Orientao (alongamento interno): durante a extruso, uma resina termoplstica
pode
ser
do
esticada alinhando as molculas do polmero mais
alongamento que na outra direo. Isso geralmente
direodaestruso e descrito como uniaxialmente
da
na
direo
ocorre
orientado.
na
A magnitude
orientao pode ser determinada pondo amostras de PS numa estufa, a
145C, durante 30 minutos, entre duas folhas finas de papelo
ou
empoeirados com
representa a
magnitude da
talco.
quantidade
orientao.
Contraes
de contrao
alumnio
da ordem do 10 ao
15% na
direo da extruso, considerada normal, embora desejvel algo
menos
do que isso. As contraes na direo transversal so geralmente menores,
normalmente da
ordem do
5% ou menos. Uma grande orientao poder
causar um alongamento diferencial durante a termoformagem. A resistncia ao
alongamento maior no sentido da orientao que no transversal mesma.
Para
espessuras
maiores
a 4,5 mm,
uma
alta
orientao (>15%) pode
ocasionar que a lmina se solte das correntes de sujeio, durante o processo
de aquecimento. Para espessuras menores a 4,5 mm, uma alta
causar
mesmo fenmeno. Quando a
direes (na direo
extruso
lmina
(>25%) pode
orientada em
e transversalmente mesma)
ambas
se diz que
est biaxialmente orientada. o caso do nosso Uniclear, poliestireno cristal que
possui as molculas do polmero orientadas em ambas as direes, conferindolhe
ao
poliestireno
melhores
propriedades
para
processo
da
termoformagem. Desta forma pode-se moldar um poliestireno transparente sem
ter que se utilizar um poliestireno de alto impacto, que dado o seu contedo
de
polibutadieno o
faz
mais
fcil para moldar, mas perdendo assim a sua
transparncia.
3) Dureza: a dureza (resistncia alo impacto) de uma lmina
de resistir ruptura quando bate com
performance da
a capacidade
um objeto. A dureza pode afetar a
pea termoformada durante o ensamblado, transporte ou
em sua utilizao
final. A resistncia ao impacto se determina comumente
utilizando a prova de impacto ao dardo. A propriedade de
lminas
de
inerentes
poliestireno
impacto das
Innova no somente funo das propriedades
resina virgem, se no da influncia combinada da resina, condies
de extruso, qualidade superficial da lmina e contedo de recuperado.
4) Outras
anlises:
propriedades
como a resistncia
trao e ruptura,
alongamento ruptura e mdulo de elasticidade, podem
ser avaliados em
lminas o peas moldadas, de acordo aos procedimentos ASTM.
As lminas extrudadas geram freqentemente carga esttica. Isso provoca que a
mesma tenda a atrair partculas do meio ambiente. Produtos termoformagens a
partir de lminas cobertas com p ou sujas, exibiro defeitos superficiais (ver guia
de resoluo de problemas). Deveriam-se cobrir as mesmas com uma pelcula de
polietileno
durante
produtividade
se minimizam
da
prolongadas paradas, como feriados ou fins de semana. A
termoformagem pode se aumentar, ao mesmo tempo em que
problemas superficiais mediante o pr- da
lmina,
antes
de
ser
moldada. As lminas de Innova PS e Uniclear BOPS podem ser aquecidas pondo
elas em contato com ar forado num forno de 50C a 70C no mnimo por 3 horas
e de preferncia durante a noite(8 horas).
Fixao da lmina
Esta a primeira etapa no processo da termoformagem. Requer -se que a lmina
ou lmina
esteja firmemente sujeita nas molduras
do
moldado.
Embora
exista
uma grande variedade de mecanismos de feche, o requerimento principal o de
reter a lmina plstica o suficientemente tensa para
evitar que fique de fora da
moldura de
moldado durante
aqu ecimento
moldagem. Durante o
aquecimento inicial de uma lmina termoplstica, se libera uma significativa tenso
na mesma. este nvel de tenso est diretamente relacionado com a orientao na
extruso. Os sistemas de
so adequados para
sujeio
suportar
que
podem ser encontrados
no
mercado
espessuras de lminas pesadas (>4,5 mm) e leves
espessuras de lmina (<4,5 mm) com orientaes normais de lmina
(<15% e<25%
respectivamente).
Figura 1 Sistemas de sujeio.
Aquecimento
Existem trs formas de aquecer uma lmina:
Conduo, onde a lmina se coloca em contato direto com uma fonte de calor,
como uma placa quente.
Conveco, onde a lmina se esquenta com o ar q u e n t e .
Radiao, onde o principal meio
de
calefao da
lmina
a emisso de
radiao infravermelha pro veniente de pratos cermicos, resistncias metlicas ou
queimaduras de gs.
As lminas finas alimentadas em forma
fazendo-as passar
atravs
de
de bobinas se esquentam usualmente
aquecedores
radiantes infravermelhos. Tambm
se utiliza uma combinao de aquecimento por radiao e conveco.
Para se obter
uma
tima qualidade da
termoformagem muito
importante
ter um controle muito estrito da temperatura da lmina antes dela ser moldada.O
sistema mais comum o aquecimento por
radiao. Este requer
exatido e
preciso nos instrumentos de controle da fonte de calor. A energia infravermelha
irradiada desde uma fonte a uma temperatura de 425C a 650C na faixa de
3,0 a 4,0 microns dcomprimento de onda, o melhor para que a energia seja
absorvida por uma lmina plstica.
de
aquecimento
apresentam
que
Existem
inclusive
no
mercado
utilizam queimaduras gs natural. Estes, geralmente
vantagem
frente
aos eltricos de ser energeticamente mais
econmicos. Os poliestirenos Innova PS e Uniclear OPS so
este
motivo
respeito
os
sistemas
aquecedores
localizao da
devem
lmina
ser
afim de no
bons
isolantes,
localizados corretamente
por
com
provocar super- aquecimento
da mesma. Este efeito se caracteriza por uma mudana de cor (amarelamento)
e a apario de
presses superficiais.
Normalmente as lminas
de grandes
espessuras (>4,5 mm) acostumam ser sub -aquecidas causando normalmente o
seu desprendimento das fixaes no momento de serem moldadas. Este problema
se v incrementado quando a
espessura
>4,5 mm
orientao da
:>15% e para
<4,5 mm:
lmina
alta
>25%). Ainda
(para uma
que
possa ser
alcanadas uma boa uniformidade e preciso na temperatura do aquecedor,
a
temperatura
da
lmina
poderia no
ser uniforme, dado que pequenas
correntes de ar ocasionadas por janel as ou portas
drasticamente a temperatura da
lmina.
abertas, podem alterar
Por este motivo, devem tomar -se as
precaues pertinentes a fim de proteger o equipamento de correntes de ar.
Figura 2 Calefatores de cermica parablicos.
Em
algumas
aplicaes,
parede no uniforme,
embora
pea
a
fundamental ter
lmina
tenha
uma
sido
espessura
de
uniformemente
aquecida.
desigual alongamento da
pea. Nestes casos especiais,
lmina
lmina
deve-se
ao
desenho da
um aquecimento no uniforme e controlado da
pode corrigir estes problemas, se obtendo uma maior uniformidade na
espessura da parede da pea termoformada. Isso se consegue colocando um
elemento no inflamvel que atue filtrando ou deduzindo a quantidade de calor
entre a lmina e a fonte de calor. Isso diminuir o fluxo de calor em certos setores
da
lmina. Este procedimento pode ser eliminado incorporando elementos de
calefao parablicos de cermicas com controle eltrico de temperatura, que
permite aquecer adequadamente
lmina
apara se obter
uma
melhor
distribuio do material na pea que est sendo moldada.
Pode-se
obter
uma
melhor
qualidade da
termoformagem e
ciclos
mais
econmicos atravs do pr -aquecimento das lminas de grossa espessura (maior
de 3 mm) antes da moldagem.
faces,pode-se omitir o
Se a lmina
aquecida
em
ambas
as
pr- aquecimento, exceto em espessuras maiores a 5,5
mm. Nestas
espessuras
requerido aquecer
evitarciclos
excessivamente
umatima termoformagem
longos
das lminas
em
ambas
as
fases
para
super- aquecimentos superficiais. Para
de
Innova
PS e Uniclear
BOPS se
deveriacontrolar a temperatura da lmina em funo dos valores indicados na
Tabela1. Para lminas de grande espessura (>4,5 mm) a temperatura mnima que se
indica poderia chegar a ser demasiado baixa para uma correta termoformagem.
Moldagem
A moldagem a etapa na qual a lmina amolecida forada a cobrir o contorno
de um molde. Existem basicamente trs formas de operar: Primeiro, utilizando o
vcuo
para
fazer
com
que
lmina copie a forma do molde. Segundo,
mediante a utilizao da presso de ar positiva,
molde.
Terceiro,
pode
utilizar-se
que
uma fora
empurra a lmina
mecnica.
Tambm
at
o
se
poderealizar uma combinao de alguma destas, dependendo, claro, do desenho
da pea.
No primeiro caso, a lmina j amolecida transferida para o molde e o ar deixa
tensa
lmina
sobre
superfcie
do molde. O vcuo pode logo ser utilizado
para evacuar o ar que se encontra entre a lmina e o molde. Isso faz com que
almina seja atrada e se mantenha firme contra a cavidade do molde. A presso
de formagem empurra a lmina
segura
contra o
molde mediante ar e
presso. O que fica entre a lmina e o molde se deixa escapar. A utilizao de
foras
mecnicas implica na utilizao de sistemas com
empurram e
espaam os bastidores.
Os que
moldes gmeos, que
empurram so componentes
mecnicos utilizados para ajudar lmina a chegar as zonas mais profundas do
molde.Outro
mecanismo que
pode ser utilizado para
otimizar a distribuio do
material mediante um pr-alongamento da lmina
numa
bolha com
ar a
presso, antes da moldagem final, utilizando presso e/ou vcuo. Isso utilizado
nos casos em que a pea muito profunda e sempre
utilizando o pisto
(caso
do interior de uma geladeira, Figuras 3A e 3B).
Figuras 3A e 3B Fabricao da parte interior de uma geladeira.
A utilizao de forma conjunta de ar e presso e vcua, se traduz na superior
qualidade nos detalhes da pea termoformada.
descrio
de
vrias das
tcnicas comerciais utilizadas e as suas vantagens se descrevem no Agregado
C. Os parmetros de controle para a moldagem a vcuo 1) o nvel de vcuo e 2)
o intervalo de tempo em que aplica a presso. Os nveis de presso podem variar
entre
tcnica
250
de
psi
(17,5
moldagem
kg/cm2 ) dependendo do
utilizada.
Os valores
de
desenho da
vcuo esto
pea e a
normalmente
entre 380 y 635 mm de Hg. O intervalo de tempo em que aplicada a presso
usualmente dada pela capacidade de esfriamento do molde.
Tambm existem parmetros de controle adicionais
molde,
temperatura
do
pisto
como
temperatura
e velocidade do pisto. Para o Innova
de
PS e
Uniclear BOPS as temperaturas de molde recomendadas beiram dos 40 aos 70C.
A temperatura dos pistes se baseia na tcnica de moldagem e o desenho da
pea. Nos casos em que a temperatura do molde no pode se ajustar, o tempo
de moldagem usualmente menor a fim de evitar superaquecimento do molde.
Esfriamento
Esta
usualmente a
etapa controladora do tempo
do
processo
de
termoformagem. Isto implementado mediante perda de calor por conduo no
molde
perda
de
calor
por conveco do ar circundante.
importante o controle da quantidade de calor eliminado j que isso por sua vez
determina a contrao da
atemperatura
do
molde.
pea. Isso se realiza
Pode
se
incrementar
geralmente controlando
a
quantidade
de
calor
eliminadomediante a utilizao do ar forado sobre
fase
exposta da
pea.
Algumas vezes se utiliza uma neblina aquosa conjuntamente com ar forado para
aumentar a capacidade de esfriamento do ar.
Tambm pode ser utilizados
ventiladores a fim de melhorar ainda mais o requerimento de
esfriamento.
Para as lminas feitas com Innova PS e as Uniclear BOPS, devem ser esfriados por
baixo de 125C para q ue a pea seja o suficientemente estvel para evitar que
se rompa no
momento da
extrao. Para altas produes se utilizam moldes
feitos de mater iais com alta capacidade de conduo do calor
como os feitos
em alumnio. A pea se seguir esfriando at a temperatura ambiente logo de ser
desmoldada. Desta forma,
o lapso de tempo
entre
deveria se manter constante para evitar introd uzir
erros
extrao
nas
corte
dimensionais
no
momento do corte.
Figura 4 - Esfriamento utilizando neblina de gua.
____________________________________________________________________________
Extrao
a etapa final no processo da termoformagem. Uma vez que
suficientemente esfriada
a pea o
para permanecer dimensionalmente estvel, ela
removida do molde e moldura.
Se a
pea tende a
fi car
dar
agarrada no
moldese pode aplicar uma presso positiva entre a pea e molde. Isso permitir que
a pea seja removida mais facilmente.
____________________________________________________________________________
Tcnicas da Termoformagem
A
termoformagem
tem
evoludo
atravs dos anos, de um relativamente simples
processo de formagem em duas etapas (aquecimento/esfriamento), a um que
envolve um grande nmero de sofisticadas etapas. Tcnicas como enchimento por
sopro (billow blow), utilizao de pistes, utilizao
se incorporado para
pea e
vcuo
presso
tem
melhorar a distribuio do material, melhorar os detalhes da
incrementar a
panoramareferente a
do
produtividade. A continuao
estas
apresentam no Apndice C.
tcnicas, enquanto
se
que alguns
descreve
detalhes
um
se
1. Formagem, Macho e Fmea (positivo /negativo)
A formagem Macho aquela no qual a lmina
formada "sobre" a superfcie
do molde e tem que se extrair no sentido de cima
para
ser
removida.
formagem fmea se produz quando a lamina
formada dentro do molde e tem que ser tirada
extrada. Pode ser utilizada
estar
tanto acima com
qualquer de ambas
em baixo
da
lmina
fora
do
as tcnicas
mesmo
e o
para
ser
molde pode
durante a formagem, sendo
este
macho ou fmea.
Figura 5 Moldes macho e fmea.
Existem importantes consideraes na eleio de moldes macho e fmea.
2. Distribuio de material Macho=Fmea
Geralmente, pode se obter a mesma qualidade de distribuio de material com
formagem macho e fmea. No entanto, as variveis
de
processo
sero
diferentes e estaro descritas mais embaixo, na seo (3). As sees dos cantos
sero mais grossas para os moldes macho.
3. Aparncia da pea Vantagem Fmea
Comumente,
termoformagem.
fase
em
Quando
contato
se
com
o molde ter menor brilho logo da
produzem peas mate ou de baixo brilho, este
fato no de importncia relevante. Sim importante a aparncia da fase que
est em
p
contato com
o molde (macho ou fmea), ento os defeitos como
no molde ou imperfeies no molde, afetaro negativamente a qualidade
superficial
da pea. Marcas
de
molde, chamadas "linhas de
esfriamento",
aparecero na pea formada em ambas as tcnicas. Elas sero o resultado do
contato da
lmina
quente com
molde em
diferentes momentos
temperaturas durante a moldagem. Estas marcas so mais difceis de eliminar com
o molde macho. So facilmente minimizadas atravs
temperaturas de lmina
de
ajustes
nas
e molde. Prefere-se a moldagem com macho quando
se utilizam lminas impressas ou decoradas. Pode-se reter melhor
detalhe de
impresso quando esta no toca o molde.
A
formagem fmea se utiliza
importante a aparncia no
se lhe
muitos
requer
moldes
distribuio do
(fase
com
alto brilho.
para
est em
No
peas nas
quais
contato com
fase
na
qual
o molde onde tambm
entanto, como se explica no apndice
C,
fmeas profundos utilizam a ajuda de pistes, para melhorar
material. O pisto
necessidade de
se pe
uma melhor
em
contato com
a parte interna
aparncia) resultando em marcas do
pisto. Estas, como as marcas de molde, podem
ser
eliminadas.
Figuras 6 e 7 Moldes macho e fmea.
minimizadas,
mas
no
4. Resposta s variveis de moldagem Vantagem Macho
Existem
mais
variveis
formagem fmea do que
potenciais
que afetam a qualidade da pea na
na formagem macho. Cada pea e molde tem
um
equilbrio destas variveis atravs das quais se obtm uma qualidade desejada de
pea.
5. Custo
de
equipamento Vantagem Fmea
Os custos da moldagem macho so usualmente maiores. Isso se deve a que os
moldes
macho
requerem
um
maior
e custoso controle de temperatura,
preciso no desenho dos cantos para poder extrair macho.
______________________________________________________________
EQUIPAMENTOS DE TERMOFORMAGEM
Introduo
As lminas ou bobinas (provenientes de processos de extruso, calandrado, etc.)
feitas
com
alguma das
Innova
PS
tcnicas que
Uniclear
BOPS podem ser processadas
utilizando
se descrevem no Apndice C. Os equipamentos de
termoformagem podem se classificar em funo do tipo de alimentao. Segundo
esta
class ificao existem dois tipos
bsicos.
cortadas; o outro parte de uma alimentao
Um
contnua
deles
utiliza
(bobina)
lminas proudiretamente
de uma linha de extruso. Outra classificao que se pode fazer em
do
tipo
de
equipamentos
aquecimento utilizado para
podem
funo
poder termoformar. Desta forma
se agrupar principalmente em
deles se vale da radiao emitida por uma fonte
de calor;
os
dois grupos. Um
o outro utiliza uma
placa quente que por contato com a lmina transmite o calor necessrio para o
processo de termoformagem.
Mquinas alimentadas com lminas
Estas mquinas se descrevem como:
1) Mquinas de estao nica;
2) mquinas de quadro mvel;
3) mquinas rotativas.
1. Termoformagens de estao nica
Nestas mquinas a fixao da
esfriamento e aexpulso se
lmina,
realizam numa
o aquecimento,
esfriamento, o
nica estao. Quando a lmina
fixada, permanece estacionaria. Os aquecedores se posicionam sobre
embaixo da lmina
para
elevar a sua temperatura para
e/ou
ser formada. Logo, os
aquecedores so removidos, o molde e/ou o pisto movido mecanicamente
para
se por
em
contato com
a lmina quente, seguindo por presso e/ou
presso aplicada para formar a pea. A mesma
esfriada no lugar. O molde retirado e a pea extrada.
Figuras 8, 9 e 10 Termoformagens de estao nica.
2. Termoformagem de quadro mvel
Nestas mquinas a lmina
um
aquecedor
movido
at
fixada emum quadro mvel localizado ao lado de
estacionrio. O quadro contendo a lmina
o
aquecedor
mecanicamente
ou aquecedores. Quando a lmina
temperatura de formado, retirada at a sua posio original.
alcana a
Ali, o molde se
move mecanicamente contatando a lmina quente, onde formada e esfriada.
Logo quando se retrair o molde, se extrai a pea termoformada. Poderiam existir
dois moldes, um a cada lado dos aquecedores, assim, uma lmina aquecida
enquanto a outra
formada, esfriada e extrada. Neste caso, duas lminas so
transportadas ao mesmo tempo elevando a
produtividade frente a
um
nico
molde de termoformagem. Isso se realiza sem o gasto de um segundo jogo de
aquecedores.
Figuras 11 e 12 Termoformagens de quadro mvel.
Mquinas alimentadas em forma contnua
Por sua vez, estes tipos de mquinas podem se descrever como:
1) mquinas em linha direta;
2) mquinas tambor;
3) mquinas em linha (diretamente do extruder).
1.
Termoformagens lineares (straight line thermoformer )
Neste tipo de mquinas se alimenta em forma continua a lmina proveniente de
uma bobina e sujeita a uma corrente transportadora que a leva at um
banco
de aquecedores. O comprimento desta
zona de aquecimento
usualmente maior subseqente estao de formado, o que permite um tempo
suficiente de
formado
aquecimento, A
logo
sai. A
Lmina
Lmina
continuamente. Se o faz em forma
quente continua at
estao de
pode se movimentar em
etapas ou
contnua, a estao de formado deveria
estar sincronizada a se movimentar com a lmina. Este tipo de formado se utiliza
em aplicaes de baixa espessura como packaging (copos, bandejas, potes). O
corte usualmente parte da
operao e realizado durante a etapa de
esfriamento. Ao final de recorrido o recorte proveniente das peas extradas
destinado utilizao no processo de extruso.
Dentro
desta
classificao tambm
existe
outro
grupo
de
mquinas que
utilizam alimentao contnua a partir de uma bobina mas diferem das anteriores
pela
maneira que utilizam para
mesma.
aquecer a lmina
e na forma
de fixao da
So as mquinas normalmente chamadas como de aquecimento por
contato. Com este sistema a bobina se desenr ola passando por uma zona de
pr-aquecimento e
em
seguida a
rea
de moldagem, onde a lmina
manipulada por um mecanismo de ps duplas, que fecha a prensa formadora. Os
passos que seguem no processo de termoformagem (aquecimento, moldagem,
corte e expulso) se realizam nesta mesma estao. Para tanto, mediante o uso
de
moldes
fmea
(negativos) se faz
passar
ar
comprimido
atravs
do
molde assegurando assim o contato direto
do material plstico com
de
alcana a temperatura adequada
calefao aquecida. Quando a lmina
a placa
para ser formada elimina-se o ar fora do molde e se aplica ar sob presso
por centenas de pequenos orifcios da placa de aquecimento que faz com que
o material rapidamente tome a
molde. Enquanto se elimina
forma
o ar da
dada pelo
interior
da
cavidade do
formadora, o prato de aquecimento
movido para cima fazendo mover cunhas dispostas no contorno do molde as
que
penetram a lmina
deixando apenas material sem corte suficiente para
manter as peas conectadas ao resto da lmina que est presa ao sistema de
transporte do
material. A placa metlica se separa
do molde e se produz
expulso das peas termoformadas at abaixo por meio de ar comprimido. As
peas pr -cortadas, ainda ligadas lmina so transportadas ao local onde so
separadas do recorte e empilhadas.
Os dois sistemas descritos acima apresentam vantagens e inconvenientes e sua
escolha depender das necessidades de cada aplicao. O texto a seguir
um resumo de alguns dos aspectos mais destacados na escolha de cada sistema.
a) Controle de temperatura Vantagem: contato
Mediante o uso da placa metlica se pode transferir calor de maneira uniforme e
exata com una mquina de aquecimento por contat o. Isso especialmente til
no caso de Uniclear BOPS onde a faixa de temperaturas de trabalho durante a
modelagem menor que quando se utiliza lmina feita com Innova PS.
b) Produtividade Vantagem: radiao
Atualmente existem modernas mquinas de radiao que, por no necessitar
estar em contato com
a lmina
e a possuir uma
termoformar, podem alcanar regimes muito
mquinas de contato esto mais limitadas.
grande superfcie
para
bons de produo, enquanto as
c)
Desenho de moldes Vantagem: radiao
As mquinas de radiao podem termoformar moldes com
bordas
negativas
j que dispem do contramolde que permite a operao. Por outro lado, as
mquinas de contato formam contra a placa de aquecimento plana limitando
dessa forma o desenho da pea.
d) Custo de sistema / matrizes Vantagem: contato
Em geral, o investimento para a aquisio de um sistema de contato menor que
uma mquina de radiao de alta produtividade. Da mesma forma o custo das
matrizes inferior devido a simplicidade dos moldes, o menor
tamanho e o
material utilizado na construo dos mesmos, pois no tm a exigncia de uma
mquina de radiao.
e) Velocidade de troca de moldes Vantagem: contato
As mquinas de contato possuem um desenho compacto e menores fixaes que
os de as mquinas de radiao, permitindo assim efetuar trocas de moldes com
maior rapidez.
2.
Termoformagens de tambor ou roda
So similares s termoformagens lineares, mas a passagem da
lmina
se d
sobre um tambor ou roda em vez de um plano na linha de alimentao. Este
tambor vai girando nas estaes de aquecimento, moldagem e resfriamento.
Este tipo de sistemas requer muito
mas so mais difceis para
3.
menos
espao que
as mquinas lineares
sua manuteno.
Termoformagens em linha (In Line)
Este processo surge para aproveitar a lmina quente que sai do extruder. Desta
forma, a lmina no tem que ser re -aquecida. Transporta -se desde a extrusora
diretamente at
a estao de
termoformagem. Usualmente
distncia entre o extruder e a termoformagem, o que
v
se
esfriando
termoformagem tem
temperatura
que
estar
permite que
de termoformagem.
sincronizada com
existe suficiente
A
lmina
etapa
de
a velocidade de sada da
lmina do extruder. Este tipo de termoformagem est usualmente limitado a uma
espessura
de
lmina
menor
que
3mm
aplicaes no
crticas
de
termoformagem. Este processo mais difcil de controlar e sua maior desvantagem
que enquanto a termoformagem est trabalhando com a extrusora, uma falha
em qualquer dos dois equipamentos causar a parada de ambos.
Moldes para Termoformagem
A termoformagem permite o uso da mais ampla classe de materiais para moldes
de qualquer processo de fabricao de plsticos.
Gesso, madeira, epxi, polister ou combinaes destes materiais podem ser usados
para aplicaes onde o volume a produzir no suficiente para afrontar o custo de
moldes de metal de temperatura controlada.
confeco
material mais
utilizado para a
de moldes de alta produo o alumnio fundido ou maquinado. As
vezes se costuma aplicar coberturas fortes superfcies dos moldes de alumnio para
incrementar sua vida til naquelas aplicaes onde os moldes esto expostos
ao
altamente abrasiva de algumas resinas termoplsticas.
Tambm se tem
fabricado
moldes de bronze e logo cromados em prata para
adquirir uma maior vida til. Para
fazer
com que
a lmina termoplstica tome a
forma do molde se emprega basicamente vcuo e ar comprimido. O vcuo se
cria
atravs de
pequenos orifcios estrategicamente dispostos
maneira a permitir que
no
molde
de
a lmina consiga contato perfeito com a superfcie do
molde. O uso de orifcios atravs do molde o meio mais comum para distribuir a
passagem de corrente de ar. Estas so usadas
quente e o molde e para gerar
para extrair
ar entre
o vcuo para a moldagem.
Mesmo podendo usar vrios materiais para
fabricao
de
escolhe o alumnio para aplicaes de alta produo. Para
produo, o
altos
moldes,
se
valores
de
molde deve ser esfriado para evitar a acumulao de
molde com temperaturas de superfcie de
temperaturas
de
moldes
fazem com
cavidades, aumentando o tempo de
a lmina
molde
que
excessivamente altas.
as
peas
esfriamento antes
fiquem
de
calor no
As altas
grudadas nas
remover a pea. O
alumnio possui uma alta condutividade trmica, o que permite a incorporao de
canais de gua de esfriamento. Estes canais esto usualmente desenhados para
fluxo turbulento, conferindo o controle necessrio de temperatura de molde. Estes
preferentemente
deveriam ser desenhados com
um
valor
de
fluxo
suficientemente alto para conseguir um diferencial de temperatura de no mximo
3C entre entrada e sada.
__________________________________________________________________________
Fatores de desenho de p e a s
O desenho de um produto geralmente determina a tcnica de termoformagem
a aplicar. Discutiremos alguns
dos mais significativos fatores concernentes a
princpio na pea e tambm a alguns desenhos de moldes.
1.
Profundidade de estiramento (Depth of Draw)
Em geral, a resposta de um polmero aplicao de uma
tenso ou fora
o alongamento ou estiramento. Com menores temperaturas o alongamento
menor a iguais cargas aplicadas. Durante o estiramento, a temperatura mdia da
lmina pode cair entre
6 a 15 C. Desta forma, sob uma
carga constante de
estiramento, mais difcil alongar a lmina. Alm
de um mximo estiramento se
necessita aumentar a temperatura do material ou a carga aplicada, ainda que
os polmeros no possam ser esticados indefinidamente. Em um certo ponto, as
foras que mantm as molculas juntas so excedidas e a lmina se abre ou se
desgarra.
Existem pelo menos
trs maneiras de
definir
o mximo estiramento de
uma
lmina plstica:
- 1)
Relao de
estiramento superficial (Areal draw
ratio)
RA: tambm
chamada relao de estiramento. a relao entre a rea superficial da pea
dividida pela superfcie original de lmina sem esticar
com o grau
(Af/Ad). relacionada
de estiramento bidimensional da lmina. Tambm uma medida
da reduo mdia da espessura da lmina: tf/to = 1/RA , onde to y tf so as
espessuras originais e finais resp ectivamente.
-
2)
Relao
H/d:
tambm
estiramento (depth of draw ratio).
chamada
relao de
profundidade
de
a relao da profundidade mxima de
estiramento, H, dividida pela dimenso caracterstica sem estirar
da lmina,
d. Geralmente em moldagem negativa por vcuo, H/d deveria ser menor de 0,5
a 1. Normalmente possvel moldar com relaes H/d
maiores em moldagem
positiva. Para incrementar a mxima relao H/d poderia ser utilizada a ajuda
de pistes ou moldagem por estiramento de sopro de bolhas. Em alguns casos
especiais se pde moldar peas com relaes H/d de 1/1 ou ainda 3/2. No
caso do poliestireno biorientado Uniclear aconselha -se uma relao mxima de
0,1 para termoformagem por vcuo, menor que
0,3 se agregada presso
de
moldagem e menor que 0, 5 com presso mais assistncia de pisto.
- 3) Relao linear de estiramento (linear draw ratio) RL: a relao da linha
direta
projetada sobre a superfcie da pea dividida pela largura dessa linha na lmina
sem esticar
(RL = Lf/Ld). Esta relao para uma
esfera e um retngulo de
1,57 e 2 respectivamente.
Para fins de desenho recomenda -se usar a relao de estiramento superficial ao
invs da relao linear de estiramento dado que a primeira representa com mais
exatido o verdadeiro estiramento bi-axial da lmina.
Figura 13 Relaes de dimenses.
2. Reproduo de d e t a l h e s
Para a reproduo de
detalhes nas peas, podem se alcanar resultados
com termoformagem por vcuo negativo tanto quanto com moldagem positiva.
Como a superfcie da lmina que est em ntimo contato com o molde rec ebe
a impresso mais detalhada, o desenho da pea que determina a tcnica que
deve ser usada. Como regra
geral, se deveria usar
molde positivo, para
detalhes internos, e vcuo negativo, para detalhes externos.
No entanto, importante lembrar que
o grau
de
brilho
produzido em
uma
superfcie polida depende das propriedades do material usado; usualmente no
est dado pela superfcie do
prejudicar ou diminuir
molde. Uma
superfcie de
molde pobre pode
o acabamento da superfcie da pea plstica que est
sendo formada.
3. Desenho de c o s t e l a s
Importante considerao para o desenho. As costelas podem ser localizadas de
forma a dar
rigidez
a pea e tambm para ressaltar o aspecto do
desenho. Mediante uma
adequada disposio de costelas, podem ser usados
com sucesso espessuras
aplicaes que
prprio
finas
de
lmina
em
um
amplo
intervalo de
requerem rigidez, reduzindo desta forma o custo do produto
como tambm tempo de ciclo de aquecimento.
4. Moldura cncava
Para produzir
peas com mxima resistncia e boa performance na aplicao
final, se deve usar raios adequados nas molduras cncavas. Este raio deve ser
pelo menos igual
ao
da espessura
inicial
da lmina. Um desenho fcil
termoformar deveria ter um raio quatro vezes maior que
a espessura inicial
de
da
lmina.
5. Aquecimento localizado do m o l d e
Este tipo
de
material na
aquecimento permite um melhor controle sobre a distribuio do
pea.
Isto
pode
ser
conseguido mediante
insero de
aquecedores eltricos. Esta tcnica mais efetiva em moldes metlico s que
nos no metlicos devido a melhor condutividade trmica.
As temperaturas mais elevadas nessas sees
do
molde permitem que
lamina termoplstica continue se esticando sem esfriar-se ou endurecer -se.
6. Contrao
Como todos os materiais, os plsticos aumentam seu volume especfico (ou
diminuem sua densidade) com um aumento da temperatura. A mudana
volumtrica produzida em
temperatura
de
um
moldagem
polmero durante seu esfriamento desde a
at
temperatura
ambiente
se
chama
contrao. um fator vital na moldagem de grande preciso e devem ser
fixadas tolerncias para esta
propriedade no
desenho de
uma
pea de
moldagem por vcuo. A contrao tem lugar em trs formas bsicas.
a) Contrao no mol de:
a contrao do material registrada durante o cicl o de esfriamento no molde
logo aps a termoformagem. As dimenses da pea formada, depois que sua
superfcie alcana
temperatura na
escassamente menor
qual
s dimenses quando
pode
foi
ser
desmoldada,
formada inicialmente. Esta
diferena se chama contrao no molde; geralmente expressada em cm por
cm. Varia
com o processo e fatores de desenho e tambm com diferentes
materiais.
A experincia indica que a contrao menos crtica com moldagem positiva.
Isso porque, enquanto esfria,
o material se contrai sobre
retardando assim a ao da contrao. Mesmo que
as dimenses finais
maneira
que
o molde rgido,
este fenmeno melhora
da pea, requer moldes com adequados ngulos, de
possa
extrair
pea
do
molde.
Contrariamente,
na
termoformagem por vcuo negativo, o material se contrai para fora do molde
contra a insignificante resistncia do ar exterior.
b) Contrao posterior moldagem:
To
logo extrada, a pea
se contrair devido a perda de
temperatura de desmoldagem pela temperatura ambiente. A
continua se contraindo at
contrao cessa
que
calor da
pea
quente
a seo central da lmina se esfrie. Esta
quando se alcana a temperatura de
equilbrio no material
esfriado.
c) Contrao e expanso no us o :
Esta a expanso normal ou
contrao nas dimenses de
ocorrem como
mudanas de
resultado de
um
temperatura e
objeto que
umidade.
considerado um fator significante s quando as tolerncias so extremamente
crticas, ou quando se fixa rigidamente a pea plstica formada a um material
com una notada diferena no coeficiente de
de
material termoplstico tem
contrao.
Pode-se
um diferente
encontrar
expanso trmica. Cada
coeficiente
de
maior informao sobre
expanso
tipo
ou
este tema em
qualquer bibliografia tcnica, manuais sobre plsticos ou folhas tcnicas de PS
Innova e
precisas,
Uniclear. No
entanto, em
trabalhos que
seria necessrio complementar
aplicao final.
esta
implicam especificaes
informao com testes reais na
____________________________________________________________________________
Resoluo de problemas diversos em termoformagem:
Moldagem incompleta
Isto
acontece
quando
lmina
ou
uma
rea
da
lmina
no
conforma adequadamente o molde com um detalhe pobre de termoformagem.
Origem
1. Lmina muito fria.
Aes corretivas
1. Aumentar o tempo de aquecimento
2. Incrementar temperatura de calefao
3. Melhorar a uniformidade do aquecimento
2. Vcuo insuficiente
1. Checar obstrues em orifcios de
vcuo
2. Aumentar o nmero de orifcios de vcuo
3. Checar disposio correta de orifcios
de vcuo
4. Incrementar tamanho de orifcios de
vcuo
3. Vcuo no estica suficientemente rpido 1. Checar possveis perdas de vcuo
2. Verificar se o desenho do sistema de
vcuo satisfaz o valor
de evacuao
requerido
3. Aumentar o tamanho de orifcios de
vcuo
4. Aumentar capacidade de bombeamento
4. Marco de fechamento frio
1. Pr aquecer marcos de vcuo
5. Relao profundidade de estiramento 1. Agregar pr-formador, presso ou marco
da pea muito alta.
Lmina chamuscada
Esta lmina se torna amarelada. Isso usualmente fica evidente por uma mudana de
cor.
Origem
Ao corretiva
1. Superfcie superior o inferior de lmina 1. Diminuir tempo do ciclo de
quente demais.
aquecimento
2. Diminuir temperatura de calefao
Enrugamento ou formao de pontes, membranas ou teias de aranha
Origem
1. Lmina quente demais
Ao corretiva
1. Diminuir tempo do ciclo de
aquecimento
2. Diminuir temperatura de calefao
2. No existe suficiente vcuo
1. Checar perdas em sistema de vcuo
2. Checar obstrues em orifcios de
vcuo
3. Incrementar nmero de orifcios de vcuo
4. Checar disposio correta de orifcios
de vcuo
5. Aumentar o tamanho de orifcios de
vcuo
3. Desenho do lay-out pobre
1. Utilizar moldes negativos
Excessiva curvatura na lmina
Origem
1. Lmina quente demais
Ao corretiva
1. Diminuir tempo do ciclo de
aquecimento
2. Diminuir temperatura de calefao
Variao do nvel de curvatura de lmina
Origem
1. Variaes de temperatura
Ao corretiva
1. Correntes de ar indesejveis atravs da
seo de aquecimento
2. Lmina no esfriada suficientemente
rpido da extruso
2. Uso de moagem no controlada
1. Controlar qualidade de moagem
2. Diminuir ou controlar o percentual de
moagem
Marcas de esfriamento
Origem
1. O estiramento se detm quando
a lmina toca um molde ou pisto
frios
Ao corretiva
1. Aumentar temperatura de molde
2. Aumentar temperatura de pisto
2. Desenho de molde ou pisto
1. Reparar molde / pisto nas reas
incorretos
crticas
Marcas superfici ais
Origem
1. Molde sujo
Ao corretiva
1. Limpar
o molde ou
freqentemente a limpeza
2. Molde quente demais / frio
1. Aumentar / diminuir temperatura de
molde
3. Pobre qualidade superficial de molde
para uma qualidade de aparncia
de pea
1. Melhorar acabamento
molde
realizar
mais
superficial do
4. A superfcie da lmina est suja ou
avariada no depsito
1. Melhorar tcnicas de manipulao e
limpeza para proteger a lmina
5. Superfcie de molde gasto
1. Usar o material correto do molde para
os requerimentos de servio futuros
6. Ar sobre a superfcie de
um molde polido
1. Reduzir polimento do molde
2. Agregar orifcios de vcuo na rea
afetada
7. Vcuo insuficiente
1. Checar obstrues em orifcios de
vcuo
2. Checar perdas em sistema de vcuo
3. Aumentar o nmero de orifcios de vcuo
4. Checar disposio correta de orifcios
de vcuo
8. Lmina contaminada
1. Controlar qualidade e tipo de reciclagem
2. Checar no fornecedor de lmina
9. P em suspenso
1. Reduzir p em suspenso mediante
uma melhor limpeza
2. Isolar rea e fornecer ar filtrado
Pea dobrada, retorcida
Origem
1. A pea est quente demais
Ao corretiva
1.
Aumentar
esfriamento da
lmina
quando extrada mediante:
a) aumento do tempo de esfriamento
b) agregar capacidade de esfriamento
utilizando ventiladores
2. Diminuir temperatura de molde
2. Desenho de pea incorreto
1. Redesenhar com ngulos, costelas
3. Esfriamento desigual na pea
1. Aumentar temperatura de molde ou
uniformidade na temper atura
2. Checar sistema de esfriamento
4. Pouca distribuio de material
1. Checar variao em espessuras de
lmina
2. Aquecimento desigual de lmina
3. Para termoformagem profunda use ajuda
de pisto ou esteira
Desmoldagem pobre
Origem
1. Pea ou molde quente demais
Ao corretiva
1. Aumentar o tempo de ciclo de
esfriamento
2. Diminuir temperatura de molde
2. Existncia de cortes por baixo no
molde (undercuts )
1. Usar marco de fechamento
2. Agregar ou incrementar presso de
desmoldagem ou sua durao
3. Orifcios inadequados de molde
1. Aumentar os orifcios
2. Converter moldagem macho em fmea
4. Acabamento pobre na superfcie
do molde
1. Usar desmoldante
2. Melhorar acabamento superficial
Distoro da pea na extrao
Origem
1. Pea no esfriada adequadamente
Ao corret iva
1. Checar se o sistema de esfriamento
est funcionando
2. Aumentar o tempo de ciclo de
esfriamento
3. aumentar a capacidade de esfriamento
Distribuio de material pobre
Tambm conhecido como controle de parede pobre
Origem
1. Grande variao na espessura de
lmina
Ao corretiva
1. Checar espessura de lmina
2. Melhorar controle na extruso da
lmina
2. Aquecimento de lmina no
controlado
1. Checar funcionamento de
aquecedores
2. Controlar calefao com telas
3. Checar existncia de correntes de ar
na estao de aquecimento
3. Molde muito frio
1. Incrementar temperatura de molde
2. Checar uniformidade de esfriamento de
molde
3. Checar sistema de controle de
temperatura de molde
4. A lmina desliza fora do marco de
fechamento
1. Melhorar a capacidade do marco de
fechamento
2. Pr-aquecer o marco temperatura de
operao
3. Checar funcionamento de aquecedores
ao redor do marco de fechamento
5. Mtodo de moldagem incorreto para
o desenho de pea
1. Adequar o des enho da pea com os
mtodos de termoformagem disponveis
Pr-estiramento / bolhas no uniformes
Origem
1. Aquecimento de lmina no
controlado
Ao corretiva
1. Checar funcionamento de
aquecedores
2. Usar telas para controlar
aquecimen to
3. Checar existncia de correntes de ar
em estao de aquecimento
2. Presso de ar no uniforme na
bolha
1. Checar perdas no sistema de presso
de ar
2. Checar selagem da lmina na caixa de
bolhas
3. Redirecionar entrada de ar na caixa de
bolhas
Afinamento nas esquinas com peas profundas
Origem
1. Aquecimento de lmina no
controlado
Ao corretiva
1. Checar funcionamento de
aquecedores
2. Usar telas para controlar
aquecimento
3. Checar existncia de correntes de ar
na estao de aquecimento
2. Distribuio de material no
controlado
1. Considerar outras tcnicas de moldagem
como pr-estiramento ou ajuda de
pisto
3. Espessura de lmina muito fina
1. Aumentar espessura de lmina
4. Temperatura de molde no uniforme
1. Checar funcionamento de
esfriamento de molde
2. Redesenhar distribuio
molde
A lmina adere ao pisto
Origem
1. Temperatura de pisto
quente
Ao corretiva
1. Diminuir temperatura do
2. Lubrificar pisto
de
calor do
pisto muito
3. Mudar as caractersticas superficiais do
pisto
a) pano cobertor
b) lubrificante aplicado permanentemente
sobre a superfcie
A lmina se desgarra no momento da moldagem
Origem
1. Lmina muito quente
Ao corretiva
1. Diminuir tempo de ciclo de
aquecimento
2. Diminuir temper atura de aquecedores
3. Pr-aquecer lmina
2. Distribuio pobre de material
1. Checar variaes de espessura da
lmina
2. Checar perfil de temperatura
3. Pr-estiragem muito comprida
1. Reduzir intensidade de sopro de bolha
2. Reduzir temperatura de estiramento
4. Lmina muito fria
1. Aumentar tempo de ciclo de
aquecimento
2. Aumentar temperatura de calefao
Bolhas na lmina
Origem
1. Excessiva umidade
2.
Aquecimento muito rpido
3. Goteira de gua sobre a lmina
Ao corretiva
1. Secagem previa da lmina
2. Pr-aquecimento da lmina
3. Aquecer ambos os lados
4. Proteger as lminas da umidade at sua
utilizao
1. Usar um valor menor de aquecimento:
a) baixar temperatura de calefao
b) subir distncia entre aquecedores e a
lmina
1. Evitar perdas de fludos que possam
gotejar sobre a lmina
Elevaes superficiais na lmina do lado do molde
Origem
1. Lmina muito quente
Aes corretivas
1. Diminuir tempo do ciclo de calefao
2. Diminuir temperatura de calefao
1. Orifcios de vcuo muito grandes
1. Diminuir tamanho dos orifcios
Perda de cor por degradao ou envermelhamento
Origem
1. Lmina super aquecida
Aes corretivas
1. Checar aquecedor (es) de sada
2. Diminuir tempo de ciclo de
aquecimento
3. Reduzir temperatura de aquecimen to
2. Lmina super esticada para uma
dada profundidade de pea
1. Aumentar espessura de lmina
2. Aumentar temperatura de lmina
3. Distribuir pr-estiragem
4. Servir ajuda de pr-moldador para
peas profundas
3. Molde muito frio
1. Incrementar temper atura do molde
4. pisto muito frio
5. Uso descontrolado de moagem
1. Elevar temperatura do pisto
1. Controlar qualidade de moagem
2. Diminuir percentual de moagem
6. A lmina se esfria antes de ser
termomoldada
1. Diminuir tempo de ciclo de
aqueciment o formada
A lmina perde o ponto
Origem
1. Lmina muito fria
Ao corretiva
1. Aumentar tempo de ciclo de
aquecimento
2. Elevar temperatura de
aquecimento
3. Estiramento alm do ponto de
fluncia do material
1. Aumentar velocidade de estiramento
Perda de detalhe de impresso ou detalhes do molde
Origem
1. Profundidade de gravao baixa
para uma dada relao de estiramento
Ao corretiva
1. Aumentar profundidade de
detalhe/gravao
2. Diminuir estiramento
2. Estiramento no uniforme
1. Usar telas para controlar perfil de
temperatura
2. Usar a ajuda de pisto ou pr-estiramento
da lmina
Ruptura da pea durante o uso
Origem
1. Pea formada com grande tenso
Ao corretiva
1. Aumentar temperatura
de
lmina
durante a moldagem
2. Usar uma temperatura apropriada de
lmina e um esfriamento adequado para
moldagem profunda
3. Incrementar costelas, filetes
2. Espessura de pea muito fina
1. Aumentar espessura de lmina
3. Aquecimento de lmina fora de
de controle
1. Usar telas para controlar perfil
temperatura
COMPARAO ENTRE TERMOFORMAGEM POSITIVA (MACHO) E NEGATIVA (FMEA)
rea a Comparar
Extrao da pea
Aparncia da pea
Distribuio do material
Resposta a variveis de
moldagem
Custos
Molde Positivo
Possvel aderncia da pea a
temperaturas de molde
menores que 70C
Possvel deformao da
pea a temperaturas de
molde maiores que 90C
Algo menos de brilho
No h presena de marcas
de molde em superfcie
interior da pea
Contaminao no molde ou
na lmina causa defeitos
superficiais na pea
Similar a molde negativo
Possvel afinamento de
espessura em esquinas
O pr-estiramento afeta a
distribuio de material
Equipamentos mais caros.
Deve ser desenhado para
obter uma efetiva
desmoldagem.
Molde Negativo
No apresenta srios
problemas
Brilho melhor
Presena de marcas de
molde e de pisto na
superfcie interior da pea
Similar a molde posit ivo
O pr-estiramento afeta a
distribuio do material
A temperatura do pisto
afeta a distribuio do
material
A velocidade do pisto
afeta a distribuio do
material
O v cuo afeta a
distribuio de material
Menos custos que o molde
positivo
O transporte da pea mais
caro.
COMPARAO ENTRE TERMOFORMAGEM POSITIVA (MACHO) E NEGATIVA (FMEA)
rea a Comparar
Molde Positivo
Molde Negativo
Extrao da pea
Possvel aderncia da pea
No apresenta srios
problemas
temperaturas
Aparncia da pea
molde menores que
Algo
70C menos de brilho
Possvel
No
marcas
Distribuio do material
de
presena
de
molde
Brilho melhor
de
Presena de marcas de
em
molde e de pisto na
superfcie interior da pea
superfcie
Contaminao no molde
Similar a molde negativo
pea
Similar a molde posit ivo
Possvel
interior
da
afinamento
Resposta a variveis de
O
afeta a
depr-estiramento
espessura
em
O pr-estiramento afeta
moldagem
distribuio de material
a
distribuio do material
A
temperatura
pisto
afeta
distribuio
material
do
a
do
Custos
Equipamentos mais caros Deve ser desenhado para
obter uma efetiva desmoldagem
O transporte da pea mais
difcil
Menos custos que o molde positivo
Apndice C
TCNICAS DE TERMOFORMAGEM
Este apndice apresenta as seguintes tcnicas:
Moldagem Positiva / macho (drape forming /male forming)
A lmina fixada e aquecida (A), em seguida direcionada para baixo, onde
se encontra com o molde macho ou o molde levantado at a lmina. O ar
embolsado entre
a lmina e o molde evacuado ao
penetrar o molde
esticando a lmina contra as bordas do molde (B). Pode ser usado tanto vcuo
como ar sob presso para produzir a presso diferencial necessria para forar a
lmina contra o molde macho. Neste sistema, a pea formada tem fundo grosso
e paredes delgadas (C).
Moldagem por vcuo negativo / fmea (vacuum forming / female forming)
A lmina fixada e aquecida. Aplica -se vcuo por
baixo da lmina (A)
gerando a depresso necessria para empurrar a lmina para a superfcie do
molde. Quando a lmina entra em contato com a parede do molde (B) se esfria.
As reas que demoram mais tempo em encostar o molde so as mais finas (C).
Formagem por presso (pressure forming / box forming)
similar
a formagem por vcuo. Uma caixa de presso disposta sobre a
lmina sujeitando-a contra o contorno do molde. Injeta-se ar sob presso para
empurrar a lmina nas esquinas do molde. A caixa de presso deve servir como
um selo contra a superfcie livre da lmina, j que se usa uma presso de ar de
uns 0.7 a 1.4 MPa.
Formagem por sopro ou com ajuda pneumtica (billow forming)
A lmina fixada, aquecida e logo esticada com ar em
uma
bolha. A
quantidade de ar sob presso controlada com uma fotoclula que monitora
a parte mais alta da bolha. Esta a primeira etapa na chamada formagem
multi-etapa. Como o ar ambiente est sensivelmente mais frio que a lmina,
esta se esfria livremente na bolha, sem tocar uma superfcie slida durante o
estiramento. Desta forma, a espessura da parede da bolha bastante uniforme
exceto perto da rea de fixao da lmina. A partir daqui existem algumas
variaes do mtodo de formagem por sopro. Estas representam a segunda
etapa de formagem:
-
O molde macho pressionado contra a parte superior da bolha presticada (billow drape forming)(). As espessuras de
parede so muito
mais uniformes que as conseguidas por moldagem positiva (macho).
-
Quando se usa um molde negativo (fmea), a presso diferencial que
inflou a bolha se reverte. Isso faz com que a lmina pr-esticada cubra
as paredes do molde negativo (billow vacuum forming)(). De novo, a
espessura de parede da
pea muito mais uniforme que
a conseguida por moldagem a
vcuo. A inverso da bolha pode ser complicada, o que dificulta
muito o uso desta tcnica.
-
Se usamos vcuo para formar a bolha, necessita-se uma caixa de vcuo ().
O molde se submerge dentro da lmina pr-esticada, aplica -se vcuo e se
injeta ar sob presso. Ento a bolha envolve a superfcie do molde (billow
snap-back
vacuum fo rming)
Formagem com auxlio de pist~ao (plug assist)
A lmina j aquecida tambm pode ser esticada mediante um pisto
mecnico. Existem distintos mtodos de formagem com pisto:
-
Vcuo com auxlio de pisto (molde negativo): o mtodo mais comum dos
que
utilizam pisto. Assim que a lmina aquecida e fixada (A), um pisto prestica a mesma e a empurra para as paredes do molde negativo. Quando
a placa do pisto chega a posio de fechamento (B) se aplica vcuo
para completar a formagem da lmina (C). Pode-se variar a espessura da
parede modificando a forma do pisto (D). As reas que primeiro entram
em
contato com a lmina e o pisto
formam reas
grossas devido ao
efeito de esfriamento. Conseqentemente, o desenho do pisto um fator
muito importante na precisa determinao da geometria da pea que
est sendo produzida.
-
Presso com auxlio de pisto: similar a vcuo com pisto (A y B), exceto
pelo
fato de que como o pisto entra at a lmina, se ventila a atmosfera o ar
que
se encontra debaixo da lmina. Quando o pisto
deslocamento selando o molde, se aplica ar sob presso
termina seu
desde o pisto.
Este pode entrar atravs do pisto o detrs do mesmo (C). Aquelas reas de
lmina que entram em contato primeiro com o ar se esfriam primeiramente.
Em alguns casos se requer ar aquecido.
As temperaturas do pisto so tambm importantes.
Este mtodo pode ser controlado para produzir
uma
uniforme
distribuio de material em toda a pea como aparece em (D).
-
Sopro com auxlio de pisto vcuo/presso: assim que se aquece a lmina
e se sela na cavidade negativa (A), se introduz ar dentro da cavidade do
molde soprando a lmina para cima formando uma bolha uniformemente
esticada (B). Normalmente, se usa uma fotoclula eltrica para controlar a
altura da bolha. Um pist~ao com a forma aproximada do contorno da
cavidade se submerge contra a lmina (C). Quando este chega a seu
topo inferior
se produz vcuo dentro da cavidade para completar a
formao da lmina (D). Em alguns casos se usa tambm neste processo
presso de ar de formagem.
OUTRAS TCNICAS
Lmina aquecida por contato / presso:
Utiliza-se quando a lmina est altamente orientada como o BOPS, ou uma
face est
metalizada , ou
est
laminada
com adesivos sensveis a
temperatura.
Neste mtodo se insere a lm ina entre a cavidade do molde e uma placa
aquecida. A placa (A), plana e porosa, permite que se sopre ar atravs dela. A
cavidade do molde sela a lmina contra a placa aquecida. Aplica -se ar
desde a cavidade negativa forando a lmina a entrar totalmente em
contato com a placa aquecida. Tambm se pode produzir
vcuo na placa
aquecida (B). Logo aps um
aquecimento predeterminado, a lmina plstica est pronta para ser formada.
Ar
sob presso aplicada atravs da placa aquecedora forma a lmina dentro da
cavidade negativa. Pode-se
molde. Para
usar uma
ventilao (C) na face inferior
do
selar a cavidade podem ser usadas placas de ao inseridas no molde.
Pode-se empregar presso adicional de fechamento aps a formagem
(D).
Formagem em fase slida
Este processo usa um conjunto de dois moldes para dar a forma pea.
No se utiliza vcuo. A presso para formar a pea vem do fechamento
mecnico de ambas metades em lugar de ar sob presso. A lmina
aquecida a uma temperatura significativamente menor que
na term
oformagem convencional.
Pode ser utilizados madeira, metal, gesso, epxi, etc., para a confeco dos
moldes.
A lmina aquecida fixada sobre o molde negativo (A). Ao fechar o molde
se d forma lmina (B). O ar preso expulso com ventilaes efetuados
no molde. A distncia entre
o molde positivo e a cavidade negativa do
molde depende das tolerncias requeridas da pea final. Com este mtodo
se pode conseguir uma excelente reproduo de detalhes do molde e uma
boa preciso dimensional, incluindo superfci es rotuladas e texturizadas. A
distribuio do
pea.
Esclarecim
ento:
material da pea formada (C) depender da forma da
A informao aqui fornecida resultado do nosso melhor conhecimento terico e
emprico;
precisa, mas
no
podemos
garantir
sucesso
das
nossas
recomendaes e sugestes, pois as condies de utilizao das mesmas escapam
ao nosso controle.
Absolutamente tudo o que foi exposto dever ser assim interpretado, e nunca como
uma recomendao para utilizar algum produto, infringindo as patentes e normas
existentes que o amparam, tanto na sua composio como no seu uso.
Este manual foi elaborado com base em documento tcnico emitido
pela Monsanto.