Mapeamento de Riscos Ambientais no Trabalho
Mapeamento de Riscos Ambientais no Trabalho
Mapeamento
de Riscos
Ambientais
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NDICE
1) INTRODUO
2) QUANTO A IMPLANTAO DO MAPA DE RISCO
3) A LEGISLAO BRASILEIRA
4) CLASSIFICAO DE RISCOS
5) RISCOS QUMICOS, FSICOS, BIOLGICOS, ERGONMICOS E DE
ACIDENTES
6) O QUE MAPA DE RISCOS
7) QUEM FAZ O MAPA DE RISCOS
8) PLANTA OU CROQUI
9) ESTUDOS DOS TIPOS DE RISCOS
10) EXEMPLO DE RISCOS EM ALGUMAS ATIVIDADES E FUNES
11) RELATRIO PARA A DIREO DA EMPRESA
12) O AGENTE MAPEADOR
13) QUESTIONRIO
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1) INTRODUO
A preveno de acidentes de trabalho no Brasil registra dcadas de iniciativas
sem sucesso.
Em 1944 foi criada a primeira legislao estabelecendo a obrigatoriedade de
formao das Comisses Internas de Preveno de Acidentes CIPAs.
A partir de 1970 o avano da industrializao resultou no aumento do nmero de
acidentes, que j era alto. Criou-se uma srie de normas para enfrentar essa situao,
dentre elas a obrigatoriedade das empresas maiores de terem profissionais
especializados (engenheiros, mdicos e tcnicos) na rea de segurana e medicina do
trabalho. Mas a quantidade de acidentes continuou a crescer, mesmo quando o ritmo da
atividade econmica se reduziu. Em 1975 e 1976 o Brasil chegou a ter quase 10% dos
seus trabalhadores acidentados.
H quase meio sculo o quadro se mantm e, se nesse perodo no se conseguiu
reduzir os acidentes de trabalho no Brasil, porque o modelo de preveno, paternalista,
est errado.
Problemas crnicos exigem solues inovadoras. nessa situao de
persistncia de elevados ndices de acidentes de trabalho, com grandes perdas humanas
e econmicas, que surge o Mapa de Riscos.
Esse instrumento representa uma tentativa indita no Brasil, de comprometer e
envolver os trabalhadores e tambm os empresrios com a soluo de um problema que
interessa a todos superar.
2) Quanto a Implantao do Mapa de Riscos
Implantado pela Portaria n5 de 17 de agosto de 1992 do Ministrio do Trabalho
e da Administrao, ele obrigatrio nas empresas com grau de risco e nmero de
empregados que exijam a constituio de uma Comisso Interna de Preveno de
Acidentes.
0 mapa de riscos a representao grfica dos riscos de acidentes nos diversos
locais de trabalho, inerentes ou no ao processo produtivo, de fcil visualizao e
afixada em locais acessveis no ambiente de trabalho, para informao e orientao de
todos os que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto as
principais, reas de risco.
No mapa de riscos, crculos de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e
os fatores que podem gerar situaes de perigo pela presena de agentes fsicos,
qumicos, biolgicos, ergonmicos e de acidentes.
0 Mapa de Riscos elaborado segundo a Portaria n 25, pela CIPA, ouvidos os
trabalhadores envolvidos no processo produtivo e com a orientao do Servio
Especializado em Segurana e Medicina do Trabalho SESMT da empresa, quando
houver.
considerada indispensvel, portanto, a participao das pessoas expostas ao
risco no dia-a-dia.
0 Mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos
trabalhadores diante dos perigos identificados e graficamente sinalizados. Desse modo,
contribui para a eliminao ou controle dos riscos detectados.
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Para o empresrio, as informaes mapeadas so de grande interesse com vista
manuteno e ao aumento da competitividade, prejudicada pela descontinuidade da
produo interrompida por acidentes, Tambm permite a identificao de pontos
vulnerveis na sua planta.
Primeira medida no paternalista na rea, o mapa de risco um modelo
participativo e pode ser um aliado de empresrios e empregados para evitar acidentes,
encontrar solues prticas para eliminar ou controlar riscos e melhorar o ambiente e as
condies de trabalho e a produtividade, com isso ganham os trabalhadores, com a
proteo da vida, da sade e da capacidade profissional. Ganham as empresas, com a
reduo de perdas por horas paradas, danos em equipamentos e desperdcios de matrias
primas. Ganha o Pas, com a reduo dos vultosos gastos do sistema previdencirio no
pagamento de penses e com o aumento da produtividade geral da economia.
0 mapeamento deve ser feito anualmente, toda a vez que se renova a CIPA. Com
essa reciclagem, cada vez mais trabalhadores aprendem a identificar e a registrar
graficamente os focos de acidentes nas empresas, contribuindo para elimin-los ou
control-los.
3) A Legislao Brasileira
Com redao dada pela Portaria n 25 de 29.11.1994, incluiu se na NR 5, item
5.16, alnea o, "elaborar, ouvidos os trabalhadores de todos os setores do
estabelecimento e com a colaborao do SESMT, quando houver, o MAPA DE
RISCOS, com base nas orientaes constantes do anexo IV devendo o mesmo ser
refeito a cada gesto da CIPA.
ANEXO IV - MAPA DE RISCOS
1. 0 Mapa de Riscos tem como objetivos:
a) reunir as informaes necessrias para estabelecer o diagnstico da situao de
segurana e sade no trabalho na empresa,
b) possibilitar, durante a sua elaborao, a troca e divulgao de informaes entre os
trabalhadores, bem como estimular sua participao nas atividades de preveno.
2. Etapas de elaborao:
a) conhecer o processo de trabalho no local analisado;
- os trabalhadores: nmero, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurana e
sade, jornada;
- os instrumentos e materiais de trabalho,
- as atividades exercidas, o ambiente.
b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificao da tabela
1.
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c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficcia:
- Medidas de proteo coletiva;
- Medidas de organizao do trabalho
- Medidas de proteo individual;
- Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatrios, vestirios, armrios,
bebedouro, refeitrio, rea de lazer.
d) Identificar os indicadores de sade:
- Queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos
riscos.
- Acidentes de trabalho ocorridos,
- Doenas profissionais diagnosticadas,
A intensidade do risco, de acordo com a percepo dos trabalhadores, que deve
ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de crculos.
3. Aps discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial,
dever ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visvel e de fcil
acesso para os trabalhadores.
4. No caso das empresas da indstria da construo, o Mapa de Riscos do
estabelecimento dever ser realizado por etapa de execuo dos servios, devendo ser
revisto sempre que um fato novo e superveniente modificar a situao de riscos
estabelecidas.
A realizao do mapa informada formalmente ao empregador por meio da
cpia da ata da respectiva reunio da CIPA. Aps 30 dias ele dever dizer se cabe a
adoo das medidas sugeridas pela CIPA para eliminar os focos de risco. Os prazos para
adoo das medidas so negociados entre as Cipas e as empresas.
A falta de elaborao e de afixao, nos locais de trabalho, do Mapa de Riscos
ambientais pode implicar em multas de valor elevado. A maior multa, no campo da
Segurana do Trabalho, aplicada, em casos extremos, quando fica evidenciada a
posio do
empregador em fraudar a lei ou resistir fiscalizao.
Alm das situaes extremas existem outras previstas na NR 28 da Portaria
3.214178 (com a redao dada pelas Portarias n 3, de 10 de julho de 1992, e 7, de 5 de
outubro de 1992), que tambm implicam multas vultosas.
Existem trs incisos de intensidade mxima na escala de infraes (14, sendo "V
de infrao). quando o Mapa de Riscos no for refeito em cada gesto da CIPA, quando
o empregador deixar de se manifestar no prazo de 30 dias aps o recebimento do
relatrio da CIPA , e quando a direo do estabelecimento deixar de fazer as alteraes
nos locais de trabalho, dentro do prazo combinado com a CIPA. interessante notar
que, neste ltimo caso, a CIPA passa a ser investida de uma competncia de fiscalizar a
prpria empresa, cabendo lhe no s negociar o prazo com o empregador como,
principalmente, encaminhar DRT uma cpia do Mapa de Riscos e do relatrio, para
anlise e inspeo.
0 critrio de dupla visita por meio do qual compete ao agente de inspeo do
Trabalho orientar e dar conselhos tcnicos para o cumprimento da legislao trabalhista
tem a durao de 90 dias a partir da data de vigncia das novas disposies, isto
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significa que o critrio da dupla visita, no mapeamento de riscos ambientais, deixou de
surtir efeitos a partir do dia 20 de maro de 1993, 90 dias aps a vigncia da Portaria n
5192, ou seja, 20 de dezembro de 1992. A exceo quando se tratar de
estabelecimento ou local de trabalho recentemente inaugurado, casos em que
igualmente se observar o critrio da dupla visita.*
* Na primeira visita a fiscalizao no faz autuao, apenas orienta. Fixa um
determinado prazo e retoma para uma segunda visita, a partir da qual a empresa estar
sujeita a sanes do Ministrio do Trabalho.
S obrigada a fazer o mapa de riscos a empresa que deve ter CIPA. Mesmo
quando esse rgo for inoperante ou no tiver condies de realizar o mapa de riscos, no
entanto, a empresa quem estar exposta punio em funo disso.
A fiscalizao e as penalidades a que esto sujeitas as empresas
que deixarem de elaborar o mapa de riscos ou o fizerem incorretamente encontram se
previstas na Norma Regulamentadora NR 28 da mesma Portaria 3.214178, com a
redao dada pela Portaria n 7, expedida pelo mesmo rgo em 5 de Outubro de 1992.
Cabe ao empregador dar condies para a realizao do mapeamento de riscos
ambientais afixando-o em local visvel.
0 Mapa de riscos ser executado (pela CIPA, depois de consultados os trabalhadores de
todos os setores produtivos da empresa).
4) Classificao dos Riscos Ambientais
Os riscos esto presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades
humanas, comprometendo a segurana e a sade das pessoas e a produtividade da
empresa.
Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, mdio e longo prazos,
provocando acidentes com leses imediatas e/ou doenas
chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes do trabalho.
Os agentes que causam riscos sade dos trabalhadores e que costumam estar
presentes nos locais de trabalho so agrupados em cinco tipos:
- Agentes qumicos;
- Agentes fsicos;
- Agentes biolgicos;
- Agentes ergonmicos;
- Agentes de acidentes (mecnicos).
Cada um desses tipos de agentes responsvel por diferentes riscos ambientais
que podem provocar danos sade ocupacional dos funcionrios da empresa. Para fazer
o Mapa de Riscos, consideram se os riscos ambientais provenientes de:
GRUPO I
1. Agentes Qumicos:
So considerados agentes qumicos, aqueles capazes de provocar riscos sade:
poeira, fumos, nvoas, vapores, gases, produtos qumicos em geral, neblina, etc.
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Os principais tipos de agentes qumicos que atuam sobre o organismo humano,
causando problemas de sade, so:
gases, vapores e nvoas; aerodispersides (poeiras e fumos metlicos).
Riscos Sade
Os gases, vapores e nvoas podem provocar efeitos irritantes, asfixiantes ou
anestsicos:
Efeitos irritantes: so causados, por exemplo, por cido clordrico, cido sulfrico,
amnia, soda custica, cloro, que provocam irritao das vias areas superiores.
Efeitos asfixiantes: gases como hidrognio, nitrognio, hlio, metano, acetileno,
dixido de carbono, monxido de carbono e outros causam dor de cabea, nuseas,
sonolncia, convulses, coma e at morte.
Efeitos anestsicos: a maioria dos solventes orgnicos assim como o butano,
propano, aldedos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, lcoois, tolueno, tem
ao depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos rgos.
0 benzeno especialmente responsvel por danos ao sistema formador do sangue.
Os aerodispersides: que ficam em suspenso no ar em ambientes de trabalho,
podem ser poeiras: minerais, vegetais, alcalinas, incmodas ou fumos metlicos.
Poeiras minerais: provm de diversos minerais como: slica, asbesto, carvo
mineral e quartzo. Provocam silicose, asbestose (asbesto), pneumoconioses (ex.: carvo
mineral, minerais em geral).
Poeiras vegetais: so produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagao
de cana de acar e de algodo, que causam bagaose e bissinose, respectivamente.
Poeiras alcalinas: provm em especial do calcrio, causando doena pulmonares
obstrutivas crnicas, como enfisema pulmonar.
Poeiras incmodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no
ambiente de trabalho, tornando os mais nocivos sade,
Fumos metlicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo,
mangans, ferro, etc., causam doena pulmonar obstrutiva crnica, febre de fumos
metlicos, intoxicaes especficas, de acordo com o metal.
GRUPO II
2. Agentes fsicos
So considerados agentes fsicos, aqueles capazes de provocar riscos sade:
- Rudos, vibraes, radiaes ionizantes e no ionizantes, presses anormais,
temperaturas extremas, iluminao deficiente, umidade, etc.
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Riscos sade
Rudos: Provocam cansao, irritao, dores de cabea, diminuio da audio (surdez
temporria, surdez definitiva e trauma acstico), aumento da presso arterial, problemas
no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto.
Vibraes: cansao, irritao, dores nos membros, dores na coluna, doena do
movimento, artrite, problemas digestivos, leses sseas, leses dos tecidos moles, leses
circulatrias.
Calor ou frio extremos: taquicardia aumento da pulsao, cansao, irritao,
fadiga trmica, prostrao trmica, choque trmico, perturbao das funes digestivas,
hipertenso.
Radiaes ionizantes: alteraes celulares, cncer, fadiga, problemas visuais,
acidentes do trabalho.
Radiaes no ionizantes: queimaduras, leses na pele, nos olhos e em outros
rgos. muito importante saber que a presena de produtos ou agentes no local de
trabalho como, por exemplo: radiaes infravermelhas presentes em operaes de
fornos de solda oxiacetilnica; ultravioleta, produzida pela solda eltrica e de raios laser.
podem causar ou agravar problemas visuais (ex. catarata, queimaduras, leses na pele,
etc.), mas isto no quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a sade, isso
depende da combinao de muitas condies como a natureza do produto, a sua
concentrao, o tempo e a intensidade que a pessoa fica exposta a eles, por exemplo.
Umidade: doenas do aparelho respiratrio, da pele e circulatrias, e traumatismos
por quedas.
Presses anormais: embolia traumtica pelo ar, embriaguez das profundidades,
intoxicao por oxignio e gs carbnico, doena descompressiva.
GRUPO III
3. Agentes biolgicos
Microrganismos e animais so os agentes biolgicos que podem afetar a sade do
trabalhador. So considerados agentes biolgicos os bacilos, bactrias, fungos,
protozorios, parasitas, vrus. Entram nesta classificao tambm os escorpies, bem
como as aranhas, insetos e ofdios peonhentos.
Riscos sade
Podem causar as seguintes doenas, dentre outras: Tuberculose, intoxicao
alimentar, fungos (microrganismos causadores infeces), brucelose, malria, febre
amarela.
As formas de preveno para esses grupos de agentes biolgicos so: vacinao,
esterilizao, higiene pessoal, uso de EPI, ventilao, controle mdico e controle de
pragas.
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GRUPO IV
4. Agentes ergonmicos
So os agentes caracterizados pela falta de adaptao das condies de trabalho s
caractersticas psico-fisiolgicas do trabalhador.
Entre os agentes ergonmicos mais comuns esto:
- Trabalho fsico pesado;
- Posturas incorretas;
- Posies incmodas,
- Repetitividade;
- Monotonia,
- Ritmo excessivo;
- Trabalho em turnos e trabalho noturno,
- Jornada prolongada;
Riscos sade
Trabalho fsico pesado, posturas incorretas e posies incmodas provocam
cansao, dores musculares e fraqueza, alm de doenas como hipertenso arterial,
diabetes, lceras, molstias nervosas, alteraes no sono, acidentes, problemas de
coluna, etc.
Ritmo excessivo, monotonia, trabalho em turnos, jornada prolongada, conflitos,
excesso de responsabilidade provocam desconforto, cansao, ansiedade, doenas no
aparelho digestivo (gastrite, lcera), dores musculares, fraqueza, alteraes no sono e na
vida social (com reflexos na sade e no comportamento), hipertenso arterial,
taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), diabetes, asmas, doenas nervosas, tenso,
medo, ansiedade.
GRUPO V
5. Agentes de acidentes (mecnicos):
Fazem parte deste grupo: arranjos fsico inadequados ou deficientes, mquinas e
equipamentos, ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade,
sinalizao, perigo de exploso ou incndio, transporte de materiais, edificaes,
armazenamento inadequado, etc
Essas deficincias podem abranger um ou mais dos seguintes aspectos:
- Arranjo fsico;
- Edificaes;
- Sinalizaes;
- Ligaes eltricas;
- Mquinas e equipamentos sem proteo,
- Equipamento de proteo contra incndio;
- Ferramentas defeituosas ou inadequadas,
- EPI inadequado,
- Armazenamento e transporte de materiais.
- Iluminao deficiente - fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho.
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Riscos sade
- Arranjo fsico: quando inadequado ou deficiente, pode causar acidentes e provoca
desgaste fsico excessivo nos trabalhadores.
- Mquinas sem proteo: podem provocar acidentes graves.
- Instalaes eltricas deficientes: trazem riscos de curto-circuito, choque eltrico,
incndio, queimaduras, acidentes fatais.
- Matria prima sem especificao e inadequada: acidentes,
doenas profissionais, queda da qualidade de produo.
- Ferramentas defeituosas ou inadequadas: acidentes, com
repercusso principalmente nos membros superiores.
- Falta de EPI ou EPI inadequado ao risco: acidentes, doenas profissionais.
- Transporte de materiais, peas, equipamentos sem as devidas precaues: acidentes.
- Edificaes com defeitos de construo: a exemplo de piso com desnveis, escadas
fora de ausncia de sadas de emergncia, mezaninos sem proteo, passagens sem a
altura necessria: quedas, acidentes.
- Falta de sinalizao das sadas de emergncia, da localizao de escadas e caminhos
de fuga, alarmes, de incndios: aes desorganizadas nas emergncias, acidentes.
- Armazernamento e manipulao inadequados de inflamveis e gases: curto circuito,
sobrecargas de redes eltricas: incndios, exploses.
- Armazenamento e transporte de materiais: a obstruo de reas traz fiscos de
acidentes, de quedas, de incndio, de exploso etc.
- Equipamento de proteo contra incndios: quando deficiente ou insuficiente, traz
efetivos riscos de incndios.
- Sinalizao deficiente: falta de uma poltica de preveno de acidentes, no
identificao de equipamentos que oferecem fisco, no delimitao de reas,
informaes de segurana insuficientes etc, comprometem a sade ocupacional dos
funcionrios.
5) Riscos Qumicos, Fsicos, Biolgicos,
Ergonmicos e de Acidentes
5.1. Agentes Qumicos
Os agentes qumicos mais comuns apresentam-se sob as seguintes formas:
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Formas dos Agentes Qumicos:
Forma Gasosa:
- Monxido de carbono;
- Bixido de enxofre;
- Vapores de solventes;
- xido de hidrognio;
- Amnia;
- cido clordrico;
- cido sulfrico;
- Sulfeto de carbono;
- Sulfeto de hidrognio
Forma slida:
- Soda em escamas;
- Ps
- Poeiras de slica,
- Granito;
- Algodo, etc.
Forma liquida:
- Alcalis
- cidos
- Solventes
5.1.1 Contaminantes ambientais
No ambiente de trabalho, podemos encontrar seis tipos mais comuns de agentes
qumicos ou substncias contaminantes:
Poeiras
So produzidas mecanicamente por ruptura de partculas maiores. Exemplo:
fibras de amianto e poeiras de slica.
Fumos
Os chamados fumos so partculas slidas produzidas por condensao de
vapores metlicos.
Exemplos: fumos de xido de zinco nas operaes de soldagem com ferro, de
chumbo em trabalhos a temperaturas acima de 500C e de outros metais em operaes
de fuso.
Fumaas
Fumaas produzidas pela combusto incompleta como a liberada pelos
escapamentos dos automveis, que contm monxido de carbono, so contaminantes
ambientais e representam riscos de acidentes e sade.
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Neblinas
As neblinas so partculas lquidas produzidas por condensao de vapores.
Exemplos: anidrido sulfrico, gs clordrico, etc.
Gases
Os gases so disperses de molculas que se misturam com o ar. Exemplo: GLP
Gs Liquefeito de Petrleo , monxido de carbono, gs sulfdrico, gs ciandrico, etc.
Vapores
So disperses de molculas no ar que podem se condensar para formar lquidos
ou slidos em condies normais de temperatura e presso. Exemplos: vapores de
benzol, dissulfito de carbono, etc.
5.1.2 Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes
Ambientais
Deve-se lembrar que a presena de produtos ou agentes no local de trabalho no
quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a sade.
0 risco representado pelas substncias qumicas depende dos seguintes fatores:
a) Concentrao: Quanto maior for a concentrao do produto, mais rapidamente
os seus efeitos nocivos se manifestaro no organismo.
b) ndice respiratrio: Representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador
durante a jornada.
c) Sensibilidade individual: o nvel de resistncia de cada um varia de
pessoa para pessoa.
d) Toxicidade: o potencial txico da substncia no organismo.
e) Tempo de exposio: o tempo que o organismo fica exposto ao
contaminante.
5.1.3 Vias de penetrao dos agentes qumicos
0 agente qumico pode penetrar no trabalhador pela pele (via cutnea), pela boca
e estmago (via digestiva) e pelo nariz e pulmes (via respiratria).
Via Cutnea
Os cidos, lcalis e solventes, ao atingirem a pele, podem ser absorvidos ou
provocar leses como caroos ou chagas (acne qumica), podendo tambm
comprometer as mucosas dos olhos, boca e nariz. A soda em escamas e os ps tambm
podem penetrar na pele e contaminar.
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Esses problemas podem acontecer quando os trabalhadores manipulam produtos
qumicos sem equipamentos de proteo individual EPI como luvas, aventais, botas,
mscaras e culos de segurana.
Via Digestiva
A contaminao do organismo ocorre pela ingesto acidental ou no de
substncias nocivas, presentes em alimentos contaminados, deteriorados ou na saliva.
Hbitos inadequados como alimentar se ou ingerir lquidos no local de trabalho,
umedecer os lbios com a lngua, usar as mos para beber gua e a falta de higiene
contribuem para a ingesto de substncias nocivas. H casos de ingesto acidental ou
proposital de cidos, lcalis, solventes. Conforme o tipo de produto ingerido, podem
ocorrer leses (queimaduras na boca, esfago e estmago).
Via Respiratria
As substncias penetram pelo nariz e boca, afetando a garganta e chegando aos
pulmes. Atravs da circulao sangunea, podem seguir para outros rgos, onde
manifestaro seus efeitos txicos. Substncias qumicas na forma de p em suspenso
no ar podem facilmente penetrar no organismo pela respirao. Partculas muito
pequenas podem vencer as barreiras naturais das vias respiratrias, chegando a atingir
partes mais profundas do pulmo. Em todos esses casos pode existir risco de
contaminao se os funcionrios no usarem os equipamentos de proteo individual ou
se no houver sistemas de ventilao ou exausto adequados.
5.1.4 Riscos possveis dos produtos qumicos para a sade
0 quadro a seguir mostra a utilizao, os riscos e as consequncias para a sade
de alguns dos principais produtos qumicos utilizados pelas indstrias, a depender da
toxicidade de cada um no ambiente de trabalho.
Possveis Riscos dos Produtos Qumicos
Produto Uso Riscos para a Sade Princpios Sintomas e
Produto Uso Riscos para
a Sade Conseqncias
Provveis a partir
da Contaminao
Antimnio Empregado nas
Encontra-se
associado Sabor
metlico. Dores de
estmago
Encontra-se
associado com o
chumbo e o arsnico.
Seus compostos
podem irritar olhos,
pele e mucosas das
vias respiratrias. Ps
e fumos podem
provocar leses nos
pulmes.
Sabor metlico. Dores de
estmago ou
complicaes intestinais.
Vmitos, diarreia,
irritabilidade, fadiga,
vertigens e dores
musculares. Reduo dos
glbulos brancos. Leses
nos msculos cardacos.
Chumbo Usado como
catodo de Penetra
no organismo
Demncia, fadiga,
clicas intestinais,
Penetra no organismo
por inalao e
ingesto. Pode
provocar leses nos
rins e no fgado.
Alguns compostos do
provocar cncer.
Demncia, fadiga, clicas
intestinais, cefaleia, viso
dupla, alterao de
conduta, anemia,
degenerao dos rins e
fgado e depresso do
SNC - Sistema Nervoso
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Central. Seus compostos
orgnicos podem provocar
leses cerebrais,
alteraes mentais,
ansiedade, delrio e morte.
Mercrio Usado na
fabricao de 0
mercrio acumula-
se nos Nuseas,
Vmitos, diarria,
cefalia,
0 mercrio acumula-
se nos rins, fgado,
bao e ossos, 0
envenenamento
provoca inchao das
glndulas salivares e
pode resultar em
queda dos dentes e
lceras na boca e nas
gengivas.
Nuseas, Vmitos,
diarria, cefalia, dores
abdominais, tremores,
convulses, espasmos
musculares e alterao de
conduta, nervosismo,
irritabilidade, ansiedade e
depresso.
Zinco Usado na
fabricao de Os
fumos provocam a
febre Dermatite,
irritaes
digestivas
Os fumos provocam a
febre dos
metalrgicos (calafrio,
febre alta e secura na
boca). Seus
compostos
prejudicam os olhos,
a pele e as mucosas.
Dermatite, irritaes
digestivas provocando
nuseas e vmitos.
Nquel Usado em ligas
com o ao na
produo de
mquinas,
automveis e
componentes
eltricos, como
catalisador em
banhos eletrolticos
em banhos
eletroliticos
(niquelagem),
baterias,
acumuladores e no
fabrico de moedas.
Pode provocar
dermatite e alergias.
tambm um agente
cancergeno, podendo
atingir os pulmes, a
cavidade nasal os
ossos e o estmago.
Dor de cabea, falta de ar,
vertigens, vmitos, febre
alta, tosse, delrio,
alucinaes, diminuio
sangnea e morte.
Alumnio Usado na
construo,
indstrias
aeronutica e
automobilstica,
fabricao de
cabos de cozinha e
papel de alumnio.
Usado tambm,
como pigmento em
algumas pinturas e
ligas como a de
alumnio.
Oferece risco sob a
forma de p, na
produo industrial de
raspantes e no uso de
lixas e rebolos.
0 p pode provocar
irritao nos olhos,
enfisema ou fibrose
pulmonar.
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Possveis Riscos dos Produtos Qumicos
Produto Uso Riscos para a Sade Princpios Sintomas e
Produto Uso Riscos para a
Sade Conseqncias
Provveis a
partir da Contaminao
Acetileno Gs bsico no
processo de solda
e corte de metais.
Transforma-se em
narctico quando se
mistura com o
oxignio, provocando
sonolncia e perda
dos sentidos.
Vertigens, cefaleia,
indisposio estomacal e
dificuldades respiratrias.
cido
Ntrico
Usado na
dissoluo e
tratamento de
minrios metlicos.
txico para a pele,
os olhos e a mucosa
das vias respiratrias.
Pode produzir edema
pulmonar.
Irritao das mucosas
(nariz, garganta e olhos),
opresso torxica,
angstia, respirao
agitada, nuseas,
vertigens, salivao,
sensao de fadiga
muscular e bronquite.
cido
Sulfrico
Usado como
dissolvente na
degradao de
certos minrios.
Forma-se
espontaneamente
no tratamento do
minrio de enxofre.
Provoca irritao do
sistema respiratrio.
Quando diludo pode
causar dermatite e
leses nos pulmes.
Seus vapores so
corrosivos para pele e
os olhos.
Tosse, pneumonia qumica
e eroso dos dentes,
nusea, vmitos e dores
abdominais.
Cloro Usado na extrao
de alguns minrios
na eletrlise de
alguns metais.
Liberado nos
gases de exploso
e de fuso .
Irrita os olhos, a pele
e as mucosas das
vias respiratrias.
Causa sensao de picadas,
ardor e congesto nos olhos e
na pele e hipertenso. Em
altas dose pode causar
colapso respiratrio.
Cdmio Usado na
galvanizao de
outros metais para
evitar corroso.
Facilita o processo
de solda. usado
em algumas peas
de motores,
baterias de
cdmio, nquel,
foguetes,
msseis e avies.
Os fumos podem
causar
envenenamento.
Febre alta, queimao na
garganta, tosse, nuseas,
opresso no peito, vmito,
dor de cabea e cianose
(colorao azulada por
deficincia de oxignio no
sangue).
Metanol 0 metanol (lcool
metlico) um
lcool retirado da
madeira e do gs
natural. Tambm
Os efeitos no
organismo ocorrem
pela contaminao
atravs da respirao,
ingesto e contato
Distrbios visuais,
vertigens, dor de cabea,
perturbaes digestivas,
irritao nas mucosas do
nariz. 0 cantata com os
16
chamado de
carbinol ou lcool
de madeira. Usado
como combustvel
de veculos.
com a pele. Se
ingerido, pode
provocar cegueira e
pode ser fatal.
olhos pode
produzir irritao,
lacrimejamento, sensao
de queimao e cegueira.
0 cantata com a pele pode
causar dermatose.
Agentes Qumicos Tpicos de Algumas Indstrias
Indstria Processo ou Operao Agentes qumicos potencialmente nocivos
que podem estar presentes no ambiente de
trabalho
Aciaria Fundio Poeiras contendo slica livre cristalizada, xido
de ferro, silicatos, carbonatos, monxido de
carbono (CO), dixido de enxofre (50), fumos
de fsforo, chumbo, ferro, mangans (funo
da composio do metal fundido).
Algodo Abridores, cardas, batedores
filatrios conicaleiras,
etorcedeiras Mercerizao
Branqueamento
Acabamento
Poeira de algodo.
Hidrxido de sdio, cido sulfrico.
Hipoclorito de sdio, cloro de sdio
Para - nitroferiol acrilonitrila
Borracha
Natural
Preparao da mistura Aminas aromticas (ex.: 4 difenil amima, naffil
amima). Solventes orgnicos.
Borracha
sinttico
Tolueno diisocianato ou outros isocianatos.
cido actico, cido sulfrico,
Acrilonitrila, cloro butadieno, estireno,
etilbenzeno, isoproperio, dicloroetano.
Botes de
plstico
Estirol, feriol, formaldeido, cido acrlico,
dissulfeto de carbono, tetracloreto de carbono.
Calados Colagern Solventes orgnicos constituintes da cola (ex.:
benzerio,
Cera
Cloro naftalina ou difenil.
Cermica Manuseio matrias-primas
Rebarbao, polimento,
esmaltao
Limpeza, decorao
Desmonte de caixas
Poeira contendo slica livre cristalizada.
Chumbo, poeira contendo slica livre
cristalizada.
Benzeno, nitrobenzerio, tricloroetilerio,
aguarrs, poeira contendo slica livre
cristalizada.
Querosene, poeira contendo slica livre
cristalizada.
Cerveja Fermentao
Revestimentos dos vasilhames
Vazamento de gases
Refrigerantes
Dixido de carbono (CD2).
Tricloetileno.
Amnia.
Freon.
Choque Reparao de matrial
refratrio e corte
Reparao de sistemas de
transmisso
Coleta de alcatro
Retorta.
Poeira contendo slica livre cristalizada
Monxido de carbono (CO).
Naftil amima.
Benzopireno.
Couro
Berizerio, xilerio, toluol.
Espelhos
cido clordrico (HCI), nitrato de prata, amnia,
hidrxido de prata, amina.
Explosivos
Nitroglicerina, dinitrato de etileno glicol, tetrilo,
trinitrotolueno.
17
Fibra de
vidro
Colagem Poeira de slica livre no manuseio de matria
prima.
Poeira de fibra de vidro.
lcool metlico. Acetato de etila.
Fibras
artificiais
Diosulfeto de carbono (CS), benzeno, cido
actico, gs sulfdrico (H2S), cidos
inorgnicos
Refrigerante Vazamento de Gases Amnia de hidrocarbonetos halogenados.
Siderrgica
Monxido de carbono (CO), poeira de xido de
ferro.
Tintas
Sais de chumbo, xido de zinco, xido de
ferro, xido de cromo (pigmentos).
lcoois, esteres, cetonas e teres de glicol
(solventes). cidos inorganicos.
Vidro
Slica, chumbo, poeira de soda e potassa,
dixido de enxofre (S02).
Agentes Qumicos Presentes em Vrios Tipos de Indstrias
Processo ou Operao Agentes qumicos potencialmente nocivos que podem
estar presentes no trabalho
Decapagem cido sulfrico, cido clordrico, cido fosfrico, cido
ntrico, cido fluoridrico.
Desengraxamento Gasolina, querosene, tetracioreto de carbono (CC14),
hidrocarbonetos clorados (tricloroetileno), tetracloroetileno.
Fosfatizao cido crmico-
Galvanizao Fumos de xido de zinco.
cido clordrico, amnia, cido sulfrico.
Jateamento de areia Poeira contendo slica livre cristalizada.
Polimento eletroltico de metais cido fosfrico, cido sulfrico, vapores de solventes ,
orgnicos.
Revelao fotogrfica Amino derivados (fenolamina), cidos fortes, lcalis fortes,
aldedos (formaldeldo), amimas alifticas.
Solda ou cone oxiacetilnico xidos de nitrognio, hidrogenio.
Solda de cote a arco Ozona, monxido de carbono, fosgnio.
Tratamento de gua doce Cloro.
Tratamento trmico de metais Monxido de carbono (Co), propano, oxidas de nitrognio,
gs cianidrico.
5.1.5 Limites de Tolerncia
0 fato dos trabalhadores estarem expostos a agentes fsico-qumicos ou
biolgicos no implica necessariamente que venham a contrair uma doena do trabalho.
Para tanto, necessrio que estejam expostos a uma determinada concentrao ou
intensidade e que o tempo de exposio seja suficiente para atuao nociva destes
agentes sobre o ser humano. "Limites de Tolerncia" so concentraes dos agentes
qumicos ou intensidades dos agentes fsicos presentes no ambiente de trabalho sob as
quais os trabalhadores podem ficar expostos durante toda a sua vida laboral sem sofrer
efeitos adversos sua sade.
Estes limites tm por objetivo garantir a proteo da sade do trabalhador e esto
definidos na NR 15 da Portaria n0 3.214178 do Ministrio do Trabalho, Ex.: quadro n 1
da NR 15 - Anexo n 11.
18
Agentes
Qumicos
Valor
Teto
Absoro tambm
pela pele
At 48
horas/semana
PPM* mg/m3
Grau de a insalubridade a
ser considerado no caso
de sua caracterizao.
lcool Metlico
(metanol)
lcool n-proplico
+
+
156 200
156 390
Mximo
mdio
ppm* Partes de vapor ou por milho de partes de ar contaminado.
mg/m3 Miligramas por metro cbico de ar.
Isto significa, por exemplo, no caso do lcool metlico (metanol), que o mesmo
tambm absorvido pela pele, e que permitido pelo LT, a exposio ao produto at uma
concentrao mxima de 200 mg/ m3 de ar por um tempo mximo de 48 horas
semanais.
Saliente-se que para a confeco do Mapa de Riscos no h necessidade da
medio quantitativa dos produtos qumicos, os limites de tolerncia so citados
somente cara ressaltar que apenas o contato com o produto qumico no caracteriza o
risco. No ser demais relembrar que a avaliao do risco para a construo do mapa
apenas sensitiva.
5.2. Riscos Fsicos
Presses extremas
As atividades exercidas em locais de presses extremas (altas ou baixas)
requerem equipamentos especiais e rigoroso treinamento. Um exemplo o dos
mergulhadores que trabalham em obras submarinas.
Rudos
As mquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem rudos que
podem atingir nveis excessivos, provocando a curto, mdio e longo prazos srios
prejuzos sade. Dependendo do tempo da exposio, do nvel sonoro e da
sensibilidade individual, as alteraes auditivas podero manifestar se imediatamente ou
se comear a perder a audio gradualmente. Quanto maior o nvel de rudo, menor
dever ser o tempo de exposio ocupacional (Ver Tabela Abaixo).
Nveis de Rudos Aceitveis
Nvel de Rudo DB(A) Mxima Exposio Diria Permissvel
85 8 h
86 7 h
87 6 h
88 5 h
89 4 h 30 min
90 4 h
91 3 h 30 min
92 3 h
93 2 h 30 min
94 2 h 15 min
95 2 h
96 a 98 1 h 45 min
19
100 1 h
102 45 min
104 e 105 35 min
106 30 min
108 20 min
110 15 min
112 10 min
114 8 min
115 7 min
Principais efeitos prejudiciais do rudo excessivo sobre a pessoa
EFEITOS NOCIVOS DO RUIDO
Sobre o sistema nervoso
Modificaes das ondas eletroencefalogrficas,
Fadiga dos nervos
Perda de memria, irritabilidade, dificuldade em
coordenar idias
Aparelho Cardiovascular
Hipertenso
Modificao do ritimo cardaco
Modificao do calibre dos casos sanguneos
Outros efeitos
Modificao do ritimo respiratrio
Perturbao gastrintestinais
Diminuio da viso noturna
Dificuldade na percepo das cores
Perda temporria da capacidade auditiva.
Para a confeco do Mapa de Riscos no ser necessria a medio do nvel de rudo.
A avaliao sensitiva: "aquele rudo que incomoda um pouco ou mais ou menos?"
No interessa se da ordem de 85 ou 70 db, o que importa o que incomoda e tornar-
se- o medidas para minimiz-lo.
Radiaes
Radiaes ionizantes
<> Os operadores de aparelhos de Raios X e Radioterapia frequentemente esto
expostos a esse tipo de radiao. Seus efeitos podem afetar o organismo (crnicos,
agudos, genticos ou somticos "fsicos"), podendo se manifestar nos descendentes.
Deve se tomar cuidados especiais quanto s operaes e ao ambiente.
Radiciaes no ionizastes
<> As radiaes infravermelho, presentes em operaes de fornos de solda
oxiacetilnica; ultravioleta, produzida pela solda eltrica; de raios laser podem causar ou
agravar problemas visuais a exemplo da catarata provocar queimaduras, leses na pele,
etc.
20
Temperaturas extremas
Calor
Altas temperaturas so nocivas sade do trabalhador, podendo provocar
catarata, cmbras, insolao, desidratao, distrbios psiconeurticos, erupo da pele,
problemas circulatrios. Obs.: o uso de lentes de contato por operadores de fornos,
soldadores (arco voltaico) e demais trabalhadores que enfrentam calor externo contra
indicado, podendo provocar at perda da viso.
Frio
Baixas temperaturas tambm so nocivas sade podendo provocar feridas,
rachaduras e necrose da pele, enregelamento, gangrena e amputao do membro lesado.
Outras consequncias possveis de temperaturas muito baixas so o agravamento de
doenas musculares perifricas preexistentes e de doenas reumticas, predisposio
para acidentes e doenas das vias respiratrias.
Vibraes
Na indstria comum o uso de mquinas e equipamentos que produzem
vibraes, as quais podem ser prejudiciais para o trabalhador. As vibraes, podem ser
localizadas ou generalizadas. Vibraes localizadas so causadas por ferramentas
manuais, eltricas pneumticas. Com o tempo podero provocar alteraes
neurovasculares nas mos, problemas nas mos e braos e osteoporose (perda da
substancia ssea). As vibraes generalizadas ou do corpo inteiro podem afeitar os
operadores de grandes mquinas, corno os motoristas de caminhes, nibus e trotares,
provocando dores lombares e leses na coluna vertebral.
Umidade
As atividades ou operaes executada s em locais alagados; ou encharcados,
com umidade excessiva, capazes de produzir danos sade dos trabalhadores, so
situaes insalubres e devem ter a ateno dos prevencionistas atravs de inspees
realizadas nos locais de trabalho para se estudar a implementao de medidas de
controle.
5.2 Riscos Biolgicos
Agentes Biolgicos so microrganismos que, em contato com o homem podem
provocar inmeras doenas. So considerados como agentes biolgicos os bacilos,
bactrias, fungos, protozorios, parasitas, vrus. Entram nesta classificao tambm os
escorpies, bem como as aranhas, insetos e ofdios peonhentos. Muitas atividades
profissionais favorecem o contato com tais agentes. o caso das indstrias de
alimentao, hospitais, limpeza pblica (coleta de lixo), laboratrios etc.
Entre as inmeras doenas profissionais provocadas por microorganismos incluem-
se: TUBERCULOSE, BRUCELOSE, MALRIA, FEBRE AMARELA etc.
Para que estas doenas possam ser consideradas DOENAS PROFISSIONAIS
necessrio que haja exposio do funcionrio a estes microorganismos.
necessrio que sejam tomadas medidas preventivas cara que as condies de
higiene e segurana nos diversos setores de trabalho sejam adequadas.
21
As medidas preventivas mais comuns so:
O controle mdico permanente;
O uso do E. P. I. (Equipamento de Proteo Individual);
Higiene rigorosa nos locais de trabalho;
Hbitos de higiene pessoal; uso de roupas adequadas;
Vacinao;
Treinamento.
Para que uma substncia seja nociva ao homem necessrio que ela entre em
contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetrao no organismo humano
com relao ao dos agentes biolgicos: cutnea (atravs da pele), digestiva (ingesto
de alimentos) e respiratria (aspirao de ar contaminado).
5.3 Riscos Ergonmicos
So os riscos ligados execuo e organizao de todos os tipos de tarefas. Por
exemplo, a altura inadequada do assento da cadeira, a distncia insuficiente entre as
pessoas numa seo, a monotonia do trabalho, o isolamento do trabalhador, o
treinamento inadequado ou inexistente, etc.
A ergonomia ou engenharia humana uma cincia relativamente recente que
estuda as relaes entre homem e seu ambiente de trabalho.
A Organizao Internacional do Trabalho (OIT) define a ergonomia como a
"aplicao das cincias biolgicas humanas em conjunto com os recursos e tcnicas
da engenharia para alcanar o ajustamento mtuo, ideal entre o homem e seu
trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficincia humana e bem estar
no trabalho".
Os agentes ergonmicos podem gerar distrbios psicolgicos e fisiolgicos e
provocar srios danos sade do trabalhador porque produzem alteraes no organismo
e no estado emocional, comprometendo sua produtividade, sade e segurana.
Para evitar que esses agentes comprometam a atividade necessrio adequar o
homem s condies de trabalho do ponto de vista da praticidade, do conforto fsico e
psquico e do visual agradvel. Isso reduz a possibilidade da ocorrncia de acidentes.
Essa adequao pode ser obtida por meio de melhores condies de higiene no
local de trabalho, melhoria do relacionamento entre as pessoas, modernizao de
mquinas e equipamentos, uso de ferramentas adequadas, alteraes no ritmo de tarefas,
postura adequada, racionalizao, simplificao e diversificao do trabalho.
5.4 Riscos de Acidentes (Mecnicos)
Os riscos de acidentes (mecnicos) so muitos diversificados e podem estar
presentes em ferramentas defeituosas, mquinas, equipamentos ou partes destes.
Os agentes de acidentes (mecnicos) mais comuns dizem respeito a:
Construo e instalao da empresa:
prdio cair, rea insuficiente;
arranjo fsico deficiente
pisos pouco resistentes e irregulares;
matria prima fora de especificaes;
falta de equipamento de proteo individual ou EPI inadequado ao risco.
instalaes eltricas imprprias ou com defeitos;
Iluminao: necessrio que as condies de iluminao natural ou artificial dos
locais de trabalho sejam apropriadas para o tipo de atividade a ser desenvolvida.
22
Iluminao insuficiente ou excessiva pode dificultar as tarefas, provocar
perturbaes visuais e causar acidentes.
Mquinas, equipamentos e ferramentas:
localizao imprpria das mquinas;
falta de proteo em partes mveis e pontos de operao;
mquinas com defeitos;
ferramentas defeituosas ou usadas de forma incorreta.
importante, por exemplo, reconhecer a ferramenta adequada para cada
finalidade e as consequncias de seu uso incorreto, conforme mostra o quadro a seguir:
RISCOS DO MAU USO DAS FERRAMENTAS
FERRAMENTA USO INCORRETO USO CORRETO
Faca Uso da faca como chave de
fenda ou alavanca.
Uso da faca para cortar.
Chaves de fenda Como alavanca ou talhadeira. Para apertar ou soltar parafusos.
Martelos Uso de martelo de unha em
ao de alta tmpera, de
martelo mecnico em
carpintaria, de martelo de unha
como talhadeira.
Uso de martelo de unha em
carpintaria, de martelo mecnico
para trabalho em mquinas, de
martelo de unha para extrair
pregos.
Limas Como maneio ou alavanca. Para limar materiais.
Talhadeiras Como chave de fenda ou
alavancas.
Para cortar madeira ou metal.
Serras de mo Uso em material imprprio.
Uso de serra para corte
perpendicular s fibras.
Uso em material indicado.
Uso do traador para cortar
perpendicularmente as fibras e
da serra para cortar no sentido
das fibras.
6) 0 que Mapa de Risco?
Mapa de Riscos a representao grfica do reconhecimento dos riscos
existentes nos locais de trabalho, por meio de crculos de diferentes tamanhos; e cores. 0
seu obietivo informar e conscientzar os trabalhadores pela fcil visualizaco desses
riscos. um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrncia de cidentes do
trabalho objetivo que interessa aos empresrios a aos trabalhadores.
7) Quem faz o Mapa de Risco?
0 Mapa de Riscos feito pela Comisso Interna de Preveno de Acidentes
CIPA, aps ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos e com a orientao do
Servio Especializado em Engenharia e Segurana e Medicina do Trabalho SESMT da
empresa, quando houver.
23
8) Planta ou croqui!
importante ter uma planta do local, mas se no houver condies de conseguir,
isto no dever ser um obstculo: faz se um desenho simplificado, um esquema ou
croqui do local.
9) Estudo dos tipos de riscos
A CIPA deve se familiarizar com a tabela abaixo, que classifica os riscos de
acidentes de trabalho. Nessa tabela que faz parte dos anexos da Portaria Ministerial h
cinco tipos de riscos que correspondero a cinco cores diferentes no mapa.
TABELA DE RISCOS AMBIENTAIS
Riscos Ambientais
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V
Agentes
Qumicos
Agentes
Fsicos
Agentes
Biolgicos
Agentes
Ergonmicos
Agentes
Mecnicos
Poeira Rudo Vrus Trabalho fsico
pesado
Arranjo fsico
deficiente
Fumos
Metlicos
Vibrao Bactria Posturas
incorretas
Mquinas sem
proteo
Nvoas Radiao
ionizante e no
ionizante
Protozorios Treinamento
inadequado /
inexistente
Matria-prima
fora de
especificao
Vapores Presses
anormais
Fungos Jornadas
prolongadas de
trabalho
Equipamentos
inadequados /
defeituosos ou
inexistentes
Gases Temperatura
extremas
Bacilos Trabalho noturno Ferramentas
defeituosas /
inadequadas
ou
inexistentes
Produtos
qumicos em
geral
Frio
Calor
Parasitas Responsabilidade
e Conflito
Tenses
emocionais
Iluminao
deficiente
Eletricidade
Substncias,
compostos ou
produtos
qumicos em
geral
Umidade Insetos
cobras
aranhas, etc
Desconforto
Monotonia
Incndio
Edificaes
Armazenamento
outros outros outros outros outros
VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL
24
10) Exemplos de riscos em algumas
atividades e sees
A obrigatoriedade de elaborao do mapa de riscos abrange, no pas, 750 mil
empresas em 973 atividades econmicas. Por essa razo, praticamente impossvel
apresentar aqui uma lista completa dos riscos ambientais. Para facilitar a elaborao
dos mapas, seguem alguns exemplos de riscos:
10.1 Como levantar e identificar os riscos durante a visita
fbrica
Aps o estudo dos tipos de risco, deve se dividir a fbrica em reas conforme as
diferentes fases da produo. Geralmente isso corresponde s diferentes sees da
empresa. Essa diviso facilitar a identificao dos riscos de acidentes de trabalho. Em
seguida o grupo dever percorrer as reas a serem mapeadas com lpis e papel na mo,
ouvindo as pessoas acerca de situaes de riscos de acidentes de trabalho.
25
Sobre esse assunto, importante perguntar aos demais trabalhadores o que
incomoda e quanto incomoda, pois isso ser importante para se fazer o mapa, Tambm
preciso marcar os locais dos riscos informados em cada rea.
Nesse momento, no se deve ter a preocupao de classificar os riscos. 0
importante anotar o que existe e marcar o lugar certo. 0 grau e o tipo de risco sero
identificados depois.
10.2 A avaliao dos riscos para a elaborao do mapa
Com as informaes anotadas, a CIPA deve fazer uma reunio para examinar
cada risco identificado na visita seo ou fbrica. Nesta fase, faz se a classificao dos
perigos existentes conforme o tipo de agente, conforme a Tabela de Riscos Ambientais.
Tambm se determina o grau ("tamanho"): pequeno, mdio ou grande.
10.3 A colocao dos crculos na planta ou croqui
Depois disso que se comea a colocar os crculos na planta ou croqui para
representar os riscos. Os riscos so caracterizados graficamente por cores e crculos.
O tamanho do crculo representa o grau do risco. (Segundo a portaria ministerial,
o risco pequeno representado menor, o mdio por um crculo mdio e o grande, por
um crculo maior.) E a cor do crculo representa o tipo de risco, conforme a Tabela
mostrada.
Os crculos podem ser desenhados ou colados. 0 importante que os tamanhos e
as cores correspondam aos graus e tipos. Cada crculo deve ser colocado naquela parte
do mapa que corresponde ao lugar onde existe o problema.
Caso existam, num mesmo ponto de uma seo, diversos riscos de um s tipo por
exemplo, riscos fsicos: rudo, vibrao e calor no preciso colocar um crculo para
cada um desses agentes.
Basta um crculo apenas neste exemplo, com a cor verde, dos riscos fsicos,
desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade.
Uma outra situao a existncia de riscos de tipos diferentes num mesmo
ponto. Neste caso, divide se o crculo conforme a quantidade de riscos em 2, 3, 4 e at 5
partes iguais, cada parte com a sua respectiva cor, conforme a figura abaixo (este
procedimento chamado de critrio de incidncia):
RISCO PEQUENO RISCO MDIO RISCO GRANDE
26
RISCOS AMBIENTAIS QUANTO A CONCENTRAO
AGENTES
DE
RISCOS
PEQUENO MDIO GRANDE
Fsicos,
Qumicos e
Biolgicos
Quando os agentes
existem no ambiente,
mas de concentrao
ou intensidade tal que
a capacidade de
agresso s pessoas
possa ser considerada
desprezvel.
Quando as condies
agressivas dos
agentes estiverem
abaixo dos limites
tolerveis para as
pessoas, mas ainda
causam desconforto -
com ou sem proteo
individual ou coletiva.
Quando a concentrao,
intensidade, tempo de
exposio etc. estejam acima
dos limites considerados tol
erveis pelo organismo
humano e no h proteo
individual ou coletiva
eficiente. quando no
existem dados precisos sobre
concentrao, intensidade,
tempo de exposio etc., e,
comprovadamente, os
agentes estejam afetando a
sade do trabalhador,
mesmo que existam meios
de proteo individual e
coletiva.
Ergonmicos
Podem ser
considerados
trabalhos que
cansam, com pouca
probabilidade de
afetar a pessoa.
Podem ser
consideradas as
situaes citadas no
item seguinte, quando
ocasionais.
Quando for flagrante:
- Trabalho permanente e
excessivamente pesado;
- Postura totalmente em
desacordo com a posio e
movimentos normais do
corpo,
- Em longos perodos;
- Jornada de trabalho com
muitas horas extras;
- Servios com movimentos
rpidos e repetitivos por
longos perodos.
de Acidentes
(mecnicos)
Podem ser
considerados os
trabalhos que no se
aproximam os
trabalhadores de
pontos agressivos,
como, por exemplo,
em mquinas
automticas.
Podem ser
consideradas as
caractersticas dos
meios e dos processos
e trabalho que expem
as pessoas em perigo,
com pouca
probabilidade de
leses srias.
Quando forem evidentes
casos que podem causar
leses srias como:
- Mquinas, equipamentos,
plataformas, escadas etc,
que estiverem desprovidos
dos meios de segurana;
- Arranjo fsico for ou estiver
de tal forma a comprometer
seriamente a segurana das
pessoas;
- ferramentas manuais forem
ou estiverem visivelmente
compromentendo a
segurana dos usurios;
- O armazenamento ou
transporte de materiais forem
desordenados
27
Quando um risco afeta a seo inteira exemplo: rudo, uma forma de representar
isso no mapa coloc-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas, indicando que
aquele problema se espalha pela rea toda. Veja como fica:
11) Relatrio para a direo da empresa
Concluda a elaborao do mapa, a CIPA deve preencher os quadros abaixo do
Anexo 1 com os riscos encontrados e encaminh-los para a diretoria da empresa, que
dever se manifestar dentro de 30 dias a partir da data do recebimento desses
documentos.
A fonte geradora o que causa o problema. Para se preencher a coluna intitulada n no
mapa preciso colocar um nmero diferente em cada crculo do mapa de riscos. Caso o
crculo tenha mais de uma cor, coloca se um nmero em cada uma delas. Desse modo os
crculos do mapa podero ser representados por nmeros nessa coluna.
Na coluna: Proteo individual/ coletiva, deve se anotar os equipamentos
existentes e o seu uso.
A planilha de Recomendaes deve ser preenchida com as medidas sugeridas
para eliminar ou controlar as situaes de risco de acidentes de trabalho.
28
RELATRIO DOS RISCOS ENCONTRADOS
(preencher um conjunto para cada departamento / setor)
Departamento / setor: .......................................................................................
N de funcionrios: Masc.:............ Fem.:................. Total: ...........................
GRUPO I RISCOS QUMICOS
Riscos Fonte
Geradora
N no Mapa Proteo
Individual /
coletiva
Recomendaes
Gases e
Vapores
Poeira
Fumos
Nvoas
Neblinas
Outros
Departamento / setor: .......................................................................................
N de funcionrios: Masc.:............ Fem.:................. Total: ...........................
GRUPO II - RISCOS FSICOS
Agentes /
Vapores
Fonte
Geradora
N no Mapa Proteo
Individual /
coletiva
Recomendaes
Rudo
Vibraes
Radiaes
ionizantes
Radiaes no
ionizantes
Presses
anormais
Temperaturas
externas
iluminao
deficiente
Umidade
Outros
29
Departamento / setor: .......................................................................................
N de funcionrios: Masc.:............ Fem.:................. Total: ...........................
GRUPO III -RISCOS BIOLOGICOS
Agentes /Riscos N no Mapa Local Recomendaes
Vrus
Bactrias
Protozorios
Fungos
Macios
Parasitas
Escorpionismo
Ofidismo
Insetos
Vrus
Departamento / setor: .......................................................................................
N de funcionrios: Masc.:............ Fem.:................. Total: ...........................
GRUPO IV - RISCOS ERGONMICOS
Agentes/Riscos N no Mapa Funo /
Local
Recomendaes
Trabalho fsico pesado
Postura incorreta
Treinamento inadequado
/ inexistente
Trabalho em turnos e
noturnos
Ateno e
responsabilidade
Monotonia
Ritmo excessivo
Outros
30
Departamento / setor: .......................................................................................
N de funcionrios: Masc.:............ Fem.:................. Total: ...........................
GRUPO V - RISCOS DE ACIDENTES (MECNICOS)
Agentes /Riscos N no
Mapa
Sim /
No
Descrio do
problema
Recomendaes
Arranjo fsico
Mquinas e
equipamentos
Ferramentas
manuais
defeituosas,
inadequadas ou
inexistentes
Eletricidade
Sinalizao
Perigo de incndio
ou exploso
Transporte de
materiais
Edificaes
Armazenamento
inadequado
outros
11.1. Resultados localizao do mapa e o que acontece com os
crculos
Caso se constate a necessidade de medidas corretivas nos locais de trabalho, a
direo do estabelecimento definir a data e o prazo para providenciar as alteraes
propostas, atravs de negociao com os membros da CIPA e do SESMT. Tais datas
devero ficar registradas no livro de atas da CIPA.
O Mapa de riscos deve ficar em local visvel para alertar as pessoas que ali
trabalham sobre os riscos de acidentes em cada ponto marcado com os crculos.
O objetivo final do mapa conscientizar sobre os riscos e contribuir para
elimin-los, reduzi-los ou control-los.
Graficamente, isso significa a eliminao ou diminuio do tamanho/quantidade
dos crculos. Tambm podem ser acrescentados novos crculos, por exemplo: quando se
comea um novo processo, se constri uma nova seo na empresa ou se descobre
perigos que no foram encontrados quando se fez o primeiro mapa.
O mapa, portanto, dinmico. Os crculos mudam de tamanho, desaparecem ou
surgem. Ele deve ser revisado quando houver modificaes importantes que alterem a
representao grfica (crculos) ou no mnimo de ano em ano, a cada nova gesto da
CIPA.
11.2 Empresas contratadas, de construo civil, de transporte,
usinas
A grande diversidade de empresas obrigadas a elaborar mapas de riscos exige
criatividade nas solues,
31
A regra fixa que todas as empresas com CIPA tm de fazer o mapa. Por essa
razo, se uma empresa com CIPA contratar uma empreiteira que no tem CIPA, por
exemplo, ela deve fazer um mapa de risco do canteiro de obras onde trabalham os
funcionrios dessa contratada.
Quanto s empresas de construo civil, os mapas de cada obra podem ser feitos
por fase, fundaes, concretagem, acabamento, etc. porque cada uma envolve pessoal e
riscos diferentes.
Andares iguais de um prdio podem ser representados por um mesmo mapa
padro.
Nas empresas de transporte preciso representar os veculos, alm dos
escritrios, mas no preciso obedecer a uma mesma escala.
Os mapas de riscos das usinas de cana de acar tambm podem ser feitos de
maneira esquemtica, sem necessidade de proporcionalidade. Uma rea de plantio, por
exemplo, pode ter um mapa de riscos do mesmo tamanho que o de uma usina
(abrangendo as sees mais importantes para essa finalidade nas empresas mais tpicas).
12) 0 agente mapeador
O agente mapeador uma pessoa capacitada para elaborar o Mapeamento de Riscos
Ambientais na empresa.
So caractersticas necessrias do mapeador:
observao,
Percepo,
Criatividade,
viso global;
objetividade, poder de sntese;
capacidade de comunicao;
educao / discrio;
bom senso,
capacidade de organizao;
receptividade segurana;
persistncia / agente de mudana;
simpatia.
12.1 Conhecimentos necessrios
Para sua ao, o mapeador deve possuir conhecimentos bsicos sobre a empresa,
a Cipa, o SEESMT (Servio de Engenharia de Segurana e Medicina do Trabalho),
segurana patrimonial, bem como sobre aspectos legais do acidente do trabalho.
12.2 A empresa
O mapeador deve conhecer como funcionam os diversos setores da empresa em
que trabalha (produo, administrao, suprimentos etc.), bem como:
o histrico da organizao;
sua poltica de ao (geral);
a organizao do trabalho,
as normas e procedimentos;
as instalaes prediais;
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o organograma administrativo.
receptividade segurana;
persistncia / Agente ente de mudana
simpatia.
12.3 CIPA, SESMT e Segurana Patrimonial
O mapeador deve conhecer os membros que compem a Cipa e o Servio de
Engenharia de Segurana e Medicina Trabalho. Deve tambm conhecer elementos
bsicos de segurana patrimonial, como o bombeiro industrial e a vigilncia.
12.4 Aspectos legais do acidente do trabalho
O agente mapeador deve ter noo de responsabilidade civil e criminal nos
acidentes do trabalho, de acordo com a legislao.
12.5 Apoio tcnico
Cabe ao mapeador, ainda, solicitar apoio de outros profissionais para conhecer
melhor as atividades desenvolvidas nos diversos setores da empresa, tais como:
centro de processamento de dados;
departamento jurdico;
departamento de recursos humanos (com suas reas de assistncia social,
psicologia do trabalhador, setor de pessoal, seleo e recrutamento)
projeto e desenvolvimento de produtos etc.
12.6 Etapas do mapeamento
So as seguintes as fases do trabalho do agente:
levantamento dos riscos;
elaborao do Mapa;
anlise dos riscos;
elaborao do relatrio,
apresentao do trabalho;
implantao e acompanhamento;
avaliao.
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MODELO I
Roteiro de abordagem para levantamento de Risco
(Exemplos para a elaborao de mapas de riscos)
Roteiro de abordagem para levantamento de Risco.
Empresa: .............................................................................Data:...../...../......
Unidade:..........................................................................................................
Nome (empregado questionado):.................................................................
Cargo:.......................................................... N do mapa:............................
COMENTRIOS:
Elaborado por:...................................................................................................
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Roteiro de abordagem ( Auxiliar )
Empresa: ........................................................................ Data:......./......./..........
Unidade:................................................................................................................
Nome (empregado questionado):.......................................................................
Cargo:............................................................................. N do mapa:.............
Jornada de trabalho .................................. horas semanais .......................................
Turnos: ( ) 1 Turno ( ) 2 Turno ( ) 3 Turno
Intervalo para descanso:
Refeio:.................. horas
Lanche:.................... minutos
Por necessidade da ocupao:........................................................................................
Treinamento introdutria ( Integrao )
Procedimentos operacionais: Sim ( ) No ( )
Relativo sade, higiene, segurana: Sim ( ) No ( )
Obs.:..................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
Processo de trabalho
Enumerar as principais fases do processo, descrevendo ou representando
graficamente ( fluxograma ) aqueles de maior risco, que sero objeto de maior
ateno.
Condies Sanitrias e de Conforto
Refeitrio: ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim
Sanitrios: ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim
Vestirios: ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim
Armrios: ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim
Bebedouros: ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim
Elaborado por.........................................................................................................
35
Acidentes
Indagar se houve acidentes no local inspecionado, de que tipo e com que
frequncia. .Relacionar os acidentes com os riscos encontrados e as medidas de
proteo utilizadas.
Servio mdico
Indagar se so feitos exames admissionais, peridicos e demissionais
especficos (conforme NR 7, Portaria 12183).
Sintomas de doenas
Anotar se o trabalhador apresenta queixas, como dor de cabea freqente,
tosse, insnia, dificuldade respiratria, dor lombar, clicas abdominais etc., ou outras
quesejam comuns a mais de um trabalhador do mesmo setor.
OBS.:.................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
Faltas causadas por acidentes ou doenas
Anotar as medidas tomadas, molstias e queixas mais comuns que tm dado
origemao afastamento por acidentes ou doenas.
Levantamentos ambientais
Verificar se so feitos, como so feitos, por quem e com que freqncia.
Comentrios:
Elaborado por.........................................................................................................
36
13) Questionrio
O questionrio abaixo usado para facilitar o levantamento dos riscos, se a CIPA
considerar necessrio.
1 Grupo Agentes Qumicos
01) Existem produtos qumicos na seo? Quais?
02) Existem emanaes de gases, vapores, nvoas, fumos, neblinas e outros? De
onde so provenientes?
03) Como so manipulados os produtos qumicos?
04) Existem equipamentos de proteo coletiva na seo? Quais?
05) Estes equipamentos so eficientes? Se no forem eficientes, indique as causas.
06) Quais so os Equipamentos de Proteo Individual EPIs utilizados na seo?
07) Existem riscos de respingos na seo? Por qu?
08) Existe risco de contaminaes? Atravs de qu?
09) Usam leos/graxas e lubrificantes em geral?
10) Usam solventes? Quais?
11) Sobre os processos de fabricao existem outros fiscos a considerar?
Observaes complementares: Recomendaes: ...............................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
2 Grupo Riscos Fsicos
01) Existe rudo constante na seo?
02) Existe rudo intermitente na seo?
03) Indique os equipamentos mais ruidosos:
04) Os funcionrios utilizam protetor de ouvidor ?
05) Existe calor excessivo na seo?
06) Existem problemas com o frio na seo?
07) Existe radiao na seo? Onde?
08) Indique os pontos deficientes:
09) Existem problemas de vibraes? Onde?
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10) Existe umidade na seo?
11) Existem Equipamentos de Proteo Coletiva na seo? Eles so eficientes? Se
so, indique as causas:
Observaes complementares: Recomendaes:................................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
3 Grupo Riscos Biolgicos
01. Existe problema de contaminao por vrus, bactrias, protozorios, fungos e
bacilos na seo?
02. Existe problema de parasitas?
03. Existe problema de proliferao de insetos? Onde?
04. Existe problema de aparecimento de ratos? Onde?
05. Existe problema de mau acondicionamento de lixo orgnico?
Observaes complementares: Recomendaes; ...............................................
...........................................................................................................................................
...........................................................................................................................................
4 Grupo Riscos Ergonmicos
01. 0 trabalho exige esforo fsico pesado?
02. Indique as funes e o local relativos a esforos fsicos.
03. 0 trabalho exercido em postura incorrera?
04. Indique as causas da postura incorreta.
05. 0 trabalho exercido em posio incmoda?
06. Indique a funo, o local e equipamentos ou objetos relativos posio incomoda?
07. 0 ritmo de trabalho excessivo? Em que funes?
08. 0 trabalho montono? Em que funes?
9. H excesso de responsabilidade ou acmulo de funo? Sim ( ) No ( )
10. H problema de adaptao com EPIs? Quais?
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Observaes complementares:
Recomendaes:
4 - Grupo Riscos de Acidentes (Mecnicos)
01 - Com relao ao arranjo fsico, os corredores e passagens esto desimpedidos e
sem obstculos?
02 - Indique os pontos onde aparecem estes problemas.
03. Os materiais ao lado das passagens esto convenientemente arrumados?
04 - Os produtos qumicos esto convenientemente guardados?
05 - Os servios de limpeza so organizados na seo?
06 - 0 piso oferece segurana aos trabalhadores?
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07 -Existem chuveiros de emergncia e lava olhos na seo?
08 -Com relao a ferramentas manuais, estas so usadas em bom estado? Onde?
09 - As ferramentas utilizadas so adequadas?
10 - As mquinas e equipamentos esto em bom estado? Se no, indique os
problemas e identifique funo / local.
11 - As mquinas esto em local seguro?
12 -0 operador para as mquinas para lubrific-las? Se no, explique por qu.
13. 0 boto de parada de emergncia da mquina visvel e est em local prximo ao
operador? Indique as mquinas onde o boto de parada est longe ou no funciona.
14. A chave geral das mquinas de fcil acesso?
15. Indique outros problemas de acionamento ou desligamento de equipamentos.
16. As mquinas tm proteo (nas engrenagens, corretas, polias, contra estilhaos)?
Indique os equipamentos e mquinas que necessitam de proteo.
17. Os operadores param as mquinas para limp-las, ajust-las ou consert-las? Se
no, explique por qu
18. Os dispositivos de segurana das mquinas atendem s necessidades de
segurana? se no, indique os casos.
19. Nas operaes que oferecem perigo os operadores usam EPIs?
20. Quanto aos riscos com eletricidade, existem mquinas ou equipamentos com fios
soltos sem isolamento? Indique onde.
21. Os interruptores de emergncia esto sinalizados (pintados de vermelho)? Indique
onde falta.
22. Existem cadeados de segurana nas caixas de chaves eltricas, ao operar com
alta tenso? Indique onde falta.
23. A iluminao adequada e suficiente?
24. H instalaes eltricas provisrias? Indique onde.
25. Indique pontos com sinalizao insuficiente ou inexistente.
26. Quanto aos transportes de materiais, indique o meio de transporte e aponte os
riscos.
27. Quanto edificao, existem riscos aparentes? onde?
Observaes complementares: Recomendaes: ...............................................
...........................................................................................................................................