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Liv27295 28

Este documento apresenta o prefácio da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, discutindo a importância do planejamento da obra e do Estado de São Paulo na economia brasileira. Aponta o potencial do Vale do Paraná e do rio Tietê para a expansão da indústria paulista e sua integração com outras regiões do país e da América do Sul.

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DavidRicardo
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Este documento apresenta o prefácio da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, discutindo a importância do planejamento da obra e do Estado de São Paulo na economia brasileira. Aponta o potencial do Vale do Paraná e do rio Tietê para a expansão da indústria paulista e sua integração com outras regiões do país e da América do Sul.

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ENCICLOPDIA

DOS
MUNICPIOS BRASILEIROS
nT A ... ""'JADA E ORIENTADA
por
JURANDYR PIRES FERREIRA
PRESIDENTE DO I. B. G. E.
COORDENAO ADMINISTRATIVA
DE
VIRGILIO CORREA FILHO e LUIZ DE ABREU MOREIRA
Secr.-Geral do C. N. G.
SUPERVISO GEOGRAFICA
DE
SPERIDIAO F AISSOL
Dir. de Geografia
Secr.-Geral do C. N. E.
SUPERVISO DOS VERBETES
DE
WLADEMIR PEREIRA
Inspetor Regional
SUPERVISOR DA EDIO
DYRNO PIRES FERREIRA
Superintendente do Servio Grfico
4 DE SETEMBRO DE 1957
OBRA CONJUNTA DOS CONSELHOS
NACIONAL DE GEOGRAFIA E NACIONAL DE ESTATSTICA
DIRETRIO CENTRAL
Dr. ALBERTO I. ERICHSEl\'
Dr. ALBERTO R. LAMEGO
Dr. ARMANDO M. MADEIRA
Gen. AURELIANO L. DE FARIA
Prof. C. M. DELGADO DE CARVALHO
Cel. DIONISIO DE TAUNAY
Com. E. BACELAR DA C. FERNANDES
Dr. E. VILHENA f\<'
Cel. F. FONTOUIU IJA
Dr. FLVIO VIEIR
Dr. H. DE BARRo
Dr. J. F. DE Ou
Min. J. GUIMAI
Gen. JACYNTHO D. M. LoBATO
Gen. JAGUARffiE DE MATTOS
Alm. JoRGE S. LEITE
Dr. MoACYR M. F. SILVA .
Dr. MuRILO CASTELLO BRANCO
Dr. PERICLES M. CARVALHO
Prof. VITOR R. LEUZINGER
JUNTA EXECUTIVA CENTRAL
Dr. ALBERTO MARTINS
Dr. AUGUSTO DE BULHES
Cel. DIONISIO l>E TAUNAY
Ten.-Cel. EDSON DE FIGUEIREDO
Dr. GERMANO JARDIM
Dra. GLAUCIA WEINBERG
Dr. H. GuiMARES CovA
D. HILDA GoMES
Cons. Jos OsvALD0 MEIRA PENNA
Dr. MARIO P. CARVALHO
Dr. MoACYR M. F. SILVA
Dr. NmcEu C. CEZAR
Dr. PAULO MoURo RANGEL
Cap. Mar-e-Guerra PAULO OLIVEIRA
Dr. RUBENS D'ALMADA HORTA PORTO
Dr. RuBENs GoUVA
Dr. RUBENS W. DOBBS
Dr. THOM ABDON GoNALVES
Dr. VITOR Jos SILVEIRA
PRESIDENTE DOS CONSELHOS
Prof. JURANDYR PmES FERREmA
Vice-Presidente
Prof. MOACYR MALHEIROS F. DA SILVA

Dr. VIRGILIO CoRRiA FILHO
Secretrio-Assistente
OLMAR GUIMARES DE SouZA
Secretrio-(;eral
Dr. LUIZ DE ABREu MoREmA
Substituto
Dr. ARTHUR FERREIRA
Secretrio-Assistente
ANISIO ALEGRIA
Dir. de Doc. e Divulgao
Dr. WALDEMAR CAVALCANTI
Chefe do (;abinete da Presidncia
Dr. J. M. BROXADO FILHO
Substituto
Dr. ALVARO MARTINS DA ROCHA
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA
ENCICLOPDIA
DOS
MUNICPIOS BRASILEIROS
XXVIII VOLUME
RIO DE JANEIRO
195Z
PREFCIO
O PLANEJAMENTO da Enciclopdia dos Municpios Brasileiros sofreu algumas trans-
formaes necessrias sua adaptao e ao extraordinrio nmero de elementos que foram
coletados. Isso mostra o largo sentido que tem a obra e a minudncia a que chegou na an-
lise, dentro dos limites razoveis de uma publicao dste gnero.
Sem dvida nenhuma, os prprios volumes de So Paulo permitiriam uma exten-
sao ainda maior, tal a sde de conhecimentos que se tem em relao ao Estado-lder da
Federao pela sua expresso econmica. Mas fomos obrigados a lhe dar um contedo li-
mitado para manter uma certa uniformidade.
So Paulo o Estado mais conhecido da Federao, exatamente porque para le
se dirigem as vistas de todos os estudiosos. No teria, por isso, necessidade de ser to ampla-
mente apreciado, como por exemplo, os Estados do Norte e aqules do Brasil Central que
hoje se apresentam com grande campo de intersse.
O Brasil est numa poca eminentemente revolucionria na sua estrutura produ-
tiva, e da os deslocamentos que se manifestam nas zonas atrativas para mobilizao do
trabalho humano. H entretanto uma constante de atrao, para onde se encaminham as
grandes atividades realizadoras. Pode-se melhor dizer, panormicamente, que dois pontos
1epresentam o mximo de esperanas na formao do ncleo central da civilizao brasilei-
ra, referindo-nos a So Paulo e ao Tringulo Mineiro.
Essa situao geogrfica excepcional tem sugerido uma srie de pensamentos em
relao expanso comercial do Estado Bandeirante e sua penetrao no sentido do Oeste
do continente. A construo da estrada de ferro Brasil - Bolvia, planejando ligar o pr-
to de A rica no Chile ao prto de Santos, uma cinta para abraar a Amrica do Sul, com
tdas as suas conseqncias polticas, sociais e econmicas.
verdade que as condies de custo de transporte iro manter, de qualquer ma-
neira, em situao diferenciada as populaes do chaco e do pantanal, em relao quelas
que se desenvolvem nas costas ocenicas, em virtude das extraordinrias distncias a vencer,
que oneram, pelo frete, as produes centrais, agravando, pela mesma condio do frete, tudo
aquilo que trocam pelo que exportam.
7
8
O rio Tiet como que se debrua nas reprsas de Cubato a apreciar, da janela
da Serra do Mar, o panorama do Oceano Atlntico. Foi o grande rio da nossa expanso
colonial, pois que teve a alcunha de "Rio Bandeirante", em virtude (j,e ser por le que se
penetrava para o Oeste, na ocupao do solo.
Ainda h pouco era o rio Tiet navegvel, em grandes estires, onde se lhe explo-
rava o trfego. Acontece, entretanto, que nenhum rio do mundo navegvel, salvo talvez
uma ou duas excees, sem que o trabalho do homem lhe regularize as condies naturais.
O prprio De Mas, em seu clssico trabalho escrito no fim do sculo passado, afir-
mava "que os rios deveriam servir apenas para alimentar os canais" e esta verdade se revela
nas obras da bacia carbonfera do Rhur, nas agigantadas realizaes do canal Alberto na
Bgica, nas esplndidas emprsas fluviais do Danbio, na ligao do sistema do Sena e
do Loire com o Rdano, atravessando os Alpes (cuja construo no foi interrompida nem
durante o perodo da segunda grande guerra), nas obras recentes do Denierper, do Volga
e do Don; finalmente, nos magistrais empreendimentos para melhorar a navegabilidade
dos cursos dgua realizados na Amrica do Norte, no sistema Mississipi, Missouri e Ohio
e no canal ocenico de S. Loureno, vencendo a catarata do Nigara, com um canal de
30 ps de calado.
Assim, no so os saltos do Avanhandara e de Itapura, as cachoeiras de Tombahy,
Arranca Rabo, Macaco, Funil e Cruzes, alm de umas poucas corredeiras, como Ondas e
Ondinhas, Lages, Aracangu, Meia-Noite, Bacuri e Bacuri-Mirim, Travessa Grande, etc.,
que se sucedem no curso do Tiet, empecilhos sua navegao contnua. Ao contrrio, se-
riam fontes de energia para influir no potencial :z,ecessrio ao surto progressista da terra
bandeirante.
Por outro lado, como reconheceram os pioneiros da nossa expanso territorial, o
Tiet lana suas guas no Paran que por sua vez recebe a confluncia do Rio Pardo,
cuja navegao se realiza, ainda, em nossos dias, de maneira florescente, buscando, nas pas-
tagens de Mato Grosso, o gado para ser industrializado nos frigorficos paulistas.
Esta penetrao que os Bandeirantes fizeram, descendo pelo Tiet e subindo pelo
rio Pardo, vencendo a garganta que se abriu no varedo para as guas do Coxim, descendo
pelo Taquari at atingir, em Corumb, as guas do Paraguai, representar, evidentemente, o
ideal contemporneo da expanso comercial do surto industrial do V ale do Paran.
to mais importante a fixao dste ideal quanto se nota sua facilidade de exe-
cuo e a extenso econmica de sua expanso, elevando o nvel econmico das regies
subdesenvolvidas do interior da .Amrica Meridional. Por outro lado, a concentrao efetiva
que se ter pela matria-prima a manipular e pelas condies do potencial energtico de que
poder dispor So Paulo, tem aberto ainda a certeza de seu destino industrial a lhe destacar
como centro da economia Sul-Americana.
Na realidade o Estado de Minas Gerais apresenta, no Tringulo Mineiro, condies
idnticas quanto ao disponvel para aproveitamento hidroeltrico. Contudo no atingiu um
.
grau de preparao industrial j culminado pelo Estado Bandeirante.
No momento presente pensa-se no notvel aproveitamento dos desvios do Rio Gran-
de e conseqente aproveitamento de sua navegabilidade. Mas encaminha-se o planejamen-
to de Furnas para jusante, como que oferecendo, pela solicitao do parque bandeirante, a
aplicao imediata dstes disponveis para a ampliao dos parques existentes e di-
minuindo o ritmo criador em terras mineiras que no atingiram o mesmo grau de tcnica
nem as mesmas possibilidades de mercado.
a lei de Newton, que Comte incorpora nas suas leis de "Filosofia-Primeira", dan-
do-lhe a generalidade de sua aplicao a todos os fenmenos, e em conseqncia, ajustan-
do-se ao campo econmico. Pode-se enunciar nestes trmos: "os centros econmicos atraem
os outros na razo direta de suas massas econmicas e inversa do quadrado da distncia
que os separa" .
Assim, So Paulo atrai pelo crescimento contnuo do seu consumo de energia tudo
que se vier a produzir na linha de influncia de sua expanso.
Desta forma, o aproveitamento do Tiet como fonte de energia e como via econ-
mica de escoamento da produo paulista para Oeste, libera os disponveis de energia do
Tringulo Mineiro, sem desloc-los, numa onerao do custo da prpria energia aplicada.
Isto porque o custo final de uma utilidade se fixa pelo custo de produo mais alta.
O deslocamento da energia do Rio Grande, para o parque industrial de So Pau-
lo, implica no encarecimento dste custo, que se dar pela sde energtica do mesmo par-
que, onerando pela extenso da rde de transmisso. Alm disso, essa rde, cujo apro-
veitamento limitado pelo ponto de carga do pique de solicitao, onerada, ainda mais, em
face da diferenciao horria da solicitao de energia.
E o rio Tiet que foi o Rio Bandeirante ser a via de penetrao dos produtos in-
dustriais de So Paulo.
verdade, e no demais que se frise, que o Brasil, cuja civilizao moderna se acen-
tuou no surto das estradas de ferro, abandonou os seus cursos dgua, esquecido de que o
transporte sbre guas que tem feito a grandeza dos pases mais civilizados do mundo, em
razo do custo baixo dos produtos necessrios sua indstria pesada.
O custo do transporte de navegao interior extraordinriamente inferior aos
transportes sbre terra, de tal natureza que, mesmo nos pases de grande aperfeioamento
de rde ferroviria, como os E. U. da Amrica do Norte, ainda hoje o custo 1/6 abaixo
daquele.
de se notar que o prprio transporte de produtos como o petrleo, que se fazia
escoamento em oleodutos, hoje, na Amrica do Norte, tende para seu deslocamento pela
navegao fluvial, em virtude da reduo do preo do mesmo.
Assim, o crescimento do parque industrial de So Paulo est limitado pelos merca-
dos da faixa litornea e, assim mesmo base de protees alfandegrias, em virtude da con-
corrncia dos pases secularmente mais avanados na tcnica e na tradio industrial.
Sua expanso para Oeste, entretanto, se produziria, natural e monopolisticamente,
pela realidade do custo mais baixo em relao concorrncia de todos os demais centros
produtores do mundo. Alm disso, o encaminhamento das matrias-primas, destinadas
manufatura dos produtos, encontraria na via lquida o menor atrito econmico que se iria
refletir na reduo do custo da produo do parque industrial paulista.
A apresentao, neste volume, dos primeiros municpios de So Paulo, focalizando
suas condies de vitalidade, ir destacar estas pinceladas largas riscadas neste P.refcio.
9
lO
Ento, para aqules que lhe estudam com profundidade as caractersticas de suas possibi-
lidades para o fomento de futuras produes, tero, no diremos os elementos necessrios,
mas um esbo bem objetivo para compreender o quanto se pode mobilizar no engrandeci-
mento da riqueza nacional.
A virtude evidente da Enciclopdia dos Municpios Brasileiros est em apontar
possibilidades para mobilizao do trabalho humano, estimulando, pelo seu realismo e ren-
tabilidade, uma acelerao no crescimento da riqueza.
Note-se que o carter do povo paulista tem se definido, atravs da histria, por
ste oportunismo de sua atividade que se aplica permanentemente nos campos de maior
rendimento. Valeu a So Paulo esta posio privilegiada no concrto dos Estados
Federados, as condies do seu clima e natureza de sua emigrao, alm das qualidades de
explorao imediata de suas terras. verdade que, com o tempo, algumas se cansaram
e exauriram. Mas no faltou ao esprito bandeirante a readaptao de suas exploraes
ou o restabelecimento de sua fertilidade, no suprimento pela adubagem, na complemen-
tao qumica do solo e na evoluo tcnica de sua explorao. Isso lhe valeu a continui-
dade de seu progresso.
Pode-se resumir a hist1ia de So Paulo dizendo que. ela tda a histria da ex-
panso da terra brasileira.
So Paulo teve e tem um papel mpar na formao da nossa nacionalidade. So
Paulo traou, no herosmo das Bandeiras, a penetrao poltica do nosso povo, alargando
nossas fronteiras at s barrancas do Paraguai.
Os Jesutas desenvolveram nas terras de Piratininga uma obra grandiosa de incor-
porao do gentio, no drama do embate dos antagonismos dos sentimentos humanitrios,
ante o pioneirismo desbravador do serto
Amador Bueno, nos d, em So Paulo, o exemplo do desintersse a contrastar com
a corrente propulsora da emancipao poltica do Brasil.
Foi, ainda, em terras paulistas, nas margens do Ipiranga, que ecoou o clebre grito
qe abriu a estrada para a formao da ptria brasileira.
So Paulo estabeleceu, na poca colonial, os fundamentos de sua produo base
da escravido do indgena. Mas So Paulo avanou em progresso nas vsperas da Re-
pblica, abrindo suas portas s correntes emigratrias; e de tal forma, que sofreu, com me-
nos intensidade, o abalo econmico da abolio da escravatura. A luta pela abolio teve,
no campo paulista, momentos picos e esplndido desdobramento pelo prestgio de sua voz
no concrto da Federao.
ainda em So Paulo que se estabelece a concentrao da revoluo industrial do
Brasil, definindo seu poderio, j em 1932, quando pde suprir o exrcito constitucionalista
que se batia por um ideal de libertao poltica.
So Paulo se distanciou na prod'uo de energia eltrica em relao aos demais Es-
tados da Federao. sse ndice reflete bem a sua liderana econmica e as razes para fi-
xao, l, do desenvolvimento do nosso parque industrial.
So Paulo compreendeu cedo o fenmeno das migraes para cidades que se acele-
ram, agora, vertiginosamente, com a mecanizao das atividades rurais. Certamente, em
nenhuma parte do solo nacional, tantas e to importantes cidades nasceram em to curto
espao e com tal florao.
A poltica ferroviria valeu intensamente para o sucesso dste desenvolvimento.
A Central, a Paulista, depois a Mogiana, a Sorocabana, etc. foram criadoras de cidades que
cresceram impressionantemente.
Em grande nmero, o simples loteamento de fazendas serviu, pelo estmulo do lucro
rpido, para o fomento das concentraes populosas. O milagre de Marlia serve para de-
monstrao tese de confiana do povo paulista no sucesso de seus esforos aplicados nas
suas terras magnficas, que tanto lhe enriquecem a gleba.
A prpria natureza das correntes emigratrias produziu influncia profunda na ex-
panso do seu progresso. Cotia, embora to prxima de So Paulo, estve estagnada du-
rante tantos anos em razo de se considerar seu solo sem qualidades para uma agricultura
lucrativa. A colnia japons a desmentiu sse conceito realizando um trabalho notvel.
Hoje Cotia uma cooperativa de grande produo a se expraiar at ao Vale do Paraba, com
um extenso cultivo de verduras e legumes.
A colonizao italiana manteve em So Paulo caractersticas de realizaes sincro-
nizadas com o pioneirismo do sentimento paulista.
A colnia sria caldeou sses sentimentos, com uma objetividade marcante de ex-
panso comercial e financeira, que tanto tem incentivado as atividades industriais.
Mas, se de vrias procedncias se povoaram as terras de Piratininga, com uma va-
riedade de raas e tendncias, tdas, entretanto, se adaptaram ao esprito paulista, cujas ra-
zes, buscadas nas caractersticas dos bandeirantes, se fixaram como definidoras da fisiono-
mia realizadora de seu povo.
So Paulo recebe grandes massas que se deslocam de outras terras brasileiras, atra-
das pelas possibilidades de sucesso e pela guarida que encontram nas tendncias aventurei-
ras da sociabilidade paulista, mas todos sses brasileiros, que de Minas ou do Nordeste che-
gam ao Vale do Tiet ou na vertente paulista do Rio Grande ou ainda s divisas do Estado
do Paran, encontram, sempre, forma e meio de se sincronizar com a caracterstica domi-
nante dessa gente que tem por viso o objetivo que culmina e, por sucesso, o realismo do seu
trabalho fecundo.
O antigo vale do Paraba, que tanto se desenvolveu na poca do imprio, res-
surge hoje espetacularmente numa obra de industrializao e de povoamento, ligando-se
prticamente as cidades ao longo da Via Presidente Dutra, como a iniciar a cidade contnua,
num impulsionamento que empolga pela viso larga do progresso.
sse So Paulo de ontem ste So Paulo de hoje; mas hoje, o salto de sua eco-
nomia se manifesta como oriundo de uma orientao digna de ser apreciada pelos resul-
tados objetivos a que chegou.
O Presidente Washington Lus Pereira de Souza, quando dirigia os destinos da
terra bandeirante, definiu o seu programa poltico dizendo que "governar era construir es-
tradas" e rompeu-as palmilhando todos os recantos do Estado para semear a obra de povoa-
mento e de progresso que da surgiu com impressionante velocidade.
li
12
Sem dvida, Fernando Prestes e depois Jlio Prestes, e tantos outros grandes esta-
distas, prestaram a So Paulo o relevante servio de tir-lo da monocultura cafeeira para a
policultura que hoje o destaca na liderana da economia nacional.
O algodo, que ainda hoje representa o orgulho do Nordeste, com a fibra longa de
seus produtos, vem sendo superado em So Paulo, no terreno econmico, pela expanso da
quantidade e pela qualidade uniformizada. certo que seu padro no se iguala pela quali-
dade ao nordestino, mas em extenso o supera pelo rendimento.
O acar, ontem privilgio de Pernambuco, fixando mesmo um dos grandes ciclos
da economia brasileira, encontra em So Paulo um largo desenvolvimento na intensa e mo-
dernssima industrializao.
Mas no que So Paulo se destaca, com espetacular sucesso, na indstria, formando-
-se l o ncleo mais expressivo, definidor de nosso grau de civilizao. E por mais que os
altos e baixos das crises cclicas, econmicas, sociais e polticas, tenham perturbado o Es-
tado, que sofre as dores do seu prprio crescimento, conseguiu, contudo, superar todos os em-
pecilhos para se apresentar no concrto da Federao com as caractersticas mpares do seu
progresso.
No terreno da cincia, So Paulo vem impressionantemente crescendo em seus tra-
balhos de pesquisas, na extenso e desdobramento de sua Universidade. O prestgio que So
Paulo vem adquirindo no meio cultural da Nao resulta de sua adaptao poca con-
tempornea onde se exige mais objetividade de seus conhecimentc}S e menos lirismo na expan-
so da cultura humanstica.
So Paulo oferece o exemplo notvel de sua Escola Politcnica, onde as ctedras
se transformaram em centros de pesquisas e onde a contribuio cientfica tem sido no-
tvel e extravasante dos limites de nossas fronteiras .
So Paulo encontra, h tanto tempo, no Hospital das Clnicas, um campo largo
para sua experimento e para o desenvolvimento das cincias mdicas.
O Instituto Butant, orgulho j de um passado, esperana ainda no presente, pois
vem se adaptando evoluo cientfica de nossos dias com impressionante vivacidade. A
divulgao popular da cincia encontra amparo e entusiasmo em So Paulo, como se pode
exemplificar com a construo do "Planetrio" que orna o Parque de Ibirapuera.
Os estudos sbre energia nuclear, fonte evidente de futura e espetacular transforma-
o econmica do mundo de amanh, tm tido em So Paulo um notvel desenvolvimento.
Em sntese, So Paulo est sempre empolgado na trilha do progresso, contribuindo
de modo objetivo para o avano do Brasil na linha ascendente de sua evoluo.
Os volumes referentes a So Paulo, da Enciclopdia dos Municpios Brasileiros, re-
presentam um esfro que se pode aquilatar pela extenso dos dados coletados. No de-
mais, entretanto, repetir o que vimos dizendo em todos os prefcios, que uma obra dessa en-
vergadura pode sugerir reparos, no balanceamento da distribuio dos elementos informati-
vos por municpios, ou na impreciso possvel de algum aspecto, mas ela o repositrio
maior que j se ofereceu de conhecimentos regionais de nossa terra.
Da solicitarmos sempre que qualquer imperfeio notada, qualquer falta desco-
berta ou qualquer crtica sugerida, nos sejam comunicadas, pois as recebemos e agradecemos
como valiosa contribuio ao aperfeioamento dste trabalho que exatamente aspira escoi-
mar-se de falhas para ser cada vez mais til ao Brasil.
Esta obra foi planejada em 24 volumes; mas, ao correr de sua elaborao, notou-
-se a imprescindvel necessidade de ampliar o repositrio de seus informes e assim fomos
obrigados a elevar o nmero para 35. Essa ampliao acarretou atraso na publicao de al-
guns tomos, pois foi necessrio rev-los pelo novo critrio adotado antes de serem remetidos
para impresso. Assim a ordenao dos volumes no corresponde ordem em que esto
sendo concludos. Guardou-se contudo o mesmo critrio da seriao geogrfica na seqn-
cia planejada.
S o Estado de So Paulo ocupar quatro volumes, sendo um de seu estudo geogrfico
e 3 apresentando os verbetes municipais com a histria de cada cidade, as condies eco-
nmicas, culturais, financeiras e polticas, alm dos dados estatsticos que melhor lhe foca-
lizem a fisionomia.
ste volume, que o de n.
0
28 da Enciclopdia, o primeiro dessa srie de 3 sbre
os verbetes dos municpios paulistas.
13
INTRODUO
O municipalismo hoje, no Brasil, mais do que tcnica poltico-administrativa de
govrno. uma conscincia. Tema obrigatrio nos contatos entre homens com respon-
sabilidade pblica no interior.
A tecla municipalista deve ser batida e rebatida. Com insistncia e persistncia.
A histria dos triunfos na rea hum a na mostra isto: a palavra vem primeiro e o
fato, depois.
O municpio no deve ser apenas formal texto da Constituio da Repblica. Nem
mera prerrogativa de autonomia poltica emancipando para a eleio de prefeito e ve-
readores.
O que se impe o municipalismo com substncia de democracia social. Explico
melhor: o que o interior quer, alm de eleger suas autoridades prprias e locais, con-
dies de vida que se estruturem nos padres normais da civilizao. Como mera enu-
merao exemplificativa e no taxativa: quer educao, sade, alimentao, moradia,
vesturio, gua e esgotos, energia eltrica, telefone, estradas, agncias do Banco do
Brasil e do Estado, bem como das Caixas Econmicas Federal e Estadual, crdito fcil
e barato, ambulncias, mquinas rodovirias, prdios prprios e cumpridamente apa-
relhados, para os servios pblicos, federais e estaduais, centros de recreao e cultura.
Em uma palavra: o interior deve viver bem. O bem viver do Brasil ser consectrio disso.
elementar problema de arimtica administrativa: a prosperidade das parcelas-
crca de 3 000 municpios - resultar na prosperidade total da soma, o Brasil.
Precisamos fazer tal conta. Ela se chama MUNICIPALISMO.
Democracia, alm de frmula poltica, estilo de vida decente, livre e limpa das ne-
cessidades humanas fundamentais.
Quando isso acontecer nos municpios, aconteceu verdadeiramente no Brasil.
A presente publicao, em boa hora ordenada pelo Prof. JuRANDYR PIRES FERREIRA,
dinmico responsvel pelo IBGE, e especialmente vinculada a So Paulo, forma na cru-
zada de reconciliao do Brasil com seus deslembrados municpios.
Conta a dura histria das lutas e da grandeza das comunas bandeirantes.
Escrevo as atuais palavras de introduo pensando que se prticamente sozinhas j
fizeram tanto, o que no faro quando o Estado e a Unio interiorizarem as respectivas
administraes.
ULYSSES GuiMAREs
Presidente da Cmara dos Deputados
Ordenao e reviso tcnica
do
PROF. OLAVO BAPTISTA
Chefe de Estatstica na IR de So Paulo
2 - 24 270
MUNICPIOS DO ESTADO
DE SO PAULO
ndice dos
Municpio
Adamantina .................. .
Agua ........................ .
guas da Prata ............... .
guas de Lindia ............. .
guas de So Pedro ........... .
Afludos ...................... .
A fredo Marcondes .............. .
Altinpolis ................... .
Alto Alegre ................... .
lvares Florence .............. .
lvares Machado .............. .
lvaro de Carvalho ............ .
Americana .................... .
Amrico de Campos ........... .
Amparo ...................... .
Analndia .................... .
Andradina .................... .
: : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :
Anhumas ..................... .
.................... .
Ap1a1 ........................ .
Araatuba .................... .
Araoiaba da Serra ............. .
Araraquara ................... .
Araras ....................... .
Arealva ...................... .
Areias ........................ .
Ariranha ...................... .
Artur Nogueira ................ .
Assis ......................... .
Atibaia ....................... .
Auriflama ..................... .
Ava ......................... .
Avanhandava .................. .
Avar ........................ .
Balbinos ...................... .
Blsamo ...................... .
Bananal ...................... .
Bariri ........................ .
Barra Bonita .................. .
Barretos ...................... .
Barrinha ...................... .
Banteri ....................... .
Bastos ........................ .
Batatais ...................... .
Bauru ........................ .
Bebedouro .................... .
Bento de Abreu ............... .
Bernardino de Campos ......... .
Bilac ......................... .
Birigui ....................... .
Boa Esperana do Sul .......... .
Bocaina ...................... .
Bofete ....................... .
Boituva ....................... .
Borborema .................... .
Botucatu ..................... .
Bragana Paulista .............. .
Brana ....................... .
Brodsqui .................... .
Brotas ........................ .
Pg.
19
21
25
28
30
32
34
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38
39
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1.52
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163
166
167
169
Municpios
Municpio
Buri ...... : . ................. .
Buritama ..................... .
Buritizal ..................... .
Cabrlia Paulista .............. .
Cabreva ..................... .
Caapava ..................... .
Cachoeira Paulista ............. .
Caconde ..................... .
Cafelndia .................... .
Caiabu ....................... .
Caiu ........................ .
Cajobi ....................... .
Cajunt ....................... .
Campinas ..................... .
Campos do Jordo ............. .
Novos Paulista ......... .
Cananem ..................... .
Cndido Mota ................. .
................. .
Captvan ...................... .
Caraguatatuba ................. .
Cardoso ...................... .
Casa Branca ................... .
Castilho ...................... .
Catanduva .................... .
Cedral ...................
Cerqueira Csar ............... .
Cerquilho ..................... .
Charqueada ................... .
Clementina ................... .
Colina ....................... .
Conchal ...................... .
Conchas ...................... .
Cordeirpolis .................. .
Coroados ...................... .
Corumbata ................... .
Cosmpolis .................... .
Cosmorama ................... .
Cotia ........................ .
Cravinhos ..................... .
Cruzeiro ..................... .
Cubato ....................... .
. Cunha ........................ .
Descalvado ................... .
Divinolndia .................. .
Dois Crregos ................. .
Dourado ...................... .
Dracena
Duartina
Echapor
Eldorado
Elias Fausto .................. .
Estrla d'Oeste ................ .
Fartura ...................... .
Femandpolis ................. .
Fernando Prestes .............. .
Ferraz de Vasconcelos .......... .
Flora Rica .................... .
Flrida Paulista ............... .
Pg.
173
175
176
178
180
182
184
186
190
193
194
195
197
199
208
210
212
215
218
220
225
228
230
234
236
240
242
245
247
250
251
252
254
256
'258
261
263
265
267
269
272
276
284
285
288
290
291
294'
297
299
301
303
305
307
309
311
313
316
318
Municpio
Flornea ...................... .
Franca ....................... .
Franco da Rocha ............. ..
Glia ....................... ..
Gara ....................... ..
Gasto Vidigal ................ .
General Salgado ............... .
Getulina ..................... ..
Glicrio ...................... .
Guaiara ..................... .
Guaimb ...................... .
Guara ....................... .
Guapiau ..................... .
Guapiara ..................... .
Guar ........................ .
Guaraa .................... ..
Guarai ...................... .
Guarant ..................... .
Guararapes ................... .
Guararema .................... .
Guaratinguet .................
Guare ....................... .
Guariba ...................... .
Guaruj ...................... .
Guarulhos ................... ..
Herculndia .................. .
...................... .
Ibaete ....................... .
Ibir ......................... .
Ibirarema ..................
..............
Ib1una .....................
Icm ......................... .
Pg.
320
322
326
329
331
334
336
338
340
341
345
346
348
349
352
354
356
358
361
364
367
369
371
374
378
383
385
389
390
392
394
398
401
Municpio
Iep ........................
Igarau do Tiet ............... .
Igarapava ..................... .
Igarat ....................... .
Iguape ....................... .
Ilhabela ...................... .
lndaiatuba .................... .
Indiana ..................... ..
Indipor ..................... .
Ipauu ....................... .
Iooranga ..................... .
Ipu .........................
Iracempolis .................. .
Irapu ....................... .
lrapuru ....................... .
Itaber ....................... .
Ita .......................... .
Itajobi ....................... .
Itaju ......................... .
ltanham ..................... .
Itapecerica da Serra ............ .
Itapetininga ................... .
Itapeva ....................... .
Itapira ....................... .
Itpolis ...................... .
Itaporanga .................... .
Itapu ........................ .
Itaquaquecetuba ............... .
Itarar ....................... .
Itariri ........................ .
Itatiba ....................... .
Itatinga ...................... .
Itirapina ..................... .
Itirapu ...................... .
Itu .......................... .
ltuverava ..................... .
Pg.
403
405
406
408
410
413
415
417
418
420
422
423
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429
430
432
434
437
438
443
446
450
453
457
459
464
466
468
472
474
476
479
481
482
486
ADAMANTINA - SP
Mapa Municipal na pg. 261 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - A origem do nome Adamantina deve-se
ao critrio, adotado pela Cia. Paulista de Estradas de
Ferro, de reiniciar ali nova seqncia alfabtica, como foi
feito com as estaes de Alba e zona da Mata, atualmente
municpio de Luclia. Tendo em vista o grande progresso
do municpio de Marlia, a companhia colonizadora re-
solveu escolher outro nome de mulher: ADA. Depois,
segundo contam alguns, em homenagem a pessoa ligada a
um dos diretores da emprsa, foi firmado o atual topnimo.
Em 1937, a Companhia de Agricultura, Imigrao e Colo-
nizao, em continuao ao seu programa que visava colo-
nizar novas regies do Estado, voltou sua ateno para a
zona do espigo do gua-Peixe, por onde passaria o pro-
longamento da Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Veri-
Vista noturna da Rua Dep. Salles Filho
ficando que a firma Boston Castle Company Limited, com
sede em Montreal, possua grande extenso de terras nesta
regio, a CAIC iniciou e terminou, nesse mesmo ano, as
negociaes com a firma canadense. Em 1938, ficou deter-
minada a abertura de um caminho na mata. Esta via era,
poca, usada apenas pelos veculos da prpria Companhia
e na sua feitura foram aproveitados trechos de caminhos
mais antigos. Nesse mesmo ano, foi iniciada a abertura
das estradas laterais de penetrao, tendo incio tambm,
sob a direo do Engenheiro Alberto Aldwini, as vendas
das terras. O segundo encarregado das vendas foi Mrio
F. Olivero, a quem coube construir o primeiro prdio de
Adamantina, destinado hospedagem dos compradores de
terras, que afluam ento de diversos pontos do Estado. O
Santa Casa da Misericrdia
plano de colonizao da CAIC dividiu a gleba em pequenos
lotes, formando propriedades com a rea mdia de 16
alqueires, tdas servidas de gua e estradas. O plano
eliminou o latifndio e dotou Adamantina de densa
populao rural. Em 1939, para constituir o patrimnio
de Adamantina, a Cia. de Imigrao e Colonizao, Mine-
rao e Agricultura, que possua tambm terras no muni-
cpio, iniciou a derrubada de quarenta alqueires de mata.
At 1946, todavia, o progresso do povoado foi pequeno.
O esfro feito no sentido de colonizar a zona rural e criar,
destarte, base slida para a zona urbana, foi prticamente
anulado, quando se criou novo municpio na regio, com
sede a 8 quilmetros de Adamantina. O surto cafeeiro e
a penetrao da ferrovia, fixando o ponto final no muni-
cpio, fazendo assim convergir para a cidade passageiros e
a produo agrcola da regio, que se estende at o rio
Paran, fomentava o rpido progresso de Adamantina.
Em 1948, foi criado o Municpio, pela Lei n.
0
233, de 24
de dezembro. A Comarca de Adamantina, criada pela Lei
n.
0
2 456, de 30 de dezembro de 1953, foi instalada a 2 de
abril de 1955. Segundo a diviso administrativa vigente
a 31 de dezembro de 1956, o municpio constitudo de
1 nico distrito, o da sede .
LOCALIZAO - A cidade de Adamantina est locali-
zada no traado da Cia. Paulista de Estradas de Ferro,
Cine Santo Antnio
19
Jardim Pblico
a 676 quilmetros da Capital estadual. As coordenadas
geogrficas da sede municipal so as seguintes: 2141' de
latitude sul e 51 4' de longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 443 metros.
POPULAO - A populao era pelo Recenseamento de
1950 de 35 223 habitantes (18 569 homens e 16 654 mu-
lheres) e 71 o/o da populao localiza-se no quadro rural.
Rua Oep. Solles Filho
.20
AGLOMERAES URBANAS - Existem duas aglome-
raes urbanas - a cidade e uma vila - com os seguintes
efetivos de populao de acrdo com o Recenseamento de
1950: cidade de Adamantina com 8 557 habitantes e Vila
de Maripolis com 1 544 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS - 78% das pessoas em
idade ativa ( 10 anos e mais) esto ocupadas no ramo
"agropecurio". A principal fonte de riqueza o caf; em
seguida vem o algodo, tambm aproveitado na indstria
txtil. Em 1956, o valor dos cinco principais produtos
agrcolas atingiu os seguintes valores (em milhes de cru-
zeiros) : caf beneficiado - 178; algodo em caroo -
45; amendoim em casca - 18,6; arroz em casca - 9 e
milho - 5. Existem no municpio 1 342 estabelecimentos
agropecurios, segundo o Censo de 1 ~ 5 ; dos quais 762
dedicam-se agricultura; 396 agropecuria e 75 exclusi-
vamente pecuria. Utilizao das terras: lavouras -
30 707 ha; pastagens - 11 329 ha. Os efetivos pecurios
em 1955 assim se distribuam: 34 ood sunos; 15 500 bovi-
nos; 5 900 eqinos e muares e 1 400 ovinos e caprinos.
A produo industrial representada pela fabricao de
tijolos e telhas, os produtos alimentares e a txtil, sendo
que esta ltima em sua, totalidade pelo beneficiamento do
algodo, inclusive recuperao de resduo. Valor da pro-
duo em 1954; 170 milhes de cruzeiros. Existem no
municpio 30 estabelecimentos industriais (com 5 ou mais
pessoas) ocupando crca de 380 operrios.
Avenida Rio Branco
MEIOS DE TRANSPORTE - O municpio servido por
estrada de rodagem que o pe em comunicaes c o ~ as
seguintes localidades: Luclia - 6 km; Bento de Abreu
- 59 km; Maripolis - 17 km; Valparaso - 68 km;
Flrida Paulista - 15 km. Possui tambm transporte
ferrovirio para Luclia - 8 km. A cidade de Adamantina
possui um campo de pouso com o servio dirio de 2
txis-areos .
COMRCIO E ESTABELECIMENTOS BANCRIOS
- O municpio mantm transaes comerciais com as
praas de Santos e So Paulo. Adamantina possui 19
estabelecimentos atacadistas, 223 estabelecimentos vare-
jistas, 8 agncias bancrias e 1 agncia da Caixa Econ-
mica Estadual.
ASPECTOS URBANOS A cidade de Adamantina em
cujas ruas se encontram vrios prdios de boa construo,
conta com 4 logradouros calados e uma praa ajardinada.
Possui 2 660 ligaes eltricas, 600 aparelhos telefnicos
instalados, 12 hotis, 7 penses e 2 cinemas.
ASSIST:e;NCIA MDICO-SANITRIA - Prestam assis-
tncia mdica populao local 2 hospitais, com 82 leitos
e 17 mdicos no exerccio da profisso .
ALFABETIZAO - 51% das pessoas de mats de 10
anos sabem ler e escrever .
ENSINO - O municpio de Adamantina , na regio
centro de irradiao cultural, abrigando estudantes de
municpios vizinhos. Possui 3 ginsios, 2 escolas normais,
2 escolas de comrcio, curso cientfico, 4 grupos escolares
e 44 escolas isoladas .
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Adamantina
conta com dois jornais: "A Comarca de Adamantina", de
publicao semanal e "A Luta", de publicao quinzenal,
uma radioemissora: "Rdio Brasil de Adamantina", e 3
livrarias.
ORAMENTO MUNICIPAL PARA 1955- Receita total
de 12 bilhes de cruzeiros; receita tributria 7 149 mi-
lhes; despesa prevista 12 bilhes.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O Municpio
foi distinguido com o diploma de honra no concurso promo-
vido pelo Instituto Brasileiro de Administrao Municipal
e o Ponto IV, em cooperao com a Comisso Consultiva
de Administrao Pblica e a revista "O Cruzeiro".
Um dos esportes preferidos pelos habitantes de
Adamantina a pesca no Rio Feio, frtil em peixes de
pequeno porte . O Prefeito o Sr. Euclides Romanini.
(Fonte dos dados- A.M.E. -Cndido Jorge de Lima.)
AGUAt- SP
Mapa Municipal na pg. 35 do 11.
0
Vot
HISTRICO - Agua significa, na lngua indgena "cas-
cavel" ou "guizo". Cascavel era a denominao usada en-
quanto a localidade era distrito de paz e povoado. :e;ste
Vista Parcial
Igreja Matriz
nasceu de uma estao, inaugurada em 1.
0
-l-1887 no lugar
denominado Capo do Cascavel, por onde a Cia. Mogiana
de Estradas de Ferro estendeu seus trilhos, que partindo
de Campinas demandavam Casa Branca . Expandindo-se
o povoado, em redor da estao e pela Lei n.
0
548, de
4-VIII-1898 foi elevado a Distrito de Paz, pertencente que
era ao municpio de So Joo da Boa Vista. Partindo da
estao de Cascavel foi construdo ramal at Poos de
Vista Parcial
Caldas, fato que aumentou a importncia do lugar, por
ser entroncamento ferrovirio e ponto de baldeao.
Acha-se situado numa plancie, tendo por moldura, de um
lado a Serra de Caldas e de outro os vastos campos deno-
minados Chapu de Couro ou Sete Lguas. Fundado em
terras da Fazenda Embiriu, d propriedade de Joaquim
2.1
Gonalves Valim que doou uma gleba de 30 alqueires,
mais ou menos, para patrimnio da que surgia.
Foi o major Joo Joaquim Braga o primeiro comerciante
a se transferir para a localidade, cujo trabalho, esfro
e energia tiveram influncia decisiva no desenvolvimento
Praa "Sr. Bom Jesus"
do povoado. Devido a suas realizaes no campo admi-
nistrativo e poltico foi-lhe dado o ttulo de fundador da
Praa "Sr. Bom Jesus"
cidade. Foi elevado categoria de municpio em 30 de
novembro de 1944, pela Lei estadual n.
0
14 334, com o
nome de Agua.
Praa "Sr. Bom Jesus"
.2.2
Caixa D'gua
LOCALIZAO - Est localizada no traado da Cia.
Mogiana de Estrada de Ferro. Sua sede est situada a
22 04' latitude Sul e 46 .58' longitude W. Gr., distando
da Capital, em linha reta, 168 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital.
ALTITUDE - 653 metros.
CLIMA - Quente . Temperaturas: mdias (em graus
centgrados) mxima 28; mnima 14; compensada 23. Pre-
cipitao anual: 1 300 mm .
Laticnios "Vigor"
Coop. de Laticnios
REA - 462 km
2
.
POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950 era de
7 738 habitantes (3 944 homens e 3 794 mulheres), dos
quais 53% na zona rural. Estimativa em 1.
0
-VII-1954 foi
de 8 225 habitantes ( 3 855 na cidade e 4 370 na zona
rural).
Prefeitura Municipal
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana existente a sede municipal, contando com 3 627
habitantes ( 1 763 homens e 1 864 mulheres).
Grupo Escolar
ATIVIDADES ECONMICAS - A principal fonte de
riqueza a industrializao de couro, seguida da produo
de leite, produo e benefcio de algodo e artigos de
cermica. Em 1956, o valor dos principais produtos foi o
Ginsio Estadual
seguinte (em milhes de cruzeiros): couros industrializa-
dos - 80; leite natural - 25; algodo em pluma - 21;
algodo em caroo - 9 e cermica para construo - 8.
As matas naturais atingem 180 ha e as pastagens 10 700 ha.
A produo industrial est representada pelo beneficia-
mento do couro, pela fabricao de manilhas cermicas e
tijolos, bem como pelo benefcio de algodo. Existem no
municpio 350 operrios ocupados na indstria. Como
riqueza natural podemos citar argila aproveitada em
cermica.
Estao Ferroviria
MEIOS DE TRANSPORTE - O municpio servido
pela Cia. Mogiana de Estrada de Ferro que o pe em
comunicao com as seguintes localidades: So Joo da
Boa Vista (25 km); Casa Branca (44 km) e Mogi-Guau
( 43 km) . Por rodovia est ligado a Pirassununga ( 72 km);
So Joo da Boa Vista (22 km); Pinhal, via So Joo da
Boa Vista (56 km) e Vargem Grande do Sul, via So Joo
da Boa Vista (47 km). Est ligado Capital Estadual,
por ferrovia pela Cia. Mogiana de Estrada de Ferro at
2.3
Rua Cap Silva Borges
Campinas e de Campinas a So Paulo (106 km) pela Es-
trada de Ferro Santos Jundia e rodovirio, via So Joo
da Boa Vista, Pinhal, Mogi-Mirim e Campinas (259 km).
Santa Caso
COMRCIO E BANCOS - Agua mantm transaes
comerciais com So Joo da Boa Vista, Campinas e So
Paulo. Possui 1 estabelecimento atacadista, 127 estabele-
cimentos varejistas, 1 agncia bancria e 1 agncia da
Caixa Econmica Estadual (depsitos: Cr$ 2 500 000,00-
- 700 depositantes) .
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Agua em cujas
ruas se encontram vrios prdios de boa construo, possui
1 210 ligaes eltricas domiciliares, 1 020 ligaes de gua,
98 telefones, 2 hotis que cobram a diria mdia de
Cr$ 100,00, e 1 cinema.
S S I S T ~ N C I MDICO-SANITRIA- A populao
assistida por 3 mdicos e 4 dentistas, possuindo tambm
3 farmcias.
ALFABETIZAO- 56% da populao presente no re-
censeamento de 1950 (de 5 anos e mais) sabiam ler e es-
crever.
ENSINO - O Municpio de Agua, possui 1 ginsio esta-
dual, 1 grupo escolar ( 21 classes) e 19 escolas primrias
isoladas.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - O ginsio possui
biblioteca de 350 volumes, reservada a seus alunos. A
cidade possui, ainda, uma livraria e uma tipografia.
Psto de Puericultura
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA I Cr$) DESPESA
REALIZAO A
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Tntal Tributria CCr$1
1950 ..... 1 659 480 788 019 395 023 699 559
1951 ....... 3 603 322 845 498 411 516 1 009 852
1952 .... 4 071 7915 1 160 890 552 600 1 374 579
1953 ..... 604 856 4 089 563 2 063 054 808 199 I 582 988
1954. .... 723 251 5 354 282 2 223 285 760 722 2 327 679
1955 ... 763 405 7 971 329 2 514 249 988 248 2 862 886
1956 (1). 2 557 000 . .. 2 557 000
11) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O nmero de
vereadores 9 e o de eleitores 2 249. O Prefeito o Sr.
Benedito Mamede Jnior.
Coletoria Federal
(Autoria do histrico - Jos Ramos dos Santos - A.M.E.;
Redao final - Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E.
- Jos Ramos dos Santos . )
AGUAS DA PRATA - SP
Mapa Municipal na pg. 245 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - Deve-se ao acaso a descoberta da pri-
meira fonte de ''guas da Prata". Em 1876, Rufino da
Costa Gavio, observou que na Fazenda do Coronel Gabriel
Ferreira, situada no Municpio de So Joo da Boa Vista,
havia um veio dgua, s beiras do Ribeiro da Prata, que
era muito procurado pelos animais, que ali iam mitigar
sua sde, ao invs de faz-lo nas guas do ribeiro. Intri-
gado com o fato, provou, Rufino da Costa Gavio, as guas
do pequeno veio. Viu, desde logo, que se tratava de gua
mineral, com pronunciado sabor de bicarbonato.
Em 1886, a Cia. Mogiana de Estrada de Ferro abriu
o Ramal de Caldas, e, na raiz da Serra "Garganta do In-
ferno" ergueu-se uma Estao, que mais tarde passou a
denominar-se "da Prata".
Balnerio
O Govrno Estadual, somente, a partir de 1912, oficial-
mente, tomou conhecimento da descoberta das guas.
Enviou para o local dois qumicos do Departamento Geo-
grfico e Geolgico do Estado, Jos Frederico Borba e
Joo Pedro Cardoso. Nas anlises feitas foi comprovada
a presena de grandes riquezas de sais minerais.
Surgiram hotis que precisavam atender a grande
afluncia de .pessoas que chegavam em busca das proprie-
dades teraputicas que as guas possuem .
O Distrito de guas da Prata que fazia parte do Muni-
cpio de So Joo da Boa Vista, foi instalado a 26-111-1926,
por fra da Lei estadual n.
0
2 093 de 23-XII-1925. O
Municpio da Estncia Hidro-Mineral de guas da Prata
foi regulado pelo Decreto-lei n.
0
7 277 de 3-VII-1935.
LOCALIZAO - Latitude sul: 21 04'. Longitude
W. Gr.: 46 43'. Posio relativa Capital estadual:
179 km (em linha reta) .
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital.
CLIMA - salutar e agradvel. A temperatura mdia
anual de 20.
AREA- O municpio totaliza a rea de 155 km:.:.
POPULAO- Pelo Recenseamento de 1950 o total do
municpio era de 5 882; sendo sede: 1 202. Vila S. Roque
da Fartura: 174. Quadro rural - 4 506.
Vista Parcial da Cidade
2.5
ATIVIDADE ECONMICA- Alm da riqueza de suas
guas m'nerais, aparece, como expresso da atividade
econmica municipal, a cultura do caf, batata, milho e
arroz. sem dvida, o engarrafamento de guas o prin-
cipal recurso econmico do municpio.
A produo municipal poder ser avaliada pelo qua-
dro demonstrativo que se segue:
PRODUTO
Agua mineral. ...... .
Cafo! ~ m cOco
Batata ...... .
Milho ...... .
Arroz.
UNIDADE
Caixa
ArrOba
Sacos
VOLUME
113 357
24 029
111 310
22 550
4 680
VALOR DA
PRODUO
!em Cr$ I 000)
14 801
14 412
13 357
2 .535
2 112
As fontes dgua constituem tda riqueza mineral da
regio, tendo sido observada a presena de urnio e
zircnio.
Capela de Lourdes
A rea das matas pode ser estimada em 1 460
hectares.
As principais indstrias, alm daquelas que engar-
rafam as "Aguas Prata" e "Platina", so: Lucticnios Prata
e Fbrica de Dces Prata. O consumo de energia eltrica
de 6 495 kWh. O nmero de operrios empregados no
municpio de 128 pessoas.
:1.6
So Paulo, So Joo da Boa Vista e Santos so os
principais centros consumidores dos produtos agrcolas da
estncia hidromineral.
MEIOS DE TRANSPORTE - A sede municipal
ligada s seguintes cidades: So Sebastio da Grama,
54 km de rodovia; So Joo da Boa Vista, 13 km pela
Estrada de Ferro Mogiana; Vargem Grande do Sul,
rodovia (via S. J. Boa Vista) 36 km ou pela Cia. Mogiana
de Estrada de Ferro, 88 km; Poos de Caldas M. G.,
rodovia ( 35 km) ou ferrovia Cia. Mogiana de Estrada de
Ferro (33 km). Comunica-se com a capital estadual por
ferrovia: Cia. Mogiana de Estrada de Ferro (168 km) at
Campinas e desta capital (106 km) pela Cia. Paulista
de Estrada de Ferro em trfego mtuo com a Estrada de
Ferro Santos-Jundia, ou ainda por rodovia 248 km.
Fonte Platina
COMRCIO E BANCOS - H, em todo o municpio,
uma filial do Banco Mercantil de So Paulo e uma agncia
da Caixa Econmica Estadual ( 360 cadernetas em circula-
o e CrS 1566 807,80 o valor dos depsitos). Ambos
situam-se na sede do municpio. O intercmbio comercial
feito com as cidades de So Joo da Boa Vista, Poos
de Caldas e So Paulo . O comrcio local adquire tecidos,
mquinas e materiais para construes etc.
ASPECTOS URBANOS - A pequena estncia hidro-
mineral possui todos os melhoramentos urbanos: gua,
luz, calamento e telefone . Tem 1 praa e 3 ruas r v s ~
tidas de paraleleppedos; 1 praa, 2 avenidas e 19 ruas
parcialmente caladas, 27,8o/o da rea pavimentada feita
com paraleleppedo e 72% de materiais diversos. O ser-
Hotel Prata
vio telegrfico feito pela Cia. Mogiana. O nmero de
aparelhos telefnicos de 35. H 453 ligaes eltricas e
o nmero de residncias servidas por abastecimento dgua
de 280. Para abrigar seus turistas guas da Prata dispe
de 5 hotis e 7 penses. O preo comum. de dirias em
hotel de nvel mdio de CrS 220,00. H 2 cinemas no
lugar. Na iluminao pblica so consumidos crca de
22 000 kWh e na particular 22 202. Na Prefeitura Muni-
cipal esto registrados 48 automveis e 21 caminhes.
Largamente estimado, o nmero de veculos que trafega
diriamente na sede municipal mais ou menos 6 trens
e 550 automveis e caminhes.
Casco tinha
ASSISTitNCIA MDICO-SANITRIA - O Asilo Nossa
Senhora de Lourdes abriga 20 desvalidos. No se encontra
nesta estncia hidromineral casa de sade, mas, s.eus
hotis que so bem aparelhados, esto aptos a receber todo
aqule que estiver buscando alvio para males do fgado,
estmago e afeces da pele. Recomendam-se as quali-
dades de suas guas sdico-bicarbonatadas. o seguinte
o teor da alcalinidade das guas: "Fonte Antiga"
2,278?02%, "Ativa" 1,755809%, Paiol 1,672252, Nova
1,137171 e Platina 0,923973. A "Fonte Vilela" 89,3843
U. M. considerada a mais radioativa do nosso Estado.
Principalmente na Fonte Platina observa-se a ocorrncia
do molibdenio. As guas bicarbonatadas e aciduladas das
Fontes Antigas e Paiol tm a mesma composio que as
guas de Vichy, so, pois, recomendadas no tratamento de
molstias do fgado, estmago, nas suas formas hipo-cidas
ou ancidas de dispepsias.
Piscina
So Paulo Hotel
ALFABETIZAO - Das pessoas de 5 anos de idade
e mais 1367 homens e 1076 mulheres so alfabetizadas.
~ N S N O - Existe, em todo o municpio, 11 unidades
escolares de grau primrio.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - Situado a
18 km da sede municipal eleva-se o Pico do Mirante, na
Serra da Fartura. Juntamente com o Pico do Gavio e
a queda dgua denominada "Cascatinha" constituem atra-
o aos turistas que demandam quela estncia.
Visto Parcial
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Os pratenses
so assistidos por 2 mdicos, 1 advogado, 2 dentistas e 2
engenheiros. Em se tratando de estncia hidromineral, o
prefeito nomeado pelo governador do estado. Em elei-
es populares so eleitos 11 vereadores. O Prefeito o
Sr . Juarez Loiola.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$1 DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria !Cr$\
---------- ------ ----------- --------- ------
1950 ....... 542 621 I 079 053 I 560 869 313 140 1 209 240
1951. ... 455 038 I 374 375 I 155 OIS 313 367 1 445 427
1952 ..... .. 615 683 1 502 494 I 822 057 387 046 2 059 084
1953 ...... 697 000 I 783 625 I 424 081 413 606 1 035 460
1954 ...... 813 973 2 194 766 1817696 497 044 1 594 811
1955 .. :. 3 721 182 2 868 334 831 512 2 414 717
1956 (!). 1517000 I 517 000
(I' Oramento.
(Redao final - Antnio Carlos Valente; Fonte dos dados -
A. M. E. - William Plcido. )
27
GUAS DE LINDiA -
Mapa Municipal na pg. 257 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - Em 1728, devido s propriedades j
conhecidas das guas de Lindia, ento guas Quentes,
afluram para ste local moradores de outros: Municpios,
como Santos, A ti baia e Bragana. Foi ainda, devido ao
acesso s Minas de Gois e constantes pousadas de tropas
que surgiu ste aglomerado.
Antiga Capela de Brotas, no Municpio e Comarca
de Serra Negra; foi elevada a distrito de JPaz, pela lei
n.
0
638 de 29 de julho de 1899, com o nome de Lindia.
bte nome uma corruptela das palavras Rydoya e
Rindheio, oriunda do tupi. Lindia ou Rindia significa
"rio que no extravasa" e a Linia ou Rindheio significa
"gua inspida e quente ao paladar".
Em 1900 o jovem mdico italiano Dr. Francisco
Fozzi soube que jorravam de um morro -- guas, que
curavam diversas enfermidades, denominadas "guas
Quentes". Aproveitando as virtudes teraputicas dessas
fontes radioativas, esta Estncia Hidro-
mineral.
A 945 metros de altitude, numa ramificao da Serra
da Mantiqueira, no fundo de uma pequena bacia, quase
uma garganta, abrigadas pelos contrafortes do morro
Pelado, brotam guas azuis, mornas, as chamadas quentes .
As vrias emergncias de gua constituem as Termas de
Lindia. Pelo conjunto das cinco fontes, a vaso volu-
mosa; jorrando, somente, a fonte Filomena 16 000 litros
por hora . Mantm as guas de Lindia uma temperatura
fixa de 28C, independente das variaes meteorolgicas
locais.
Pelo decreto 6 501, de 19 de junho de 1934, foi ele-
vada a Municpio com o nome de Estncia Hidromineral
de Lindia, pelo decreto n.
0
9 731, de 16 de novembro pe
1938. A sede do Municpio de Lindia foi transferida
para o povoado de Termas de Lindia, passando o Muni-
cpio a denominar-se guas de Lindia, ficando constitudo
de dois distritos: guas de Lindia e Lindia, pela lei
n.
0
2 456, de 30 de dezembro de 1953.
LOCALIZAO - A sede est localizada a 22 32' de
latitude sul e 46 39' de longitude W. Gr., distando da
Capital 113 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 945 metros.
CLIMA - Mdia de temperatura mxima 28. Mdia
de temperatura mnima 15. Sco e temperado.
Vista Parcial da Cidade
REA- 81 km
2

POPULAO - Pelo Censo de 1950 era de 4 695 habi-
tantes ( 2 394 homens e 2 301 mulheres) . Estimativa em
1.
0
- VII-54 de 4 944 habitantes.
AGLOMERAO URBANA - A nica aglomerao
urbana a sede do Municpio com 4 695 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS - Sendo o Municpio
Estncia Hidromineral, nessa caracterstica que funda-
menta tda a economia local; destacando-se tambm o
comrcio hoteleiro .
Os cinco principais produtos agrcolas e industriais
produzidos no Municpio so: caf, com 9 350 arrbas de
15 quilos, no valor de Cr$ 5 610 000,00; leite, com 400 000
litros, no valor de Cr$ 2 400 000,00; milho, com 11 000
sacos de 60 quilos, no valor de Cr$ 2 750 000,00; feijo com
4 660 sacos de 60 quilos no valor de Cr$ 2 097 000,00 e
gua mineral com produo aproximada de 6 850 000 litros,
no valor de Cr$ 15 250 000,00. O caf exportado para
Santos e o leite exportado para os Municpios de Amparo,
Serra Negra e Socorro.
A rea de matas naturais calculada em 80 hectares.
O nmero aproximado de operrios de 190, de
ambos os sexos.
Vista da Piscina
A;> principais riquezas naturais so as fontes de guas
minerais radioativas, em nmero de cinco, que j esto
exploradas .
A atividade pecuria tem significao para o
Municpio.
O mais importante estabelecimento localizado no
Municpio a Fonte Santa Filomena, engarrafador de
gua mineral.
No h produo de energia eltrica e o consumo de
fra motriz de 42 200 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - As cidades vizinhas so:
ltapira distando 33 km por rodovia; Socorro distando 21 km
por rodovia; Serra Negra distando 18 km por rodovia e
Monte So, MG, distando 20 km por rodovia.
O Municpio liga-se a So Paulo pelas rodovias esta-
duais, via Jaguarina com 192 km e via Itatiba com 169 km.
Por Ferrovia servido pela C. M. E. F. at Campinas,
com 113 km e pela C.P. E. F. em trfego mtuo com a
E. F. S. J., com 106 km, ligando-o dessa forma Capital.
Trafegam, diriamente, na sede Municipal, aproxima-
damentt! 200 veculos e no Municpio 300 veculos.
Tamoyo Hotel
Esto registrados na Prefeitura Municipal 91 veculos,
sendo 44 automveis e 28 caminhes.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transao com So Paulo, Campinas, Bragana Paulista e
Serra Negra, e importa principalmente, gneros alimen-
tcios e bebidas.
H no Municpio 2 estabelecimentos varejistas, 107
atacadistas e 4 industriais.
H no Municpio apenas uma filial do Banco Ita S/ A
e uma Agncia da Caixa Econmica Estadual cujo valor
dos depsitos em 31-XII-56 atingiu Cr$ 6 814 539,80, com
1 674 cadernetas em circulao.
ASPECTOS URBANOS - No Municpio h 150 domi-
clios servidos por abastecimento de gua; 12 ruas cala-
das, 30% com paraleleppedos e 70% com asfalto; luz
eltrica fornecida pela Cia. Paulista de Fpra e Luz com
450 ligaes; telefones pelos servios da Cia. Telefnica
Brasileira, com 114 aparelhos no Municpio, e 8 no distrito
de Lindia; 14 hotis com a diria mdia de CrS 250,00;
1 penso, 1 cinema e 2 agncias postais, uma no Muni-
cpio e outra no Distrito de Lindia.
Os transportes urbanos existentes so apenas os micro-
-nibus, de propriedade dos hotis da Estncia .
ASSIST.tNCIA MDICO-SANITRIA - O Municpio
possui o Hospital Dr. Francisco Fozzi com 44 leitos e 2
farmcias.
Exercem atividades profissionais f10 Municpio: 5 m-
dicos, 1 dentista, 2 farmacuticos prticos e 1 engenheiro.
Vista Parcial da Cidade
.29
ALFABETIZAO -De acrdo com o E ~ n s o de 1950
as porcentagens de alfabetizao so as seguintes: Cidade:
Homens- 68,32%. Mulheres- 58,09%. Zona Rural:
Homens - 46,50%. Mulheres - 30,89%.
ENSINO - O Municpio possui 5 estabelecimentos de
ensino primrio, sendo 1 Grupo escolar em guas de Lin-
dia, 1 no Distrito de Lindia e 3 escolas mistas rurais,
todos mantidos pelo Estado.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS- H no Municpio
uma Biblioteca Pblica Municipal com 1 406 volumes.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNIClPIO
Federal Estadual
Total Tributirin (Cr$)
----- ------ ------ -------------
1950 ....... - 697 776 1 569 669 276 913 1 708 421
1951. ...... - 1 741 093 1 323 941 320 078 1 042 946
1952 ....... - 2 124 114 1 764 245 558 546 1 760 098
1953 ....... 432 928 2 791 454 2 413 852 1 036 811 1 738 267
1954 ....... 445 467 2 724 611 3 028 909 1 253 653 3 068 578
1955 ....... ... 2 806 191 2 756 925 1 389 833 2 386 691
1956 (1) .. ... . .. 2 184 595 . .. 2 184 595
{1) Oramento.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - A topo-
grafia local muito acidentada com serra, picos e morros.
O acidente geogrfico mais importante o Morro do
Pelado, <;uja denominao, segundo dizem, foi dada pelos
bandeirantes paulistas, que iam para Minas Gerais e
Gois, e a origem do nome foi devida a falta de vegetao
observada pelos referidos bandeirantes.
EFEMRIDES - O principal festejo realizado no Muni-
cpio a festa de Nossa Senhora das Brotas em 8 de
setembro.
ATRAO TURSTICA - guas de Lindia, sendo Es-
tncia Hidromineral, constitui uma atrao turstica .
Suas guas Minerais radioativas so indicadas no trata-
mento da eczema, diabete, nefrite, alergia, reumatismo e
doenas do aparelho digestivo.
A localidade freqentada por turistas de todos os
rinces do Brasil.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Lindoiense
a denominao dos habitantes do Municpio. H 11
vereadores em exerccio no MuniCpio e. 1 776 eleitores (em
3 de outubro de 1956). O Prefeito o Sr. Geraldo Man-
tovani.
(Histrico - Jesus Ferreira Santos; Redao final - Ronoel
Samartini; Fonte - A.M.E. - Ataliba Leite de Souza.)
AGUAS DE SAO PEDRO - SP
Mapa Municipal na pg. 79 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Uma das origens que se atribui a atual
Estncia de guas de So Pedro, desde sua criao, teria
sido o trabalho de prospeco geolgica na regio de Pira-
cicaba e So Pedro.
A Estncia de guas de So Pedro, na realidade, foi
fundada a 16 de maio de 1934, conforme se verifica na
30
escritura de co,mpra e venda, lavrada nessa poca, no Car-
trio do 2.
0
Ofcio da Comarca de So Pedro; sendo seu
fundador, o Sr. Carlos Mauro, que teve como colaboradores
os Srs. Patrcio Miguel Carreta, Joviano Nouer, Antnio
Albino Ribeiro e outros.
Em 1936 os Srs. Antnio Joaquim de Moura An-
drade e Dr. Octvio Andrade, organizaram a "Emprsa
guas Sulfdricas e Termais de So Pedro S/ A", dada a
importncia das fontes termais da regio o govrno do
Estado houve por bem criar a 19 de junho de 1940, a
Estncia Hidromineral e Climtica de gua de So
Pedro, fixando-lhe as divisas. Foi elevada categoria de
Municpio pela Lei n.
0
233 de 24 de dezembro de 1948,
com a ento vigente diviso territorial do Estado, tendo
sempre em vista a importncia das fontes hidrominerais
existentes e o progresso que comeava a avultar na Es-
tncia, dada a afluncia sempre crescente de veranistas e
de pessoas em tratamento de sade.
Criado o Municpio em 1948, foi instalado a 1.o de
janeiro de 1949 com um nico distrito de paz: guas de
So Pedro e a 2 de abril do mesmo ano, com a posse dos
primeiros vereadores e incio dos trabalhos legislativos,
completou-se a emancipao poltica e administrativa de
guas de So Pedro, at ento subordinado ao Municpio
de So Pedro.
LOCALIZAO - Sua sede est situada a 22 e 36' lati-
tude sul e 47 53' longitude W. Gr. distando da Capital
165 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 530 metros.
CLIMA - Temperado.
REA- 3 km:!.
POPULAO- Pelo Recenseamento de 1950 era de 459
habitantes (238 homens e 221 mulheres). A estimativa em
1.
0
-VII-1954 foi de 488 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana a sede do Municpio - 459 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS - Em se tratando de
Municpio criado como Estncia hidromin&ral, nessa sua
caracterstica se fundamenta tda a economia local, assim
bastante desenvolvido o comrcio hoteleiro. O principal
produto industrial a gua mineral cuja produo de
200 000 litros no valor de Cr$ 200 000,00. H 3 princi-
pais fontes: gua Sulfdrica conhecida por "Fonte Juven-
tude", gua Bicarbonatada, por "Fonte Gioconda" e gua
Magnsia, tambm conhecida por "Fonte Almeida Sales".
O Municpio est cercado, prticamente, por uma plantao
de eucaliptos, cobrindo crca de' 1/3 de sua rea total.
H 6 estabelecimentos comerciais, sendo 2 de gneros
alimentcios e 4 de armarinhos e outros; no h operrios,
pois no h indstrias; a extrao de gua mineral est a
cargo do Grande Hotel So Pedro . Como riqueza natural,
apenas as g u ~ termo-sulfdricas, j citadas.
Grande Hotel
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido
por uma rodovia estadual que o liga ao Municpio de So
Pedro e Piracicaba, numa extenso de 6 km. Esto
registrados na Prefeitura 21 veculos, dentro os quais, 16
automveis e 5 caminhes, havendo trfego dirio na sede
do Municpio de 30 automveis e caminhes.
COMRCIO E BANCOS - Funciona apenas uma Agn-
cia da Caixa Econmica do Estado com 243 cadernetas em
circulao e com depsito no valor de Cr$ 793 179,30.
guas de So Pedro mantm transaes comerciais com
So Pedro, Piracicaba e Rio Claro, normalmente; o co-
mrcio local possui 6 estabelecimentos varejistas, importa
de tudo, pois no h produo alguma.
ASPECTOS URBANOS - O Municpio possui energia
eltrica fornecida pela Cia. Paulista de Fra e Luz, apre-
Piscina
Residncia
sentando consumo mensal de 1 500 kWh para iluminao
pblica 3 000 kWh para iluminao particular com 65
ligaes eltricas; rde de gua e esgto, 4 ruas asfaltadas;
22 aparelhos telefnicos; 2 hotis: Grande Hotel So
Pedro, dotado de todo confrto, tal como cinema interno,
piscina, campos de esportes etc . , possuindo um gerador
prprio que em caso de emergncia pode fornecer luz a
tda cidade e Hotel Avenida, cuja diria mdia . de
Cr$ 250,00; 4 penses, alm de 65 prdios diversos.
ASSIST!:NCIA MDICO-SANITRIA - H um psto
estadual de Assistncia Mdico-Sanitria e um mdico
exercendo suas atividades profissionais.
ALFABETIZAO- De acrdo com o censo de 1950 o
Municpio de guas de So Pedro apresenta a seguinte
porcentagem de alfabetizao: homens - 83,09% e mu-
lheres - 75,11 o/o.
ENSINO - Existe, apenas, um grupo escolar.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$1 DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributltria (Cr$\
--------- ----------- ------ ------
1950 ...... - 99 474 5 362 950 144 086 4 !!09 242
1951 ....... - 401 698 557 908 144 356 1 \64 750
1952 ....... - 241 571 1 195 949 137 707 754 253
1953 ....... - 355 165 91\ ISO 188 954 945 461
1954 .... . .. 367 160 I 426 662 179 686 I 258 401
1955 ....... 802 182 2 001 355 187 615 I 784 !36
1956 (ll. .. ... ... 2 000 000 2 000 000
( 1l Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO- O Municpio
apesar de contar com Cmara Municipal, administrado
quase que direta e totalmente pelo Govrno do Estado,
dada suas caractersticas de Estncia Hidromineral ..
Conta com 11 vereadores. Os habitantes so chamados
aguapedrenses. O Prefeito o Sr. Jos Antnio G. Coelho.
(Autoria do histrico - Pedro S. G. Prado; Redao final
Maria de Deus de Lucena Silva; Fonte dos dados - A. M. E:
Eugnio Scaranelo Pires. )
31
AGUDOS- SP
Mapa Municipal na pg. 391 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Agudos, antiga So Paulo dos Agudos,
teve sua povoao primitiva com a doao de 33 hecta-
res e 88 ares de terra, por parte de Faustino Ribeiro. Com
o impulso dinmico dos Srs. Cel. Delfino Alexandrino de
Oliveira Machado e Capito Benedito Otoni de Almeida
Cardia, primeiros agricultores desta terra, grandes polticos
e construtores, conseguiram muito em breve a criao de
m distrito de paz para que logo mais, fsse elevado ca-
tegoria de municpio, hoje importante Comarca do nosso
Estado. A criao do distrito de paz registrou-se no dia 2
de agsto de 1897, pela lei 514, sendo, ento, Presidente
do Estado o Sr. Dr. Manuel Ferraz de Campos Sales. A 27
de julho de 1898, pela lei n.
0
543, o Sr. Dr. Francisco de
Assis Peixoto Gomide, Vice-Presidente do Estado, eleva
o distrito de paz categoria de municpio. A 22 de ju-
lho de 1899 o Sr. Cel. Fernando Prestes de Albuquerque,
Presidente do Estado, promulga a lei n.
0
635, transferindo
Rua 13 de Maio
a sede da Comarca de Lenis para a cidade de So Pau-
lo dos Agudos. A 15 de julho de 1901 o Presidente Dr.
Francisco de Paula Rodrigues Alves, pela lei n.
0
785, de-
nominou Comarca dos Agudos a Comarca de Lenis e o
Presidente Jorge Tibiri, pela lei n.
0
975 de 20 de de-
zembro de 1905, substitui a denominao dste munic-
pio e Comarca de "So Paulo- dos Agudos" para "Agu-
dos". A lei n.
0
1494 de 29 de dezembro de 1915 estabe-
lece novas divisas neste municpio e transfere para o mu-
nicpio de Agudos o distrito de paz de Tup. 1tste distri-
to foi extinto em 30 de novembro de 1938, pelo decreto
n.
0
9 775, sem alterao nas divisas estabelecidas. Na ges-
to do Interventor Federal, Dr. Mrcio Pereira Munhoz,
foram criados os dois atuais distritos de paz dste muni-
cpio: Santa Cruz da Boa Vista, hoje Dornlia, pelo de-
creto n.
0
6 789 de 23 de outubro de 1934 e, na mesma
data, pelo decreto n.
0
6 790 o distrito de Bandeirantes,
hoje Paulistnia. Pelos referidos decretos foram, tam-
bm, fixadas as divisas interdistritais. A primeira Cma-
ra Municipal de Agudos, instalada no dia 20 de fevereiro
de 1899, a qual teve a seguinte constituio: Presidente
Cel. Joaquim Ferreira Souto; Vice-Presidente Tenente Cel.
32.
Cndido da Cunha Nepomuceno; Intendente Benedito Oto-
ni de Almeida Cardia e como vereadores: Srs. Jos Celi-
dnio Gomes dos Reis Neto, Major Gasparino de Quadros
e Egdio Freire Penteado. De acrdo com o Decreto-lei
estadual n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944, que fi-
xou o quadro da diviso territorial judicirio-administra-
tiva do Estado de So Paulo, para vigorar no perodo
1945-1948, o municpio de Agudos compe-se dos seguin-
tes distritos: Agudos, Domlia {Ex-Dona Amlia) e Pau-
listnia (Ex-Bandeirantes) .
FORMAO JUDICIRIA - A Comarca de Lenis,
foi criada pela Lei n.
0
25, de 7 de maio de 1877. Por
fra da Lei n.
0
635, de 22 de julho de 1899, a sede da
comarca de Lenis foi transferida para a vila de So
Paulo dos Agudos, a qual, pela mesma Lei, foi elevada
categoria de cidade. Em 1901, pela Lei n.
0
785, de 15
de julho, a Comarca de Lenis passou a denominar-se
Comarca de Agudos. Nas divises territoriais de
31-XII-1936. e 31-XII-1937, e no quadro anexo ao De-
creto-lei estadual n.
0
9 073, de 31 de maro de 1938, o
municpio de Agudos, juntamente com o de Lenis, com-
pe o nico trmo judicirio da Comarca de Agudos, as-
sim permanecendo no quadro fixado para o qinqnio
1939-1943, pelo Decreto estadual n.
0
9 775, de 30 de no-
vembro de 1938. De acrdo com o Decreto-lei estadual
n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o qua-
dro da diviso territorial judicirio-administrativa do Es-
tado de So Paulo; para vigorar no perodo 1945-1948,
os municpios de Agudos e de Lenis Paulista constituem
o nico trmo judicirio da Comarca de Agudos.
LOCALIZAO - A sede do Municpio de Agudos es-
t localizada no traado da Estrada ~ Ferro Sorocabana,
a 398 km da Capital Estadual. As coordenadas geogr-
ficas da sede municipal so as seguintes: 22 28' de la-
titude sul e 48 59' de longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 604 metros.
CLIMA - Quente, com uma mdia de 26C. Altura total
de precipitao no ano: 1 227,60 mm.
REA - 1209 km:.l.
POPULAO- Pelo Recenseamento de 1950 a popula-
o total do municpio era de 16 751 habitantes (8 857 ho-
mens e 7 894 mulheres), sendo que 68% dessa populao
se localiza na zona rural. A estimativa para o ano de 1954,
foi de 17 805 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS - O Municpio de Agu-
dos conta com trs distritos de paz: o da sede, com 4 213
habitantes (2 023 homens e 2 190 mulheres), o de Dom-
lia com 563 (277 homens e 286 mulheres) e o de Pau-
listnia com 437 (225 homens e 212 mulheres). (Censo
de 1950).
ATIVIDADES ECONOMICAS - As atividades funda-
mentais economia do Municpio de Agudos so: o ca-
f, a cerveja e o gado. Agricultura - A principal fonte
de renda o caf, sendo de mais de 6 milhes o nmero
de cafeeiros novos e frutificando; o volume da produo
em 1956 foi de 155 540 arrbas de caf beneficiado, no
valor de Cr$ 79 325 400,00. Quanto aos outros principais
produtos agrcolas da regio foi o seguinte o volume e o
valor da produo em 1956:
PRODUTOS
Milho (gro) ............................ .
Arroz (com casca) ....................... .
Algodo em caroo) ..................... .
Feijo .................................. .
VOLUME
(kg)
8 400 000
I 512 000
1 221 000
574 080
VALOR
(Cr$)
28 000 000.00
13 860 OJO,OO
12 210 000,00
4 784 000,00
Os principais centros consumidores dsses produtos
agrcolas so: Bauru, Santos, Lenis Paulista e Pirati-
ninga.
Pecuria: O nmero de cabeas de gado existente
no Municpio de 11 000 bovinos e 9 000 sunos. Para
a melhoria do Jl:ado leiteiro vem sendo usado, com suces-
so, o cruzamento com o gado holands. No existe no
Municpio usina de laticnios e a exportao de gado
pequena. Os campos naturais da regio so utilizados co-
mo pastagens, porm com um mnimo de populao bovi-
na. As pastagens formadas so, em grande parte, cons-
titudas de pastos de capim gordura, seguindo-se o capim
jaragu e o colonio.
Riquezas naturais - Quanto a riquezas naturais en-
contramos na regio, de origem mineral, barro para tijo-
los e, de origem vegetal, madeiras.
A rea de matas de 1936 hectares, dos quais 484
so ocupados por 12 milhes de ps de eucalipto.
Indstria - H no Municpio trs estabelecimentos
industriais, ocupando crca de 600 operrios: Cia. Pau-
lista de Cervejas Vienense, Setifcio Glria e Serraria So
Paulo. Em 1956 o valor da produo industrial atingiu
100 milhes de cruzeiros. O consumo mdio mensal de
energia eltrica, como fra motriz, de 182 000 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido
por duas ferrovias, Estrada de Ferro Sorocabana e Cia.
Paulista de Estradas de Ferro, e pela estrada de rodagem
estadual So Paulo-Mato Grosso, as quais possibilitam a
comunicao do Municpio de Agudos com as seguintes
localidades:
Bauru- E.F.S., 27 km; rodovia, 21 km.
Ubirama - E. F. S., 26 km; rodovia 26 km.
Pederneiras - C.P. E. F., 30 km; rodovia 28 km,
ou rodovia via Macatuba, 55 km.
Piratininga - C.P. E. F., 23 km; rodovia, 21 km.
Vista da Rua 13 de Maio
Santa Brbara do Rio Pardo - rodovia via Borebi,
68 km.
Santa Cruz do Rio Pardo - rodovia via Paulist-
nia, 94 km.
Capital do Estado - rodovia 356 km; E. F. S., 398
km; C.P.E.F .. em trfego mtuo com a E.F.S., 394
km; misto
a) rodovia ( 21 km) ou ferrovia ( 2 7 km) at
Bauru;
b) de Bauru Capital Estadual por via area
282 km. '
COMRCIO E BANCOS - O Municpio de .Agudos
mantm transaes comerciais com a praa de Bauru e,
em menor escala, com a de Lenis Paulista, Pederneiras
e Piratininga. Possui 86 estabelecimentos comerciais, 3
industriais, 3 agncias bancrias e 1 agncia da Caixa Eco-
nmica Estadual com 2 941 cadernetas em circulao e
depsitos no valor de CrS 4 940 916,70, em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS - A rea de pavimentao dos
logradouros de 42 000 m:! ( 11 ruas e 2 praas) sendo
95% de paraleleppedos e 5% de. outros tipos de pavimen-
tao. Agudos possui gua encanada, rde de esgto e
iluminao eltrica desde 1911. Atualmente a cidade con-
ta com 1100 servidos por abastecimento dgua;
rde de esgto (sistema dinmico) e de guas superficiais
(sistema misto); iluminao pblica e 992 ligaes eltri-
cas domiciliares fornecidas pela Cia. Paulista de Fra e
Luz, sendo o consumo mdio mensal de iluminao pbli-
ca de 6 570 kWh o de iluminao particular de 20 000
kWh. H no Municpio 305 aparelhos telefnicos insta-
lados, correio e telgrafo, 5 hotis com uma diria mdia
de Cr$ 120,00 e 1 cinema.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA - Prestam ser-
vios assistenciais populao local: 1 hospital, com 78
leitos; o "Lar dos Desamparados", que abriga crianas e
velhos desvalidos, com capacidade para 100 pessoas; o
"Lar da Criana Agudense", com capacidade para abrigar
30 crianas; o "Albergue Noturno" capacidade para
15 pessas; 4 farmcias; 6 mdicos, 4 dentistas e 7 farma-
cuticos.
ALFABETIZAO - 47% da populao presente no
Censo de 1950, de cinco anos e mais, sabiam ler e escrever.
33
ENSINO - H em Agudos o Seminrio Santo Antnio,
que se destina preparao dos alunos que pretendem in-
gressar na carreira eclesistica como membros da Ordem
Franciscana . Ensino Primrio - 19 escolas estaduais, 7
municipais, 1 grupo escolar, 2 classes de Educao Infantil
e 17 cursos de Alfabetizao de Adultos. Ensino Secun-
drio - 2 ginsios, 1 escola normal e 1 escola de comr-
cio. Ensino Profissional - 1 escola de Corte e Costura
do S.E.S.I.
U T R ~ ASPECTOS CULTURAIS -- Em Agudos
h trs bibliotecas particulares, de carter geral, que so
as seguintes: Biblioteca do Ginsic;> Estadual de Agudos,
com 1 500 volumes; Biblioteca do Instituto (Ginsio e Es-
cola Normal) Nossa Senhora do Sagrado Corao, com
1 700 volumes; e Biblioteca do Seminrio Santo Antnio
com 6 000 volumes, as quais se destinam a consultas de
alunos e professres dos respectivos estabelecimentos de
ensino. A cidade conta com 1 tipografia e 3 livrarias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
I
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
I Cr$)
Total Tributria
------ ------ ------ ------ ------- -------
1950 ....... I 381 578 2 685 925 1 326 903 706 353 1 269 697
1951. ...... 1 939 383 2 763 355 1 456 133 832 246 .J 269 377
1952 ....... 1 943 654 4 554 763 I 816 987 905 846 1 694 856
1953 ....... 3 183 708 5313176 2 577 686 1 165 527 1 903 110
1954 .. .... 121 818 491 9 025 008 2 777 301 1 331 327 2 949 655
1955. ... ' .. 21 654 368 12 003 738 3 389 855 1 365 749 3 192 678
1956 (1). .. ... ... 3 313 402 . .. .3 313 402
( 1) Oramento
Igreja Matriz
Cine So Paulo
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - O nome
primitivo de "So Paulo dos Agudos" foi dado devido ao
fato de ser So Paulo o padroeiro da cidade e achar-se esta
situada na Serra dos Agudos. A Serra dos . Agudos, que
faz parte do sistema da Serra do Mar, no ultrapassa,
nesta regio, a 750 metros de altitude; conta com alguns
morros isolados, tendo seus cumes a forma de tabuleiros.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- As festas cvicas so condignamente comemoradas no
Municpio, havendo sempre desfile de alunos dos estabe-
lecimentos de ensino locais. Os festejos religiosos tm
tambm grande brilhantismo, principalmente a festa em
louvor a So Paulo, no dia 25 de janeiro, que o padroei-
ro da cidade; a de So Benedito, realizada em fins de ou-
tubro; a de Santo Antnio, de 1.
0
a 13 de junho e, no
Distrito de Paulistnia, a de Santa Terezinha, realizada
no domingo mais prximo ao dia 20 de agsto.
OUTROS ASPECTOS DO MUNIClPIO - H na cida
de de Agudos, na Praa Tiradentes, um monumento em ho-
menagem aos expedicionrios, feito em pedra natural, de
iniciativa particular, o qual foi inaugurado em 25-XI-55.
Em 3-X-55, o Municpio contava com 11 vereadores em
exerccio e 4 108 eleitores inscritos. O Prefeito o Sr. Joo
Baptista Ribeiro.
(Autoria do histrico - Jos Igncio Ferreira; Redao final -
Maria Aparecida Ramos Pereira; Fonte dos dados - A. M. E. -
Jos Igncio Ferreira.)
ALFREDO MARCONDES - SP
Mapa Municipal na pg. 315 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Em 24 de dezembro de 1929 o senhor
Alfredo Soares Marcondes adquiriu um lote de 24,2 hecta-
res, aproximadamente, na regio do chamado Quilmetro
16, situado no municpio de Presidente Prudente e deu-lhe
o nome de So Benedito, iniciando-se a povoao. Muitos
lavradores comearam a procurar as terras de So Bene-
dito, devido a sua fertilidade e com o correr dos anos a
povoao foi progredindo. Foi elevado a distrito de paz,
Prefeitura Municipal
por Decreto n.
0
9 775, de 28 de novembro de 1938, rece-
bendo o nome de Alfredo Marcondes, em homenagem ao
seu fundador. Pertenceu at 30 de novembro de 1944 ao
municpio de Presidente Prudente, passando nessa data por
Decreto-lei n.
0
14 334 para o municpio de Alvares Ma-
chado. Pelo Decreto n.
0
233 de 24 de dezembro de 1948,
foi elevado a municpio, sendo constitudo de 2 distritos:
Alfredo Marcondes e Santo Expedito e est subordinado
comarca de Presidente Prudente ..
LOCALIZAO - Sua sede est situada a 21 57' lati-
tude sul e . 51 25' longitude W. Gr., distando da Capital
em linha reta, 525 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 500 metros.
CLIMA -Quente e inverno sco. Temperaturas: mdia
das mximas 36, mdia das mnimas 5 e mdia compen-
sada 26.
REA- 213
POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950 era de
16 054 habitantes, sendo 8 500 homens e 7 554 mulheres,
dos quais 88% na zona rural. A estimativa em 1.
0
-VII-954
foi de 17 064 habitantes (2 000 na cidade e 15 064 na zona
rural).
AGLOMERAES URBANAS - As aglomeraes ur-
banas so a sede municipal contando com 1 306 habitantes
e a vila de Santo Expedito, com 577 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS ._...,.A atividade fundamen-
tal economia do municpio, a produo agrcola. Em
1956, o volume e valor dos principais produtos, foram os
seguintes:
PRODUTo'
Algodilo ............ .
Amendo!m .................. .
Batata....... . .......... .
Caf ........ .
Milho ..
UNIDADE
Arr6ba
Quilo
.
Arr6ba
Quilo
VOLUME
673 452
I 963 590
838 800
18 200
I 121 100
VALOR DA
PRODUO
(Cr$)
87 54& 760.00
8 148 590,00
3 519 200,00
I O 556 000,00
3 363 300,00
A rea das matas existentes no mumc1p1o, de 751
hectares aproximadamente. Existem 91 estabelecimentos
comerciais, sendo 70 de gneros alimentcios, 4 de louas
e ferragens e 17 de fazendas e armarinhos. So 8 os
operrios industriais.
As principais riquezas naturais so: as extraes de
pedras para britar, as extraes de barro para o fabrico
de telhas e tijolos e as extraes de madeira.
Os principais centros consumidores dos produtos agr-
colas so: So Paulo, Curitiba, Sorocaba, Valinhos, Cam-
pinas, Rio de Janeiro e alguns municpios da zona deno-
minada Paulista Nova.
As fbricas mais importantes so: Olaria So Cris-
tovam, Olaria So Joo, Fbrica de Aguardente So Luiz,
Pedreira So Benedito e Fbrica de Mveis So Jos.
MEIOS DE TRANSPORTE - Por meio de rodovia est
ligado a Machado ( 16 km); Presidente Bernardes,
via Alvares Machado ( 30 km); Flora Rica, via Flrida
Paulista (88 km); Presidente Prudente, via Alvares Ma-
chado (27 km). Est ligado Capital Estadual, ferrovirio
via Alvares Machado (800 km) e rodovirio (750 km).
COMRCIO E BANCOS - As localidades com as quais
mantm transaes comerciais, so as seguintes: So Paulo,
Curitiba, Sorocaba, V alinhos, Campinas, Rio de Janeiro e
alguns municpios da Paulista Nova.
Importa secos e molhados de 1.a necessidade, pequena
quantidade de produtos alimentcios enlatados, tecidos e
armarinhos, calados para homens, senhoras e crianas.
Grupo Escolar
Prefeitura - Prdio em construo
Possui 73 estabelecimentos varejistas, 6 indstrias e
1 agncia da Caixa Econmica Estadual, com depsitos
na importncia de Cr$ 25 724,70 (depositantes- 49).
ASPECTOS URBANOS- O Municpio possui 13 apare-
lhos telefnicos, 166 ligaes eltricas num consumo de
3 515 kWh (iluminao pblica 756 kWh, iluminao par-
ticular 2 580 kWh e fra motriz 179 kWh); 11 prdios
servidos por abastecimento d'gua, 4 penses (diria
Cr$ 100,00) e 1 cinema.
ASSIST1tNCIA M:G!DICO-SANITARIA - A populao
assistida por 3 mdicos, 1 dentista, 8 farmacuticos, pos-
suindo tambm 8 farmcias.
ALFABETIZAO - 44% da populao presente no Re-
censeamento de 1950, de 5 anos e mais, sabiam ler e es-
crever.
ENSINO - Existe no Municpio 2 grupos escolares ( 1 na
sede municipal e outro no Distrito de Santo Expedito); 17
Escolas Estaduais e 5 Cursos de Alfabetizao de Adultos.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS- A Agncia Muni-
cipal de Estatstica possui uma biblioteca pblica, com 150
volumes.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
ANOS
Municipal
Federal Estadual
Total Tributria
----
1950 ....... - 234 488 898 235 494 531
1951. ...... - 1 905 004 899 019 488 699
1952 ....... - 2 375 757 1 053 259 529 382
1953 ....... 724 500 2 827 563 1 451 733 379 398
1954 ....... 739 500 4 074 698 1 763 122 744 548
1955 .... 739 000 4 834 721 1 831 249 882 344
1956 (1) ... ... ... 2 000 000 ...
(1) Oramento
DESPESA
REALIZAO A
o
NO
MUNICIPI
I Cr$)
859 590
1 029 192
919 245
875 265
1 805 376
1 595 427
2 000 000
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O nmero de
vereadores 11 e o de eleitores 4 057. O Prefeito o
Sr. Gabriel Campos.
(Autoria do Histrico - Antnio Queiroz; Redao final - Ruth
Galvo; Fonte dos dados - A. M. E. - Antnio Queiroz. )
36
ALTINPOLIS- SP
Mapa Municipal na pg. 319 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Conta a tradio haver o Capito Diogo
Garcia da Cruz adquirido, no primeiro quartel do sculo
XIX, na Provncia de So Paulo, por 100$000 (cem mil
ris), alm de um ponche de baeta e um lote de bestas
carregadas de sal, terras na regio do Arraial de Nossa
Senhora da Piedade, em Mato Grosso de Batatais, onde
afazendou seus filhos Joaquim, Joo e Antnio. &te
ltimo, major Antnio Garcia Figueiredo formou uma fa-
zenda, "Fortaleza", em cujas terras se iniciou pequena
povoao, denominada Arraial de N assa Senhora da
Piedade. Taunay registra em dirio sua passagem pela
povoao, em 7-VII-1865, descrevendo-a sucintamente
"como local excelente". Em 1866 o mesmo major Antnio
Garcia Figueiredo doou 42 alqueires de terras para cons-
truo da capela e sede do patrimnio, datando de tal poca
seu primeiro plano de arruamento. Elevada categoria
de Distrito de Paz, em 8-111-1875, pela Lei n.
0
5, com o
nome de Freguezia de Nossa Senhora da Piedade do Mato
Grosso, pertencente ao Trmo de Bata tais. Em 1909 foi
a Vila ligada pela Estrada de Ferro So Paulo e Minas a
Bento Quirino (Municpio de So Simo) . O Decreto
n.
0
1610, de 3 de dezembro de 1918, transformou-o em
municpio, com o nome de Altinpolis, em homenagem a
Altino Arantes, ento Presidente do Estado de So Paulo.
LOCALIZAO - Altinpolis est localizada a 289 km
da Capital do Estado e a posio geogrfica de sua sede
a seguinte: 21 02' latitude sul e 4 7 23' W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A sede do municpio est situada a 920
metros de altitude, sendo um dos pontos mais altos da
regio.
CLIMA - Embora situado em regio de clima quente,
parte do municpio pode ser classificado como temperado.
Suas temperaturas mdias variam de 6C a 3 5 ~ C obtendo-se
mdia compensada de 24C. A precipitao em 1956 foi
de 1613 mm.
REA - 936 km
2

POPULAO A populao municipal era em
1.
0
-VII-1950, de 10 339 habitantes (5 277 homens e 5 062
mulheres), dos quais 7 683 ou 74% na zona rural. A esti-
mativa para 1954 (D. E. E. ) calcula 10 990 habitantes
(2 823 na sede e 8 167 no quadro rural).
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana existente a cidade de Altinpolis com 2 656 habi-
tantes, conforme dados do Recenseamento de 1950.
Igreja Matriz
ATIVIDADES ECONOMICAS- A a-tividade econmica
da zona rural do Municpio est ligada produo agro-
pecuria e compreende 260 propriedades (20% somente
pecurias e 10% exclusivamente agrcolas). Seu rebanho
principal de gado bovino, do qual 70% leiteiro e 30%
para corte. A agricultura prefere o caf, o milho, o arroz,
o feijo e a cana-de-acar. O valor da produo agro-
pecuria foi, em milhes de cruzeiros, o seguinte: Caf -
Edifcio "Dr. Olavo"
21; leite "in natura" - 18; milho - 5; arroz - 4 e fei-
jo. - 3 . :S:sses produtos, com exceo do caf e da pro-
duo de leite, so destinados ao consumo do Municpio
e exportao para Bata tais e Ribeiro Prto. O caf
destinado a Santos, e Araraquara recebe pouco mais de
50% do leite produzido no Municpio. H ainda a men-
cionar pequena quantidade de gado de corte que enviado
a Ribeiro Prto, Bata tais e Barretos. A nica indstria
significativa existente na sede de laticnios. As matas do
municpio atingindo 2 400 ha constituem riqueza vegetal.
Grupo Escolar
MEIOS DE TRANSPORTE - Altinpolis servida pela
E. F. So Paulo e Minas que o liga a Serra Azul (54 km)
e So Sebastio do Paraso (50 km) . Por meio de rodovia
est ligada a: Batatais (30 km); Brodsqui, via Batatais
(44 km); Cajuru (35 km). Patrocnio Paulista, via Bata-
tais (102 km); So Sebastio do Paraso (50 km); Santo
Antnio da Alegria ( 29 km) e Serra Azul ( 46 km) . Seu
transporte para a Capital do Estado rodovirio ( 434 km);
ferrovirio: E. F. So Paulo- Minas (76 km) at Bento
Quirino; at Campinas, Cia. Mogiana de Estrada de Ferro
(259 km); de Campinas a So Paulo, Cia. Paulista de Es-
trada de Ferro e Estrada de Ferro Santos - Jundia
( 106 km) e ainda misto: rodovirio, via Serrana, at Ri-
beiro Prto (67 km) e areo (286 km) de Ribeiro Prto
a So Paulo.
Igreja Evanglica
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local recebe pro-
dutos de So Paulo, Ribeiro Prto, Batatais e So Sebas-
tio do Paraso. Possui 50 estabelecimentos varejistas,
alm de 2 agncias bancrias e uma Caixa Econmica
Estadual ( 2,5 milhes de cruzeiros de depsitos) .
ASPECTOS URBANOS - A sede possui 7 logradouros
pblicos calados ( 15 o/o); iluminao pblica; iluminao
domiciliar ( 600 ligaes); abastecimento dgua ( 600 liga-
es); servio telefnico ( 70 aparelhos); 1 hotel (diria
Cr$ 90,00) e 1 cinema. servida pelo telgrafo da
E. F. So Paulo e Minas.
ASSIST1tNCIA MDICO-SANITRIA - A populao
assistida por: 1 hospital geral (50 leitos); 4 mdicos; 6
dentistas; 3 farmcias ( 4 farmacuticos) .
ALFABETIZAO - Segundo dados do Recenseamento
de 1950, o Municpio contava com 8 446 habitantes de 5
anos e mais, dos quais 4 157 ( 49%) sabiam ler e escrever
(2 362 homens e 1 795 mulheres).
ENSINO - O ensino primrio ministrado por intermdio
de 25 unidades escolares, das quais 19 na zona rural. H
um ginsio estadual que ministra instruo secundria .
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H na sede mu-
nicipal uma biblioteca pblica geral, com 500 volumes e
um jornal semanrio. Possui, ainda, uma livraria e uma
tipografia.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA I Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNIClPI
Federal Estadual
I Cr$)
o
Total Tributria
------------------
1950 ....... 403 872 1 066 384 809 962 432 044 924 884
1951. ...... 594 130 1 964 234 1 149 485 496 950 1 184 495
1952 ....... 921 875 1 184 807 2176990 562 243 1 121 454
1953 ....... 1 125 616 2 631 030 2 047 032 616 252 1 024 303
1954 ....... 1 123 169 4 756 604 2 328 761 675 230 2 054 446
1955 ....... 1 429 600 8 355 673 4 085 448 90l 349 4 002 462
1956 (1) ... .. . . .. 2 040 000 ... 2 040 ooo
(1)
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - A sede do
Municpio est localizada em encosta de montanha a 920
metros de altitude, de onde se descortina deslumbrante
panorama da regio circundante, podendo-se localizar
cidades situadas a 50 km.
MANIFESTAES FOLCLRICAS -Em algumas fa-
zendas do Municpio, de 25 de dezembro a 6 de janeiro,
formam-se grupos conduzindo bandeiras, trazendo no
centro a estampa de um santo, enfeitada de panos ou
papis coloridos, angariando dinheiro ou presentes (gado
menor). Na noite de 5 para 6 de janeiro realizam baile,
onde consumido todo o produto da arrecadao e dan-
ado cateret, acompanhado por cantos caractersticos. O
Prefeito o Sr. Paulo Garcia Palma.
(Autoria do histrico - Virglio Pierucci; Redao final - Luiz
Gonzaga Macedo; Fonte dos dados.:..._ A.M.E. -Virglio Pierucci.)
38
ALTO ALEGRE - SP
Mapa Municipal na pg. 253 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - O povoado de Faveral, nome antigo da
localidade, surgiu ao redor de uma casa de comrcio,
beira da estrada que de Penpolis se dirigia para a regio
dos crregos do Carrapato e da Cigarra, situada no extremo
sul do municpio. Manoel Gomes da Pena doou um lote
de terreno a Jos Caparroz Peres para instalar seu estabe-
lecimento comercial. O mesmo Manoel Pena preparou o
plano da futura cidade que nascia do povoado, atraindo
novos moradores. O Decreto-lei n.
0
6 713, de 29 de se-
tembro de 1934 elevou o patrimnio de Faveral a distrito
de paz com o nome de Alto Alegre e a Lei n.
0
2 456, de
30 de dezembro de 1953 elevou-o a Municpio. Possui
dois distritos: a sede e So Martinho D'Oeste e pertence
comarca de Penpolis .
LOCALIZAO - O Municpio de Alto Alegre est
situ.ado na regio fisiogrfica de Marlia e sua sede est
localizada geogrficamente a 21 34' latitude sul e 5
0
10'
longitude W. Gr. Dista, em linha reta, da Capital do Es-
tado 425 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
CLIMA- Quente. Precipitao total em 1956: 1035 mm.
REA- 310 km
2
,
POPULAO- No Censo de 1950, Alto Alegre era dis-
trito de Penpolis e como tal foi recenseado. Apresentou,
na sede, 823 habitantes (399 homens e 424 mulheres).
Estimativa do D.E.E. para 1954 (1.
0
-VII) calcula para
o municpio 11800 habitantes dos quais 875 na sede e
10 925 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - Alto Alegre possui,
alm da sede, outra aglomerao urbana, a sede do distrito
de paz de So Martinho D'Oeste.
ATIVIDADES ECONMICAS- A base econmica do
municpio est assentada em sua lavoura e pecuria. Esta
possui rebanho de gado vacum estimado em 13 000 cabe-
as, no valor de 30 milhes de cruzeiros. A lavoura se
dedica cultura do caf, milho, arroz e algodo. Em 1956
os produtos da lavoura foram avaliados ( milhes de
cruzeiros): caf - 60; milho - 15; arroz - 12 e algo-
do - 2,5. O caf e algodo so exportados para So
Paulo, por intermdio de Penpolis. A rea estimada de
campos naturais de 2 000 hectares e de matas naturais
5 000 hectares.
MEIOS DE TRANSPORTE - Alto Alegre tem sua sede
ligada aos municpios vizinhos por estrada de rodagem
como segue: Penpolis, 27 km; Pro.misso, via Penpolis,
56 km; Getulina, 55 km e Brana, 29 km. A distncia
Capital por meio de rodovia de 550 km, via Penpolis.
COMRCIO - O comrcio local mantm transaes com
as cidades de Promisso, Penpolis e So Jos do Rio
Prto. Possui 65 estabelecimentos varejistas.
ASPECTOS URBANOS- H na sede do Municpio 14
logradouros pblicos. servido por telefone e tem 1
penso.
ASSIST:S:NCIA MDICO-SANIT ARIA - O Municpio
conta com a assistncia de 1 mdico, 3 dentistas e 1 farma-
cutico (2 farmcias).
ALFABETIZAO- Segundo dados do Censo de 1950,
dos 708 habitantes da sede, de 5 anos e mais, 58% ou 411
. pessoas sabiam ler e escrever.
ENSINO - Existe na Sede Municipal 1 grupo. escolar e
na zona rural h 20 escolas isoladas, todos ministrando o
ensino primrio fundamental.
FINANAS PBLICAS - Em 1955, a receita arreca-
dada pelo Estado foi de Cr$ 835 309,00 e a Municipal de
Cr$ 1571477,00. No mesmo ano, a despesa realizada foi
de Cr$ 1 229,225,00. O Prefeito o Sr. Acyr Alves Leite.
(Autoria do histrico - Sizenando Rocha Campos; Redao
final - Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. -
Sizenando Rocha Campos . )
ALVARES FLORENCE- SP
Mapa Municipal na pg. 43 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Existia, por volta do ano de 1900, algu-
mas poucas casas de madeira cobertas de sap rodeando
um armazm de secos e molhados e uma farmcia, consti-
tuindo pequeno povoado, quase perdido no serto do
municpio de So Jos do Rio Prto. Denominava-se So
Joo Batista do Marinheiro e serviu, de incio, como re-
fgio de indivduos foragidos da Justia que l procuravam
abrigo, pela dificuldade de acesso. Com o correr do tempo
fixaram-se elementos trabalhadores e o serto foi aos pou-
cos, se povoando, suas terras cultivadas. Em 1917 regis-
trava-se no povoado a existncia de 27 domiclios. Em
1921 aberta estrada de rodagem ligando Tanabi a Prto
Milito, passando pela localidade em formao. Na d-
cada de 1930 a regio encontrou grande progresso pela
entrada de elementos aliengenas, procurando melhores
terras para a lavoura. Em 1924 o povoado passou a per-
tencer ao municpio de Tanabi, ento criado e em 1926,
pela Lei n.
0
2 179, foi elevado categoria de Distrito de
Paz com o nome de Vila Monteiro, em homenagem a um
de seus benfeitores - Milito Alves Monteiro. de se
notar que o ento distrito possua rea de 7 500 km2, cons-
tituindo o maior da Comarca de So Jos do Rio Prto.
Em 30 de novembro de 1944, pelo Decreto n.
0
14334, o
distrito de Vila Monteiro mudou a denominao para
lgapira, passando, tambm, a pertencer ao municpio e
comarca de Votuporanga, criado pelo mesmo ato. A Lei
n.
0
233, de 24 de dezembro de 1948 elevou o distrito a
municpio com o nome de Alvares Florence, homenagem
ao recm-falecido Presidente da Assemblia Legislativa do
Estado de So Paulo. Nas terras do ento distrito de Vila
Monteiro nasceram diversos povoados que deram origem
aos atuais municpios de Cardoso, Estrla D'Oeste, Fernan-
dpolis, ]ales, Indiapor, Santa F do Sul, Valentim Gentil
e Votuporanga, donde se achar reduzida a rea do distrito,
quando de sua elevao a municpio a apenas 341 km
2

LOCALIZAO - Situado na zona fisiogrfica do Serto
do Rio Paran, est Alvares Florence localizada a nordeste
de Votuporanga. As coordenadas geogrficas da sede so:
20 19' latitude sul e 49 55' longitude W. Gr. Dista
495 km da Capital.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A sede municipal est situada a 450 me-
tros de altitude.
CLIMA - Encontra-se em regtao de clima tropical, va-
riando as temperaturas de l1C (mnima) a 26C (mxi-
ma), verificando-se mdia compensada de 20C. As chuvas
anuais esto acima de 700 mm.
REA - 341 km
2

POPULAO - O Recenseamento de 1950 acusou
populao municipal de 9 087 habitantes ( 4 777 homens
e 4 310 mulheres) das quais 7 984 ou 88% na zona rural.
O D. E. E. estimou, para 1.
0
-VII-1954, populao total
de 9 659 habitantes ( 1 172 na cidade e 8 487 no quadro
rural).
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana do municpio a sede, que contava, no Recensea-
mento de 1950, com 1103 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS- A base econmica do
municpio de Alvares Florence essencialmente a agro-
pecuria, havendo 500 propriedades rurais dedicadas
criao de gado. bovino e cultura de arroz, caf, feijo,
milho e algodo. Encontra-se, ainda, em desenvolvimento
99
festejos Populares - "folia de Santos Reis"
a cultura da cana-de-acar. .o rebanho de gado bovino
do municpio estimado em 12 milhares de cabeas, no
valor global de 47 milhes de cruzeiros. As maiores pro-
dues agrcolas, registradas em 1956, foram, em milhes
de cruzeiros: arroz - 24; caf - 22; feijo - 10; e
milho - 7 . Com excluso do caf que pa.rte se destina
exportao do pas, via Santos, os produtos agropecurios
so consumidos no prprio municpio e o excedente comer-
ciado com os municpios de Votuporanga, So Jos do Rio
Prto e Barretos (somente gado) . Existe, aproximada-
mente, 6 000 hectares de matas naturais. Na parte indus-
trial a sede registra 4 estabelecimentos, totalzando 75
operrios.
MEIOS DE TRANSPORTE ---.:. lvares Florence ser-
vido por estrada de rodagem que o liga aos municpios
vizinhos: Votuporanga (14 km); Cardoso (40 km); Am-
rica de Campos (28 km) e Cosmorama (30 km). O trans-
porte para a Capital do Estado se faz, por meio de rodovia,
por Votuporanga (675 km) ou misto; rodovirio at Votu-
poranga (14 km) e ferrovirio at So Paulo (E.F .A. -
328 km - - Araraquara) - (C. P. E. F.
-E. F. S. J.- 315 km- Araraquara --So Paulo)
ou, ainda, rodovirio at Votuporanga (14 km), ferrovirio
de Votuporanga a So Jos do Rio Prto (E. F. A. -
104 km) e areo at So Paulo (478 km).
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com Votuporanga e So Jos do Rio Prto,
possuindo 2 estabelecimentos atacadistas e 28 estabeleci-
mentos varejistas, dos quais 14 se dedicam ao comrcio de
louas e ferragens. A agncia local da Caixa Econmica
Estadual tem em depsito um milho e trezentos mil cru-
zeiros, pertencentes a 500 depositantes.
ASPECTOS URBANOS - A sede municipal tem suas
ruas bem alinhadas, algumas com sarjetas, o leito melho-
rado com pedregulho. Possui 240 prdios, a maior parte
de alvenaria, dos quais 60 com iluminao domiciliar. H,
ainda, na cidade 1 cinema e 1 hotel (diria Cr$ 100,00).
MDICO-SANITRIA - A populao
atendida, na parte de sade, por 2 mdicos, 2 dentistas
e 3 farmacuticos (3 farmcias), como tambm, por um
psto de sade estadual (Psto de Assistncia Mdico-
-Sanitria) .
.f/.0
ALFABETIZAO- No Censo de.l950 a porcentagem
de alfabetizados era, em todo o Municpio (considerando
pessoas de 5 anos e mais), 40% correspondendo a 3 010
habitantes.
ENSINO - A cidade de lvares Florence possui um
grupo escolar que ministra ensino primrio e a zona rural
dispe de 11 escolas isoladas com o mesmo fim . O Prefeito
o Sr. Antnio Oliveira Guimares.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNIC1PIO
(Cr$)
Total Tributiiria
------ -------- ------ ----- ------- ------
1950, ...... - 543 505 605 386 'l80 861 333 683
1951 ....... - I 082 443 608 102 005 225 627
1952.' .....
-
649 850. 955 028 277 121 1 311 200
1953 ....... 88 880 911 368 I 026 082 348 395 1 106 027
1954 ....... 159 562 1 721 381 1 365 099 386 533 824 731
1955 ... "" 154 482 2 206 548 1 098 409 482 978 740 901
1956 (1) ... ... . .. 1 200 000 . .. I 200 000
111 Ori'Smtnto,
(Autoria do histrico - Hlio Fernandes Nazareth; Redao
final - Luiz Gonzaga Fonte dos dados - A. M. E. -
Hlio Fernandes Nazareth. )
ALVARES MACHADO - SP
Mapa Municipal na pg. 353 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Em 1916, Manoel Francisco de Oliveira
adquiriu certa quantidade de terras no lugar denominado
Brejo, Fazenda Pirap - Santo Anastcio, (Municpio
de Presidente Prudente), de propriedade da Viva Manoel
Pereira Goulart e para l se transportou, fazendo em se-
guida, derrubada de dois alqueires de matas e construindo
prdio que destinou moradia de sua famlia e instalao
de um estabelecimento comercial. Vieram, depois, outros
colonizadores e o povoado foi crescendo; novo surto de
desenvolvimento se observou ao ser o local atingido pelos
trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, ocorrncia verifi-
cada em 1919. Em 1921, o mesmo senhor Manoel Fran-
cisco de Oliveira iniciou o loteamento das terras, dando-
-lhes o nome de Patrimnio de So Luiz. Nesse mesmo
Trecho da Avenida das Amricas
ano o Govrno do Estado mudou a designao da estao
de estrada de ferro, de Brejo para Alvares Machado.
Foi elevado a distrito de paz pela Lei n.
0
2 242, de 26 de
dezembro de 1927, pertencente a Presidente Prudente. A
procura de zonas novas para a agricultura e a facilidade de
transporte para os centros consumidores foram elementos
preponderantes no desenvolvimento locai, possibilitando
seu rpido povoamento. O Decreto-lei n.
0
i4 334 de 30
de novembro de 1944 elevou-o a municpio, sendo agre-
gado a seu territrio parte das terras de Presidente
Prudente. O municpio constitui-se dos distritos de paz de
Alvares Machado, Alfredo Marcondes e Coronel Goulart.
Posteriormente, pela Lei n.
0
233, de 24 de dezembro de
1948 foi desanexado o distrito de Alfredo Marcondes,
constando atualmente de apenas dois distritos, perten-
centes comarca de Presidente Prudente.
LOCALIZAO - lvares Machado est situada no
traado da E. F. Sorocabana, na regio fisiogrfica Pio-
neira e sua sede tem as seguintes coordenadas geogrficas:
22 OS' latitude sul e 51 28' longitude W. Gr., distando
525 km da Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A cidade de lvares Machado est situada
a 451 metros de altitude.
CLIMA - O municpio situa-se em regio de clima quente
e a precipitao observada em 1956 foL de 1633 mm.
REA - 359 km
2

Vista Parcial da Cidade
Igreja Matriz
POPULAO- O Recenseamento de 1950 acusou, para
todo o municpio, 17 316 habitantes ( 8 990 homens e 8 326
mulheres), dos quais 76% (13 117 habitantes) na zona
rural. O D.E.E. estima, para 1954, populao de 18406
habitantes, dos quais 13 943 na zona rural.
AGLOMERAOES URBANAS- O Municpio de lva-
res Machado possui duas aglomeraes urbanas: a sede
da comuna e a sede do distrito de Coronel Goulart; a pri-
meira com 3 785 habitantes e a ltima com 414, pelo Re-
censeamento de 1950.
ATIVIDADES ECONMICAS- A atividade econmica
do municpio de lvares Machado est baseada, exclusiva-
mente, na agricultura e no beneficiamento de seus pro-
dutos. As culturas preferidas nas 1 400 propriedades agr-
colas existentes so: do algodo herbceo, da batta-in-
glsa, do amendoim, do caf e do feijo. As quantidades
produzidas em 1956 e seus valores em milhes de cruzeiros,
foram: algodo, 9 700 toneladas - 90; batata-inglsa,
5 500 toneladas - 20; amendoim, 4 000 toneladas - 19;
caf, 972 toneladas - 12 e feijo, 293 toneladas - 2,5 mi-
lhes de cruzeiros . A maior parte dsses produtos expor-
tada do municpio, quer "in natura", quer beneficiado. A
parte industrial da economia est representada. pelo bene-
fcio dos seguintes produtos: algodo em 4 estabelecimen.
tos; caf em 2; amendoim em 1; e mental em 2. Os pro-
dutos beneficiados foram, em 1956, os seguintes: fibra de
algodo, 5 600 t no valor de Cr$ 197 milhes; mental cris-
talizado, 100 t no de Cr$ 52 milhes; leo desmentolado,
84 t no de Cr$ 22 milhes; caroo de algodo, 10 000 t -
21 e caf em gro, 330 t - 14 milhes de cruzeiros. Os
111
centros consumidores dos produtos c;Jo municpio: So Pau-
lo; Curitiba; Sorocaba; Valinhos; Campinas e Rio de Ja-
neiro. O municpio contava, em 1956, com 300 operrios
industriais em seus 10 estabelecimentos.
MEIOS DE TRANSPORTE - O distrito da sede acha-se
ligado Vila de Coronel Goulart por estrada de rodagem,
distando 22 km, percurso que pode ser feito por linha
regular de nibus. A sede servida pela E. F. Soroca-
bana que a liga com Presidente Prudente (14 km) e Presi-
dente Bernardes ( 13 km) . As estradas de rodagem que
o servem ligam-no aos seguintes municpios vizinhos:
Alfredo Marcondes ( 18 km); Mirante do Paranapanema,
Via Santo Anastcio (77 km); Pirapzinho (18 km);
Presidente Bernardes ( 12 km) e Presidente Prudente
(14 km). Os meios de transporte para a Capital so:
ferrovirio (E. F. Sorocabana - 800 km) ou rodovirio
(733 km) ou misto: a) ferrovirio ou rodovirio at Pre-
sidente Prudente ( 14 km) e b) areo de Presidente Pru-
dente a So Paulo ( 521 km) .
COMRCIO E BANCOS - O municpio de Alvares Ma-
chado mantm transaes comerciais com Presidente Pru-
dente, So Paulo e Curitiba. Possui 103 estabelecimentos
varejistas. O crdito representado por 4 agncias ban-
crias e h, ainda, agncia da Caixa Econmica Estadual.
ASPECTOS URBANOS - H na sede municipal 16
logradouros pavimentados e as residncias so boas, servi-
das por iluminao domiciliar ( 772 ligaes) . Dispe de
90 aparelhos telefnicos, 2 hotis e 2 penses (diria
Cr$ 120,00) . Possui ainda 1 cinema, servida pelo tel-
grafo da E. F. Sorocabana e os logradouros pblicos so
iluminados. O nico melhoramento urbano da Vila de
Coronel Goulart a iluminao domiciliar que serve a 65
prdios. A sede municipal conta, alm das tradicionais
igrejas catlicas romanas, com dois templos, um budista e
outro budista Anraku.
ASSIST:ttNCIA M:DICO-SANIT RIA - A populao
assistida por 2 mdicos, 2 dentistas e 4 farmacuticos ( 4
farmcias) . No possui hospitais, servindo-se dos de
Presidente Prudente.
ALFABETIZAO - Segundo dados do Recenseamento
de 1950, dos 14 181 habitantes de 5 nos e mais, 6 723
( 4 7%) sabiam ler e escrever.
Cmara Municipal
Aspecto de Parte da Av. Amricas e da R. Pres. Roosevelt
ENSINO - O ensino primrio ministrado por dois gru-
pos escolares na sede (um dles com 22 classes), um no
distrito de Coronel Goulart e 38 escolas isoladas rurais.
A sede dispe de ginsio estadual, 2 escolas de msica, 3
escolas de corte e costura e uma de dactilografia.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - A sede dispe de
uma livraria e uma tipografia. Um jornal publicado no
Municpio. O Prefeito o Sr. Milton P. Almeida Castro.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$1 DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$\
Total Tributria
- ---------- ------
1950 ....... - 4 207 508 2 491 628 850 823 2 367 077
1951. ...... - 9 008 403 3 350 032 977 034 3 206 459
1952 ....... - 10 244 498 2 794 356 1 503 391 2 725 139
1953 ....... 1 435 500 9 238 681 3 593 765 1 845 788 3 285 938
1954 ....... 1 374 000 13 777 573 ... ... 4 983 912
1955 ....... 1 294 500 16 599 116 4 810 966 1 817 935 5 097 488
1956 (1). . ... ... 3 550 000 . .. 3 550 000
(I) Oramento.
(Autoria do histrico- Jos Aloysio Corra de Oliveira; Redao
final - Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. -
Jos Aloysio Corra de Oliveira.)
ALVARO DE CARVALHO- SP
Mapa Municipal na pg. 347 do 12.0 Vol.
HISTRICO - Em princpios de 1930, no espigo Tibi-
ri - Feio, entre as zonas da Cia. Paulista de Estrada
de Ferro e Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, margem
da estrada de rodagem que ia de Gara a Jlio Mesquita,
- surgiu uma palhoa, onde Mamede Barreto instalou um
boliche, no qual vendia alguma causa, inclusive gua para
beber, ao preo de duzentos ris o copo. Em fins do
mesmo ano outro desbravador se dirigiu para o mesmo
local, construindo sua habitao de tijolos. Era ste, Joo
Cajueiro de Souza. Outros habitantes surgiram e foi, aos
poucos, formando-se a povoao. Deram-lhe o nome de
. . .
Patrimnio de Santa Ceclia. O povoado continua a crescer
e pela Lei n.
0
2 645, de 16 de janeiro de 1936 elevado a
distrito de paz com o nome de Vila de Santa Ceclia, do
Municpio de Gara. Pela Lei n.
0
2 950, de 25 de abril
de 1937 mudou de nome para Alvaro de Carvalho e final-
mente, em 24 de dezembro de 1948, a Lei n.
0
233 elevou-o
a municpio, com o nico distrito da sede, subordinado
comarca de Gara.
LOCALIZAO - O municpio de Alvaro de Carvalho
est localizado no espigo entre os rios Peixe e Tibiri, ao
norte de Gara . Pertence regio fisiogrfica de Marlia
e sua sede est situada a 22 OS' latitude sul e 49 44'
longitude W. Gr., distando 358 km da Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital
ALTITUDE - A sede de Alvaro de Carvalho est a 660
metros de altitude.
CLIMA - Situado em regio de clima quente, foram
observadas, em 1956, as seguintes mdias de temperatura
em graus centgrados: das mximas 37; das mnimas 6; m-
dia compensada 21,5. Houve, no citado ano precipitao
de 953 mm.
REA - 157 km
2

POPULAO- O Recenseamento de 1950 apresentou os
seguintes dados para o municpio: populao presente -
6 446 habitantes (3 422 homens e 3 024 mulheres), dos
quais 5 702 (88%) na zona rural. Clculos do D. E. E.
estimam a populao existente em 1954 em 6 852 habi-
tantes, dos quais 791 na cidade e 6 061 no quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana existente no municpio a sede que contava no
Censo de 1950 com 744 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS - Municpio essencial-
mente agrcola, 96 propriedades rurais, possui 745 ha de
matas naturais e 6 700 ha de culturas entre as quais se
destacam 4 300 ha de lavoura de caf e 1 000 ha de la-
voura de algodo. Os principais produtos agrcolas foram,
em 1956, os seguintes (volume em toneladas e valor em
milhes de cruzeiros): caf - 1136 t - 45; algodo em
caroo - 900 t - 8,4; .amendoim - 796 t - 5; feijo
- 165 t - 2; milho - 135 t - 1,6; arroz - 24 - 0,3.
Os mercados consumidores dos produtos agrcolas so:
Gara, Marlia, Vera Cruz e Bauru. A parte importante
Avenida Santo Ceclia
43
da pecuana representada pelo gado bovino que atinge
3 000 cabeas.
MEIOS DE TRANSPORTE - A sede do municpio de
lvaro de Carvalho servida por estrada de rodagem e
esta est ligada aos seguintes municpios vizinhos: Gara
(20 km); Guarant, via Piraju (65 km); Jlio Mesquita
( 14 km); Marlia ( 43 km); Piraju ( 45 km) e V era Cruz
( 34 km) . A comunicao com a Capital do Estado se
faz por meio de rodovia, por Gara (distncia total476 km)
ou por transporte misto: (rodovirio at Gara (20 km) e
ferrovirio de Gara a So Paulo (C.P. E. F. -E. F. S. J.
-496 km).
COMRCIO E BANCOS - As relaes c:omerciais do
municpio so feitas com as praas de Gara, Marilia,
Bauru e So Paulo. Possui 34 estabelecimentos varejistas
e dispe dos servios de uma agncia da a b ~ a Econmica
Estadual.
ASPECTOS URBANOS - A cidade de lvaro de Car-
valho tem seus prdios de alvenaria, arruados, passeios
calados, dispe de iluminao pblica ( 100 focos) e ilumi-
nao domiciliar ( 160 ligaes) . H na cidade 20 apare-
lhos telefnicos ligados e dispe, tambm, de um cinema.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA - A populao
municipal assistida, na parte mdico-sanitria por 1 m-
dico, 1 dentista e 2 farmacuticos (2 farmcias) .
ALFABETIZAO - Da populao registrada de 5 anos
e mais, pelo Recenseamento de 1950, atingia a 5 215 habi-
tantes, apenas 1 740 ou seja 33% sabiam ler e escrever.
ENSINO - A comuna dispe de 1 grupo escolar, na sede
e 7 escolas isoladas rurais, todos ministrando o ensino pri-
mrio fundamental. O Prefeito o Sr. Manoel Simes
(Pref.); Jlio M. Moura (Resp. exp.).
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
1950 ....... - 422 852 367 522 138 107 285 279
1951. ...... - 852 251 417 239 131' 436 344 760
1952 ....... - 1 036 765 463 008 133 783 288 508
1953 ..... - 198 887 1 151 796 827 800 154 950 515 730
1954 ...... 208 060 2 213 541 731 513 211. 440 435 893
1955 ....... ... 2 264 632 1 440 985 254 770 1 250 251
1956 (1} .. ... ... 1 000 000 . . 1 000 000
(1) Oramento.
(Autoria do Histrico - Bonaparte Giafferi; Redao final -
Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E:. - Bonaparte
Giafferi.)
AMERICANA - SP
Mapa Municipal na pg. 87 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - .Americana teve origem na Fazenda
Machadinha, resto da antiga sesmaria concedida a Domin-
gos da Costa Machado, em fins do sculo XVIII e depois
adquirida por seus ltimos proprietrios, Antnio Bueno
Rangel e 'Baslio Bueno Rangel, de Igncio Correa Pacheco,
Pao Municipal e Forum
no ano de 1873. Foi nessa poca, loteada e vendida, sendo
seus compradores os colonos italianos, americanos e brasi-
leiros que moravam nas vizinhanas . O local apresentava,
ento, aspecto de comunidade rural americana, com habi-
tantes espalhados por propriedades agrcolas lavrando a
terra. Os americanos que deram nome ao municpio, trou
xeram seus hbitos, costumes e tcnicas agrcolas do sul
dos Estados Unidos da Amrica. Ao Imperador D. Pe-
dro 11, ao Coronel William H. N orris e a seu filho Robert
Norris (ambos norte-americanos, do Alabama, veteranos
da guerra da Secesso), deve-se o estabelecimento da
colnia americana em terras pertencentes aos municpios
de Campinas e Piracicaba que, posteriormente, viriam a ser
Americana e Santa Brbara d'Oeste. Nasceu a povoao,
pois algumas edificaes foram levantadas e surgiu a
Cia. Paulista de Vias Frreas e Fluviais a estender seus
trilhos atravs do municpio, cuja estao foi inaugurada,
em 27 de agsto de 1875, por D. Pedro 11 e D. Teresa
Cristina, a estao de Santa Brbara, nome que er alter-
nado com o de Vila Americana, em razo de seus habi-
tantes, denominao esta que foi adotada oficialmente, a
partir dste sculo. Em 1900 criou-se a parquia de Santo
Antnio de Vila Americana e em 30 de julho de 1904 a
Lei n.
0
916 criou o distrito de Vila Americana. Foi elevado
a municpio pela Lei n.
0
1983, de 12 de novembro de 1924,
com o nome de Vila Americana. Pelo Decreto n.
0
9 775,
de 30 de novembro de 1938, passou a chamar-se Ameri-
cana e foi-lhe incorporado o distrito de paz de Nova
Odessa. A Lei. n.
0
2 456, de 30 de dezembro de 1953,
criou a comarca de Americana .
Cine e Hotel Cacique
Vista Area da Cidade
LOCALIZAO - Americana est localizada no traado
da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, adiante de Campinas,
na regio fisiogrfica de Piracicaba. A sede do municpio
tem as seguintes coordenadas geogrficas: 22 44' lati-
tude sul e 47 19' 51" longitude W. Gr. Dista 114 km, em
linha reta, da Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - Est a sede municipal de loca-
lizada a 528 metros de altitude.
CLIMA - Acha-se situada em reg1ao de clima quente,
as temperaturas observadas na sede so, em mdia as se-
guintes em graus centgrados: mxima 35; mnima 12; m-
dia compensada 26. A precipitao anual 1 4 73 mm.
REA - 206 km
2

POPULAO - O Recenseamento de 1950 registrou
para o municpio de Americana a populao de 21415
habitantes (10594 homens e 10821 mulheres), .sendo
18 183 habitantes a populao do distrito da sede e 3 232
a populao de Nova Odessa. Na zona rural esto locali-
zados 31% ou 6 658 habitantes. O D.E.E. estimou a
populao, para 1954, em 22 763 habitantes, dos quais
7 077 da zona rural.
AGLOMERAES URBANAS- O municpio de Ame-
ricana apresenta duas aglomeraes urbanas: a cidade de
Americana, 13 330 habitantes e a vila de Nova Odessa que
possui 1 427 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS- A agricultura no muni-
cpio de Americana representada por pouco mais de 200
propriedades agrcolas que tm suas terras usadas da se-
guinte forma: lavouras 4 200 ha, pastagens 8 000 ha,
matas 1 700 ha e 1 300 ha de terras incultas ou impro-
dutivas. Dedica-se policultura e os principais produtos
foram em 1956 (produo em toneladas e valor em milhes
de cruzeiros): cana-de-acar, 50 300 t - 13; arroz em
casca, 1200 t - 7; algodo em caroo, 600 t - 6; milho,
1 400 t - 5,5 e feijo, 400 t - 2,5 milhes de cruzeiros.
A cana-de-acar objeto de mercado com o vizinho muni-
cpio de Santa Brbara d'Oeste, onde transformada em
acar ou lcool: O algodo beneficiado no municpio e
destinado s fbricas existentes na sede e os demais pro-
dutos so consumidos no prprio municpio. Porm, o
esteio da atividade econmica do municpio a indstria
de transformao, onde vamos encontrar, em 1955, 1071
milhes de cruzeiros de valor de produo, nos 269 estabe-
lecimentos existentes que empregavam 6 700 pessoas. No
citado ano, a indstria txtil tinha papel relevante, pois,
contando 230 estabelecimentos 5 738 operrios, represen-
tava: uma produo anual de 858 milhes de cruzeiros.
Deve ser mencionada, na parte industrial do municpio, a
existncia de uma grande indstria mecnica, (tornos,
teares mecnicos e mquinas agrcolas) um moinho de
trigo e uma fbrica de raion, esta produzindo alm de 700
toneladas anuais. Os principais centros consumidores dos
produtos industriais so: Campinas, So Paulo, Limeira e
Piracicaba.
MEIOS DE TRANSPORTE - Americana est ligada a
seu distrito, Nova Odessa por linha de nibus regular
(12 km) e por ferrovia (C.P.E.F. - 6 km).
servido por estrada de rodagem que o liga com
os seguintes municpios vizinhos:. Campinas ( 39 km);
Cosmpolis, via Limeira (55 km); Limeira (27 km); Santa
Brbara d'Oeste (15 km) e Sumar (24 km).
H comunicao ferroviria para: Campinas (27 km);
. Cosmpolis, via Campinas (C.P.E.F. - E.F.S. -
81 km); Limeira (24 km); Santa Brbara d'Oeste, via
Nova Odessa (22 km) e Sumar (12 km). O transporte
para a Capital do Estado pode ser rodovirio ( 130 km)
ou ferrovirio (C.P.E.F.- E.F.S.J.- 142 km). O
municpio fartamente servido de transportes, pois trafe-
gam, diriamente, 30 trens e 3 000 veculos rodovirios.
COMRCIO E BANCOS - O municpio mantm transa-
es comerciais principalmente com Campinas, Limeira,
Piracicaba e So Paulo. Seus estabelecimentos comerciais
so 460 varejistas e 3 atacadistas, sendo que dos varejistas
200 negociam com gneros alimentcios. Possui 7 estabele-
cimentos bancrios: 1 matriz, 6 agncias ( 1 funcionando
apenas no distrito de Nova Odessa) e uma agncia da
Caixa Econmica Estadual (29 milhes de cruzeiros de
depsitos - 7 000 depositantes) .
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Americana est
situada em terreno plano, com ruas bem delineadas e
asfaltadas, caracterizando-se por intenso movimento de
veculos - ( 730. veculos registrados). H iluminao
pblica e as construes so tdas de alvenaria; na parte
de iluminao domiciliar conta-se mais de 4 000 ligaes
eltricas; h 1 500 ligaes da rde dgua e 500 aparelhos
telefnicos instalados . servida por duas agncias tele-
grficas, do D . C . T . e do C.P. E. F. Possui 6 hotis e
duas penses sendo CrS 160,00 a diria mdia nos hotis.
Possui, tambm, 3 cinemas.
ASSIST:fl:NCIA MDICO-SANITARIA - A populao
de Americana assistida por 8 mdicos e 18 dentistas e
h 11 farmcias. H, tambm, 1 hospital geral com 56
leitos, 1 albergue noturno ( 12 leitos) e 1 abrigo para a
velhice desamparada ( 42 leitos) . H, ainda, 2 servios
oficiais de sade sendo 1 geral e 1 de tracoma.
ALFABETIZAO- Dados do Recenseamento de 1950
informam populao, de 5 anos e mais, de 18 708 habi-
tantes cuja porcentagem de alfabetizados 74% ou 13 774
habitantes.
ENSINO - O ensino primrio fundamental ministrado
por 36 unidades, das quais 3 so grupos escolares. O
Igreja Matriz
ensino de grau mdio est representado por um colgio e
escola normal estaduais, um ginsio e uma escola tcnica
de comrcio particulares .
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - A cidade possui
estao de rdio, 3 jornais (2 semanrios e 1 bissema-
nrio) . Os estabelecimentos de ensino secundrio possuem,
cada qual, sua biblioteca, havendo, tambm, a biblioteca da
Prefeitura Municipal e da Congregao Mariana Catlica.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$\ DESPESA
Rll: \LIZADA
ANOS NO
Municipal
MUNICfPIO
Federal Estadual
(Cr$\
Total Tributria
--------------------------- -----
1950 ...... 26 302 014 11 866 263 14 002 857 2 308 995 1-3 932 666
1951. .... 33 154 495 17 656 428 17 292 139 2 871 191 17817588
1952 ..... 35 856 558 22 042 515 15 563 108 7 197 938 16 115 299
1953 ..... .. 47 848 208 27 676 027 14 524 674 7 274 613 11 591 075
1954 ....... 72 351 229 41 957 598 21 758 963 6 235 083 21 568 103
1955 ....... . .. 52 165 236 30 763 445 7 329 999 30 805 089
1956 (1) ... ... . .. 18 442 000 - 18 442 000
il l Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Americana
um municpio que se acha em franco progresso na parte
agrcola e em desmesurado desenvolvimento na parte
industrial. Acham-se instalados em Americana 1 associa-
o rural, que cuida dos intersses dos lavradores e cria-
dores do municpio, um sindicato de trabalhadores na in-
dstria de fiao e tecelagem, uma delegacia de sindicato
de mestres da mesma indstria e uma delegacia do Centro
da Indstria do Estado de So Paulo. O Prefeito o Sr.
Abrahim Abraham.
(Autoria do histrico - Oswaldo J. Almeida; Redao final -
Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. - Oswaldo
J. de Almeida . )
AMRICO DE CAMPOS- SP
Mapa Municipal na pg. 45 do 12.
0
Vol.
HISTRICO- Nos primrdios do ano de 1920, os serta-
nistas Manoel Francisco Tomaz e Henrique de Souza Lima,
j falecidos, pretendiam fundar um patrimnio.
Nessa mesma poca, surge na regio o cidado Joo
Inocncio do Amaral, residente em So Jos do Rio Prto,
que vinha dividir e vender terrenos na Fazenda guas
Paradas, onde, ao mesmo tempo, era procurador de her-
deiros de D. Escolstica Augusta de Vasconcelos.
Os referidos sertanistas, sempre tendo como objeto a
criao de um Patrimnio, procuraram Joo Inocncio do
Amaral, manifestando-lhe os desejos e as pretenses de uma
doao de terras ao Bispado de So Carlos. Com a aquies-
cncia de Joo Inocncio do Amaral, dez alqueires de
terras foram divididos em ruas e quarteires, recebendo o
local a denominao de Vila Botelhos.
No dia 31 de maio do mesmo ano, pelo escrivo de
Paz de Tanabi, no livro 28, nas flhas 78, foi outorgada
a escritura de doao, tendo a mesma, como outorgantes
doadores, Bento Braz Nogueira, Joo Gabriel Filho e sua
mulher dona Maria Florinda de Sales, e, como donatrio,
a Diocese de So Carlos. de se notar que os dois serta-
nistas, Manoel Francisco Tomaz e Henrique de Souza
Lima, doadores de alguns quarteires, no foram mencio-
nados na escritura, pela qual o novo Patrimnio recebeu
o nome de So Joo das guas Paradas.
Ainda em 1920, foi erguida uma capelinha e, em 20
de setembro dste mesmo ano, erguia-se um cruzeiro,
marco do cristianismo . Manoel Francisco Tomaz faz
edificar a primeira casa residencial e Jo9 Batista de Souza
Filho, sitiante e ferreiro, constrJJa uma casinha de barro.
Grupo Escolar
Estabelecem-se os primeiros negociantes, os Srs. Jos Daide
Simo, Pedro Lau e Israel Francisco Tomaz.
Crescia a povoao e, em setembro de 1925, foi criado
o distrito policial, cuJa instalao se deu em 1926. O pri-
meiro subdelegado de polcia foi Jos Batista de Souza e
o escrivo de polcia; Francisco de Vilar Horta. Em 29 de
dezembro de 1926, pela Lei n.
0
2 180, foi criado o distrito
de paz, ao qual foi dado o nome de Amrico de Campos,
em homenagem ao seu patrono, Amrico de Campos.
Em 24 de dezembro de 1948, pela Lei n.
0
233, foi
criado o municpio, conservando o mesmo nome e tendo
como primeiro prefeito, o Sr. Francisco de Vilar Horta .
LOCALIZAO - A sede municipal est localizada a
20 18' latitude sul e 49 44' longitude W. Gr., distando
da Capital, em linha reta, 483 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital
ALTITUDE - 800 metros (na sede municipal).
CLIMA - Temperado.
REA - 457 km
2

POPULAO- No Recenseamento de 1950 era de 9 796
habitantes (5 213 homens e 4 583 mulheres), dos quais
87% na zona rural. Estimativa do D.E.E. (1.
0
-VII-1954):
10 413 habitantes (1275 na cidade e 9138 na zona rural).
AGLOMERAES URBANAS - H duas aglomeraes
urbanas, a da sede com 775 habitantes (sendo 392 homens
e 383 mulheres) e Pontes Gestal com 424 habitantes (223
homens e 201 mulheres). (Dados do Recenseamento de
1950).
ATIVIDADES ECONMICAS - A principal atividade
econmica do municpio a pecuria, composta de cria-
o e engorda do gado bovino e suno, e exporta aqule
gado para os municpios de Barretos, Tanabi e Cosmorama.
H 339 propriedades rurais, ocupando uma rea de
52 180,37 ha.
A agricultura vem secundando a pecuria e os prin-
cipais produtos so os seguintes, com os respectivos volu-
mes e valores:
PRODUTO
Algodio herbceo ....... .
c r ~ beneficiado ........ .
Arroz (com casca l. ...... .
Tijolos ................. .
Milho (grio) ............ .
UNIDADE DE
REFERltNCIA
Arrba de 15 quilos
Arrba de 15 quilos
Saca de 60 quilos
Milheiro
Saca de 60 quilos
QUANTI-
DADE
212 960
50 760
26 136
1 638
17 600
VALOR
(Cr$)
28 749 600
27 283 500
13 068 000
683 559
281 600
Rua So Joo
H no municpio 43 estabelecimentos comerciais,
assim distribudos, de acrdo com o ramo de atividade:
Gneros alimentcios 37, Fazendas e armarinhos 4, Gne-
ros alimentcios, louas e ferragens, fazendas e arma-
rinhos 2.
As matas naturais atingem, aproximadamente, 8 779
hectares e as reflorestadas 102 hectares.
A fbrica mais importante a "Laticnios Amrico de
Campos" e o nmero de operrios empregados nas inds-
trias locais de 49 .
MEIOS DE TRANSPORTE - As estradas de rodagem
que servem o municpio totalizam 134 km. A estao
ferroviria mais prxima est localizada no vizinho muni-
cpio de osmorama, que est distante de Amrico de
Campos 24 km. A estrada de ferro que serve Cosmorama
a "Estrada de Ferro Araraquara". H um campo de
pouso para avies, construdo em 1956, com uma pista de
1 100 metros. Contudo, os americampenses utilizam, com
freqncia, os servios de taxi-areo do aeroporto de So
Jos de Rio Prto.
COMRCIO - As principais localidades com as quais o
comrcio local mantm transaes, so os municpios de
So Jos do Rio Prto, Santos, So Paulo, Blsamo, Tanabi
e Votuporanga. Exporta algodo em camo e caf em
cco para os municpios de Santos, Blsamo, Votuporanga,
Tanabi e Cosmorama. Importa combustveis lquidos e
lubrificantes, peas e pneus para automveis e caminhes,
tecidos, louas, ferragens, ferramentas, farinha de trigo
e sal.
CAIXA ECONMICA- Em 31-XII-1955, a Caixa Eco-
nmica Estadual mantinha em circulao 332 cadernetas
com um valor de depsitos de Cr$ 5 803 143,40 .
ASPECTOS URBANOS - A porcentagem da rea pavi-
mentada da cidade de 13 o/o ( 4 ruas) e sse melhora-
mento feito com pedregulhos e terra endurecida. H
luz eltrica (corrente 220 volts), com 9 logradouros
pblicos iluminados e 95 ligaes em prdios. A energia
eltrica fornecida por um conjunto eletro-diesel e a
unidade de medida a vela ms, havendo uma produo
de, jiproximadamente, 12 280 velas ms, das quais 5 000
so utilizadas em iluminao pblica e 7 280 em ilumina-
o particular. H um hotel e um cinema.
MDICO-SANITRIA - O Psto de
Assistncia Mdico-Sanitria atende a populao em geral
e no municpio h 2 farmcias, 2 farmacuticos, 2 mdicos
e 1 dentista .
ALFABETIZAO - Dos 9 796 habitantes, 8125 so
pessoas de 5 anos e mais- e dstes 2 3 77 sabem ler e es-
crever, o que representa uma porcentagem de 29o/o de alfa-
betizados (Recenseamento de 1950).
ENSINO - H 16 unidades de' ensino primrio funda-
mental comum e os principais estabelecimentos so o grupo
escolar Amrico de Campos, e o grupo escolar do Distrito
de Pontes Gestal.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA I Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
I Cr$)
Total Tributria
l'l50 ....... - 489 997 424 456 258 866 547 465
1951. ... . .. - I 221 242 606 518 320 037 55:1 384
1952 .... ... - I 057 074 886 087 402 651 856 824
1953 .. .... 75 441 974 6:15 I 590 138 427 600 738 <191
1954 .. 175 663 I 727 376 I 378 054 443 361 I 438 987
1955. .. 122 728 2 275 284 I :139 797 525 596 I 181 773
1956 fll .. . .. I 803 100 I 889 230
1957 (I). .. . .. 3 000 000 2 170 000
f 1 l
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - Servem de
divisas, em grande parte do territrio do municpio, os rios
Prto e Turvo. No rio Prto h vrias quedas d'gua,
todavia, a Cachoeira de So Roberto, no distrito de Pontes
Gestal, de uma grande beleza natural e se apresenta
como curiosidade local.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- A principal manifestao folclrica a denominada
"Folias de Reis" e comemorada de 26 de dezembro a 6
de janeiro. A principal efemride o dia 24 de junho,
quando tambm festeja-se o santo padroeiro da cidade.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O nmero de
vereadores 11 e o de eleitores, em 30-XI-56, de 1 236. O
Prefeito o Sr. Mrio Jabur.
(Autoria do histrico - Francisco de Vilar Horta; Redao final
- Sebastio de Figueiredo Trres; Fonte dos dados - A. M. E. -
Joo Caberlin.)
AMPARO- SP
Mapa Municipal na pg. 263 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - Dom Luiz Antnio de Souza Botelho
Mouro, Morgado de Mateus, Governador de So Paulo,
em 1766, enviou ao Conde de Oeyras (Marqus de Pom-
bal), um mapa acompanhado da "Exposio sbre limites
entre So .Paulo e Minas", onde se figura o Serto de
Manducaia, entre os rios Sapuca, Mandu, Jaguari e
contrafortes da Serra da Mantiqueira. Neste alargado
cenrio, ento desconhecido, de mui alto e espsso arvoredo,
ia ter incio nos comeos do sculo XIX a povoao de
Amparo. O papel de desbravadores da regio de Amparo,
pode ser atribudo s pessoas oriundas dos arredores de
Bragana, Atibaia e Nazar que, atradas pela fertilidade
das terras para l se dirigiram. Preocupam-se sobre-
maneira os historiadores com a poca, pelo menos aproxi-
mada, do aparecimento dos seus primeiros povoadores, a
qual no pde at agora, ser rigorosamente verificada. A
Capela foi erigida por proviso de 16 de julho de 1824
e poderiam as suas terras, dada a proximidade de outras
localidades objeto de medidas semelhantes, estar compre-
endidas em sesmarias concedidas pelo govrno portugus,
concesses estas que em poucos casos unicamente se veri-
ficaram aps o ano da independncia. Acontece, porm,
que as buscas nos arquivos e cartrios realizados nesse
particular nada puderam esclarecer. Sabe-se, no entanto,
que o Tombamento de 1817-1818 menciona o nome de
alguns proprietrios de terras na zona, que,. hoje, constitui
o municpio e a cidade de Amparo, motivo pelo qual
pode-se remontar pelo menos a essa poca, o "incio de seu
povoamento". Amparo, quando vila, em 1857, j apresen-
tava as suas terras bastante subdivididas, bastando assi-
nalar que o Registro Paroquial determinado por lei de
Igreja Matriz - N 5.
0
do Amparo
1854, acusava o nmero de 321 propriedades, a matorta
delas de reduzidas propores. Dedicaram-se os seus pri-
mitivos povoadores ao plantio de feijo, milho, arroz, algo-
do e criao de porcos, esta em grande escala, e os seus
produtos serviam para o abastecimento de So Paulo,
como acontecia com a produo de Bragana e A ti baia.
A cultura do caf, somente tomou impulso a partir da se-
gunda metade do sculo XIX, devendo ser assinalado que
antes de terminar ste, Amparo j produzia quantidade
superior a um milho de arrbas. A inaugurao da via
frrea Mogiana, em 1875, muito contribuiu para o maior
crescimento e desenvolvimento de sua riqueza que tambm
se deve ao brao escravo, cujo nmero, em 1833, era de
579 para 2 535 livres, inclusive mulheres e crianas; em
1872, para uma populao de 11 756 almas, Amparo pos-
sua 2 130 escravos, e nas vsperas da Abolio, em 1886,
existia 2 524 escravos para uma populao de 16 635, na
qual les se incluam. Ainda que, em pequena escala, a
partir de meados do sculo XIX, Amparo passou a receber
imigrantes tendo mesmo sido organizada uma colnia
agrcola. Numerosos filhos de outros Estados passaram a
colaborar nos trabalhos. da lavoura, sendo que esta no
ficou inteiramente desorganizada com a Abolio, dado o
4 - 24 270
nmero aprecivel de imigrantes italianos que j a serviam.
A sua organizao poltica, assim se desenvolveu: foi eri-
gida Capela, por proviso 4e 16 de julho de 1824, Capela
curada em 8 de abril de 1829, Freguesia com o mesmo
nome, pela Lei Provincial n.
0
6 de 4 de maro de 1839;
vila de Amparo, comarca de Campinas, pela Lei n.
0
5 de
14 de maro de 1857, comarca de Bragana, pela Lei n.
0
24
de 6 de maio de 1859; Cidade, pela Lei n.
0
24, de 28 de
maro de 1865; comarca de Amparo, pela Lei n.
0
78, de
21 de abril de 1875 e Estncia Hidromineral em 25 de
outubro de 1945 . Possui 2 distritos: Amparo e Arcadas.
LOCLIZAO - Sua sede est localizada a 23 43'
latitude sul, 46 46' longitude W. Gr., distando da Capital,
em linha reta, 93 km .
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 658 metros.
CLIMA - Temperado. Mdia das mximas 38, mdia
das mnimas 20 e mdia compensada 29. Precipitao
anual 1165,1 mm.
REA - 467 km:.l.
POPULAO - A populao pelo Recenseamento de
1950 era de 26 965 habitantes ( 13 538 homens e 13 427
mulheres), dos quais 57% na zona rural. Estimativa do
D.E.E. (1.
0
-VII-1954) - 28 662 habitantes (11450 na
zona urbana, 657 na zona suburbana e 16 555 na zona
rural).
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
existente a sede municipal com 10 482 habitantes ( 4 932
homens e 5 550 mulheres) .
ATIVIDADES ECONOMICAS - As atividades funda-
mentais economia do municpio so: Agricultura, com as
seguintes espcies bsicas, em ordem decrescente: caf,
tomate e milho. Pecuria, com a criao de bovinos, ten-
do-se em vista a produo de leite que representa um pro-
duto de alto valor econmico para o municpio. Avicultura,
com a criao de galinhas, tendo-se em vista a produo
de ovos.
PRODUTO UNIDADE VOLUME VALOR
1Cr$l
-------------- ------ ----------------
a f ~ ....................... .
Fios de algodio. puro e misto ..
Leite freoco ................. .
Milho .................... .
Sola ...................... .
Arrllba
Quilo
Litro
Quilo
.
135 300
1 330 279
5 208 000
9 619 500
594 300
74 415 000
97 492 220
23 436 000
44 889 600
20 800 500
As matas naturais atingem 4114 hectall"es e as reflo-
restadas, 1 694 hectares. A produo industrial est repre-
sentada pelas indstrias txteis, couros, peles e produtos
similares, transformao de materiais no metlicos, feltros
e algodo em pasta, cola para carpinteiro e madeira.
Existe 1 799 operrios ocupados na indstria. Os estabe-
lecimentos comerciais esto assim distribudos: 59 de
gneros alimentcios, 8 de louas e ferragens e 24 de fazen-
das e armarinhos. Como riqueza natural, podemos citar
as fontes hidrominerais. A vaso diria das fontes esti-
mada em 200 mil litros. ~ plano do Govrno Estadual
desapropriar as fontes hidrominerais para construir balne-
rio e melhoramentos que se fizerem necessrios e explo-
r-las. Os centros consumidores do municpio so: Santos,
So Paulo e os municpios vizinhos.
As fbricas mais importantes so: Fiao Am-
paro S/ A., Metalrgica Pacetta S/ A., Feltro Brasil Ltda.,
H. Rebieri & Irmo, Curtume Coqueiros S/ A., Cartona-
gem Iracema, Cia. Avcola de So Paulo, Cutelaria Cos-
mos Ltda., Manufatura de Porcelana Ltda., Cermica
Gerbi S/A., Cermica Amparense Ltda.
MEIOS DE TRANSPORTE - Por meio de rodovia est
ligado a Bragana, via Tuiuti (36 km); ltapira (71 km);
Itatiba, via Morungaba ( 45 km); Mogi-Mirim, via Lindia
(91 km); Mogi-Mirim, via Pedreira (69 km); Pedreira
(20 km); Serra Negra (20 km); Socorro, via Lindia
(59 km); Capital Estadual ( 138 km) . servido pela Cia.
Mogiana de Estrada de Ferro e est ligado da seguinte ma-
neira: a Itapira, via Jaguarina e Mogi-Mirim (91 km);
Mogi-Mirim, via Jaguarina (71 km); Pedreira (20 km);
Socorro (50 km) . Est ligado Capital Estadual pela Cia.
Mogiana de Estrada de Ferro at Campinas (72 km) e pela
Cia. Paulista de Estrada de Ferro em trfego mtuo com
a Estrada de Ferro Santos - Jundia ( 106 km). Possui um
campo de pouso.
O M ~ R I O E BANCOS - Amparo mantm transaes
comerciais com Pedreira, Monte Alegre do Sul, Socorro,
Serra Negra, guas de Lindia, Campinas e So Paulo.
Possui 2 estabelecimentos atacadistas, 1 varejista, 4 7 in-
dstrias, ~ agncias bancrias, 1 agncia da Caixa Econ-
mica Estadual (depsitos: Cr$ 54 072 889,20, deposi-
tantes 1387).
Hospital Ana Cintra
50
ASPECTOS URBANOS - A cidade servida de luz
eltrica, desde o ano de 1898, possui 2 558 ligaes eltri-
cas domiciliares, 7 5 logradouros servidos com canalizao
de gua, 2 494 ligaes de gua, 82 logradouros pblicos,
747 aparelhos telefnicos, 3 hotis (Cr$ 140,00), 2 penses
e 2 cinemas. Dos 82 logradouros pblicos, 81 so ilumi-
nados em tda sua extenso. Produo mdia mensal de
energia eltrica: 44 000 kWh ( 4 000 iluminao particular
e 40 000 fra motriz) . Das 67 ruas, 29 so caladas
totalmente, 16 parcialmente e 22 no so caladas. Possui
7 praas caladas, 3 sem calamento, 1 avenida parcial-
mente calada e 4 travessas sem calamento. O trecho
asfaltado pequeno, prevalece o calamento com parale-
leppedo. O servio telegrfico feito por intermdio do
D. C. T. e pela Cia. Mogiana de Estrada de Ferro.
ASSIST:S:NCIA MDICO-SANITRIA - Existe no Mu-
nicpio 2 hospitais gerais com 285 leitos disponveis, 2 insti-
tuies infantis, um asilo para a velhice desamparada, com
120 leitos, um ambulatrio, 12 mdicos, 2 advogados, 14
dentistas, 5 farmacuticos, 3 engenheiros, 3 agrnomos, 2
veterinrios, possuindo tambm 5 farmcias.
ALFABETIZAO- Pelo Recenseamento de 1950, 59%
da populao presente, de 5 anos e mais, sabiam ler e es-
crever.
ENSINO - O Municpio possui 52 cursos primrios, 3
no primrios, 2 secundrios, 2 industriais, 1 comercial e
1 pedaggico.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS- H no municpio
2 jornais, 3 bibliotecas (2 estudantis com 5 212 volumes
e 1 de carter geral com 6 704 volumes), 4 tipografias,
2 livrarias e 1 radioemissora, de prefixo ZY14, freqncia
1 600 kilociclos, potncia 100 w, com trre irradiante.
Possui 2 auditrios (200 lugares), 1 palco, 4 microfones,
1 discoteca (10200 discos), trabalham 12 pessoas.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$) DESPESA
REALIZAO A
ANOS Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tribut6ria (Cr$)
--------------- ---------------
1950 ....... 4 015 603 7 329 506 3 525 244 988 471 I 726 093
1951 ....... 5 538 274 lO 220 678 5 339 998 I 021 339 2 116 102
1952 ....... 7 386 213 10 965 988 4 433 844 1 124 331 5 134 714
1953 ....... 9 045 852 13 418 889 6 128 087 I 441 987 3 624 288
1954 ....... 12 230 637 18 153 105 7 956 269 2 097 130 7 926 908
1955 ....... .. 22 957 325 10 739 289 2 082 1501 10 4015 642
1956 (1) ... ... 9 500 000 ... 9 500 000
11) Oramento.
PARTICULARIDADES ARTSTICAS - A pintura in-
tema da Matriz de grande valor artstico, os quadros .
que representam as passagens da Via Sacra so reprodu-
zidos em tamanhos naturais, so de rara singeleza e natu-
ralidade. Na Capela do Santssimo Sacramento, existem 2
quadros que retratam a Santa Ceia, de autoria do pintor
Benedito Calixto.
VULTOS ILUSTRES - Laudo Ferreira de Camargo
(magistrado, juiz e desembargador Ex-Interventor de So
Paulo, Ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal);
Francisco Prestes Maia (engenheiro,. urbanista. Ex-Pre-
feito de So Paulo); Francisco Franco da Rocha (mdico
psiquiatra. Fundador do hospital do Juqueri); Nelson de
Souza Campos (mdico. do Departamento da
Lepra do Estado, representou o Brasil em diversos Con-
gressos de Lepra) .
Colgio e Esc. Normal N . S.
0
do Amparo
ATRAOES TURSTICAS - O Hotel Estncia Amparo,
constitui atrativo turstico pelas belezas naturais que o
circunda, situado em local bastante pitoresco e aprazvel.
H ali fontes com gus de grande teor radioativo, ser-
vindo para tratamento de molstias da pele, do aparelho
digestivo e urinrio. freqentado, de preferncia por
pessoas de localidades distantes.
OUTROS ASPECTOS DO MUNIClPIO - O nmero de
vereadores 15 e o de eleitores 6 950. O Prefeito o
Sr. Jos Piccinini Petri.
(Autoria do histrico - Antnio de Campos Nbrega; Redao
final - Ruth Galvo; Fonte dos dados - A. M. E. - Antnio de
Campos Nbrega. )
ANALANDIA- SP
Mapa Municipal na pg. 37 da 11.
0
Vol.
HISTRICO - Manoel Vicente Lisboa, proprietrio da
fazenda Santa Maria da Glria, em 1887, doou vinte
alqueires de terras em uin local de meio declive cercado
por diversos rios, da gleba que pertenceu ao senhor Tor-
quato de Arruda e seu irmo, para a formao de um
povoado. Conforme dados arquivados, teve incio a
povoao em 20 de outubro dsse mesmo ano, sendo seus
fundadores os senhores Diogo Eugnio de Sales, Joo Pinto
Ferreira (representante do Sr. Manoel Vicente Lisboa),
lrineu de Souza Martins, Antnio Correia Jnior, Joo
Correia de Camargo Aranha, Ananias da Rocha, Alibrando
Csar, Joo de Camargo Lima, Joo Evangelista de Sales
e Jacinto Agostinho Levy. Foi deliberado nessa ocasio
a construo de uma Capela, cuja pedra fundamental foi
lanada a 23 de outubro, sob a invocao de Santana
padroeira da povoao. Recebeu sse povoado o nome de
Cuscuzeiro, denominao essa oriunda do Pico que est
situado em uma colina que era de propriedade do Baro
de Araraquara. Pela Lei n.
0
105, de 17 de dezembro de
1890 foi elevado a Distrito de Paz, com o nome de An-
Igreja .Matriz
polis, em homenagem a padroeira da localidade. Pela
Lei n.
0
505, de 21 de junho de 1897, foi o distrito elevado
a municpio. Pela Lei n.
0
14334; de 30 de novembro de
1944 foi mudada a denominao de Anpolis para Ana-
lndia, devido a dualidade de nome entre municpios brasi-
leiros. Pertence comarca de Rio Claro e constitudo
de apenas um distrito do mesmo nome.
LOCALIZAO - Sua sede est situada a 22 08' lati-
tude sul e 4 7 40' longitude W. Gr., distando da Capital
em linha reta 819 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 684 metros.
CLIMA - Quente, inverno sco.
AREA- 312 km
2

51
Grupo Escolar "Prof o Jos Jorge Netto"
POPULAO - A populao pelo Recenseamento de
1950 era de 3 653 habitantes, sendo 1 912 homens e 1 741
mulheres, dos quais 73% na zona rural. Estimativa do
D.E.E. (1.
0
-VII-1954) 3 883 habitantes, 1047 na cidade
e 2 836 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
existente a da sede com .985 habitantes (508 homens e
477 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais eonomia do municpio, so a agricultura e a
pecuria. Em 1956, o volume e o valor dos principais
produtos, foram os seguintes:
PRODUTO
Arro.. o. o
BatatA -inale.. ..............
Caf Leneficiado ............ .
Leite rrC"CO ................. o
Milho .................... .
UNIDADE QUANTIDADE
Quilo
.
Arr6ba
Litrn
Quilo
132 000
546 000
30 000
3 500 000
540000
VALOR
(Cr$ 1 0001
1 100
1 288
16 500
17 500
2 250
A rea das matas existentes no municpio, de 200
hectares aproximadamente. Existem 11 estabelecimentos
comerciais, sendo 9 de gneros alimentcios e 2 de fazEm-
das e armarinhos. So em nmero de 21 os operrios
ocupados na indstria ( 5 indstrias de bebidas, 6 da ma-
deira e 10 da metalrgica) o Os principais centros consu-
midores dos produtos so: Rio Claro e So Carlos.
As fbricas mais importantes so: Fbrica de Re-
frescos Aliana e Indstria de Facas Kleiner.
Prefeitura Municipal
MEIOS DE TRANSPORTE - servido por estradas de
rodagem e pela Cia. Paulista de Estrada de Ferro, da se-
guinte maneira: Descalvado, via Pirassununga, por meio
de rodovia (67 km), por ferrovia (165 km); Itirapina, por
meio de rodovia (27 kni), por ferrovia (82 km); Pirassu-
nunga, por meio de rodovia (28 km), por ferrovia
(127 km); Rio Claro, por meio de rodovia (45 km) ou
ferrovia ( 41 km); So Carlos, via Visconde do Rio Claro
por meio de rodovia (36 km) e por ferrovia (114 km).
Est ligado Capital Estadual, por meio de rodovia
(237 km), por ferrovia pela Cia. Paulista de Estradas de
Ferro em trfego mtuo com a Estrada de Ferro Santos-
Jundia (236 km); misto: rodovirio, via So Carlos
(78 km) ou ferrovirio pela Cia. Paulista de Estrada de
Ferro at Araraquara (161 km) e areo (257 km). Existe
em trfego diriamente, 4 trens e 40 caminhes e auto-
mveis. Esto registrados na Prefeitura Municipal, 40
Praa dos Expedicionrios
52
caminhes e 14 automveis. H uma estao, 1 ponto de
parada e 1 rodovia intermunicipal.
COM2RCIO E BANCOS - As localidades com as quais
o banco mantm transaes comerciais, so: So Paulo,
Rio Claro e So Carlos. Os principais artigos importados
so: acar, sal, farinha de trigo .e bebidas em geral.
Possui 12 estabelecimentos varejistas, 3 industriais, e 1
agncia da Caixa Econmica Estadual (31-XII-1955) de-
psito, Cr$ 3 075 000,00 depositantes 630; (30-XI-1956)
depsito Cr$ 3 827 000,00 depositantes 680.
ASPECTOS URBANOS - O municpio servido pela
Cia. Paulista de Eletricidade, desde 1904. Possui 200 liga-
. es eltricas (iluminao pblica 2 600 kWh - ilumina-
o particular 8 253 kWh e fra motriz 4 435 kWh), 40
aparelhos telefnicos, 230 domiclios so servidos por
abastecimento de gua, 2 penses (diria Cr$ 90,00) e 1
cinema.
ASSIST2NCIA M2DICO-SANITARIA - A populao
assistida por 2 mdicos, 1 farmacutico, 1 agrnomo, possui
1 farmcia e tambm 1 hospital pequeno, com capacidade
para 6 pessoas, mantido pela Legio Brasileira de Assis-
tncia e pela Prefeitura Municipal.
ALFABETIZAO- Pelo Recenseamento de 1950,42%
da populao presente, de 5 anos e mais, sabem ler e es-
creve!'.
ENSINO - Existe no municpio 8 estabelecimentos de
ensino primrio.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - O Grupo Escolar
Jos Jorge Neto possui uma biblioteca com 600 volumes,
quase todos infantis .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Eetadual
.Total TributAria (Cr$\
1950 ...... 461 656 373 743 333 852 67 793 345 195
1951. ...... 717 053 554 542 362 764 70388 447 781
1952 .... 1 071 669 502 998 453 196 76 940 449 162
1953 ....... 1 131 578 764 503 708 083 90 620 422 832
1954 ..... 1 574 767 941 911 595 746 95 737 637 851
1955 ....... ... 1 441 313 667 970 142 630 719 852
1956 (1) .. ... . .. 713 688 . .. 748 488
(1 l Oramftlto.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS --Os mais im-
portantes acidentes geogrficos, so: Salto Corumbata
localizado em guas do rio do mesmo nome, Pedro do
Cuscuzeiro, tem o formato de um cuscuz e Pedra do
Camelo, sua formao idntica s curvaturas vertebrais
de um camelo.
FESTAS POPULARES - Comemora-se o dia 21 de
junho, data da fundao do Municpio.
OUTROS ASPECTOS DO MUNIC1PIO - A denomi-
nao dos habitantes analandenses. () nmero de verea-
dores 9 e o de eleitores (3-X-55) 689. O Prefeito o
Sr. Joo Antnio Maroti.
(Autoria do histrico -Joo Antnio Maroti; Redao final -
Ruth Galvo; Fonte dos dados - A. M. E. - Ricardo Gregrio. )
ANDRADINA - SP
Mapa Municipal na pg. 123 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Nasceu Andradina, em 11 de julho de
1937. Milhares de heris annimos foram sacrificados na
sua edificao; uns pela violncia da luta e outros pelas
endemias. A malria tinha aqui seu reinado, nos banha-
dos dos rios, nos crregos e nas lagoas; as onas e as ser-
pentes traioeiras completavam o ambiente agressivo, onde
se forjou uma metrpole de pioneiros, gravando para So
'Paulo uma pgina pica na histria de sua grandeza. A
leishmaniose ou lcera de Bauru, escreveu hediondo cap-
tulo a parte, na tragdia dos desbravadores da Noroeste.
Ainda hoje comum ver-se, perambulando pelas ruas das
cidades noroestinas, homens e mulheres de faces deforma-
das pelas cicatrizes da horrenda ferida, que lhes comia as
orelhas, as mas do rosto, as narinas, os lbios e a bca
at a laringe - roubando-lhes a prpria voz. . . Andem
les por onde andarem, stes rebutalhos de heris do
trabalho, sero identificados pelo doloroso carimbo da
Noroeste - a cicatriz na face! Nascida dois anos antes
da segunda guerra, Andradina cresceu sob racionamento
de tudo, desde o quiniilo para cura da malria naquele
tempo, at a deficincia dos transportes, por falta de com-
bustveis e estradas. O extraordinrio xito de seu desen-
volvimento em plena guerra, deve-se ao esprito empreen-
dedor e dinmico de seu cauteloso fundador, o brasileiro
Antnio Joaquim de Moura Andrade, d e s e n d e n t ~ de velha
cpa paulista com mineiros, homem de rara viso comer-
cial e habilidade iricomum, que, ao fundar a cidade, anun-
ciou uma nova Cana. Atraiu para ela homens de todos
os quadrantes do pas e do globo, sendo em esmagadora
maioria elementos nordestinos, fixou-os na terra por sua
prpria conta; loteou mais de seis mil pequenas proprie-
dades e as vendeu sem entradas e sem fiador, a todos que
aqui aportaram. Propiciando o desenvolvimento do co-
mrcio e da indstria, liberou os produtores a venda dos
cereais aos maquinistas que se credenciaram junto sua
firma, desprezando o monoplio que, por direito, lhe per-
tencia. Estreou com xito uma nova experincia de eco-
nomia social, que merece ser melhor estudada pelos nossos
socilogos e dirigentes nacionais. Muito contribuiu para
o seu progresso a extrao e exportao de madeiras de lei,
aqui abundantes, porm, o segrdo do rpido progresso
explicado na policultura disseminada pela pequena pro-
priedade. Graas a influncia poltica do seu fundador, o
mpeto de seu progresso e a fama que se irradiava por
tdas as partes, foi possvel a sua elevao a distrito, em
10 de novembro de 1937, pertencendo inicialmente ao
municpio de Valparazo, desmembrado do mesmo pelo de-
creto n.
0
9 775, de 30 de dezembro de 1938, passando a
constituir o municpio de Andradina e sendo fixado pelo
mesmo decreto o seu quadro territorial para o qinqnio
1939/1943. Foi seu primeiro prefeito o saudoso Evandro
Brembati Calvoso.
Vista area da cidade
LOCALIZAO -A sede est localizada a 20 53' lati-
tude sul e 51 22' longitude W. Gr. distando da Capital
580 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 378 metros.
CLIMA - Temperatura mdia das mximas 36 e das
mnimas 11 e mdia compensada 23. Precipitao -
1161 mm.
AREA - 1288 km:.!.
POPULAAO- Os resultados do Censo de 1950 deram
48 783 habitantes em todo o municpio, dos quais 25 650
homens e 23 ~ mulheres. Pelo Departamento de Esta-
tstica do Estado foi a populao estimada ( 1.
0
-VII-1954)
em 34 170, pois, as novas divises territoriais fizeram o
municpio perder territrio.
AGLOMERAES URBANAS - Duas so as concen-
traes demogrficas; a saber: a da sede municipal e a de
Nova Independncia.
ATIVIDADES ECONMICAS- A lavoura e a pecuria
so bem desenvolvidas, convindo ressaltar ainda a indstria
de beneficiamento de produtos agrcolas e da carne. Os
principais produtos em 1956 foram: algodo - 253 000
arrbas no valor de Cr$ 33 330 000,00; arroz beneficiado -
45 000 sacas, no valor de Cr$ 35 000 000,00; caf benefi-
ciado - 13 000 sacas no valor de Cr$ 28 000 000,00. Re-
gistra-se ainda considervel extrao de madeiras. O mu-
nicpio conta com crca de 500 operrios industriais e suas
principais indstrias so: Cadeiras e Mveis Pellic-
ciari S/ A, Fbrica de Guarans "Brasil", Fbrica de La-
drilhos e Frigorfico Mouran, esta, uma das principais
atividades econmicas do municpio.
MEIOS DE TRANSPORTE - A ligao com a Capital
se faz por meio de rodovia (703 km) ou ferrovia (432 km
at Bauru - E. F. N. B. ) e de Bauru para So Paulo pelas
E.F .S. ou C.P.E.F. (402 km) .- H ligaes rodovirias
com todos os municpios vizinhos, atravs de estradas esta-
duais e municipais. Possui aeroporto, sendo servido por
linhas regulares de navegao area. A mdia diria de
veculos em trfego de 500, havendo registrados na P r e ~
feitura 66 automveis de passageiros e 202 caminhes.
Funcionam 2 linhas de nibus interdistritais e 13 linhas
intermunicipais.
COMRCIO E BANCOS - As principais transaes
comerciais so feitas com Araatuba e So Paulo. Conta
o municpio com 7 estabelecimentos comerciais atacadistas
e 505 varejistas. Os estabelecimentos bancrios existentes
Hotel Municipal
Androdina T enis Clube
so uma matriz, 4 agncias e 1 agncia da Caixa Econ-
mica Estadual, que conta com 569 depositantes e
Cr$ 1304 781,50 de depsitos.
ASPECTOS URBANOS - A cidade parcialmente pavi-
mentada, com iluminao pblica e gua enca-
nada. O consumo anual de energia eltrica em 1956 foi
de 416274 kWh, dos quais 259919 para fra motriz. H
3 hotis cobrando diria mdia de Cr$ 140,00 e funcionam
2 cinemas ..
ASSIST2NCIA MDICO-SANITARIA - Alm da Santa
Casa de Misericrdia, acrescentam-se mais 3 hospitais, per-
fazendo o total de 156 leitos. H ainda um asilo para
menores e desvalidos e um lar para crianas
cidas. Exercem a profisso 15 mdicos, 10 dentistas, 10
farmacuticos e 1 veterinrio .
ALFABETIZAO - Segundo o Censo de 1950, da
populao de 5 anos de idade e mais (39431), eram alfa-
betizados 10 810 homens e 6 650 mulheres.
ENSINO - elevado o nmero de escolas no municpio
sendo 45 do ensino primrio, 2 do secundrio, 3 do comer-
cial, 1 do artstico e 1 pedaggico . H afluncia de estu-
dantes de outros municpios, inclusive provenientes de Trs
Lagoas em Mato Grosso.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - A imprensa
representada por 1 jornal e 1 estao radioemissora. Duas
so as bibliotecas em funcionamento, com mais de 2 000
volumes, havendo ainda 3 tipografias e 3 livrarias. O Pre-
feito o Sr. Aristomenes de F .. Meireles.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA "(Cr$) DBSPBSA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Botadual
MUNICIPIO
Total TributAria (Cr$)
--- ---------- ----------------
1950 ....... 2 821 164 8 636 013 ...
3 35 525 1951. ...... 4 129 431" 18 229 817 5 685 288 6 778 925
1952 ....... 5 807 923 18 252 811 10 656 764 6 336 376 10 365 094
1953 ....... 7 642 679 15 519 011 ... ... . ..
1954 ....... 9 146 532 27 161 SOl
12 26 777 7 455 580
10 718 423
1955 ....... ... 36 292 845 11 977 241
1956 (1) ... ... ... 9 390 000 . .. 9 390 000
(1) Oramento.
(Histrico - Isael Soares Fernandes; Redao final - Olavo
Baptista Filho; Fonte dos dados - A. M. E. - Francisco Peres
Pacheco.)
ANGATUBA - SP
Mapa Municipal na pg. 125 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - O muniCpio de Angatuba, segundo a
crena popular, derivado da existncia na regio, por volta
de 1870, de muitos ingzeiros. O topnimo origina-se do
tupi: ing ou ang-fruto e tuba-doce. As notcias que se
tm a respeito da fundao do municpio referem-se ao
ano de 1872, poca em que existia um pequeno aglome-
rado de casas, cujo nmero atingia 22. O primeiro no-
me da povoao era Capela do Ribeiro Grande de Pal-
mital. O principal fundador foi o fazendeiro, tenente Jo-
s Marcos de Albuquerque que, em 1872 adquiriu por
compra, da senhora D. Maria Genoveva dos Santos e seus
herdeiros, Joo Martins dos Santos e Domingos Leite
do Prado, um terreno coberto de matas, no valor de
150$000, situado no bairro do Palmital no municpio de
Itapetininga. Iniciou a construo da Igreja Matriz auxi-
liado por Teodoro de Arruda, Salvador Ferreira de Albu-
Teodoro Rodrigues, Jos Vicente Ramos, Domicia-
no Ramos, Salvador Rodrigues e Felisberto Ramos. Em
conseqncia . da sua morte, as obras ficaram parlisadas.
O tenente-coronel Thomaz Dias Batista Prestes, que se
casou com a viva do tenente Marcos, formou uma comis-
so por le. encabeada e composta dos senhores Alferes
Jos Antnio Vieira, Salvador Ferreira de Albuquerque,
Salvador Rodrigues dos Santos, Teodoro Jos Rodrigues,
Joaquim Jos de Santana, Matias Ramos Nogueira, Teo-
doro Jos de Oliveira e Domiciano Ramos que, auxilia-
dos pelo povo, conseguiram aps esforos desmedidos, con-
cretizar o majestoso empreendimento, conseguindo no dia
Igreja Matriz
55
2 de maio de 1873, a escritura da compra do terreno feita
pelo tenente Jos Marcos. O padre Sizenando da Cruz
Dias, assistido pelo padre Francisco de Assuno e Albu-
querque (ento vigrio de Itapetininga) procedeu bn-
o da igreja, conforme proviso de 4 de outubro de .1874
do bispo diocesano. Nesse mesmo ano, o tE!nente-coronel
Dias Batista ofertou nova igreja, uma pomba de prata,
obra de esmerado valor artstico. O povo reconheceu nes-
sa pomba de prata, o Augusto padroeiro do lugar e desde
ento realizada todos os anos a tradicional Festa do
Divino Esprito Santo. Por portaria do bispo diocesano,
foi nomeado em 1.
0
de janeiro de 1876, o padre Caetano
Tedeschi, primeiro vigrio da parquia da vila Esprito
Santo da Boa Vista, que conseguiu a feitura do primeiro
cemitrio da localidade. A formao de Angatuba, assim
se desenvolveu: pela Lei provincial n.O 7, de 11 de mar-
o de 1872 foi elevado categoria de Vila com o nome
de Esprito Santo da Boa Vista. Pela Lei n.
0
27, de 10
de maro de 1885 passou a Municpio, tendo sido des-
membrado do municpio de Itapetininga. Pela Lei n.
0
1150,
de 7 de dezembro de 1908, teve o seu nome mudado para
Angatuba. constitudo de um nico distrito do mesmo
nome e pertene Comarca de ltapetininga.
LOCALIZAO - Sua sede est localizada a 23 29' 16"
latitude sul e 48 24' 52" longitude W. Gr.,. distando da
Capital Estadual em linha reta 183 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 598 metros.
CLIMA - Temperado. Pr.ecipitao 1 628 mm.
AREA- 1211 km
2

POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950 havia
11034 habitantes (5 721 homens e 5 313 mulheres), dos
quais 84% esto na zona rural. Estimativa do D. E. E ..
( 1.
0
- VII-54) 11 728 habitantes ( 1 812 zona urbana, 65
zona suburbana e 9 851 na zona rural) .
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
existente no municpio, a sede com 1 766 habitantes
(853 homens e 913 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais economia do municpio, so a pecuria e a agri-
66
cultura. O volume e o valor dos principais produtos, em
1956 so:
PRODUTO
Arroz ....................... .
Manteiga ................... .
Milho ...................... .
Queijo ..................... .
Tijolo comum ............... .
UNIDADE QUANTIDADE VALOR
Saco 60 kg
Quilo
Saco 60 kg
Quilo
Milheiro
14 500
40 000
124 000
320 000
1 700
CCR$ 1 OOOl
6 525
3 000
22 320
Ui 000
1 190
A rea das matas do municpio de 2 800 hectares.
O Municpio possui 44 estabelecimentos (35 de gneros
alimentcios, 1 de louas e ferragens e 8 de fazendas e ar-
marinhos) . O nmero de operrios ocupados na inds.:.
tria de 100. Foram realizados estudos geolgicos por
tcnicos do Govrno que positivaram a existncia de petr-
leo no municpio. H crca de 4 anos foi levada a efeito,
a 18 quilmetros da sede, a perfurao, no sendo pOrm
encontrado o ouro negro. So consumidores do munic-
pio: So Paulo, Sorocaba e ltapetininga. A pecuria
considerada a principal atividade econmica do munic-
pio. O consumidor do gado de Angatuba So Paulo.
As fbricas mais importantes so: Polenghi, Indstria Bra-
sileira de Produtos Alimentcios Bertolli e Galbani S/ A.
MEIOS DE TRANSPORTE - servido por estrada de
rodagem que faz ligao da sede com os seguintes munic-
pios: Bofete (63 km); Buri, at a estao Angatuba
(19 km); Guar (25 km) via Itapetininga (81 km); Para-
napanema ( 45 km); Itapetininga (54 km) at a estao
Angatuba (19 km); Itatinga (46 km) e pela Estrada de
Ferro Sorocabana: Buri (47 km); ltapetininga (43 km).
Est ligado Capital do Estado, por meio de rodovia
(234 km) e por ferrovia (244 km). Possui um campo de
pouso e 3 estaes ferrovirias. Os automveis e cami-
nhes em trfego, so em nmero de 620 diriamente.
Esto registrados na Prefeitura Municipal: 43 automveis
e 73 caminhes.
COMRCIO E BANCOS -:- O comrcio do municpio
mantm transaes comerciais com So Paulo, Sorocaba,
Piracicaba e Itapetininga. Importa: acar, sal, farinha de
trigo, calados e tecidos. Possui 65 estabelecimentos vare-
jistas, 41 industriais, 1 agncia bancria e 1 agncia
da Caixa Econmica Estadual ( 31-XII-55) depsitos
Cr$ 3 830 413,10, 1146.
ASPECTOS URBANOS - A cidade tda asfaltada.
H no municpio 365 prdios servidos por iluminao el-
trica, 385 com gua encanada, 58 telefones e 1 cinema.
O consumo de energia eltrica mensal : iluminao
pblica 6 500 kWh, iluminao particular 22 000 kWh e
fra motriz 18 000 kWh.
ASSISTNCIA MDICO-SANITARIA - A populao
assistida por 3 mdicos, 1 advogado, 1 dentista, 3 farma-
cuticos, 1 engenheiro, possuindo tambm, 2 farmcias.
H um retiro para os desvalidos, com capacidade para 30
pessoas.
ALFABETIZAO - 38% da populao, de 5 anos e
mais, sabem ler e escrever.
ENSINO - Angatuba possui 36 unidades de ensino pri-
mrio fundamental.
Grupo Escolar "Fortunato de Camargo"
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - A Biblioteca do
Centro Literrio Jlio Prestes, semi-pblica, de carter ge-
ral conta com 450 volumes. O Municpio possui uma li-
vraria.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
RKALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria I Cr$)
1950 ....... 207 514 768 360 2 442 596 190 394 2 380 683
1951. ...... 356 502 957 224 4 303 602 248 293 4 183 512
1952 ....... 396 424 1 304 666 4 817 974 287 618 4 384 411
1953 ....... 477 825 1 981 093 ... .. . ..
1954 ....... 445 817 6 119 105 ...
:ili3 465
1 678 746
1955 ....... 778 088 6 219 125 2 705 869 2 916 540
1956 (1) ... ... ... 2 000 000 . .. 2 000 000
(1) Oramento.
PARTICULARIDADES ARTSTICAS- A Igreja Ma-
triz de Angatuba tem a porta de entrada feita tda a mo,
de raro valor artstico .
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS -:- Salto do rio
Paranapanema e Serra do Palmital.
FESTAS POPULARES - A principal comemorao
a festa do Divino Esprito Santo.
ATRAOES TURSTICAS- O Salto do Paranapanema,
situado no bairro do Salto, a 15 quilmetros da sede mu-
nicipal, atrai visitantes das redondezas em virtude de ser
muito praticada a pesca.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O municpio
possui 1 cooperativa. O nmero de eleitores inscritos (ou-
tubro 1955) de 3 295 e a Cmara conta com 11 verea-
dores. O Prefeito o Sr. Antnio Jos de Oliveira.
(Autoria do histrico - Alcyr Nogueira; Redao final - Ruth
Galvo; Fonte dos dados - A. M. E. - Alcyr Nogueira. )
ANHEMBI- SP
Mapa Municipal na pg. 93 do 11.
0
Vol.
HISTRICO- Antiga capela de Nossa Senhora dos Re-
mdios da Ponte do Tiet, primitivamente chamada Cor-
renteza Porta, tendo proviso de ereo em 2 de fevereiro
de 1862, no territrio de Botucatu, comarca de Itapeti-
ninga. Foi elevada a freguesia, pela Lei n.
0
3, de 20 de
fevereiro de 1866 e a vila, na comarca de Botucatu, pelo
Decreto n.
0
158, de 15 de abril de 1891, instalada no
dia 27 de abril de 1891. A Lei n.
0
1 021, de 6 de novem-
bro de 1906 mudou a denominao dsse municpio para
Anhembi.
Como Municpio foi criado com a freguesia de Nossa
Senhora dos Remdios da Ponte do Tiet (Anhembi) .
Foi incorporado o distrito de:
Pirambia, pelo Decreto n.
0
6 450, de 21 de maio de
1934; Anhembi passou a denominar-se Pirambia, pelo
Decreto n.
0
6 494, de 12 de junho de 1934, dando-se a
reinstalao do municpio na nova sede em 31 de outu-
bro de 1935.
O municpio de Pirambia, transferido para a comar-
ca de Conchas, pelo Decreto-lei n.
0
14'334, de 30 de no-
vembro de 1944, passou a denominar-se Anhem-
bi, pela Lei n.
0
233, de 24 de dezembro de 1948.
Consta atualmente dos seguintes distritos de paz:
Pirambia e Anhembi.
Anhembi foi um arraial fundado pelos bandeirantes,
margem do rio Tiet. A denominao primitiva, Capela
Nossa Senhora dos Remdios da Ponte do Tiet, nome
originrio da Padroeira do Arraial. Nossa Senhora dos Re-
mdios e de uma ponte existente sbre o rio Tiet, onde
os antigos tropeiros vindos do Estado de Minas Gerais,
atravessavam-na em demanda ao Paran, transportando os
produtos de seu comrcio interestadual. A ponte ruiu h
mais de 50 anos.
Os indgenas davam ao rio Tiet a denominao de
Anhembi, que em portugus significa rio dos Inhambus;
esta foi a origem do nome da cidade.
LOCALIZAO - Anhembi est localizada a 22 48' .de
latitude sul e 48 07' de longitude W. Gr., distando da Ca-
pital 173 km.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
57
ALTITUDE - 469 metros.
CLIMA - Quente com invmo sco.
AREA - 728 km
2
.
POPULAO - De acrdo com o Censo de 1950 a po-
pulao de 5 119 habitantes, sendo 2 696 homens e 2 423
m'ulheres.
Estimativa do D.E.E. at 1.
0
-VII-1954: 5441 habi-
tantes.
AGLOMERAES URBANAS - H 2 glomeraes ur-
banas, a da sede municipal com 505 habitantes e a Vila
de Pirambia com 642 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS- A economia baseia-se
na lavoura do algodo, na lavoura do' caf e na criao
do gado bovino.
O valor e produo dos principais produtos do mu-
nicpio so:
PRODUTO UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(Cr$)
Algodo ..................... Arr6ba 40 000 6 000 000
........................ . 10 OO 6 000 000
Tijolos de argila ............. Milheiro 1 800 2 700 000
Quase a totalidade da produo agrcola do Municpio
vendida para Piracicaba.
A pecuria tem significao econmica, sendo que atu-
almente so engordados crca de 50 000 bovinos, vindos de
Mato Grosso e Barretos. Os bovinos so prin-
cipalmente, para So Paulo, e, em menor escala para Pira-
cicaba e Rio Claro.
A pesca praticada como atividade econmica, e to-
do pescado vendido para o municpio de Piracicaba.
As reas do municpio esto assim distribudas: La-
vouras permanentes: 286 ha; Lavouras temporrias: 4321
ha; Pastagens naturais: 13 126 ha; Pastagens artificiais:
44 987 ha; Matas naturais: 6 439 ha; Matas reflorestadas:
248 ha; Terras incultas: 4 015 ha.
A principal riqueza natural gua sulfurosa, embora
no esteja explorada econmicamente.
A indstria mais importante localizada no municpio
a Olaria Santo Antnio, de Ismael Morato do Amaral,
sendo tda produo vendida para Botucatu. Os oper-
rios ligados diretamente produo so em nmero de 20.
Os estabelecimentos comerciais so: Gneros aliment-
cios 12; louas e ferragens 3; Fazendas e armarinhos 6.
O consumo mdio mensal de fra motriz de 3 000
kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - Anhembi servida pela
Estrada de. Ferro Sorocabana, que passa pelos distritos de
Pirambia e Bento Ferraz, numa extenso de 12 km dentro
do municpio.
As estradas de rodagem existentes no municpio al-
canam 624 km.
A estimativa dos :veculos que trafegam, na sede mu-
nicipal de 7, entre automveis e caminhes. H 21 au-
tomveis e 27 caminhes registrados na Prefeitura Muni-
cipal.
58
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
. transao com So Paulo, Piracicaba, Rio Claro e Batuca-
tu; e importa tecidos, materiais para construo (exceo
de tijolos e telhas), gneros alimentcios, armarinhos, ma-
teriais eltricos, bebidas e produtos farmacuticos.
H 3 estabelecimentos industriais e 11 varejistas na
sede Municipal.
Anhembi tem uma agncia .da Caixa Econmica Es-
tadual, com 231 cadernetas em circulao em 31-XII-955,
cujo valor dos depsitos at a referida data era de
Cr$ 2 432 505,20.
ASPECTOS URBANOS - Anhembi dotada de gua
encanada; luz eltrica domiciliar e pblica, com 157 liga-
es eltricas, sendo o consumo mdio mensal para ilumi-
nao pblica de 3 000 kWh e para iluminao particular
de 7 000 kWh; 8 aparelhos telefnicos instalados; servio
telegrfico da Estrada de Ferro Sorocabana, localizada em
Pirambia; servio postal e servio de limpeza pblica
municipal.
ASSIST:S:NCIA MDICO-SANITARIA - H, somente,
uma farmcia e um farmacutico.
ALFABETIZAO- De acrdo com o Censo de 1950,
46,21% dos homens e 36,19% das mulheres maiores de
5 anos so alfabetizados.
ENSINO - H somente, o Grupo Escolar de Anhembi.
FINANAS PTBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNICIPIO
Total TributAria (Cr$1
1!150 ....... - 5!1!1 !1!10 554 71!1 74!1 733 146
1951 ....... - 985 647 877 !122 164 454 8117 548
1!152 ....... --
837 617 710 041 163 32!1 607 124
1!153 ....... - 836 383 1 001 285 169 338 5!14 760
1!154 ....... ... 1 021 134 1 235 128 167 372 1 080114
1955 ....... ... 1 685 497 1 549 827 210 80!1 1 837 120
1956 (1) ... ... . .. 800 000 . .. 800 0!10
(1} Ortamcnto.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- O acidente
geogrfico mais importante o rio Tiet, que significa rio
dos Inhambus.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E
- Tradicionalmente, realizado no municpio a festa do
Divino Esprito Santo, em todo ms de maio. Consiste
em transportar, em canoa, atravs do rio Tiet um estan-
darte do Divino Esprito Santo, usando os acompanhantes
uniformes azul e branco.
comemorado o dia 15 de abril, data da instalao
do Municpio.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Os habitantes
do municpio so denominados anhembienses.
H 9 vereadores em exerccio e o nmero de eleitores
em 31-X-1955 era de 1997. O Prefeito o Sr. Vadi Jorge.
(Autoria do histrico - Hlio Pedro Stephanini; Redao final
- Ronciel Samartini; Fonte dos dados - A. M. E. - Hlio Pedro
Stephanini. )
ANHUMAS- SP
Mapa Municipal na pg. 391 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Quando em 1875 Maylasky levava ao
Supiriri os trilhos da Sorocabana, est'lva longe de prever
o surto que tomaria sua obra. Nesse tempo, em pleno
serto, um pioneiro dotado de energia indmita dos bandei-
rantes desbravava a selva. tsse desbravador dos rinces
do rio Anhumas viera de Passos. Acompanhavam-no sua
mulher, um cunhado de nome Domingos Vieira de Sousa
e vrios escravos. As lutas contra os ndios no tardaram,
porm o desbravador no esmorecia, afeioara-se ao serto,
preferindo sses embates com os silvcolas, ao trato com
gente civilizada.
Os mapas designavam essa regio compreendida entre
os rios Anhumas, Paranapanema, Peixe e Aguape, como
sendo desconhecida e habitada por selvagens. Outras car-
tas geogrficas, contudo, trazem o nome do pioneiro Do-
mingos Ferreira de Medeiros, como dominador da regio.
A primitiva posse do desbravador, constituda das fa-
zendas Anhumas e Laranja Doce, media 30 000 alqueires,
tendo sido adquirida de Joo de Oliveira e de um tal
Brando, por trs contos de ris. Nota-se, portanto, que
os Medeiros muito fizeram pela colonizao dessa regio.
Conta-se que, certa vez, os ndios ganharam uma batalha
contra os Medeiros, retrocedendo stes para cidades dis-
tantes como Salto Grande e Botucatu.
Com a penetrao dos civilizados vieram as demandas
judicirias pela manuteno de posse sbre essas glebas.
luta contra os ndios sucedeu a contra os "grileiros" .
O intersse despertado por esta zona foi grande,
atraindo imigrantes e em conseqncia surgiu o povoado
de Anhumas, erguendo-se o seu primeiro cruzeiro a 6 de
agsto de 1922.
Anhumas tomou-se distrito de paz pela Lei n.
0
2 309,
de 14 de dezembro de 1928, pertencendo ao territrio. do
municpio de Presidente Prudente.
Pela Lei n.
0
2 456, de 30 de dezembro de 1953, foi
desmembrado do municpio de Presidente Prudente e ele-
vado categoria de municpio.
LOCALIZAO - Anhumas est localizada na regio
compreendida entre os rios Anhumas, Paranapanema, Peixe
e Aguape; no percurso da Estrada de Fen'b Sorocabana,
no sendo atravessada por esta estrada. Limita-se ao sul
e a oeste com o municpio de Pirapzinho e a leste com os
municpios de Regente Feij e Taciba.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
AREA - 314 km2.
POPULAO - O censo de 1950 acusa o total de 8 443
habitantes ( 4 514 homens e 3 929 mulheres), sendo 863
habitantes ( 469 homens e 394 mulheres) na zona urbana
e 7 580 habitantes ( 4 045 homens e 3 535 mulheres) na
zona rural.
A estimativa do D.E.E. de 1.
0
-VII-1954 acusa 8974
habitantes, sendo 917 na zona urbana e 8 057 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - A nica existente a
da sede municipal.
ECONOMICAS- Predomina como ativi-
dade econmica a agricultura e a pecuria, desempenhando
esta ltima _um papel importante na economia do
Municpio.
O valor e a produo dos 5 principais produtos agr-
colas do municpio (ano de 1956) so:
PRODUTO UNIDADE QUANTIDADE
Algodio em caroo. . . . . . . . . . . Arr6ba
Caf4!........................
Feijio....................... Saco 60 kg
Batata ..................... .
Milho ...................... .
350 000
7 650
2 500
30 000
7 500
VALOR
I Cr$\
SI 500 000
5 355 000
I 025 000
9 000 000
I 350 000
O principal produto industrial, no ano de 1956, foi a
madeira serrada, cuja produo atingiu 454 m
3
, no valor
de Cr$ 613 900,00.
A nica indstria existente no municpio a Serraria
Excelsior, sendo o nmero de operrios industriais 19.
Os produtos agrcolas so consumidos por So Paulo,
Santos, Regente Feij e Presidente Prudente.
O gado exportado para So Paulo, que o principal
centro consumidor.
H no municpio 30 estabelecimentos de gneros ali-
mentcios, 9 de louas e ferragens e 5 de fazendas e ar-
marinhos.
O consumo mdio mensal de fra motriz de
3870 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - As estradas de rodagem
que servem o municpio atingem 76 km de extenso.
O nmero de veculos em trfego na sede municipal,
diriamente, de 100 entre automveis e caminhes. Na
Prefeitura Municipal esto registrados 18 autom6veis e 19
caminhes.
COMRCIO - O comrcio local mantm transao com
Regente Feij, Presidente Prudente, Martinpolis, Pira-
pzinho e cidades do norte do Paran. Importa de outras
localidades: acar, farinha de trigo, leo, sal, tecidos,
armarinhos, ferragens, louas e bebidas.
H 7 estabelecimentos atacadistas, 43 varejistas e 1
industrial, servindo a sede municipal.
ASPECTOS URBANOS - A cidade conta com luz eltri-
ca, sendo de 164 o nmero de ligaes domiciliares; rde
telefnica, com 21 aparelhos ligados; 2 penses com dirias
mdias de Cr$ 90,00 e 1 cinema.
O consumo mdio mensal para iluminao pblica
de 900 kWh, e para iluminao particular de 3 870 kWh.
59
ASSIST:tNCIA MDICO-SANITRIA - H, apenas,
na sede municipal 2 farmcias, um farmacutico e um
cirurgio-dentista .
ALFABETIZAO - De acrdo com o censo de 1950,
na sede municipal, havia 63,32% de homens e 48,98% de
mulheres, maiores de cinco anos, alfabetizados.
ENSINO - H no municpio o Grupo Escolar Coronel
Francisco Whitaker e 8 escolas isoladas estaduais.
ORAMENTO OU RECEITA MUNICIPAL PARA 1955
- Em 1955, a receita arrecadada foi de:
Federal: Cr$ 178 500 - Estadual CrS 1 568 329 e
Municipal total de: Cr$ 1116 111, sendo a receita Tribu-
tria de Cr$ 386 261 .
EFEMRIDES E FESTAS POPULARES - Os muni-
cpes comemoram o dia 13 de dezembro em homenagem
a Santa Luzia, padroeira da cidade; 1.
0
de janeiro, data
da instalao do municpio e 6 de agsto, data do ergui-
mente do primeiro cruzeiro, marco da fundao do
povoado. Nesses dias decretado feriado municipal.
O principal festejo popular o carnaval.
OUTROS ASPECTOS DO MUNIClPIO - A denomi-
nao local dos habitantes anhumenses. A 3 de outubro
de 1954 foi _eleito o primeiro prefeito, Senhor Segundo
Manoel Gardins, que foi, entretanto, sucedido pelo Vice-
-Prefeito eleito, Sr. Alberto Pelezari.
A Cmara Municipal, constituda de 9 vereadores foi
eleita, tambm, a 3 de outubro de 1954.
Havia 1 250 eleitores em 3 de outubro de 1954. O
Prefeito o Sr. Segundo Manoel Gardin.
(Autoria do histrico - Senhores Rubens Miranda e Alberto
Pelezari; Redao final - Ronoel Samartini; Fonte dos dados -
A. M. E. - Rubens Miranda Silva. )
APARECIDA- SP
Mapa Municipal na pg. 609 do 7.
0
Vol.
HISTRICO - Aparecida est situada no fertilissimo
Vale do Rio Paraba, entre os Municpios de Guaratin-
guet e Pindamonhangaba, Lagoinha e Taubat.
A Serra da Mantiqueira, paralela ao curso do rio
Paraba, projeta-se justamente onde, de todo o percurso
do rio Paraba, ste trecho toma a forma de um "M".
Nesse local foi encontrada. a Santa da Capela, Nossa
Senhora Aparecida. O Rio Paraba navegvel e no
tempo da colonizao, foi a rota dos Bandeirantes.
Aparecida conta atualmente com uma populao esti-
mada em 15 088 habitantes, havendo pequena colnia
estrangeira, com predominncia dos srios, que concorre
muito para o desenvolvimento comercial da cidade. a
nica cidade brasileira que tem ligao com So Paulo,
Rio de Janeiro e Minas Gerais, corn trfegos pelo Muni-
cpio, em transportes coletivos, de 15 em 15 minutos,
diriamente, alm da Estrada de Ferro Central do Brasil,
60
com 14 trens de passageiros, com ponto de parada nesta
cidade.
Em 13 de maio de 1877 a Estrada de Ferro Central
do Brasil inaugurou a estao de Aparecida. A estrada
de Rodagem Rio - So Paulo passava dentro da cidade.
Atualmente margea o permetro urbano a Rodovia Presi-
dente Dutra.
:Qomingos Garcia, Joo Alves e Felipe Pedroso afir-
mam ter em 1717, pouco mais ou menos, encontrado no
prto do ltaguau uma imagem sem a cabea. Logo mais
abaixo foi tirada na rde dos pescadores, a cabea da mes-
ma imagem . Passando pela Vila de Guaratinguet os
governadores das Minas e de So Paulo, Conde de Assumar,
D. Pedro de Almeida, a Cmara convocou todos os pesca-
dores da regio para fornecerem pescados para o gape do
dia, na passagem dos visitantes por aquela Vila.
Entre outros faziam parte da pescaria Domingos Gar-
cia, Joo Alves e Felipe Pedroso. Os pescadores partiam
do. Prto de Jos Correia Leite at o Prto do ltaguau,
sem sequer conseguir um peixe. J estavam exaustos e.
preocupados, diante dos compromissos assumidos com a
Cmara. Foi justamente neste Prto que Joo Alves tirou
o corpo da Imagem sem a cabea e lanando novamente a
rde tirou a cabea da mesma imagem. Dsse momento
em diante a pescaria prosperou de tal maneira, milagrosa-
mente, a ponto de pr em perigo a canoa dos pescadores,
com o pso dos peixes pescados. E, assim, com a fra
dos .milagres de Nossa Senhora Aparecida, ficou fundada
a cidade de Aparecida e a imagem consagrada "Rainha do
Brasil" e sua cidade, Capital Espiritual do Brasil.
O distrito de Aparecida foi criado pela Lei Provin-
cial n.O 19, de 4 de maro de 1842, sendo suprimido dois
anos depois, em 15 de maro, pela de n.
0
38. Foi restau-
rado 36 an()l; depois pela Lei n.
0
131, de 25 de abril de
1880. Mais uma vez exautorado pela Lei n.
0
3 de 15 de
fevereiro de 1882, foi definitivamente restabelecido pelo
Decreto estadual n.
0
147, de 4 de abril de 1891. Recebeu
foros de Vila pela Lei Estadual n.
0
1 038, de 19 de dezem-
bro de 1906. Em 1911, o Distrito de Aparecida figurava
anexo ao Municpio de Guaratinguet. A Lei n.
0
2 312, de
"17 de dezembro" de 1928 criou o Municpio de Aparecida
desmembrando-o de Guaratinguet, elevando sua sede a
categoria de cidade, foi instalado em 30 de maro de 1929.
O Municpio de Aparecida se compe atualmente de
dois distritos de Paz: o do mesmo nome e o distrito de
Roseira criado por fra do Decreto Estadual n.
0
14 334,
de 30 de novembro de 1944. ste ltimo foi criado com
partes dos . territrios dos Distritos de Aparecida e Pinda-
monhangaba. O Municpio est subordinado Comarca e
Trmo judicirio de Guaratinguet.
Em 31-XII-1955, contava o Municpio com 13 verea-
dores em exerccio e 3 863 eleitores inscritos .
LOCALIZAO - A sede do Municpio de Aparecida
est localizada no traado da Estrada de Ferro Central do
Brasil, a 201 km da Capital do Estado, na zona fisiogr-
fica do Mdio Paraba.
Ladeira Monte Carmelo
As coordenadas geogrficas da sede municipal so as
seguintes: 22 50' de latitude sul e 45 13' de longitude
W. Gr.
Posio do Municipio em relao ao Estado e sua Capitql.
ALTITUDE - 554 metros.
CLIMA - Quente, com invernos secos, e as seguintes tem-
peraturas: Mdia das mximas- 37,4 C. Mdia das m-
nimas - 6,8 C. Mdia compensada - 22,8 OC. A altura
total da precipitao no ano de 1431 mm.
REA - 241 ]qn
2

POPULAO- Censo de 1950: populao total do Mu-
nicpio 15 088 habitantes (7 680 homens e 7 408 mulhe-
res ), sendo que 36% dessa populao se localiza na zona
rural.
Estimativa do DEESP para o ano de 1954 -Total
16 038 sendo 5 822 habitantes na zona rural.
AGLOMERAOES URBANAS - O Municpio conta
com dois centros urbanos: o da sede do Municpio, com
8 759 habitantes, e o da sede do Distrito de Roseira, com
852 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS- As bases da economia
do Municpio esto intimamente ligadas ao turismo por
ser Aparecida o maior centro de concentrao religiosa do
Brasil. Assim os romeiros visitantes muito concorrem para
a vida local atravs dos meios de hospedagem, do comrcio
de artigos de quinquilharias e de objetos religiosos.
A principal atividade econmica do Municpio a
criao do gado leiteiro. Em 1956 a produo de leite
foi de 5 236 900 litros no valor de CrS 21 538 000,00. No
h exportao de gado, mas sim importao dos Muni-
cpios de Cunha, Guaratinguet e algumas localidades do
sul de Minas Gerais, principalmente do gado para corte.
A produo agrcola - milho, arroz, feijo, etc. -
pequena, e se destina ao consumo local, sendo que a maio-
ria dos gneros de primeira necessidade so importados de
outros Municpios. As atividades agrcolas so mais acen-
tuadas no Distrito de Roseira que no de Aparecida.
H na regio extrao de pedras, areia e pedregulhos
para construo em geral. Conta o Municpio com gran-
des emprsas de pedreiras que se dedicam extrao de
pedras brutas e aparelhadas para as indstrias do ramo
em todo o Vale do Paraba.
A rea de matas naturais ou formadas aproxima-
damente de 40 km
2

O produto do reflorestamento utilizado na fabricao
de papel e celulose, principalmente o bambu, que culti-
vado no Municpio, e a palha de arroz (folhagem).
61
Vista Parcial
Entretanto a matria-prima
dstrias locais trazida de outros
A produo de papel, em 1956,
Cr$ 121962 000,00.
consumida
Municpios
atingiu o
nas in-
vizinhos.
valor de
H no Municpio 19 estabelecimentos industriais,
ocupando crca de 735 operrios (650 homens e 85 mu-
lheres), sendo principais os seguintes: Fbrica de Pa-
pel Nossa Senhora Aparecida S. A., Fbrica de Artefatos
de Borracha Nossa Senhora Aparecida S. A., e Cermica
de Joo Maria Felippo e Pedro Maria Filippo.
O consumo mdio mensal de energia eltrica, como
fra motriz, de 5 800,700 kWh aproximadamente.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio de Apare-
cida servido por 1 ferrovia, Estrada de Ferro Central do
Brasil, com 14 trens em trfego diriamente, com 2 esta-
es: 1 em Aparecida e outra no Distrito de Roseira;
2 rodovias municipais e pela rodovia federal "Presidente
Dutra" (Rio - So Paulo) que margeia o permetro
urbano da cidade.
Tem comunicao direta com a Capital Federal, da
qual dista 321 km por rodovia e 298 km por ferrovia, e
com a Capital do Estado de So Paulo, 194 lcm por rodovia
e 201 km por ferrovia.
Comunicao com as cidades vizinhas:
- rodovia, 4 km; ferrovia, 5 km. Pindamonhangaba -
rodovia, 28 km; ferrovia, 28 km. Taubat -- rodovia via
Pindamonhangaba, 45 km; ferrovia, 46 km. So Lus do
Paraitinga - rodovia, via Taubat, 104 km; rodovia, via
Pindamonhangaba e Lagoinha, 83 km. Misto: (a) ferrovia
at Taubat, 46 km; (b) rodovia, 59 km.
Morro dos Coqueiros
6.2
O nmero estimado de veculos em trfego na sede
Municipal, diriamente, de 105 automveis e caminhes.
H no Municpio, 2 emprsas de nibus.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as praas de Guaratinguet, Taubat, So
Paulo e vrios Municpios do Paran.
H no Municpio 19 estabelecimentos industriais, 210
comerciais, 2 agncias bancrias e 1 agncia da Caixa Eco-
nmica Estadual com 59 cadernetas em circulao e dep-
sitos no valor de Cr$ 103 288,90, em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS - Aparecida possui 47 ruas,
sendo 60% pavimentadas em paraleleppedos.
90% dos prdios so servidos pela rde de esgotos e
de gua encanada, havendo 1 700 domiclios abastecidos
de gua.
H no Municpio iluminao pblica e 1 605 ligaes
eltricas domiciliares, sendo o consumo mdio mensal de
energia eltrica para iluminao pblica 82 620 kWh e
para iluminao particular 209 305 kWh; 326 aparelhos
telefnicos instalados; correio e telgrafos; 38 hotis, com
uma diria de Cr$ 140,00; 22 penses; e 3 cinemas.
O nmero de veculos registrados na Prefeitura Mu-
nicipal de 113 automveis e 37 caminhes.
O Municpio servido de transportes urbanos por em-
prsas particulares e uma Companhia de Bondes Eltricos
que faz tambm a linha intermunicipal de Aparecida a
Guaratinguet.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA - Em Aparecida
h uma Santa Casa de Misericrdia, com 70 leitos, mantida
e administrada pelo Conselho da Irmandade. A Diretoria
da Baslica Nacional, com auxlio da caridade pblica
mantm um asilo velhos, com capacidade para 30
pessoas, de ambos os sexos; o Conselho Vicentino, tambm
com a cooperao da caridade pblica, mantm vrias
vilas para pobres com possibilidade de alojamento para
100 pessoas.
Conta o Municpio com 1 Centro de Sade, 7 Far-
mcias, 2 Mdicos, 7 Dentistas e 7 Farmacuticos.
ALFABETIZAO - Da populao presente, de 5 anos
e mais (12837 habitantes), 48% sabem ler e escrever.
ENSINO - H na cidade dois grandes colgios religiosos,
o Seminrio Menor Metropolitano de So Paulo e o Semi-
nrio de Santo Afonso, que se destinam formao de
sacerdotes catlicos e abrigam grande leva de estudantes
de todo o pas.
H 1 ginsio municipal, 4 grupos escolares e 17 esco-
las primrias isoldas .
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H no Municpio
trs bibliotecas particulares, excepcionalmente franqueadas
aos estudantes dos Seminrios locais. So elas: 1) Bi-
blioteca "So Geraldo", da Congregao Mariana, com
2 300 volumes; 2) Biblioteca "Santo Afonso", da Con-
gregao dos Padres Redentoristas, com 6 500 volumes;
3) Biblioteca "Padre Andrade", da Baslica Nacional,
funcionando junto Pia Unio das Filhas de Maria, com
3 400 volumes.
Possui 1 jornal semanano, "Santurio de Aparecida",
com grande tiragem e circulao em todo o pas; o Alma-
naque da Baslica Nacion-al "Ecos Marianos", que uma
revista ilustrada, anual; 1 radioemissora; 3 tipografias;
4 livrarias e 1 Sindicato dos Operrios da Indstria .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
IIIIUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tribut6ria (Cr$)
1950 ....... 2 109 240 2 590 121 1 498 079 958 384 I 601 607
1951 ....... 4 918 348 4 486 351 2 023 726 1 219 047 2 138 989
1952 ....... 8 751 463 4 912 192 2 608 324 1 509 848 2 391 159
1953 ....... 5 532 246 6 660 594 3 497 239 1 877 893 2 660 937
1954 ....... 11 413 382 8 600 236 3 863 949 2 064 219 3 322 363
1955 ....... 13 977 750 10 056 056 6 311 425 2 600 420 7 295 396
lll56 (1) ... ... ... 5 500 000 ... 5 500 000
(I l Oramcntt>.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEM:tRIDES
- Existem dois conjuntos de congadas, muito bem orga-
nizados, no Municpio. So muito concorridas as festas
de Santa Terezinha, So Roque, e a de So Benedito
realizada anualmente na igreja do mesmo Santo com a
participao dos conjuntos de Congadas e Moambiques
vindos do sul de Minas Gerais e de Guaratinguet. As
festas de Nossa Senhora Aparecida so realizadas nos dias
7 e 8 de setembro e 8 de dezembro. No dia 17 de de-
zembro comemorada a data da emancipao poltica de
Aparecida, concorrendo para abrilhantar os festejos as orga-
nizaes e sociedades esportivas locais, havendo competi-
es de natao, corridas a p, futebol, bola-ao-cesto, etc.
OUTROS ASPECTOS DO MUNIC1P.IO- Igrejas: A
Braslica Nacional de Nossa Senhora Aparecida constitui
o mais precioso objetivo de turismo da cidade. H, ao
lado da igreja, uma "sala dos milagres", onde os devotos
depositam o objeto de suas promessas em sinal de reconhe-
cimento pelas graas recebidas.
No ptio da Baslica h um monumento Imaculada
Conceio em bronze, com base de granito; foi inaugurado
no dia 8 de setembro de 1904, tendo sido o projeto da
autoria do Dr. Augusto Pinto. O nmero de visitantes j
atingiu a 3 milhes de pessoas.
Est sendo iniciada a. construo da nova Baslica
Nacional, que dever ser o maior templo mundial, depois
da Igreja de So Pedro em Roma. Situa-se numa das
regies mais pitorescas do Vale do Rio Paraba, num pla-
nalto do lado direito do rio, a 200 metros da rodovia
Presidente Dutra.
Atrs da atual Baslica fica o morro do Cruzeiro, que
tambm constitui um atrativo aos visitantes pelas mara-
vilhosas grutas existentes na escalada do morro, no alto do
qual h uma imagem do Cristo Crucificado, tda iluminada.
O Prefeito o Sr. Jos Geraldo L. Valado.
(Autoria do histrico - Natal Leite; Redao final - Maria
Aparecida Ortiz Ramos Pereira; Fonte dos dados - A.M.E. -
Natal Leite.)
APIAt- SP
Mapa Municipal na pg. 417 do 10.0 Vol.
HISTRICO - As opinies sbre a criao do muni-
cpio de Apia, divergem em alguns pontos.
Francisco Xavier, foi o fundador da povoao que
teve o nome de Santo Antnio das Minas, devido a exis-
tncia de minrios em seu subsolo. Em J. 770 foi elevada
categoria de vila, com o nome de Santo Antnio das_
Minas de Apia.
Segundo algumas fontes, ste municpio teria sido des-
membrado do trmo da antiga vila de Sorocaba e criado
em 23 de maro de 1771, com sede na antiga povoao
de Santo Antnio das Minas de Apia, e, da ento a deno-
minao posterior de Apia.
Outras fontes, porm, afirmam que o povoado, fun-
dado por ordem de 23 de maro de 1771, em territrio
de Sorocaba, ordem esta referindo-se a Minas de Apia e
no fazendo referncia ao orago, foi chamado, ou melhor
foi elevado a Municpio no dia 14 de agsto de 1771, em
obedincia Portaria do Morgado de Mateus. Esta ele-
vao categoria de Municpio, foi ato do ento Gover-
nador da Provncia de So Paulo naquela poca, Luiz An-
tnio Botelho Mouro.
O seu territrio era constitudo pelos municpios de
Ribeira, Iporanga e parte do territrio do Estado do
Paran, pouco habitado, uja atividade consistia em tra-
balhos agrcolas e extrao de minrios.
Os primeiros habitantes vieram atrados pela notcia
de grandes jazidas minerais, cuja descoberta, segundo a
opinio dos historiadores data da poca seiscentista, ou das
grandes incurses das Bandeiras Paulistas.
A Sede Municipal por fra da Lei Estadual n.
0
1 038
de 19 de dezembro de 1906 recebeu foros de cidade.
FORMAO ADMINISTRATIVA JUDICIRIA
Nas divises administrativas, referentes aos anos de 1911
a 1933, o Municpio de Apia se compunha dos distritos
de Apia e Itaca. De acrdo com a diviso territorial
datada de 31-12-1936, o referido Municpio compreende
os distritos de Apia, Capoeiras, Itaca e Iporanga. :f!:ste
ltimo no consta da diviso territorial de 31-12-1937, na
qual os demais nenhuma alterao sofreu.
No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual n.
0
9 073 de
31 de maro de 1938, e no fixado pelo Decreto Estadual
n.
0
9 775 de 30 de novembro do mesmo ano, para vigorar
no qinqnio 1939-1943, continuava a figurar os distritos
de Apia, Capoeiras e Itacoa, como componentes do Mu-
nicpio de Apia.
No quadro fixado pelo Decreto-lei Estadual n.
0
14 334,
de 30 de novembro de 1944 que estabeleceu a diviso terri-
torial administrativo-judiciria do Estado de So Paulo
vigente em 1945-1948, figurava o Municpio de Apia com
os distritos de Apia, Aracaba (ex-Capoeiras), Barra do
Chapu e Itaca.
Em virtude das alteraes introduzidas pelo citado
Decreto-lei Estadual n.
0
14 334, o distrito de Apia perdeu
parte de seu territrio para constituir os novos distritos
de Barra do Chapu e Itapirapu, respectivamente, dos
Municpios de Apia e Ribeira.
69
Pela Lei n.
0
80 de 25 de agsto de ll892, foi criada
a Comarca de Apia, e pela Lei n.
0
7 087 de 10 de abril
de 1935, a mesma foi suprimida.
Na diviso territorial datada de 31-12-1.936, o Muni-
cpio de Apia pertence ao trmo judicirio de Faxina
(agora ltapeva), da comarca do mesmo nome. Apesar de
ter a Lei n.
0
2 840 .de 7 de janeiro de 1937, restaurado a
comarca, ainda na diviso territorial de 31-12-1937, o
Municpio de Apia aparece subordinado ao trmo e
comarca de Faxina.
No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual n.
0
9 073
de 31 de maro de 1938, e no fixado pelo Decreto-lei Esta-
dual n.
0
9 775 de 30 de novembro do mesmo ano, para
vigorar no qinqnio de 1939-1943, constitui o Municpio
de Apia o trmo nico da comarca do mesmo nome, trmo
ste formado pelos Municpios de Apia, lporanga e
Ribeira.
LOCALIZAO - A Sede Municipal se localiza a 24 30'
de latitude sul e 48 50' longitude W. Gr. estando a
247 km da Capital. Limita-se com Itarar, lporanga, Ri-
beira, Ribeiro Branco.
Posio do Municpio em relao ao E$tado e sua Capital.
ALTITUDE - 1 050 metros.
REA- 1913 km
2

POPULAO - Em 1950, de com o Recensea-
mento, a populao do municpio era de 12 633 habitantes,
dos quais 6 356 homens e 6 277 mulheres. A distribuio
nos quadros urbano, suburbano e rural apresentava os. se-
guintes resultados: 1575 - 463 e 10 595. Quanto aos dis-
tritos de paz, a distribuio assim se aJ>resentava: Apia -
4 153; Aracaba - 3 035; Barra do Chapu - 3 048 e
Itaca - 2 397. Populao total do municpio estimada
(1.
0
-VII-54) - 13400 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS - A aglomerao mais
significativa a sede municipal, que contava em 1950 com
1172 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS - Salientam-se entre as
atividades produtoras; a plantao de tomates, a criao
de sunos e a extrao de minrios (chumbo e prata),
cabendo ainda destaque para a produo de conservas ali-
mentcias (palmito) e indstria da madeira (serraria). O
Municpio possui grandes reservas florestais no sendo,
entretanto, estimadas. Mantm comrcio ativo com os
municpios vizinhos.
MEIOS DE TRANSPORTE - A ligao com a Capital
do Estado se faz por rodovia ( 329 km) ou por rodovia at
ltapeva (84 km) e desta cidade at So Paulo pela
E. F. S. ( 339 km) . Comunica-se ainda por rodovia com
lporanga (42 km), Itapeva (84 km), Itarar (154 km),
Capo Bonito (97 km), Ribeira (32 km).
ASPECTOS URBANOS- O distrito da sede conta com
gua encanada ligada rde e luz eltrica domiciliar e
pblica. As ruas so apenas pedregulhadas, no havendo
rde de esgotos e servio telefnico.
MDICO-SANITARIA- Embora exista
um hospital do Estado, no est em funcionamento, o
mesmo ocorrendo com o Psto de Sade.
ENSINO - H 1 grupo escolar e 24 escolas rurais. Na
sede municipal funciona o Ginsio Estadual.
ALFABETIZAO- Em 1950, numa populao total de
10 581 indivduos com 5 anos e mais, apenas 3 678 eram
alfabetizados, o que denota a importncia do problema.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- omunicpio
apresenta aspecto montanhoso. As serras do Mar e Para-
napiacaba se ramificam e nos vales profundos correm vrios
rios, entre les o Ribeira de lguape. No Rio Palmital
existe a queda do Calabouo, uma das particularidades mais
importantes do municpio.
MANIFESTAES FOLCLRICAS - Salvo as festas
religiosas de So Joo, So Pedro, So Paulo e Natal, no
h outras manifestaes de relvo. A principal festa reli-
giosa realizada no municpio a do Senhor Bom Jesus de
Araaba.
OUTROS ASPECTOS - O nmero de eleitores inscritos
de 2 159; a representao popular se faz por 11 verea-
dores. H 3 hotis e 1 cinema na sede municipal. O Pre-
feito o Sr. Isaas Teixeira da Silva.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria (Cr$)
1950 ....... 286 772 769 056 810 145 268 659 831 785
1951. ...... 371 248 I 043 323 864 492 253 697 . I 145 331
1952 ....... 402 563 1 225 460 744 585 314 599 613 735
1953 ....... 635 505 1 511 341 1 095 618 341 021 755 702
1954 ....... 787 651 2 113 038 ... . .. 1 309 178
1955 ....... 932 400 2 606 116 1 591 590 466 349 1 431 006
1956 (1). .. ... ... 1 030 000 . .. r) 1 030 ooo
(1) Oramento. c) Dados aujeitos a
(Histrico - Pedro M. de Oliveira; Redao final - Olavo
Baptista Filho; Fonte dos dados - A. M. E. - Pedro Marcondes
de Oliveira. )
ARAATUBA - SP
Mapa Municipal na pg. 173 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Em 2 de dezembro de 1908 foi inaugu-
rada a pequena estao ferroviria da Estrada de Ferro
Noroeste do Brasil e, devido de aras na-
quela regio, denominaram-na Araatuba. Marginando os
trilhos da estrada de ferro foram feitos, por Joaquim Ma-
chado de Anelo e Miguel Caputti, derrubadas numa rea
de 10 alqueires de mata.
A regio era inspita e os silvcolas hosts aos homens
brancos. Os nativos dominavam e defendiam a sua terra;
matavam e expulsavam os destemidos desbravadores da-
quelas paragens. A fundao de Araatuba feita de epi-
sdios sangrentos, de lutas em que se empenhavam de um
lado, os portadores do progresso e da civilizao, do outro,
os nativos que consideravam os primeiros verdadeiros in-
trusos, indesejveis.
Em 1912 os temveis "caingangs" praticaram uma ver-
dadeira chacina. Atacaram o nascente povoado, atearam
fogo nos casebres e trucidaram 14 operrios. Novo ataque
teve lugar no ano de 1913. Exterminaram 7 trabalhadores
que faziam uma derrubada de matas para Augusto Geraldo.
Ai, foram feitas as pnmeiras plantaes araatubenses. A
derrubada de Augusto Elyseo de Castro Fonseca ( 10 al-
queires de mata} situava-se onde, atualmente, o centro
da cidade. Foi por volta de 1914 que os primeiros lotes
de terra comearam a ser vendidos. Data dessa. poca a
construo da capela que tinha por padroeiro Santo Onofre.
No local da velha capela ergue-se, hoje, a Matriz de Nossa
Senhora da Aparecida. Estava, pois, comeando a produzir
seus primeiros frutos a semente lanada por uma pliade
de homens destemidos, corajosos e trabalhadores. O po-
voado crescia e o trabalho era rotineiro. Foi quando uma
turma de operrios, chefiados por Cristiano Olsen, no ano
de 1916, procedia ao levantamento do Rio Feio. Subita-
mente foram atacados e dizimados pelos silvcolas. O
pequeno povoado cobriu-se de luto com o triste evento.
Foi decisiva, para os destinos de Araatuba, a ao
de Jos Cndido. O recm-chegado, que chefiava uma
equipe de catequizadores, conseguiu apaziguar e convencer
os nativos que deixassem a regio mudando-se para a Serra
do Diabo.
Livre da ameaa de novos ataques dos silvcolas o
povoado cresceu e prosperou.
Era grande o nmero de famlias que chegava a Araa-
tuba, diriamente.
A luta contra as selvas era constante. A terra frtil
produziu com abundncia.
Elevada a distrito de paz, pela Lei n.
0
1 580 de 20
de dezembro de 1917, recebeu neste ano seus primeiros
fios telefnicos, que ligavam Araatuba a Birigui e Pen-
Vi1ta A6rea Parcial da Cidade
65
5 - 24 270
polis . Os primeiros fios de energia eltrica foram postos
em 1920.
A colonizao era feita racionalmente . Em cinco anos
mais de 3 000 famlias de agricultores brasileiros, italianos
e japonses tinham se estabelecido na regio. Os novos
braos que a lavoura adquirira incrementaram e elevaram
o nvel de produo da agricultura.
Pela Lei 1812, de 8 de dezembro de 1921, Araatuba
foi desmembrada de Penpolis, passando a ser municpio.
A c:omarca de Araatuba foi instalada em obedincia
Lei 1 887 de 8-XII-1922.
LOCALIZAO - Latitude Sul: 21 11' 51" - Longi-
tude: W. Gr. 50 25' 52". Posio relativamente Capital
(distncia em linha reta) 473 km - Direo - 56 40'
N.W.
Posio do Municpio em reloco ao Estado c sua Capital.
ALTITUDE- 379 metros.
CLIMA - Sco e quente. Temperatura em graus cent-
grados: mdia das mximas - 36,5; mdia das mnimas
- 11,2; mdia compensada - 25,5; precipitao no ano,
altura total (mm) 914,8.
REA - 2 535 km:!.
POPULAO- Pelo Recenseamento de 1950 o total do
Municpio de 54 452 - Homens 30 697 - Mulheres
27 755 - Sede total - 49 136- 25 084 Homens e 24 052
Mulheres- Major Prado. Total 10316--5613 Homens
- 4 703 Mulheres - Populao urbana -- 23 630; subur-
bana 3 442; Rural 32 380.
Escola Normal Livre de Araatuba
66
Fonte Luminosa
ATIVIDADES ECONMICAS - Araatuba condensa
suas atividades econmicas e seu nvel de produo poder
ser melhor apreciado pelo quadro demonstrativo abaixo:
PRODUTOS INDUSTRIAIS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(em Cr$ 1000)
Algodo beneficiado. .... ArrOba 540 000 160 000
a f ~ beneficiado ... ArrOba 60 585 35 139
Arroz beneficiado ............. Quilo 2 100 000 31 500
Mortadela, charque, lingia .. > 650 000 25 000
Mveis ........ ..... ....... - - 12 054
PRODUTOS INDUSTRIAIS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
EXTRATIVOS (em Cr$ 1 000)
Madeiras sC"rradaa ...... .
Telhas francesas ............. .
Pedras britadas ............. .
TiJolos comuna ............. .
Telhas comuns .............. .
m3
Milheiro
m3
Milheiro
10 000
2 000
36 000
14 soo
300
22 ooo
6 ooo
s 600
5 500
360
PRODUTOS AGRICOLAS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(em Cr$ 1 000)
------------ ---------- -------
Algodo em rama ... . ArrOba
a f ~ ............... . . .
Milho ................. . Saca
Feijo ...................... .
Arr<n ...................... .
806 000
121 170
69 600
7 360
54 400
116 870
70 278
16 704
5 659
22 848
Localizada em regio frtil a agricultura bem desen-
volvida. O municpio conta com uma ra de 7 000
hectares de matas e 8 hectares de eucaliptos. As indstrias
locais empregam 850 operrios. A madeira e a argila
constituem as riquezas naturais e o seu aproveitamento
feito em bases industriais. Os esteios da exportao de
Fonte Luminosa na Praa R. Barbosa Colgio Nossa Senhora Aparecida
Edifcio Paiva Araatuba Clube
produtos araatubenses so o algodo e o caf, que so
adquiridos pelas praas de So Paulo e Santos. O muni-
cpio grande criador de gado e a pecuria representa 70%
da economia agropecuria municipal. O seu gado adqui-
rido pela Capital do Estado. No municpio fabrica-se:
pente, laticnios e possui uma indstria de extrao de
cidos tnicos ( quebracho) . O consumo mdio mensal de
energia eltrica assim demonstrado: Iluminao pblica
- 81 131 kWh. Iluminao particular - 33 7 920 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido
pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, e est locali-
zado no km 280. Da, parte o ramal de Lussanvira. Na
linha-tronco h 2 estaes (Araatuba e Ferdinando
Labouriau) numa extenso de 22 km. H, no ramal de
Lussanvira 6 estaes: Engenheiro Taveira, Crrego Azul,
Aracangu; Sant Martin, Anhanga e Jacaracatinga, num
total de 72 km . Assim, Araatuba possui dentro do Muni-
cpio 94 km de estrada de ferro.
A sede municipal est ligada s seguintes localidades
- Birigui, rod: ( 31 km) ou ferrovia EFNOB 20 km;
Monte Aprazvel: ( 117 km) via Birigu e Turiba, Gua-
rarapes, rodovia ( 24 km) ferrovia EFNOB 29 km; Pereira
Barreto: rodovia ( 12 7 km) via Silvnia ou ferrovia
( 106 km) Lussanvira e da 8 km de rodovia; Valparaso,
ferrovia EFNOB (62 km) ou rodovia (50 km) via Gua-
rarapes. Nhandeara; rodovia (97 km) ou rodovia, por
Magda, 110 km; General Salgado - rodovia via Prto
Menezes e Vicentinpolis (94 km) ou rodovia via Major
Prado e Auriflama ( 85 km) . Bilac - rodovi.a; via Birigui
(44 km) ou rodovia (27 km) ou misto: a) ferrovia EFNOB
(20 km) at Birigui e b) rodovia (23 km); Lavnia, rodo-
via (67 km) ou ferrovia EFNOB (84 km) - Ligaes
com a Capital Estadual: Areo ( 4 70 km) ou rodovia
(475 km) ou ferrovia EFNOB (281 km) at Bauru e
C.P. E. Ferro em trfego mtuo com a E. F. S. J.
( 402 km) ou E. F. S. ( 425 km) . Rodovia Estadual So
Paulo-Mato Grosso - Corta o territrio municipal, ao sul
da sede, na direo sudeste-noroeste - numa extenso de
19,5 km.
O municipio possui 352 km de rodovias.
Localizado a 800 metros do centro da sede municipal
est o aeroporto que servido por vrias companhias de
navegao area, pousando, em mdia diria, 5 avies co-
merciais e 12 taxis-areos. As Fazendas Santa Izabel e
Aracangu so dotadas de campo de pouso.
Largamente estimado, o nmero de veculos em tr-
fego, diriamente na sede municipal de 18 trens e 700
automveis e caminhes.
O municpio conta, ainda, com 14 linhas de nibus
sendo: 5 urbanas, 1 interdistrital e 8 intermunicipais.
COMltRCIO E BANCOS - O Comrcio prspero e
bem desenvolvido, pois, mantm transao com as seguintes
localidades: So Paulo, Santos, Campinas,. Bauru e Lins.
Os artigos mais importantes so: tecidos; mquinas para
indstrtas e lavoura, veculos, ferragens, materiais de cons-
Finssimo Solar
Vista Central
Edifcio Araatuba Colgio Estadual
Faculdade de Odontologia e Farmcia Matriz N. S.
0
Aparecida
truo e medicamentos. O comrcio local composto dos
seguintes estabelecimentos: Gneros Alimentcios 386;
Louas e ferragens 8; - Fazendas e Armarinhos 60; -
Medicamentos 23; - Outros 229.
H 10 filiais de bancos: Banco do Brasil; Banco do
Estado de So Paulo S/ A; Banco de So Paulo S/ A; Banco
Noroeste do Estado de So Paulo S/ A; Banco Comercial
do Estado de So Paulo S/ A; Banco Nacional do Comrcio
e Produo S/ A; Banco da Lavoura de Minas Gerais S/ A;
Banco Popular do Brasil S/ A; Banco Bandeirantes do Co-
mrcio S/ A e Banco Amrica do Sul S/ A.
Est instalada 1 agncia da Caixa Econmica Esta-
dual com 8 535 cadernetas em circulao com depsitos
no valor de 32 594 4 76,10.
67
ASPECTOS URBANOS - A cidade pAana e bem tra-
ada. Podem os araatubenses desfrutar de todo o con-
frto que a moderna tcnica pe a servio do homem.
A cidade conta com os seguintes melhoramentos
pblicos urbanos: ,gua encanda - 4 094 ligaes; luz
eltrica - 6 388 ligaes; Logradouros pblicos iluminados
- 183 ligaes; Rde de esgto - 2 801 ligaes; Cala-
Av. Brasllia Jardim Nova Iorque - Postes de Mrmore
menta vias pblicas l- 40 asfalto; Area de> calamento -
130 000 m
2
; Telefone - 674; Transporte urbano - 1 em-
prsa com 4 nibus - circular; Entrega P'ostal - 1 agn-
cia do D. C. T. com servio de carteiros em todo o per-
metro urbano.
No setor de comunicao o municpio conta com o
Servio de telegrafia da Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil com oito estaes, alm de 1 estao radiotelegr-
fica; Servios telegrficos e radiotelegrficos do Departa-
mento dos Correios e Telgrafos; Estaes Radiotelegr-
fias das emprsas areas Real S/ A e Cruzeiro do Sul e
Estao Radiotelegrfica da Delegacia Regional d Polcia
de Araatuba.
A sede municipal possui 19 hotis e 18 penses, sendo
a diria cobrada, em hotel de nivel mdlio, Cr$ 100,00.
Conta, ainda, com 3 cinemas.
VIsta Parcial da Praa Rui Barbosa
-- Araatuba pos-
sui 4 hospitais dotados dos mais modernos recursos para
clinica, cirurgia e radiologia: Santa Casa de Misericrdia
de Araatuba - 140 leitos; Casa de Sade e Maternidade
68
Santa Terezinha - 17 leitos; Casa de Sade So
- 22 leitos; Hospital Francisco Barbosa - 60 leitos.
H 5 estabelecimentos que prestam assistncia aos
menores e desvalidos: Patrocnio Domiciliar e Asilo So
Vicente de Paula - 52 lugares; Sanatrio Benedita Fer-
nandes - 152 lugares; (s para crianas) - Asilo Abrigo
Ismael - 7 lugares; Lar da Velhice e Assistncia Social
- 30 lugares. -
dotada dos seguintes servios assistenciais da sade
pblica: Centro de Sade de Araatuba, Dispensrio de
Tuberculose, Dispensrio Regional Dermatolgico - Sub-
posto do Servio de Profilaxia da Malria e Psto de
Puericultura. Possui 23 farmcias e 39 mdicos.
ALFABETIZAO - Pelo Recenseamento de 1950, em
todo o municpio existem 25 690 pessoas, de 5 anos de
idade e mais, que so alfabetizadas. Dste total 14 732 so
homens e 10 958 mulheres. Na sede municipal h 8 700 ho-
mens e 7 619 mulheres alfabetizadas. Na Vila Major
Prado h: 68 homens e 40 mulheres alfabetizados, na re-
gio rural temos 5 964 homens e 3 299 mulheres, todos
alfabetizados.
ENSINO - O municpio de Araatuba o centro de cul-
tura e de educao para o qual converge grande nmero
de pessoas de uma grande regio do Estado de So Paulo
e de Mato Grosso. Conta com um grande nmero de esta-
belecimentos de ensino primrio e mdio:
Araatuba possui 83 escolas primrias isoladas. Por
decreto do Govrno Estadual foi criada a Escola de Far-
mcia e Odontologia de Araatuba . Apesar de ter sido
adquirido edifcio para sua instalao, ainda, no se en-
contra em funcionamento.
Possui: 8 tipografias, 6 livrarias e 5 bibliotecas; a
saber: Biblioteca Pblica Municipal Rubens Amaral; Bi-
blioteca Madre Cllia; Biblioteca D. Pedro II; Biblioteca
do Colgio Escola Normal Oficial Manoel Bento Cruz;
Biblioteca Associao dos Empregados do Comrcio de
Araatuba; e Biblioteca do Delegado Regional do Ensino
de Araatuba.
FINANAS PBLICAS
RBCBITA ARRECADADA (Cr$)
DBSPBSA
RBALIZADA
ANOS 11/Junlclpal
NO
11/JUNICIPIO
Fedeu I Baudual
(Cr$)
Total Trlbut6rla
--- -----
1950 ....... 15 810 295 15 447 !103 10 315 9015 5 881 1150 10 445 171
1951 ....... lO 599 4015 34 332 195 12 719 379 1515251591 !I 423 942
1952.. .... 14 6511 738 39 309 122 17 15815 743 10 129 670 17 204 1134
1953 ....... 115 7117 579 35 474 548 u 1564 472 12 4101590 15 881 270
1!154 ....... 18 833 005 51 375 1500 32 538 488 13 595 123 39 0153 0154
1955 ....... . .. 71 237 238 34 9415 803 15 1515 991 35 050 058
1956 (1) ... ... ... 29 342 000
-
29 342 000
(I) Orcamento.
PARTICULARIDADES ARTISTICAS - Os araatu-
benses erigiram, como smbolo de sua f, 14 templos cat-
licos, 4 protestantes e 1 budista . :S:ste ltimo pela sua
caracterstica arquitetnica, genuinamente oriental, apre-
senta um aspecto curioso.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICIPIO - Araatuba
origina-se da palavra indgena Ara (pequena goiaba) e
tuba corruptela de taba, (paragem, sitio), temos, assim,
paragens onde h abundncia de aras.
Os araatubenses, devido o esgotamento das terras,
abandonaram-nas e as transformaram em invernadas.
Merece destaque o vertiginoso crescimento da populao
da sede municipal. No Censo de 1950 Araatuba contava
com 27 692 habitantes. A populao em 31-XII-55, tendo
em vista o nmero de domiclios, foi estimada em 42 500
habitantes. O nmero de eleitores de 15 397 e o de
vereadores em exercicio de 19.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Os araatubenses
tm ao seu dispor jornais dirios e 2 semanrios, a saber:
"A Comarca" e ''Dirio de Araatuba", "O Debate" e o
"Home News". A cidade dotada de 1 radioemissora -
Rdio Cultura de Araatuba PRI-8, freqncia 1 330 kilo-
ciclos - ondas longas de 226 metros. Conta a cidade, com
um aeroclube "Aeroclube de Araatuba". O Prefeito o
Sr. Joaquim Geraldo Corra.
(Autor da histria - Onofre Barbosa Machado; Redator -
Antnio Carlos Valente; Fonte dos dados - A. M. E. - Onofre
Barbosa Machado. )
ARAOIABA DA SERRA - SP
Mapa Municipal na pg. 325 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - Por volta do ano de 1589, os bandeirantes
Afonso Sardinha, pai e filho e outros instalaram-se s mar-
gens de um ribeiro no sop da Serra de Araoiaba, jul-
gando que esta lhes seria dadivosa em ouro. Eis que, ao
invs do cobiado metal, surpreenderam-nos, nas esavaes
preliminares, minrios de ferro . em quantidade. Constru-
ram ento, um rstico forno margem do ribeiro men-
cionado. Como a produo, embora em boa escala, no os
saciava da sde de ouro de que estavam possudos, deixa-
ram a nascente fbrica de ferro (talvez a primeira em
nossa terra) entregue a nefitos da minerao, escravos na
sua maioria . Quando, no incio do sculo XVII, Don
Franscisco de Souza, administrador das Minas do Brasil e
Governador das Capitanias do Sul, visitou a fbrica de
ferro, adquiriu-a dos bandeirantes proprietrios. Como
Portugal, portanto, o Brasil tambm, nessa poca vivia sob
o domnio espanhol, o novo proprietrio - deu povoao
que ali se formava a denominao de So Felipe, em home-
nagem ao rio de Espanha. A povoao, sob o bafejo oficial,
de incio prosperou, para depois entrar em franca deca-
dncia . Com isso a maioria dos moradores deixou a povoa-
o e foram estabelecer.se num local denominado Itavuvu,
s margens do rio Sorocaba, dando assim, incio cidade
de Sorocaba. Ainda permanecia o Brasil sob o domnio
espanhol, quando Diogo de Quadro associa-se ao fidalgo
Don Francisco Lopes Pinto, para o reerguimento da F-
brica de Ferro lpanema, nome pelo qual ficou sendo conhe-
cida. Os fatos, porm, no lhe foram favorveis, pois logo
aps ste fidalgo vem a falecer. E assim debrua-se sbre
os fornos enegrecidos pelo abandono, a falncia inexorvel
que perdura at a poca da restaurao da soberania por-
tugusa. Depois de vrias tentativas e fracassos, em 1798,
Joo Manso Pereira remete ao soberano portugus amos-
tras dos produtos minerais extrados do grande morro, o
que propiciou a construo, pelo reino, de nova fbrica,
em vista do desenvolvimento metalrgico dos pases mais
adiantados da Europa e Estados Unidos. Com a constru-
o da nova fbrica h mais ou menos 5 km do morro
Araoiaba, margem esquerda do ribeiro lpanema, foram
contratados 3 engenheiros prussianos e entre les veio
Frederico Luiz Varnhagem, progenitor do eminente Histo-
riador Visconde de Prto Seguro. Em 19 de agsto de
1817, por alvar de Don Joo VI, foi criada parquia na
ento capela da fbrica de ferro lpanema, capela esta eri-
gida em louvor So Joo Batista. Frederico Luiz Gui-
lherme Varnhagem, diretor da fbrica, ao tomar conheci-
mento da criao da nova freguesia naquele estabeleci-
mento, representou ao govrno sbre a inconvenincia que
disso resultaria. vista dessa representao a maior
parte dos moradores pediu a mudana de freguesia para
Tatu, que nessa poca era apenas um bairro, mas Dom
Joo VI mandou declarar, por Alvar de 22 de fevereiro
de 1 820, que fsse conservada a parquia no lugar em que
fra criada. Entretanto, no sendo permitido aos mora-
dores nem o corte de madeiras, nem a edificao de casas
nos terrenos da fbrica, pediram ao bispo D. Matheus de
Abreu Pereira a mudana da sede da parquia para outro
local, ao que anuiu o mesmo bispo, por proviso de 20 de
fevereiro de 1821. No bairro de Campo Largo, antigo
pouso de tropeiros que se dirigiam para o sul em busca de
animais, o alferes Bernardino Jos de Barros mandara
construir uma capela de pau-a-pique, para colocar uma
imagem de Nossa Senhora das Dores, que tinha em sua
Visto do Cidade
casa . Como houvesse dvidas quanto ao local onde de-
veria funcionar a nova parquia, padre Gaspar Antonio
Malheiros, vigrio nomeado para a mesma, entra em acrdo
com o alferes Bernardino Jos de Barros e aps convocar
os moradores e todos concordarem, estabelece-se ali a nova
freguesia com o nome de Campo Largo, devido a suas ex-
tensas plancies .
Podem-se ento considerar fundadores de Araoiaba da
Serra, o alferes Bernardino Jos de Barros e o padre Gaspar
Antonio Malheiros. O Municpio com o nome de Campo
Largo de Sorocaba e territrio desmembrado do de .Soro-
cabe, foi criado pela Lei Provincial n.
0
23, de 7 de abril
de .1857, sendo sua sede elevada categoria de cidade
pela Lei Estadual n.
0
1 038, de 19 de dezembro de 1906.
Nas divises administrativas do Brasil referentes aos anos
de 1911 e 1933, o municpio de Campo Largo de Sorocaba
se compe de um s distrito, o de mesmo nome.
Em virtude do Decreto Estadual n.
0
6 530, de 3 de
junho de 1934, o referido municpio foi extinto. Segundo
a diviso territorial de 31-XII-1936, Campo Largo de Soro-
caba figura, simplesmente, como distrito judicirio do mu-
nicpio de Sorocaba. Foi reintegrado na categoria de mu-
69
nicpio, por fra da Lei n.
0
2 695, de 5 de novembro de
1936 sendo reinstalado em 27 de junho de 1937. Na di-
viso de 31-XII-1937 e no quadro anexo ao Decreto-lei
Estadual n.
0
9 073, de 31 de maro de 19:i8, o municpio
de Campo Largo de Sorocaba figura s com um distrito,
o de Campo Largo de Sorocaba. De acrdo com o quadro
fixado pelo Decreto Estadual n.
0
9 775, de 30 de novembro
de 1938 permanece a situao anterior, verificando-se
apenas a modificao toponmica do distrito e do municpio,
que passaram a denominar-se Campo Largo. Pelo Decre-
to-lei Estadual n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944,
que fixou o quadro da. diviso territorial, vigente em
1945-1948, os antigos distrito e municpio de Campo Largo
receberam a nova denominao de Araoiaba da Serra.
Em virtude das mesmas alteraes introduzidas pelo De-
creto acima citado, o municpio de Araoiaba da Serra
(ex- Campo Largo), ficou formado pelos distritos de Ara-
oiaba da Serra (ex-Campo Largo) e Varnhagem. 2ste
ltimo foi criado com partes do territrio de Araoiaba da
Serra e Sorocaba, dos municpios dstes nomes; e o dis-
trito de Araoiaba da Serra perdeu outra parte de seu terri-
trio para o novo distrito de Iper, do municpio de
Boituva. Pelo Decreto-lei Estadual n.
0
2 456, de 30 de
dezembro de 1953, foi extinto o distrito de Varnhagem e
criado o distrito de Bacaetava com o mesmo territrio
daquele. Foi tambm criado pelo mesmo Decreto o distrito
de Capela do Alto com territrio desmembrado do distrito
de Araoiaba da Serra.
LOCALIZAO - Araoiaba da Serra acha-se localizada
entre os rios Sorocaba e Sarapu, na regio fisiogrfica de
Piracicaba. As coordenadas geogrficas de! sua sede so:
23 30' latitude Sul e 47 37' longitude W. Gr. e dista, em
linha reta, 101 km da Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A sede est localizada a 660 metros de
altitude.
CLIMA - O municpio acha-se situado em regio de
clima quente, com inverno sco em uma parte e inverno
menos sco no restante. A parte do municpio que tem
inverno menos sco corresponde a, aproximadamente, um
tro, da rea total e est situada ao redor da sede. As
mdias de temperatura observadas em 1956 foram em
graus centgrados: das mximas 34; das mnimas 9 e mdia
compensada 26,7, tendo sido constatada precipitao de
1124 mm.
70
AREA - 561 km
2
,
POPULAO - O Recenseamento de 1950 registrou
para todo o municpio 10 711 habitantes (5 557 homens e
5 154 mulheres), apresentando-se a zona rural com 9 459
habitantes (88%). Estimativa do D.E.E. para 1954
calcula a populao total do municpio em 11 385 habi-
tantes dos quais 10 054 no quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS- Segundo dados do Re-
censeamento de 1950, Araoiaba da Serra- apresenta duas
aglomeraes urbanas: a sede do municpio e a sede do
distrito de Varnhagem, a primeira com 894 e a outra com
358 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS- O solo de Araoiaba da
Serra rico em minrios de ferro, pedra calcria e apatita .
Deve ser registrada a existncia no municpio, da Fbrica
de Ferro Ipanema, talvez uma das primeiras tentativas le-
vadas a efeito no Brasil para extrao de ferro, em fins
do Sculo XVI, que por ordem de fonso Sardinha foi
construdo um rstico forno para sua fundio. Est hoje
completamente abandonada. A economia do municpio
est hoje em dia baseada na pedra calcria, da qual foram
extradas, em 1956, 95 000 toneladas, no valor de 11 mi-
lhes de cruzeiros. A atividade econmica est tambm
baseada na agricultura e pecuria. H no municpio 1170
propriedades agrcolas, representando 5 100 hectares de
rea cultivada. Os principais produtos agrcolas foram,
em 1956: milho 3 396 toneladas- 10 milhes de cruzeiros;
cebola 1 725 toneladas - 7 milhes de cruzeiros; laranja
119 000 centos - 5 milhes de cruzeiros e batata-inglsa
2 000 toneladas - 4,5 milhes de cruzeiros. Os rebanhos
compreendem 8 000 bovinos e 5 000 sunos e a produo
de leite ultrapassa 1,5 milhes de litros anuais. O muni-
cpio dispe, ainda, de 5 600 hectares de matas e 19 600
hectares de pastagens. Os produtos agrcolas com excluso
do milho so destinados a So Paulo e Sorocaba.
MEIOS DE TRANSPORTE- Ataoiaba da Serra est
ligada, por rodovia, aos seguintes municpios vizinhos: Boi-
tuva, Via lper (28 km); Itapetininga (57 km); Prto
Feliz ( 62 km); Salto de Pirapora, via Sorocaba ( 40 km);
Sarapu, via Capela do Alto (42 km); Sorocaba (22 km).
e Tatu, via Capela do Alto ( 35 km) . H ainda trans-
porte misto para: Boituva (rodovirio at Varnhagem
11 km e ferrovirio - EFS (25 km); Prto Feliz (rodo
virio at Sorocaba 22 km - e ferrovirio EFS 68 km) .
Est ligada Capital Estadual por rodovia, via Sorocaba
(123 km) ou misto, ainda via Sorocaba (rodovirio 22 km)
e ferrovirio de Sorocaba a So Paulo (EFS - 105 km) .
COM:tRCIO E BANCOS - O comrcio do municpio
pouco desenvolvido ( 17 estabelecimentos varejistas) em
virtude da proximidade de Sorocaba que o centro co-
mercial da regio. A. Caixa Econmica Estadual mantm
uma agncia no municpio ( 600 depositantes - 2,3 mi-
lhes de cruzeiros de depsitos) .
ASPECTOS URBANOS - A sede municipal apresenta
ruas bem alinhadas, com iluminao pblica, sargetas, as
casas so de alvenaria, possuem iluminao domiciliar
(261 ligaes). As comunicaes so atendidas por um
psto telefnico pblico. Possui um cinema e duas penses
(diria Cr$ 90,00) .
ASSIST1!:NCIA MDICO-SANITRIA - A populao
de Araoiaba da Serra assistida por um mdico, um den-
tista e trs farmcias. Funcionam ainda um psto de
Assistncia Mdico-Sanitria (estadual) e um asilo de am-
paro velhice ( 10 leitos disponveis) .
ALFABETIZAO- O Recenseamento de 1950 acusou,
para uma populao de 5 anos e mais de 8 979 habitantes,
3 579 pessoas que sabiam ler e escrever ( 40%).
ENSINO - O ensino primrio ministrado por 30 uni-
dades, das quais 3 so grupos escolares e 2 7, escolas rurais.
O Ministrio da Agricultura mantm, no Municpio, um
Centro de Ensaio e Treinamento de Engenharia Rural que
possui: 3 cursos superiores (Engenharia Rural - Exten-
so Agrcolas e Conservao do Solo) 1 mdio ( aradores-
-tratoristas) e um elementar (economia domstica) .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Esta.dual
MUNIClPIO
Total Tributria
(Cr$)
------
1950 ....... 271 412 659 071 545 153 142 837 697 693
1951 ....... 443 135 843 323 430 917 137 643 557 054
1952 ....... 415,515 1 026 080 677 520 ISO 746 896 449
1953 ....... 717 401 1 515 826 1 224 070 212 551 481 361
1954 ....... 860 626 1 700 223 1 562 354 239 525 l 407 505
1955 ....... 1 001 003 2 388 837 963 749 308 686 954 377
1956 (1) ... ... ... 1 440 000 .. 1 440 000
(1) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICIPIO - Havia, em
1955, 2 703 eleitores inscritos e a Cmara Municipal con-
tava com 11 vereadores. O Prefeito o Sr. Antnio Hil-
debrand Sobrinho.
(Autoria do histrico - Eduardo Sanches; Redao final -
Luiz G. Macedo; Fonte dos dados- A.M.E. -Eduardo Sanches.)
ARARAQUARA - SP
Mapa Municipal na pg. 363 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Conta Moreira Pinto em seu$ "Aponta-
mentos para o Dicionrio Geogrfico do Brasil", publicado
em 1894, que Pedro Jos Neto, foragido da Vila de ltu,
onde se tornara criminoso, tendo sido degredado para a
Vila da Constituio, atravessou o rio Piracicaba, inter-
nando-se nas matas da outra margem, vindo a descobrir os
campos do Serto de Araraquara, antes somente palmilha-
dos pelos ndios Guaians . Classificou, assim, sse histo-
riador, o descobridor de Araraquara como vulgar crimi-
noso, o que vem sendo repetido e ensinado. Pesquisas mais
recentes feitas em decorrncia de fidedignas informaes
da histria oral, contada pelos velhos moradores da loca-
lidade, levaram verificao de que se estava perpetrando
uma injustia memria do descobridor. Pedro Jos
Neto, fluminense, nasceu em 1760, em Nossa Senhora da
Piedade de Unhomirim, Bispado do Rio de Janeiro. Em
17ao, mo forte, disposto a lutar, cheio de esperana, foi
freguesia de Piedade da Borda do Campo (hoje Barba-
cena - Minas Gerais), poca urea da minerao e tra-
balhando, conseguiu acumular algumas economias, consor-
ciando-se; aos 24 anos de idade, com D. Incia Maria,
tambm fluminense.
. De seu casamento, em Barbacena, teve dois filhos:
Jos da Silva Neto, e Joaquim Ferreira Neto, que falece-
ram em Araraquara .
Em 1787, Pedro Jos Neto, com seus dois filhos e
espsa, transferiu residncia para I tu. Com suas econo-
mias, abriu uma fazenda de criar e de cultura de cereais.
Era ento Capito-Mor da Vila de ltu, o capito Vicente
da Costa Taques Goes e Aranha, o qual, segundo teste-
munho de velhos moradores de Araritaguaba, governava a
Vila confiado a seu mando, com guante de ferro. Essa
forma de govrno intolerante, embora houvesse trazido
inegveis progressos, criou um bom nmero de descon-
tentes, entre os quais formou Pedro Jos Neto. No ano
de 1790, a poltica local estava muito agitada e Pedro
Jos Neto teve uma discusso, durante a qual esbofeteou
um rival poltico, sendo, por isso, processado e condenado
ao degrdo em Piracicaba (naquele tempo, Vila da Cons-
tituio), para onde o enviara o capito-mor Vicente da
Costa Taques Goes e Aranha.
Pedro Jos Neto, conseguiu fugir, transpondo a mar-
gem oposta do rio Piracicaba e embrenhando-se pelo ser-
to, escapou justia. Internando-se nas matas da outra
margem do rio, veio a descobrir os campos do Serto de
Araraquara.
No buscava ouro, mas terras que lhe proporcionassem,
mais tarde, a conquista da liberdade. E o nmero de
posses foi crescendo: Ouro, Rancho Queimado, Cruzes,
7f
Visto Areo
Lageado, Monte Alegre (neste fixa residncia) e, por lti-
mo Canibu, onde esto localizados Nova Paulicia, Nova
Europa, Gavio Peixoto e diversas fazendas.
Foi na sesmaria do Ouro que se fundou, mais tarde,
a povoao de Araraquara .
Pedro Jos Neto tornara-se possuidor de muitas terras
e tendo impetrado ao govrno o perdo de seu crime, foi-lhe
. concedido indulto em ateno aos seus valiosos servios
prestados no desbravamento do "serto dE! Aracoara".
J em 1805, Pedro Jos Neto, com os dois filhos, havia
construdo a Capelinha do nascente bairro de Araraquara.
Aps, fz um requerimento s autoridades eclesisticas, pe-
dindo que a capela fsse elevada freguesia, desmembrada
da de Piracicaba, no que foi atendido, sendo seu padroeiro
So Bento. Foi escolhido ste santo, a pedido do Baro
de ltu, Bento Paes de Barros, doador da imagem e amigo
ntimo de Pedro Jos Neto. :S:ste no pde compartilhar
da alegria dos habitantes do bairro: vinte dias depois, em
19 de novembro de 1817, falecia vtima de um acidente.
Seu corpo, envlto no hbito de So Francisco, foi sepul-
tado na Igreja, que era onde se faziam os Emterros naquele
tempo. O vigrio Manoel Malaquias anotou, margem
do lanamento: Fundador desta Matriz.
ORIGEM DO NOME- Embora ainda ltta]a saudosistas
que defendem o significado do consciencioso e honesto
trabalho do cidado araraquarense, Sr. Pio Loureno Cor-
reia - "Monografia da palavra Araraquara" morada das
72
araras para a palavra Araraquara - um pouco de histria
e um pouco de Tupi" - provou, saciedade, que a homo-
fonia e a homografia do elemento arara, com o nome das
policrmicas aves pscitacdeas e sua juno ao substantivo
tupi, quara, com a significao de buraco, foram a origem
da confuso. No seu entender, o elemento - arara -
no mais que a conjuno de duas vozes tupis: ara e
ara, que a prolao defeituosa juntou, sendo seu significado
- dia, luz, sol, aurora. Da buraco do dia que, literria e
extensivamente, traduziu-se por - Morada do Sol. No
histrico de D. Elisa Sales Marin, vamos encontrar, tam-
bm, as seguintes afirmativas: o Dr. Francisco Jos de
Lacerda e Almeida, astrnomo portugus, em 1788, fz
uma viagem pelo interior do pas, de Vila Bela (hoje So
Lus de Cceres - Mato Grosso) at a cidade de So
Paulo, pela ordinria rota dos rios; em viagem pelo Tiet,
diz o Dr. Francisco no seu Dirio que, segundo uma senhora
idosa de Araritaguava, antigo nome de Prto Feliz, conhe-
cedora da lngua indgena, esta terra, em tempos idos, cha-
mou-se Aracoara ou Araquara que quer dizer Ara - dia e
Coara ou Quara- morada- (morada do dia).
Encontramos esta etimologia em John Lucclck (Lon-
dres, 1820) que fz parte da comitiva de D. Joo VI.
No Dicionrio Geogrfico do Imprio do Brasil de
J. C. R. Milliet, encontramos escrito Araquara sendo a
ortografia correta. verdade que com o tempo, os. no-
vos habitantes, descendentes de portuguses, alongaram a
palavra em vez de abrevi-la, como seria para supor, fa-
Igreja Matriz
zendo de Araquara - Araraquara, o que se explica por
ignorarem les a lingua tupi e julgarem, naturalmente,
tratar-se de araras .
FORMAO ADMINISTRATIVA - O distrito de
Araraquara foi criado por Alvar de 30 de outubro de
1817, em virtude da Resoluo Rgia de 22 de agsto do
mesmo ano.
Por fra do Decreto, datado de 10 de julho de 1832,
foi criado o Municpio de So Bento de Araraquara, com
territrio desmembrado do de Constituio ( ste, posterior-
mente denominado Sua. instalao .data de
24 de agsto de 1833.
Sua sede foi elevada categoria de cidade por Lei
Provincial n.
0
7, de 6 de fevereiro de 1889.
o Municpio de Araraquara conta com os
distritos de Araraquara, Amrica Brasiliense, Bueno de
Andrade, Gavio Peixoto, Motuca e Santa Lcia .
FORMAO JUDICIRIA - A comarca de Araraquara
foi criada por Lei Provincial n.
0
61, de 20 de abril de 1866.
Nas divises territoriais datadas de 31-XII-1936 e
31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto Es-
tadual n.
0
9 775, de 30 de novembro de 1938, para vigorar
no qinqnio 1939/1943, o Municpio de Araraquara,
constitui, juntamente com o de Mato, o nico trmo judi-
cirio da comarca do mesmo nome. Em 30-XII-1953, pela
Lei n.
0
2 456, Ma to passou a Comarca.
Na diviso territorial de 1948 e que vigorou no qin-
qnio 1948/1953, Rinco passou a Municpio, comarca
de Araraquara .
F o rum e Correios e Telgrafos
LOCALIZAO - As coordenadas geogrficas so
21 47' 37" latitude Sul e 48 10' 52" longitude W. Gr.
A distncia entre o municpio e a Capital do Estado
-So Paulo, de 251 km, em linha reta. Limita-se com
os municpios de Nova Europa, Mato, Guariba, Ribeiro
Prto, Rinco, So Carlos, lbat, Ribeiro Bonito e Boa
Esperana do Sul.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 646 metros.
CLIMA - Quente, mdia das mximas 32,18 C, mdia
das mnimas 9,50 C. A precipitao anual, em altura
total, 1378 mm.
REA - 1 778 km
2

POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950 havia
62 688 habitantes (31188 homens, 31500 mulheres), dos
quais 41,7% na zona rural. Estimativa do D.E.E.
( 1.
0
-VIII-1954): 66 633 habitantes (36 798 na zona ur-
bana, 1974 na zona suburbana e 27 861 na zona rural).
AGLOMERAES URBANAS - Pelo Recenseamento
de 1950 h 6 aglomeraes urbanas, a da sede com 34114
habitantes (16319 homens e 17 795 mulheres), Amrica
Brasiliense com 496 (240 homens e 256 mulheres), Bueno
de Andrade com 213 (108 homens e 105 mulheres), Gavio
Peixoto 666 (336 homens e 330 mulheres), Santa Lcia
598 (311 homens e 287 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS - (Dados de 1956). A
base econmica do municpio reside na indstria de pro-
dutos alimentares e cultura da cana e caf.
Os principais produtos do municpio so os seguintes:
PRODUTOS AGRfCOLAS
. PRODUTOS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(em Cr$ 1 000)
-------;-------- -------------1-------
Cana-de-adcar . ............ .
beneficiado ............ .
Arroz com casca . ........... .
Milho em gro .............. .
Laranja .................... .
Tonelada
Arr6ba
Saco 60 kg
.
Cento
720 000
171 500
66 000
127 000
247 000
PRODUTOS EXTRATIVOS
PRODUTOS
Pedra para contrulio ....... .
Lenha ...................... .
Mel e cra de abelha ........ .
UNIDADE QUANTIDADE
m3
Quilo
4 000
19 000
25 700
170 640
94 325
24 420
22 860
9 880
VALOR
(em Cr$ 1 000)
8 000
15 200
367
73
PRODUTOS INDUSTRIAIS
PRODUTOS UNIDADE QUANTIDADE
VALOR
(em milhes de
cruzeiros)
-------------------1--------l---------------------
Ll'ite condensado e lrite em
p6 ().' .... ' ' .... '.''''':.
A6car ..................... .
Oteo comestlvel (61eo refinado
e bruto). ................. .
Meiae () ................... .
Aduboa ..................... .
Quilo
Saco 60 kg
Tonelada
Par
Quilo
(
4
) 56 existe um estabelecimento produtor.
11 750 000
950 000
5 000
2 780 000
\4 550 000
630
394
163
113
80
A cana-de-acar consumida pelas usinas do Muni-
c p i ~ O caf beneficiado despachado para Santos. La-
ranja, abacate, banana, abacaxi e tomate tm a Capital
como o seu maior comprador. Arroz, feijo e milho so
consumidos, em maior proporo, pela prpria localidade
e pelos municpios vizinhos. O amendoim vendido, parte
no municpio, s fbricas de leo comestvel e parte a
outros municpios, como o de Monte Alto. O pouco algo-
do produzido beneficiado primeiramente e ento des-
pachado, em fardos, para So Paulo.
Prdio da Contadoria
As riquezas naturais, mencionveis, so: pedreiras,
quedas d'gua, duas das quais j so aproveitadas pela
Cia. Paulista de Fra e Luz, e cerrados, dos quais consi-
dervel a extrao de lenha.
O nmero de estabelecimentos comerciais existentes,
segundo os .principais ramos de atividade, o seguinte:
gneros alimentcios 155, louas e ferragens 5 e fazendas e
armarinhos 50.
As fbricas mais importantes: Cia. Industrial e Co-
mercial Brasileira de Produtos Alimentares (Nestl) (leite
condensado e em p), Refinadora Paulista, Usina Ta-
moio (acar e lcool), Anderson, Clayton & Cia. Ltda.
(leo comestvel e sabo), Fbrica de Meias de Arara-
quara- Meias Lupo S.A. (meias de nylon e algodo),
Ometo, Pavan & Cia. Ltda. (acar e lcool), Irmos Zanin
- Usina Zanin (acar e lcool), Indstria Txtil
Haddad S. A. (Tecidos), Cia. Paulista de Lacticnios (Leite
pasteurizado e manteiga), Usina Maring Indstria e Co-
mrcio (lcool), Usina Maria Isabel- de Francisco Malta
Cardoso e Paulo S. A. Vidal (acar), Indstrias Nigro -
de Arcngelo Nigro & Filhos Ltda. (artigos de alumnio),
e Indstrias da Valle - de Orlando da Valle (bebidas).
Aproximadamente, 3 200 operrios trabalham nas in-
dstrias do municpio. 961250 kWh so utilizados, men-
salmente, de energia eltrica como fra motriz. A rea
de matas estimada em 40 000 ha, sendo 31 000 ha de
Fonte Luminosa
matas naturais (inclusive cerrados e cerrades) e 9 000 ha
reflorestadas .
MEIOS DE TRANSPORTE - Araraquara servida por
estradas de rodagem estaduais e municipais e pelas estradas
de ferro, Cia. Paulista de Estradas de Ferro e Estrada de
Ferro Araraquara. H campo de pouso para avies, com
2 pistas; possui txi-areo. No Municpio h 12 estaes
de estradas de ferro e 21 linhas rodovirias intermunicipais,
3 interdistritais e 2 urbanas. O nmero largamente esti-
mado de veculos em trfego na sede municipal, diria-
mente, de 32 trens, e na Prefeitura Municipal, esto regis-
trados 851 automveis, 707 caminhes e 29 nibus.
So as seguintes as cidades com as quais Araraquara
se liga:
CIDADES VIZINHAS - 1. Boa Esperana do Sul: ro-
dovia, via Guapiranga ( 43 km) ou ferrovia CPEF
( 116 km) - 2 . Guariba: rodovia, via Rinco (58 km)
ou ferrovia, CPEF (73 km) - 3. Mato: rodovia, via
Bueno de Andrada ( 33 km) ou ferrovia, EF A ( 41 km)
- 4. Ribeiro Bonito: rodovia, via Guarapiranga (38 km)
ou ferrovia, CPEF (87 km) - S. Ribeiro Prto: rodo-
via, via Guatapar ( 84 km) ou ferrovia: CPEF ( 43 km)
at a Estao de Guatapar e CMEF ( 71 km) - 6. So
Carlos: rodovia, via lbat (42 km) ou ferrovia CPEF
(47 km) - 7. So Simo: rodovia, via Rinco e Lus
Antnio (89 km) ou ferrovia: CPEF (43 km) at a 'Esta-
o de Guatapar e CMEF (73 km) - 8. Tabatinga:
rodovia, via Nova Europa (53 km) ou ferrovia EFA
(83 km).
CAPITAL ESTADUAL - Rodovia (362 km) ou ferro-
via CPEF em trfego mtuo com a EFSJ (315 km) ou
areo (257 km):
CAPITAL FEDERAL- Via So Paulo, j descrita. Da
ao DF, vde "So Paulo".
OUTROS DESTINOS - (p/via area) - Barretos
(142 km); Uberlndia, MG (320 km); Goinia, GO
( 580 km); Caiapnia, GO ( 840 km); Guiratinga MT
(1415 km); Cceres, MT (1525 km); Corumb, MT
(1845 km).
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transao com os municpios de: So Paulo, Rinco, Ma-
to, Nova Europa, Ibitinga e Boa Esperana do Sul. Do
primeiro importa tecidos e calados, ferragens e louas,
armarinhos, e artigos farmacuticos; para os outros exporta
Igreja So Pedro - Usina Tamoyo
produtos alimentares industrializados. H 12 estabeleci-
mentos atacadistas, 550 varejistas e 115 industriais. Doze
filiais de bancos esto estabelecidas: Banco do Brasil S. A.,
Banco do Comrcio e Indstria de So Paulo S. A., Banco
Comercial do Estado de So Paulo S. A. , Banco Brasil de
So Paulo S. A. (Ex-Banco Brasileiro para a Amrica do
Sul S . A . ) , Banco Moreira Sales S. A., Banco de So Pau-
lo S. A., Banco do Estado de So Paulo S . A., Banco Pau-
lista do Comrcio S. A., Banco Francs e I ta li ano para a
Amrica do Sul S . A. , Banco Bandeirantes . do Comr-
cio S. A. , Banco Arthur Scatena S. A., e Banco Brasileiro
de Descontos S. A.
CAIXA ECONOMICA - Caixa Econmica Federal:
cadernetas em circulao: 2 856, valor dos depsitos:
Cr$ 16113 252,70 - Caixa Econmica Estadual: cader-
netas em circulao: 14 717, valor dos depsitos:
Cr$ 73 4 78 024,40.
ASPECTOS URBANOS - A cidade possui os seguintes
melhoramentos: Pavimentao - (375 000 m
2
, aproxima-
damente). Total de avenidas- 49, sendo 27 pavimenta-
das. Da rea de calamento, crca de 9% so pavimen-
tadas com asfalto ( 16 540 m
2
) e 91% com paraleleppedos
(153 029 m
2
). Ruas - 39, sendo 19 pavimentadas; 4%
de macadame simples (6 000 m
2
) e 96% de paralelep-
pedos (126471 m
2
). Largos e praas- 11 pavimentados,
16% de macadame simples (10840 m
2
) e o restante com
pedras irregulares (50 868 m
2
) Jardins e Parques - 2,
sendo- ambos pavimentados com macadame simples
(11 000 m
2
). Luz eltrica- H, em mdia mensal, uma
produo de 1 505 000 kWh. O consumo mctie mensal
para iluminao particular de 703 000 kWh, com um n-
mero de 9 346 ligaes, e para iluminao pblica
110 000 kWh (1954 focos). gua encanada - A rde
distribuidora de 91 433 m e o nmero de domiclios ser-
vidos por abastecimento d'gua de 9 040. Servio de
esgto - H 7 929 ligaes. Transporte urbano -
feito por nibus pertencentes a emprsa particular. H
29 nibus. Departamento dos Correios e Telgrafos -
Agncia Postal Telegrfica: 1, Agncias Postais: 3. H
entrega postal, diriamente. Outros Servios Telegrficos
de uso pblico - Estrada de Ferro Araraquara e Compa-
nhia Paulista de Estradas de Ferro. Servios Telefnicos
de uso Pblico - Duas emprsas telefnicas servem o Mu-
nicpio: a Cia. Telefnica Brasileira e Emprsa Telefnica
Camarosano & Cia., esta ltima servindo o distrito de Ga-
vio Peixoto. O nmero total de aparelhos ligados rde,
em 1955, era de 1172.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA - A Santa Casa
de Misericrdia, a Maternidade e Gta de Leite de Arara-
quara e a Sociedade Portugusa de Beneficncia possuem,
reunidas, um total de 348 leitos. H abrigos para menores
e desvalidos: Lar Juvenil Araraquarense ''Domingos S-
via", Casa da Criana, Orfanato Nossa Senhora das Mercs,
Vila Vicentina, Asilo de Mendicidade de Araraquara e
Albergue Noturno. sses estabelecimentos de assistncia
social tm capacidade para 551 leitos. No relativo a assis-
tncia mdica, h seis centros oficiais de sade, sendo que
o Servio Especial de Sade, instituio estadual de assis-
tncia mdico-sanitria notvel. Est em fase final
de construo um hospital de colossais propores. H 45
mdicos, 31 farmcias, 41 farmacuticos, e 59 dentistas.
ALFABETIZAO - Pelo Recenseamento de 1950 dos
62 688 habitantes, 53 558 so pessoas de 5 anos e mais e
destas 33 680 sabem ler e escrever, o que representa uma
porcentagem de alfabetizao, sbre o total de habitantes,
de 53,72% de alfabetizados.
ENSINO - Araraquara considerada um grande centro
de atrao cultural, quer pela sua excelente posio geo-
grfica, quer pelos variados estabelecimentos de ensino que
possui. Ensino primrio - H 97 unidades de ensino pri-
mrio fundamental comum, com um total de 10 490 alunos.
Escolas de grau mdio - Instituto de Educao Bento de
Abreu, Escola Tcnica de Comrcio e Ginsio Duque de
Caxias, Colgio e Escola Normal Livre "Progresso", Gin-
sio e Escola Normal So Bento, Escola de Agrimensura,
Escola Industrial de Araraquara, Ncleo de Belas-Artes de
Araraquara (Desenho), Conservatrio Dramtico e Musi-
cal (Piano e Violino) e Escola SENAC "Henrique Bastos
Filho". Superior - Faculdade de Farmcia e Odontologia
de Araraquara.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Existe uma radio-
emissora: Rdio Cultura de Araraquara. Suas caracters-
ticas tcnicas so:
MXIMO DE
DATA DA POTltNCIA

PREFIXO PRIMEIRA
EMISSO
(kc}
An6dica Na antena
(W) (W)
PRD-4 ......... 5-VIII-1933 I 000 I 000 I 370
ZYR-60 ........ 7- VI -1952 500 500 2 4110
PRD-4FM .. ... 7- VI -1952 250 250 973 Me
Estao de Captao de guas - Reprsa
15
Ginsio Estadual e Prefeitura Municipal
BIBLIOTECAS- Biblioteca Municipal Mrio de Andra-
de - pblica, municipal, de carter geral, c:om 12 000 vo-
lumes; Biblioteca da Unio da Mocidade Presbiteriana de
Araraquara, pblica, particular, de carter geral, com 2 700
volumes; Biblioteca "Angelina de Carvalhc1", semipblica,
particular, de carter geral, 2 340 volumes; Biblioteca Re-
gional dos Professres de Araraquara, semipblica, estadual,
de carter geral, 1 996 volumes; Biblioteca Dr. Raimundo
Alvaro de Menezes, semipblica, estadual, de carter ge-
ral, 1 503 volumes; Biblioteca da Escola Industrial de Ara-
raquara, semipblica, estadual, estudantil, de carter geral,
2 740 volumes; Biblioteca Dom Vidal- semipblica, par-
ticular, estudantil, pedaggica e recreativa, 1 560 volumes.
Todos os estabelecimentos de ensino locais tm biblioteca
prpria para os seus respectivos alunos e professres.
O Jornal "O Imparcial", de natureza noticiosa, publi-
cado diriamente. H 9 tipografias e 7 livrarias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA C Cr$)
DESPESA
ANOS
REALIZADA
Municipal .
NO
Federal Estad ua I -----
MUNICIPIO
Total Tributria
(Cr$)
--- ----- ------
1950 ....... 19 085 608 23 270 761 11 105 059 4 S3i 304 ll 204 243
1951. ...... 21 975 529 33 229 866 13 877 898 5 Sl6 441 13 959 416
1952 ....... 27 032 896 42 881 575 17 227 243 5 782 850 16 888 539
1953 ....... 38 702 875. 47 430 488 22 062 694 7 328 859 19 447 237
1954 ....... 43 027 302 63 061 047 30 437 548 8 fiO! 051 30 352 137.
J955 ....... 79 463 477 36 826 695 11 958 963 36 623 296
1956 (1). .. .. 30 000 000 ... 30 000 000
( ll Oramento.
Estao de Tratamento de guas
76
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- A cidade se
assenta em duas colinas separadas pelo crrego da Servido.
A topografia mais ou menos plana, pois a serra que leva
o nome do municpio, com os desmembramentos sofridos
pelo mesmo, j no passa em suas terras.
MANIFESTAOES FOLCLRICAS E EFEM&RIDES-
21 de maro, dia de So Bento, Padroeiro de Araraquara;
22 de agsto, dia da fundao da cidade.
VULTOS ILUSTRES - Dr. Aldo Lupa, nascido em 19 de
dezembro de 1911. Ocupou os seguintes cargos: Superin-
tendncia das Estncias do Estado de So Paulo, Vice-
-Presidncia da Comisso de Preos do Estado de So Pa!ollo,
Secretaria de Higiene da Prefeitura de So Paulo, Depu-
tado Estadual e Presidente da COAP. Dr. Leonardo Bar-
bieri, nascido eJO 6 de de 1922. & atualmente depu-
tado federal. Dr. Francisco Scalamandr Sobrinho, nascido
Piscina da Associa!;o Ferroviria de Esportes
em Araraquara em 8 de dezembro de 1902. Farmacutico
formado pela Faculdade de Farmcia e Odontologia desta
cidade. Foi secretrio da Sade do Estado de So Paulo.
& deputado estadual. Dr. Honrio Monteiro- foi reitor
da Faculdade de Direito de So Paulo, deputado federal,
Ministro do Trabalho, e Presidente da Cmara Federal ..
DAS GERAOES ANTIGAS- Joaquim Loureno Cor-
ra, extremado patriota na Guerra do Paraguai; ofereceu
dois filhos para a lista de voluntrios e um dles pereceu,
na campanha, aos 21 anos de idade. Pio Corra da Rocha:
com o 7.
0
batalho de Voluntrios Paulistas e
uniu-se ao exrcito em operaes contra o Paraguai, em
1865, vindo a falecer na batalha de 18 de julho de 1866,
em conseqncia de ferimento recebido em combate. Car-
los Jos Botelho, Jos Joaquim de Sampaio, Manoel Joa-
quim Pinto de Arruda.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICIPIO - O nmero de
Vereadores de 19 e, em 3-X-1955, havia 19 433 eleitores.
O Prefeito o Sr. Rmulo Lupa.
(Autoria do histrico - Dados de Lus de Lacerda Carvalho
e Elisa Sales Marin; Redao final - Sebastio de Figueiredo Trres;
Fonte dos dados- A.M.E. -Jos Rafael Reis.)
ARARAS- SP
Mapa Municipal na pg. 49 do 11.
0
Vol.
HISTRICO -segundo documentos da poca, o Vale do
Ribeiro das Araras comeou a ser povoado em princ-
pios do segundo quartel do sculo XVIII, por expanso do
ncleo demogrfico de Mogi-Guau, caminho do serto das
minas de "Guaiazes".
Acredita-se que o primeiro morador da regio tenha
sido Manoel de Miranda Freire, antigo meirinho e escrivo
da correio da Comarca de So Paulo. Miranda Freire
Clube Ararense
obteve uma sesmaria de lgua e meia entre os Ribeiros de
Itapuca e das Araras, por carta dtada de 22-X-1727, ex-
pedida por Caldeira Pimentel, Capito-general de So Pauto
e das minas de Paranapanema e Cuiab.
Deve-se a fundao da cidade, no entanto, ao irmo de
Bento de Lacerda Guimares e sua espsa, e Jos de La-
cerda Guimares, que doaram um terreno para ser erigi-
da uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Patro-
cinio. A capela criada foi instalada a 22-X-1868, a par-
quia a 27-XI-1868 e a freguesia a 12-VII-1869.
A cidade, desde sua fundao, recebeu vrias denomi-
naes: Samambaia, Sitio Bom Sucesso, Sitio das Araras,
Capela Nova qas Araras, Nossa Senhora do Patrocinio da!l
Araras e finalmente Araras.
A cultura do caf, que ento prosperava na regio, de-
ve-se a expanso e crescimento do povoado.
Data de 24-III-1871 a elevao de Araras categoria
de municipio, e a eleio para a 1.
8
Cmara de Vereadores
Colgio Estadual e Escola Normal Dr. Cesrio Coimbra
realizou-se em 7-IX-1872. A vila de Araras foi elevada
categoria de cidade pela Lei n.
0
27 de 2-IV-1879. Para
a instalao da cidade a Cmara Municipal reuniu-se, em
sesso extraordinria, a 16-VIII-1879.
Araras contava, ao tempo da escravatura, com 1 623
escravos. Com a abolio do cativeiro a lavoura ararense
ressentiu-se da falta de braos. Data dessa poca o movi-
mento de imigrao, principalmente do elemento italiano,
que trouxe agricultura um desenvolvimento acentuado.
Araras passou categoria de Comarca com a Lei es-
tadual n.
0
80 de 25 de agsto de 1892, tendo sido solene-
mente instalada a 1.
0
de outubro do mesmo ano. Consta
atualmente do distrito de paz de Araras.
LOCALIZAO - Latitude sul - 22 22'; longitude
W.Gr. 47 23'.
Posio relativamente Capital - (em linha reta)
152 km.
Posiiio do Municpio em relaiio ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 611 metros.
CLIMA - Quente e sco. Muito saudvel.
TEMPERATURA- Mdia das Mximas 27,5; Mdia das
Mnimas 18,2; Mdia Compensada 23,6.
REA - 610 kme.
POPULAO - Pelo Censo de 1950 tinha o total de
28 599 habitantes, sendo 14 668 homens e 13 931 mulheres.
Na zona urbana e suburbana temos 12 331 habitantes e na
zona rural 16 268.
Segundo estimativa feita pelo D.E.E. (1.
0
-VII-1954)
Araras conta com 30 399 habitantes sendo que: 13 187 na
rea urbana e 17 292 na zona rural.
ATIVIDADES ECONOMICAS - Cuida a progressista
Araras, tanto de sua inds.tria, quanto da sua agricultura.
As suas fras de produo, ocupando 2 800 operrios, po-
dero ser melhor apreciadas pela observao do quadro
abaixo:
PRODUTOS INDUSTRIAIS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(em Cr$ l 0001
Latlclni01 .................... Quilo 13 000 000 650 000
Adcar crlatal. ............... Saca 705 000 317 250
ProdutOI derlvadoa da man
dioca ...................... Quilo 40 000 000 240 000
Tecldoa ...................... Metro lO 000 000 120 000
Lataa de f&lhaa-de-Oandrea .... Unidade 60 000 000 120 000
77
PRODUTOS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
(em Cr$ 1 000)
----------1------- -------------
Cana-de-aOcar ............. .
Mandi.oca ................... .
Milho ...................... .
a f ~ beneficiado ............ .
Arroz: em casca . ............ .
Tonelada
'
Saca
Arr6ba
Saca
430 000
90 000
142 000
50 000
35 000
154 000
72 000
32 660
28 750
19 250
Da rea da matas existentes no Municpio, 8 200 hec
tares, so de matas naturais; 5 300 so de matas formadas.
No municpio o comrcio pode ser apreciado pelo quadro
abaixo:
Estabelecimentos de gneros alimentcios - 160i Es-
tabelecimentos de fazendas e armarinhos- 31; Estabeleci-
mentos de louas e ferragens - 11; Outros - 66. Total
- 268.
Estao de tratamento d'gua
A Capital do Estado aparece como a maior consumi-
dora dos produtos agrcolas da regio.
Dentre as fbricas mais importantes do municpio po-
demos citar: Firma ou razo social: Cia. Industrial e
Comercial Brasileira de Produtos Alimentares. Cia. Indus-
trial e Agrcola So Joo. Cooperativa Ararense de Plan-
tadores de Cana. Usina Santa Lcia S. A. Amidonaria Zu-
zita Ltda. Vi trio Denardi & Filho. Torque S. A. Com.
lViq. Eltricas. Graziano & Cia. Cermica de Remanso
Ltda. Assumpo Zurita & Cia. Ltda. Leonardi & Cia. Ltda.
Irmos Fachini & C ia. Ltda .
Hospital So Luiz
A cidade consome energia eltrica com a fra motriz
num total de 646 584 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - Araras est ligada s se-
guintes cidades: Limeira, rodovia (27 km) ou ferrovia Cia.
78
Vista area porcial da cidade
Paulista Estrada de Ferro (29 km) - Rio Claro, rodovia,
Via Cordeirpolis ( 39 km) ou ferrovia C.P. E. F. ( 35 km)
Leme: rodovia"(20 km) ou ferrovia C.P.E.F. (27 km)
Mogi-Guau: rodovia, via Mogi-Mirim (59 km) Mogi-Mi-
rim, rodovia, via Concha I (51 km) .
Comunica-se com a capital estadual: Rodovia (197
km) ou ferrovia C.P. E. F. em trfego mtuo com a
E.F.S.J. (196 km).
Estradas que servem o municpio: Cia. Paulista de
Estrada de Ferro com 35 km de estrada dentro do Mu-
nicpio. Via Anhanguera com 57 km de extenso dentro
do Municpio e 370 km de estradas municipais. O muni-
cpio possui apenas, um campo de pouso.
Largamente estimado, o seguinte o nmero de ve-
culos que trafegam, diriamente, na sede municipal: 720
entre automveis e caminhes e 8 trens. Possui uma linha
de nibus intermunicipal. O nmero de veculos regis-
trados naPrefeitura de 270 automveis e 443 caminhes.
COMRCIO E BANCOS - No municpio, esto locali-
zadas as seguintes agncias bancrias: Banco do Bra-
sil S. A. ; Banco do Estado de So Paulo S. A. ; Banco Mo-
reira Sales S. A. ; Banco Mercantil do Estado de So
Paulo S. A. ; Banco Arthur Scatena S. A.
Araras mantm relaes comerciais, principalmente
com So Paulo, Leme, Rio Claro, Limeira, Mogi-Guau e
Mogi-Mirim .
Dentre os artigos que o municpio importa podemos
citar entre outros: produtos alimentcios, tecidos e artigos
de armarinhos, louas e ferragens, produtos farmaucuticos,
Igreja Matriz Nossa Senhoro do Patrocnio
materiais para construo, artigos eltricos, artigos do ves-
turio e mveis. H 268 casas comerciais atacadistas e 83
varejistas.
Centro de Sade
Possui 1 agncia da Caixa Econmica Estadual que
possui 6 902 cadernetas em circulao, em 31-XII-55, per.
fazendo Cr$ 34 578 179,80 o valor total dos depsitos
(31-XII-1955).
ASPECTOS URBANOS - Araras conta com os seguintes
melhoramentos urbanos: gua encanada - 3 200 ligaes
domiciliares; Energia eltrica - 3 560 ligaes domiciliares;
Esgto - 2 900 ligaes domiciliares; Telefone - 629 li-
gaes domiciliares; Calamento - 230 000 metros qua-
drados de pavimentao; Entrega postal - 3 carteiras para
entrega urbana; Transporte urbano - 1 emprsa de ni-
bus, urbano.
O nmero de ruas caladas de 96, assim distribudo:
28 ruas pavimentadas com paraleleppedos; 33 ruas pavi-
mentadas com asfalto; 35 ruas revestidas de terra me-
lhorada.
A porcentagem de rea pavimentada, segundo o tipo
de calamento, : Asfalto- 52%; Paraleleppedo- 26%;
Terra melhorada - 22%.
O consumo mdio mensal de energia para iluminao
pblica de 35 974 kWh e com a domiciliar 261830 kWh.
Nos seus 2 hotis e 6 penses, a diria cobrada de
Cr$ 160,00. A cidade possui, ainda, 2 cinemas.
ASSIST2NCIA MDICO-SANITRIA - Araras possui o
hospital "So Luiz" com 94 leitos; 2 abrigos para. menores
a saber: Lar Ismael, com capacidade para atender 12 pes-
Biblioteca Municipal "Martinico Prado"
soas e o Educandrio Dona Benedita Nogueira, com capa-
cidade de atender a 33 pessoas; um abrigo para desvlidos,
cuja capacidade de 40 pessoas. A cidade assistida por
11 mdicos, 18 dentistas, 11 farmcias e 5 farmacuticos.
ALFABETIZAO- Pelo Censo de 1950 o municpio pos-
sua 12 886 pessoas alfabetizadas, com 5 anos de idade e
mais, assim distribudas: 7 201 homens e 5 685 mulheres.
ENSINO - Os principais estabelecimentos de ensino exis-
tentes no municpio, segundo o grau:
Primrio - Grupo Escolar Cel. Gustiniano Whitaker de
. Oliveira; Grupo Escolar Incio Zurita Jr.; Grupo Escolar
Jardim Belvedere; Grupo Escolar Modlo- (Anexo Es-
cola Normal); Grupo Escolar Jos Ometto.
Mdio - Colgio Estadual e Escolar Normal Dr. Cesrio
Coimbra; Escola Tcnica de Comrcio de Araras.
Conta com 17 escolas Isoladas Municipais; 28 esco-
las Isoladas Estaduais; 2 escolas Isoladas particulares.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Ararao;; dotada
de uma tima biblioteca com 13 000 volumes - Biblio-
Praa Baro de Araras - No Fundo Edifcio do Forum
teca Pblica Municipal "Martinico Prado" - O nmero de
consultas, anualmente, calculado em 25 000. Conta com
magnficas instalaes .
Na cidade so impressos 2 jornais que so: "Tribuna
do Povo". (bissemanal) - noticirio e "Jornal de Araras"
- (semanrio) .
Uma radioemissora acha-se instalada em Araras -
Rdio Clube Ararense Ltda. - Prefixo ZYR-93 - Potn-
cia na antena (W) 100. Freqncia 630 - sistema irra-
diante HOZ-20106-01 - mdia anual de irradiao -
957 horas. Conta, ainda, a cidade com 2 livrarias e 3
tipografias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPJO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
1950. ''.'.' 6 229 454 11 064 157 5 748 827 2 054 986 5 778 332
1951 .. ''' .. 8878158 14 067 422 5 961 775 2 255 350 6 046 423
1952.''.''. 9 609 510 18 944 973 6 231 157 2 135 938 6 190 426
1953,''''''
18 415 140 23088917 9 611 230 3 270 622 9 179 440
1954.''.'''
19 414 715 36 013 465 18'122 224 4 727 102 17314394
1955 .. ' .... 25 316 031 50 219 591 35 598 304 9 ISS 261 36 156 568
1956 (1),,, 15 550 000 ... 15 550 000
(I) Oramento,
79
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEM:tRIDES-
Araras orgulha-se de ter sido a primeira cidade do Brasil
a instituir o culto da rvore. Assim sendo, por fra da Lei
municipal n.
0
25 de 2-VI-1902 foi, oficialmente instituda
a "Festa das Arvores".
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Com base no
elevado ndice de progresso alcanado, Araras foi inscrita
no concurso promovido pelo Instituto Brasileiro de Admi-
nistrao Municipal, em cooperao com o Ponto IV, Co-
misso Consultora de Administrao Pblica e a revista "0
Praa Baro de Araras - No Fundo Ediflcio do Forum
Cruzeiro". Classificou-se entre os cinco munic:ipios de maior
progresso no Brasil, em 1954. Recebeu u1m diploma de
honra. Soube Araras manter o acelerado ritmo de progresso
e em 1955, foi novamente distinguido nc1 mesmo con-
curso, recebendo, ento, um diploma especial.
A prova do dinamismo e cooperao que existe entre
o povo e o Poder Executivo Municipal, a Termoeltrica
Municipal Ararense - SP - que com esfro e sacrif-
cio construram essa magnfica usina termeltrica que abas-
tece a todo o municpio.
O municpio conta, com 5 advogados, 2 engenheiros e
8 agrnomos; o nmero de eleitores ( 1955) de 5 657 e
a Cmara Municipal composta de 15 vemdores. O Pre-
feito o Sr. Alberto Feres.
(Autoria do histrico - Anseio Florettl; Redao - Antnio
Carlos Valente; Fonte doa dados --' A. M. E. - Adalberto Martin1
Pereira.)
AREALVA- SP
Mapa Municipal na pg. 337 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Presumivelmente a fundao do povoado
data de 1867 e foram seus fundadores: Antnio Manuel,
Joo Cndido, Vitor e Belarmino Prestes; Jos Fernandes
do Prado e Gasparino de Quadros. O povoado ento fun
dado pertencia ao Municpio de Pederneiras, Comarca de
Ja. Denominaram-lhe os seus primeiros rnoradores "Po-
voado da Soturna", em virtude de ser locanizado nas pro-
ximidades do trecho do lendrio Rio Tiet, onde h uma
ilha que havia recebido essa denominao.
Localizado em terreno de topografia acidentada, apre-
sentando morros de pequena elevao, foi o povoado palco
de combates entre o elemento indgena, que habitava a re-
lO
gio, e os temerrios fundadores. Contam os descendentes
de Jos Fernandes do Prado que, no raras vzes, foram
atacados por ndios, nas margens do Rio Tiet e indicam
o stio onde havia, outrora, uma taba, pois descobriram-se,
ali, objetos de uso indgena. Entretanto, no sabemos preci-
sar qual a Nao a que pertenciam sses silvcolas.
Era elemento de destaque, nessa ocasio, pois ocupa-
va p cargo de Inspetor de Quarteiro, Manoel Jos de Oli-
veira.
Em 1870, a famlia ''Prestes" (Manoel, Joo Cndido)
fz doao de uma gleba de 10 alqueires de terra para o
Bispado de Botucatu, para se constituir em Patrimnio, sob
a invocao de Santa Catarina.
Por influncia poltica e, em virtude de trabalharem
pelo progresso do patrimnio, destacaram-se Pedro Pereira
Garcia de Magalhes e Eleazar Rodrigues Braga.
Em 20 de dezembro de 1911, foi criado o Distrito de
Paz de Soturna, "tendo sido seu primeiro escrivo, Jos Pe-
reira de Toledo e seu primeiro Juiz de Paz, Pedro Pereira
. Garcia de Almeida.
Com a criao do Municpio de Iacanga, pela Lei n.
0
2 026, de 27 de dezembro de 1924, passou o Distrito de
Soturna a pertencer-lhe.
Surgiram por sse tempo as primeiras indstrias, que
foram: serraria acionada a gua, de propriedade de Ant-
nio Vitor Ferreira; olaria para fabricao de telhas fran
cesas, de propriedade de Nicolau Juliano Nicoliello e en
genho cilndrico, com capacidade para 10 carros de cana,
diriamente, de propriedade dos irmos Jos e Vicente Flo-
res. Tal era o progresso que experimentava o Distrito de
Soturna que, em 1927, apresentou, para a Prefeitura de
Igreja Matriz
Iacanga, uma renda de Cr$ 46 028,00, duplicando a arre-
cadao do ano anterior, que fra de vinte e poucos mil
cruzeiros.
Em 1927, recebeu foros de Comarca o Municipio de
Pederneiras . Passando o Municpio de Iacanga a ser ju-
risdicionado pela nova Comarca, Soturna tambm ficou sob
a sua jurisdio.
Segundo testemunho do Sr. Luiz Gonzaga Rodrigues
de Campos, foi le o primeiro professor municipal a ser no-
meado para exercer o magistrio no Distrito de Soturna, is-
to, em maro de 1927 ..
Como Distrito de Iacanga, Soturna chegou mesmo a
se impor, pois que, em 1948, em eleies legais, foi eleito
Prefeito Municipal de Iacanga o Sr. Oliveiro Leutwler, ci-
dado morador dste Distrito e, juntamente com a maioria
dos Vereadores componentes da Cmara Municipal.
A 24 de dezembro de 1948, foi assinada a Lei n.
0
233,
que elevou o Distrito de Soturna categoria de Municpio,
com o nome de Arealva.
Explica-se a origem do nome Arealva da seguinte ma-
neira: ''Nas praias da ilha que emprestou o nome ao Dis-
trito (Ilha Soturna) h relativa quantidade de areia alva.
Pessoas estudiosas, que buscavam um nome para batizarem
o novo Municpio, unindo por aglutinao o substantivo
AREIA e o adjetivo ALVA, que caracterizava a ateia exis-
tente nas praias da Ilha Soturna, obtiveram o novo voc-
bulo, com o qual denominaram o Municpio de "ARE-
ALVA".
Em 1.
0
de abril de 1949 deu-se a instalao do Mu-
nicpio.
Em 1949, tomou posse o primeiro Prefeito eleito de
Arealva, Sr. Job Garcia de Almeida, juntamente com a pri-
meira Cmara Legislativa, composta de 13 vereadores.
LOCALIZAO - A cidade de Arealva est localizada
nas proximidades do Rio Tiet, distando da Capital do Es-
tado, em linha reta, 289 km. Suas coordenadas geogrficas
so as seguintes: 22 02' de latitude Sul e 48 54' de lon-
Kitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital.
ALTITUDE - 520 metros.
CLIMA - Ameno. Temperaturas em graus centgrados:
mdia das mximas 34; das mnimas 7; mdia compen-
sada 22.
REA - 493 km
2

POPULAO- (Pelo Recenseamento de 1950)- 8 201
habitantes (4 313 homens e 3 888 mulheres), dos quais 83%
na zona rural. Estimativa do D.E.E. (1.
0
-VII-1954):
8 717 habitantes ( 1 524 nas zonas urbana e suburbana e
7 193 na zona rural).
AGLOMERAES URBANAS - H duas aglomeraes
urbanas - a cidade e uma vila - com os seguintes efe-
tivos de populao nas zonas urbana e suburbana, segun-
do o Recenseamento de 1950: cidade de Arealva- 1207
6-24270
Visto Parcial
habitantes (598 homens e 609 mulheres); vila de Jacuba
- 227 habitantes (109 homens e 118 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS- A atividade fundamen-
tal economia do Municpio a agropecuria. Em 1956,
o valor dos principais produtos foi o seguinte (em milhes
de cruzeiros): caf em gro- 48,9; mamona- 4,7; fu-
mo em flhas - 4,4; arroz com casca - 3,1; milho -
1,6; tijolos - 1,4. As matas naturais atingem 1 237 ha e
as formadas 99 ha. As reas de campo abrangem 26 378
ha, dos quais 9 438 so nativos e 16 940 formados. Os es-
tabelecimentos comerciais so em nmero de 27, compre-
endendo 12 de gneros alimentcios, 2 de ferragens e ar-
marinhos e 13 de outros ramos. Existem no Municpio cr-
ca de 50 operrios ocupados na indstria. Como riqueza
natural podemos assinalar a existncia de pedras para cons-
truo e barro para tijolos, cuja explorao econmica est
se processando. Bauru se inscreve como um dos principais
consumidores dos produtos agrcolas do Municpio, sendo
que o escoamento das safras se faz, tambm, para as
localidades vizinhas. A atividade pecuria tem signi-
ficado econmico, havendo exportao de gado para Bauru
e So Paulo. A atividade industrial representada pela
produo de tijolos e telhas, pedras para construo, aguar-
dente de cana e mveis de madeira.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido por
estradas de rodagem estaduais e municipais, que o ligam
s seguintes localidades: Bauru, lacanga, Bariri, Pedernei-
ras e Ja. A comunicao com a Capital do Estado se faz
por via rodoviria e, a partir de Bauru, - tambm por
ferrovia (C ia. Paulista de Estradas de Ferro) .
COMRCIO E BANCOS - Mantm transaes comer-
ciais com as praas de Bauru e So Paulo, para onde re-
mete os seus produtos, dali recebendo, por sua vez, princi-
palmente massas alimentcias, fazendas e armarinhos. Pos-
sui 27 estabelecimentos varejistas, 2 agncias
1 agncia da Caixa Econmica Estadual
Cr$ 1 202 000,00 - 451 depositantes) .
bancrias e
(depsitos:
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Arealva, em cujas
ruas se encontram vrios prdios de boa construo, pos-
sui 360 ligaes eltricas, 1 cinema e 2 hotis (diria m-
dia de Cr$ 100,00). No conta com rde telefnica, estan-
81
do ligada cidade de Bariri por um aparelho, que funcio-
na em trfego mtuo.
RIA - A populao
assistida pelo Psto de Assistncia Mdico-Sanitria, assim
como por 1 mdico, 2 dentistas e 2 farmacuticos, possuin-
do, tambm, 2 farmcias.
ALFABETIZAO - Segundo o Recenseamento de 1950,
47% da populao presente, de 5 anos e mais, sabe ler e
escrever.
ENSINO - O Municpio de Arealva possui 15 unidades
do ensino primrio fundamental comum, a mais importan-
te das quais o Grupo Escolar Rural de Arealva.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Funciona no Gru-
po Escolar Rural de Arealva uma bibilioteca infantil, cujo
acervo de crca de 900 volumes.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNICIPIO
Total Tributllria
(Cr$)
1950 ....... - 377 374 454 775 217 785 321 751
1951 ....... - 807 522 595 348 238 989 321 483
1952 .......
-
1 032 990 685 804 321 420 487 107
1953 (1) ... - 1 366 189 1 482 271 351100 700 120'
1954 ....... ... 2 005 445 1 009 743 369 534 1 103 660
1955 ....... . .. 2 784 867 1106 175 477 812 1 442 739
1956 (2) ... ... ... 1 325 400 . .. 1 325 400
(1) 1953 - Receita arrecada municipal total: dados sujeitos a retificao.
(2) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomina-
o local dos habitantes do municpio "arealvenses". O
cooperativismo representado pela existncia de uma co-
perativa de consumo. A Cmara Municipal composta de
11 vereadores e o colgio eleitoral acusava, em 1955, 1 386
eleitores. O Prefeito o Sr. Adelh1o Mendona.
(Autor do histrico - Antnio Joaquim Moreira Jorge; Re-
dao final - Altivo Ferreira; Fonte dos dados - A. M. E. -
Antnio Joaquim Moreira Jorge.)
AREIAS- SP
Mapa Municipal na pg. 587 do 7.
0
Vol.
HISTRICO - Areias teve incio em fins de 1770, sob
a designao de SANTANA DA PARABA NOVA. No
passava, ento, de modesto ponto de concentrao e pou-
sada de tropeiros, que, partidos de Minas e So Paulo, de-
mandavam o Rio. Pelas redondezas disseminam-se os sil-
vcolas PURIS, aterrados com a perseguio que lhes mo-
viam, de um lado os seus adversrios BOTOCUDOS e, de
outro, os prprios desbravadores da zona. - Dsses infe-
lizes selvagens, em pouco tempo restava pequena cabilda,
aldeada a 12 quilmetros le Areias, sob a direo espiri-
tual do benemrito padre Francisco das Chagas Lima.
H informaes muito vagas de que a freguesia de
Areias foi criada em janeiro de 1784.
Os fundadores de Areias, tambm, as autoridades no
assunto at hoje no afirmam com segurana quem tenha
sido. Pelo que se diz a respeito, foram os moradores an-
82
tigos de Rezende. O padre Joaquim Jos da Silva e seus
irmos figuram como sendo os que promoveram o progres-
so inicial desta terra. Tambm digna de nota a atuao
do Capito-Mor Gabriel Serafim da Silva, homem que em
pouco tempo se tornou um dos mais abastados da regio.
Outros dos primeiros povoadores foram Joaquim Lopes
Guimares, Bento Leme de Camargo, Joo Ferreira de Sou-
za, Joaquim de Siqueira e Mota, Antnio de Vilas-Boas e
Silva, alguns dos quais desempenharam funes de gover-
nana da cidade, ou vila, como era naquela poca chama-
da" a sede do atual Municpio.
Em 1798, os moradores do lugar fizeram representao
ao ento governador da provncia de So Paulo, solicitan-
do sua elevao categoria de Vila, porm no obtiveram
o que pleiteavam. Em 1815, nova petio foi dirigida, des-
ta vez a D. Joo VI, a qual surtiu efeito, pois aqule mo-
narca, pelo Alvar de 28 de novembro de 1816, criou a
Vila de So Miguel das Areias - nica localidade paulista
elevada a municpio por D. Joo VI. Quanto ao designa-
tivo So Miguel, surgido em detrimento da primitiva deno-
minao SANTANA, deve-se ao desejo palaciano de ho-
menagear D. Miguel, filho de Sua Majestade. Nossa Se-
nhora Santana, todavia, permaneceu como o orago da Pa-
rquia, sendo que a Cmara festejava cada ano o dia de
So Miguel e o povo comemorava, com grandes e faustosas
festividades, o dia de Santana .
Areias teve, no passado, como fonte econmica, a agri-
cultura, mas hodiemamente a base de sua economia a
pecuria. Foi um dos primeiros municpios paulistas a plan-
tarem caf, cujas mudas procediam de Rezende. J em
1838 produzia 100 000 arrbas da rubicea.
Constitua-se Areias das freguesias de So Bom Jesus
do Bananal, So Jos do Barreiro e So Joo Batista de
Queluz, que dela se foram desmembrando sucessivamente,
proporo que recebiam o ttulo de vila, ou seja: Bana-
nal em 10-7-832; Queltiz em 4-3-1842 e Barreiro em
9-3-1859. Tambm por algum tempo Silveiras pertenceu a
Areias.
So datas importantes na histria do Municpio: cria-
o da Freguesia - 1784; elevao a Distrito de Paz -
1801; a Vila - 28-11-1816; a Cidade - 24-3-1857; a Co-
marca - 15-4-1873.
Durante a revoluo de 1842, Areias, como algumas
outras localidades da zona conhecida por Norte de So Pau-
lo, foi tolhida de tdas as garantias constitucionais e ane-
xada Provncia do Rio de Janeiro (Decreto de 18 de ju-
nho de 1842). Volveu a So Paulo pelo Decreto n.
0
216,
de 29 de agsto de 1843.
Estve subordinada s seguintes comarcas: So Paulo
(como freguesia sujeita Vila de Lorena e depois, como
Vila, at fevereiro de 1833); Taubat: Ato do Presidente
da Provncia, de 23-2-1833 (Areias e Bananal); Taubat:
Decreto n.
0
162, de 10-5-1842 (Areias e Queluz); Guara-
tinguet: Lei n.
0
11, de 17-7-1852; Bananal: Lei n.O 16
de 30-3-1858; Areias: Lei n.
0
63, de 15-4-1873. Em
virtude do Decreto-lei n.
0
9 775, de 30 de novembro de
1938, foi-lhe suprimida a comarca, ficando anexada de
Queluz.
LOCALIZAO - A cidade de Areias est situada no an-
tigo traado da Rodovia Rio - So Paulo, prximo divisa
com o Estado do Rio de Janeiro, distando da Capital pau-
lista, em linha reta, 225 quilmetros. Suas coordenadas geo-
grficas so as seguintes: 22 34' 51" de latitude Sul e 44
41' 48" de longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE- 517 metros.
CLIMA - Temperado.
REA - 303 Jan2.
POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950, h 3 558
habitantes (1 771 homens e 1787 mulheres), dos quais
77% na zona rural. Estimativa do D.E.E. (1.
0
-VII-1954):
3 782 habitantes (872 na cidade e 2 910 na zona rural).
AGLOMERAOES URBANAS - A nica aglomerao
urbana existente a sede municipal, com 820 habitantes
( 396 homens e 424 mulheres) segundo o Recenseamento
de 1950.
ATIVIDADES ECONOMICAS -A principal atividade
econmica do Municpio a pecuria, objetivando a pro-
duo de leite, seguindo-se-lhe a lavoura de caf. Em 1956,
o valor dos principais produtos foi o seguinte (em milhes
de cruzeiros): Leite- 17,5; caf em gro- 2,5; Feijo
- 0,3; fumo em flhas - 0,2 . As reas de matas atingem
8 000 ha e as de pastagens 19 000 ha. O comrcio local
representado pela existncia de 5 estabelecimentos de ati- .
vidade mista, que se abastecem na cidade de Cruzeiros,
de onde importam tecidos, gneros alimentcios e outras
mercadorias, pois que a produo do Municpio quase que
se resume ao leite. A indstria se resume em pequenos esta-
belecimentos de produo de aguardente, que ocupam crca
de 20 operrios. Os principais centros consumidores dos
produtos agrcolas do Municpio so as cidades de Queluz,
Cruzeiro, Cachoeira Paulista e Lorena. A produo mdia
mensal de energia eltrica de 4 000 kWh, dos quais 3 600
so consumidos em iluminao pblica e particular.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio cortado
pela Rodovia So Paulo- Rio (traado antigo) e pores-
tradas municipais e particulares, que o ligam s seguintes
localidades: Barreiro (24 km), Cunha (128 km), Silvei-
ras (28 km), Queluz (13 km) e Resende (63 km). A
comunicao com a Capital do Estado se faz por meio de
rodovia (276 km) ou ferrovia (via Queluz - EFCB).
Com a Capital Federal h ligao rodoviria (249 km) e
ferroviria (via Que luz - EFCB) .
E BANCOS - Mantm transaes comer-
ciais com os Municpios de Queluz, Cruzeiro, Cachoeira
Paulista e Lorena. Possui 5 estabelecimentos varejistas e
1 agncia da Caixa Econmica Estadual ( em
30-11-956: Cr$ 1523 955,90 - 681 depositantes).
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Areias, em cujas
ruas se encontram vrios prdios de boa construo, conta
com 3 logradouros pavimentados a paraleleppedos e pos-
sui 117 domiclios ligados rde de gua, 97 ligaes el-
tricas, 1 cinema, 1 hotel e 2 penses (diria mdia -
Cr$ 90,00).
ASSIST2NCIA RIA - A populao
assistida por 1 hospital (Santa Casa de Misericrdia, com
18 leitos), 1 farmcia e 1 farmacutico.
ALFABETIZAO - De acrdo com o Recenseamento
de 1950, 41% da populao presente, de 5 anos e mais,
sabe ler e escrever.
ENSINO - H 9 unidades do ensino pnmarto funda-
mental comum, a mais importante das quais o Grupo
Escolar "Baro de Bocaina". O Municpio no possui uni-
dades do ensino mdio ou superior.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - O Municpio, des-
provido de bibliotecas e imprensa, no apresenta caracte- .
rsticas culturais dignas de meno.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA <Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Eotadual
MUNICfPIO
lCr$1
Total Tributria
----
1950 ....... 171 093 369 362 347 573. 83 540 395 100
1951 ....... 235 368 496 223 478 983 676 686 481 653
1952 ....... 338 838 483 358 521 642 86 962 480 752
1953 ....... 441 733 625 658 903 279 109 770 834 239
1954 ....... 393 215 660 082 658 454 172 503 730 645
1955 ....... 448 225 1 095 050 879 111 367 717 831 169
1956 (1) ... ... . .. 800 000 . .. 800 000
( 1) Oramento.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - Cita-se como
particularidade geogrfica importante a Serra da Bocaina,
que influencia a topografia local, tomando-a acidentada.
MANIFESTAOES FOLCLRICAS E
- Afora as efemrides cvicas e religiosas, de comemorao
tradicional, assume caracterstica especial a festa em lou-
vor de Nossa Senhora Santana, padroeira do lugar, que se
realiza no dia 26 de junho, com acentuado aspecto folcl-
rico. realizado o "jongo", dana de negros em volta de
uma fogueira, ao som de tambor, cantada com desafio de
"ponto".
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomi-
nao local dos habitantes do Municpio "areienses". A
Cmara Municipal composta de 9 vereadores e o colgio
eleitoral compreende 847 eleitores (3-X-955). Merece re-
ferncia a qualidade do Municpio como estncia clima-
as
trica, graas existncia dos Campos de Bocaina, cujo
clima indicado para todos os gneros de molstia, pois
tem grande eficcia no combate fraqueza. Os Campos
de Bocaina so freqentados por pessoas do Municpio, das
localidades vizinhas e de lugares distantes. O Prefeito o
Sr. Benedito Oliveira Ramos.
(Autoria do histrico - Ismael Thomaz da Silva - (Dados
compilados de diversas publicaes); Redao final - Altivo Fer-
reira; Fonte dos dados - A . M . E. - Ismael Thomaz da Silva . )
ARIRANHA - SP
Mapa Municipal na pg. 179 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - A povoao que deu origem ao Muni-
cpio foi fundada por J anurio D' Antnio, em 1892 . Doa-
ram terras para a formao do seu patrimnio, segundo
escritura lavrada no 1.
0
Tabelio de Notas de Jaboticabal,
as seguintes pessoas: Vicente Alves, Dona Brbara de Si-
queira, Dona Mxima Beralda de Jesus, Joo Lopes de
Abreu, Luiz Ricardo da Fonseca e Janurio D'Antnio.
Constitudo o Patrimnio, deu-se freguesia a denomi-
nao de So Joo do Ariranha.
O nome ARIRANHA, atribudo ao Municpio, pren-
de-se existncia de um crrego nas imediaes do antigo
povoado, onde os fundadores diziam haver muitos animais
denominados Ariranha (designao indgena de um bicho
semelhante lontra) .
O povoamento do lugar, conforme a tradio hist-
rica, deveu-se ao fato de haver um pequeno rio, com o
nome de Trs Marias, onde os cavaleiros ou tropeiros costu-
mavam acampar durante a noite, a fim de ali pernoitarem,
por ser o centro das grandes caminhadas que faziam . As-
sim sendo, surgiu a idia de construrem um abrigo e,
posteriormente, uma capela . ltima foi feita de barro,
erguendo-se, ao lado da mesma, uma grande cruz de ma-
deira . Logo aps, comearam a surgir os primeiros casebres
ao redor da capela, nascendo, da, a povoao.
A Lei estadual n.
0
1104, de 30 de novembro de 1907,
criou o distrito de Ariranha, no Municpio de Monte Alto.
Por fra dess-a mesma Lei, a sede distrital foi elevada
categoria de vila.
A Lei n.
0
1623, de 20 de dezembro de 1918, criou o
Municpio de Ariranha, constitudo com territrio desmem-
brado do de Monte Alto, e concedeu foros de cidade.
Verificou-se a instalao do Municpio no dia 10 de abril
de 1919.
At 1944, Ariranha permaneceu na diviso adminis-
trativa do Estado com um s distrito, o da sede. De acrdo
com o Decreto-lei estadual n.
0
14 334, de 30 de novembro
de 1944, que fixou o quadro da diviso territorial admi-
nistrativo-judiciria do Estado de So Paulo, vigente em
1945-48, Ariranha passou a ter dois Ariranha e
Jaguate (ex-Palmares).
Ariranha pertenceu inicialmente Comarca _ de Ca-
tanduva, passando em 1939 para a Comarca de Santa
Adlia (Decreto estadual n.
0
9 775, de 30 de novembro de
1938) e permanecendo nesta situao at o presente.
LOCALIZAO - A cidade de Ariranha est situada a
343 km (em linha reta) da Capital do Estado, rumo NNO,
tendo as seguintes coordenadas geogrficas: 21 12' de
latitude Sul e 48 47' de longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE- 615 metros.
CLIMA - Temperado. TemJ>eraturas em graus centgra-
dos: mdia das mximas - 37; das mnimas - 3; mdia
compensada - 20. Precipitao anual: 498 mm.
REA- 216 km2.
POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950, h 8 027
habitantes ( 4 118 homens e 3 909 mulheres), dos
quais 83% vivem na zona rural. Estimativa do D.E.E.
( 1.
0
:.VII-1954): 8 532 habitantes ( 1450 nas zonas urbana
e suburbana e 7 082 na zona rural).
AGLOMERAOES URBANAS- De acrdo com oRe-
censeamento de 1950, existem duas aglomeraes urbanas:
a cidade de Ariranha, com 1151 habitantes (550 homens
e 601 mulheres) e a vila de Jaguate, com 213 habitantes
(107 homens e 106 mulheres).
ATIVIDADES ECONOMICAS- A atividade fundamen-
tal economia do Municpio a agricultura, em que se
destacam as lavouras de caf, cana-de-acar, arroz com
casca e milho. Os produtos agrcolas e industriais que,
_ em 1956, atingiram maior valor, foram os seguintes (em
milhes de cruzeiros): agrcolas - caf beneficiado, 84,2;
cana-de-acar, 10,0; arroz com casca, 3,6 e milho, 3,2;
industriais - acar cristal, 13,9; aguardente de cana, 3,7
e lcool destilado, 2,5. As reas de matas atingem 2 268 ha.
A atividade industrial, em que se ocupam 139 operrios,
caracteriza-se pela fabricao de acar cristal, guardente
de cana, lcool destilado e pelo beneficiamento de caf e
arroz._ As principais riquezas naturais, j assinaladas, so:
fonte de gua teraputica, argila para tijolos e madeiras em
geral; no h, todavia, explorao econmica das mesmas.
MEIOS DE TRAN:SPORTE - O Municpio servido
por estradas de rodagem municipais e particulares, que o
ligam s seguintes localidades: Catanduva (31 km), Pi-
rangi (19 km), Monte Alto (39 km), Fernando Prestes
(17 km), Santa Adlia (7 km) e Pindorama (16 km).
A sede municipal servida por trs linhas de nibus de
trfego intermunicipal. A comunicao com a Capital do
Estado faz-se por meio de rodovia (476 km) ou por estrada
de ferro (via Santa Adlia - EFA).
COM2RCIO E BANCOS - O Municpio mantem tran-
saes comerciais com as praas de So Paulo, Catanduva,
Ribeiro Prto, Araraquara e So Jos do Rio Prto, de
onde importa materiais para construes, bebidas, calados,
fazendas, materiais eltricos e madeira. Os principais cen-
tros consumidores dos seus produtos agrcolas so as praas
de Santos, So Paulo e Catanduva. O comrcio local
representado por 30 estabelecimentos varejistas, havendo,
tambm, 1 agncia da Caixa Econmica Estadual ( dep-
sitos em 31-XII-1955: Cr$ 5 692 865,00 - 1 760 deposi-
tantes).
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Ariranha, em
cujas ruas se encontram vrios prdios de boa construo,
possui 262 ligaes eltricas, 35 aparelhos telefnicos e 1
cinema.
ASSIST1!:NCIA MDICO-SANITRIA -. Prestam assis-
tncia populao: 1 centro de sade, 1 psto de pueri-
cultura, 1 farmcia, 2 mdicos, 2 dentistas e 2 farma-
cuticos.
ALFABETIZAO- Pelo Recensamento de 1950, 43%
da populao presente, de 5 anos e mais, sabem ler e
escrever.
ENSINO - O setor educacional representado por 15
unidades do ensino primrio fundamental comum, das
quais a mais importante o Grupo Escolar de Ariranha.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA 1Cr$l DESPESA
REALIZADA
ANOS NO
Municipal
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$'
Total TributAria
----
1950 ....... 642 777 1 000 317 333 021 122 359 253 513
1951. ...... 968 257 896 159 596 407 147 413 951 767
1952 ....... 997 638 I 227 963 I 156 302 275 563 897 587
1953 ....... 925 830 1 503 337 I 002 387 290 317 649 173
1954 ....... 1 285 619 2 921 979 843 677 257 911 1 127 093
1955 ....... 1 192 491 5 065 104 1 362 860 295 180 I 440 818
1956 (1) ... ... .. 1 000 000 I 000 000
(1) Oramento,
OUTROS ASPECTOS DO MUNIClPIO - A denomina-
o local dos habitantes do Municpio "ariranhenses".
O nmero de vereadores 9 e o de eleitores 2 505 . O Pre-
feito o Sr. Miguel Hemandes. Jos Antnio Pasta (em
exerc.).
(Autoria do histrico - Luiz Rubiano; Redao final - Altivo
Ferreira; Fonte dos dados - A. M. E. - Luiz Rubiano. )
ARTUR NOGUEIRA - SP
Mapa Municipal na pg. 75 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - O territrio do Municpi de Artur No-
gueira pertenceu, at como dste sculo, a tradicionais
famlias paulistas, tais como Joo e Mateus Ferreira de
Camargo, conhecidos como "Doricos", estabelecidos no
Bairro Guaiquic, hoje Engenheiro Coelho; Francisco
Pinto Adrno, estabelecido com seus irmos no Bairro de
Mato Dentro; Joo Sertrio e D.a Maria da Glria Ser-
trio, estabelecidos no Bairro Sertrio; os irmos Maga-
lhes, estabelecidos no Bairro da Fazendinha; Pedro da
Cunha Claro, estabelecido no Bairro do Tapero; os
Cotrins, estabelecidos no Bairro do mesmo nome; os
Amarais, estabelecidos no Bairro dos Amareis; Jorge Tibi-
ri, estabelecido no Bairro do Ribeiro; Fernando Arens,
estabelecido no Bairro do Stio Novo; os Rosas, estabe-
lecidos na Fazenda Palmeiras e Ar.tur Nogueira & Cia.,
emprsa proprietria da Usina Ester, estabelecida em Cos-
mpolis.
Constituiu parte dste territrio, a partir de 22 de
agsto de 1904, com a doao de terras de Artur Nogueira
& C ia . ao govrno do Estado, por fra do decreto
n.
0
1300 da mesma data, a seco "Artur Nogueira", anexa
ao ncleo colonial "Campos Sales".
Ao territrio da sede municipal, primitivamente cha-
mado "Lagoa Sca", chegaram em 1907 os trilhos da estra-
da de ferro Funilense, sendo a sua estao construda no
mesmo ano. Nessa poca, j estava estabelecido aqui o
senhor Francisco Cabrino; com armazm, cujo prdio foi
o primeiro a ser edificado e ainda se encontra hoje na atual
rua XV de Novembro. J se achavam, tambm, radicados
na zona rural, os Irmos Tagliari .
No ano seguinte que vieram os verdadeiros funda-
dores da povoao, ocupando os lotes do patrimnio doado
por Fernando Arens seco "Artur Nogueira", do Ncleo
"Campos Sales". Entre les, destacaram-se Jos Sanse-
verino, Jlio Caetano, Joo Pulz, Henrique Steckelberg, os
Andrades, os Mauros, etc .
Pela Lei n.
0
1542, de 30 de dezembro de 1916, foi
criado o distrito de Paz, subordinado comarca de Mogi-
-Mirim . A instalao do cartrio deu-se no ano seguinte,
a 18 de outubro de 1917, com a presena do Dr. Artur
Igreja Motriz
85
Csar C. Whitacker, juiz da comarca de Mogi-Mirim, tendo
sido nomeado o senhor Joo Quintino de Brito o primeiro
oficial do cartrio e o senhor Henrique Steckelberg o pri-
meiro juiz de paz.
Data, tambm, de 1916, o incio da construo da pri-
meira capela, tendo o cnego Nora, de Mogi-Mirim, dado
a bno pedra fundamental do referido templo. Traba-
lharam nesta obra, Daniel de Andrade, Joo da Cruz, Joo
Pulz, Manoel Fernandes, Jos Sanseverino, Otvio Miran-
da e outros.
Nessa poca, predominavam os elementos estrangeiros
no povo do distrito, oriundos da Itlia, Alemanha, Portugal
e Espanha, os quais, cultivando a terra e criando o gado,
iam, aos poucos, adquirindo as terras dos primitivos donos
em pequenas glebas, acabando-se, assim, os grandes lati-
fndios. Depois, com a valorizao do caf, formaram-se
nessas glebas grandes cafezais, chegando mesmo o terri-
trio do distrito a constituir, em 1929, um verdadeiro
oceano de cafeeiros.
A parquia foi criada em 25 de novembro de 1934,
sob a invocao de Nossa Senhora das Dores e, em 5 de
janeiro de 1935, recebeu seu primeiro vigrio - o Padre
Ceclia Cury.
O ensino primarto representava, poca do distrito,
um srio problema, pois no havia prdio prprio para
funcionamento das duas escolas mistas, uma .Municipal e
outra Estadual, que tinham como professras as senhoras
Aninha da Cunha e Eugnia de Carvalho, respectivamente.
Com a doao feita pelo senhor Henrique Steckelberg de
um lote de sua propriedade, foi construdo o grupo escolar,
por volta de 1920.
A crise do caf, ocorrida por 1930
4
no deixou de re-
fletir-se no progresso do Distrito, o qual permaneceu esta-
cionado at 1937, quando foi inaugurada a iluminao
pblica e domiciliria, sendo a Companhia de Fra e Luz
de Mogi-Mirim a encarregada do servio.
Em 1938, na interventoria do Dr. Adhemar de Barros,
houve a retificao de divisas entre os distritos de Artur
Nogueira e Cosmpolis, ste pertencente comarca de
Campinas, ficando para o primeiro o bairro Floriano Pei-
xoto, que vizinhava com a vila, causando srios embaraos
sua administrao. Com essa retificao, o territrio do
Distrito ganhou considervel rea de terras.
Em 1948, incio o movimento para a emancipa-
o do Distrito, com assinaturas em listas de todos os habi-
tantes da vila e dos povoados, que desejassem a emanci-
pao. Sendo estas em grande nmero, foi requerido o
plebiscito, o qual deu a vitria emancipao. Para tratar
de to importante assunto, foi nomeada uma comisso en-
cabeada pelos senhores Raul Grosso, Elsio Quinteiro.
Rodolfo Rossetti, Jos Amaro Rodrigues Filho, Reinaldo
Stein, Severino Tagliari, Atlio Arrivabene, Jacob Stein,
Santiago Calvo e Roberto Amaral Green, a qual obteve da
Assemblia Legislativa do Estado o parecer favorvel
criao do Municpio. Pela Lei n.
0
233, de 24 de dezembro
de 1948, foi criado o municpio de Artur Nogueira, sendo
que a eleio acusou a vitria do senhor Severino Tagliari
para primeiro Prefeito, empossado no cargo a 10 de abril
de 1949.
86
Atualmente, ocupa o cargo de Prefeito o senhor Jos
Amaro Rodrigues.
LOCALIZAO- A cidade de Artur Nogueira localiza-se
no traado da Estrada de Ferro Sorocabana (ramal Mai-
rinque- Pdua Sales), distando 120 km, em linha reta, da
Capital do Estado. Suas coordenadas geogrficas so as
seguintes: 22 35' de latitude Sul e 47 10' de longitude
W.Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 640 metros.
CLIMA - Temperado. Temperaturas em graus
dos: mdia das mximas- 28!>; mdia das mnimas- 8.
REA- 318 km
2

POPULAO - Pelo .Recenseamento de 1950, h 5 894
habitantes (3 007 homens e 2 887 mulheres), dos quais
87% habitam a zona rural. Estimativa do D.E.E.
(1.
0
-VII-1954): 6 265 habitantes (838 na cidade e 5 427
na zona rural) .
Templo Assemblia de Deus
AGLOMERAES URBANAS - Pelo Recenseamento
de 1950, a nica aglomerao urbana existente, a sede
municipal, com o seguinte efetivo populacional: 788 habi-
tantes (391 homens e 397 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS- A atividade fundamen-
tal economia do Municpio a agricultura, em que se .
destacam as culturas de algodo, cereais e caf. Em 1956,
os cinco principais produtos agrcolas alcanaram os valores
seguintes (em milhes de cruzeiros) : Algodo em caroo
- 10,4; milho - 5,1; caf em gro - 5,0; arroz com
casca - 4,2; cana-de-acar - 2,4. O escoamento das
safras faz-se para os municpios de Campinas, Limeira e
Mogi-Mirim. As reas de matas atingiam, em 1956, crca
de 5 000 ha. A atividade industrial se caracteriza pela
presena de 3 unidades de produo, dedicadas aos ramos
de tecelagem e fabricao de aguardente, nas quais tra-
balham 130 operrios. A nica riqueza natural j assina-
lada o barro para indstrias cermicas, explorado em
pequena escala. Embora predomine a agricultura, tem a
pecuria acentuado desenvolvimento. Campinas o prin-
cipal centro comprador de gado do Municpio.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido
pela Estrada de Ferro Sorocabana (ramal de Mairinque-
Pdua Sales) e por estradas de rodagem estadual e muni-
cipais, que o pem em comunicao com as seguintes loca-
lidades: Cosmpolis, Limeira, Mogi-Mirim e Campinas.
A ligao com a Capital do Estado feita por meio de
rodovia (150 km) ou ferrovia (150 km - EFS e CPEF
em trfego mtuo com EFSJ) .
COMRCIO E BANCOS - O Municpio mantm transa-
es comerciais com as praas de Campinas, Limeira, Mogi-
-Mirim e So Paulo. O comrcio local, compreendendo 1
estabelecimento atacadista, 22 varejistas ( 17 de gneros
alimentcios, 3 de louas e ferragens e 3 de fazendas e
armarinhos), importa fazendas e armarinhos, calados,
adubos e maquinaria agrcola. Possui 1 agncia da
Caixa Econmica Estadual (depsitos etn 31-XII-55):
CrS 8 005 626,10 - 566 depositantes.
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Artur Nogueira,
em cujas ruas se encontram vrios prdios de boa cons-
truo, possui 7 logradouros pedregulhados (a pavimen-
tao representa 58% da rea total dos logradouros);
conta com entrega postal, 300 ligaes eltricas, 1 penso
(diria mdia de Cr$ 120,00), 1 cinema, 2 linhas de nibus
intermunicipais, 1 estao telegrfica e 1 aparelho telef-
nico, que a liga rde de Cosmpolis.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA- A populao
assistida por 2 farmcias, 2 mdicos, 2 dentistas e 1 far-
macutico.
ALFABETIZAO- Pelo Recenseamento de 1950, 53%
da populao presente, de 5 anos e mais, sabem ler e
escrever.
ENSINO - O setor do ensino representado por 8 uni-
dades do ensino primrio fundamental comum, destacan-
do-se dentre elas o Grupo Escolar Francisco Cardona, na
sede e o Grupo Escolar de Engenheiro Coelho, no bairro
do mesmo nome.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
ANOS
REALIZADA
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNICIPIO
Total Tributria
(Cr$)
-------
1950 ....... - 240 528 509 718 257 232 242 162
1951. ...... - 1 073 076 614 084 276 635 531 786
1952 .......
- 903 448 689 722 321; 257 914 330
1953 ....... - 1 118 940 1 086 743 364 136 713 606
1954 ....... ... 1 598 279 932 087 377 720 741 754
1955 ....... ... 2 330 374 1 013 897 413 320 1 060 495
1956 (1) ... ... ... 1 030 000 1 030 000 . ..
(1 \ Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomi-
nao local dos habitantes do Municpio "nogueirenses".
No setor de assistncia social h um asilo para desvalidos,
situado no Bairro So Joo dos Pinheiros, com capacidade
para 10 internados. A Cmara Municipal composta de
11 vereadores e o colgio eleitoral compreende 1 300
eleitores. O Prefeito o Sr. Severino Dagliari.
(Autoria do histrico - Alvaro Toledo Barros; Redao final
- Altivo Ferreira; Fonte dos dados - A. M. E. - Alvaro Toledo
Barros.)
ASSIS- SP
Mapa Municipal na pg. 429 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Foi no dia 1.
0
de julho de 1905, perante
o Tabelio de Campos Novos do Paranapanema, que o
capito Francisco de Assis Nogueira, representado pelo
seu genro e procurador Jos Tomas de Andrade, efetivou
a doao de 80 alqueires de terras de cerrado, para patri-
mnio de uma capela, sob a trplice invocao do Sagrado
Corao de Jesus, de So Francisco de Assis e da Obra-Pia
do Po de Santo Antnio". A doao foi aceita pelo Padre
Paulo de Mayo, vigrio de Campos Novos do Parana-
panema.
Imediatamente foi fundada a capela do patrimnio,
que era como as demais construes da poca, feita de
pau-a-pique e coberta de sap. Situava-se, a pequena ca-
pela, no declive que da atual Catedral vai para o lado do
chamado "BURACO". Ali, em tmo da Capela foram
surgindo, rpidamente, outros casebres de palmitos. Assim,
estava fundado o povoado de Assis.
C:.l3io e Escola Normal Sta. Maria
87
O desenvolvimento contnuo da povoao valeu-lhe a
elevao a Distrito de Paz, pela Lei n.
0
1 496, de 30 de
novembro de 1915, integrando o Municpio de Platina, da
Comarca de Campos Novos do Paranapanema, Trmo da
Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo. 1tsse desenvolvi-
mento do povoado de Assis foi devido, exclusivamente, ao
avano dos trilhos da E. F. Sorocabana que, at 1912,
alcanavam Salto Grande. Em 1914 os trilhos chegavam
ao povoado de Assis. O progresso trazido pelo caminho
de ferro, trouxe, como conseqncia, em 1915, a elevao
do povoado a sede distrital. O efeito da chegada da
E. F. Sorocabana prov_ocou tal crescimento do lugar que,
dois anos depois pela Lei Estadual n.
0
1581, de 20 de
dezembro de 1917, foi criado o Municpio de Assis como
Territrio desmembrado do de Platina.
A antiga rua principal do povoado, que ainda traz o
nome do seu fundador, foi relegada ao segundo plano por-
que no se dirigia Estao da Sorocabana. A nova rua
principal ao longo da qual foram sendo construdas melho-
res casas de madeira, foi traada pelo engenheiro Lars
Swesson, e o primeiro prefeito do Municpio de Assis, Joo
Teixeira de Camargo, deu-lhe o nome de Av. Rui Barbosa.
O movimento da cidade passou a girar em tmo da
Estao da Sorocabana. As edificaes de casas comerciais,
hotis, foram sendo feitas ao longo da Avenida, a partir da
Estao da E. F. Sorocabana, em direo Matriz, antigo
centro do distrito. A novel cidade crescia .
Um fator decisivo para o crescimento da cidade foi
a transferncia da sede da Comarca de Campos Novos do
Paranapanema para Assis, por fra da Lei Estadual
n.
0
1630-A, de 26 de dezembro de 1918. A instalao do
Municpio deu-se em 20 de maro de 1918.
Foram incorporados os seguintes distritos: Cndido
Mota, pela Lei n.
0
1831 de 24-XII-1921; Tarum, pela Lei
n.
0
2 203 de 20-X-27; Flornia, pelo Decreto-lei n.
0
14 334
de 30-XI-1944. Foram desmembrados: Cndido Mota,
pela Lei 1 936 de 28-XI-1923; Flornia, pela Lei n.
0
2 456
de 30-XII-1953. Consta, atualmente, dos seguintes Distri-
tos de Paz: Assis e Tarum.
LOCALIZAO - A sede do Municpio de Assis est
localizada no traado da Estrada de Ferro Sorocabana, a
400 -km, em linha reta, da Capital do Estado; est com-
preendida na zona fisiogrfica da Sorocabana.
As coordenadas geogrficas da sede municipal so as
seguintes: 22 39' 40" de latitude sul e 50 25' 13" de
longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
88
Grupo Escolar
ALTITUDE - 562,6 metros.
CLIMA - Quente, com invernos secos e temperatura su-
perior a 25 C. A altura total da precipitao no ano
de 1 530,6 mm.
REA- 733 km
2

POPULAO - Censo de 1950 - populao total do
Municpio 32 959 habitantes ( 16 686 homens e 16 273 mu-
lheres), sendo que 45% dessa populao se localiza na zona
rural. Estimativa do D. E. E. S. P. para o ano de 1954:
populao total do Municpio 30 028 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS- Assis possui trs cen-
tros urbanos: o da sede do Municpio, com 16 675 habi-
tantes ( 8 117 homens e 8 558 mulheres); o da sede do
Distrito de Flornea, com 1 107 habitantes ( 566 homens e
541 mulheres); e o da sede do Distrito de Tarum, com
190 habitantes (99 homens e 91 mulheres).
ATIVIDADES ECONOMICAS - As atividades funda-
mentais economia do Municpio de Assis so a agricul-
tura, a pecuria e a indstria de benefcios. O volume e
o valor da. produo, em 1956, dos 5 principais produtos
do Municpio, foram os seguintes:
Algodo em caroo ...... .
Cana-de-acar ......... .
Caf beneficiado ........ .
Leite ..................
Madeira serrada ........ .
Pedra britada .......... .
Volume
285 760 arrbas
142 560 toneladas
43 200 arrbas
7 000 000 litros
5 725 m"
67 258 m"
Valor (Cr$)
37 148 800,00
32 788 800,00
25 920 000,00
21 000 000,00
6 656424,00
5 646494,00
O principal centro consumidor dos produtos agrcolas
a Capital do Estado, para onde tambm exportado o
gado.
A atividade pecuana tem grande significao econ-
mica para o Municpio e com a tendncia permanente de
aumento, pois que os velhos cafezais vo sendo transfor-
mados em pastagens ..
A rea de matas estimada em 6 900 hectares, com-
preendendo matas para lenha e eucalipto.
As riquezas minerais assinaladas na regio so: gua
mineral, pedra diabase para pavimentao e construes,
e argila para tijolos, cermica, telhas e artefatos.
Por iniciativa particular instalam-se no Municpio, no
ramo da indstria extrativa mineral, as olarias, cermicas,
pedreiras, etc .
As fbricas mais importantes de Assis so as usinas
de tais como: Usina de Acar e lcool,
Fbrica de Aguardente, Fbrica de Farinha de Mandioca,
benefcio de algodo, caf e arroz, fbrica de manteiga e
casena, e serrarias .
Aproximadamente, existem 1100 operrios industriais
no Municpio, dos quais 400 trabalhando nas oficinas da
Estrada de Ferro Sorocabana.
O consumo mdio mensal de energia eltrica, como
fra motriz, de 10 000 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio de Assis
servido por 1 ferrovia, Estrada de Ferro Sorocabana, com
20 trens em trfego diriamente, 1 rodovia estadual e 7
rodovias municipais, as quais possibilitam a comunicao
com as seguintes localidades vizinhas e com a Capital do
Estado: Cidades vizinhas- 1. Maraca: rodovia (28 km);
Araguau: areo ( 30 km) ou ferrovia EFS ( 43 km); ou
rodovia ( 30 km) ou rodovia, via Cardoso de Almeida
(55 km); Lutcia, rodovia, via Tabajara (41 km); Encha-
por- rodovia (37 km); Palmital, ferrovia EFS (42 km)
ou rodovia, via Cndido Mota ( 34 km) - Cndido Mota:
rodovia (10 km) ou ferrovia EFS 15 km; Cornlio Pro-
cpio, PR; rodovia (64 km); Santa Mariana PR- rodo-
via, via Bandeirantes, PR (55 km) - Andir PR rodovia
( 49 km) . Capital Estadual - ferrovia EFS ( 601 km) -
ou rodovia ( 534 km) ou areo ( 406 km) . Capital Federal
- Via So Paulo, j descrita. Da ao DF, vde So Paulo.
Outros destinos (por via area) - Ourinhos (70 km) -
Araguau (30 km) Presidente Prudente (115 km).
O Municpio possui 1 campo de pouso, e servido
pela linha regular area da V ASP e por txis-areos.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as praas da capital do Maraca,
Cndido Mota, Ourinhos, Iep,. Marlia e com as cidades
do norte do Paran, principalmente Londrina, Sertanpolis
e Cornlio Procpio. O Comrcio assisense uma espcie
de intermedirio entre o norte do Estado do Paran e a
Capital Paulista. H na sede do Municpio a Associao
Comercial de Assis e o SESC, 65 indus-
triais, 12 estabelecimentos comerciais atacadistas e 638
varejistas, 6 agncias bancrias e 1 agncia da Caixa Eco-
nmica Estadual com 3 970 cadernetas em circulao e
depsitos no valor de Cr$ 13 985 513,90 (em 31-XII-55).
Assis Hotel
lgreia Matriz
ASPECTOS URBANOS- A porcentagem de rea pavi-
mentada na cidade de 30% em asfalto, 20% em parale-
leppedos e 1 o/o em outros tipos de pavimentao.
Assis possui rde de esgotos, 2 606 domiclios servi-
dos de gua encanada, abastecidos pelo aude da Reprsa
Municipal de gua Potvel, no Ribeiro do Cervo, com a
capacidade de 121 000 m
3
de gua.
A energia eltrica fornecida ao Municpio de Assis
pelas Usinas localizadas em Cndido Mota (Distrito de
Sussu) e em Piraju; a sede municipal possui iluminao
pblica e 4 581 ligaes eltricas domiciliares. O consumo
mdio mensal de energia eltrica para iluminao pblica
de 27 000 kWh e para iluminao particular de
265000 kWh.
H no Municpio 700 aparelhos telefnicos instalados;
correios e telgrafos; 5 hotis, com uma diria mdia de
CrS 90,00 sem alimentao e de Cr$ 150,00 com
tao; 10 penses; 4 cinemas; 1 cooperativa de consumo
e 2 mistas.
O nmero de veculos registrados na Prefeitura Muni-
cipal, em 1956, foi de 189 automveis e 266 caminhes.
Os transportes urbanos so feitos em charretes e auto-
mveis de aluguel.
ASSIST:tl:NCIA MDICO-SANITRIA Prestam ser-
vios assistenciais populao do municpio: a Santa
Casa de Misericrdia, com 88 leitos; o Hospital Dr. Acrsio
Paes Cruz com 50 leitos; a Casa de Sade So Jos, com 7
leitos; a Maternidade Nossa Senhora das Vitrias, com 27
leitos; 1 abrigo para menores, com 24 leitos; 2 abrigos para
desvalidos, com capacidade para 50 pessoas cada. Existem,
ainda, em franco funcionamento, o Centro Municipal da
Legio Brasileira de Assistncia, a Sociedade Beneficente
de Assis, a Associao Assisense para Cegos, a Associao
Cvica Feminina de Assis, a Associao Beneficente da
Igreja Presbiteriana de Assis e 5 Conferncias Vicentinas.
Destaca-se, ainda, o Psto de Puericultura de Assis,
sob a orientao de famoso especialista, Dr. Figueiredo, que
89
atrai crianas das localidades vizinhas para tratamento de
sade.
Conta o Municpio com 20 farmcias, 17 mdicos, 16
dentistas e 13 farmacuticos.
ALFABETIZAO - Do total da populao presente, de
5 anos e mais (27 786 habitantes), 60% sabem ler e
escrever.
ENSINO - O Municpio possui os seguintes estabeleci-
mentos de ensino - Grau Primrio: 6 grupos Escolares,
39 escolas isoladas, 6 escolas particulares, e 1 escola noturna
municipal. Grau Mdio: 3 ginsios, 2 Escolas Normais;
1 Escola Tcnica de Comrcio. Ensino Profissional: 9
cursos de ensino profissional.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Em Assis existem
2 bibliotecas: a Biblioteca Pblica Municipal com 1560
volumes, e a Biblioteca Dom Antnio Jos dos Santos,
estudantil, com 2 303 volumes. H no Municpio 5 tipo-
grafias; 2 livrarias; 1 radioemissora, e 6 jornais, sendo 2
dirios, 1 semanal, 1 religioso semanal e 2 estudantis.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNIClPIO
Federal Esta dual
(Cr$)
Total Tribut6ria
1950 .. .. 5 048 352 9 878 580 3 408 487 2 659 800 3 408 487
1951. .... 1 172 264 18 732 595 6 230 325 3 748 562 6 230 325
1952 ....... 10 751 854 21 798 131 7 926 890 5 225 314 7 992 157
1953 ....... 10 439 380 18 725 109 lO 044 501 7 483 158 9 664 493
1954 ....... 12 249 688 26 391 150 14 929 937 8 617 839 13 735 518
1955 .. .. 32 634 402 23 054 192 10 055 472 24 381 515
1956 (ll. .. ... ... 15 725 000 . .. 15 725 000
(I l Oramento.
MANIFESTAOES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- Festas cvicas -so comemoradas no municpio as datas
de 7 de setembro, e 15 de novembro e algumas outras.
Festas religiosas - o municpio de Assis sede da Diocese
do mesmo nome; as festas religiosas so celebradas com
missas e procisses, geralmente acompanhadas de quer-
messes, leiles e tmbolas.
Vista Parcial
90
Praa Arlindo Luz
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Existe na
cidade de Assis o Consulado da Itlia. O municpio con-
tava, em 3-X-1955, com 10 789 eleitores inscritos e 17
vereadores em exerccio.
A denominao local dos habitantes "Assisenses". O
Prefeito o Sr. Thiago Ribeiro.
(Autoria do histrico - Wenceslau Odravos dos Santos; Reda-
o final - Maria Aparecida Ortiz Ramos Pereira; Fonte dos dados
- A.M.E. - Wenceslau Odravos dos Santos.)
ATIBAIA- SP
Mapa Municipal na pg. 295 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - A fundao de Atibaia data de 1665,
quando na formosa colina em cujas fraldas corre o rio que
lhe empresta o nome, o padre Mateus Nunes Siqueira,
clebre bandeirante, localizou, por ordem da cmara de
So Paulo, a 3 de julho, uns ndios guarulhos j reduzidos
ao grmio catlico e que le havia descido dos sertes na
sua "pia e humanitria misso de catequese". Dsse ele-
mento parece ter-se aproveitado outro paulista ilustre, o
potentado Jernimo de Camargo, que a fundou uma fa-
zenda e erigiu uma capela sob a invocao de So Joo
Batista. Assim surgiu a aldeia e, com a paragem forada
dos paulistas que demandavam as gerais, foi-se desenvol-
vendo. Ferno Dias, no dizer de modernos escritores,
D. Rodrigo de Castel Branco, Joo Lopes de Lima e outros
denodados sertanistas aqui pousaram e daqui rumaram
para as misteriosas gerais. Freguesia desde 1747, teve a
sua primeira tentativa de elevao a municpio, em 1761,
frustrada porm "por causa de recearem os gastos e emo-
lumentos das correes". Entretanto, oito anos mais tarde,
a 1769, o Capito General D. Antnio de Souza Botelho,
Morgado de Mateus, pela ausncia completa de Justia e
impressionado com os desmandos de potentados que tinham
"nociva preponderncia sbre a freguesia, impondo-lhe seus
desarrazoados alvedrios, e levando-a a desatinos", elevou-a
a Municpio, conforme portaria de 27 de junho de 1769,
instalando-se a primeira Cmara em 1770, ocasio em que
houve grandes solenidades no levantamento do pelourinho.
Da em diante o vilarejo toma parte ativa em todos os
fatos histricos mais importantes. Na chegada de D. Joo
VI, no faltou sua representao; na revoluo Constitucio-
Congadas
nalista portugusa de 1820 ela jurou "as bases Constitu-
cionaes decretadas pelas Crtes Geraes, extraordinrias,
Constitudas em Lisboa, Jurou Obedincia a Sua Majes-
tade O Senhor Dom Joo Sexto, Rey Constitucional do
Reyno Unido de Portugal, do Brasil e Algarves, jurou
outrossim de vigiar pela exata e pronta execuo das leis
existentes, de promover todo bem desta provncia em
particular e da Nao Geral, jurou obedincia ao Govrno,_
bem assim a Deos Nosso Senhor". Na independncia a
vilota vibrou. A 5 de outubro de 1822, o povo se reuniu.
e todos com uma flor verde, dentro de um ngulo de ouro
com a legenda "Independncia ou Morte", no brao esquer-
do, - smbolo de que haviam abraado a causa, declara-
ram "que de vontade de todos estavam - prontos a manter
a liberdade, independncia e a Sua Alteza Real o Prncipe
regente aclamavam a viva voz"; e a 12 do mesmo ms
reunia-se numa grandiosa manifestao, sendo aclamado o
Imperador Constitucional, a Imperatriz e a Santa Religio.
No 11 reinado novamente o vemos a debater-se pela maiori-
dade; e na revoluo de 1842, ao lado de Rafael Tobias
de Aguiar, havendo grandes desordens na cidade, foi cassa-
do o mandato de sua Cmara. Na libertao dos escravos,
Antnio Bento, Juiz Municipal, rpuito trabalhou pela causa
que teve por fim a Lei urea. A propaganda republicana
encontrou adeptos que militaram desde as reunies da casa
de Amrica Brasiliense, tendo Atibaia disputado com So
Paulo, Campinas, Itu e outros, a localidade para a reali-
zao do 1. Congresso, triunfando a delegao ituana .
. Da Repblica aos nossos dias ela tem mantido a sua
tradio, no se alheando aos fatos histricos que tm em-
polgado nossa terra e nossa gente. A partir, entretanto, do
sculo XIX, surgem intrpidos atibaianos, como Jos Lucas
de Siqueira Campos, o Jos Lucas, como era conhecido, que
faz a reforma da igreja e constri o prdio da cadeia; Salva-
dor Ribeiro de Toledo Santos, Jos Alvim de Campos
Bueno e tantos outros, que muito fizeram a servio da
terra. Com a proclamao da Repblica e entrada do
sculo XX, novos valores surgem, como Juvenal Alvim,
Benedito de Almeida Bueno e Aprgio de Toledo; enfim,
uma pliade de atibaianos procura dotar a cidade de todos
os melhoramentos necessrios, tais como: gua encanada,
luz eltrica, grupo escolar, esgto e at indstria txtil, com
a criao de uma fbrica de tecidos, que deu origem s
modelares fbricas de hoje, aqui existentes. Como cidadP.
de guas medicinais, de clima "ameno e salutfero", j
Martius e Spix diziam, h mais de um sculo, que "a
respeito da vila probrezinha de So Joo de Atibaia", um
aluno da escola cirrgica do Rio de Janeiro lhes fz "a
observao ingnua de que os habitantes destas regies
no mereciam ter mdicos porque raras vzes ficavam
enfermos".
O Municpio constitudo de um nico distrito - o
da sede.
LOCALIZAO - A cidade de Atibaia situa-se no tra-
ado da Estrada de Ferro Bragantina, distando da Capital
do Estado, em linha reta, 48 km . Suas coordenadas geo-
grficas so as seguintes: 23 07' de latitude Sul e 46 33'
de longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE- 744 metros.
CLIMA - Ameno. Temperaturas em graus centgrados:
mdia das mximas - 35; das mnimas - 8; mdia
compensada - 25. Precipitao anual (em 1955) -
1092,3 mm.
REA- 476 km:!.
POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950, h 18 130
habitantes (9 113 homens e 9 017 mulheres), dos quais se
situam no quadro rural 63 o/o . Estimativa do D. E. E.
(1.
0
-VII-1954): 19271 habitantes (7223 na cidade e
12 048 na zona rural).
Clube de Campo
91
AGLOMERAES URBANAS - Pelo
de 1950, a nica aglomerao urbana a cidade de Ati-
baia, com 6 795 habitantes (3 208 homens e 3 587
mulheres).
ATIVIDADES ECONOMICAS- A atividade fundamen-
tal economia do Municpio a fiao e tecelagem de
algodo, vindo em seguida a produo agrcola, de que so
principais culturas a batatinha, o milho e o caf. Em 1956,
foram os seguintes os produtos que alcanaram maior valor
na economia local (em milhes de cruzeiros) : tecidos de
algodo e linho - 48,0; fios de algodo - 40,0; batatinha
- 26,3; milho em gro - 12,0; caf beneficiado - 10,6;
raes para aves e animais - 15,0. So Paulo o prin-
cipal centro consumidor dos produtos agrcolas do Muni-
cpio. As matas atingem 1740 ha. A atividade industrial
representada pela existncia de 30 estabelecimentos m-
dios e grandes, dedicados aos ramos fiao e tecelagem de
algodo e linho, pasteurizao de leite, fabricao de raes
para aves e vinho tinto de uva . Ocupam-se nesse setor
1100 operrios. As riquezas naturais assinaladas so:
areia e pedregulho para construo; barro para tijolos e
telhas; rochas de granito e saibro e lenha para carvo.
A pecuria apresenta, tambm, significao econmica,
havendo, inclusive, pequena exportao de gado para a
Capital do Estado . O consumo de energia provido por
uma usina hidreltrica municipal, cuja produo anual
de crca de 12 000 kWh. A produo de leite pasteuri-
zado foi de 2,4 milhes em 1956.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as praas de So Paulo, Jarinu, Piracaia,
Bragana Paulista, Jundia, Nazar Paulista e Joanpolis.
O Municpio possui 5 estabelecimentos atacadistas, 219
varejistas, 1 Cooperativa de Crdito Agrcola, 2 agncias
bancrias e 1 agncia da Caixa Econmica Estadual (de-
psitos em 31-XII-1955: Cr$ 19 437 119,00 - 6 861 depo-
sitantes).
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Atibaia, em cujas
ruas se encontram edificaes modernas e confortveis,
possui 25 logradouros pavimentados (rea de pavimenta-
o: 96 513 m!!), 2 065 ligaes eltricas, 1640 ligaes
de gua, 1620 domiclios esgotados pela rde, 201 apa-
relhos telefnicos e 2 agnCias telegrficas. A Agncia
Postal faz entrega domiciliar de correspondncia. Conta
com 2 cinemas modernos, 3 hotis e 7 penses (diria
mdia - CrS 150,00). servida por 6 linhas de nibus
( 1 urbana e 5 intermunicipais) e por 1 estao de estrada
de ferro.
ASSIST2NCIA MDICO-SANITARIA - A populao
servida por 1 hospital com 75 leitos, 1 psto de assistncia
mdico-sanitria e 1 psto de puericultura, 7 farmcias, 5
mdicos, 6 dentistas e 6 farmacuticos.
ALFABETIZAO- Pelo Recenseamento de 1950, 53%
da populao presente, de 5 anos e mais, sabe ler e escrever.
ENSINO - Atibaia considerado centro de cultura na
regio, contando com 1 colgio e escola normal estadual,
1 escola de comrcio, 1 instituto municipal de cultura arts-
tica, 2 grupos escolares e 24 escolas isoladas do ensino pri-
mrio fundamental comum .
92
Pao Municipal
MEIOS DE TRANSPORTE - A cidade de Atibaia
servida pela Estrada de Ferro Bragantina e rodovias
estadual e municipais, que a pem em comunicao com
as seguintes localidades vizinhas: Bragana Paulista
(21 km), Piracaia (26 km), Nazar Paulista (23 km),
Franco da Rocha (49 km), Jundia (35 km) e Itatiba
( 30 km) . A ligao com a Capital do Estado feita por
via rodoviria (67 km) ou por ferrovia (83 km - EFBt
e EFSJ).
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H 2 bibliotecas
(Biblioteca Pblica Municipal de Atibaia com 3 380 volu-
mes e Biblioteca "Monteiro Lobato", do Colgio Estadual,
com 1 200 volumes), 3 jornais de periodicidade semanal,
1 radioemissora, 1 museu municipal e 5 tipografias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA r Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNIClPIO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
1950 .... ... 2 787 844 3 036 550 2 890 890 1 040 781 2 929 891
1951 ....... 4 706 399 .4 107 516 6 196 377 1 243 223 5 086 633
1952 ....... 4 651 308 5 434 921 7 374 057 1 362 017 6 066 297
1953 ....... 5 029 830 7 014 934 . 7 989 796 1 915 925 9 921 643
1954 ....... 6 907 633 8 600 365 13 129 311 2 115 719 13 453 133
1955 ....... . .. 10 777 897 10 985 654 2 446 931 9 419 687
1956 rt) ... ... 6 100 000 . .. 6 100 000
r 1 l Oramento.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- A topografia
do Municpio montanhosa. A distribuio das reas,
segundo as trs formas principais de relvo, a seguinte:
o paneplano arqueozico representa 88,3% da rea total,
ou seja 389,7 km
2
; o das serras posteriores, 8%, isto ,
35,0 km
2
e as vrzeas, 3,7% (16,3 km
2
). As principais
serras do Municpio so: a Serra Vermelha, a Serra do
ltapetinga e a Serra do Botujuru.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- Realizam-se no Municpio, no perodo de 25 de de-
zembro a 6 de janeiro, festas populares tipicamente folcl-
ricas, tais como "festa do mastro", "cavalhadas" e "canga-
das". O principal festejo o que comemora o Natal, de
Cavalhada
25 a 28 de dezembro, quando aparecem os grupos folcl-
ricos, e que termina propriamente a 6 de janeiro. Nesses
dias, os dois grupos de congos existentes, com suas vesti-
mentas caractersticas, percorrem as ruas, em filas e, com
seus instrumentos - tambores rsticos, pandeiros, violas,
caraxs, etc. -, danam e cantam . Outra interessante
tradio de Atibaia a "cavalhada", que consiste no en-
contro do "rei". Cavaleiros vestidos a carter representam:
major de cavalaria, porta-bandeiras, um marechal e o rei
festeiro, que aps desfilarem pelas principais ruas da cidade,
se encaminham para a Igreja do Rosrio, onde o rei, depois
da reza, volta e faz a distribuio de prmios aos que apre-
sentarem melhores cavalos.
Foi promovido em Atibaia, a 4 de julho de 1954, um
festival folclrico - o primeiro do Estado de So Paulo -,
cujo patrocnio coube Prefeitura e Cmara Municipal,
Comisso Paulista de Folclore e Centro de Pesquisas
Folclricas . "Mrio de Andrade".
ATRAES TURSTICAS - Constituem objeto de
turismo: a Pedra Grande, localizada na serra de Itapetinga,
com 1 400 m de altitude; a Pedra do Sino ou dos "Amores"
- localizada no Bairro do Marmeleiro; a Reprsa Hidre-
ltrica Municipal e a Estncia Lynce (para veraneio) .
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomi-
nao local dos habitantes do Municpio "atibaianos".
O movimento sindical , representado por 1 sindicato de
empregados. O nmero de vereadores 13 e o de eleitores
6 046 (em 31-X-1955). A ti baia considerada estncia
climatrica, embora possua apenas um Hotel de Campo,
para repouso, procurado por pessoas residentes em So
Paulo e Santos. O Prefeito o Sr. Edmundo Zanoni.
(Autoria do histrico - Wilson Pasquotto; Redao final
Altivo Ferreira; Fonte dos dados - A. M. E. - Wilson Pasquotto: )
AURIFLAMA- SP
Mapa Municipal na pg. 75 do 1"2.
0
Vol.
HISTRICO - Remonta de 1935 a histria de Auriflama.
Chegou s terras, que atualmente constituem o municpio,
um pioneiro, o sertanista Joo Pacheco de Lima. Ergueu
um rancho e comeou a cultivar a terra virgem.
Joo Pacheco de Lima tinha idias, como todo desbra-
vador, de formar uma vila e comeou, ento, a abrir as
primeiras picadas, que logo ficaram sendo conhecidas por
"Vila Pacheco".
Em 20 de novembro de 1937, foi levantado o cru-
zeiro e celebrada a- primeira missa campal, e, logo aps, o
Padre Agostinho dos Santos Pereira abenoava a futurosa
vila que surgia no seio da floresta, e que deixava de ser
"Vila Pacheco" para tomar a denominao de urea, em
homenagem filha do fundador.
No tardou e outras famlias chegavam Vila urea
e merecem ser destacadas as de Joaquim Graciano de
Paiva Soares, Valdevino Nery, Jos Joaquim 'Nery, Ozrio
Messias e muitos outros que transformaram a vila num
poderoso centro cafeeiro .
FORMAO ADMINISTRATIVA - urea passou a ser
a 2.a (segunda) zona distrital pelo Decreto-lei n.
0
13 011,
de 24 de outubro de 1942.
Foi elevado a distrito de paz, com a denominao de
Auriflama, pelo Decreto-lei n.
0
14 334, de 30 de novembro
de 1944, com terras desmembradas dos distritos de General
Salgado e Major Prado.
O novo distrito crescia. No v as construes surgiam,
o comrcio desenvolveu, a agricultura floresceu, principal-
mente o caf, que merece destaque, alm do grande cultivo
de cereais em geral. Foi, dsse modo, que todos os habi-
tantes, radicados quer na agricultura, quer no comrcio,
quer na indstria ou em outras profisses, encetaram uma
luta pela emancipao poltica do distrito de Auriflama.
Criaram-se comisses. Os debates se sucederam. Era
preciso vencer, pois, Auriflama, cnscia do seu papel entre
as comunas do Estado, precisava romper os laos de subor-
dinao poltica. A luta foi coroada de xito e, em 30 de
dezembro de 1953, o Decreto-lei n.
0
2 456 elevava Auriflama
categoria de Municpio.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
CLIMA - Quente, inverno sco. Temperatura mdia do
ms mais quente: maior que 22C e do ms mais frio: maior
que 18C.
REA - 652 km
2

POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950, h 6 848
habitantes (3 584 homens e 3 264 mulheres). Estimativa do
D. E. E. ( 1.
0
-VII-1954): 7 279 habitantes ( 1110 na cidade
e 6 169 na zona rural).
93
AGLOMERAES URBANAS - Existe uma nica aglo-
merao urbana, que a da sede municipal, cuja populao
a mesma estimada em 1.
0
-VII-1954: 1110 habitantes.
ATIVIDADES ECONMICAS- A atividade fundamen-
tal economia do municpio a agricultura. Em 1956, o
volume e o valor da produo dos 5 principais produtos
agrcolas foram os seguintes:
PRODUTO UNIDADE QUANTIDADE
VALOR
I em milhes de
cruzeiros)
--------------------1------1-------
a f ~ beneficiado ............ .
Arroz ..................... .
Milho ...................... .
Algodi!.o .................... .
Feiji!.o ...................... .
ArrOba
Saco 60 kg
Saco 60 kg
ArrOba
Saco 60 kg
42 000
27 600
42 000
39 000
2 430
23
li
lO
5
2
Os principais centros consumidores dos produtos agr-
colas so: Araatuba e Birigui (cereais em geral) e Santos
(caf).
Cem estabelecimentos comerciais servem o municpio,
assim distribudos, de acrdo com o ramo de atividade:
Gneros alimentcios 49 - Louas e ferragens 2 - Fa-
zendas e Armarinhos 6 - Diversos 43 .
A pecuria tambm tem significao econmica e h
exportao de gado para os municpios de Araatuba e So
Jos do Rio Prto.
As matas naturais atingem um total de 16 860 ha.
Os campos ou pastagens 22 480 ha, sendo 2 810 ha de cam-
pos naturais e 19 670 de artificiais.
MEIOS DE TRANSPORTE - Liga-se a So Paulo, por
rodovia e ferrovia - rodovia estadual. (at So Jos do
Rio Prt, com linha de nibus; baldeao em Monte
Aprazvel): 137,400 km; Estrada de Ferro Araraquara,
Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Estrada de
Ferro Santos a Jundia: 513,748 km; rodovia municipal
(at Araatuba, via Major Prado, com linha de nibus) :
70,000 km; Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, Cia. Pau-
lista de Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Santos a
Jundia: 682,283 km, ou Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil e Estrada de Ferro Sorocabana: 671,254 km; por
rodovia estadual - (via So Jos do Rio Prto):
592,400 km.
Campos de Pouso: Um municipal, com pista de
600 x 400 m, distante da sede municipal 0,500 km; trs
particulares (pista 1000 x 100) distante 20,000 km da
sede municipal; pista 600 x 40 distante da sede municipal
16,000 km; pista 600 x 40 distante 18,000 km.
Na sede municipal h, diriamente, 100 automveis
e caminhes em trfego e, na Prefeitura Municipal, estavam
registrados, em 1956, 15 caminhes e camionetas e 2
automveis.
COMRCIO - Sendo as principais atividades do Muni-
cpio, a agricultura e a pecuria, exporta produtos agrcolas
e gado, e importa tecidos, calados, chapus, ferragens, me-
dicamentos e demais artigos manufaturados.
O comrcio local mantm transao com os municpios
de: So Paulo, So Jos do Rio Prto, Araatuba, Votupo-
ranga e Monte Aprazvel.
O nmero de estabelecimentos varejistas de 77 e 1
industrial.
ASSIST1tNCIA MDICO-SANITARIA - H 1 mdico,
2 dentistas, 3 farmcias e 3 farmacuticos.
ENSINO - Um grupo escolar e 13 escolas isoladas.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS NO
Federa!
Municipal
MUNICIPIO
Estad ua I
I Cr$)
Total Tributria
------------------
1954 ....... ... - - - 153 233
1955 ....... ... ... I 171 920 527 338 1 146 635
1956 (1) . .. ... ... 1 200 000 . .. 1 200 000
(1) Oramento.
FESTAS POPULARES - realizada a festa religiosa
denominada "Festa de Nossa Senhora Aparecida", entre
os meses de setembro e outubro.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Nos trs
hotis existentes, a diria mais comum de Cr$ 110,00
(cento e dez cruzeiros) . H um cinema e uma livraria.
Nove vereadores compem a Cmara Municipal. O
Prefeito o Sr. Lzaro Francisco da Silva.
(Autoria do histrico - Valdevino Nery e Joo Pacheco Filho;
Redao final - Sebastio de Figueiredo Trres; Fonte dos dados -
A. M. E. Mauro Amarante Silva. )
AVAl- SP
Mapa Municipal na pg. 365 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Ava tem, como seu primado, a doao
pelo Major Gasparino de Quadros, de 10 alqueires de terra,
em 1905.
J nessa poca havia, por tda regio, moradores, ou
antes, desbravadores, pois tudo era u'a mata s. Mesmo
antes da doao, j alguns homens para l se dirigiram e
se fixaram, enfrentando todos os perigos da regio ainda
selvagem. Necessrio se faz salientar o nome de Joo Ba-
tista Dias, cognominado Joo Guari, que a todos antecedeu
- foi o 1.
0
morador do lugar. Vindo de So Manuel e
desembarcando em Bom Jardim, at onde a Sorocabana
atingia naquela poca, fz o resto do trajeto a cavalo, com
a famlia e alguns camaradas.
Como les, outros vieram e se fixaram, dando incio ao
que seria mais tarde a rica regio da Noroeste.
O primeiro nome dado ao lugarejo foi Jacutinga, nome
de um pssaro, naquela poca muito encontradio na regio,
e que servia de caa aos habitantes do lugar. 1tstes, em
conversa com pessoas de outras localidades, para explicar
de onde eram, diziam: sou da terra dos jacutingas, ou,
ento, vou para o lugar dos jacutingas, etc. Com o correr
do tempo o uso se generalizou e o lugarejo recebeu o nome
de So Sebastio do Jacutinga, passando a ter como seu
padroeiro ste santo.
Com a chegada, em 1906, da Estrada de Ferro
Noroeste do Brasil foram fixados os limites do permetro
urbano, com a diviso do terreno doado, em lotes. A divi-
so foi feita pelo engenheiro, Dr. Tomaz Viteri, auxiliado
pelo Dr. Cestari.
J, em 1907, um brusco crescimento tinha Jacutinga,
com a construo de novas casinholas de tbuas: aparece
o primeiro negcio, o primeiro aougue e a primeira
farmcia.
Em 1908, foi construdo o primeiro cemitrio, no lugar,
onde hoje existe o jardim e a atual Igreja Matriz. Antes,
os mortos eram enterrados no Cemitrio Indgena, em terras
da Fazenda Santa Maria.
Em 1910, foi inaugurado o primeiro cinema perten-
cente a Manuel Gonalves e que funcionava num Barraco,
onde hoje se localiza a Prefeitura.
A eletricidade necessria, para a passagem dos filmes
era fornecida por um motor. Mais tarde, com a criao
da primeira serraria, de Domingos Zuliam, a energia passou
a ser trazida da mesma. Nessa poca, iluminou-se a vila
com lampees, devido a iniciativa de Aurlio Barcelos de
Almeida, que viria a ocupar o cargo de Vice-Prefeito, quan-
do a Vila foi elevada a Distrito de Paz do Municpio de
Bauru, pela Lei n.
0
1246 de 30 de dezembro de 1910.
Como primeiro escrivo passou a funcionar, interina-
mente, Joo Margheroti, sendo substitudo no dia 13 de
janeiro de 1912 pelo escrivo efetivo, Sr. Jos Incio A. de
Sales. Como primeiro Juiz de Paz, o Distrito teve Horcio
Nogueira.
Em 1919, pela Lei n.
0
1672, do dia 2 de dezembro,
foi o Distrito de Jacutinga elevado a Municpio, com o
nome de Ava, ficando, ainda, sob a jurisdio da Comarca
de Bauru.
O nome da cidade passou a ser Ava, tendo em vista
evitar a confuso comum, naquela poca, entre esta cidade
e outra do Estado de Minas Gerais e tambm com o fito
de rememorar a ciebre batalha de Ava.
FORMAO ADMINISTRATIVA- O Distrito de Paz
de Jacutinga, no Municpio ~ Bauru, foi criado pela Lei
n.
0
1246, de 30 de dezembro de 1910; foi elevado a Muni-
cpio pela Lei n.
0
1 p72, de 2-XII-1919, com a denominao
de "Ava". Como Municpio, instalado a 10-IV-1920, foi
constitudo com os Distritos de Paz de Jacutinga (Ava)
e Presidente Alves.
Foram incorporados os Distritos de: Guaricanga, pela
Lei n.
0
2 175, de 28-XII-1926; Nogueira, pelo Decreto-lei
n.
0
14334, de 30-XI-1944.
n.o
n.o
Foram desmembrados:
2 316, de 2-XII-1927;
14 334, de 30-XI-1944.
Presidente Alves, pela Lei
Guaricanga, pelo Decreto-lei
Consta, atualmente, de dois Distritos de Paz: Ava
e Nogueira.
LOCALIZAO - A sede do municpio de A v a est loca-
lizada no traado da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
As coordenadas geogrficas da sede municipal so as se-
guintes: 22 09' de latitude Sul e 49 19' de longitude
W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital.
AL TI'fUDE - 460 metros.
CLIMA - Quente, com invernos secos e as seguintes tem-
peraturas: mdia das mximas - 27C; mdia das mni-
mas- 10C; mdia compensada.....:... 18C. A altura total
da precipitao no ano de 6 229 mm.
REA - 534 km2.
POPULAO - Censo de 1950 - total 8 085 habitantes
( 4 162 homens e 3 923 mulheres) sendo que 76% dessa
populao se localiza na. zona rural. A estimativa para o
ano de 1954, da populao total do Municpio de Ava
de 8 594 habitantes (dados do D. E. E. ) .
AGLOMERAES URBANAS- O Municpio de Ava
conta com dois Distritos de Paz, o da sede com 1 682 habi-
tantes (848 homens e 834 mulheres) e o de Nogueira com
195 habitantes (98 homens e 97 mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais economa do Municpio so a agricultura e a
pecuria. Agricultura - Os produtos agrcolas mais im-
portantes da regio so o caf, o algodo e a mandioca,
sendo So Paulo, Bauru e Piraju os principais centros
consumidores dsses produtos. Pecuria - A atividade
pecuria tem grande significao econmica para o Muni-
cpio, tendo sido a produo de leite, em 1956, de 1 845 200
litros, no valor de Cr$ 7 450 032,00. H, tambm, expor-
tao de gado para So Paulo, Campinas e Bauru.
Rebanhos existentes em 31-XII-1954 (nmero de cabeas)
34 700 bovinos, 12 100 sunos, eqinos 3 600, ovinos 1400;
muares 1 300 e caprinos 900. Produo - O volume e o
yalor dos cinco principais produtos da regio, em 1956, foi
o seguinte:
PRODUTO
Caf ..................... .
Algodo ................. .
Leite .................. .
Madeira ........
Mandioca.. . ......... .
UNIDADE
Arrba

Litro
rn3
Tonelada
VOLUME
51 500
89 000
1 834 200
54 408
900
VALOR
CCr$l
30 900 000,00
13 350 000,00
7 450 032,00
3 824 990,00
720 000,00
Riquezas Naturais - Encontramos na regio, de ori-
gem mineral, barro para olaria e, de origem vegetal, ma-
deiras. A rea de matas naturais de 1 400 hectares e a de
95
matas formadas de 896 ha. - Indstria - As fbricas
mais importantes so: Fbrica de Farinha de Mandioca
Mirtes e Cermica Santa Roslia, ocupando crca de 4 7
operrios. O consumo mdio mensal de energia eltrica
como fra motriz de 12 706 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE- O Municpio de Ava
servido por 1 ferrovia, Estrada de Ferro No roeste do Brasil,
1 rodovia municipal e pela rodovia estadual So Paulo -
Mato Grosso. Meios de Comunicao com as cidades
vizinhas e a Capital do Estado: Bauru -- E. F. N. O. B.
48 km; rodovia 36 ou rodovia, via Tibiri 46 km.
Duartina - rodovia 29 km; E. F. N. O. B. 48 km at
Bauru e da pela C.P. E. F. 54 km . Glia - rodovia
29 km. Presidente Alves - rodovia 18 km; E. F. N. O. B.
23 km. Piraju- rodovia 19 km; E.F.N.O.B. 38 km.
Capital Estadual - E. F. N. O. B., 48 km at Bauru e da
pela C.P .E.F. em trfego mtuo com a E.F .S.J.
(402 km) ou com a E.F.S. (425 km); "misto- (a) at
Bauru: por rodovia, 36 km, ou rodovia, via Tibiri, 46 km,
ou E. F .N .O.B., 48 km; (b) de Bauru a So Paulo por
via area 282 km.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as praas de Bauru e Piraju. Os princi-
pais artigos importados so: acar, trigo, bebidas, feijo
e arroz. Ava possui 5 estabelecimentos industriais, 36
comerciais e 1 agncia da Caixa Econmica Estadual, que
contava com 1100 cadernetas em circulao e depsitos
no valor de Cr$ 4788331,00 em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS - No h pavimentao na
cidade; apenas 7 ruas possuem caladas com ladrilhos de
cimento. Em Ava h iluminao pblica e 243 ligaes
eltricas domiciliares, com energia fornecida pela Cia. Pau-
lista de Fra e Luz, sendo o consumo mdio mensal de
iluminao pblica 15 151 kWh e de iluminao particular
7 942 kWh. O Municpio possui 11 aparelhos telefnicos
instalados, correio e telgrafo e 1 penso com a diria de
CrS 100,00.
ASSIST:t.NCIA MDICO-SANITRIA -- O Municpio
de Ava conta com um Centro de Sade e um psto do
Servio de Prfilaxia da Malria; 1 farmcia, 1 mdico,
1 dentista e 1 farmacutico.
ALFABETIZAO - 55% da populao presente, de 5
anos e mais, sabe ler e escrever.
ENSINO - Existe no municpio apenas 1 grupo escolar
e 14 escolas primrias isoladas .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA C Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$\
Total Tr;butria
1950 ....... 493 218 I 243 554 588 156 291 796 532 065
1951. ...... 325 186 2 026 363 698 933 291 393 671 115
1952 ....... 446 294 I 910 210 840 998 348 295 870 534
1953 ....... 324 407 2 050 181 I 186 629 428 057
1954 ....... 332 052 2 720 090 I 275 844 471 612 I 123 875
1955' ....... 378 062 3 548 638 I 241 345 486 159 I 306 647
1956 (1)' .. ... ... I 200 000 I 200 000
( ll
96
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
-A data mais comemorada em Ava 20 de janeiro, dia
de So Sebastio, padroeiro da cidade; os festejos se iniciam
muitos dias antes e tm culminncia no dia 20. Armam-se
barracas no centro da cidade, h leiles, jgo de tmbola,
foguetes, celebram-se missas e rezas. No dia 2 de dezem-
bro comemorado o aniversrio da cidade e nos dias 7
de setembro e 15 de novembro realizam-se pequenas festi-
vidades no Grupo Escolar de Ava.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomina-
o local dos habitantes do Municpio "Avaiense". Encon-
tramos nessa regio os seguintes rios: Batalha, Jacutinga,
Batalhinha e Anhumas. Em Ava h uma aldeia de ndios
estabelecida em terrenos pertencentes Federao, para
les reservados. No dia dos ndios, suas festas tm atrado
visitantes da redondeza, principalmente estudantes do
curso normal. Em 3 de outubro de 1955, contava o muni-
cpio com 11 vereadores em exerccio e 1 539 eleitores
inscritos. O Prefeito o Sr. Jlio Rocha.
(Autor do histrico - Celso Ribeiro da Silva; Redao final -
Maria Aparecida Ortiz Pereira; Fonte dos dados - A. M. E. -
Celso Ribeiro da Silva. )
AVANHANDAVA - SP
I
Mapa Municipal na pg. 225 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - O coronel da Guarda Nacional Antnio
Flvio Martins Ferreira - fundador de Avanhandava -
foi um Bandeirante, um plantador de cidade em pleno
corao das matas.
Cego dos dois olhos por pertinaz molstia, j na
onde muitos param (tinha 51 anos quando fundou
Avanhandava), no deixou que a terrvel catarata afetasse
a sua fibra de lutador.
Em 1904, vindo de Franca, adquiriu, onde hoje esto
situadas as Fazendas Patos e Farelo, pouco mais de 3 500
alqueires, a seis mil ris o alqueire, e fundou o patrimnio
de Campo Verde - primeiro nome dado - dentro do
extensssimo Municpio de Rio Prto. Isto aconteceu no
ano de 1906.
O Patrimnio de Campo Verde floresceu rpidamente
e em 12 de junho de 1908 foi elevado a Distrito Policial,
com o nome de Miguel Calmon, sendo seu primeiro subdele-
Cermica So 'Paulo
gado Domingos Joaquim Pereira- genro do fundador-
nomeado pelo ento titular da Secretaria dos Negcios da
Justia e da Segurana Pblica, Dr. Albuquerque Lins, em
Decreto assinado pelo Presidente do Estado, Washington
Luiz Pereira de Souza.
A 10 de fevereiro de 1908 inaugurou-se a Estao da
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, e em 21 de outubro
de 1909, pelo Decreto-lei n.
0
1 171, foi elevado a Distrito
de Paz, com a denominao mais simples de Calmon, sendo
o seu primeiro Juiz Jos Domingues de Camargo - o
popular Juca Domingues. Pertencia, ento, juridicamente,
Comarca de Rio Prto.
Em _16 de dezembro de 1910, pela Lei n.
0
1225, foi
incorporado ao Municpio de Bauru, e evidentemente, tam-
bm a essa Comarca.
Nessa altura aparecem os pioneiros da industrializao
do barro na regio, Ampleato da Silva Teixeira e Celso
Grassi, que forneceram os tijolos para a primeira constru-
o de alvenaria: a Capela de Santa Luzia, padroeira do
lugar, nome dado em paga a uma promessa pelo Cel. Ant-
nio Flvio, que consegue em 1921, por intermdio de uma
operao cirrgica, salvar uma das vistas afetadas pela
catarata.
Nessa poca (1910) o indianismo do Cel. Rondon
desenvolvia-se dificultosamente e encontrava em .Jos Cn-
dido, o catequista regional dos ndios Caingangues - que
tinham taba em Heitor Legru, hoje Promisso- um fer-
voroso seguidor. Jos Cndido pacificava as duas tribos,
Caingangues e Coroados, que circunvagavam pela regio e
os protegia da sanha dos brancos. (Os ndios Coroados
habitavam mais a noroeste, a 50 km dos ndios Caingan-
gues) . As duas tribos prejudicavam o bom andamento dos
servios da Estrada de Ferro, roubando e fazendo escara-
muas, mas pagando, s vzes bem caro, a aventura.
Diversas chacinas de ndios por brancos foram praticadas
naqueles tempos.
Conta-se que nesse ano, o Cel. Rondon - hoje
marechal - em viagem de inspeo, trouxe de Heitor
Legru alguns indgenas para conhecerem a casa do
Dr. Francisco Barbosa, mdico do Hospital da Estrada de
Ferro, e stes, colocando seu abnegado protetor em srias
dificuldades, roubaram todos os pertences da casa do facul-
tativo.
Se foi aborrecida essa passagem do marechal em
Miguel Calmon, por outro lado entusiasmou-se .o nobre
sertanista por j encontrar na novel povoao uma escola
particular funcionando, por obra e graa do Prof. Jos
Carlos da Silva - mestre sem diploma, mas muito esti-:
mado. Z Carrinho, era chamado por alcunha. Mais
tarde le seria feito primeiro professor municipal. O seu
pioneirismo encontrou, logo depois, outros incentivadores
do desenvolvimento intelectual, nas professras Dona Bea-
triz Mecaline e Dona Maria Augusta Martins Ferreira
Teixeira. Em 1917 o govrno estadual cria a "Primeira
Escola Masculina da Estao de Miguel Calmon, em Pen-
polis';, sendo nomeado o 1.
0
professor estadual o Sr. Pedro
de Negreiros.
Em 1913, pela Lei n.
0
1397, de 22 de dezembro, foi
incorporado, como Distrito, ao Municpio de Penpolis.
Em 1917, quando ste- elevado categoria de Comarca
7 - 24 270
prende-se tambm a le, permanecendo sob a sua jurisdi-
o at hoje.
Em 29 de dezembro de 1925 foi Calmon criado Mu-
nicpio, por fra da Lei n.
0
2 102 com o nome de Avanhan-
dava, denominao que uma corruptela do vocbulo ind-
gena "Awe - anh - aba", e que quer dizer "lugar de
forte correnteza". Sugeriu ste nome o prprio Cel. Antnio
Flvio, por se encontrar o Salto de Avanhandava dentro
do territrio do Municpio. (Nas Notcias Prticas do
Capito CaQral Camelo, sbre as viagens s minas de
Cuiab, no ano de 1927, o nome do Salto est escrito
"Panhandava").
O Municpio foi instalado em 10 de abril de 1926, no
mesmo prdio em que ainda hoje se encontra, sendo seu
primeiro prefeito municipal o Sr. Fidelis Furquim, e pri-
meiro presidente da Cmara o Sr. Jos Esteves de Andrade
Jnior.
Em 26 de fevere1ro de 1948, aos noventa e trs anos
de idade, depois de uma vida tda dedicada ao trabalho,
falece o Cel. Antnio Flvio Martins Ferreira, o desbra-
vador do famoso "Serto do Avanhandava". Foram incor-
porados ao Municpio de Avanhandava os Distritos de Paz
de Gurup, pela Lei n.
0
3 009 de 30-VI-1937, e Barbosa,
pelo Decreto-lei n.
0
14334 de 30-XI-1944. O Distrito de
Gurup foi desmembrado de Avanhandava em 30-XI-1938
pelo Decreto n.
0
9 775.
O Municpio consta, atualmente, de dois Distritos de
Paz: Avanhandava e Barbosa.
Em 3 de outubro de 1955 contava o municpio com
2 005 eleitores inscritos e 11 vereadores em exerccio.
A denominao local dos habitantes "Avanhanda-
venses".
LOCALIZAO- A sede do Municpio de Avanhandava
est localizada no traado da Estrada de Ferro Noroeste
do Brasil. As coordenadas geogrficas da sede municipal
so as seguintes: 21 28' de latitude Sul e 49 58' de longi-
tude W. Gr.
Posio do em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 417 metros.
CLIMA - Quente, com invernos secos, e as seguintes
temperaturas em graus centgrados: mdia das mximas-
30; mdia das mnimas- 25; mdia compensada- 27.
Altura total da precipitao no ano: 1563,6 mm.
REA - 556 km:.:.
97
POPULAO - Pelo Censo de 1950 o total da populao
do municpio 8 486 habitantes ( 4 383 homens e 4 103
mulheres), sendo que 66% dessa populao se localiza na
zona rural. Estimativa para o ano de 1954 (D.E.E.S.P.)
- populao total do Municpio: 9 020 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS O Municpio de
Avanhandava conta com os seguintes ncleos urbanos:
sede do municpio, com 1653 habitantes (811 homens e
482 mulheres) sede do Distrito de Barbosa com 1181 habi-
tantes (614 homens e 567 mulheres).
ATIVIDADES ECONOMICAS - As atividades funda-
mentais economia do Municpio so: o gado, o caf e a
industrializao do barro. Agricultura - O valor da pro-
duo de caf, em 1956, foi de Cr$ 37 500 000,00, corres-
pondente a 75 000 arrbas de caf beneficiado. O Muni-
cpio produz tambm algodo, arroz, milho, feijo, amen-
doim e mandioca. Os principais centros consumidores
dsses produtos agrcolas so Penpolis e Promisso.
Pecuria- Em Avanhandava existe crca de 30 000 cabe-
as de gado valorizadas em Cr$ 66 000 000,00. H expor-
tao de gado para a Capital do Estado, Lins e Marlia.
Conta o Municpio_com uma usina de laticnios. Indstria
- Avanhandava conta com 24 estabelecimentos industriais,
ocupando crca de .300 operrios. Funciona no Municpio,
desde 24 de agsto de 1947, a Usina da Companhia Paulista
de Fra e Luz, retirando energia do Salto de Avanhan-
dava. A produo mensal de energia eltrica atinge, em
mdia, 2 400 000 kWh. O Municpio conta com grande
nmero de olarias e cermicas para a explorao da argila
do tipo popularmente chamado "p de mico", existente em
extensas jazidas na regio. A industrializao do barro
atingiu, em 1956, o valor de Cr$ 20 635 992,00. Destas
indstrias as principais so: Cermica Xavantes Ltda.,
Cermica Salto de Avanhandava, Cermica Corbucci, Cer-
mica Guarani e Cermica So Paulo. O consumo mdio
mensal ' de energia eltrica como fra motriz de
38 000 kWh. A rea de matas naturais de 800 hectares
e a de campos (nativos ou naturais) de 7 000 hectares.
MEIOS DE TRANSPORTE- O Municpio de Avanhan-
dava servido por uma ferrovia, Estrada de Ferro Noroeste
do Brasil, com um nmero aproximado de 10 trens diria-
mente em trfego na sede municipal; duas rodovias esta-
duais, e algumas rodovias municipais. Comunicao com
as cidades vizinhas e a Capital Estadual: Promisso -
E. F. N. O. B., 24 km; rodovia, 13 km. Penpolis -
E.F.N.O.B., 18 km; rodovia, 17 km. Jos Bonifcio-
rodovia, 64 km via Barbosa e Santa Luzia, ou 84 km via
Promisso. Capital Estadual- E.F.N.O.B., 202 km
at Bauru e da pela C.P. E. F. em trfego mtuo com a
E.F.S.J., 402 km, ou E.F.S., 425 km; misto- (a) ro-
dovia, 17 km, ou E. F. N. O. B. 18 km at Penpolis;
(b) de Penpolis Capital do Estado por via area,
425 km. O Municpio possui um campo de pouso.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as praas de So Paulo e Promisso. O
Municpio possui 24 estabelecimentos industriais, 85 co-
98
merciais e 1 agncia da Caixa Econmica Estadual com
192 cadernetas em circulao e depsitos no valor de
Cr$ 459 216,80, em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS - Em Avanhandava - 60% das
ruas da cidade so apedregulhadas e os passeios pblicos
calados com ladrilhos e pedras. O Municpio possui ilumi-
nao pblica e 360 ligaes eltricas domiciliares forne-
cidas pela Cia. Paulista de Fra e Luz, sendo o consumo
mdio mensal para iluminao pblica de 5 800 kWh e
para iluminao particular de 36 000 kWh. H no Muni-
cpio 4 7 aparelhos telefnicos instalados, correio e telgrafo,
1 hotel com uma dirio mdia de Cr$ 110,00 e 1 cinema.
O nmero de veculos registrados na Prefeitura Municipal
de 24 automveis e 96 caminhes.
ASSISTNCIA MDICO-SANITRIA - O municpio
possui um Psto de Assistncia Mdico-Sanitria, 2 farm-
cias, 1 mdico e 6 farmacuticos.
ALFABETIZAO - 51 o/o da populao presente, de 5
anos e mais, sabem ler e escrever.
ENSINO - Na sede do Municpio acha-se instalado o
Grupo Escolar de Avanhandava, e no Distrito de Barbosa
o Grupo Escolar Jos Carlos da Silva. Na zona rural h
12 escalais primrias isoladas.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipa1
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual (Cr$)
Total TributAria
1950 ....... 408 018 1 288 314 540 340 284 366 442 138
1951 ....... 625 629 1 850 418 697 787 408 991 384 521
1952 ....... 929 892 1 939 326 I 134 781 511 997 1 288 986
1953 ....... 870 838 2 248 316 1 236 656 475 061 432 274
19S4 ....... 812 342 2 706 252
1 343 6141
528 719 1 608 524
1.955 ....... 834 583 3 916 216 1 419 086 680 207 1 511 519
1956 (11 ... .. 1 546 100 . .. 1 546 100
(1) Oramento.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- O principal
acidente geogrfico da regio o Rio Tiet. Divide o
Municpio de Avanhandava do de Jos Bonifcio e Pla-
nalto. Registra no seu curso o pitoresco Salto de Avanhan-
dava, do qual veio o nome para o Municpio, e que cons-
titui atrao turstica (passeio e p ~ s c a para pessoas das
localidades prximas e distantes.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
-A data da elevao de Avanhandava a Municpio, 29 de
dezembro, comemorada com competies esportivas,
futebol, cinema gratuito e bailes populares. O dia 1.
0
de
maio tambm comemorado, havendo competies espor-
tivas, ciclismo e futebol. No dia 7 de setembro realizam-se
pequenas festividades nos Grupos Escolares. Os santos
mais festejados so, alm da Semana Santa, os do ms de
junho, com quermesses, fogos de artifcios e bailes nas fa-
zendas e stios. O Prefeito o Sr. Olavo Fornazari.
(Autoria do histrico - Hlio Soave; Redao final - Maria
Aparecida Ortiz Ramos Pereira; Fonte dos dados - A. M. E. -
Mauro Ferreira Grama. )
AVAR- SP
Mapa Municipal na pg. 423 do 11.0 Vol.
DESENVOLVIMENTO HISTRICO E SOCIAL- O
Serto - A lei de 19 de fevereiro de 1840 transformara
o povoado sertanejo de Botucatu em freguesia e esta olhava
como sentinela da civilizao, vastssima zona selvagem,
com vinte lguas de frente e oitenta de fundo, terminando
no rio Paran, divisa de So Paulo com Mato Grosso. &se
territrio era habitado por ndios das famlias dos Oitis,
Coroados, Chavantes, Botocudos e Caius.
Dentro dessa. sertania, que os mapas da Provncia de
So Paulo apresentavam com a legenda de ''terras des-
conhecidas", ficava o pedao de cho paulista que hoje
o Municpio de Avar. Habitava-o a tribo dos Caius,
ndios menos ferozes do que os seus vizinhos (Botucudos,
Coroados e Chavantes) que andavam nos vales dos rios
Paranapanema, Feio e do Peixe.
Em 1849, saiu de Pouso Alegre, cidade do sul de
Minas, o capito Tito Correa de Melo, agricultor e rbula,
que comprara umas terras de cultura em Botucatu. Foi
sse mineiro quem teve a idia de desbravar o imenso
serto que ia at o rio Paran. E para isso escreveu a
parentes e amigos de Pouso Alegre, convidando-os a virem
fazer "posses" em riqussima regio 1"sem dono".
Entre os mineiros que atenderam ao convite do esperto
rbula, estava o famoso caboclo Jos Teodoro de Souza,
sitiante em Pouso Alegre. O destemido pouso-alegrense,
chegando a Botucatu, entendeu-se com o rbula e ambos
traaram o plano da conquista da regio habitada pelos
ndios.
Na entrada da sertania serpeava um rio ao qual os
ndios Caius chamavam "Abar-i" (rio do homem solitrio
ou da sentinela, segundo uns, ou do padre ou monge, con-
forme interpretao de outros). E foi o vale do rio "Abar"
o primeiro local visado pelos "posseiros" vindos de Pouso
Alegre. Exterminados ou expulsos os selvagens Caius,
cuja taba ficava onde hoje se localiza a fazenda da Boa
Vista, o mineiro Jos Teodoro de Souza ps o nome de
Rio Novo ao Abar, e a regio desbravada foi dividida
entre os componentes da caravana de civilizadores.
OS PRIMEIROS POSSEIROS - Entre os primeiros pos-
seiros do cho que hoje o municpio de Avar, destacam-
-se dois caboclos: Vitoriano de Souza Rocha, major da
Guarda Nacional e Domiciano Jos de Santana, ambos
acostumados vida do trabalho rude, pois aqule tinha
sido tropeiro e ste, capataz ou feitor. Aos dois intrpidos
sertanejos seguiram-se na posse das terras da regio de
"Abar", outros agricultores: Jos Antnio do Amaral,
Generoso Teixeira, Antnio Bento Alves, Jacinto Gomes de
Morais, Dionsio Jos Franco, Francelino de Melo e Joo
Antnio de Souza.
So stes, segundo uma informao do capito Tito
Corres de Melo, publicada em 1889, os primeiros posseiros
da regio do Rio Novo, anteriormente chamado Abar.
AV AR - A mudana do nome do rio Abar para "Ro
Novo" explicada pelo capito Tito, da seguinte forma:
"De volta de sua excurso nas terras dos ndios Caius
e Botucudos, Jos Teodoro de Souza, que chefiava o bando
Instituto de Ensino "Sedes Sapientiae"
de "posseiros", consultou-me se devia conservar o nome
dado pelos selvagens aos rios e morros encontrados, bem .
como aos campos, ao que retorqui ser melhor dar-lhes nomes
novos, de acrdo com a nossa linguagem . E ento ficou
combinado o registro das posses efetuadas. O primeiro rio
batizado foi o "Abar", que nasce umas 15 ou 20 lguas
distantes da povoao de Botucatu, prximo de um morro,
de forma abaulada. E o nome que se deu ao "Abar" (que
na lngua do bugre quer dizer "solitrio" ou "sentinela",
segundo informao colhida por Jos Teodoro de uma ndia
aprisionada por le ), foi de "Rio Novo", por ser o primeiro
curso de gua encontrado na avanada do serto bravo".
Manuel Marcelino de Souza Franco, um dos primeiros
professres que ensinaram o "a-b-c" em Avar, em "Mem-
ria" apresentada no 1. Congresso Brasileiro de Geografia,
em setembro de 1909, (a "Memria" traz a data de 26 de
julho de 1907), explica o nome do rio da maneira seguinte:
"A denominao de "Rio Novo" dada nascente
povoao, foi por ficar mais prxima do rio dsse nome,
bastante conhecido, o qual nasce na cordilheira da serra
de Botucatu, onde bifurca-se a que passa na proximidade
de Avar e que na opinio de pessoas competentes, no
cordilheira daquela, mas serra distinta. E a origem da-
quele nome, dado ao rio, segundo tradio, foi por terem
os antigos posseiros, quando o atravessaram no vero, em
conquista da nova Canaan sonhada, nos nvios sertes da
margem direita do Paranapanema, encontrado reduzido a
pequeno regato, quasi sco, sem corrente, fenmeno hidro-
grfico conhecido em certas regies mas ignorado pelos .
intrpidos e ingnuos posseiros, que, decorridos alguns
meses, em seu regresso, reconheceram-no, mas agora cauda-
loso, dentro do seu leito, pelo que, estupefatos, exclamaram:
"Rio Novo" - e o denominaram assim, c:omo faziam aos
lugares por onde passavam, aproveitando o mais simples
acontecimento ou mais superficial observao para a es-
colha do nome pelo qual devia ser conhecido o local".
E o mesmo Manuel Marcelino (o popular mestre Ma-
neco Dionsio, to conhecido pelos antigos avareenses),
tambm informa:
- "Avar", segundo o erudito Joo Mendes de Almei-
da, corruptela de Abir e segundo outros de "Abar"
que em lngua indgena significa "Missionrio" e nome
de um monte no campo, isolado, com a altitude de 625
99
metros, que se avista ao longe, entre o rio dos Veados e o
ribeiro Tamandu, no Municpio de So Joo de ltatinga,
onde, segundo a lenda, foi encontrado um monge, quando
os posseiros a penetraram".
Parece mais certa a explicao dada pelo rbula Tito
Correa de Melo, que foi o guia e o consultor dos primeiros
posseiros. Demais, convm frisar, se os posseiros encon-
traram um padre, frade, missionrio ou monge em tal
morro, poderiam dar a sse morro o nome de Morro do
Frade, do Monge, do Padre ou do Missionrio, e nunca o
de "Abar", evidente origem tupi-guarani.
Ainda preciso dizer que no Municpio de Avr ou
no de ltatinga no h nenhum morro parecido com frade
ou coisa semelhante . Em 1921, numa de suas excurses
automobilsticas, o Dr. Washington Luiz, acompanhado do
Deputado Ataliba Leonel e do engenheiro e gegrafo An-
tnio Costacurta, em vo procurou tal morro. Em 1926,
o professor Assiz Cintra, em companhia do engenheiro Jos
Buonafati de Toledo tambm andou procura do tal morro
parecido com o monge ou missionrio sem encontr-lo.
O FUNDADOR E A FUNDAO - O fundador da ci-
dade de Avar, antigamente Rio Novo, foi o major Vito-
riano de Souza Rocha . Domiciano Santana e outros pos-
. seiros apenas auxiliaram o trabalho da fundao, aqule
doando um pedao de terra e os outros fornecendo mate-
riais para a construo da capela.
Vejamos quem era o major Vitoriano, consoante dle
escreveu o capito Tito Correa de Melo e foi publicado
em 1889:
- "O Major Vitoriano, a quem me prendiam laos
de parentesco por lado de minha me, em 1840 viera
comigo de Pouso Alegre e ficara em Sorocaba negociando
em tropas, do qual era entendido, pois fra o mais conhe-
cido tropeiro, desde a cidade de Campanha at Ouro Fino.
Anos depois, passando por Sorocaba, o meu compadre Jos
Teodoro de Souza, que vinha Botucatu a meu chamado
e conhecendo a finalidade da viagem do conterrneo, o
Major Vitoriano incorporou-se ao grupo de pousoalegrenses
que vinham povoar o serto do Paranapanema. Era um
homem alegre, folgazo, valente, domador sem igual e
muito devoto. Tomou posse de cho perto do rio Novo,
conhecido antes por "Abar", nome dado pelos ndios caus
que habitavam a margem direita. Tomou parte na Revo-
luo de 1842, tendo brigado na coluna desbaratada na
Prefeitura Municipal
100
Vista Area da Cidade
Venda Grande, prximo de Campinas. Foi le, com o
auxlio de outros posseiros, quem, em 1861, ergueu uma
capela com o nome de Nossa Senhora das Dores do Rio
Novo. Em 1862, o Major Vitoriano e seu vizinho o Com-
padre Domiciano Santana vieram a Botucatu e me procura-
ram para lev-los casa do tabelio Francisco Antnio de
Castro. A redigi a escritura de doao que ambos faziam,
na parte em que seus stios dividiam, cortados por um
riacho ou crrego, de um terreno de quarto de lgua (ou
27 hectares) para o patrimnio de Nossa Senhora das
Dores. Essa escritura foi lavrada em 15 de maio de 1862.
Nesse tempo j havia um cruzeiro em frente da capela e
oito casinhas de pau a pique, cobertas de sap. Foi sse o
princpio da vila de Nossa Senhora das Dores do Rio Novo,
cuja capela fora inaugurada em 10 de julho de 1861, di-
zendo a primeira missa que ali se realizou com a licena
do Sr. Bispo, o vigrio de Botucatu Padre Joaquim Gon-
alves Pacheco".
Por sse informe, conclui-se que quando em 1862, o
Major Vitoriano e seu Domiciano fizeram a
doao do terreno, j o povoado estava fundado, pois o
capito Tito diz que a capela foi feita em janeiro de 1861
e nesse mesmo ano se levantaram oito casinhas.
Se a fundao deve principiar com a doao do terreno
a Nossa Senhora das Dores, Avar foi fundada em 1862;
no caso de tomar por ponto de partida as construes da
capela e as primeiras casas, Avar foi fundada em 1861.
MOTIVO DA FUNDAAO - O capito Tito Correa de
Melo, na discrio que fz da Vila do Rio Novo conta que,
em 1860, a mulher do Major Vitoriano estve muito mal,
quase morte. Foi ento que o Major recorreu Nossa
Senhora das Dores, prometendo-lhe uma capela se salvasse
sua mulher. E o milagre foi feito. Cumprindo sua pro-
messa, no ano seguinte o major iniciou a construo da
Capela, feita de pau-a-pique e coberta de telha v, a qual
foi concluda em 28 de maio de 1861 .
A CAPELA DO MAJOR, O POVOADO DE RIO NOVO,
A CIDADE DE AV AR - O povoado que nasceu com
uma capelinha votiva Nossa Senhora das Dores desde
logo ficou sendo conhecido pelos sertanejos com o nome
de "Capela do Major".
O Major Vitoriano, cuja residncia ficava a poucas
braas da capela, todos os domingos convidava a caboclada
Grupo Escolar "Manco. Dionysio"
da redondeza para uma ladainha, por le "puchada".
Depois da "reza", no terreiro da capela, em trno de uma
fogueira, um posseiro da redondeza, conhecido em tda a
zona por Chico Biriba, mestre no manejo do violo, dedi-
lhava as cordas do seu instrumento e cantava modinhas
sertanejas, com calorosos aplausos dos circunstantes. O
major, em seguida, distribua a todos, em tijelinhas, um
delicioso "quento", feito com a pinga do seu pequeno en-
genho de acar.
Aquelas piedosas ladainhas, aquelas cantorias do ''Bi-
riba" e a deliciosa pinguinha distribuda a trco de rezas
pelo Major Vitoriano, atraram povoadores. Outras . casi-
nhas de pau rebocado, cobertas de sap, levantaram-se ali.
Assim, conforme se v no recenseamento policial mandado
fazer em janeiro de 1865 pelo delegado de Polcia de
Botucatu, o povoado contava 18 casebres e 83 habitantes.
E com o nome de "Capela do Major" primitivamente se
formou a povoao de sertanejos, destemidos trabalhadores
que contriburam para a formao da cidade de Avar.
Feito o recenseamento da populao do povoado, em
1865, com 18 prdios e 83 habitantes da zona sertaneja,
do qual era le centro que abrange hoje vrios municpios
(Piraju, ltatinga, lta, Cerqueira Cesar, Santa Brbara do
Rio Pardo e outros), verificou-se que tal zona tinha dois
mil e quarenta habitantes. Criou-se ento ( 10 de janeiro
de 1866 ), o distrito Policial de Nossa Senhora das Dores
do Rio Novo, no Municpio de Botucatu, sendo nomeado
o major Vitoriano para subdelegado de Polcia. A Lei
Provincial n.
0
63, de _7 de abril de 1870 transformou o
distrito Policial em freguesia (Distrito de Paz), que passou
a ser Vila (Municpio) cinco anos depois (Lei n.
0
15, de
7 de julho de 1875). Por ato do Presidente da Provncia,
assinado em 22 de abril de 1876, foi a nova vila conside-
rada Trmo, sendo depois elevada categoria de Comarca
pela Lei n.
0
3, de 22 de fevereiro de 1883, compreendendo
a capela de Itatinga (hoje cidade) e o Distrito. de So
Sebastio do Tijuco Prto (hoje Piraju). Avar foi ele-
vada categoria de cidade pelo Decreto n.
0
180, de 29 de
maio de 1891.
O Bispo de So Paulo, em 9 de agsto de 1870 criou
a Parquia de Nossa Senhora das Dores do Rio Novo. E
foi com uma festa de estrondo que os habitantes da povoa-
o receberam, em 21 de agsto de 1870, o padre Antonio
Manieri, primeiro vigrio, que viera instalar a nova
Parquia.
Em 30 de maio de 1875 houve a primeira eleio, de
acrdo com a Lei do censo alto (Lei Saraiva), pelo qual
todos os eleitores elegiam alguns cidados, que, por sua
vez, elegeriam os representantes do povo. O dia 5 de
dezembro de 1875 ficou memorvel, pois foi o da eleio
dos primeiros vereadores. instalando-se a Cmara Muni-
cipal em 27 de maro de 1876, e o trmo em 3 de julho
do mesmo ano.
A Comarca do Rio Novo foi criada em 1883, no
sendo instalada seno 7 anos depois, pois passara todo sse
tempo sem ser classificada. O Decreto de 3 de janeiro de
1890, classificou-a como sendo de 1.
8
entrncia e a insta-
lao verificou-se no ms seguinte ( 11 de fevereiro), sendo
o primeiro Juiz o Dr. Simo de Oliveira Lima. Em 11
de maro de 1871 foi criada a primeira escola pblica,
tendo como professor, Benedito Padilha, considerando-se a
cidade como sede de um distrito escolar. Em 24 de abril
de 1874 criou-se a Agncia do Correio; a Cmara Ecle-
sistica foi proclamada na proviso de 19 de agsto de
1876; o colgio eleitoral, pelo antigo sistema, resultou da
lei de 21 de agsto do mesmo ano. Em 24 de dezembro
de 1871 foi fundado o primeiro clube da cidade, com o
nome de "Unio e Progresso". Em 4 de maro de 1879
passeou pela cidade a primeira Banda de Msica de Avar,
nesse dia inaugurada, com o nome de "Unio dos Artistas".
Cumpre notar que faziam parte desta Banda vrias pessoas
de qualificao social, sendo msicos dois vereadores, um
boticrio, um rbula, um dentista e um negociante
abastado.
Em janeiro de 1891 o Presidente da Cmara Muni-
cipal do Rio Novo levou ao chefe do Govrno de So
Paulo uma petio subscrita por todos os vereadores e
autoridades locais, bem como por representantes das classes
liberais, do comrcio, da agricultura e da indstria (as
indstrias eram as mquinas de beneficiar caf e os primi-
tivos engenhos de acar), pedindo-lhe que mudasse o
nome de Rio Novo para Avar, nome que os indgenas
davam ao rio, em cujo vale se achava a cidade. O decreto
de 29 de maio de 1891 satisfez a vontade do povo da prs-
pera localidade, passando a cidade de Rio Novo a ser
cidade de Avar. O Municpio consta atualmente de dois
Distritos de Paz: var e Arandu.
A sua populao em 1868 era de 2 040 almas; em
1874, pelo recenseamento, era aproximadamente de 5 000;
em 1886 era de 8 704.
Rua Maranho
IOI
LC>CALIZAO - A sede do Municpio de Avar est
situada no traado da Estrada de Ferro Sorocabana, a
372 km da Capital do Estado. Pertence zona fisiogrfica
de Botucatu. As coordenadas geogrficas da sede muni-
cipal so as seguintes: 23 06'de latitude Sul e 48 55' de
longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
CLIMA - Quente, com invernos menos secos, e as se-
guintes temperaturas em graus centgrados: mdia das m-
ximas 33,4; mdia das mnimas 0,3; mdia compensada
18,9. A altura total da precipitao no ano 135,4 mm.
REA - 1462 km
2

POPULAO- Pelo Censo de 1950 a populao total do
Municpio 27 478 habitantes (13 860 homens e 13 618
mulheres), assim distribudos: Distrito de Avar 24 920
habitantes, e Distrito de Arandu 2 558 habitantes. 54% da
populao do municpio se localizam na zona rural.
Estimativa para o ano de 1954 (D. E. E. S. P. ) -
Total do Municpio 29 207 habitantes, sendo 13 295 nas
zonas urbana ( 11 744 habitantes) e suburbana ( 1 551 ha-
bitantes) e 15912 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - O municpio conta
com apenas dois ncleos urbanos: o da cidade de Avar,
com 12 061 habitantes e o da sede do Distl"ito de Paz de
Arandu, com 447 habitantes.
ATIVIDADES ECONOMICAS - As atividades funda-
mentais economia do Municpio de Avar so a agri-
cultura e a pecuria. Agricultura - o volume e o valor
da produo dos principais produtos agrcolas da regio,
em 1956, foi o seguinte:
Arroz .............
Algodo .......... .
Feijo ............
Milho ............
Volume
154 360 sacas de 60 kg
48 000 arrbas
9 500 sacas de 60 kg
128 000 sacas de 60 kg
Valor (Cri)
77 180 000,00
6 720000,00
5 930000,00
24 320 000,00
O valor da produo de caf beneficiado, em 1954, atingiu
Cr$ 48 510 000,00. Os principais centros consumidores
desses produtos agrcolas so a Capital do Estado e Santos.
Pecuria - O nmero de cabeas de gado existente no
municpio o seguinte: 28 000 bovinos, 8 000 sunos e
1 200 caprinos. A pecuria tem importncia econmica
para o Municpio em virtude da grande produo de leite
e derivados e da exportao de gado para a Capital do
Estado. rea de matas - A rea de matas artificiais, eu-
caliptos, de 48,40 ha. Indstria - O Municpio conta
10.2
com 114 estabelecimentos industriais, ocupando crca. de
360 operrios, sendo os principais a fbrica de Tecidos
Nossa Senhora das Dores e Laticnios Noroeste Ltda., vrias
fbricas de aclados e olerias. H produo de energia
eltrica no Municpio, Emprsa Avar S.A.
MEIOS DE TRANSPORTE - Conta o Municpio de
Avar com 3 rodovias e 1 ferrovia, Estrada de Ferro Soro-
cabana, com 8 trens em trfego diriamente, 1 aeroporto
e um campo de Pouso ( Aeroclube) . Comunicao com
as cidades vizinhas e com a Capital do Estado: Botucatu
-rodovia, via So Manuel,"88 km; E.F.S. 77 km. Ita-
tinga - rodovia 42 km; E. F. S. 54 kin. Paranapanema -
rodovia, via Ita 80 km; ou rodovia 36 km. Ita - rodovia
39 km. Cerqueira Cesar - rodovia, via Barra Grande
30 km; E. F. S. 34 km. Santa Brbara do Rio Pardo -
rodovia, via Iaras, 42 km; misto: (a) E.F .S . .at Cer-
queira Cesar 34 km, (b) rodovia, 18 km. Ubirama - ro-
dovia, via So Manuel 96 km; E. F. S. 138 km. So Ma-
nuel - rodovia, via Pratnia 59 km; E. F. S. 96 km. Ca-
pital Estadual - E. F. S. 372 km; rodovia via So Ma-
nuel e Itu, 352 km; misto: (a) rodovia at Botucatu, via
So Manuel 88 km, via Itatinga 82 km; (b) areo 205 km.
COMRCIO E BANCOS- H no Municpio de Avar
114 estabelecimentos industriais e 320 comerciais. O
comrcio local mantm transaes com as praas de Botu-
catu, Cerqueira Cesar, Ita, Taquarituba, Paranapanema e
Santa Brbara do Rio Pardo. Avar possui 6 agncias
bancrias, 1 agncia da Caixa Federal com
Igreja Matriz
1 507 cadernetas em circulao e depsitos no valor. de
Cr$ 6 918 804,40, e 1 agncia da Caixa Econmica Esta
duai com 5 514 cadernetas em circulao e depsitos no
valor de Cr$ 17 092 758,10 (em 31-XII-1955).
ASPECTOS URBANOS - A rea de pavimentao da
cidade de 45%, em paraleleppedos. A cidade abas-
tecida de gua encanada, havendo 2 619 ligaes domici-
liares, e rde de esgotos que serve a 75% dos prdios.
H no Municpio 3 064 ligaes eltricas domiciliares e
iluminao pblica, fornecidas pelas Usinas de Avar e de
Piraju; 396 aparelhos telefnicos instalados (C. T. B. ) ;
correios e telgrafos; 6 penses e 5 hotis com uma diria
mdia de Cr$ 120,00; 2 cinemas com lotao para 1100
pessoas. O nmero de veculos registrados na Prefeitura
Municipal de 254 automveis e 203 caminhes.
ASSIST:ftNCIA MDICO-SANITRIA - Prestam assis-
tncia mdico-sanitria populao local: A Santa Casa
de Misericrdia, com 122 leitos; 1 Psto de Puericultura,
1 Psto de Sade e 1 Psto de Lepra; 12 farmcias; 12
mdicos, 13 dentistas e 14 farmacuticos. H no Muni-
cpio as seguintes instituies beneficentes: "Orfanato So
Nicolau", com capacidade para 100 pessoas, do sexo femi-
nino: o "Vera Cruz de Avar", que presta assistncia social
e ensino rural aos menores desamparados, com capacidade
para 150 meninos, o "Asilo dos Pobres de So Vicente de
Paulo", que presta assistncia aos velhos desamparados, de
ambos os sexos, com capacidade para 200 pessoas.
ALFABETIZAO- Pelo Censo de 1950,55% da popu-
lao presente, de 5 anos e mais, sabem ler e escrever.
ENSINO- Os principais estabelecimentos de ensino so:
1) Instituto de Ensino Sedes Sapientiae, com os seguin-
tes cursos. Primrio, Ginasial, Colegial Comercial e Pro-
fissional (diurno e noturno) . 2) Ensino Profissional -
1 Escola de Datilografia, 1 Escola de Piano, 1 Escola de
Msica e 1 Escola de Corte e Costura. H 49 estabeleci-
mentos de ensino primrio (grupos Escolares e escolas iso-
ladas) . Avar por sua situao e pelos estabelecimentos de
ensino secundrio, diurno e noturno, que possui abriga
considervel leva de estudantes de outros Municpios.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Avar possui 1
Biblioteca Pblica Municipal, de carter geral, com 1 500
yolumes, e 3 bibliotecas particulares, pedaggica e infantil,
que so as seguintes: Biblioteca Francisca Jlia, do Insti-
tuto Sedes Sapientiae, com 1 000 volumes; Biblioteca do
Colgio Cel. Joo Cruz, com 800 volumes; Biblioteca do
Grupo Escolar Matilde Vieira, com 300 volumes . H 2
jornais semanrios em criculao, 1 radioemissora e 3 tipo-
grafias.
FINANAS MUNICIPAIS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria (Cr$)
1950 ....... 1 883 823 6 441 945 3 492 331 1 531 000 3 195 042
1951. ...... 2 818 956 10 407 805 3 785 653 1 761 841 3 084 797
1952 ....... 5 269 665 12 018 444 3 744 551 1 671 921 3 562 415
1953 ....... 5 271 161 12 922 418 5 678 126 2 755 322 5 767 344
1954 ....... 5 270 061 16 349 533 8 054 954 3 154 79R 7 636 527
1955 ....... ... 18 813 451 8 547 ROl 3 237 967 9 070 214
1956 (1) .... ... . .. 8 000 000 ... 8 000 000
(11 Oramento.
Rua Pernambuco
MANIFESTAOES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- A principal cerimnia popular a festa da padroeira do
lugar, Nossa Senhora das Dores, celebrada no dia 15 de
setembro, quando se rene tda a populao do Municpio
em uma grande procisso, com dsticos destacando-se as
fazendas e bairros, cada um com seu Santo padroeiro em
andores muito enfeitados, havendo concurso para o mais
bonito. So tambm festejados o Carnaval, o Natal, e os
santos do ms de junho. As datas de 7 de setembro, 15
de novembro e 1.
0
de maio so celebradas com grandes
festividades pelas escolas, tiro de guerra, crculo operrio
e o povo em geral.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A cidade de
Avar conta com praas e. logradouros bem ajardinados. H
no jardim So Joo um obelisco em homenagem aos expe-
dicionrios da ltima guerra. A denominao local dos
habitantes "avareenses". Dstes podemos destacar a fi-
gura do Dr. Mrio Bastos Cruz, o qual foi Secretrio de
Estado dos Negcios da Justia, de So Paulo, no govrno
do Dr. Washington Luiz Pereira de Souza. Em 31-10-55,
havia 15 vereadores em exerccio e 8 357 eleitores inscritos.
O Prefeito o Sr. Paulo de Arajo Novaes.
(Autoria do histrico - Agncia Municipal de Estatstica; Re-
dao final - Maria Aparecida; Fonte dos dados - A.M.E. -
Napoleo Moreira da Silva. )
BALIUNOS - SP
Mapa Municipal na pg. 307 do 12.0 Vol.
HISTRICO - Em 24 de junho de 1926, a famlia "Bal-
bino" fundou o patrimnio de "So Joo do Balbino", pri-
mitiva denominao, em louvor quele Santo Junino, sen-
do na mesma data celebrada a primeira missa na cape-
la edificada pelos fundadores. Pelo Decreto 6 913, de 21
de janeiro de 1935, foi criado o distrito de paz de Balbi-
nos, no Municpio e comarca de Piraju e instalado a 6
de abril do mesmo ano.
Foi elevado a municpio, na mesma comarca, pela
Lei 2 456, de 30 de dezembro de 1953 e instalado a 1.
0
de janeiro de 1954.
Com Municpio ficou constitudo de nico distrito:
Balbinos. O Municpio de Balbinos um dos mais novos
de So Paulo.
101
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
CLIMA - Quente, temperatura em graus centgrados:
mdia das mximas 39, mdia das mnimas 11 e mdia
compensada 25 e precipitao no ano, altura em ( mm) :
1165,00.
REA - 94 km
2

POPULAO - No recenseamento de 1950, Balbinos
pertencia ao Municipio de Piraju e como tal foi recenseado
apresentando um total de 4 183 habitantes (2 187 .homens
e 1996 mulheres), na zona rural 3 834 habitantes (2 010
homens e 1 824 mulheres) . Estimativa do D. E. E.
( 1.
0
-VII-1954) 4 446 habitl!-ntes (371 na cidade e 4 075 na
zona rural) .
AGLOMERAES URBANAS -De acrdo com o Censo
de 1950, havia na sede 349 habitantes dos quais 177 homens
e 172 mulheres.
ATIVIDADES ECONOMICAS - A agricultura e a
pecuria constituem as bases da economia do municipio.
Os principais produtos, seguidos dos respectivos volu-
mes e valores, so os seguintes:
PRODUTO UNIDADE QUANTIDADE VALOR
<Cr$1
Caf6 beneficiado ............. Arrba 84 432 46 437 600,00
Milho ............ : .......... Saco 60 kg 9 100 1 911 000,00
Arroz (com casca) ............ Saco 60 kg 4 000 1 192 000,00
Algodilo (em caroo) .......... ArrOba 7 000 910 000,00
Aguardente de cana .......... Litro 95 000 950 000,00
H no Municpio 5 estabelecimentos comerciais, as-
sim distribudos, de acrd com o ramo de atividade: G-
neros alimentcios - 2 . Louas, Ferragens e armarinhos
-3.
A rea das matas existentes de 400 hectares e em
campos 3 500 hectares (dados estimativos) .
H 2 fbricas importantes: Fbrica de Aguardente Pe-
robinha e a de Aguardente Boa Vista e o nmero de ope-
rrios empregados nas indstrias locais de 5. As prin-
cipais riquezas naturais do Municpio so: madeira de lei
e argila para fabricao de telhas e tijolos, as quais, en-
tretanto, no esto sendo exploradas. Piraju, Bauru e
Lins so os principais centros consumidores dos produtos
agrcolas de Balbinos; a pecuria apresenta sensvel signi-
ficao para a economia do. Municpio e h exportao de
gado para os municpios circunvizinhos.
101/.
Capela de So Joo Batista
MEIOS DE TRANSPORTES - As estradas de rodagem
que servem o Municpio so tdas municipais e so as se-
guintes: com o nmero de quilometragens dentro do pr-
prio municpio: de Balbinos a Piraju 3 km; de Balbinos
a Piraju, passando pela fazenda Independncia, 68 km;
de Balbinos a Reginpolis, 10 km; de Balbinos ao Bairro
Duas Pontes, 9 km; e de Balbinos ao Bairro gua do Ar-
roz, 3 km.
H um trfego dirio na sede do municipio de 25 au-
tomveis e caminhes e registrados na Prefeitura Muni-
cipal 9 automveis e 18 caminhes.
COMRCIO - As principais localidades com as quais o
comrcio local mantm transao so: Piraju, Bauru, Lins
e So Paulo e so importados os artigos seguintes: Gneros
alimentcios, tecidos .e armarinhos, medicamentos, ferra-
Rua Dom Pedro 11
Grupo Escolar
gens e ferramentas etc. H 5 estabelecimentos vare-
jistas.
ASPECTOS URBANOS - O nico existente um tele-
fone pblico.
ASSIST2NCIA - H 2 farm-
cias no Municpio e 2 farmacuticos exercendo suas ativi-
dades profissionais .
ALFABETIZAO - Dos 349 habitantes da sede do
Municpio 315 so pessoas de 5 anos e mais e dstes 186
sabem ler e escrever, o que representa uma porcentagem
de 59,04% de alfabetizao de acrdo com o censo de
1950.
ENSINO - H 7 unidades de ensino primrio e os prin-
cipais estabelecimentos so: Grupo Escolar Estadual, 2
Escolas Mistas Municipais e 3 Escolas Mistas Estaduais.
FINANAS PBLICAS
RlCI!:ITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNIClPIO
Total TributAria (Cr$)
1!154 ....... 168 5!18
- - - ...
1!155' ....... ... . .. !157 036 205 313 675 218
1!156 (1) ... ... . .. 1 720 000 . .. I 720 000
(1) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICIPIO - Os habitan-
tes locais so chamados Balbinenses. A Cmara Municipal
constituda de 9 vereadores e o nmero de eleitores, em
13-X-55, de 960. O Prefeito o Sr. Felcio Modelo.
(Autoria do histrico - Oswaldo P. Wicher; Redao final -
Maria d eDeus de Lucena Silva; Fonte dos dados - A. M. E. -
Oswaldo P. Wicher.)
BLSAMO- SP
Mapa Municipal na pg. 81 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Em meados de 1915, enquanto se pro-
cessava a expanso de povoadores paulistas para oeste e
noroeste do Estado, pontilhada por pequenos ncleos urba-
nos e loteamentos rurais nas grandes propriedades do inte-
rior, foram surgindo os primeiros moradores que mais tarde
iriam dat origem hoje cidade de Blsamo.
Em terras do Eng.
0
Jos Portugal Freixo, proprietrio
de larga extenso de territrio naquela rea (algumas de-
zenas de milhares de alqueires), depois do necessrio le-
vantamento topogrfico do Crrego do Blsamo, foi feita
a diviso das terras em lotes e imediatamente se processou
a sua venda.
Como tambm ocorreu em grande nmero de outras
povoaes, viviam j na regio alguns moradores, D. Lou-
rena Diogo Ayala, e seus filhos Pedro e Salustiano Ayala,
que alis facilitaram o trabalho do demarcador, Candido
Brasil Estrela, sobrinho do proprietrio das terras.
A medida que ia se povoando a regio entre Tanabi e
Mirassol, onde se situava a Fazenda do Blsamo, surgiu a
convenincia de se organizar uma pequena povoao, um
"patrimnio", na gleba cedida aos irmos Ayala .
Em 17-11-1920, estabelecido o plano de instalao do
povoado, e locada a rea que ocuparia, deu-se ao mesmo
o nome de "Nova Paz do Blsamo", iniciando-se por ste
modo a construo de mais uma povoao no interior pau-
lista, do que resultou a hoje cidade de Blsamo.
O patrimnio, por muito tempo, foi conhecido ape-
nas por "GARAGE" e finalmente por "BLSAMO", no
conseguindo firmar-se o seu nome primitivo "NOVA PAZ
DO BLSAMO" - nome que teve por motivo a sua pa-
droeira, Nossa Senhora da Paz, cuja festa se realiza a 9
de julho.
Os primeiros moradores de Blsamo, (fins 1920)
foram Pedro Alcntara (Manduca) e sua espsa, D. Di-
ca, que lecionava em Mirassol, e foi, depois, a primeira
professra da nova. povoao, tendo ela prpria feito o re-
censeamento das crianas e requerido a criao da primei-
ra unidade escolar a localidade.
A primeira casa de tijolo foi construda, em 1920,
por Honrio Fernandes Garcia, que morava em MirassoJ,
embora Pedro Navarro houvesse recebido em seu nome
a escritura da respectiva data. Nesse prdio, sito na es-
quina da Avenida Brasil com a rua Minas Gerais, o mesmo
Pedro montou uma casa comercial, na qual, em seguida,
trabalhou com le, seu irmo Andr Navarro.
Em 13-3-1923, pela Lei n.
0
112, Blsamo passou a
Distrito Policial. Ainda em 1923, foi instalado o servio
telefnico, pela Emprsa Telefnica Rio Prto. Em 1924,
inaugurou-se o primeiro cinema.
Em 18-12-1925, pela Lei n.
0
2 086, Blsamo passou
a Distrito de Paz, cuja instalao s se deu em 14-9-1926.
Com a instalao do Distrito de Paz, instalou-se igual-
mente a Agncia do Correio. Em 22-12-1926, foi nomea-
do o primeiro Tabelio (Escrivo de Paz e Tabelio por
lei), o Sr. Oscar Arantes Pires. Nesse mesmo dia tomou
posse o primeiro Juiz de Paz, Sr. Frederico Abs. Em
106
Vista Parcial da Cidade
14-5-1928, foi nomeado novo Tabelio, o Sr. Joaquim Syl-
vio Nogueira, que ocupa sse cargo at hoje.
Foi o primeiro vigrio de Blsamo, Frei Manuel do
Vale Oliveira, que l chegou em 1.
0
-1-1933.
Em 10-6-1935, o Distrito de Blsamo dividiu-se, per-
dendo grande parte de sua rea, que passou a constituir o
Distrito de Paz de Mirassolndia (Decreto n.
0
7 198). Em
1935, inaugurou-se o primeiro grupo Pscolar, que funcio-
nou com cinco classes.
Blsamo foi elevado a Municpio, pela Lei n.
0
2 456
de 1.
0
-1-1954. O municpio instalou-se em 1.0-1-1955.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 500 metros.
CLIMA - Quente, temperatura em graus centgrados: m-
dia das mximas 38, mdia das mnimas 7
11
e mdia com-
pensada 24. Altura total da precipitao no ano: 895,6 mm.
REA - 135 km2.
POPULAO - Em 1950, Blsamo fazia parte do mu-
nicpio de Mirassol e foi recenseado com os seguintes da-
dos: 5 887 habitantes (3 033 homens e 2 854 mulheres),
apresentando no quadro rural 4 562 habitantes (2 365 ho-
mens e 2 197 mulheres) . A estimativa para 1954 (D.E.E.)
calcula 6 258 habitantes dos quais 1 409 na sede e 4 849
na zona rural.
AGLOMERAOES URBANAS - A nica aglomerao
existente a sede com 1 325 habitantes.
106
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais economia do municpio de Blsamo so: caf,
cereais, gado bovino e suno exportando stes para os mu-
nicpios de Mirassol, So Jos do Rio Prto e Barretos.
Em 1956 o volume e o valor da produo dos prin-
cipais produtos agrcolas da regio foi o seguinte:
PRODUTO UNIDADE QUANTIDADE
VALOR
(Cr$'>
Caf beneficiado ...... .... Arrba 75 000 39 375 000,00
Arroz (com casca) ......... ... Saco 60 kg 30 000 "13 500 000,00
Algodo (em caroo) ..... ... Arrha 50 000 6 750 000,00
Milho (grol..
-
Saco 60 ~ 22 000 6 600 000,00
Feijo ........... ............ Saco 60 ~ 11 000 6 600 000,00
Os principais centros consumidores dsses produtos
so: So Jos do Rio Prto, Mirassol, Tanabi e So Paulo.
Segundo o ramo de atividades h 59 estabelecimentos co-
merciais assim distribudos: Gneros alimentcios - 46;
Louas e ferragens - 5; e Fazendas e armarinhos - 8.
H um establecimento industrial e a localidade conta com
10 operrios. O consumo mdio mensal de energia eltri-
ca, como fra motriz de 7 400 kWh. Conta a regio
com 800 ha de matas naturais, 200 ha de matas reflores-
tadas e 2 000 ha em campos e serrados.
MEIOS DE TRANSPORTE - O municpio servido
pela Estrada de Ferro Araraquarense, cuja estao est
localizada dentro da cidade. A extenso da linha frrea,
dentro do municpio, de 10 quilmetros e ainda dispe
de 96 quilmetros de estradas municipais ligando a sede
do municpio a tdas as localizades vizinhas. H registra-'
dos na Prefeitura Municipal, 85 veculos sendo 33 auto-
mveis e 52 caminhes, o trfego dirio de veculos na
sede municipal de 11 trens e 500 automveis e cami-
nhes, aproximadamente. Quanto a rodoviao h uma
linha interdistrital e 10 intermunicipais.
COMRCIO E BANCOS - H umA Agncia Bancria;
o comrcio local mantm transaes com as localidades de
Tanabi, Mirassol, So Jos do Rio Prto e So Paulo; im-
porta os artigos seguintes: acar, tecido, ferro, ao, ma-
quinaria, artefatos de . borracha e de couro e produtos
farmacuticos; h 83 estabelecimentos varejistas e 1
industrial.
ASPECTOS URBANOS - Conta a cidade com 340 li-
gaes eltricas domiciliares, sendo o consumo mdio men-
Vista Parcial da Cidade
sal na iluminao pblica de 6 480 kWh e o de iluminao
particular 15 000 kWh; 16 aparelhos telefnicos instalados
pela Cia. Telefnica Rio Prto; correio e telgrafo; 1 ho-
tel com diria mdia de CrS 125,00 e 1 cinema.
ASSIST:ftNCIA MDICO-SANITRIA - Prestam ser-
vios assistenciais aos habitantes locais 2 mdicos, 2 den-
tistas, e 2 farmacuticos, stes nas duas farmcias do
municpio.
ALFABETIZAO- Pelo Censo de 1950 dos 1325 ha-
bitantes da sede do municpio, 1 4 so pessoas de 5 anos
e mais, dentre os quais 716 sabem ler e escrever, apresen-
tando um total de 63,13% de alfabetizados.
ENSINO - H em Blsamo apenas uma unidade de en-
sino primrio: Grupo Escolar Estadual.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Somente h a
registrar uma livraria.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$1 DESPESA
REALIZADA
NO
ANOS Municipal
MUNIClPIO
Federal Estadual
Total Tributlorla (Cr$'
1954 ....... 239 891 -
- - -
1955 ....... . .. . .. 1 650 939 753 372 1 501 966
1956 (1). .. ... . .. 1 726 600 . .. 1 726 600
(1) Oramento.
EFEMRIDES - As festas religiosas so comemoradas
com grande brilhantismo, destacando-se a de Nossa Senhora
da Paz, padroeira da cidade, que se realiza durante o ms
de julho.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO- Em 3-X-1955,
o municpio de Blsamo contava com 9 vereadores em
exerccio e 1 286 eleitores inscritos. O Prefeito o Sr.
Denis Zamariolli .
(Autoria do histrico - Candido Brasil Estrela; Redao final
- Maria de Deus de Lucena Silva; Fonte dos dados - A. M. E.
Clvis de Oliveira Garcia. )
BANANAL- SP
Mapa Municipal na pg. 599 do 7.
0
Vol.
HISTRICO - O nome Bananal origina-se de Banani, ou
seja, rio sinuoso. Fundao - Bananal teve seus primei-
ros fundamentos lanados no ano de 1783, mais ou menos.
Originou-se dentre as treze Sesmarias concedidas a diversas
pessoas. A Sesmaria em apro foi doada a Joo Barbosa
Camargo, pelo capito-mor, Manoel da Silva Reis, por de-
terminao do general Martim Lopes Saldanha, do Con-
selho de Sua Majestade Fidelssima, Brigadeiro dos Seus
Exrcitos, Governador e Capito General da Capitania de
So Paulo. Em meados do sculo XVII j existia descen-
dentes de antigas tribos indgenas, com hbitos mais ou
menos regulares, j conhecedores das relaes comerciais
com o estrangeiro. Nessa Qcasio comeou, por nacionais
e estrangeiros, a explorao desta regio . Os fundadores,
Joo Barbosa de Camargo e sua mulher, Dona Maria Ri-
beiro de Jesus, catlicos fervorosos, fizeram edificar, em
1783, a primeira capela que dedicaram ao Senhor Bom
Jesus do Livramento, dotando-a com um terreno de meia
lgua em quadra, cuja escritura, datada de 10 de fevereiro
de 1785, foi lavrada em Guaratinguet. O local dessa
capela desconhecido; entretanto, o terreno em que se
ergue hoje a majestosa Matriz foi doado por Andr Lopes.
O desenvolvimento de Bananal iniciou-se no princpio do
sculo passado, graas aos esforos do Comendador Ant-
nio Barbosa da Silva e outros descendentes de Barbosa
de Camargo. Em 20 de janeiro de 1811, foi por Alvar
Rgio, elevada a Parquia, sob a invocao do Senhor Bom
Jesus do Livramento, cuja capela, ento em como, ficou
sendo a Matriz local. Nessa ocasio pertencia Bananal
Vila de Lorena, onde permaneceu at 28 de novembro
de 1816, quando foi criada a Vila de So Miguel das
Areias, pelo Alvar da mesma data, sendo, ento, a ela
anexada.
A 10 de julho de 1832, foi esta freguesia elevada
categoria. de Vila, instalada a 17 de maro de 1833, por
um decreto assinado por Jos Lino Coutinho, ministro e
secretrio de Estado dos Negcios do Imprio, e por Fran-
cisco Lima e Silva, Jos da Costa Carvalho e Joo Brulio
Muniz. Na primeira eleio havida para vereadores, foram
eleitos os senhores: Joaquim Silvrio de Castro Souza Me-
dronho, Manoel Lescura Frana, Igncio Gabriel Monteiro
Chafariz pblico (1879) situado na Praa Pedro Ramos. Ao fundo
a Igreja Matriz
107
Busto do Professor Almeida Nogueira, localizado na Praa Pedro Ramos
de Barros, Francisco de Aguiar Valim, Jos Joaquim de
Azevedo e Joo Gonalves Lopes. A ata de posse dsses
vereadores foi assinada pelo secretrio da Cmara da Vila
de Areias, Antnio de Oliveira Leite, e pelo presidente
Manoel Eufrsio de Oliveira. A 6 de abril de 1833, a C-
mara Municipal dividiu o municpio em quatro distritos,
a saber: O da Vila, Santo Antnio (hoje Arape), Serra e
do Rancho Grande.
~ s s ato foi assinado pelo presidente Joaquim Silvrio
Souza Medronho e pelo Secretrio Jos Pedro de Carvalho.
A 16 de janeiro de 1835 a Cmara fz uma representao
f1 Assemblia Legislativa da Provncia, solicitando a coloni-
zao de estrangeiros, para auxiliar o brao escravo. isto ,
o brao africano, bem como a vinda de chineses para a
plantao do ch, e, finalmente, a elevao da Vila Ca-
bea de Trmo. A 18 de junho de \842, quando da rebe-
lio em So Paulo, foi Bananal desanexada da Provncia
e incorporada do Rio de Janeiro, por fra do Decreto
180, da mesma data; Provncia retornando no .final da
revolta, pelo Decreto 215, de agsto de 1842, pela Lei
n.
0
17, de 3 de abrll de 1849, a Assemblia Provincial
elevou Bananal categoria de cidade, dando-se sua insta-
lao a 17 de setembro do mesmo ano. Em 1949, por
ocasio de seu primeiro centenrio da elevao categoria
de cidade, foi delineado ~ feito o seu braso de armas .
Foi Bananal no tempo do Imprio o maior municpio
cafeeiro e o mais rico dentro da Provncia de So Paulo.
108
possuindo enormes fazendas produtoras de caf e algodo
e outras dedicadas a criaes . O caf aqui produzido. era
de qualidade variada, como seja: Maragogipe, Amarelo;
Java, Moca, Ceilo, Bourbon, Libria e Egpcio. O gado
cavalar era o melhor. Representava-se pelas seguintes
raas: Voltigeur, Anglo-rabe, Bane Dandy, Ingls puro
. sangue, Equateur francs, Napoleo e Pach da raa
mickleumburguesa o O langero, pelas raas: Espanhola,
Merino e a afamada Sousthdown .
No ano de 1852, a Cmara endereou Assemblia
um pedido de incorporao de Bananal Provncia do Rio
de Janeiro, o que foi denegado, tendo-se em conta o grande
valor do Municpio dentro da Provncia Paulista .
Por ocasio de um emprstimo lanado pelo govrno
Imperial contra Londres, os banqueiros daquele pas exi-
giram, para a sua concretizao, o endsso de Bananal,
como foi publicado pelo Jornal-Revista "Imprensa Le-
gislativa" o Possui uma estao frrea, pertencente
E. F. C. B., tda metlica, inclusive o telhado, de chapas
almofadadas duplas, de construo belga, assoalhos de
autntico pinho de Riga o Essa estao nica no gner o
A Santa Casa, ddiva de um potentado portugus de nome
Jos Ferreira Gonalves, o Comendador Ferreirinha, uma
das melhores do Vale do Paraba o Em 1872, foi inaugu-
rado o servio de guas, pelo engenheiro Alfredo Augusto
Campos da Paz o A comarca de Bananal foi criada pela
Lei Provincial no
0
16 de maro de 1858, e classificada
pelos Decretos 2 187 de 5 de junho de 1858, 1.
8
entrncia
e 3 890, de 4 de fevereiro de 1872, 2o
8
entrncia o
Segundo Joo Mendes de Almeida, em seu dicionrio
geogrfico da Provncia de So Paulo, Bananal pertenceu
comarca da Capital em 1811; a seguir, comarca de
Taubat em 1833 e a de Guaratinguet em 1852 o
Consta atualmente dos seguintes distritos de paz:
Bananal e Arape o
LOCALIZAO - A sede do Municpio de Bananal est
localizada no traado da Estrada de Ferro Central do
Brasil, ramal Barra Mansa - Bananal, com 22 40' 44" de
latitude Sul e 44 19' 08" de longitude W o Gr o, distando
256 km da capital do Estado o
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 560 metros o
CLIMA - Quente com inverno sco, temperatura em graus
centgrados: mdia das mximas 31,1 e mdia das mnimas
10,6 o Altura total da precipitao do ano 1 076,9 mm o
REA - 763 km
2

POPULAO - Pelo Recensamento de 1950 a populao
total do Municpio 15 018 habitantes (7 785 homens e
7 233 mulheres), sendo que 82% dessa populao esto
localizados na zona rural. A estimativa para 1954, pelo
DEE calculada em 15 963 habitantes.
AGLOMERAES URBANAS - Conta o Municpio de
Bananal com duas aglomeraes urbanas: a da sede, com
2 058 habitantes ( 1 001 homens e 1 057 mulheres) e a de
Vila Arape com 647 habitantes (317 homens e 330 mulhe-
res), no Recenseamento de 1950.
ATIVIDADES ECONOMICAS- Fundamenta-se a eco-
nomia do Municpio, bsicamente, na pecuria e na extra-
o de madeira e carvo vegetal. A pecuria tem signi-
ficao especial para o Municpio tendo por escopo a pro-
duo do leite . Funcionam dois importantes laticnios, que
muito concorrem para a economia da comuna. :ltsses pro-
dutos so exportados para o Distrito Federal, Cruzeiro e
Barra Mansa, na sua maioria .
H em pequena quantidade o gado de corte composto
de reses mas no satisfazem a finalidade da criao. A
agricultura pouco expressiva em virtude do progresso
da pecuria, destacando-se, entretanto, as produes de
tomate, milho, feijo, cana-de-acar, cuja produo de
Obelisco
aguardente tambm concorre para a industrializao local;
caf e recentemente a mandioca, por influncia de uma
fbrica de farinha que est em organizao numa fazenda
perto da sede Municipal.
Em 1956, o volume e o valor dos principais produtos
da comuna so os seguintes:
a) Pecuria:
PRODUTO UNIDADE VOLUME
VALOR
(Cr$1

Gado bovino ................. Cabea 23 000 57 000 ooo.oo
Leite ................... . .... Litro 4 523 560 21 952 000,00
Manteiga ............... ..... Quilo
b) Produo extrativa vegetal:
17 727 705 (30 kg) de carvo ..
2)
1)
madeiras (em bruto, dormentes)
c) Produo extrativa mineral
1 072 milheiros de tijolos ..... .
d) Produo fabril
8 880 577 200,00
Cr$ 21831150,00
Cr$ 691 178,00
Cr$ 1 900 468,00
1) 411.230 metros de tecidos p/sacos Cr$ 2100000,00
e) Produo agrcola
1) 330 000 quilos de tomate . . . . . . . Cr$ 2 700 000,00
A rea de matas, tda natural, estimada em 1/5 da
rea total ou seja 15 280 ha.
H 49 estabelecimentos comerciais assim discrimina-
dos: a) Gneros alimentcios 39 . b) Fazendas e arma-
rinhos 10.
H no Municpio 3 estabelecimentos industriais e o
nmero de operrios se eleva a 2?3, disto sem contar os
empreiteiros da indstria carvoeira pela maneira da exe-
cuo do trabalho (empreita) . Bananal conta com 6 im-
portantes fbricas: Cia. de Fiao e Tecidos Alambary;
Cermica Joana d'Arc; Cooperativa dos Produtores de
Leite de Bananal; Laticnios Bananal Ltda.; Fbrica de
Artefatos de Madeira So Jos e Serraria da Bocaina. H
produo de energia eltrica pela Cia. Fra e Luz de Ba-
nanal Ltda., cujo consumo mdio mensal de 27 886 kWh
e o de fra motriz: 14 368 kWh.
As riquezas naturais que mais se distinguem na regio
a vegetal, ou seja, as inatas; na mineralogia tambm se
verificam calcrio, malaquita e feldspato (pedra para
loua) . Quanto s indstrias extrativas, h, apenas, as de
madeira e carvo. de expressiva a pecuria
local, pois ela o esteio da economia do Municpio. Angra
dos Reis o principal centro comprador de gado, o qual
exportado em pequena quantidade, vez que, Bananal
cuida mais da criao de gado leiteiro.
MEIOS DE TRANSPORTE - O Municpio servido
por estradas de rodagem e pela Estrada de Ferro Cen-
tral do Brasil; possibilitando a comunicao com as
cidades vizinhas de: So Jos do Barreiro, por rodovia
(51 km); Resende - RJ, por rodovia ( 48 km) ou misto
a) ferrovia E. F. C. B. ( 60 km) at a estao de Agulhas
Negras- RJ e b) rodovia (1 km); Barra Mansa- RJ,
por rodovia (25 km) ou ferrovia E.F.C.B. (29 km);
Itaver - RJ, por rodovia ( 43 km) ou ferrovia E. F. C. B.
109
(29 km) at Barra Mansa- RJ e R.M.V. (42 km) ou
misto: a) rodovia (29 km) at Getulndia e b) ferrovia
R. M. V. ( 19 km); Angra dos Reis - RJ, por rodovia
( 96 km) ou ferrovia E. F. C. B. ( 29 km) at Barra Mansa
- RJ e R.M. V. (108 km) ou misto: a) rodovia (29 km)
at Getulndia e b) ferrovia R. M. V. ( 85 km) . Capital
Estadual - So Paulo, por rodovia (351 km) ou ferrovia
E. F. C. B. ( 368 km) . Capital Federal - Distrito Federal
por rodovia (177 km) ou ferrovia E.F .C.B. (183 km).
H outras estradas que compem a rde rodoviria
interna, entre elas a do Rio Vermelho, que passa pelos
sertes da Booaina e outros; por ela que escoa a pro-
duo carvoeira e de madeira; sua extenso (exclusiva-
mente interna) de 35 km.
H na sede do Municpio um trfego dirio de 4 trens
e 150 automveis e caminhes. Na Prefeitura Municipal
esto registrados 25 automveis e 57 caminhes. H duas
estaes ferrovirias e um ponto de parada.
Em se tratando de rodoviao, h uma linha intermu-
nicipal passando pelo distrito de Arape.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio de Bananal im-
porta quase de tudo; mantm transaes comerciais com
o Distrito Federal, So Paulo e Barra Mansa, Volta Re-
donda e Resende. Possui 1 estabelecimento atacadista;
45 varejistas e 3 industriais; 1 Agncia Bancria- (Banco
Vale do Paraba S. A. ) ; Caixa Econmica Estadual com
55 cadernetas em circulao e depsito no valor de
Cr$ 4 136 380,20, em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS- 39% da rea dos logradouros
pblicos so pavimentados a paraleleppedos. Bananal pos-
. sui rde de gua e esgto, luz eltrica nas ruas pblicas
nos domiclios fornecida pela Cia. de Fra e Luz de Bana-
nal Ltda., com o consumo mdio mensal de iluminao
pblica de 121 kWh e de iluminao particular 13 517 kWh,
386 ligaes eltricas; 355 domiclios servidos por abaste-
cimento d'gua; 10 aparelhos telefnicos; Correio e Tel-
grafo (E. F. C. B. ) ; 3 hotis com diria mdia de
Cr$ 170,00 e 1 cinema.
ASSIST1tNCIA MDICO-SANITARIA - No tocante
parte assistencial, possui o Hospital de Santa Casa com
56 leitos; Asilo Vila Vicentina (para os pobres desampa-
rados) com 24 leitos; 1 farmcia e 1 farmacutico; 2 m-
dicos f' 1 veterinrio .
ALFABETIZAO- Pelo Censo de 1950, 36% da po-
pulao atual de cinco anos e mais, sabem ler e escrever.
ENSINO - Relativamente instruo e ensino existem no
Municpio 25 estabelecimentos de ensino primrio: Grupo
Escolar Cel. Nogueira Cobra; Grupo Escolar de Arape;
Grupo Escolar Santana de B. Sucesso; 23 Escolas Rurais
e Escola Artesenal com ensino profissional industrial.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H uma Biblio-
teca Pedaggica do Grupo Escolar Cel. Nogueira Cobra
com quase 1 000 volumes; 1 jornal semanrio - "O Pro-
gresso" e 1 tipografia.
110
Rua Manoel de Aguiar (Principal rua de Bananal)
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZAO A
ANOS
Municipal
NO
MUNIClPIO
Federal Estadual
Total Tribut.ria (Cr$)
------
1950 ....... 621 216 2 427 051 966 631 330 977 972 815
1951 ...... 826 490 2 798 537 1 084 060 384 308 1 135 032
1952 ....... 964 321 3 630 819 1 528 651 391 692 1 561 929
1953 ....... 1 652 875 3 594 761 1 434 772 432 947 1 391 157
1954 ....... 1 757 691 4 049 544 1 807 130 437 652 1 682 813
1955 ....... 2 282 941 5 394 071 2 523 046 492 502 2 218 542
1956 (1) ... ... ... 1 900 000 . .. 1 900 000
(1)
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS- O nico aci-
dente geogrfico de real importncia uma gruta locali-
zada na fazenda So Lus, no Distrito de Arape: Gruta
Alambary. O nome em virtude do prprio distrito assim
ter-se chamado. A gruta tem vrias divises naturais e
algumas quedas d'gua de pouca potncia.
MANIFESTAOES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- Tdas as festas cvicas e religiosas so comemoradas
com grande brilhantismo no Municpio, principalmente, a
de 6 de agsto em homenagem a Bom Jesus do Livramento,
padroeiro da cidade; a de Nossa Senhora da Glria, no dia
14 do mesmo ms e finalmente a de Nossa Senhora da
Boa Morte, no dia 15 .
O folclore do Municpio bem interessante, desta-
cando-se a Folia de Reis, que consiste em pequenos grupos
de homens espalhados pela cidade para cantarem em
algumas casas, acompanhados de vrios instrumentos,
como: violas, pandeiros, Sanfonas, cavaquinhos e tambores.
]ongo: Dana tipicamente africana, simboliza costumes de
prto antigo; comemorada em junho. Em volta de um
grande tambor de couro sapateiam os jonguistas formando
pares de ambos os sexos; prximos de fogueiras cantando
os seus pontos. (Espcie de desafio) .
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Em 3-X-1955,
a Cmara Municipal compunha-se de 13 vereadores e o
nmero de eleitores inscritos era de 3 771. O Prefeito
o Sr. Alvaro Brazil Filho.
(Autoria do histrico - Jos Gentil; Redao final - Maria
de Deus de Lucena Silva; Fonte dos dados - A.M.E. Jos
Gentil.)
BARIRI- SP
Mapa Municipal na pg. 349 do 12.
0
Vol.
HISTRICO ---'- A frtil regio onde se localiza o muni-
cpio de Bariri, foi, at a pouco mais de 1 sculo, habitada,
pelos ndios Coroados ou Caigangs, da vasta nao Guaia-
ns, embora j em 1718, poca das descobertas das minas
de ouro, nos sertes de Cuiab, e ~ regio tenha sido per-
lustrada pelos Bandeirantes que demandavam, atravs do
Rio Tiet, s minas de Caxip.
Em 1833, Jos Antnio de Lima, mineiro de nascena,
juntamente com seu cunhado Alvaro Corra Arnau, fixa-
ram residncia nestas terras, que faziam parte da vasta
regio denominada "Campos de Araraquara". Jos Antnio
de Lima assenhoreou-se das terras compreendidas entre o
Ribeiro Sap, Crrego Palmital e outros, at a barranca
do rio Tiet, tendo Alvaro Corra Arnau se localizado nas
barrancas do rio Jacar Pipira Mirim, para os lados dos
bairros Barra Mansa e Santo Antnio.
Cabe, portanto, a honra de fundador da cidade de
Bariri, ao mineiro Jos Antnio de Lima, que aps ter
organizado sua propriedade, denominada "Stio do Tiet",
foi sendo coadjuvado por seus parentes e conhecidos, for-
mando-se, ento, um pequeno ncleo humano, conhecido
pelo nome de Bairro do Tiet.
Em 1858, outro povoador se transferiu para o bairro
do Tiet: Joo Leme da Rosa, que nesse mesmo ano, doou
de suas terras, a rea de 30 alqueires a Nossa Senhora
das Dores, para a construo de uma igreja, com a invo-
cao daquela santa.
Aps a doao, Joo Leme da Rosa passou a vender
lotes de sua propriedade e com isso, o pequeno povoado
ia num crescente aumento demogrfico, em virtude- do
aparecimento de novos proprietrios. Aos poucos desapa-
receu o cosp!me de se denominar "bairro do Tiet" a
essas terras, que passaram a ser denominadas ''Povoao
de Nossa Senhora das Dores do Sap" e mais tarde "Sap
do Ja".
A 7 de setembro de 1868, o Sap elegeu, para seu
representante na Cmara de Ja, o Sr. Antnio Jos de
Carvalho, do partido Conservador e em 7 de maio de 1877
tornava-se Freguesia.
Com o advento da Repblica, Joaquim Loureno
Corra foi escolhido para dirigir a poltica local no
encontrando de como, nenhuma oposio. Seu objetivo
principal era a emancipao do Sap, o que foi alcanado
em 12 de julho de 1891 com a instalao do novo muni-
cpio j ento com o nome de Bariri.
Outro vulto ilustre que se destacou na histria do
municpio foi Teotnio Negro, chefe da poltica baririense
durante 11 anos de grandes atividades.
Vista Area de Parte da Cidade de Bariri
111
Banco do Brasil
Em 1898 com a nova doao de 4 alqueires da Fazen-
da Boa Vista dos Bueno, distante 12 quilmetros da sede
municipal, erigiu-se numa capela em louvor a So Sebastio
Forum de Bariri
que seria o ncleo inicial do futuro Distrito de Itaju, hoje
tambm unidade administrativa autnoma com o mesmo
nome.
Prdios Residenciais
LOCALIZAAO - Bariri acha-se localizado no traado
de um dos ramais da Companhia Paulista de Estrada de
Ferro, antiga Douradense.
11.2
Os municpios limtrofes so: Itaju, Itapu, Ja, Boa
Esperana do Sul, Bocaina, Pederneiras e Arealva. Pelas
coordenadas geogrficas a seguinte a posio da sede
municipal: 22 05' de latitude Sul e 48 44' de longitude
W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 44 7 metros.
CLIMA - quente de invernos secos com as seguintes tem-
peraturas: ms mais quente 22C; ms mais frio, menos
Santa Casa de Misericrdia e Maternidade Madre Agostinho
que 18C. Quanto . precipitao pluvial registre-se o
nvel menor que 30 mm no ms mais sco.
Psto de Puericultura
Vista Pardal do Jardim Pblico
REA - 434 km
2

POPULAO- Censo de 1950: 22 030 hab. (11133 ho-
mens e 10 897 mulheres) sendo que 74% da populao se
localiza na zona rural. A estimativa para o ano de 1954
era a seguinte: 17 427 hab. (excluindo o ex-Distrito de
Itju - hoje municpio) . (Dados do D. E. E. ) .
Parquia Nossa Senhora das Dores
AGLOMERAES URBANAS - O municpio conta
apenas com o Distrito da sede municipal com populao
de 2 835 habitantes em 1950 e estimada para 1954 em
2 243 habitantes:
ATIVIDADES ECONMICAS - No fugindo regra
geral do interior do Estado, Bariri encontra na agricultura
e pecuria as atividades fundamentais para a sua economia.
8 - 24 270
Prefeitura Municipal
H no municpio 9 600 000 ps de caf em produo, bem
como grandes culturas de mamona e milho.
Vistas do Jardim Pblico
Pelo quadro abaixo teremos idia dos ndices alcan-
ados pela produo agrcola em 1956:
Produtos Volume Valor (Cr$)
Caf ............ 225 000 a 118 440 000,00
Milho ........... 66000 sacos de 60 quilos 15 840 000,00
Mamona ......... 500 000 quilos 4250000,00
Feijo .......... 5 000 sacos de 60 quilos 3300000,00
Arroz ........... 2 100 sacos de 60 quilos 1050000,00
1.
0
Grupo Escolar
113
Calcula-se existir no municpio 1 731 hectares de
matas naturais e 200 de matas formadas. Pecuria
havia em 31-XII-54 os seguintes rebanhos: bovino
2.
0
Grupo Escolar
30 000; suno - 18 000; eqino - 5 500; muar - 6 000;
caprino - 1 ?.00; ovino - 800 e asinino - 16.
A produo de leite foi de 3 500 000 litros em 1954.
A indstria tem na extrao de leo de mamona a
ZYZ-8 Rdio Cultura
sua maior expresso que segundada pela cermica repre-
sentada por diversas olarias. H tambm fbricas de
calados, massas alimentcias etc .
Cine Carlos Gomes
1111
"Lar Vicentino"
MEIOS DE TRANSPORTE - O municpio servido por
um ramal de bitola estreita da Companhia Paulista de
Estrada de Ferro, cujo percurso dentro dos limites muni-
cipais de 16 quilmetros.
Coletoria Federal
Comunicaes com cidades vizinhas e Capital do Es-
tado: Boa Esperana do Sul - rodovia, via Bocaina
(40 km); ferrovia C.P. E. F. ( 70 km); Boca i na - rodo-
Jardim Pblico
via (16 km); ferrovia C.P.E.F. (31 km); Ja- rodo-
via (30 km) ou ferrovia C.P .E.F. (159 km); ltapu-
rodovia (20 km) ou ferrovia C.P.E.F. (39 km); Peder-
neiras - rodovia ( 35 km) ou ferrovia C.P. E. F. ( 86 km);
Iacanga - rodovia ( 40 km ); Ibitanga - rodovia ( 42 km)
S.E.S.I.
ou ferrovia C.P. E. F. ( 151 km) . Capital Estadual -
Rodovia - via Piracicaba e Campinas - (374 km) -
ferrovia C.P .E.F. com trfego mtuo com a E.F .S.J.
(390 km) ou misto - rodovia (75 km) ou ferrovia
C.P.E.F. at Bauru- (114 km).
Banco Artur Scateno S. A.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes principalmente, com as praas de So Paulo,
Ja, Bauru, Araraquara e Itaju. Funcionam na cidade
agncias dos seguintes Bancos: Banco do Brasil S . A. ;
Banco de So Paulo S. A
Artur Scatena S. A. ; Brasileiro de Descontos S. A. ; Mer-
cantil de So Paulo; Moreira Saltes S.A.; Nacional Pau-
lista; de So Paulo S. A. e do Vale do Paraba S. A. H
tambm uma Agncia da Caixa Econmica Estadual com
depsitos no valor de Cr$ 31 606 704,30 em 31-XII-55.
A sede municipal conta com 188 estabelecimentos
comerciais varejistas, 13 estabelecimentos industriais com
200 operrios, aproximadamente, e 2 cooperativas de
consumo.
Banco Mercantil de So Paulo S. A.
ASPECTOS URBANOS - H 5 logradouros pblicos
pavimentados, 1 440 prdios, energia eltrica fornecida pela
Companhia Paulista de Fra e Luz, atendendo 1 429
ligaes com o seguinte consumo: iluminao pblica,
Banco Moreira Sales S. A.
9 000 kWh; particular, 56 438 kWh e com fra motriz,
85 965 kWh. O servio de gua abastece 1 207 domiclios,
rde de esgto em fase de construo, e esto ligados
rde telefnica 258 aparelhos. H, ainda, correio e tel-
Banco Brasileiro de Descontos S. A.
115
Banco Nacional Paulista S. A.
grafo da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, 3 hotis, 1
penso (diria comum de Cr$ 100,00) 1 cinema, 1 aero-
clube e 1 asilo para pobres (Lar Vicentino) .
MDICO-SANITRIA - Funcionam na
cidade o Centro de Sade (95 leitos), o Psto de Puericul-
tura e 6 farmcias. Exercem a profisso: 6 mdicos, 10
dentistas e 6 farmacuticos.
ALFABETIZAO - 45 o/o da populao de 5 anos c
mais sabem ler e escrever.
ENSINO - H 3 grupos escolares, 31 escolas isoladas, 1
Ginsio Estadual e 1 Escola de Comrcio com os cursos
bsico e tcnico .
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Conta o muni-
cpio com 2 jornais semanrios, 1 radioemissora ( 1 160 kc,
. 100 w na antena).
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS Municipa.l
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
I
(Cr$)
Total Tributria
1950 ....... 1 240 973 5 616 629 2 070 986 1 032 224 1 865 066
1951 ....... 2 035 772 6 375 707 2 797 230 1 503 125 2 854 119
1952 ....... 2 891 962 7 577 318 3 306 608 1 723 096 3 635 963
1953 ....... 2 392 838 9 341 385 3 607 715 1 984 274 3 422 299
1954 ....... 4 447 933 13 553 853 5 616 138 2 328 709 4 893 546
1955 ....... ... 18 163 592 5 770 802 2 281 361 6 353 049
1956 (1) .... ... . .. 5 704 000 . .. 5 704 000
( 1 l Oramento.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E :EFEMRIDES
- No Municpio no se observam manifestaes folcl-
ricas tpicas sendo comemoradas as seguintes efemrides
- 7 de setembro, 21 de abril, 1.
0
de maio, 15 denovembro
e 16 de junho (dia do municpio).
OUTROS ASPECTOS DO Ml]NICPIO - A denomi-
nao local dos habitantes baririense. Em 3 de outubro
de 1955 havia 13 vereadores em exerccio e 3 748 eleitores.
O Prefeito o Sr .. Domingos Antnio Fortuna to.
(Autoria do histrico -Lzaro Jacob Orefice; Redao final -
Daniel Peanha de Moraes Jr.; Fonte dos dados - A.M.E. -
Lzaro Jacob Orefice.)
116
BARRA BONITA - SP
Mapa Municipal na pg. 397 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - O povoado de Barra Bonita foi fundado
em 1883; pelo Cel. Jos Sales Leme, que em sociedade com
o Major Joo Baptista Pompeu, ali se estabeleceu com
casa comercial, no ponto em que hoje a Rua 1.
0
de Maro
com a Rua Salvador de Toledo. dois bandeirantes,
auxiliados pelos Srs. Salvador de Toledo Piza, Ezequiel
Otero e outros, muito fizeram pelo desenvolvimento do
povoado. O Presidente Campos Sales, que por muitos
anos foi proprietrio da fazenda denominada Santa Ma-
ria, neste municpio, tambm muito trabalhou pelo pro-
gresso do povoado. A le Barra Bonita deve a majes-
tosa Ponte Metlica sbre o Rio Tiet, ligando agora dois
municpios e fazendo fcil comunicao para qualquer itine-
rrio, alm de constituir, realmente, um obstculo estra-
tgico e, em homenagem, a antiga Cmara Municipal deu
a essa ponte o nome do grande brasileiro. O seu nome
est ainda bem vinculado, designando uma estao da
C.P. E. F., neste municpio. Os primeiros passos para a
constituio da aglomerao que, segundo consta, aproxi-
mavam-se dos meados de 1865, podem ser fundados, de
princpio, na penetrao de famlias italianas e espanho-
las que, dirigidas pelo Cel. Sales Leme e influenciadas
pelas terras roxas e novas e pela localizao geogrfica
da regio, margeando o Tiet, onde poderia ser cons-
tadada, tambm, a existncia de minerais preciosos, ali
fixaram residncia, fazendo as primeiras derrubadas de
matas e iniciando plantio de caf, criao de gado e mani-
festando outras exploraes . O Cel. Sales Leme, sobrinho
do Presidente Campos Sales, que no povoado conviveu por
muitos anos, foi o primeiro desbravador e possuidor de
extensas reas de terras que, depois, passaram a ser subdi-
vididas e hoje so ainda consideradas grandes propriedades.
Em 1875, visitou, tambm, o povoado, o Imperador
Pedro 11, que viajou pelo rio Tiet e hospedou-se na fa-
zenda denominada Cardia, tendo sido recebido, ento, pelo
Cel. Sales Leme e outros orientadores do povoado, com
muito entusiasmo e muita cortesia. O rio Tiet, naquela
poca, isto , at 1891, data em que os servios fluviais do
povoado passaram a ser dirigidos pela Sorocabana, embora
oferecesse um grande trfego num sentido, noutro desfa-
vorecia e constitua um srio obstculo, porque impedia o
trfego, para a margem oposta, das mercadorias e semo-
ventes que geralmente se desviavam para alcanar carrega-
Ponte "Compos Sales"
Rua Prudente de Moraes
mentos e embarques em outros pontos e, dada a insufi-
cincia da capacidade das balsas, fazia-se, ento, o desloca-
mento e a passagem das mercadorias proporo do pos-
svel, com sacrifcios; os animais e tropas, por seu turno,
passavam a nado. :tsse foi um dos perodos difceis por
que passou o povoado na poca, no que diz respeito ao
trfego em demanda com o Tiet. Ainda em virtude dessa
mesma situao, a maior parte do comrcio, alis,
quase que nas condies da sua forma primitiva,. era feito
na Vila de Ja, por meio de carroas e outros veculos de
fra animada, tendo sido constadado muitas vzes, em
trfego pelas estradas ou estacionado no povoado, um
nmero de carroas no inferior a 150. A Ponte sbre o
rio Tiet, na sede municipal, data de 1913.
Elevada a sede municipal a foros de cidade em 1912,
o Municpio, embora j apresentando alguns aspectos eco-
nmicos, em vista do desenvolvimento que se manifestava
na agricultura, fundado, respectivamente, na produo de
caf e cereais, permaneceu at 1930 com o progresso esta-
ci<?nrio, quer em razo do perodo deflacionrio que na
poca combatia o desenvolvimento econmico do pas,
criando crises, desempregos e mesmo at paralisao de
indstrias, quer em face da falta de acesso e meios de trans-
porte indispensveis que lhe facilitassem a exportao e
importao ou a entrega mais rpida da sua produo que,
na poca, j era suficiente para exportar. Produzia-se j
elevada quantidade ~ e caf e cereais, mas fatres havia
que impediam a continuidade do progresso do Municpio.
Fatres de ordem financeira e administrativa, tais
como a transferncia para o seu territrio do distrito de
Igarau (hoje, Igarau do Tiet), pelo Ato n.
0
9 775, de
30-XI-1938, do Sr. Interventor Federal em So Paulo, o
Municpio reconquistou nova era e entrou na fase de um
desenvolvimento melhor, mais esperanoso e progressivo e,
em 1940, j se podiam avaliar os primeiros passos para o
progresso contnuo de um . Municpio que, segundo atestava
um grupo de jovens trabalhadores e empenhados no pro-
gresso da comuna, mais tarde seria um dos grandes con-
tribuidores do economia nacional e do bem-estar dos seus
filhos; pois servido de mais de 10 milhes de cafeeiros fru-
tificando e de abundante espcie "extrativa prpria, no
poderia ficar o Municpio, por mais tempo, atravessando a
crise de outrora, que o fazia desconhecido e fraco na econo-
mia nacional.
Mudaram-se ento as administraes, dividiam-se
grandes fazendas e vendiam-se stios e lotes a preos m-
dicos e a longo prazo de pagamento; multiplicavam-se as
mos-de-obra, tanto na agricultura como na indstria; ele-
vavam-se mais os volumes de produo e aumentavam-se
cada vez mais os melhoramentos pblicos (ampliao da
rde de gua, esgto, pavimentao e arborizao de logra-
douros pblicos, conservao de estradas etc. ) e esta fase
de evoluo permaneceu at 1943.
LOCALIZAO - O Municpio de Barra Bonita est
localizado ao sul de Ja a 231 km da Capital Estadual, em
linha reta . As coordenadas geogrficas da sede municipal
so as seguintes: 22 32' de latitude Sul e 48 34' de longi-
tude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 425 metros ..
CLIMA '-- Quente com inverno sco; temperatura em
graus centgrados: mdia das mximas 29,95; mdia das
mnimas 11,2 e mdia compensada 20,58. Altura total da
precipitao no ano: 1215 mm.
REA - 142 km:!.
POPULAO - De acrdo com o censo de 1950, a
populao total de 11 168 habitantes ( 5 773 homens e
5 395 mulheres) dos quais 74% ou seja 8 262 habi-
tantes pertencem a zona rural. Estimativa do D. E. E. em
1.
0
-VII-1954 calcula: 6 338 habitantes (2 468 homens e
621 mulheres) na zona rural 3 249 habitantes (2 468 ho-
mens e 621 mulheres) .
AGLOMERAES URBANAS - De acrdo com o Censo
de 1950, existe apenas uma aglomerao urbana, a da sede
municipal, com 2 906 habitantes (1434 homens e 1472
mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS- A economia do Muni-
cpio est baseada na cana-de-acar, fabricao de telhas,
e no caf. Em 1956, a produo dos cinco principais pro-
dutos era a seguinte:
PRODUTOS UNIDADE QUANTIDADE VALOR
I Cr$ 1 0001
------------.
AOcar ...................... Saco 60 kg 720 000 320 400
Cana .................. Tonelada 280 000 92 400
Telhas ...................... Milheiro 21 500 34 400
Atcool. . ." .................... Litro 4 900 000 20 212
a f ~ beneficiado ..... . ....... ArrOba 18 200 10 920
117
Ponte Campos Sales
l:stes produtos destinam-se aos municpios de Santos,
Ja, Bariri e Mineiros do Tiet.. O Municpio possui
242 ha de matas naturais e 363 ha com plantao de
eucalipto. H 80 estabelecimentos comerciais, entre os
quais 13 de gneros alimentcios, 4 de louas e ferragens
e 17 de fazendas e armarinhos; 40 estabelecimentos indus-
triais, ocupando crca de 700 operrios.
Constitui as riquezas naturais, a extrao de argila,
areia e pedregulho. Ser iniciada em breve, a construo
da Usina Hidreltrica de Barra Bonita, em aproveitamento
do rio Tiet com uma potncia calculaa em 160 000 H. P.
No Municpio h 12 fbricas importantes: Usina da
Barra S . A. ; Cia. Agrcola e Industrial Barra Bonita; F-
brica de Balas Califrnia Ltda.; Aristeu Loureno & Cia.;
Gonalves Meira & Cia. e 6 cermicas: Martini, Santa
Luzia, Central, So Joo, So Jos, Costa e Petri Irmo
Rossi.
MEIOS DE TRANSPORTE O Municpio servido
por 2 ferrovias: Cia. Paulista de Estrada de Ferro e Es-
trada de Ferro Barra Bonita com 4 estaes, 2 pontos de
parada e um trfego dirio de 2 trens; 1 Rodovia Esta-
dual e 2 Municipais, as quais possibilitam a comunicao
com as seguintes localidades vizinhas e Capital do Estado.
Localidades vizinhas-- Ja: rodovia (23 km) ou ferrovia:
E.F.C.B. )13 km) at a estao de Campos e C.P.E.F.
(54 km); Mineiros do Tiet: rodovia ( 17 km) ou ferrovia:
E. F. C. B. ( 13 km) at a estao de Campos Sales e
C.P. E. F. ( 22 km); So Manuel: rodovia, via lgarau
(32 km); Macatuba: rodovia (18 km). Capital EstadJ.Iai
- rodovia, via So Manuel e Itu (325 km) ou ferrovia
E'. F. B. B. ( 13 km) at a estao Campos Sales e
C.P.E.F. em trfego mtuo com a E.F.S.J. (345 km)
ou misto: a) rodovia ( 61 km) at Botucatu e b) areo
( 205 km) . Capital Federal - Via So P ~ u l o j descrita.
As rodovias municipais so: Barra Bonita a Maca tuba e
Barra Bonita a Mineiros do Tiet. Barra Bonita possui
60 automveis e 158 caminhes registrados na Prefeitura
local; 140 veculos em trfego dirio na sede municipal e
1 linha intermunicipal (Emprsa Auto Onibus So
Manuel).
COMRCIO E BANCOS - O Comrcio local mantm
transaes com a Capital e os municpios de Bauru, Ja,
Avar, Torrinha, Franca e o Distrito Federal; importa os
artigos e gneros seguintes: arroz, batata, banha, alho,
118
cebola, leos comestveis e combustveis, tecidos, medica-
mentos em geral e tambm gado destinado ao corte. H
80 estabelecimentos varejistas. Possui 3 agncias ban-
crias: Banco Nacional Paulista S.A.; Banco Vale do Pa-
raba S. A. e Banco Brasileiro para a Amrica do Sul
(Brasil); Agncia da Caixa Econmica Estadualcom 2 776
cadernetas e depsito de Cr$ 11 469 006,00.
ASPECTOS URBANOS - H na sede municipal 32
logradouros dos quais 9 so pavimentados a paralelep-
pedos e 1 a ladrilho revestido de cimento, em todos h
iluminao eltrica; 820 prdios abastecidos pela rde de
gua, 460 servidos pela rde de esgto; 718 ligaes el-
tricas; 160 telefones; agncia do correio e telgrafo; 2 h o ~
tis com diria mdia de Cr$ 120,00 e 1 cinema.
ASSIST:l:NCIA MDICO-SANITRIA - H no Muni-
cpio um Psto de Sade, 1 clnica particular com 6 m-
dicos, 4 dentistas, 3 farmcias e 2 farmacuticos .
ALFABETIZAO- De acrdo com o Censo de 1950,
49% da populao presente de 5 anos e mais sabem ler e
escrever.
ENSINO - O ensino primrio ministrado em 2 grupos
escolares na sede municipal e 17 escolas isoladas na zona
rural; e o mdio em 1 ginsio; 3 escolas profissionais; 2
de Corte e Costura e 1 de Datilografia.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H 1 jornal -
"A Cidade"; 3 bibliotecas: a) Grupo Escolar Dr. Fernando
Costa, com 650 volumes; b) Associao Atltica Barra Bo-
Matriz de So Jos
nita, com 450 volumes; c) Prefeitura Municipal, com 900
volumes, (as 2 primeiras so particulares) e 1 tipografia.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
1950 ....... 1 851 398 2 915 553 1 045 125 598 562 I 159 129
1951. ...... 2 868 315 5 337 697 2 209 507 718 680 1 918 438
1952 ....... 5 ISO 544 6 166 394 1 891 213 961 603 2 238 499
1953 .. 5 147 444 8 131 832 2 156 765 1 299 346 2 070 430
1954. .... 5 441 128 2 063 141 2 489 831 976 867 2 187 286
1955. ...... 9 103 464 19 862 157 3 621 845 1 165 572 2 795 686
1956 (1). .. ... ... 3 000 000 . .. 3 000 000
(I) Oramento.
PARTICULARIDADES GEOGRFICAS - Rio Tiet
com suas quedas d'gua formando as cachoeiras: "Salto
das Trs Barras" e "Cachoeira do Banharo".
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- Tdas as festas cvicas e religiosas so comemoradas no
Municpio, mui especialmente, a de So Jos, padroeiro da
cidade, realizada no dia 14 de maro.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Conta o Mu-
nicpio com 11 vereadores e 2 054 eleitores inscritos. O
Prefeito o Sr. Hermnio Antnio Fortunato.
(Autoria do histrico - Indalcio Barros Aranha; Redao final
-Maria de Deus de Lucena Silva; Fonte dos dados- A.M.E.
Indalcio Barros Aranha . )
BARRETOS - SP
Mapa Municipal na pg. 65 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Segundo a tradio, dois afamados des-
bravadores do serto da zona Oeste de So Paulo, o alferes
Joo Jos de Carvalho e seu cunhado, tenente Antnio
Francisco Diniz Junqueira, ambos mineiros, vindos de
Caldas e Aiur:uoca, respectivamente, iniciaram o povoa-
mento da vastssima regio banhada pela parte baixa do
Rio Pardo, a jusante da confluncia do Mogi-Guau, re-
gio essa outrora conhecida por "Serto de So Bento de
Araraquara" e que hoje faz parte das Comarcas de Barre-
tos, Olmpia e Orlndia .
O alferes Joo Jos de Carvalho, logo aps a procla-
mao da Independncia do Brasil, tomou posse da fazenda
Palmeiras, latifndio de mais de 1 200 quilmetros quadra-
dos, dos quais 700, aproximadamente, constituem a maior
e melhor poro do atual municpio de Colina, um dos
com-ponentes da Comarca de Barretos. Na mesma poca,
o tenente Francisco Antnio Diniz Junqueira tomava
posse, no s de muitas lguas quadradas de terras de
matas s margens direita e esquerda do Rio Pardo, como
tambm da fazenda Pitangueiras, situada em ambas as
margens do ribeiro que passa junto ao "Frigorfico Anglo".
Com sses dois desbravadores do serto paulista vie-
ram, tambm de Minas Gerais, como capatazes, Francisco
Jos Barreto e um irmo, aos quais permitiram, talvez,
como recompensas aos seus servios, tomar posse das terras
ao longo e margem esquerda do ribeiro Pitangueiras,
"da beira da mata para cima", terras essas que denomi-
naram "FORTALEZA".
Em 1845, passaram os irmos Barreto a habitar essa
posse de terras, estabelecendo morada em casa que cons-
truram no local onde hoje o quarteiro limitado pelas
Ruas 16 e 18 e pelas Avenidas 13 e 15. Nessa casa, faleceu
Francisco Jos Barreto em 1848 e sua mulher, Ana Rosa,
em 1852.
Ficaram dsse csal oito filhos, os quais, com o auxlio
do vizinho Simo Antnio Marques, aposseante da fazenda
limtrofe - "Monte Alegre", - construram, no ano d,e
1856, nas imediaes do terreno atualmente ocupado pelo
Grmio Literrio e Recreativo de Barretos, sob a invoca-
o do Divino Esprito Santo, a primeira capela, coberta
de sap, do ento nascente Arraial dos Barretos.
A Parquia do Divino Esprito Santo de Barretos foi
criada, ao que parece, conjuntamente com o distrito de paz,
por Lei n.
0
42, da Assemblia Provincial, de 16 de abril de
1874, confirmada e era connicamente, por proviso de
Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de So
Paulo, em 2 de julho de 1877, vinte e um anos, portanto,
depois da construo da primeira capela e quinze anos
depois da primeira missa rezada pelo Padre Manoel Eu-
zebio, em 1862.
A origem do nome da cidade de Barretos se liga aos
seus fundadores, os irmos Barreto, um dos quais tem
perpetuado o seu nome na praa principal. Foram seus
primeiros povoadores, Francisco Jos Barreto, posseiro da
fazenda Fortaleza; alferes Joo Jos de Carvalho, fazenda
Palmeiras; tenente Francisco Antnio Diniz Junqueira,
fazenda Pitangueiras; Rodriguo Corra de Moraes, fazenda
Rio Velho; Irmos Marques, fazenda Monte Alegre; Ma-
noel Serafim Barcelos, fazenda Macabas e Vicente Mes-
quita, f z ~ n d da Prata.
Em 10 de maro de 1885, pela Lei n.
0
22, foi criado
o municpio de Barretos, cujo permetro, ento, circundava
os terrenos que constituem os atuais municpios de Barre-
tos, Olmpia, C9lina, Cajobi. e parte do de Monte Azul
Paulista, numa extenso aproximada ~ d e 14 000 quil-
metros quadrados. A Lei n.
0
1 571, de 7 de dezembro de
1917, desmembrou-lhe Olmpia a que passou a pertencer
o distrito de Cajobi, hoje municpio do mesmo nome, e as
povoaes de Icm, Guaraci, Paulo de Faria e Riolndia,
todos, atualmente, emancipados politicamentE!. Depois,
pela Lei n.
0
2 906, de 24 de dezembro de 1925, Colina foi
desmembrada de Barretos, passando, por sua vez, a cons-
tituir municpio. Ficou Barretos reduzido a pequena parte
Igreja Matriz
119
da sua primitiva superfcie, possuindo, atualmente, 2 292
quilmetros quadrados.
O municpio atualmente integrado pelos distritos:
Barretos- criado pela Lei n.
0
42, de 16 de abril de 1874;
Ibitu (Ex-Itamb) - criado pela Lei n.
0
1141, de 16 de
novembro de 1908 e ratificado pelo Decreto-lei n.
0
14 334,
de 30 de de 1944; Alberto Moreira - criado
pelo Decreto-lei n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944,
em virtude do Decreto Federal 1 202, de 8 de abril de 1939
e Colmbia - criado juntamente com Alberto Moreira .
Pelo Decreto Estadual n.
0
9 775, de 30 de novembro de
1938, que fixou o quadro da diviso territorial administra-
tivo-judiciria do Estado de So Paulo, o distrito de Barre-
tos foi subdividido em duas zonas que se denominam Bar-
retos e Fortaleza .
LOCALIZAO - A sede municipal est localizada a
20 34' latitude Sul e 48 34' longitude W. Gr. , distando
da Capital, em linha reta, 386 km.
Posio do Municpio em rl!lao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A altitude, na sede municipal, de
552 metros.
CLIMA - Tropical, com inverno sco. A mdia das m-
ximas de 25,3C, a das mnimas de 12,2C e a mdia
compensada 13,1 C. A precipitao de chuvas, em um
ano, foi da altura total de 1 095,4 mm .
REA - 2 295 km
2

POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950 h 50 249
habitantes (25 510 homens e 24 739 mulheres), dos
quais 52% na zona rural. A estimativa do D.E.E., em
( 1.
0
- VII-54), indicava um total de habitantes de 53 412
(25195 na cidade e 28217 na zona rural).
AGLOMERAES URBANAS - Quatro aglomeraes
urbanas: Barretos, com 33 185 habitantes ( 16 317 homens
e 16 868 mulheres); Alberto Moreira, com 3 265 ( 1 751
homens e 1514 mulheres); Colmbia, com 6 104 (3 326
homens e 2 778 mulheres) e Ibitu, com 7 695 habitantes
(4116 homens e 3 579 mulheres). (Dados do Recensea-
mento de 1950).
ATIVIDADES ECONMICAS - (Dados de 1956). As
atividades fundamentais economia do municpio so: a
agricultura, a indstria e a pecuria. Barretos conside-
12.0
rado o maior entreposto pecuarista do Estado de So
Paulo. O nmero de propriedades agropecurias de 867
(ano de 1954). O volume e o valor das produes agr-
colas extrativas e industriais so:
PRODUO AGRCOLA
PRODUTOS
Arrz em casca . ....... .
Milho .................. .
Algodo em caroo ......... .
Feijo......... . ........ .
...................... .
UNIDADE QUANTIDADE
Saco 60 kg
Saco 60 kg
Arrba
Saco 60 kg
Arrba
456 840
320 200
ISO 880
13 460
19 000
VALOR
(em milhes de
cruzeiros)
224
67
24
9
9
PRODUO EXTRATIVA
PRODUTOS
Madeira ....... .
Lenha ............. .
Seixos ................ .
Pedregulho ...... .
Areia ................ .
UNIDADE QUANTIDADE
m3
'
Tonelada
m3
I 480
20 6CO
332
46
1 630
VALOR
(em Cr$ I 000)
3 256
2 060
364
8
130
PRODUO INDUSTRIAL
PRODUTOS
Char<JUe ................... .
Sabo ...................... .
Macarro .................. .
Couros curtidos ............. .
Mvei de madeira .......... .
VALOR
UNIDADE QUANTIDADE (em milhes de
cruzeiros\
Quilo
.
P&
Pea
9 850 000
3 798 000
876 000
292 700
5 580
374
57
lO
3
6
As fbricas mais importantes so: S.A. Frigorfico
Anglo, Frigorfico Bandeirante, Matadouro Industrial Mi-
nerva, Pastifcio So Paulo, Curtume Santa Rita, Fbrica
de Mveis "A Construtora", Fbrica de Mveis "A Mobi-
liadora", Destilaria Gori, Cermica Maraj e Cermica
Peral. Nas indstrias locais h 1498 operrios. O prin-
cipal centro consumidor dos produtos agrcolas e gado
bovino do municpio a Capital do Estado de So Paulo.
H no municpio 261 estabelecimentos comerciais, assim
distribudos, de acrdo com o ramo de atividade: Gneros
alimentcios - 161; Louas e Ferragens - 29; Fazendas
e Armarinhos - 71.
O Municpio conta com uma rea de 6 010 ha de
matas, sendo 3 150 ha de matas naturais, 320 ha de reflo-
restadas e 2 540 ha de capoeires.
MEIOS DE TRANSPORTE - servido por estradas de
rodagem, pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro
e por linhas regulares areas e txi-areo, o que possibilita
a comunicao com diversas cidades. Cidades vizinhas -
1) Guara, por rodovia ( 45 km) . 2) Morro Agudo, por
rodovia ( 61 km) ou por ferrovia, pela Cia. Paulista de
Estradas de Ferro (109 km) at Pontal e mais 41 km pela
Estrada de Ferro Mogiana. 3) Colina, por rodovia
(20 km) ou ferrovia, pela Paulista de Estradas de
Ferro (24 km). 4) Olmpia, por rodovia, via lbitu
(48 km), ou ferrovia, pela Cia. Paulista de Estradas de
Ferro (55 km) at Bebedouro e mais 71 km pela Estrada
de Ferro So Paulo- Gois. 5) Guaraci, por rodovia,
Jardim Pblico
via Ibitu (49 km). 6) Frutal, MG, por rodovia (91 km).
Capital Estadual - So Paulo - por rodovia - via Ri-
beiro Prto e Campinas (519 km), ou por ferrovia, pela
Cia. Paulista de Estradas de Ferro em trfego mtuo com
a Estrada de Ferro Santos- Jundia (514 km), ou por via
area ( 399 km) . - Capital Federal - Distrito Federal
- de Barretos at So Paulo e dste at Distrito Federal.
Outros municpios, por via area- Araraquara (142 km);
Ribeiro Prto ( 113 km); Cceres, MT ( 1 385 km); Co-
rumb, MT (1 705 km); Cuiab, MT (1 015 km); Poco-
n, MT (1275 km); Guiratinga, MT (995 km); Caiap-
nia, GO (700 km); Goinia, GO (450 km); Jata, GO
(463 km); Rio Verde, (385 km); Araguari, MG (215 km);
Ituiutaba, MG (195 km); Uberlndia, MG (180 km).
O campo de pouso municipal, utilizado para trans-
portes areos, possui uma pista de 1160 x 600 metros e
dista 2 km da sede municipal; h, ainda, um campo de
pouso particular, com uma pista de 800 x 70 metros e
dista 3 km da sede municipal.
O nmero de veculos em trfego, diriamente, de
32 trens, 940 automveis e caminhes, e esto registrados
na Prefeitura Municipal 419 automveis e 384 caminhes.
COMRCIO E BANCOS - Mantm transao comercial
com os municpios de So Paulo, Ribeiro Prto, So Jos
do Rio Prto, Bebedouro, Olmpia, Guara, Colina, Guaraci
e Paulo de Faria, todos stes em So Paulo, Uberaba e
Frutal, no Estado de Minas Gerais.
O Municpio exporta grande quantidade de gado bo-
vino para a Capital do Estado de So Paulo e o comrcio
local importa, de diferentes centros, gneros alimentcios,
tecidos, calados, medicamentos, bebidas, combustveis,
maquinaria, louas, cigarros, aparelhos eltricos, materiais
para construo, frutas e legumes. Em 1956, o nmero de
estabelecimentos atacadistas era de 25, de varejistas 552
e industriais 64.
Sete agncias bancrias (Filiais) servem o municpio:
Banco do Brasil S. A., Banco do Estado de So Pau-
lo S. A., Banco Brasil de So Paulo S. A., Banco da
Bahia S. A., Banco de Crdito Real Minas Gerais S. A.,
Banco Hipotecrio Agrcola do Estado de Minas Ge-
rais S.A., Banco Nacional do Comrcio e Produo S.A.,
Caixa Econmica Estadual - Em 31-XII-1955, havia
8 070 cadernetas em circulao e o valor dos depsitos era
de Cr$ 23 507 155,70.
ASPECTOS URBANOS- (Dados de 1956). O Muni-
cpo conta com os seguintes melhoramentos urbanos: luz
eltrica, com iluminao pbliea e domiciliar e o nmero
de ligaes eltricas de 5 690; rde de esgto; cinqenta
ruas so caladas, o que representa uma porcentagem de
30,6% sendo 22 ruas caladas a paraleleppedos e 32 pavi-
mentadas a asfalto. 4 150 domiclios so servidos pelo
servio de tratamento e distribuio de gua potvel enca-
nada. Alm do calamento a paraleleppedos e asfalto dos
logradouros pblicos, as ruas so arborizadas e as praas
ajardinadas e arborizadas.
H uma agncia do Departamento dos Correios e
Telgrafos (D. C. T. ) e a populao em geral benefi-
ciada pelas entregas postais a domiclio e pelos servios do
telgrafo nacional e telgrafo da Cia. Paulista de Estradas
de Ferro. 1 348 aparelhos telefnicos esto instalados
(servio urbano e interurbano) e o transporte urbano
feito pela linha de nibus de Barretos ao Bairro Frigor-
fico. H 1 O hotis, 9 penses, 3 cinemas e a diria, em
hotel de nvel mdio, de Cr$ 130,00 (cento e trinta
cruzeiros) .
ASSISTNCIA MDICO-SANITARIA - O Municpio
servido pelos seguintes servios assistenciais: Hospital e
Maternidade Santa Ins, com 10 leitos; Asilo Dr. Mariano
Dias, com 20 leitos; Casa de Sade e Maternidade de Bar-
retos, com 13 leitos; Santa Casa de Misericrdia de Bar-
retos, com 187 leitos; Albergue Noturno "Paulo de Tarso",
com 24 leitos; Asilo para a Velhice Desamparada, 10 lei-
tos; Lar da Criana, 20 leitos; Educandrio SS. Corao,
89 leitos e Asilo So Vicente de Paulo, com 90 leitos. H
18 farmcias, 38 mdicos, 34 dentistas e 20 farmacuticos.
ALFABETIZAO- Pelo Recenseamento de 1950, dos
50 249 habitantes, 42 485 so pessoas de 5 anos e. mais e
dstes 24 799 sabem ler e escrever, o que representa uma
porcentagem de 49% de alfabetizados.
ENSINO - Primrio Fundamental Comum - O Muni-
cpio conta com 61 unidades de ensino primrio funda-
mental comum, mas os principais estabelecimentos so o
Grupo Escolar "Dr. Antnio Olmpio", Grupo Escolar
"Prof. Fausto Lex", Grupo Escolar "Cel. Almeida Pinto e
Grupo Escolar do Frigorfico .
Ensino Mdio - Ginsio, Colgio e Escola Normal
Estadual "Mrio Vieira Marcondes"; Ginsio e Escola
Tcnica de Comrcio "Francisco Barreto" e Ginsio e Es-
cola Normal "Maria Auxiliadora".
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS -: So editados trs
jornais noticiosos: "A Semana", "Correio de Barretos" e
"A Cidade de Barretos". Existe uma radioemissora -
Rdio Barretos - PRJ8, com 1 530 quilociclos, onda de
196 m e 250 w na antena; faz parte das Emissoras
Coligadas S.A. H trs bibliotecas: Biblioteca "Afonso
de E. Taunay", - particular, geral, com 6 040 volumes;
Biblioteca Professor "Fausto Lex"- particular, geral, 2 272
volumes; Biblioteca da Unio da Mocidade Presbiteriana
de Barretos, particular, geral, 1 009 vol\unes. Duas tipo-
grafias e uma livraria .
121
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA !Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNICIPIP
Total Tributria
(Cr$)
1950 ....... 7 074 723 1'7 722 077 6 286 163 3 856 282 6 295 979
1951 ....... 9 851 346 29 654 855 10 035 742 4 520 337 9 957 225
1952 ....... 12 200 983 32 819 496 10 524 364 5 470 503 10 774 790
1953 ....... 14 754 126 39 238 896 13 561 617 7 060 848 11 078 962
1954 ....... 15 860 421 46 197 453 17 958 595 7 946 209 18 211 579
1955 ....... . .. 59 693 525 18 110 683 9 658 472 18 138 111
1956 (1) ... ... ... 20 125 000 ... 20 125 000
(1) Oramento.
EFEMRIDES E FESTAS POPULARES - As prin-
cipais efemrides comemoradas so o "Dia do Soldado",
25 de agsto, festa mxima do municpio, pois coincide
com a data da fundao da cidade. Comemoram-se, ainda,
com desfiles, passeatas escolares, os feriados nacionais. As
principais festas populares so o Carnaval, Natal, Ano
Bom, 1.
0
de Maio, Sbado de Aleluia e Festas Juninas.
VULTOS ILUSTRES - Alosio Jorge de Andrade Franco
- Teatrlogo . - Recebeu a estatueta denominada "O
Saci". Dr. Francisco de Assis Bezerra de Menezes- Com-
positor . - Premiado com a estatueta simbolizando "O
Guarani". Vicente de Lima ~ O maior flautista do Brasil,
depois de Patpio. Dr. Uriel Franco da Rocha - Mdico-
-Veterinrio- Processos de inseminao artificial. Dr. Ary
Lex - Autor de Livros Didticos sbre Biologia.
OUTROS ASPECTos DO MUNICPIO - Na sede mu-
nicipal h trs cooperativas de consumo, uma de produo,
dois sindicatos de empregados e um de empregadores. O
nmero de vereadores de 17 e o de eleitores, em 3-X-1955,
de 13 889. O Prefeito o Sr. Benedito Realindo Corra.
(Autoria do histrico - Tcito Borghi; Redao final - Sebas-
tio de Figueiredo Trres; Fonte dos dados - A. M. E. - Tcito
Borghi.)
BARRINHA - SP
Mapa Municipal na pg. 331 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Antigamente, Barrinha era reduzida a
uma simples estao da Companhia Paulista de Estrada
de Ferro.
A Estao de Barrinha recebia passageiros de Serto-
zinho, Ribeiro Prto e de tda a regio. De incio, havia
linhas de trole que faziam viagens dirias, combinando com
todos os horrios de trens da Cia. Paulista.
A grande propriedade, i a ~ Agrcola So Martinho, em
conseqncia das vrias crises do caf, com a geada de
1918, com a superproduo que se estabeleceu de 1925
a 1929, diminuindo sensivelmente o preo do caf che-
gando mesmo a ser vendido a Cr$ 15,00 e Cr$ 20,00 o
saco, houve por bem lotear as suas terras, planificando,
por iniciativa do Dr. Paulo da Silva Prado, um loteamento
reservado a uma futura vila ou cidade.
ltsse loteamento dividiu as terras da Fazenda So
Martinho em grande nmero de pequenas propriedades,
aumentando considervelmente o movimento do povoado
que. iria surgir.
Ao lado da Estao, construes foram aparecendo e,
aos poucos, surgia um pequeno povoado, herdando o nome
daquela Estao.
Depois, o povoado, onde as famlias Gonalves, uma,
a do Senhor Domingos Gonalves, iniciando a lavoura e a
outra, com Dona Donzia Gonalves, levantando a cape-
linha em .louvor a So Joo, os Biancardi e outros, fwt-
dando a primeira indstria e a colnia japonsa, vencendo
o terreno eriado de pontas e espinhos, transformou-se em
uma cidadezinha de grandes possibilidades.
Merecem referncia ainda, como iniciadores de Bar-
tinha, as famlias dos Snhores Eugnio Thomazini, Joo
Marcari, Motoki Koto, Antnio Rodrigues Santini e muitos
outros.
A Estao da Companhia Paulista foi a clula vital do
desenvolvimento de Barrinha, pois, por ela vm embar-
cando, com destino aos mais diversos pontos do Estado, os
passageiros de tda esta vasta regio de Ribeiro Prto.
A partir de 1933 j a Emprsa Bevilcqua comeou
com linha regular de nibus - de Ribeiro Prto - Serto-
zinho e Barrinha - fazendo todos os horrios dos trens,
contribuindo tambm com uma parcela para o rpido pro-
gresso de Barrinha.
Tal foi o crescimento de Barrinha, que, apenas ini-
ciada em 1930, era, a 14 de janeiro de 1936, elevada a
Distrito de Paz, pela Lei n.
0
2 626, cuja instalao se deu
a 20 de maio do mesmo ano, com a presena do MM. Juiz
de Direito da Comarca de Sertozinho, o Dr. Fernando
Scalamandr Sobrinho.
Com uma colossal reserva de argila da melhor quali-
dade para a indstria cermica, no tardou a instalao da
Cermica Barrinha, que impulsionou o progresso da ci-
dade.
Em junho de 1953 instalava-se a Cermica So Fran-
cisco, indstria dotada de maquinaria especial e potente
para a fabricao de tijolos de todos os tipos: comuns,
refratrios, para piso, para frro, alm de manilhas e
telhas.
Sem dvida, sse estabelecimento veio alimentar as
esperanas de uma Barrinha industrial, embelezando-a com
seus colossais chamins.
Praa Pblica
Contando com vanos fatres de progresso: como a
fertilidade da sua terra roxa; com a de indstrias
cermicas; com o comrcio aumentando dia a dia; com a
facilidade de transporte; com a estao dando . vida e
movimento ao lugar - pois, alm dos passageiros que cons-
tantemente embarcam na sua gare, ainda trouxe trs Com-
panhias de Petrleo: a Cia. Brasileira de Petrleo "Gulf'.
a Atlantic Refining Company of Brazil e a Shell Brazil
Limited que distribuem combustveis e lubrificantes para
tda esta regio do Estado de So Paulo e mesmo do
Tringulo Mineiro - tudo isso determinou um rpido
desenvolvimento da vila inicial. Barrinha, em poucos anos,
apresentava credenciais econmicas para requerer a prpria
autonomia municipal.
Assim foi que pela Lei n.
0
2 456, de 30 de dezembro
de 1953, criava-se o Municpio de Barrinha, sendo insta-
lado a 1.
0
de janeiro de 1955, com a posse do seu primeiro
Prefeito e Cmara.
LOCALIZAO - Situa-se no trajeto da Companhia
Paulista de Estradas de Ferro e limita-se com os municpios
de Sertozinho, Ribeiro Prto, Jaboticabal e Guariba.
Posic;o do Municpio em relao aa Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 492,903 metros.
CLIMA - Quente, inverno sco; temperatura mdia do
ms mais quente, maior que 22C, do ms mais frio, menor
que 18C.
REA- 144 km
2

POPULAO - Pelo Recenseamento de 1950, existem
3 458 habitantes (1871 homens e 1677 mulheres), dos
quais 76% na zona rural. Estimativa do D.E.E.
(1.
0
-VII-1954): 3 676 habitantes (881 n cidade e 2 795
na zona rural) .
AGLOMERAES URBANAS - Uma aglomerao ur-
bana, a da sede, com 881 habitantes (Estimativa do
D.E.E. - 1.
0
-VII-1954).
ATIVIDADES ECONMICAS - (Dados de 1956). O
municpio essencialmente agrcola. Produz cana-de-a-
car, algodo, milho, arroz, caf, feijo, etc. e os grandes
centros consumidores dsses produtos so as cidades de
Ribeiro Prto, Campinas e So Paulo. Em volume e
valor, os principais produtos agrcolas so os seguintes:
VALOR
PRODUTOS UNIDADE QUANTIDADE (em milhes de
cruzeiros)
Cana-de-acar ....... . . . . . . Tonelada 90 000 29
Algodo. ... .. .. .. . . . . . ...... Anba 55 355 9
Milho ............... . . . , .... Saco 60 kg 38 480 8
Arroz em casca .. . .......... Saco 60 12 000 6
A indstria e a pecuria tambm representam fator
preponderante economia municipal. As riquezas naturais
so a areia e o barro para cermica, sendo de 8 000 milhei-
ros a produo anual de tijolos, num valor de seis milhes
de cruzeiros. A localidade conta com dezessete estabele-
cimentos industriais e 70 operrios. As fbricas mais im-
portantes: a Cermica So Francisco e Cermica Barrinha.
Em 1954, o nmero de propriedades agropecurias
era de 249 e os rebanhos existentes (nmero de cabeas)
de 4 000 bovinos; 3 000 sunos; 900 eqinos; 500 caprinos.
Aves: galinhas 3 000; galos, frangos e frangas 2 000. A
produo de leite atingiu um total de 700 000 litros e a
de ovos, 16 000 dzias. H pouca exportao de gado e
os centros compradores so Ribeiro Prto, Jaboticabal e
Sertozinho.
MEIOS DE TRANSPORTE - Liga-se a So Paulo, por
ferrovia -.Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Es-
trada de Ferro Santos a Jundia: 397,371 km. Por rodo-
via estadual (via Ribeiro Prto, Pirassununga e Campinas,
com linha de nibus e baldeao em Ribeiro Prto) :
379,000 km.
Comunica-se, ainda, com Sertozinho, Jaboticabal,
Guariba e outros municpios vizinhos. Diriamente, 820
veculos esto trafegando na sede municipal, sendo 20 trens
e 800 automveis e caminhes . O nmero de automveis
registrados na Prefeitura Municipal de 7 e o de cami-
nhes 14.
COMRCIO - O comrcio local mantm transao com
So Paulo, Campinas, Ribeiro Prto, Sertozinho, Jaboti-
cabal, Araraquara, Barretos e Franca, no Estado de So
Paulo e Uberlndia. e Uberaba em Minas Gerais. Importa
tecidos, medicamentos, armarinhos, acar; exporta produ-
tos agrcolas. O nmero de estabelecimentos varejistas
de 49 e atacadistas, 3 .
Rua Central
1.23
Estao Rodovirio
ASPECTOS URBANOS - (Dados de 1956) . A sede
municipal conta com os seguintes melhoramentos pblicos
urbanos: luz eltrica, com um nmero de 345 ligaes
eltricas, sendo que, mensalmente 1 773 kWh so consu-
midos para a iluminao pblica e 17 910 kWh com a
iluminao particular. H telefone (Cia. Telefnica Brasi-
leira) e 22 aparelhos esto Instalados. Algumas ruas so
asfaltadas, o que representa uma porcentagem de 6%. O De-
partamento dos Correios e Telgrafos mantm uma agncia
postal na localidade e os servios telegrficos usados pela
populao so os da Companhia Paulista de Estradas de
Ferro. Existem um cinema e dois hotis.
ASSIST:S:NCIA MDICO-SANITARIA - H um Psto
de Sade, duas farmcias, um farmacutico e trs dentistas.
ENSINO - Existe na sede municipal um grupo escolar
(Grupo Escolar Dr. Paulo da Silva Prado) e na zona rural
h 7 escolas isoladas, tdas ministrando o ensino primrio
fundamental comum .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$\
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNIC'lPIO
Total Tributria
(Cr$\
1954 ...... ... - 309 984 289 736 309 984
1955 ....... ... 2 148 275 1 371 790 460 571 1 246 709
1956 (1) ... ... . .. 2 000 000 . . 2 000 000
(1) Oramento.
TOPOGRAFIA - O municpio banhado pelo rio Mogi-
Guau.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- As principais festas populares so as realizadas em 24
de junho, dia de So Joo, Padroeiro da cidade, 20 de
janeiro, So Sebastio, e Natal. Nessas datas h procisses
e quermesses. A principal efemride a comemorada em
7 de setembro.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Na Cmara
Municipal h 9 vereadores em exerccio. Em 3-X-1955, o
nmero de eleitores era de 474. O Prefeito o Sr. Reinaldo
Silvrio.
(Autoria do histrico - Manoel de Souza; Fo,nte dos dados -
A.M.E. -Manoel de Souza.)
BARUERI- SP
Mapa Municipal na pg. 371 do 10.
0
Vol.
HISTRICO - Vinte anos depois da fundao de So
Paulo ( 1554) foram concedidas, em nome do donatrio
de uma parte da capitania, Pero Lopes de Souza, a cada
uma das aldeias dos Pinheiros e So Miguel, seis lguas
de terras em quadra, compreendidas em uma s Carta de
Sesmaria, que foi datada de 12 de -outubro de 1580. Nesta
Sesmaria designaram-se confrontaes ainda que de um
modo sucinto. As seis lguas em quadra dadas aldeia
dos Pinheiros, na paragem chamada Carapicuba, eram ao
longo do rio do mesmo nome, em sua margem esquerda e
na oposta, comeavam onde terminavam as sesmarias con-
cedidas a Domingos Luiz e Antnio Prto. Aldeia de
Barueri concedeu-se uma sesmaria de trs lguas, em vir-
tude de ordem do Governador de So Paulo, datada de 23
de junho de 1656 e que era extensiva a ambas as margens
do Tiet. H tda a probabilidade para se acreditar que
nada resta hoje destas concesses de terras, seno a notcia
de que formou esta .a propriedade da Aldeia de Barueri.
Viviam os ndios sob a direo dos jesutas, numa espcie
de comunidade. Subordinava-se ao municpio da Capital,
em territrio da antiga Capela de Santana de Parnaba, cuja
edificao se deu em 1580, pelo Capito Andr Fernandes.
Ignora-se quando esta foi elevada a freguesia. Santana de
Parnaba foi elevada a vila por proviso, de 14 de novem-
bro de 1625, do Conde de Monsanto, donatrio da capi-
tania de Santo Amaro, passando a povoao a pertencer
a ste municpio. Foi elevada a distrito de paz pela Lei
n.
0
1624, de 20 de dezembro de 1918 e pela Lei n.
0
233,
de 24 de dezembro de 1948 foi elevado a municpio. Cons-
tituiu-se com trs distritos de paz: Barueri, Aldeia e Cara-
picuba.
LOCALIZAO - Est Barueri localizada na margem da
Estrada de Ferro Sorocabana, na zona fisiogrfica cha-
mada "Industrial", distando da Capital, em linha reta,
26 km. As coordenadas geogrficas de sua sede so:
23 31' latitude Sul e 46 53' longitude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e suo Capital.
ALTITUDE- A sede est a 719 metros de altitude.
CLIMA - Situa-se em regio de clima temperado, com
inverno menos sco.
Rua Joo da Motta e Luz
REA - f58 km
2

POPULAO - O Recenseamento de 1950 acusa para
todo o municpio a populao de 10 44 7 habitantes (53 70
homens e 5 077 mulheres), dos quais apenas 19% na zona
rural. A distribuio pelos distritos : Barueri, 3 521;
Aldeia, 978 e Carapicuba, 5948 habitantes. O D.E.E.
estimou a populao do municpio, para 1954, em 11 lOS
habitantes.
AGLOMERAES URBANAS - O municpio de Barueri
apresenta trs aglomeraes urbanas: Barueri- 2 272 ha-
bitantes; Aldeia - 193 e Carapicuba -:- 5 984 habitantes.
Vista da Vila Nova
ATIVIDADES ECONMICAS - A economia do muni-
cpio est baseada na agricultura e na indstria. Na parte
agrcola h 380 propriedades onde so cultivados o milho,
o tomate, a batata-inglsa, o limo e outros, todos, porm,
destinados ao consumo interno do municpio, no chegando
a ter expresso econmica.
A parte industrial a mais importante fra econ-
mica na qual esto arrolados 13 estabelecimentos, entre os
quais se destacam 1 txtil, 1 de industrializao de carne e
1 curtume. Os principais produtos so (valor em milhes
de cruzeiros) : Carne fresca de porco 1 215 toneladas -
38; banha de porco 436 toneladas - 16; estofamento
60 000 metros quadrados __,. 16; vaquetas 3 479 000 ps
quadrados - 76 e raspas 1193 000 ps quadrados -
6 milhes de cruzeiros.
MEIOS DE TRANSPORTE - A comunicao entre a
sede e os distritos se faz, por rodovia para Aldeia ( 5 km)
e por rodovia ou ferrovia para Carapicuba ( 4 km) . Ba-
rueri est ligada por rodovia aos municpios vizinhos:
Cotia, via Itapevi (13 km) e Santana de Parnaba (lO km).
Seu transporte para a Capital do Estado se faz por estrada
de rodagem ( 32 km) ou por estrada de ferro ( 2 7 km) .
COMRCIO E BANCOS - Barueri, em razo da proxi-
midade em que se encontra de So Paulo, com le mantm
maiores transaes comerciais, vindo a seguir, Sorocaba, So
Roque e Jundia. Possui 75 estabelecimentos varejistas e
dispe de 1. agncia bancria, alm de agncia da Caixa
Econmica Estadual ( 500 depositantes e 2,5 milhes de
cruzeiros de depsitos) .
Visto do Estao do E. F. S.
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Barueri apresenta
ruas bem delineadas, das quais 75% caladas, com ilumi-
nao pblica; prdios de alvenaria, com iluminao domi-
ciliar ( 356 ligaes) . As comunicaes telefnicas so
atendidas por um psto pblico e as telegrficas pelo ser- .
vio da Estrada de Ferro Sorocabana.
ASSIST:S:NCIA MDICO-SANITARIA - A populao
de Barueri atendida na parte de assistncia mdico-sani-
tria por 3 dentistas e 6 farmcias, servindo-se de mdicos
de So Paulo, o que possvel dada a proximidade dos
dois locais e a facilidade de meios de transporte . Regis-
tra-se a existncia, no municpio, de um abrigo para filhos
de hansenianos. :S:ste foi criado para separar, os filhos
logo ao nascer, dos pais portadores do mal. Existiam, em
31-XII-1956, 358 asilados.
Largo So Joo
1:1.5
Vista Parcial da Cidade
ALFABETIZAO - No Recenseamento de 1950, das
8 694 pessoas de 5 anos e mais, verificou-se que 63%, ou
5 453 habitantes, sabiam ler e escrever.
ENSINO - O ensino primrio comum conta com 28 uni-
dades escolares no municpio, das quais 4 so grupos esco-
lares e as restantes escolas isoladas rurais. O Prefeito
o Sr. Adonai de Almeida Silos.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA CCr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNICIPIO
Total Tributria
(Cr$)
1950 ..... - 880 438 682 373 429 031 564 569
1951. ...... - 2 484 654 I 133 248 648 413 I 301 383
1952 ....... - 3 370 597 1 080 315 672 542 I 09C 099
1953 . ... .. . 644 625 5 403 685 4 292 666 924 352 1 426 447
1954 ..... 851 719 10 084 046 6 184 998 1 180 121 1 882 510
1955 ....... 884 671 8 496 324 3 938 305 1 770 283 3 898 474
1956 11) .. . .. 6 600 000 ... 6 600 000
(1) Oramento.
(Autoria do Histrico - Alexandrino Fortunato de Oliveira
(Fonte de consulta: Pe. Paulo F. da Silveira - "Notas para a
Histria de Parnahyba"; Redao final - Luiz Gonzaga Macedo;
Fonte dos dados - A. M. E. - Alexandrino Fortunato de Oliveira. )
BASTOS- SP
Mapa Municipal na pg. 317 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Bastos foi fundada em 1928 em terras da
Fazenda Bastos que compreendia gleba de crca de 12 000
alqueires de reas a oeste da cidade de Tup, na margem
do rio do Peixe. Esta fazenda foi dividida em pequenos
lotes, vendidos quase exclusivamente a japonses imi-
grantes. A Sociedade colonizadora do Brasil Ltda., foi a
intermediria, destacando-se entre seus fundadores, Senjiro
Hatanaka, Carlos Kato, Kunito Miyasaka, Elpdio Alves,
Henrique Rouget Pelegrine, Anbal Viana e outros. Depois
de loteada e vendida, crca de 60% dos adquirentes eram
japonses. Com o correr dos anos a antiga Fazenda Bastos
foi se desenvolvendo e progredindo, graas primeiramente
cultura do algodo e posteriormente criao do bicho
da sda, Chegou a ser um dos maiores centros de serici-
cultura dd pas. Com o advento da .sda artificial e a
J:l6
conseqente queda do preo da sda natural verificou-se
um xodo da populao que ficou reduzida em 1950,
metade do que era em 1945. Passou a lavoura a se dedicar
policultura, destacando-se o algodo, o amendoim, a me-
lancia, o arroz e o milho, como produo de ovos, em
bem aparelhadas granjas. Fundado em 1928, foi elevado
a distrito de paz de Marlia, com territrio desmembrado
do distrito de Varpa, pela Lei n.
0
2 620, de 14 de janeiro
de 1936. Foi incorporado ao municpio de Tup pelo
Decreto n.
0
9 775, de 30 de novembro de 1938. 1tste dis-
trito foi elevado a municpio em 30 de novembro de 1944,
pelo Decreto-lei n.
0
14 334, constitudo do nico distrito
de Bastos. Pertence comarca de Tup.
LOCALIZAO - O municpio est localizado entre o
rio do Peixe e a. C ia. Paulista de Estrada de Ferro, a oeste
de Tup. Situado na regio fisiogrfica chamada "Pio-
neira", as coordenadas geogrficas da sede so: 21 55' 14"
latitude sul e 50 44' 07" longitude W. Gr., distando, em
linha reta, 460 km da Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - A sede municipal est a 450 metros de
altitude.
CLIMA - O municpio est localizado em regio de clima
quente, com inverno sco e as mdias de temperaturas so
(graus centgrados): das mximas 38; das mnimas. 5 e
mdia compensada 25. A precipitao total registrada em
1956 foi 1151 mm.
REA- 173 km
2

Escola Normal, Ginsio e Escola Tcnico de Comrcio
Vista Area da. Cidade
POPULAO - O Recenseamento de 1950 registrou
populao total de 6150 habitantes (dos quais 3 199 ho-
mens e 2 951 mulheres) sendo 49% na zona rural ou 3 018
habitantes. Estimativa do D. E. E., para 1954, calcula a
populao total em 6 537 habitantes, dos quais 3 208 no
quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS - H, no municpio de
Bastos apenas uma aglomerao urbana, a sede, com 3132
habitantes poca do Recenseamento de 1950, havendo
crescido em 1954 (estimativa do D. E. E. ) para 3 329 ha-
bitantes.
Instituto de Sementogem M. Hoshimoto
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais economia do municpio de Bastos so trs: a
avicultura, a sericicultura e a agricultura, sendo esta repre-
sentada pelas culturas de algodo, arroz, milho, amendoim,
melancia e laranja. Da melancia cultivada uma espcie
japonsa, de tamanho menor do que as nativas e de forma
esfrica a da laranja, o cultivo se faz da Ponkan, nova
variedade conseguida por meio de enxertos. Possui 300
propriedades agropecurias, onde, esto localizados 6 000
bovinos, 2 300 sunos e meio milho de galinhas, galos,
frangas e frangos. Os produtos principais do municpio
( 1956) so os ovos de galinha ( 1ZO 000 caixas c/30 d-
zias) no valor global de 84 milhes de cruzeiros; fios de
sda (30 toneladas) 15 m i l ~ s de cruzeiros; melancia
(720 milheiros) 14 milhes de cruzeiros; algodo (600
toneladas) 5,6 milhes de cruzeiros e milho ( 1 650 tone-
ladas) 5,5 milhes de cruzeiros. A indstria represen-
tada pelo benefcio de algodo e outras indstrias locais de
importncia secundria (total 250 operrios). Os prin-
cipais consumidores dos produtos locais so: So Paulo,
Tup e Marlia.
Festejos Populares ~ Aniversrio da Fundao da Cidade
MEIOS DE TRANSPORTE - Bastos servida por es-
trada de rodagem ( 150 km de estrada dentro do muni-
cpio) que faz ligao da sede com os seguintes municpios
limtrofes: Parapu, via Iacri (28 km); Rancharia (38 km)
Estao Rodoviria
e Tup (24 km). Pode ser usado transporte misto para
Tup e Parapu que rodovirio at Iacri ( 12 km) para
ambos e ferrovirio (C.P. E. F.) para Tup (22 km) e
Parapu ( 15 km) . A comunicao com a Capital se faz
por rodovia (572 km) e misto: rodovirio at Iacri
(12 km) e ferrovirio de lacri a So Paulo (C.P.E.F.
626 km ), ou ainda, rodovirio de Bastos a Tup (24 km)
e areo de Tup a So Paulo ( 438 km) .
Grupo Escolar
127
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com So Paulo, Tup e Marlia e importa,
principalmente, alimentos para aves, gneros alimentcios,
combustveis, ferragens, louas e tecidos, possuindo 2 esta-
belecimentos atacadistas e 93 varejistas. O crdito
representado por uma agncia bancria
da Caixa Econmica Estadual ( 300
CrS 100 000,00 de depsitos).
e uma agncia
depositantes e
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Bastos apresenta
aspecto agradvel, com ruas bem alinhadas, sargeteadas,
passeios de ladrilhos, ruas iluminadas, prdios de alvenaria,
iluminao domiciliar ( 482 ligaes) e 32 aparelhos tele-
fnicos ligados. O consumo mensal de energia eltrica
de 45 000 kWh. H 2 hotis (diria mdia Cr$ 110,00)
e 1 cinema.
S S I S T ~ N C I MDICO-SANITRIA - A populao
de Bastos assistida por 3 mdicos, 3 dentistas e 4 farma-
cuticos, como tambm por 1 hospital geral com 30 leitos
disponveis ..
ALFABETIZAO - O Recenseamento de 1950 acusou
5 086 habitantes de 5 anos e mais, dos quais 3 791, ou 75%
sabiam ler e escrever.
ENSINO - Bastos dispe de 1 grupo escolar e 6 escolas
isoladas ministrando ensino primrio fundamental. O en-
sino mdio ministrado por 1 ginsio, 1 escola normal e
1 curso tcnico de comrcio. O municpio atrai estudantes
de Iacri (Tup), dada a facilidade de comunicaes entre
as duas localidades.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - O municpio pos-
sui dois jornais ( 1 semanrio e um quinzenal) e uma tipo-
grafia.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$)
DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
1950 ....... - 1 231 658 1 069 693 578 178 1 101 880
1951. ...... - 1 879 819 1 182 900 579 614 1 160 441
1952 ....... - 2 088 060 1 468 308 657 155 1 331 040
1953 ....... 364 688 2 318 224 2 569 036 772 456 1 191 244
1954 ....... 518 194 3 359 508 1 568 273 755 332 1 617 047
1955 ....... 595 573 4 314 931 2 008 581 1 136 159 1 707 736
1956 (1) ... ... 1 765 900 . .. 1 765 900
(1\ Oramento.
Rua Adhemar de Barros
1:1.8
Fiao de Sda Bratac S/ A.
ATRAES TURSTICAS - O principal festejo ou ceri-
mnia popular de Bastos a comemorao do aniversrio
da cidade, que se realiza na 1.
8
semana de julho, na qual
a colnia japonsa realiza, revivendo a ptria dos ances-
trais; representaes teatrais, onde so usados trajes e m-
sicas oriundos do Japo, e, ainda, exibies cinematogr-
ficas e outras manifestaes culturais caractersticas. Tais
festejos atraem visitantes das redondezas e municpios
vizinhos.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Bastos possui
1 597 eleitores inscritos e a Cmara conta com 11
vereadores. O Prefeito o Sr. Tadao Hatanaka.
(Autoria do histrico - Alceu de Paula Pontes; Redao final
- Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. - Alceu de
Paula Pontes. )
BATATAIS - SP
Mapa Municipal na pg. 311 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - Nos fins do sculo XVI, entre 1594 e
1599, os dois Afonso Sardinha, pai e filho, e Joo do Prado,
alcanaram as margens de Jetica, Rio Grande de hoje.
Nessa marcha, certamente, atravessaram a "paragem dos
Batatais", ento habitada pelo "Gentio Caiap".
Bartolomeu Bueno da Silva, o "Anhanguera", no en-
calo do ouro de Vila Boa, por le descoberto no ano de
1725, tambm, visitara a paragem. Foi depois dsse desco-
brimento que aquelas veredas, abertas pelo p aborgine,
se tornaram no "Caminho dos "Guaiases".
A regio passa a atrair generalizada ateno, ante a
notcia do ouro goiano, achado pelo "Anhanguera". Todos
demandam para Vila Boa.
No caminho dos guaiases prsperas fazendas apare-
cem, concedidas em sesmarias, a ttulo de legitimao pos-
sessria, de terras j trabalhadas e, tambm, sob alegao
de convenincia para os mineiros, de melhor estabeleci-
mento das minas.
O "Caminho dos Guaiases", pois, logo se pontilha das
aludidas fazendas, pertencentes a paulistas, na sua maioria
moradores de So Paulo, Itu, Santos e So Vicente. &ses
Vista area da cidade, vendo-se a Igreja Matriz
foram os primeiros povoadores da zona, que se juntaram
a elementos vindos de Minas Gerais.
A sesmaria de Batatais de 5 de agsto de 1728,
tendo sido dada a Pedro da Rocha Pimentel, e passada na
cidade de So Paulo.
Em 1814, j se encontra um povoado e uma capela.
Por Alvar de 25 de fevereiro de 1815 transformado em
freguesia sob o orago do "Senhor Bom Jesus dos Batatais",
e com territrio compreendido entre os rios Pardo e
Sapuca, que, ainda, lhe serviam de limites at as suas
barras no rio Grande, e de outra parte, s lindes divisrias
da Freguesia de Jacu, pelos marcos da capitania.
Em 1820, o Padre Bento Jos Pereira, achou conve-
niente a, localizao do povoado noutra paragem. Houve
desinteligncias, uns tomaram o partido do Padre, enquanto
que outros se filiaram corrente chefiada por Manoel Ber-
nardes e Antnio Jos Dias. Aps prolongadas lutas, junto
ao bispado, foi consentida a transladao . O local esco-
lhido foi "Campo Lindo das Araras". Doou-a Germano
Alves Moreira e sua senhora Ana Lusa, por escritura de
10 de agsto de 1822.
Em 14 de maro de 1839 foi criado o "Trmo de
Batatais", e neste mesmo dia pela Lei provincial n.
0
7 era
a freguesia elevada categoria de vila.
Em 8 de abril de 1875, a Lei n.
0
20 d-lhe foros de
cidade.
Em 20 de abril de 1875, a Lei provincial n.
0
37 eleva-
-se Comarca de 1.
8
entrncia.
9-24270
Em 15 de maio de 1875, pelo Decreto n.
0
5 918 veri-
ficou-se sua asceno Comarca classificada, instalada a 2
de agsto de 1875.
A origem do nome "Batatais" cr-se que seja oriunda
das extensas plantaes de batatas feitas pelos ndios e
descobertas, em gostosa surprsa, pelos primeiros bandei-
rantes.
Cr-se, tambm, que a origem seja tupi: MBAITATA
(ou Baita ta) - cobra de fogo, que na crena dos ndios,
era o gnio que protegia os campos contra os incndios.
LOCALIZAAO - Est localizada no traado da Cia.
Mogiana de Estrada de Ferro, a 20 54' de latitude sul
e 47 35' de longitude W. Gr., distando 310 km, em linha
reta, da Capital.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
1.29
ALTITUDE - A sede municipal apresenta a altitude de
880 metros.
CLIMA - Quente com inverno sco. A temperatura da
regio oscila entre 21 C e 22C - A precipitao anual
das chuvas de 876 mm (na sede
AREA - 838 km2.
Colgio e Escola Normal Estadual Silvio de Almeida
POPULAO - De acrdo com o Censo de 1950, a
populao presente no municpio era de 21 677 ( 10 825
homens e 10 852 mulheres) . Dstes 9 735 ( 4 468 homens
e 5 267 mulheres) moravam na cidade e 11942 (6 357
homens e 5 585 mulheres) na zona rural.
A estimativa do D.E.E. de 1.
0
-VII-1954 acusou
23 041 habitantes, sendo 7 585 na zona urbana,. 2 763 na
zona suburbana e 12 693 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - A nica existente a
da sede municipal.
Sociedade Recreativa 14 de maro
ATIVIDADES ECONMICAS- A economia do muni-
cpio est baseada no seguinte: Lavouras - caf, arroz,
milho, feijo, batata-inglsa, abacaxi, tomate, pra, banana,
cana-de-acar, mandioca, algodo, alho e cebola. Criaes
- bovinos, sunos e galinceos. Indstrias - laticnios,
fios de algodo cru, tecidos de algodo cru, massas
alimentcias, mquinas agrcolas, transformadores eltricos,
limas de ao e facas domsticas, mveis de madeira e es-
quadrias, caixas de papelo em geral, doces, aguardente de
cana, refrescos e refrigerantes, serralheria e cafeteiras de
metal.
130
Estdio do Batatais Futebol Clube
O valor e produo dos principais produtos agrcolas,
extrativos e industriais, em 1956, foram:
PRODUTOS AGRCOLAS
Produto Volume
1. Caf beneficiado 175 000 arrbas ( 15 kg)
2. Milho (gro) 103 200 sacas de 60 kg
3. Arroz (casca) o 104 338 sacas de 60 kg
4. Batata-inglsa 7 300 sacas de 60 kg
S. Tomate pera . ........ 70 840 kg
PRODUTOS EXTRATIVOS
Produto
1 . Madeiras em geral ...
2 Lenha para consumo do-
mstico e industrial ..
3 . Pedras para construo
Volume
45 000 m
3
50 000 m
3
1 000 m
3
PRODUTOS INDUSTRIAIS
1 . Tecidos de algodo cru 1 565 523 m
2 . Fios de algodo cru . . 364 708 kg
3 . Calados em geral . . . 20 000 pares
PRODUTOS ALIMENTARES
1. Queijo tipo parmezo .. 345 000 kg
2. Manteiga de vaca .... 30 200 kg
3. Caf beneficiado . .... 25 000 sacas de 60 kg
4. Arroz beneficiado . ... 240000 kg
5. Massas alimentcias . .. 217 834 kg
6. Doces de leite 17 000 centos
PRODUTOS DO MOBILIRIO
1 . Mveis de madeira . 1 200 peas
1 . Refrescos
2. Ouaran6
REFRESCOS E REFRIGERANTES
165 966 1/2 garrafas
24 944 1 /:I garrafas
Colgio e Ginsio So Jos de Batatais
Valor em (Cr$)
113 750 000,00
.20 640 000,00
5 738 000,00
1 890 000,00
9200QO,OO
Valor em (Cr$)
2 925 000,00
1900000,00
200000,00
35 631 447,00
22 898 000,00
3 000000,00
17 250 000,00
1 812 000,00
48 000 000,00
24 000 000,00
2 221906,80
1 500 000,00
450000,00
248955,00
71 235,00
Os principais centros consumidores dos produtos agr-
colas do Municpio so: So Paulo, Santos e .Ribeiro
Prto.
A pecuria tem significao econmica para o Muni-
cpio, destacando-se a industrializao do leite, o comrcio
de gado em p e o comrcio de carne verde e derivados.
Os principais centros compradores so: So Paulo e Ri-
beiro Prto.
H 28 estabelecimentos industriais, com 900 operrios;
apro:1eimadamente.
As principais riquezas naturais so: madeiras em
geral, matas destinadas ao fornecimento de lenha e pedras
para calamentos e construes.
A rea estimada de matas em 1956 era de 1980
hectares.
MEIOS DE TRANSPORTE - As estradas de ferro e de
rodagem que servem o Municpio com as respectivas quilo-
metragens dentro do mesmo so: Companhia Mogiana de
Estrada de Ferro, com 32 km dentro do municpio; Rodo-
via Estadual Batatais divisa de Brodsqui - 101 km;
Rodovia Estadual Batatais divisa de Franca - 23 km;
Rodovia Estadual Batatais divisa de Altinpolis - 18 km;
Rodovia Municipal Batatais divisa de Nuporanga
16 km.
O aeroporto municipal, em fase final de construo,
apresenta as seguintes caractersticas: largura - 60 m;
pista - 1 150 m; cho comprimido e Hangar de 20 x 20 m.
H 2 estaes de Estrada de Ferro e um ponto de
parada.
Trafegam, diriamente na sede municipal, 14 trens e
2 000 automveis e caminhes. Esto registrados na Pre-
feitura Municipal 189 automveis e 124 caminhes.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transao com So Paulo, Santos, Ribeiro Prto e Cam-
pinas; e importa os seguintes produtos: bebidas, gneros
alimentcios em geral, ferragens e louas, mquinas em
geral, materiais para construes, combustveis e lubrifican-
tes, fazendas e armarinhos, perfumarias, produtos farma-
cuticos, fumo e cigarros, tintas e vernizes, e relgios e
bijuterias.
Igreja Matriz
Prefeitura Municipal de BGtotois
H, na sede municipal 16 estabelecimentos atacadistas
e 171 varejistas.
H, na cidade, os seguintes bancos: Banco do Bra-
sil S/ A; Banco do Estad de So Paulo S/ A; e Banco de
So Paulo S/ A (Agncias) e Banco Artur Scatena S/ A
(Matriz).
H, ainda, uma agncia da Caixa Econmica Es-
tadual, que em 25-11-1956 apresentava 5 699 cader-
netas em circulao, atingindo os depsitos a cifra
de Cr$ 14310640,80.
ASPECTOS URBANOS - Os melhoramentos urbanos
existentes so: gua encanada, com 2 226 domiclios. ser-
vidos; luz eltrica, com 2 700 ligaes, rde de esgto; 32
ruas pavimentadas, sendo 7 com paraleleppedos e asfalto
e 25 com paraleleppedos; rde telefnica, com 605 apare-
lhos instalados; transporte coletivo urbano (nibus); tel-
grafo do D. C. T. e Companhia Mogiana de Estrada de
Ferro; 4 pens_es e 2 hotis, com diria mdia de
Cr$ 150,00; 2 cinemas e 1 teatro.
ASSIST:.ItNCIA MDICO-SANITRIA- Possui o Hos-
pital Major Antnio Cndido com 53 leitos e a Santa Casa
com 30 leitos.
Prestam assistncia aos menores e desvalidos as se-
guintes instituies: Instituto Agrcola de Menores de Ba-
tatais, com 530 leitos; Orfanato Santo Antnio, com 60
leitos; Vila Vicentina, com 330 leitos; e Vila .Nazar, com.
10 leitos.
Dispe o Municpio, ainda, de um Centro de Sade
e um Psto de Puericultura.
Esto em atividades profissionais: 12 mdicos, 17 den-
tistas e 7 farmacuticos (nas 7 farmcias existentes).
ALFABETIZAO- De acrdo com o Censo de 1950,
54,71% dos homens e 46,30% das mulheres, maiores de
5 anos, eram alfabetizados.
ENSINO - A cidade um centro de atrao cultural,
. abrigando aprecivel leva de estudantes de. outros Muni-
cpios. Ministram os ensinos: primrio fundamental co-
mum - 46 unidades escolares, secundrio - 3 unidades
escolares, industrial 1 unidade escolar e comercial 1 uni-
dade escolar.
131
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - H as seguintes
bibliotecas no Municpio: Biblioteca Municipal Dr. Altino
Arantes, com 2 300 volumes, Biblioteca da Sociedade Re-
creativa 14 de maro, com 1 400 volumes; Biblioteca R-
mulo Rigotto, com 2 500 volumes e Biblioteca Francisco
Moreira Filho, do Colgio e Escola Normal Estadual
"Slvio de Almeida", com 1 200 volumes.
Circulam, semanalmente, dois jornais: "O Jornal" e
a "Flha de Batatais", sendo os mesmos de natureza noti-
ciosa, poltica e literria.
Possui a cidade a Rdio Difusora de Batatais Ltda.,
com as seguintes caractersticas: Prefixo - ZYN-8; M-
ximo de freqncia: andica - 100W, na antena -
lOOW, freqncia - 1540 kc/s e Direo - varivel.
H 2 tipografias e 3 livrarias na sede municipal.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA DESPESA
Prdios Residenciais
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - A denomina-
o local dos habitantes "batataense".
H na sede municipal, duas cooperativas, uma de
consumo e outra de produo.
(Cr$)
REALIZAO
ANOS NO
A Esto em exerccio, atualmente, 15 vereadores, e esta-
Municipal
MUNICPIO
Federal Estadual
(Cr$)
Total Tributria
---------
1950 ....... 4 465 895 4 396 828 2 170 793 I 128 830 I 849 142
1951 ....... 6 504 807 5 294 926 2 845 949 I 243 817 3 067 938
1952 ....... 7 004 049 5 449 984 2 467 054 I 281 537 2 775 571
1953 ....... 9 205 993 7 31)1 472 3 481 391 1 439 927 3 551 640
1954 ....... 9 027 459 11 885 210 4 231 907 2 387 297 4 067 452
1955 ....... . .. 16 094 931 4 534 551 2 437 676 4 696 490
1956 (I) ... ... . .. 5 390 000 . .. 5 410 000
(I) Oramento.
PARTICULARIDADES ARTSTICAS - A Matriz de
Batatais um templo de arte, nle encontramos as afama-
das telas de Portinari, admiradas pelos turistas de todo
Brasil.
EFEMRIDES - comemorado o dia 14 de maro, data
da elevao da Vila de Batatais a Municpio (14-3-1839).
As demais datas cvicas nacionais, bem como a semana
Santa, so, tambm, comemoradas condignamente.
VULTOS ILUSTRES - Possuiu os seguintes vultos ilus-
tres: Dr. Altino Arantes, poltico, administrador, ex-Presi-
dente do Estado de So Paulo e, atualmente, Presidente da
Academia Brasileira de Letras. Editor Jos Olmpio.
Possuiu o Dr. Paulo de Lima Corra, que foi Secretrio da
Agricultura de So Paulo.
Jardim Pblico
132,
vam inscritos at 3-X-55, 6 305 eleitores. O Prefeito o
Sr. Mrio Martins de Barros.
(Autoria do histrico- Dr. Jesus Machado Tambellini; Redao
final - Ronoel Samartini; Fonte dos dados- A.M.E. - Antonio
Tanga.)
BAURU- SP
Mapa Municipal na pg. 401 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Explica Teodoro Sampaio: o topnimo
Bauru resulta da corruptela de Yb = ur - trmo tupi,
que significa "cesto de frutas". Outros explicam-no como
"rio de gua parada". A vasta regio onde hoje se localiza
Bauru era, h mais de meio sculo, assinalado nos mapas
da poca simplesmente como "sertes desconhecidos -
ndios caingangs". Os selvagens dessa tribo dominavam
completamente aquela parte do oeste paulista e repeliam
com violncia os brancos que tentavam invadir seus do-
mnios. A hostilidade dos nativos, todavia, no conseguiu
arrefecer a atrao que aquelas terras frteis exerciam no
esprito dos pioneiros. Contam-se entre os desbravadores
da regio: Pedro Nardes Ribeiro (em 1834), proprie-
trio das matas, Jos Gomes Pinheiro Veloso (em 1849),
posseiro no "serto de Bauru" e Pedro Francisco Pinto
( 1852 ), trucidado s margens do rio Batalha.
Em 1887, Bauru fz parte do territrio da Freguesia
do Esprito Santo da Fortaleza, municpio de Lenis, fun-
dada por Felicssimo Antnio de Souza Pereira e Antnio
Teixeira do Esprito Santo, l pelo ano de 1859. O mi-
neiro Azarias Ferreira Leite, autntico bandeirante, deixou
seu estado natal e, juntamente com a espsa e o sogro,
ambos fluminenses, quebrou a impenetrabilidade dos ser-
tes e ali se radicou em 1889; cabendo-lhe, assim, a honra
de fundador de Bauru. Aps organizar sua fazenda e
iniciar a cultura do caf, comeou a dedicar-se ao nascente
povoado, para onde afluram, ento, outros pioneiros. O
patrimnio de Bauru foi elevado a distrito de paz pela
lei n.
0
209, de 30 de agsto de 1893. Em 1.
0
de agsto
de 1896, foi sancionada, pelo ento Presidente do Estado
Visto Areo
de So Paulo - Campos Sales - a Lei n.
0
428, que mudou
o nome do municpio de Esprito Santci da Fortaleza, para
Bauru, cuja povoao ficou sendo, tambm, a sede do
municpio. Alguns autores consideram essa lei a de criao
do municpio de Bauru, no fra o progresso que j atin-
gira o vilarejo no meio das matas, suplantando a ex-sede
do municpio que se apresentava apenas como centro pol-
tico-social. Comearam a aparecer novos moradores, em
sua maioria amigos e parentes de Azarias Ferreira Leite
e seu parente Joo Batista de Arajo Leite. :tste ltimo
foi o fundador da fazenda Vai de Palmas, que chegou 3
contar com uma lavoura de caf calculada em meio milho
de ps. Em 1905, j iniciada a construo da Estrada de
Ferro Noroeste do Brasil, chegaram os trilhos da Estrada
de Ferro Sorocabana e em 1910 os da Cia. Paulista de Es-
tradas de Ferro. Esprito Santo de Fortaleza, em virtude
da lei n.
0
428, de 1.
0
-VIII-1896, ficou sendo distrito de
paz de Bauru e pela lei n.
0
1 213, de 20 de outubro de
1910 tomou o nome de Piat; posteriormente, pela lei
n.
0
1375, de 31 de dezembro de 1912, foi incorporada ao
municpio de Agudos e extinto pela lei n.
0
1590 de 27 de
dezembro de 1917. Bauru tornou-se comarca em 16 de
dezembro de 1910, abrangendo vasta jurisdio que a
pouco e pouco se foi desmembrando. A evoluo hist-
rica de Bauru pode ser dividida em trs partes distintas:
desde o desbravamento das terras e lutas polticas at sua .
formao de comunidade voluntariosa e conseqente mu-
dana da sede do municpio, com ratificao do Govrno
do Estado, constitui sua primeira fase; a segunda com-
preende o perodo de crescimento vegetativo, c9mo que a
amadurecer e a guardar energias para o futuro e vai at
o primeiro quartel dste sculo; o terceiro perodo comea
junto com o segundo quartel dste sculo e se caracteriza
por . progresso e crescimento sem limites. Desbravada a
terra, descanou para tomar flego e conhecer-se, agora
acelera seu desenvolvimento como cidade prodigiosa do
interior paulista. Segundo o quadro administrativo do
pas, vigente em 1.
0
de julho de 1955, o municpio com-
posto de 2 distritos: Bauru e Tibiri .
LOCALIZAO - O municpio de Bauru est localizado
na zona fisiogrfica de Marlia e as coordenadas geogr-
ficas de sua sede so: 22 19' 19" latitude sul e 49 04' 15"
longitude W. Gr. Dista 286 km da Capital, em linha reta.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE- 499 metros (sede municipal).
133
CLIMA - Bauru est situado em regio de clima quente,
com inverno sco. Observaram-se as seguintes tempera-
turas em grau centgrado: mxima 33; mnima 10 e mdia
compensada 22. A precipitao anual da ordem de
1000 mm.
REA- 674 km:l.
POPULAO - Bauru apresentava, no Recenseamento
de 1950, 65 452 habitantes (32 806 homens e 32 646 mu-
lheres), sendo sua populao rural de 12 895 habitantes ou
20% . Relativamente aos distritos, estava a populao
assim dividida: Bauru 61459 habitantes e Tibiri 3 993
habitantes. Estava situado em 11.
0
lugar entre os muni-
cpios mais populosos do Estado, naquela poca. Dos 1 894
municpios existentes, na data do Censo, em todo o Pas,
apenas 87 tm populao maior que a sua. Estimativa do
D.E.E. para 1954, calcula a populao do municpio em
69 571 habitantes, sendo 13 706 no quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS - H no municpio de
Bauru duas aglomeraes urbanas: a cidade de Bauru e
a vila de Tibiria. A primeira tinha, em 1950, 51734 habi-
tantes, sendo a 8.
8
dentre as de maior populao do Es-
tado e correspondia a 79,04% da populao de todo o
municpio. A vila Tibiri possua 823 habitantes, corres-
pendendo a 1,26% da populao municipal.
ATIVIDADES ECONOMICAS Compulsando-se dados-
relativos ao Recenseamento de 1950, referentes popula-
o do municpio de Bauru, distribuda segundo sua ativi-
dade, vamos encontrar a seguinte discriminao:
RAMOS DE ATIVIDADE
Agricultura. pecu6ria e silvicultura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..
Indstrias extrativas ..................................... .
Indstrias de transformao. . . . . . . . . . . .................. .
de mercadorias. . . . . . . . . . . . . .................... .
Comrcio de imveis e valores mobiliArias, crldito, seguros e capi-
talizao....................... . ............... .
Prestao de servios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........... .
Transportes, comunicaes e ........... .
Profisses liberais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Atividades sociais ........................................ .
Administrao pblica. Legislativo e Justia ................ .
Defeaa nacional e segurana pblica ....................... .
Peeaoas ativas ............................................ .
Outros ramos de atividade (atividades remuneradas e inativas)
TOTAL ............................................. .
PESSOAS
PRESENTES
DE 10 ANOS
E MAIS
3 815
77
4 576
2 274
373
4 786
5 118
256
1 239
622
323
23 459
25 791
49 250
Subtraindo do total encontrado, o grupo correspondente s
atividades no remuneradas e inativos encontrar
23 459 habitantes ativos em cuja distribuio percentual
notamos o seguinte: ''transportes, comunicaes e arma-
zenagem" representa 22% das pessoas ativas; "prestao
de servios", 20%; "indstria de transformao", 19%;
"agricultura, pecuria e silvicultura'', 16% e "comrcio de
mercadorias", 10%, das pessoas ativas. Embora no pos-
suindo agricultura fortemente desenvolvida, alguns produ-
tos cultivados em Bauru - caf, algodo, amendoim, e ma-
mona so essenciais a sua indstria de transformao, que
constituem uma das grandes fontes econmicas do muni-
cpio. Existia, em 1954, 883 estabelecimentos agropecu-
rios, sendo 12 de rea superior a 1000 hectares com o
total de 11 500 hectares de rea cultivada e 3 000 hectares
de matas; metade matas naturais e metade matas for-
madas. Os principais produtos agrcolas de Bauru, em
ordem de valor, so os seguintes ( 1956) :
13/J.
PRODUTOS AGRlCOLAS
beneficiado ...... .
Milho ......... .
o o
Algodo ..... .
VOLUME
(arrba)
71 600
212 000
53 314
VALOR DA
J;!RODUCO
!Cr$ 1 0001
41 170
12 72u
8 104
A populao pecuria existente em 31-XII-1954 com-
preendia 30 000 cabeas de bovinos, 5 000 cabeas de sunos
e 2 500 cabeas de outras espcies.
O ramo "indstria de transformao" constitui ativi-
dade econmica muito importante da populao do muni-
ctpto. Em 1954, o valor da produo industrial foi de
1 136 milhes de cruzeiros, relativa a seus 182 estabeleci-
mentos que empregaram 4 000 pessoas (despesa com sal-
rios de 113 milhes de cruzeiros), havendo despesa total
de 727 milhes de cruzeiros. A distribuio dos estabele-
cimentos industriais em cada ramo de atividade a se-
guinte: produtos alimentares, 40; mobilirio, 25; vesturio,
calados e artefatos de tecidos, 22; madeira, 14; transfor-
mao de minerais no metlicos, 13; qumica e farmacu-
tica, 11; editorial e grfica, 9; construo civil, 8; metalr-
gicas, 6; bebidas, 5 e de outros ramos, 29.
Dentre seus produtos industriais, destacam-se pelo
valor da produo os seguintes que so os principais:
leos vegetais 33 000 t; CrS 840 000,00; adubos 17 500 t;
CrS 70 000,00.
MEIOS DE TRANSPORTE - O municpio o mais im-
portante entroncamento ferrovirio do Estado, do qual
fazem parte a Companhia Paulista de Estradas de Ferro,
a Estrada de Ferro Sorocabana e a Estrada de Ferro
Noroeste do Brasil. Esta ltima, alm de ser a mais
extensa e potencialmente a mais importante, inicia-se em
Bauru. Dentro do municpio as trs estradas possuem 9
estaes e um psto telegrfico, o que significa intenso
movimento de passageiros, transporte de bagagens, merca-
dorias e animais. A E. F. Noroeste do Brasil constitui
o elo das comunicaes entre a extensa regio agropecuria
que abrange o Mato Grosso e o Oeste do Estado de So
Paulo, de uin lado, e os centros consumidores do litoral
do Atlntico. do outro. As cidades vizinhas e a Capital
Estadual ligam-se a Bauru por intermdio dos seguintes
meios de transporte: Agudos - a) rodovirio ( 21 km) e
b) ferrovirio (D. F. 27 km); Ava - a) rodovirio
( 36 km) ou via Tibiri ( 46 km) e b) ferrovirio
(E.F.N.O.B. 48 km); Duartina - a) rodovirio
(40 km) e b) ferrovirio (C.P.E.F. 54 km); Iacanga-
rodovirio (52 km); Pederneiras - a) rodovirio, via
Guaians (40 km) e b) ferrovirio (C.P.E.F. 38 km);
Piraju- a) rodovirio (55 km) ou via Ava e Presidente
Alves (79 km) e b) ferrovirio (E.F.N.O.B. 86 km);
Piratininga - a) rodovirio ( 12 km) e b) ferrovirio
(C.P. E. F. 15 km); Capital Estadual - a) rodovirio,
via Agudos e ltu (377 km); b) ferrovirio (E.F .S.
425 km) ou (C.P.E.F.- E.F.S.J. 402 km); c) areo
(282 km). Cabe especial meno ao transporte areo em
Bauru, que servido por quatro emprsas: Cruzeiro do
Sul, Panair, Vasp e Real-Aerovias, mantendo intenso tr-
fego que em 1954 atingiu 1353 pousos, com movimento
de 11 000 passageiros, 90 toneladas de bagagem, 120 tone-
ladas de cargas e quase trs toneladas de correio.
Visto Area
COMRCIO E BANCOS - O municpio ocupa lugar de
relvo dentro do Estado de So Paulo como praa comer-
cial, centro de convergncia de trs zonas - Noroeste,
Alta Paulista e Sorocabana - de invejvel posio geo-
grfica. Contava em 1950 ( 1.
0
de janeiro) com 380 esta-
belecimentos comerciais, dos quais 331 varejistas e 49
atacadistas, ocupando ento ( 1 724 pessoas ( 1157 nos
estabelecimentos varejistas e 567 pessoas nos atacadistas).
O valor das vendas, em 1949, foi de 558 milhes de cru-
zeir.os (300 milhes do comrcio varejista e 567 milhes
do atacadista) . Em 31-XII-1955 o nmero de estabeleci-
mentos comerciais havia subido para 722 (657 estabeleci-
mentos varejistas e 65 atacadistas) . Igualmente intenso
o movimento das 14 agncias bancrias l instaladas, que
em 31 de agsto de 1954 apresentavam os seguintes n-
meros (valor em milhares de cruzeiros).
Caixa em moeda corrente ... .
Emprstimos em C/C ...... .
Ttulos descontados ........ .
Depsitos vista
Depsitos a prazo
34016
261794
176 763
279 714
181333
Os nmeros acima citados, juntamente com os
anteriormente apresentados permitem concluir que Bauru
um centro econmico importante dentro de-seu Estado.
ASPECTOS URBANOS - Bauru, chamada Capital da
Noroeste, uma cidade de ruas bem caladas e confor-
tveis residncias, servida de iluminao pblica e domi-
ciliar, gua canalizada, rde de esgto, servio telefnico
urbano, transporte coletivo ( 11 linhas de auto-nibus ur-
banos) e distribuio de correspondncia. Bauru conta
com 24 hotis, 12 penses e 5 cinemas.
ASSISTNCIA MDICO-SAN11' ARIA - A populao
de Bauru assistida no setor mdico-sanitrio por 10
ambulatrios gerais e 7 especializados (oftalmologia, trau-
matologia, tisiologia, leprologia, puericultura e profilaxia
do tracoma e da malria), como, tambm, 3 hospitais
gerais (237 leitos),. um sanatrio de lepra (oficial 842
leitos) e um de tuberculose (oficial 230 leitos) . 69 m-
dicos esto no exerccio da profisso.
ALFABETIZAO - Os resultados do Recenseamento
de 1950 revelam a situao de Bauru quanto ao nvel de
instruo geral (pessoas presentes qe 10 anos e mais):
37 938 ou 77,03% sabem ler e escrever; 11264 ou 22,87%
no sabem ler e escrever; 48 ou 0,10% sem declarao.
Portanto, cerca de 77,03% das pessoas presentes de 10
anos e mais eram alfabetizadas. A porcentagem para o
Estado de So Paulo atinge 65%.
ENSINO - A tabela a seguir permite avaliar o desenvol-
vimento do ensino em Bauru:
ESPECIFICAO
Unidades escolares ensino primllrio fundamental comum ....
Unidades de ensino infantil, e complementar
Curso secundrio (ginsio e ....................... .
Curso industrial. ......................................... .
Curso comercial (bsico e , ....................... .
Curso artfstico. . . . . ...................................... .
Curao Pedaggico .......................................
Curao Superior (Direito e Filosofia l. ....................... .
Outros..... . .............................. .
TOTAL ....
NOMERO
88
109
8
7
li
4
g
2
28
266
185
R. Batista de Carvalho
A sede do municpio, pela sua posio geogrfica e
pelos estabelecimentos de ensino que possui considerada
centro de atrao cultural e abriga aprecivel leva de estu-
dantes de outros municpios e de Mato Grosso.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Ainda quanto ao
aspecto cultural, h em Bauru trs jornais dirios e um
semanal, trs radioemissoras, 6 bibliotecas (uma delas com
mais de 6 000 volumes), 7 livrarias e 8 tipografias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Eatad ual Cr$)
Total Tributria
~
1950 ....... 16 706 985 26 882 688 12 446 345 7 244 879 12 735 585
1951. ...... 22 916 920 41 790 599 14 858 078 8 230 101 14 936 356
1952 ....... 27 831 717 51 406 134 22 634 905 13 663 266 21 525 421
1953 ....... 33 591 659 57 691 775 26 368 421 17 429 571 26 263 982
1954 ....... 41 081 770 75 428 459 37 695 005 19 730 301 36 589 263
1955 ....... t9 144 959 94 606 201 37 781 690 22 177 631 36 638 407
1956 (1) ... ... ... 58 400 000 .. . 58 400 000
(1) Oramento.
Dados da 2.' Coletoria Federal.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Em decorrn-
cia dos pontos j focalizados, Bauru apresenta ainda outros
aspectos. Apresenta 7 templos catlicos, 6 templos protes-
tantes e 14 centros espritas. Apresenta, ainda, 1.1 asso-
ciaes culturais e 18 associaes esportivas. As fras
trabalhistas esto organizadas em 1 sindicato de empre-
gadores e 3 de empregados. Funcion.am . no municpio,
Caixa Econmica Federal (6 733 depositantes em 1955 e
24,8 milhes de cruzeiros de depsitos) e a Caixa Econ-
mica Estadual ( 17 559 depositantes em 1955 e 59 milhes
de cruzeiros de depsitos) . O Prefeito o Sr. Nicola Ava-
lone Jnior.
(Autoria do histrico - Gerson Rodrigues; Redao final -
):.uiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados- A.M.E. -Joo Batista
Aguiar Ayres .. )
BEBEDOURO - SP
Mapa Municipal na pg. 135 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Est Bebedouro situado entre os rios Par-
do e Turvo e nasceu a povao em 1885, no municpio de
Jaboticabal, no local denominado Bebedor ou Bebedouro,
136
motivado pelo uso de uma gua cristalina, procurada por
animais e por tropeiros que por l transitavam. Os primei-
ros ocupantes da terra lembraram-se de adquirir uma gle-
ba que servisse de patrimnio futura povoao. Assim,
adquiriram de um senhor Corra e Mesquita, residente
em Jaboticabal, um pedao de terra, cujo pagamento de-
veria ser feito em trs prestaes de porcos, devido gran-
de escassez, ento existente no local, de moeda corrente.
O patrimnio adquirido foi doado vila de So Joo Ba-
tista de Bebedouro, seu padroeiro. So apontados como
fundadores os seguintes senhores: Jos Francisco Pimenta,
Joo Francisco da Silva, D. Ana Cezria Pimenta, Jos
Igncio Garcia, Francisco Bonifcio de Souza Guerra, Fran-
cisco Igncio Pereira e Padre Francisco Valente. Com o
incremento da lavoura e do comrcio, o povoado rpida-
mente se desenvolveu ~ em 6 de setembro de 1892, pela
Lei n.
0
87, foi elevado categoria de distrito de paz. An-
tes de findar o sculo j apresentava aspectos favorveis
de. progresso, pois iam-se formando grandes lavouras de
caf que se tornaram, mais tarde, a maior riqueza do mu-
nicpio.
Foi elevado a municpio pela Lei n.
0
293, de 19 de
julho de 1894 e cidade pela Lei municipal n.
0
34, de 11
de maro de 1899. Foi constitudo inicialmente com o ni-
co distrito de Bebedouro. Foram posteriormente incorpo-
rados os distritos de Monte Azul (Lei n.
0
898, de 30 de
novembro de 1903); Turvnia (Lei n.
0
1 864, de 31 de
agsto de 1922) e Botafogo (Lei n.
0
1865, de 31 de
agsto de 1922). Foram desmembrados: Monte Azul
(Lei n.
0
1 443, de 22 de dezembro de 1914) Turvnia
(Decreto n.
0
9 775, de 30 de novembro de 1938 - extin-
to) . O distrito de Turvnia foi criado novamente pelo
Decreto-lei n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944. Cons-
ta, atualmente, dos distritos de paz: Bebedouro, Botafogo
e Turvnia.
LOCALIZAO - Est Bebedouro localizado no traa-
do da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, na zona Fisio-
grfica de Rio Prto, entre os rios Pardo e Turvo. As
coordenadas geogrficas de sua sede so: 20 57' latitude
Sul e 48 29' longitude W. Gr. Dista 345 km da Capital do
Estado em linha reta.
Posio do Municipio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 570 metros (sede municipal).
Vista area da Cidade de Bebedouro SP parcial - Destacando-se a Praa Valncio de Barros - ao lado esquerdo o prdio antigo da Prefei
tura Municipal, ao lado esquerdo da Prefeitura encontra-se o pr-dio do Grupo Escolar Cel. Ablio Manoel, com frente para a praa.
CLIMA - Situado em regio de clima quente, com in-
verno sco. As mdias de temperaturas observadas em
grau centgrado foram: das mximas - 37; das mnimas
- 8 e mdia compensada 34. A precipitao total em
1956 foi 700 mm.
REA - 767 km:!.
POPULAAO - O Recenseamento de 1950 apurou, pa-
ra todo o municpio a populao total de 27 238 habitan-
tes ( 13 506 homens e 13 732 mulheres), dos quais 15 337
habitantes, ou 57%, na zona rural. A distribuio por
distrito fornece os seguintes nmeros: Bebedouro 21 432;
Botafogo - 4 090 e Turvnia - 1 716. O D. E. E. esti-
mou, para 1954, a populao total do municpio em 28 952
habitantes, dos quais 16 302 no quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS - Bebedouro apresenta
trs aglomeraes urbanas: a sede, com 11 360 habitantes;
Botafogo com 434 habitantes e Turvnia, com 107 habi-
tantes, consoante dados do Recenseamento de 1950.
ATIVIDADES ECONOMICAS - A economia do muni-
cpio est baseada na produo agropecuria. H, no mu-
nicpio, 550 propriedades agrcolas e de seus produtos o
caf e a laranja so os principais, exportados para o exte-
rior (via Santos) em parte, sendo consumido. no prprio
Estado (Capital) a parte no exportvel. O arroz, fei-
jo, milho, embora produzidos, no so suficientes para
o consumo local. A cana-de-acar produzida em pe-
quena quantidade e transformada em acar por usina
existente no prprio municpio. tambm produzida re-
gular quantidade de mandioca que transformada, no
municpio, em fcula e farinha. Ocupa, ainda, posio de
destaque a cultura do algodo, cuja produo vendida
para Jaboticabal. A pecuria representada pelo gado bo-
vino destinado produo de leite e ao corte, cujo rebanho
estimado em 30 000 cabeas. O rebanho de sunos cal-
culado em 12 00 cabeas, com exportao anual mdia de
Edifcio dos Correios e Telgrafos
137
Praa Valncia de Barros - ao fundo, Prefeitura Municipal
3 000 cabeas para abate. O gado destinado ao abate
negociado com os frigorficos de Barretos e da Capital.
Os principais produtos so ( 1956) : laranja 1 260 000 cen-
tos - 100 milhes de cruzeiros; caf beneficiado 1 869
toneladas - 93 milhes de cruzeiros; manteiga 720 tone-
Igreja Matriz
138
ladas - 49 milhes de cruzeiros; arroz (com casca) 2 722
toneladas - 20 milhes de cruzeiros. A parte industrial
do municpio representada por 52 estabelecimentos (com
5 empregados e mais), dos quais se destacam: refinarias
de acar 3; laticnios 2; raspa de mandioca 4; produtos
alimentares e bebidas 5; vesturio 2 e mveis 2 . O nme-
ro de empregados em indstrias eleva-se a 700 pessoas e o
consumo mensal mdio de energia eltrica 125 000 kWh.
MEIOS DE TRANSPORTE -!... Bebedouro fartamente
servido de transporte, pois, h, dentro do municpio 210
km de estradas municipais, alm de ser por estrada esta-
dual, servido pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro,
ambas ligando-o Capital do Estado. H duas linhas de
nibus ligando a sede aos distritos e 7 linhas de nibus in-
termunicipais. Trafegam, diriamente, pelo municpio 28
trens e 300 veculos rodovirios. As distncias, por rodo-
via, aos municpios limtrofes. so: Colina 32 km; Monte
Azul Paulista, 20 km; Paraso, via Monte Azul Paulista,
57 km; Pirangi, 30 km; Pitangueiras, 31 km; Taiau via
Taiva, 36. km; Taiva, 28 km; Terra Roxa, 27 km; e
Viradouro, 25 km. Por estrada de ferro a comunicao
se faz com: Colina ( 31 km); Monte Azul Paulista ( 32
km); Pitangueiras ( 34 km); Viradouro ( 39 km) . O trans-
porte para a Capital do Estado pode ser feito por rodovia
(395 km), por ferrovia (C.P.E.F. 459 km) ou misto:
rodovirio at Barretos (52 km) e areo at So Paulo
(339 km). H 3 campos de pouso sendo 1 municipal (3
pistas: 1 000 x 100m, 900 x 100m 600 x 100 m) e dois
particulares (um de duas pistas: 98 x 50 me 750 x 50 me
outro, tambm com duas pistas: 750 x 50 m e 400 x 50 m).
COMRCIO E BANCOS - Bebedouro centro comercial
dos municpios vizinhos, situados numa distncia de cr-
ca de 50 km, quer como entreposto de produtos agrcolas,
quer como fornecedor de artigos que a regio no pos
sui e so importados de outros locais. Mantm transa-
es com Barretos, Ribeiro Prto, So Jos do Rio Prto
e com a H, no. municpio, 206 estabelecimentos
varejistas. O crdito representado por 5 agncias ban-
crias e uma agncia da Caixa Econmica Estadual (7 000
depositantes em 1956 e Cr$ 26 000 000,00 de cruzeiros
em depsitos) .
ASPECTOS URBANOS - Bebedouro conta com apra-
zveis logradouros pblicos, suas praas so arborizadas e
ajardinadas e suas ruas caladas (a asfalto, por paralele-
ppedo ou concreto) . Os logradouros so todos ilumina-
dos (consumo mensal mdio de energia eltrica para ilu-
minao pblica igual a 16 000 kWh). Os prdios so
todos de alvenaria, servidos de esgto, ligados rde de
gua (2 285 domiclios abastecidos), com iluminao do-
miciliar (2 780 ligaes - consumo mensal mdio
170 000 kWh) e servidos por telefone (728 aparelhos).
Possui 4 hotis e 5 penses (diria mdia = Cr$ 120,00),
e dois cinemas ( 1 dles cine-teatro). No tocante s co-
municaes servida por telgrafos do D. C. T. da
C.P.E.F.
ASSIST1l:NCIA MDICO-SANITRIA .- A populao
de Bebedouro assistida na parte mdico-sanitria, por
dois hospitais gerais (127 e 30 leitos), contando com 13
mdicos no exerccio da profisso e constitui, por isso, cen-
tro para onde convergem, dos municpios vizinhos, as pes-
soas que necessitam de tratamento. H, ainda, 23 den-
tistas e 12 farmacuticos (14 farmcias).
ALFABETIZAO- O Recenseamento de 1950 acusou,
no municpio, 23 081 habitantes com 5 anos e mais, dos
quais 13 973, ou 60% que sabiam ler e escrever.
ENSINO - O municpio possui 36 unidades que ministram
o ensino primrio fundamental, das quais 5 so grupos es-
colares e as restantes, escolas. isoladas rurais. O ensino de
grau mdio conta com 3 ginsios, 2 escolas normais, 1 es-
cola tcnica de comrcio e uma escola profissional arte-
zanal. Funcionam, ainda, 3 cursos livres de corte e cos-
tura. A sede municipal, pelos estabelecimentos de ensino
secundrio que possui e pela situao em que se acha
relativamente aos transportes, abriga aprecivel quantida-
Grupo Escolar "Cel. Ablio Manoel"
de de estudantes, procedentes de municpios vizinhos e do
Estado de Minas Gerais.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Acham-se insta-
ladas no municpio 5 bibliotecas gerais ( 1 delas com mais
de 5 000 volumes) . Semanalmente circula um jornal, cuja
tiragem de 1 600 exemplares, por edio. H uma radio-
emissora, 2 tipografias e 5 livrarias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
Federal Estadual
MUNIClPIO
Total Tributria (Cr$)
---------
1950 ....... 3 195 733 8 278 036 2 766 886 1 802 426 2 558 975
1951. ...... 4 386 591 9 568 110 3 578 142 2 120 753 3 775 255
1952 ....... 5 301 114 12 665 418 5 669 119 2 375 614 5 754 436
1953 ....... 6 481 546 11 414 558 7 037 711 3 581 051 6 552 482
1954 ....... 7 393 369 14 952 946 9 343 605 4 919 252 9 111 399
1955 ....... ... 24 286 651 10 518 750 4 996 115 10 449 675
1956 (1) ... .. ... 7 828 900 . .. 7 828 900
(I) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - H no mu-
nicpio um asilo para abrigo da velhice desamparada, dis-
pondo de 80 leitos. Funciona na sede uma Associao
Comercial, Industrial e Agrcola que congrega as classes
produtoras do municpio, bem como um crculo operrio
que rene os trabalhadores locais.
O nmero de eleitores inscritos 7 977 e a Cmara
Municipal composta de 15 vereadores. O Prefeito o
Sr. Francisco Martim Alvarez.
(Autoria do histrico - Carlos Catelli; Redao final - Luiz
G. Macedo; Fonte dos dados - A.M.E. - Adhemar Valado de
Souza.)
BENTO DE ABREU - SP
Mapa Municipal na pg. 193 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - A povao foi fundada em 24 de ju-
nho de 1926, em territrio do Municpio de Araatuba,
entre o rio Aguape e a E. F. Noroeste do Brasil, por la-
vradores e comerciantes, atrados pela fertilidade do solo,
que os levava a prever muito progresso para o lugar. Ini-
ciada a derrubada das matas e a construo das primeiras
casas foi o lugarejo se formando. Entre os fundadores
destacaram-se: Geremia Lunardelli, Ernesto Scatena, Joo
Pedro de Carvalho Jnior, Jos Martinez, Antnio Cas-
trioto, Jos Galdino, Joo Rodrigues Gomes, Joo Alves
de Oliveira, Teodomiro das Neves e outros. O primitivo
nome das era Alto Pimenta que com a fundao do
povoado passou a se chamar Patrimnio Lunardelli e pos-
teriormente Albinpolis. Porm, foi com o nome de Alto
Pimenta que se elevou a distrito de paz, pelo Decreto
n.
0
5 888, de 25 de abril de 1933. Foi elevado a Muni-
cpio pela Lei n.
0
233, de 24 de dezembro de 1948, com
o nome de Bento de Abreu, escolhido por seus habitantes,
em homenagem ao fundador de cidades e povoados do
serto do Estado de So Paulo, Bento de Abreu Sampaio
Vidal. Constituiu-se com o nico distrito de paz de Ben-
to de Abreu, pertencente comarca de Valparaso.
139
Comercial Clube
LOCALIZAO - Bento de Abreu est localizado s
margens do rio Aguape, na zona fisiogrfica denominada
"Pioneira" . As coordenadas geogrficas da sede so 21 16'
latitude sul e 50 48' longitude W. Gr., distando 501 km
em linha reta da Capital do Estado .
Posio do Municpio em relao ao Estado e s11a Capital.
ALTITUDE - 447 m (sede municipal).
CLIMA - O Municpio est situado em regio de clima
quente, com inverno sco. Em grau centgrado, as tempe-
raturas observadas so: mxima 39; mnima 8 e mdia
compensada 29. A precipitao anual em 1956 foi" ..... .
1250 mm.
AREA - 290 km
2

POPULAO - O Recenseamento de 1950 registrou o
municpio de Bento de Abreu com 7 476 habitantes (4 050
homens e 3 426 mulheres), havendo, na zona rural, 6 666
habitantes, ou 89% . O D. E. E. estimou a populao to-
tal, para 1954, em 7 947 habitantes, dos quais 7 086 no
quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS- Bento de Abreu apre-
senta uma nica aglomerao urbana, a sede, com 810
habitantes, segundo dados do Censo de 1950.
ATIVIDADES ECONMICAS - A economia do mu-
nicpio est baseada na atividade agropecuria. H 143
propriedades agropecurias ( 11 com mais de 1 000 hec-
tares de rea) que somam 9 000 hectares de rea culti-
vada. Dedicam-se policultura e todos os produtos agr-
colas, com excesso do caf e algodo, so consumidos no
1.11-0
prprio municpio. Os principais produtos so (produo
em 1956) caf, 1 800 toneladas - 69 milhes de cruzeiros;
milho, 1 669 toneladas - 5 milhes de cruzeiros; arroz
558 toneladas - 4,5 milhes de cruzeiros; algodo (em
caroo) 445 toneladas - 4 milhes de cruzeiros e feijo
210 toneladas - 2,5 milhes de cruzeiros. Possui, ainda,
grande rebanho de gado, estimado em 50 000 cabeas de
bovino e 6 000 cabeas de suno. A produo de leite
atinge Y4 de milho de litros anuais.
MEIOS DE TRANSPORTE - Bento de Abreu ser-
vido por estrada de ferro (Noroeste do Brasil) que o liga
com os seguintes municpios vizinhos: Guararapes (24 km);
Rubicea ( 11 km) e Valparaso ( 10 km). servido,
igualmente por estrada de rodagem que o pe em comu-
nicao com Adamantina (60 km); Guararapes (20 km);
Luclia (60 km); Rubicea (13 km) e Valparaso (11
km). A distncia Capital do Estado , por rodovia 601
km e por ferrovia (EFNOB at Bauru 333 km e CPEF-
-EFSJ - Bauru a So Paulo - 402 km) 735 km. H,
dentro do municpio de Bento de Abreu 118 km de es-
tradas de rodagem .
COMRCIO E BANCOS - O comrcio de Bento de
Abreu tem como centro econmico a cidade de Araatuba,
com a qual faz maior parte de seu comrcio e em seguida
Valparaso e a Capital do Estado. Tem, ao todo, 34
estabelecimentos comerciais. H na cidade uma agn-
cia da Caixa Econmica Estadual ( 165 depositantes
- CrS 200 000,00 de depsitos) .
ASPECTOS URBANOS - A sede municipal tem suas
ruas bem alinhadas, com iluminao pblica, prdios de
alvenaria, com iluminao eltrica domiciliar ( 160 ligaes)
e servio telefnico (19 aparelhos). H uma penso e um
cinema. servido pelo telgrafo da E. F. Noroeste do
Brasil.
ASSIST:fl:NCIA MDICO-SANITRIA - A populao
de Bento de Abreu assistida no setor mdico-sanitrio por
1 mdico, 1 dentista e 4 farmacuticos ( 4 farmcias).. H
em funcionamento 1 psto de assistncia mdico-sanitria
(pblico).
ALFABETIZAO- O Recenseamento de 1950 acusou,
dentre a populao de 5 anos e mais ento existente -
6 165 habitantes, 2 162 habitantes ou 35% sabiam ler e
escrever.
Igreja Matriz
Vista Parcial
ENSINO - O ensino primano fundamental ministrado
no municpio por 12 unidades, das quais 1 grupo escolar
com 8 classes.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - O municpio
possui duas bibliotecas gerais (uma delas da Prefeitura
Municipal, com mais de 600 publicaes) .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$1 DESPESA
"-EALIZADA
ANOS
Muni,;ipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria !Cr$)
1950 ...... - 356 878 576 192 265 673 576 192
1951 ..... - 939 049 577 824 281 241 429 684
1952 .... - 1 045 940 676 133 278 515 446 559
1953 .... - 1 025 132 927 877 269 289 1 280 535
1954 .... 1 838 018 1 640 580 437 750 1 557 536
1955 . .. . . . . 2 985 017 1 879 293 459 035 1 919 103
1956. (1) ... - 1 216 800 1 216 800
!1) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Havia, em
1955, 1362 eleitores inscritos e o nmero de vereadores
da Cmara Municipal 11. O Prefeito o Sr. Miguel
Vieira.
Busto de Bento de Abreu
(Autoria do histrico - Jorge Ferreira dos Santos; Redao
final - Luiz Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. -
Jorge Ferreira dos Santos.)
BERNARDINO DE CAMPOS - SP
Mapa Municipal na pg. 417 do 11.
0
Vol.
HISTRICO - A primeira penetrao no municpio foi
feita em 1879, data em que uma caravana, chefiada por
Manoel Joaquim de Lemos, residente em Avar, chegou
ao lugar para escolher terras, 250 alqueires, para se esta-
belecer. Em 1886 verificou-se nova penetrao, j com
elementos no de Avar, mas originrios de diversos pontos
do Estado. Dois anos depois, em 1888, os mesmos possei-
ros voltaram ao lugar escolhido, onde se fixaram, edifi-
cando moradias, cercando terras, preparando lavouras,
dando como, enfim, colonizao e formando em seu
centro o povoado. Quando a Estrada de Ferro Sorocabana
colocou seus trilhos na regio, ento Municpio de Botucatu,
a povoao que distava 3 quilmetros da estao, deslo-
cou-se para junto desta, recebendo, ento, o nome de Fi-
gueira, devido existncia de enorme rvore dsse nome
nas proximidades da linha frrea . Aos poucos, a povoao
foi crescendo mudando sua denominao para Bernardino
de Campos e aos 6 de dezembro de 1917 foi elevada a
distrito de Paz, pela Lei n.
0
1570, ao muni-
cpio de Santa Cruz do Rio Pardo. A Lei estadual
n.
0
1929, de 9 de outubro de 1923, criou o Municipio de
Bernardino de Campos, com territrio desmembrado de
Santa Cruz do Rio Pardo, a cuja comarca continuou a
pertencer.
LOCALIZAO - Bernardino de Campos est localizado
entre as vertentes dos rios Pardo e Paranapanema e a
cidade est situada num planalto. As coordenadas geo-
grficas desta so: 23 00' 36" latitude sul e 49 28' 44"
longitude W. Gr., distando 298 km, em linha reta, da
Capital do Estado.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
ALTITUDE - 675 metros (sede municipal).
CLIMA - Acha-se Bernardino de Campos situado em re-
gio de clima quente, de inverno sco, com temperatura
mdia anual entre 20 e 21 C.
REA - 239 km
2

POPULAO - O Recenseamento de 1950 registrou
9 539 habitantes para todo o municpio (4 781 homens e
4 758 mulheres), dos quais 5 446 habitantes ou 57% na
zona rural. O D.E.E. estimou populao, para 1954, em
10 139 habitantes, dos quais 5 789 no quadro rural.
AGLOMERAES URBANAS - A nica aglomerao
urbana que se encontra no municpio a cidade de Ber-
nardino de Campos, com 4 093 habitantes, apurados pelo
Recenseamento de 1950. Segundo estimativa do D. E. E.,
em 1954 a cidade contava com 4 350 habitantes.
ATIVIDADES _,. A atividade funda-
mental economia do municpio produo agropecuria.
H no municpio 324 propriedades agrcolas (3 com mais
de 1 000 hectares de rea) . A lavoura se dedica poli-
cultura, sobressaindo a produo do caf, da alfafa, da
banana, do arroz, do milho e do feijo.
O municpio conta com mais de 4 milhes de cafeeiros,
que produziram, em 1956, 1800 toneladas de caf em gro,
no valor de 22,5 milhes de cruzeiros. Outro produto que
tem significao econmica a alfafa, da qual, em 1956,
foram produzidas 1 600 toneladas, avaliadas em mais de 3
milhes "de cruzeiros. A pecuri representada por 15 000
sunos e 1000 bovinos, stes produzindo 1/4 de milho de
litros de leite . Dos produtos agropecurios do municpio,
o caf e a alfafa so exportados e os restantes so consu-
midos no prprio municpio. A parte industrial do muni-
cpio conta com 6 estabelecimentO que ocupam mais de 5
pessoas (a indstria de mveis de madeira produziu, em
1956, mais de 1 milho de cruzeiros), ocupa 120 operrios
e consome, em mdia, 10 000 kWh de energia eltrica por
ms.
MEIOS DE TRANSPORTE- Bernardino de Campos
servido pela Estrada de Ferro Sorocabana que o pe em
comunicao com os seguintes municpios vizi.nhos: lpauu
(20 km); Piraju (50 km) e Santa Cruz do Rio Pardo
(24 km). Os municpios limtrofes esto ligados por estra-
das de rodagem como segue: lpauu, 16 km; Oleo, via '
Manduri (28 km); Piraju (20 km) e Santa Cruz do Rio
Pardo ( 30 km) . Trafegam diriamente, no municpio 45
trens e 750 veculos rodovirios e servem-no 4 linhas inter-
municipais de nibus. A comunicao com a Capital do
Estado se faz por rodovia ( 388 km) ou por ferrovia
(451 km).
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes principalmente com Ourinhos e So Paulo,
sendo composto de 130 estabelecimentos, dos quais 7 ata-
cadistas. Quanto atividade, 89 se dedicam ao comrcio
de gneros alimentcios, 12 ao comrcio de louas e ferra-
gens e 22 ao comrcio de fazendas, armarinhos e calados.
O crdito representado por duas agncias bancrias e uma
agncia da Caixa Econmica Estadual ( 1 700 depositantes
- 9,5 milhes de cruzeiros de depsitos) .
ASPECTOS URBANOS - A cidade de Bernardino de
Campos de aspecto agradvel, ruas bem alinhadas, 39
logradouros pblicos, todos iluminados eletricamente ( con-
sumo mensal mdio 15 000 kWh), 21 dles calados a
paraleleppedos, 8 arborizados e trs praaa arborizadas e
ajardinadas. Seus 1 682 prdios so de alvenaria, dos
quais 1100 servidos por energia eltrica, servidos de
gua encanada e 108 aparelhos telefnicos instalados. H
2 hotis (diria Cr$ 150,00) e 3 P.enses para atender a
parte de hospedagem e h, tambm, um cinema.
MDICO-SANITRIA - Na parte de
assistncia mdico-sanitria, Bernardino de Campos ser-
vida por um hospital geral ( 35 leitos) e um asilo para a
velhice desamparada (25 leitos), 4 mdicos, 5 dentistas e
4 farmacuticos ( 4 farmcias), alm de um psto mdico
e 1 psto de puericultura (publicas) .
ALFABETIZAO- O Recenseamento de 1950 acusou
populao de 5 anos e mais igual a 7 965 habitantes, dos
quais 4 790 (60%) sabem ler e escrever.
ENSINO - H, no municpio, 12 unidades que minis-
tram ensino primrio fundamental, das quais 1 grupo
escolar e as restantes escolas isoladas rurais. O ensino
secundrio atendido por um ginsio. H, ainda, 2 cursos
de educao de adultos e dois cursos livres de corte e cos-
tura funcionando na sede.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total Tributria (Cr$)
1950 ....... 844 533 2 843 991 I 945 041 841 381 1 838 870
1951 ....... I 038 159 2 800 406 I 737 570 1 137 296 1 463 557
1952 ....... 835 311 2 474 547 2 604 686 1 274 688 2 914 028
1953 ....... I 077 179 2 426 720 2 780 111 I 582 227 2 634 973
1954 ....... I 0.43 115 4 035 628 3 730 599 974 413 2 526 532
1955 ....... I 261 220 6 496 405 5 582 336 I 783 950 2 259 993
1956 (1) ... . . . ... 2 600 OCJO . .. 2 600 000
(I) Oramento.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - O municpio
contava, em 1955, com 3 017 eleitores e sua Cmara Muni-
cipal tem 11 vereadores. O Prefeito o Sr. Alcides Ba-
gola.
(Autoria do histrico - Joo de Oliveira; Redao final - Luiz
Gonzaga Macedo; Fonte dos dados - A. M. E. - Luiz Rodrigues
Ramos.)
BILAC- SP
Mapa Municipal na pg. 219 do 12.0 Vol.
HISTORICO - Bilac, antiga povoao no Municpio e
Comarca de Penpolis, situa-se em terras da gleba outrora
pertencente "Brazil Plantation Sindical" .
Em 1917, com o loteamento das terras, numerosas
famlias, entre as quais as dos senhores Fernando Rodri-
gues, Francisco Lopes Rodrigues, Jos Gonalves, Hicoiti
Y oskiy e outros que aqui chegaram, fixando-se na locali-
dade denominada, pelos engenheiros da poca, "Crrego
da Colnia", Mais tarde, um grupo de japonses adquiriu
da "Brazil Plantation o terreno onde surgiria
a futura cidade. terreno foi vendido Sociedade
Vila Conceio, composta dos senhores Osvaldo Martins,
Sakae. Sato, Shoe Anzai e Toshio Yoshiy, a qual dividiu-a
em lotes, surgindo logo a primeira construo, uma tsca
casa de. madeira, pertencente ao Joo Neri.
A 10 de fevereiro de 1923, dado o rpido desenvolvi-
mento do povoado, a Cmara Municipal de Birigui, votou,
favorvelmente, pela criao de uma vila, a qual recebeu
o nome de Vila Nossa Senhora da Conceio, em home-
nagem padroeira do arraial. O progresso da Vila Nossa
Senhora da Conceio logo se fz sentir, com a criao,
a 28 de abril de 1928, do Cemitrio Pblico, tornando-se
Vista Area da Cidade
a 4 de fevereiro de 1930, Distrito Policial. A localidade
continuou desenvolvendo-se e dez anos aps sua elevao
a Vila, ou seja, a 18 de agsto de 1933 elevada a Distrito
de Paz, porm, com a denominao de Nipolndia, sendo
nesse mesmo ano instalado o Cartrio de Paz. No setor
religioso, Nipolndia elevada, a 1.
0
de novembro de 1936
categoria de Parquia, por decreto de Sua Excelncia
D. Henrique Fernando Cezar Mouro, Bispo da Diocese
de Cafelndia, sendo seu primeiro vigrio o Padre Jos
Piedade Bayon. A 30 de novembro de 1938, por fra
do decreto, de n.
0
9 775, em homenagem ao grande poeta
patrcio Olavo Brs Martins dos Guimares Bilac, o Dis-
trito de Nipolndia passa a denominar-se Bilac. Em 1943,
uma comisso constituda pelos senhores Dr. Luiz Gomes
Rodrigues, Coriolano Pompeu Filho, Nabor Pontes, Victor
Garcia, Joo Pelizaro, vigrio Jos Piedade Bayon e
Nelson Urbano Cursino, apresentaram um memorial ao
Dr. Fernando Costa, Interventor Federal em So Paulo,
relatando a esplndida situao agrcola, demogrfica e
econmica do Distrito, manifestando, tambm, o desgsto
da populao local, pelo pouco intersse que dispensava a
Bilac, entravando destarte sua marcha progressista. O
objetivo principal dsse memorial era a criao do Muni-
cpio, o qual foi alcanado, quando pelo Decreto-lei
n.
0
14 334, de 30 de novembro de 1944, o Distrito de Bilac,
foi elevado categoria de Municpio, e instalado a 1.
0
de
janeiro de 1945 com os distritos de paz de Bilac e Piacatu.
Pela Lei n.
0
233, de 24 de dezembro de 1948 foi
incorporado o distrito de paz de Gabriel Monteiro. Em
1953, Piacatu foi desanexado do Municpio de Bilac, pela
Lei n.
0
2 456 de 30 de dezembro, passando a constituir-se
Municpio.
Desde sua elevao a Municpio, Bilac passou por
inmeras transformaes at chegar ao seu progresso atual.
LOCALIZAO - A sede do municpio est distante da
Capital do Estado, em linha reta 463 km; situada na zona
fisiogrfica de Marlia . As coordenadas geogrficas da
sede municipal so: 21 25' de latitude sul e 50 28' de
longitude W. Gr .
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
Matriz N. S.
0
da Conceio
ALTITUDE - 594 metros.
CLIMA - Quente com inverno sco. Temperatura do
ms mais quente, maior que 22C e do ms mais frio,
menor que 18C. Mdia das mximas 35, mdia das m-
nimas 12 e da compensada 27.
AREA - 285 km
2

POPULAO - O Censo de 1950 acusou como popula-
o total do Municpio: 23 160 habitantes (12 258 homens
e 10 902 mulheres) dos quais 86% ou seja 19 846 habi-
tantes na zona rural. De acrdo com a estimativa do D.E.E.
(1.
0
-VII-1954) 15292 habitantes (972 na zona urbana,
1216 na suburbana e 13 104 na rural).
AGLOMERAOES URBANAS - H 3 aglomeraes
urbanas: a da sede com 9 563 habitantes; Gabriel Monte1ro
4 823 e Piacatu 8 774, ainda pelo Censo de 1950.
Grupo Escolar "Gol. Lima Figueiredo"
ATIVIDADES ECONMICAS - A agricultura e a
pecuria constituem a base da economia c;lo municpio em
1956, o volume e o valor dos 5 principais produtos eram
os seguintes:
PRODUTO UNIDADE VOLUME
VALOR
(Cr$)
Algadio em pluma ..... ' ... Tonelada 4 200 130 200 ooo.oo
beneficiado ............ ArrOba 200 000 84 000 000,00
Oleo de caroo de alv;adio ... Tonelada 3 800 64 000 000,00
Algadio em caroo .......... ArrOba 150 000 18 000 000,00
MOveis de madeira., ........ P<"as 28 000 14 900 000,00
:ltstes produtos so destinados a Santos, Birigui e
Araatuba, seus principais centros consumidores. H no
municpio 4 industriais 2 fbricas de m-
quinas para beneficiar caf e arroz, 1 de cilindros para
massas e 1 de refrigerantes. Existe aproximadamente, 80
operrios industriais no municpio. A rea de matas na-
turais calculada em 200 ha, enquanto que a de matas
formadas (eucaliptos) de 40 ha. A exportao de gado
pequena, os principais centros consumidores so Araa-
tuba e Birigui.
Jardim Pblico
MEIOS DE TRANSPORTE- :S: por meio de rodovias
que o municpio de Bilac mantm comunicao com as
cidades vizinhas e a Capital Estadual: 1 - Coroados: ro-
dovia, via Birigui (33 km) ou misto: a) rodovia (23 km)
at Birigui e b) ferrovia EFNOB (10 km) - 2- Tup:
rodovia, via Rinpolis (85 km) ou rodovia, via Clemen-
tina (78 km) - 3 - Rinpolis: rodovia, via Piacatu
( 4 7 km) - 4 - Oswaldo Cruz: rodovia, via Rinpolis
( 61 km) - 5 - Guararapes: rodovia, via Birigui e Araa-
tba (68 km) ou misto: a) rodovia (23 km) at Birigui
e b) ferrovia EFNOB (49 km) - 6- Araatuba: rodo-
via, via Birigui (44 km) ou rodovia (27 km) ou misto:
a) rodovia (23 km) .at Birigui e b) ferrovia EFNOB
(20 km) :..__ 7 - Birigui: rodovia (23 km). - Capital
Estadual: rodovia, via Birigui, So Manuel e Itu (584 km)
ou misto: a) rodovia ( 23 km) at Birigui e b) ferrovia:
EFNOB (261 km) at Bauru e EFS (425 km) ou CPEF
em trfego mtuo com a EFSJ ( 402 km) ou. misto:
a) rodovia (23 km) at Birigui e b) areo (450 km).
Na sede municipal h um trfego dirio de 400 auto-
e caminhes; 28 automveis e 124 caminhes re-
gistrados na Prefeitura Municipal.
E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes comerciais com as cidades de Araatuba e Biri-
gui. H 7 estabelecimentos atacadistas. Com exceo dos
produtos agrcolas produzidos no municpio, todos os de-
mais artigos so importados. O comrcio varejista se dis-
tribui, principalmente, nos seguintes ramos de atividade:
Gneros alimentcios 85; Fazendas e armarinhos 8; Outras
atividades 22.
H 3 agncias bancrias situadas no municpio: Banco
Brasileiro de Descontos S/ A; Banco Brasil de So
Paulo S/ A; e Banco Amrica do Sul S/ A.
Uma agncia da Caixa Econmica Estadual com 180
cadernetas e depsito de Cr$ 365 909,70 em 31-XII-1955.
ASPECTOS URBANOS - O municpio servido de ener-
gia eltrica fornecida pela Cia. Paulista de Fra e Luz;
a sede municipal possui iluminao pblica e 450 ligaes
eltricas. domiciliares; 44 aparelhos telefnicos instalados
pela Cia. Telefnica de Rio Prto; Agncia do Correio; 1
hotel com diria mdia de Cr$ 120,00; 2 penses e 1
cinema.
ASSIST1tNCIA MDICO-SANITRIA - Prestam ser-
vios assistenciais populao de Bilac: 1 Psto de Assis-
tncia Mdico-Sanitria e 1 de Puericultura; 3 mdicos;
5 dentistas e 3 farmcias.
ALFABETIZAO - 39% da populao presente, de 5
anos e mais ( 7 332 habitantes) sabem ler e escrever, con-
forme se apurou no Censo de 1950.
ENSINO - O ensino primrio do municpio de Bilac
ministrado em 2 grupos escolares, 5 escolas estaduais, 26
escolas rurais e funciona tambm 1 curso de alfabetizao
de adultos. Na sede municipal est localizado o grupo
escolar "General Lima Figueiredo" e o ginsio estadual de
Bilac; em Gabriel Monteiro, o grupo escolar do Patrim-
nio de Nova O linda.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS - Em Bilac existe
2 bibliotecas: Biblioteca do Ginsio Estadual de Bilac,
com 200 volumes e Biblioteca do Grupo Escolar "General
Lima de Figueiredo" com 260 volumes (ambas particulares
e 2 livrarias) .
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Estadual
Total TributAria .CCr$\
1!150 ....... - 2 304 145 93!1 632 594 332 1 259 987
1!151 ....... - 3 406 586 1 112 800 621 091 I 048 861
1952 ....... - 4 614 514 2 018 372 I 113 243 2 246 250
1953 ....... 365 993 6 321 596 2 916 171 I 906 850 2 275 040
1954 ....... 767 570 7 093 810 2 323 691 962 784 1 623 827
1955 ....... 909 050 10 501 887 2 993 255 I 235 028 3 523 45
1956 (I L .. ... . . . 2 340 550 .. 2 340 550
(I) Orament<>.
MANIFESTAES FOLCLRICAS - Comemoram-se
condignamente tdas as festas cvicas e religiosas, mere-
10-24270
Ginsio Estadual
cendo destaque a de So Pec:lro, no distrito de Gabriel
Monteiro, a qual atrai visitantes de todos os municpios
circunvizinhos, principalmente no ltimo dia, na queima
de fogos de artifcio, que segundo opinio geral a mais
bela demonstrao de arte pirotcnica de tda a regio.
OUTROS ASPECTOS DO MUNICPIO - Em outubro
de 1955, o municpio contava com 13 vereadores em exer-
ccio e 2 529 eleitores inscritos. A denominao local dos
habitantes "bilaquenses". O Prefeito o Sr. Manoel Mar-
atto.
(Autoria do histrico - Tolentino Ayrton Pizzo; Redao final
Maria de Deus Lucena Silva; Fonte dos dados - A. M. E. -
Tolentino Ayrton Pizza . )
BIRIGUI- SP
Mapa Municipal na pg. 197 do 12.
0
Vol.
HISTORICO - Residia o Senhor Nicolau da Silva Nunes
em Sales de Oliveira, na Mogiana, onde, graas a muito
trabalho e muita economia, conseguiu algum capital. Es-
prito observador, notou que era grande a vontade de traba-
lhadores rurais, que possuam alguma economia, em
adquirir pequenas propriedades agrcolas a fim de que
pudessem aplicar, com mais proveito, a sua atividade. Foi
quando o Senhor Nunes deparou, no "Estado de So Paulo",
com um artigo do almirante Jos Carlos de Carvalho, em
que descrevia o que era a zona Noroeste. Imediatamente
embarcou e foi, em companhia do Senhor Manoel Bento
da Cruz, visitar a zona. Entusiasmou-se . Do mesmo
Senhor Manoel Bento da Cruz, adquiriu 400 (quatrocentos)
alqueires de terras ao preo de 25$000 (vinte cinco mil
ris) o alqueire, no quilmetro onde a Noroeste possua
apenas uma chave e onde hoje se ergue, a cidade de Birigui.
Voltou ento para Sales de Oliveira e iniciou intensa
propaganda das terras, conseguindo logo elevado nmero
Vista Area Parcial da Cidade
de compradores de lotes, para o que tambm fra incum-
bido por Manoel Bento da C'ruz e pelo Doutor James
Mllor.
Algum tempo depois voltou o Senhor Nunes zona
Noroeste em companhia de dezessete novos compradores
de lotes e grande foi seu trabalho com sses seus compa-
nheiros, receiosos todos de se transferirem para uma zona
completamente sem recursos e ainda habitada pelos ndios
Coroados, chegando mesmo a desmanchar rastros dstes
'
adiantando-se um pouco daqueles quando lhes ia mostrar
as terras. Co!lseguiu, afinal, vender muitos lotes, porm
com a condio de tambm residir na zona. E os trs
primeiros meses foram passados, pelos desbravadores de
sertes, em dois vages de carga, cedidos, a pedido do pro-
prietrio das terras, pela Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil.
"A fundao de Birigui data do dia 7 de dezembro
de 1911. Nessa memorvel data, algumas famlias vieram
se estabelecer, escolhendo Santo Ambrsio, Arcebispo de
Milo, cuja festa se celebra no dia 7 de dezembro, para
padroeiro da cidade . A primeira casa construda, de barro,
hoje demolida, foi a de Nicolau Nunes. Ficava na con-
fluncia da Avenida Tiet (hoje Silvares), com a Rua dos
Fundadores. Em 24 de outubro de 1915, uma comisso
formada por Nicolau da Silva Nunes, Luiz Stbile e Gentil
Coelho encarregou-se da construo de uma capela em
terreno doado por Nicolau da Silva Nunes, a qual pde
receber a primeira visita pastoral de D. Lcio Antunes de
Sousa, Bispo de Botucatu. Foi encarregado da capela,
Frei Segismundo Valentim de Canazei, cuja posse se deu
em 18 de agsto de 1917. Em 7 de dezembro de 1920,
Frei Domingos Riece, auxiliado pela comisso conseguiu
benzer a primeira pedra da atual matriz. No dia 6 de
maro de i922, foi inaugurada a nova igreja, construda
independente da antiga capela de Santo Ambrsio e mu-
dado o ttulo para o de Imaculada Conceio( matriz
atual".
A 10 de novembro de 1914, pela Lei n.
0
1426, era
a pequena povoao elevada a distrito de paz de Penpolis
e, no i ~ 30 de abril de 1915, na casa citada, teve lugar a
instalao do distrito. Ainda na mesma casa foi celebrada
a primeira missa.
1116
Manoel Bento da Cruz, possua naquele tempo, crca
de 30 000 alqueires de terras. Associando-se com a Com-
panhia de Terras, Madeiras e Colonizao de So Paulo,
foi o grande latifndio dividido em pequenas propriedades,
por isso que o Municpio de Birigui atualmente consi-
derado um dos mais retalhados do Brasil. Muito inteligente
foi o mtodo de propaganda da Cia. de Terras, que, por
meio de reclames redigidos nas lnguas portugusa, italiana
e castelhana, distribudos em profuso, por todo nosso Es-
tado, conseguiu obter resultados admirveis, comeando a
afluir, ento, para o nosso centro e de tda parte, grande
nmero de compradores, em pouco tornando o Municpio
de Birigui o parque agrcola que hoje orgulho de todos
que nle mourejam. A Cia. de Terras, Madeiras e Colo-
nizao foi, por largo espao, dirigida pelo Senhor Roberto
Clark.
No dia 8 (oito) de dezembro de 1921 foi Birigui
elevada a Municpio pela Lei n.
0
1911, dando-se sua insta-
lao a 19 (dezenove) de fevereiro de 1922. No ms
seguinte, isto , aos 2 (dois) de maro, reuniu-se, pela pri-
meira vez, a sua Cmara Municipal, que estava assim cons-
tituda: Edgard Ajax dos Reis, Presidente; Manoel Lino
Filho, Vice-Presidente; Archibaldo Clark, Prefeito; Osrio
Hilrio Pontes, Vice-Prefeito; Baslio Troncoso e Antnio
Azevedo Marques, Vereadores.
Finalmente, pelo Decreto n.
0
6 44 7, de 19 (dezenove)
de maio de 1934, foi criada a Comarca de Birigui, cujo
territrio foi desmembrado da Comarca de Penpolis, fi-
cando ela constituda pelos Municpios de Birigui e Coroa-
dos, hoje Birigui, Bilac, Clementina, Coroados e Piacatu.
O Municpio de Birigui consta, atualmente, de um
nico Distrito de Paz e dois subdistritos.
Em 3-X-1955, contava o municpio com 8 699 elei-
tores inscritos e 17 vereadores em exerccio.
A denominao local dos habitantes do municpio
"biriguienses" .
LOCALIZAO - A sede do Municpio de Birigui est
situada a 459 km, em linha reta, da Capital do Estado, no
traado da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil na zona
fisogrfica de Marlia; suas coordenadas geogrficas so
as seguintes: 21 17' de latitude sul e 50 20' de longi-
tude W. Gr.
Posio do Municpio em relao ao Estado e sua Capital.
Igreja Matriz
ALTITUDE - 390 metros.
CLIMA - Quente com invernos secos.
AREA - 542 km
2

POPULAO - Censo de 1950 - populao total do
Municpio 31018 habitantes (15 901 homens e 15 117 nm-
lheres), sendo que 59% dessa populao se localiza na
zona rural.
Estimativa para 1954 (D. E. E. S. P. ) - Populao
total 32 970 habitantes, sendo 19 630 na zona rural.
AGLOMERAES URBANAS - O Municpio de Biri-
gui conta com apenas um centro urbano, o da sede Muni-
cipal, com 12 550 habitantes, (6 187 homens e . 6 363
mulheres).
ATIVIDADES ECONMICAS - As atividades funda-
mentais economia do Municpio so: a indstria, princi-
palmente de produtos alimentcios, e a agricultura . Em
1956, o volume e o valor dos cinco principais produtos da
regio foram os seguintes:
PRODUTO UNIDADE VOLUME VALOR
(Cr$)
a f ~ .............. .. . . .... ArrOba 280 000 147 000 000
Milho .................. ... Saco 60 kg 214 700 49 381 000
Frijio ............... .... ... Saco 60 kg 18 830 16 470 000
Algodio ............... . . . . . . ArrOba 79 600 lO 766 000
Arroz ...... . ......... .... ' Saco 60 kg 7 350 3 675 000
Os principais centros consumidores dos produtos agr-
colas do Municpio so a Capital do Estado e Bauru.
A atividade pecuria tambm desenvolvida no Mu-
nicpio; o nmero de cabeas de gado existentes em 1954,
era o seguinte:
bovinos
sunos
muar ............. .
eqino
caprino
25000
30000
6000
5000
1500
O Municpio exporta pequena quantidade de gado
para as cidades vizinhas .
A rea de matas (naturais e formadas) aproxima-
damente, de 19 000 hectares.
Como riqueza natural, encontramos na regio a areia
grossa para construo, que extrada do leito do rio
Tiet, limite norte de Birigui.
As principais indstrias existentes so as de benefcio
de algodo e de caf; h no Municpio crca de 460 oper-
rios industriais.
O consumo mdio mensal de energia eltrica, como
fra motriz, de 5 700 kWh, aproximadamente.
MEIOS DE TRANSPORTE - Birigui servido por uma
ferrovia, Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, com 20
trens em trfego diriamente; 1 rodovia estadual, So
Paulo - MEtto Grosso; e 5 rodovias municipais. Comuni-
cao com as cidades vizinhas e a Capital do Estado:
Monte Aprazvel - rodovia via Turiba, 96 km; Coroados
-rodovia, 10 km; E.F .N .O.B. 10 km; Bilac- rodovia,
23 km; Araatuba - rodovia, 21 km; E.F.N.O.B.
20 km. Capital Estadual - rodovia, via Lins, So Manuel
e I tu, 561 km; areo, 450 km; ou ferrovia, E. F. N. O. B.
at Bauru 261 km, e C.P. E. F. em trfego mtuo com a
E.F .S.J ., 402 km, ou E.F .S. 425 km. O Municpio
possui um campo de pouso, e servido pela linha area
Cruzeiro do Sul S/ A e por servio local de txi-areo.
COMRCIO E BANCOS - O comrcio local mantm
transaes com as seguintes praas: So Paulo, Araatuba,
Lins, Promisso, Andradina, Mirandpolis, Valparaso,
Guararapes, Bilac, Coroados, Clementina, Piacatu, Glicrio,
Brana e Penpolis. H no Municpio 241 estabelecimen-
tos comerciais, 25 industriais, 9 agncias bancrias e 1
agncia da Caixa Econmica Estadual com 2 364 cader-
netas em circulao e depsitos no valor de CrS 8 783 795,20
(em 31-XII-55) .
ASPECTOS URBANOS. - Em Birigui existem 20 ruas e
2 praas, caladas com paraleleppedos; 400 prdios servi-
dos por rde de esgto; 1140 domiclios abastecidos de
gua encanada; iluminao pblica e 3 023 ligaes el-
tricas domiciliares, sendo o consumo mdio mensal de
energia eltrica para iluminao pblica de 1 000 kWh e
para iluminao particular 10 000 kWh, aproximadamente,
fornecida pela Cia. Paulista de Fra e Luz.
O Municpio servido pela Cia. Telefnica Rio Prto,
e conta com 596 aparelhos telefnicos instalados; correio e
telgrafos; 10 penses; 3 hotis, com uma diria mdia de
CrS 120,00; e 1 cinema.
O nmero de veculos registrados na Prefeitura Muni-
cipal de 147 automveis e 226 caminhes.
11/.7
S S I S T ~ N C I MDICO-SANITRIA - O Municpio
possui 1 Santa Casa de Misericrdia com 130 leitos; 1
Sanatrio, "Felcio Luchini", para dbeis mentais, com 130
leitos; 1 Casa de Sade com 10 leitos; 1 Creche, 1 Centro
de Sade e Psto de Puericultura, e as seguintes institui-
es de caridade: "Lar Jos Maria Lisboa" para rfos me-
nores, com 75 leitos e "Lar da Velhice e dos Desampara-
dos" para desvalidos, com 60 leitos, mantidos pelo Centro
Esprita Amor e Caridade; e o "Lar Nossa Senhora das
Graas" para rfos e desvalidos, com 100 leitos, mantido
pela Conferncia Vicentina Imaculada Conceio.
H no Municpio 14 farmcias, 13 mdicos, 12 dentis-
tas e 15 farmacuticos.
ALFABETIZAO - Do total da populao presente,
25 804 habitantes, de 5 anos e mais, 56% sabem ler e
escrever.
ENSINO - H no Municpio 57 unidades escolares de
ensino primrio fundamental comum. Ensino secundrio:
Instituto Noroeste, com os cursos Ginasial, Colegial, Nor-
mal, Comercial e Datilografia; Ginsio Estadual; Ginsio
do Educandrio Corao de Maria . Ensino Profissional:
Escola Artezanal de Birigui, Escola de Corte e Costura do
SESI e curso de Aviao Civil do Aeroclube de Birigui.
OUTROS ASPECTOS CULTURAIS- Existe no Muni-
cpio a "Biblioteca Pblica Nilo Peanha", inaugurada em
1922, mantida pela Loja Manica "Paz e Progresso", que
conta hoje com crca de 4 200 volumes; 1 radioemissora;
2 jornais semanrios, sendo um noticirio-religioso e outro
noticioso e de publicidade em geral; 3 tipografias e 5
livrarias.
FINANAS PBLICAS
RECEITA ARRECADADA (Cr$) DESPESA
REALIZADA
ANOS
Municipal
NO
MUNICIPIO
Federal Eotadual
Total Tributria (Cr$)
1950 ....... 5 193 493 7 699 649 4 434 113 2 575 935 4 430 802 '
1951. ...... 6 885 513 16 558 950 5 538 097 3 521 112 5 869 638
1952 ....... 7 265 434 21 429 402 9 106 647 4 919 975 8 763 016
1953 ....... 8 130 044 15 854 215 11 321 403 4 880 795 9 856 933
1954 ....... 11 629 132 23 469 944 21 960 256 5 143 552 21 566 871
1955 ....... 12 505 837 27 268 116 16 526 354 4 919 295 15 694 740
1956 (1) ... ... . .. 10 482 000 . .. 10 482 000
(1) Oramento.
MANIFESTAES FOLCLRICAS E EFEMRIDES
- O principal festejo popular o da comemorao da fun-
dao do Municpio, que se realiza no dia 8 de dezembro,
por ser feriado religioso, embora o Municpio tenha sido
criado no dia 7 de dezembro. Os festejos compem-se de
alvorada executada pela corporao da Banda de Msica
local; seguem-se desfile escolar, e sesso solene da Cmara
Municipal, encerrando-se geralmente com competies es-
portivas, tarde. Os dias 7 de setembro e 15 de novembro
so tambm comemorados com alvorada, desfile escolar e
discursos em palanques armados na praa principal da
cidade. O Prefeito o Sr. Sebastio de Souza Bueno.
(Autoria do histrico - Francisco Galeotti; Redao final
M. Apparecida O. R: Pereira; Fonte dos dados - A. M. E. - Alberto
Ferreira Lima. )
f/1-8
BOA ESPERANA DO SUL - SP
Mapa Municipal na pg. 339 do 12.
0
Vol.
HISTRICO - Os primeiros albores da histria desta
regio, que hoje se constitui no Municpio de Boa Espe-
rana do Sul e da Parquia de So Sebastio da Boa Espe-
ran;a do Sul, so encontrados nos relatos do 2.
0
Livro do
Tombo da Parquia de Ja, fls. 118 e seguintes, bem como
nos Livros do Tombo 1-A e 1-B da mesma Parquia de
Boa Esperana do Sul.
Prxima s margens do hoje chamado Ribeiro da
Boa Esperana, j havia, de tempos imemoriais, uma cape-
linha dedicada a So Sebastio, dependente da Parquia
de Brotas.
A pedido de Manoel Jorge de Marins, em requeri-
mento enviado ao Bispado de So Paulo, foi concedida,
pela Autoridade Eclesistica de So Paulo, a devida licena
para formao do Patrimnio da Capela. Tal, despacho
tem