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Lei 8112: Análise e Comentários

Este documento apresenta a equipe responsável pela elaboração de um trabalho sobre a Lei no 8.112/1990, que institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. A equipe é composta por vários servidores que tiveram papéis diferentes no processo, como a consolidação e revisão geral, coleta de normas, avaliação técnica das normas coletadas e atualização. O documento também fornece a lista de títulos da referida lei.
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Lei 8112: Análise e Comentários

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Ultima atualizao em: 1.12.

2010 10:07
!"# %& '())* +%,-./.
Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto
Secretaria de Recursos Humanos - SRH
Departamento de Normas e Procedimentos 1udiciais - DENOP
!"# %&''( )*+,-.-
EQUIPE RESPONSVEL PELA ELABORAO DO TRABALHO:
Consolidao e Reviso Geral:
- Valria Porto - Diretora de Normas e Procedimentos 1udiciais
- Danilo Ambrozio de Assis - Assessor da Coordenao-Geral de
Elaborao, Sistematizao e Aplicao das Normas
Coleta de normas:
- Clever Pereira Fialho
- Lillian Maria Goepfert
- Angela Cristina Barreto Ribeiro
- Leandro da Silva Souza
- Frederico Dias Vasconcelos
- 1onas Ramalho
- Maria Costa Meneses
- Emeruda Borges Santos
- Vera Lucia Caliman
Avaliao tcnica das normas coletadas:
- Otvio Corra Paes
- Rogrio Xavier Rocha
- Teomair Correia de Oliveira
- David Falco Pimentel
- Diego Soares Pereira
- Mara Cllia Brito Alves
- Mrcia Alves de Assis
- Daniela da Silva Peplau
Equipe de Atualizao: Diviso de Sistematizao e Difuso da Legislao -
DISLE/CGNOR/DENOP/SRH/MP
- Cleide Maria Pereira de Freitas
- Altair Barbosa de Almeida
- Angela Cristina Barreto Ribeiro
Os Ttulos IV (Do Regime Disciplinar) e V (Do Processo Administrativo
Disciplinar) foram elaborados pela Controladoria-Geral da Unio.
2
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LEI N 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990

Titulo I Das Disposies Preliminares .................................................................. 4
Titulo II - Do Provimento, Vacncia, Remoo, Redistribuio e Substituio ..... 5
Titulo III - Dos Direitos e Vantagens ..................................................................... 41
Titulo IV Do Regime Disciplinar ..................................................................... 117
Titulo V Do Processo Administrativo Disciplinar ............................................ 169
Titulo VI - Da Seguridade Social do Servidor .................................................... 229
Titulo VII - Capitulo Unico - Da Contratao Temporaria de Excepcional
Interesse Publico .................................................................................................. 263
Titulo VIII - Capitulo Unico - Das Disposies Gerais ....................................... 264
Titulo IX - Capitulo Unico - Das Disposies Transitorias e Finais ................... 265
3
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LEI N 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990
!"#$%& ( ) *+, *-,.&,-/01, 231%-4-5+31,
Captulo Unico
Art. 1
o
Esta Lei institui o Regime Juridico dos Servidores Publicos Civis da
Unio, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das Iundaes publicas
Iederais.
Art. 2
o
Para os eIeitos desta Lei, servidor e a pessoa legalmente investida em
cargo publico.
Art. 3
o
Cargo publico e o conjunto de atribuies e responsabilidades previstas na
estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
ParagraIo unico. Os cargos publicos, acessiveis a todos os brasileiros, so criados
por lei, com denominao propria e vencimento pago pelos coIres publicos, para
provimento em carater eIetivo ou em comisso.
> Legislaes Correlatas
Art. 37, inciso I, da CF/1988.
Art. 48, Inciso X, da CF/1988.
Art. 61, 1, inciso II, alinea 'a, da CF/1988.
Art. 84, inciso VI, alinea 'b, da CF/1988.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 133/2009, de 07 de agosto de 2009
! Desvio de Iuno, Iora de situaes emergenciais e transitorias, e
expressamente proibido pela Lei n 8.112/1990, e no gera direito ao
reenquadramento ou ao pagamento de diIerenas salariais.
Responsabilizao dos dirigentes que acometerem a servidores Iunes
estranhas as atribuies dos cargos que ocupam.
Nota Tecnica n 182/2009, de 20 de agosto de 2009
! Apurao de abandono de cargo publico. Reintegrao.
Enquadramento no Plano de Carreira dos Cargos Tecnico-
Administrativos em Educao, criado pela Lei n 11.091, de 12/2005.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo TCU 2632/2008
! Nos termos do art. 37, inciso V, da Constituio Federal, a Iuno
de conIiana deve ser exercida exclusivamente por ocupante de cargo
eIetivo, independentemente do orgo a cujo quadro ele se vincule, sendo
4
!"# %& '())* +%,-./.
destinada apenas as atribuies de direo, cheIia e assessoramento. 2.
ConIigura Iuga ao principio constitucional do concurso publico (art. 37,
inciso II, da CF) a requisio de servidor para exercer Iuno de
conIiana, seguida do desvirtuamento desse objetivo mediante a
atribuio ao requisitado de tareIas proprias de ocupante de cargo eIetivo
no orgo requisitante. 3. Em carater excepcional, dadas as circunstncias
especiais descritas nos recursos sob exame, admite-se que a
regularizao das situaes enquadradas no conceito Iirmado no item
anterior seja concluida em prazo razoavel. 4. O exercicio de atribuies
de ocupante de cargo eIetivo por prestadores de servios terceirizados
caracteriza desobedincia ao postulado basico do concurso publico (art.
37, inciso II, da CF), exigindo-se a pronta regularizao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - MS n 23034 / PA PARA. Rel. Min. Octavio Noronha, DJ de 20.2.1998.
! No e obstaculo a aplicao da pena de demisso, a circunstncia
de achar-se o servidor em gozo de licena especial. No amplo conceito
de "agente publico" (art. 2 da Lei n 8.429-92), compreende-se o titular
de cargo de provimento eIetivo. Pretenso de reexame da prova de Iatos
controvertidos, inconciliavel com o rito do mandado de segurana.
Art. 4
o
E proibida a prestao de servios gratuitos, salvo os casos previstos em
lei.
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@$?,#-#$-/=&
Captulo I
Do Provimento
Seo I
Disposies Gerais
Art. 5
o
So requisitos basicos para investidura em cargo publico:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos politicos;
III - a quitao com as obrigaes militares e eleitorais;
IV - o nivel de escolaridade exigido para o exercicio do cargo;
V - a idade minima de dezoito anos;
VI - aptido Iisica e mental.
1
o
As atribuies do cargo podem justiIicar a exigncia de outros requisitos
estabelecidos em lei.
2
o
As pessoas portadoras de deIicincia e assegurado o direito de se inscrever
em concurso publico para provimento de cargo cujas atribuies sejam compativeis com
5
!"# %& '())* +%,-./.
a deIicincia de que so portadoras; para tais pessoas sero reservadas ate 20 (vinte
por cento) das vagas oIerecidas no concurso.
3
o
As universidades e instituies de pesquisa cientiIica e tecnologica Iederais
podero prover seus cargos com proIessores, tecnicos e cientistas estrangeiros, de
acordo com as normas e os procedimentos desta Lei( (Incluido pela Lei n 9.515, de
20.11.97)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio n 252/2008-SRH
! NOMEAO DE ESTRANGEIRO PARA CARGO EM
COMISSO. '(...) em consonancia com a redao dada pela Emenda
Constitucional n 19/98 ao art. 37, I , da Constituio Federal de 1988,
os cargos, empregos e funes publicas so acessiveis aos estrangeiros
na forma da lei, ra:o pela qual no possui aplicabilidade imediata por
carecer de lei que discipline a materia.`
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/CONJUR/MTE/N 189/2009 -
! Visto em contrato de trabalho de estrangeiro. Investidura em
cargo publico municipal. Art. 37, I, da Constituio Federal. Norma
constitucional de eIicacia limitada. Ausncia de autorizao legal. Pela
inviabilidade juridica.
Art. 6
o
O provimento dos cargos publicos Iar-se-a mediante ato da autoridade
competente de cada Poder.
Art. 7
o
A investidura em cargo publico ocorrera com a posse.
> Legislaes Correlatas
Art. 37, II, da CF
Decreto n 4.734, de 11 de junho de 2003
Decreto n 83.840, de 14 de agosto de 1979
Decreto n 6.944, de 21 de agosto de 2009
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 904/2010, de 30 de setembro de 2010
! Provimento de cargo comissionado com eIeito retroativo.
Impossibilidade.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE n 143807 / SP - SO PAULO Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE,
DJ de 14.4.2000.
! Concurso publico: exigncia incontornavel para que o servidor
seja investido em cargo de carreira diversa. A vista da Constituio de
6
!"# %& '())* +%,-./.
1988, consolidou-se deIinitivamente no STF que - ressalvado
exclusivamente o provimento derivado mediante promoo - que
pressupe a integrao de ambos os cargos na mesma carreira -, so
inadmissiveis quaisquer outras Iormas de provimento do servidor
publico, independentemente de concurso publico, em cargo diverso
daquele do qual ja seja titular a qualquer titulo, precedido ou no a nova
investidura de processo interno de seleo ou habilitao: precedentes.
II. Direito constitucional intertemporal: caso de direito adquirido
inexistente. O provimento de cargo publico, quando antecedido de
qualquer modalidade de seleo ou habilitao dos candidatos, e um
procedimento, que so com o ato Iinal de nomeao ou equivalente gera
direito a posse; antes - ainda que Iindo o processo seletivo - o
provimento e a investidura so objeto, como e curial, de mera
expectativa de direito: por isso, Irustra-as de imediato a supervenincia
de norma constitucional que subordine a validade do provimento do
cargo a processo seletivo diverso, qual o concurso publico. No sendo o
provimento esperado um eIeito juridico, ainda que Iuturo, da seleo
Iinda sob o regime anterior, sequer sera necessario cogitar de
aplicabilidade imediata ou retroatividade minima da Constituio
vigente: esta simplesmente regera os pressupostos de validade do ato de
provimento a ser praticado na sua vigncia: tempus regit actum.
STF - Rcl n 6138 / PI - PIAUI , Rel. Min. CARMEN LUCIA, DJE de
18.6.2010
! RECLAMAO. TUTELA ANTECIPADA EM MANDADO
DE SEGURANA. NOMEAO DE CANDIDATA APROVADA EM
CONCURSO PUBLICO DENTRO DO NUMERO DE VAGAS.
DESCUMPRIMENTO DA DECISO PROFERIDA NA MEDIDA
CAUTELAR NA AO DECLARATORIA DE
CONSTITUCIONALIDADE N. 4/DF. INOCORRNCIA.
RECLAMAO IMPROCEDENTE. 1. O pedido de nomeao e posse
em cargo publico para o qual a candidata Iora aprovada em concurso
publico, dentro do numero de vagas, no se conIunde com o pagamento
de vencimentos, que e mera consequncia logica da investidura no
cargo para o qual concorreu. 2. As consequncias decorrentes do ato de
nomeao no evidenciam desrespeito a deciso proIerida nos autos da
Ao Declaratoria de Constitucionalidade n. 4/DF. Precedentes. 3.
Reclamao julgada improcedente, prejudicado o exame do agravo
regimental.
Art. 8
o
So Iormas de provimento de cargo publico:
I - nomeao;
II - promoo;
III - (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
IV - (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
V - readaptao;
VI - reverso;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegrao;
IX - reconduo.
7
!"# %& '())* +%,-./.
Seo II
Da Nomeao
Art. 9
o
A nomeao Iar-se-a:
I - em carater eIetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento eIetivo ou
de carreira;
II - em comisso, inclusive na condio de interino, para cargos de conIiana
vagos. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
ParagraIo unico. O servidor ocupante de cargo em comisso ou de natureza
especial podera ser nomeado para ter exercicio, interinamente, em outro cargo de
conIiana, sem prejuizo das atribuies do que atualmente ocupa, hipotese em que
devera optar pela remunerao de um deles durante o periodo da interinidade. (Redao
dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 10. A nomeao para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento
eIetivo depende de previa habilitao em concurso publico de provas ou de provas e
titulos, obedecidos a ordem de classiIicao e o prazo de sua validade.
ParagraIo unico. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do
servidor na carreira, mediante promoo, sero estabelecidos pela lei que Iixar as
diretrizes do sistema de carreira na Administrao Publica Federal e seus regulamentos.
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Decreto n 2.027, de 11 de outubro de 1996.
Decreto n 5.497, de 21 de julho de 2005.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Instruo Normativa n 2, de 7 de janeiro de 2010 - SECRETARIA DE GESTO
! Dispe sobre o controle de nomeao de no servidores de
carreira para cargos do Grupo-Direo e Assessoramento Superiores -
DAS, niveis de 1 a 4, no mbito da Administrao Publica Federal.
NOTA TECNICA N 785/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! No e necessaria a publicao de atos de exonerao de
servidores nomeados para cargos em comisso na condio de interinos.
NOTA TECNICA N 229/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Nomeao em cargo em comisso de servidor ocupante de cargo
eIetivo e com contrato de proIessor substituto.
Seo III
8
!"# %& '())* +%,-./.
Do Concurso Pblico

Art. 11. O concurso sera de provas ou de provas e titulos, podendo ser realizado
em duas etapas, conIorme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de
carreira, condicionada a inscrio do candidato ao pagamento do valor Iixado no edital,
quando indispensavel ao seu custeio, e ressalvadas as hipoteses de iseno nele
expressamente previstas.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97) (Regulamento)
Art. 12. O concurso publico tera validade de ate 2 (dois ) anos, podendo ser
prorrogado uma unica vez, por igual periodo.
1
o
O prazo de validade do concurso e as condies de sua realizao sero
Iixados em edital, que sera publicado no Diario OIicial da Unio e em jornal diario de
grande circulao.
2
o
No se abrira novo concurso enquanto houver candidato aprovado em
concurso anterior com prazo de validade no expirado.
> Legislaes Correlatas
Art. 37, inciso II e IV da Constituio Federal 1988
Art. 37 do Decreto n 3.298, de 20 de dezembro de 1999
Decreto n 6.593, de 2 de outubro de 2008
Decreto n 6.944, de 21 de agosto de 2009
Art. 14, Lei n 9.624, de 2 de abril de 1998
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio n 124/2002/COGLE/SRH/MP
! Trata da aplicao dos 1 e 2 do art. 37, Decreto n 3.298, de
21.12.1999, que estabelece o procedimento nos casos em que o numero
total de vagas reservadas para as pessoas com deIicincia no Ior inteiro
(corresponder a percentual Iracionario). Necessidade de constar o
quantitativo de vagas reservadas para deIiciente em cada cargo.
NOTA TECNICA N 41/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da Regularizao do pagamento dos servidores recem
nomeados, empossados e em exercicio, que ja exercem cargos publicos
no Ministerio da Saude. Impossibilidade de acumulao de dois cargos
atrelados aos proIissionais de saude, ao se considerar a extrapolao das
60 (sessenta) horas. Necessidade de esses servidores exercerem o direito
de opo pela reduo da jornada de trabalho, na Iorma das disposies
exaradas na Medida Provisoria n 2.174-28, de 24 de agosto de 2001.
OIicio-Circular n 39, de 28 de agosto de 1996
! Emenda Constitucional n 11, de 30 de abril de 1996. Alterao
do art. 207 da Constituio Federal. Possibilidade de Universidades e
instituies de pesquisa cientiIica e tecnologica admitirem proIessores,
tecnicos e cientistas estrangeiros. Os estrangeiros legalmente habilitados
9
!"# %& '())* +%,-./.
podero inscrever-se em concursos publicos para provimento de cargos
de proIessor, tecnico e cientista.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE n 129943 / RJ Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 4. 2.1994.
! CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PUBLICO. ASCENSAO
FUNCIONAL: INCONSTITUCIONALIDADE. C.F., art. 37, II. I. - A
Constituio de 1988, ao estabelecer, no art. 37, II, que a investidura em
cargo ou emprego publico depende de aprovao previa em concurso
publico de provas ou de provas e titulos, ressalvadas as nomeaes para
cargo em comisso declarado em lei de livre nomeao e exonerao,
no admite o provimento derivado mediante ascenso Iuncional. II. -
R.E. conhecido e provido.
Seo IV
Da Posse e do Exerccio
Art. 13. A posse dar-se-a pela assinatura do respectivo termo, no qual devero
constar as atribuies, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo
ocupado, que no podero ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes,
ressalvados os atos de oIicio previstos em lei.
1
o
A posse ocorrera no prazo de trinta dias contados da publicao do ato de
provimento. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2
o
Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicao do ato de
provimento, em licena prevista nos incisos I, III e V do art. 81, ou aIastado nas
hipoteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alineas "a", "b", "d", "e" e "I", IX e X do art. 102, o
prazo sera contado do termino do impedimento. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
3
o
A posse podera dar-se mediante procurao especiIica.
4
o
So havera posse nos casos de provimento de cargo por nomeao. (Redao
dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
5
o
No ato da posse, o servidor apresentara declarao de bens e valores que
constituem seu patrimnio e declarao quanto ao exercicio ou no de outro cargo,
emprego ou Iuno publica.
6
o
Sera tornado sem eIeito o ato de provimento se a posse no ocorrer no prazo
previsto no 1 deste artigo.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio n 94/2003/COGLE/SRH/MP
! Trata da obrigatoriedade da apresentao de declarao de bens
por ocasio de posse em cargo publico.
10
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 43 /2009/DENOP/SRH/MP
! No apresentao da Declarao de Bens e Valores a que se reIere
a Portaria Interministerial MP/CGU n 298, de 2007, para Iins de
aposentaria por invalidez. Necessidade de a Administrao esgotar todos
os recursos possiveis para a obteno da Declarao de Bens e Valores
junto a servidora. No obteno. Instaurao de processo administrativo
disciplinar, conIorme estabelece o art. 5 do Decreto n 5.483, de 2005,
respeitando-se o principio do contraditorio e da ampla deIesa.
NOTA TECNICA N 229/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Nomeao em cargo em comisso de servidor ocupante de cargo
eIetivo e com contrato de proIessor substituto. Impossibilidade.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Portaria Interministerial n 298-2007 MP/CGU
! Dispe sobre a adoo de medidas com a Iinalidade de
desburocratizar o processo de apresentao de declarao de bens e
valores que compe o patrimnio privado do agente publico, exigido no
art. 13 da Lei n 8.429, de 2 de junho de 1992, e na Lei n 8.730, de 10 de
novembro de 1993, para torna-la mais eIiciente, econmico e racional.
Art. 14. A posse em cargo publico dependera de previa inspeo medica oIicial.

ParagraIo unico. So podera ser empossado aquele que Ior julgado apto Iisica e
mentalmente para o exercicio do cargo.
Art. 15. Exercicio e o eIetivo desempenho das atribuies do cargo publico ou da
Iuno de conIiana. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1
o
E de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo publico entrar
em exercicio, contados da data da posse. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2
o
O servidor sera exonerado do cargo ou sera tornado sem eIeito o ato de sua
designao para Iuno de conIiana, se no entrar em exercicio nos prazos previstos
neste artigo, observado o disposto no art. 18. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
3
o
A autoridade competente do orgo ou entidade para onde Ior nomeado ou
designado o servidor compete dar-lhe exercicio. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
4
o
O inicio do exercicio de Iuno de conIiana coincidira com a data de
publicao do ato de designao, salvo quando o servidor estiver em licena ou aIastado
por qualquer outro motivo legal, hipotese em que recaira no primeiro dia util apos o
termino do impedimento, que no podera exceder a trinta dias da publicao. (Incluido
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
11
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 16. O inicio, a suspenso, a interrupo e o reinicio do exercicio sero
registrados no assentamento individual do servidor.
ParagraIo unico. Ao entrar em exercicio, o servidor apresentara ao orgo
competente os elementos necessarios ao seu assentamento individual.
Art. 17. A promoo no interrompe o tempo de exercicio, que e contado no novo
posicionamento na carreira a partir da data de publicao do ato que promover o
servidor. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 18. O servidor que deva ter exercicio em outro municipio em razo de ter
sido removido, redistribuido, requisitado, cedido ou posto em exercicio provisorio tera,
no minimo, dez e, no maximo, trinta dias de prazo, contados da publicao do ato, para
a retomada do eIetivo desempenho das atribuies do cargo, incluido nesse prazo o
tempo necessario para o deslocamento para a nova sede. (Redao dada pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
1
o
Na hipotese de o servidor encontrar-se em licena ou aIastado legalmente, o
prazo a que se reIere este artigo sera contado a partir do termino do impedimento.
(ParagraIo renumerado e alterado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2 E Iacultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no
caput. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 19. Os servidores cumpriro jornada de trabalho Iixada em razo das
atribuies pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a durao maxima do trabalho
semanal de quarenta horas e observados os limites minimo e maximo de seis horas e
oito horas diarias, respectivamente. (Redao dada pela Lei n 8.270, de 17.12.91)
1
o
O ocupante de cargo em comisso ou Iuno de conIiana submete-se a
regime de integral dedicao ao servio, observado o disposto no art. 120, podendo ser
convocado sempre que houver interesse da Administrao. (Redao dada pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
2
o
O disposto neste artigo no se aplica a durao de trabalho estabelecida em
leis especiais. (Incluido pela Lei n 8.270, de 17.12.91)

> Legislaes Correlatas
Decreto n 1.590, de 1995.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA N 1.100, DE 6 DE JULHO DE 2006
! Relao de cargos cuja jornada de trabalho e inIerior a quarenta
horas semanais, em decorrncia de leis especiIicas.

NOTA TECNICA N 129/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Jornada de trabalho reduzida a servidores das Agncias
Reguladoras. Impossibilidade.
12
!"# %& '())* +%,-./.
DESPACHO DE 21/07/2008, EXARADO NO DOCUMENTO
ADMINISTRATIVO 04500.005500/2008-13
! Carga horaria de trabalho a ser cumprida pelos Agentes
Penitenciarios Federais.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA/MP/CONJUR/SMM/N 0231 - 3.4 / 2009
! CONCESSO DE HORARIO ESPECIAL PARA SERVIDOR
PUBLICO OCUPANTE DE CARGO DE CONFIANA.
IMPOSSIBILIDADE. O entendimento majoritario da doutrina Iaz-se no
sentido de que o horario especial previsto no artigo 98 destina-se to-
somente aos servidores ocupantes de cargo eIetivo na medida em que o
legislador estabeleceu a obrigatoriedade dos servidores ocupantes de
cargo de conIiana e Iuno comissionada sujeitarem-se ao cumprimento
de jornada integral de quarenta horas semanais de trabalho.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo TCU 1677/2005
! REPRESENTAO. 1ORNADA DE TRABALHO DOS
SERVIDORES DO INSS. DETERMINAO. Considera-se procedente
representao para determinar a entidade que regularize a jornada de
trabalho dos servidores, alertando-a que a jornada de trabalho de seis
horas diarias e a carga horaria de trinta horas semanais so devero ser
Iacultadas quando os servios exigirem atividades continuas de regime
de turnos ou escalas, em periodo igual ou superior a doze horas
ininterruptas, em Iuno de atendimento ao publico.
Acordo TCU 2452/2007
! CONSULTA. 1ORNADA DE TRABALHO PARA OS
INTEGRANTES DA CATEGORIA FUNCIONAL DE
ODONTOLOGO. CONHECIMENTO. POSSIBILIDADE DE
APLICAO DO ART. 6 DO DECRETO-LEI N. 2.140/1984.
ARQUIVAMENTO. - Aplica-se o disposto no art. 6 do Decreto-lei n.
2.140/1984 a todos os integrantes da Categoria Funcional de
Odontologo, codigo NS-909 ou LT-NS 909, do Grupo Outras Atividades
de Nivel Superior, dos orgos da Administrao Federal direta, das
autarquias e das Iundaes publicas.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
MS 25 .027 / DF - DISTRITO FEDERAL , Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de
1.7.2005
! EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.
MEDICOS: JORNADA DIARIA DE TRABALHO. D.L. 1.445/76, art.
14. Lei 9.436, de 05.02.97, art. 1. Lei 8.112, de 11.12.90, art. 19, 2. I.
- A jornada diaria de trabalho do medico servidor publico e de 4 (quatro)
horas. Decreto Lei 1.445/76, art. 14. Lei 9.436/97, art. 1. II. - Normas
13
!"# %& '())* +%,-./.
gerais que hajam disposto a respeito da remunerao dos servidores
publicos, sem especiIicar a respeito da jornada de trabalho dos medicos,
no revogam a norma especial, por isso que a norma especial aIasta a
norma geral, ou a norma geral no revoga nem modiIica a norma
especial. III. - Mandado de segurana deIerido.
Art. 20. Ao entrar em exercicio, o servidor nomeado para cargo de provimento
eIetivo Iicara sujeito a estagio probatorio por periodo de 24 (vinte e quatro) meses,
durante o qual a sua aptido e capacidade sero objeto de avaliao para o desempenho
do cargo, observados os seguinte Iatores: (vide EMC n 19)
I - assiduidade;
II disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.
1 4 (quatro) meses antes de Iindo o periodo do estagio probatorio, sera
submetida a homologao da autoridade competente a avaliao do desempenho do
servidor, realizada por comisso constituida para essa Iinalidade, de acordo com o que
dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuizo da
continuidade de apurao dos Iatores enumerados nos incisos I a V do caput deste
artigo. (Redao dada pela Lei n 11.784, de 2008 .)
2 O servidor no aprovado no estagio probatorio sera exonerado ou, se
estavel, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no
paragraIo unico do art. 29.
3 O servidor em estagio probatorio podera exercer quaisquer cargos de
provimento em comisso ou Iunes de direo, cheIia ou assessoramento no orgo ou
entidade de lotao, e somente podera ser cedido a outro orgo ou entidade para ocupar
cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comisso do Grupo-Direo e
Assessoramento Superiores - DAS, de niveis 6, 5 e 4, ou equivalentes. (Incluido pela
Lei n 9.527, de 10.12.97) .
4 Ao servidor em estagio probatorio somente podero ser concedidas as
licenas e os aIastamentos previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim
aIastamento para participar de curso de Iormao decorrente de aprovao em concurso
para outro cargo na Administrao Publica Federal. (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97).
5 O estagio probatorio Iicara suspenso durante as licenas e os
aIastamentos previstos nos arts. 83, 84, 1o, 86 e 96, bem assim na hipotese de
participao em curso de Iormao, e sera retomado a partir do termino do
impedimento. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
> Legislaes Correlatas
Decreto n 6.944 , de 21 de agosto de 2009
Art. 14 da Lei n 9.624, de 2 de abril de 1998

14
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 861/2010, de 03 de setembro de 2010
! AFASTAMENTO DE SERVIDOR PUBLICO FEDERAL PARA
PARTICIPAO EM CURSO DE FORMAO PARA CARGO NO
PERTENCENTE A ADMINISTRAO PUBLICA FEDERAL.
IMPOSSIBILIDADE.
NOTA TECNICA N 697/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! RECONDUO DE SERVIDOR AO CARGO
ANTERIORMENTE OCUPADO. IMPOSSIBILIDADE NO
PRESENTE CASO.
NOTA TECNICA N 243/ 2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! A desistncia durante o estagio probatorio conIigura especie de
inabilitao que tambem da ensejo a reconduo a cargo Iederal
anteriormente ocupado.
Nota Tecnica n 130/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade de recebimento de auxilio Iinanceiro a titulo de
Curso de Formao ProIissional em concomitncia com a remunerao
do cargo publico municipal.

Nota Tecnica n 40/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! AIastamento de servidor em estagio probatorio para participar de
curso de Iormao decorrente de aprovao em concurso para outro
cargo na Administrao Publica Federal. Possibilidade de aIastamento
das atribuies do cargo de Iorma a possibilitar a participao em curso
presencial.
NOTA TECNICA N 697/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! SOMENTE E POSSIVEL AOS SERVIDORES DETENTORES
DE CARGOS PUBLICOS EFETIVOS DA ADMINISTRAO
PUBLICA FEDERAL A OPO DE QUE TRATA O 1 DO ART.14
DA LEI N 9.624, DE 1998. ProIissionais contratados nos termos da Lei
n 8.745, de 1993. Participao em curso de Iormao do concurso
publico da ANA. Possibilidade de aproveitamento do gozo das Ierias
para participao no curso de Iormao.
NOTA TECNICA N 693/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! AVALIAO DE SERVIDOR EM ESTAGIO PROBATORIO
AFASTADO PARA ESTUDO NO EXTERIOR. O aIastamento para
estudo no exterior alem de ser considerado como de eIetivo exercicio,
no possui o condo de suspender o estagio probatorio. A avaliao deve
ser retomada, se possivel, apos o retorno do servidor ao desempenho das
atribuies do seu cargo.
! Com o advento da Lei n 11.907, de 2009, impossibilidade do
servidor em estagio probatorio se ausentar do pais para estudo.

NOTA TECNICA N 540/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
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! AIastamento e estagio probatorio. Os aIastamentos para
realizao de programas de mestrado, doutorado e pos-doutorado
somente sero concedidos aos servidores titulares de cargos eIetivos no
respectivo orgo ou entidade ha pelo menos 3 (trs) anos para mestrado e
4 (quatro) anos para doutorado e pos-doutorado, e exige, ainda, que o
servidor tenha ultrapassado o periodo de estagio probatorio para
ausentar-se.
NOTA TECNICA N 529/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Avaliao de desempenho de servidor em estagio probatorio.
Alterao Legislativa. Avaliao realizada por comisso constituida para
tal Iim. Necessidade de lei ou regulamento. Ausncia de eIicacia
imediata do novo dispositivo legal. A competncia da avaliao de
desempenho do servidor no estagio probatorio ou conIirmatorio e da
cheIia imediata ate a edio de norma regulamentadora especiIica para
cada carreira ou cargo.
Nota Tecnica n 190/2009, de 1 de setembro de 2009
! Impossibilidade de servidor, optando pela sua remunerao,
perceber os auxilios alimentao e transporte no curso de Iormao.
! Torna insubsistente o OFICIO N 365/2002-COGLE/SRH/MP.
Nota Tecnica n 190/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Curso de Iormao. Auxilios alimentao e transporte. No so
devidos os auxilios alimentao e transporte aos servidores aIastados
para participar de curso de Iormao.
! Torna insubsistente o OIicio - 365 - 2002 - 20/12/2002
OIicio-Circular n 16 , de 27 de julho de 2004
! AQUISIO DE ESTABILIDADE. Tendo em vista a alterao
trazida pela Emenda Constitucional n 19, de 1998, que estabeleceu o
periodo de trs anos para aquisio da estabilidade, o periodo de durao
do estagio probatorio tambem deve ser de trs anos.
! Torna insubsistente o OIicio-Circular - 41 - 2001 - 23/07/2001
Orientao Normativa SRH/MP n 2, de 25 de maro de 2002
! Esclarecer aos orgos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC, sobre os eIeitos do tempo de curso de
Iormao, apos a posse dos candidatos em cargo publico, relativamente a
averbao desse tempo.
Orientao Consultiva N 003/97-DENOR/SRH, de 11 de setembro de 1997
! VANTAGENS E BENEFICIOS. CURSO DE FORMAO. Os
candidatos aprovados em concurso publico para provimento de cargos da
Administrao Publica Federal, durante o programa de Iormao Iaro
jus, a titulo de auxilio Iinanceiro, a cinquenta por cento da remunerao
da classe inicial do cargo a que estiver concorrendo.
Orientao Consultiva n 034/ 98, de maro de 1998
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!"# %& '())* +%,-./.
! Trata da concesso de Ierias e gratiIicao natalina aos candidatos
matriculados em curso de Iormao.
OIicio-Circular n 42, de 15 de setembro de 1995
! Trata de procedimentos diversos a serem observados por
servidores em estagio probatorio.
!
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer AGU n JT-03 , de 27 de maio de 2009
! Reconduo ao servio publico Iederal. Servidor publico estadual
que desiste do estagio probatorio.
Parecer AGU n MC-01/2004 (adotado pelo Parecer AGU n AC-17, de 12 de
julho de 2004)
! Estagio probatorio de servidores publicos investidos em cargo
publico de modo eIetivo apos o processo legal de seleo.
Parecer AGU N GQ-196, de 16 de julho de 1999
! O servidor empossado em cargo publico e automaticamente
submetido a estagio probatorio na data em que entra em exerccio,
consequente da nomeao, e sua avaliao e conIirmao, se Ior o caso,
so eIetuadas por ato unilateral da Administrao (arts. 20 e 29 da Lei n.
8.112, de 1990), no assistindo ao estagiario direito de ser exonerado, a
pedido, e reconduzido ao cargo inacumulavel de que se aIastou, em
decorrncia da posse.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Nota DECOR/CGU/AGU n 117/2009 JGAS
! Pedido de reconduo ao Cargo de Procurador Federal de 2
Categoria. Duvida sobre aplicabilidade da NOTA DECOR/CGU/AGU
N 108/2008-JGAS.
Acordo 2133/2010 - Primeira Cmara TCU
! Pessoal. Concesso de Aposentadoria sem o cumprimento do
Estagio Probatorio. Ilegalidade. Jurisprudncia paciIica dos E. TCU e
STF. Determinao de retorno do Servidor ao Servio Publico para
cumprimento do Tempo Restante. E ilegal o ato de concesso de
aposentadoria a servidor que no cumpriu o estagio probatorio no cargo
em que se deu a aposentadoria.
Acordo 1389/2005 - Segunda Cmara TCU
! APOSENTADORIA. SERVIDOR EM ESTAGIO
PROBATORIO. ILEGALIDADE. E ilegal o ato concessorio de
aposentadoria a servidor em estagio probatorio, mesmo que estavel no
servio publico, por no possuir a titularidade do cargo eIetivo que
ocupa. Aposentadoria de servidor em estagio probatorio. Consideraes.
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Acordo 1584/2003 - Segunda Cmara TCU
! Aposentadoria. Servidor em estagio probatorio. Pedido de
reexame de deciso que considerou ilegal a concesso ante a ausncia de
tempo minimo no cargo para a aposentadoria. Ilegalidade.
Conhecimento. Negado provimento.
Acordo TCU 3879/2007
! PESSOAL. ESTAGIO PROBATORIO. TITULARIDADE DO
CARGO PUBLICO. ILEGALIDADE. E ilegal a concesso de
aposentadoria a servidor em estagio probatorio, por lhe Ialtar a
titularidade do cargo publico.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RMS 23689/RS, 6 Turma, Relatora: Ministra Maria Thereza De Assis
Moura, DJ de 07.06.2010.
! Recurso Ordinario. Mandado de Segurana. Servidor Publico.
Emenda Constitucional N 19/98. Estagio Probatorio. Trs anos de
eIetivo exercicio. Precedentes do Superior Tribunal de Justia e do
Supremo Tribunal Federal. Aposentadoria voluntaria. No cabimento.
STF - AI 779244 AgR/RS , 2 Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 14 de maio de
2010.
! Agravo regimental no Agravo de Instrumento. Administrativo.
Estagio probatorio. Inaptido para o cargo. Materia inIraconstitucional
oIensa indireta a Constituio do Brasil. Reexame de provas.
Impossibilidade em recurso extraordinario.
STJ - RMS 21012/MT, 6 Turma, Relatora: Ministra Maria Thereza De Assis
Moura, DJ de 23.11.2009.
! Recurso Ordinario. Mandado de Segurana. Administrativo.
Servidor Publico. Exonerao. Estagio probatorio. Instaurao de
sindicncia. Possibilidade. Contraditorio e ampla deIesa observados.
OIensa ao Principio Da Presuno De Inocncia. No Ocorrncia.
STJ - AgRg no Ag 1129708/DF, 5 Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ
de 13.10.2009.
! Direito Administrativo. Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento. Servidor Publico Federal. Curso de Formao.
Aproveitamento como tempo de servio. Lei 9.624/98. Agravo
improvido.
STJ - MS N 12523/DF, 3 Seo, Rel. Min. Felix Fischer, DJe de 18.8.2009
! Mandado de Segurana. Servidor Publico Civil. Estabilidade. Art.
41 da CF. EC n 19/98. Prazo. Alterao. Estagio Probatorio.
Observncia.
STJ - AgRg no REsp 1053722/RS, 5 Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 2.
3.2009.
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! Administrativo. Servidor Publico. Nomeao E Posse. Anulao.
Previo Procedimento. Ausncia. Devido Processo Legal. Necessidade
STJ - RMS 24602/MG, 5 Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ. de
1.12.2008.
! Direito Administrativo. Recurso Ordinario em Mandado de
Segurana. Servidor Publico Em Estagio Probatorio. Exonerao.
Exigncia dos principios do contraditorio e da ampla deIesa. Exonerao
apos aquisio da estabilidade. No-cabimento. Art. 41 Da Constituio
Federal. Recurso provido.
STJ - MS n 9373/DF, 3 Seo, Rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 20.9.2004.
! Mandado De Segurana. Servidores Publicos. Estagio Probatorio.
Art. 20 Da Lei N. 8.112/90. Estabilidade. Institutos Distintos. Ordem
concedida.
STF - MS n 24543 / DF - DISTRITO FEDERAL , Rel. Min. CARLOS
VELLOSO, DJ DE 12.9.2003
! CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PUBLICO. ESTAGIO PROBATORIO. Lei 8.112/90, art. 20, 2. C.F.,
art 41. I.- O direito de o servidor, aprovado em concurso publico, estavel,
que presta novo concurso e, aprovado, e nomeado para cargo outro,
retornar ao cargo anterior ocorre enquanto estiver sendo submetido ao
estagio probatorio no novo cargo: Lei 8.112/90, art. 20, 2. E que,
enquanto no conIirmado no estagio do novo cargo, no estara extinta a
situao anterior. II.- No caso, o servidor somente requereu a sua
reconduo ao cargo antigo cerca de trs anos e cinco meses apos a sua
posse e exercicio neste, quando, inclusive, ja estavel: C.F., art. 41. III.-
M.S. indeIerido.
STJ - REsp 182926-RN, 5 Turma, Rel. Min. Jose Arnaldo da Fonseca, DJ de
29 de maro de 1999
! RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR EM
ESTAGIO PROBATORIO. AFASTAMENTO PARA PARTICIPAO
DE CURSO DE FORMAO SEM PREJUIO DOS VENCIMENTOS
DO CARGO. POSSIBILIDADE.
Seo V
Da Estabilidade
Art. 21. O servidor habilitado em concurso publico e empossado em cargo de
provimento eIetivo adquirira estabilidade no servio publico ao completar 2 (dois) anos
de eIetivo exercicio. (prazo 3 anos - vide EMC n 19)
Art. 22. O servidor estavel so perdera o cargo em virtude de sentena judicial
transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja
assegurada ampla deIesa.
> Legislaes Correlatas
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!"# %& '())* +%,-./.
Art. 41 da Constituio Federal
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio-Circular n 16 , de 27 de julho de 2004
! AQUISIO DE ESTABILIDADE. Tendo em vista a alterao
trazida pela Emenda Constitucional n 19, de 1998, que estabeleceu o
periodo de trs anos para aquisio da estabilidade, o periodo de durao
do estagio probatorio tambem deve ser de trs anos.
! Torna insubsistente o OIicio-Circular - 41 - 2001 - 23/07/2001
Orientao Normativa n 72 , de 1 de Ievereiro de 1991
! Servidor estrangeiro, sem estabilidade no servio publico, no
podera integrar a tabela em extino, regida pela Consolidao das Leis
do Trabalho.
Orientao Normativa n 03 , 20 de dezembro de 1990
! O servidor que no tinha estabilidade sob o regime trabalhista no
a adquiriu apos ser submetido ao regime juridico instituido pela Lei n
8.112, de 1990.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/GAN/N 0665-3.6/2008 , de 13 de junho de 2008 (reI.
processo n 00190.005279/2008-93)
! Estabilidade no Servio Publico. A eIetivao depende de
concurso. Transposio inadmissivel. Art. 19 do ADCT, que deve ser
interpretado em conjunto com o Art. 37, II, da Constituio Federal. Pelo
indeIerimento do pleito.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Nota DECOR/CGU/AGU n 190/2007- TMC
! ESTAGIO PROBATORIO. ESTABILIDADE. PRAO PARA
AQUISIO. SERVIDOR PUBLICO FEDERAL. REVISO DO
PARECER N AGU/MC-01/2004.
Acordo 584/2005 - Primeira Cmara TCU (esta diretamente ligado ao estagio
probatorio)
! Pedido de Reexame contra acordo que considerou ilegal ato de
concesso de aposentadoria, negou-lhe registro e determinou cessar os
pagamentos dele decorrentes. Conhecimento e provimento parcial.
Cincia ao recorrente.
Acordo 1753/2004 - Primeira Cmara TCU (esta diretamente ligado ao
estagio probatorio)
! Aposentadoria. Pedido de reexame da deciso que considerou
ilegal a concesso a servidor ocupante de cargo comissionado, ante a
inexistncia de vinculo eIetivo com o servio publico. Apresentao de
20
!"# %& '())* +%,-./.
Iatos novos. Conhecimento. Provimento. Insubsistncia da deciso
recorrida. Legalidade.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - AI 480432 AgR/SP , 2 Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16.4.2010
! Constitucional. Administrativo. Agravo regimental em Agravo de
instrumento. Servidor publico. Art. 41 da Constituio Federal.
Admisso por concurso publico antes do advento da Emenda
Constitucional 19/98. Estabilidade. Reintegrao. Precedente do
Plenario.
STF - AI 612547 AgR/MT, 2 Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 25 de
junho de 2010.
! Direito administrativo. Servidor publico. Aposentadoria
compulsoria. Estabilidade. Ausncia de prequestionamento do art. 19,
2, do ADCT.
STJ - MS 12406/DF, 3 Seo do, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 17 de
outubro de 2008.
! Direito Administrativo. Processual Civil. Embargos Declaratorios
no Mandado de Segurana. Omisso. Contradio. Inexistncia.
Pretenso de se rediscutir a Lide. Rejeio.
STJ - MS 9373/DF, 3 Seo, Relatora: Ministra Laurita Vaz, DJ de 20 de
setembro de 2004.
! Mandado de Segurana. Servidores Publicos. Estagio Probatorio.
Art. 20 da Lei N. 8.112/90. Estabilidade. Institutos distintos. Ordem
concedida.
Seo VI
Da Transferncia
Art. 23. (Revogado pela Lei n. 9.527/1997).
Seo VII
Da Readaptao
Art. 24. Readaptao e a investidura do servidor em cargo de atribuies e
responsabilidades compativeis com a limitao que tenha soIrido em sua capacidade
Iisica ou mental veriIicada em inspeo medica.
1 Se julgado incapaz para o servio publico, o readaptando sera aposentado.
2A readaptao sera eIetivada em cargo de atribuies aIins, respeitada a
habilitao exigida.
21
!"# %& '())* +%,-./.
2 A readaptao sera eIetivada em cargo de atribuies aIins, respeitada a
habilitao exigida, nivel de escolaridade e equivalncia de vencimentos e, na hipotese
de inexistncia de cargo vago, o servidor exercera suas atribuies como excedente, ate
a ocorrncia de vaga.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Art. 9 da Lei n 6.978, de 19 de janeiro de 1982
Art. 16 da Lei n 7.332, de 1 de Julho de 1985
Art. 73 da Lei n 9.504, de 30 de setembro de 1997
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 183/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da solicitao da Universidade Federal de Viosa para
readaptao de servidor com problemas de saude em relao ao qual,
apos avaliao medica, Ioi indicada a mudana de cargo. Impossibilidade
em razo de no estar cumprido os requisitos tratados pelo art. 24 da Lei
n 8.112/90.
NOTA TECNICA N 242 /2009/COGES/DENOP/SRH/MP , de 11 de maro de
2009
! Trata da readaptao do cargo de Servente de Obras para o cargo
de Auxiliar Operacional, em razo de avaliao medica, que indicou a
mudana de cargo. Possibilidade.
OIicio-Circular SRH/MP n 31, de 19 de abril de 2002
! Orientar e uniIormizar procedimentos acerca da aplicao do
instituto da readaptao, previsto no artigo 24 da Lei n 8.112/90.
OIicio-Circ ular n 5, de 17 de maro de 1992
! UniIormizar procedimentos acerca da aplicao do instituto da
readaptao de servidor publico Iederal.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 510 3.26 /2009
! READAPTAO. ART. 24 DA LEI N. 8.112/90.
REQUISITOS. VALIDADE PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 626
3.25 / 2008. ALTERAO DE ENTENDIMENTO. PRESUNO DE
CONSTITUCIONALIDADE DA LEI E DOS ATOS NORMATIVOS
DO PODER PUBLICO.
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 626 3.25 / 2008
! READAPTAO. ART. 24 DA LEI N. 8.112/90.
REQUISITOS. ATIVIDADES AFINS. SERVENTE DE OBRAS.
INVESTIDURA PARA O CARGO DE SERVENTE DE LIMPEA.
MANIFESTAO QUANTO A POSSIBILIDADE DE CONCESSO
DA REFERIDA READAPTAO.
22
!"# %& '())* +%,-./.
! Aditado pelo PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 510 3.26 /2009
de 12 de maio de 2009.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 868/2006 Plenario TCU
! ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE RECONSIDERAO
CONTRA DESPACHO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DO TCU
QUE INDEFERIU O PEDIDO DE APOSENTADORIA INTEGRAL.
AUSNCIA DE ELEMENTOS CARACTERIADORES DA
INCAPACIDADE DO SERVIDOR. NEGADO PROVIMENTO.
Inexistindo a incapacidade total e deIinitiva para o trabalho, torna-se
indevida a concesso de aposentadoria por invalidez permanente.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - AgRg no REsp 749852/DF, 6 Turma, Rel. Min. Paulo Gallotti, publicado
dia 27 de maro de 2006.
! Agravo Regimental. Administrativo. Servidor Publico ocupante
de cargo comissionado sem vinculo eIetivo com a Administrao
Publica. Readaptao. Impossibilidade.
STJ - REsp 32315/SP, 5 Turma, Rel. Min. Felix Fischer, publicado dia 08 de
junho de 1998.
! Administrativo. Servidor publico. Readaptao em periodo
eleitoral. Vedao legal. Lei n 6.091/74, art. 13.
STJ - RMS 2102/PA, 6 Turma, Rel. Min. Vicente Leal, publicado dia 05 de
agosto de 1996.
! Administrativo. Mandado de Segurana. Servidor publico.
Readaptao. Aproveitamento. Pressupostos.
STF - Sumula 566
! Enquanto pendente, o pedido de readaptao Iundado em desvio
Iuncional no gera direitos para o servidor, relativamente ao cargo
pleiteado.
STF - ADI 1731 MC/ES, Pleno, Rel. Min. Ilmar Galvo, DJ de 13 de maro de
1998.
! Ao direta de inconstitucionalidade. Medida cautelar. Lei
complementar n 98 de 1997, do Estado do Espirito Santo. Vicio de
iniciativa e de conteudo.
STF - RE 115374/RJ , 2 Turma, Rel. Min. Francisco Reze, DJ de 16.9.1998
! Recurso Extraordinario. Administrativo. Readaptao de cargo.
Sumula 443 STF.
Seo VIII
Da Reverso
23
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Art. 25. Reverso e o retorno a atividade de servidor aposentado por invalidez,
quando, por junta medica oIicial, Iorem declarados insubsistentes os motivos da
aposentadoria.
Art. 25. Reverso e o retorno a atividade de servidor aposentado: (Redao dada
pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
I - por invalidez, quando junta medica oIicial declarar insubsistentes os motivos
da aposentadoria; ou (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
II - no interesse da administrao, desde que: (Incluido pela Medida Provisoria n
2.225-45, de 4.9.2001)
a) tenha solicitado a reverso; (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de
4.9.2001)
b) a aposentadoria tenha sido voluntaria; (Incluido pela Medida Provisoria n
2.225-45, de 4.9.2001)
c) estavel quando na atividade; (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de
4.9.2001)
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores a solicitao;
(Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
e) haja cargo vago. (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
1 A reverso Iar-se-a no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua
transIormao. (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
2 O tempo em que o servidor estiver em exercicio sera considerado para
concesso da aposentadoria. (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
3 No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercera suas
atribuies como excedente, ate a ocorrncia de vaga. (Incluido pela Medida Provisoria
n 2.225-45, de 4.9.2001)
4 O servidor que retornar a atividade por interesse da administrao percebera,
em substituio aos proventos da aposentadoria, a remunerao do cargo que voltar a
exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente a
aposentadoria. (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
5 O servidor de que trata o inciso II somente tera os proventos calculados com
base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. (Incluido pela
Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
6 O Poder Executivo regulamentara o disposto neste artigo. (Incluido pela
Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
Art. 26. A reverso Iar-se-a no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua
transIormao.
ParagraIo unico. Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercera suas
atribuies como excedente, ate a ocorrncia de vaga. (Revogado pela Medida
Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
24
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Art. 27. No podera reverter o aposentado que ja tiver completado 70 (setenta)
anos de idade.

> Legislaes Correlatas
Art. 1, 3 da Lei n 6.683, de 28 de agosto de 1979.
Art. 3, 4 da Lei n 6.683, de 28 de agosto de 1979 .
Decreto n 3.644, de 30 de Outubro de 2000.
Art. 25 da Medida Provisoria no 2.225-45, de 4 de setembro de 2001 .
Art. 2, IX da Lei n 8.059, de 4 de julho de 1990 .
Art 6, paragraIo unico da Lei n 8.059, de 4 de julho de 1990.
Arts. 12, 17 e 21 da Lei n 8.059, de 4 de julho de 1990 .
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 25/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! APOSENTADORIA. REVERSO. Capacidade laborativa
restabelecida. A reverso deve ocorrer no mesmo cargo exercido a epoca
da aposentadoria do servidor. Quadro em extino. Reverso da
aposentadoria na condio de excedente de lotao.
NOTA TECNICA N 638/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! APOSENTADORIA. REVERSO. Desaverbamento e gozo de
licena-prmio ja utilizada para a contagem de tempo para aposentadoria,
apos reverso de aposentadoria. Impossibilidade. A incluso da licena-
prmio por assiduidade na contagem de tempo de contribuio para Iim
do ato de aposentao conIigura-se ato juridico perIeito e acabado,
executado sob a egide da legislao vigente a epoca.
NOTA TECNICA N 289/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! APOSENTADORIA. REVERSO. Capacidade laborativa
restabelecida. A reverso deve ocorrer no mesmo cargo exercido a epoca
da aposentadoria do servidor. Quadro em extino. Reverso da
aposentadoria na condio de excedente de lotao.
Nota Tecnica n 29/2009 , de 30 de julho de 2009
! Aposentadoria. Reverso. Contagem de Tempo Iicto. O tempo
que o servidor encontrava-se aposentado por invalidez, antes da reverso
determinada por junta medica, sera contado para Iim aposentadoria
apenas nos casos anteriores a data de 16.12.1998 (inaugurao do regime
contributivo).
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - AgRg no REsp N 830116/PR, 5 Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima,
DJ de 9.12.2008.
! Direito Administrativo. Processual civil. Agravo Regimental no
Recurso Especial. Servidor publico Iederal. Aposentadoria por invalidez.
Reverso ao servio publico. Fundamento exclusivamente constitucional.
25
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Prescrio. No-ocorrncia. OIensa ao art. 535 do CPC no-
demonstrada. Agravo improvido.
STF - RE 343494/RS, Deciso Monocratica, Rel. Min. Dias ToIIoli, DJe de
04.03.2010.
! Administrativo. Servidores da Sudesul. Lei 7.662/68. Opo pelo
regime estatutario. Revogao dos atos administrativos. Retorno ao
regime celetista. Processo seletivo interno anterior. Lei 5.645/70.
Instruo Normativa 48/75. Art. 243 da Lei 8.112/90. Reverso
impedida.
Seo IX
Da Reintegrao
Art. 28. A reintegrao e a reinvestidura do servidor estavel no cargo
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transIormao, quando invalidada
a sua demisso por deciso administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as
vantagens.
1 Na hipotese de o cargo ter sido extinto, o servidor Iicara em disponibilidade,
observado o disposto nos arts. 30 e 31.
2 Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante sera reconduzido ao
cargo de origem, sem direito a indenizao ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda,
posto em disponibilidade.
> Legislaes Correlatas
Art. 41, 2 da Constituio Federal de 1988 .
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 424/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! REINTEGRAO DE SERVIDORES POR DETERMINAO
JUDICIAL. ENQUADRAMENTO. Cargo correlato e evoluo
Iuncional.
NOTA TECNICA N 182/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! APURAO DE ABANDONO DE CARGO PUBLICO.
REINTEGRAO. Enquadramento no Plano de Carreira dos cargos
tecnico-administrativos em educao.
Nota Tecnica n 299/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! E possivel a concesso de Ierias a servidora reintegrada, sem a
necessidade de completar o intersticio de doze meses de exercicio apos a
data da reintegrao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
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STJ - MS n 8106/DF, 3 Seo do, Rel. Min. Vicente Leal, DJ de dia 28 de
outubro de 2002.
! Administrativo. Servidor publico. Processo administrativo
disciplinar. Exercicio do direito de deIesa. Emisso irregular de porte de
arma. Pena. Sugesto da comisso de inquerito. Agravamento
desIundamentado. Principio da proporcionalidade.
STF - MS n 22902 extenso/PB, Deciso Monocratica, Rel. Mim. Marco
Aurelio, DJ de 7.11.2001.
! Reintegrao de servidor publico demitido com base em inquerito
administrativo que violou direito de deIesa do impetrante.
Seo X
Da Reconduo
Art. 29. Reconduo e o retorno do servidor estavel ao cargo anteriormente
ocupado e decorrera de:
I - inabilitao em estagio probatorio relativo a outro cargo;
II - reintegrao do anterior ocupante.
ParagraIo unico. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor sera
aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.
> Legislaes Correlatas
Art. 41, 2 da Constituio Federal de 1988
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 758/2010 , de 09 de agosto de 2010
! O servidor podera retornar ao cargo anteriormente ocupado desde
que haja desistncia expressa do estagio probatorio ao qual esta
submetido.
Nota Tecnica n 697/2010 , de 29 de julho de 2010
! Reconduo de servidor ao cargo anteriormente ocupado.
Impossibilidade no presente caso.
Nota Tecnica n 243/2010 , de 11 de maro de 2010
! A desistncia durante o estagio probatorio do novo cargo
conIigura especie de inabilitao que tambem da ensejo a reconduo a
cargo Iederal anteriormente ocupado.
Nota Tecnica n 565/2009 , de 12 de novembro de 2009
! Solicitao de reconduo ao cargo de Analista-Tributario da
Receita Federal por servidor ocupante do cargo de Agente de
Fiscalizao Financeira do Tribunal de Contas do Estado de So Paulo.
27
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>Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Sumula Administrativa AGU n 16 , de 19 de junho de 2002
! O servidor estavel investido em cargo publico Iederal, em virtude
de habilitao em concurso publico, podera desistir do estagio probatorio
a que e submetido com apoio no art. 20 da Lei n 8.112, de 11 de
dezembro de 1990, e ser reconduzido ao cargo inacumulavel de que Ioi
exonerado, a pedido.
Parecer AGU n JT- 03 , de 09 de junho de 2009
! Reconduo ao servio publico Iederal. Servidor publico estadual
que desiste do estagio probatorio.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Nota DECOR/CGU/AGU n 117/2009 JGAS
! Pedido de reconduo ao Cargo de Procurador Federal de 2
Categoria. Duvida sobre aplicabilidade da NOTA DECOR/CGU/AGU
N 108/2008-JGAS.
Nota AGU/CGU/DECOR n 016/2007-VMS
! ESTAGIO PROBATORIO. DESISTNCIA. PROCURADOR
FEDERAL. EXONERAO. RECONDUO AO CARGO DE
ORIGEM. ANALISTA JUDICIARIO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIA. LEI N 8.112/1990. SUMULA AGU N 16. Exonerao em
decorrncia de pedido de reconduo de servidor, declarando
posteriormente a vacncia do antigo cargo.
Nota DECOR/CGU/AGU n 012/2009-PGO
! Acumulao de Cargos. Interpretao Controvertida.
Requerimento. Vacncia. Procurador Federal. Estagio Probatorio.
Exonerao. Divergncia. Reconduo. EIeito Juridico. Obrigatoriedade.
Parecer AGU GM-13. Nota N AGU/MC-11/2004
Nota DECOR/CGU/AGU n 017/2009-PGO
! Acumulao de Cargos. Carreiras da AGU. Interpretao
controvertida. Vacncia. Estagio Probatorio. Exonerao.
UniIormizao. Reconduo. Impossibilidade. Parecer AGU GM-013.
Nota N AGU/MC-11/2004. Entendimento Superado. Lei Complementar
N 73/1993, Art. 1.
Seo XI
Da Disponibilidade e do Aproveitamento
Art. 30. O retorno a atividade de servidor em disponibilidade Iar-se-a mediante
aproveitamento obrigatorio em cargo de atribuies e vencimentos compativeis com o
anteriormente ocupado.
28
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 31. O orgo Central do Sistema de Pessoal Civil determinara o imediato
aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos orgos
ou entidades da Administrao Publica Federal.
ParagraIo unico. Na hipotese prevista no 3 do art. 37, o servidor posto em
disponibilidade podera ser mantido sob responsabilidade do orgo central do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Federal - SIPEC, ate o seu adequado aproveitamento em
outro orgo ou entidade. (ParagraIo incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 32. Sera tornado sem eIeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o
servidor no entrar em exercicio no prazo legal, salvo doena comprovada por junta
medica oIicial.
> Legislaes Correlatas
Art. 1 , unico, da Lei Complementar n 29, de 5 de Julho de 1976.
Art. 8, 9, II, da Lei n 8.027, de 12 de abril de 1990.
Art. 9, unico, da Lei n 8.027, de 12 de abril de 1990.
Arts. 1 e 2 do Decreto n 474, de 10 de maro de 1992 .
Art. 4, 3 da Lei 9.468, de 10 de julho de 1997.
Arts. 1; 3,I, II, III e IV; 5; 6, 1 e 4; 7 ao 11 do Decreto n 3.151, de 23
de agosto de 1999.
Art. 1, II do Decreto n 3.669, de 23 de novembro de 2000.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa/DENOR n 1 , de 8 de abril de 1999 (Disponibilidade)
! Esclarece orgos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC sobre o cmputo do tempo de servio
exercido anteriormente a disponibilidade, bem como o tempo em que o
servidor permanecer em disponibilidade.
Portaria Normativa/SRH n 02 , de 14 de outubro de 1998 (Aproveitamento)
! Dispe sobre as regras e procedimentos a serem adotados pelos
orgos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC para a concesso, indenizao,
parcelamento e pagamento da remunerao de Ierias de Ministro de
Estado e de servidor publico da administrao publica Iederal direta,
autarquica e Iundacional do Poder Executivo da Unio.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Deciso 1049/2000 Plenario TCU
! Auditoria Integrada. INSS e DATAPREV. Avaliao do sistema
de controle da concesso de Certido Negativa de Debito - CND,
situao contabil e Iinanceira, parcelamento de debitos e outros aspectos
legais e operacionais relevantes. Solicitao de Comisso Parlamentar.
InsuIicincia de recursos humanos e materiais. Ausncia de segregao
de Iunes para os servidores que habilitam, concedem e revisam os
beneIicios. Fragilidade dos sistemas inIormatizados. TransIerncias
29
!"# %& '())* +%,-./.
indevidamente eIetuadas a terceiros. Falhas de carater operacional.
Determinao. Necessidade de avaliao dos custos de prestao de
servios entre o INSS e a DATAPREV. Incluso no plano de auditoria.
Juntada as contas.
Deciso 633/1994 Plenario TCU
! Consulta Iormulada pelo TRT 17 Regio. Pessoal. Possibilidade
juridica de provimento de vagas existentes em um Tribunal, por
candidato excedente de concurso ja realizado por outro Tribunal ou no
TST. Conhecimento. - Concurso Publico. Natureza. Consideraes sobre
o instituto.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE 378041/MG, 1 Turma, Rel. Min. Ares Britto, DJ de 11 de Ievereiro
de 2005.
! RECURSO EXTRAORDINARIO. MUNICIPIO.
DECLARAO DE DESNECESSIDADE DE CARGO. SERVIDOR
PUBLICO OCUPANTE DE CARGO EFETIVO, EM ESTAGIO
PROBATORIO. EXONERAO AD NUTUM E SEM CRITERIOS
OBJETIVOS. IMPOSSIBILIDADE.
STF - MS 22492/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 20 de
junho de 2003.
! Constitucional. Ministerio Publico do DF e Territorios. C.F., art.
128, I, d. Promotor que integrava o Ministerio Publico dos Territorios.
Territorio Extinto. Aproveitamento em cargo igual do MPDFT, CF, art
41, 3. Lei 8.112/90, art. 30. Lei Complementar n 75/93, art. 287.
STJ - RESP 449005/PE, 6 Turma, Rel. Min. Fernando Gonalves, DJ de 28 de
outubro de 2002
! Administrativo. Servidor Publico em disponibilidade por Iora de
extino do Cargo. Aproveitamento. Concurso. Inexigibilidade. Dissidio
Jurisprudencial. Ausncia. Demonstrao
STJ - REsp 173092/AL , 5 Turma, Rel. Min. Edson Vidigal, DJ de 29 de maro
de 1999.
! Administrativo. Servidor publico. Disponibilidade. Contagem do
tempo para todos os Iins.
Captulo II
Da Vacncia
Art. 33. A vacncia do cargo publico decorrera de:
I - exonerao;
II - demisso;
III - promoo;
IV - ascenso; (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
30
!"# %& '())* +%,-./.
V - transIerncia (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
VI - readaptao;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulavel;
IX - Ialecimento.
Art. 34. A exonerao de cargo eIetivo dar-se-a a pedido do servidor, ou de oIicio.
ParagraIo unico. A exonerao de oIicio dar-se-a:
I - quando no satisIeitas as condies do estagio probatorio;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor no entrar em exercicio no prazo
estabelecido.
Art. 35. A exonerao de cargo em comisso e a dispensa de Iuno de conIiana
dar-se-a: (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
I - a juizo da autoridade competente;
II - a pedido do proprio servidor.
> Legislaes Correlatas
Art. 38, 1 da Lei n 9.527, de 10 de dezembro de 1997
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio-Circular n 38 , de 18 de outubro de 1991
! Vacncia - Correlao: Decreto n 96.496, de 12.08.88. Trata
sobre o controle das vacncias dos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil SIPEC.
Nota Tecnica n 785/2010 , de 19 de agosto de 2010
! No se Iaz necessaria a publicao de atos de exonerao de
servidores nomeados para cargos em comisso na condio de interinos.
Nota Tecnica n 538/2010 , de 31 de maio de 2010
! A legislao no estabeleceu outros requisitos para a concesso
da vacncia, assim sendo, nada obsta que ao servidor ainda em estagio
probatorio, e, portanto, sem estabilidade, seja aIastado por meio desse
instituto.
Nota InIormativa n 365/2010 , de 30 de junho de 2010
! Ao servidor e Iacultada a escolha da Iorma de vacncia
(exonerao a pedido ou posse em outro cargo inacumulavel), em vista
da mudana de cargo.
Nota InIormativa n 305/2010 , de 25 de maio de 2010
! Aplicao do instituto da vacncia ao servidor que, sendo detentor
de um cargo publico na esIera Iederal, tomou posse em outro cargo
31
!"# %& '())* +%,-./.
inacumulavel, independentemente da esIera do poder. Por sua vez, a
exonerao a pedido ocorrera nos demais casos em que haja ruptura em
deIinitivo do vinculo juridico entre o servidor e a Unio.
Nota Tecnica n 243/2010 , de 11 de maro de 2010
! A desistncia durante o estagio probatorio do novo cargo
conIigura especie de inabilitao que tambem da ensejo a reconduo a
cargo Iederal anteriormente ocupado.
Nota Tecnica n 473/2009 , de 28 de outubro de 2009
! Impossibilidade de reverso de aposentadoria voluntaria de
servidor que ocupava cargo de quadro em extino. Servidor de ex-
Territorio Federal, cujo cargo se extingue no momento em que ocorre a
vacncia.
Nota Tecnica n 236/2009 , de 17 de setembro de 2009
! Requerimento de concesso de vacncia de cargo eIetivo no
Ministerio do Desenvolvimento Social e Combate a Fome tendo em vista
a posse no cargo de Perito Criminal, da Carreira Policial Civil do
Distrital Federal.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Nota DECOR/CGU/AGU n 012/2009-PGO
! Acumulao de Cargos. Interpretao Controvertida.
Requerimento. Vacncia. Procurador Federal. Estagio Probatorio.
Exonerao. Divergncia. Reconduo. EIeito Juridico. Obrigatoriedade.
Parecer AGU GM-13. Nota N AGU/MC-11/2004.
Nota DECOR/CGU/AGU n 017/2009-PGO
! Acumulao de Cargos. Carreiras da AGU. Interpretao
controvertida. Vacncia. Estagio Probatorio. Exonerao.
UniIormizao. Reconduo. Impossibilidade. Parecer AGU GM-013.
Nota N AGU/MC-11/2004. Entendimento Superado. Lei Complementar
N 73/1993, Art. 1
Parecer AGU/M 1/2000 (anexo ao Parecer AGU n GM- 13, de 11 de
dezembro de 2000)
! A nomeao e a posse constituem relao juridica entre o servidor
e o Estado, gerando direitos e deveres. A exonerao os extingue.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo TCU n 3055/2009 , GRUPO I/ CLASSE III/ PLENARIO, n Processo:
015.795/2009-2
! CONSULTA. POSSIBILIDADE DE CONTINUIDADE DE
PAGAMENTO DE VANTAGENS INCORPORADAS POR
SERVIDOR EM CASOS DE VACNCIA E POSSE SIMULTNEAS
32
!"# %& '())* +%,-./.
EM CARGOS PUBLICOS NA ADMINISTRAO PUBLICA
FEDERAL. CONHECIMENTO.
Deciso 854/1999 Plenario TCU
! Admisso de Pessoal. TST. Pedido de reexame de deciso que
considerou ilegal o ato de admisso em vaga decorrente da
transIormao de emprego vago em cargo publico, na vigncia da Lei
8.112/90. Conhecimento. Provimento. Registro do ato,
excepcionalmente. Determinao. Arquivamento. - Extino de todos os
empregos publicos vagos no mbito dos trs Poderes da Republica, na
data da publicao da Lei 8.112/90. Consideraes.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ- REsp 1062171/RS, 1 Turma, Rel. Min. Francisco Falco, DJ de 02 de
maro de 2009
! Processual Civil. Ao Civil Publica. Servidor Publico. Ato
Administrativo. Desconstituio. Legitimidade Passiva. Recurso
Especial que tem origem em Agravo de Instrumento. Questo Superada
com a Prolao da Sentena de Merito.
STJ - REsp 817061/RJ, 5 Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 04 de
agosto de 2008
! Direito Administrativo. Recurso Especial. Servidor Publico.
Cargo Publico. Vacncia para ocupar emprego Publico Inacumulavel.
DeIerimento Administrativo. Existncia. Reconduo. Possibilidade.
Recurso Especial Conhecido e Improvido.
STF - ADI 3819/MG, Pleno, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 28 de maro de 2008
! Ao direta de inconstitucionalidade. Art. 140,0 caput e paragraIo
unico, e art. 141 da lei Complementar n 65, art. 55, caput e paragraIo
unico, da lei n 15.788. art, 135, caput e 2, da Lei n 15.961. Leis do
Estado de MG. Investidura e provimento dos cargos da carreira de
deIensor publico estadual. Servidores estaduais investidos na Iuno de
deIensor publico e nos cargos de assistente juridico de penitenciaria e de
analista de justia. Transposio para a recem criada carreira de deIensor
publico estadual sem previo concurso publico. Modulao dos eIeitos.
AIronta ao disposto nos arts. 37, II, e 134, 1, da CF.
STF - ADI 1500/ES , Pleno, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 16 de
agosto de 2008
! Constitucional, servidor publico: contratao temporaria. CF, art.
37, IX. Lei 4.957, de 1994, art. 4, do Estado do Espirito Santo.
Resoluo n 1.652, de 1993, arts. 2 e 3, do Estado do Espirito Santo.
Servidor publico: vencimentos: Iixao. Resoluo n 08/95 do Tribunal
de Justia do Estado do Espirito Santo.
Captulo III
33
!"# %& '())* +%,-./.
Da Remoo e da Redistribuio
Seo I
Da Remoo
Art. 36. Remoo e o deslocamento do servidor, a pedido ou de oIicio, no mbito
do mesmo quadro, com ou sem mudana de sede v. art.242.
ParagraIo unico: Para Iins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de
remoo: (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
I - de oIicio, no interesse da Administrao; (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
II - a pedido, a criterio da Administrao; (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da
Administrao: (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
a) para acompanhar cnjuge ou companheiro, tambem servidor publico civil ou
militar, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municipios, que Ioi deslocado no interesse da Administrao; (Incluido pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
b) por motivo de saude do servidor, cnjuge, companheiro ou dependente que
viva as suas expensas e conste do seu assentamento Iuncional, condicionada a
comprovao por junta medica oIicial; (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipotese em que o numero de
interessados Ior superior ao numero de vagas, de acordo com normas preestabelecidas
pelo orgo ou entidade em que aqueles estejam lotados.(Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Art. 73, V, da Lei n 9.504, de 30 de setembro de 1997
Art. 86 da Lei n 4.737, de 15 de julho d e 1965
Art. 1 da Lei n 9.536, de 11 de dezembro de 1997
Art. 100, 1, I, da Lei n 7.037, de 05 de outubro de 1982
Arts. 12; 17; 44, 5; 45, 3; 58, 1; 66, da Lei n 11.440, de 29 de dezembro
de 2006.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 128/2010/COGES/DENOP/SRH/MP , de 11 de Ievereiro
de 2010
! Remoo por motivo de saude. ConIlito entre os principios
constitucionais da dignidade da pessoa humana e o da supremacia do
interesse publico. Comprovao de necessidade por junta medica oIicial.
Possibilidade de remoo no presente caso.
34
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 674/2009/COGES/DENOP/SRH/MP , de 08 de dezembro
de 2009
! Consulta quanto a possibilidade de ser eIetivada a remoo de
servidor quando o mesmo se encontrar cedido a outro orgo.
Possibilidade apenas quando a reIerida remoo no inviabilizar a
continuidade das atividades da cesso concedida por lotaes em
unidades da Iederao distintas.
>Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Nota DECOR/CGU/AGU n 007/2009-PGO
! EXERCICIO DIVERGENTE. SERVIDOR. TERMINO.
NUCLEO DE ASSESSORAMENTO JURIDICO. 1. A servidora ressalta
que no se enquadra na hipotese do par. 1, do art. 2 do Ato Regimental
AGU n 6/2008, bem como contraps-se ao prazo limite para o termino
de seu exercicio divergente previsto para o dia 02/03/2009. 2.
Argumentou que a alterao de sua lotao causaria transtornos de
ordem pessoal, razo pela qual requer que sua lotao provisoria seja
convertida em deIinitiva ou, alternativamente, a analise de remoo para
acompanhamento do cnjuge.
PORTARIA AGU N 791, DE 18 DE AGOSTO DE 2006
! Revogar a Portaria n 775/AGU, publicada no Diario OIicial da
Unio de 19 de novembro de 2002, Seo 1, pags. 58 e 59, que dispunha
sobre processo seletivo para remoes dos integrantes das Carreiras de
Advogado da Unio, de Procurador da Fazenda Nacional e de Procurador
Federal.
Nota DECOR/CGU/AGU n 183/2007-MMV
! REMOO. MOTIVO DE DOENA. PESSOA DA FAMILIA.
UNIFORMIAO. INCOMPATIBILIDADE ENTRE A
REALIDADE E O OBJETO DO PEDIDO. ARQUIVAMENTO.
Nota DECOR/CGU/AGU n 031/2007-ACMG
! ASSESSORAMENTO JURIDICO. FORMULAO DE
CONSULTA. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO (TRT).
IMPOSSIBILIDADE.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Relao 3/2010 - Gabinete do Ministro Valmir Campelo - Primeira Cmara
TCU
! Os Ministros do Tribunal de Contas da Unio ACORDAM, por
unanimidade, com Iundamento nos arts. 1, inciso V, e 39, inciso I, da
Lei n 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c os arts. 1, inciso VIII; 143,
inciso II; 259, inciso I, e 260 do Regimento Interno, em considerar
legal(ais) para Iins de registro o(s) ato(s) de admisso de pessoal.
Acordo 1048/2007 Plenario TCU
35
!"# %& '())* +%,-./.
! CONCURSO PUBLICO. REMOO DOS SERVIDORES
INTEGRANTES DO QUADRO PERMANENTE DO ORGO
DURANTE O PRAO DE VALIDADE DO CONCURSO. AUSNCIA
DE ILEGALIDADE. IMPROCEDNCIA. ARQUIVAMENTO.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - REsp 1.189.485/RJ, 2 Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ de 28 de
junho de 2010.
! Administrativo - Servidor Publico Federal - Remoo a pedido -
Art. 36, ParagraIo Unico, III, "A", da Lei n 8.112/90 - Requisitos no
preenchidos - Carncia de direito subjetivo IndeIerimento.
STF - RE 549095 AgR/RJ , 2 Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 23 de outubro
de 2009
! Agravo regimental no recurso extraordinario. Constitucional.
Administrativo. Prequestionamento. Auditor Iiscal da Receita Federal.
Remoo. Possibilidade. Proteo a entidade Iamiliar.
STJ - MS 8465/DF, 3 Seo, Rel. Min. Jorge Scartezzini, DJ de 10 de julho de
2002
! Processo Civil - Administrativo - Mandado de Segurana -
Auxiliar Local - Incluso no Regime Juridico unico - Servidor Publico
Federal - Art. 19 do ADCT c/c Lei n 8.112/90 - DeIerimento na via
Judicial (Ms N 5.132/DI - 3a. Seo) Portaria do MRE - Retorno ao
Brasil em 30 Dias - Ausncia de Motivao - Nulidade - Reincluso no
Sistema Previdenciario Alemo - Impossibilidade - Pagamento de
Atrasados Aplicao das Sumulas 269 E 271/STF - Segurana
Parcialmente Concedida.
Seo II
Da Redistribuio
Art. 37. Redistribuio e o deslocamento de cargo de provimento eIetivo, ocupado
ou vago no mbito do quadro geral de pessoal, para outro orgo ou entidade do mesmo
Poder, com previa apreciao do orgo central do SIPEC, observados os seguintes
preceitos: (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
I - interesse da administrao; (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
II - equivalncia de vencimentos; (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
III - manuteno da essncia das atribuies do cargo; (Incluido pela Lei n 9.527,
de 10.12.97)
IV - vinculao entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
(Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
V - mesmo nivel de escolaridade, especialidade ou habilitao proIissional;
(Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
VI - compatibilidade entre as atribuies do cargo e as Iinalidades institucionais
do orgo ou entidade. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)

36
!"# %& '())* +%,-./.
1 A redistribuio ocorrera ex oIIicio para ajustamento de lotao e da Iora de
trabalho as necessidades dos servios, inclusive nos casos de reorganizao, extino ou
criao de orgo ou entidade. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2 A redistribuio de cargos eIetivos vagos se dara mediante ato conjunto entre
o orgo central do SIPEC e os orgos e entidades da Administrao Publica Federal
envolvidos. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3 Nos casos de reorganizao ou extino de orgo ou entidade, extinto o cargo
ou declarada sua desnecessidade no orgo ou entidade, o servidor estavel que no Ior
redistribuido sera colocado em disponibilidade, ate seu aproveitamento na Iorma dos
arts. 30 e 31. (ParagraIo renumerado e alterado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
4 O servidor que no Ior redistribuido ou colocado em disponibilidade podera
ser mantido sob responsabilidade do orgo central do SIPEC, e ter exercicio provisorio,
em outro orgo ou entidade, ate seu adequado aproveitamento. (Incluido pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Decreto n 3.151 , de 23 de agosto de 1999
Art. 5, 1, 2 e 3 da Lei n 7.662, de 17 de maio de 1988
Art. 1 da Lei n 9.527 de 10 de dezembro de 1997
Art. 43 da Lei n 9.649, de 27 de maio de 1998
Art. 6, unico, da Lei n 10.871, de 20 de maio de 2004
Art. 1, 2,V, da Lei n 6.944, de 21 de agosto de 2009
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Portaria n 83 do Ministerio do Planejamento , de 17 de abril de 2001
! Delega competncia ao Secretario de Recursos Humanos deste
Ministerio para a pratica de atos de redistribuio de cargos eIetivos,
ocupados ou vagos, no mbito da Administrao Publica Federal direta,
autarquica e Iundacional. nos casos de reorganizao ou criao de orgo
ou entidade.
OIicio-Circular n 07 , de 17 de abril de 2000
! Delega competncia aos demais Ministros de Estado para
eIetivarem as redistribuies de cargos, ocupados ou vagos, no mbito de
suas Pastas.
Portaria n 57 do Ministerio do Planejamento , de 14 de abril de 2000
! Disciplinar os procedimentos relativos a redistribuio de cargos
eIetivos ocupados ou vagos da Administrao Publica Federal direta,
autarquica e Iundacional, no interesse da administrao.
! Revoga a Instruo Normativa/MARE n 5, de 23 de Ievereiro de
1996 e a Portaria/MP n 1.295, de 28 de dezembro de 1999.
Nota Tecnica n 585/2009 , de 16 de novembro de 2009
37
!"# %& '())* +%,-./.
! O ato de redistribuio no pode implicar acrescimo de
remunerao ou aumento de despesas.
Nota Tecnica n 421/2009 , de 19 de outubro de 2009
! O processo de redistribuio deve respeitar os preceitos
estabelecidos incondicionalmente, sendo que convem tambem mencionar
o artigo 37 da Constituio Federal, no qual esto esculpidos os
principios norteadores das atividades da Administrao Publica, entre
eles o da legalidade.
Nota Tecnica n 398/2009 , de 14 de outubro de 2009
! O ato de redistribuio no podera implicar em acrescimo de
remunerao ou aumento de despesas, conIorme interpretado no item 7,
do OIicio-Circular 07, de 17 de abril de 2000.
>Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Nota DECOR/CGU/AGU n 031/2007-ACMG
! ASSESSORAMENTO JURIDICO. FORMULAO DE
CONSULTA. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO (TRT).
IMPOSSIBILIDADE.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 2366/2010 Plenario TCU (Inclui tambem Remoo)
! CONSULTA. DUVIDA ACERCA DA POSSIBILIDADE DE
REDISTRIBUIO DE CARGOS ENTRE TRIBUNAIS REGIONAIS
FEDERAIS PARA SUPRIR LACUNA ORIGINADA NA REMOO
DE SERVIDORES. CONSULENTE INAPTO PARA PROPOSIO
DO FEITO. NO CONHECIMENTO. CONSIDERAES ACERCA
DA IMPOSSIBILIDADE DO PLEITO.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RMS 16065/SC, 6 Turma, Rel.Min. Maria Thereza De Assis Moura,
publicado 06 de junho de 2009.
! RECURSO ORDINARIO. MANDADO DE SEGURANA.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. ATO DE
REDISTRIBUIO DE CARGO PARA QUADRO DIVERSO DA
ADMINISTRAO. INVALIDAO. REPERCUSSO NO MBITO
DE INTERESSE INDIVIDUAL. NECESSIDADE DE PREVIA
INSTAURAO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO.
PRECEDENTES. OBSERVNCIA, NO CASO, DO PRINCIPIO DA
ISONOMIA.
STJ - MS 12629/DF, 3 Seo, Rel. Min. Felix Fischer, DJ de 24 de setembro de
2007.
! MANDADO DE SEGURANA. SERVIDOR. ATO DE
REDISTRIBUIO. DISCRICIONARIEDADE ADMINISTRATIVA.
38
!"# %& '())* +%,-./.
STF - RE 167636 AgR/PA, 1 Turma, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 01 de julho
de 2005.
! Recurso Extraordinario. Inadmissibilidade. Jurisprudncia
assentada. Ausncia de razes novas. Deciso mantida. Agravo
regimental improvido.
Captulo IV
Da Substituio
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou Iuno de direo ou cheIia e os
ocupantes de cargo de Natureza Especial tero substitutos indicados no regimento
interno ou, no caso de omisso, previamente designados pelo dirigente maximo do
orgo ou entidade. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1 O substituto assumira automatica e cumulativamente, sem prejuizo do cargo
que ocupa, o exercicio do cargo ou Iuno de direo ou cheIia e os de Natureza
Especial, nos aIastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular e na
vacncia do cargo, hipoteses em que devera optar pela remunerao de um deles durante
o respectivo periodo. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
2 O substituto Iara jus a retribuio pelo exercicio do cargo ou Iuno de
direo ou cheIia ou de cargo de Natureza Especial, nos casos dos aIastamentos ou
impedimentos legais do titular, superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporo
dos dias de eIetiva substituio, que excederem o reIerido periodo. (Redao dada pela
Lei n 9.527, de 10.12.97).
Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades
administrativas organizadas em nivel de assessoria.
> Legislaes Correlatas
Art. 1, I ao VII, do Decreto n 6.532 de 5 de agosto de 2008

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa SRH/MP n 5 , de 28 de outubro de 2009
! Estabelece orientao aos orgos e entidades integrantes do
SIPEC quanto a remunerao de proIessor substituto e visitante e
proIessor visitante estrangeiro de que trata a Lei n 8.745, de 9 de
dezembro de 1993.
! Revoga a Orientao Normativa 2-2009 - 17/07/2009
OIicio-Circular n 01 , de 28 de janeiro de 2005
! UniIormizar procedimentos no mbito do Sistema de Pessoal
Civil -SIPEC, no que se reIere a substituio de servidor investido em
cargo ou Iuno de direo ou cheIia e os ocupantes de cargo de
Natureza Especial,
! Revoga a Orientao Normativa - 04-1999 - 08/04/1999
Orientao Normativa SAF n 96 , de 06 de maio de 1991
39
!"# %& '())* +%,-./.
! O titular de cargo em comisso no podera ser substituido,
durante o periodo em que se aIastar a sede para exercer atribuies
pertinentes a esse cargo. Correlao: Artigo 38 da Lei n 8.112, de 1990.
Nota Tecnica n 904/2010 , de 30 de setembro de 2010
! Provimento de cargo comissionado com eIeito retroativo.
Impossibilidade.
Nota Tecnica n 553/2010 , de 26 de maio de 2010
! SUBSTITUIO DE OCUPANTE DE CARGO EM
COMISSO. E indevida a designao de empregado publico para
substituir ocupantes de cargo ou Iuno de direo ou cheIia e os
ocupantes de Cargo de Natureza Especial.
Nota Tecnica n 132/2010 , de 12 de Ievereiro de 2010
! SUBSTITUIO DE OCUPANTE DE CARGO EM
COMISSO. Impossibilidade de pagamento de substituio quando o
ocupante do cargo em comisso esteja ministrando treinamento em area
aIeta as atribuies do seu cargo comissionado.
Nota Tecnica n 131/2010/COGES/DENOP/SRH/MP , de 12 de Ievereiro de
2010
! Substituio de ocupante de cargo em comisso. O substituto
somente Iara jus a sua retribuio apos a publicao do reIerido ato na
imprensa oIicial.
Nota Tecnica n 766/2009/COGES/DENOP/SRH/MP , de 15 de dezembro de
2009
! Pagamento de substituio quando o titular Ioi convidado para
atuar como instrutor externo, em curso de capacitao ou atividades
similares, com percepo da GratiIicao por Encargo de Curso ou
Concurso e compensao de carga horaria.
NOTA TECNICA N 483/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Substituio de ocupante de cargo em comisso. Titular suspenso
por cumprimento de penalidade disciplinar. O servidor detentor de cargo
em comisso que se encontra no cumprimento da penalidade por
suspenso Iicara impedido de desempenhar as atribuies do cargo
eIetivo e em comisso dos quais seja titular, cabendo ao substituto legal
percebera o pagamento da substituio durante o reIerido impedimento.
NOTA TECNICA N 231/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! SUBSTITUIO DE OCUPANTE DE CARGO EM
COMISSO. TITULAR AFASTADO PARA USUFRUTO DE
LICENA PARA CAPACITAO. O substituto Iara jus ao pagamento
da substituio durante aIastamento do titular para usuIruto de licena
para capacitao.
OIicio n 146 , de 29 de julho de 2005
40
!"# %& '())* +%,-./.
! EspeciIica os aIastamentos que geram pagamento de substituio.
Parecer 161/92 SRH/SAF
! Trata sobre a possibilidade de concesso de horario especial ao
servidor estudante quando comprovada a incompatibilidade entre o
horario escolar e o da repartio, sem prejuizo do exercicio do cargo.
>Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Nota DECOR/CGU/AGU n 027/2007 ACMG
! CONTRATO ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE
MO-DE-OBRA. FUNDAO AR FRAUINO. INSTITUTO
NACIONAL DE CNCER (INCA). EXERCICIO DE FUNES
TIPICAS DE CARGO PUBLICO. SUBSTITUIO PROGRAMADA.
AO CIVIL PUBLICA N 2005.5101018363-9. ILEGALIDADE.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo n 3275/2006 - Segunda Cmara TCU
! RECURSO DE RECONSIDERAO. PESSOAL.
AFASTAMENTO DE SERVIDOR OCUPANTE DE CARGO OU
FUNO COMISSIONADA. CONSIDERAES. PROVIMENTO.
Deciso 483/2002 Plenario TCU
! Administrativo. Requerimento Iormulado por unidade basica do
TCU. Remunerao da substituio nos primeiros 30 dias.
Retroatividade dos eIeitos da Portaria 266/00 a data a publicao da Lei
9.527/97. Interpretao do art. 38, 1 e 2 da Lei 8.112/90, com
redao dada pela Lei 9.527/97. Jurisprudncia do TCU. Autorizao a
Presidncia para promover pagamentos, de acordo com disponibilidades
oramentarias. Arquivamento.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
Acordo n 648/2007 , do Conselho Superior da Justia do Trabalho CSJT
! Recurso. Administrativo. Funo comissionada Substituio
Ausncia do direito a remunerao dos substitutos nos dias em que no
ocorrer eIetiva substituio.
!"#$%& ((( 6 *&, *-31-#&, 1 9+5#+A15,
Captulo I
Do Vencimento e da Remunerao
Art. 40. Vencimento e a retribuio pecuniaria pelo exercicio de cargo publico,
com valor Iixado em lei.
41
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. Nenhum servidor recebera, a titulo de vencimento, importncia
inIerior ao salario-minimo. (Revogado pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
(Revogado pela Lei n 11.784, de 2008)

Art. 41. Remunerao e o vencimento do cargo eIetivo, acrescido das vantagens
pecuniarias permanentes estabelecidas em lei.
> Legislaes Correlatas
LEI N 11.907, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2009
! Trata da reestruturao e da estrutura remuneratoria de planos
gerais, planos especiais e carreiras do Poder Executivo Federal.
DECRETO n 6.657, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2008
! Regulamenta o art. 310 da Medida provisoria n 441, de 29 de
agosto de 2008, dispondo sobre a remunerao dos anistiados pela Lei n
8.878, de 11 de maio de 1994, que retornarem ao servio na
administrao publica Iederal direta, autarquica e Iundacional.
LEI N 11.784, DE 22 DE SETEMBRO DE 2008
! Dispe, dentre outras providncias, sobre a composio
remuneratoria do Plano Geral do Poder Executivo PGPE, do Plano
Especial de Cargos do Ministerio da Cultura-PECC, Carreira de
Magisterio Superior CMS, do Plano Especial de Cargos do
Departamento de policia Federal PEDPF, Plano de Carreira e dos
Cargos de ReIorma e Desenvolvimento Agrario-PCRDA, da Carreira de
Perito Federal Agrario CPFA, da Carreira da Previdncia, Saude e do
Trabalho CPST, da Carreira de Fiscal Federal Agropecuario, dos
Cargos de Atividades Tecnicas da Fiscalizao do Quadro de Pessoal do
MAPA, dos Cargos e Empregos publicos em Exercicio das Atividades de
Combate e Controle de Endemias, do Plano Especial de Cargos do
Departamento de Policia Rodoviaria Federal PEDPRF, dos Cargos de
Nivel Superior Intermediario e Auxiliar do Quadro de Pessoal do HFA,
da Carreira de Ensino Basico, Tecnico e Tecnologico, do Plano de
Carreiras de Magisterio do Ensino Basico Federal.
LEI N 9.367, DE 16 DE DEEMBRO DE 1996
! Fixa criterios para a progressiva uniIicao das tabelas de
vencimentos dos servidores, altera o Anexo II da Lei no 8.237, de 30 de
setembro de 1991, para implementao da isonomia a que se reIere o
1o do art. 39 da Constituio, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa SRH/MP n 05 , de 28 de outubro de 2009
! Estabelece orientao aos orgos e entidades integrantes do
SIPEC quanto a remunerao de proIessor substituto e visitante e
proIessor visitante estrangeiro de que trata a Lei n 8.745, de 9 de
dezembro de 1993.
42
!"# %& '())* +%,-./.
Orientao Normativa n 04, de 09 de julho de 2008
! Estabelece procedimentos para o retorno dos anistiados de que
trata a Lei n 8.878, que retornarem ao servio na administrao publica
Iederal direta, autarquica e Iundacional.
OIicio-Circular n 83/SRH/MP , de 18 de dezembro de 2002
! Dirime duvidas acerca de indenizaes e pagamentos, dentre
estas, a verba de custeio devida aos servidores que tiveram acesso a
inIormaes que no so do conhecimento publico, seja de natureza
econmica, social e politica, nos termos do art. 6 da Medida Provisoria
n 2225-45, de 4 de setembro de 2001.
OIicio-Circular n 82/SRH/MP , de 10 de dezembro de 2002
! Trata da composio remuneratoria dos denominados agregados,
de que trata a Lei n 1.741, de 22 de novembro de 1952, constante do
OIicio-Circular n 31, de 14 de dezembro de 2000, conIorme
estabelecido pela Deciso n 1.545/2002.
OFICIO CIRCULAR N 2/SRH-MP, DE 07 DE JANEIRO DE 2000
! Versa sobre a impossibilidade da percepo cumulativa de
remunerao integral de cargo em comisso e de cargo eIetivo.
Nota Tecnica n 642/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata de vantagens remuneratorias oriundas de Planos anteriores.
No sero recepcionados na nova estrutura remuneratoria do PECFA,
art. 263 da Lei n 11.907, de 2009.
NOTA TECNICA N 574/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da remunerao de empregados anistiados da extinta
Siderurgia Brasileira S/A - SIDERBRAS. Em relao ao reajuste
mencionado, de 12,36 que se encontra na Tabela do Anexo do Decreto
n 6.657/2008, convem ressaltar que tal reajuste aplica-se somente
aqueles empregados que tiveram sua remunerao calculada de acordo
com essa Tabela.
NOTA TECNICA N 197/2009, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009
! REVISO DE VENCIMENTOS, TENDO EM VISTA A
APLICAO DO 1 DO ART. 22 DA LEI N 8.216, DE 13 DE
SETEMBRO DE 1991. IMPOSSIBILIDADE.
Despacho/DIORC/COGES , de 7 de maro de 2007
! Orienta a Superintendncia Regional da Receita Federal 10 RF
no que diz respeito ao calculo proporcional da remunerao de
servidores recem ingressados ou que solicitam vacncia nos meses com
31 dias, bem como no ms de Ievereiro, que pode ter 28 ou 29 dias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer n GQ - 208
43
!"# %& '())* +%,-./.
! Impossibilidade da percepo cumulativa de remunerao integral
de cargo em comisso e de cargo eIetivo.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Sumula 241
! As vantagens e gratiIicaes incompativeis com o Regime
Juridico Unico, instituido pela Lei n 8.112, de 11-12-90, no se
incorporam aos proventos nem a remunerao de servidor cujo emprego,
regido ate ento pela legislao trabalhista, Ioi transIormado em cargo
publico por Iora do art. 243 do citado diploma legal.
1
o
A remunerao do servidor investido em Iuno ou cargo em comisso sera
paga na Iorma prevista no art. 62.
> Legislaes Correlatas
Lei n 11.526, de 4 de outubro de 2007
! Fixa a remunerao dos cargos e Iunes comissionadas da
administrao publica Iederal direta, autarquica e Iundacional; revoga
dispositivos de diversas leis, das quais destaca-se a Lei n 10.470, de
2002.
2
o
O servidor investido em cargo em comisso de orgo ou entidade diversa da
de sua lotao recebera a remunerao de acordo com o estabelecido no 1
o
do art. 93.
3
o
O vencimento do cargo eIetivo, acrescido das vantagens de carater
permanente, e irredutivel.
4
o
E assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuies iguais ou
assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos trs Poderes, ressalvadas as
vantagens de carater individual e as relativas a natureza ou ao local de trabalho.
5
o
Nenhum servidor recebera remunerao inIerior ao salario minimo. (Incluido
pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
5
o
Nenhum servidor recebera remunerao inIerior ao salario minimo. (Incluido
pela Lei n 11.784, de 2008
Art. 42. Nenhum servidor podera perceber, mensalmente, a titulo de
remunerao, importncia superior a soma dos valores percebidos como remunerao,
em especie, a qualquer titulo, no mbito dos respectivos Poderes, pelos Ministros de
Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal.
ParagraIo unico. Excluem-se do teto de remunerao as vantagens previstas nos
incisos II a VII do art. 61.

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
44
!"# %& '())* +%,-./.
OIicio Circular n 07/2009/SRH/MP, de 14 de outubro de 2009
! Trata do abate-teto que incidira sobre a soma de todas as especies
remuneratorias percebidas pelo servidor ou pensionista, compreendendo
a remunerao, o subsidio, os proventos de aposentadoria e tambem a
penso, como tem sido Ieito no mbito do SIAPE.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA-MP-CONJUR-PLS N 0117 - 3.21 - 2010.pdI
! DUVIDA ACERCA DA INCIDNCIA DO TETO
REMUNERATORIO SOBRE A SOMA DO BENEFICIO DE PENSO
POR MORTE E DOS PROVENTOS DE APOSENTADORIA
PERCEBIDOS PELA MESMA BENEFICIARIA.

Art. 43. A menor remunerao atribuida aos cargos de carreira no sera inIerior a
1/40 (um quarenta avos) do teto de remunerao Iixado no artigo anterior. (Revogado
pela Lei n 9.624, de 2.4.98) (Vide Lei n 9.624, de 2.4.98)
Art. 44. O servidor perdera:
I - a remunerao dos dias em que Ialtar ao servio;
II - a parcela de remunerao diaria, proporcional aos atrasos, ausncias e saidas
antecipadas, iguais ou superiores a 60 (sessenta) minutos;
III - metade da remunerao, na hipotese prevista no 2 do art. 130.
I - a remunerao do dia em que Ialtar ao servio, sem motivo justiIicado;
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
II - a parcela de remunerao diaria, proporcional aos atrasos, ausncias
justiIicadas, ressalvadas as concesses de que trata o art. 97, e saidas antecipadas, salvo
na hipotese de compensao de horario, ate o ms subsequente ao da ocorrncia, a ser
estabelecida pela cheIia imediata. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
ParagraIo unico. As Ialtas justiIicadas decorrentes de caso Iortuito ou de Iora
maior podero ser compensadas a criterio da cheIia imediata, sendo assim consideradas
como eIetivo exercicio. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 595/COGES/DENOP/SRH/MP
! Desconto de dias parados em razo de greve. Com base nos
precedentes do Supremo Tribunal Federal, que determinaram a aplicao
da Lei n 7.783, de 1989, aos servidores publicos, bem como em razo
do art. 7 da reIerida Lei, no sentido de que os descontos salariais dos
dias no trabalhados dos servidores participantes de movimentos
grevistas so devidos. Entretanto, em razo do entendimento de que
essas verbas remuneratorias possuem natureza alimenticia, os descontos
salariais devem limitar-se ao valor correspondente a 7 (sete ) dias da
remunerao mensal.
45
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COMUNICA NR 538635, TRANSMITIDO EM 12/05/2010
! NOS TERMOS DA PORTARIA N 89, DE 28 DE ABRIL DE
2004, O REGISTRO DA FALTA POR PARTICIPAO
MOVIMENTOS REIVINDICATORIOS DEVE SER EFETUADO POR
MEIO DO CODIGO N 82057 (FALTAS GREVE) EM CASO DE
OCORRNCIA DE PARALISAO TOTAL OU PARCIAL DE
ATIVIDADES.
Art. 45. Salvo por imposio legal, ou mandado judicial, nenhum desconto
incidira sobre a remunerao ou provento. (Regulamento)
ParagraIo unico. Mediante autorizao do servidor, podera haver consignao em
Iolha de pagamento a Iavor de terceiros, a criterio da administrao e com reposio de
custos, na Iorma deIinida em regulamento.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 6.386, DE 29 DE FEVEREIRO DE 2008
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA N 1, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2010
! Estabelece orientaes aos orgos sobre o processamento das
consignaes em Iolha de pagamento do Sistema Integrado de
Administrao de Recursos Humanos SIAPE, Iixa condies para o
cadastramento no mbito da Administrao Publica Federal, e da outras
providncias.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 2178/2005
! ADMINISTRATIVO. SINDICNCIA. CONSIGNAO EM
FOLHA DE PAGAMENTO. INOBSERVNCIA DE NORMA
INTERNA DO TRIBUNAL. BONS ANTECEDENTES DAS
SERVIDORAS. AUSNCIA DE DANO AO ERARIO E AS
EMPRESAS CONSIGNATARIAS. ADVERTNCIA.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
TST - Acordo do Processo N 427400-2005-0-4-0. Rel. Min IVES GANDRA
MARTINS FILHO, DJ de 13 de novembro de 2007.
! MANDADO DE SEGURANA - ATO COATOR PROFERIDO
EM SEDE COGNITIVA NA AO TRABALHISTA, QUE DEFERIU
PARCIALMENTE A TUTELA ANTECIPADA, PARA
DETERMINAR QUE O BANCO E A COOPERATIVA SE
ABSTENHAM DE PRATICAR QUAISQUER ATOS TENDENTES A
INCLUSO DOS SUBSTITUIDOS (PROFESSORES) EM
CADASTROS DE DEVEDORES - AUSNCIA DE ILEGALIDADE.
46
!"# %& '())* +%,-./.
STJ - Recurso Especial n 688.286 - RJ (2004/0131030-1) . Rel. Min. JOSE
ARNALDO DA FONSECA. DJ de 5.12.2005.
! RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. CONSIGNAO. LEIS
NS 1. 046/50 E 2.339/54. REVOGAO NO MBITO DA LEI N
8.112/90.
Art. 46. As reposies e indenizaes ao erario sero descontadas em parcelas
mensais no excedentes a decima parte da remunerao ou provento, em valores
atualizados.
Art. 46. As reposies e indenizaes ao erario sero previamente comunicadas ao
servidor e descontadas em parcelas mensais em valores atualizados ate 30 de junho de
1994. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1 A indenizao sera Ieita em parcelas cujo valor no exceda dez por cento da
remunerao ou provento. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2 A reposio sera Ieita em parcelas cujo valor no exceda 25 da
remunerao ou provento. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3 A reposio sera Ieita em uma unica parcela quando constatado pagamento
indevido no ms anterior ao do processamento da Iolha. (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)

Art. 46. As reposies e indenizaes ao erario, atualizadas ate 30 de junho de
1994, sero previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista,
para pagamento, no prazo maximo de trinta dias, podendo ser parceladas, a pedido do
interessado. (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
1
o
O valor de cada parcela no podera ser inIerior ao correspondente a dez por
cento da remunerao, provento ou penso. (Redao dada pela Medida Provisoria n
2.225-45, de 4.9.2001)
2
o
Quando o pagamento indevido houver ocorrido no ms anterior ao do
processamento da Iolha, a reposio sera Ieita imediatamente, em uma unica parcela.
(Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
3
o
Na hipotese de valores recebidos em decorrncia de cumprimento a deciso
liminar, a tutela antecipada ou a sentena que venha a ser revogada ou rescindida, sero
eles atualizados ate a data da reposio. (Redao dada pela Medida Provisoria n
2.225-45, de 4.9.2001)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP

OFICIO-CIRCULAR N 09 - 2007/SRH/MP, DE 18 DE MAIO DE 2007
! O ressarcimento dos valores percebidos em desacordo com as
orientaes contidas no Acordo n 1.164/2005 TCU, Sesso do
Plenario de 17 de agosto de 2005, sero previamente comunicados aos
servidores ativos, inativos e pensionistas, para pagamento no prazo de
47
!"# %& '())* +%,-./.
trinta dias, podendo ser parcelado a pedido dos interessados, conIorme
dispe o art. 46 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
NOTA TECNICA N 568/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! O RESSARCIMENTO AO ERARIO DAS IMPORTNCIAS
IMPROPRIAMENTE RECEBIDAS, DEVERA OCORRER EM
OBSERVNCIA AOS TERMOS DO ART. 46 DA LEI N 8.112, DE
1990, ALTERADO PELA MEDIDA PROVISORIA N 2.225-45, DE 4
DE SETEMBRO DE 2001, VISTO QUE PROCEDIMENTOS
EQUIVOCADOS OU MESMO ILEGAIS NO PODEM GERAR
DIREITOS AOS BENEFICIADOS.
NOTA TECNICA N 537/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! SERA DEVIDA A REPOSIO AO ERARIO DOS VALORES
RECEBIDOS PELA BENEFICIARIA QUE CUMULATIVAMENTE
PERCEBEU PENSO NA CONDIO DE FILHA MAIOR
SOLTEIRA E DE COMPANHEIRA DESIGNADA, HAJA VISTA
NO ESTAR CARACTERIADA A OCORRNCIA DE ERRO DE
INTERPRETAO DA LEI, HIPOTESE NA QUAL PODERIA SER
DISPENSADA DO RESSARCIMENTO.
NOTA TECNICA N 141/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! RESSARCIMENTO AO ERARIO DE VALORES RECEBIDOS
INDEVIDAMENTE POR SERVIDOR INTEGRANTE DA CARREIRA
DE MAGISTERIO EM REGIME DE DEDICAO EXCLUSIVA, NO
PERIODO EM QUE EXERCEU CONCOMITANTEMENTE OUTRO
CARGO DE MEDICO NA ESFERA MUNICIPAL.
NOTA TECNICA N 880/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! RESTITUIO AO ERARIO. VALORES PAGOS
INDEVIDAMENTE. AUSNCIA DE BOA-FE. NO APLICAO
DA PRESCRIO QUINQUENAL. DEVOLUO EM SUA
TOTALIDADE DOS VALORES, NA FORMA DO ART. 46 DA LEI
N 8.112, DE 1990.
NOTA TECNICA N 851/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! O ressarcimento aos coIres publicos e a Iorma mais sensata de
correo nas hipoteses de irregularidades, visto que a continuidade dos
pagamentos indevidos subvertem o principio da legalidade, provocando
uma despesa irregular descabida e que deve ser reparada pelo poder
publico.
NOTA TECNICA N 636/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. ERRO
MATERIAL DA ADMINISTRAO PUBLICA. NECESSIADE DE
REPOSIO AO ERARIO INDEPENDENTEMENTE DE BOA-FE
DO SERVIDOR.
NOTA TENICA N 571/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
48
!"# %& '())* +%,-./.
! TRATA DE VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE EM
RAO DA NO COMUNICAO DO FALECIMENTO DO
SERVIDOR/PENSIONISTA. A RESPONSABILIDADE PELA
RESTITUIO DOS VALORES PERCEBIDOS INDEVIDAMENTE
DEVE SER ATRIBUIDA AO ESPOLIO.
NOTA TECNICA N 485/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! INCORPORAO DE QUINTOS. VALORES RECEBIDOS A
MAIOR. NECESSIADE DE REPOSIO AO ERARIO. SUGETO
DE INSCRIO DO DEBITO EM DIVIDA ATIVA.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer n GQ 161, de 03 de agosto de 1998
! Reposies devidas ao erario por servidores publicos. Proposta de
mudana na orientao da extinta Consultoria-Geral da Republica e
mantida por esta Instituio. Reposies devidas em virtude de deciso
judicial, que, cassando liminar, julgou improcedente a ao proposta por
servidores.
PARECER/MP/CONJUR/CCV/N 0334 - 3.27 / 2010
! Devoluo de valores para a Unio. Pagamento de penso apos
Ialecimento da pensionista. Pedido de restituio no atendido. Pela
inscrio em divida ativa.
PARECER/ MP /CONJUR /FB/N. 0014 - 7.9 / 2009
! Reposio ao erario de valores indevidamente recebidos por Iora
de deciso judicial posteriormente reIormada. Possibilidade. Prazo
decadencial quinquenal.
PARECER/MP/CONJUR/PLS/N 0061 - 3.26 / 2009
! Ressarcimento ao erario. Mudana de entendimento quanto a
Iorma de calculo dos decimos.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0731 - 3.13/2008
! Reposio ao erario. Pagamento de anunio em desacordo com as
orientaes emanadas do OIicio Circular n 36/SRH/MP.
PARECER/MP/CONJUR/ICN/N 1372 3.26 / 2007
! Requerimento de suspenso de ressarcimento do erario.
Fundamentao na Sumula n 249, do TCU, Parecer GQ-161, e
jurisprudncia do Superior Tribunal de Justia. Situao diversa, visto
que se trata de mero erro material. Possibilidade de reposio ao erario
da quantia indevidamente recebida pelo servidor, em conIormidade com
o disposto no art. 46, da Lei n 8.112, de 1990. Pelo indeIerimento do
requerimento.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU SUMULA 249
49
!"# %& '())* +%,-./.
! "E dispensada a reposio de importncias indevidamente
percebidas, de boa-Ie, por servidores ativos e inativos, e pensionistas, em
virtude de erro escusavel de interpretao de lei por parte do
orgo/entidade, ou por parte de autoridade legalmente investida em
Iuno de orientao e superviso, a vista da presuno de legalidade do
ato administrativo e do carater alimentar das parcelas salariais."
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - MS 25641 / DF . Rel. Min. Min. EROS GRAU, DJe de 21.2.2008
! A reposio ao erario dos valores percebidos pelos servidores
torna-se desnecessaria, nos termos do ato impugnado, quando
concomitantes os seguintes requisitos: "i presena de boa-Ie do servidor;
ii ausncia, por parte do servidor, de inIluncia ou interIerncia para a
concesso da vantagem impugnada; iii existncia de duvida plausivel
sobre a interpretao, validade ou incidncia da norma inIringida, no
momento da edio do ato que autorizou o pagamento da vantagem
impugnada; iv interpretao razoavel, embora errnea, da lei pela
Administrao.
STJ - RECURSO ESPECIAL N 638.813 - RN (2004/0009500-3) . Rel. Min.
LAURITA VA, DJ de 7.2.2008.
! Servidor Publico. Reposio ao erario. Desconto em Iolha de
pagamento. Limite.
TST - MANDADO DE SEGURANA. Acordo do Processo N 602330-1999-
5555-13-0. Rel. Min. JOO ORESTE DALAEN, DJ de 05 de abril de 2001
! A reposio ao erario dos valores percebidos em Iuno da
medida liminar posteriormente cassada. 2. A Lei n 8.112/90, em seu art.
46, 2, determina expressamente o dever de reposio ao erario de
valores pagos em cumprimento a deciso judicial posteriormente
reIormada, independentemente se percebidos de boa-Ie. No mesmo
sentido: Sumulas n 405 do STF e n 235 do Eg. TCU. 3. Recurso
ordinario em mandado de segurana a que se da provimento para
determinar a reposio ao erario dos valores percebidos em Iuno da
eIicacia temporaria de medida liminar concedida em mandado de
segurana.
Art. 47. O servidor em debito com o erario, que Ior demitido, exonerado, ou que
tiver a sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, tera o prazo de 60 (sessenta) dias
para quitar o debito. ParagraIo unico. A no quitao do debito no prazo previsto
implicara sua inscrio em divida ativa.
Art. 47. O servidor em debito com o erario, que Ior demitido, exonerado, ou que
tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, ou ainda aquele cuja divida relativa
a reposio seja superior a cinco vezes o valor de sua remunerao tera o prazo de
sessenta dias para quitar o debito. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1
o
A no quitao do debito no prazo previsto implicara sua inscrio em divida
ativa. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
50
!"# %& '())* +%,-./.
2
o
Os valores percebidos pelo servidor, em razo de deciso liminar, de qualquer
medida de carater antecipatorio ou de sentena, posteriormente cassada ou revista,
devero ser repostos no prazo de trinta dias, contados da notiIicao para Iaz-lo, sob
pena de inscrio em divida ativa. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 47. O servidor em debito com o erario, que Ior demitido, exonerado ou que
tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, tera o prazo de sessenta dias para
quitar o debito. (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)

ParagraIo unico. A no quitao do debito no prazo previsto implicara sua
inscrio em divida ativa. (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de
4.9.2001)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio-Circular n 05/2007/SRH/MP,de 21 de maro de 2007
! Determina a reposio ao erario de servidores, seguindo a
orientao a orientao emitida pelo TCU, que tiveram a parcela
designada de diIerena de vencimentos, incidindo sobre a GAE e
anunios.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio

PARECER AGU 003 - 2009.pdI
! Reposio ao Erario - Penso - Valores recebidos indevidamente
a titulo de Vantagem Pessoal - Art. 5, incisos I e II, da Lei 11.358/2006
- Erro SIAPE - Inaplicabilidade da Sumula n 34 da AGU - Observncia
aos principios da ampla deIesa e do contraditorio.
Art. 48. O vencimento, a remunerao e o provento no sero objeto de arresto,
sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestao de alimentos resultante de deciso
judicial.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer AGU N GM-10, de 31 de maio de 2000
! Direito Administrativo. Lei n 8.112/90, alterada pela Lei n
9.527/97 e, recentemente, pela Medida Provisoria n 1.964-27, de 26 de
maio de 2000. Servidor publico civil em debito com o erario,
concernente a valores recebidos em cumprimento a decises liminar e se,
posteriormente, cassadas, devera rep-los, mensalmente, por meio de
amortizaes, devidamente corrigidas, no excedendo as parcelas a dez
por cento da remunerao ou provento.
Captulo II
Das Vantagens
51
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Art. 49. Alem do vencimento, podero ser pagas ao servidor as seguintes
vantagens:

I - indenizaes;
II - gratiIicaes;
III - adicionais.
1 As indenizaes no se incorporam ao vencimento ou provento para
qualquer eIeito.
2 As gratiIicaes e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento,
nos casos e condies indicados em lei.
Art. 50. As vantagens pecuniarias no sero computadas, nem acumuladas, para
eIeito de concesso de quaisquer outros acrescimos pecuniarios ulteriores, sob o mesmo
titulo ou idntico Iundamento.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 4348/2008 - Primeira Cmara
! PESSOAL. PENSO CIVIL. Incluso integral de vantagem
pecuniaria individual em proventos proporcionais. Ilegalidade.
Seo I
Das Indenizaes
Art. 51. Constituem indenizaes ao servidor:
I - ajuda de custo;
II - diarias;
III - transporte.
IV - (Vide Medida Provisoria n 301 de 2006)
IV - auxilio-moradia.(Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
Art. 52. Os valores das indenizaes, assim como as condies para a sua
concesso, sero estabelecidos em regulamento. (Vide Medida Provisoria n 301 de
2006)
Art. 52. Os valores das indenizaes estabelecidas nos incisos I a III do art. 51,
assim como as condies para a sua concesso, sero estabelecidos em regulamento.
(Redao dada pela Lei n 11.355, de 2006)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OFICIO-CIRCULAR SRH N 83, DE 18 DE DEEMBRO DE 2002
! Versa quanto ao pagamento quanto aos pagamentos e/ou
indenizaes devidos aos servidores publicos exonerados de cargo
publico eIetivo, em comisso ou de Ministro de Estado.
52
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Subseo I
Da Ajuda de Custo
Art. 53. A ajuda-de-custo destina-se a compensar as despesas de instalao do
servidor que, no interesse do servio, passar a ter exercicio em nova sede, com mudana
de domicilio em carater permanente.
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalao do
servidor que, no interesse do servio, passar a ter exercicio em nova sede, com mudana
de domicilio em carater permanente, vedado o duplo pagamento de indenizao, a
qualquer tempo, no caso de o cnjuge ou companheiro que detenha tambem a condio
de servidor, vier a ter exercicio na mesma sede. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
1
o
Correm por conta da administrao as despesas de transporte do servidor e
de sua Iamilia, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais.
2
o
A Iamilia do servidor que Ialecer na nova sede so assegurados ajuda de
custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado
do obito.
Art. 54. A ajuda de custo e calculada sobre a remunerao do servidor, conIorme
se dispuser em regulamento, no podendo exceder a importncia correspondente a 3
(trs) meses.
Art. 55. No sera concedida ajuda de custo ao servidor que se aIastar do cargo, ou
reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.
Art. 56. Sera concedida ajuda de custo aquele que, no sendo servidor da Unio,
Ior nomeado para cargo em comisso, com mudana de domicilio.
ParagraIo unico. No aIastamento previsto no inciso I do art. 93, a ajuda de custo
sera paga pelo orgo cessionario, quando cabivel.
Art. 57. O servidor Iicara obrigado a restituir a ajuda de custo quando,
injustiIicadamente, no se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 4.004, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2001
! Dispe sobre a concesso de ajuda de custo e de transporte aos
servidores publicos civis da Unio, das autarquias e das Iundaes
publicas Iederais, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 01, DE 29 DE ABRIL DE 2005
! Estabelece orientaes aos orgos sobre a concesso de ajuda de custo.
53
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NOTA TECNICA N 644/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Caso no exista linha aerea regular entre a cidade de origem e a cidade
de destino, podera ser utilizado como parmetro de calculo o valor da
passagem rodoviaria para o trecho desejado.
NOTA TECNICA N 07/2010, DE 22 DE JULHO DE 2010
! Os dependentes do servidor podem se deslocar antes da publicao da
Portaria que ensejara a mudana de domicilio da sede onde serviu para a
sua localidade de origem. Todavia, o servidor so podera perceber o
eIetivo pagamento da ajuda de custo, parcial ou total, quando da
publicao do ato, pois o pagamento dessa indenizao so se justiIica
quando houver despesas para instalao em nova sede.

NOTA TECNICA N 554/2010/DENOP/SRH/MP
! Para eIeitos de ajuda de custo so considerados como dependentes os
pais dependentes, desde que comprovadamente vivam as expensas do
servidor, que devero estar inscritos regularmente em seu cadastro
Iuncional.
NOTA TECNICA N 522/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade de incidncia da GratiIicao de Apoio a Execuo da
politica Indigenista - GAPIN e da opo de Iuno de cargo
comissionado na base de calculo da ajuda de custo.
NOTA TECNICA N 507/2010/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade do pagamento de ajuda de custo a servidor exonerado ex-
oIicio de cargo em comisso e retornando a seu orgo de origem.
NOTA TECNICA N 436/2010/DENOP/SRH/MP
! O pagamento de ajuda de custo devera se custeada pela
Administrao Publica antes do deslocamento do servidor, em
observncia ao art. 53 da Lei n 8.112, de 1990, c/c com o art. 6 da
ON/SRH n 01, de 2005 e o art. 4, do Decreto n 4.004, de 2001.
NOTA TECNICA N 193/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! O pagamento de ajuda de custo somente se justiIica quando
houver despesas para instalao em nova sede, decorrentes da mudana
do servidor no interesse do servio, em carater permanente. Ainda,
conclui-se que os dependentes podem deslocar-se antes do servidor.
NOTA TECNICA 869/COGES/DENOP/SRH/MP
! O Iato do servidor protocolar o pedido de ajuda de custo em
exercicio posterior ao seu deslocamento no impede o reconhecimento
da divida e o consequente pagamento da ajuda.
NOTA TECNICA N 650/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade de complementao de ajuda de custo reIerente aos
dependentes que se deslocaram em data posterior e de municipio
diIerente da origem do servidor.
54
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 216/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade de concesso de ajuda de custo ao servidor cujo
Iilho atingiu a maioridade e e estudante de nivel superior.
NOTA TECNICA N 261/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! O estagiario podera receber bolsa ou outra Iorma de
contraprestao, sendo compulsoria a sua concesso. Assim, a condio
de estagiario no exclui o Iilho ou enteado, quando atingida a
maioridade, da condio de dependente para o recebimento do beneIicio
de ajuda de custo.
NOTA TECNICA N 88/2009/DENOP/SRH/MP
! E cabivel, no presente caso, o pagamento de ajuda de custo e
transporte de mobiliario, bagagens e Iamiliares, pois a remoo do
servidor visou atender ao interesse publico, ainda que no tenha ocorrido
em razo de ato de oIicio do administrador.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECE R 10/2010/DECOR/CGU/AGU
! Base de calculo da ajuda de custo prevista nos arts. 53 a 57 da Lei
8.112/90, regulamentados pelo Decreto 4.004/01. Aplicabilidade do
entendimento Iirmado no Parecer GQ-06, publicado no DOU de
10.09.93, visto que a revogao do Decreto 75.647/75 pelo Decreto
4.004/01 veio a conIirmar o entendimento ali adotado.
PARECER/MP/CONJUR/PLS/N 1248 - 3.13 / 2009
! Complementao de ajuda de custo em Iace da mudana posterior
de domicilio dos dependentes do servidor e discusso sobre
ressarcimento de despesas com o transporte desses dependentes e da
mobilia. Possibilidade.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0490 - 3.13/2008
! Possibilidade de eIetivao de pagamento de ajuda de custo a
servidor exonerado, na hipotese em que esta exonerao implicar em
mudana de domicilio para localidade distinta daquela de origem.
Mudana de entendimento.
Parecer n AC 09, de 23 de maro de 2004
! EMENTA: As condies mudana de domicilio e despesas de
instalao, estabelecidas nos arts. 53 e 56 da Lei n. 8.112, de 1990, para
eIeito de deIerimento de ajuda de custo, no se acrescem outras, por via
interpretativa, adstritas a distncia geograIica da antiga sede de
expediente do servidor e aos meios de locomoo, por isso que estas no
se reputam elementos constitutivos do direito pessoal.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 275/2007 - Plenario
55
!"# %& '())* +%,-./.
! PEDIDOS DE REEXAME. PESSOAL. Ajuda de custo calculada
em valor equivalente a trs remuneraes mensais. Ausncia de
deslocamento dos dependentes. Processual. Ausncia de caracterizao
de ato de gesto impossibilita a aplicao da multa prevista no art. 58, II,
da Lei 8.443/92. Possibilidade de atenuao da conduta do responsavel
em Iace do caso concreto. Provimento de um recurso e provimento
parcial do outro.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
TST - Acordo do Processo N 521351-1998-5555-8-0. Rel. Min. BARROS
LEVENHAGEN, DJ de 3 de maio de 2001.
! RECURSO ORDINARIO. MANDADO DE SEGURANA. AJUDA
DE CUSTO. MAGISTRADO.
Subseo II
Das Dirias
Art. 58. O servidor que, a servio, se aIastar da sede em carater eventual ou
transitorio, para outro ponto do territorio nacional, Iara jus a passagens e diarias, para
cobrir as despesas de pousada, alimentao e locomoo urbana.
1 A diaria sera concedida por dia de aIastamento, sendo devida pela metade
quando o deslocamento no exigir pernoite Iora da sede.
Art. 58. O servidor que, a servio, aIastar-se da sede em carater eventual ou
transitorio para outro ponto do territorio nacional ou para o exterior, Iara jus a passagens
e diarias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinaria com pousada,
alimentao e locomoo urbana, conIorme dispuser em regulamento. (Redao dada
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1
o
A diaria sera concedida por dia de aIastamento, sendo devida pela metade
quando o deslocamento no exigir pernoite Iora da sede, ou quando a Unio custear, por
meio diverso, as despesas extraordinarias cobertas por diarias.(Redao dada pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
2
o
Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigncia permanente
do cargo, o servidor no Iara jus a diarias.
3
o
Tambem no Iara jus a diarias o servidor que se deslocar dentro da mesma
regio metropolitana, aglomerao urbana ou microrregio, constituidas por municipios
limitroIes e regularmente instituidas, ou em areas de controle integrado mantidas com
paises limitroIes, cuja jurisdio e competncia dos orgos, entidades e servidores
brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite Iora da sede, hipoteses em
que as diarias pagas sero sempre as Iixadas para os aIastamentos dentro do territorio
nacional. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 59. O servidor que receber diarias e no se aIastar da sede, por qualquer
motivo, Iica obrigado a restitui-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
56
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. Na hipotese de o servidor retornar a sede em prazo menor do
que o previsto para o seu aIastamento, restituira as diarias recebidas em excesso, no
prazo previsto no caput.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 6.907, DE 21 DE JULHO DE 2009
! Altera dispositivos dos Decretos nos 71.733, de 18 de janeiro de
1973, 825, de 28 de maio de 1993, 4.307, de 18 de julho de 2002, e
5.992, de 19 de dezembro de 2006, que dispem sobre diarias de
servidores e de militares.
DECRETO N 6.258, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2007
! Altera e acresce dispositivos aos Decretos nos 4.307, de 18 de
julho de 2002 e 5.992, de 19 de dezembro de 2006, que dispem sobre o
pagamento de diarias.
DECRETO N 5.992, DE 19 DE DEEMBRO DE 2006
! Dispe sobre a concesso de diarias no mbito da administrao
Iederal direta, autarquica e Iundacional, e da outras providncias.
DECRETO N 7.028, DE 9 DE DEEMBRO DE 2009
! Altera o Decreto no 5.992, de 19 de dezembro de 2006, que
dispe sobre a concesso de diarias no mbito da administrao Iederal
direta, autarquica e Iundacional.
DECRETO No 71.733, DE 18 DE JANEIRO DE 1973
! Regulamenta a Lei n 5.809, de 10 de outubro de 1972, que
dispe sobre a retribuio e direitos do pessoal civil e militar em servio
da Unio no exterior.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA N 505, DE 29 DE DEEMBRO DE 2009
! Estabelece orientaes aos orgos e entidades da Administrao
Publica Iederal direta, autarquica e Iundacional, para racionalizao de
gastos com a emisso de bilhetes de passagens aereas para viagens a
servio.
NOTA TECNICA N 562/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Entende-se cabivel, no presente caso, a concesso de passagem
em localidade diversa onde o servidor tem exercicio.
NOTA TECNICA N 518/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! CONCESSO DE DIARIAS PARA MUNICIPIO LIMITROFE.
Entende-se no ser devida a concesso de diarias aos servidores
integrantes das carreiras do DPF quando se deslocarem para exercer as
atribuies dos seus cargos nos municipios limitroIes abrangidos pela
57
!"# %& '())* +%,-./.
circunscrio da unidade a qual estejam vinculados, mesmo que no
exista Lei Complementar pelo Estado da Federao dispondo sobre o
assunto, pois neste caso especiIico, Ioi atribuido ao Diretor do
Departamento de Policia Federal, por meio de norma regulamentadora, a
prerrogativa de circunscrever as suas areas de jurisdio e sede.
NOTA TECNICA N 03/2010/DENOP/SRH/MP
! No podera ser enquadrado no conceito legal de 'pernoite as
horas noturnas trabalhadas por servidores em regime de escala ou
planto, por se tratar de condies atreladas a situaes completamente
distintas.
NOTA TECNICA N 795 /2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata do pagamento de apenas (meia) diaria nos casos em que a
organizao do evento no contemple o jantar no custeio das despesas
oriundas da alimentao de integrantes acobertados pelo evento.
NOTA TECNICA N 296/2009 COGES/DENOP/SRH/MP
! A restituio do pagamento das diarias deve ser Ieita na mesma
moeda em que seu deu o pagamento pelo erario.
NOTA TECNICA N 167/2009, DE 20 DE AGOSTO DE 2009
! O servidor no Iaz jus ao pagamento de meia diaria quando as
despesas com pousada, alimentao e locomoo urbana Iorem
integralmente suportadas pela Administrao.
NOTA TECNICA N 248/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata de questionamento sobre a concesso de diarias a Ministro
de Estado.
DESPACHO/COGES, DE 27 DE MARO DE 2008
! Os servidores que permaneceram na localidade de destino por
tempo superior ao autorizado em decorrncia de atrasos/cancelamentos
de vos e que tiveram as despesas com alimentao, hospedagem e
transporte custeadas pelas companhias aereas, no Iaro jus a diaria no
periodo prorrogado, uma vez que no tiveram dispndios com tais
despesas.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/PLS/N 0336 - 3.13 / 2009
! Duvida acerca da existncia de limite maximo para pagamento de
diarias em razo de realizao de curso na Escola Superior de Guerra.
Inexistncia de norma prevendo numero maximo de diarias.
NOTA/MP/CONJUR/PFF/N 4090 - 3.13 / 2008
! Pagamento de diarias a servidores que se encontram licenciados,
na Iorma do art. 87 da Lei n. 8.112/90. Vinculo entre a administrao e
o servidor subsiste. Vedao ao locupletamento ilicito. Principio geral do
58
!"# %& '())* +%,-./.
direito. Entendimento do Superior Tribunal de Justia. Pagamento
devido.
Parecer CONJUR-1611-1.6-2006
! Concesso de diarias de deslocamento a servidores publicos
Iederais, e os aspectos contratuais de emisso de passagens aereas.
Parecer n AC 052, de 26 de junho de 2006
! Assunto: Auxilio-moradia. Diarias. Servidores Iederais ocupantes,
exclusivamente, de cargo em comisso.
Parecer n GQ 114, de 06 de novembro de 1996
! Pagamento de diarias a servidor publico, estagiario da ESG, em
viagem ao exterior.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 459/2007 Plenario
! O pagamento de diarias e a concesso de passagens aereas
constitui ato administrativo que requer, para sua validade, a devida
motivao e a satisIao de Iim publico. A ausncia de comprovao da
Iinalidade publica de deslocamentos eIetuados por servidores publicos
enseja a devoluo dos recursos e a aplicao de multa.
Subseo III
Da Indenizao de Transporte
Art. 60. Conceder-se-a indenizao de transporte ao servidor que realizar
despesas com a utilizao de meio proprio de locomoo para a execuo de servios
externos, por Iora das atribuies proprias do cargo, conIorme se dispuser em
regulamento.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 7.132, DE 19 DE MARO DE 2010
! Da nova redao ao Decreto n 3.184, de 27 de setembro de 1999,
que dispe sobre a concesso de indenizao de transporte aos servidores
publicos da administrao direta, autarquica e Iundacional do Poder
Executivo da Unio, de modo a estender a indenizao para os ocupantes
de cargos em comisso.
DECRETO N 3.184, DE 27 DE SETEMBRO DE 1999
! Dispe sobre a concesso de indenizao de transporte aos
servidores publicos da Administrao direta, autarquica e Iundacional do
Poder Executivo da Unio.
DECRETO N 1.238, DE 12 DE SETEMBRO DE 1994
! Regulamenta o art. 60 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de
1990, e da outras providncias.
59
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA N 8, DE 7 DE OUTUBRO DE 1999
! Dispe sobre orientaes quanto aos procedimentos a serem
adotados pelos orgos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil
da Administrao Federal - SIPEC para a concesso da indenizao de
transporte ao servidor da administrao publica Iederal direta, autarquica
e Iundacional do Poder Executivo da Unio.
NOTA TECNICA N 892 /2010/COGNOR/DENOP/SRH/MP
! Trata da impossibilidade de concesso de indenizao de
transporte a servidor para exercer as atribuies inerentes ao cargo em
localidade distinta de sua lotao, porquanto, no presente caso, o
deslocamento que se pretendia subsidiar no era a bem do servio, mas
por interesse do servidor, que como qualquer outro agente publico, em
qualquer setor de atuao, tem que comparecer ao local do trabalho.
NOTA TECNICA N 379/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! INDENIAO DE TRANSPORTE. SOLICITAO DE
REEMBOLSO DE GASTOS COM COMBUSTIVEL DURANTE
DESLOCAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O interessado, quando
cumprido todos os requisitos legais, Iara jus a indenizao de transporte
no valor maximo Iixo, e no o valor pleiteado a titulo de reembolso de
gastos com combustivel.
NOTA TECNICA N 150/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Carreiras de Auditoria da Receita Federal. Concesso de
indenizao de transporte aos servidores que compem a comisso de
processo administrativo disciplinar. Possibilidade. A Lei n 11.890/2008,
que dispe sobre a reestruturao da composio remuneratoria das
Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e outras instituiu, em
seu art. 2-A, a remunerao desses servidores exclusivamente por meio
de subsidio, vedado o acrescimo de qualquer gratiIicao, adicional,
abono, prmio, verba de representao ou outra especie remuneratoria.
Todavia, o art. 2- E da lei supracitada prev que esse subsidio dos
integrantes das Carreiras de que trata o art. 1 no exclui o direito a
percepo, nos termos da legislao e regulamentao especiIica, de
parcelas indenizatorias previstas em lei.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/GAN/N 1225 - 3.13/2008
! Percepo simultnea de indenizao de transporte e de diarias.
ConIormidade com a legislao de regncia.
PARECER/MP/CONJUR/ICN/N 1468 3.14 / 2007
! INDENIAO DE TRANSPORTE. Lei n 8.112/90, art. 60.
Decreto n 3.184/99. Portaria Normativa n 8, de 7 de outubro de 1999.
Recurso interposto por servidor ocupante do cargo de Procurador da
60
!"# %& '())* +%,-./.
Fazenda Nacional contra deciso que indeIeriu seu pedido de pagamento
retroativo da indenizao de transportes.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 216/2002 Plenario
! Pagamento cumulativo de indenizao de transporte com diarias.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
TST - Acordo do Processo N 513027-1998-5555-17-0. Rel. min. JOSE LUI
VASCONCELLOS, DJ de 7 de dezembro de 2000.
! INDENIAO DE TRANSPORTE - SERVIDOR PUBLICO
FEDERAL CIVIL - Na Iorma do Decreto 1.238/94 que regulamentou o
art. 60 da Lei 8.112/90, a indenizao de transporte deve incidir sobre o
maior vencimento basico do servidor publico eIetivo civil.
Subseo IV
Do Auxlio-Moradia
(Includo pela Lei n 11.355, de 2006)
Art. 60-A. O auxilio-moradia consiste no ressarcimento das despesas
comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de
hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um ms apos a
comprovao da despesa pelo servidor. (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
Art. 60-B. Conceder-se-a auxilio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes
requisitos: (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
I - no exista imovel Iuncional disponivel para uso pelo servidor; (Incluido pela
Lei n 11.355, de 2006)
I - o cnjuge ou companheiro do servidor no ocupe imovel Iuncional; (Incluido
pela Lei n 11.355, de 2006)
III - o servidor ou seu cnjuge ou companheiro no seja ou tenha sido
proprietario, promitente comprador, cessionario ou promitente cessionario de imovel no
Municipio aonde Ior exercer o cargo, incluida a hipotese de lote ediIicado sem
averbao de construo, nos doze meses que antecederem a sua nomeao; (Incluido
pela Lei n 11.355, de 2006)
IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxilio-moradia;
(Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
V - o servidor tenha se mudado do local de residncia para ocupar cargo em
comisso ou Iuno de conIiana do Grupo-Direo e Assessoramento
Superiores - DAS, niveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de Ministro de Estado ou
equivalentes; (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
61
!"# %& '())* +%,-./.
VI - o Municipio no qual assuma o cargo em comisso ou Iuno de conIiana
no se enquadre nas hipoteses do art. 58, 3
o
, em relao ao local de residncia ou
domicilio do servidor; (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
VII - o servidor no tenha sido domiciliado ou tenha residido no Municipio, nos
ultimos doze meses, aonde Ior exercer o cargo em comisso ou Iuno de conIiana,
desconsiderando-se prazo inIerior a sessenta dias dentro desse periodo; e (Incluido pela
Lei n 11.355, de 2006)
VIII - o deslocamento no tenha sido por Iora de alterao de lotao ou
nomeao para cargo eIetivo. (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
IX - (Vide Medida Provisoria n 341, de 2006) .
IX - o deslocamento tenha ocorrido apos 30 de junho de 2006. (Incluido pela Lei
n 11.490, de 2007)
ParagraIo unico. Para Iins do inciso VII, no sera considerado o prazo no qual o
servidor estava ocupando outro cargo em comisso relacionado no inciso V. (Incluido
pela Lei n 11.355, de 2006)
Art. 60-C. O auxilio-moradia no sera concedido por prazo superior a cinco anos
dentro de cada periodo de oito anos, ainda que o servidor mude de cargo ou de Municipio
de exercicio do cargo. (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
ParagraIo unico. Transcorrido o prazo de cinco anos de concesso, o pagamento
somente sera retomado se observados, alem do disposto no caput, os requisitos do caput
do art. 60-B, no se aplicando, no caso, o paragraIo unico do citado art. 60-B. (Incluido
pela Lei n 11.355, de 2006)
Art. 60-D. O valor do auxilio-moradia e limitado a vinte e cinco por cento do
valor do cargo em comisso ocupado pelo servidor e, em qualquer hipotese, no podera
ser superior ao auxilio-moradia recebido por Ministro de Estado. (Incluido pela Lei n
11.355, de 2006)
Art. 60-C. O auxilio-moradia no sera concedido por prazo superior a oito anos
dentro de cada periodo de doze anos. (Redao dada pela Medida Provisoria n 431, de
2008).ParagraIo unico. Transcorrido o prazo de oito anos dentro de cada periodo de
doze anos, o pagamento somente sera retomado se observados, alem do disposto no
caput, os requisitos do caput do art. 60-B, no se aplicando, no caso, o paragraIo unico
do citado art. 60-B. (Redao dada pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
Art. 60-D. O valor mensal do auxilio-moradia e limitado a vinte e cinco por cento
do valor do cargo em comisso, Iuno comissionada ou cargo de Ministro de Estado
ocupado. (Redao dada pela Medida Provisoria n 431, de 2008). 1
o
O valor do
auxilio-moradia no podera superar vinte e cinco por cento da remunerao de Ministro
de Estado. (Incluido pela Medida Provisoria n 431, de 2008). 2
o
Independentemente
do valor do cargo em comisso ou Iuno comissionada, Iica garantido a todos que
preencherem os requisitos o ressarcimento ate o valor de R 1.800,00 (mil e oitocentos
reais). (Incluido pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
62
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 60-C. O auxilio-moradia no sera concedido por prazo superior a 8 (oito)
anos dentro de cada periodo de 12 (doze) anos. (ncludo pela Lei n 11.784, de 2008)
ParagraIo unico. Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada periodo de
12 (doze) anos, o pagamento somente sera retomado se observados, alem do disposto no
caput deste artigo, os requisitos do caput do art. 60-B desta Lei, no se aplicando, no
caso, o paragraIo unico do citado art. 60-B. (ncludo pela Lei n 11.784, de 2008
>Legislaes Correlatas
ART. 157 DA LEI N 11.355, DE 19 DE OUTUBRO DE 2006
! A Seo I do Capitulo II do Titulo III da Lei n 8.112, de 11 de
dezembro de 1990, passa a vigorar acrescida da seguinte Subseo.
DECRETO N 4.040, DE 3 DE DEEMBRO DE 2001
! Da nova redao aos arts. 1 e 3 do Decreto n 1.840, de 20 de
maro de 1996, que dispe sobre o custeio da estada dos ocupantes de
cargos publicos que menciona.
DECRETO N 1.840, DE 2 0 DE MARO DE 1996
! Dispe sobre o custeio da estada dos ocupantes de cargos
publicos que menciona, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 6, DE 15 DE AGOSTO DE 2005
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Federal SIPEC sobre o custeio de
estada.
NOTA TECNICA N 499/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! A partir da apresentao dos comprovantes de despesas com
aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado, seja no
ms de utilizao imovel, seja depois, a Administrao tera o prazo de 01
(um) ms para o ressarcimento do auxilio-moradia devido ao servidor.
! Torna insubsistente o item 7 do Despacho s/n - COGES/DENOP/
SRH/MP, reIerente ao processo n 04500.005402/2004-52, datado de 09
de maro de 2007.
NOTA TECNICA N 712/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Somente sera objeto de ressarcimento as despesas com
alojamento do servidor, no estando inclusas taxas, impostos,
condominio ou quaisquer outras despesas, que devero ser arcadas pelo
servidor.
NOTA TECNICA N 616/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Impossibilidade de concesso do auxilio-moradia ao servidor que,
nomeado para cargo em comisso DAS 101.5, ocupou preteritamente
cargo em comisso no previsto no inciso V do art. 60-A da Lei n 8.112,
de 1990.
63
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 225/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Periodicidade de apresentao das certides negativas dos
cartorios de registro de imoveis, pelos beneIiciarios do auxilio-moradia.
NOTA TECNICA N 194/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Versa sobre a possibilidade de concesso de auxilio-moradia aos
ocupantes do cargo DAS 4, deslocados de seus municipios de origem
antes de 30/06/2006.
NOTA TECNICA N 148/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Impossibilidade da concesso de auxilio-moradia e assistncia a
saude a servidor designado para servir em misso no exterior.
NOTA TEC NICA N 14/2009/ DENOP/SRH/MP
! Pagamento indevido da indenizao recebida pelo servidor. No
conIigurao de errnea interpretao da lei. Necessidade de restituio
de valores recebidos a maior na Iorma do art. 46 da Lei n 8.112/90.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA/MP/CONJUR/SMM/N 4921 - 3.13 / 2009
! Pagamento de novo auxilio moradia ao diretor de agncia
reguladora reconduzido ao cargo. Preponderncia dos principios da
Iinalidade, da razoabilidade e da eIicincia. Pela manuteno do
entendimento exarado no PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0981 -
3.13 / 2009.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0981 - 3.13 / 2009
! Pagamento de auxilio moradia a diretora de agncia reguladora,
apos o termino de seu mandato, durante o periodo de quarentena e apos a
sua reconduo.
PARECER/MP/CONJUR/PLS N 0191 - 3.13 / 2009
! Auxilio-moradia, alterao de residncia para ocupar Iuno de
conIiana.
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 57 - 3.13 / 2009
! AUXILIO-MORADIA. Alterao do local de residncia para
ocupar Iuno de conIiana DAS 101.5. Art. 60-B, VII e paragraIo
unico, da Lei n. 8.112/90. Inobservncia do prazo de 60 (sessenta) dias.
PARECER/MP/CONJUR/ICN/N 0887-3.14/2007
" AUXILIO-MORADIA, ALTERAO DE RESIDNCIA PARA
OCUPAR FUNO DE CONFIANA.
PARECER/MP/CONJUR/ETC/N 1698 3.14 / 2007
! Concesso de auxilio-moradia com base no Decreto N 1.840/96 a
servidor ocupante de cargo das 101.3 na Consultoria Juridica do
64
!"# %& '())* +%,-./.
Ministerio do Desenvolvimento Agrario, posteriormente nomeado para o
cargo de Procurador-CheIe da Procuradoria Federal Especializada do
INCRA das 101.5. Impossibilidade. No houve deslocamento para
Brasilia nem mudana de domicilio.
Parecer n AC 052, de 26 de junho de 2006
" AUXILIO-MORADIA. DIARIAS. SERVIDORES FEDERAIS
OCUPANTES, EXCLUSIVAMENTE, DE CARGO EM COMISSO.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 728/2006 Plenario
! CONSULTA. Concesso de auxilio-moradia a ocupantes de
cargos do grupo direo e assessoramento superiores - dos niveis 4,5 e 6,
no-deslocados para Brasilia. Impossibilidade.
Art. 60-D. O valor mensal do auxilio-moradia e limitado a 25 (vinte e cinco por
cento) do valor do cargo em comisso, Iuno comissionada ou cargo de Ministro de
Estado ocupado. (Incluido pela Lei n 11.784, de 2008
1
o
O valor do auxilio-moradia no podera superar 25 (vinte e cinco por cento)
da remunerao de Ministro de Estado. (Incluido pela Lei n 11.784, de 2008
2
o
Independentemente do valor do cargo em comisso ou Iuno comissionada,
Iica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento ate o valor de
R 1.800,00 (mil e oitocentos reais). (Incluido pela Lei n 11.784, de 2008
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
DESPACHO/COGES, DE 18 DE JULHO DE 2008
! Limitao do pagamento do auxilio-mordia em 25 (vinte e
cinco por cento) do valor do cargo em comisso ocupado.
DESPACHO/COGES, DE 20 DE JUNHO DE 2008
! Pagamento do auxilio-moradia previsto no artigo 60-D da Lei n
8.112/90, alterada pela Medida Provisoria n 431/2008.
Art. 60-E. No caso de Ialecimento, exonerao, colocao de imovel Iuncional a
disposio do servidor ou aquisio de imovel, o auxilio-moradia continuara sendo pago
por um ms. (Incluido pela Lei n 11.355, de 2006)
Seo II
Das Gratificaes e Adicionais
Art. 61. Alem do vencimento e das vantagens previstas nesta lei, sero deIeridos
aos servidores as seguintes gratiIicaes e adicionais:
I - gratiIicao pelo exercicio de Iuno de direo, cheIia e assessoramento;
65
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 61. Alem do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, sero deIeridos
aos servidores as seguintes retribuies, gratiIicaes e adicionais: (Redao dada pela
Lei n 9.527, de 10.12.97)
I - retribuio pelo exercicio de Iuno de direo, cheIia e assessoramento;
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
II - gratiIicao natalina;
III - adicional por tempo de servio; (Revogado pela Medida Provisoria n 2.225-
45, de 4.9.2001)
IV - adicional pelo exercicio de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
V - adicional pela prestao de servio extraordinario;
VI - adicional noturno;
VII - adicional de Ierias;
VIII - outros, relativos ao local ou a natureza do trabalho.
IX - gratiIicao por encargo de curso ou concurso. (Incluido pela Lei n 11.314
de 2006)
Subseo I
Da Retribuio pelo Exerccio de Funo de Direo, Chefia e Assessoramento
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 62. Ao servidor investido em Iuno de direo, cheIia ou assessoramento e
devida uma gratiIicao pelo seu exercicio.
1 Os percentuais de gratiIicao sero estabelecidos em lei, em ordem
decrescente, a partir dos limites estabelecidos no art. 42.
2 A gratiIicao prevista neste artigo incorpora-se a remunerao do servidor e
integra o provento da aposentadoria, na proporo de 1/5 (um quinto) por ano de
exercicio na Iuno de direo, cheIia ou assessoramento, ate o limite de 5 (cinco)
quintos.
3 Quando mais de uma Iuno houver sido desempenhada no periodo de um
ano, a importncia a ser incorporada tera como base de calculo a Iuno exercida por
maior tempo.
4 Ocorrendo o exercicio de Iuno de nivel mais elevado, por periodo de 12
(doze) meses, apos a incorporao da Irao de 5/5 (cinco quintos), podera haver a
atualizao progressiva das parcelas ja incorporadas, observado o disposto no paragraIo
anterior.
5 Lei especiIica estabelecera a remunerao dos cargos em comisso de que
trata o inciso II, do art. 9, bem como os criterios de incorporao da vantagem prevista
no paragraIo segundo, quando exercidos por servidor.
Art. 62. Ao servidor ocupante de cargo eIetivo investido em Iuno de direo,
cheIia ou assessoramento, cargo de provimento em comisso ou de Natureza Especial e
devida retribuio pelo seu exercicio.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
66
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. Lei especiIica estabelecera a remunerao dos cargos em
comisso de que trata o inciso II do art. 9
o
. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
>Legislaes Correlatas
LEI N 11.526, DE 4 DE OUTUBRO DE 2007
! Fixa a remunerao dos cargos e Iunes comissionadas da
administrao publica Iederal direta, autarquica e Iundacional; revoga
dispositivos das Leis ns 10.470, de 25 de junho de 2002, 10.667, de 14
de maio de 2003, 9.650, de 27 de maio de 1998, 11.344, de 8 de
setembro de 2006, 11.355, de 19 de outubro de 2006, 8.216, de 13 de
agosto de 1991, 8.168, de 16 de janeiro de 1991, 10.609, de 20 de
dezembro de 2002, 9.030, de 13 de abril de 1995, 10.233, de 5 de junho
de 2001, 9.986, de 18 de julho de 2000, 10.869, de 13 de maio de 2004,
8.460, de 17 de setembro de 1992, e 10.871, de 20 de maio de 2004, e da
Medida Provisoria n 2.229-43, de 6 de setembro de 2001; e da outras
providncias.
LEI N 8.911, DE 11 DE JULHO DE 1994
! Dispe sobre a remunerao dos cargos em comisso, deIine
criterios de incorporao de vantagens de que trata a Lei n 8.112, de 11
de dezembro de 1990, no mbito do Poder Executivo, e da outras
providncias.
DECRETO N 7.203, DE 4 DE JUNHO D E 2010
! Dispe sobre a vedao do nepotismo no mbito da administrao
publica Iederal.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 904/ 2010 /CGNOR/DENOP/SRH/MP
! PROVIMENTO DE CARGO COMISSIONADO COM EFEITO
RETROATIVO. IMPOSSIBILIDADE. O exercicio de um cargo publico
constitui um Iato administrativo que so podera ser legitimado mediante
um ato administrativo exercido por autoridade competente, e revestido
dos atributos necessarios a sua legitimidade, ate mesmo para validao
dos atos do agente publico nomeado. Desse modo, inexiste ocupao de
cargo publico ainda que o servidor tenha de Iato e no de direito,
exercido as suas atribuies.
NOTA TECNICA N 648/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Correlao de Funo/Cargo Comissionado. O Cargo em
comisso de Assessor juridico do Procurador-Geral da Republica, codigo
CC-6, pode ser correlacionado/equiparado com o DAS 102.5, do Grupo-
Direo e Assessoramento Superiores DAS.
NOTA TECNICA N 237/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
67
!"# %& '())* +%,-./.
! Possibilidade do pagamento da retribuio do exercicio de cargo
em comisso ou Iuno de conIiana a servidor que solicitou licena para
capacitao.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 3275/2006 - Segunda Cmara
! RECURSO DE RECONSIDERAO. PESSOAL.
AFASTAMENTO DE SERVIDOR OCUPANTE DE CARGO OU
FUNO COMISSIONADA. CONSIDERAES. PROVIMENTO. E
legal o pagamento, ao servidor substituto, de remunerao relativa ao
cargo ou Iuno de direo ou cheIia, ainda que o periodo de substituio
seja inIerior a 30 dias.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - ADI 1616 MC / PE . Rel. Min. MAURICIO CORRA, DJ 24.5.2001.
! EMENTA: Medida Cautelar em Ao Direta de
Inconstitucionalidade. Resoluo Administrativa do TRT/6-RECIFE,
que determina o pagamento integral pela substituio de servidor
investido em cargo ou Iuno de direo ou cheIia e ocupante de cargo
de natureza especial, segundo a redao original do art. 38 da Lei n
8.112/90.
Art. 62-A. Fica transIormada em Vantagem Pessoal Nominalmente IdentiIicada -
VPNI a incorporao da retribuio pelo exercicio de Iuno de direo, cheIia ou
assessoramento, cargo de provimento em comisso ou de Natureza Especial a que se
reIerem os arts. 3
o
e 10 da Lei n
o
8.911, de 11 de julho de 1994, e o art. 3
o
da Lei n
o
9.624, de 2 de abril de 1998. (Incluido pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
ParagraIo unico. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estara sujeita
as revises gerais de remunerao dos servidores publicos Iederais. (Incluido pela
Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 788/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! REVISO DE INCORPORAO DE
QUINTOS/DECIMOS/VPNI. O servidor do Poder Executivo que
exerceu cargo em comisso na condio de cedido a outro Poder tera
incorporado o valor do Orgo cedente, em conIormidade com o artigo 10
e ParagraIo unico da Lei n 8.911, de 1994.
NOTA TECNICA N 593/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! INCORPORAO DA VANTAGEM OPO DE FUNO -
DUVIDAS QUANTO A REDAO DADA PELA PELO ACORDO
N 2.076/2005 - TCU-PLENARIO. Entende-se cabivel o pagamento de
Iorma simultnea da vantagem denominada 'quintos com a vantagem
decorrente da opo prevista no art. 2, da Lei n 8.911, de 1994, a todos
aqueles que ate a data de 18 de janeiro de 1995, desde que tenham
68
!"# %& '())* +%,-./.
atendido os pressupostos temporais estabelecidos no art. 193, da Lei n
8.112, de 1990, em observncia as determinaes objeto do Acordo
TCU, n 2.076/2005 Plenario e as Orientaes Normativas/SRH ns 10,
de 1999 e 02, de 2007.
NOTA TECNICA N 144/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Orientao quanto a no absoro de parcelas salariais relativas a
planos econmicos, em Iace do advento da Lei n 10.855, de 2004.
NOTA TECNICA N 741 /2009/COGES/DENOP/SRH
! QUINTOS/DECIMOS/VPNI SOLICITAO DE
PAGAMENTO DE VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE
IDENTIFICADA VPNI. Os Orgos Setoriais devero rever as parcelas
incorporadas de quintos/decimos transIormadas em VPNI, daqueles
servidores provenientes de outro Poder que obtiveram as reIeridas
incorporaes naqueles Poderes, posterior ao marco temporal de 08 de
abril de 1998, conIorme dispositivos acima citados, haja vista que as
incorporaes posteriores a reIerida data Ioram concedidas sem amparo
legal.
NOTA TECNICA 270/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! INCORPORAO DE QUINTOS/DECIMOS POR
SERVIDORES SEM VINCULO COM A ADMINISTRAO
PUBLICA FEDERAL. As disposies apresentadas pelo Tribunal de
Contas da Unio apresentam a melhor interpretao sobre a materia,
devendo esta Secretaria de Recursos Humanos institucionalizar tal
entendimento, isto e, passar a aceitar a incorporao da vantagem
quintos/decimos por servidor sem vinculo com a Administrao que
exerceu cargo em comisso, desde que tenha sido investido em cargo de
provimento eIetivo ate 25/11/1995, data em que Ioi publicada a M.P. n
1.195, de 1995, que modiIicou a redao do art. 3 da Lei n 8.911, de
1994 (...)
! Torna insubsistente o OIicio - 314 - 2001 - 19/09/2001
NOTA TECNICA N 174/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Disciplinar e uniIormizar os procedimentos relativos a
incorporao de quintos e de Funo Comissionada, no mbito das
Instituies Federais de Ensino.
NOTA TECNICA 10/2009/DENOP/SRH/MP
! Trata de pagamento de vantagem pessoal nominalmente
identiIicada, decorrente de incorporao de quintos concedido em outro
poder com Iundamentos na medida provisoria 2.225-4,-2001.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0931 - 3.13 / 2009
! Entendimento da Advocacia Geral da Unio pela ilegalidade da
incorporao de parcelas denominadas 'quintos e 'decimos, eIetuada
69
!"# %& '())* +%,-./.
com Iundamento no acordo do TCU N 2248, de 2005, no periodo
compreendido entre 09.04.98 e 04.09.2001.
PARECER/MP/CONJUR/PLS/N 0061 - 3.26 / 2009
! Mudana de entendimento quanto a Iorma de calculo dos
decimos.
SUMULA N 40, DE 16 DE SETEMBRO DE 2008
! Os servidores publicos Iederais, quando se tratar de aposentadoria
concedida na vigncia do Regime Juridico Unico, tm direito a
percepo simultnea do beneIicio denominado quintos, previsto no art.
62, 2, da Lei n 8.112/1990, com o regime estabelecido no art. 192 do
mesmo diploma.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 2076/2005 Plenario
! E assegurada na aposentadoria a vantagem decorrente da opo,
prevista no artigo 2 da Lei 8.911/94, aos servidores que, ate a data de 18
de janeiro de 1995, tenham satisIeito os pressupostos temporais
estabelecidos no artigo 193 da Lei 8.112/90, ainda que sem os requisitos
para aposentao em qualquer modalidade.
TCU - Acordo 1838/2008 - Segunda Cmara
! A vantagem denominada "opo" somente e assegurada aos
servidores que, ate a data de 18/01/1995, tenham satisIeito os
pressupostos temporais estabelecidos no artigo 193 da Lei 8.112/1990,
ainda que sem os requisitos para aposentao em qualquer modalidade,
ou cujos atos de aposentadoria, expedidos com base no entendimento
decorrente das Decises 481/1997 e 565/1997, ambas do Plenario deste
Tribunal, tenham sido publicados no orgo de imprensa oIicial ate
25/10/2001, data da publicao da Deciso 844/2001-Plenario.
Subseo II
Da Gratificao Natalina
Art. 63. A gratiIicao natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da
remunerao a que o servidor Iizer jus no ms de dezembro, por ms de exercicio no
respectivo ano.
ParagraIo unico. A Irao igual ou superior a 15 (quinze) dias sera considerada
como ms integral.
Art. 64. A gratiIicao sera paga ate o dia 20 (vinte) do ms de dezembro de cada
ano.
ParagraIo unico. (VETADO).
Art. 65. O servidor exonerado percebera sua gratiIicao natalina,
proporcionalmente aos meses de exercicio, calculada sobre a remunerao do ms da
exonerao.
70
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 66. A gratiIicao natalina no sera considerada para calculo de qualquer
vantagem pecuniaria.
>Legislaes Correlatas
DECRETO N 1.043, DE 13 DE JANEIRO DE 1994
! Regulamenta o art. 6 da Lei n 8.627, de 19 de Ievereiro de 1993,
que dispe sobre o pagamento dos servidores, civis e militares, da Unio,
das autarquias e das Iundaes publicas.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio-Circular n 83 /SRH/MP, DE 18 DE DEEMBRO DE 2002
! GRATIFICAO NATALINA; A gratiIicao natalina, tambem
denominada 13 (decimo terceiro) salario, e uma gratiIicao salarial
paga aos servidores publicos Iederais, utilizando-se como base de calculo
a remunerao reIerente ao ms de dezembro, conIorme dispe o art. 63
da Lei n 8.112, de 1990. Esclarea-se que a expresso 'por ms de
exercicio no respectivo ano`, utilizada no mencionado dispositivo legal
deve ser entendida como sendo o tempo de eIetivo exercicio prestado
pelo servidor.
NOTA TECNICA 890/2009/COGES/ENOP/SRH/MP
! Pagamento de gratiIicao natalina a sucessora de pensionista,
mediante alvara judicial.
NOTA TECNICA N 676/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! PAGAMENTO DE GRATIFICAO NATALINA E
AUXILIO-MORADIA A SERVIDOR SUBSTITUTO. 'Conclui-se que
ao servidor, no exercicio de substituio do cargo em comisso no ms
de dezembro, cabera o pagamento da gratiIicao natalina no valor da
remunerao recebida em dezembro, proporcional ao periodo de eIetiva
substituio, no reIerido ms.
NOTA TECNICA N 609/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! A base de calculo da gratiIicao natalina e a remunerao do
ms de dezembro, situao que importa no reconhecimento dos valores
recebidos nesse ms para o seu calculo, desde que os atos legais que
instituiram as vantagens pecuniarias percebidas pelo servidor no
apresentem vedaes em contrario.
NOTA TECNICA N 570/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
" O ABONO PERMANNCIA NO SERVE DE BASE PARA O
CALCULO DE GRATIFICAO NATALINA.
! Torna insubsistente a Nota Tecnica n
432/2009/COGES/DENOP/SRH/MP.
NOTA TECNICA N 434/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
71
!"# %& '())* +%,-./.
! Impossibilidade de alterao na Iorma de pagamento da
gratiIicao natalina.
DESPACHO/COGES, DE 14 DE MARO DE 2007
! GRATIFICAO NATALINA CURSO DE FORMAO. O
candidato, que ainda no detem cargo eIetivo, porque se encontra em
curso de Iormao, no Iara jus a gratiIicao natalina. Aprovado, o seu
tempo no reIerido curso sera contado para todos os eIeitos, exceto para
Iins de estagio probatorio, estabilidade, Ierias e promoo. Apos essa
etapa, o candidato tera o tempo do reIerido curso, tambem, computado
para eIeito da gratiIicao natalina quando nomeado no cargo que venha
a ser investido.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
TCU - Acordo 1023/2006 Plenario
! E devida a indenizao de Ierias e gratiIicao natalina no
usuIruidas ao servidor cedido por outro ente da Iederao exonerado da
Iuno de direo, cheIia ou assessoramento.
Subseo III
Do Adicional por Tempo de Servio
Art. 67. O adicional por tempo de servio e devido a razo de 1 (um por cento)
por ano de servio publico eIetivo, incidente sobre o vencimento de que trata o art. 40.
ParagraIo unico. O servidor Iara jus ao adicional a partir do ms em que
completar o anunio.
Art. 67. O adicional por tempo de servio e devido a razo de cinco por cento a
cada cinco anos de servio publico eIetivo prestado a Unio, as autarquias e as
Iundaes publicas Iederais, observado o limite maximo de 35 incidente
exclusivamente sobre o vencimento basico do cargo eIetivo, ainda que investido o
servidor em Iuno ou cargo de conIiana. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97) (Revogado pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 2001, respeitadas as
situaes constituidas ate 8.3.1999)
ParagraIo unico. O servidor Iara jus ao adicional a partir do ms em que
completar o quinqunio. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97) (Revogado pela
Medida Provisoria n 2.225-45, de 2001, respeitadas as situaes constituidas ate
8.3.1999)
>Legislaes Correlatas
MEDIDA PROVISORIA N 2.225-45, DE 4 DE SETEMBRO DE 2001
! Altera as Leis nos 6.368, de 21 de outubro de 1976, 8.112, de 11
de dezembro de 1990, 8.429, de 2 de junho de 1992, e 9.525, de 3 de
dezembro de 1997, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
72
!"# %& '())* +%,-./.
OFICIO-CIRCULA R N 05 /SRH/MP, DE 21 DE MARO 2007
! A GratiIicao de Atividade Executiva-GAE e o Adicional por
Tempo de Servio-ATS, previstos pelo art. 1 da Lei-Delegada n 13, de
27 de agosto de 1992 e pelo art. 67 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro
de 1990, no podem incidir sobre as diIerenas de vencimento do art. 22
da Lei n 8.216, de 13 de agosto de 1991.
OFICIO-CIRCULAR N 36/SRH/MP, DE 29 DE JUNHO DE 2001
! O tempo de servio publico prestado pelo servidor no periodo
compreendido entre 05 de julho de 1996 a 8 de maro de 1999, sera
considerado para eIeito de anunios.
NOTA TECNICA N 574/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! REMUNERAO DE EMPREGADOS ANISTIADOS
SOLICITAO DE INCORPORAO DO ATS. 'Em relao ao
reajuste mencionado, de 12,36 que se encontra na Tabela do Anexo do
Decreto n 6.657/2008, convem ressaltar que tal reajuste esta
estabelecido somente aqueles empregados que tiveram sua remunerao
calculada de acordo com essa Tabela. Como a situao dos interessados
esta em consonncia com o art. 2, e a Lei no Iaz meno a reajuste
nesses casos mas apenas de atualizao dos salarios - no se pode
considerar esse reajuste para os requerentes, em obedincia ao principio
da legalidade.
NOTA TECNICA N 815/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! CALCULO DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIO - ATS
COM CARGA HORARIA NOS TERMOS DA LEI N 9.436, DE 1997.
'A vantagem reIerente ao Adicional por Tempo de Servio ATS sera
calculada adotando-se o vencimento basico da carga horaria de origem,
isto e, quando o mesmo Ior investido em cargo eIetivo disposto na Lei n
9.436, de 1997, cuja jornada de trabalho e de 20 (vinte) horas e que
mediante opo estenda para 40 horas, o ATS no sera considerado sobre
as 20 (vinte) horas adicionais.
NOTA TECNICA N 630/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade de concesso de anunio a servidor celetista
amparado pelo art. 243 da Lei n 8.112, de 1990.
NOTA TECNICA N 481/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! A averbao de tempo de servio estadual para Iins de adicional
por tempo de servio e licena-prmio por assiduidade so sera possivel
se esse tempo de servio tiver sido prestado sob a egide da Lei n 1.711,
de 1952, e do Decreto n 31.922, de 1952.
NOTA TECNICA N 219/ 2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! CONCESSO DE ANUNIO AO SERVIDOR
ORIGINALMENTE ADMITIDO PELA NOVACAP E
POSTERIORMENTE AMPARADO PELO ART. 40 DA LEI N 4.242,
DE 1963. 'Diante do disposto no 10 e no caput do art. 40 da Lei n
4.242, de 1963, e ainda na Deciso n 185/1993, exarada pela Primeira
73
!"# %& '())* +%,-./.
Cmara do TCU, entendemos que o tempo de servio prestado a
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil pelos empregados
admitidos ate 31/03/1963 podera ser computado para todos os eIeitos.
Portanto, no caso em exame, podera ser contado para anunio o tempo
questionado pela COGRH/MF.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/GAN/N 0423-3.13/2008
! CONSULTA. Adicional por Tempo de Servio. Mudana de
Regime Juridico (extino dos chamados anunios) no interregno entre
a dispensa do servio militar no obrigatorio e a investidura em cargo
eIetivo. Direito personalissimo no constituido. Lei n 8.112/1990.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0731 - 3.13/2008
! Pagamento de anunio em desacordo com as orientaes
emanadas do OIicio Circular n 36/SRH/MP.
NOTA/DAJI/CGU/AGU n 218/2007 ASN
! Contagem do tempo de servio militar para Iins de incorporao
de anunio.
Parecer n GM 008, de 06 de abril de 2.000
! GratiIicao adicional por tempo de servio calculada com o
eIeito "cascata". Aplicao do disposto nos arts. 37, XIV, da
Constituio e 17 do ADCT.
Parecer n GQ 197, de 10 de agosto de 1999
! Base de calculo do adicional por tempo de servio e da
gratiIicao de atividade executiva.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 3907/2009 - Segunda Cmara
! APOSENTADORIA. Incorporao de vantagem de natureza
trabalhista em aposentadoria estatutaria. Contagem em dobro, para Iins
de anunio, do tempo de licena-prmio no gozada. Ilegalidade.
TCU - Acordo 538/2003 - Primeira Cmara
! Aposentadoria. Alterao. Incluso da vantagem dos quintos
instituidos pela Lei 6.732/79, incorporados nos termos da Lei 8.911/94.
Cmputo do tempo de licena para tratamento da propria saude para
eIeito de anunio. Legalidade.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE 251773 AgR / DF . Rel.Min. MAURICIO CORRA, DJ de 17.3.2000.
! 'O Plenario desta Corte assentou que o veto ao 4 do artigo 243
da Lei n 8.112/90 no tem base juridica para desconstituir direito de ex-
celetistas a contagem do tempo preterito para Iim de percepo de
74
!"# %& '())* +%,-./.
anunio, na Iorma prevista no artigo 67 do novo Regime Juridico Unico,
visto que o artigo 100 do texto legal remanescente dispe que e contado
para todos os eIeitos o tempo de servio publico Iederal.
Subseo IV
Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas
Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou
em contato permanente com substncias toxicas, radioativas ou com risco de vida,
Iazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo eIetivo.
1
o
O servidor que Iizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade
devera optar por um deles.
2
o
O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a
eliminao das condies ou dos riscos que deram causa a sua concesso.
Art. 69. Havera permanente controle da atividade de servidores em operaes ou
locais considerados penosos, insalubres ou perigosos.
ParagraIo unico. A servidora gestante ou lactante sera aIastada, enquanto durar a
gestao e a lactao, das operaes e locais previstos neste artigo, exercendo suas
atividades em local salubre e em servio no penoso e no perigoso.
Art. 70. Na concesso dos adicionais de atividades penosas, de insalubridade e de
periculosidade, sero observadas as situaes estabelecidas em legislao especiIica.
>Legislaes Correlatas
ART. 12, DA LEI N 8.270, DE 17 DE DEEMBRO DE 1991
! Dispe sobre reajuste da remunerao dos servidores publicos,
corrige e reestrutura tabelas de vencimentos, e da outras providncias.
DECRETO N 97.458, DE 11 DE JANEIRO DE 1989
! Regulamenta a concesso dos Adicionais de Periculosidade e de
Insalubridade.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 2, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2010
! Estabelece orientao sobre a concesso dos adicionais de
insalubridade, periculosidade, irradiao ionizante e gratiIicao por
trabalhos com Raios-X ou substncias radioativas, e da outras
providncias.
NOTA TECNICA N 850 /2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Base de calculo para o pagamento de adicional de insalubridade
aos empregados publicos, regidos pela Consolidao das Leis do
Trabalho- CLT.
75
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 156/ 2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Impossibilidade de se presumir estarem submetidos a condies
insalubres os proIissionais ocupantes de categoria Iuncional que tenham
relao com as atividades proIissionais estabelecidas nos Decretos ns
72.771, de 1973 e 83.080,de 1980.
NOTA TECNICA N 70/2010/DENOP/SRH/MP
! Para o pagamento do adicional de insalubridade aos Agentes
Comunitarios de Saude e Agentes de Combate as Endemias, ocupantes
de empregos publicos do quadro da FUNASA deve ser utilizado como
base de calculo o salario minimo.
NOTA TECNICA N 69/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! No ha previso legal que possibilite o pagamento de adicional de
insalubridade ou periculosidade anteriormente a publicao das portarias
de localizao do servidor ou de designao para executar atividade em
local previamente periciado.
NOTA TECNICA N 619/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Impossibilidade de pagamento de adicional de insalubridade a
servidores que trabalham em local no periciado e sem portaria de
localizao, em virtude de sentena judicial Iavoravel ao pagamento
desse adicional a outros servidores.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 1121 3.13 / 2008
! ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Fiscais Federais
Agropecuarios. Exposio a riscos eIetivos em carater intermitente. Art.
114, i, da constituio Iederal. Servidores estatutarios. Incompetncia da
Justia Do Trabalho. Liminar concedida com efeito ex tunc pelo
Supremo Tribunal Federal na ADI n. 3.395-6.
PARECER/CONJUR/MTE/N 001/2007
! SOLICITAO DE PAGAMENTO DO ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE, FEITA PELO PRESIDENTE DO
SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DO TRABALHO NO
DISTRITO FEDERAL. IMPROCEDNCIA DA PRETENSO
POR FALTA DE AMPARO LEGAL.
PARECER CGR N SR-80, DE 28 DE DEEMBRO DE 1988
! O adicional de periculosidade previsto no Decreto-Lei n 1.873/81
somente sera devido aos Iiscais ou a quaisquer outros servidores publicos
que comprovadamente estejam prestando servios sujeitos a condies
de risco acentuado, continuada ou intermitentemente, si et in quantum,
por Iora das disposies legais que regem a materia e consoante os
entendimentos jurisprudencial e doutrinario a respeito.
> Manifestaes dos rgos de Controle
76
!"# %& '())* +%,-./.
TCU - Acordo 2310/2010 - Plenario
! Pagamentos indevidos de adicionais de insalubridade e
periculosidade. Laudos de avaliao ambiental emitidos sem observncia
dos criterios e requisitos legais.
TCU - Acordo 2769/2005 - Primeira Cmara
! Os adicionais de insalubridade e de periculosidade constituem
vantagens pecuniarias de carater transitorio e condicional, devidas
apenas a quem presta o servio em situaes anormais, cessando o
direito a esses beneIicios com a eliminao das condies ou dos riscos
que deram causa a sua concesso, razo por que no ha justiIicativa legal
para a continuidade do pagamento das reIeridas vantagens aos servidores
inativos.
TCU - Acordo 6112/2009 - Segunda Cmara
! O servidor publico que exerceu, como celetista, no servio
publico, atividades insalubres, penosas e perigosas, no periodo anterior a
vigncia da Lei n 8.112/90, tem direito a contagem especial de tempo de
servio para eIeito de aposentadoria; todavia, para o periodo posterior ao
advento da Lei n 8.112/90, e necessaria a regulamentao do art. 40,
4, da Constituio Federal, que deIinira os criterios e requisitos para a
respectiva aposentadoria.
TCU Acordo 2008/2006 - Plenario
! O servidor publico que exerceu, como celetista, no servio
publico, atividades insalubres, penosas ou perigosas, no periodo anterior
a vigncia da Lei 8.112/90 tem direito a contagem especial de tempo de
servio para eIeito de aposentadoria; todavia, para o periodo posterior ao
advento da Lei 8.112/90, e necessaria a regulamentao do art. 40, 4,
da Constituio Federal, que deIinira os criterios e requisitos para a
respectiva aposentadoria.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF RE n 197915 AgR / SP . Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE. DJ de
4.10.2004
! Servidor publico: adicional de insalubridade: inaplicao do art.
40, 4, CF. Precedentes. O adicional de insalubridade no e vantagem
de carater geral, pressupondo atividade insalubre comprovada por laudo
pericial. No pode ser estendida indiscriminadamente a todos os
servidores da categoria, ativos e inativos, no se aplicando o art. 40, 4,
da Constituio.
STF RE n 169173 / SP . Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de 16.5.1997.
! Servidor publico. Adicional de remunerao para as atividades
penosas, insalubres ou perigosas, na Iorma da lei. Art. 7, XXIII, da
Constituio Federal. - O artigo 39, 2, da Constituio Federal apenas
estendeu aos servidores publicos civis da Unio, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municipios alguns dos direitos sociais por meio de
77
!"# %& '())* +%,-./.
remisso, para no ser necessaria a repetio de seus enunciados, mas
com isso no quis signiIicar que, quando algum deles dependesse de
legislao inIraconstitucional para ter eIicacia, essa seria, no mbito
Iederal, estadual ou municipal, a trabalhista.
TST Sumula 293/2010
! ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CAUSA DE PEDIR.
AGENTE NOCIVO DIVERSO DO APONTADO NA INICIAL
(mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A veriIicao
mediante pericia de prestao de servios em condies nocivas,
considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial, no
prejudica o pedido de adicional de insalubridade.
TST Sumula 47/2010
! INSALUBRIDADE (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e
21.11.2003 O trabalho executado em condies insalubres, em carater
intermitente, no aIasta, so por essa circunstncia, o direito a percepo
do respectivo adicional.
Art. 71. O adicional de atividade penosa sera devido aos servidores em exercicio
em zonas de Ironteira ou em localidades cujas condies de vida o justiIiquem, nos
termos, condies e limites Iixados em regulamento.
Art. 72. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou
substncias radioativas sero mantidos sob controle permanente, de modo que as doses
de radiao ionizante no ultrapassem o nivel maximo previsto na legislao propria.
ParagraIo unico. Os servidores a que se reIere este artigo sero submetidos a
exames medicos a cada 6 (seis) meses.
>Legislaes Correlatas
ART. 12, DA LEI N 8.270, DE 17 DE DEEMBRO DE 1991
! Dispe sobre reajuste da remunerao dos servidores publicos,
corrige e reestrutura tabelas de vencimentos, e da outras providncias.
LEI N 1.234, DE 14 DE NOVEMBRO DE 1950
! ConIere direitos e vantagens a servidores que operam com Raios
X e substncias radioativas.
DECRETO N 877, DE 20 DE JULHO DE 1993
! Regulamenta a concesso do adicional de irradiao ionizante de
que trata o 1 do art. 12 da Lei n 8.270, de 17 de dezembro de 1991.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 2, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2010
! Estabelece orientao sobre a concesso dos adicionais de
insalubridade, periculosidade, irradiao ionizante e gratiIicao por
78
!"# %& '())* +%,-./.
trabalhos com Raios-X ou substncias radioativas, e da outras
providncias.
NOTA TECNICA N 378/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Pagamento de adicionais de insalubridade, periculosidade,
irradiao ionizante, gratiIicao por trabalhos com Raios-X e
substncias radioativas a servidores ocupantes de cargo em comisso ou
Iuno gratiIicada.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/FNF/N 0970 - 3.14 / 2007
! Adicional de irradiao ionizante e gratiIicao de raio-x. Verbas
de natureza distinta, segundo entendimento jurisprudencial majoritario.
Precedentes do STJ. Possibilidade de acumulao prevista no art. 6 da
ON N 04/2005. Ausncia de ilegalidade. Sugesto de alterao do art. 3
da orientao normativa sob Ioco, considerando que o adicional de
irradiao ionizante tem natureza juridica de adicional de insalubridade.
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 331 - 3.13 / 2010
! Adicional de Irradiao Ionizante. Extenso aos titulares
exclusivamente de cargo em comisso. Isonomia. Acordo n 5659/2008
da 2 Cmara do Tribunal de Contas da Unio. Lei n. 8.270, de 17 de
dezembro de 1991 e Decreto N. 877, de 20 de julho de 1993.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 1038/2008 Plenario
! E irregular o pagamento cumulativo do adicional de irradiao
ionizante e da gratiIicao por trabalhos com raios X ou substncias
radioativas, haja vista a proibio contida no 1 do art. 68 da Lei n
8.112/90.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - AgRg no RECURSO ESPECIAL N 951.633 - RS (2007/0110967-1) . Rel.
Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe de 2.2.2009.
! E possivel a percepo cumulativa do adicional de insalubridade e
da gratiIicao de raio X, pois o que o art. 68, 1, da Lei 8.112/90
proibe e a cumulao dos adicionais de insalubridade e periculosidade,
nada prevendo quanto a cumulao de gratiIicaes e adicionais,
vantagens que no podem ser conIundidas. Precedentes do STJ.
Subseo V
Do Adicional por Servio Extraordinrio
Art. 73. O servio extraordinario sera remunerado com acrescimo de 50
(cinquenta por cento) em relao a hora normal de trabalho.
79
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 74. Somente sera permitido servio extraordinario para atender a situaes
excepcionais e temporarias, respeitado o limite maximo de 2 (duas) horas por jornada.
>Legislaes Correlatas
DECRETO N 3.406, DE 6 DE ABRIL DE 2000
! Altera o art. 3 do Decreto n 948, de 5 de outubro de 1993, que dispe
sobre a aplicao dos arts. 73 e 74 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de
1990.
DECRETO N 948, DE 5 DE OUTUBRO DE 1993
! Dispe sobre a aplicao dos arts. 73 e 74 da Lei n 8.112, de 11 de
dezembro de 1990.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 02, DE 06 DE MAIO DE 2008
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Publica Federal quanto ao pagamento de
adicional por servio extraordinario, de que tratam os arts. 73 e 74 da Lei
n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
NOTA TECNICA N 847 /2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Esclarece sobre o pagamento de servio extraordinario realizado
aos sabados, domingos e Ieriados.
NOTA TECNICA N 283/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! A realizao de servios extraordinarios somente sera autorizada
para atender casos excepcionais que Iogem ao planejamento realizado, e
se no superados, podero prejudicar a execuo de tareIas, cujo
adiamento ou interrupo importe prejuizo maniIesto para o servio.
NOTA TECNICA N 298/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da aplicabilidade da Lei n 11.776, de 2008, que cuida da
vedao de pagamento do adicional por servios extraordinarios e do
adicional noturno a servidores que percebem subsidio.
NOTA TECNICA N 38/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Pagamento de hora extra a contratados temporariamente com base
na Lei 8.745, de 1993. Impossibilidade no caso em exame.
NOTA INFORMATIVA N 280/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata do Iator divisor para base de calculo do valor-hora para
pagamento do adicional por servios extraordinarios.
NOTA TECNICA N 459/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da autorizao para realizar servios extraordinarios.
NOTA TECNICA N 66/2009/DENOP/SRH/MP
80
!"# %& '())* +%,-./.
! IndeIerimento do pleito do requente para ampliao, em 44 horas,
da quantidade de horas para se realizar servios extraordinarios, uma vez
que as alegaes apresentadas no caracterizam uma situao
excepcional e transitoria, bem como no ha comprovao de
disponibilidade oramentaria e Iinanceira.
DESPACHO/SRH, DE 24 DE MARO DE 2009
! Trata da possibilidade de pagamento excepcional do adicional por
servios extraordinarios a agentes penitenciarios do DEPEN.
DESPACHO/SRH, DE 09 DE JUNHO DE 2008
! No e devido o adicional por servio extraordinario aos ocupantes
de cargo em comisso e Iunes de conIiana, em razo do regime de
integral dedicao ao servio ao qual esto submetidos, nos termos do
1 do art. 19 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 7333/2009 - Primeira Cmara
! E ilegal o pagamento de horas extras decorrentes de deciso
judicial concedida antes da Lei n 8.112/1990, a titulo de vantagem
pessoal nominalmente identiIicada, exceto para evitar eventual reduo
de vencimentos.
TCU - Acordo 1193/2006 - Segunda Cmara
! Deve o orgo eleitoral, a Iim de demonstrar o carater excepcional
e temporario do servio extraordinario, nos termos do art. 74 da Lei n.
8.112/1990, indicar o Iato gerador de eventuais incrementos no
quantitativo de horas extras.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - MS 24381 / DF . Rel. Min. GILMAR MENDES, DJ de 3.8.2006.
! Mandado de Segurana. 2. Ato do Presidente da 2 Cmara do
Tribunal de Contas da Unio que recusou (a) o registro de aposentadoria
da impetrante, (b) declarou a ilegalidade de sua concesso, (c)
determinou a Universidade Federal de Goias que suspendesse o
pagamento de horas extras e (d) expedisse novo ato concessorio. 3.
Alegada violao a coisa julgada, ao ato juridico perIeito, ao direito
adquirido e a irredutibilidade de vencimentos, por terem as horas extras
sido incorporadas ao salario da impetrante em razo de deciso judicial
com trnsito em julgado. 4. Converso do regime contratual em
estatutario. Extino do contrato de trabalho. Reconhecimento do direito
as horas extras em reclamao trabalhista em data anterior. 5. Novo
ordenamento juridico. Regime Juridico dos Servidores Publicos Civis da
Unio, das autarquias e das Iundaes publicas Iederais. Lei n 8.112, de
11.12.90. Incompatibilidade de manuteno de vantagem que, a epoca,
podia conIigurar-se. Precedentes. 6. Mandado de Segurana indeIerido.
STF RE n 363260 AgR / RS . Rel. Min. CARMEN LUCIA, DJ de 7.5.2009.
81
!"# %& '())* +%,-./.
! EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINARIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO.
HORAS EXTRAS. LEI N. 8.112/90.
STJ - AgRg no RECURSO ESPECIAL N 382.800 - RS (2001/0152186-4) . Rel.
Min. NILSON NAVES, DJe de 18.12.2009.
! SERVIDOR PUBLICO. JORNADA DE TRABALHO. LIMITE.
HORAS EXTRAS. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. RECURSO
ESPECIAL INVIAVEL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO.
Subseo VI
Do Adicional Noturno
Art. 75. O servio noturno, prestado em horario compreendido entre 22 (vinte e
duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, tera o valor-hora acrescido de
25 (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como cinquenta e dois minutos
e trinta segundos.
ParagraIo unico. Em se tratando de servio extraordinario, o acrescimo de que
trata este artigo incidira sobre a remunerao prevista no art. 73.
>Legislaes Correlatas
DECRETO N 948, DE 5 DE OUTUBRO DE 1993
! Dispe sobre a aplicao dos arts. 73 e 74 da Lei n 8.112, de 11
de dezembro de 1990.
INCISOS IX E XXXIII DO ART. 7, DA CONSTITUIO FEDERAL DE
1988
ART. 3 DO DECRETO N 1.590, DE 10 DE AGOSTO DE 1995
! Dispe sobre a jornada de trabalho dos servidores da
Administrao Publica Federal direta, das autarquias e das Iundaes
publicas Iederais, e da outras providncias.
DECRETO N 4.836, DE 9 DE SETEMBRO DE 2003
! Altera a redao do art. 3 do Decreto n 1.590, de 10 de agosto
de 1995, que dispe sobre a jornada de trabalho dos servidores da
Administrao Publica Federal direta, das autarquias e das Iundaes
publicas Iederais.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 640/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata do Iator divisor para base de calculo do valor-hora de
adicional noturno.
82
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 524/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Trata da solicitao de reviso e alterao do Iator de divisor para
o calculo do valor hora base de 240 para 192 no adicional noturno, aos
servidores que laboram em regime de planto/escala em turnos
ininterruptos de 24 h.
NOTA TECNICA N 231/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Base de calculo do Adicional Noturno. No caso analisado, como a
remunerao do cargo eIetivo incide sobre a base de calculo do adicional
noturno, tambem a vantagem de Incentivo Funcional devera Iazer parte
da base de calculo para o pagamento do reIerido adicional, por possuir
carater de natureza permanente e integrar-se a remunerao dos
servidores integrantes da Categoria Funcional Sanitarista.
DESPACHO/DENOP, DE 30 DE AGOSTO DE 2007
! Questionamentos reIerentes a concesso dos adicionais por
servio extraordinario e noturno.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 1438/2003 - Primeira Cmara
! Incluso e pagamentos indevidos de vantagens, de adicional
noturno, de insalubridade e de periculosidade a servidores.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - AI 613371 AgR / DF . Rel. Min. EROS GRAU, DJe de 4.8.2010.
! EMENTA: Agravo Regimental no Agravo de Instrumento.
Servidor Publico. Pagamento de adicional noturno. Horas eIetivamente
recebidas. Impossibilidade do reexame de provas (Sumula 279). Agravo
regimental ao qual se nega provimento.
STJ - RECURSO ESPECIAL N 419.558 - PR (2002/0029286-2) . Rel. Min.
ARNALDO ESTEVES LIMA, DJ de 26.6.2006.
! Processual Civil. Administrativo. Servidor Publico Federal.
Adicional Noturno. Base de calculo. 200 horas mensais. Art. 19 da Lei
8.112/90. Sucumbncia reciproca de igual proporo. Recurso especial
conhecido e improvido.
Subseo VII
Do Adicional de Frias
Art. 76. Independentemente de solicitao, sera pago ao servidor, por ocasio das
Ierias, um adicional correspondente a 1/3 (um tero) da remunerao do periodo das
Ierias.
83
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. No caso de o servidor exercer Iuno de direo, cheIia ou
assessoramento, ou ocupar cargo em comisso, a respectiva vantagem sera considerada
no calculo do adicional de que trata este artigo.
>Legislaes Correlatas
INC. XVII DO ART. 7 DA CONSTITUIO FEDERAL
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA SRH N 2, DE 14 DE OUTUBRO DE 1998
! Dispe sobre as regras e procedimentos a serem adotados pelos
orgos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC para a concesso, indenizao,
parcelamento e pagamento da remunerao de Ierias de Ministro de
Estado e de servidor publico da administrao publica Iederal direta,
autarquica e Iundacional do Poder Executivo da Unio.
NOTA INFORMATIVA N 436/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! INCIDNCIA DE PSS SOBRE 1/3 DE FERIAS. Materia ja
paciIicada no mbito desta Secretaria de Recursos Humanos, que Iirmou
entendimento pela legalidade da incidncia da contribuio
previdenciaria sobre o tero constitucional de Ierias e a gratiIicao
natalina.
NOTA TECNICA N 28/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
" CONTRIBUIO PREVIDENCIARIA SOBRE AUXILIO
ALIMENTAO, ADICIONAL DE 1/3 DE FERIAS E
GRATIFICAO NATALINA. INCIDNCIA.
DESPACHO/SRH, DE 31 DE MARO DE 2008
! Pagamento do adicional de Ierias reIerente ao exercicio de 2006,
tendo em vista a alterao salarial ocorrida entre o gozo do primeiro e
segundo periodo de Ierias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer CGR N JCF-17, de 28 de dezembro de 1992
! Pagamento do adicional de Ierias de que trata a Constituio
Federal (art. 7, XVII), aos procuradores autarquicos e assistentes
juridicos da Unio.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 53/2005 - Segunda Cmara
! EMENTA: Converso indevida de um tero de Ierias em abono
pecuniario.
84
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF RE n 271035 / AL. Rel. Min. SDNE SANCHES, DJ de 19.12.2001.
! EMENTA: Servidor Publico Federal. Converso do tero de
Ierias em pecunia. Lei n 8.112/90, alterada pela Medida Provisoria n
1.480/96. Alegao de oIensa ao disposto nos arts. 5, inciso XXXVI, e
62 da Constituio Federal de 1988.
Subseo VIII
Da Gratificao por Encargo de Curso ou Concurso
(Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
Art. 76-A. A GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso e devida ao
servidor que, em carater eventual: (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
(Regulamento)
I - atuar como instrutor em curso de Iormao, de desenvolvimento ou de
treinamento regularmente instituido no mbito da administrao publica Iederal;
(Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
II - participar de banca examinadora ou de comisso para exames orais, para
analise curricular, para correo de provas discursivas, para elaborao de questes de
provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos; (Incluido pela Lei n
11.314 de 2006)
III - participar da logistica de preparao e de realizao de concurso publico
envolvendo atividades de planejamento, coordenao, superviso, execuo e avaliao
de resultado, quando tais atividades no estiverem incluidas entre as suas atribuies
permanentes; (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
IV - participar da aplicao, Iiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de
concurso publico ou supervisionar essas atividades. (Incluido pela Lei n 11.314 de
2006)
1
o
Os criterios de concesso e os limites da gratiIicao de que trata este artigo
sero Iixados em regulamento, observados os seguintes parmetros: (Incluido pela Lei
n 11.314 de 2006)
I - o valor da gratiIicao sera calculado em horas, observadas a natureza e a
complexidade da atividade exercida; (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
II - a retribuio no podera ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte)
horas de trabalho anuais, ressalvada situao de excepcionalidade, devidamente
justiIicada e previamente aprovada pela autoridade maxima do orgo ou entidade, que
podera autorizar o acrescimo de ate 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais;
(Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
III - o valor maximo da hora trabalhada correspondera aos seguintes percentuais,
incidentes sobre o maior vencimento basico da administrao publica Iederal: (Incluido
pela Lei n 11.314 de 2006)
85
!"# %& '())* +%,-./.
a) 2,2 (dois inteiros e dois decimos por cento), em se tratando de atividade
prevista no inciso I do caput deste artigo; (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006) (Vide
Medida Provisoria n 359, de 2007)
b) 1,2 (um inteiro e dois decimos por cento), em se tratando de atividade
prevista nos incisos II a IV do caput deste artigo. (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
(Vide Medida Provisoria n 359, de 2007)
a) 2,2 (dois inteiros e dois decimos por cento), em se tratando de atividades
previstas nos incisos I e II do caput deste artigo; (Redao dada pela Lei n 11.501, de
2007)
b) 1,2 (um inteiro e dois decimos por cento), em se tratando de atividade
prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. (Redao dada pela Lei n 11.501, de
2007)
2
o
A GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso somente sera paga se as
atividades reIeridas nos incisos do caput deste artigo Iorem exercidas sem prejuizo das
atribuies do cargo de que o servidor Ior titular, devendo ser objeto de compensao de
carga horaria quando desempenhadas durante a jornada de trabalho, na Iorma do 4
o
do
art. 98 desta Lei. (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
3
o
A GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso no se incorpora ao
vencimento ou salario do servidor para qualquer eIeito e no podera ser utilizada como
base de calculo para quaisquer outras vantagens, inclusive para Iins de calculo dos
proventos da aposentadoria e das penses. (Incluido pela Lei n 11.314 de 2006)
>Legislaes Correlatas
DECRETO N 6.114, DE 15 DE MAIO DE 2007
! Regulamenta o pagamento da GratiIicao por Encargo de Curso ou
Concurso de que trata o art. 76-A da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de
1990.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA/MP N 323, DE 3 DE JULHO DE 2008
! Estabelece a Tabela de Valores da GratiIicao por Encargo de
Curso ou Concurso - GECC e o correspondente Quadro de
EspeciIicaes e da outras providncias.
NOTA INFORMATIVA N 517/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! Pagamento de GratiIicao por encargo de curso ou concurso a
servidor remunerado com subsidio. Possibilidade.
PARECER/MP/CONJUR/ETC/N 0803 3.14/2007.
NOTA TECNICA N 402/2010-COGES/DENOP/SRH/MP
! GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso. Hipoteses
diversas.
86
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 767/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Questionamentos da Agncia Nacional de Telecomunicaes
ANATEL acerca da correta interpretao e aplicao da GratiIicao por
Encargo de Curso ou Concurso.
NOTA TECNICA N 765/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Impossibilidade de pagamento da GratiIicao de Encargo por
Curso ou Concurso a ProIessor sob regime de dedicao exclusiva, para
atuar como coordenador tecnico em curso de pos-graduao.
NOTA TECNICA N 521 /2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso a servidores
docentes que trabalharam na elaborao da prova do processo de
revalidao de diplomas. Legalidade do pagamento da aludida gratiIicao.
OIicio n 150 /2007/COGES/DENOP/S RH
! Diversos questionamentos da ESAF acerca da gratiIicao por
encargo de curso ou concurso.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/ETC/N 0803 3.14 / 2007
! GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso instituida pela
Medida Provisoria n 283/2006, convertida na Lei n 11.314/2006.
Possibilidade de sua percepo pelos servidores remunerados por
subsidio na Iorma da Medida Provisoria n 305/2006, convertida na Lei
n 11.358/2006. Pela reviso do entendimento desta consultoria juridica,
Iixado no PARECER/MP/CONJUR/ICN/N 0057 / 2.15/2007.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 3327/2007 - Primeira Cmara
! EMENTA: A GratiIicao por Encargo de Curso ou Concurso,
disciplinada no Decreto n 6.114, de 15 de maio de 2007, no deve ser
concedida como Iorma de pagamento de atividades administrativas de
carater permanente.
Captulo III
Das Frias
Art. 77. O servidor Iara jus a 30 (trinta) dias consecutivos de Ierias, que podem ser
acumuladas, ate o maximo de 2 (dois) periodos, no caso de necessidade do servio,
ressalvadas as hipoteses em que haja legislao especiIica.
Art. 77. O servidor Iara jus a trinta dias de Ierias, que podem ser acumuladas, ate
o maximo de dois periodos, no caso de necessidade do servio, ressalvadas as hipoteses
em que haja legislao especiIica. (Redao dada pela Lei n 9.525, de 10.12.97)
(Ferias de Ministro - Vide)
87
!"# %& '())* +%,-./.
1
o
Para o primeiro periodo aquisitivo de Ierias sero exigidos 12 (doze) meses
de exercicio.
2
o
E vedado levar a conta de Ierias qualquer Ialta ao servio.
3
o
As Ierias podero ser parceladas em ate trs etapas, desde que assim
requeridas pelo servidor, e no interesse da administrao publica. (Incluido pela Lei n
9.525, de 10.12.97)
Art. 78. O pagamento da remunerao das Ierias sera eIetuado ate 2 (dois) dias
antes do inicio do respectivo periodo, observando-se o disposto no 1
o
deste artigo.
(Ferias de Ministro - Vide)
1 E Iacultado ao servidor converter 1/3 (um tero) das Ierias em abono
pecuniario, desde que o requeira com pelo menos 60 (sessenta) dias de antecedncia.
2 No calculo do abono pecuniario sera considerado o valor do adicional de
Ierias. (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3
o
O servidor exonerado do cargo eIetivo, ou em comisso, percebera
indenizao relativa ao periodo das Ierias a que tiver direito e ao incompleto, na
proporo de um doze avos por ms de eIetivo exercicio, ou Irao superior a quatorze
dias. (Incluido pela Lei n 8.216, de 13.8.91)
4
o
A indenizao sera calculada com base na remunerao do ms em que Ior
publicado o ato exoneratorio. (Incluido pela Lei n 8.216, de 13.8.91)
5
o
Em caso de parcelamento, o servidor recebera o valor adicional previsto no
inciso XVII do art. 7
o
da Constituio Federal quando da utilizao do primeiro periodo.
(Incluido pela Lei n 9.525, de 10.12.97)
Art. 79. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou
substncias radioativas gozara 20 (vinte) dias consecutivos de Ierias, por semestre de
atividade proIissional, proibida em qualquer hipotese a acumulao.
ParagraIo unico. O servidor reIerido neste artigo no Iara jus ao abono pecuniario
de que trata o artigo anterior. (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Art. 80. As Ierias somente podero ser interrompidas por motivo de calamidade
publica, comoo interna, convocao para juri, servio militar ou eleitoral ou por
motivo de superior interesse publico.
Art. 80. As Ierias somente podero ser interrompidas por motivo de calamidade
publica, comoo interna, convocao para juri, servio militar ou eleitoral, ou por
necessidade do servio declarada pela autoridade maxima do orgo ou entidade.
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97) (Ferias de Ministro - Vide)
ParagraIo unico. O restante do periodo interrompido sera gozado de uma so vez,
observado o disposto no art. 77. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
88
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA N 9, DE 9 DE DEEMBRO DE 2009
! Altera dispositivo da Portaria Normativa SRH N 2, de 14 de
outubro de 1998, que dispe sobre as regras e procedimentos a serem
adotados pelos orgos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC, para a concesso, indenizao,
parcelamento e pagamento de Ierias.
PORTARIA NORMATIVA N 1, DE 10 DE DEEMBRO DE 2002
! Altera dispositivo da Portaria Normativa SRH n 02, de 14 de
outubro de 1998.
PORTARIA NORMATIVA SRH N 2, DE 14 DE OUTUBRO DE 1998
! Dispe sobre as regras e procedimentos a serem adotados pelos
orgos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil da
Administrao Federal - SIPEC para a concesso, indenizao,
parcelamento e pagamento da remunerao de Ierias de Ministro de
Estado e de servidor publico da administrao publica Iederal direta,
autarquica e Iundacional do Poder Executivo da Unio.
NOTA TECNICA N 527/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! INDENIAO DE FERIAS DE SERVIDOR EXONERADO
DE CARGO EM COMISSO. A luz da legislao em vigor, no ha que
se Ialar em diIerenciao de criterios para o pagamento de indenizao
de Ierias no caso de servidor com vinculo eIetivo e aquele nomeado to-
somente para ocupar cargo em comisso.
NOTA TECNICA N 407/2010/DENOP/SRH/MP
! PERIODO DE FERIAS NO GOADAS DE SERVIDOR
EXONERADO PARA OCUPAR CARGO INACUMULAVEL. O
servidor, exonerado do cargo eIetivo ou cargo em comisso que tiver
Ierias integrais ou saldo de Ierias no gozadas, Iaz jus ao pagamento de
indenizao, calculado na proporo de 1/12 (um doze avos) por ms de
eIetivo exercicio, ou Irao superior a quatorze dias, calculada sobre a
remunerao do ms correspondente a data da exonerao, observada a
data do ingresso do servidor no cargo ou Iuno comissionada.
NOTA ECNICA N 36/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! O servidor que possuir sua aposentadoria revertida no interesse da
administrao Iara jus ao instituto das Ierias apenas apos completar doze
meses de eIetivo exercicio.
NOTA TECNICA N 04/2010/DENOP/SRH/MP
! TEMPO DE SERVIO EXERCIDO MEDIANTE CONTRATO
TEMPORARIO, NOS TERMOS DA LEI N 8.745, DE 1993, PARA
EFEITOS DE CONCESSO DE FERIAS REGULAMENTARES NO
CARGO EFETIVO. IMPOSSIBILIDADE.
89
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA N 708/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! INDENIAO DE FERIAS DE SERVIDOR COM CARGO
EM COMISSO (DAS), QUE EM GOO DE FERIAS, FOI
EXONERADO A PEDIDO. Caso o servidor tenha solicitado Ierias, e
estas tenham sido deIeridas e iniciada a sua Iruio, ocorrendo o ato de
exonerao, a pedido do interessado ou no interesse da Administrao,
ele Iara jus a indenizao dos dias de Ierias no usuIruidos.
NOTA TECNICA N 697/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Possibilidade da contratada temporaria, em gozo de licena-
maternidade, participar do curso de Iormao durante esse periodo de
aIastamento; todavia, ela no podera perceber o auxilio-Iinanceiro
atinente a tal Iase do certame, haja vista ja estar percebendo sua
remunerao contratual e a ela no ser Iacultada a opo reIerida no 1
do art.14 da Lei n 9.624, de 1998.
NOTA TECNICA N 499/2009/COGES/DENOP/RH/MP
! REPROGRAMAO DE FERIAS, QUANDO DO RETORNO
DE LICENA A GESTANTE. No caso de a servidora retornar de
licena ou aIastamento, previstos na Lei n 8.112, de 1990, as Ierias
devem ser reprogramadas dentro do exercicio, sendo vedado o seu gozo
no exercicio seguinte, a menos que Iique comprovada a necessidade de
servio. Tal entendimento tambem se aplica a licena gestante.
NOTA TECNICA N 433/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! PRONUNCIAMENTO QUANTO A CONCESSO DE FERIAS
DURANTE AFASTAMENTO PARA CAPACITAO. Embora
considerado como eIetivo exercicio, o aIastamento para participar de
programa de treinamento, pela sua natureza, no permite a concesso de
Ierias durante a sua vigncia, haja vista o distanciamento do servidor das
suas atividades laborais, que se constitui no Iundamento para as Ierias.
Ademais, no ha previso legal para concesso de aIastamento a titulo de
Ierias, a um servidor que ja se encontra aIastado do exercicio do cargo,
haja vista encontrar-se em gozo de aIastamento para estudo.
NOTA TECNICA N 142/ 2009 /COGES/DENOP/SRH/MP
! Versa sobre a possibilidade de prorrogao da licena gestante
apos a Iruio de Ierias.
NOTA TECNICA N 115/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Incidncia sobre imposto de renda sobre Ierias no gozadas
proporcionais dos contratados por tempo determinado.
DESPCAHO/COGES, DE 12 DE MARO DE 2008
! FERIAS DE MINISTRO DE ESTADO DETENTOR DE
CARGO EFETIVO. O servidor ocupante de cargo eIetivo investido no
cargo politico de Ministro de Estado no podera acumular mais do que
dois periodos de Ierias, sendo indevido o pagamento de qualquer tipo de
indenizao relativo a Ierias, quando da sua exonerao do cargo
politico.
90
!"# %& '())* +%,-./.
! Tornar insubsistente as disposies proIeridas por esta
Coordenao-Geral que apresentam entendimentos em contrario,
principalmente o OIicio n 183/2007/COGES/SRH/2007, de 27.12.2007.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
SUMULA N 33, DE 16 DE SETEMBRO DE 2008
! E devida aos servidores publicos Iederais civis ativos, por ocasio
do gozo de Ierias e licenas, no periodo compreendido entre
outubro/1996 e dezembro/2001, a concesso de auxilio-alimentao, com
Iulcro no art. 102 da Lei n 8.112/90, observada a prescrio quinquenal.
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 963 - 3.16 / 2009
! Prorrogao de licena-maternidade apos o periodo das Ierias.
Possibilidade condicionada a regra de transio. Art. 4 do Decreto n
6.690, de 11 de dezembro de 2008.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - Acordo 1594/2006 - Plenario
! Reconhece-se o direito de magistrados e de servidores publicos de
converter em pecunia o saldo remanescente de Ierias no gozadas, por
necessidade do servio, em razo de superveniente aposentadoria,
limitada a indenizao ao periodo maximo de acumulo de Ierias
permitido por lei e observado o prazo prescricional de 05 anos para o
exercicio desse direito, a contar da data de publicao do ato de
aposentao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - AI 594001 AgR / RJ . Rel. Min. EROS GRAU, DJ de 6.11.2006.
! O servidor publico aposentado tem direito a indenizao por
Ierias e licena-prmio no gozadas, com Iundamento na vedao do
enriquecimento sem causa da Administrao e na responsabilidade civil
do Estado.
Captulo IV
Das Licenas
Seo I
Disposies Gerais
Art. 81. Conceder-se-a ao servidor licena:
I - por motivo de doena em pessoa da Iamilia;
II - por motivo de aIastamento do cnjuge ou companheiro;
III - para o servio militar;
IV - para atividade politica;
V - para capacitao; (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
91
!"# %& '())* +%,-./.
VI - para tratar de interesses particulares;
VII - para desempenho de mandato classista.
1
o
A licena prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de
suas prorrogaes sero precedidas de exame por pericia medica oIicial, observado o
disposto no art. 204 desta Lei. (Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)
2
o
O servidor no podera permanecer em licena da mesma especie por periodo
superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nos casos dos incisos II, III, IV e
VII. (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3
o
E vedado o exercicio de atividade remunerada durante o periodo da licena
prevista no inciso I deste artigo.
Art. 82. A licena concedida dentro de 60 (sessenta) dias do termino de outra da
mesma especie sera considerada como prorrogao.
Seo II
Da Licena por Motivo de Doena em Pessoa da Famlia
Art. 83. Podera ser concedida licena ao servidor por motivo de doena do
cnjuge ou companheiro, dos pais, dos Iilhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou
dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento Iuncional, mediante
comprovao por pericia medica oIicial.(Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)
1
o
A licena somente sera deIerida se a assistncia direta do servidor Ior
indispensavel e no puder ser prestada simultaneamente com o exercicio do cargo ou
mediante compensao de horario, na Iorma do disposto no inciso II do art. 44.
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2
o
A licena sera concedida, sem prejuizo da remunerao do cargo eIetivo, por
ate 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada por ate 30 (trinta) dias e, excedendo estes
prazos, sem remunerao, por ate 90 (noventa) dias. (Redao dada pela Lei n 11.907,
de 2009)
3
o
No sera concedida nova licena em periodo inIerior a 12 (doze) meses do
termino da ultima licena concedida.(Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
COMUNICA 539550-2010.PDF T ransmitido em 1.7.2010.
! 'PODERA SER CONCEDIDA LICENA AO SERJIDOR POR
MOTIJO DE DOENA DO CONJUGE OU COMPANHEIRO, DOS
PAIS, DOS FILHOS, DO PADRASTO OU MADRASTA E ENTEADO,
OU DEPENDENTE QUE JIJA A SUAS EXPENSAS E CONSTE DO
SEU ASSENTAMENTO FUNCIONAL, MEDIANTE COMPROJAO
POR PERICIA MEDICA OFICIAL`
NOTA TECNICA N 690 /2010/COGES/DENOP/SRH/MP
92
!"# %& '())* +%,-./.
! LICENA POR MOTIVO DE DOENA EM PESSOA DA
FAMILIA CONCESSO E PRORROGAO. A licena, incluidas as
prorrogaes, podera ser concedida ao servidor por um periodo de ate
sessenta dias, consecutivos ou no, com percepo da remunerao, e
excedendo esse prazo, por ate noventa dias, consecutivos ou no, sem
percepo de remunerao, no podendo ultrapassar o limite estabelecido
nos incisos I e II do 2 do art. 83 da Lei n 8.112, de 1990.
Seo III
Da Licena por Motivo de Afastamento do Cnjuge
Art. 84. Podera ser concedida licena ao servidor para acompanhar cnjuge ou
companheiro que Ioi deslocado para outro ponto do territorio nacional, para o exterior
ou para o exercicio de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
1
o
A licena sera por prazo indeterminado e sem remunerao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RECURSO ESPECIAL N 1.142.644 - RS ( 2009/0102894-6 ). Rel. Min.
HERMAN BENJAMIN, DJe de 17.9.2010.
! A licena prevista no art. 84 da Lei n. 8.112/90 deve ser
concedida somente na hipotese de preenchimento de todos os requisitos
legais.

2
o
No deslocamento de servidor cujo cnjuge ou companheiro tambem seja
servidor publico, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municipios, podera haver exercicio provisorio em orgo ou
entidade da Administrao Federal direta, autarquica ou Iundacional, desde que para o
exercicio de atividade compativel com o seu cargo. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 625/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Exercicio provisorio para acompanhamento de cnjuge. Proteo
a Iamilia conIerida pelo art. 226 da Constituio da Republica
Federativa. Necessidade de exercer atividade compativel com cargo
eIetivo.
Seo IV
Da Licena para o Servio Militar
Art. 85. Ao servidor convocado para o servio militar sera concedida licena, na
Iorma e condies previstas na legislao especiIica.
ParagraIo unico. Concluido o servio militar, o servidor tera ate 30 (trinta) dias
sem remunerao para reassumir o exercicio do cargo.
93
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RECURSO ESPECIAL N 1.012.657 - RN ( 2007/0288705-4 ) . Rel. Min.
NILSON NAVES, Dje de 16.4.2009.
! Demisso do servio publico. Abandono do cargo. Licena para
ocupar vaga de oIicial militar temporario. Para a tipiIicao da inIrao
administrativa de abandono de cargo, punivel com demisso, Iaz-se
necessario investigar a inteno deliberada do servidor de abandonar o
cargo.
Seo V
Da Licena para Atividade Poltica
Art. 86. O servidor tera direito a licena, sem remunerao, durante o periodo
que mediar entre a sua escolha em conveno partidaria, como candidato a cargo
eletivo, e a vespera do registro de sua candidatura perante a Justia Eleitoral.
1
o
O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas
Iunes e que exera cargo de direo, cheIia, assessoramento, arrecadao ou
Iiscalizao, dele sera aIastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua
candidatura perante a Justia Eleitoral, ate o decimo dia seguinte ao do pleito. (Redao
dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2
o
A partir do registro da candidatura e ate o decimo dia seguinte ao da eleio,
o servidor Iara jus a licena, assegurados os vencimentos do cargo eIetivo, somente pelo
periodo de trs meses. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Art. 1, II, l da LEI COMPLEMENTAR N 64, DE 18 DE MAIO DE 1990
! Estabelece, de acordo com o art. 14, 9 da Constituio Federal,
casos de inelegibilidade, prazos de cessao, e determina outras
providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/N 1057 - 3.27 / 2010/JPA/CONJUR/MP
! 'I Servidor Publico ocupante do cargo de Delegado da Policia
Federal. II Licena para concorrer ao pleito eleitoral para o cargo
Deputado Estadual no ano de 2006. III Interpretao das regras do
art. 86, 2, da Lei n 8.112/90 e do art. 1, inciso II, letra L, c/c incisos
J e JI, da LC n 64/90. Possibilidade de incidncia concomitante dos
dispositivos. IJ Pela remessa dos autos a Coordenao-Geral de
Elaborao, Sistemati:ao e Aplicao de Normas deste Ministerio
COGES-SRH/MP.`
Seo VI
Da Licena para Capacitao
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
94
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 87. Apos cada quinqunio de eIetivo exercicio, o servidor podera, no
interesse da Administrao, aIastar-se do exercicio do cargo eIetivo, com a respectiva
remunerao, por ate trs meses, para participar de curso de capacitao proIissional.
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
ParagraIo unico. Os periodos de licena de que trata o caput no so
acumulaveis.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 5.707, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2006.
! Institui a Politica e as Diretrizes para o Desenvolvimento de
Pessoal da administrao publica Iederal direta, autarquica e Iundacional,
e regulamenta dispositivos da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio-Circular n 01/SRH/MP/2009
! InIorma aos Dirigentes de RH do SIPEC que a Portaria/MP n
208, de 25/07/2006, que disciplina os instrumentos da Politica Nacional
de Desenvolvimento de Pessoal, em seu art. 5, estabelece que cabera aos
orgos e entidades da administrao publica Iederal direta, autarquica e
Iundacional, a elaborao do Relatorio de Execuo do Plano Anual de
Capacitao, o qual sera encaminhado a SRH ate o dia 31 de janeiro do
ano posterior ao de vigncia, que, por sua vez, encaminhara, ate 31 de
maro de cada ano, a consolidao dos relatorios anuais ao Comit
Gestor da Politica Nacional de Desenvolvimento de Pessoal.
NOTA TECNICA 559/COGES/DENOP/SRH/MP - 2010.pdI
! Trata sobre a manuteno da retribuio pelo exercicio em cargo
comissionado ocupado por servidor eIetivo, quando da concesso de
licena para capacitao.
NOTA TECNICA 595/COGES/DENOP/SRH/MP - 2009.pdI
! A utilizao da licena para capacitao devera iniciar-se ate o
ultimo dia anterior ao Iechamento do quinqunio subsequente aquele no
qual se adquiriu o direito.
NOTA TECNICA 589/COGES/DENOP/SRH/MP - 2009.pdI
! CMPUTO DE TEMPO DE SERVIO MILITAR PRESTADO
AS FORAS ARMADAS PARA FINS DE LICENA PARA
CAPACITAO, NO SERVIO PUBLICO FEDERAL. No que diz
respeito ao cmputo do tempo de servio prestado as Foras Armadas, na
Iorma de servio obrigatorio ou no, para Iins de concesso de licena
para capacitao, o tempo sera contado para todos os eIeitos,
excetuando-se o de Tiro de Guerra, que sera contado somente para
aposentadoria e disponibilidade, bem como para as vantagens que ja se
encontravam revogadas quando da submisso do servidor aos ditames da
Lei n 8.112, de 1990.
95
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA TECNICA 263 /COGES/DENOP/SRH/MP - 2009.pdI ,
! POSSIBILIDADE DE CONCESSO DE LICENA
CAPACITAO PARA ELABORAO DE TRABALHO DE
CONCLUSO DE CURSO DE GRADUAO.
NOTA TECNICA 237/ COGES/DENOP/SRH/MP - 2009.pdI
! Possibilidade de percepo da retribuio do exercicio de cargo
em comisso ou Iuno de conIiana durante licena para capacitao.
NOTA TECNICA 231/ COGES/DENOP/SRH/MP - 2009.pdI
! Possibilidade de Pagamento de substituio durante aIastamento
do titular para usuIruto de licena para capacitao.
NOTA TECNICA N178/ COGES/DENOP/SRH/MP -2009.pdI
! LICENA CAPACITAO PARA ELABORAO DE
TRABALHO FINAL DE CURSO DE GRADUAO E POS-
GRADUAO LATO SENSU. Possibilidade, desde que esses cursos
estejam inseridos no plano de capacitao do orgo ao qual pertence o
servidor e guarde pertinncia com as suas diretrizes institucionais.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA - CONJUR-MP - N 4090-2008.PDF
! Pagamento de diarias a servidores que se encontram licenciados,
na Iorma do art. 87 da lei n. 8.112/90.
PARECER-MP-CONJUR-SMM-N 1489 - 3.16 - 2008.pdI ,
! Consulta acerca do direito do servidor em gozo de licena para
capacitao de perceber remuneraes reIerentes ao exercicio de cargo
em comisso e auxilio moradia. O artigo 87 da lei n 8.112 de 11 de
dezembro de 1990, possibilita ao servidor participar de curso de
capacitao, no interesse da administrao, por ate trs meses, mantendo
a sua remunerao. A interpretao restritiva deste dispositivo no se
coaduna com a Iinalidade visada pela norma que e a de proporcionar o
aprimoramento de todos os seus servidores, violando o principio da
isonomia a discriminao aos servidores ocupantes de cargo
comissionado.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU Acordo 1680/2005 - Plenario
! Pagamento correspondente a Iuno de conIiana durante o
periodo em que seu ocupante se encontrava em gozo de licena para
capacitao. Ausncia de vedao explicita a percepo da gratiIicao
de Iuno durante o gozo da licena para capacitao. Interpretao do
conceito de remunerao estabelecido no art. 87 da Lei n 8.112/1990, de
Iorma a evitar tratamento desIavoravel, sem amparo legal, aos servidores
eIetivos ocupantes de Iuno comissionada.

96
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 88. (Revogado pela Lei n 9527/97)
Art. 89. (Revogado pela Lei n 9527/97)
Art. 90. (VETADO).
Seo VII
Da Licena para Tratar de Interesses Particulares
Art. 91. A criterio da Administrao, podero ser concedidas ao servidor
ocupante de cargo eIetivo, desde que no esteja em estagio probatorio, licenas para o
trato de assuntos particulares pelo prazo de ate trs anos consecutivos, sem
remunerao. (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
ParagraIo unico. A licena podera ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido
do servidor ou no interesse do servio. (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-
45, de 4.9.2001)
> Legislaes Correlatas
ConIira o inciso II, paragraIo unico, do art. 117, da Lei n 8.112, de 1990.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA 544/ COGES/DENOP/SRH/MP - 2010.pdI
! LICENA PARA TRATAR DE INTERESSES
PARTICULARES. Ao termino de cada periodo autorizado, a
Administrao podera conceder nova licena da especie, por mais trs
anos, sem necessidade de retorno do servidor ao servio, mediante
requerimento Iundamentado.
! Torna insubsistente o entendimento Iirmado na Nota Tecnica -
575-2009 - 13/11/2009.
Desp 04500.000831-2008-67.pdI
! AFASTAMENTO DE MINISTRO DE ESTADO PARA
TRATAR DE ASSUNTOS PARTICULARES. Por ser o cargo de
Ministro de Estado um cargo politico, o Presidente da Republica tem a
prerrogativa de autorizar o aIastamento do seu ocupante para tratar de
assuntos particulares, no se considerando tal periodo como de eIetivo
exercicio. Em vista da deduo do valor proporcional aos dias aIastados
da retribuio do exercicio do cargo do Ministro de Estado, ocorrera
alterao na base de contribuio previdenciaria somente quando o seu
ocupante Ior vinculado ao RGPS.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECERMPCONJURPLSN 0363 - 3.16 2009.pdI
! Consulta da Coordenao-Geral de Elaborao, Sistematizao e
Aplicao das Normas da Secretaria de Recursos Humanos deste
ministerio COGES/SRH/MP. Requerimento Administrativo. Licena
97
!"# %& '())* +%,-./.
para tratar de interesses particulares. Art. 91 da lei n. 8.112/90. Duvida
sobre a possibilidade de exercicio de atividade notarial durante o periodo
da licena. Restrio estabelecida pelo art. 25, da lei n 8.935/94.
Impossibilidade. Devoluo dos autos a SRH/MP, para adoo das
providncias cabiveis.
Parecer-CONJUR- MP n 0469-2008.pdI
! Consulta sobre a possibilidade do servidor, em licena para tratar
de interesses particulares, desempenhar Iuno de administrao e
gerncia de empresa privada, especialmente apos o advento de atos
normativos posteriores a Lei n. 8.112/90, como e o caso da Medida
Provisoria n. 2.174-28, de 24 de agosto de 2001.
NOTA - CONJUR-MP - N 4090-2008.PDF
! CONSULTA REALIADA PELO DEPARTAMENTO DE
NORMAS E PROCEDIMENTOS JUDICIAIS DA SECRETARIA DE
RECURSOS HUMANOS DESTE MINISTERIO, OBJETIVANDO
DIRIMIR DIVERGNCIA DE ENTENDIMENTO SOBRE O
PAGAMENTO DE DIARIAS A SERVIDORES QUE SE
ENCONTRAM LICENCIADOS, NA FORMA DO ART. 87 DA LEI
N. 8.112/90. VINCULO ENTRE A ADMINISTRAO E O
SERVIDOR SUBSISTE. VEDAO AO LOCUPLETAMENTO
ILICITO. PRINCIPIO GERAL DO DIREITO. ENTENDIMENTO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA. PAGAMENTO DEVIDO.
PELO ENVIO DOS AUTOS AO REFERIDO ORGO.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 6808/DF (2000/0011048-5 ) . Rel.
Min. FELIX FISCHER, Dj de 24.5.2000.
! 'II A licena para trato de interesses particulares no
interrompe o vinculo existente entre o servidor e a Administrao,
devendo este estar obrigado a respeitar o que lhe impe a legislao e
os principios da Administrao Publica.`
Seo VIII
Da Licena para o Desempenho de Mandato Classista
Art. 92. E assegurado ao servidor o direito a licena sem remunerao para o
desempenho de mandato em conIederao, Iederao, associao de classe de mbito
nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade Iiscalizadora da proIisso ou,
ainda, para participar de gerncia ou administrao em sociedade cooperativa
constituida por servidores publicos para prestar servios a seus membros, observado o
disposto na alinea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei, conIorme disposto em
regulamento e observados os seguintes limites: (Redao dada pela Lei n 11.094, de
2005)
I - para entidades com ate 5.000 associados, um servidor; (Inciso incluido pela Lei
n 9.527, de 10.12.97)
98
!"# %& '())* +%,-./.
II - para entidades com 5.001 a 30.000 associados, dois servidores; (Inciso
incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
III - para entidades com mais de 30.000 associados, trs servidores. (Inciso
incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1
o
Somente podero ser licenciados servidores eleitos para cargos de direo ou
representao nas reIeridas entidades, desde que cadastradas no Ministerio da
Administrao Federal e ReIorma do Estado. (Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
2 A licena tera durao igual a do mandato, podendo ser prorrogada, no caso
de reeleio, e por uma unica vez.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 2.066, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1996.
! Regulamenta o art. 92, da lei n 8.112, de 11 de dezembro de
1990, que dispe sobre a licena para Desempenho de Mandato
Classista.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 797/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! LIBERAO DE SERVIDOR PARA PARTICIPAO DE
ATIVIDADES SINDICAIS. O OIicio-Circular n 14/SRH/MP/2004, diz
que cabe aos dirigentes de recursos humanos avaliar a importncia do
evento solicitado, e, julgando relevante para a Administrao Publica
Iederal, liberar servidores para participao de acontecimentos sindicais.
Captulo V
Dos Afastamentos
Seo I
Do Afastamento para Servir a Outro rgo ou Entidade
Art. 93. O servidor podera ser cedido para ter exercicio em outro orgo ou
entidade dos Poderes da Unio, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municipios,
nas seguintes hipoteses: (Redao dada pela Lei n 8.270, de 17.12.91) (Regulamento)
(Vide Decreto n 4.493, de 3.12.2002) (Regulamento)
I - para exercicio de cargo em comisso ou Iuno de conIiana; (Redao dada
pela Lei n 8.270, de 17.12.91)
II - em casos previstos em leis especiIicas.(Redao dada pela Lei n 8.270, de
17.12.91)
1
o
Na hipotese do inciso I, sendo a cesso para orgos ou entidades dos Estados,
do Distrito Federal ou dos Municipios, o nus da remunerao sera do orgo ou
99
!"# %& '())* +%,-./.
entidade cessionaria, mantido o nus para o cedente nos demais casos. (Redao dada
pela Lei n 8.270, de 17.12.91)
2 Na hipotese de o servidor cedido a empresa publica ou sociedade de
economia mista, nos termos das respectivas normas, optar pela remunerao do cargo
eIetivo ou pela remunerao do cargo eIetivo acrescida de percentual da retribuio do
cargo em comisso, a entidade cessionaria eIetuara o reembolso das despesas realizadas
pelo orgo ou entidade de origem. (Redao dada pela Lei n 11.355, de 2006)
3
o
A cesso Iar-se-a mediante Portaria publicada no Diario OIicial da Unio.
(Redao dada pela Lei n 8.270, de 17.12.91)
4
o
Mediante autorizao expressa do Presidente da Republica, o servidor do
Poder Executivo podera ter exercicio em outro orgo da Administrao Federal direta
que no tenha quadro proprio de pessoal, para Iim determinado e a prazo certo.
(Incluido pela Lei n 8.270, de 17.12.91)
5 Aplica-se a Unio, em se tratando de empregado ou servidor por ela
requisitado, as disposies dos 1 e 2 deste artigo. (Redao dada pela Lei n
10.470, de 25.6.2002)
6 As cesses de empregados de empresa publica ou de sociedade de economia
mista, que receba recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua
Iolha de pagamento de pessoal, independem das disposies contidas nos incisos I e II e
1 e 2 deste artigo, Iicando o exercicio do empregado cedido condicionado a
autorizao especiIica do Ministerio do Planejamento, Oramento e Gesto, exceto nos
casos de ocupao de cargo em comisso ou Iuno gratiIicada. (Incluido pela Lei n
10.470, de 25.6.2002)
7 O Ministerio do Planejamento, Oramento e Gesto, com a Iinalidade de
promover a composio da Iora de trabalho dos orgos e entidades da Administrao
Publica Federal, podera determinar a lotao ou o exercicio de empregado ou servidor,
independentemente da observncia do constante no inciso I e nos 1 e 2 deste artigo.
(Incluido pela Lei n 10.470, de 25.6.2002)
> Legislaes Correlatas
V. 3 do art. 20 da Lei n 8.112, de 1990
! Restrio a cesso do servidor em estagio probatorio
LEI N 11.890, DE 24 DE DEEMBRO DE 2008
! Apresenta uma serie de restries a cesso dos integrantes da
Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil, das Carreiras
Juridicas e de outras Carreiras nela especiIicadas.
DECRETO N 5.375 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005
! Dispe sobre a aplicao do 7 do art. 93 da Lei n 8.112, de 11
de dezembro de l990, para compor Iora de trabalho no mbito dos
projetos que especiIica, e da outras providncias.
100
!"# %& '())* +%,-./.
DECRETO N 4.050, DE 12 DE DEEMBRO DE 2001
! Regulamenta o art. 93 da Lei n
o
8.112, de 11 de dezembro de
1990, que dispe sobre a cesso de servidores de orgos e entidades da
Administrao Publica Federal, direta, autarquica e Iundacional, e da
outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OFICIO-CIRCULAR - 69 - 2001 - 21/12/2001
! Orientaes quanto a aplicao do disposto no Decreto n 4.050,
de 2001, que regulamenta o art. 93 da Lei n 8.112, de 1990, com
redao dada pela Lei n 9.527, de 1997, que trata da cesso ou
requisio de servidores para o exercicio de cargo em comisso ou
Iuno de conIiana em outro Poder da Unio, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municipios.
OFICIO-CIRCULAR - 32 - 2000 - 29/12/2000
! Cesso de servidores para o exercicio de cargo em comisso ou
Iuno de conIiana em outro Poder da Unio, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municipios, nos termos do inciso II do art. 2 do Decreto n
925, de 1993.
NOTA TECNICA N 437/COGES/DENOP/SRH/MP 2010. pdI
! REQUISIO DE SERVIDOR COM A PERCEPO DA
GSISTE. E vedado a remoo de GSISTE, ainda que o servidor seja
requisitado, tendo em vista o Iato de que a reIerida gratiIicao e de
natureza transitoria, precaria, alem do dever de se observar o quantitativo
deIinido pelo Orgo Central a cada orgo setorial.
NOTA TECNICA N 371/COGES/DENOP/SRH/MP 2010. pdI
! E assegurado ao servidor que se encontre em uma das condies
dos incisos I e II do art. 93 da Lei 8.112/1990, que trata dos aIastamentos
para servir a outro orgo ou entidade, todos os direitos e as vantagens de
seu cargo e os decorrentes deste exercicio.
NOTA TECNICA N 520/COGES/DENOP/SRH/MP 2009. pdI
! CESSO DE SERVIDOR EM ESTAGIO PROBATORIO
PARA ORGO E ENTIDADES DO SISTEMA DE
ADMINISTRAO DOS RECURSOS DE INFORMAO E
INFORMATICA - SISP. Desde que no haja vedao na legislao
especiIica que regulamente o cargo publico e exista concordncia dos
orgos envolvidos, e possivel a cesso de servidor, estavel ou no (em
estagio probatorio), para ter exercicio nas unidades organizacionais
integrantes do SISP, podendo lhe ser atribuida a GSISP, desde que
respeitado o quantitativo maximo estabelecido na Lei n 11.907, de 2009.
NOTA TECNICA N 517/COGES/DENOP/SRH/MP 2009. pdI
! CESSO DE EMPREGADO ANISTIADO. Possibilidade de
empregados serem requisitados, logo inexiste obice ao atendimento a
101
!"# %& '())* +%,-./.
requisio de empregado que esteja em exercicio na Administrao
Publica Federal direta.
NOTA TECNICA N 496/COGES/DENOP/SRH/MP 2009. pdI
! Cesso de servidor da carreira do DNIT. EspeciIicidades.
Impossibilidade no presente caso.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER CONJUR 0107 - 2010.pdI
! CESSO DE EMPREGADO DE EMPRESA PUBLICA E
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PARA A UNIO.
LEGISLAO APLICAVEL CONSIDERANDO O DECRETO-LEI
N.2.355/87, A LEI N. 8.112/90 E O DECRETO N. 4.050/01.
REEMBOLSSO DE VALORES, INCLUSIVE PARTICIPAO NOS
LUCROS. POSSIBILIDADE. CORREO MONETARIA E JUROS
DE MORA EM CASO DE ATRASO DE REEMBOLSSO.
NORMATIAO.
PARECER/MP/CONJUR/PFF/N 40 - 3.18/2010
! AIastamento do pais, na Iorma do disposto no art. 1, I, do
Decreto n 91.800, de 18 de outubro de 1985, assim como no art. 1,
inciso IV, do decreto n 1.387, de 7 de Ievereiro de 1995.
> Manifestaes dos rgos de Controle
PORTARIA - CGU - N 65, 15 DE JANEIRO DE 2010.pdI
! Dispe sobre as cesses de servidores da Carreira de Finanas e
Controle para Orgos e Entidades da Administrao Publica direta e
indireta do Poder Executivo Federal.
Seo II
Do Afastamento para Exerccio de Mandato Eletivo
Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes
disposies:
I - tratando-se de mandato Iederal, estadual ou distrital, Iicara aIastado do cargo;
II - investido no mandato de PreIeito, sera aIastado do cargo, sendo-lhe Iacultado
optar pela sua remunerao;
III - investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horario, percebera as vantagens de seu cargo, sem
prejuizo da remunerao do cargo eletivo;
b) no havendo compatibilidade de horario, sera aIastado do cargo, sendo-lhe
Iacultado optar pela sua remunerao.
1
o
No caso de aIastamento do cargo, o servidor contribuira para a seguridade
social como se em exercicio estivesse.
102
!"# %& '())* +%,-./.
2
o
O servidor investido em mandato eletivo ou classista no podera ser
removido ou redistribuido de oIicio para localidade diversa daquela onde exerce o
mandato.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 98/COGES/DENOP/SRH/MP 2009. pdI
! ACUMULAO DO CARGO ELETIVO DE VEREADOR E
DO CARGO DE POLICIAL RODOVIARIO FEDERAL. O
entendimento paciIicado sobre a materia e o de que a submisso dos
Policiais Rodoviarios Federais ao regime de integral e exclusiva
dedicao as atividades do cargo no lhes impossibilita a acumulao
com o cargo eletivo de vereador, desde que observada a compatibilidade
de horario, a ser veriIicada a luz do caso concreto, com base no
entendimento maniIestado no Parecer n GQ-145, da Advocacia-Geral da
Unio.
! Tornou insubsistente a orientao constante do OIicio n 60/2007-
COGES/SRH/MP, de 19/4/2007.
Seo III
Do Afastamento para Estudo ou Misso no Exterior
Art. 95. O servidor no podera ausentar-se do Pais para estudo ou misso oIicial,
sem autorizao do Presidente da Republica, Presidente dos Orgos do Poder
Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.
1
o
A ausncia no excedera a 4 (quatro) anos, e Iinda a misso ou estudo,
somente decorrido igual periodo, sera permitida nova ausncia.
2
o
Ao servidor beneIiciado pelo disposto neste artigo no sera concedida
exonerao ou licena para tratar de interesse particular antes de decorrido periodo igual
ao do aIastamento, ressalvada a hipotese de ressarcimento da despesa havida com seu
aIastamento.
3
o
O disposto neste artigo no se aplica aos servidores da carreira diplomatica.
4
o
As hipoteses, condies e Iormas para a autorizao de que trata este artigo,
inclusive no que se reIere a remunerao do servidor, sero disciplinadas em
regulamento. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 5.707, DE 23/03/2006,
! Institui a Politica e as Diretrizes para o Desenvolvimento de
Pessoal da administrao publica Iederal direta, autarquica e Iundacional,
e regulamenta dispositivos da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
DECRETO 3.025-1999 - 12/04/1999
103
!"# %& '())* +%,-./.
! Da nova redao ao art. 2 do Decreto n 1.387, de 1995, que
dispe sobre o aIastamento do Pais de servidores civis da Administrao
Publica Federal.
DECRETO - 2.349-1997 - 15/10/1997
! Da nova redao ao art. 1 do Decreto n 1.387, de 1995, que
dispe sobre o aIastamento do Pais de servidores civis da Administrao
Publica Federal.
DECRETO N 1.387, DE 7/02/1995
! Dispe sobre o aIastamento do Pais de servidores civis da
Administrao Publica Federal, e da outras providncias.
DECRETO N 91.800, DE 18/10/1985
! Dispe sobre viagens ao exterior, a servio ou com o Iim de
aperIeioamento sem nomeao ou designao, e da outras providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N AGU/LS-04/97 (Anexo ao o Parecer AGU N GQ-142, de 30 de
outubro de 1997):
! O art. 95, caput da Lei n 8.112/90, contem regra aplicavel ao
aIastamento de servidor publico civil para realizar estudo ou misso
oIicial no exterior, sendo silente no que diz respeito aquele ocorrido no
territorio nacional. Mantido o vinculo Iuncional com a Unio, o servidor
publico civil, exceto o da carreira diplomatica, Iica dispensado de
eIetivar reposies e indenizaes ao orgo do qual se aIastou para
participar de cursos de aperIeioamento ou adestramento proIissional
realizados no Pais, no se lhe aplicando o disposto nos arts. 46 e 47, da
Lei n 8.112/90, com as alteraes promovidas pela Medida Provisoria n
1.573-9, de 03.07.97.
PARECER/MP/CONJUR/FNF/N 0736 - 3.19 / 2007
! Autorizao de aIastamento do pais para estudo pelo periodo de 4
anos. Art. 95 da lei n 8.112/90 c/c art. 1, IV do Decreto n 1.387/95.
Servidor integrante da carreira de EPPGG. Competncia para autorizao
que e do Secretario de Gesto do Ministerio do Planejamento,
Oramento e Gesto, mediante anuncia do orgo de exercicio. Art. 2 da
Portaria n 56/2005/MPOG.
PARECER/MP/CONJUR/FNF/N 0620 - 3.19 / 2007
! Autorizao para aIastamento de servidor para trabalhar em
organismo internacional. Arts. 95 e 96 da lei n 8.112/90. Ato
discricionario. Possibilidade de revogao, desde que presente o
interesse publico.
PARECER/MP/CONJUR/FNF/N 0140 - 1.16 / 2009
! AIastamento de servidor para estudo no exterior. Divergncia
quanto a interpretao do art. 8 do Decreto n 91.800/1985. Pela
possibilidade de pagamento das vantagens oriundas de cargo em
104
!"# %& '())* +%,-./.
comisso ou Iuno gratiIicada pelo prazo de noventa dias, prorrogavel
uma vez, sem perda de remunerao durante a renovao do prazo.
Recomendao para que a SRH/MP passe a seguir a orientao desta
Consultoria Juridica.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RECURSO ESPECIAL N 2007/0074795-6. Rel. Min. ARNALDO
ESTEVES LIMA, DJe de 1.012.2008.
! DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL.
SERVIDOR PUBLICO. AFASTAMENTO REMUNERADO PARA
PARTICIPAO EM CURSO DE APERFEIOAMENTO
DOUTORADO. EXONERAO A PEDIDO ANTES DE CUMPRIDO
O PRAO LEGAL MINIMO. INDENIAO AO ERARIO.
RESSARCIMENTO DOS VALORES RECEBIDOS.
POSSIBILIDADE. "TERMO DE RESPONSABILIDADE".
AUSNCIA. IRRELEVNCIA. CONTRAPARTIDA DA
ADMINISTRAO. PREVISO LEGAL. INEXISTNCIA.
DESCUMPRIMENTO. MATERIA FATICO-PROBATORIA. EXAME.
IMPOSSIBILIDADE. SUMULA 7/STJ. PRINCIPIOS DA
PROPORCIONALIDADE E DA RAOABILIDADE. APLICAO.
RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PARCIALMENTE
PROVIDO. DJe 01/12/2008.
Art. 96. O aIastamento de servidor para servir em organismo internacional de que
o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-a com perda total da remunerao.
> Legislaes Correlatas
DECRETO No 3.456, DE 10 DE MAIO DE 2000
! Art. 1
o
Fica delegada competncia ao Ministro de Estado do
Planejamento, Oramento e Gesto, vedada a subdelegao, para
autorizar o aIastamento de servidor da Administrao Publica Federal
com a Iinalidade de servir em organismo internacional de que o Brasil
participe ou com o qual coopere, de que trata o Decreto-Lei n
o
9.538, de
1
o
de agosto de 1946 , o art. 96 da Lei n
o
8.112/90 , e o Decreto n
o
201, de
26 de agosto de 1991.
DECRETO N201, DE 26 DE AGOSTO DE 1991
! Dispe sobre o aIastamento de servidores Iederais para servir em
organismos internacionais.
DECRETO-LEI N 9.538, DE 1 DE AGOSTO DE 1946
! Dispe sobre o aIastamento de servidores brasileiros para
trabalho junto a organizaes internacionais com as quais coopere o
Brasil.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA n 901/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2010
105
!"# %& '())* +%,-./.
! AIastamento de servidor para servir em organismo internacional
com o qual o Brasil participe ou com o qual coopere. Possibilidade no
presente caso.
NOTA TECNICA n 83/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2010
! AIastamento de servidor para servir em organismo internacional
com o qual o Brasil participe ou com o qual coopere. Possibilidade no
presente caso.
NOTA TECNICA n 232/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2009
! Prorrogao de aIastamento de servidora para servir a organismo
internacional. Possibilidade no presente caso.
NOTA TECNICA n 200/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2009
! Cesso de servidor a organismo internacional. Possibilidade no
presente caso.
Nota Tecnica n 148/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2009
! Impossibilidade de concesso de pagamento de auxilio-moradia e
assistncia a saude a servidor em misso no exterior.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER-0620-FNF-3.191.PDF ,
! AUTORIAO PARA AFASTAMENTO DE SERVIDOR
PARA TRABALHAR EM ORGANISMO INTERNACIONAL. ARTS.
95 E 96 DA LEI N 8.112/90. ATO DISCRICIONARIO.
POSSIBILIDADE DE REVOGAO, DESDE QUE PRESENTE O
INTERESSE PUBLICO.
Seo IV
Do Afastamento para participao em programa
de ps-graduao stricto sensu no pas
(Incluido pela Lei n 11.907, de 2009)
Art. 96-A. O servidor podera, no interesse da Administrao, e desde que a
participao no possa ocorrer simultaneamente com o exercicio do cargo ou mediante
compensao de horario, aIastar-se do exercicio do cargo eIetivo, com a respectiva
remunerao, para participar em programa de pos-graduao stricto sensu em
instituio de ensino superior no Pais.
1
o
Ato do dirigente maximo do orgo ou entidade deIinira, em conIormidade
com a legislao vigente, os programas de capacitao e os criterios para participao
em programas de pos-graduao no Pais, com ou sem aIastamento do servidor, que
sero avaliados por um comit constituido para este Iim.
2
o
Os aIastamentos para realizao de programas de mestrado e doutorado
somente sero concedidos aos servidores titulares de cargos eIetivos no respectivo
106
!"# %& '())* +%,-./.
orgo ou entidade ha pelo menos 3 (trs) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para
doutorado, incluido o periodo de estagio probatorio, que no tenham se aIastado por
licena para tratar de assuntos particulares para gozo de licena capacitao ou com
Iundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores a data da solicitao de
aIastamento.
3
o
Os aIastamentos para realizao de programas de pos-doutorado somente
sero concedidos aos servidores titulares de cargo eIetivo no respectivo orgo ou
entidade ha pelo menos 4 (quatro) anos, incluido o periodo de estagio probatorio, e que
no tenham se aIastado por licena para tratar de assuntos particulares, para gozo de
licena capacitao ou com Iundamento neste artigo nos 4 (quatro) anos anteriores a
data da solicitao de aIastamento.
4
o
Os servidores beneIiciados pelos aIastamentos previstos nos 1
o
, 2
o
e 3
o
deste artigo tero que permanecer no exercicio de suas Iunes apos o seu retorno por
um periodo igual ao do aIastamento concedido.
5
o
Caso o servidor venha a solicitar exonerao do cargo ou aposentadoria,
antes de cumprido o periodo de permanncia previsto no 4
o
deste artigo, devera
ressarcir o orgo ou entidade, na Iorma do art. 47 da Lei n
o
8.112, de 11 de dezembro de
1990, dos gastos com seu aperIeioamento.
6
o
Caso o servidor no obtenha o titulo ou grau que justiIicou seu aIastamento
no periodo previsto, aplica-se o disposto no 5
o
deste artigo, salvo na hipotese
comprovada de Iora maior ou de caso Iortuito, a criterio do dirigente maximo do orgo
ou entidade.
7
o
Aplica-se a participao em programa de pos-graduao no Exterior,
autorizado nos termos do art. 95 desta Lei, o disposto nos 1
o
a 6
o
deste artigo.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA n 106/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2010
! AIastamento de servidor para curso de doutorado. Retroatividade
da Lei. Impossibilidade.
NOTA TECNICA n 178/COGES/DENOP/SRH/MP.pdI - 2009
! LICENA CAPACITAO PARA ELABORAO DE
TRABALHO FINAL DE CURSO DE GRADUAO E POS-
GRADUAO LATO SENSU. Possibilidade, desde que esses cursos
estejam inseridos no plano de capacitao do orgo ao qual pertence o
servidor e guarde pertinncia com as suas diretrizes institucionais.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/PL S/N 1060 - 3.26 / 2009
! Consulta da Coordenao-Geral de Desenvolvimento de Recursos
Humanos do INSS. Custeio de cursos de graduao ou pos-graduao,
pela administrao publica, em Iavor de servidores ocupantes de cargo
de nivel medio e aIastamento desses servidores nos termos do art. 96-A
107
!"# %& '())* +%,-./.
da Lei n 8.112/90. Possibilidade. Pelo retorno dos autos a consulente,
com copia para a COGES/DENOP/SRH/MP.
Captulo VI
Das Concesses
Art. 97. Sem qualquer prejuizo, podera o servidor ausentar-se do servio:
I - por 1 (um) dia, para doao de sangue;
II - por 2 (dois) dias, para se alistar como eleitor;
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razo de:
a) casamento;
b) Ialecimento do cnjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, Iilhos,
enteados, menor sob guarda ou tutela e irmos.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 952/2010/CGNOR/ DENOP/SRH/MP
! AFASTAMENTO PARA TRANSFERNCIA DE DOMICILIO
ELEITORAL. O servidor que trabalha em regime de planto, escala de
24 horas de trabalho por 72 horas de descanso, no Iaz jus as Iolgas
decorrentes do planto cumprido quando usuIruir a licena para
transIerncia de domicilio eleitoral na data do planto.
Art. 98. Sera concedido horario especial ao servidor estudante, quando
comprovada a incompatibilidade entre o horario escolar e o da repartio, sem prejuizo
do exercicio do cargo.
1
o
Para eIeito do disposto neste artigo, sera exigida a compensao de horario
no orgo ou entidade que tiver exercicio, respeitada a durao semanal do trabalho.
(ParagraIo renumerado e alterado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
2
o
Tambem sera concedido horario especial ao servidor portador de deIicincia,
quando comprovada a necessidade por junta medica oIicial, independentemente de
compensao de horario. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3
o
As disposies do paragraIo anterior so extensivas ao servidor que tenha
cnjuge, Iilho ou dependente portador de deIicincia Iisica, exigindo-se, porem, neste
caso, compensao de horario na Iorma do inciso II do art. 44. (Incluido pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
4
o
Sera igualmente concedido horario especial, vinculado a compensao de
horario a ser eIetivada no prazo de ate 1 (um) ano, ao servidor que desempenhe
atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. 76-A desta Lei. (Redao dada pela
Lei n 11.501, de 2007)
108
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 511/COGES/DENOP/SRH/MP - 2010
! Possibilidade de concesso de horario especial para servidora com
deIicincia Iisica que a impede de exercer sua atividade laborativa
cumprindo a totalidade de sua carga horaria.
OI n 80-200 8-COGES.pdI
! Servio extraordinario e concesso de horario especial a servidor
estudante, ocupante de Funo Comissionada Tecnica.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA/MP/CONJUR/SMM/N 0231 - 3.4 / 2009
! CONSULTA FORMULADA PELA COORDENAO- GERAL
DE ELABORAO E SISTEMATIAO DE NORMAS ACERCA
DA POSSIBILIDADE DE CONCESSO DE HORARIO ESPECIAL
PARA SERVIDOR PUBLICO OCUPANTE DE CARGO DE
CONFIANA. RESTITUIO DOS AUTOS A SECRETARIA DE
RECURSOS HUMANOS PARA CINCIA.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL n 2006/0074407-
3 . Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 10.10.2006.
! AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR
ESTUDANTE. HORARIO ESPECIAL. INOVAO DE
ARGUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. I - O art. 98 da Lei n 8.112/90
no Iaz distino quanto ao Iato de o servidor ja possuir outro curso
superior para que lhe possa ser assegurado o direito de desempenhar suas
atribuies em horario especial. II - A parte no cabe inovar para
conduzir a apreciao do Colegiado, em agravo regimental, temas no
ventilados no recurso especial. Agravo regimental desprovido.
STJ - RECURSO ESPECIAL n 420312 / RS (2002/0031578-8). Rel. Min.
FELIX FISCHER, DJ de 24.3.2003.
! ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR
ESTUDANTE. HORARIO ESPECIAL. REQUISITOS.
DISCRICIONARIEDADE. AUSNCIA. De acordo com o disposto no
art. 98 da Lei n 8.112/90, o horario especial a que tem direito o servidor
estudante condiciona-se aos seguintes requisitos: comprovao de
incompatibilidade entre o horario escolar e o da repartio; ausncia de
prejuizo ao exercicio do cargo; e compensao de horario no orgo em
que o servidor tiver exercicio, respeitada a durao semanal do trabalho.
Atendidos esses requisitos, deve ser concedido o horario especial ao
servidor estudante, porquanto o dispositivo legal no deixa margem a
discricionariedade da administrao, constituindo a concesso do
beneIicio, nesse caso, ato vinculado. Recurso no conhecido. (DJ
24/03/2003 p. 266)
109
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administrao
e assegurada, na localidade da nova residncia ou na mais proxima, matricula em
instituio de ensino congnere, em qualquer epoca, independentemente de vaga.
ParagraIo unico. O disposto neste artigo estende-se ao cnjuge ou companheiro,
aos Iilhos, ou enteados do servidor que vivam na sua companhia, bem como aos
menores sob sua guarda, com autorizao judicial.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MEDIDA CAUTELAR n 2001/0091462-2. Rel. Min. FRANCIULLI
NETTO, DJ de 14.11.2005.
! MEDIDA CAUTELAR - TRANSFERNCIA DE ESTUDANTE
DE ENSINO SUPERIOR PARA PRESTAR SERVIO EM OUTRA
LOCALIDADE, MATRICULADA EM INSTITUIO DE ENSINO
PRIVADA - PRETENDIDA ADMISSO EM UNIVERSIDADE
PUBLICA - IMPOSSIBILIDADE - NO EVIDENCIADA A
HIPOTESE DA TEORIA DO FATO CONSUMADO - NECESSIDADE
DE TRANSFERNCIA PARA INSTITUIO DE ENSINO
CONGNERE - AO IMPROCEDENTE. - Aplica-se, a especie, o
entendimento jurisprudencial no sentido de que "ao servidor, estudante
ou cnjuge de estudante, que mudar de sede no interesse da
Administrao e assegurada, na localidade da nova residncia ou na mais
proxima, matricula em instituio de ensino congnere, em qualquer
epoca, independentemente de vaga" (CI. MC n. 3.186-MG, Rel. Min.
Francisco Falco, in DJ de 18.6.2001). - Cautelar improcedente e
condenao da requerente nas custas e honorarios advocaticios Iixados
em 10 do valor da causa.
Captulo VII
Do Tempo de Servio
Art. 100. E contado para todos os eIeitos o tempo de servio publico Iederal,
inclusive o prestado as Foras Armadas.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota InIormativa n 320/COG ES/DENOP/SRH/MP - 2010
! CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIO SOB A EGIDE DO
REGIME MILITAR DE QUE TRATA A LEI N 6.880, DE 1980.
CONCESSO DE FERIAS. Possibilidade de contagem para Iins de
concesso de Ierias ao servidor que tomar posse em cargo eIetivo regido
pela Lei n 8.112, de 1990, aplicando-lhe, por analogia, o disposto no art.
7 da Portaria Normativa SRH n 2, de 1998.
NOTA TECNICA N 589/COGES/DENOP/SRH/MP - 2009
! CMPUTO DE TEMPO DE SERVIO MILITAR PRESTADO
AS FORAS ARMADAS PARA FINS DE LICENA PARA
CAPACITAO, NO SERVIO PUBLICO FEDERAL. No que diz
110
!"# %& '())* +%,-./.
respeito ao cmputo do tempo de servio prestado as Foras Armadas, na
Iorma de servio obrigatorio ou no, para Iins de concesso de licena
para capacitao, esclarecemos que esse tempo sera contado para todos
os eIeitos, excetuando-se o de Tiro de Guerra, que sera contado somente
para aposentadoria e disponibilidade, bem como para as vantagens que ja
se encontravam revogadas quando da submisso do servidor aos ditames
da Lei n 8.112, de 1990.
Art. 101. A apurao do tempo de servio sera Ieita em dias, que sero
convertidos em anos, considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias.
Art. 102. Alem das ausncias ao servio previstas no art. 97, so considerados
como de eIetivo exercicio os aIastamentos em virtude de:
I - Ierias;
II - exercicio de cargo em comisso ou equivalente, em orgo ou entidade dos
Poderes da Unio, dos Estados, Municipios e Distrito Federal;
III - exercicio de cargo ou Iuno de governo ou administrao, em qualquer parte
do territorio nacional, por nomeao do Presidente da Republica;
IV - participao em programa de treinamento regularmente instituido ou em
programa de pos-graduao stricto sensu no Pais, conIorme dispuser o regulamento;
(Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)
V - desempenho de mandato eletivo Iederal, estadual, municipal ou do Distrito
Federal, exceto para promoo por merecimento;
VI - juri e outros servios obrigatorios por lei;
VII - misso ou estudo no exterior, quando autorizado o aIastamento, conIorme
dispuser o regulamento; (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
VIII - licena:
a) a gestante, a adotante e a paternidade;
b) para tratamento da propria saude, ate o limite de vinte e quatro meses,
cumulativo ao longo do tempo de servio publico prestado a Unio, em cargo de
provimento eIetivo; (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
c) para o desempenho de mandato classista ou participao de gerncia ou
administrao em sociedade cooperativa constituida por servidores para prestar servios
a seus membros, exceto para eIeito de promoo por merecimento; (Redao dada pela
Lei n 11.094, de 2005)
d) por motivo de acidente em servio ou doena proIissional;
e) para capacitao, conIorme dispuser o regulamento; (Redao dada pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
I) por convocao para o servio militar;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18;
111
!"# %& '())* +%,-./.
X - participao em competio desportiva nacional ou convocao para integrar
representao desportiva nacional, no Pais ou no exterior, conIorme disposto em lei
especiIica;
XI - aIastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe
ou com o qual coopere. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
OIicio - Circular - 13 - 2007 - Tempo de servio Rural.pdI
! Trata sobre procedimentos para a contagem reciproca de tempo
de servio rural, para Iins de aposentadoria estatutaria.
! Torna insubsistente o OIicio-Circular SRH n 10, de 18 de maio
de 2007.
NOTA TECNICA N 110/2010 COGES/DENOP/SRH/MP
! CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIO PRESTADO NA
CONDIO DE ALUNO APRENDI. POSSIBILIADE. Para Iins de
contagem de tempo de servio prestado na qualidade de aluno-aprendiz
deve ser observado o disposto no despacho, datado de 22 de junho de
2009 (Ils. 24 a 29) e na Nota Tecnica n
542/2009/COGES/DENOP/SRH/MP (Ils.30 a 36), entendimentos
preteritos, cujos posicionamentos devem ser aplicados ao presente caso
concreto.
NOTA TECNICA N 542/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! AVERBAO DE TEMPO DE SERVIO COMO ALUNO
APRENDI. A simples percepo de auxilio-Iinanceiro no e suIiciente
para caracterizar a condio de aluno aprendiz, que somente e possivel
nos periodos nos quais os alunos eIetivamente laboraram para o
atendimento de encomendas recebidas pelas escolas, no devendo ser
computado o tempo de Ierias escolares.
! Torna insubsistente a Nota Tecnica n
413/2009/COGES/DENOP/SRH/MP.
Nota Tecnica n 60/COGES/DENOP/SRH/MP - 2010
! CONTAGEM ESPECIAL DE TEMPO DE SERVIO
DURANTE O QUAL HOUVE A PERCEPO DA GRATIFICAO
ESPECIAL DE LOCALIDADE. IMPOSSIBILIDADE.
NOTA INFORMATIVA N 100/COGES/DENOP/SRH/MP - 2010
! AVERBAO DE TEMPO DE SERVIO PRESTADO A
EMPRESA PUBLICA PARA TODOS OS FINS. '(...) entendemos que
ate a Consultoria Geral da Unio se manifestar conclusivamente sobre a
materia, permanece em vigor o entendimento de que o tempo de servio
prestado a empresa publica e sociedade de economia mista somente sera
contado para fins de aposentadoria e disponibilidade, conforme
estabelece o art. 103 da Lei n 8.112, de 1990.`
112
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA INFORMATIVA N 126/COGES/DENOP/SRH/MP - 2009
! Trata da impossibilidade da averbao, como tempo especial, de
periodo de trabalho exercido em empresa privada em condies
insalubres para Iins de aposentadoria no RPPS.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 1467 - 3.21 / 2009
! 'CONSULTA FORMULADA PELO DEPARTAMENTO DE
ORIENTAO E COORDENAO DE RGOS JURIDICOS DA
CONSULTORIA-GERAL DA UNIO DECOR/CGU ACERCA DA
POSSIBILIDADE DE AJERBAO DE TEMPO DE SERJIO
PUBLICO PRESTADO JUNTO A EMPRESAS PUBLICAS E
SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA PARA F"INS DE
APOSENTADORIA E DEMAIS EFEITOS LEGAIS.`
Art. 103. Contar-se-a apenas para eIeito de aposentadoria e disponibilidade:
I - o tempo de servio publico prestado aos Estados, Municipios e Distrito
Federal;
II - a licena para tratamento de saude de pessoa da Iamilia do servidor, com
remunerao;
III - a licena para atividade politica, no caso do art. 86, 2
o
;
IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo Iederal, estadual,
municipal ou distrital, anterior ao ingresso no servio publico Iederal;
V - o tempo de servio em atividade privada, vinculada a Previdncia Social;
VI - o tempo de servio relativo a tiro de guerra;
1
o
O tempo em que o servidor esteve aposentado sera contado apenas para nova
aposentadoria.
2
o
Sera contado em dobro o tempo de servio prestado as Foras Armadas em
operaes de guerra.
3
o
E vedada a contagem cumulativa de tempo de servio prestado
concomitantemente em mais de um cargo ou Iuno de orgo ou entidades dos Poderes
da Unio, Estado, Distrito Federal e Municipio, autarquia, Iundao publica, sociedade
de economia mista e empresa publica.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 429/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! EMPRESAS PUBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA
MISTA. CONVERSO DO TEMPO DE SERVIO ESPECIAL.
IMPOSSIBILIDADE. No existe amparo legal para a converso do
tempo de servio especial prestado a empresas publicas e sociedades de
economia mista.
Nota Tecnica n 195/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
113
!"# %& '())* +%,-./.
! AVERBAO DE TEMPO DE SERVIO PRESTADO
MEDIANTE CONVNIO COM AUTARQUIA FEDERAL E
ENTIDADE SINDICAL. 'Por se tratar de atividade privada vinculada
a Previdncia Social, esta Diviso de Analise de Processos entende que
o tempo de servio em comento pode ser contado apenas para efeito de
aposentadoria e disponibilidade, nos termos do art. 103 da Lei n 8.112,
de 1990, que dispe sobre um regime furidico peculiar, completamente
distinto daquele que rege o outro campo de atividade, que e aquele
destinado aos particulares.`
NOTA TECNICA N 11/2010 COGES/DENOP/SRH/MP
! O tempo de exercicio em emprego publico prestado as empresas
publicas e sociedades de economia mista somente sera contado para Iins
de aposentadoria.
NOTA TECNICA N649 /2009 COGES/DENOP/SRH/MP
! Averbao de tempo de servio prestado em outra esIera de
poder, durante o periodo em que a servidora encontrava-se em licena
para tratar de interesses particulares, nos termos do art.91 da Lei n
8.112, de 1990. Impossibilidade. '(...) no podera a Administrao
homologar um tempo de servio exercido ilegalmente, sob pena de
confrontar as determinaes estabelecidas na Carta Constitucional."
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER n 028/2010/DECOR/CGU/AGU
! (...) IV Ausncia de divergncia de interpretao acerca da
expresso 'eIetivo servio publico constante do art. 40, II, da
Constituio Federal; art. 6, III, da EC n 41/03 e art. 3, II, da EC n
47/05. V Fixao da interpretao a ser conIerida a expresso 'que
tenha ingressado no servio publico ate 16 de dezembro de 1998,
constante do art. 3, caput, da EC n 47/2005; VI Necessaria
diIerenciao entre as expresses constantes do caput e dos incisos do
art. 40 da CF, art. 6 da EC n 41/2003 e art. 3 EC n 47/05.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 1467 - 3.21 / 2009
! Averbao de tempo de servio prestado junto a empresas
publicas e sociedades de economia mista para Iins de aposentadoria e
demais eIeitos legais. Pela reviso do parecer MP/CONJUR/RA/N
1041-2.9/2005, para, em consonncia com a mais recente jurisprudncia
do Tribunal de Contas da Unio e do Supremo Tribunal Federal
reconhecendo o direito do servidor a esta averbao.
PARECER/MP/CONJUR/SMM/N 0563 - 3.21 / 2009
! Cmputo do periodo aIastado em razo de exercicio de mandato
eletivo para Iins de aposentadoria para aos servidores publicos ocupantes
do cargo de delegado de policia Iederal.
> Manifestaes dos rgos de Controle
114
!"# %& '())* +%,-./.
Acordo n 2921/2010 TCU Plenario
! (...) 1. O conceito de 'servio publico trazido pelo art. 40, 1,
inciso III, da Constituio Federal de 1988, pelo inciso III do art. 6 da
Emenda Constitucional n 41, de 2003, e pelo inciso II do art. 3 da
Emenda Constitucional n47, de 2005, deve ser entendido de Iorma
ampla, para abranger tambem as empresas publicas e sociedades de
economia mista. 2. Diverso e o conceito de 'servio publico contido no
caput do art. 6 da Emenda Constitucional n 41, de 2003, e no caput do
art. 3 da Emenda Constitucional n47, de 2005, que deve ser tomado de
Iorma restrita, uma vez que as regras contidas nesses artigos, ditas de
transio, aplicam-se exclusivamente aos servidores ocupantes de cargos
eIetivos na Administrao Publica direta, autarquica e Iundacional, ao
tempo da edio dessas emendas.(...)
ACORDO N 2229/2009 TCU Plenario
! (...) 9.1.1. o tempo de servio prestado por magistrado a empresas
publicas e a sociedades de economia mista de qualquer ente da Iederao
pode ser computado como tempo de servio publico, podendo ser
utilizado para satisIazer a exigncia temporal presente no art. 40, inciso
III, da Constituio Federal de 1988, bem como, ainda, no art. 6, inciso
III, da Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, e no
art. 3, inciso II, da Emenda Constitucional n 47, de 5 de julho de 2005.
(...)
Captulo VIII
Do Direito de Petio
Art. 104. E assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Publicos, em
deIesa de direito ou interesse legitimo.
Art. 105. O requerimento sera dirigido a autoridade competente para decidi-lo e
encaminhado por intermedio daquela a que estiver imediatamente subordinado o
requerente.
Art. 106. Cabe pedido de reconsiderao a autoridade que houver expedido o ato
ou proIerido a primeira deciso, no podendo ser renovado.
ParagraIo unico. O requerimento e o pedido de reconsiderao de que tratam os
artigos anteriores devero ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro
de 30 (trinta) dias.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 10365 / DF - 2005/0013742-3. Rel.
Min. GILSON DIPP, DJ de 12.9.2005.
! ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PUBLICOS. PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. VISTAS DOS AUTOS APOS
DECISO FINAL. ART. 113 DA LEI N 8112/90. AUSNCIA DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. PEDIDO DE RECONSIDERAO.
115
!"# %& '())* +%,-./.
INEXISTNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO. POSSIBILIDADE DE
APLICAO DAS PENALIDADES. ORDEM DENEGADA (...) III -
Nos termos dos arts. 106 e 109 da Lei n 8.112/90, os recursos
administrativos, via de regra, so recebidos apenas no eIeito devolutivo,
podendo haver a concesso de eIeito suspensivo a juizo da autoridade
competente. No havendo, na hipotese dos autos, a concesso de eIeito
suspensivo ao pedido de reconsiderao interposto, no ha qualquer
irregularidade na aplicao da penalidade imposta apos regular processo
administrativo disciplinar. Precedentes. IV - Ordem denegada.
(Publicado no DJ 12.9.2005 p. 206)
Art. 107. Cabera recurso:
I - do indeIerimento do pedido de reconsiderao;
II - das decises sobre os recursos sucessivamente interpostos.
1
o
O recurso sera dirigido a autoridade imediatamente superior a que tiver
expedido o ato ou proIerido a deciso, e, sucessivamente, em escala ascendente, as
demais autoridades.
2
o
O recurso sera encaminhado por intermedio da autoridade a que estiver
imediatamente subordinado o requerente.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 10254 / DF - 2004/0181771-6 . Rel.
Min. HELIO QUAGLIA BARBOSA, DJ de DJ 3.4.2006.
! MANDADO DE SEGURANA. PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MINISTRO DE ESTADO.
APLICAO DE PENALIDADE. INTERPOSIO, NA VIA
ADMINISTRATIVA, DE RECURSO ADMINISTRATIVO
HIERARQUICO AO PRESIDENTE DA REPUBLICA.
RECEBIMENTO COMO REVISO. ILEGALIDADE.
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA DO IMPETRANTE.
SEGURANA CONCEDIDA. 1. O direito de ampla deIesa e do
contraditorio ao impetrante restou cerceado, porquanto seu recurso
hierarquico, com pedido de reconsiderao, no Ioi submetido ao agente
superior e Ioi recebido como reviso. (...) (Publicado no DJ em
3.04.2006 p. 215.)
Art. 108. O prazo para interposio de pedido de reconsiderao ou de recurso e
de 30 (trinta) dias, a contar da publicao ou da cincia, pelo interessado, da deciso
recorrida.
Art. 109. O recurso podera ser recebido com eIeito suspensivo, a juizo da
autoridade competente.
ParagraIo unico. Em caso de provimento do pedido de reconsiderao ou do
recurso, os eIeitos da deciso retroagiro a data do ato impugnado.
116
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 110. O direito de requerer prescreve:
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demisso e de cassao de aposentadoria
ou disponibilidade, ou que aIetem interesse patrimonial e creditos resultantes das
relaes de trabalho;
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo Ior
Iixado em lei.
ParagraIo unico. O prazo de prescrio sera contado da data da publicao do ato
impugnado ou da data da cincia pelo interessado, quando o ato no Ior publicado.

> Manifestaes dos Tribunais Superiores
Sumula n 85/STJ
! 'Nas relaes juridicas de trato sucessivo em que a Fazenda
Publica Iigure como devedora, quando no tiver sido negado o proprio
direito reclamado, a prescrio atinge apenas as prestaes vencidas
antes do quinqunio anterior a propositura da ao.
STJ - RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANA n 10093 /
DF - 1998/0057740-8 . Rel. Min. FERNANDO GONALVES, DJ de 6.6.2000.
! RMS. SERVIDOR PUBLICO. VANTAGEM ASSEGURADA
POR LEI. PRESCRIO. SUMULA 85/STJ. 1. Em se tratando de
servidor publico, postulando vantagem devida em virtude de lei e
subtraida de seu patrimnio, o prazo prescricional, por se tratar de
relao juridica de trato sucessivo, deve ser contado a luz do art. 110, I,
da Lei n 8.112, de 1990, e no segundo as normas da legislao
trabalhista, a teor da letra do art. 243 do primeiro diploma legal
submetendo, na data de sua publicao ao regime juridico unico os
servidores regidos pela CLT. 2. Recurso ordinario provido. (Publicado
no DJ em 19.6.2000 p. 211)
Art. 111. O pedido de reconsiderao e o recurso, quando cabiveis, interrompem
a prescrio.
Art. 112. A prescrio e de ordem publica, no podendo ser relevada pela
administrao.

Art. 113. Para o exercicio do direito de petio, e assegurada vista do processo ou
documento, na repartio, ao servidor ou a procurador por ele constituido.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 2005/0013742-3 . Rel. Min. GILSON
DIPP, DJ de 12.9.2005.
! 'ADMINISTRATIJO. SERJIDORES PUBLICOS. PROCESSO
ADMINISTRATIJO DISCIPLINAR. JISTAS DOS AUTOS APS
DECISO FINAL. ART. 113 DA LEI N 8112/90. AUSNCIA DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. PEDIDO DE RECONSIDERAO.
117
!"# %& '())* +%,-./.
INEXISTNCIA DE EFEITO SUSPENSIJO. POSSIBILIDADE DE
APLICAO DAS PENALIDADES. ORDEM DENEGADA. I O art.
113 da Lei n 8.112/90 prev que Para o exercicio do direito de petio,
e assegurada vista do processo ou documento, na repartio, ao servidor
ou a procurador por ele constituido. Contrariamente ao alegado, no ha
previso de que a vista sefa no local de trabalho/residncia do servidor.
Ademais, no houve a negativa de vista dos autos, sendo certo que o
pedido foi concedido para que os impetrantes tivessem vista "na
repartio" onde o processo se encontrava, ou sefa, no Ministerio da
Saude em Brasilia. Neste contexto, no resta configurada qualquer
ilegalidade ou cerceamento de defesa.(...)`
Art. 114. A administrao devera rever seus atos, a qualquer tempo, quando
eivados de ilegalidade.
Art. 115. So Iatais e improrrogaveis os prazos estabelecidos neste Capitulo,
salvo motivo de Iora maior.
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Captulo I
Dos Deveres
Art. 116. So deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicao as atribuies do cargo;
II - ser leal as instituies a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 73.
" ERRO DE DIREITO. APLICA-SE AO DIREITO ADMINISTRATIVO
O PRINCIPIO DE QUE 'NINGUEM SE ESCUSA DE CUMPRIR A
LEI ALEGANDO QUE NO A CONHECE.
Parecer-Dasp.
! ABANDONO DE CARGO - IGNORNCIA DA LEI. A
IGNORNCIA DA LEI NO E CLAUSULA EXCLUDENTE DA
PUNIBILIDADE.
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando maniIestamente ilegais;
> Legislaes Correlatas
Codigo Penal Art. 22
118
!"# %& '())* +%,-./.
! COAO IRRESISTIVEL E OBEDINCIA HIERARQUICA.
! 'Se o Iato e cometido sob coao irresistivel ou em estrita obedincia a
ordem, no maniIestamente ilegal, de superior hierarquico, so e punivel o
autor da coao ou da ordem.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 68.
! Co-autoria. So co-autores da inIrao disciplinar o Iuncionario que a
pratica em obedincia a ordem maniIestamente ilegal de superior
hierarquico e o autor dessa ordem.
V - atender com presteza:
a) ao publico em geral, prestando as inIormaes requeridas, ressalvadas as
protegidas por sigilo;
b) a expedio de certides requeridas para deIesa de direito ou esclarecimento de
situaes de interesse pessoal;
c) as requisies para a deIesa da Fazenda Publica.
VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver
cincia em razo do cargo;
VII - zelar pela economia do material e a conservao do patrimnio publico;
> Manifestaes dos rgos de Controle
Termo Circunstanciado Administrativo, IN CGU n 4, de 17/02/2009.
! Art. 1 Em caso de extravio ou dano a bem publico, que implicar em
prejuizo de pequeno valor, podera a apurao do Iato ser realizada por
intermedio de Termo Circunstanciado Administrativo (TCA). ParagraIo
unico. Para os Iins do disposto neste artigo, considera- se prejuizo de
pequeno valor aquele cujo preo de mercado para aquisio ou reparao
do bem extraviado ou daniIicado seja igual ou inIerior ao limite
estabelecido como de licitao dispensavel, nos termos do art. 24, inciso
II, da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993. Art. 5 E vedada a utilizao
do modo de apurao de que trata esta Instruo Normativa quando o
extravio ou o dano do bem publico apresentarem indicios de conduta
dolosa de servidor publico.
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartio;
> Legislaes Correlatas
MEDIDA PROVISORIA N 507, DE 5 DE OUTUBRO DE 2010.
! Institui hipoteses especiIicas de sano disciplinar para a violao de
sigilo Iiscal e disciplina o instrumento de mandato que conIere poderes a
terceiros para praticar atos perante orgo da administrao publica que
impliquem Iornecimento de dado protegido pelo sigilo Iisca
IX - manter conduta compativel com a moralidade administrativa;
119
!"# %& '())* +%,-./.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 - Codigo de Etica
ProIissional do Servidor Publico Civil do Poder Executivo Federal.

Art. 9 da Lei 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. :
! Art. 9. Constitui ato de improbidade administrativa importando
enriquecimento ilicito auIerir qualquer tipo de vantagem patrimonial
indevida em razo do exercicio de cargo, mandato, Iuno, emprego ou
atividade nas entidades mencionadas no art. 1 desta lei, e notadamente:
X - ser assiduo e pontual ao servio;
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 1.590, DE 10 DE AGOSTO DE 1995.
! Dispe sobre a jornada de trabalho dos servidores da Administrao
Publica Federal direta, das autarquias e das Iundaes publicas Iederais,
e da outras providncias.
Art. 3 do DECRETO N 1.867, DE 17 DE ABRIL DE 1996.
! Art. 3 Ficam dispensados do controle de ponto os servidores reIeridos
no 4 do art. 6 do Decreto n 1.590, de 1995, que tero o seu
desempenho avaliado pelas cheIias imediatas.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 147.
" IMPONTUALIDADE. AS ENTRADAS COM ATRASO E AS SAIDAS
ANTECIPADAS, LEGITIMAMENTE TAIS, NO SO
CONVERSIVEIS PARA NENHUM EFEITO, EM FALTAS AO
SERVIO.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Injuno n 20. Rel. Min. MIN. CELSO DE MELLO, Dj de
19.5.1994.
! 'Ementa: Mandado de injuno. Direito de greve - Constituio, art. 37,
VII. 2. Legitimado este sindicato a requerer mandado de injuno, com
vistas a ser possibilitado o exercicio no so de direito constitucional
proprio, como dos integrantes da categoria que representa, inviabilizado
por Ialta de norma regulamentadora. Precedente no Mandado de
Injuno n 347-5-SC. 3. Sindicato da area de educao de Estado-
Membro. Legitimidade ativa. 4. Reconhecimento de mora do Congresso
Nacional, quanto a elaborao da lei complementar a que se reIere o art.
37, VII, da Constituio. Comunicao ao Congresso Nacional e ao
Presidente da Republica.
120
!"# %& '())* +%,-./.
STF, Mandado de Injuno n 438. Rel. Min. NERI DA SILVEIRA, Dj de
11.111994.
! 'Ementa: Direito de greve no servio publico: o preceito constitucional
que reconheceu o direito de greve ao servidor publico civil constitui
norma de eIicacia meramente limitada, desprovida, em conseqncia, de
auto-aplicabilidade, razo pela qual, para atuar plenamente, depende da
edio da lei complementar exigida pelo proprio texto da Constituio. A
mera outorga constitucional do direito de greve ao servidor publico civil
no basta - ante a ausncia de auto-aplicabilidade da norma constante do
art. 37, VII, da Constituio - para justiIicar o seu imediato exercicio. O
exercicio do direito publico subjetivo de greve outorgado aos servidores
civis so se revelara possivel depois da edio da lei complementar
reclamada pela Carta Politica. A lei complementar reIerida - que vai
deIinir os termos e os limites do exercicio do direito de greve no servio
publico - constitui requisito de aplicabilidade e de operatividade da
norma inscrita no art. 37, VII, do texto constitucional. Essa situao de
lacuna tecnica, precisamente por inviabilizar o exercicio do direito de
greve, justiIica a utilizao e o deIerimento do mandado de injuno. A
inercia estatal conIigura-se, objetivamente, quando o excessivo e
irrazoavel retardamento na eIetivao da prestao legislativa - no
obstante a ausncia, na constituio, de prazo pre-Iixado para a edio da
necessaria norma regulamentadora - vem a comprometer e a nuliIicar a
situao subjetiva de vantagem criada pelo texto constitucional em Iavor
dos seus beneIiciarios. Mandado de injuno coletivo: a jurisprudncia
do Supremo Tribunal Federal Iirmou-se no sentido de admitir a
utilizao, pelos organismos sindicais e pelas entidades de classe, do
mandado de injuno coletivo, com a Iinalidade de viabilizar, em Iavor
dos membros ou associados dessas instituies, o exercicio de direitos
assegurados pela constituio. Precedentes e doutrina.
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omisso ou abuso de poder.
ParagraIo unico. A representao de que trata o inciso XII sera encaminhada pela
via hierarquica e apreciada pela autoridade superior aquela contra a qual e Iormulada,
assegurando-se ao representando ampla deIesa.
> Legislaes Correlatas
Art. 17 e 18 da LEI n 10.683, DE 28 DE MAIO DE 2003
Art. 320. Codigo Penal - Condescendncia criminosa:
! Art. 320. Deixar o Iuncionario, por indulgncia, de responsabilizar
subordinado que cometeu inIrao no exercicio de cargo ou, quando lhe
Ialte competncia, no levar o Iato ao conhecimento da autoridade
competente: Pena - deteno, de 15 (quinze) dias a 1 (um) ms, ou multa.
Portaria CGU n 335, de 30 de maio de 2006 - Art. 5, ParagraIo unico.
121
!"# %& '())* +%,-./.
! 'Nas unidades seccionais, a apurao de irregularidades observara as
normas internas acerca da materia.

Captulo II
Das Proibies
Art. 117. Ao servidor e proibido:
I - ausentar-se do servio durante o expediente, sem previa autorizao do cheIe
imediato;
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 1.590, de 10 de agosto de 1995 . (Alterado pelos Decretos n
1.867, de 17/04/96; 1.927, de 13/06/96; e 4.836, de 09/09/03)
! Dispe sobre a jornada de trabalho dos servidores da Administrao
Publica Federal direta, das autarquias e das Iundaes publicas Iederais,
e da outras providncias.
II - retirar, sem previa anuncia da autoridade competente, qualquer documento
ou objeto da repartio;

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 82. InIrao disciplinar
! A inIrao prevista no item II do art. 195 do Estatuto dos Funcionarios
pressupe a inteno de restituir. (Nota: O inciso II do art. 195 do antigo
Estatuto proibia ao servidor retirar, sem previa autorizao da autoridade
competente, qualquer documento ou objeto da repartio.)
III - recusar Ie a documentos publicos;
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 6.932, de 11 de agosto de 2009
! Dispe sobre a simpliIicao do atendimento publico prestado ao
cidado, ratiIica a dispensa do reconhecimento de Iirma em documentos
produzidos no Brasil, institui a 'Carta de Servios ao Cidado e da
outras providncias.
IV - opor resistncia injustiIicada ao andamento de documento e processo ou
execuo de servio;
> Legislaes Correlatas
LEI N 9.507, de 12 de novembro de 1997
! Regula o direito de acesso a inIormaes e disciplina o rito processual do
habeas data.
LEI N 9.265, de 12 de Ievereiro de 1996
122
!"# %& '())* +%,-./.
! Dispe sobre a gratuidade de pedidos de inIormaes ao poder publico
objetivando instruir deIesa, denuncia ou peties que visem as garantias
individuais.
LEI N 9.051, de 18 de maio de 1995
! Dispe sobre a expedio de certides para a deIesa de direitos e
esclarecimentos de situaes.
V - promover maniIestao de apreo ou desapreo no recinto da repartio;

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 2.
" MANIFESTAO DE DESAPREO. NO CONSTITUI
MANIFESTAO DE DESAPREO REFORAR COMUNICAO
DE FATOS VERDADEIROS COM ASSINATURA DE
COMPANHEIROS DE SERVIO.
VI - cometer a pessoa estranha a repartio, Iora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuio que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 149.
! INFRAO DISCIPLINAR.A INFRAO PREVISTA NO ART. 195,
XI, DO ESTATUTO DOS FUNCIONARIOS PRESSUPE A
ATRIBUIO AO ESTRANHO, DE ENCARGO LEGITIMO DO
FUNCIONARIO PUBLICO. (Nota: O inciso XI do art. 195 do antigo
Estatuto proibia ao servidor cometer a pessoa estranha a repartio, Iora
dos casos previstos em lei, o desempenho de encargo que lhe competia
ou a seus subordinados.)
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de Iiliarem-se a associao
proIissional ou sindical, ou a partido politico;
VIII - manter sob sua cheIia imediata, em cargo ou Iuno de conIiana, cnjuge,
companheiro ou parente ate o segundo grau civil;
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 7.203, de 04 de junho de 2010
! Dispe sobre a vedao do nepotismo no mbito da administrao
publica Iederal.
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento
da dignidade da Iuno publica;
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 18.
123
!"# %& '())* +%,-./.
! PROVEITO PESSOAL A INFRAO PREVISTA NO ART. 195, IV,
DO ESTATUTO DOS FUNCIONARIOS, E DE NATUREA
FORMAL E, CONSEQENTEMENTE, SE CONFIGURA AINDA NA
HIPOTESE DE O PROVEITO PESSOAL ILICITO NO TER SIDO
CONSEGUIDO. (Nota: O inciso IV do art. 195 do antigo Estatuto
proibia ao servidor valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em
detrimento da dignidade da Iuno.)
Formulao-Dasp n 19. Proveito pessoal
! SEMPRE QUE O VALER-SE DO CARGO PARA LOGRAR
PROVEITO PESSOAL EM DETRIMENTO DA DIGNIDADE DA
FUNO IMPORTE EM LESO AOS COFRES PUBLICOS, DEVE
A DEMISSO FUNDAR-SE, APENAS, NOS ARTS. 207, VIII, E 209
DO ESTATUTO DOS FUNCIONARIOS. (Publicada no DOU de
23/08/71) Colepe, processo n 2.405/71
X - participar de gerncia ou administrao de empresa privada, de sociedade
civil, ou exercer o comercio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditario;
X - participar de gerncia ou administrao de empresa privada, sociedade civil,
salvo a participao nos conselhos de administrao e Iiscal de empresas ou entidades
em que a Unio detenha, direta ou indiretamente, participao do capital social, sendo-
lhe vedado exercer o comercio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditario; (Redao dada pela Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001)
X - participar de gerncia ou administrao de sociedade privada, personiIicada
ou no personiIicada, salvo a participao nos conselhos de administrao e Iiscal de
empresas ou entidades em que a Unio detenha, direta ou indiretamente, participao no
capital social ou em sociedade cooperativa constituida para prestar servios a seus
membros, e exercer o comercio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditario; (Redao dada pela Lei n 11.094, de 2005)
X - participar de gerncia ou administrao de sociedade privada, personiIicada ou
no personiIicada, exercer o comercio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditario; (Redao dada pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
X - participar de gerncia ou administrao de sociedade privada, personiIicada
ou no personiIicada, exercer o comercio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditario; (Redao dada pela Lei n 11.784, de 22/09/08)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Segurana n 22.755. Rel. Min. MIN. ILMAR GALVO,
DJ de 3.4.1998
! EMENTA: Administrativo. Decreto demissorio de Patrulheiro
Rodoviario Federal. Pretensas nulidades procedimentais. Servidor
criminalmente absolvido. Inexiste, em nosso sistema juridico, dispositivo
legal que tenha por inviavel a punio de inIrao disciplinar se a sua
apurao somente se tornou possivel apos o sucessivo Iracasso de quatro
comisses de inquerito em concluir o seu trabalho no prazo de lei.
Tambem no comprometeu o processo o Iato de nele haverem sido
convalidados atos de importncia secundaria praticados em processo
anterior, renovando-se os essenciais, como a citao, a inquirio das
124
!"# %& '())* +%,-./.
testemunhas, o indiciamento, o interrogatorio, a deIesa e o relatorio; nem
a circunstncia de haver o acusado, a Ialta de constituio de advogado
para o mister, sido deIendido por servidores do mesmo orgo (art. 164,
2, da Lei n 8.112/90). Vedao legal do exercicio do comercio ao
servidor publico, inIrao insuscetivel de ser relevada a alegao de
ignorncia, mormente em se tratando de bacharel em direito. Irrelevncia
da posterior absolvio criminal do impetrante, tendo em vista o
principio da independncia das instncias, notadamente quando se deu
ela por insuIicincia de prova. Mandado de segurana indeIerido. (griIo
no e do original)
XI - atuar, como procurador ou intermediario, junto a reparties publicas, salvo
quando se tratar de beneIicios previdenciarios ou assistenciais de parentes ate o segundo
grau, e de cnjuge ou companheiro;
> Legislaes Correlatas
CODIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAO FEDERAL, de 18
de agosto de 2000
! Institui Codigo de Conduta voltado para Ministros de Estado, Secretarios
Executivos, ocupantes de DAS-6, presidentes e diretores de agncias,
autarquias, empresas publicas e sociedades de economia mista
RESOLUO-CEP N 3, de 23 de novembro de 2000 (Alterada pela
Resoluo-CEP n 6, de 25/07/01)
! Estabelece regras sobre o tratamento de presentes e brindes aplicaveis as
autoridades publicas abrangidas pelo Codigo de Conduta da Alta
Administrao Federal
NOTA EXPLICATIVA-CEP, de 23 de novembro de 2000
! Esclarece as regras sobre o tratamento de presentes e brindes aplicaveis
as autoridades publicas abrangidas pelo Codigo de Conduta da Alta
Administrao Federal
RESOLUO INTERPRETATIVA-CEP N 8, de 25 de setembro de 2003
! IdentiIica situaes que suscitam conIlito de interesses e dispe sobre o
modo de preveni-los
DECRETO N 6.029, de 1 de Ievereiro de 2007
! Institui o Sistema de Gesto da Etica do Poder Executivo Federal, e da
outras providncias.
LEI N 8.429, de 2 de junho de 1992
! Dispe sobre sanes aplicaveis aos agentes publicos nos casos de
enriquecimento ilicito no exercicio de mandato, cargo emprego ou
Iuno na administrao publica direta, indireta ou Iundacional
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 150. InIrao disciplinar
125
!"# %& '())* +%,-./.
! A inIrao prevista no art. 195, X, do Estatuto dos Funcionarios
pressupe que a vantagem ilicita se destine a retribuir a pratica regular de
ato de oIicio. (Nota: O inciso X do art. 195 do antigo Estatuto proibia ao
servidor receber propinas, comisses, presentes e vantagens de qualquer
especie em razo das atribuies.)
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-139, no vinculante:
! '16. O contexto do regime disciplinar e a positividade do transcrito
inciso XII, mormente o sentido que se empresta a expresso em razo de
suas atribuies, induzem ao entendimento de que o recebimento de
propina, comisso, presente ou qualquer modalidade de vantagem e
decorrente das atribuies regularmente desenvolvidas pelo servidor,
sem qualquer pertinncia com a conduta censuravel de que resulte
proveito ilicito.
XIII - aceitar comisso, emprego ou penso de estado estrangeiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas Iormas;
> Legislaes Correlatas
LEI N 1.521, de 26 de dezembro de 1951
! Dispe sobre crimes contra a economia popular.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 286.
! Usura 'Pratica usura o Iuncionario que, aproveitando-se da precaria
situao Iinanceira de colega, compra-lhe a preo vil, para revenda,
mercadoria adquirida em Reembolsavel mediante desconto em Iolha.
XV - proceder de Iorma desidiosa;
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Recurso Especial n 875.163. Rel. Min. DENISE ARRUDA, DJe de
1.7.2009
! 'Ementa. 3. No caso concreto, o Tribunal de origem qualificou
equivocadamente a conduta do agente publico, pois a desidia e a
negligncia, expressamente reconhecidas no fulgado impugnado, no
configuram dolo, tampouco dolo eventual, mas indiscutivelmente
modalidade de culpa. Tal considerao afasta a configurao de ato de
improbidade administrativa por violao de principios da administrao
publica, pois no foi demonstrada a indispensavel pratica dolosa da
conduta de atentado aos principios da Administrao Publica, mas
efetiva conduta culposa, o que no permite o reconhecimento de ato de
improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.429/92.`
126
!"# %& '())* +%,-./.
STJ, MANDADO DE SEGURANA n 7.795 Rel. Min. HAMILTON
CARVALHIDO, DJ 24.6.2002
! EMENTA : (...) 3. O julgamento do inquerito administrativo, enquanto
ato decisorio da autoridade competente, e integrado pelo acolhimento ou
rejeio Iundamentada do relatorio Iinal elaborado pela comisso
processante e pelo ato Iormalizador de imposio da sano disciplinar,
sendo descabida e ilegal a sua pretendida ciso, para argir-se a nulidade
do ato de cassao da aposentadoria, ao argumento da no renovao da
motivao da sano, propria do acolhimento do relatorio. 4. Em
havendo a autoridade administrativa acatado o relatorio Iinal elaborado
pela comisso processante, na Iorma do artigo 168 da Lei 8.112/90, no
ha que Ialar em ilegalidade da portaria que cassou a aposentadoria da
servidora por ausncia de motivao. 5. Inexiste a violao do principio
da proporcionalidade e da individuali:ao da pena insculpido no
artigo 5, inciso XLJI, da Constituio da Republica, tambem aplicavel
na esfera administrativa (cf. MS 6.663/DF, Rel. Mim. Fernando
Gonalves, in DJ 2/10/2000, MS n 7.005/DF, Rel. Mim. Jorge
Scarte::ini, in DJ 4/2/2002), quando mesmo consideradas as
circunstancias atenuantes em favor da impetrante, bem como os seus
antecedentes funcionais, em estrita observancia ao artigo 128 da Lei
8.112/90, a autoridade administrativa reconhece a desidia da servidora,
tendo em vista o grande numero de irregularidades (32) na contratao
de servios e aquisio de produtos, sem a observancia da Lei de
Licitaes (Lei 8.666/93), bem como a permisso de uso de area de
propriedade do Instituto de forma irregular e contraria as normas e
legislao que regem a materia. 6. A desidia, por si so, tal como
reconhecida pela autoridade administrativa, pode ensefar a aplicao
da penalidade disciplinar de cassao de aposentadoria, conforme o
disposto nos artigos 134 e 132, combinado com o artigo 117, inciso XJ,
todos da Lei 8.112/90. 7. O Pleno do Supremo Tribunal Federal fa se
manifestou pela constitucionalidade da penalidade administrativa de
cassao de aposentadoria, tendo em vista o disposto no artigo 41,
paragrafo 1, da Constituio da Republica (cf. MS 21.948/DF, Rel.
Mim. Neri da Silveira, in DJ 7/12/95).

STJ, MANDADO DE SEGURANA n 5.983 . Rel. Min. FERNANDO
GONALVES, DJ 4.3.2002.
! EMENTA: (...) Refogem ao controle fudicial a analise das alegaes
referentes a necessidade do requisito da habitualidade para
caracteri:ao da desidia, a ocorrncia de omisso do impetrante, em
relao ao ato de classificao das despesas empenhadas, e a
proporcionalidade de pena, por integrarem o merito do ato
administrativo.

> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-164, vinculante
! '(...) 12. (...) Desidia (e). E Ialta culposa, e no dolosa, ligada a
negligncia: costuma caracterizar-se pela pratica ou omisso de varios
atos (comparecimento impontual, ausncias, produo imperIeita);
127
!"# %& '())* +%,-./.
excepcionalmente podera estar conIigurada em um so ato culposo muito
grave; se doloso ou querido pertencera a outra das justas causas. (...)
(Valentim Carrion - Comentarios a Consolidao das Leis do Trabalho,
18 ed., So Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 1994, pp. 362/3). (...)
Quando a desidia e intencional, como na sabotagem, onde ha a ideia
preconcebida de causar prejuizos ao empregador, por esse aspecto
doloso, ela se identiIica com a improbidade. (...) (Mozart Victor
Russomano - Comentarios a CLT, 13 ed, Rio de Janeiro: Forense, 1990,
p. 561).
Parecer-AGU n GQ-87, no vinculante:
! '(...) 14. O novo estatuto dos servidores publicos civis da Unio (Lei n
8.112, de 1990) estatui a responsabilidade administrativa pelo exercicio
irregular das atribuies e proibe que se proceda de Iorma desidiosa,
cominando a penalidade de demisso ao transgressor da norma (arts.
117, 121 e 132). Constitui pressuposto da inIrao o exercicio de Iato das
atribuies cometidas ao servidor.

XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartio em servios ou
atividades particulares;
> Legislaes Correlatas
LEI N 8.429, de 2 de junho de 1992
! Dispe sobre sanes aplicaveis aos agentes publicos nos casos de
enriquecimento ilicito no exercicio de mandato, cargo emprego ou
Iuno na administrao publica direta, indireta ou Iundacional.
XVII - cometer a outro servidor atribuies estranhas ao cargo que ocupa, exceto
em situaes de emergncia e transitorias;
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompativeis com o exercicio do
cargo ou Iuno e com o horario de trabalho.
> Legislaes Correlatas
Comisso de Etica Publica - Resoluo Interpretativa-CEP n 8, de 25/09/03 .
! 1. Suscita conIlito de interesses o exercicio de atividade que: a) em razo
da sua natureza, seja incompativel com as atribuies do cargo ou Iuno
publica da autoridade, como tal considerada, inclusive, a atividade
desenvolvida em areas ou materias aIins a competncia Iuncional; b)
viole o principio da integral dedicao pelo ocupante de cargo em
comisso ou Iuno de conIiana, que exige a precedncia das
atribuies do cargo ou Iuno publica sobre quaisquer outras atividades;
c) implique a prestao de servios a pessoa Iisica ou juridica ou a
manuteno de vinculo de negocio com pessoa Iisica ou juridica que
tenha interesse em deciso individual ou coletiva da autoridade; d) possa,
pela sua natureza, implicar o uso de inIormao a qual a autoridade tenha
acesso em razo do cargo e no seja de conhecimento publico; e) possa
transmitir a opinio publica duvida a respeito da integridade, moralidade,
128
!"# %& '())* +%,-./.
clareza de posies e decoro da autoridade. 2. A ocorrncia de conIlito
de interesses independe do recebimento de qualquer ganho ou retribuio
pela autoridade.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
AGU - Parecer-AGU n GQ-121, no vinculante.
! '(...)12. Incabivel realmente, como alvitrado pela Consultoria Juridica do
Ministerio da Saude, a apenao do indiciado com supedneo no item
XVIII do art. 117 da Lei n 8.112, porque, ao proibir o servidor de
'exercer quaisquer atividades que sejam incompativeis com o exercicio
do cargo ou Iuno e com o horario de trabalho, esse dispositivo tornou
elemento constitutivo da conIigurao da Ialta administrativa o
desempenho da atividade incompativel durante o horario de trabalho.
Esta condio no se exclui quando o servidor desempenha a atividade
incompativel com o cargo de que e titular Iora do seu horario de
expediente. Essa a Iinalidade da utilizao da aditiva e, no aludido
inciso XVIII.
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. (Inciso
acrescentado pela Lei n 9.527, de 10/12/97)
V. Art. 162. O indiciado que mudar de residncia Iica obrigado a comunicar a
comisso o lugar onde podera ser encontrado.
ParagraIo unico. A vedao de que trata o inciso X no se aplica nos seguintes
casos: (Incluido pela Medida Provisoria n 431, de 2008).
I - participao nos conselhos de administrao e Iiscal de empresas ou entidades
em que a Unio detenha, direta ou indiretamente, participao no capital social ou em
sociedade cooperativa constituida para prestar servios a seus membros; e (Incluido pela
Medida Provisoria n 431, de 2008).
II - gozo de licena para o trato de interesses particulares, na Iorma do art. 91,
observada a legislao sobre conIlito de interesses. (Incluido pela Medida Provisoria n
431, de 2008).
ParagraIo unico. A vedao de que trata o inciso X do caput deste artigo no se
aplica nos seguintes casos: (Todo o paragraIo acrescentado pela Lei n 11.784, de
22/09/08)
I - participao nos conselhos de administrao e Iiscal de empresas ou entidades
em que a Unio detenha, direta ou indiretamente, participao no capital social ou em
sociedade cooperativa constituida para prestar servios a seus membros; e
II - gozo de licena para o trato de interesses particulares, na Iorma do art. 91
desta Lei, observada a legislao sobre conIlito de interesses.
Os comentarios sobre o paragraIo unico Ioram inseridos no inciso X.
Captulo III
Da Acumulao
129
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 118. Ressalvados os casos previstos na Constituio, e vedada a acumulao
remunerada de cargos publicos.
1 A proibio de acumular estende-se a cargos, empregos e Iunes em
autarquias, Iundaes publicas, empresas publicas, sociedades de economia mista da
Unio, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territorios e dos Municipios.
2 A acumulao de cargos, ainda que licita, Iica condicionada a comprovao
da compatibilidade de horarios.
3 Considera-se acumulao proibida a percepo de vencimento de cargo ou
emprego publico eIetivo com proventos da inatividade, salvo quando os cargos de que
decorram essas remuneraes Iorem acumulaveis na atividade. (Incluido pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
ART. 37, INCS. XVI E XVII DA CONSTITUIO DA REPUBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 190.
" ACUMULAO. NA ACUMULAO DE CARGO FEDERAL COM
OUTRO ESTADUAL OU MUNICIPAL, A COMPETNCIA PARA
EXAMINAR E DECIDIR E DA ADMINISTRAO FEDERAL.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER VINCULANTE AGU N GQ-7
! Ementa: A requisio, enquanto dure, no e de molde a sustar a eIicacia
das normas constitucionais e inIraconstitucionais que exigem a
compatibilidade de horarios na acumulao de cargos publicos.
PARECER VINCULANTE AGU N GQ-145
! Ementa: Ilicita a acumulao de dois cargos ou empregos de que decorra
a sujeio do servidor a regimes de trabalho que perIaam o total de
oitenta horas semanais, pois no se considera atendido, em tais casos, o
requisito da compatibilidade de horarios. Com a supervenincia da Lei n
9.527, de 1997, no mais se eIetua a restituio de estipndios auIeridos
no periodo em que o servidor tiver acumulado cargos, empregos e
Iunes publicas em desacordo com as excees constitucionais
permissivas e de ma Ie.
PARECER VINCULANTE AGU N AC-054
! Ementa: Administrativo. Servidor. Percepo simultnea de
remunerao de cargo emprego ou Iuno publica e de proventos de
aposentadoria. Cargos acumulaveis na atividade. Compatibilidade de
horarios. No incidncia. I - E vedada a percepo simultnea de
proventos de aposentadoria... com a remunerao de cargo, emprego ou
130
!"# %& '())* +%,-./.
Iuno publica, ressalvados os cargos acumulaveis na Iorma desta
Constituio, os cargos eletivos e os cargos em comisso declarados em
lei de livre nomeao e exonerao-. (CF, art. 37, 10). II - Para os
cargos acumulaveis na Iorma do art. 37, XVI da Constituio, no se
exige a comprovao da compatibilidade de horarios quando o servidor
esta aposentado em um deles. Precedentes do STF e do TCU. III -
Reviso parcial do Parecer n AGU/GQ 145.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - AC-3353-19/10-1 Sesso: 08/06/10 Grupo: I Classe: VI Relator: Ministro
VALMIR CAMPELO
! '9.3.1. no que concerne aos servidores Iederais detentores de duas
matriculas, ..., cujos horarios de atividade laboral Ioram considerados
como incompativeis ...: 9.3.1.1. tome as providncias previstas no
artigo 133 da Lei n 8.112/1990, notiIicando os reIeridos servidores, por
intermedio de sua cheIia imediata, para, no prazo improrrogavel de dez
dias, contados da data da cincia, apresentarem opo por um dos cargos
ou pela adequao da carga semanal, de Iorma que a manuteno dos
dois cargos, se essa Ior a opo, observe a devida compatibilidade dos
expedientes; 9.3.1.2. na hipotese de omisso do servidor, adote o
procedimento sumario para apurao e regularizao imediata em
processo administrativo disciplinar;
TCU - AC-0104-05/09-P Sesso: 04/02/09 Grupo: II Classe: VII Relator:
Ministro AROLDO CEDRA
! '1. A acumulao de cargos publicos exige compatibilidade de horarios
para ser considerada legal. 2. Nos casos de acumulao legal de cargos
publicos, o limite maximo do somatorio das jornadas de trabalho e de 60
horas. 3. E vedado ao docente de ensino superior submetido ao regime de
dedicao exclusiva o exercicio de qualquer outra atividade remunerada,
publica ou privada. ... O TCU e incompetente para determinar a
abertura de sindicncia ou Processo administrativo destinado a apurar
inIrao meramente disciplinar cometida por servidor publico.
TCU - AC-2485-46/08-P Sesso : 05/11/08 Grupo: II Classe: V Relator: Ministro
MARCOS BEMQUERER
! '9.3. determinar ao TRT/1 Regio que: 9.3.2. regularize, nos termos
do art. 133 da Lei n. 8.112/1990, a situao da servidora omissis ante a
impossibilidade de acumulao dos cargos publicos de Tecnico
Judiciario, de nivel medio, desse Tribunal Regional e de ProIessora da
Secretaria Estadual de Educao do Governo do Estado do Rio de
Janeiro, exercidos em desconIormidade com os incisos XVI e XVII do
art. 37 da Constituio Federal;
TCU - AC-3184-35/08-1 Sesso: 30/09/08 Grupo: II Classe: VI Relator:
Ministro VALMIR CAMPELO
! '9.3. determinar a Gerncia Regional de Administrao do Ministerio da
Fazenda no Estado de Roraima - GRAMF/RR que: 9.3.1. adote as
providncias previstas no art. 133 da Lei n 8.112/1990, com a redao
131
!"# %& '())* +%,-./.
dada pela Lei n 9.527/1997, notiIicando a servidora omissis, por
intermedio de sua cheIia imediata, para, no prazo improrrogavel de dez
dias, contados da cincia da notiIicao, apresentar opo por um dos
cargos de medico que ocupa ou pela adequao da carga semanal
maxima de 60 horas, para que se mantenha nos dois cargos, sem prejuizo
da compatibilidade dos expedientes; 9.3.2. na hipotese de omisso da
servidora, adote procedimento sumario para apurao e regularizao
imediata da pratica impropria, por meio de processo administrativo
disciplinar, na Iorma preceituada no mesmo art. 133 da Lei n
8.112/1990;
TCU - SUMULA N 246
! O Iato de o servidor licenciar-se, sem vencimentos, do cargo publico ou
emprego que exera em orgo ou entidade da administrao direta ou
indireta no o habilita a tomar posse em outro cargo ou emprego publico,
sem incidir no exercicio cumulativo vedado pelo artigo 37 da
Constituio Federal, pois que o instituto da acumulao de cargos se
dirige a titularidade de cargos, empregos e Iunes publicas, e no
apenas a percepo de vantagens pecuniarias.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Apostila de Texto 'A principio, na administrao publica, vigora a
vedao a acumulao remunerada de cargos e empregos publicos,
estendendo-se os institutos aos proventos de aposentadoria, salvo
excees para duas areas muito especiIicas e de relevante interesse
publico (educao e saude) e ainda assim sujeitas a compatibilidade de
horarios e limitada a dois vinculos (no se admite triplice acumulao).
Acerca dessa materia, a Lei n 8.112, de 11/12/90, remete as proibies
previstas na CF. Por ser materia constitucional, a vedao a acumulao
se projeta em qualquer esIera da administrao Iederal, estadual e
municipal.

> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE 248.248, Rel. Min. Menezes Direito, DJe de 14.11.2008
! 'O art. 37, XVI, c, da Constituio Federal autoriza a acumulao de
dois cargos de medico, no sendo compativel interpretao ampliativa
para abrigar no conceito o cargo de perita criminal com especialidade em
medicina veterinaria, como ocorre neste mandado de segurana. A
especialidade medica no pode ser conIundida sequer com a
especialidade veterinaria. Cada qual guarda caracteristica propria que as
separam para eIeito da acumulao vedada pela Constituio da
Republica.
STF - RMS 23.917, Rel. Min. Ricardo Leandosi, DJe de 19.92008.
! 'Acordo proIerido pela terceira seo do Superior Tribunal de Justia,
que denegou mandado de segurana impetrado contra ato do Ministro de
Estado da Previdncia e Assistncia Social. Demisso do cargo de
medico do quadro de pessoal do INSS. Acumulao ilegal de emprego
publico em trs cargos. Presuno de ma-Ie, apos regular notiIicao. O
132
!"# %& '())* +%,-./.
acordo recorrido entendeu que o servidor publico que exerce trs cargos
ou empregos publicos de medico um no INSS, outro na Secretaria
Estadual de Saude e Meio Ambiente e outro junto a hospital controlado
pela Unio, incorre em acumulao ilegal de cargos. O Supremo
Tribunal Federal tem reconhecido a presuno de ma-Ie do servidor que,
embora notiIicado, no Iaz a opo que lhe compete. Demisso do
recorrente que se assentou em processo administrativo regular, veriIicada
a ocorrncia dos requisitos do art. 133, 6, da Lei 8.112/90.
STF - RE 489.776-AgR. Rel. Min. Eros Grau, DJE de 1.8.2008.
! 'Magisterio. Acumulao de proventos de uma aposentadoria com duas
remuneraes. Retorno ao servio publico por concurso publico antes do
advento da Emenda Constitucional n. 20/98. Possibilidade. E possivel a
acumulao de proventos oriundos de uma aposentadoria com duas
remuneraes quando o servidor Ioi aprovado em concurso publico antes
do advento da Emenda Constitucional n. 20. O artigo 11 da EC n. 20
convalidou o reingresso ate a data da sua publicao do inativo no
servio publico, por meio de concurso. A convalidao alcana os
vencimentos em duplicidade se os cargos so acumulaveis na Iorma do
disposto no artigo 37, XVI, da Constituio do Brasil, vedada, todavia, a
percepo de mais de uma aposentadoria.
STF - RMS 24.249, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 3.6.2005
! Para eIeitos do disposto no art. 37, XVII, da Constituio so sociedades
de economia mista aquelas annimas ou no sob o controle da Unio,
dos Estados-Membros, do Distrito Federal ou dos Municipios,
independentemente da circunstncia de terem sido criadas por lei.
ConIigura-se a ma-Ie do servidor que acumula cargos publicos de Iorma
ilegal quando, embora devidamente notiIicado para optar por um dos
cargos, no o Iaz, consubstanciando, sua omisso, disposio de persistir
na pratica do ilicito."
STJ - RMS 14.837/PR. Rel. Min. Paulo Gallotti, DJ de 1.3.2004.
! 'Recurso em mandado de segurana. Administrativo. Artigo 37, XVI e
XVII, da Constituio Federal de 1988. Acumulao de dois proventos e
mais um cargo da ativa. Impossibilidade. 1. O artigo 37 da Constituio
Federal enumera taxativamente as hipoteses em que a regra geral da
acumulao comporta excees, casos em que, de qualquer Iorma, no se
permitesejam ocupados mais de dois cargos publicos, considerando-se,
inclusive, os proventos decorrentes da aposentadoria. 2. Recurso a que se
nega provimento.
STF - RMS 24.737. Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 3.9.2004.
! 'O art. 11 da Emenda Constitucional n. 20/98 convalidou o reingresso
ate a data da sua publicao do inativo no servio publico, mediante
concurso. Tal convalidao alcana os vencimentos em duplicidade,
quando se tratar de cargos acumulaveis, na Iorma do art. 37, inciso XVI,
da Magna Carta, vedada, apenas, a percepo de mais de uma
aposentadoria.
133
!"# %& '())* +%,-./.
STF - ADI 1.328, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 18.6.2004
! 'O dispositivo impugnado, ao estabelecer indistintamente que os
proventos da inatividade no sero considerados para eIeito de
acumulao de cargos, aIronta o art. 37, XVI, da CF, na medida em que
amplia o rol das excees a regra da no cumulatividade de proventos e
vencimentos, ja expressamente previstas no texto constitucional.
Impossiblidade de acumulao de proventos com vencimentos quando
envolvidos cargos inacumulaveis na atividade.
STF - AI 419.426-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 7.5.2004
! 'A acumulao de proventos e vencimentos somente e permitida quando
se tratar de cargos, Iunes ou empregos acumulaveis na atividade, na
Iorma permitida pela Constituio. Inaplicabilidade a especie da EC n.
20/98, porquanto no admitida a acumulao, na ativa, de trs cargos de
proIessora.
STJ - MS n 7.095/DF, Rel. Min. Gilson Dipp, DJ de 14.4.2003
! 'II - A Constituio Federal (art. 37, XVI) veda a acumulao
remunerada de cargos publicos, exceto para dois cargos de proIessor, um
de proIessor com outro tecnico ou cientiIico e dois cargos privativos de
proIissionais de saude, desde que haja compatibilidade de horarios,
observado em qualquer caso, o teto de vencimentos e subsidios previstos
no inciso XI do mesmo dispositivo. 'Mandado de segurana.
Administrativo. Servidor publico. Processo disciplinar. Acumulao de
cargos. Incompatibilidade de horarios no comprovada. Concluses de
relatorio e de pareceres antagnicos entre si. IndeIerimento no
Iundamentado de ouvida de testemunha de deIesa. Cerceamento
caracterizado. 1. O antagonismo existente entre os diversos relatorios e
pareceres constantes dos autos evidenciam no estar devidamente
comprovada a alegada incompatibilidade de horarios no exercicio dos
cargos publicos acumulados pelo impetrante. 2. A Ialta de
Iundamentao no indeIerimento de ouvida de testemunha caracteriza
cerceamento de deIesa. 3. Ordem concedida. (STJ, Rel. Min. Paulo
Gallotti, MS 7.469/DF, 3 S., DJ 28/10/2002).
STF - ADI 1.541, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 4-10-02.
! "Os dispositivos impugnados, pelo simples Iato de possibilitarem ao
policial militar agente publico o acumulo remunerado deste cargo
(ainda que transIerido para a reserva) com outro que no seja o de
proIessor, aIrontam visivelmente o art. 37, XVI, da Constituio.
Impossibilidade de acumulao de proventos com vencimentos quando
envolvidos cargos inacumulaveis na atividade. Precedentes: RE 163.204,
Rel. Min. Carlos Velloso, RE 197.699, Rel. Min. Marco Aurelio e
AGRRE n. 245.200, Rel. Min. Mauricio Corra. Este entendimento Ioi
revigorado com a insero do paragraIo 10 no art. 37 pela EC n. 20/98,
que trouxe para o texto constitucional a vedao a acumulao retro
mencionada. Vale destacar que esta mesma Emenda, em seu art. 11,
excetuou da reIerida proibio os membros de poder e os inativos,
servidores e militares, que, ate a publicao da Emenda, tenham
ingressado novamente no servio publico por concurso publico de provas
134
!"# %& '())* +%,-./.
ou de provas e titulos, ou pelas demais Iormas previstas pela
Constituio Federal."
STJ - RMS 13.715/PR. Rel. Min. Felix Fischer, DJ de 5.8.2002
! "Recurso em mandado de segurana. Administrativo. Acumulao de
cargos. Servidor. Direito de opo. O servidor que percebe proventos
oriundos de dois cargos publicos mais vencimentos relativos a um
terceiro cargo, tambem publico, extrapola o limite de previsto no art. 37,
XVI, alinea c, da Constituio Federal, incorrendo em acumulao
ilegal de cargos, nos termos do inciso XVII do mesmo artigo. Recurso
desprovido.
STJ - RMS n 9.971/CE. Rel. Min. Jorge Scartezzini, DJ de 14.2.2000.
! 'Constitucional. Administrativo. Recurso em mandado de segurana.
Acumulao de cargos. Medica. Ausncia de direito adquirido. 1 - A teor
do art. 37, XVI da CF, e vedada a acumulao remunerada de cargos
publicos, exceto as especies elencadas no reIerido artigo, inadmitindo-se,
todavia, qualquer hipotese de triplice acumulao. 2 - Inexistncia de
direito adquirido, por violao de texto e autolimitao expressa da
Constituio Federal. 3 - Recurso que se nega provimento.
STJ - RMS n 7.632/DF. Rel. Min. Edson Vidigal, DJ de 21.6.1999
! . 'Administrativo. Servidor Publico. Acumulao de Cargos. ProIessor e
Cargo Tecnico. 1. A acepo de cargo tecnico de que se vale a CF/88,
art. 37, XVI, alinea "b", no pode ser interpretada sem se considerar a
exigncia da Iamiliaridade com determinados metodos, organizados em
sistema e apoiado em conhecimento cientiIico. 2. No existe direito
adquirido contra o texto constitucional. 3. Recurso no provido.
STJ - RMS 7550/PB. Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, DJ de 2.03.1998.
! 'RMS. Administrativo. Cargo cientiIico. Cargo tecnico. Cargo cientiIico
e o conjunto de atribuies cuja execuo tem por Iinalidade
investigao coordenada e sistematizada de Iatos, predominantemente de
especulao, visando a ampliar o conhecimento humano. Cargo tecnico e
o conjunto de atribuies cuja execuo reclama conhecimento
especiIico de uma area do saber.
Art. 119. O servidor no podera exercer mais de um cargo em comisso, exceto
no caso previsto no paragraIo unico do art. 9, nem ser remunerado pela participao em
orgo de deliberao coletiva. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
ParagraIo unico. O disposto neste artigo no se aplica a remunerao devida pela
participao em conselhos de administrao e Iiscal das empresas publicas e sociedades
de economia mista, suas subsidiarias e controladas, bem como quaisquer empresas ou
entidades em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha participao no capital
social, observado o que, a respeito, dispuser legislao especiIica. (Redao dada pela
Medida Provisoria n 2.225-45, de 4.9.2001).
> Legislaes Correlatas
135
!"# %& '())* +%,-./.
CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988,
ART. 37, INCS. XVI E XVII
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - ADI 1.485-MC, Rel. Min. Neri da Silveira, julgamento em 7-8-96,
Plenario, DJ de 5-11-99
! "Arts. 2 e 5, da Lei n. 9.292, de 12-7-1996. O primeiro introduz
paragraIo unico no art. 119 da Lei n. 8.112/1990 e o segundo revoga a
Lei n. 7.733, de 14-2-1989, e demais dispositivos em contrario. Exclui
do disposto no art. 119 da Lei n 8.112/1990 a remunerao devida pela
participao em conselhos de administrao e Iiscal de empresas
publicas e sociedades de economia mista, suas subsidiarias e contratadas,
bem como quaisquer atividades sob controle direto ou indireto da Unio.
Alega-se vulnerao ao art. 37, XVI e XVII, da Constituio, quanto a
acumulao remunerada de cargos, empregos e Iunes publicas. No se
cuida do exercicio de cargos em comisso ou de Iunes gratiIicadas,
stricto sensu, especialmente porque se cogita, ai, de pessoas juridicas de
direito privado. No se conIigura, no caso, acumulao de cargos vedada
pelo art. 37, XVI, da Lei Maior."
Art. 120. O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente
dois cargos eIetivos, quando investido em cargo de provimento em comisso, Iicara
aIastado de ambos os cargos eIetivos, salvo na hipotese em que houver compatibilidade
de horario e local com o exercicio de um deles, declarada pelas autoridades maximas
dos orgos ou entidades envolvidos.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Legislaes Correlatas
CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRAS IL DE 1988,
ART. 37, INCS. XVI E XVII

> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'O tema de acumulao de cargos publicos apresenta algumas
peculiaridades quando se traz a tona cargo em comisso (tambem
chamado de cargo de conIiana). Por sua propria deIinio, um cargo em
comisso pode ser exercido por quem ja possua cargo eIetivo (cabendo
ao servidor a opo quanto a composio de sua remunerao) e por
aposentado, conIorme leitura conjunta do art. 37, V e 10 da CF.
InIraconstitucionalmente, o art. 120, em conjunto com o art. 19, 1,
ambos da Lei n 8.112, de 11/12/90,estabelecem que, como regra, devido
a necessaria dedicao exclusiva a relao de conIiana depositada (que
autoriza a convocao do servidor sempre que houver interesse da
administrao), o cargo em comisso no pode ser acumulado quando o
servidor licitamente ja acumula dois cargos eIetivos, devendo ento o
servidor se aIastar desses dois cargos, a menos que haja comprovada
compatibilidade de horario e local com um deles. Ainda na Lei n 8.112,
136
!"# %& '())* +%,-./.
de 11/12/90, novamente em Iuno da exigida dedicao a conIiana
depositada, extrai-se que os cargos em comisso no so acumulaveis
entre si, com exceo da interinidade, conIorme leitura conjunta do art.
119 com o paragraIo unico do art. 9 daquele Estatuto.
Captulo IV
Das Responsabilidades
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercicio
irregular de suas atribuies.
> Legislaes Correlatas
CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRAS IL DE 1988,
ART. 34
! art. 37. A administrao publica direta e indireta de qualquer dos
Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios
obedecera aos principios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eIicincia e, tambem, ao seguinte: (...) 6 - As pessoas
juridicas de direito publico e as de direito privado prestadoras de servios
publicos respondero pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsavel nos casos de dolo ou culpa.

> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - RE n 229.653/PR. Rel. Min. Sepulveda Pertence, julgado em 10.8.2001.
! 'Responsabilidade civil e absolvio criminal considerando que a
absolvio no juizo criminal no aIasta o dever de indenizar, na esIera
civil, em que na especie a vitima em nada contribuira para dar causa ao
evento, a turma manteve o acordo do Tribunal de Justia do Estado de
So Paulo que entendera pela subsistncia do dever de reparao, pelo
DNER, dos danos morais e materiais a viuva e Iilhos da vitima em
decorrncia de ato praticado por policial rodoviario absolvido no juizo
criminal por legitima deIesa.
STF - HC n 76.249-0/SP. Rel. Min. Octavio Gallotti, Pleno, DJ de 20.4.2001.
! 'No depende o procedimento administrativo, da instaurao da ao
penal, muito menos do trnsito em julgado da respectiva sentena
condenatoria. Cerceamento de deIesa no caracterizado. Publicidade
adequada do decreto de expulso, mediante sua publicao no Diario
OIicial (...)
STJ - RMS n 13.934/SP . Rel. Min. Felix Fischer, DJ de 12. 8.2003.
! Condenao criminal baseada em crime de extorso qualiIicada radia
eIeitos para a situao Iuncional do servidor, cassando o ato de
aposentao.
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso
ou culposo, que resulte em prejuizo ao erario ou a terceiros.
137
!"# %& '())* +%,-./.
1 A indenizao de prejuizo dolosamente causado ao erario somente sera
liquidada na Iorma prevista no art. 46, na Ialta de outros bens que assegurem a execuo
do debito pela via judicial.
2 Tratando-se de dano causado a terceiros, respondera o servidor perante a
Fazenda Publica, em ao regressiva.
3 A obrigao de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles sera
executada, ate o limite do valor da herana recebida.
> Legislaes Correlatas
Art. 186 do Codigo Civil
! Art. 186: Aquele que, por ao ou omisso voluntaria, negligncia ou
imprudncia, violar direito e causar dano a outrem ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilicito.
CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988,
ART. 37, 6
! Art. 37, 6: As pessoas juridicas de direito publico e as de direito
privado prestadoras de servios publicos respondero pelos danos que
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito
de regresso contra o responsavel nos casos de dolo ou culpa.
Art. 8 da LEI N 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992
! art. 8: O sucessor daquele que causar leso ao patrimnio publico ou se
enriquecer ilicitamente esta sujeito as cominaes desta lei ate o limite
do valor da herana.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU, Tomada de Contas n 450.131/96-3,
! Voto: Devero ressarcir o Erario aqueles que, dolosa ou culposamente,
derem causa a prejuizo ao patrimnio publico. No caso vertente,
conIorme bem assinalado pelo representante do Parquet, tal hipotese
no restou conIigurada nos autos. O Termo de Responsabilidade
somente obrigara o respectivo signatario a responder subsidiariamente
pelo desvio do bem sob sua guarda caso se comprove que sua conduta
contribuiu para o desaparecimento do mesmo.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 524.143 . Rel. Min.
SEPULVEDA PERTENCE, DJ de 18.3.2005.
! Ementa: Servidor publico: a cobrana de valores indevidamente pagos
pela Administrao ao servidor no prescinde de processo
administrativo, com obedincia aos principios constitucionais da ampla
deIesa e do contraditorio (v.g. MS 24.182,)
!
138
!"# %& '())* +%,-./.
STJ - Resp n 537688/DF. Rel. Min. Teori Albino avasci, DJ de 2.5.2005.
! Como a responsabilidade do Estado e objetiva, a denunciao a lide do
servidor publico e dispensavel, por Iundar-se em culpa subjetiva.
STF - Mandado de Segurana n 24.182/DF. Rel. Min. Mauricio Corra, DJ de
3.9.2004.
! Mandado de segurana. Desaparecimento de talonarios de tiquetes-
alimentao. Condenao do impetrante em processo administrativo
disciplinar, de ressarcimento ao erario do valor do prejuizo apurado.
Deciso da Mesa Diretora da Cmara dos Deputados de descontos
mensais, em Iolha de pagamento, sem a autorizao do servidor.
Responsabilidade civil de servidor. Hipotese em que no se aplica a
auto-executoriedade do procedimento administrativo. A administrao
acha-se restrita as sanes de natureza administrativa, no podendo
alcanar, compulsoriamente, as conseqncias civis e penais. A Ialta de
previa aquiescncia do servidor, cabe a administrao propor ao de
indenizao para a conIirmao, ou no, do ressarcimento apurado na
esIera administrativa. O art. 46 da Lei n 8.112, de 1990, dispe que o
desconto em Iolha de pagamento e a Iorma como podera ocorrer o
pagamento pelo servidor, apos sua concordncia com a concluso
administrativa ou a condenao judicial transitada em julgada. Mandado
de segurana deIerido.
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenes imputadas
ao servidor, nessa qualidade.
> Legislaes Correlatas
Art. 312 a 327, do Codigo Penal Brasileiro
! DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONARIO PUBLICO
CONTRA A ADMINISTRAO EM GERAL.
Art. 327, do Codigo Penal Brasileiro
! Art. 327: Considera-se Iuncionario publico, para os eIeitos penais, quem,
embora transitoriamente ou sem remunerao, exerce cargo, emprego ou
Iuno publica. 1 - Equipara-se a Iuncionario publico quem exerce
cargo, emprego ou Iuno em entidade paraestatal, e quem trabalha para
empresa prestadora de servio contratada ou conveniada para a execuo
de atividade tipica da Administrao Publica. (Incluido pela Lei n
9.983, de 2000). 2 - A pena sera aumentada da tera parte quando os
autores dos crimes previstos neste Capitulo Iorem ocupantes de cargos
em comisso ou de Iuno de direo ou assessoramento de orgo da
administrao direta, sociedade de economia mista, empresa publica ou
Iundao instituida pelo poder publico.
Capitulo II, art. 513 a 518 do Codigo de Processo Penal ,
! Do processo e do julgamento dos crimes de responsabilidade dos
Iuncionarios publicos.
LEI N 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993
139
!"# %& '())* +%,-./.
! Arts. 89 a 98; e art. 100 a 108 estabelece crimes e penas (deteno e
multa) relacionados as licitaes e contratos, e do processo e
procedimento judicial para a sua apurao.
! Os crimes dessa Lei, ainda que tentados, sujeitam seus autores, quando
servidores publicos (art.84), a perda do cargo, emprego ou mandato
eletivo (art. 83).
LEI N 4.898, DE 9 DE DEEMBRO DE 1965
! Art. 12 a 28 - Regula o Direito de Representao e o processo de
Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de
autoridade.
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou
comissivo praticado no desempenho do cargo ou Iuno.
> Legislaes Correlatas
Art. 43 do Codigo Civil
! Art. 43 - As pessoas juridicas de direito publico interno so civilmente
responsaveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem
danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do
dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
Art. 5, XLV DA CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988
! Art. 5, XLV: Nenhuma pena passara da pessoa do condenado, podendo
a obrigao de reparar o dano e a decretao do perdimento de bens ser,
nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, ate
o limite do valor do patrimnio transIerido;
Art. 37, 5 DA CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988
! Art. 37. 5: A lei estabelecera os prazos de prescrio para ilicitos
praticados por qualquer agente, servidor ou no, que causem prejuizos ao
erario, ressalvadas as respectivas aes de ressarcimento.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 261.
! RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA. A responsabilidade
administrativa deve ser individualizada no respectivo processo, vedada,
na impossibilidade de indicao do culpado, a sua diluio por todos os
Iuncionarios que lidaram com os valores extraviados.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GM-1, vinculante:
! 'Ementa: A imputao administrativa da responsabilidade civil exige
que se constate a participao de todos os envolvidos nas irregularidades,
considerados individualmente.
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!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Resp n 138.801/ES. Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de
13.10.1998.
! Responsabilidade civil do servidor publico aIastada quando declarado
inexistente o Iato no Juizo Criminal
Art. 125. As sanes civis, penais e administrativas podero cumular-se, sendo
independentes entre si.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-55, vinculante:
! '(...) 29. A deciso do TCU, adotada em vista de sua Iuno institucional,
repercute na ao disciplinar dos orgos e entidades integrantes da
administrao publica na hipotese em que venha negar especialmente a
existncia do Iato ou a autoria. 30. O julgamento da regularidade das
contas, por si so, no indica a Ialta de tipiIicao de inIrao
administrativa (...).
Parecer-AGU n GQ-164, vinculante:
! ' (...) 35. (...) A ligao com a lei penal admitida pelas normas
disciplinares e restrita, exclusivamente, ao aIastamento da
responsabilidade administrativa no caso de absolvio criminal que
negue a existncia do Iato ou a autoria; a demisso decorrente de
condenao por crime contra a Administrao Publica; e ao prazo de
prescrio (arts. 126, 132 e 142 da Lei n 8.112). 36. Essa
interdependncia seria destoante do espirito e do sentido do art. 39 da
C.F. e da Lei n 8.112, de 1990, ate mesmo porque o Direito Penal trata
da restrio do direito de liberdade, cominando a pena de priso simples,
deteno e recluso, embora existam a multa e as penas acessorias, como
as interdies de direitos, quando o Direito Disciplinar no versa sobre a
pena corporal, porem, no tocante as mais graves (e dispensavel o enIoque
das apenaes mais brandas), prev a desvinculao do servidor. O
primeiro ramo destina-se a proteger, de Iorma generica, a sociedade,
sendo que o ultimo objetiva resguardar especiIicamente a Administrao
Publica e o proprio Erario. So areas juridicas distintas, com penalidades
de naturezas e Iinalidades diversas.(...)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 8.998. Rel. Min. GILSON DIPP, DJ DE
14.04.2003
! 'Ementa: (...) III - A sano administrativa e aplicada para salvaguardar
os interesses exclusivamente Iuncionais da administrao publica,
enquanto a sano criminal destina-se a proteo da coletividade.
Consoante entendimento desta Corte, a independncia entre as instncias
penal, civil e administrativa, consagrada na doutrina e na jurisprudncia,
permite a administrao impor punio disciplinar ao servidor Ialtoso a
141
!"# %& '())* +%,-./.
revelia de anterior julgamento no mbito criminal, ou em sede de ao
civil, mesmo que a conduta imputada conIigure crime em tese. Idem:
STF, Mandados de Segurana n 19.395, 20.947, 21.113, 21.301, 21.332,
21.545 e 22.656; e STJ, Mandados de Segurana n 7.024, 7.035, 7.205 e
7.138; e Recursos em Mandado de Segurana n 9.859 e 10.592.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor sera aIastada no caso de
absolvio criminal que negue a existncia do Iato ou sua autoria.
> Legislaes Correlatas
Art. art. 65 do Codigo de Processo Penal
! Art. 65. Faz coisa julgada no civel a sentena penal que reconhecer ter
sido o ato praticado em estado de necessidade, em legitima deIesa, em
estrito cumprimento de dever legal ou no exercicio regular de direito.
Art. art. 386 do Codigo de Processo Penal
! Art. 386: O juiz absolvera o reu, mencionando a causa na parte
dispositiva, desde que reconhea: (...) VI existirem circunstncias que
excluam o crime ou isentem o reu de pena (arts. 20, 21, 22, 23, 26 e 1o
do art. 28, todos do Codigo Penal), ou mesmo se houver Iundada duvida
sobre sua existncia;
Art. 91 do Codigo Penal Brasileiro
! Art. 91 - So eIeitos da condenao: II - a perda em Iavor da Unio,
ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-Ie; b) do produto do
crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auIerido pelo
agente com a pratica do Iato criminoso.
Art. 92 do Codigo Penal Brasileiro
Art. 935 do Codigo Civil
! A responsabilidade civil e independente da criminal, no se podendo
questionar mais sobre a existncia do Iato, ou sobre quem seja o seu
autor, quando estas questes se acharem decididas no juizo criminal.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 278. Absolvio judicial
! A absolvio do reu-Iuncionario, por no provada autoria, no importa
em impossibilidade da aplicao da pena disciplinar.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Sumula n 18
! Pela Ialta residual, no compreendida na absolvio pelo juizo criminal, e
admissivel a punio administrativa do servidor publico.
STJ - Resp n 121.834/DF. Rel. Min. Jose Arnaldo da Fonseca, DJ de 6.10.1997.
142
!"# %& '())* +%,-./.
! Recurso Especial. Administrativo. Servidor absolvido em processo
criminal. Art. 386. Inc. IV do CPP. Reintegrao ao servio. Art. 126 da
Lei n 8.112/90 Lei n 8.112/90. Art. 126. (...) Sentena absolutoria
que negou autoria do Iato Em decorrncia da separao de poderes, as
jurisdies administrativa e criminal so autnomas e distintas. Contudo,
havera repercusso absoluta da segunda em relao a primeira, se a
sentena criminal reconhecer a inexistncia do Iato ou negar a sua
autoria. Precedentes - Pre-questionamento. A imputao administrativa
Ioi a pratica do ilicito penal. Repelido este, por negativa de autoria,
evidentemente repercute naquele aIetando a sua existncia Recurso
conhecido e provido.
Captulo V
Das Penalidades
Art.127. So penalidades disciplinares:
I- advertncia;
II- suspenso;
III- demisso;
IV- cassao de aposentadoria ou disponibilidade;
V- destituio de cargo em comisso;
VI- destituio de Iuno comissionada.
> Legislaes Correlatas
Art. 5, incisos XXXIX, XLVI, LIV, LV DA CONSTITUIO DA
REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
DECRETO N 3.035, DE 27 DE ABRIL DE 1999.
! Delega competncia para a pratica dos atos que menciona e da outras
providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-141
! Ementa: ConIigurada a inIrao disciplinar, a apenao torna-se
compulsoria.
Art. 128. Na aplicao das penalidades sero consideradas a natureza e a
gravidade da inIrao cometida, os danos que dela provierem para o servio publico, as
circunstncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes Iuncionais.
143
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. O ato de imposio da penalidade mencionara sempre o
Iundamento legal e a causa da sano disciplinar. (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
> Legislaes Correlatas
Art. 5, inciso LIV da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-127
! Ementa: Nada obstante a advertncia ser a penalidade estatuida para os
casos de inobservncia de dever Iuncional, os Iatores de graduao de
pena, especiIicados no art. 128 da Lei n 8.112, de 1990, podem justiIicar
punio mais grave.
PARECER N GQ-183, vinculante
! Ementa: A incidncia do art. 128 da Lei n 8.112 e adstrita aos tipos das
condutas delituosas dos servidores indiciados, ligados aos deveres e
proibies, os quais no impedem a aplicao de penas mais severas que
as previstas em lei, como regra geral (arts. 129 e 130 da Lei n 8.112),
ante a gravidade da inIrao e as circunstncias agravantes. A autoridade
julgadora possui o poder de agravar a apenao do servidor Ialtoso, pois
na aplicao da penalidade sero consideradas a natureza e a gravidade
da inIrao cometida, os danos que dela provierem para o servio
publico, as circunstncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes
Iuncionais. A Lei prescreve a autoridade que, na oportunidade do
julgamento, observe esses aspectos, todavia, so e so, para, num juizo de
valor, graduar a penalidade. Extrapolaria o sentido e o alcance do
regramento da materia considerar esses aspectos com o objetivo de
amenizar indevidamente a punio.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Segurana n 26.023. Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de
17.10.2008
! EMENTA: Processo administrativo disciplinar. 2. Pena de demisso. 3.
Alegada oIensa aos principios da ampla deIesa, do contraditorio e da
proporcionalidade. 4. Inexistncia de irregularidade na notiIicao do
impetrante. 5. Proporcionalidade da penalidade aplicada. 6. Precedentes.
7. Segurana denegada.
Art. 129. A advertncia sera aplicada por escrito, nos casos de violao de
proibio constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservncia de dever
Iuncional previsto em lei, regulamentao ou norma interna, que no justiIique
imposio de penalidade mais grave. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)

> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
144
!"# %& '())* +%,-./.
PARECER N GQ-127
! Ementa: Nada obstante a advertncia ser a penalidade estatuida para os
casos de inobservncia de dever Iuncional, os Iatores de graduao de
pena, especiIicados no art. 128 da Lei n 8.112, de 1990, podem justiIicar
punio mais grave.
Art. 130. A suspenso sera aplicada em caso de reincidncia das Ialtas punidas
com advertncia e de violao das demais proibies que no tipiIiquem inIrao sujeita
a penalidade de demisso, no podendo exceder de 90 (noventa) dias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-127
! Ementa: Nada obstante a advertncia ser a penalidade estatuida para os
casos de inobservncia de dever Iuncional, os Iatores de graduao de
pena, especiIicados no art. 128 da Lei n 8.112, de 1990, podem justiIicar
punio mais grave.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Recurso em Mandado de Segurana n 24.635. Rel. Min. ELLEN
GRACIE, DJE 18.4.2008.
! 'Ementa: 1. Desde que se justiIique a imposio de pena mais grave, nos
casos de inobservncia de dever Iuncional, e cabivel a pena de suspenso
(art. 129 da Lei 8.112/90). 2. Deciso Iundamentada de autoridade
administrativa que avaliou a Ialta cometida.
STJ - Mandado de Segurana n 5.935. Rel. Min HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 17/03/2003
! 'Ementa: 1. A inobservncia de dever Iuncional (artigo 116, incisos I, III
e IX, da Lei 8.112/90), aplica-se a pena disciplinar de advertncia, desde
que a conduta praticada pelo servidor no justiIique a imposio de
penalidade mais grave, conIorme os criterios de convenincia e
oportunidade da Administrao Publica. 2. Em se tratando de penalidade
disciplinar de suspenso superior a 30 dias, compete ao Ministro de
Estado aplica-la (artigo 141, inciso II, da Lei 8.112/90). 3. Ajustamento
do ato administrativo disciplinar a lei.
1 Sera punido com suspenso de ate 15 (quinze) dias o servidor que,
injustiIicadamente, recusar-se a ser submetido a inspeo medica determinada pela
autoridade competente, cessando os eIeitos da penalidade uma vez cumprida a
determinao.
2 Quando houver convenincia para o servio, a penalidade de suspenso
podera ser convertida em multa, na base de 50 (cinqenta por cento) por dia de
vencimento ou remunerao, Iicando o servidor obrigado a permanecer em servio.
Art. 131. As penalidades de advertncia e de suspenso tero seus registros
cancelados, apos o decurso de 3 (trs) e 5 (cinco) anos de eIetivo exercicio,
145
!"# %& '())* +%,-./.
respectivamente, se o servidor no houver, nesse periodo, praticado nova inIrao
disciplinar.
ParagraIo unico. O cancelamento da penalidade no surtira eIeitos retroativos.
Art. 132. A demisso sera aplicada nos seguintes casos:
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-167
! Ementa: ConIigurada a inIrao disciplinar prevista no art. 132 da Lei n
8.112, de 1990, a apenao expulsiva torna-se compulsoria. Os Iatores de
graduao de pena, enumerados no art. 128 da Lei n 8.112, podem
justiIicar punio mais grave que a expressamente cominada para o
ilicito praticado.
PARECER N GQ-177 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: VeriIicadas a autoria e a inIrao disciplinar a que a lei comina
penalidade de demisso, Ialece competncia a autoridade instauradora do
processo para emitir julgamento e atenuar a penalidade, sob pena de
nulidade de tal ato. Na hipotese em que o processo disciplinar seja nulo,
deve assim ser declarado pela autoridade julgadora, vedado receber
pedido de atenuao da penalidade como de reviso processual, pois e
dever da Administrao revisar seus atos inquinados de ilegalidade e o
processo disciplinar e revisto quando ha elemento de convico capaz de
demonstrar a inocncia do servidor punido ou a inadequao da pena
inIligida. O entendimento externado por Consultoria Juridica, no
respeitante a processo disciplinar, constitui-se em simples ato de
assessoramento e no se reveste do poder de vincular a autoridade
julgadora. O cerceamento de deIesa e um Iato e, em decorrncia, quem o
alega deve demonstrar o eIetivo dano soIrido no exercicio do direito de
deIender-se, no se admitindo sua presuno. No nuliIica o processo
disciplinar a providncia consistente em colher-se o depoimento do
acusado previamente ao de testemunha. O julgamento de processo
disciplinar de que advem a aplicao de penalidade mais branda que a
cominada em lei, eIetuado pela autoridade instauradora, no obsta que
aquela eIetivamente competente julgue e inIlija a punio adequada, sem
que esse ato caracterize dupla irrogao de pena, em razo de um mesmo
Iato ilicito.

PARECER N GQ-183 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: E compulsoria a aplicao da penalidade expulsiva, se
caracterizada inIrao disciplinar antevista no art. 132 da Lei n 8.112, de
1990.
PARECER N GM-5 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
146
!"# %& '())* +%,-./.
! Ementa: Apurada a responsabilidade administrativa, em processo
disciplinar em que observado o principio do contraditorio e assegurada
ampla deIesa, a aplicao da penalidade conIigura poder-dever, sem
resultar de lei qualquer margem a discricionariedade do administrador
publico.
PARECER N GQ-141
! Ementa: ConIigurada a inIrao disciplinar, a apenao torna-se
compulsoria.

> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 13.340. Rel. Min. NAPOLEO
NUNES MAIA FILHO, DJe de 10.9.2009
! 'Ementa: 7. A sano punitiva em causa decorreu de atividade
administrativa do Poder Publico que respeitou, com estrita Iidelidade, as
prescries relativas a exigncia de regularidade Iormal do procedimento
disciplinar e a observncia de todos os postulados constitucionais
aplicaveis a especie, mormente o da proporcionalidade e da
razoabilidade, vez que a conduta apurada e grave e possui a demisso
como sano disciplinar a ela cominada (art. 132, II da Lei 8.112/90).
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 13.169. Rel. Min. Min. JANE SILVA
(DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/MG), DJ de 19.12.2008.
! Ementa: 5. No viola o dever de proporcionalidade o ato disciplinar que,
levando em conta a gravidade e repercusso da Ialta Iuncional, impe a
penalidade de demisso previamente prevista na norma legal.
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 12.790. Rel. Min. ARNALDO
ESTEVES LIMA, DJe de 17.6.2008.
! 'Ementa: 4. No obstante os bons antecedentes Iuncionais, os autos
revelam que o impetrante, ciente de que no poderia exercer a gerncia
ou administrao de empresa privada, constituiu em nome de irmos a
empresa privada, os quais lhes outorgaram procurao com amplos
poderes. 5. Do cotejo entre antecedentes e ilicitos administrativos
praticados, no ha como se aIastar a sano imposta para que,
observando-se o principio da proporcionalidade, Iosse-lhe aplicada
penalidade mais branda.
STF - MANDADO DE SEGURANA N 23.034. Rel. Min. OCTAVIO
GALLOTTI, DJ de 18.6.1999.
! 'Ementa: No e obstaculo a aplicao da pena de demisso, a
circunstncia de achar-se o servidor em gozo de licena especial.
STF, MANDADO DE SEGURANA N 22.656. Rel. Min. ILMAR GALVO,
DJ de 1.8.1997.
! Ementa: A circunstncia de encontrar-se o impetrante no gozo de licena
para tratamento de saude e em vias de aposentar-se por invalidez no
constituia obice a demisso, como no constituiria a propria
147
!"# %& '())* +%,-./.
aposentadoria que, para tanto, estaria sujeita a cassao, na Iorma do art.
134 da Lei n 8.112/90.
I - crime contra a administrao publica;
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
FORMULAO-DASP N 128.
! DEMISSO. NO PODE HAVER DEMISSO COM BASE NO ITEM
I DO ART. 207 DO ESTATUTO DOS FUNCIONARIOS, SE NO
PRECEDE CONDENAO CRIMINAL. (Nota: O inciso I do art. 207
do antigo Estatuto previa a aplicao de pena de demisso nos casos de
crimes contra a administrao publica.)
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-124 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Para a demisso Iundamentada no inciso I do artigo 132 da Lei
n 8.112/90, e imprescindivel a existncia de sentena judicial transitada
em julgado condenando o servidor pela pratica de crime contra a
administrao publica, sob pena de violao do disposto no inciso LVII
do artigo 5 da Constituio Federal.
II - abandono de cargo; (sera redigido por outra pessoa)
III - inassiduidade habitual; (sera redigido por outra pessoa)
IV - improbidade administrativa;
> Legislaes Correlatas
Portaria Interministerial - MPOG/CGU n 298, de 05/09/07
! Regulamenta a entrega da declarao de bens e valores por todos os
agentes publicos, no mbito do Poder Executivo Federal, como Iorma de
atender aos requisitos constantes no art. 13 da Lei n 8.429, 2 de junho
de 1992, e no art. 1 da Lei n 8.730, 10 de novembro de 1993.
Portaria - CGU n 335, de 30/05/06
! - Regulamenta o Sistema de Correio do Poder Executivo Federal, de
que trata o Decreto n 5.480, de 30 de junho de 2005.
Conveno das Naes Unidas contra a Corrupo - Promulgada pelo Decreto n
5.687, de 31/01/06
! Promulga a Conveno das Naes Unidas contra a Corrupo, adotada
pela Assembleia-Geral das Naes Unidas em 31 de outubro de 2003 e
assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003.
Decreto n 5483, de 30 de junho de 2005
148
!"# %& '())* +%,-./.
! Regulamenta, no mbito do Poder Executivo Federal, o art. 13 da Lei no
8.429, de 2 de junho de 1992, institui a sindicncia patrimonial e da
outras providncias.
Conveno Interamericana contra a Corrupo - Promulgada pelo Decreto n
4.410, de 07/10/02.
! Promulga a Conveno Interamericana contra a Corrupo, de 29 de
maro de 1996, com reserva para o art. XI, paragraIo 1o, inciso "c".
Lei n 8.730, de 10/11/93
! Estabelece a obrigatoriedade da declarao de bens e rendas para o
exercicio de cargos, empregos e Iunes nos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciario, e da outras providncias.
Lei n 8.429, de 02 de junho de 1992
! Dispe sobre as sanes aplicaveis aos agentes publicos nos casos de
enriquecimento ilicito no exercicio de mandato, cargo, emprego ou
Iuno na administrao publica direta, indireta ou Iundacional e da
outras providncias.
LEI N 8.027, DE 12 DE ABRIL DE 1990.
! Trata de normas de conduta dos servidores publicos civis da Unio, das
Autarquias e das Fundaes Publicas,
> Manifestaes dos rgos de Controle
PARECER N GQ-200
! Ementa: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - CONCEITO - DOLO
DO AGENTE. I - Improbidade administrativa e ato necessariamente
doloso e requer do agente conhecimento real ou presumido da
ilegalidade de sua conduta. II - No provada a improbidade
administrativa das servidoras, por conivncia com as irregularidades
praticadas pela Administrao da entidade, no se ha de aplicar as penas
extremas de demisso as que se encontram na ativa e de cassao de
aposentadorias as inativadas. III - Pelo arquivamento.
PARECER N GM-17
! Ementa: A caracterizao de Ialta disciplinar como ato de improbidade
administrativa atentatorio contra os principios que regem o Servio
Publico e imprescindivel considerar a natureza da inIrao e sua
gravidade.
PARECER N GQ-165
! Ementa: O ato de improbidade que enseja a resciso contratual, com justa
causa, possui sentido amplo e, por esse aspecto, no correspondente,
necessariamente, ao crime de estelionato ou de concusso. A absolvio
judicial, calcada na insuIicincia de prova, no invalida a aplicao de
penalidade administrativa a servidor regido pela legislao trabalhista. A
reintegrao versada nos arts. 28 e 182, da Lei n 8.112, de 1990, no se
149
!"# %& '())* +%,-./.
aplica no caso de demisso de servidor celetista, eIetuada anteriormente
a vigncia desse Diploma Legal.
PARECER-PGFN/CDI N 1.986/2006:
! '22. Conclui-se o seguinte: - tratando-se de uma incompatibilidade
signiIicativa entre a renda auIerida e o patrimnio do servidor, caso este
no comprove a aquisio licita, Iica aperIeioada a inIrao disciplinar
de ato de improbidade administrativa, nos termos do art. 132, inciso IV,
da Lei n 8.112, de 1990, combinado com o art. 9, inciso VII, da Lei
Federal n 8.429, de 1992; - tratando-se, diIerentemente, de uma
incompatibilidade irrelevante, menor, indicativa de mera desorganizao
Iiscal do servidor, ou de outra circunstncia que elida a desonestidade
propria dos atos de improbidade, resolve-se a questo, para Iins
disciplinares da Lei n 8.112, de 1990, na atipicidade material da
conduta.
Advocacia-Geral da Unio, em Despacho do Advogado-Geral da Unio, de
09/05/06, aprovando o DESPACHO DO CONSULTOR-GERAL DA UNIO
N 361/2006, apos provocao da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional,
acerca do entendimento a ser dado sobre o alcance do art. 9, VII da Lei n
8.429, de 02/06/92:
! ' 4. (...) Ora, salvo melhor juizo (ate porque o art. 132, IV da Lei n
8.112/90 e anterior a Lei n 8.429/92), os atos de improbidade Iuncionais
capazes de constituir inIrao disciplinar enquanto ato de servidor no
exercicio do cargo ou Iuno podem ser legalmente sancionados como
tal, isto e, no nivel administrativo disciplinar, a exemplo de qualquer
conduta ilicita civil ou penal que tambem constitua ilicito administrativo
disciplinar. Assim, se a conduta do servidor constitui ato de improbidade,
constitui tambem inIrao disciplinar que sujeita o servidor ao processo
administrativo disciplinar, sem prejuizo das demais sanes,
independentemente das sanes penais, civis e administrativas (v. g. art.
12, L. 8.429/92).
Advocacia-Geral da Unio, Despacho exarado em 14/09/2006, aprovando o
DESPACHO DO CONSULTOR-GERAL DA UNIO N 616/2006, nos
seguintes termos:
! '3. Em outros termos, se ha prova da evoluo da renda do patrimnio do
servidor e a do valor da aquisio do bem e dai resultar desproporo, ha
presuno de Iato da desproporo, cuja prova ento no depende mais
de iniciativa da Administrao. Quer dizer, a desproporo prova o tipo
material da improbidade, podendo no entanto o interessado desIazer a
presuno desse Iato pela justiIicao da desproporo. Alias, no se
cuida de inverso do nus da prova ate porque cabe ao servidor,
logicamente, demonstrar a compatibilidade de sua renda e patrimnio
com a aquisio de bem de valor desproporcional, em Iace do regime
disposto no art. 13 e da Lei n 8.429/92, que disciplina a apresentao
ordinaria de declarao de bens e valores que compem o seu patrimnio
privado, seu e da sua Iamilia, e que deve ser atualizada anualmente,
constituindo inIrao grave recusar-se a Iaz-lo. Assim, nestas
circunstncias, a desproporo constitui presuno natural produzida
150
!"# %& '())* +%,-./.
pelo proprio servidor, a quem cabe a obrigao Iuncional de, desde logo,
declara-la justiIicadamente ou, quando instado, demonstra-la.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 12.536. Rel. Min. LAURITA VA,
DJE de 5.4.2010
! EMENTA: Mandado de Segurana. Administrativo. Servidor publico.
Auditor-Fiscal da Receita Federal. Enriquecimento ilicito. Remessa de
valores para o exterior, sem declarao de imposto de renda. Conduta
improba. Processo administrativo disciplinar - PAD. Prova emprestada
do juizo criminal. Observncia do contraditorio. Independncia das
instncias civil, penal e administrativa. Pena de demisso imposta pela
administrao. Ausncia de ilegalidade. Direito liquido e certo
indemonstrado. (...) 4. Embora possam se originar a partir de um mesmo
Iato, a apurao de Ialta administrativa realizada no PAD no se
conIunde com a ao de improbidade administrativa, esta sabidamente
processada perante o Poder Judiciario, a quem cabe a imposio das
sanes previstas nos incisos do art. 12 da Lei n. 8.429/92. Ha
reconhecida independncia das instncias civil, penal e administrativa. 5.
A pena de demisso no e exclusividade do Judiciario. Na realidade, e
dever indeclinavel da Administrao apurar e, eventualmente, punir os
servidores que vierem a cometer ilicitos de natureza disciplinar. 6. A
conduta do servidor tida por improba no precisa estar, necessaria e
diretamente, vinculada com o exercicio do cargo publico. Com eIeito,
mesmo quando a conduta e perpetrada Iora das atividades Iuncionais, se
ela evidenciar incompatibilidade com o exercicio das Iunes do cargo,
por malIerir principios basilares da Administrao Publica, e sim
passivel de punio na esIera administrativa, inclusive com a pena
maxima de demisso, mormente como no caso em apreo em que o
servidor, Auditor Fiscal da Receita Federal, apresenta enriquecimento
ilicito, por acumular bens desproporcionais a evoluo do patrimnio e
da renda - Iato esse, alias, que tambem esta em apurao na esIera penal
-, remetendo signiIicativo numerario para conta em banco na Suia, sem
a correspondente declarao de imposto de renda. Inteligncia do art.
132, inciso IV, da Lei n. 8.112/90, c.c. o art. 11 da Lei n. 8.429/92.

STJ - MANDADO DE SEGURANA N 12.262. Rel. Min. ARNALDO
ESTEVES LIMA, DJ de 6.8.2007.
! EMENTA: Mandado de Segurana. Servidor publico. Demisso. Lei de
improbidade administrativa. Revogao do regime juridico dos
servidores Iederais. No-ocorrncia. Desvio de Iuno. Irrelevncia. Atos
ilicitos apurados que no dependiam de conhecimento tecnico.
Cerceamento de deIesa. No-conIigurao. DeIesa escrita apresentada
por advogado regularmente constituido. Principio da proporcionalidade.
Atos de natureza grave. Argumentao insuIiciente. Segurana
denegada.1. A chamada "Lei de Improbidade Administrativa", Lei
8.429/92, no revogou, de Iorma tacita ou expressa, dispositivos da Lei
8.112/90, que trata do Regime Juridico dos Servidores Publicos Civis da
Unio, das Autarquias e das Fundaes Publicas Federais. Aquele
diploma legal to-somente buscou deIinir os desvios de conduta que
151
!"# %& '())* +%,-./.
conIigurariam atos de improbidade administrativa, cominando penas que,
segundo seu art. 3, podem ser aplicadas a agentes publicos ou no. Em
conseqncia, nada impede que a Administrao exera seu poder
disciplinar com Iundamento em dispositivos do proprio Regime Juridico
dos Servidores, tal como se deu no caso vertente. 2. O desvio de Iuno
da impetrante, na hipotese, no aIasta a possibilidade de aplicao da
pena disciplinar, pois os ilicitos administrativos Ioram praticados
independentemente do conhecimento tecnico das atividades que exercia e
se reIerem a intermediao e irregularidades na converso de beneIicios
de auxilio-doena em aposentadoria por invalidez. 3. O Superior
Tribunal de Justia tem entendido que, em observncia ao principio da
ampla 5. O argumento de bons antecedentes, de desvio de Iuno e de
ausncia de prejuizos causados ao erario no basta para Iins de
demonstrao da inobservncia do principio da proporcionalidade.
Impe-se discorrer, em tese, para que a oIensa esteja caracterizada, sobre
a desnecessidade da aplicao da pena maxima de demisso, diante da
conduta ilicita apurada, o que, todavia, no ocorreu no presente caso.
V - incontinncia publica e conduta escandalosa, na repartio;
VI - insubordinao grave em servio;
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
FORMULAO-DASP N 296.
! Insubordinao grave. A insubordinao grave em servio pressupe
acintoso desrespeito a ordem diretamente recebida de superior
hierarquico.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N. AGU/M-21/98 - Anexo ao Parecer GQ-167
! Processo n. 21000.007205/97-29 - Assunto: Aplicao de penalidade a
servidor. EMENTA: ConIigurada a inIrao disciplinar prevista no art.
132 da Lei n. 8.112, de 1990, a apenao expulsiva torna-se compulsoria.
Os Iatores de graduao de pena, enumerados no art. 128 da Lei n. 8.112,
podem justiIicar punio mais grave que a expressamente cominada para
o ilicito praticado '(...)6 O art. 132 da Lei n. 8.112, de 1990, estatui a
compulsoria demisso do servidor, sem qualquer margem de
discricionariedade de que possa valer-se a autoridade administrativa para
omitir-se na irrogao da penalidade. E dever de que se no pode
esquivar, dado o carater peremptorio do art. 132, ipsis litteris:
"Art. 132. A demisso sera aplicada nos seguintes casos: (...)
V - incontinncia publica e conduta escandalosa, na repartio; VI -
insubordinao grave em servio;(...) 7. A tipiIicao do ilicito previsto
no transcrito item V e imprescindivel que a incontinncia seja
considerada como publica, assim entendida no sentido que deIlui do
registro eIetuado por Aurelio Buarque de Holanda Ferreira, in Novo
Dicionario da Lingua Portuguesa: Conhecido de todos; maniIesto,
notorio: O escndalo tornou-se publico.
152
!"# %& '())* +%,-./.
VII - oIensa Iisica, em servio, a servidor ou a particular, salvo em legitima
deIesa propria ou de outrem;
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 - Codigo de Etica
ProIissional do Servidor Publico Civil do Poder Executivo Federal.
LEI N 8.027, DE 12 DE ABRIL DE 1990.
! Normas de conduta dos servidores publicos civis da Unio, das
Autarquias e das Fundaes Publicas,

VIII - aplicao irregular de dinheiros publicos;
> Legislaes Correlatas
FORMULAO-DASP n 56.
! APLICAO IRREGULAR DE DINHEIROS. A aplicao irregular de
dinheiro publico no se conIigura, se houver Iurto, desvio ou apropriao
indebita.
IX - revelao de segredo do qual se apropriou em razo do cargo;
> Legislaes Correlatas
Art. 325 e 327, do Codigo Penal Brasileiro
Art. 11, inciso III da Lei n 8429, de 02 de junho de 1992 Lei de Improbidade
Administrativa
DECRETO-LEI No 2.848, DE 7 DE DEEMBRO DE 1940. Codigo Penal -
Art. 325, 327
Art. 5 da Lei n 10.028, de 19/10/00 InIraes administrativas contra as leis de
Iinanas publicas
Art. 198 do Codigo Tributario Nacional (Lei n 5172/66), com redao dada pela
LC 104/2001:
> Manifestaes dos rgos de Controle
PARECER N AGU/PRO-04/96 (ANEXO AO PARECER N GQ-110)
Processo N. 00002.002045/96-88
! EMENTA: Regra constitucional no escrita outorga ao TCU, quando em
misso tambem constitucional de inspecionar bens e valores publicos,
direito de examinar inIormaes mesmo sigilosas, desde que
intimamente vinculadas a inspees ou auditorias em curso.
Considerando que tal acesso no e indiscriminado, como sugerem as
decises 224/94 e n. 670/95 do Tribunal, e tendo em vista a gravidade
153
!"# %& '())* +%,-./.
das penas a que se sujeitam autoridades e Iuncionarios, quer atendam as
solicitaes, quer deixem de a elas atender, aconselha-se a submisso da
questo ao Judiciario.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 13.677 - DF (2008/0150130-0). Rel.
Min. JOO OTAVIO DE NORONHA, DJe de 24.8.2009.
! EMENTA: Mandado de segurana. Administrativo. Servidor Publico.
Penalidade. Demisso. Principio da proporcionalidade. 1. Aplicam-se as
disposies do artigo 132, IX, da Lei n. 8.112/90 a Iuncionario publico
que, exercendo suas Iunes no sistema de inIormatica do orgo a que
serve, Iranqueia acesso aos sistemas eletrnicos a terceiro estranho ao
quadro Iuncional. A norma acima no exige, para que seja aplicada a
pena de demisso, que haja revelao de inIormaes essenciais do orgo
em que o Iuncionario atua, mas das que ele tem acesso em razo das
atribuies do cargo. 2. O principio da proporcionalidade so pode ser
aplicado depois de deIinida a norma incidente. 3 .Segurana denegada.
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 7.983 - DF (2001/0137400-4). Rel.
Min. HELIO QUAGLIA BARBOSA, DJ 21.10.2002 ;
! EMENTA: Administrativo. Mandado de segurana. Processo
Administrativo Disciplinar. Vicios Iormais. Inexistncia. Aplicao da
pena de demisso. Desproporcionalidade veriIicada na especie.
Segurana concedida. '1. A sindicncia que vise apurar a ocorrncia de
inIraes administrativa, sem estar dirigida, desde logo, a aplicao de
sano, prescinde da observncia dos principios do contraditorio e da
ampla deIesa, por se tratar de procedimento inquisitorial, previo a
acusao e anterior ao processo administrativo disciplinar. 2. A eventual
quebra do sigilo das investigaes, com suposto vazamento de
inIormaes a imprensa, no tem o condo de revelar processo
administrativo Ialho, porquanto o sigilo, na Iorma do art. 150 da Lei n.
8.112/90, no e garantia do acusado, seno que instrumento da propria
investigao. 3. O poder disciplinar da Administrao e representado
pela Iaculdade de punir internamente as inIraes Iuncionais dos
servidores, controlando suas condutas internas. 4. O mandado de
segurana somente se viabiliza se o alegado direito liquido e certo, que
se visa proteger, Ior comprovado de plano, aIerivel apenas com as provas
trazidas com a petio inicial, em atendimento ao rito sumario,
caracteristica dos remedios constitucionais. (...)
X - leso aos coIres publicos e dilapidao do patrimnio nacional;
> Legislaes Correlatas
Inciso III do art. 11 da Lei 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. :
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
FORMULAO-DASP N 28.
154
!"# %& '())* +%,-./.
! DEMISSO. O Iuncionario que dissipa bens publicos, no representados
por dinheiro, comete dilapidao do patrimnio nacional.
FORMULAO-DASP N 54.
! LESO AOS COFRES PUBLICOS. A leso aos coIres publicos pode
conIigurar-se ainda que no se veriIique a pratica de peculato.
FORMULAO-DASP N 55.
! LESO AOS COFRES PUBLICOS. A leso aos coIres publicos
pressupe eIetivo dano ao Erario.
PARECER-DASP.
! DILAPIDAO DO PATRIMNIO NACIONAL E LESO AOS
COFRES PUBLICOS DISTINO.A leso aos coIres publicos no se
conIunde com a dilapidao do patrimnio nacional. Aquela se reIere a
dinheiro ou valores transacionaveis; esta se relaciona com bens ou
utilidades permanentes.
FORMULAO-DASP N 64.
! LESO AOS COFRES PUBLICOS. A leso culposa aos coIres publicos
no e punivel com demisso.
FORMULAO-DASP N 205.
! DILAPIDAO DO PATRIMNIO NACIONAL. O Iuncionario que
empresta bens do Estado a particular dilapida o Patrimnio Nacional.
PARECER-DASP.
! DILAPIDAO DO PATRIMNIO NACIONAL - Limite de valor do
dano Descabimento. O item VIII do art. 207, combinado com o art. 209
do Estatuto, ao prever demisso a bem do servio publico dos
Iuncionarios que dilapidem o patrimnio nacional, no estabeleceu
qualquer limite de valor ao dano causado. (Nota: O inciso VIII do art.
207 do antigo Estatuto previa a pena de demisso para caso de leso aos
coIres publicos e dilapidao do patrimnio nacional.)
XI - corrupo;
> Legislaes Correlatas
Portaria da Procuradoria-Geral da Unio PGU- AGU n 12, em 15 de dezembro
de 2009
! Constitui Grupo Permanente de Combate a Corrupo da Advocacia-
Geral da Unio (AGU)
Arts. 316, 317 e 333 do Codigo Penal Brasileiro
Conveno das Naes Unidas contra a Corrupo - Promulgada pelo Decreto n
5.687, de 31/01/06
155
!"# %& '())* +%,-./.
! Promulga a Conveno das Naes Unidas contra a Corrupo, adotada
pela Assembleia-Geral das Naes Unidas em 31 de outubro de 2003 e
assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003.
Conveno Interamericana contra a Corrupo - Promulgada pelo Decreto n
4.410, de 07/10/02.
! Promulga a Conveno Interamericana contra a Corrupo, de 29 de
maro de 1996, com reserva para o art. XI, paragraIo 1o, inciso "c".
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
FORMULAO-DASP N 71.
! CORRUPO PASSIVA. A administrao pode demitir Iuncionario por
corrupo passiva com base, apenas, no inquerito administrativo
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-124 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Para a demisso Iundamentada no inciso I do artigo 132 da Lei
n 8.112/90, e imprescindivel a existncia de sentena judicial transitada
em julgado condenando o servidor pela pratica de crime contra a
administrao publica, sob pena de violao do disposto no inciso LVII
do artigo 5 da Constituio Federal
XII - acumulao ilegal de cargos, empregos ou Iunes publicas; (sera redigido
por outra pessoa)
XIII - transgresso dos incisos IX a XVI do art. 117. (sera redigido por outra
pessoa)
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a acumulao ilegal de cargos, empregos ou
Iunes publicas, a autoridade a que se reIere o art. 143 notiIicara o servidor, por
intermedio de sua cheIia imediata, para apresentar opo no prazo improrrogavel de dez
dias, contados da data da cincia e, na hipotese de omisso, adotara procedimento
sumario para a sua apurao e regularizao imediata, cujo processo administrativo
disciplinar se desenvolvera nas seguintes Iases:(Redao dada pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
> Legislaes Correlatas
CONSTITUIO DA REP. FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 , art. 37,
incisos XVI e XVII
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'Este rito, no previsto na redao original da Lei n 8.112, de 11/12/90,
Ioi acrescentado pela Lei n 9.527, de 10/12/97. O procedimento e
aplicavel na apurao de acumulao ilegal de cargos, de abandono de
156
!"# %& '())* +%,-./.
cargo e de inassiduidade habitual, sendo a todas cabivel a pena de
demisso. A regra geral e de que se trata de rito com instruo celere,
pois visa a apurar casos em que ja se tem materialidade pre-constituida.
(Topico 4.11) I - instaurao, com a publicao do ato que constituir a
comisso, a ser composta por dois servidores estaveis, e simultaneamente
indicar a autoria e a materialidade da transgresso objeto da apurao;
(Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MS 13083/DF. Rel. Min. Napoleo Nunes Maia Filho, DJe de 4.6.2009
! '8. De Iato, o art. 133 da Lei 8.112/90 prev que sera adotado o
procedimento sumario para a apurao de acumulao de cargos,
empregos e Iunes publicas, alem da acumulao de remunerao da
atividade com proventos da inatividade, abandono de cargo e
inassiduidade habitual. ReIerido rito simpliIicado aIasta a incidncia do
disposto no art. 149 da novel legislao, aplicavel somente as hipoteses
residuais nas quais adotar-se-a o rito ordinario, motivo pelo qual se
mostra improsperavel a assertiva de composio irregular da Comisso
Processante. (trecho do voto)
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'A materialidade da acumulao ilicita pode ser obtida, dentre outros,
por contracheques, Iichas Iinanceiras, recibos, Iolhas de pagamento,
contrato de trabalho, carteira de trabalho, Iolhas de ponto, portarias ou
quaisquer outros atos de nomeao, admisso ou designao, declarao
de ajuste anual de Imposto sobre a Renda, etc. (tpico 4.7.4.12)
II - instruo sumaria, que compreende indiciao, deIesa e relatorio; (Incluido
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MS 13083/DF, Rel. Min. Napoleo Nunes Maia Filho, DJ de 4.6.2009
! '10. A aplicao do rito, no entanto, no justiIica a negativa de produo
de prova testemunhal, se esta Ior necessaria a deIesa. Como bem prev o
inciso II do art. 133, a Iase de instruo, engloba o exercicio, em
plenitude, do direito de deIesa. (trecho do voto)
III - julgamento. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
1 A indicao da autoria de que trata o inciso I dar-se-a pelo nome e matricula
do servidor, e a materialidade pela descrio dos cargos, empregos ou Iunes publicas
em situao de acumulao ilegal, dos orgos ou entidades de vinculao, das datas de
ingresso, do horario de trabalho e do correspondente regime juridico. (Redao dada
pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
157
!"# %& '())* +%,-./.
2 A comisso lavrara, ate trs dias apos a publicao do ato que a constituiu,
termo de indiciao em que sero transcritas as inIormaes de que trata o paragraIo
anterior, bem como promovera a citao pessoal do servidor indiciado, ou por
intermedio de sua cheIia imediata, para, no prazo de cinco dias, apresentar deIesa
escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartio, observado o disposto nos
arts. 163 e 164. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ MS 13083/DF . Rel. Min. Napoleo Nunes Maia Filho, DJ de 4. 6.2009
! 'MANDADO DE SEGURANA. SERVIDOR PUBLICO. MEDICO
DO INSS E DO ESTADO DE TOCANTINS. IMPUTAO DE
ACUMULAO ILICITA DE CARGOS PUBLICOS. DEMISSO.
INDEFERIMENTO DE PRODUO DE PROVA TESTEMUNHAL
SEM MOTIVAO EM PAD. CERCEAMENTO DE DEFESA.
DECISO JUDICIAL RECONHECENDO A COMPATIBILIDADE
DE HORARIOS. ORDEM CONCEDIDA.
STJ MS 10031/DF. Rel. Min. Felix Fischer, DJ de 26.03.2007
! ~MANDADO DE SEGURANA. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. CONTRADITORIO E AMPLA DEFESA.
OBEDINCIA. ACUMULAO ILEGAL DE CARGOS.
CONFIGURAO. ORDEM DENEGADA. I - Na espcie, inexiste
afronta a ampla defesa e ao contraditrio no mbito de processo
administrativo por acumulao ilegal de cargos, tendo em vista que o
indiciado foi devidamente cientificado do feito, bem como foram
apreciadas as razes da defesa por ele apresentadas.
3 Apresentada a deIesa, a comisso elaborara relatorio conclusivo quanto a
inocncia ou a responsabilidade do servidor, em que resumira as peas principais dos
autos, opinara sobre a licitude da acumulao em exame, indicara o respectivo
dispositivo legal e remetera o processo a autoridade instauradora, para julgamento.
(Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
4 No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a autoridade
julgadora proIerira a sua deciso, aplicando-se, quando Ior o caso, o disposto no 3o do
art. 167. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
5 A opo pelo servidor ate o ultimo dia de prazo para deIesa conIigurara sua
boa-Ie, hipotese em que se convertera automaticamente em pedido de exonerao do
outro cargo. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF RMS 23917/DF. Rel. Min. Ricardo Leandosi, DJ de 2. 9.2008
! 'RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANA.
ACORDO PROFERIDO PELA TERCEIRA SEO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIA, QUE DENEGOU MANDADO DE
SEGURANA IMPETRADO CONTRA ATO DO MINISTRO DE
158
!"# %& '())* +%,-./.
ESTADO DA PREVIDNCIA E ASSISTNCIA SOCIAL.
DEMISSO DO CARGO DE MEDICO DO QUADRO DE PESSOAL
DO INSS. ACUMULAO ILEGAL DE EMPREGO PUBLICO EM
TRS CARGOS. PRESUNO DE MA-FE, APOS REGULAR
NOTIFICAO. RECURSO IMPROVIDO. I. O acordo recorrido
entendeu que o servidor publico que exerce trs cargos ou empregos
publicos de medico - um no INSS, outro na Secretaria Estadual de Saude
e Meio Ambiente e outro junto a hospital controlado pela Unio, incorre
em acumulao ilegal de cargos. II. O Supremo Tribunal Federal tem
reconhecido a presuno de ma-Ie do servidor que, embora notiIicado,
no Iaz a opo que lhe compete. III. Demisso do recorrente que
se assentou em processo administrativo regular, veriIicada a ocorrncia
dos requisitos do art. 133, 6, da Lei 8.112/90. IV. Precedentes
desta Corte em situaes semelhantes: RMS 24.249/DF, Rel. Min. Eros
Grau e MS 25.538/DF, Rel. Min. Cezar Peluso. V. Recurso improvido.
STJ MS 10031/DF. Rel. Min. Felix Fischer, DJ de 26.03.2007
! ~MANDADO DE SEGURANA. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. CONTRADITORIO E AMPLA DEFESA.
OBEDINCIA. ACUMULAO ILEGAL DE CARGOS.
CONFIGURAO. ORDEM DENEGADA. III - O simples pedido de
exonerao, sem a devida paralisao das atividades, aliado ao Iato de
que nova Iuno Ioi assumida pelo impetrante apos instaurado o
processo de acumulao ilegal de cargos, aIasta a alegao de boa-Ie e,
por conseguinte, legitima a pena de demisso aplicada.
6 Caracterizada a acumulao ilegal e provada a ma-Ie, aplicar-se-a a pena de
demisso, destituio ou cassao de aposentadoria ou disponibilidade em relao aos
cargos, empregos ou Iunes publicas em regime de acumulao ilegal, hipotese em que
os orgos ou entidades de vinculao sero comunicados. (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
> Legislaes Correlatas
DECRETO N o 99.210, DE 16 DE ABRIL DE 1990
! 'Altera a redao do art. 2 do Decreto n 99.177, de 15 de maro de
1990.
DECRETO N o 99.177, DE 14 DE MARO DE 1990
! 'Dispe sobre o regime de cargos e empregos, e da outras providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER AGU GQ N 145
! '22. A exemplo do disposto no paragraIo unico do art. 193 da Lei n.
1.711, de 1952, havia, na redao original do art. 133 da Lei n. 8.112, o
comando determinante da reposio da importncia auIerida
indevidamente, na hipotese de comprovao do acumulo ilegitimo e de
apurao do elemento subjetivo da ma Ie com que tiver se havido o
servidor nessa investidura irregular.
23. Com o objetivo maior de estabelecer rito processual permissivo da
159
!"# %& '())* +%,-./.
apurao deveras agil dos casos de acumulao de cargos, o art. 1 da
Lei n. 9.527, de 1997, inovou a ordem disciplinar e, no topico relativo a
acumulao (art. 133 da Lei n. 8.112), quanto ao detentor da titularidade
inconstitucional de cargos, empregos e Iunes, dentre outros ngulos: a)
Iacultou a escolha por um dos cargos, a Iim de proporcionar a
regularizao da situao Iuncional com a agilidade desejada e
independentemente da instaurao de processo disciplinar; e b) silenciou
no respeitante a devoluo da importncia percebida durante a
comprovada acumulao de ma Ie, assim tornando-a inexigivel, em Iace
da conseqncia imediata do principio da legalidade, que restringe a
atuao do administrador publico de modo a somente Iazer o que a lei
permite. Houve evoluo legislativa no regramento do instituto, elidindo
a reposio dos estipndios pagos, as vezes por longos anos, em virtude
da prestao de servios, com o que o Estado Iica impedido de
locupletar-se com o trabalho de seus agentes administrativos.
> Manifestaes dos rgos de Controle
TCU - AC 1136/2008, Rel. Min. Guilherme Pereira, 15.04.2008
! 'PESSOAL. ADMISSO. ACUMULAO DE CARGOS.
INCOMPATIBILIDADE DE HORARIO. ILEGALIDADE. 1. E ilegal a
acumulao de cargos ou empregos publicos, quando em desacordo com
o disciplinamento da Constituio Federal e no caso de no restar
comprovada a compatibilidade de horarios. 2. A jurisprudncia do TCU
tem admitido como limite maximo em casos de acumulao de cargos ou
empregos publicos a jornada de trabalho de 60 (sessenta) horas semanais.
3. E considerado cargo tecnico ou cientiIico, para os Iins previstos no art.
37, inciso XVI, alinea "b", da Constituio Federal, aquele que requeira a
aplicao de conhecimentos cientiIicos ou artisticos obtidos em nivel
superior de ensino, ou para o qual se exija conhecimento tecnico ou
habilitao legal especiIica, sendo excluidos dessa deIinio os cargos e
empregos cujas atribuies se caracterizam como de natureza
burocratica, repetitiva e de pouca ou nenhuma complexidade.
7 O prazo para a concluso do processo administrativo disciplinar submetido ao
rito sumario no excedera trinta dias, contados da data de publicao do ato que
constituir a comisso, admitida a sua prorrogao por ate quinze dias, quando as
circunstncias o exigirem. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ MS 8928/dI. Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Dj de 7.10.2008 .
! 'Saliente-se, por Iim, que predomina nesta Seo entendimento de que o
excesso de prazo na concluso do processo administrativo disciplinar no
e causa de sua nulidade. (trecho do voto)
8 O procedimento sumario rege-se pelas disposies deste artigo, observando-
se, no que lhe Ior aplicavel, subsidiariamente, as disposies dos Titulos IV e V desta
Lei. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
160
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ MS 7464/DF. Rel. Min. Gilson Dipp, 31.03.2003
! 'E certo que a inteno do legislador - ao estabelecer no art. 140 da Lei
n 8.112/90 o procedimento sumario para a apurao de abandono de
cargo e de inassiduidade habitual - Ioi no sentido de agilizar a
averiguao das reIeridas transgresses, com o aperIeioamento do
servio publico. Entretanto, no se pode olvidar da garantia da ampla
deIesa. Neste sentido, uma vez pretendendo o indiciado provar uma
eventual ausncia de inteno de abandonar o cargo ou de ser inassiduo,
podem ser aplicadas, subsidiariamente, as normas reIerentes ao processo
administrativo disciplinar, sob pena de desrespeito aos principios
constitucionalmente previstos. (trecho do voto)
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'Todavia, e obvio que, contra essa especiIica determinao legal de
instruo celere (basicamente sem atos de busca de prova), devem
prevalecer as garantias constitucionais da ampla deIesa e do
contraditorio, de Iorma que, caso se demonstre necessario e justiIicavel,
a prova pre-constituida possa ser contestada. Com isso, o Iato de a Lei a
priori impor rito sumario no impede que a deIesa provoque Iormao de
provas como no rito ordinario, com oitivas, diligncias, interrogatorio,
etc., sem prejuizo das prerrogativas da comisso de denegar aqueles
pedidos impertinentes ou protelatorios, conIorme o art. 156, 1 da Lei
n 8.112, de 11/12/90. ...] Alem disso, tambem excepcionalmente, em
um processo iniciado sob rito sumario, de acordo com o conjunto
probatorio, pode a dupla processante no comprovar a conIigurao da
irregularidade (dentre as trs previstas) para que Ioi designada mas
comprovar a ocorrncia de outros ilicitos, de menor gravidade e conexos
ao mesmo Iato que ensejou a instaurao (como, apenas para citar alguns
exemplos: Ialta de assiduidade ou de pontualidade, ausncia injustiIicada
ao servio, exercicio de atividades incompativeis, etc). Novamente, no
ha necessidade de converso desse rito sumario em rito ordinario,
designando-se trio processante, e pode-se, ao Iinal, ter a aplicao de
pena de advertncia ou suspenso. Tambem, nada obsta que um processo
instaurado sob rito sumario para apurar abandono de cargo ao Iinal
conclua por sua desconIigurao e pelo cometimento de inassiduidade
habitual, ou vice-versa. Como se percebe, para a validade desta situao,
basta que esse novo enquadramento esteja relacionado ao Iato ensejador
da instaurao, alem, obviamente, que tambem no haja prejuizo a
deIesa, pois a dialetica processual instaura-se em torno da autoria e da
materialidade do Iato apurado, podendo-se ter alterado o enquadramento
legal. Tampouco conIigura nulidade se, desde a instaurao, a apurao
de qualquer daquelas trs irregularidades se der em rito ordinario, visto
que nenhum prejuizo traz a deIesa (ao contrario, e um rito mais
completo). Por outro lado, em principio, o oposto no se admite: a
instaurao de rito sumario para apurao de Iato que desde o inicio se
sabe totalmente independente de uma daquelas trs hipoteses previstas na
Lei para sua instaurao. Na mesma linha, se a dupla processante,
161
!"# %& '())* +%,-./.
designada sob molde de rito sumario no comprova a acumulao ilegal
ou o abandono de cargo ou a inassiduidade habitual, mas depara-se com
outra situao irregular e que no guarda nenhuma relao com o objeto
original de sua designao, deve apresentar relatorio inocentando o
servidor acerca do Iato originario e representar pelo outro ato ilicito, a
Iim de que seja designada outra comisso em trio, sob molde ordinario.
A mero titulo de exemplo, no se vislumbra correlao entre ilicitos
apuraveis sob rito sumario e dilapidao de patrimnio e leso aos
cofres pblicos. (tpico 4.11.1)
134. Sera cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver
praticado, na atividade, Ialta punivel com a demisso.

> Legislaes Correlatas
ART. 40 da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
DE 1988
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Segurana n 23.299. Rel. Min. SEPULVEDA
PERTENCE.DJ de 12.4.2002
! 'Ementa: I. Cassao de aposentadoria pela pratica, na atividade, de Ialta
disciplinar punivel com demisso (L. 8.112/90, art. 134):
constitucionalidade, sendo irrelevante que no a preveja a Constituio e
improcedente a alegao de oIensa do ato juridico perIeito.
Art. 135. A destituio de cargo em comisso exercido por no ocupante de cargo
eIetivo sera aplicada nos casos de inIrao sujeita as penalidades de suspenso e de
demisso.
ParagraIo unico. Constatada a hipotese de que trata este artigo, a exonerao
eIetuada nos termos do art. 35 sera convertida em destituio de cargo em comisso.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ Mandado de Segurana n 4147. Rel. Min. ANSELMO SANTIAGO, DJ
de 7.12.1998.
! Ementa: Servidor Publico. Destituio de cargo em comisso. Processo
Administrativo Disciplinar. Nulidade. Inocorrncia. Reconduo ao
cargo. Inexistncia de direito liquido e certo.
Art. 136. A demisso ou a destituio de cargo em comisso, nos casos dos
incisos IV, VIII, X e XI do art. 132, implica a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erario, sem prejuizo da ao penal cabivel.
> Legislaes Correlatas
Art. 9, art. 10, art. 11, art., art. 14 da Lei n 8.429/92; art. 125, art. 136 do CPP;
art. 798 do CPC.
162
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 9 a 11 e art. 14 do DECRETO N 5.483, DE 30 DE JUNHO DE 2005.
! Regulamenta, no mbito do Poder Executivo Federal, o art. 13 da Lei no
8.429, de 2 de junho de 1992, institui a sindicncia patrimonial e da
outras providncias.
Art. 136 do Codigo de Processo Penal
Art. 798 do Codigo de Processo Civil
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Recurso Especial n 213.994/MG. Rel. Min. GARCIA VIEIRA, DJ de
27.9.1999.
! Ementa: No havendo enriquecimento ilicito e nem dano ao erario
municipal, mas inabilidades do administrador, no cabem punies
previstas na lei n 8.429/92. alei alcana o administrador desonesto, no
o inabil.
Art. 137. A demisso ou a destituio de cargo em comisso, por inIringncia do
art. 117, incisos IX e XI, incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo
publico Iederal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.

ParagraIo unico. No podera retornar ao servio publico Iederal o servidor que Ior
demitido ou destituido do cargo em comisso por inIringncia do art. 132, incisos I, IV,
VIII, X e XI.

> Legislaes Correlatas
Art. 9, art. 10, art. 11, art., art. 14 da Lei n 8.429/92
Art. 9 e 10 da Lei 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. :
! Art. 9. Constitui ato de improbidade administrativa importando
enriquecimento ilicito auIerir qualquer tipo de vantagem patrimonial
indevida em razo do exercicio de cargo, mandato, Iuno, emprego ou
atividade nas entidades mencionadas no art. 1 desta lei, e notadamente:
Art.138. ConIigura abandono de cargo a ausncia intencional do servidor ao
servio por mais de trinta dias consecutivos.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao DASP 271
! "No abandono de cargo, o elemento subjetivo ("animus") ha que ser
apreciado com a maior objetividade.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer PGFN-/CJU 922/2004
! "Ementa: Apurao da pratica dos ilicitos administrativos de abandono
de cargo e inassiduidade habitual(.). Esto presentes, sem sombra de
163
!"# %& '())* +%,-./.
duvidas, as causas que tipiIicam o abandono de cargo, na Iorma
estabelecida pelo art. 138 da Lei n 8.112/90, vez que presentes o animus
abandonandi e o transcurso de tempo caracterizador da inIrao
administrativa."
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ Recurso Especial 1.012.657/2007. Rel. Min. NILSON NAVES, DJe de
16.4.2009.
! "Para a tipiIicao da inIrao administrativa de abandono de cargo,
punivel com demisso, Iaz-se necessario investigar a inteno deliberada
do servidor de abandonar o cargo".
STJ Mandado de Segurana n 8.291/2002. Rel. Min. HAMILTON
CARVALHIDO, DJ de 5.5.2003.
! "3. A 3 Seo desta Corte Superior de Justia Iirmou ja entendimento no
sentido de que 'em se tratando de ato demissionario consistente no
abandono de emprego ou inassiduidade ao trabalho, impe-se averiguar o
animus especiIico do servidor, a Iim de avaliar o seu grau de desidia
(cI. MS n 6.952/DF, Rel. Mim. Gilson Dipp, in DJ 2/10/2000)
Art.139. Entende-se por inassiduidade habitual a Ialta ao servio, sem causa
justiIicada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o periodo de doze meses.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer AGU- GQ 160
! "So, pois, elementos constitutivos da inIrao as sessenta Ialtas
interpoladas, cometidas no periodo de um ano, e a inexistncia da justa
causa. Para considerar-se caracterizada a inassiduidade habitual e
necessario que ocorram esses dois requisitos, de Iorma cumulativa. O
total de sessenta Ialtas, por si so, no exclui a veriIicao da justa causa."
Art.140. Na apurao de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, tambem
sera adotado o procedimento sumario a que se reIere o art. 133, observando-se
especialmente que:
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A apurao do abandono de cargo, a exemplo da inassiduidade habitual,
segue o rito sumario estabelecido no art. 133 da Lei n 8.112/90, onde a
regra geral e de que se trata de procedimento com instruo celere, pois
visa a apurar casos em que ja se tem materialidade pre-constituida.
I a indicao da materialidade dar-se-a:
a) na hipotese de abandono de cargo, pela indicao precisa do periodo de
ausncia intencional do servidor ao servio superior a trinta dias;
164
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa DASP 149
! "No cmputo de Ialtas sucessivas e injustiIicadas ao servio, no se
excluem os sabados, domingos e Ieriados intercalados".
Formulao DASP 116
! "Na hipotese de Ialtas sucessivas ao servio, contam-se, tambem, como
tais, os sabados, domingos, Ieriados e dias de ponto Iacultativo
intercalados".
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Materialidade signiIica identiIicar a extenso do Iato irregular, de ao
ou omisso, contraria ao ordenamento juridico, associada ao exercicio do
cargo. a)na hipotese de abandono de cargo, pela indicao precisa do
periodo de ausncia intencional do servidor ao servio superior a trinta
dias;
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ Mandado de Segurana 7.464/DF. Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de
4.8.2003.
! "() III- A inteno do legislador, ao estabelecer o procedimento
sumario para apurao de abandono de cargo e de inassiduidade habitual,
Ioi no sentido de agilizar a averiguao das reIeridas transgresses, com
o aperIeioamento do servio publico. Entretanto, no se pode olvidar
das garantias constitucionalmente previstas. Ademais, a Lei n 8.112/90,
art. 133, 8, prev, expressamente, a possibilidade de aplicao
subsidiaria no procedimento sumario das normas relativas ao processo
disciplinar."
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicao dos dias de Ialta ao servio
sem causa justiIicada, por periodo igual ou superior a sessenta dias interpoladamente,
durante o periodo de doze meses;
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A Lei exige a descrio da materialidade com a indicao individualizada
da cada um dos sessenta dias uteis Ialtosos, excluindo-se dessa contagem
os Iins de semana, Ieriados e dias de ponto Iacultativo. A contagem do
periodo de 12 meses a que se reIere a alinea b, inciso I, do art. 140 da Lei
n 8.112/90, pode iniciar-se em um exercicio e terminar em outro, sendo
desnecessaria a coincidncia anual.
165
!"# %& '())* +%,-./.
II- apos a apresentao da deIesa a comisso elaborara relatorio conclusivo quanto
a inocncia ou a responsabilidade do servidor, em que resumira as peas principais dos
autos, indicara o respectivo dispositivo legal, opinara, na hipotese de abandono de
cargo, sobre a intencionalidade da ausncia ao servio superior a trinta dias e remetera o
processo a autoridade instauradora para julgamento.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A concluso da comisso no deve se ater a mera comprovao do
quantitativo de ausncia continuada, mas sobretudo a comprovao da
intencionalidade ou no da ausncia superior a trinta dias consecutivos.
No cabe aplicao de demisso por abandono de cargo, se a comisso
no comprovar a inteno do servidor de se ausentar ao servio por mais
de trinta dias, visto ser elemento essencial desse enquadramento.
Art. 141. As penalidades disciplinares sero aplicadas:
I - pelo Presidente da Republica, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo
e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da Republica, quando se tratar de
demisso e cassao de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao
respectivo Poder, orgo, ou entidade;
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inIerior aquelas
mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspenso superior a 30 (trinta) dias;
III - pelo cheIe da repartio e outras autoridades na Iorma dos respectivos
regimentos ou regulamentos, nos casos de advertncia ou de suspenso de ate 30
(trinta) dias;
IV - pela autoridade que houver Ieito a nomeao, quando se tratar de destituio
de cargo em comisso.
> Legislaes Correlatas
DECRETO N 3.035, DE 27 DE ABRIL DE 1999.
! Delega competncia para julgamento de processos administrativos
disciplinares e aplicao de penalidades, nas hipoteses de demisso,
cassao de aposentadoria ou disponibilidade de servidores, dentre outras
providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER VINCULANTE N GQ 177 (Processo n 00001.012232/97-24)
! 'VeriIicadas a autoria e a inIrao disciplinar a que a lei comina
penalidade de demisso, Ialece competncia a autoridade instauradora do
processo para emitir julgamento e atenuar a penalidade, sob pena de
nulidade de tal ato (...) O julgamento de processo disciplinar de que
advem a aplicao de penalidade mais branda que a cominada em lei,
166
!"# %& '())* +%,-./.
eIetuado pela autoridade instauradora, no obsta que aquela eIetivamente
competente julgue e inIlija a punio adequada, sem que esse ato
caracterize dupla irrogao de pena, em razo de um mesmo Iato ilicito.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! ' () a delegao de competncia constante do art. 1 do Decreto n
3.035, de 27/04/99, no se aplica as hipoteses de demisso de titulares de
autarquias e Iundaes publicas e aos ocupantes de cargo de natureza
especial, conIorme previso expressa no 2 do mesmo artigo. Assim, a
demisso de tais autoridades ainda compete ao Presidente da Republica.
(...) ' Tendo se cogitado inicialmente de pena que ultrapassa a
competncia da autoridade instauradora, se, todavia, ao Iinal, a
autoridade julgadora entender pelo arquivamento ou pela aplicao de
pena branda, cabe a ela mesma julgar e determinar o arquivamento ou
aplicar a pena, no se justiIicando Iazer o processo retornar a autoridade
instauradora para que esta arquive, advirta ou suspenda o servidor.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - MAND ADO DE SEGURANA n 25.518/DF . Rel. Min. FELIX
FISCHER. DJ de 19.6.2000.
! 'I. Presidente da Republica: competncia para prover cargos publicos
(CF, art. 84, XXV, primeira parte), que abrange a de desprov-los, a
qual, portanto e susceptivel de delegao a Ministro de Estado (CF, art.
84, paragraIo unico): validade da Portaria do Ministro de Estado que, no
uso de competncia delegada, aplicou a pena de demisso ao
impetrante. (Relator Min. SEPULVEDA PERTENCE, Julgado em
14/06/06)
STF - RMS n 25.367/DF. Rel. Min. CARLOS BRITTO, DJ de 5.5.2006
! 'Nos termos do paragraIo unico do art. 84 da Magna Carta, o Presidente
da Republica pode delegar aos Ministros de Estado a competncia para
julgar processos administrativos e aplicar pena de demisso aos
servidores publicos Iederais. Para esse Iim e que Ioi editado o Decreto n
3.035/99.
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 7985/DF (2001/0137598-5)Rel. Min.
HAMILTON CARVALHIDO, DJ 19.6.2000.
! 'A Lei n 8.112/90, na letra do seu artigo 141, inciso I, eIetivamente
declara ser da competncia do Presidente da Republica, entre outras, a
aplicao da penalidade de demisso de servidor, competncia essa,
contudo, delegavel, como previsto no artigo 84, incisos IV e VI, e
paragraIo unico, da Constituio da Republica e nos artigos 11 e 12 do
Decreto-lei n 200/67.
Art. 142. A ao disciplinar prescrevera:
167
!"# %& '())* +%,-./.
I - em 5 (cinco) anos, quanto as inIraes puniveis com demisso, cassao de
aposentadoria ou disponibilidade e destituio de cargo em comisso;
II - em 2 (dois) anos, quanto a suspenso;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto a advertncia.
1 O prazo de prescrio comea a correr da data em que o Iato se tornou
conhecido.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-DASP n 49
! Em relao ao abandono de cargo, a prescrio comea a correr no 31
dia de Ialtas consecutivas ao servio.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER VINCULANTE N GQ 55 (Processo n 23123.002293/93-60)
! ~19. A inrcia da administrao somente suscetvel de se conIigurar
em tendo conhecimento da Ialta disciplinar a autoridade administrativa
competente para instaurar o processo.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! ' () No caso de noticia veiculada em midia, presume-se o seu
conhecimento por todos (em que se inclui a autoridade) na data de sua
divulgao. ' () no e o conhecimento de qualquer autoridade
inserida na via hierarquica entre o representado e o dirigente maximo do
orgo ou unidade que conIigura o termo inicial da prescrio. (...) este
momento tem conIigurao restrita, concentrado nas mos
especiIicamente do superior que detem o poder correcional () Advirta-
se, todavia, que, para se considerar o Iato conhecido pela autoridade
competente, no se exige o requinte de se ter a cincia pessoal desta
autoridade. A protocolizao ou o recebimento do documento noticiador
da suposta irregularidade por servidor subordinado a autoridade, na sua
unidade, sob presuno de bom Iuncionamento da maquina publica, Iaz
com que se assuma conhecido o Iato pela autoridade.
2 Os prazos de prescrio previstos na lei penal aplicam-se as inIraes
disciplinares capituladas tambem como crime.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! ' () caso a comisso processante maniIeste em seu relatorio e assim
tambem entenda a autoridade administrativa competente para o
julgamento que o Iato sob apurao, alem de permitir o enquadramento
administrativo, tambem seja ilicito penal, podera se adotar a prescrio
penal, mesmo sem a provocao criminal. (...) 'Advirta-se, contudo,
que a aplicao do 2 do art. 142 da Lei n 8.112, de 11/12/90 (...)
168
!"# %& '())* +%,-./.
impe to somente que se aplique a contagem da prescrio da pena
administrativa o prazo prescricional que a lei penal prev para aquele
ilicito criminal, nada se alterando na Iorma de computar a prescrio da
sede administrativa (...) mantm-se inalterados os conceitos de que o
termo inicial do prazo prescricional se da com o conhecimento do Iato
por parte da administrao (...); de que, uma vez conhecido o Iato, a
instaurao tem de se dar dentro do prazo prescricional; de que a
instaurao interrompe a prescrio; de que a interrupo cessa-se em
cinqenta, oitenta ou 140 dias, de acordo com o rito (...)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RMS n 15.648/SP . Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, DJ de
19.6.2000.
! ~Ao se adotar na instncia administrativa o modelo do prazo
prescricional vigente na instncia penal, deve-se aplicar os prazos
prescricionais ao processo administrativo disciplinar nos mesmos moldes
que aplicados no processo criminal, vale dizer, prescreve o poder
disciplinar contra o servidor com base na pena cominada em abstrato,
nos prazos do artigo 109 do Codigo Penal enquanto no houver sentena
penal condenatoria com trnsito em julgado para acusao.
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 10.078/DF . Relator Min. ARNALDO
ESTEVES LIMA, DJ de 19.6.2000.
! ~Havendo o cometimento, por servidor pblico federal, de infrao
disciplinar capitulada tambem como crime, aplicam-se os prazos de
prescrio da lei penal e as interrupes desse prazo da Lei 8.112/90,
quer dizer, os prazos so os da lei penal, mas as interrupes, do Regime
Juridico, porque nele expressamente previstas.
STF - MANDADO DE SEGURANA n 24.013/DF. Relator Min. ILMAR
GALVO, DJ de 31.3.2005.
! 'II. InIrao disciplinar: irrelevncia, para o calculo da prescrio, da
capitulao da inIrao disciplinar (...) ha de calcular a prescrio da
sano disciplinar administrativa, independentemente da instaurao, ou
no, de processo penal a respeito (...).
3 A abertura de sindicncia ou a instaurao de processo disciplinar interrompe
a prescrio, ate a deciso Iinal proIerida por autoridade competente.
4 Interrompido o curso da prescrio, o prazo comeara a correr a partir do dia
em que cessar a interrupo.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-DASP n 279
! A redesignao da comisso de inquerito, ou a designao de outra, para
prosseguir na apurao dos mesmos Iatos no interrompe, de novo, o
curso da prescrio.
169
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER VINCULANTE N GQ 1 59 (Processo n 35000.001395/91-53)
! 'o termino dos prazos de averiguao da Ialta, incluido o dilatorio, e de
julgamento, destarte, carecendo o processo de 'deciso Iinal, cessa a
interrupo do transcurso do periodo prescricional, reiniciando a
contagem de novo prazo, por inteiro..
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! ~Destaque-se que a Lei n 8.112, de 11/12/90, determina que a
instaurao de sindicncia ou PAD interrompe a prescrio; entende-se
que o legislador se reIeriu a sindicncia contraditoria (ou acusatoria),
prevista nos arts. 143 e 145 da Lei, ao amparo da interpretao
sistematica da propria Lei (que se reIeriu apenas a essa especie de
sindicncia) (...) ~a interrupo se mantm at a data do
julgamento, se este tempestivo, ou at o prazo legal do rito, se o
julgamento e intempestivo. A partir desses pontos, cessa a interrupo.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ MS n 13.385/DF. Rel Min. FELIX FISCHER, DJ de 19.6.2000.
! ~O deferimento de provimento judicial liminar que determina a
autoridade administrativa que se abstenha de concluir procedimento
administrativo disciplinar suspende o curso do prazo prescricional da
pretenso punitiva administrativa.
STJ AgRg no MS n 13.072/DF. Rel. Min. FELIX FISCHER, Julgado em
14.11.2007
! ~A sindicncia s interrompera a prescrio quando Ior meio sumario de
apurao de inIraes disciplinares que dispensam o processo
administrativo disciplinar. Quando, porem, e utilizada com a Iinalidade
de colher elementos preliminares de inIormao para Iutura instaurao
de processo administrativo disciplinar, esta no tem o condo de
interromper o prazo prescricional para a administrao punir
determinado servidor, ate porque ainda nesta Iase preparatoria no ha
qualquer acusao contra o servidor.
STJ - RMS n 10.316/SP Rel. Min. VICENTE LEAL, DJ de 22.5.2000
! ~A sindicncia que interrompe o fluxo prescricional aquela
realizada como meio sumario de apurao de Ialtas e aplicao de
penalidades outras que no a demisso, e no o procedimento meramente
apuratorio e esclarecedor de Iatos, desprovido do contraditorio e da
ampla deIesa e que no dispensa a posterior instaurao do processo
administrativo.
STJ - MS n 22.728/PR. Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJe: 21.5.2008.
! ' () em se tratando de inquerito, instaurado este, a prescrio e
interrompida, voltando esse prazo a correr novamente por inteiro a partir
170
!"# %& '())* +%,-./.
do momento em que a deciso deIinitiva no se der no prazo maximo de
concluso do inquerito, que e de 140 dias (artigos 152, caput,
combinado com o artigo 169, 2, ambos da Lei 8.112/90)
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Captulo I
Disposies Gerais
Art. 143. A autoridade que tiver cincia de irregularidade no servio publico e
obrigada a promover a sua apurao imediata, mediante sindicncia ou processo
administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla deIesa.
> Legislaes Correlatas
Art. 11, 1, I, e 4, da Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
Art. 4, XIV, do Decreto n. 5.480, de 30 de junho de 2005.
Art. 17 e 18 da LEI n 10.683, DE 28 DE MAIO DE 2003
Art. 17 da Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
Art. 320, do Codigo Penal Brasileiro
Art. 11, II, da Lei n. 8.429, de 2 de junho de 1992.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n. GQ-35, vinculante:
! '22. () a) e compulsoria a apurao das irregularidades
atribuidas aos servidores em geral, inclusive as atribuidas aos titulares
somente de cargos em comisso, () mesmo que tenham sido
exonerados, pois a lei admite a converso dessa desvinculao em
destituio de cargo em comisso ().
Parecer-AGU n GQ-98, no vinculante:
! '11. Porem, a investigao se procede com o objetivo exclusivo
de precisar a verdade dos Iatos, sem a preocupao de incriminar ou
exculpar indevidamente o servidor.
Parecer-AGU n. GM-1, vinculante:
! '(...) Impe-se a apurao se o ilicito ocorre no servio publico,
poder-dever de que a autoridade administrativa no pode esquivar-se
(). 17. Embora a penalidade constitua o corolario da responsabilidade
administrativa, a inviabilidade juridica da atuao punitiva do Estado,
advinda do Iato de alguns dos envolvidos nas transgresses haverem se
desligado do servio publico, no e de molde a obstar a apurao e a
determinao de autoria no tocante a todos os envolvidos ().
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
171
!"# %& '())* +%,-./.
STJ - Mandado de Segurana 9212/DF (2003/0142195-4). Rel. Min. GILSON
DIPP, DJ de 1.6.2005.
! - 'I - A sindicncia constitui mero procedimento preparatorio do
processo administrativo disciplinar, sendo, portanto, dispensavel quando
ja existam elementos suIicientes a justiIicar a instaurao do processo
administrativo disciplinar, como ocorreu in casu.
STJ - Recurso Ordinario em Mandado de Segurana 16048/MG (2003/0038766-
4) Rel. min. PAULO MEDINA, DJ de 16.8.2004.
! 'Havendo indicios de materialidade e de autoria de inIrao
administrativa contra servidor publico, apurados em sindicncia ou em
processo administrativo disciplinar relativo a terceiro, e dever da
administrao instaurar o competente processo disciplinar para apurar a
responsabilidade do servidor. No ha que se Ialar em violao ao
principio do contraditorio e da ampla deIesa em processo disciplinar que,
incidentalmente, apura indicios de culpabilidade de servidor, quando o
processo limita-se a aplicar penalidade a terceiro. Havendo indicios da
pratica de ato inIracional por varios servidores, a Administrao e
obrigada a instaurar processo contra todos, porquanto a aplicao da
penalidade Iuncional e vinculada. Contudo, instaurado processo
disciplinar contra apenas um servidor, ha irregularidade que sujeita o
administrador as penas da lei, pelos processos no instaurados, mas no
nulidade do processo iniciado corretamente.
STJ - Mandado de Segurana 11974/DF (92006/0133789-1). Rel. Min.
LAURITA VA, DJ de 7.5.2007.
! '() 2. Ademais, consoante dispe o art. 143 da Lei n. 8.112/90,
qualquer autoridade administrativa que tomar conhecimento de alguma
irregularidade no servio publico devera proceder a sua apurao ou
comunica-la a autoridade que tiver competncia para promov-la, sob
pena de responder pelo delito de condescendncia criminosa.
STJ - Mandado de Segurana n. 7.081. Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de
4.6.2001.
! '(...) IV Inocorrncia de nulidade quanto a portaria de
instaurao do processo disciplinar, seja porque Iora proIerida por
autoridade no exercicio de poder delegado (...)
1 (ParagraIo acrescentado pela Lei n 9.527, de 10/12/97, DOU de 11/12/97,
pg. 29421, e revogado pela Lei n 11.204, de 05/12/05, DOU de 06/12/05, pg. 1)
2 (ParagraIo acrescentado pela Lei n 9.527, de 10/12/97, DOU de 11/12/97, pg.
29421, e revogado pela Lei n 11.204, de 05/12/05, DOU de 06/12/05, pg. 1)
3 A apurao de que trata o caput, por solicitao da autoridade a que se reIere,
podera ser promovida por autoridade de orgo ou entidade diverso daquele em que
tenha ocorrido a irregularidade, mediante competncia especiIica para tal Iinalidade,
delegada em carater permanente ou temporario pelo Presidente da Republica, pelos
presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-
Geral da Republica, no mbito do respectivo Poder, orgo ou entidade, preservadas as
172
!"# %& '())* +%,-./.
competncias para o julgamento que se seguir a apurao. (ParagraIo acrescentado pela
Lei n 9.527, de 10/12/97, DOU de 11/12/97, pg. 29421)
> Legislaes Correlatas
Art. 18 da LEI n 10.683, DE 28 DE MAIO DE 2003 .
Arts. 4, e 5 do Decreto n. 5.480, de 30 de junho de 2005.
Arts. 9 a 11 da Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
> Manifestaes dos rgos de Controle
2. ManiIestaes da CGU/PR
! A apurao de irregularidades na administrao publica e
eIetuada, em regra, no proprio orgo ou entidade onde ela ocorreu. No
obstante, a Controladoria-Geral da Unio podera, no mbito do Poder
Executivo Federal, ao constatar omisso de autoridade competente ou,
alternativamente, leso ou ameaa de leso ao patrimnio publico,
promover a apurao das respectivas irregularidades, avocando
sindicncia ou processo administrativo disciplinar ja em curso ou
deIlagrando procedimento disciplinar ainda pendente de instaurao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n. 14534. Rel. Min. FELIX FISCHER, DJe:
4.2.2010.
! 'I A Controladoria-Geral da Unio, como orgo central do
sistema correicional, tem competncia para instaurar e avocar processos
administrativos contra os servidores vinculados ao Poder Executivo
Federal, nos termos do artigo 18 da Lei n 10.683/2003. II - Em
decorrncia, compete ao Ministro de Estado do Controle e da
Transparncia o julgamento dos respectivos processos (...).
STJ - Agravo Regimental no Mandado de Segurana n 14123. Rel. Min.
MAURO CAMPBELL MARQUES, DJe de 25.5.2009.
! '(...) a Controladoria-Geral da Unio possui competncia
institucional e legal para instaurar ou avocar processos administrativos e
aplicar sanes disciplinares a todos os servidores da Administrao
Publica Federal. Por sua vez, cabe ao Ministro de Estado do Controle e
da Transparncia julga-los (...).
Art. 144. As denuncias sobre irregularidades sero objeto de apurao, desde que
contenham a identiIicao e o endereo do denunciante e sejam Iormuladas por escrito,
conIirmada a autenticidade.
> Legislaes Correlatas
ART. 37 da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
DE 1988
173
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 13 da Conveno das Naes Unidas contra a Corrupo - Promulgada pelo
Decreto n 5.687, de 31/01/06
> Manifestaes dos rgos de Controle
ManiIestaes da CGU-PR
! A Lei n. 8.112, de 1990, emprega o termo 'denuncia de modo
generico. Nessa acepo, o termo 'denuncia engloba qualquer noticia
de suposta irregularidade que a administrao tenha conhecimento,
independente do instrumento especiIico que consubstancia a noticia de
suposto ilicito disciplinar (representao Iuncional ou denuncia de
particulares). A priori, a denuncia deve estar perIectibilizada em uma
pea escrita, contendo os elementos estabelecidos no caput do art. 144.
Na hipotese de denuncia annima, a autoridade competente deve, em
consonncia com o dever insculpido no art. 143, promover investigao
preliminar criteriosa, de Iorma sigilosa e inquisitorial, com vistas a
explicitar a existncia de elementos minimos de plausibilidade nas
supostas irregularidades denunciadas. Caso se mantivesse inerte por
conta unicamente do anonimato, a administrao aIrontaria principios e
normas que tratam como dever apurar suposta irregularidade.
A denuncia, identiIicada ou no, pode chegar ao conhecimento da
autoridade instauradora com diIerentes graus de detalhamento e de
reIinamento, Iato que justiIica juizo de admissibilidade previo da
autoridade competente, que devera, quando presentes indicios de autoria
e/ou materialidade, em decorrncia da prevalncia da maxima do 'in
dubio pro societate (a sociedade exige apurao), deIlagrar
imediatamente sindicncia ou processo administrativo disciplinar.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Segurana n. 24.369, de 16/10/2002. Rel; Min. CELSO DE
MELLO, DJ de 16.10.2002.
! 'EMENTA: Delao annima. Comunicao de Iatos graves que
teriam sido praticados no mbito da administrao publica. (...) A
questo da vedao constitucional do anonimato (CF, art. 5, IV, in Iine),
em Iace da necessidade etico-juridica de investigao de condutas
Iuncionais desviantes. Obrigao estatal, que, imposta pelo dever de
observncia dos postulados da legalidade, da impessoalidade e da
moralidade administrativa (CF, art. 37, caput), torna inderrogavel o
encargo de apurar comportamentos eventualmente lesivos ao interesse
publico. Razes de interesse social em possivel conIlito com a exigncia
de proteo a incolumidade moral das pessoas (CF, art. 5, X). () a
existncia de interesse publico na revelao e no esclarecimento da
verdade, em torno de supostas ilicitudes penais e/ou administrativas que
teriam sido praticadas por entidade autarquica Iederal, bastaria, por si so,
para atribuir, a denuncia em causa (embora annima), condio
viabilizadora da ao administrativa.
STJ - Recurso Ordinario em Mandado de Segurana n 4.435. Rel. Min.
ADHEMAR MACIEL, DJ de 4.12.1995
174
!"# %& '())* +%,-./.
! Ementa: Processo administrativo desencadeado atraves de
denuncia annima. Validade. Inteligncia da clausula Iinal do inciso IV
do art. 5 da Constituio Federal (vedao do anonimato).
STJ - Recurso em Habeas Corpus n 7.363. Rel. Min. ANSELMO SANTIAGO,
DJ de 15.6.1998
! Ementa: Carta annima, sequer reIerida na denuncia e que,
quando muito, propiciou investigaes por parte do organismo policial,
no se pode reputar de ilicita. E certo que, isoladamente, no tera
qualquer valor, mas tambem no se pode t-la como prejudicial a todas
as outras validamente obtidas. O principio do 'Iruto da arvore
envenenada Ioi devidamente abrandado na Suprema Corte (HC n
74.599- Min. Ilmar Galvo).
STJ - Recurso em Habeas Corpus n 7.329. Rel. Min. FERNANDO
GONALVES, DJ de 4.5.1998.
! Ementa: A 'delatio criminis annima no constituiu causa de
ao penal que surgira, em sendo caso, da investigao policial
decorrente. Se colhidos elementos suIicientes, havera, ento, ensejo para
a denuncia. E bem verdade que a Constituio Federal (art. 5, IV) veda
o anonimato na maniIestao pensamento, nada impedindo, entretanto,
mas, pelo contrario, sendo dever da autoridade policial proceder a
investigao, cercando-se, naturalmente, de cautela.
STJ - Recurso Ordinario em Mandado de Segurana n 1.278. Rel. Min.
ANTNIO DE PADUA RIBEIRO, DJ de 5.4.1993
! Ementa: A instaurao de inquerito administrativo, ainda que
resultante de denuncia annima, no encerra, no caso, qualquer
ilegalidade.
ParagraIo unico. Quando o Iato narrado no conIigurar evidente inIrao
disciplinar ou ilicito penal, a denuncia sera arquivada, por Ialta de objeto.
> Legislaes Correlatas
Arts. 2 e 50, I, da Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
> Manifestaes dos rgos de Controle
ManiIestaes da CGU-PR
! De maneira geral, a autoridade competente, ao tomar
conhecimento de suposta irregularidade, procede ao juizo de
admissibilidade, elemento de instruo da deciso a ser tomada a vista da
vinculao, pertinncia e viabilidade de se determinar a instaurao da
sede disciplinar. Na hipotese de Ilagrante improcedncia da denuncia, em
razo de o Iato em si ou de o seu autor no se submeter a seara
correicional, a autoridade competente promovera, mediante ato
disciplinar devidamente Iundamentado, seu arquivamento.
Com eIeito, a autoridade competente deve atentar para os delimitadores
de emprego da sede disciplinar, observando sua abrangncia objetiva
175
!"# %& '())* +%,-./.
(irregularidades estatutarias previstas na Lei n. 8.112, de 1990) e sua
abrangncia subjetiva (servidores publicos civis da administrao direta,
das autarquias e das Iundaes publicas Iederais, ocupantes de cargos de
provimento em carater eIetivo e em comisso), evitando o emprego dos
instrumentos disciplinares de Iorma desnecessaria.
Art. 145. Da sindicncia podera resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicao de penalidade de advertncia ou suspenso de ate 30 (trinta) dias;
jurisprudncia;
III - instaurao de processo disciplinar.
ParagraIo unico. O prazo para concluso da sindicncia no excedera 30 (trinta)
dias, podendo ser prorrogado por igual periodo, a criterio da autoridade superior.
> Legislaes Correlatas
Art.4 da Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
! Apresenta as modalidades de sindicncia e suas respectivas
deIinies.
Art. 11. 1 da Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
! Enumera os casos que tornam possivel avocar ou instaurar
diretamente a sindicncia disciplinar pela Controladoria-Geral da Unio.
Art. 9 a 11 e art. 14 do DECRETO N 5.483, DE 30 DE JUNHO DE 2005.
! Regulamenta, no mbito do Poder Executivo Federal, o art. 13 da
Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, institui a sindicncia patrimonial e
da outras providncias.
Decreto n. 5.480 , de 30 de junho de 2005.
! Dispe sobre o Sistema de Correio do Poder Executivo Federal,
e da outras providncias.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-37 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! A legalidade do processo disciplinar independe da validade da
investigao, eIetuada atraves da sindicncia de que adveio aquele
apuratorio.
PARECER N GM-1 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! A averiguao de transgresses disciplinares e compulsoria e,
dependendo de sua gravidade, pode ser eIetuada por intermedio de
processo disciplinar sem a realizao previa de sindicncia.
> Manifestaes dos rgos de Controle
176
!"# %& '())* +%,-./.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Sindicncia Investigativa (ou Preparatoria) - '() o termo reIere-
se a procedimento administrativo investigativo (ou preparatorio)
discricionario (sem rito previsto em norma, a margem do devido
processo legal) e de natureza inquisitorial (sem a Iigura de acusado a
quem se conceder ampla deIesa e contraditorio). A sindicncia
inquisitorial pode ser instaurada por meio de ato de desnecessaria
publicidade, designando apenas um sindicante ou uma comisso com
numero de integrantes a criterio da autoridade competente.
! Sindicncia Contraditoria (ou Acusatoria) - '(...)no atual
ordenamento, nos Titulos IV e V da Lei n 8.112, de 11/12/90, que
tratam da materia disciplinar, o legislador empregou no so a expresso
'processo administrativo disciplinar mas tambem o termo
'sindicncia. Ou seja, sem prejuizo da manuteno daquele uso
generico para o termo 'sindicncia, acima descrito, com Iim meramente
investigativo preparatorio, a Lei n 8.112, de 11/12/90, expressamente
passou a prever a especiIica sindicncia autnoma contraditoria (ou
acusatoria), de indole disciplinar (que parte da doutrina chama ainda de
sindicncia apuratoria). (...) E provavel que a inteno do legislador
tenha sido dotar a administrao de um instrumento celere para apurar
Iatos irregulares de menor gravidade.
Acordo 24/2007 Plenario Tribunal de Contas da Unio
! '24. Em sintese, a administrao do INCRA conseguiu apurar,
por meio de Comisso de Sindicncia Administrativa Disciplinar, nos
termos do Relatorio Final (Ils. 108/125 - Anexo 2), o que segue, in
verbis: Diante do exposto acima, e tendo em vista termos concluido toda
a Iase investigatoria dos processos de Sindicncia, Iicou claro o
envolvimento direto e indireto de servidores desta Superintendncia
Regional do Amapa - SR-21/AP, de acordo com os depoimentos obtidos
pela Comisso e provas documentais encaminhadas pela Procuradoria
Federal da Republica e Departamento de Policia Federal. () Assim
sendo, e nosso entendimento que seja providenciada a abertura de
Processo Administrativo Disciplinar, no sentido de aproIundar e deIinir,
circunstanciado a consistncia das Ialtas cometidas pelos servidores.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Recurso em Mandado de Segurana n 22.789-7. Rel. Min. Moreira
Alves, DJ de 25.6.1999.
! 'Do sistema da Lei 8.112/90, resulta que, sendo a apurao de
irregularidade no servio publico Ieita mediante sindicncia ou processo
administrativo, assegurada ao acusado ampla deIesa (art. 143), um desses
dois procedimentos tera de ser adotado para essa apurao, o que implica
dizer que o processo administrativo no pressupe necessariamente a
existncia de uma sindicncia, mas, se o instaurado Ior a sindicncia, e
preciso distinguir: se dela resultar a instaurao de processo
administrativo disciplinar, e ela mero procedimento preparatorio deste, e
neste e que sera imprescindivel se d a ampla deIesa do servidor; se,
177
!"# %& '())* +%,-./.
porem, da sindicncia decorrer a possibilidade de aplicao de
penalidade de advertncia ou de suspenso por ate 30 dias, essa aplicao
so podera ser Ieita se Ior assegurado ao servidor, nesse procedimento,
sua ampla deIesa.
STF - Mandado de Segurana n 22.888. Voto do Min. Sepulveda Pertence, DJ
de 15.6.1998
! '(...) No caso concreto, (...) teve-se a sindicncia, que chamei de
procedimento unilateral inquisitivo. (...) o art. 143, ao prever a
sindicncia, Iala em ampla deIesa. Mas, a meu ver, o sistema - se e que
se pode chamar de sistema esse aglomerado de dispositivos da Lei 8.112
- leva-nos a interpretar cum grano salis essa aluso a ampla deIesa. Ela
Irequentemente no pode ser Iacultada desde o inicio, porque a
sindicncia pode ter por objeto buscar, ja no digo a prova, mas indicios,
elementos inIormativos sobre a existncia da irregularidade de que se
teve vaga noticia e de quem possa ser o seu autor, para que, ai sim,
resultar, se a Ialta e grave, na instaurao do processo, com a
imprescindivel notiIicao inicial para que o acusado acompanhe toda a
instruo, esta, iniludivelmente contraditoria. Nesse caso, no Iaria
eIetivamente sentido - que a essa sindicncia - que se destina unicamente
a concretizar uma imputao, a ser objeto de uma instruo contraditoria
Iutura - que ja se exigisse Iosse ela contraditoria. (...)
STJ - Mandado de Segurana n 7.983. Rel. Min. HELIO QUAGLIA
BARBOSA, DJ de 30.3.2005.
! 'Ementa: 1. A sindicncia que vise apurar a ocorrncia de
inIraes administrativa, sem estar dirigida, desde logo, a aplicao de
sano, prescinde da observncia dos principios do contraditorio e da
ampla deIesa, por se tratar de procedimento inquisitorial, previo a
acusao e anterior ao processo administrativo disciplinar. No mesmo
sentido: STJ, Mandados de Segurana n 10.827, 10.828 e 12.880
Art. 146. Sempre que o ilicito praticado pelo servidor ensejar a imposio de
penalidade de suspenso por mais de 30 (trinta) dias, de demisso, cassao de
aposentadoria ou disponibilidade, ou destituio de cargo em comisso, sera obrigatoria
a instaurao de processo disciplinar.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF, Mandado de Segurana n 22.791 . Rel. Min. CEAR PELUSO, DJ de
19.12.2003.
! 'Ementa: (...) A estrita reverncia aos principios do contraditorio
e da ampla deIesa so e exigida, como requisito essencial de validez,
assim no processo administrativo disciplinar, como na sindicncia
especial que lhe Iaz as vezes como procedimento ordenado a aplicao
daquelas duas penas mais brandas, que so a advertncia e a suspenso
por prazo no superior a trinta dias. Nunca, na sindicncia que Iuncione
apenas como investigao preliminar tendente a coligir, de maneira
inquisitorial, elementos bastantes a imputao de Ialta ao servidor, em
processo disciplinar subsequente.
178
!"# %& '())* +%,-./.
Captulo II
Do Afastamento Preventivo
Art. 147. Como medida cautelar e a Iim de que o servidor no venha a inIluir na
apurao da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar podera
determinar o seu aIastamento do exercicio do cargo, pelo prazo de ate 60 (sessenta)
dias, sem prejuizo da remunerao.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n. 39.
" A SUSPENSO PREVENTIVA PODE SER ORDENADA EM
QUALQUER FASE DO INQUERITO ADMINISTRATIVO.
> Manifestaes dos rgos de Controle
ManiIestaes da CGU-PR
! O aIastamento preventivo, medida cautelar de emprego
excepcional, e ato de competncia da autoridade instauradora, aplicavel
em qualquer Iase do processo disciplinar, sendo Iormalizado por meio de
portaria, internamente publicada e com vigncia a principio imediata.
Ato continuo, a autoridade competente deve promover a notiIicao do
acusado (acompanhada de copia da respectiva portaria), com a
inIormao da aplicao da medida e do periodo de seu aIastamento.
! O aIastamento preventivo tem por Iinalidade evitar que o
acusado, acaso mantido seu livre acesso a repartio, traga prejuizos as
apuraes, destruindo provas ou coagindo intervenientes. Por essa razo,
o instituto aIasta o servidor de suas tareIas e impede seu acesso as
dependncias da repartio (no apenas a sua sala de trabalho) por ate 60
dias, sem prejuizo de sua remunerao, no conIigurando, por si so, pelo
Iato de no ter carater punitivo, imputao de qualquer responsabilidade
ao acusado.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Recurso Ordinario em Mandado de Segurana n. 128. Rel. Min. HELIO
MOSIMANN, DJ de 15.3.1993.
! '(...) a providncia cautelar da administrao, baseada em lei,
procurando evitar qualquer intercorrncia nas investigaes, no importa
em cerceamento, desde que se instaure o procedimento adequado a
apurao dos Iatos, assegurados o contraditorio e a ampla deIesa.
STJ - Mandado de Segurana n 8.998. Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de
09/12/2003.
! '(...) IV - Nos termos do art. 147 da Lei n 8.112/90, como
medida cautelar e a Iim de que o servidor no venha a inIluir na apurao
da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar
podera determinar o seu aIastamento do exercicio do cargo, pelo prazo
de ate 60 (sessenta) dias, sem prejuizo da remunerao. Na hipotese dos
179
!"# %& '())* +%,-./.
autos, a portaria que determinou o aIastamento do servidor esta
suIicientemente motivada, tendo em vista que houve a expressa remisso
ao artigo em comento e ao processo administrativo disciplinar.
ParagraIo unico. O aIastamento podera ser prorrogado por igual prazo, Iindo o
qual cessaro os seus eIeitos, ainda que no concluido o processo.
> Manifestaes dos rgos de Controle
1. ManiIestaes da CGU-PR
! A prorrogao do aIastamento preventivo do acusado no ocorre
de Iorma automatica. Por relevante, a autoridade instauradora pode, se
entender necessaria a continuidade do aIastamento do servidor de suas
tareIas e do impedimento de seu acesso a repartio, prorrogar o
aIastamento preventivo pelo mesmo periodo estabelecido inicialmente,
devendo, para tanto, observar todas as Iormalidades necessarias.
Captulo III
Do Processo Disciplinar
Art. 148. O processo disciplinar e o instrumento destinado a apurar
responsabilidade de servidor por inIrao praticada no exercicio de suas atribuies, ou
que tenha relao com as atribuies do cargo em que se encontre investido.
> Legislaes Correlatas
Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer AGU/GM-1, de 15/03/2000 PROCESSO N 03200.000625/99-26
! A averiguao de transgresses disciplinares e compulsoria e,
dependendo de sua gravidade, pode ser eIetuada por intermedio de
processo disciplinar, sem a realizao previa de sindicncia.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Parecer ASJUR/CGU n 331/2009, de 19/12/2009
! Ementa: Denuncia de cometimento de irregularidades por
servidor (...) cedido ao Governo do Distrito Federal. Manuteno do
vinculo com o orgo cedente. Subsistncia de alguns deveres e
proibies elencados na Lei n 8.112, de 1990. Instaurao de processo
disciplinar para apurar os atos por ele praticados no curso da cesso.
Possibilidade. Necessidade e respeito ao pacto Iederativo e a autonomia
dos entes Iederados.
21.(...) as irregularidades cometidas pelo agente, no curso da cesso,
podem ser objeto de apurao tanto pelo orgo cedente, Iederal, como
pelo orgo cessionario, estadual, municipal ou distrital, competindo a
180
!"# %& '())* +%,-./.
cada qual instruir seu respectivo processo disciplinar, na Iorma
procedimental prevista em seus respectivos estatutos, bem como julgar e
aplicar a penalidade, nos termos, novamente, de seus diplomas
especiIicos, no se podendo perder de vista que os eIeitos dessa
aplicao no podero atingir o vinculo mantido com o outro ente
Iederativo.
22.E bom destacar, por Iim, que, caso a irregularidade seja cometida no
mbito do orgo cessionario estadual, municipal ou distrital, a apurao a
ser conduzida pela Unio tambem deve guardar obedincia a autonomia
dos entes Iederados, de modo que no podera ser Ieita em prejuizo a
interesses do outro ente, devendo contar, para tanto, com seu dever de
colaborao.
Instruo Normativa TCU n 56- de 11/12/2007
! Dispe sobre instaurao e organizao de processo de tomada
de contas especial e da outras providncias.
! Art. 4: Integram o processo de tomada de contas especial: (...)
VII - copia do relatorio de comisso de sindicncia ou de inquerito,
acompanhado de copia dos documentos que caracterizam a
responsabilidade apurada;
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - REsp N 671348/RJ. Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJ DE
28.5.2007.
! 1. O Inquerito Policial Militar e instrumento inadequado para a
apurao da responsabilidade administrativa de servidor publico civil. O
art. 148 da Lei 8.112/90 estabelece o processo administrativo disciplinar
como instrumento proprio para a averiguao da responsabilidade de
servidor publico por inIrao praticada no exercicio de suas Iunes.
Art. 149. O processo disciplinar sera conduzido por comisso composta de trs
servidores estaveis designados pela autoridade competente, observado o disposto no
3o do art. 143, que indicara, dentre eles, o seu presidente, que devera ser ocupante de
cargo eIetivo superior ou de mesmo nivel, ou ter nivel de escolaridade igual ou superior
ao do indiciado. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1 A Comisso tera como secretario servidor designado pelo seu presidente,
podendo a indicao recair em um de seus membros.
2 No podera participar de comisso de sindicncia ou de inquerito, cnjuge,
companheiro ou parente do acusado, consangineo ou aIim, em linha reta ou colateral,
ate o terceiro grau.
> Legislaes Correlatas
Art. 12 da Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
! Art. 12. As comisses de sindicncia e de processo
administrativo disciplinar instauradas pelo Orgo Central e pelas
unidades setoriais sero constituidas, de preIerncia, com servidores
181
!"# %& '())* +%,-./.
estaveis lotados na Corregedoria-Geral da Unio. 1 No caso de
sindicncia meramente investigativa ou preparatoria, o procedimento
podera ser instaurado com um ou mais servidores. 2 No caso de
sindicncia acusatoria ou punitiva a comisso devera ser composta por
dois ou mais servidores estaveis. 3 A comisso de processo
administrativo disciplinar devera ser constituida por trs servidores
estaveis, nos termos do art. 149 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de
1990. 4 O Corregedor-Geral podera propor ao Ministro de Estado do
Controle e da Transparncia a requisio de servidores publicos Iederais
necessarios a constituio de comisses de sindicncia e de processo
administrativo disciplinar
Art. 1.591 ao 1.595 do Codigo Civil
Art. 18 a 21 da Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
Art. 41 da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
DE 1988
Art. 19 do ADCT da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988
Art. 33 da Emenda Constitucional n 19, de 04/06/98
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-35, vinculante:
! 'Ementa: (...) A nulidade processual no se conIigura se, no ato
de designao da comisso de inquerito, Iorem omitidas as Ialtas a serem
apuradas, bem assim quando o colegiado processante e integrado por
servidor de nivel Iuncional inIerior ao dos envolvidos. (...)
Parecer-AGU n GQ-12, vinculante:
! '(...)18. Integram a c.i. trs servidores estaveis, dela no podendo
participar cnjuge, companheiro ou parente do provavel responsavel pela
pratica das inIraes disciplinares, consangineo ou aIim, em linha reta
ou colateral, ate o terceiro grau. Essas exigncias explicitadas no art. 149
da Lei n 8.112 so suscetiveis de ampliao, a Iim de serem abrangidos
outros requisitos, em salvaguarda da agilidade, circunspeo e eIicacia
dos trabalhos, bem assim dos direitos dos servidores envolvidos nos
Iatos. So os cuidados recomendados no sentido de que sejam as
comisses constituidas de servidores com nivel de conhecimento
razoavel do assunto inerente as Ialtas disciplinares e, preIerencialmente,
de um Bacharel em Direito, Iace as implicaes de ordem juridica
originarias do apuratorio. 19. So meras qualidades pessoais que devem
possuir os servidores a serem designados para compor a comisso,
prescindindo de autorizao de lei, nesse sentido.
> Manifestaes dos rgos de Controle
182
!"# %& '())* +%,-./.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A convocao de servidor para integrar comisso disciplinar e
encargo obrigatorio e a principio irrecusavel e independe de previa
autorizao. Nada impede, contudo, que haja acerto de antemo entre as
autoridades envolvidas, sobretudo na hipotese de se designar servidor de
outras unidades, orgos ou localidades.
! E obrigatorio que o PAD seja conduzido por comisso composta
por trs integrantes estaveis. No entanto, a vista das limitaes de pessoal
na administrao publica Iederal e da praxe administrativa de
determinados orgos publicos, desde que o apuratorio seja conduzido em
estrito respeito as garantias da ampla deIesa e do contraditorio, admite-
se, excepcionalmente, que a sindicncia de indole disciplinar seja
conduzida por apenas dois integrantes.
! Na busca da eIicincia e economicidade, assume-se, como regra
geral, que a designao de servidores para integrar comisses de
sindicncia e inquerito deve recair sobre servidores lotados na propria
unidade de trabalho do acusado ou na localidade de ocorrncia do Iato,
cabendo a autoridade instauradora avaliar as excepcionalidades, com o
Iim de garantir necessarias especializao e independncia aos trabalhos
de apurao.
! No se pode atribuir o carater de excepcionalidade em vista das
corriqueiras alegaes de carncia de pessoal, excesso de atribuies ou
mesmo o desconIorto, inerente a presente especie processual, que
naturalmente decorre do Iato de servidores apurarem denuncias contra
colegas de trabalho.
! O impedimento deriva de uma situao objetiva e gera presuno
absoluta de incapacidade. ConIigurada tal hipotese, o integrante da
comisso Iica proibido de atuar no processo, devendo comunicar,
obrigatoriamente, o Iato a autoridade instauradora.
! A suspeio decorre de uma situao objetiva e gera presuno
relativa de incapacidade, sendo o vicio sanado se no Ior argido pelo
acusado ou pelo proprio suspeito.
! A participao de agentes eivados de pessoalidade contra o
acusado pode suscitar alegao de nulidade do processo disciplinar.
! Na hipotese de ser interposta alegao de impedimento ou
suspeio contra integrante de comisso, este deve se maniIestar acerca
do que Ioi alegado, submetendo a deciso a autoridade instauradora, que
e quem detem competncia para designar e alterar o colegiado.
! Os incidentes de suspeio e de impedimento no suspendem o
andamento do processo enquanto so analisados, regra que se adota do
Codigo de Processo Penal.
! Por amizade intima entenda-se o relacionamento, alem dos limites
laborais, com visitas Iamiliares, lazer conjunto e ligao aIetiva de
companheirismo e preocupao pessoal. Ja inimizade notoria requer um
conIlito que ultrapasse mera reao de baixa empatia ou mesmo
antipatia, de conhecimento geral pelo menos dentro do ambiente da
repartio.
! A estabilidade no se vincula ao cargo. E atributo pessoal do
servidor ocupante de cargo em provimento eIetivo. Para tanto, devem ser
183
!"# %& '())* +%,-./.
preenchidos dois requisitos: de ter trs anos de eIetivo exercicio no cargo
de ingresso, por meio de concurso publico, e de atender condies
especiIicas do ente da administrao publica, quanto a aprovao no
estagio probatorio.
! A estabilidade e aproveitada se tiver sido conquistada no
exercicio de cargo eIetivo Iederal dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciario, no se trazendo para a Unio a estabilidade conquistada em
qualquer Poder de Estado, Distrito Federal e Municipio.
! Os servidores que no possuiam cinco anos de eIetivo exercicio
na promulgao da Constituio Federal, em 05/10/1988, ou que
ingressaram no servio publico Iederal, apos esta data, sem concurso
publico, no so estaveis, nos termos da EC n 19, de 04/06/98, no se
recomendando que integrem comisses disciplinares.
! Alem da estabilidade no servio publico, e requisito legal para o
presidente da Comisso ter cargo de nivel igual ou superior, ou,
alternativamente, escolaridade de grau igual ou superior ao do acusado.
Assim, no ha obice para que servidor ocupante de cargo de nivel
intermediario, desde que tenha grau de escolaridade igual ou superior ao
do acusado, seja presidente de comisso.
! ClassiIicam-se os cargos em trs niveis- auxiliar, intermediario e
superior-, associados respectivamente ao grau de instruo-, ensino
Iundamental, medio e superior-, de modo que o posicionamento do
servidor nos padres e classes da carreira, bem assim a complexidade das
atribuies do cargo no se reIletem no nivel do cargo.
! A titulao acadmica- mestrado, doutorado ou pos-graduao
latu-sensu-, no esta acima do nivel superior, nele sendo enquadrado sem
diIerenciao.
! No ha relao de hierarquia dentro da comisso, mas distribuio
de atribuies, cabendo determinados atos ao presidente, como designar
secretario, representar a comisso para pessoas estranhas ao processo,
dirigir reunies, receber procuradores dos acusados, emitir mandados etc.
Em regra, os atos da comisso so objeto de deliberao do colegiado e
os votos dos integrantes tm o mesmo valor.
! Ao secretario da Comisso, designado pelo presidente, incumbe
servios de expediente, podendo a indicao recair sobre um dos
membros do Colegiado ou no. Deve- se observar o requisito de no ser
ele Iuncionario celetista, sendo conveniente que o ato de designao seja
Iormalizado por meio de portaria, publicada em boletim de servio e
copia seja anexada aos autos, no caso especiIico de a indicao recair
sobre servidor estranho a Comisso.
! O poder hierarquico, na administrao publica Iederal, esta
associado aos cargos de provimento em comisso ou as Iunes de
conIiana responsaveis pela direo e cheIia. Assim, nada obsta que a
comisso seja integrada por servidores que, na sua atividade cotidiana,
tenham relao de subordinao Iuncional entre si e seja presidida por
um dos subordinados, Iigurando o cheIe como vogal.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
184
!"# %& '())* +%,-./.
STJ - Resp 509318 / PR (2003/0028229-9). Rel. Min. MARIA THEREA DE
ASSIS MOURA, DJ de 2.3.2009
! 1. A sindicncia, quando instaurada com carater punitivo e no
meramente investigatorio ou preparatorio de um processo disciplinar,
tem natureza de verdadeiro processo disciplinar principal, no qual e
indispensavel a observncia das garantias do contraditorio e da ampla
deIesa e, alem disso, do principio da impessoalidade e da imparcialidade,
mediante a convocao de uma comisso disciplinar composta por trs
servidores.
STJ - MANDADO DE SEGURANA n 11364/DF. Rel. Min. PAULO
MEDINA DJ de 4.12.2006
! 1. Incorre em impedimento para compor comisso processante o
servidor que tenha atuado nos autos do inquerito em que o processado
pela Administrao tenha Iigurado na condio de indiciado, pois tal
hipotese materializa a aIronta ao art.150, da lei 8.112/90 e ao art. 18,
inc. II, da lei 9.784/99.
STF - MS 22127/RS. Rel. Min.ELLEN GRACIE, 30/06/2005
! Ementa -3. Comisso constituida por servidor de nivel
hierarquicamente igual ao do indiciado atende ao art. 149 da Lei
8.112/90
STJ - Mandado de Segurana n 8.146. Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 17.3.2003
! (...) 3. No ha obice legal a que a comisso seja composta por
quatro servidores, desde que trs deles a integrem na qualidade de
membro e um na qualidade de secretario. Inteligncia do artigo 149 da
Lei n 8.112/90.
STJ - Recurso Ordinario em Mandado de Segurana n 14.328. Rel. Min.
GILSON DIPP, DJ de 2.6.2003
! EMENTA: I - Consoante entendimento do Superior Tribunal de
Justia, a sindicncia segue um rito peculiar, cujo escopo e a
investigao das pretensas irregularidades Iuncionais cometidas, sendo
desnecessaria a observncia de alguns principios basilares e especiIicos
do processo administrativo disciplinar. AIinal, procedimento no se
conIunde com processo. (...)
Art. 150. A Comisso exercera suas atividades com independncia e
imparcialidade, assegurado o sigilo necessario a elucidao do Iato ou exigido pelo
interesse da administrao.
ParagraIo unico. As reunies e as audincias das comisses tero carater
reservado.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-98, no vinculante:
185
!"# %& '())* +%,-./.
! '11. Porem, a investigao se procede com o objetivo exclusivo
de precisar a verdade dos Iatos, sem a preocupao de incriminar ou
exculpar indevidamente o servidor. (...) 12. E deIeso a autoridade que
instaura o processo, por qualquer meio, exercer inIluncia sobre o
colegiado a que a Lei assegura independncia no seu mister elucidativo
(art. 161 aludido) e, a este, no e admitido prejulgar a culpabilidade do
servidor.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
! Enumera os casos que tornam possivel avocar ou instaurar
diretamente a sindicncia disciplinar pela Controladoria-Geral da Unio.
! Art. 31. Para implementao do Sistema de Correio do Poder
Executivo Federal, os orgos e titulares das respectivas unidades devero
adotar as seguintes providncias: (...) IV os orgos e entidades do
Poder Executivo Federal prover espao Iisico adequado a pratica das
atividades de correio oIerecer suporte administrativo necessario a
instalao e ao Iuncionamento da unidade de correio integrante do
Sistema relacionada a sua area de competncia.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Deve a Comisso pautar sua conduta na discrio, na reserva, na
urbanidade e respeito pessoal no trato com o acusado ou seu procurador.
! A comisso constitui-se em orgo autnomo na administrao
publica Iederal, no se subordinando hierarquicamente nem mesmo a
autoridade que a designou, como tal deve agir com independncia e
imparcialidade.
! Sem prejuizo da independncia e imparcialidade, pode o membro
de sindicncia Iazer parte de comisso de inquerito do PAD decorrente,
na hipotese de o colegiado to somente solicitar a autoridade
instauradora, a luz de suas preliminares investigaes, a extenso dos
seus poderes investigativos, sem maniIestar, de Iorma expressa, previa
convico do merito acerca da responsabilidade Iuncional.
! Por Ierir principio da imparcialidade, restara desaconselhavel a
manuteno dos membros da comisso disciplinar na comisso de
inquerito do PAD decorrente, na hipotese de a mesma ter maniIestado a
autoridade instauradora convico de cometimento de irregularidade por
parte do servidor acusado e sugerido, a vista da limitao punitiva da
sindicncia, a converso em PAD.
! No ha vedao para que a autoridade instauradora substitua
integrante(s) no curso do inquerito
! Em deIesa da autonomia e independncia da Comisso e do
carater reservado da sede disciplinar, convem a autoridade instauradora
disponibilizar a comisso inIra-estrutura administrativa condizente com o
trabalho a realizar.
! O Iato de a reunio ter carater reservado no exclui a
possibilidade de o acusado acompanhar as deliberaes do colegiado. O
contraditorio ha de ser garantido com o registro por escrito na ata, que e
186
!"# %& '())* +%,-./.
juntada ao processo, ao qual o acusado tem amplo acesso, bem como na
posterior realizao do ato deliberado.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MS n 14135 (2009/0022404-2). Rel. Min. HAROLDO RODRIGUES
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE), DJe de DJ 15/09/2010
! (...) 2 - Dispe o art. 150 da Lei n 8.112/1990 que o acusado tem
o direito de ser processado por uma comisso disciplinar imparcial e
isenta. 3 - No se veriIica tal imparcialidade se o servidor integrante da
comisso disciplinar atuou tambem na sindicncia, ali emitindo parecer
pela instaurao do respectivo processo disciplinar, pois ja Iormou juizo
de valor antes mesmo da produo probatoria. 4 - O proprio Manual da
Controladoria Geral da Unio de 2010, obtido na pagina eletrnica
daquele orgo, aIirma no ser recomendada a participao de membro
sindicante no posterior rito contraditorio.
STJ - REsp 678240/ RS(2004/0108682-0). Rel. Min. MAURO CAMPBELL
MARQUES DJe de 21.11.2008.
! (...) 8. A decretao do sigilo em PAD, a teor do art. 150, caput,
da Lei n. 8.112/90, e medida que se impe somente para preservar o
interesse publico ou o interesse particular qualiIicado (como ocorre com
o sigilo bancario), e no para impedir que a sociedade saiba que corre
processo administrativo disciplinar contra tal e quais servidores
STJ - Mandado de Segurana n 7.748/DF. Rel. Min. VICENTE LEAL, DJ de
11.4.2003.
! EMENTA: (...) E imprescindivel que a alegao de
imparcialidade da comisso investigadora esteja Iundada em provas, no
bastando meras conjecturas ou suposies desprovidas de qualquer
comprovao.
Art. 151. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes Iases:
I - instaurao, com a publicao do ato que constituir a comisso;
> Legislaes Correlatas
Art. 14 da Portaria - PR/IN n 268, de 05/10/09.
! Art. 14 Tm vedada a sua publicao nos jornais OIiciais I atos
de carater interno ou que no sejam de interesse geral; II- atos
concernentes a vida Iuncional dos servidores dos Poderes da Unio, que
no se enquadrem nos estritos termos do art.4 deste instrumento legal,
tais como: (...) h) designao de comisses de sindicncia, processo
administrativo disciplinar e inquerito, entre outras, exceto quando
constituidas por membros de orgos diversos ou, por determinao
expressa, devam atuar em mbito externo;
Portaria-CGU n. 335, de 30 de maio de 2006.
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!"# %& '())* +%,-./.
! Enumera os casos que tornam possivel avocar ou instaurar
diretamente a sindicncia disciplinar pela Controladoria-Geral da Unio.
DECRETO N 4.520, DE 16 DE DEEMBRO DE 2002.
! Disciplina a publicao de atos oIicios no DOU
Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-55, vinculante:
! '(...) 6. O comando constitucional para que se observem o
contraditorio e a ampla deIesa, no processo administrativo, e silente
quanto a Iase processual em que isto deve ocorrer (cIr. o art. 5, LV). E
tema disciplinado em norma inIraconstitucional: a Lei n 8.112, de 1990,
assegura a ampla deIesa no curso do processo disciplinar e, o
contraditorio, no inquerito administrativo (v. os arts. 143 e 153), que
corresponde a 2 Iase do apuratorio (art. 151, II).
Parecer-AGU n GQ-87, no vinculante:
! 'Ementa: E insuscetivel de nuliIicar o processo disciplinar o Iato
de no haver sido publicada a portaria de designao de comisso de
inquerito, desde que considerada a data do mesmo ato como de inicio do
prazo estipulado para a concluso do processo disciplinar e, em
decorrncia, no se constate inIringncia ao principio do contraditorio.
(...) 7. A Lei n 8.112, de 1990, art. 152, considera a publicao do ato de
designao da comisso de inquerito como sendo o marco inicial do
curso do prazo de apurao dos trabalhos, porem no exige que seja Ieita
no Diario OIicial; e acorde com o preceptivo a divulgao desse ato em
boletim interno ou de servio.
Parecer-AGU n GQ -12 e n GQ 35 vinculantes, respectivamente
! 16 (...) principios do contraditorio e da ampla deIesa (...) indicam
a desnecessidade de se consignarem, no ato de designao da c.i, os
ilicitos e correspondentes dispositivos legais, bem assim os possiveis
autores, o que se no recomenda inclusive para obstar inIluncias no
trabalho da comisso de inquerito ou alegao de presuno de
culpabilidade. E assegurada a c.i. a prerrogativa de desenvolver seus
trabalhos com independncia e imparcialidade.
! '15. As opinies doutrinarias tendentes a reconhecer a
necessidade de se indicarem, nos atos de designao das comisses
apuradoras, os Iatos que possivelmente teriam sido praticados pelos
envolvidos, como condio de validade processual pertinente a ampla
deIesa, no se adequam ao regramento do assunto em vigor, mormente
em se considerando os comandos dos arts. 5, LV, da Carta Magna e 153
da Lei n 8.112/90, para que se observe o principio do contraditorio na
Iase processual de inquerito.
> Manifestaes dos rgos de Controle
188
!"# %& '())* +%,-./.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A primeira Iase do processo disciplinar e chamada de
instaurao, se da com a designao da comisso, a cargo da autoridade
expressamente competente para o ato. E pontual e no comporta
contraditorio.
! A autoridade instauradora aplicam-se os mesmos criterios de
analise de impedimento e suspeio aplicaveis aos agentes intervenientes
na instruo e no julgamento.
! A instaurao de comisso por autoridade incompetente pode ser
objeto de convalidao.
! A instaurao se da, pontualmente, com necessaria publicao da
portaria no boletim de servio ou no boletim de pessoal do orgo
responsavel por publicao interna na jurisdio da unidade instauradora,
sendo conveniente juntar copia do mesmo aos autos.
! A publicao da portaria no DOU e exigivel na hipotese de o
apuratorio transcorrer Iora do orgo instaurador ou envolver servidores
de diIerentes orgos.
! Eventual Ialta de publicao da portaria, sequer internamente, no
inquina, necessariamente, de nulidade o processo, se restar provado nos
autos que a parte interessada, de qualquer outra Iorma valida, teve
conhecimento do Ieito, de Iorma a no se conIigurar prejuizo a deIesa.
! O conteudo da portaria deve conter, obrigatoriamente, a
identiIicao dos integrantes da comisso, destacando o presidente; o
procedimento, se sindicncia ou PAD; indicao do alcance dos
trabalhos, reportando ao numero do processo e demais inIraes conexas
que possam emergir da apurao, sem apontar o nome do servidor ou
descrever suposto ilicito e o enquadramento legal.
! A aluso aos Iatos conexos no conteudo da portaria autoriza que a
comisso apure no so a conduta inicialmente conhecida a epoca da
instaurao, mas outras que porventura venham a tona no curso da
investigao.
! A portaria autoriza o trabalho da comisso, mas so adquire valor
juridico pontualmente com a publicao, antes disso, a comisso no
deve praticar nenhum ato, sob pena de argio de nulidade. De Iorma
analoga no se recomenda que a autoridade instauradora consigne que a
designao da comisso ou o inicio dos trabalhos se daro em data
posterior a publicao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 22.055. Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de
13.8.2007.
! 'Ementa: (...) Processo administrativo disciplinar conduzido por
comisso regularmente constituida (Lei 8.112/90, artigo 149). Portaria
publicada no boletim interno: regularidade (Lei 8.112/90, art. 151, I).
Idem: STJ, Mandados de Segurana n 6.853 e 8.877.
STJ - Mandado de Segurana n 12.369. Rel. Min. FELIX FISCHER. DJ de
10/09/2007
189
!"# %& '())* +%,-./.
! 'Ementa: III - E valida publicao de portaria que instaura
processo administrativo disciplinar e, a Iortiori, da portaria que prorroga
o PAD, em boletim inIormativo interno.
STF Recurso em Mandado de Segurana n 25.105. Rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA, DJ de 20.10.2006.
! 'Ementa: No se exige, na portaria de instaurao de processo
disciplinar, descrio detalhada dos Iatos investigados, sendo
considerada suIiciente a delimitao do objeto do processo pela
reIerncia a categorias de atos possivelmente relacionados a
irregularidades.
STJ - Mandado de Segurana n 7.081. Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de
3.9.2001
! 'Ementa: (...) IV - Inocorrncia de nulidade quanto a portaria de
instaurao do processo disciplinar, seja porque Iora proIerida por
autoridade no exercicio de poder delegado seja porque Iez reIerncias
genericas aos Iatos imputados ao servidor, deixando de exp-los
minuciosamente - exigncia esta a ser observada apenas na Iase de
indiciamento, apos a instruo. Idem: STJ, Mandados de Segurana n
6.853, 7.066, 8.146, 8.258, 8.858 e 8.877; e STF, Recursos em
Mandados de Segurana n 2.203, 2.501, 4.174, 4.504 e 6998.
STJ - Mandado de Segurana n 12.369. Rel. Min. FELIX FISCHER. DJ de
10/09/2007
! 'Ementa: II - A descrio minuciosa dos Iatos se Iaz necessaria
apenas quando do indiciamento do servidor, apos a Iase instrutoria, na
qual so eIetivamente apurados, e no na portaria de instaurao ou na
citao inicial. Idem: STJ, Agravo Regimental no Recurso Especial n
900.193
STJ - Mandado de Segurana n 8.146. Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 17.3.2003.
! 1. Em se identiIicando os membros da comisso processante,
inclusive o seu presidente, o acusado, e os Iatos a serem apurados, no ha
que Ialar em ilegalidade da portaria instauradora do processo
administrativo disciplinar
STJ - Mandado de Segurana n 8.259. Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 4.8.2003.
! EMENTA: (...) 2. IdentiIicados os membros da comisso
processante, inclusive o seu presidente, o acusado, e os Iatos a serem
apurados, no ha que Ialar em ilegalidade da Portaria instauradora do
processo administrativo disciplinar. 3. A descrio minuciosa dos Iatos,
com a tipiIicao da Ialta cometida, tem momento proprio, qual seja, o
do indiciamento do servidor (artigo 161, caput, da Lei 8.112/90).
II - inquerito administrativo, que compreende instruo, deIesa e relatorio;
III julgamento (os comentarios desses incisos esto em outra parte)
190
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 152. O prazo para a concluso do processo disciplinar no excedera 60
(sessenta) dias, contados da data de publicao do ato que constituir a comisso,
admitida a sua prorrogao por igual prazo, quando as circunstncias o exigirem.
1 Sempre que necessario, a comisso dedicara tempo integral aos seus
trabalhos, Iicando seus membros dispensados do ponto, ate a entrega do relatorio Iinal.
2 As reunies da comisso sero registradas em atas que devero detalhar as
deliberaes adotadas.
> Legislaes Correlatas
Art. 5, LXXVIII da CONSTITUIO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO
BRASIL DE 1988.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 279.
! PRESCRIO. A redesignao da comisso de inquerito, ou a
designao de outra, para prosseguir na apurao dos mesmos Iatos no
interrompe, de novo, o curso da prescrio.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A autoridade deve Iazer constar na portaria instauradora o prazo
concedido a comisso. Em regra, concede-se 60 (sessenta) dias, mas
nada impede que seja concedido prazo menor, a criterio da autoridade
instauradora.
! Tendo o marco inicial caido em uma sexta-Ieira, a regra mais
usual, por advir da lei processual civil, o primeiro dia da contagem e a
segunda-Ieira subseqente, sendo que a repercusso do dia inicial da
contagem do prazo de concluso se da, a rigor, somente no cmputo da
prescrio,
! Na impossibilidade de iniciar os trabalhos de imediato, deve o
presidente da comisso comunicar os motivos a autoridade instauradora,
sem que isso importe em nulidade ou prejuizo a manuteno do prazo
legal para a concluso do processo.
! Convem que o presidente comunique a autoridade instauradora a
ocorrncia de suspenso dos trabalhos. Com exceo de ordem judicial,
razes como licena medica do acusado, Ialta de recursos Iinanceiros
para diarias e deslocamentos, aguardo de laudos periciais e tecnicos no
tm o condo de suspender o prazo prescricional.
! Os trabalhos da comisso podem ser prorrogados, se no
concluidos a tempo, o que deve ser objeto de pedido, com breve
justiIicativa, a autoridade instauradora, o que se recomenda seja Ieito
antes da data que antecede o encerramento, para possibilitar, em tempo
habil, a edio de nova portaria.
191
!"# %& '())* +%,-./.
! O prazo de prorrogao deve ser igual ao prazo originariamente
concedido, 60(sessenta) dias, que comea a ser contado depois de
60(sessenta) dias da instaurao, de Iorma a garantir o prazo legal total
de 120 (cento e vinte) dias.
! Na hipotese de a prorrogao do prazo no ser suIiciente para
encerrar os trabalhos de apurao, o presidente da comisso deve
comunicar a autoridade instauradora, com breve justiIicativa, e solicitar
designao de nova comisso que pode ser integrada pelos mesmos
membros ou no.
! Esgotados o prazo original e da prorrogao, sem que se tenha
concluido o apuratorio, deve a autoridade reinstaurar o processo, sem
prejuizo de se alterar integralmente ou em parte a composio da
comisso.
! A ocorrncia de lapso de tempo para designar nova comisso, por
si so, no acarreta nulidade, recomendando-se que no se produza
nenhum ato no intervalo, ou na hipotese de serem produzidos, que no
sejam utilizados, como prova de indiciao do acusado.
! A portaria de designao de novo colegiado deve conter os
mesmos dados da portaria instauradora, ressalvando-se o prazo de
durao dos trabalhos que no precisa ser igual ao originario da
instaurao. No caso, a prorrogao tambem e cabivel, pelo mesmo
prazo da nova designao.
! A ocorrncia de novas designaes e prorrogaes, por si so, no
causa nulidade, mas opera a Iavor da prescrio e do Iim do aIastamento
preventivo do acusado.
! Para asseverar a unicidade da conduo dos trabalhos, deve a
comisso registrar suas deliberaes em ata, assinada pelos integrantes,
de modo a aIastar qualquer alegao de conduo unilateral da atividade
sindicante.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 7.962. Rel. Min. VICENTE LEAL, DJ de
1.7.2002.
! 'Ementa: Esta Colenda Corte ja Iirmou entendimento no sentido
de que a extrapolao do prazo para a concluso do processo
administrativo disciplinar no consubstancia nulidade susceptivel de
invalidar o procedimento. Idem: STF, Mandados de Segurana n 7.015,
21.494 e 22.656; e STJ, Mandados de Segurana n 7.066, 7.435 e 8.877;
e Recursos em Mandado de Segurana n 6.757 e 10.464.
STF - Mandado de Segurana n 22.755. Rel. Min. ILMAR GALVO, DJ de
3.4.1998.
! EMENTA: Inexiste, em nosso sistema juridico, dispositivo legal
que tenha por inviavel a punio de inIrao disciplinar se a sua
apurao somente se tornou possivel apos o sucessivo Iracasso de quatro
comisses de inquerito em concluir o seu trabalho no prazo de lei.
STF - Mandado de Segurana n 22.656. Rel. Min. ILMAR GALVO, DJ de
5.9.1997.
192
!"# %& '())* +%,-./.
! EMENTA: No conIigura nulidade, a Ialta de previso legal nesse
sentido, a no-concluso do processo administrativo no prazo do art. 152
da Lei n 8.112/90. Circunstncia que, de resto, no prejudicou o
impetrante, processado sem o aIastamento previsto no art. 147 do mesmo
diploma legal. Prazo que Ioi estabelecido em prol da Administrao, com
o Iim de aIastar o inconveniente do retorno do servidor aIastado, antes de
apurada a sua responsabilidade Iuncional (art. 147, paragraIo unico)
Seo I
Do Inqurito
Art. 153. O inquerito administrativo obedecera ao principio do contraditorio,
assegurada ao acusado ampla deIesa, com a utilizao dos meios e recursos admitidos
em direito.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
ManiIestaes CONJUR/AGU
! PARECER N GQ-138 - Ementa: No implica nulidade do
processo disciplinar a Ialta de publicao do ato de sua instaurao, pois
dessa omisso no advem prejuizo para o contraditorio ou a deIesa. A
indiciao tem a Iinalidade de Iacilitar ao servidor a veriIicao das
irregularidades que a ele sejam atribuidas e o exame das respectivas
provas, proporcionando oportunidade de contraditar-se a acusao, razo
pela qual sua inexistncia pode resultar em nulidade do processo
disciplinar que, de Iorma analitica, verse sobre assunto complexo. O Iato
de o representante legal do indiciado receber a citao para o servidor
apresentar deIesa, por si so, no e Iator nuliIicante do processo
disciplinar. (assuntos abordados neste Parecer: Falta de publicao do ato
de instaurao. Alegao de insanidade mental. Citao do acusado
entregue a seu representante. Nulidade por ausncia de indiciao);
PARECER N GQ-102
! Ementa: E insuscetivel de nuliIicar o processo o Iato de haver a
comisso de inquerito intimado o acusado a prestar depoimento, sem
notiIica-lo no respeitante aos direitos que lhe so assegurados nas
normas pertinentes, durante o curso do processo, dada a inexistncia de
lei que contemple a ultima medida. A Ialta de depoimento do indiciado,
por si so, no signiIica inobservncia dos principios do contraditorio e da
ampla deIesa, com a conseqente nulidade, nem obsta a tipiIicao do
ilicito. A Lei n 8.112, de 1990, art. 138, modiIicou o conceito da
inIrao abandono de cargo, do que resulta sua caracterizao quando se
constatam mais de trinta ausncias consecutivas e a intencionalidade em
Ialtar ao servio. (assuntos abordados neste Parecer: No so causas de
nulidade a Ialta de notiIicao ao acusado do teor do art. 156 da Lei n
8.112, de 11/12/90, e a Ialta de interrogatorio do acusado, embora
regularmente intimado. Materializao do abandono de cargo, mediante
conIigurao da intencionalidade);
PARECER N GQ-100
193
!"# %& '())* +%,-./.
! Ementa: E imprescindivel declarar-se a nulidade de processo
administrativo disciplinar, originaria da inobservncia do principio do
contraditorio de que resulta prejuizo para a deIesa. (assuntos abordados
neste Parecer: Inobservncia do contraditorio. Nulidade. Indicao de
irregularidade e autor na portaria de instaurao. Escolha entre
sindicncia e PAD. Surgimento de outro acusado ou de inIrao conexa);
PARECER N GQ-99
! Ementa: O cerceamento de deIesa, por ser um Iato, no se
presume; porem, ha de ser demonstrado, em Iace do contexto do
processo disciplinar. (assuntos abordados neste Parecer: Cerceamento de
deIesa deve ser provado e no apenas presumido. Ausncia de advogado
no interrogatorio do acusado. Oitiva de testemunha apos o interrogatorio
do acusado);
PARECER N GQ-66 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Apos a vigncia da Lei n 8.112, de 11.12.1990, torna-se
necessario, ainda na Iase instrutoria, Iacultar vista dos autos ao acusado
em processo administrativo disciplinar, para que possa requerer o que Ior
de direito. (assuntos abordados neste Parecer: Lei n 8.112, de 11/12/90,
exige instruo contraditoria, cuja aIronta enseja nulidade)
PARECER N GQ-55 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Em virtude dos principios constitucionais do
contraditorio e da ampla deIesa, o servidor que responde a processo
disciplinar deve ser notiIicado da instaurao deste imediatamente apos a
instalao da comisso de inquerito e, em qualquer Iase do inquerito,
cientiIicado dos atos processuais a serem praticados com vistas a
apurao dos Iatos, de modo que, tempestivamente, possa exercitar o
direito assegurado no art. 156 da Lei n 8.112, de 1990. Na hipotese em
que ressaia da apurao dos Iatos a culpabilidade de servidor no
acusado, no mesmo processo, devera ser imediata e expressamente
notiIicado quanto a esse aspecto e a Iaculdade insita ao art. 156,
supramencionado, assegurando-se-lhe o direito ao contraditorio e a
ampla deIesa. A Ialta constatada no curso do processo devera ser nele
apurada, desde que conexa com as que ensejaram o apuratorio ou, se no
houver conexidade, essa medida no resulte em danos consideraveis para
a concluso agil dos trabalhos. Caso contrario, a c.i. deve alvitrar a
designao de outro colegiado, incumbido de investigar a inIrao. O
prazo para a Administrao exercer o poder-dever de inIligir penalidade
comea a correr da data em que tem conhecimento do Iato delituoso. O
poder de julgar a regularidade das contas dos responsaveis por dinheiros,
bens e valores publicos, inscrito na esIera de competncia do colendo
Tribunal de Contas da Unio, no inibe a ao disciplinar do Estado,
salvo se Ior negada a existncia do Iato ou a autoria. (assuntos abordados
neste Parecer: Contraditorio e ampla deIesa. Momento de notiIicar
acusado. Surgimento de outro acusado ou de inIrao conexa. Termo
194
!"# %& '())* +%,-./.
inicial da contagem da prescrio. Independncia da instncia disciplinar
em relao ao TCU);
PARECER N GQ-37 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: O servidor envolvido na pratica de inIraes
disciplinares, objeto de processo administrativo, ha de ser notiIicado a
respeito dos depoimentos das testemunhas, em conseqncia de o
inquerito jungir-se ao principio do contraditorio. No entanto, a
quantidade de provas, inclusive a reiterada conIisso do servidor e seu
representante legal, que evidencie, de Iorma inconteste, a existncia do
Iato, a autoria e a ampla deIesa assegurada, autoriza a ilao da
regularidade do apuratorio. E insuscetivel de eivar o processo disciplinar
de nulidade o interrogatorio do acusado sucedido do depoimento de
testemunhas, vez que, somente por esse Iato, no se conIigurou o
cerceamento de deIesa. As inIormaes consignadas na indiciao, por
Iora do art. 161 da Lei n 8.112, de 1990, no se acrescem Iormalidades
desprovidas de previso legal, de modo a obstar a validade de documento
adequado, inquinando de nulidade o processo disciplinar. Com o intuito
de impedir inIluncias no trabalho da comisso de inquerito ou alegao
de presuno de culpabilidade, no se consignam, no ato de instaurao
do processo disciplinar, os ilicitos e respectivos preceitos transgredidos,
bem assim os possiveis autores. Por imperativo de Lei, so adnumerados
na indiciao. A legalidade do processo disciplinar independe da
validade da investigao, eIetuada atraves da sindicncia de que adveio
aquele apuratorio. (assuntos abordados neste Parecer: NotiIicao do
depoimento de testemunhas ao envolvido. Oitiva de testemunha apos o
interrogatorio do acusado. Cerceamento a deIesa requer prejuizo. No se
indicam irregularidades e autores na portaria de designao, mas sim na
indiciao. No PAD, conteudo dos autos prevalece em relao a sua
Iorma. PAD no tem sindicncia como pre-requisito e a validade daquele
no depende da validade desta);
> Manifestaes dos rgos de Controle

Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'Em termos de processo administrativo disciplinar, a garantia
constitucional da ampla deIesa proporciona ao acusado, pessoalmente
ou, a seu criterio, por meio de procurador, os direitos gratuitos, perante a
administrao e por ela respeitados, de: ser notiIicado da existncia do
processo (verdadeira clausula inicial da ampla deIesa, pois ninguem pode
se deIender se antes no souber que existe, contra si, uma acusao), ter
acesso aos autos, participar da Iormao de provas e v-las apreciadas,
ter a Iaculdade de se maniIestar por ultimo, ter deIesa escrita analisada
antes da deciso, ser alvo de julgamento Iundamentado e motivado e dele
ter cincia (como pre-condio para poder exercer o direito de recorrer).
Ainda, como corolario da ampla deIesa, tem-se a presuno de inocncia
do servidor ate o julgamento do processo, com o nus de provar a
responsabilizao a cargo da administrao. InIraconstitucionalmente,
este principio, alem dos arts. 116, paragraIo unico, 143, 153 e 156 da Lei
n 8.112, de 11/12/90, tambem se encontra positivado no art. 2, caput e
195
!"# %& '())* +%,-./.
paragraIo unico, X, da Lei n 9.784, de 29/01/99, conIorme 3.3.2
(Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 110);
! 'Por sua vez, a garantia constitucional do contraditorio signiIica
para o acusado ter cincia das provas juntadas aos autos e poder
contesta-las de imediato, caso deseje, estabelecendo uma relao
bilateral, no necessariamente antagnica, mas sim preIerencialmente
colaboradora com a elucidao da verdade. Por outro lado, o
contraditorio se satisIaz apenas com a oIerta, com a Iaculdade, com a
prerrogativa que se concede ao interessado em produzir contradita em
relao a atos que militem a seu desIavor, no caracterizando aIronta ao
principio, se, uma vez devidamente oIertada a oportunidade a parte, ela
se omite e no a exercita. Em sintese, o contraditorio se concretiza
quando o processo propicia o dialogo. Para isso, e necessario, ento, dar
cincia ao acusado, como regra geral, com prazo habil de antecedncia
de trs dias uteis, de atos de produo de provas (diligncias, pericias,
testemunhos, etc) e decises prolatadas, conIorme se vera em 4.4.3, a Iim
de que a parte, caso queira, possa se opor ou dar outra verso ou Iornecer
interpretao juridica diversa (Manual de PAD da CGU, abril de 2010,
p. 110);
! 'EnIim, no basta que a comisso colete os elementos de prova
que lhe paream relevantes para Iormar sua convico; o contraditorio
garante ao acusado a Iaculdade no so de contra-arrazoar as provas
elaboradas pela comisso, como tambem de produzir suas proprias
provas e de ter suas alegaes imparcialmente apreciadas e valoradas
pela administrao. Em patamar inIraconstitucional, este principio, alem
dos arts. 153 e 156 da Lei n 8.112, de 11/12/90, tambem se encontra
positivado no art. 2, caput, da Lei n 9.784, de 29/01/99, conIorme 3.3.2.
As garantias da ampla deIesa e do contraditorio devem ser encaradas
pela comisso como a base da conduo do processo, pois so os pilares
da validade dos atos processuais, da deciso prolatada e de todo o
processo em si, independentemente do rito (se processo administrativo
disciplinar em rito ordinario ou sumario ou se sindicncia). A comisso
deve reservar, no curso de todo o apuratorio, constante ateno a esses
dois direitos, visto que, como regra, no processo administrativo
disciplinar, sua inobservncia e a causa mais comum de nulidade.
(Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 110/111);
! 'Em sintese, o inquerito administrativo (ou, simplesmente,
inquerito), que e a parte contraditoria do processo, conduzida
autonomamente pela comisso, comporta os seguintes atos, na ordem:
atos iniciais do inquerito (instalao da comisso processante;
comunicao da instalao; designao do secretario); atos de instruo
(notiIicao do servidor, depoimentos, pericias, diligncias,
interrogatorio, indiciao e citao para apresentar deIesa escrita); deIesa
escrita; e relatorio (Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 161)
Art. 154. Os autos da sindicncia integraro o processo disciplinar, como pea
inIormativa da instruo.
ParagraIo unico. Na hipotese de o relatorio da sindicncia concluir que a inIrao
esta capitulada como ilicito penal, a autoridade competente encaminhara copia dos autos
196
!"# %& '())* +%,-./.
ao Ministerio Publico, independentemente da imediata instaurao do processo
disciplinar.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GM-1
! '13. Isto porque, de lege lata, as irregularidades se apuram
mediante sindicncia ou processo disciplinar, prescindindo este da
preliminar veriIicao das inIraes atraves da primeira. 14. EIetua-se a
apurao da conduta anti-social do servidor por intermedio de
sindicncia ou processo disciplinar, dependendo da inIrao e das
circunstncias em que Ioi cometida. No art. 143, supramencionado, o
legislador utilizou a alternativa ou considerando haver variao na
natureza das irregularidades e no grau de diIiculdade de sua constatao.
Ha aquelas Iacilmente veriIicaveis de conseqncias revestidas de tal
gravidade que a lei preconiza medidas drasticas restritivas de direitos,
mais compativeis com uma apurao de rigor, cujos ritos so contidos
em lei. 15. Os elementos probatorios coligidos, por intermedio de
sindicncia, podem indicar o arquivamento do processo originario da
cincia de irregularidade, a aplicao da penalidade de advertncia, ou de
suspenso de ate trinta dias, ou a instaurao do processo disciplinar (cIr.
os arts. 143 e 144 da Lei n 8.112, de 1990). 16. As normas pertinentes a
sindicncia e ao processo disciplinar no prescrevem a realizao da
primeira, em regra previamente a instaurao deste. A simples leitura dos
arts. 153 e 154 da Lei n 8.112, de 1990, ja o demonstra. Atenta a
natureza da inIrao e as circunstncias em que esta se veriIica, a
autoridade competente deve aquilatar se da sua apurao podera resultar
a advertncia, a suspenso de ate trinta dias ou a inIlio de penalidade
mais grave, a Iim de determinar a modalidade de apurao, se a
realizao de sindicncia ou a abertura de processo. Em se insinuando
duvida razoavel a respeito da pratica da inIrao ou de sua autoria, e
dependendo de sua gravidade, a autoridade competente devera ter
discernimento suIiciente para determinar a realizao de investigao
previa (a sindicncia), com vistas a veriIicao da necessidade de
proceder, ou no, a cabal apurao das irregularidades, atraves do
processo disciplinar.;
PARECER N GQ-37
! '25. No pertinente a nulidade da sindicncia, e necessario dirimir
que, de lege lata, as irregularidades se apuram mediante sindicncia ou
processo disciplinar, prescindindo este da preliminar veriIicao das
inIraes atraves da primeira. 26. EIetua-se a apurao da conduta anti-
social do servidor por intermedio de sindicncia ou processo disciplinar,
dependendo da inIrao e das circunstncias em que Ioi cometida. No
art. 143, supramencionado, o legislador utilizou a alternativa ou
considerando haver variao na natureza das irregularidades e no grau de
diIiculdade de sua constatao. Ha aquelas Iacilmente veriIicaveis de
conseqncias revestidas de tal gravidade que a lei preconiza medidas
drasticas restritivas de direitos, mais compativeis com uma apurao de
rigor, cujos ritos so contidos em lei. Em vista dessa linha de
valorizao, no discrepou a lei ao estatuir que da sindicncia exsurge a
197
!"# %& '())* +%,-./.
aplicao das penalidades de advertncia, ou suspenso de ate trinta dias,
ou instaurao de processo disciplinar. Inexiste exigncia legal, ou
necessidade em determinados casos, de que todo processo disciplinar
seja precedido de sindicncia, nem sua prescindibilidade implica
inobservncia de qualquer principio de direito. 27. A Lei n 8.112, de
1990, estabelece ritos a serem observados na apurao que se eIetua por
intermedio do processo disciplinar, inexistindo determinao legal para
que se proceda a sindicncia atraves da designao de comisso ou, em
relao a esta, se observem as prescries pertinentes a disciplina do
processo de rigor (arts. 148 e seguintes). 28. O indiciado ha de ser
apenado mediante a edio de ato resultante de processo disciplinar,
consoante visto, independentemente da sindicncia, motivo por que
aIigura-se despiciendo realizar maiores incurses exegeticas a respeito da
validade da apurao preliminar, eIetuada atraves da ultima e de que no
resultou a inIlio de qualquer penalidade.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'No caso de sindicncia (inquisitorial ou mesmo contraditoria)
redundar na instaurao de PAD, devem ser reIeitos os atos de instruo
probatoria porventura realizados no primeiro procedimento sem que se
tenha oportunizado ao acusado o direito a ampla deIesa e ao
contraditorio e que sejam considerados relevantes para o inquerito (a
pedido do servidor ou porque a comisso entende como necessarios),
para que neste ultimo possam ter valor de prova (Manual de PAD da
CGU, abril de 2010, p. 211/212);
! 'A principio, como regra geral inibidora do pre-julgamento, a Lei
somente prev a remessa ao Iinal da sindicncia ou do processo
administrativo disciplinar, como decorrncia da observncia dos
principios da legalidade, do devido processo legal e da presuno de
inocncia. Todavia, excepcionalmente, pode ser justiIicavel que a
comisso encaminhe a qualquer momento, antes do termino do rito,
representao penal a autoridade instauradora, a Iim de que esta, se
entender cabivel, remeta-a ao Ministerio Publico Federal. () Esta
atipica e excepcional antecipao pode ser justiIicada pelo objetivo de
prevenir a prescrio ou mesmo de provocar a produo de provas
judiciais para posteriormente instruir o processo administrativo
disciplinar. Destaque-se que, se Ior o caso, esta representao previa no
prejudica as remessas ao Iinal da sindicncia e do processo
administrativo disciplinar. Em todo caso, e sobretudo na hipotese da
antecipao, recomenda-se cautela a comisso ao cogitar de
representao criminal, mencionando apenas haver indicios, no se
aIirmando categoricamente a conIigurao de crime, visto no ser
competncia do agente administrativo, e tambem a Iim de evitar risco de
pre-julgamento ou de dependncia da maniIestao judicial deIinitiva
(Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 503/504);
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
198
!"# %& '())* +%,-./.
STJ - REsp n 1087476 (2008/0206027-0). Rel. Min. JORGE MUSSI, DJe
1.2.2010.
! PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAO
JURISDICIONAL. NO OCORRNCIA. No ha qualquer omisso no
acordo impugnado, que examinou a questo de Iorma suIicientemente
Iundamentada. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO.
AUDITOR DA RECEITA FEDERAL. INSTAURAO DE
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. APURAO DE
SUPOSTA FALTA. PODER-DEVER DA ADMINISTRAO. 1.
ConIorme prev o art. 169 da Lei n. 8.112/1990, veriIicada a ocorrncia
de vicio insanavel, a autoridade que determinou a instaurao do
processo administrativo disciplinar ou outra de hierarquia superior
declarara a sua nulidade, total ou parcial, e prescrevera, no mesmo ato, a
constituio de outra comisso para instaurao de novo processo
voltado a apurao das supostas irregularidades. 2. O processo
administrativo disciplinar, instrumento Iormal por meio do qual a
administrao apura a ocorrncia de Ialta Iuncional, dando vazo ao
poder-dever de zelar pela correo e legitimidade da atuao de seus
agentes, prescinde do processamento de previa sindicncia como
condio para a sua instaurao, ex vi do art. 143 da Lei n. 8.112/1990.
3. A apurao de eventual irregularidade e garantia tanto para o Estado
quanto para os seus servidores, que podero exercer livremente o seu
direito a ampla deIesa e ao contraditorio. 4. A atuao do Poder
Judiciario no controle do processo administrativo circunscreve-se a
analise da regularidade do procedimento e a garantia contra eventual
excesso, sendo-lhe vedada, contudo, qualquer incurso no merito
administrativo. 5. Recurso especial provido;
Art. 155. Na Iase do inquerito, a comisso promovera a tomada de depoimentos,
acareaes, investigaes e diligncias cabiveis, objetivando a coleta de prova,
recorrendo, quando necessario, a tecnicos e peritos, de modo a permitir a completa
elucidao dos Iatos.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'Atos de instruo probatoria so aqueles em que se buscam
elementos para amparar a Iormao da convico por parte da comisso
e da autoridade julgadora. Portanto, so o cerne do processo e devem ser
merecedores de grande ateno e empenho por parte do colegiado.
Advirta-se, de imediato, que a lista apresentada no art. 155 da Lei n
8.112, de 11/12/90, e meramente exempliIicativa, sem o condo de
exaurir as hipoteses de emprego de atos de instruo. Podem decorrer
tanto de iniciativa da propria comisso, cumprindo seu dever de oIicio de
apurar, quanto de pedido do acusado, exercendo seu direito a ampla
deIesa e ao contraditorio. Na processualistica disciplinar, adota-se o
pressuposto de que os atos de instruo probatoria que tm sua realizao
decidida pela comisso, seja de oIicio ou seja por ela deIerida atendendo
pedido da deIesa, o Ioram porque se demonstram relevantes para o
interesse maior, que e de esclarecer o Iato. Dai, indistintamente, passam
a pertencer ao processo, independentemente se realizados de oIicio ou a
199
!"# %& '())* +%,-./.
pedido. No ha que se cogitar de 'atos da comisso e de 'atos da parte,
muito menos de 'atos da acusao e de 'atos da deIesa. Uma vez tendo
sua realizao deliberada, todos os atos so da administrao, a quem,
em ultima analise, sempre interessa o esclarecimento do Iato. Como
conseqncia, a principio, no cabe a comisso impor ou repassar para o
acusado os custos de realizao de ato instrucional, a menos que,
excepcionalmente, em situaes especiIicas, a administrao no
disponha de recursos, quando ento deve ser notiIicado o acusado de que
o ato probatorio solicitado somente sera realizado com sua aquiescncia
em custea-lo. Por outro lado, a deIesa no tem o condo de, na via
administrativa, impugnar determinado ato de instruo, obrigando sua
desconsiderao na convico. () Os meios de prova mais comuns que
se empregam no processo administrativo disciplinar so: provas
documentais (certides, atestados, extratos de sistemas inIormatizados,
IotograIias, Iitas cassete e de video, degravaes); provas orais (oitivas,
declaraes, acareaes e interrogatorios); e provas periciais (laudos de
Iorma geral). Mas, independentemente da Iorma como so coletadas,
todas as provas devem ser autuadas no processo em Iorma escrita,
reduzidas a termo (Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 207/208);
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MS 10906/DF. Rel. Min. NILSON NAVES. DJe 1.10.2008.
! Irregularidade do processo disciplinar. Merito administrativo.
Ocorrncia de erro invencivel. Possibilidade de interveno do
Judiciario. 1. No que diz respeito ao controle jurisdicional do processo
administrativo disciplinar, a jurisprudncia do Superior Tribunal e Iirme
no sentido de que compete ao Poder Judiciario apreciar, a luz dos
principios do contraditorio, da ampla deIesa e do devido processo legal, a
regularidade do procedimento sem, contudo, adentrar o merito
administrativo. Havendo, porem, erro invencivel, justiIica-se a
interveno do Judiciario. 2. Na hipotese, cabia a administrao proceder
as diligncias necessarias para a descoberta da verdade quanto a
participao do impetrante na gerncia da empresa, e no simplesmente
colocar o nus da prova sobre o servidor, que, por meio de sua curadora,
tentou demonstrar a inatividade da empresa desde a Iundao. Agindo
assim, a administrao esquivou-se das suas Iunes, lanando ao
servidor a incumbncia de comprovar a ausncia de circunstncia
irregular. Ao Iinal, no Iicou nada provado no processo administrativo.
3. Segurana concedida em parte para se anular a demisso do
impetrante, determinando-se, em conseqncia, a sua reintegrao no
cargo.
Art. 156. E assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo
pessoalmente ou por intermedio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas,
produzir provas e contraprovas e Iormular quesitos, quando se tratar de prova pericial.
1 O presidente da comisso podera denegar pedidos considerados
impertinentes, meramente protelatorios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento
dos Iatos.
200
!"# %& '())* +%,-./.
2 Sera indeIerido o pedido de prova pericial, quando a comprovao do Iato
independer de conhecimento especial de perito.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-66 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Apos a vigncia da Lei n 8.112, de 11.12.1990, torna-se
necessario, ainda na Iase instrutoria, Iacultar vista dos autos ao acusado
em processo administrativo disciplinar, para que possa requerer o que Ior
de direito (assuntos abordados neste Parecer: Lei n 8.112, de 11/12/90,
exige instruo contraditoria, cuja aIronta enseja nulidade);
PARECER N GQ-55 (Parecer vinculante, conIorme art. 40 da Lei
Complementar n 73, de 10/02/93)
! Ementa: Em virtude dos principios constitucionais do
contraditorio e da ampla deIesa, o servidor que responde a processo
disciplinar deve ser notiIicado da instaurao deste imediatamente apos a
instalao da comisso de inquerito e, em qualquer Iase do inquerito,
cientiIicado dos atos processuais a serem praticados com vistas a
apurao dos Iatos, de modo que, tempestivamente, possa exercitar o
direito assegurado no art. 156 da Lei n 8.112, de 1990. Na hipotese em
que ressaia da apurao dos Iatos a culpabilidade de servidor no
acusado, no mesmo processo, devera ser imediata e expressamente
notiIicado quanto a esse aspecto e a Iaculdade insita ao art. 156,
supramencionado, assegurando-se-lhe o direito ao contraditorio e a
ampla deIesa. A Ialta constatada no curso do processo devera ser nele
apurada, desde que conexa com as que ensejaram o apuratorio ou, se no
houver conexidade, essa medida no resulte em danos consideraveis para
a concluso agil dos trabalhos. Caso contrario, a c.i. deve alvitrar a
designao de outro colegiado, incumbido de investigar a inIrao. O
prazo para a Administrao exercer o poder-dever de inIligir penalidade
comea a correr da data em que tem conhecimento do Iato delituoso. O
poder de julgar a regularidade das contas dos responsaveis por dinheiros,
bens e valores publicos, inscrito na esIera de competncia do colendo
Tribunal de Contas da Unio, no inibe a ao disciplinar do Estado,
salvo se Ior negada a existncia do Iato ou a autoria (assuntos abordados
neste Parecer: Contraditorio e ampla deIesa. Momento de notiIicar
acusado. Surgimento de outro acusado ou de inIrao conexa. Termo
inicial da contagem da prescrio. Independncia da instncia disciplinar
em relao ao TCU);
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'Com relao a pedidos Iormulados pelo acusado, o presidente
da comisso tem a prerrogativa legal de, a vista da eIicincia, economia e
celeridade, negar, total ou parcialmente, aqueles considerados meramente
impertinentes (pedidos sem relao com o processo); irrelevantes
(pedidos que tm relao com o processo, mas em nada contribuem para
201
!"# %& '())* +%,-./.
o esclarecimento), protelatorios (apenas para postergar no tempo a
deciso); de impossivel realizao ou sobre Iatos ja comprovados por
outros atos. Todavia, este poder deve ser usado com cautela, em caso de
inequivoca improcedncia, uma vez que a negativa de ato de interesse do
acusado pode suscitar alegao de cerceamento a deIesa. Estando em
duvida para indeIerir pedido de Iormao de prova, quando o caso no e
de Ilagrante inaplicabilidade, pode a comisso intimar o acusado a
demonstrar relao de pertinncia da prova solicitada com o Iato
apurado. A denegao de pedido da deIesa, assinada pelo presidente,
deve estar respaldada em previa deliberao colegiada bem
Iundamentada e motivada, em ata, ainda no curso da instruo (no se
recomenda guardar a resposta para o relatorio, quando no havera
condies de ser contraditada). No se recomendam indeIerimentos
lacnicos, apenas aIirmando que o pedido e impertinente ou que e
protelatorio. Deve haver, na ata, a clara motivao do indeIerimento
(porque a prova ja Ioi produzida anteriormente ou porque a inIormao
que se quer ja consta dos autos, etc). E, ao se notiIicar o acusado do
indeIerimento do pedido, deve constar do termo que a ele segue anexada
copia da ata, com a motivao do indeIerimento, que e parte integrante e
inseparavel do termo. () Embora estejam igualmente inseridos no
chamado direito de petio (previsto na Lei n 8.112, de 11/12/90, arts.
104 a 115, e que, como gnero, sintetiza o direito de o administrado
requerer diretamente a administrao), ha dois institutos que, a vista da
autonomia e independncia da comisso, exigem aqui uma abordagem
especiIica: o pedido de reconsiderao e o recurso hierarquico. Sendo a
comisso o ente exclusivamente competente para a conduo da segunda
Iase do processo (o inquerito), tem-se que, ai, ela e a propria
administrao. Como tal, em tese, seus atos poderiam suscitar os dois
requerimentos acima citados. O indeIerimento, por parte da comisso, de
qualquer petio apresentada pelo acusado, reIerente a ato instrucional,
pode ser objeto de um unico pedido de reconsiderao ao proprio
colegiado, a luz do art. 106 da Lei n 8.112, de 11/12/90, a Iim de que ele
reveja sua deciso original. Todavia, sendo a comisso um orgo
autnomo e independente na administrao publica, no se inserindo em
via hierarquica e no sendo subordinada a qualquer autoridade, conIorme
ja aduzido em 4.3.10.2.2, no se apresenta util a deIesa interpor recurso
contra ato da comisso, apesar da previso generica no art. 107 da Lei n
8.112, de 11/12/90, visando a reIorma de algum de seus atos, visto que
no ha autoridade superior ao colegiado (Manual de PAD da CGU, abril
de 2010, p. 212/213);
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - AI 473883 AgR. Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJ de 27.4.2010.
! ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. PROCESSO DISCIPLINAR. DIREITO DE
DEFESA TECNICA. 1. O exercicio da ampla deIesa e do contraditorio
em Processo Administrativo Disciplinar prescinde da presena de
advogado. Precedentes. 2. A Ialta de deIesa tecnica por advogado
habilitado no processo administrativo disciplinar no oIende a
202
!"# %& '())* +%,-./.
Constituio Federal. RE 434.059/DF. Sumula Vinculante STF 5. 3.
Agravo regimental improvido;
STF - RMS 24902 / DF. Rel. Min. EROS GRAU. DJ de 12.12.2006.
! RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANA.
LITISPENDNCIA. INOCORRNCIA. PORTARIA DE
INSTAURAO. EDIO DE PORTARIA RETIFICADORA, NOS
TERMOS DE DECISO JUDICIAL. CORREO DE VICIOS
PROCESSUAIS. AUSNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA.
INTIMAO DO SERVIDOR. ARROLAMENTO DE
TESTEMUNHAS. INERCIA. COMISSO JULGADORA DE
PROCESSO DISCIPLINAR COMPOSTA POR QUATRO
SERVIDORES. AUSNCIA DE PREJUIO A DEFESA DO
INVESTIGADO. 1. A litispendncia pressupe o aIoramento anterior de
uma mesma lide, sem que tenha transitado em julgado deciso
terminativa ou deIinitiva. Necessaria, pois, a identidade dos Ieitos quanto
as partes, a causa de pedir e o pedido, mediato e imediato. Precedentes
RMS n. 24.789, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ de 26.11.2004 e
MS n. 24.547, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 23.04.2004.
2. No ha litispendncia entre mandado de segurana impetrado contra
ato de Ministro de Estado que demite servidor publico e outras demandas
que atacam os vicios do procedimento administrativo no qual se
Iundamentou a demisso. 3. A edio de portaria retiIicadora contendo o
nome dos acusados, a narrao dos Iatos a eles imputados e sua
tipiIicao, em cumprimento a determinao judicial, aIasta os vicios
contidos nos atos anteriores. 4. No ha cerceamento de deIesa quando o
servidor publico, intimado diversas vezes do andamento do processo
administrativo disciplinar e da necessidade de arrolamento de
testemunhas, permanece inerte, limitando-se a alegar a existncia de
irregularidades na portaria que instaurou o Ieito. 5. O Iato de a comisso
julgadora ter sido integrada por quatro servidores no implica a nulidade
do processo administrativo, quando no acarreta prejuizo a deIesa do
investigado. 6. Recurso ordinario a que se nega provimento;
STF - MS 22344 / DF. Rel. Min. ILMAR GALVO, DJ de 29.11.1995.
! PROCESSO DISCIPLINAR. INFRAES ATRIBUIDAS A
SERVIDORES DO CORPO DIPLOMATICO. INQUIRIO DE
TESTEMUNHAS, INDEFERIMENTO DE PERGUNTAS
DESTINADAS A COMPROVAO DE PRAXE, NOS POSTOS
BRASILEIROS NO EXTERIOR, DE CONVERSO DE RECURSOS
OFICIAIS NO MERCADO PARALELO DE DIVISAS E DE
ADIANTAMENTOS FEITOS PELOS PROPRIOS SERVIDORES,
COM RECURSOS PROPRIOS, PARA POSTERIOR REEMBOLSO.
PRETENDIDO CERCEAMENTO DE DEFESA. Alegao
improcedente, em Iace da impertinncia das perguntas em questo, tendo
em vista que a imputao, no ponto indicado, consistiu no na troca de
moeda no mercado paralelo -- pratica admitida pela Comisso de
Inquerito, como corrente nos Postos do Itamarat, no Exterior -- nem em
realizao de despesas oIiciais sob o regime de adiantamentos, mas na
ausncia de prestao de contas das parcelas de recursos decorrentes das
mencionadas operaes. ConIigurao de hipotese em que o Presidente
203
!"# %& '())* +%,-./.
da Comisso de Inquerito "podera denegar pedidos considerados
impertinentes, meramente protelatorios, ou de nenhum interesse para o
esclarecimento dos Iatos", como disposto no art. 156, 1, da Lei n
8.112/90, no havendo que se Ialar, por isso, em cerceamento de deIesa.
Mandado de segurana indeIerido.
Art. 157. As testemunhas sero intimadas a depor mediante mandado expedido
pelo presidente da comisso, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser
anexado aos autos.
ParagraIo unico. Se a testemunha Ior servidor publico, a expedio do mandado
sera imediatamente comunicada ao cheIe da repartio onde serve, com a indicao do
dia e hora marcados para inquirio.

> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-99
! '19. O art. 157 da Lei n 8.112 preconiza que o mandado de
intimao para o depoimento das testemunhas seja expedido pelo
presidente da comisso processante. Assim o Iaz com o objetivo de
obstar se estabelea divergncia, de ordem juridica, a respeito da
autoridade que seria competente, para tanto, caso Iosse omissa a
positividade das normas estatutarias. 20. No entanto, o comando insito a
esse preceptivo se harmoniza com o instituto da delegao de
competncia, regrado nos arts. 11 e 12 do Decreto-lei n 200, de 1967, e
respectivas normas complementares. Nenhum aspecto exsurge do art.
157 que desautorize a descentralizao administrativa, como disciplinada
pelos primeiros dispositivos; diversamente, viabiliza a incidncia deles,
de modo que o presidente do colegiado avalie as circunstncias em que a
investigao se desenvolve e as qualiIicaes do servidor a quem se
pretende incumbir das atribuies delegaveis, para imprimir maior
rapidez e objetividade as intimaes com a autorizao delegatoria, do
que, em tese, no resulta qualquer prejuizo para a deIesa do acusado. 21.
O despacho de Il. 116, mediante o qual o presidente da c.i. procedeu a
delegao de competncia para a respectiva secretaria, proporcionou a
agilizao dos trabalhos objeto da descentralizao, no ressaindo, dai,
qualquer repercusso danosa ao direito do contraditorio e ampla deIesa.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'O depoimento (ou oitiva ou inquirio) de testemunha e um ato
instrucional que requer da comisso ateno a alguns aspectos Iormais,
sob pena de nulidade. Assim, recomenda-se seguir um roteiro basico de
procedimentos na realizao deste ato. E como a Lei n 8.112, de
11/12/90, no esgotou sua normatizao, e tampouco o Iez a Lei n
9.784, de 29/01/99, Iaz-se necessario, subsidiariamente e por analogia,
integrar as lacunas do Estatuto com mandamentos do CPP e do CPC,
nesta ordem. A proposito, dentre os atos processuais mais comuns de
ocorrer no processo administrativo disciplinar, as provas orais, de Iorma
geral, talvez sejam onde mais se ressente a Ialta de normatizao no
204
!"# %& '())* +%,-./.
Estatuto e mais se necessita buscar a lei processual penal. Mas ressalve-
se que tal integrao somente e valida nos pontos em que o Estatuto no
regulou; onde ha previso na Lei n 8.112, de 11/12/90, esta deve
prevalecer, ainda que conIlitante com a norma de processo penal. Em
todos os casos em que se repetira depoimento de testemunha (que ja
tenha deposto no mesmo processo administrativo ou em outro, ou em
sindicncia que o antecedeu, ou em via judicial), recomenda-se que as
perguntas sejam reIeitas, por expresso, no sendo recomendavel
condensar todo o ato em uma unica pergunta para que o depoente
ratiIique seu depoimento anterior. Como mera recomendao, pode-se
inaugurar a busca de provas com a oitiva do representante ou
denunciante, caso exista, a Iim de inquirir se ele conIirma o teor de sua
pea escrita. Destaque-se que o Iato de um servidor ter representado ou
um particular ter denunciado, por si so, em nada se conIunde com ser
impedido ou suspeito para testemunhar. A priori, to-somente a
qualidade de representante ou denunciante no signiIica que esse
declarante tenha interesse na materia e, portanto, no impe que a prova
oral seja tomada como declarante, na Iorma como se aduzira em
4.4.4.3.2 e 4.4.5. (Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 220);
! 'Quanto a obrigatoriedade de comparecimento, em regra, no caso
do processo administrativo disciplinar, sendo a testemunha servidor
publico Iederal, ainda que de outro orgo, e dever Iuncional comparecer
ao ato. Por outro lado, independentemente de ser ou no servidor
publico, por obvios motivos de vinculao com a parte, o cnjuge, o
Iilho, o irmo, o pai, a me e os parentes aIins do acusado tm a
prerrogativa de se declararem desobrigados de depor, salvo se,
excepcionalmente, a criterio da comisso, se entender que e impossivel
se obter a buscada elucidao do Iato por outro meio. Essas pessoas no
so proibidas de depor: elas podem, mas no so obrigadas. () Em
4.2.6 Ioram apresentadas as deIinies de graus de parentesco e a Iorma
de conta-los, a cuja leitura se remete. A interpretao sistematica do
ordenamento impe que hoje se inclua o companheiro de unio estavel
em textos normativos mais antigos, que mencionavam apenas o cnjuge,
como nesse caso do CPP. Como excees, so proibidos de depor
aqueles que, em razo da atividade exercida, devam guardar segredo
(advogado, medico, padre, gerente de banco, etc), salvo se quiserem e se
Iorem desobrigados pelo acusado. () Tambem no pode um servidor,
que Iigura como acusado no processo administrativo disciplinar,
participar do mesmo apuratorio como testemunha, ainda que a pedido de
outro acusado. Uma vez que, excluindo a acareao, o acusado, em
termos de prova oral, atua apenas como interrogado e o art. 159 da Lei n
8.112, de 11/12/90, impe que os interrogatorios sejam realizados em
separado, seria inaceitavel o interrogatorio de um acusado ser
presenciado por outro acusado. Alem disso, o mesmo servidor
participaria do processo com conIlitantes graus de comprometimento de
verdade. Por outro lado, no se vislumbra nenhum vicio ou aIronta a
deIesa em se coletar testemunho de servidor que esteja respondendo
outro processo administrativo disciplinar, sobre Iato diverso (se os Iatos
so conexos, perdura o impedimento por ter interesse no caso). (Manual
de PAD da CGU, abril de 2010, p. 221);
205
!"# %& '())* +%,-./.
! 'A intimao da testemunha para depor deve ser individual e,
como regra geral, deve ser entregue pessoalmente. Emite-se a intimao
em duas vias, para que seja anexada aos autos a via com data e assinatura
da testemunha e a outra Iique com o destinatario. Se a testemunha Ior
servidor, deve-se comunicar ao titular da unidade, por meio de
expediente, extraido em duas vias, a intimao irrecusavel para que seu
subordinado deponha na data e horario aprazados. () Na hipotese de
ser necessario ouvir uma alta autoridade republicana como testemunha,
deve-se abrir oportunidade, via Advocacia-Geral da Unio, para que ela
escolha local, data e horario que lhe convier, mediante expediente,
extraido em duas vias. Extensivamente, mesmo que se trate de
autoridade do proprio orgo, sugere-se, em deIerncia a hierarquia, que
se lhe conceda a prerrogativa de declinar data e horario convenientes, a
Iim de evitar maiores transtornos ao Iuncionamento do orgo. No
obstante, o Supremo Tribunal Federal ja se maniIestou que deixa de
valer a prerrogativa de marcar data e local para ser ouvida como
testemunha em processos penais se a autoridade no prestar seu
depoimento, sem justa causa, dentro do prazo de trinta dias. () No caso
de se deliberar ouvir no-servidores (no que se inclui o aposentado),
sobre quem a comisso no tem poder coercitivo, primeiramente se
menciona a linha de entendimento que deIende que inexiste no Direito
Administrativo Disciplinar disposio legal que obrigue pessoa estranha
ao servio publico servir como testemunha e, por conseguinte, que
preveja sua conduo Iorada, que apontaria o emprego da solicitao de
comparecimento. No obstante, e mais recomendavel o uso de intimao,
uma vez que a Lei n 8.112, de 11/12/90, no caput do art. 157, impe a
regra geral de que as testemunhas devero ser intimadas e prev a
especiIicidade de serem servidores apenas no paragraIo unico do mesmo
artigo, determinando que, nesse caso especiIico, tambem deve haver
memorando para a cheIia. Ou seja, a leitura sistematica do dispositivo e
de que as testemunhas so intimadas, sejam servidores ou no. Ademais,
a vista das peculiaridades do caso especiIico, que podem indicar maior
relevncia e imprescindibilidade aquela prova oral, tambem e cabivel
reIorar o entendimento ja exposto em 4.3.11.3 de que os particulares,
terceiros ou administrados em geral tm dever de colaborar com o
esclarecimento de Iatos junto a administrao publica e dai dirigir-lhes
intimao, com base na previso dos arts. 4, IV e 39 e, se Ior o caso,
tambem do art. 28, todos da Lei n 9.784, de 29/01/99. Decerto, o que
no se recomenda e o uso do termo 'convite, por expressar Iorte grau de
discricionariedade e voluntariedade na deciso do no-servidor em
atender ou no ao chamado. (Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p.
223);
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MS 12895 / DF. Rel. Min. OG FERNANDES, DJe de 18.12.2009.
! MANDADO DE SEGURANA. SERVIDOR PUBLICO.
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSO.
AUSNCIA DE DEFENSOR NA OITIVA DE TESTEMUNHAS.
ACOMPANHAMENTO DA INSTRUO PROCESSUAL PELO
ACUSADO DESDE O INICIO. SUMULA VINCULANTE N 5.
206
!"# %& '())* +%,-./.
NORMA INFRALEGAL JUNTADA AOS AUTOS APOS
RELATORIO FINAL DA COMISSO PROCESSANTE. AUSNCIA
DE PREJUIO. EXCESSO DE PRAO PARA CONCLUSO DO
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSNCIA DE
NULIDADE. PRAO PARA NOTIFICAO DO INDICIADO.
INOBSERVNCIA. PRINCIPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITORIO CONTRARIADOS. SEGURANA CONCEDIDA.
1. A Sumula Vinculante n. 5 assim preconiza: "A Ialta de deIesa tecnica
por advogado no processo administrativo disciplinar no oIende a
Constituio." Desse modo, no ha Ialar em prejuizo a amplitude da
deIesa e ao contraditorio, em Iace da ausncia de deIensor nas oitivas de
testemunhas, uma vez que no e indispensavel a presena de advogado
no processo administrativo disciplinar. Ademais, o impetrante Iez-se
presente nos depoimentos das testemunhas. 2. A juntada extempornea
aos autos, de norma inIralegal de amplo conhecimento, apos o relatorio
Iinal da Comisso Processante, no acarreta prejuizos ao servidor
indiciado, no ensejando, por conseguinte, a nulidade do processo
administrativo disciplinar. 3. A Terceira Seo desta Corte ja se
maniIestou no sentido de que: "o excesso de prazo para concluso do
processo administrativo disciplinar no e causa de sua nulidade quando
no demonstrado prejuizo a deIesa do servidor. Precedentes." (MS 8928/
DF, Rel. Ministra MARIA THEREA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA
SEO, julgado em 24/09/2008, DJe 07/10/2008) 4. Esta Corte Superior
de Justia considera que a notiIicao das testemunhas realizada Iora do
prazo legal resulta em prejuizo presumido e nulidade absoluta, eivando
de vicio insanavel o processo administrativo disciplinar. 5. Ordem
concedida;
Art. 158. O depoimento sera prestado oralmente e reduzido a termo, no sendo
licito a testemunha traz-lo por escrito.
1 As testemunhas sero inquiridas separadamente.
2 Na hipotese de depoimentos contraditorios ou que se inIirmem, proceder-se-a
a acareao entre os depoentes.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'De Iorma geral, a primeira atitude a ser Iormalizada com vista a
se coletar depoimento e deliberar em ata o chamamento da testemunha
aos autos, expondo a motivao de Iaz-lo (se decorre de iniciativa da
comisso ou de pedido do acusado). Havendo mais de uma testemunha,
convem, sempre que possivel, que a comisso realize as oitivas uma apos
a outra, em um mesmo dia, de Iorma a diminuir a possibilidade de previo
conhecimento das perguntas ou a contaminao dos depoimentos,
buscando preservar ao maximo a prova oral (Manual de PAD da CGU,
abril de 2010, p. 220);
! 'Os depoimentos devem ser tomados em separado e prestados
oralmente, sendo vedado as testemunhas trazerem suas respostas por
escrito (sem prejuizo de consultas a apontamentos), com exceo de
207
!"# %& '())* +%,-./.
autoridades maximas dos Trs Poderes. (Manual de PAD da CGU, abril
de 2010, p. 226);
! 'ConIorme ja aduzido em 4.4.4.2, o depoimento e uma prova
oral. No obstante, pode-se Iazer necessario que o presidente solicite a
testemunha que maniIeste se reconhece ou no objetos, documentos ou
pessoas relacionados com o Iato a se apurar (se operacionalmente Ior
possivel, este reconhecimento tambem pode ser Ieito em um outro ato
especiIico, no necessariamente no curso da oitiva, materializado nos
autos por meio de termo proprio - termo de reconhecimento). ()
Tambem se pode permitir breves consultas a apontamentos ou
documentos. Pode ocorrer de, para que a testemunha tenha condio de
responder a determinada pergunta, ser necessario ter vista de algum
documento do proprio processo (o que no se conIunde com a
inadequao de se dar vista integral dos autos a testemunha, Iace ao
carater reservado do processo administrativo disciplinar). (Manual de
PAD da CGU, abril de 2010, p. 230/231);
! 'Expressamente, para casos em que se detectem contradies em
seus depoimentos, o art. 158, 2 da Lei n 8.112, de 11/12/90, prev a
realizao de acareao entre testemunhas. O art. 159, 1 da mesma Lei
tambem prev acareao entre acusados quando divergirem em seus
interrogatorios. Em sentido estrito, a Lei no prev acareao entre
testemunha e acusado, mas tambem no a veda de Iorma expressa. Em
virtude de Iigurarem no processo de Iorma diIerenciada (enquanto um se
submete ao compromisso de verdade, o outro tem a prerrogativa de no
se auto-incriminar), em que pese a literalidade do art. 229 do CPP prever
o ato, no e recomendavel acarear testemunha e acusado, em virtude da
prerrogativa deste ultimo de no se submeter ao compromisso da verdade
(dai, pode-se estender a critica tambem para acareao entre acusados).
() O que importa destacar e que acareao e remedio excepcional, a ser
empregado apenas quando a divergncia reside em aspecto relevante de
Iato ou de circunstncia e seu esclarecimento e imprescindivel para o
apuratorio, no sendo possivel esclarecer por meio de outro tipo de
prova. Ou seja, embora o texto legal a principio parea impositivo quanto
a realizao de acareao, a comisso pode ver-se diante de divergncia
no relevante ou sanavel por outro meio, de Iorma a no realizar a
acareao. (Manual de PAD da CGU, abril de 2010, p. 252);
Art. 159. Concluida a inquirio das testemunhas, a comisso promovera o
interrogatorio do acusado, observados os procedimentos previstos nos arts. 157 e 158.
1 No caso de mais de um acusado, cada um deles sera ouvido separadamente, e
sempre que divergirem em suas declaraes sobre Iatos ou circunstncias, sera
promovida a acareao entre eles.
2 O procurador do acusado podera assistir ao interrogatorio, bem como a
inquirio das testemunhas, sendo-lhe vedado interIerir nas perguntas e respostas,
Iacultando-se-lhe, porem, reinquiri-las, por intermedio do presidente da comisso.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER N GQ-177 - EMENTA:
208
!"# %& '())* +%,-./.
! VeriIicadas a autoria e a inIrao disciplinar a que a lei comina
penalidade de demisso, Ialece competncia a autoridade instauradora do
processo para emitir julgamento e atenuar a penalidade, sob pena de
nulidade de tal ato. Na hipotese em que o processo disciplinar seja nulo,
deve assim ser declarado pela autoridade julgadora, vedado receber
pedido de atenuao da penalidade como de reviso processual, pois e
dever da Administrao revisar seus atos inquinados de ilegalidade e o
processo disciplinar e revisto quando ha elemento de convico capaz de
demonstrar a inocncia do servidor punido ou a inadequao da pena
inIligida. O entendimento externado por Consultoria Juridica, no
respeitante a processo disciplinar, constitui-se em simples ato de
assessoramento e no se reveste do poder de vincular a autoridade
julgadora. O cerceamento de deIesa e um Iato e, em decorrncia, quem o
alega deve demonstrar o eIetivo dano soIrido no exercicio do direito de
deIender-se, no se admitindo sua presuno. No nuliIica o processo
disciplinar a providncia consistente em colher-se o depoimento do
acusado previamente ao de testemunha. O julgamento de processo
disciplinar de que advem a aplicao de penalidade mais branda que a
cominada em lei, eIetuado pela autoridade instauradora, no obsta que
aquela eIetivamente competente julgue e inIlija a punio adequada, sem
que esse ato caracterize dupla irrogao de pena, em razo de um mesmo
Iato ilicito;
PARECER N GQ-99
! '16. O exposto nos itens 7 a 9 deste Parecer inadmite a ilao de
que e capaz de invalidar o processo a providncia consistente em colher-
se o depoimento do acusado anteriormente ao de testemunhas. E aspecto
a ser examinado em vista do contexto processual e da Iinalidade do art.
159 da Lei n 8.112, que estabelece: 'Art. 159. Concluida a inquirio
das testemunhas, a comisso promovera o interrogatorio do acusado,
observados os procedimentos previstos nos arts. 157 a 158. (griIo no e
do original) 17. A inteligncia desse preceptivo Ioi Iixada no Parecer
AGU/M-13/94, adotado pelo Parecer GQ-37, do douto Advogado-
Geral da Unio, in D.O. de 18.11.94. A relevncia do tema justiIica se
reproduza esse entendimento, verbis: O art. 159 estabeleceu a ordem
preIerencial de depoimento com o objetivo de orientar a comisso
processante na apurao dos Iatos, de modo que, colhendo o depoimento
das testemunhas anteriormente ao do acusado, presumidamente estaria
melhor posicionada em relao ao merito, Iace aos acontecimentos de
que teria se inteirado, e, destarte, com maiores condies de direcionar o
interrogatorio do servidor e extrair a verdade sobre sua inocncia ou
culpabilidade. Nenhum prejuizo decorreu do Iato de ter-se ouvido o
acusado antes de outras testemunhas, porquanto ja existiam provas a
respeito da culpabilidade, inclusive a conIisso na esIera policial;
PARECER N GQ-37
! '12. Na especie, os aspectos de o depoimento prestado pelo ento
acusado haver antecedido varios outros e a peculiar citao do servidor
para apresentar deIesa, ho de ser examinados, da mesma Iorma, em
vista do contexto processual e da Iinalidade dos arts. 159 e 161 da Lei n
209
!"# %& '())* +%,-./.
8.112, de 1990, que estatuem: Art. 159. Concluida a inquirio das
testemunhas, a comisso promovera o interrogatorio do acusado,
observados os procedimentos previstos nos arts. 157 e 158. Art. 161.
TipiIicada a inIrao disciplinar, sera Iormulada a indiciao do servidor,
com a especiIicao dos Iatos a ele imputados e das respectivas provas.
1. O indiciado sera citado por mandado expedido pelo presidente da
comisso para apresentar deIesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias,
assegurando-se-lhe vista do processo na repartio. 13. O art. 159
estabeleceu a ordem preIerencial de depoimentos com o objetivo de
orientar a comisso processante na apurao dos Iatos, de modo que,
colhendo o depoimento das testemunhas anteriormente ao do acusado,
presumidamente estaria melhor posicionada em relao ao merito, Iace
aos acontecimentos de que teria se inteirado, e, destarte, com maiores
condies de direcionar o interrogatorio do servidor e extrair a verdade
sobre sua inocncia ou culpabilidade. 14. Nenhum prejuizo decorreu do
Iato de ter-se ouvido o acusado antes de outras testemunhas, porquanto ja
existiam provas a respeito da culpabilidade, inclusive a conIisso na
esIera policial. Corrobora esta assero o proprio depoimento, aludido
(Ils. 102/3), em que e conIessada a pratica da inIrao. (griIo no e do
original);
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! 'O interrogatorio do acusado e visto, no processo administrativo
disciplinar, como um ato de deIesa. Como tal, deve ser o ato Iinal da
busca de convico antes de a comisso deliberar indiciar ou propor
arquivamento do Ieito, para que Iuncione, em tese, como a ultima
oportunidade de o acusado tentar demonstrar sua inocncia e no ser
indiciado. Dai, ao atingir este ponto, em que a comisso, a principio, no
vislumbra realizar nenhum outro ato instrucional, a Iim de garantir que o
acusado seja o ultimo a se maniIestar na instruo, recomenda-se
questiona-lo, expressamente, se deseja ainda algum ato probatorio, antes
de ser interrogado (Iicando o eventual pedido de realizao de qualquer
ato sujeito a apreciao da comisso, a luz do art. 156, 1 da Lei n
8.112, de 11/12/90). Aqui, convem ponderar o mandamento do art. 159
da Lei n 8.112, de 11/12/90, que diz que, apos a inquirio das
testemunhas, a comisso promovera o interrogatorio do acusado. A
precipitada interpretao deste dispositivo poderia levar ao equivoco de
se considerar que o delimitador temporal do interrogatorio seria apenas
os testemunhos, podendo o acusado ser ouvido antes da eventual
realizao de provas materiais ou de provas de outra natureza.
Obviamente, a melhor leitura advem de interpretao teleologica-
sistematica, a luz do principio constitucional da ampla deIesa, que
permite ao acusado ser o ultimo a se maniIestar antes da indiciao (se
esta vier a ocorrer), apos o conhecimento de todos os Iatos que lhe
imputem responsabilidade por irregularidades. Dai, o interrogatorio e de
ser tomado apos a realizao de todo o tipo de prova, e no
necessariamente apos as inquiries de testemunhas. () Todavia, sem
se conIundir com regra, no ha impedimento de se Iazer um ou ate mais
interrogatorios do acusado no inicio ou no curso da instruo. Esta
210
!"# %& '())* +%,-./.
estrategia pode se justiIicar, por exemplo, dentre outras, nas seguintes
situaes: em processos em que a primeira impresso e de arquivamento
e a comisso tem a percepo de que esclarecimentos previos do servidor
ja apontaro o rumo a tomar para a rapida concluso da apurao; ou em
processos em que as provas inicialmente autuadas e que apontam
contrariamente ao servidor consubstanciam-se em documentos por ele
assinados, de Iorma que a prova oral, questionando a veracidade de suas
assinaturas, ja pode Iazer com que se evite pericia (caso ele as conIirme)
ou, ao contrario, com que se a realize desde logo (caso ela as negue).
Estes interrogatorios preliminares no carreiam nulidade para o processo,
uma vez que no se aIasta a realizao do interrogatorio ao Iinal,
tentando-se concluir a busca da convico, conIorme determina o art.
159 da Lei n 8.112, de 11/12/90. (Manual de PAD da CGU, abril de
2010, p. 285);
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RMS 14901/TO. Rel. Min. MARIA THEREA DE ASSIS MOURA, DJe
de 10.11.2008
! RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANA.
SERVIDORA PUBLICA ESTADUAL. DEMISSO. PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CITAO. AUSNCIA DE
INDICAO DAS ACUSAES FEITAS. NULIDADE.
INTERROGATORIO DA INVESTIGADA. COMPROMISSO DE
DIER A VERDADE. PRERROGATIVA CONTRA AUTO-
INCRIMINAO. ART. 5, LXIII, DA CF/88. INFRINGNCIA.
ANULAO DO PROCESSO QUE SE IMPE DESDE O ATO
CITATORIO. RECURSO ORDINARIO PROVIDO. SEGURANA
CONCEDIDA. 1. Por ocasio da citao inicial no processo
administrativo disciplinar, no Ioram explicitadas as condutas ilicitas
imputadas a servidora, tampouco indicados os preceitos legais
eventualmente violados. A investigada, portanto, no momento em que Ioi
cientiIicada da instaurao do processo administrativo disciplinar,
desconhecia as razes pelas quais estava sendo investigada, o que lhe
impossibilitou o pleno exercicio do contraditorio e da ampla deIesa.
Impe-se, pois, a anulao do processo administrativo disciplinar a partir
da citao. 2. De outra parte, no caso em comento, a servidora Ioi
interrogada por duas vezes durante o processo administrativo disciplinar,
e, em ambas as oportunidades, ela se comprometeu "a dizer a verdade
das perguntas Iormuladas". 3. Ao assim proceder, a comisso
processante Ieriu de morte a regra do art. 5, LXIII, da CF/88, que
conIere aos acusados o privilegio contra a auto-incriminao, bem como
as garantias do devido processo legal e da ampla deIesa. Com eIeito, em
vez de constranger a servidora a Ialar apenas a verdade, deveria ter-lhe
avisado do direito de Iicar em silncio. 4. Os interrogatorios da servidora
investigada, destarte, so nulos e, por isso, no poderiam embasar a
aplicao da pena de demisso, pois deles no pode advir qualquer
eIeito. Como, na hipotese em comento, o relatorio Iinal da comisso
processante que sugeriu a demisso e a maniIestao da autoridade
coatora que decidiu pela imposio dessa reprimenda se valeram das
evidncias contidas nos interrogatorios, restaram contaminados de
211
!"# %& '())* +%,-./.
nulidades, motivo pelo qual tambem no podem subsistir. 5. Recurso
ordinario provido. Segurana concedida, em ordem a anular o processo
administrativo disciplinar desde a citao.
STJ - RMS 21633/RN. Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 4.6.2007.
! PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. OITIVA DE
TESTEMUNHAS E INTERROGATORIO DO ACUSADO.
INVERSO. PRAO PARA CONCLUSO. EXTRAPOLAO.
AUSNCIA DE PREJUIO. NULIDADE DESCARACTERIADA. I-
A inverso da ordem de oitiva de testemunhas e interrogatorio do
acusado, bem como a extrapolao do prazo para concluso do processo
administrativo disciplinar no acarretam a sua nulidade, se, em razo
disso, no houve qualquer prejuizo para a deIesa do acusado. Aplicao
do principio pas de nullite sans grieI. II - Na especie, o recorrente
compareceu a todos os depoimentos das testemunhas, algumas por ele
arroladas, tendo tido a possibilidade de reinquiri-las ou contradita-las;
oIereceu deIesa escrita atraves de advogado constituido; postulou pela
produo de provas; juntou os documentos que achava pertinentes, alem
de ter requerido a dispensa do depoimento de uma das testemunhas. III -
O transtorno de personalidade do qual estava acometido na epoca da
inIrao Iuncional no retirou do recorrente a capacidade de
entendimento e discernimento, podendo, assim, responder pelos seus
atos, razo pela qual no poderia inIluir no julgamento do processo
disciplinar. IV - No ha previso na Lei Complementar Estadual n
122/94 quanto a necessidade de intimao do servidor da concluso do
relatorio Iinal da comisso processante. Recurso ordinario desprovido.
Art. 160. Quando houver duvida sobre a sanidade mental do acusado, a comisso
propora a autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta medica
oIicial, da qual participe pelo menos um medico psiquiatra.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Portaria SRH N 797, DE 22 DE MARO DE 2010.
! Institui o Manual de Pericia OIicial em Saude do Servidor Publico
Federal, que estabelece orientaes aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Federal SIPEC sobre os procedimentos
a serem observados quando da aplicao da Pericia OIicial em Saude de
que trata a Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
Parecer-Dasp.
! INSANIDADE MENTAL - NEXO DE CAUSALIDADE. No
deve ser demitido o Iuncionario alienado mental, ainda quando haja
duvidas a respeito de qual seria seu estado psiquico a epoca em que
cometeu a inIrao. Mediando, alias, poucos meses entre a pratica do
ilicito e a constatao oIicial da insanidade mental, e Iacil presumir-se
que ja havia esta por ocasio daquela.
Orientao Normativa-Dasp n 37.
212
!"# %& '())* +%,-./.
! APOSENTADORIA. Unicamente na hipotese de comprovada
alienao mental e, conseqentemente, de inimputabilidade, o
Iuncionario que tenha praticado inIrao disciplinar gravissima podera
eximir-se da sano expulsiva e obter aposentadoria por invalidez.
Orientao Normativa-Dasp n 7.
! LESO AOS COFRES PUBLICOS. Comprovada a insanidade
mental do Iuncionario autor de leso aos coIres publicos, deve ser
aposentado, sem prejuizo da inscrio da divida para cobrana amigavel
ou judicial, remetendo-se, ao Ministerio Publico, os elementos
necessarios a que intente a ao penal.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Quanto a origem do medico ou da junta medica oIicial, a
principio, busca-se no proprio orgo a que esta vinculado o servidor (ou
seja, no caso, empregam-se os medicos ou as juntas medicas oIiciais das
Gerncias Regionais de Administrao). No obstante, ao tratar da
assistncia a saude do servidor, a Lei prev ainda a possibilidade de se
realizarem pericias ou inspees medicas em outros orgos publicos da
area de saude ou no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Recurso Especial n 550.615. Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJ
de 4.12.2006.
! 'Ementa: 2. A interdio resulta sempre de uma deciso judicial
que veriIica a ocorrncia, em relao a certa pessoa, de alguma das
causas desta incapacidade. A sentena que decreta a interdio, via de
regra, exceto quando ha pronunciamento judicial expresso em sentido
contrario, tem eIeito ex nunc (...).
ParagraIo unico. O incidente de sanidade mental sera processado em auto
apartado e apenso ao processo principal, apos a expedio do laudo pericial.
Art. 161. TipiIicada a inIrao disciplinar, sera Iormulada a indiciao do
servidor, com a especiIicao dos Iatos a ele imputados e das respectivas provas.
> Legislaes Correlatas
Formulao dasp n 261.
! Responsabilidade administrativa. 'A responsabilidade
administrativa deve ser individualizada no respectivo processo, vedada,
na impossibilidade de indicao do culpado, a sua diluio por todos os
Iuncionarios que lidaram com os valores extraviados.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
213
!"# %& '())* +%,-./.
STF - RECURSO EM MANDADO DE SEGURANA N 24.536/DF. Rel.
Mim. GILMAR MENDES, DJ de 5.3.2004.
! Ementa: ' (...) 5. Entendimento paciIicado no STF no sentido de
que o indiciado deIende-se dos Iatos descritos na pea acusatoria e no
de sua capitulao legal
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 6.853/DF. Rel. Mim. HAMILTON
CARVALHIDO, DJ de 2.2.2004.
! Ementa: '(...) 4. A descrio circunstanciada dos Iatos, com a
tipiIicao da Ialta cometida, tem momento proprio, qual seja, o do
indiciamento do servidor.
1 O indiciado sera citado por mandado expedido pelo presidente da
comisso para apresentar deIesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe
vista do processo na repartio.
> Legislaes Correlatas
ART. 7, INCISO XV da LEI N 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
! 'So direitos do advogado: XV ter vista dos processos judiciais
ou administrativos de qualquer natureza, em cartorio ou na repartio
competente, ou retira-los pelos prazos legais.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao Dasp n 47.
! DIREITO DE DEFESA 'Com base em processo disciplinar, no
se pode punir por inIrao, embora leve, de que o acusado no se tenha
deIendido.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A interpretao de que a citao deve, a principio, ser
pessoalmente entregue ao indiciado advem do 4 do art. 161 da Lei n
8.112, de 11/12/90, quando expressa a possibilidade de este recusar a
receber.
2 Havendo dois ou mais indiciados, o prazo sera comum e de 20 (vinte) dias.
3 O prazo de deIesa podera ser prorrogado pelo dobro, para diligncias
reputadas indispensaveis.
> Legislaes Correlatas
Formulao Dasp n 273.
! PRAO DE DEFESA ' O indiciado que esteja preso no tem
direito, so por isso, a prazo em dobro para apresentao de deIesa.
214
!"# %& '())* +%,-./.
4 No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na copia da citao, o
prazo para deIesa contar-se-a da data declarada, em termo proprio, pelo membro da
comisso que Iez a citao, com a assinatura de (2) duas testemunhas.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Em caso de o servidor ser encontrado mas se recusar a assinar a
citao, a comisso deve consignar o incidente em termo e coletar dois
testemunhos, preIerencialmente estranhos ao trio processante. Destaque-
se que, a rigor da literalidade da Lei n 8.112, de 11/1290, no se exige
que essas testemunhas sejam servidores; mas, por obvio, podendo s-lo e
melhor, em razo da Ie publica que agregam.
Art. 162. O indiciado que mudar de residncia Iica obrigado a comunicar a
comisso o lugar onde podera ser encontrado.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A determinao do art. 162 da Lei 8.112/90 deve se estender a
mudana do endereo no so residencial mas tambem de trabalho.

Art. 163. Achando-se o indiciado em lugar incerto e no sabido, sera citado por
edital, publicado no Diario OIicial da Unio e em jornal de grande circulao na
localidade do ultimo domicilio conhecido, para apresentar deIesa.
> Legislaes Correlatas
ART. 227 do CODIGO DE PROCESSO CIVIL
! 'Art. 227. Quando, por trs vezes, o oIicial de justia houver
procurado o reu em seu domicilio ou residncia, sem o encontrar, devera,
havendo suspeita de ocultao, intimar a qualquer pessoa da Iamilia, ou
em sua Ialta a qualquer vizinho, que, no dia imediato, voltara, a Iim de
eIetuar a citao, na hora que designar.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Como reIerncia, pode-se mencionar a quantidade de trs
tentativas de encontrar o servidor em seu local de trabalho e em sua
residncia, conIorme estabelece o art. 227 do CPC. Dos editais devem
constar nome do presidente da comisso, nome do servidor e o motivo da
sua citao.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER-AGU N GM-3, NO VINCULANTE
! Ementa: '(...) 7. A execuo do ato processual de citao por hora
certa atende a literalidade e a Iinalidade do art. 161, tanto que nessa
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!"# %& '())* +%,-./.
maneira de atuar no se vislumbra qualquer dano para o exercicio do
direito de ampla deIesa.
ParagraIo unico. Na hipotese deste artigo, o prazo para deIesa sera de 15 (quinze)
dias a partir da ultima publicao do edital.
Art. 164. Considerar-se-a revel o indiciado que, regularmente citado, no
apresentar deIesa no prazo legal.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! O direito de deIesa e indisponivel, ou seja, mesmo que o
indiciado de Iorma expressa ou tacita renuncie a esse direito, havera a
necessidade de designao de deIensor dativo.
! No ha amparo, em sede disciplinar, para a comisso designar
deIensor ad hoc ou solicitar a autoridade instauradora a designao de
deIensor dativo com o objetivo de acompanhar ato de instruo de que o
acusado Ioi regularmente notiIicado mas no compareceu e nem se Iez
representar.
1 A revelia sera declarada, por termo, nos autos do processo e devolvera o
prazo para a deIesa.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Transcorrido in albis o prazo para a apresentao da deIesa
escrita, deve a comisso declarar, em termo proprio, a revelia e solicitar a
autoridade instauradora a designao de deIensor dativo para proceder a
deIesa. O deIensor dativo dispe do mesmo prazo de que dispunha o
servidor indiciado.
2 Para deIender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo
designara um servidor como deIensor dativo, que devera ser ocupante de cargo eIetivo
superior ou de mesmo nivel, ou ter nivel de escolaridade igual ou superior ao do
indiciado. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97).
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A designao do deIensor dativo e exclusiva da autoridade
instauradora, no cabendo a comisso ou ao acusado.
! O deIensor dativo deve ser obrigatoriamente servidor, no
necessariamente estavel.
! Embora no exigido no texto legal, convem que a autoridade
instauradora designe servidor que tenha Iormao juridica ou pelo menos
que tenha conhecimentos da processualistica disciplinar, alem de
conhecer a area tecnica especiIica sobre a qual versa o caso especiIico.
216
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 165. Apreciada a deIesa, a comisso elaborara relatorio minucioso, onde
resumira as peas principais dos autos e mencionara as provas em que se baseou para
Iormar a sua convico.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 7.985/DF. Rel. Mim. HAMILTON
CARVALHIDO, DJ de 22.4.2003.
! Ementa: '(...) 2. Inexiste qualquer determinao legal no sentido
de que o indiciado seja intimado para o oIerecimento de alegaes Iinais,
no havendo que Ialar, assim, em cerceamento de deIesa.
STJ - MANDADO DE SEGURANA N 8.249. Rel. Mim. VICENTE LEAL,
DJ de 3.2.2003.
! Ementa: '(...) O procedimento administrativo disciplinar detem
norma reguladora especiIica, qual seja a Lei 8.112/90, que em seu Titulo
V trata exaustivamente da materia, inexistindo em seu mbito norma que
determine a intimao pessoal do acusado do conteudo do relatorio Iinal
da comisso disciplinar.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! O relatorio e o ultimo ato da comisso, que se dissolve com sua
entrega, junto com todo o processo, a autoridade instauradora, para
julgamento. Concluido o relatorio, nada mais a comisso pode apurar ou
aditar, pois juridicamente ela no mais existe.
1 O relatorio sera sempre conclusivo quanto a inocncia ou a responsabilidade
do servidor.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER-AGU N GQ-201, NO VINCULANTE
! Ementa: '(...) 13. Entretanto, e Ioroso convir que a tareIa da
Comisso no reside, exclusivamente, em analisar as alegaes de
deIesa, pois o processo administrativo visa a apurar, por todos os meios,
os Iatos e suas circunstncias, a verdade real, de sorte a orientar a
autoridade no seu julgamento, Iornecendo-lhe os elementos necessarios a
uma justa deciso. No se paute, portanto, a Comisso, na sua indagao
probatoria, simplesmente pelas linhas ou sugestes do articulado da
deIesa, que podera ser limitado ou deIiciente. Pois a sua incumbncia e a
de buscar a verdade atraves de todos os meios ao seu alcance, dado que,
no caso, a Administrao, que ela representa, se e promotora do inquerito
tendente a punir, tem igualmente a Iuno de juiz que deve julgar com
imparcialidade e completo conhecimento de causa.
2 Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comisso indicara o
dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstncias agravantes
ou atenuantes.
217
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
PARECER-AGU N GQ-121, NO VINCULANTE
! Ementa: '(...) 10. (...) A omisso ou substituio de dispositivo,
com vistas ao enquadramento e punio da Ialta praticada, no implica
dano para a deIesa, advindo nulidade processual, em conseqncia. A
este aspecto encontrava-se atento o legislador ao determinar que os
preceitos transgredidos devem ser especiIicados no relatorio, sem
adstringir esse comando a elaborao da pea instrutoria. No entanto, o
zelo demonstrado pela c.i, quando indica, na indiciao, os preceitos
desrespeitados no desmerece a execuo dos seus trabalhos.
Art. 166. O processo disciplinar, com o relatorio da comisso, sera remetido a
autoridade que determinou a sua instaurao, para julgamento.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A competncia para o julgamento do processo sera, em regra,
Iixada pela pena proposta (que, a principio, se presume coerente com o
enquadramento adotado) - dai porque se reIora a interpretao de que a
Lei n 8.112/90 permite que a comisso proponha a penalidade e, mais
que isso, se recomenda que assim se Iaa no relatorio. Se, a despeito
dessa recomendao, a comisso no propuser pena, a competncia
julgadora sera demarcada pela pena.
Seo II
Do 1ulgamento
Art. 167. No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a
autoridade julgadora proIerira a sua deciso.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Parecer-Dasp.
! DESQUALIFICAO DE PENALIDADE: As inIraes
disciplinares so especiIicas, no comportando desqualiIicao da
respectiva penalidade.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-183, vinculante:
! '7. Apurada a Ialta a que a Lei n 8.112, de 1990, arts. 129, 130,
132, 134 e 135, comina a aplicao de penalidade, esta medida passa a
constituir dever indeclinavel, em decorrncia do carater de norma
imperativa de que se revestem esses dispositivos. Impe-se a apenao
sem qualquer margem de discricionariedade de que possa valer-se a
autoridade administrativa para omitir-se nesse mister. (...) 8. Esse poder e
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!"# %& '())* +%,-./.
obrigatoriamente desempenhado pela autoridade julgadora do processo
disciplinar (...).
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 2.047. Rel. Min. FERNANDO GONALVES,
DJ de 25.8.1997.
! 'Ementa: Antes da deciso Iinal a ser proIerida em processo
administrativo disciplinar, (...) cabe a juntada de documentos que
noticiam Iatos novos que poderiam inIluenciar no julgamento, em
observncia ao principio da ampla deIesa.
1 Se a penalidade a ser aplicada exceder a alada da autoridade instauradora do
processo, este sera encaminhado a autoridade competente, que decidira em igual prazo.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Formalmente, o prazo para as decises a cargo da autoridade
instauradora (determinar arquivamento ou punir com penas brandas) e de
vinte dias do recebimento do processo. No caso de a pena cabivel
exceder a competncia da autoridade instauradora e o processo ser
remetido para o respectivo Ministro de Estado, do-se mais vinte dias
para deciso a cargo da autoridade julgadora.
2 Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanes, o julgamento cabera
a autoridade competente para a imposio da pena mais grave.
3 Se a penalidade prevista Ior a demisso ou cassao de aposentadoria ou
disponibilidade, o julgamento cabera as autoridades de que trata o inciso I do art. 141.
> Legislaes Correlatas
DECRETO No 3.035, DE 27 DE ABRIL DE 1999
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-177, vinculante:
! 'Ementa: VeriIicadas a autoria e a inIrao disciplinar a que a lei
comina penalidade de demisso, Ialece competncia a autoridade
instauradora do processo para emitir julgamento e atenuar a penalidade,
sob pena de nulidade de tal ato. (...) 10. (...) Apurada a Ialta a que a Lei
n 8.112, arts. 132 e 134, cominam a aplicao da pena de demisso ou
de cassao de aposentadoria ou disponibilidade, esta medida se impe
sem qualquer margem de discricionariedade de que possa valer-se a
autoridade administrativa (...) para omitir-se na apenao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Mandado de Segurana n 23.310. Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de
27.07.2003.
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!"# %& '())* +%,-./.
! 'Ementa: (...) O Iato de encontrar-se o servidor em gozo de
licena medica para tratamento de saude no constitui obice a demisso.
STJ - Mandado de Segurana n 7.985. Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 22.4.2003.
! 'A Lei n 8.112/90, na letra do seu artigo 141, inciso I,
eIetivamente declara ser da competncia do Presidente da Republica,
entre outras, a aplicao da penalidade de demisso de servidor,
competncia essa, contudo, delegavel, como previsto no artigo 84,
incisos IV e VI, e paragraIo unico, da Constituio da Republica e nos
artigos 11 e 12 do Decreto-Lei n 200/67. Idem: STJ, Mandados de
Segurana n 7.024 e 7.275.
STF - Mandado de Segurana n 22.656. Rel. Min. ILMAR GALVO, DJ de
5.9.1997.
! 'Ementa: A circunstncia de encontrar-se o impetrante no gozo
de licena para tratamento de saude e em vias de aposentar-se por
invalidez no constituia obice a demisso, como no constituiria a
propria aposentadoria que, para tanto, estaria sujeita a cassao, na Iorma
do art. 134 da Lei n 8.112/90.
4 Reconhecida pela comisso a inocncia do servidor, a autoridade instauradora
do processo determinara o seu arquivamento, salvo se Ilagrantemente contraria a prova
dos autos.
Art. 168. O julgamento acatara o relatorio da comisso, salvo quando contrario as
provas dos autos.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-135, no vinculante:
! 'Ementa: Na hipotese em que a veracidade das transgresses
disciplinares evidencia a conIormidade da concluso da comisso de
inquerito com as provas dos autos, torna-se compulsorio acolher a
proposta de aplicao de penalidade.
Parecer-AGU n GQ-177, vinculante:
! 'Ementa: (...) O entendimento externado por Consultoria Juridica,
no respeitante a processo disciplinar, constitui-se em simples ato de
assessoramento e no se reveste do poder de vincular a autoridade
julgadora.
ParagraIo unico. Quando o relatorio da comisso contrariar as provas dos autos, a
autoridade julgadora podera, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abranda-la
ou isentar o servidor de responsabilidade.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-149, no vinculante:
220
!"# %& '())* +%,-./.
! 'Ementa: A autoridade julgadora no se vincula,
obrigatoriamente, ao relatorio conclusivo da comisso processante,
quando contrario as provas dos autos, podendo, se assim o desejar,
motivadamente, agravar a penalidade proposta, abranda-la e ate mesmo
isentar o indiciado de responsabilidade (art. 168, da Lei n 8.112/90). O
ato de julgamento devera ser, ento, motivado pela autoridade
competente, apontando, na sua pea expositiva, as irregularidades
havidas no iter inquisitivo, tornando-se, desse modo, imune as
interpretaes e conseqncias juridicas que podero advir de seu ato.
Art. 169. VeriIicada a ocorrncia de vicio insanavel, a autoridade que determinou
a instaurao do processo ou outra de hierarquia superior declarara a sua nulidade, total
ou parcial, e ordenara, no mesmo ato, a constituio de outra comisso para instaurao
de novo processo.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - Enunciado da Sumula n 346:
! A administrao publica pode declarar a nulidade de seus
proprios atos.
STF - Enunciado da Sumula n 473:
! A administrao pode anular seus proprios atos, quando eivados
de vicios que os tornem ilegais, porque deles no se originam direitos, ou
revoga-los, por motivo de convenincia ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciao judicial.
STF - Mandado de Segurana n 22.755. Rel. Min. ILMAR GALVO, DJ de
3.4.1998.
! 'Ementa: (...) Inexiste, em nosso sistema juridico, dispositivo
legal que tenha por inviavel a punio de inIrao disciplinar se a sua
apurao somente se tornou possivel apos o sucessivo Iracasso de quatro
comisses de inquerito em concluir o seu trabalho no prazo de lei.
STF - Mandado de Segurana n 22.103. Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de
20.6.1995.
! 'Ementa: Tendo a pena imposta ao ora impetrante decorrido de
processo administrativo disciplinar que se seguiu a sindicncia, e pena
essa imposta com base nas provas colhidas no inquerito integrante desse
processo, e despiciendo o exame dos alegados deIeitos que haveria na
sindicncia, e que no inIluiram na imposio da pena que Ioi dada ao
ora impetrante.
1 O julgamento Iora do prazo legal no implica nulidade do processo.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 222.
! ATO ADMINISTRATIVO.A nulidade dos atos administrativos
pode, a qualquer tempo, ser declarada pela propria administrao.
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!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! - Esse prazo de vinte dias para julgamento, na pratica, atua apenas
na contagem da prescrio ....
2A autoridade julgadora que der causa a prescrio de que trata o art. 142, 2o,
sera responsabilizada na Iorma do Capitulo IV do Titulo IV.
Art. 170. Extinta a punibilidade pela prescrio, a autoridade julgadora
determinara o registro do Iato nos assentamentos individuais do servidor.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GM-1:
! 'Ementa: No e impeditivo da apurao de irregularidade
veriIicada na administrao Iederal e de sua autoria o Iato de os
principais envolvidos terem se desvinculado do servio publico,
anteriormente a instaurao do processo disciplinar. (...) 9. Impe-se a
apurao se o ilicito ocorre no servio publico, poder-dever de que a
autoridade administrativa no pode esquivar-se sob a alegao de que os
possiveis autores no mais se encontram investidos nos cargos em razo
dos quais perpetraram as inIraes (...). 17. Embora a penalidade
constitua o corolario da responsabilidade administrativa, a inviabilidade
juridica da atuao punitiva do Estado, advinda do Iato de alguns dos
envolvidos nas transgresses haverem se desligado do servio publico,
no e de molde a obstar a apurao e a determinao de autoria no
tocante a todos os envolvidos, inclusive em se considerando o plausivel
envolvimento de servidores Iederais, bem assim o julgamento do
processo, com a conseqente anotao da pratica do ilicito nas pastas de
assentamentos Iuncionais, por isso que, em derivao dessa medida: (...)
c) no caso de reingresso e no ter-se extinguido a punibilidade, por Iora
do decurso do tempo (prescrio), o servidor pode vir a ser punido pelas
Ialtas investigadas no processo objeto do julgamento ou considerado
reincidente (...).
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! - O mandamento do art. 170 da Lei n 8.112, de 11/12/90, deve
ser compreendido a luz da analise principiologica e da interpretao
sistematica do diploma legal. Se, principiologicamente, se tem certo que
a conIigurao da prescrio, seja em que momento Ior (antes ou depois
da instaurao do processo disciplinar), no aIasta o poder de apurao e
Iaz Ialecer apenas a punibilidade, tem-se que a prescrio inibe apenas e
to-somente a aplicao de pena estatutaria no servidor inIrator apos o
decurso de determinado periodo de tempo (e as penas estatutarias,
tambem por reIlexo de Iorte base de principio, tem lista exaustiva no art.
127 da mesma Lei). No opera o instituto da prescrio sobre um outro
dispositivo legal da Lei, que e do registro da ilicitude nos assentamentos,
222
!"# %& '())* +%,-./.
visto que tal registro no e pena, mas sim mero controle administrativo-
gerencial. E essa percepo principiologica Iica reIletida no mandamento
do art. 170 da reIerida Lei, que determina o registro do Iato nos
assentamentos sem restringir hipoteses acerca do momento de
conIigurao da prescrio. A Lei n 8.112, de 11/12/90, em perIeita
consonncia com a base principiologica que a inIorma, no diIerencia o
mandamento do registro se a prescrio se deu antes ou depois da
instaurao do processo disciplinar.
Art. 171. Quando a inIrao estiver capitulada como crime, o processo disciplinar
sera remetido ao Ministerio Publico para instaurao da ao penal, Iicando trasladado
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Se ha indicios de que a inIrao, em tese, tambem e tipiIicada
como crime ou contraveno, deve a autoridade julgadora oIiciar copia
integral do processo administrativo disciplinar ao Ministerio Publico
Federal, a Iim de que este promova a ao penal publica, em rito proprio
de responsabilizao penal ....
! A principio, como regra geral inibidora do pre-julgamento, a Lei
somente prev a remessa ao Iinal da sindicncia ou do processo
administrativo disciplinar, como decorrncia da observncia dos
principios da legalidade, do devido processo legal e da presuno de
inocncia. Todavia, excepcionalmente, pode ser justiIicavel que a
comisso encaminhe a qualquer momento, antes do termino do rito,
representao penal a autoridade instauradora, a Iim de que esta, se
entender cabivel, remeta-a ao Ministerio Publico Federal.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ, Mandado de Segurana n 15.021
! Deciso: 'Isso porque, ao que me parece, a regra do artigo 15 da
Lei n 8.429/92 esta direcionada para que o Ministerio Publico e o
Tribunal de Contas tomem providncias inibidoras e responsabilizadoras
do eventual ato de improbidade no mbito de suas competncias
constitucionais proprias, de modo que seria descabida e impropria a sua
interveno em sede de processo administrativo disciplinar, ja que, nessa
seara, inaIastavel o principio da independncias das instncias. A Ialta de
cincia desses orgos pode acarretar a responsabilidade administrativa
daqueles que tinham o dever de cientiIicar aquelas autoridades e no o
Iizeram, constituindo, para o processo administrativo disciplinar, mera
irregularidade, incapaz de nuliIica-lo.
Art. 172. O servidor que responder a processo disciplinar so podera ser exonerado
a pedido, ou aposentado voluntariamente, apos a concluso do processo e o
cumprimento da penalidade, acaso aplicada.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
223
!"# %& '())* +%,-./.
Formulao-Dasp n 1.
! Exonerao a pedido. No contraria o disposto no art. 231 do
Estatuto dos Funcionarios a exonerao que no exclua o indiciado do
servio publico Iederal quer porque acumulasse cargos, quer porque a
exonerao resulte da posse noutro cargo da mesma esIera. (Nota: O art.
231 do antigo Estatuto vedava a exonerao a pedido de acusado,
similarmente ao atual art. 172 da Lei n 8.112, de 11/12/90.)
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-35, vinculante:
! '22. (...) a) e compulsoria a apurao das irregularidades
atribuidas aos servidores em geral, inclusive as atribuidas aos titulares
somente de cargos em comisso, indiciando-os e proporcionando ampla
deIesa aos ocupantes dos ultimos, mesmo que tenham sido exonerados,
pois a lei admite a converso dessa desvinculao em destituio de
cargo em comisso (...).
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! - Destaque-se que a aposentadoria por invalidez no esta
alcanada pela vedao prevista no art. 172 da Lei n 8.112, de 11/12/90,
acerca de exonerao a pedido e aposentadoria para quem responde a
processo administrativo disciplinar.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Recurso em Mandado de Segurana n 20.811. Rel. Min. FELIX
FISCHER. DJ de 14.5.2007.
! 'Ementa: E licita a recusa da administrao em exonerar o
servidor se, ao tempo do requerimento, ja estava adotando providncias
necessarias para a instaurao de processo administrativo com vistas a
responsabilizao Iuncional do servidor.
ParagraIo unico. Ocorrida a exonerao de que trata o paragraIo unico, inciso I do
art. 34, o ato sera convertido em demisso, se Ior o caso.
Art. 173. Sero assegurados transporte e diarias:
I - ao servidor convocado para prestar depoimento Iora da sede de sua repartio,
na condio de testemunha, denunciado ou indiciado;
II - aos membros da comisso e ao secretario, quando obrigados a se deslocarem
da sede dos trabalhos para a realizao de misso essencial ao esclarecimento dos Iatos.
DECRETO N 5.992, DE 19 DE DEEMBRO DE 2006.
> Manifestaes dos rgos de Controle
224
!"# %& '())* +%,-./.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Cite-se que a Lei n 8.112, de 11/12/90, no art. 173, no prev
pagamento de diaria e transporte para o acusado lotado em localidade
diIerente da sede em que transcorre o processo para poder acompanhar
pessoalmente os atos instrucionais; ha expressa garantia de tais
pagamentos apenas quando o acusado necessita se deslocar para ser
interrogado.
! A Lei n 8.112, de 11/12/90, no assegura transporte e diarias
para o exercicio do direito de acompanhamento do processo
administrativo disciplinar ao servidor que praticar irregularidade em
jurisdio diIerente da que estiver em exercicio ou que tenha sido
removido apos a inIrao. EnIim, acrescentando que a Lei prev a
possibilidade de deIesa mediante procurador, no exigindo a presena
pessoal do acusado aos atos de instruo, no ha amparo legal para
pagamento de transporte e diarias para servidor acusado em processo
acompanhar ato de instruo a se realizar em localidade diIerente de
onde ele tem sua lotao.
! Manual de PAD CGU - No ha previso na Lei n 8.112, de
11/12/90, para que servidor acusado receba o transporte e as diarias para
acompanhar oitiva de testemunha em outra localidade. Se a testemunha
Ior servidor, pode a comisso realizar sua oitiva no municipio do
acusado, ja que, para a testemunha e para a comisso, ha previso de
transporte e diarias. No caso de haver necessidade de se ouvir particular
de outro municipio, uma vez que apenas a comisso tem garantidos
transporte e diarias, primeiramente deve a comisso veriIicar se a
testemunha se dispe a se deslocar as suas expensas ate a sede da
comisso para ser ouvida, ja que no ha dispositivo legal que a obrigue a
depor e que preveja sua conduo Iorada.
! Para o caso de o particular no se dispor a arcar com o custo do
deslocamento, deve-se ento veriIicar junto ao orgo a possibilidade de
deslocar toda a comisso ate o municipio da testemunha, Iicando a cargo
do interessado custear por conta propria seu deslocamento ou constituir
procurador no local, a Iim de exercitar o contraditorio.
! Caso tambem no seja possivel, por questo Iinanceira, deslocar
toda a comisso, duas possibilidades se apresentam, em carater extensivo
para o processo administrativo disciplinar.
! As duas opes alternativas so, na seguinte ordem: deslocar a
testemunha, como colaborador eventual, ate a sede da comisso; ou
adaptar para o processo administrativo disciplinar o remedio do processo
judicial chamado 'carta precatoria (ou simplesmente precatoria). Mas, a
rigor, e de se destacar que a legislao de regncia do processo
administrativo disciplinar e silente quanto ao emprego da Iigura do
colaborador eventual, com a qual se justiIicaria o pagamento de
transporte e diarias a um particular para depor, e tambem quanto a
tomada de depoimento de testemunha por carta precatoria em outro
municipio.
! Recomenda-se que, diante das inviabilidades de a testemunha
arcar com suas despesas e de se deslocar toda a comisso, pode-se tentar
deslocar a testemunha, buscando-se junto ao orgo o pagamento de
transporte e diarias ao particular para vir depor, enquadrando-o na Iigura
225
!"# %& '())* +%,-./.
de 'colaborador eventual, prevista na Lei n 8.162, de 08/01/91, e no
Decreto n 5.992, de 19/12/06.
Seo III
Da Reviso do Processo
Art. 174. O processo disciplinar podera ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou
de oIicio, quando se aduzirem Iatos novos ou circunstncias suscetiveis de justiIicar a
inocncia do punido ou a inadequao da penalidade aplicada.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 185.
! INQUERITO ADMINISTRATIVO. A reviso de inquerito no
depende de previo pedido de reconsiderao.
Formulao-Dasp n 252.
! REVISO DE INQUERITO. No cabe reviso de inquerito se o
requerente no aduz Iatos ou circunstncias novos capazes de comprovar
sua inocncia.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-28, vinculante
! '71. No ha que se Ialar na especie em prescrio porquanto a Lei
n 8.112/90 diz que o processo disciplinar podera ser revisto a qualquer
tempo quando ocorrerem os motivos elencados no caput do art. 174,
causadores do pedido revisional.
Parecer-AGU n GM-26, no vinculante
! 'Ementa: I - No se aplica ao caso dos autos o Parecer GQ-10. A
reviso pode realmente eIetivar-se a qualquer tempo, uma vez
dependente da supervenincia (que Ioge a competncia do interessado)
de Iato novo, ou de circunstncias suscetiveis de justiIicar a inocncia do
punido ou a inadequao da penalidade aplicada (...). III - A reviso esta
sujeita ao prazo prescricional de cinco anos (art. 1, Dec. 20.910). O
prazo comea a correr da data em que o interessado teve conhecimento
do Iato novo, mas interrompe-se com a apresentao do pedido de
reviso (art. 4, par. unico, Dec. 20.910) na repartio publica. IV - A
prescrio no corre durante a demora da administrao no exame do
pedido (art. 4, Dec. 20.910).
Parecer-AGU n GQ-133
! 'Reviso de Processo Administrativo Disciplinar para anular ato
demissorio. A reviso do processo administrativo disciplinar tem, como
pressuposto, a aduo de Iatos novos ou circunstncias suscetiveis de
justiIicar a inocncia do punido ou a inadequao da penalidade aplicada
(cI. o art. 174, da Lei n 8.112/90). Imprestavel sob todos os aspectos
processo de reviso que se baseia, to somente, em pareceres
antinmicos, sem o exame de elementos novos, ainda no apurados no
226
!"# %& '())* +%,-./.
processo originario. Devoluo dos processos a origem para os Iins de
ser instaurado novo processo revisional.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! O instituto da reviso requer que o processo originario esteja
arquivado, mas independe de ter sido peticionado recurso hierarquico ou
pedido de reconsiderao anteriormente.
! Pode ser pedida pela parte interessada ou realizada de oIicio a
qualquer tempo, mediante Iato novo ou circunstncias que justiIiquem o
abrandamento da deciso original. Este Iato novo no signiIica,
necessariamente, Iato recente, mas sim algo de que no se tinha
conhecimento quando do processo originario. O Iato ate pode ser antigo,
mas novo como instrumento de prova no processo administrativo
disciplinar.
! O direito a reviso no prescreve e pode ser cogitado a qualquer
tempo, por qualquer pessoa da Iamilia do servidor. Contudo, passa a
incidir a prescrio qinqenal sobre a ao revisional quando, surgido o
Iato novo e dele tendo conhecimento o servidor, este nada Iaz para
provocar a Administrao. Ademais, se solicitada reviso apos cinco
anos da deciso, e uma vez deIerida, restabelecem-se integralmente
apenas os direitos do servidor que no guardam relao com interesse
patrimonial, ja que os direitos patrimoniais so restabelecidos apenas no
periodo de cinco anos contados da data do pedido de reviso, para tras,
Iicando prejudicados os direitos do periodo Iora desse prazo, visto que
eles prescrevem em prazo qinqenal, de Iorma Iatal, improrrogavel e
irrelevavel.
! A protocolizao do pedido de reviso interrompe a prescrio,
mantendo-se a interrupo enquanto a Administrao processar a
reviso.
! A reviso no se aplica apenas as penalidades expulsivas: e
cabivel qualquer que tenha sido o grau de responsabilizao imposto ao
servidor na sindicncia ou PAD originario - desde o mero registro no
assentamento de cometimento de inIrao leve ate a eIetiva aplicao de
pena capital.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 8.084. Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO,
DJ de 19.12.2003.
! 'O processo disciplinar podera ser revisto, a qualquer tempo, a
pedido ou de oIicio, quando se aduzirem Iatos novos ou circunstncias
suscetiveis de justiIicar a inocncia do punido ou a inadequao da
penalidade aplicada. (artigo 174 da Lei n 8.112/90). 'O requerimento
de reviso do processo sera dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade
equivalente, que, se autorizar a reviso, encaminhara o pedido ao
dirigente do orgo ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
(artigo 177, 'caput, da Lei n 8.112/90). E da atribuio do Ministro de
Estado ou autoridade equivalente o juizo de admissibilidade do pedido
227
!"# %& '())* +%,-./.
de reviso de processo administrativo, que, se autorizar a reviso, o
encaminhara ao dirigente do orgo ou entidade onde se originou o
processo disciplinar, para as providncias necessarias a constituio da
comisso de reviso, cabendo o seu julgamento a autoridade que aplicou
a penalidade (artigos 177 e 181 da Lei n 8.112/90). Em no tendo sido
aduzidos Iatos novos ou qualquer outra circunstncia suscetivel de
justiIicar a inocncia do punido ou a inadequao da pena aplicada,
impe-se reconhecer a legalidade do ato que indeIeriu a instaurao do
processo revisional. Ademais, o artigo 176 da Lei n 8.112/90 estabelece
que '(...) a simples alegao de injustia da penalidade no constitui
Iundamento para a reviso, que requer elementos novos, ainda no
apreciados no processo originario.
STF - Mandado de Segurana n 23.741. Rel. Min. MARCO AURELIO, DJ de
5.9.2000.
! '2. (...) Ademais, a teor do disposto no artigo 174 da Lei n 8.112,
de 11 de dezembro de 1990, o processo disciplinar pode ser revisto a
qualquer tempo e, uma vez acolhido o pedido, e declarada sem eIeito a
punibilidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor,
exceto o reIerente a destituio de cargo em comisso, convertida
emexonerao - artigo 182.
STJ - Mandado de Segurana n 6.787. Rel. Min. JOSE ARNALDO DA
FONSECA, DJ de 28.8.2000.
! 'Processos administrativos. Reviso. Possibilidade. Coisa julgada
administrativa. Inocorrncia. Nos termos da Lei n 8.112/90, o processo
administrativo pode ser revisto, quando surgirem Iatos novos ou
circunstncias suscetiveis de justiIicar a inocncia do punido ou a
inadequao da penalidade aplicada.
ParagraIo unico. A suspenso da prescrio, neste caso, veriIicar-se-a pela entrada
do requerimento do titular do direito ou do credor nos livros ou protocolos das
reparties publicas, com designao do dia, ms e ano.
1 Em caso de Ialecimento, ausncia ou desaparecimento do servidor, qualquer
pessoa da Iamilia podera requerer a reviso do processo.
2 No caso de incapacidade mental do servidor, a reviso sera requerida pelo
respectivo curador.
Art. 175. No processo revisional, o nus da prova cabe ao requerente.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Formulao-Dasp n 70.
! Reviso de inquerito Na reviso de inquerito a duvida Iavorece a
manuteno do ato punitivo.
> Manifestaes dos rgos de Controle
228
!"# %& '())* +%,-./.
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Ha inverso da presuno: concluindo-se o processo com duvida
acerca do alegado pelo requerente, deve ser mantida a punio.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 12.173/DF. Rel. Min. NILSON NAVES, DJe de
2.2.2009.
! 'I - No processo revisional, o nus da prova cabe ao requerente
(art. 175, Lei n 8.112/90.
Art. 176. A simples alegao de injustia da penalidade no constitui Iundamento
para a reviso, que requer elementos novos, ainda no apreciados no processo
originario.
Art. 177. O requerimento de reviso do processo sera dirigido ao Ministro de
Estado ou autoridade equivalente, que, se autorizar a reviso, encaminhara o pedido ao
dirigente do orgo ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Cabe apenas ao respectivo Ministro de Estado autorizar a
instaurao de processo de reviso, independentemente da pena
originariamente aplicada e de quem a aplicou. No caso de deIerimento, o
processo revisor e remetido para a respectiva autoridade instauradora, a
Iim de que se designe a comisso revisora.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 9773/DF. Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de
12.9.2005.
! '(...) II - O requerimento de reviso do processo sera dirigido ao
Ministro de Estado ou autoridade equivalente, que, se autorizar a reviso,
encaminhara o pedido ao dirigente do orgo ou entidade onde se originou
o processo disciplinar.
ParagraIo unico. DeIerida a petio, a autoridade competente providenciara a
constituio de comisso, na Iorma do art. 149.
Art. 178. A reviso correra em apenso ao processo originario.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer-AGU n GQ-28, vinculante:
! '(...) 64. Os administrativistas patrios tm entendido que a reviso
do processo disciplinar administrativo no se constitui num simples
pedido de reconsiderao da deciso proIerida, nem recurso contra ela.
65. E, indubitavelmente, um novo processo (reexame do primeiro), com
229
!"# %& '())* +%,-./.
novos elementos (ou subsidios) visantes a comprovao da inocncia do
servidor publico punido.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A reviso se da contra sindicncia ou PAD ja encerrado e
signiIica a instaurao de um novo processo, a ser conduzido por outra
comisso.
ParagraIo unico. Na petio inicial, o requerente pedira dia e hora para a produo
de provas e inquirio das testemunhas que arrolar.
Art. 179. A comisso revisora tera 60 (sessenta) dias para a concluso dos
trabalhos.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! Este prazo pode ser prorrogado, uma vez que se aplicam ao rito
revisional as normas e procedimentos proprios do processo
administrativo disciplinar ordinario.
Art. 180. Aplicam-se aos trabalhos da comisso revisora, no que couber, as
normas e procedimentos proprios da comisso do processo disciplinar.
Art. 181. O julgamento cabera a autoridade que aplicou a penalidade, nos termos
do art. 141.
ParagraIo unico. O prazo para julgamento sera de 20 (vinte) dias, contados do
recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora podera determinar
diligncias.
Art. 182. Julgada procedente a reviso, sera declarada sem eIeito a penalidade
aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relao a
destituio do cargo em comisso, que sera convertida em exonerao.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A interpretao mais consentnea e de que restabelecem-se todos
os direitos compativeis com o novo julgamento, com ressalva para os
direitos patrimoniais, que so restabelecidos apenas no periodo de cinco
anos contados da data do pedido de reviso, para tras.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - Mandado de Segurana n 9773/DF. Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de
12.9.2005.
230
!"# %& '())* +%,-./.
! '(...) V - O pedido de reviso no e dotado de eIeito suspensivo,
no se justiIicando, portanto, a suspenso da aplicao da penalidade.
ParagraIo unico. Da reviso do processo no podera resultar agravamento de
penalidade.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Controladoria-Geral da Unio - Manual de Processo Administrativo Disciplinar
! A deciso exarada na reviso pode redundar na total absolvio
do requerente ou na parcial atenuao de sua responsabilidade, mas no
pode jamais agravar a penalidade imposta.
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Captulo I
Disposies Gerais
Art. 183. A Unio mantera Plano de Seguridade Social para o servidor e sua
Iamilia.
> Legislaes Correlatas
LEI N 10.887, DE 18 DE JUNHO DE 2004
! Dispe sobre a aplicao de disposies da Emenda
Constitucional n
o
41, de 19 de dezembro de 2003, altera dispositivos das
Leis n
os
9.717, de 27 de novembro de 1998, 8.213, de 24 de julho de
1991, 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e da outras providncias.
DECRETO N 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
! Aprova o Regulamento da Previdncia Social, e da outras
providncias.
LEI N 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.
! Dispe sobre a organizao da Seguridade Social, institui Plano
de Custeio, e da outras providncias.
LEI N
o
5.890, DE 8 DE JUNHO DE 1973.
! Altera a legislao de previdncia social e da outras previdncias.
ParagraIo unico. O servidor ocupante de cargo em comisso que no seja,
simultaneamente, ocupante de cargo ou emprego eIetivo na administrao publica
direta, autarquica e Iundacional, no tera direito aos beneIicios do Plano de Seguridade
Social, com exceo da assistncia a saude. (ParagraIo incluido pela Lei n 8.647, de 13
de abril de 1993)
1
o
O servidor ocupante de cargo em comisso que no seja, simultaneamente,
ocupante de cargo ou emprego eIetivo na administrao publica direta, autarquica e
231
!"# %& '())* +%,-./.
Iundacional no tera direito aos beneIicios do Plano de Seguridade Social, com exceo
da assistncia a saude. (Redao dada pela Lei n 10.667, de 14.5.2003)
2
o
O servidor aIastado ou licenciado do cargo eIetivo, sem direito a
remunerao, inclusive para servir em organismo oIicial internacional do qual o Brasil
seja membro eIetivo ou com o qual coopere, ainda que contribua para regime de
previdncia social no exterior, tera suspenso o seu vinculo com o regime do Plano de
Seguridade Social do Servidor Publico enquanto durar o aIastamento ou a licena, no
lhes assistindo, neste periodo, os beneIicios do mencionado regime de previdncia.
(Incluido pela Lei n 10.667, de 14.5.2003)
3
o
Sera assegurada ao servidor licenciado ou aIastado sem remunerao a
manuteno da vinculao ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor
Publico, mediante o recolhimento mensal da respectiva contribuio, no mesmo
percentual devido pelos servidores em atividade, incidente sobre a remunerao total do
cargo a que Iaz jus no exercicio de suas atribuies, computando-se, para esse eIeito,
inclusive, as vantagens pessoais. (Incluido pela Lei n 10.667, de 14.5.2003)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 03/2002, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2002.
! Servidor aIastado para servir em organismo internacional.
Contribuio para o Plano de Seguridade Social do Servidor Publico
PSS. Obrigatoriedade de contribuio pelo servidor aIastado ou
licenciado do cargo eIetivo, sem remunerao.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STJ - RECURSO ESPECIAL: n 1110167/SC 2008/0272866-3
! PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTARIO. RECURSO ESPECIAL.
AO ORDINARIA DE REPETIO DO INDEBITO. ARTIGO 535,
II, DO CPC. OMISSO. NO APRESENTAO DE
FUNDAMENTOS. SUMULA 284/STF. SERVIDOR PUBLICO
FEDERAL. CONTRIBUIO PREVIDENCIARIA INCIDENTE
SOBRE CARGO OU FUNO COMISSIONADA. NO
INCIDNCIA APOS A EDIO DA LEI 9.783/99. PRECEDENTES.
HA INTERESSE DE AGIR PARA REIVINDICAR RESTITUIO DE
VALORES DESCONTADOS APOS A LEI 9.783/99.
4 O recolhimento de que trata o 3 deve ser eIetuado ate o segundo dia util
apos a data do pagamento das remuneraes dos servidores publicos, aplicando-se os
procedimentos de cobrana e execuo dos tributos Iederais quando no recolhidas na
data de vencimento. (Incluido pela Lei n 10.667, de 14.5.2003)
Art. 184. O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que esto
sujeitos o servidor e sua Iamilia, e compreende um conjunto de beneIicios e aes que
atendam as seguintes Iinalidades:
I - garantir meios de subsistncia nos eventos de doena, invalidez, velhice,
acidente em servio, inatividade, Ialecimento e recluso;
II - proteo a maternidade, a adoo e a paternidade;
232
!"# %& '())* +%,-./.
III - assistncia a saude.
ParagraIo unico. Os beneIicios sero concedidos nos termos e condies
deIinidos em regulamento, observadas as disposies desta Lei.

Art. 185. Os beneIicios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem:
I - quanto ao servidor:
a) aposentadoria;
b) auxilio-natalidade;
> Legislaes Correlatas
EMC N 20/1998 ART. 13
! Art. 13 - Ate que a lei discipline o acesso ao salario-Iamilia e
auxilio-recluso para os servidores, segurados e seus dependentes, esses
beneIicios sero concedidos apenas aqueles que tenham renda bruta
mensal igual ou inIerior a R 360,00 (trezentos e sessenta reais), que, ate
a publicao da lei, sero corrigidos pelos mesmos indices aplicados aos
beneIicios do regime geral de previdncia social.
PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF N333, DE 29 DE JUNHO DE
2010 - DOU DE 30/06/2010
! Alterada pela PORTARIA INTERMINISTERIAL MPS/MF N
408, DE 17 DE AGOSTO DE 2010 - DOU DE 18/08/2010,
! Dispe sobre o salario minimo e o reajuste dos beneIicios pagos
pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e dos demais valores
constantes do Regulamento da Previdncia Social - RPS.
c) salario-Iamilia;
d) licena para tratamento de saude;
e) licena a gestante, a adotante e licena-paternidade;
I) licena por acidente em servio;
g) assistncia a saude;
h) garantia de condies individuais e ambientais de trabalho satisIatorias;

II - quanto ao dependente:
a) penso vitalicia e temporaria;
b) auxilio-Iuneral;
c) auxilio-recluso;
d) assistncia a saude.

1
o
As aposentadorias e penses sero concedidas e mantidas pelos orgos ou
entidades aos quais se encontram vinculados os servidores, observado o disposto nos
arts. 189 e 224.
2
o
O recebimento indevido de beneIicios havidos por Iraude, dolo ou ma-Ie,
implicara devoluo ao erario do total auIerido, sem prejuizo da ao penal cabivel.
233
!"# %& '())* +%,-./.
> Legislaes Correlatas
LEI N 12.101, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2009.
! Dispe sobre a certiIicao das entidades beneIicentes de
assistncia social; regula os procedimentos de iseno de contribuies
para a seguridade social; altera a Lei n
o
8.742, de 7 de dezembro de
1993; revoga dispositivos das Leis n
os
8.212, de 24 de julho de 1991,
9.429, de 26 de dezembro de 1996, 9.732, de 11 de dezembro de 1998,
10.684, de 30 de maio de 2003, e da Medida Provisoria n
o
2.187-13, de
24 de agosto de 2001; e da outras providncia.
DECRETO N 6.939, DE 18 DE AGOSTO DE 2009.
! Altera dispositivos do Regulamento da Previdncia Social,
aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999.
DECRETO N 6.307, DE 14 DE DEEMBRO DE 2007.
! Dispe sobre os beneIicios eventuais de que trata o art. 22 da Lei
n
o
8.742, de 7 de dezembro de 1993.
DECRETO N 6.214, DE 26 DE SETEMBRO DE 2007.
! Regulamenta o beneIicio de prestao continuada da assistncia
social devido a pessoa com deIicincia e ao idoso de que trata a Lei n
8.742, de 7 de dezembro de 1993, e a Lei n 10.741, de 1 de outubro de
2003, acresce paragraIo ao art. 162 do Decreto n 3.048, de 6 de maio de
1999, e da outras providncias.
DECRETO N 5.545, DE 22 DE SETEMBRO DE 2005.
! Altera dispositivos do Regulamento da Previdncia Social,
aprovado pelo Decreto n 3.048, de 6 de maio de 1999, e da outras
providncias.
LEI N 11.258, DE 30 DE DEEMBRO DE 2005.
! Altera a Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993, que dispe
sobre a organizao da assistncia social, para acrescentar o servio de
atendimento a pessoas que vivem em situao de rua.
DECRETO N 5.399 DE 24 DE MARO DE 2005.
! Altera dispositivos do Regulamento da Previdncia Social,
aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999.
DECRETO N 4.882, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2003.
! Altera dispositivos do Regulamento da Previdncia Social,
aprovado pelo Decreto n 3.048, de 6 de maio de 1999.
DECRETO N 4.729, DE 9 DE JUNHO DE 2003.
! Altera dispositivos do Regulamento da Previdncia Social,
aprovado pelo Decreto n
o
3.048, de 6 de maio de 1999, e da outras
providncias.
234
!"# %& '())* +%,-./.
DECRETO N 3.112, DE 6 DE JULHO DE 1999.
! Dispe sobre a regulamentao da Lei n 9.796, de 5 de maio de
1999, que versa sobre compensao Iinanceira entre o Regime Geral de
Previdncia Social e os regimes proprios de previdncia dos servidores
da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, na
contagem reciproca de tempo de contribuio para eIeito de
aposentadoria, e da outras providncias.
DECRETO N 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
! Aprova o Regulamento da Previdncia Social, e da outras
providncias.
LEI N 9.720, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1998.
! Da nova redao a dispositivos da Lei no 8.742, de 7 de dezembro
de 1993, que dispe sobre a organizao da assistncia social, e da outras
providncias.
DECRETO N 1.605, DE 25 DE AGOSTO DE 1995.
! Regulamenta o Fundo Nacional de Assistncia Social, instituido
pela Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993.
DECRETO N 1.330, DE 8 DE DEEMBRO DE 1994.
! Dispe sobre a concesso do beneIicio de prestao continuada,
previsto no art. 20 da Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993, e da
outras providncias.
LEI N 8.742, DE 7 DE DEEMBRO DE 1993.
! Dispe sobre a organizao da assistncia social e da outras
providncias.
Captulo II
Dos Benefcios
Seo I
Da Aposentadoria
Art. 186. O servidor sera aposentado: (Vide art. 40 da Constituio)
I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrente de
acidente em servio, molestia proIissional ou doena grave, contagiosa ou incuravel,
especiIicada em lei, e proporcionais nos demais casos;
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao
tempo de servio;
III - voluntariamente:
a) aos 35 (trinta e cinco) anos de servio, se homem, e aos 30 (trinta) se mulher,
com proventos integrais;
b) aos 30 (trinta) anos de eIetivo exercicio em Iunes de magisterio se proIessor,
e 25 (vinte e cinco) se proIessora, com proventos integrais;
235
!"# %& '())* +%,-./.
c) aos 30 (trinta) anos de servio, se homem, e aos 25 (vinte e cinco) se mulher,
com proventos proporcionais a esse tempo;
d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta) se
mulher, com proventos proporcionais ao tempo de servio.
1
o
Consideram-se doenas graves, contagiosas ou incuraveis, a que se reIere o
inciso I deste artigo, tuberculose ativa, alienao mental, esclerose multipla, neoplasia
maligna, cegueira posterior ao ingresso no servio publico, hanseniase, cardiopatia
grave, doena de Parinson, paralisia irreversivel e incapacitante, espondiloartrose
anquilosante, neIropatia grave, estados avanados do mal de Paget (osteite deIormante),
Sindrome de ImunodeIicincia Adquirida - AIDS, e outras que a lei indicar, com base
na medicina especializada.
2
o
Nos casos de exercicio de atividades consideradas insalubres ou perigosas,
bem como nas hipoteses previstas no art. 71, a aposentadoria de que trata o inciso III,
"a" e "c", observara o disposto em lei especiIica.
3
o
Na hipotese do inciso I o servidor sera submetido a junta medica oIicial, que
atestara a invalidez quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das
atribuies do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. 24. (Incluido
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
Legislaes correlatas
Emenda Constitucional n 47, de 5 de julho de 2005 .
! Altera os arts. 37, 40, 195 e 201 da Constituio Federal, para
dispor sobre a previdncia social, e da outras providncias.
Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003 .
! ModiIica os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituio
Federal, revoga o inciso IX do 3 do art. 142 da Constituio Federal e
dispositivos da Emenda Constitucional n 20, de 15 de dezembro de
1998, e da outras providncias.
Emenda Constitucional n 20, de 15 de dezembro de 1998 .
! ModiIica o sistema de previdncia social, estabelece normas de
transio e da outras providncias.
Lei Complementar n 58, de 21 de janeiro de 1988
! Dispe sobre aposentadoria voluntaria, nas condies que
especiIica, aos servidores civis que trabalham em estabelecimentos
industriais da Unio, produtores de munies e explosivos.
Lei Complementar n 51, de 20 de dezembro de 1985
! Dispe sobre a aposentadoria do Iuncionario policial, nos termos
do art. 103, da Constituio Federal.
Lei n 10.887, de 18 de junho de 2004
236
!"# %& '())* +%,-./.
! Dispe sobre a aplicao de disposies da Emenda
Constitucional no 41, de 2003, altera dispositivos das Leis nos 9.717, de
1998, 8.213, de 1991, 9.532, de 1997, e da outras providncias.
Lei no 10.556, de 13 de novembro de 2002
! Dispe sobre a incluso dos cargos que especiIica no Plano de
ClassiIicao de Cargos, instituido pela Lei no 5.645, de 10 de dezembro
de 1970, altera as Leis no 10.486, de 4 de julho de 2002, e 5.662, de 21
de junho de 1971, e da outras providncias. 'Art. 6 Para o calculo
proporcional dos proventos das aposentadorias compulsorias e por
invalide:, relativas aos servidores regidos pela Lei no 8.112, de 11 de
de:embro de 1990, sero considerados os valores das gratificaes de
desempenho profissional, individual ou institucional e de produtividade,
percebidos no ms anterior ao do afastamento. Paragrafo unico. O
disposto no caput no se aplica as aposentadorias por invalide:
permanente decorrentes de acidente em servio, molestia profissional ou
doena grave, contagiosa ou incuravel, especificadas em lei.`
Lei n 9.796, de 5 de maio de 1999
! Dispe sobre a compensao Iinanceira entre o Regime Geral de
Previdncia Social e os regimes de previdncia dos servidores da Unio,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, nos casos de
contagem reciproca de tempo de contribuio para eIeito de
aposentadoria, e da outras providncias.
Lei n 9.717, de 27 de novembro de 1998
! Dispe sobre regras gerais para a organizao e o Iuncionamento
dos regimes proprios de previdncia social dos servidores publicos da
Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, dos militares
dos Estados e do Distrito Federal e da outras providncias.
Decreto no 3.112, de 6 de julho de 1999.
! Dispe sobre a regulamentao da Lei n 9.796, de 5 de maio de
1999, que versa sobre compensao Iinanceira entre o Regime Geral de
Previdncia Social e os regimes proprios de previdncia dos servidores
da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, na
contagem reciproca de tempo de contribuio para eIeito de
aposentadoria, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 8, DE 5 DE NOVEMBRO DE 201 0
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Publica Federal, acerca da concesso e
do pagamento do beneIicio de aposentadoria, de que trata o art. 40 da
Constituio Federal de 1988, com a redao dada pela Emenda
Constitucional n 20, de 15 de dezembro de 1998, pela Emenda
Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, e pela Emenda
Constitucional n 47, de 5 de julho de 2005.
237
!"# %& '())* +%,-./.
OIicio-Circular SRH n 17/2007
! Esclarece sobre o reconhecimento do periodo de trabalho
vinculado ao RGPS exercido antes da edio da Lei n 8.112, de 1990,
em condies especiais ou no.
Orientao Normativa SRH n 7/2007
! Estabelece orientao quanto aos procedimentos a serem adotados
para a contagem de tempo de servio e de contribuio, especial ou no,
para eIeitos de aposentadoria do servidor publico regido pela Lei n
8.112, de 11 de dezembro de 1990.
Orientao Normativa SRH n 3/2007
! Estabelece orientao sobre a contagem especial de tempo de
servio para eIeito de aposentadoria ao servidor que exerceu, no servio
publico, atividades insalubres, penosas e perigosas, submetido ao regime
da Consolidao das Leis do Trabalho-CLT, ate a edio da Lei n 8.112,
de 11 de dezembro de 1990, consoante o Acordo 2008/2006 TCU
Plenario.
Nota Tecnica n 321/2010/COGES/DENOP/SRH
! Alterao de aposentadoria compulsoria para voluntaria.
Possibilidade no presente caso.
Nota Tecnica n 186/2009/COGES/DENOP/SRH
! Calculo de aposentadoria, pela media aritmetica simples de que
trata a Lei n 10.887, de 18 de junho de 2004, especiIicamente quando o
valor da media encontrado e superior ao valor da remunerao percebida
pelo servidor na data em que se deu a aposentadoria.
Nota Tecnica n 140/2009/COGES/DENOP/SRH
! Aposentadoria por Invalidez.
Nota Tecnica n 114/2009/COGES/DENOP/SRH
! Contagem de tempo especial para Iins de aposentadoria.
Manifestaes dos rgos de Controle
Sumula 106 do TCU
! O julgamento, pela ilegalidade, das concesses de reIorma,
aposentadoria e penso, no implica por si so a obrigatoriedade da
reposio das importncias ja recebidas de boa-Ie, ate a data do
conhecimento da deciso pelo orgo competente.
Manifestaes Tribunais Superiores
STF - RE 163204/SP . Rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 9.11.1994.
! O APOSENTADO NO SERVIO PUBLICO NO PERDE A
CONDIO DE SERVIDOR PARA O EFEITO DA REGRA GERAL
QUE PROIBE A ACUMULAO DE VENCIMENTOS COM
238
!"# %& '())* +%,-./.
PROVENTOS DE APOSENTADORIA. 'EMENTA.
CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIJO. SERJIDOR PUBLICO.
PROJENTOS E JENCIMENTOS. ACUMULAO. C.F., ART. 37, XJI,
XJII. I A acumulao de proventos e vencimentos somente e permitida
quando se tratar de cargos, funes ou empregos acumulaveis na
atividade, na forma permitida pela Constituio. C.F., art. 37, XJI,
XJII, art. 95, paragrafo unico, I. Na vigncia da Constituio de 1946,
art. 185, que continha norma igual a que esta inscrita no art. 37, XJI,
CF/88, a furisprudncia do Supremo Tribunal Federal era no sentido da
impossibilidade da acumulao de proventos com vencimentos, salvo se
os cargos de que decorrem essa remuneraes fossem acumulaveis.`
Art. 187. A aposentadoria compulsoria sera automatica, e declarada por ato, com
vigncia a partir do dia imediato aquele em que o servidor atingir a idade-limite de
permanncia no servio ativo.
Legislaes correlatas
Lei Complementar n 34, de 12 de setembro de 1978
! Estabelece, nos termos do art. 103 da Constituio Iederal, casos
de aposentadoria compulsoria, no Grupo-Diplomacia, Codigo D-300.
Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 6232/2009/TCU-1 Cmara
! Os proventos reIerentes a aposentadoria compulsoria concedida
na vigncia da EC n 41/2003 devem ser calculados pela media
aritmetica simples das maiores remuneraes que serviram de base para
as contribuies do interessado junto aos regimes de previdncia a que
esteve vinculado durante sua vida Iuncional, nos termos da Lei n.
10.887/2004. E licito ao interessado aposentado compulsoriamente optar
pela aposentadoria voluntaria, com proventos proporcionais ao tempo de
contribuio, prevista no art. 40, 1, inciso III, alinea b, da Constituio
Federal, com redao conIerida pela EC n 20/1998, caso tenha
implementado os requisitos para tanto antes da publicao da EC n
41/2003.
Acordo 2870/2008/TCU-1 Cmara
! Aposentadorias compulsoria e por invalidez. Os proventos de
aposentadoria de servidor enquadrado nos 3 e 17 do art. 40 da
Constituio Federal, com a redao dada pela EC n 41/2003, devem ser
calculados, nos termos da Lei n 10.887/2004, com base na media das
remuneraes utilizadas para calculo das contribuies previdenciarias
recolhidas a partir de julho de 1994. As unicas parcelas que integram os
proventos e que so isentas de proporcionalizao reIerem-se a
GratiIicao Adicional por Tempo de Servio, a vantagem pessoal dos
quintos e a vantagem consignada no art. 193 da Lei n 8.112/1990.
Acordo 1187/2008/TCU-2 Cmara
239
!"# %& '())* +%,-./.
! Os servidores com direito a aposentadoria proporcional adquirido
anteriormente a edio da EC n 20/1998 podem se aposentar, a qualquer
tempo, com base nos criterios da legislao anterior, computando-se,
nesse caso, o tempo de eIetivo exercicio ate 15/12/1998, sendo-lhe
Iacultada a opo pela aposentadoria sob o manto de nova disciplina
constitucional. E ilegal o ato de aposentadoria que indica como
Iundamento legal o art. 186, inciso III, alinea "a", da Lei n 8.112/1990,
cuja vigncia e posterior a data-limite para a aposentadoria compulsoria.
Acordo 305/2008/TCU-2 Cmara
! A Iixao dos proventos da aposentadoria compulsoria
proporcional, implementada apos a EC n 41/2003, devera observar os
criterios Iixados pelo art. 40 da Constituio e os criterios Iixados na Lei
n 10.887/2004, nos termos da redao dada por essa Emenda. No caso
de aposentadoria proporcional, a GratiIicao de Estimulo a
Docncia(GED) devera compor os proventos da aposentaria
proporcionalmente ao tempo de servio que Iundamentou a aposentao.
Acordo 1563/2005/TCU-2 Cmara
! Aposentadoria compulsoria. Parecer do Controle Interno pela
ilegalidade. Servidor aposentado, que ingressou novamente no servio
publico, por concurso publico de provas e titulos, antes da Constituio
Federal de 1988. Aposentadoria compulsoria em 14/12/2001, nos termos
do artigo 40, inciso II, da Constituio Federal, com a redao dada pela
EC n 20/98. Impossibilidade de nova aposentadoria pelo mesmo regime
de previdncia (art. 40, 6, CF).
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
STF - MS 5422/DF/1958. Rel. Min. LUI GALLOTTI, julgamento em
25.7.1958.
! Serventuarios da Justia. So Iuncionarios publicos, embora
sujeitos a estatuto especial. Esto sujeitos a aposentadoria compulsoria
por implemento de idade. Essa aposentadoria e compativel com a
vitaliciedade. Segurana negada.
TSE - MS 2813/PE/2000 . Rel . Min. NELSON AEVEDO JOBIM, DJ de
15.8.2000.
! A regra do art. 40, 1, II c/c o art. 93, VI da CF, que trata da
aposentadoria compulsoria dos magistrados aos 70 (setenta) anos, no se
aplica aos juizes dos Tribunais Eleitorais da classe de jurista. Segurana
concedida.
Art. 188. A aposentadoria voluntaria ou por invalidez vigorara a partir da data da
publicao do respectivo ato.
> Legislaes correlatas
Lei Complementar n 58, de 21 de janeiro de 1988
240
!"# %& '())* +%,-./.
! Dispe sobre aposentadoria voluntaria, nas condies que
especiIica, aos servidores civis que trabalham em estabelecimentos
industriais da Unio, produtores de munies e explosivos.
Lei Complementar n 36, de 31 de outubro de 1979
! Permite aposentadoria voluntaria, com proventos proporcionais
ao tempo de servio, nas condies que indica, e da outras providncias.
Lei Complementar n 29, de 5 de julho de 1976
! Permite aposentadoria voluntaria, nas condies que especiIica,
aos Iuncionarios incluidos em Quadros Suplementares ou postos em
disponibilidade.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa SAF n 74/1991
! Disponibilidade - Tempo de servio para aposentadoria
voluntaria.
Nota Tecnica n 473/2009-COGES/DENOP/SRH
! Impossibilidade de reverso de aposentadoria voluntaria de
servidor que ocupava cargo de quadro em extino. Servidor de ex-
Territorio Federal, cujo cargo se extingue no momento em que ocorre a
vacncia, tendo em vista o que dispe o 1 do art.25 da Lei n 8.112, de
1990. A reverso ocorrera, necessariamente, no mesmo cargo outrora
ocupado pelo ex-servidor ou no cargo resultante de sua transIormao.
Despacho COGES/DENOP/SRH, no Documento n 46156.000657-2008-60, de
03/11/2008
! Aposentadoria voluntaria, com aplicao da regra do direito
adquirido, para servidor que preencheu os requisitos antes da vigncia da
EC n 41 de 2003, e completou 70 anos de idade posteriormente.
Despacho COGES/DENOP/SRH de 09/05/2007 reI. ao Fax de 30/04/2007 que
encaminha e-mail n 103/DEPES/DP/SFC/CGU/PR
! Aposentadoria. Qualquer acrescimo ao tempo ja apurado,
atendidos os pressupostos para aposentadoria voluntaria proporcional do
art. 40, CF/88, esta sujeito as regras trazidas pela Emenda Constitucional
n 20, de 1998, bem como pela Emenda Constitucional n 41, de 2003,
ou pela Emenda Constitucional n 47, de 2005, conIorme o caso.
Despacho COGES/DENOP/SRH no pr ocesso n 04500.001746/2004-62, de
05/05/2004.
! Contagem de tempo de contribuio para aposentadoria reIerente
ao periodo em que o servidor recebeu abono de permanncia.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 4908/2009/TCU-1 Cmara
241
!"# %& '())* +%,-./.
! Julga-se ilegal aposentadoria voluntaria, com proventos
proporcionais, na qual Ioi constatado erro no calculo da
proporcionalidade dos proventos, em desacordo com o inciso II do 1
do art. 8 da Emenda Constitucional n 20/1998. Os proventos de
aposentadoria de servidor enquadrado nos 3 e 17 do art. 40 da
Constituio Federal, com a redao dada pela Emenda Constitucional n
41/2003, devem ser calculados, nos termos da Lei n 10.887/2004, com
base na media das remuneraes utilizadas para calculo das
contribuies previdenciarias recolhidas a partir de julho de 1994. Julga-
se legal o ato de aposentadoria que, a despeito de apresentar algum tipo
de inconsistncia em sua verso submetida ao exame do Tribunal, no
estiver dando ensejo, no momento de sua apreciao de merito, a
pagamentos irregulares, nos termos do art. 6 da Resoluo TCU n
206/2007.
1
o
A aposentadoria por invalidez sera precedida de licena para tratamento de
saude, por periodo no excedente a 24 (vinte e quatro) meses.
2
o
Expirado o periodo de licena e no estando em condies de reassumir o
cargo ou de ser readaptado, o servidor sera aposentado.
3
o
O lapso de tempo compreendido entre o termino da licena e a publicao do
ato da aposentadoria sera considerado como de prorrogao da licena.
4
o
Para os Iins do disposto no 1
o
deste artigo, sero consideradas apenas as
licenas motivadas pela enIermidade ensejadora da invalidez ou doenas
correlacionadas.
5
o
A criterio da Administrao, o servidor em licena para tratamento de saude
ou aposentado por invalidez podera ser convocado a qualquer momento, para avaliao
das condies que ensejaram o aIastamento ou a aposentadoria. (Incluido pela Lei n
11.907, de 2009)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 296/2010/COGES/DENOP/SRH
! Aposentadoria por invalidez. Possibilidade de reviso de
aposentadoria para alterao da Iundamentao.
Nota Tecnica N 33/2010/COGES/DENOP/SRH/MP
! APOSENTADORIA POR INVALIDE COM PROVENTOS
PROPORCIONAIS. TEMPO DE LICENA PARA TRATAMENTO
DE SAUDE QUE ANTECEDE A APOSENTAO. (...) 'se a junta
Medica OIicial, apos a primeira licena, declarar que o servidor esta
incapacitado para o exercicio de suas atividades laborais, e por este
motivo concluir pela aposentadoria, no estara caracterizada nenhuma
irregularidade, haja vista que no existe prazo minimo de licena medica
para que o servidor seja aposentado por invalidez.
242
!"# %& '())* +%,-./.
Nota Tecnica n 749/2009-COGES/DENOP/SRH
! As aposentadorias por invalidez permanente decorrentes de
doenas especiIicadas em lei, apos a redao dada pelo art. 36 da Lei n
11.907, de 2009, ao art. 190, da Lei n 8.112 de 1990, tero a
integralizao de proventos utilizando a media aritmetica simples das
maiores remuneraes que serviram de base de contribuio do servidor
aos regimes de previdncia a que esteve vinculado.
Nota Tecnica n 731/2009/COGES/DENOP/SRH
! No se concede aposentadoria por invalidez com eIeitos
retroativos, iniciando-se a vigncia a partir da data da publicao do
respectivo ato, no se admitindo o reconhecimento retroativo de situao
de invalidez, para Iins de aposentadoria.
Nota Tecnica n 635/2009-COGES/DENOP/SRH
! Possibilidade de servidor aposentado voluntariamente e portador
de doena grave especiIicada em lei, tendo aptido Iisica e mental, poder
exercer cargo em comisso.
Nota Tecnica n 519/2009/COGES/DENOP/SRH
! A aposentadoria cuja modalidade seja por invalidez permanente
decorrente de doena especiIicada em lei tera seus proventos calculados
pela media aritmetica simples das maiores remuneraes.
Nota Tecnica n 500/2009-COGES/DENOP/SRH
! Reviso de aposentadoria por invalidez.
Nota Tecnica n 294/2009-COGES/DENOP/SRH
! Incorporao de gratiIicao de desempenho por servidor
aposentando por invalidez permanente com doena especiIicada em lei,
amparado pela paridade constitucional.
OIicio n 67/2002/COGLE/SRH
! Esclarecimentos sobre doena especiIicada em lei (molestias que
ensejam aposentadoria por invalidez permanente, elencadas no art. 186,
1 da Lei n 8.112, de 1990).
Despacho s/n COGLE/SRH, de 9 de agosto de 2001
! Aposentadoria por invalidez permanente pela Lei n 8.112/90 e
exercicio de outra atividade laboral na iniciativa privada.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 4110/2009/TCU-2 Cmara
! E ilegal o recebimento concomitante de proventos de
aposentadoria por invalidez com remunerao de outro cargo publico.
Acordo 1659/2009/TCU-1 Cmara
243
!"# %& '())* +%,-./.
! O tempo em que o servidor esteve legitimamente aposentado por
invalidez pode ser computado para Iins de concesso de nova
aposentadoria, desde que o ato de inativao seja anterior a promulgao
da Emenda Constitucional n 20/1998.
Acordo 444/2008-TCU-1 Cmara
! No caso de converso do provento proporcional em provento
integral na hipotese prevista pelo art. 190 da Lei n 8.112/1990, o
Iundamento legal do ato concessorio no devera ser modiIicado de
aposentadoria voluntaria, por invalidez ou compulsoria, com proventos
proporcionais, para aposentadoria por invalidez permanente, com
proventos integrais, prevista no art. 186, 1, da Lei n 8.112/1990,
devendo, contudo, como supedneo para a integralizao do provento,
ser incluido o art. 190 da Lei n 8.112/1990 no ato de alterao da
concesso de aposentadoria, o qual devera ser submetido a apreciao do
TCU. O inicio da vigncia dos atos de alterao de aposentadoria
Iundamentados no art. 190 da Lei n 8.112/90 deve coincidir com a data
do respectivo laudo medico pericial ou a data da notiIicao Iormal do
Iato a Administrao.
Acordo 519/2007/TCU-1 Cmara
! E ilegal a concesso de aposentadoria por invalidez a servidor que
se mostra apto ao trabalho. E indevida a acumulao de proventos de
aposentadoria com dois vencimentos.
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
Conselho Superior da Justia do Trabalho - Processo TST-CSJT N 193076-
2008-000-00-00
! A aposentadoria por invalidez com proventos integrais e devida
apenas quando decorrente de acidente em servio, molestia proIissional
ou de acometimento de molestia especiIicada no 1. do art. 186 da Lei
n. 8.112/1990. Antes da concesso deve ser veriIicada a eIetiva
incapacidade para o servio publico do servidor, realizando-se, em caso
de sua no-conIigurao, readaptao em cargo de atribuies e
responsabilidades compativeis com a limitao que ele tenha soIrido em
sua capacidade Iisica ou mental, art. 24, 1. e 2., do RJU. Os
proventos de aposentadoria por invalidez decorrente de molestias
contraidas apos 19/2/2004 sero calculados pela media das remuneraes
de contribuio do servidor, nos termos do disposto no art. 40, 3, da
Constituio Federal.
Art. 189. O provento da aposentadoria sera calculado com observncia do
disposto no 3
o
do art. 41, e revisto na mesma data e proporo, sempre que se
modiIicar a remunerao dos servidores em atividade.
ParagraIo unico. So estendidos aos inativos quaisquer beneIicios ou vantagens
posteriormente concedidas aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de
transIormao ou reclassiIicao do cargo ou Iuno em que se deu a aposentadoria.
244
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 190. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de servio
se acometido de qualquer das molestias especiIicadas no 1
o
do art. 186 desta Lei e, por
esse motivo, Ior considerado invalido por junta medica oIicial passara a perceber
provento integral, calculado com base no Iundamento legal de concesso da
aposentadoria. (Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 10, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2010
! Estabelece orientao aos orgos e entidades integrantes do
SIPEC quanto a concesso de aposentadoria especial de que trata o art.
57 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991 (Regime Geral de Previdncia
Social), aos servidores publicos Iederais amparados por Mandados de
Injuno.
! Revoga a Orientao Normativa n 6/2010 de 21 de junho de
2010
Orientao Normativa SRH n 5/2008, de 14 de julho de 2008
! Converso do provento proporcional em integral em razo da
supervenincia de doenas graves, contagiosas ou incuraveis.
Nota Tecnica n 25/2010-COGES/DENOP/SRH
! Reverso de servidora aposentada por invalidez a condio de
ativo por recomendao da pericia oIicial em saude.
Nota Tecnica n 405/2009/COGES/DENOP/SRH
! Averbao de tempo de servio para aposentadoria. O tempo de
servio prestado sob condies insalubres, perigosas ou penosas prestado
junto a empresas privadas no pode ser contabilizado de Iorma especial
para Iins de aposentadoria e abono de permanncia.
Nota Tecnica n 289/2009-COGES/DENOP/SRH
! Reverso de servidor aposentado por invalidez a condio de
ativo por recomendao da pericia oIicial em saude.
Nota Tecnica n 201/2009/COGES/DENOP/SRH
! Aposentadoria especial nos termos do art. 57 da Lei n 8.213, de
24 de julho de 1991.
Nota Tecnica n 203/2009/COGES/DENOP/SRH
! Aposentadoria proporcional. Lei Complementar n 51, de 1985.
Despacho COGES/DENOP/SRH no processo 0400.016050/2008-61, de
27/03/2009
! Aposentadoria por invalidez - Aplicabilidade do art.190, da Lei n
8.112/90.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Parecer CONJUR/MP n0144-SMM-3.21/2009
245
!"# %& '())* +%,-./.
! Paridade de servidora aposentada por invalidez em decorrncia de
acidente de servio.
Art. 191. Quando proporcional ao tempo de servio, o provento no sera inIerior
a 1/3 (um tero) da remunerao da atividade.
> Legislaes correlatas
Lei n 10.887, de 18 de junho de 2004
! Dispe sobre a aplicao de disposies da Emenda
Constitucional no 41, de 2003, altera dispositivos das Leis nos 9.717, de
1998, 8.213, de 1991, 9.532, de 1997, e da outras providncias.
Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 6012/2009/TCU-1 Cmara
! E ilegal a concesso da gratiIicao de desempenho de atividade
da seguridade social e do trabalho (GDASST), instituida pela Lei n
10.483/2002, de Iorma integral em aposentadorias proporcionais. Nos
proventos de aposentadoria, as unicas parcelas que so isentas de
proporcionalizao so: a gratiIicao de adicional por tempo de servio,
a vantagem pessoal dos "quintos" e a vantagem consignada no art. 193
da Lei n 8.112/1990.
Acordo 2028/2008/TCU-2 Cmara
! Cuidando-se de aposentadoria com proventos proporcionais, e
ilegal a concesso do valor integral da parcela reIerente a GDATA.
Consoante o prescrito no art. 8, 1, incisos I e II, da EC n 20/1998, a
elevao de 70 para 75 no valor dos proventos da aposentadoria
proporcional requer acrescimo de um ano de contribuio apos o
cumprimento dos 25 anos de servio e do periodo adicional (pedagio) de
40.
Acordo 6238/2009/TCU-1 Cmara
! Em aposentadorias com proventos proporcionais, e ilegal a
concesso integral da gratiIicao GDATA, instituida pela Lei n
10.404/2002, e da GratiIicao GDPGTAS, instituida pela Medida
Provisoria n 304/2006. Em aposentadorias com proventos
proporcionais, as vantagens e gratiIicaes devem ser pagas de Iorma
proporcional, sendo isentas da proporcionalizao apenas a gratiIicao
adicional por tempo de servio, a vantagem pessoal dos "quintos" e a
vantagem prevista no art. 193 da Lei n 8.112/1990.
Acordo 778/2009/TCU-2 Cmara
! Os servidores com direito a aposentadoria proporcional adquirido
antes da edio da Emenda Constitucional n. 20/1998 podem se
aposentar a qualquer tempo, com base nos criterios da legislao
anterior, computando-se, no caso, o tempo de eIetivo exercicio ate
15/12/1998.
246
!"# %& '())* +%,-./.
Acordo 3360/2006/TCU-1 Cmara
! Julga-se ilegal aposentadoria com proventos proporcionais ao
tempo de servio, concedida com base na regra de transio estabelecida
pela Emenda Constitucional n 20, de 15/12/1998, em Iuno do no-
preenchimento dos requisitos minimos para aposentao. O cmputo do
tempo de inatividade, nos termos da Sumula TCU n 74, e admitido para
auIerimento de aposentadoria proporcional nos limites minimos de
30/35, se homem, e de 25/30, se mulher, somente para aqueles que
tenham adquirido o direito a esse beneIicio antes da promulgao da
Emenda Constitucional n 20/1998, que o extingue. Uma vez no
atingido o tempo de servio minimo necessario para aposentadoria com
proventos proporcionais e diante da impossibilidade de aplicao da
Sumula TCU n 74, deve o interessado retornar a atividade para
completar o tempo de servio necessario a aposentao, na modalidade
desejada, submetendo-se, nesta hipotese, as regras vigentes na data da
nova concesso.

Art. 192. (Vetado).
Art. 192. O servidor que contar tempo de servio para aposentadoria com
provento integral sera aposentado: (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
I - com a remunerao do padro de classe imediatamente superior aquela em que
se encontra posicionado; (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
II - quando ocupante da ultima classe da carreira, com a remunerao do padro
correspondente, acrescida da diIerena entre esse e o padro da classe imediatamente
anterior. (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela Lei n 9.527, de
10.12.97)

> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 11, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2010
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Publica Federal quanto ao pagamento da
vantagem do art. 184 da Lei n 1.711, de 28 de outubro de 1952, e do art.
192 e 250 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
Art. 193. (Vetado).
Art. 193. O servidor que tiver exercido Iuno de direo, cheIia,
assessoramento, assistncia ou cargo em comisso, por periodo de 5 (cinco) anos
consecutivos, ou 10 (dez) anos interpolados, podera aposentar-se com a gratiIicao da
Iuno ou remunerao do cargo em comisso, de maior valor, desde que exercido por
um periodo minimo de 2 (dois) anos. (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado
pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
1 Quando o exercicio da Iuno ou cargo em comisso de maior valor no
corresponder ao periodo de 2 (dois) anos, sera incorporada a gratiIicao ou
247
!"# %& '())* +%,-./.
remunerao da Iuno ou cargo em comisso imediatamente inIerior dentre os
exercidos. (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
2 A aplicao do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art.
192, bem como a incorporao de que trata o art. 62, ressalvado o direito de opo.
(Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa SRH n 2, de 31 de janeiro de 2007
! Esclarece que e legal a incluso, na aposentadoria, da vantagem
decorrente da opo, prevista no art. 2 da Lei n 8.911, de 11 de julho de
1994, aos servidores que, ate a data de 18 de janeiro de 1995, tenham
satisIeitos os pressupostos temporais estabelecidos no art. 193 da Lei n
8.112/90, ainda que sem os requisitos para aposentadoria em qualquer
modalidade, tendo em vista o Acordo n 2.076/2005 Plenario do
Tribunal de Contas da Unio TCU.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 2.076/2005/ TCU-Plenario
! E assegurada na aposentadoria a vantagem decorrente da opo,
prevista no art. 2 da Lei n 8.911/94, aos servidores que, ate a data de 18
de janeiro de 1995, tenham satisIeito os pressupostos temporais
estabelecidos no art. 193 da Lei 8.112/90, ainda que sem os requisitos
para aposentao em qualquer modalidade.
Art. 194. Ao servidor aposentado sera paga a gratiIicao natalina, ate o dia vinte
do ms de dezembro, em valor equivalente ao respectivo provento, deduzido o
adiantamento recebido.

Art. 195. Ao ex-combatente que tenha eIetivamente participado de operaes
belicas, durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei n 5.315, de 12 de
setembro de 1967, sera concedida aposentadoria com provento integral, aos 25 (vinte e
cinco) anos de servio eIetivo.
Seo II
Do Auxlio-Natalidade
Art. 196. O auxilio-natalidade e devido a servidora por motivo de nascimento de
Iilho, em quantia equivalente ao menor vencimento do servio publico, inclusive no
caso de natimorto.
1
o
Na hipotese de parto multiplo, o valor sera acrescido de 50 (cinquenta por
cento), por nascituro.
2
o
O auxilio sera pago ao cnjuge ou companheiro servidor publico, quando a
parturiente no Ior servidora.
248
!"# %& '())* +%,-./.
> Legislaes Correlatas
LEI N 6.887, DE 10 DE DEEMBRO DE 1980
! Altera a legislao da Previdncia Social Urbana e da outras
providncias Art. 57
LEI N 8.852, DE 4 DE FEVEREIRO DE 1994.
! Dispe sobre a aplicao dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, 1,
da Constituio Federal, e da outras providncias.
DECRETO N 4.840, DE 17 DE SETEMBRO DE 2003.
! Regulamenta a Medida Provisoria n
o
130, de 17 de setembro de
2003, que dispe sobre a autorizao para desconto de prestaes em
Iolha de pagamento, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 578/2009/COGES/DENOP/SRH/MP
! Estabelece orientao quanto ao pagamento da vantagem do art.
196 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (auxilio-natalidade).
OIicio 233-2003/SRH/MP
! Trata do pagamento do auxilio-natalidade em data posterior ao
nascimento da criana.
OIicio 92-2002/SRH/MP
! Esclarecimentos acerca da possibilidade de pagamento de
Auxilio-Natalidade para servidores inativos.
OFICIO-CIRCULAR N 11/1996/SRH/MARE
! UniIormizar os procedimentos adotados no mbito da
Administrao Publica Federal direta, autarquica e Iundacional, relativos
ao pagamento do Auxilio-Natalidade.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
NOTA N.AGU/GM-07/2009
! Aprovada pelo Despacho do Consultor-Geral da Unio N
163/2009 Trata do pagamento do Auxilio-Natalidade ao Aposentado.
PARECER/MP/CONJUR/AVS/N 0281-3.13/2009
! Trata da possibilidade de pagamento do auxilio-natalidade ao
aposentado.
Seo III
Do Salrio-Famlia
Art. 197. O salario-Iamilia e devido ao servidor ativo ou ao inativo, por
dependente econmico.
249
!"# %& '())* +%,-./.
ParagraIo unico. Consideram-se dependentes econmicos para eIeito de
percepo do salario-Iamilia:
I - o cnjuge ou companheiro e os Iilhos, inclusive os enteados ate 21 (vinte e
um) anos de idade ou, se estudante, ate 24 (vinte e quatro) anos ou, se invalido, de
qualquer idade;
II - o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorizao judicial, viver na
companhia e as expensas do servidor, ou do inativo;
III - a me e o pai sem economia propria.

Art. 198. No se conIigura a dependncia econmica quando o beneIiciario do
salario-Iamilia perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra Ionte, inclusive
penso ou provento da aposentadoria, em valor igual ou superior ao salario-minimo.

Art. 199. Quando o pai e me Iorem servidores publicos e viverem em comum, o
salario-Iamilia sera pago a um deles; quando separados, sera pago a um e outro, de
acordo com a distribuio dos dependentes.
ParagraIo unico. Ao pai e a me equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na Ialta
destes, os representantes legais dos incapazes.

Art. 200. O salario-Iamilia no esta sujeito a qualquer tributo, nem servira de
base para qualquer contribuio, inclusive para a Previdncia Social.

Art. 201. O aIastamento do cargo eIetivo, sem remunerao, no acarreta a
suspenso do pagamento do salario-Iamilia.

> Legislaes Correlatas
LEI N 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.
! Dispe sobre os Planos de BeneIicios da Previdncia Social e da
outras providncias. Art. 16 e art. 65 a art. 68
LEI N 4.266, DE 3 DE OUTUBRO DE 1963.
! Institui o salario Iamilia do trabalhador.
LEI N 5.559, DE 11 DE DEEMBRO DE 1968.
! Estende o direito ao salario-Iamilia instituido pela Lei n 4.266,
de 3 de outubro de 1963, e da outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA SRH N 6/1999
! Dispe sobre o limite para pagamento dos beneIicios
previdenciarios do salario-Iamilia e auxilio-recluso.
Seo IV
250
!"# %& '())* +%,-./.
Da Licena para Tratamento de Sade
Art. 202. Sera concedida ao servidor licena para tratamento de saude, a pedido
ou de oIicio, com base em pericia medica, sem prejuizo da remunerao a que Iizer jus.

Art. 203. A licena de que trata o art. 202 desta Lei sera concedida com base em
pericia oIicial(Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)

1
o
Sempre que necessario, a inspeo medica sera realizada na residncia do
servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
2
o
Inexistindo medico no orgo ou entidade no local onde se encontra ou tenha
exercicio em carater permanente o servidor, e no se conIigurando as hipoteses
previstas nos paragraIos do art. 230, sera aceito atestado passado por medico particular.
(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3 No caso do 2 deste artigo, o atestado somente produzira eIeitos depois de
recepcionado pela unidade de recursos humanos do orgo ou entidade.
4 A licena que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no periodo de 12
(doze) meses a contar do primeiro dia de aIastamento sera concedida mediante
avaliao por junta medica oIicial.
5 A pericia oIicial para concesso da licena de que trata o caput deste artigo,
bem como nos demais casos de pericia oIicial previstos nesta Lei, sera eIetuada por
cirurgies-dentistas, nas hipoteses em que abranger o campo de atuao da odontologia.
(Incluido pela Lei n 11.907, de 2009)

Art. 204. A licena para tratamento de saude inIerior a 15 (quinze) dias, dentro de
1 (um) ano, podera ser dispensada de pericia oIicial, na Iorma deIinida em regulamento.
(Redao dada pela Lei n 11.907, de 2009)

Art. 205. O atestado e o laudo da junta medica no se reIeriro ao nome ou
natureza da doena, salvo quando se tratar de leses produzidas por acidente em
servio, doena proIissional ou qualquer das doenas especiIicadas no art. 186, 1
o
.

Art. 206. O servidor que apresentar indicios de leses orgnicas ou Iuncionais
sera submetido a inspeo medica.

Art. 206-A. O servidor sera submetido a exames medicos periodicos, nos termos
e condies deIinidos em regulamento. (Incluido pela Lei n 11.907, de 2009)
> Legislaes Correlatas
DECRETO N- 7.003, DE 9 DE NOVEMBRO DE 2009
! Trata da licena para tratamento de saude, de que tratam os arts.
202 a 205 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e da outras
providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
251
!"# %& '())* +%,-./.
ORIENTAO NORMATIVA 3 - 2010.pdI
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Publica Federal quanto a aplicao do
Decreto n 7.003, de 9 de novembro de 2009, que regulamenta a licena
para tratamento de saude de que tratam os arts. 202 a 205, da Lei n
8.112, de 11 de dezembro de 1990, e da outras providncias.
Orientao Normativa N 81/1991
! No se interrompem as Ierias iniciadas antes de o servidor ser
acometido de molestia, podendo ser concedida licena para tratamento
de saude apos seu termino.
Orientao Normativa N 99/1991
! O deIerimento de nova licena para tratamento de saude depende
de inspeo por junta medica oIicial, quando concedida antes do decurso
de 60 dias, contados do termino da anterior e desde que a durao das
mesmas ultrapasse 30 dias.
Orientao Normativa N 42/1991
! Trata da licena por motivo de doena em pessoa da Iamilia ou
para tratamento de saude do servidor.
OIicio n 836 /2003-SRH/MP
! Trata-se de consulta sobre o pagamento de auxilio-alimentao ao
servidor quando em licena para tramento de saude.
Seo V
Da Licena Gestante, Adotante e da Licena-Paternidade
Art. 207. Sera concedida licena a servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias
consecutivos, sem prejuizo da remunerao.
1
o
A licena podera ter inicio no primeiro dia do nono ms de gestao, salvo
antecipao por prescrio medica.
2
o
No caso de nascimento prematuro, a licena tera inicio a partir do parto.
3
o
No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora sera
submetida a exame medico, e se julgada apta, reassumira o exercicio.
4
o
No caso de aborto atestado por medico oIicial, a servidora tera direito a 30
(trinta) dias de repouso remunerado.

Art. 208. Pelo nascimento ou adoo de Iilhos, o servidor tera direito a licena-
paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.

Art. 209. Para amamentar o proprio Iilho, ate a idade de seis meses, a servidora
lactante tera direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que podera
ser parcelada em dois periodos de meia hora.
252
!"# %& '())* +%,-./.

Art. 210. A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criana ate 1 (um)
ano de idade, sero concedidos 90 (noventa) dias de licena remunerada.

ParagraIo unico. No caso de adoo ou guarda judicial de criana com mais de 1
(um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo sera de 30 (trinta) dias.
> Legislaes Correlatas
Lei n 11.770, de 9 de setembro de 2008 .
! Cria o Programa Empresa Cidad, destinado a prorrogao da
licena-maternidade.
Decreto n 6.690, de 11 de dezembro de 2008 .
! Institui o Programa de Prorrogao da Licena a Gestante e a
Adotante, estabelece os criterios de adeso ao Programa, tendo em vista
o disposto no art. 2o da Lei no 11.770, de 9 de setembro de 2008.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
NOTA TECNICA N 365 /2010/COGES/DENOP/SRH .
! TRATA DA LICENA A GESTANTE E EXONERAO DE
CARGO COMISSIONADO. 'Entendemos que a servidora fara fus, a
titulo de indeni:ao, ao valor equivalente a remunerao percebida no
cargo em comisso do qual foi exonerada, desde o ato exoneratorio ate
o quinto ms apos o parto, conforme estabelece os artigos 6 e 7, inciso,
XJIII, da Constituio Federal e artigo ,10 inciso II, letra 'b`, do Ato
das Disposies Constitucionais Transitorias.`
! Torna insubsistente a Nota Tecnica n
730/2009/COGES/DENOP/SRH/MP, bem como o paragraIo n 15 da
Nota Tecnica n 761/2009/ COGES/DENOP/SRH/MP.
Nota Tecnica n 201/2010-COGES/DENOP/SRH.
! Trata da Impossibilidade de prorrogao de licena gestante Iora
do prazo de 30 dias apos o parto.
Nota Tecnica n 46/2010-COGES/DENOP/SRH .
! LICENA A ADOTANTE A SERVIDORA SEM VINCULO
QUE DETEM GUARDA JUDICIAL. 'Como a interessada esta
vinculada ao Regime Geral da Previdncia Social, por fora do art. 1
da Lei n 8.647, de 1993, essa Diviso de Analise de Processos entende
que a segurada que obtiver guarda fudicial para fins de adoo de
criana fara fus ao salario-maternidade pelo periodo de 120 (cento e
vinte) dias, se a criana tiver ate 1(um) ano de idade.`
Nota Tecnica n 499/2009-COGES/DENOP/SRH
! REPROGRAMAO DE FERIAS, QUANDO DO RETORNO
DE LICENA A GESTANTE. 'No caso de a servidora retornar de
licena a gestante as ferias devem ser reprogramadas dentro do
253
!"# %& '())* +%,-./.
exercicio, sendo vedado o seu go:o no exercicio seguinte, a menos que
fique comprovada a necessidade de servio.`
Nota Tecnica n 17/2009-COGES/DENOP/SRH
! PRORROGAO DE LICENA A GESTANTE A
CONTRATADA TEMPORARIA COM BASE NA LEI N 8.745, DE
1993. 'Entendemos que as contratadas pela Lei n 8.745, de 1993,
fa:em fus a prorrogao da licena maternidade quando cumpridos os
requisitos do Decreto n 6.690, de 2008.`
Seo VI
Da Licena por Acidente em Servio
Art. 211. Sera licenciado, com remunerao integral, o servidor acidentado em
servio.

Art. 212. ConIigura acidente em servio o dano Iisico ou mental soIrido pelo
servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuies do cargo
exercido.
ParagraIo unico. Equipara-se ao acidente em servio o dano:

I - decorrente de agresso soIrida e no provocada pelo servidor no exercicio do
cargo;
II - soIrido no percurso da residncia para o trabalho e vice-versa.
> Legislaes correlatas
Lei n 6. 782, de 19 de maio de 1980.
! Equipara ao acidente em servio a doena proIissional e as
especiIicadas em lei para eIeito de penso especial e da outras
providncias.
Art. 213. O servidor acidentado em servio que necessite de tratamento
especializado podera ser tratado em instituio privada, a conta de recursos publicos.

ParagraIo unico. O tratamento recomendado por junta medica oIicial constitui
medida de exceo e somente sera admissivel quando inexistirem meios e recursos
adequados em instituio publica.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Despacho COGES/DENOP/SRH no Processo n 04500.0022731/2001-43, de
16/05/2002.
! Trata sobre a aplicao do art. 213 da Lei n 8.112/90, ao servidor
aposentado por invalidez acidentaria.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
254
!"# %& '())* +%,-./.
NOTA/MP/CONJUR/SMM/N 0287 - 3.21 / 2009.
! Possibilidade de reembolso de despesas medicas realizadas em
decorrncia de acidente de servio.
Art. 214. A prova do acidente sera Ieita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogavel
quando as circunstncias o exigirem.
Seo VII
Da Penso
Art. 215. Por morte do servidor, os dependentes Iazem jus a uma penso mensal
de valor correspondente ao da respectiva remunerao ou provento, a partir da data do
obito, observado o limite estabelecido no art. 42.
> Legislaes Correlatas
Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003
! MODIFICA OS ARTS. 37, 40, 42, 48, 96, 149 E 201 DA
CONSTITUIO FEDERAL, REVOGA O INCISO IX DO 3 DO
ART. 142 DA CONSTITUIO FEDERAL E DISPOSITIVOS DA
EMENDA CONSTITUCIONAL N 20, DE 15 DE DEEMBRO DE
1998, E DA OUTRAS PROVIDNCIAS.
! 'Art. 1 A Constituio Federal passa a vigorar com as seguintes
alteraes.
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da Unio, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, incluidas suas autarquias
e fundaes, e assegurado regime de previdncia de carater contributivo
e solidario, mediante contribuio do respectivo ente publico, dos
servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados criterios que
preservem o equilibrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.
.....................................................................................................................
7 Lei dispora sobre a concesso do beneficio de penso por morte,
que sera igual.
I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, ate o limite
maximo estabelecido para os beneficios do regime geral de previdncia
social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela
excedente a este limite, caso aposentado a data do obito, ou
II - ao valor da totalidade da remunerao do servidor no cargo efetivo
em que se deu o falecimento, ate o limite maximo estabelecido para os
beneficios do regime geral de previdncia social de que trata o art. 201,
acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso
em atividade na data do obito.`
> Legislaes correlatas
Lei n 10.887, de 18 de junho de 2004.
255
!"# %& '())* +%,-./.
! Dispe sobre a aplicao de disposies da Emenda
Constitucional n 41, de 2003, regulamentando a concesso e reajuste do
beneIicio de penso por morte.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
ORIENTAO NORMATIVA N 9, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2010
! Estabelece orientao aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Publica Federal, acerca do pagamento do
beneIicio de penso, de que trata a Emenda Constitucional n 41, e 19 de
dezembro de 2003, regulamentada pelo art. 2 da Lei n 10.887, de 18 de
junho de 2004, e o paragraIo unico do art. 3 da Emenda Constitucional
n 47, de 5 de julho de 2005.
Nota Tecnica n 865/2009-COGES/DENOP/SRH
! Dispe sobre reajuste e regras de calculo de penses.
Art. 216. As penses distinguem-se, quanto a natureza, em vitalicias e
temporarias.

1
o
A penso vitalicia e composta de cota ou cotas permanentes, que somente se
extinguem ou revertem com a morte de seus beneIiciarios.
2
o
A penso temporaria e composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou
reverter por motivo de morte, cessao de invalidez ou maioridade do beneIiciario.

Art. 217. So beneIiciarios das penses:
I - vitalicia:
a) o cnjuge;
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 334/2010-COGES/DENOP/SRH .
! Penso a ex-companheira no designada. Deve haver
comprovao inequivoca da unio estavel a epoca do obito.
Nota InIormativa n 171/2010-COGES/DENOP/SRH
" EXTENSO DO DIREITO A PENSO POR MORTE AO
COMPANHEIRO HOMOAFETIVO DE SERVIDOR.
IMPOSSIBILIDADE.
Nota Tecnica n 865/2009-COGES/DENOP/SRH
! Dispem sobre o reajuste de penso por morte. Aplicao dos
preceitos da Emenda Constitucional n 41, de 2003.
Nota Tecnica n 192-2009-COGES/DENOP/SRH
256
!"# %& '())* +%,-./.
! Trata de possibilidade de estabelecimento de penso voluntaria a
neto, por meio de consignao em Iolha de pagamento.
Despacho COGES/DENOP/SRH no processo n 52400.001867-2007-58, de
23/05/2008
! Pagamento de penso por morte de servidor amparado pelo art. 3
da Emenda Constitucional n 41/2003.
b) a pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepo de
penso alimenticia;
c) o companheiro ou companheira designado que comprove unio estavel como
entidade Iamiliar;
d) a me e o pai que comprovem dependncia econmica do servidor;
e) a pessoa designada, maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de
deIicincia, que vivam sob a dependncia econmica do servidor;
> Legislaes Correlatas
Lei n 6.782, de 19 de maio de 1980.
! Equipara ao acidente em servio a doena proIissional e as
especiIicadas em lei para eIeito de penso especial e da outras
providncias.
Decreto n 92.096, de 9 de dezembro de 1985.
! Dispe sobre a concesso e atualizao das penses especiais e da
outras providncias.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 761/2010-COGES/DENOP/SRH
! Possibilidade de ser concedida penso a Iilha invalida aposentada,
haja vista a comprovao da dependncia econmica em relao a
instituidora.
OIicio n 72/2008-COGES/DENOP/SRH .
! INCLUSO DE PAIS COMO DEPENDENTES ECONMICOS
EM ASSENTAMENTOS INDIVIDUAIS DE SERVIDOR PARA FINS
DE PENSO. 'Os pais podero ser incluidos como dependentes
econmicos do servidor para fim de cadastramento como beneficiario de
penso, desde que por ocasio do obito do servidor no hafa cnfuge ou
companheiro designado que comprove unio estavel.`
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 912/2008 TCU-1 Cmara
! Pessoal. Penso Civil. Pagamento simultneo a me e a
companheira de instituidor. Impossibilidade, consoante o art. 217, 1,
da Lei n 8.112, de 1990.
Acordo 59/2004/TCU-Plenario
257
!"# %& '())* +%,-./.
! A Iilha solteira, maior de vinte e um anos, mesmo apos a edio
da Lei n 8.112/90, podera beneIiciar-se da reverso de cota das penses
de que tratam o art. 7 da Lei n 3.373/58 c/c a Lei n 6.782/80, somente
se comprovar que mantem preenchidos os requisitos insculpidos no
paragraIo unico do art. 5 da Lei n 3.373/58, desde a data da instituio
da penso temporaria.
Acordo 1511/2003/TCUPlenario
! Penso Civil. Instituidor solteiro. Impossibilidade de concesso
do beneIicio da penso vitalicia a duas companheiras designadas, mas
sem a comprovao da unio estavel pelas beneIiciarias, haja vista no
ter restado comprovado com qual das duas beneIiciarias designadas
mantinha de Iato, na data do obito, unio estavel, caracterizada pela
convivncia duradoura, publica e continua, estabelecida com objetivo de
constituio de Iamilia (art. 1 da Lei n 9.278, de 1996), assim
considerada como entidade Iamiliar, para eIeito da proteo do Estado
(art. 226, 3, da Constituio Federal) e da outorga de penso vitalicia,
nos termos da Lei n 8.112, de 1990.
II - temporaria:
a) os Iilhos, ou enteados, ate 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se invalidos,
enquanto durar a invalidez;
b) o menor sob guarda ou tutela ate 21 (vinte e um) anos de idade;
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 586/2005 TCU-Plenario
! Impossibilidade de concesso de penso civil a menor sob guarda
ou tutela (neto), designado, porem sem comprovao de dependncia
econmica em relao ao instituidor.
Acordo 482/2005 TCU-Plenario
! PENSO CIVIL TEMPORARIA A FILHO. BENEFICIARIO
DE SERVIDOR FALECIDO EM ATIVIDADE. DATA DO OBITO
ANTERIOR AS EMENDAS CONSTITUCIONAIS NS 20/1998 E
41/2003. BeneIicio equivalente a remunerao paga ao servidor em
atividade. Pagamento cumulativo dos quintos com a Iuno proveniente
de DAI. Legalidade.- Valor do beneIicio deixado por instituidor Ialecido
na atividade.
Deciso 498/1992 TCU-2 Cmara
! Penso civil da Lei n 8.112, de 1990. Viuva cannica gestante e
Iilhos menores. Vida em comum comprovada por certido de casamento
religioso e endereo no atestado de obito. Diligncia para esclarecer se a
me de um dos menores era esposa do instituidor e qual a condio atual
do nascituro.
c) o irmo orIo, ate 21 (vinte e um) anos, e o invalido, enquanto durar a
invalidez, que comprovem dependncia econmica do servidor;
258
!"# %& '())* +%,-./.
d) a pessoa designada que viva na dependncia econmica do servidor, ate 21
(vinte e um) anos, ou, se invalida, enquanto durar a invalidez.

1
o
A concesso de penso vitalicia aos beneIiciarios de que tratam as alineas "a"
e "c" do inciso I deste artigo exclui desse direito os demais beneIiciarios reIeridos nas
alineas "d" e "e".
2
o
A concesso da penso temporaria aos beneIiciarios de que tratam as alineas
"a" e "b" do inciso II deste artigo exclui desse direito os demais beneIiciarios reIeridos
nas alineas "c" e "d".

Art. 218. A penso sera concedida integralmente ao titular da penso vitalicia,
exceto se existirem beneIiciarios da penso temporaria.
1
o
Ocorrendo habilitao de varios titulares a penso vitalicia, o seu valor sera
distribuido em partes iguais entre os beneIiciarios habilitados.
2
o
Ocorrendo habilitao as penses vitalicia e temporaria, metade do valor
cabera ao titular ou titulares da penso vitalicia, sendo a outra metade rateada em partes
iguais, entre os titulares da penso temporaria.
3
o
Ocorrendo habilitao somente a penso temporaria, o valor integral da
penso sera rateado, em partes iguais, entre os que se habilitarem.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 883/2007 TCU-Plenario
! PESSOAL. PENSO CIVIL. CONCESSO AOS FILHOS E A
DUAS COMPANHEIRAS. LEGALIDADE. REGISTRO. E legal a
concesso de penso vitalicia a varios beneIiciarios, porque amparada
nos arts. 217, inciso I, 1, e 218, 1 e 2, da Lei n 8.112/1990. A
descaracterizao da unio estavel como entidade Iamiliar no caso de
concubinato concomitante e presuno iuris tantum, ilidivel, portanto,
por intermedio de provas em direito admitidas. 3. A concesso de penso
civil a duas companheiras, com a devida comprovao da unio estavel,
pode, ressalvadas as particularidades de cada caso, prosperar, ante o
carater social do beneIicio previdenciario.
Art. 219. A penso podera ser requerida a qualquer tempo, prescrevendo to-
somente as prestaes exigiveis ha mais de 5 (cinco) anos.
ParagraIo unico. Concedida a penso, qualquer prova posterior ou habilitao
tardia que implique excluso de beneIiciario ou reduo de penso so produzira eIeitos
a partir da data em que Ior oIerecida.
Art. 220. No Iaz jus a penso o beneIiciario condenado pela pratica de crime
doloso de que tenha resultado a morte do servidor.
Art. 221. Sera concedida penso provisoria por morte presumida do servidor, nos
seguintes casos:
259
!"# %& '())* +%,-./.
I - declarao de ausncia, pela autoridade judiciaria competente;
II - desaparecimento em desabamento, inundao, incndio ou acidente no
caracterizado como em servio;
III - desaparecimento no desempenho das atribuies do cargo ou em misso de
segurana.
ParagraIo unico. A penso provisoria sera transIormada em vitalicia ou
temporaria, conIorme o caso, decorridos 5 (cinco) anos de sua vigncia, ressalvado o
eventual reaparecimento do servidor, hipotese em que o beneIicio sera automaticamente
cancelado.
Art. 222. Acarreta perda da qualidade de beneIiciario:
I - o seu Ialecimento;
II - a anulao do casamento, quando a deciso ocorrer apos a concesso da
penso ao cnjuge;
III - a cessao de invalidez, em se tratando de beneIiciario invalido;
IV - a maioridade de Iilho, irmo orIo ou pessoa designada, aos 21 (vinte e um)
anos de idade;
V - a acumulao de penso na Iorma do art. 225;
VI - a renuncia expressa.
ParagraIo unico. A criterio da Administrao, o beneIiciario de penso
temporaria motivada por invalidez podera ser convocado a qualquer momento para
avaliao das condies que ensejaram a concesso do beneIicio. (Incluido pela Lei n
11.907, de 2009)
Art. 223. Por morte ou perda da qualidade de beneIiciario, a respectiva cota
revertera:
I - da penso vitalicia para os remanescentes desta penso ou para os titulares da
penso temporaria, se no houver pensionista remanescente da penso vitalicia;
II - da penso temporaria para os co-beneIiciarios ou, na Ialta destes, para o
beneIiciario da penso vitalicia.
Art. 224. As penses sero automaticamente atualizadas na mesma data e na
mesma proporo dos reajustes dos vencimentos dos servidores, aplicando-se o disposto
no paragraIo unico do art. 189.
Art. 225. Ressalvado o direito de opo, e vedada a percepo cumulativa de
mais de duas penses.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Nota Tecnica n 569/2010 COGES/DENOP/SRH
! CONCESSO DE PENSO REFERENTE A INSTITUIDOR
FALECIDO EM DATA ANTERIOR A LEI N 8.112, DE 1990. A
260
!"# %& '())* +%,-./.
LEGISLAO APLICAVEL E AQUELA VIGENTE A DATA DO
OBITO DO INSTITUIDOR
N ota Tecnica n 426/2010 COGES/DENOP/SRH
! No existe obice ao pagamento retroativo da penso a partir da
data do requerimento, desde que o interessado satisIaa os requisitos
legais para habilitao na data do obito do instituidor, prescrevendo-se
apenas as prestaes exigiveis ha mais de cinco anos.
Nota Tecnica n 334/2010 COGES/DENOP/SRH
! Para haver a comprovao da unio estavel, para Iins de
percepo de penso, e necessario demonstrao inequivoca da
convivncia e da dependncia econmica do instituidor, que somente e
possivel por meio de documentao habil a produzir o convencimento da
existncia dessa relao.
Nota Tecnica n 865/2009-COGES/DENOP/SRH
! Reajuste de penso por morte. Aplicao dos preceitos da
Emenda Constitucional n 41, de 2003.
Nota Tecnica n 444/2009 - COGES/DENOP/SRH
! Cabe ao orgo competente para a pratica do ato concessorio da
penso, a valorao das provas para Iormao da sua convico acerca
do preenchimento dos requisitos comprobatorios da dependncia
econmica e ensejadores da eventual instituio do beneIicio.
Nota Tecnica n 217/2009-COGES/DENOP/SRH
! Pagamento retroativo de penso para companheiro e Iilhos
adotivos de servidora Ialecida, oriunda do ex-Territorio Federal do
Amapa. Habilitao tardia.
Seo VIII
Do Auxlio-Funeral
Art. 226. O auxilio-Iuneral e devido a Iamilia do servidor Ialecido na atividade ou
aposentado, em valor equivalente a um ms da remunerao ou provento.
1
o
No caso de acumulao legal de cargos, o auxilio sera pago somente em
razo do cargo de maior remunerao.
2
o
(VETADO).
3
o
O auxilio sera pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, por meio de
procedimento sumarissimo, a pessoa da Iamilia que houver custeado o Iuneral.
Art. 227. Se o Iuneral Ior custeado por terceiro, este sera indenizado, observado o
disposto no artigo anterior.
261
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 228. Em caso de Ialecimento de servidor em servio Iora do local de
trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do corpo correro a conta de
recursos da Unio, autarquia ou Iundao publica.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Orientao Normativa SAF n 101/1991.
! O auxilio-Iuneral corresponde a remunerao ou provento a que o
servidor Iaria jus se vivo Iosse.
Orientao Normativa SAF n 21/1990.
! 'Sero pagos, no ms de faneiro de 1991, o auxilio-natalidade ou
o auxilio-funeral, relativos ao servidor amparado pelo artigo 243 da Lei
n 8.112, de 1990, na hipotese em que o nascimento ou o obito se
verifique no periodo compreendido entre 12 a 31 de de:embro de 1990.
Para esse efeito, sera considerado o valor do vencimento ou da
remunerao vigentes no ms de faneiro de 1991, conforme o caso.`
OIicio n 26/2003/COGLE/SRH .
! Trata do prazo para pagamento de auxilio-Iuneral, cujo obito deu-
se ha mais de cinco anos.
> Manifestaes dos rgos de Controle
Acordo 346/2006/TCU-Plenario .
! O beneIicio auxilio-Iuneral e vantagem de carater assistencial.
Continuam aplicaveis os arts. 183 a 185 da Lei n 8.112, de 1990, sendo
considerado legal o pagamento do beneIicio auxilio-Iuneral, visto que a
Lei n 9.528, de 10 de dezembro de 1997, restringe-se aos beneIiciarios
do Regime Geral de Previdncia Social.
Seo IX
Do Auxlio-Recluso
Art. 229. A Iamilia do servidor ativo e devido o auxilio-recluso, nos seguintes
valores:
I - dois teros da remunerao, quando aIastado por motivo de priso, em
Ilagrante ou preventiva, determinada pela autoridade competente, enquanto perdurar a
priso;
II - metade da remunerao, durante o aIastamento, em virtude de condenao,
por sentena deIinitiva, a pena que no determine a perda de cargo.
1
o
Nos casos previstos no inciso I deste artigo, o servidor tera direito a
integralizao da remunerao, desde que absolvido.
2
o
O pagamento do auxilio-recluso cessara a partir do dia imediato aquele em
que o servidor Ior posto em liberdade, ainda que condicional.
262
!"# %& '())* +%,-./.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Portaria Normativa SRH n 06/1999 .
! Dispe sobre o limite para pagamento dos beneIicios
previdenciarios do salario-Iamilia e auxilio-recluso.
Instruo Normativa SEAP n 5, de 1999.
! Trata do pagamento do auxilio-recluso aos servidores.
Nota Tecnica n 430/2009/COGES/DENOP/SRH.
! Auxilio-recluso. A base de calculo e a remunerao do servidor
preso.
Nota Tecnica n 148/2009 auxilio-moradia.
! Pagamento de auxilio-moradia. Base de calculo.
Captulo III
Da Assistncia Sade
Art. 230. A assistncia a saude do servidor, ativo ou inativo, e de sua Iamilia,
compreende assistncia medica, hospitalar, odontologica, psicologica e Iarmacutica,
prestada pelo Sistema Unico de Saude ou diretamente pelo orgo ou entidade ao qual
estiver vinculado o servidor, ou, ainda, mediante convnio, na Iorma estabelecida em
regulamento.
Art. 230. A assistncia a saude do servidor, ativo ou inativo, e de sua Iamilia,
compreende assistncia medica, hospitalar, odontologica, psicologica e Iarmacutica,
prestada pelo Sistema Unico de Saude - SUS ou diretamente pelo orgo ou entidade ao
qual estiver vinculado o servidor, ou, ainda, mediante convnio ou contrato, na Iorma
estabelecida em regulamento. (Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
(Regulamento)
Art. 230. A assistncia a saude do servidor, ativo ou inativo, e de sua Iamilia
compreende assistncia medica, hospitalar, odontologica, psicologica e Iarmacutica,
tera como diretriz basica o implemento de aes preventivas voltadas para a promoo
da saude e sera prestada pelo Sistema Unico de Saude SUS, diretamente pelo orgo ou
entidade ao qual estiver vinculado o servidor, ou mediante convnio ou contrato, ou
ainda na Iorma de auxilio, mediante ressarcimento parcial do valor despendido pelo
servidor, ativo ou inativo, e seus dependentes ou pensionistas com planos ou seguros
privados de assistncia a saude, na Iorma estabelecida em regulamento. (Redao dada
pela Lei n 11.302 de 2006)
1
o
Nas hipoteses previstas nesta Lei em que seja exigida pericia, avaliao ou
inspeo medica, na ausncia de medico ou junta medica oIicial, para a sua realizao o
orgo ou entidade celebrara, preIerencialmente, convnio com unidades de atendimento
do sistema publico de saude, entidades sem Iins lucrativos declaradas de utilidade
publica, ou com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. (Incluido pela Lei n
9.527, de 10.12.97)
263
!"# %& '())* +%,-./.
2
o
Na impossibilidade, devidamente justiIicada, da aplicao do disposto no
paragraIo anterior, o orgo ou entidade promovera a contratao da prestao de
servios por pessoa juridica, que constituira junta medica especiIicamente para esses
Iins, indicando os nomes e especialidades dos seus integrantes, com a comprovao de
suas habilitaes e de que no estejam respondendo a processo disciplinar junto a
entidade Iiscalizadora da proIisso. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
3
o
Para os Iins do disposto no caput deste artigo, Iicam a Unio e suas entidades
autarquicas e Iundacionais autorizadas a: (Incluido pela Lei n 11.302 de 2006)
I - celebrar convnios exclusivamente para a prestao de servios de assistncia
a saude para os seus servidores ou empregados ativos, aposentados, pensionistas, bem
como para seus respectivos grupos Iamiliares deIinidos, com entidades de autogesto
por elas patrocinadas por meio de instrumentos juridicos eIetivamente celebrados e
publicados ate 12 de Ievereiro de 2006 e que possuam autorizao de Iuncionamento do
orgo regulador, sendo certo que os convnios celebrados depois dessa data somente
podero s-lo na Iorma da regulamentao especiIica sobre patrocinio de autogestes, a
ser publicada pelo mesmo orgo regulador, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da
vigncia desta Lei, normas essas tambem aplicaveis aos convnios existentes ate 12 de
Ievereiro de 2006; (Incluido pela Lei n 11.302 de 2006)
II - contratar, mediante licitao, na Iorma da Lei n
o
8.666, de 21 de junho de
1993, operadoras de planos e seguros privados de assistncia a saude que possuam
autorizao de Iuncionamento do orgo regulador; (Incluido pela Lei n 11.302 de
2006)
III - (VETADO) (Incluido pela Lei n 11.302 de 2006)
4
o
(VETADO) (Incluido pela Lei n 11.302 de 2006)
5
o
O valor do ressarcimento Iica limitado ao total despendido pelo servidor ou
pensionista civil com plano ou seguro privado de assistncia a saude. (Incluido pela Lei
n 11.302 de 2006)
> Legislaes Correlatas
Decreto - 5.010-2004 - 09/03/2004
! Altera o caput do art. 1 do Decreto n 4.978, de 2004 sobre
assistncia a saude do servidor.
Decreto n 4978, de 3 de Ievereiro de 2004:
! 'Regulamenta o art. 230 da Lei n 8.112, de 11 de de:embro de
1990, que dispe sobre a assistncia a saude do servidor, e da outras
providncias.`
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Portaria Normativa n 1, de 27 de dezembro de 2007, do Secretario de Recursos
Humanos do MP:
264
!"# %& '())* +%,-./.
! 'Estabelece orientaes aos orgos e entidades do Sistema de
Pessoal Civil da Administrao Federal SIPEC sobre a assistncia a
saude suplementar do servidor ativo, inativo, seus dependentes e
pensionistas, e da outras providncias.`
Captulo IV
Do Custeio
Art. 231. O Plano de Seguridade Social do servidor sera custeado com o produto
da arrecadao de contribuies sociais obrigatorias dos servidores dos trs Poderes da
Unio, das autarquias e das Iundaes publicas.
1 A contribuio do servidor, diIerenciada em Iuno da remunerao mensal,
bem como dos orgos e entidades, sera Iixada em lei.
2 (Vetado).
2 O custeio da aposentadoria e de responsabilidade integral do Tesouro
Nacional. (Mantido pelo Congresso Nacional)
2 O custeio das aposentadorias e penses e de responsabilidade da Unio e de
seus servidores. (Redao dada pela Lei n 8.688, de 1993)
Art. 231. O Plano de Seguridade Social do servidor sera custeado com o produto
da arrecadao de contribuies sociais obrigatorias dos servidores ativos dos Poderes
da Unio, das autarquias e das Iundaes publicas. (Redao dada pela Lei n 9.630, de
1998)
1 A contribuio do servidor, diIerenciada em Iuno da remunerao mensal,
bem como dos orgos e entidades, sera Iixada em lei.(Redao dada pela Lei n 9.630,
de 1998)
2 O custeio das aposentadorias e penses e de responsabilidade da Unio e de
seus servidores. (Redao dada pela Lei n 9.630, de 1998) (Revogado pela Lei n
9.783, de 28.01.99)
!"#$%& 9(( 6 C+."#$%& D5-:& 6 *+ C&5#3+#+/=& !14.&3E3-+ >1
FG:1.:-&5+% (5#131,,1 2H?%-:&
Art. 232. Para atender a necessidades temporarias de excepcional interesse
publico, podero ser eIetuadas contrataes de pessoal por tempo determinado,
mediante contrato de locao de servios. (Revogado pela Lei n 8.745, de 9.12.93)

Art. 233. Consideram-se como de necessidade temporaria de excepcional
interesse publico as contrataes que visem a:

I - combater surtos epidmicos;
II - Iazer recenseamento;
III - atender a situaes de calamidade publica;
265
!"# %& '())* +%,-./.
IV - substituir proIessor ou admitir proIessor visitante, inclusive estrangeiro;
V - permitir a execuo de servio por proIissional de notoria especializao,
inclusive estrangeiro, nas areas de pesquisa cientiIica e tecnologica;
VI - atender a outras situaes de urgncia que vierem a ser deIinidas em lei.

1 As contrataes de que trata este artigo tero dotao especiIica e obedecero
aos seguintes prazos:
I - nas hipoteses dos incisos I, III e VI, seis meses;
II - na hipotese do inciso II, doze meses;
III - nas hipoteses dos incisos IV e V, ate quarenta e oito meses.

2 Os prazos de que trata o paragraIo anterior so improrrogaveis.

3 O recrutamento sera Ieito mediante processo seletivo simpliIicado, sujeito a
ampla divulgao em jornal de grande circulao, exceto nas hipoteses dos incisos III e
VI. (Revogado pela Lei n 8.745, de 9.12.93)
Art. 234. E vedado o desvio de Iuno de pessoa contratada na Iorma deste titulo,
bem como sua recontratao, sob pena de nulidade do contrato e responsabilidade
administrativa e civil da autoridade contratante. (Revogado pela Lei n 8.745, de
9.12.93)
Art. 235. Nas contrataes por tempo determinado, sero observados os padres
de vencimentos dos planos de carreira do orgo ou entidade contratante, exceto na
hipotese do inciso V do art. 233, quando sero observados os valores do mercado de
trabalho. (Revogado pela Lei n 8.745, de 9.12.93)
!"#$%& 9((( 6 C+."#$%& D5-:& 6 *+, *-,.&,-/01, I13+-,
Art. 236. O Dia do Servidor Publico sera comemorado a vinte e oito de outubro.

Art. 237. Podero ser instituidos, no mbito dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciario, os seguintes incentivos Iuncionais, alem daqueles ja previstos nos
respectivos planos de carreira:
I - prmios pela apresentao de ideias, inventos ou trabalhos que Iavoream o
aumento de produtividade e a reduo dos custos operacionais;
II - concesso de medalhas, diplomas de honra ao merito, condecorao e elogio.
Art. 238. Os prazos previstos nesta Lei sero contados em dias corridos,
excluindo-se o dia do comeo e incluindo-se o do vencimento, Iicando prorrogado, para
o primeiro dia util seguinte, o prazo vencido em dia em que no haja expediente.
Art. 239. Por motivo de crena religiosa ou de convico IilosoIica ou politica, o
servidor no podera ser privado de quaisquer dos seus direitos, soIrer discriminao em
sua vida Iuncional, nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.
266
!"# %& '())* +%,-./.
Art. 240. Ao servidor publico civil e assegurado, nos termos da Constituio
Federal, o direito a livre associao sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela
decorrentes:
a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;
b) de inamovibilidade do dirigente sindical, ate um ano apos o Iinal do mandato,
exceto se a pedido;
c) de descontar em Iolha, sem nus para a entidade sindical a que Ior Iiliado, o
valor das mensalidades e contribuies deIinidas em assembleia geral da categoria.
d) (Vetado).
e) (Vetado).
d) de negociao coletiva; (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela
Lei n 9.527, de 10.12.97)
e) de ajuizamento, individual e coletivamente, Irente a Justia do Trabalho, nos
termos da Constituio Federal. (Mantido pelo Congresso Nacional) (Revogado pela
Lei n 9.527, de 10.12.97)

> Legislaes correlatas
Decreto n 6.386, de 29 de Ievereiro de 2008, alterado pelo Decreto n 6.574, de
19 de setembro de 2008, alterado pelo Decreto 6.967, de 28 de setembro de
2009,
! Regulamenta o art. 45 da Lei n 8.112, de 1990, e dispe sobre o
processamento de consignaes em Iolha de pagamento no mbito do
SIAPE.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
Portaria Normativa n 01/2010, de 25 de Ievereiro de 2010
! Estabelece orientaes aos orgos sobre o processamento das
consignaes em Iolha de pagamento do SIAPE, Iixa condies para o
cadastramento no mbito da Administrao Publica Federal e da outras
providncias.
Art. 241. Consideram-se da Iamilia do servidor, alem do cnjuge e Iilhos,
quaisquer pessoas que vivam as suas expensas e constem do seu assentamento
individual.
ParagraIo unico. Equipara-se ao cnjuge a companheira ou companheiro, que
comprove unio estavel como entidade Iamiliar.
> Manifestaes da Secretaria de Recursos Humanos - MP
PORTARIA NORMATIVA N 3 , DE 30 DE JULHO DE 2009
! Art. 4, II, b - determina o reconhecimento do vinculo entre
companheiros homoaIetivos para Iins de incluso de beneIiciario do
plano de assistncia a saude.
OIicio n 133/2002-COGLE/SRH/MP
267
!"# %& '())* +%,-./.
! Trata acerca de unio estavel do companheiro (a) para eIeito de
concesso de penso.
! Torna insubsistente o disposto no OIicio n 31/2002-
COGLE/SRH/MP, de 5 de maro de 2002.
NOTA INFORMATIVA n 171 /COGES/SRH/MP - 2010
! Extenso do direito a penso por morte ao companheiro
homoaIetivo de servidor. Impossibilidade.
NOTA TECNICA N 662/2009/COGES/DENOP/ SRH/MP
! Trata de hipotese de designao de companheira nos
assentamentos Iuncionais.
> Manifestaes da Advocacia-Geral da Unio
Nota CONJUR - n -1219- 2008.pdI
! PENSO VITALICIA REQUERIDA NA QUALIDADE DE
COMPANHEIRA DE EX-SERVIDOR. RECONHECIMENTO
JUDICIAL DE UNIO ESTAVEL POR 36 ANOS. VINCULO
DISSOLVIDO ANTERIORMENTE AO OBITO DO INSTITUIDOR
DO BENEFICIO. PELO INDEFERIMENTO DO REQUERIMENTO.
Art. 242. Para os Iins desta Lei, considera-se sede o municipio onde a repartio
estiver instalada e onde o servidor tiver exercicio, em carater permanente.

!"#$%& (J 6 C+."#$%& D5-:& 6 *+, *-,.&,-/01, !3+5,-#K3-+, 1 L-5+-,
Art. 243. Ficam submetidos ao regime juridico instituido por esta Lei, na
qualidade de servidores publicos, os servidores dos Poderes da Unio, dos ex-
Territorios, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das Iundaes publicas,
regidos pela Lei n 1.711, de 28 de outubro de 1952 - Estatuto dos Funcionarios
Publicos Civis da Unio, ou pela Consolidao das Leis do Trabalho, aprovada pelo
Decreto-Lei n 5.452, de 1
o
de maio de 1943, exceto os contratados por prazo
determinado, cujos contratos no podero ser prorrogados apos o vencimento do prazo
de prorrogao.
1
o
Os empregos ocupados pelos servidores incluidos no regime instituido por
esta Lei Iicam transIormados em cargos, na data de sua publicao.
2
o
As Iunes de conIiana exercidas por pessoas no integrantes de tabela
permanente do orgo ou entidade onde tm exercicio Iicam transIormadas em cargos em
comisso, e mantidas enquanto no Ior implantado o plano de cargos dos orgos ou
entidades na Iorma da lei.
3
o
As Funes de Assessoramento Superior - FAS, exercidas por servidor
integrante de quadro ou tabela de pessoal, Iicam extintas na data da vigncia desta Lei.
4
o
(VETADO).
268
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5
o
O regime juridico desta Lei e extensivo aos serventuarios da Justia,
remunerados com recursos da Unio, no que couber.
6
o
Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no servio
publico, enquanto no adquirirem a nacionalidade brasileira, passaro a integrar tabela
em extino, do respectivo orgo ou entidade, sem prejuizo dos direitos inerentes aos
planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos.
7
o
Os servidores publicos de que trata o caput deste artigo, no amparados
pelo art. 19 do Ato das Disposies Constitucionais Transitorias, podero, no interesse
da Administrao e conIorme criterios estabelecidos em regulamento, ser exonerados
mediante indenizao de um ms de remunerao por ano de eIetivo exercicio no
servio publico Iederal. (Incluido pela Lei n 9.527, de 10.12.97)
8
o
Para Iins de incidncia do imposto de renda na Ionte e na declarao de
rendimentos, sero considerados como indenizaes isentas os pagamentos eIetuados a
titulo de indenizao prevista no paragraIo anterior. (Incluido pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
9
o
Os cargos vagos em decorrncia da aplicao do disposto no 7
o
podero ser
extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessarios. (Incluido pela Lei
n 9.527, de 10.12.97)
> Manifestaes dos Tribunais Superiores
RE 231580 / RN - RIO GRANDE DO NORTE . Rel. Min. CARLOS
VELLOSO, DJ de 23.10.1998.
! EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PUBLICO: SERVIDOR CELETISTA TRANSFORMADO
EM ESTATUTARIO: LEI N 8.112, DE 11.12.90, ART. 243.
CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIO PARA TODOS OS
EFEITOS. LEI N 8.112, DE 11.12.90, ART. 100. I. - Servidores
celetistas da Unio que passaram a estatutarios: Lei n 8.112/90, art.
243. Direito adquirido a contagem, para todos os eIeitos, do tempo de
servio publico Iederal por eles prestado: Lei n 8.112/90, art. 100. II. -
Precedente: RE 209.899-RN, M. Corra, Plenario, 4.6.98. III. - R.E.
conhecido e provido.
Art. 244. Os adicionais por tempo de servio, ja concedidos aos servidores
abrangidos por esta Lei, Iicam transIormados em anunio.

Art. 245. A licena especial disciplinada pelo art. 116 da Lei n 1.711, de 1952,
ou por outro diploma legal, Iica transIormada em licena-prmio por assiduidade, na
Iorma prevista nos arts. 87 a 90.
Art. 246. (VETADO).

Art. 247. Para eIeito do disposto no 2 do art. 231, havera ajuste de contas com
a Previdncia Social, correspondente ao periodo de contribuio por parte dos
servidores celetistas abrangidos pelo art. 243.
269
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Art. 247. Para eIeito do disposto no Titulo VI desta Lei, havera ajuste de contas
com a Previdncia Social, correspondente ao periodo de contribuio por parte dos
servidores celetistas abrangidos pelo art. 243. (Redao dada pela Lei n 8.162, de
8.1.91)

Art. 248. As penses estatutarias, concedidas ate a vigncia desta Lei, passam a
ser mantidas pelo orgo ou entidade de origem do servidor.

Art. 249. Ate a edio da lei prevista no 1
o
do art. 231, os servidores abrangidos
por esta Lei contribuiro na Iorma e nos percentuais atualmente estabelecidos para o
servidor civil da Unio conIorme regulamento proprio.

Art. 250 (Vetado)
Art. 250. O servidor que ja tiver satisIeito ou vier a satisIazer, dentro de 1 (um)
ano, as condies necessarias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. 184
do antigo Estatuto dos Funcionarios Publicos Civis da Unio, Lei n 1.711, de 28 de
outubro de 1952, aposentar-se-a com a vantagem prevista naquele dispositivo. (Mantido
pelo Congresso Nacional)

Art. 251. Enquanto no Ior editada a Lei Complementar de que trata o art. 192 da
Constituio Federal, os servidores do Banco Central do Brasil continuaro regidos pela
legislao em vigor a data da publicao desta lei. (Revogado pela Lei n 9.527, de
10.12.97)
Art. 252. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao, com eIeitos
Iinanceiros a partir do primeiro dia do ms subsequente.
Art. 253. Ficam revogadas a Lei n 1.711, de 28 de outubro de 1952, e respectiva
legislao complementar, bem como as demais disposies em contrario.
Brasilia, 11 de dezembro de 1990; 169
o
da Independncia e 102
o
da Republica.
FERNANDO COLLOR
Jarbas Passarinho
Este texto no substitui o publicado no D.O.U. de 12.12.1990 e Republicado no
D.O.U. de 18.3.1998
270
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LEI N 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990

Partes vetadas pelo Presidente da Republica e mantidas pelo Congresso Nacional,
do Projeto que se transIormou na Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que
"dispe sobre o Regime Juridico dos Servidores Publicos Civis da Unio, das autarquias
e das Iundaes publicas Iederais".

O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL:

Fao saber que o CONGRESSO NACIONAL manteve, e eu, MAURO
BENEVIDES, Presidente do Senado Federal, nos termos do 7 do art. 66 da
Constituio, promulgo as seguintes partes da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990:

"Art.
87 .............................................................................................................................

1 ..................................................................................................................................
2 Os periodos de licena-prmio ja adquiridos e no gozados pelo servidor
que vier a Ialecer sero convertidos em pecunia, em Iavor de seus beneIiciarios da
penso.
Art. 192. O servidor que contar tempo de servio para aposentadoria com
provento integral sera aposentado:
I - com a remunerao do padro de classe imediatamente superior aquela em
que se encontra posicionado;
II - quando ocupante da ultima classe da carreira, com a remunerao do padro
correspondente, acrescida da diIerena entre esse e o padro da classe imediatamente
anterior.

Art. 193. O servidor que tiver exercido Iuno de direo, cheIia, assessoramento,
assistncia ou cargo em comisso, por periodo de 5 (cinco) anos consecutivos, ou 10
(dez) anos interpolados, podera aposentar-se com a gratiIicao da Iuno ou
remunerao do cargo em comisso, de maior valor, desde que exercido por um periodo
minimo de 2 (dois) anos.

1 Quando o exercicio da Iuno ou cargo em comisso de maior valor no
corresponder ao periodo de 2 (dois) anos, sera incorporada a gratiIicao ou
remunerao da Iuno ou cargo em comisso imediatamente inIerior dentre os
exercidos.
2 A aplicao do disposto neste artigo exclui as vantagens previstas no art.
192, bem como a incorporao de que trata o art. 62, ressalvado o direito de opo.
Art. 231. ................................................................................................
1 ..............................................................................................................

2 O custeio da aposentadoria e de responsabilidade integral do Tesouro
Nacional.
Art.
240. ...........................................................................................................................
271
!"# %& '())* +%,-./.
a) ............................................................................................................................
.........
b) ...........................................................................................................................
..........
c) ............................................................................................................................
.........
d) de negociao coletiva;
e) de ajuizamento, individual e coletivamente, Irente a Justia do Trabalho, nos
termos da Constituio Federal.

Art. 250. O servidor que ja tiver satisIeito ou vier a satisIazer, dentro de 1 (um)
ano, as condies necessarias para a aposentadoria nos termos do inciso II do art. 184
do antigo Estatuto dos Funcionarios Publicos Civis da Unio, Lei n 1.711, de 28 de
outubro de 1952, aposentar-se-a com a vantagem prevista naquele dispositivo."

Senado Federal, 18 de abril de 1991. 170 da Independncia e 103 da Republica.
MAURO BENEVIDES
Este texto no substitui o publicado no D.O.U. de 19.4.1991
272

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