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Simbolismo da Espada na Maçonaria

1) O documento discute o simbolismo da espada na Maçonaria, incluindo seu uso nos rituais e cerimônias. 2) A espada representa proteção contra influências externas, além de virtudes como honra e igualdade. 3) Há diferentes tipos de espadas maçônicas, como a Espada Flamígera usada para consagrar novos maçons.

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Rildo Borges
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Simbolismo da Espada na Maçonaria

1) O documento discute o simbolismo da espada na Maçonaria, incluindo seu uso nos rituais e cerimônias. 2) A espada representa proteção contra influências externas, além de virtudes como honra e igualdade. 3) Há diferentes tipos de espadas maçônicas, como a Espada Flamígera usada para consagrar novos maçons.

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AGDGADU

Aug Resp Loj Simb Vigilantes da Lei 30 n76 MM AA LL AA CEM Centro de Estudos Manicos A Espada

Techniques of the Sword 1 cannot be encompassed by words or letters. Do not rely on such things-

Foster and polish the warrior spirit

Forge the spirit

while serving in the world; illuminate the Path

according to the divine will; seek the light and heat of the Universal Sword

Move on toward enlightenment! In accordance with the divine will and move on toward enlightenment Deep and mysterious 2 the grand design of the Path of Swordplace its heat and light in your heart Taught to us by the gods, the grand design of the Path follows the divine. The Path of aiki 4

revealed by the Angel of Purification

Morihei Ueshiba,in BUD.

Introduo. Desde a poca em que o ser humano comeou a criar instrumentos, as armas estiveram entre as primeiras invenes. Seja para a caa, o ataque ou defesa, vrios foram os tipos de armas criadas com o intuito de colocar uma distncia segura entre seu usurio e o objeto do ataque. Porm, uma delas foi criada com o intuito exclusivo do combate corpo a corpo, do ser humano contra o ser humano. Antes da era dos metais a arma de mo era a clava, mas com a descoberta do fogo e da manipulao dos metais a clava deu lugar espada. A espada para ser til deveria ser manipulada por um indivduo especialmente treinado e com caractersticas especiais. Por isso, a aura da espada e do espadachim atravessaram os tempos e hoje, mesmo em desuso ainda grande seu significado.

Segundo os dicionrios, arma ofensiva mais ou menos longa e pontiaguda que ordinariamente se traz suspensa cintura. ... Anjo armado de espada flamejante que Deus colocou porta do paraso terrestre para proibir a entrada de Ado e Eva e guardar o caminho para a rvore da vida. [LELLO UNIVERSAL]. Compe-se de duas partes essenciais: o punho e a lmina. O conjunto do punho compreende o boto do punho, o punho propriamente dito e a guarda. Na guarda, ordinariamente em forma de cruz, juntam-se ramos em forma de concha para a proteo da mo. A lmina, de tamanho e largura variveis, com um ou dois gumes, segundo tipos e pocas, sempre retilnea. A bainha o estojo onde esta se traz metida. A palavra origina-se do latim spatha, que originase do grego spth.
...Porque a palavra de Deus viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra at diviso da alma e do esprito, e das juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e intenes do corao.[ Hebreus 4:12 ]

Com um simbolismo vastssimo, a espada um dos acessrios mais usados nas cerimnias manicas. No seu aspecto mais vulgar, a arma da vigilncia por meio da qual o Iniciado procura defender os nossos augustos mistrios de toda a intromisso violenta do mundo profano. Empunhada com a mo direita, a espada representa uma arma e simboliza ao fsica; por isso os maons a seguram, quase sempre, com a mo esquerda, pois assim, ela se transforma em instrumento de transmisso e de ao inicitica. Ela lembra tambm que, como os construtores do segundo Templo de Jerusalm, chamado de Zorobabel, seguravam a colher de pedreiro com a mo direita e a espada com a esquerda; assim tambm os maons a seguram com a esquerda, porque, simbolicamente, a direita est ocupada, constantemente, no trabalho ativo da construo do Templo interno, do Templo ideal. Sem este simbolismo, a espada poder parecer estar fora de seu lugar em um Templo manico, ou numa Instituio eminentemente pacfica como a Maonaria, mas, como dissemos, o seu simbolismo to extenso que ela deixou de ser uma arma para transformar-se num smbolo. Segura com a mo esquerda, a espada, de fato, simboliza a faculdade passiva do pensamento. A interpretao moral do simbolismo da espada que na luta constante entre os dois

princpios, o Bem e o Mal, existe, para este ltimo, reservado um castigo, que o fogo destruidor da conscincia. Para os maons, a espada , pois, um smbolo de proteo contra o mundo profano, um smbolo de conscincia, mas tambm um smbolo de honra, de combatividade, mas tambm de igualdade. Existem trs tipos de espadas manicas que examinaremos separadamente. Espadas dos oficiais: So as espadas utilizadas pelos irmos Guarda do Templo, Cobridor, Experto e pelos irmos que comporo a comisso de formao da abbada de ao na recepo de autoridades manicas e visitantes. A espada dividida em trs partes distintas: o punho, que deve ser de metal amarelo simulando um cordo retorcido de dezesseis centmetros, o boto de punho em forma de crnio humano e a cruzeta, com quinze centmetros, de metal amarelo, em forma de tbia cruzada ou folhas de acanto(sm(gr. Akantha) planta espinhosa, de folhas muito
largas, verdes e recortadas, conhecida por erva gigante. Cresce nos terrenos midos e pedregosos do sul da Europa e dos trpicos, tendo as flores um cheiro forte e pouco agradvel. As folhas so emolientes e os decoctos dos ramos so aplicados contra a hemoptise e a menorragia.-Ornato arquitetnico representando aquela planta usado especialmente em capitis da ordem corntia. [ Lello Universal ]).

A lmina deve ser de ao polido, com dois gumes e setenta e cinco centmetros de comprimento. A espada deve ser usada com a mo direita excetuando-se determinao contida no ritual. Quando seu portador estiver de p e ordem deve ficar com o punho colado ao corpo junto ao quadril e a lmina voltada para cima, em direo ao ombro oposto. Quando sentado, apoiar as duas mos sobre seu punho e a ponta voltada para o cho. Existe um sentido esotrico para que se assim o faa principalmente no que diz respeito s posies dos irmos Guarda do Templo e Cobridor. Situados abaixo das borlas da corda de oitenta e um laos, que protege esotericamente o Templo, eles atuariam como um aterramento do circuito astral reforando a proteo do Templo. Segundo Girard Anaclet Vincint Encause, mdico francoespanhol que viveu no final do sculo XVIII e incio do sculo XIX que, estudioso das cincias ocultas adotou o pseudnimo de PAPUS, em seu Tratado Elementar de Magia Prtica, ed. Pensamento, em que ele diz textualmente: ... Para indicar e para dirigir a projeo de sua vontade, o magista possui um instrumento construdo de madeira e ferro magntico que se chama o basto ou baqueta mgica. Esta baqueta no tem outro fim seno o de condensar uma grande quantidade de fluido emanado do operador ou das substncias

dispostas por ele para o fim em vista e de dirigir a projeo deste fluido sobre um ponto determinado. o apoio da fora astral condensada pelo operador em torno de si. ... O mesmo no se d com a espada mgica. Esta tem por fim servir de defesa ao operador, e a ponta em que terminada empresta-lhe toda sua qualidade. Os conglomerados fludicos formados pela unio de uma potncia astral, atuando como alma, com os fluidos vitais do ambiente, atuando como corpo, tm uma analogia muito acentuada com os conglomerados eltricos. O astral s pode atuar sobre o fsico por meio dos fluidos da vida fsica, poderamos dizer da eletricidade vital. Assim, quando o operador presume que a potncia astral que se lhe apresenta quer abusar de seu poder para opor-se ao fim perseguido, ao operador no resta outro recurso que o de apresentar a ponta de sua espada ao ser fludico que se apresenta. A ponta metlica extrai instantaneamente os fluidos astro-eltricos que formavam o corpo do ser dotado de ms intenes, o qual repentinamente privado de todos os seus meios de ao sobre o plano fsico.... A espada do irmo Cobridor representa tambm, como escrito por Webb, circa 1800 e em traduo livre pelo autor: ... Ela serve para lembrar-nos de sermos vigilantes e cuidadosos com nossos atos e palavras particularmente quando diante dos inimigos da Maonaria, trazendo sempre na lembrana aquelas verdadeiras virtudes manicas que so o silncio e a circunspeo. ...A espada do irmo Cobridor totalmente simblica. Se sempre foi assim matria que se perde nos mistrios da histria ancestral. O cobridor de uma loja operativa deve, certamente, ter sido armado com a espada para verdadeira defesa contra falsos maons que buscavam o segredo das construes. Mas, atualmente, o cobridor afasta os goteiras pelo simples processo de recusar-se a admiti-los e, em caso de tratar-se de indivduo recalcitrante, ele pode solicitar um comit para retir-lo. Mas, a espada um smbolo da defesa contra a invaso de privacidade. Portanto, devemos lev-la em nossos coraes como um selo de silncio e circunspeo colocado sobre nossa lngua guardando nossos segredos com o zelo que o irmo Cobridor guarda a porta do Templo. Na 2 edio da Constituio de Anderson reza que, em 1731, o Gro-Mestre da Grande Loja da Inglaterra, o Duque de Norfolk, presenteou a Grande Loja com a espada que pertenceu ao Rei da Sucia, Gustavo Adolfo, que foi usada em guerra por seu

sucessor, o bravo Bernardo, Duque da Saxnia-Weimar, e que passaria a ser a espada do Gro-Mestre da em diante. Na Frana, antes da Revoluo Francesa, seu uso dentro dos Templos Manicos serviu para nivelar os homens, pois quela poca s os fidalgos podiam us-la. Era um smbolo de nobreza e leis severas proibiam seu uso a quem no tivesse cartas de nobreza, exceto dentro da Maonaria onde todos eram iguais e irmos.
...Tomai tambm o capacete da salvao e a espada do esprito, que a palavra de Deus...[Efsios 6:17]

Espada Flamgera: A lmina da Espada Flamgera ou Flamejante tem a forma ondulada. por meio dela que o Recipiendrio consagrado. Na maior parte das vezes , o Venervel, segurando a Espada com a mo esquerda, dirige a lmina sobre a cabea do candidato, aplicando sobre a folha trs golpes de Malhete. Alis, o Ritual elaborado pela Conveno de Lausane, de 1875(dos Supremos Conselhos do REAA),diz que o Venervel bate trs golpes iguais com seu Malhete sobre a lmina da Espada, pousandoa, levemente, sobre a cabea do Recipiendrio. A Espada Flamgera deve ser empunhada com a mo esquerda(lado passivo) e o Malhete com a mo direita (lado ativo). Esta Espada no uma arma; um instrumento de transmisso, por isto deve ser empunhada com a mo esquerda....No se pode assimilar a Espada Flamgera a uma Espada mgica. No entanto, toda Cerimnia Ritual mgica, isto , o gesto realizado no plano material acompanhado de uma ao real no plano hiperfsico, com a condio de que o operador possua as indispensveis qualificaes. As transmisses iniciticas so verdadeiras operaes mgicas. Os Maons racionalistas que vem, na Magia, crenas de uma idade j passada, no se do conta de que se prestaram, quando de uma Iniciao, a estas prticas mgicas que qualificam de disparates...por no compreend-las[Ragon,pp63-64, in Grande Dicionrio Enciclopdico de Maonaria e Simbolismo, Aslam]. A Espada Flamgera idntica comum em tamanho, estrutura e caractersticas, exceo da lmina que deve ter uma forma ondulada e semelhante s lnguas de fogo. A origem deste smbolo est nas Escrituras Sagradas, onde se diz que o anjo que expulsou Ado e Eva do Paraso guardou as portas com uma Espada Flamgera ou de fogo. Para Ragon, a Espada Flamgera uma arma simblica, significando que a insubordinao, o vcio e o crime, devem ser desterrados de nossos Templos. Para Oswald Wirth, ela smbolo

do Verbo, ou do pensamento ativo, sendo a nica arma do iniciado, que no saberia vencer seno pela idia e pela fora em si mesma depositada. Para Marius Lepage, ela reveste dois significados essenciais: o da criao por intermdio do Verbo-Luz-Som, e o da purificao e da expiao pelas provas do destino. a verdadeira insgnia do Venervel Mestre. O Gro-Mestre tem como insgnia a Espada Articulada.
Crystal cear, 1 The Path os the Sword, 3 unlimited and unfathomable, and made manifest in the should be opened to the world sharp and bright, deep learning and bud have been the two wheels of the Path; trough the virtue of practice From ancient times 5

the Sacred Sword

allows no opening for evil to roost.

bodies and souls of all people Warriors! 4

enlighten both body and soul When learning 6

Not a weakness anywhere- 2 and make the Path of the Sword manifest in the bodies and souls of all people brighten up the world

Rally around and brandish the Universal Sword. Shine brightly and

follow the guidance of the sword

becomes superficial,

reveal it to the world.

in body and soul. Morihei Ueshiba, in BUD.

Concluso. Na viso do autor, o caminho da espada tambm o caminho do esprito e remete-nos ao binmio exoterismo-esoterismo. Um instrumento qualquer nas mos de um inexperiente para nada serve, podendo, inclusive ser perigoso para si e para o prximo. A espada, que em tempos de guerra serve para proteger naes e idias, para ser bem utilizada tem que ser manuseada por homens bem treinados em tempos de paz. Em tempos de paz, o treinamento duro para aprender a manuse-la afia tambm o esprito do espadachim que deve lutar contra o cansao, a preguia, a autosuficincia, o orgulho o que o leva a tornar-se uma pessoa melhor. Alm disso, o grande espadachim tem sua arte a servio de grandes ideais, caso contrrio seria mais um rufio a ser batido. Nos tempos atuais, em que os contendores no se olham nos olhos, tempos de plvora, msseis e fisso nuclear, a espada ainda smbolo de coragem, dedicao e superao. Mas, se a Maonaria uma Instituio pacfica, quem devemos combater? Simples, quele que sempre nos atrapalha no caminho da perfeio, ns mesmos. Atualmente, na prtica no h sentido em buscarmos o

Caminho da Espada a no ser para conhecermos e vencermos as nossas prprias fraquezas.

Autor: Luiz Srgio Rodrigues de Jesus, CM Bibliografia. 1. A Bblia 2. Freemasonry Pietre-Stones Review of Freemasonry. Revista on-line. 3. Lello Universal 4. Morihei Ueshiba, BUD- Teachings of The Founder of Aikid. 5. Nicola Aslam, Grande Dicionrio Enciclopdico de Maonaria e Simbologia. Vol. II. 6. Papus. Tratado Elementar de Magia Prtica. 7. Ritual do Aprendiz Maom. GLMERJ 8. The Cutting Edge. Revista on-line.

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